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sábado, 11 de junho de 2016

As Derrotas da Esquerda na América do Sul

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Está feliz a direita na região. A esquerda está perdendo eleições ou está sendo desalojada do poder. No Brasil e na Venezuela ocorrem situações mais dramáticas. Na Argentina também ocorreu uma angustiosa batalha política. No Peru, a esquerda sequer conseguiu chegar ao segundo turno e neste domingo (5/6/2016) tem que se contentar em apoiar um notável expoente da direita para tentar atrapalhar a filha de Fujimori. No Equador e na Bolívia, o panorama para as próximas eleições não é alentador.
Imagem da Internet
Os dirigentes das forças derrotadas ou acossadas apelam para uma explicação: trata-se de uma conspiração da direita com alguma ajuda de forças externas. Seus rivais tem outra explicação: é a ineficácia, a má gestão e a incapacidade para governar esses países que estão no caminho do desenvolvimento.
É certo que em alguns deles a direita está urdindo as mais obscuras intrigas para tomar o poder. No Brasil isto é evidente. O julgamento a que está sendo submetida Dilma Rousseff é um baile a fantasia, tramado por uma aliança entre as forças mais corruptas, com o propósito de tirá-la do governo. É certo, também, como afirma a direita, que em alguns casos há uma desastrosa administração dos recursos.
Porém, as duas explicações são insuficientes. Me atrevo a dizer que no fundo da crise que vive a esquerda há três causas: nenhum dos partidos ou movimentos dessa corrente política conseguiu forjar um projeto economicamente viável; nenhum logrou afastar os inegáveis focos de corrupção; e a fadiga dos cidadãos com sua prolongação indefinida dos mandatos está afetando a todos.
O Partido dos Trabalhadores e Luiz Inácio Lula da Silva conseguiram criar a mentira de um modelo econômico que distribuía riqueza ao mesmo tempo em que produzia um desenvolvimento imenso. Em seus dois mandatos Lula dizia ter tirado 30 milhões de brasileiros da pobreza, produzindo uma grande transformação econômica. Porém, a verdade em forma de crise chegou e a ilusão se desvaneceu. O combate à iniquidade e à pobreza não tinham uma base estável, tampouco o crescimento econômico.
A esquerda não encontrou o caminho para converter a riqueza natural dos países da região em riqueza produtiva. E esse é o grande desafio. A orientação da esquerda, com variações de matizes de um lugar a outro, tem sido a de extrair rendas da terra e distribuí-las por meio de programas assistencialistas. Isto não é, claro, condenável. Mostra um espírito de justiça que não pode ser abandonado. Porém já está bem demonstrado que isto não produz novas economias. A Venezuela é o exemplo mais palpável.
Por outro lado, a corrupção bateu fortemente às portas da esquerda. Depois de haver fustigado durante décadas a direita no poder pelo abuso na utilização dos recursos, esta corrente política teve que admitir que ela também, uma vez acomodada no poder local ou nacional, pode expor-se a cair em graves escândalos de corrupção. Nenhum dos governos escapou de algum surto. O menor deles pode ser o que afetou a família de Michelle Bachelet, mas dado à aura que rodeou essa líder chilena, as denúncias tiveram um grande efeito em seu mandato.
Além dos fracassos econômicos e dos buracos negros na transparência, está o cansaço dos cidadãos com a prorrogação dos mandatos. Há uma lei da democracia contra a qual é inútil lutar: o ir e vir do pêndulo político. A esquerda latino americana ainda não se deu conta disso.
Nos países de competição política aberta, com regras institucionais estáveis, com equilíbrio de poderes, é impossível que uma corrente permaneça no poder por tempo indefinido. Mesmo que os governos tenham muitas coisas favoráveis, os cidadãos se cansam de ver sempre os mesmos governantes. Aguentam dois, com alguma dificuldade, três mandatos. Porém o quarto mandato se torna em pesadelo. A situação se agrava quando, além de tudo, há que mudar as regras do jogo para obter essa continuidade no poder. O caso boliviano é bem ilustrativo. Um presidente popular como Evo Morales acaba de perder o referendo para prolongar seu mandato.
Conversando com meus amigos de esquerda me dei conta de que muitos tomam as derrotas da esquerda como uma verdadeira tragédia, como se fosse uma perda definitiva. A direita também alimenta a ideia de que os governos de esquerda nunca mais voltarão.
Contudo, em uma verdadeira democracia, passar à oposição não é uma tragédia; é, por assim dizer, um fato inerente ao jogo político. Mais ainda, pode ser uma bênção. Para alguns casos na América Latina, certamente o é. A alguns partidos e líderes políticos é conveniente um tempo de reflexão sobre novas alternativas econômicas; um tempo de depuração em seus quadros para prevenir a corrupção; um tempo nas ruas e fazendo críticas, para aspirar, de novo, conduzir esses países tão complexos em sua adolescência democrática.
Fonte:  tradução livre de Semana
COMENTO: o autor do texto acima, León Valencia Agudelo, é um jornalista colombiano que foi guerrilheiro até 1994, quando houve um acordo de paz com o Grupo de Renovación Socialista, uma dissidência do Exército de Libertação Nacional (ELN), da qual ele fazia parte. Publico seu texto para que vejamos que a queda dos incompetentes comuno/socialistas na América Latina já é um fenômeno reconhecido não só no Brasil. Felizmente, está acabando a paciência da "maioria silenciosa" para com esses bostas, desonestos e incompetentes seguidores dos ditames do Foro de São Paulo.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

¿Retrocede a Esquerda na América Latina?

por Diana Carolina Jiménez
Em novembro passado, os argentinos elegeram Presidente um empresário "de direita" que enfrentou o candidato designado pela presidente Cristina Fernandez, e o Congresso no Brasil iniciou uma investigação para determinar se submete a julgamento político a Presidente Dilma Rousseff, cujos índices de aprovação nas pesquisas permanecem perto de 10 por cento.
No que constitui, talvez, a reviravolta mais importante, o eleitorado venezuelano, onde começou o giro à esquerda da região, entregou a vitória à oposição, por uma margem esmagadora nas eleições legislativas, pela primeira vez desde que o "anti yanqui" Hugo Chavez ganhou a Presidência em 1988.
A reação se produz em meio a uma tormenta econômica que não se via há décadas. Todas as dinastias políticas estão pagando o custo de ter economias em quebra e uma corrupção desenfreada, e os analistas ressaltam que a maioria desses governos em mãos de esquerdistas assumiram quando a economia da China iniciava uma época de forte crescimento nos últimos 15 anos, demandando matérias primas da região.
Agora, que o colosso asiático enfrenta problemas, os preços do cobre, da soja e do petróleo caíram, arrastando as moedas e, com elas, as aspirações de milhões de famílias que ascenderam à classe média surfando na crista daquele "boom".
Ao mesmo tempo, as taxas de juros nos Estados Unidos estão aumentando pela primeira vez em sete anos, o que se soma à pressão sobre as entidades endividadas em dólares.
"No fundo, estamos vendo na América do Sul, de forma geral, um lembrete de que o pêndulo político se move" disse o Senador Antonio Navarro Wolff, ex dirigente da guerrilha esquerdista M-19. "Na última década parecia não mover-se porque a situação econômica era muito favorável".
Sem dúvidas, especialistas consideram que seria um erro dizer que a esquerda tenha perdido toda sua força. O movimento peronista, do qual surgiu Cristina Fernández, conserva a maioria no Senado argentino; o Partido dos Trabalhadores de Rousseff segue sendo a agrupação política mais poderosa do Brasil e os aliados de Maduro obtiveram 33% dos votos, apesar dos prognósticos de uma contração econômica que poderia chegar aos 10%.
Outros esquerdistas obstinados ainda pisam firme, como o equatoriano Rafael Correa, com um índice de aprovação de 41% apesar de sua economia dependente do petróleo se esforçar para não cair em recessão.
Uma possível explicação: em lugar do ressurgimento das direitas, poderá existir uma divisão entre pragmáticos e ideólogos, diz Chistopher Sabatini, um especialista na região e professor na Universidade de Colúmbia.
Até mesmo a Cuba socialista, que há décadas serve como pedra angular da esquerda latino americana, olha para o norte e se esforça para superar meio século de desconfianças da potência norte americana.
Os primeiros sinais de mudança apareceram na posse de Macri. Enquanto que uma amargada Cristina e Maduro brilharam por sua ausência, Correa e o boliviano Evo Morales compareceram. Morales, inclusive, ensaiou jogar futebol com Macri, ex presidente do popular clube Boca Júniors, horas depois de assistir um ato de despedida de Cristina e seus partidários.
Além de tudo, políticos conservadores partidários do livre mercado tem acolhido a tradição esquerdista dos programas sociais para combater a pobreza. Macri insistiu muitas vezes durante sua campanha que manteria uma rede social para os pobres. A coalizão opositora venezuelana, acusada pelo oficialismo de querer entregar os recursos nacionais ao Fundo Monetário Internacional, disse que uma de suas prioridades legislativas seria entregar títulos de propriedade às milhões de famílias a quem Chávez deu moradias gratuitas.
Para o futuro, a centro-direita promete diminuir tanto a hostilidade para com Washington com seus gestos grandiloquentes, quanto as relações com Irã, promovidas por Chávez e a Argentina. Deve concentrar-se em fortalecer as economias mediante controle fiscais e monetários, a luta contra a corrupção e a devolução da independência ao poder judicial e outras instituições.
"É evidente que a direita aprendeu as lições" disse Sabatini, diretor de Global Americans, um grupo promotor do livre mercado. "Enquanto muita gente segue acreditando na esquerda, a crise econômica é tão grave que muitos mais estão dispostos a apostar na mudança".

EM RESUMO
Em lugar do ressurgimento das direitas na América Latina, poderá ocorrer uma divisão entre pragmáticos e ideólogos, segundo analistas. Dizem que há flexibilidade de ambos os lados.

MACRI DERRUBOU O MODELO POPULISTA
Em apenas uma semana a frente do poder na Argentina, o conservador Mauricio Macri implementou uma série de medidas de alto impacto para dar o troco ao modelo populista vigente nos últimos 12 anos: uma aposta arriscada na qual põe em jogo seu capital político. Macri, de 56 anos, derrubou o modelo econômico de sua antecessora, Cristina Fernández, em que o Estado tinha o controle da economia mediante fortes regulamentações financeiras e comerciais e implementou, em questão de dias, uma política de livre mercado. O mandatário eliminou as restrições para a compra de dólares, conhecidas popularmente na Argentina como "el cepo" (arapuca) cambiário, vigente durante todo o segundo mandato de Cristina (2007 - 2015). 
Era uma das disposições mais esperadas pelos mercados. Também eliminou os impostos sobre exportações de vários grãos, como trigo e milho, e reduziu os da soja, uma das principais fontes de divisas e de financiamento dos inéditos planos sociais que o kirchnerismo destinou aos setores mais vulneráveis da população. Foram isentas, ainda, as vendas externas de produtos industriais.
Os direitos às exportações, principalmente, assim como as somas retidas pelo fisco na compra de dólares para poupança e em pagamentos de cartões em moeda estrangeira, abasteciam o Estado kirchnerista com boa parte dos recursos para a destinação universal por filho, que beneficia com uma média de 100 dólares ao mês a dois milhões de famílias sem emprego/renda.

CORRUPÇÃO E RECESSÃO PÕEM O PT EM APERTOS NO BRASIL
Uma economia que a cada dia naufraga mais e um escândalo de corrupção de proporções gigantescas, não só ameaçam derrubar a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, como também destruir o legado do governante Partido dos Trabalhadores e sua luta por liderar a esquerda latino americana.
Especialistas consultados concordam que o partido sofre o pior momento desde sua criação, principalmente por um escândalo de corrupção e subornos na estatal Petrobras, que coincidiu com a queda nos preços das matérias primas, cujas exportações haviam impulsionado o desenvolvimento do país nos últimos anos. A rede de corrupção se desenvolveu por mais de uma década e envolveu cerca de 60 políticos e as maiores das grandes empresas do setor petrolífero e da construção em momentos em que a economia sentia fortes quedas nos últimos três trimestres.
Segundo economistas entrevistados pelo Banco Central, o PIB se contrairá uns 3,6% em 2015. Tudo isto pode derrubar o trabalho de anos do PT - como é conhecido popularmente - que construiu sua liderança lentamente desde inícios dos anos 80 quando o período dos governos militares brasileiros se findava. Naquela época, o partido encontrou sua base política em sindicatos e movimentos sociais, e seu discurso, baseado no exercício ético da política, convenceu o eleitorado.
Também, durante anos, foi granjeando a simpatia das classes populares com seus programas sociais que tiraram milhões de brasileiros da pobreza e os inseriram na classe média.

VENEZUELA, EM UMA SEMANA CHAVE
O maior risco de turbulência, de longe, é apresentado na Venezuela.
Após sua vitória nas eleições legislativas, a oposição parece estar em condições de desafiar o presidente Nicolás Maduro, que se encontra em posição de crescente debilidade. Ao invés de permitir que seus inimigos compartilhem o custo político das reformas necessárias para frear a inflação galopante e a escassez de produtos básicos, Maduro até agora só tem prometido reforçar as políticas estatizantes que mergulharam o pais no pântano ao mesmo tempo em que ignora o que denomina um "Parlamento burguês". 
Na quinta-feira (31/12) a oposição venezuelana fez um chamado aos militares para que garantam o respeito ao resultado das eleições de 6 de dezembro, após confirmar seu desprezo pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça que ordenou suspender de maneira "preventiva e imediata" a proclamação de três dos 112 deputados eleitos.
A Mesa da Unidade Democrática - MUD taxou de ridículas estas impugnações e seus 112 parlamentares eleitos, dois terços do Parlamento, assumiram seus respectivos cargos em 5 de janeiro, como estava previsto, junto aos 55 chavistas eleitos. 

EVO MORALES SERÁ JULGADO EM FEVEREIRO
O presidente da Bolívia, Evo Morales, se colocará em julgamento em fevereiro quando os bolivianos decidirão em referendo se permitirão que ele se apresente a outra reeleição, em um cenário adverso por apresentar os primeiros despontes de recessão e com o populismo latino americano em retrocesso. Os cidadãos do país andino foram convocados para uma consulta popular em 21 de fevereiro, um mês depois que Morales celebre dez anos ininterruptos no poder, que lhe parecem pouco, pois se ganha no referendo e nas eleições de 2019, governará até 2025, estabelecendo assim um recorde de permanência no antigo volátil Palácio Queimado.
Será a competição mais arriscada de Morales, já que não concorre contra a débil oposição, mas contra si mesmo. O mandatário deve demonstrar que sua popularidade saiu ilesa dos escândalos de corrupção que salpicaram seu Governo nos últimos meses; das acusações de autoritarismo por parte da oposição e da retirada de apoio de vários setores indígenas que antes foram seus aliados. Um dos estorvos mais graves que poderá influir no resultado do referendo é o do Fundo Indígena, que destinou milionárias ajudas para cerca de 200 projetos de desenvolvimento que nunca chegaram a ser executados.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
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domingo, 15 de setembro de 2013

As FFAA Caíram na Emboscada

por Romão Guimarães
Todos sabemos que qualquer que seja o regime de governo, qualquer que seja o país, os governos se sustentam apoiados em suas forças armadas, e aqui não é diferente e os comunistas governantes sabem e disso se aproveitam. Como diria o Lamoso, isso é ponto fora da curva...
Uma vez no poder os comunistas aqui no Brasil ficaram numa "sinuca de bico" como se diz popularmente quando encontrar uma saída segura é extremamente difícil.
O Sarney, para ter segurança concedeu o décimo terceiro salário aos militares, coisa que nem na "ditadura" havia se quer sido cogitado.
A petralhada precisava do apoio militar. Mas como conseguir isso??? Uma sinuca de bico, coisa muito difícil de conseguir visto que eles haviam emporcalhado os governos militares durante o governo Sarney. Se não o apoio precisavam pelo menos neutralizar os militares...
Mas, como até da desgraça alheia (médicos cubanos) eles tiram proveito não seria desta vez que colocariam a joia da coroa a perder. Foram a campo e puseram em prática uma diabólica engenharia muito bem desenvolvida pelos seus marqueteiros.
O Pulo do Gato
Primeiro seria necessário colocar nos comandos pessoas fracas moralmente, covardes e facilmente manuseáveis e em seguida partir para fazer com que o cidadão civil e toda a sociedade visse o militar como um elemento pernicioso a democracia, um desrespeitador assíduo do direitos humanos, algo inútil que possa ser descartado, em resumo, algo que tem que ser descartado da vida política do país.
Para a segunda parte foi posta em prática a temática nazista de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade e nisso os comunistas governantes ultrapassaram os nazistas... Assim é que passaram a repetir sistematicamente, em todas as oportunidades, por todos os meios de comunicação e por todos os "cumpanherus", e se repete até hoje, de que "os militares torturaram os (patriotas???) presos nos porões da ditadura".
Com essa cantilena passaram e ainda passam para os menos avisados, principalmente para os mais novos que não vivenciaram a época inclusive para os militares da ativa de hoje, que naquela época bastava ser militar para ser um potencial torturador de inocentes civis.
A verdade é que alguns militares das FFAA, das Polícias Civil e Militar teriam torturado alguns elementos que haviam se envolvido em assaltos a banco, assassinatos e atos de terrorismo.
Até hoje ouvimos e vemos em todos os meios de comunicação manchetes do tipo "Tortura praticada pelos militares da ditadura..."
A tal comissão da verdade (petista) nada mais é do que o meio utilizado para manter em falsa evidência que o militar brasileiro é potencialmente um torturador de inocentes patriotas civis, um perigo latente para o cidadão civil e para a sociedade e como tal deve ser tratado.
Essa tal comissão se escuda nos direitos humanos como se comunista fosse um emérito respeitador de tais direitos.
Quanto a primeira fase, para os comandos, além de viagens, diárias e, quem sabe, cartão corporativo, temos uma forte evidência vinda de Brasília onde uma patota de 48 (quarenta e oito) generais seriam agraciados com a compra de apartamentos de luxo subsidiados em 50% do preço total e foram escolhidos a dedo, via POUPEX...
Dessa forma, os comunistas continuam roubando e no poder por tempo indeterminado, tendo nas mãos, se se fizer necessário, todas as tropas das outrora gloriosas Forças Armadas e, não correm o risco de, com o apoio da sociedade civil que sofreu lavagem cerebral, serem desalojados dos berços esplêndidos.
Fonte:  Etaperneta
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quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Primeira Vítima

por Olavo de Carvalho
Quaisquer que venham a ser os desenvolvimentos da onda de protestos no Brasil, sua primeira vítima está ali, caída no chão para não se levantar nunca mais, e ninguém sequer se deu conta da sua presença imóvel e fria: é a "direita" brasileira. 
Durante décadas, desde os tempos do governo militar, os partidos e movimentos de esquerda vieram construindo sistemática e obstinadamente o seu monopólio das mobilizações de massa, enquanto o que restava da "direita", atropelado e intimidado por acontecimentos que escapavam à sua compreensão, ia se contentando cada vez mais com uma concorrência puramente eleitoral, tentando ciscar nas urnas umas migalhas do que ia perdendo nas ruas. 
Não sei quantas vezes tentei explicar a esses imbecis que o eleitor se pronuncia anonimamente de quatro em quatro anos, ao passo que a militância organizada se faz ouvir quantas vezes bem deseje, todos os dias se o quiser, dando o tom da política nacional e impondo sua vontade até mesmo contra um eleitorado numericamente superior. Mas a ideia de formar uma militância liberal e conservadora para disputar o espaço na praça pública lhes inspirava horror. Como iriam bater de frente na hegemonia do discurso "politicamente correto", se este, àquela altura, já se havia impregnado tão fundo nos seus próprios cérebros que já não viam perspectiva senão imitá-lo e parasitá-lo, na ânsia de ludibriar o eleitor e conservar assim os seus cargos, ainda que ao preço de esvaziá-los de qualquer mensagem ideológica diferenciada e própria? Era inútil tentar fazê-los ver que, com isso, se enredavam cada vez mais, voluntariamente, na "espiral do silêncio" (v. Elisabeth Noelle-Neumann, The Spiral of Silence, The University of Chicago Press, 1993), técnica de controle hegemônico em que uma das facções é levada sutilmente a abdicar da própria voz, deixando à inimiga o privilégio de nomeá-la, defini-la e descrevê-la como bem entenda. Alguns eram até idiotas o bastante para se gabar de que faziam isso por esperteza, citando o preceito de Maquiavel: aderir ao adversário mais forte quando não se pode vencê-lo. Belo mestre escolheram. O autor do Príncipe foi um bocó em matéria de política prática, um fracassado que esteve sempre do lado perdedor
Assim, foram se encolhendo, se atrofiando, se adaptando servilmente ao estado de coisas, até o ponto em que já não tinham outra esperança de sobrevivência política senão abrigar-se sob o guarda-chuva do próprio governo que nominalmente diziam combater. 
Ao longo de todo esse tempo, ia crescendo a insatisfação popular com um partido que fomentava abertamente o banditismo assassino, cultivava a intimidade obscena com terroristas e narcotraficantes, tomava terras de produtores honestos para dá-las à militância apadrinhada e estéril, estrangulava a indústria mediante impostos, demolia a educação nacional ao ponto de fazer dela uma piada sinistra e, last not least, expandia a corrupção até consagrá-la como método usual de governo. 
Milhões de brasileiros frustrados, humilhados, viam claramente o abismo em que o país ia mergulhando. Essa massa de insatisfeitos, como o demonstravam as pesquisas, era acentuadamente cristã e conservadora. Em 2006 escrevi: "Com ou sem nome, a direita é 70 por cento dos brasileiros. Um programa político ostensivamente conservador teria portanto sucesso eleitoral garantido". Mas, com obstinação suicida, a "direita" se recusava a assumir sua missão de porta-voz da maioria. Apostava tudo nas virtudes alquimicas da auto castração ideológica. "Um pouco mais adiante – escrevi na mesma ocasião – , ela agravou mais ainda a sua situação, quando, após a revelação dos crimes do PT, perdeu a oportunidade de denunciar toda a trama comunista do Foro de São Paulo e, por covardia e comodismo, se limitou a críticas moralistas genéricas e sem conteúdo ideológico.
E tanto tempo se passou, tão grande foi o vazio, que de recuo em recuo essa direita foi abrindo, que a própria esquerda acabou notando a necessidade de preenchê-lo, mesmo ao preço de sacrificar uma parte de si própria e, como sempre acontece nas revoluções, cortar as cabeças da primeira leva de revolucionários para encerrar a fase de "transição" e saltar para as rupturas decisivas, as decisões sem retorno. 
Há mais de um ano o Foro de São Paulo vinha planejando esse salto, contando, para isso, com os recursos do próprio governo, somados aos da elite globalista fomentadora de "primaveras". Como não poderia deixar de ser em tais circunstâncias, o clamor da massa conservadora acaba se mesclando e se confundindo com os gritos histéricos do esquerdismo mais radical e insano, tudo agora instrumentalizado e canalizado pela única liderança ativa presente no cenário. 
Condensando simbolicamente essa absorção, a vaia despejada sobre a presidenta Dilma Rousseff no Estádio Nacional de Brasília, autêntica manifestação popular espontânea, já não se distingue da agitação planejada e subsidiada que acabou por utilizá-la, retroativamente, em proveito próprio. Não se pode dizer que a esquerda tenha "roubado a voz" da direita, pois a recebeu de presente. A opção pelo silêncio, o hábito reiterado da auto castração expulsou a direita nacional de um campo que lhe pertencia de direito e de fato, e terminou por matá-la. Ela não se levantará nunca mais. 
A insatisfação conservadora transmutou-se em baderna revolucionária e já não tem nem mesmo como reconhecer de volta o seu próprio rosto. Talvez algumas cabeças esquerdistas venham a rolar no curso do processo, mas as da direita já rolaram todas. 
Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista
 e professor de Filosofia
Fonte:  Alerta Brasil

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É Repetição da História?

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Efetivamente, tá tudo dominado! E o pior é que quem domina é uma minoria podre, composta por canalhas e patifes que agem livremente em função da covardia e da omissão da maioria. Órgãos de segurança são mobilizados para proporcionar segurança a marchas de sem terras, de maconheiros, e juristas e políticos se unem em "defesa dos direitos" de mendigos viciados que proliferam nos centros urbanos. 
Não são poupados recursos humanos e financeiros para a defesa desses e outros componentes do que Marx denominou como "lumpen-proletariado", tendo inclusive cogitado sua extinção.
Há algum tempo atrás, vimos velhos incapazes de se defender sendo agredidos por uma quadrilha de "jovens revolucionários" pelo alegado crime de terem participado de uma reunião privada em um clube particular onde foi discutido o Contra-Golpe de 31 de Março de 1964. 
Posteriormente, vemos a "liderança" desses "jovens revolucionários"  serem homenageados por nada mais nada menos que a Presidente da República em uma solenidade relativa a Direitos Humanos. Assim, temos que as leis que apregoam direitos e proteção a idosos não se aplicam a quem pensa diferente da ideologia derrotada no passado mas que não perdeu seu objetivo de transformar o Brasil em um país sob governo totalitário. 
Nos dias atuais observamos uma estrangeira, cubana, que vem ao país, convidada para manifestar-se em defesa do direito de liberdade de expressão em seu país também sendo atacada covardemente por um grupelho, com a conivência, se não a colaboração, de autoridades federais para com a atuação de órgãos de inteligência cubanos - conforme foi denunciado com antecedência pela imprensa - em uma atitude ilegal e imoral onde a subserviência à uma ideologia ultrapassada se sobrepõe à dignidade nacional
Sabemos todos os motivos ideológicos desses manifestantes que não respeitam os direitos alheios de pensar e agir de modo diverso ao que eles apregoam. São jovens idiotizados por um permanente trabalho de "lavagem cerebral" iniciado por professores moralmente desonestos e levado adiante em "grupos de discussão" partidários onde não há discussão, somente doutrinação.
Tanto os jovens da "juventude hitlerista" quanto os participantes da "revolução cultural chinesa" e, mais modernamente, os participantes de movimentos como a "primavera árabe" passaram por processos semelhantes.
Assim ocorreu no início do século passado, quando trabalhadores analfabetos e militares seduzidos pela possibilidade de assumirem o poder como ocorreu na "Mãe-Pátria" em 1917, foram cooptados  para a tentativa que culminou na ação covarde e criminosa de novembro de 1935. 
Em meados do mesmo século, os velhos patifes subordinados aos interesses da Internacional Comunista pensaram ser possível colocar em prática os planos que vinham elaborando há tempos, tentando novamente assumir o poder no maior país da América Latina, pois o governo eles já haviam assumido, como afirmou um dos tais "líderes" ao prestar contas aos patrões soviéticos.
Para seduzir os jovens usaram como exemplo e argumento o sucesso da "revolução cubana" na América Latina e, depois, a "revolução cultural" chinesa, onde "o povo" assumiria a direção de seu destino. 
Nem é preciso muita memória para lembrar os "métodos revolucionários" utilizados nos dois casos citados. Os julgamentos e as execuções sumárias realizados "pelo povo".
Infelizmente, os jovens se prestam para o papel de "bucha de canhão". O maior exemplo disso foi a meia centena de rapazes e moças convencidos a se embrenharem nas matas do Araguaia para iniciar uma luta suicida, sabidamente perdida, com ordens de "lutar até a morte", enquanto os "líderes" ficavam em segurança homiziados nos grandes centros urbanos ou no exterior
E o pior de tudo é que vemos a história repetir-se, como tragédia ou como farsa como afirmou o mentor dos canalhas.
Paralelamente ao incremento da violência e da repressão a toda ação policial contra o banditismo, temos o governo federal com o apoio da grande imprensa - dependente das verbas de propaganda - propalando o desarmamento dos cidadãos e as recomendações de "não reagir" em caso de agressão. Nem vou citar o assassinato de um militar e o suspeito "achado" de documentos da época da "ditamole", convenientes à propaganda política, em sua residência.
Para não nos estendermos, podemos ficar nas ações governamentais em relação a "perseguidos" estrangeiros. Dois pugilistas cubanos resolvem abandonar sua equipe durante competição no Brasil, logo são presos, enfiados em um avião venezuelano e entregues a "El Coma Andante". Morre um prisioneiro político cubano em greve de fome durante visita do Presidente brasileiro naquele país: o Patife compara o morto aos apenados brasileiros e diz que quem entra em greve de fome é otário (os termos usados podem não ser esses, mas a ideia é). Militares argentinos estão sendo mantidos presos naquele país sem o devido processo legal, mas alguns que buscaram refúgio político no Brasil estão sendo entregues quase que imediatamente ao governo argentino. O assassino italiano Cesare Battisti, condenado pela justiça italiana, foi preso por ingressar ilegalmente no Brasil, tendo sido solicitada sua extradição. Aconselhado pelo safado  e incompetente ministro da justiça, o Canalha que ocupava a cadeira presidencial resolveu conceder asilo politico ao bandido que anda livre, leve e solto pelo país. Em nenhum lugar do mundo é admitida uma ação de agentes de inteligência alienígenas. Precedendo a chegada de Yoani Sanchez ao Brasil, a embaixada cubana procedeu uma "reunião" para definir tarefas de inteligência contra a blogueira dissidente. 
Da reunião participou um funcionário da presidência da República que alegou ter saído antes do término da reunião e ter destruído o material que ele recebera. Isso é espionagem, e os demais participantes da reunião são simples "cachorros" cubanos, ou "quintas-colunas" como eram denominados durante a II Guerra. A Polícia Federal foi alertada para essa ação alienígena? Talvez, com a orientação de não intervir. E assim se vai a soberania brasileira pelo esgoto. 
Ficam as perguntas: o que diferencia as ações nazistas de "denunciar os judeus", das ações dos jovens chineses de "denunciar os burgueses"  das ações atuais de "denunciar os torturadores" e das ações de "denunciar Yoani como agente imperialista"?
O que falta aos justos para se indignarem e colocarem esse país nos eixos?
Até quando a minoria de patifes irá reinar impune, enquanto somos agredidos, roubados, assassinados e obrigados a nos manter trancafiados em nossas casas aguardando o momento da invasão final que irá nos levar o resto do que possuímos?
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domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Pressão Psicológica Sobre os Agentes do Estado


Não estou fazendo a apologia do crime com este texto. Mas não admito que tripudiem as Forças Armadas sem que haja uma resposta à altura. A cada ação corresponde uma reação. Estamos preparados. ‘Eles que venham. Por aqui não passarão!’
por José Geraldo Pimentel
Na luta armada dos anos 64/85 surgiu o emprego da expressão ‘agente do Estado’, aplicada aos elementos que foram designados para dar combate a grupos de indivíduos que desde o início da década de 1960 vinham se preparando para empreender uma luta armada que colocaria o país sob a influência da então toda poderosa URSS. O mundo estava dividido entre o comunismo, liderado pela URSS, e a democracia, política adotada pelos EUA.
Antes da decretação do Ato Institucional nº 5 ocorreu o primeiro atentado praticado pelos comunistas. Aconteceu no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, Pernambuco, quando uma mala explodiu no trajeto em que o candidato à presidência da república, Marechal Costa e Silva, deveria passar. A sorte favoreceu o militar, mas parte da comitiva que o aguardava no aeroporto foi atingida pelo artefato, havendo mortos e feridos.
Os assim chamados agentes do Estado, que viriam substituir a Operação Bandeirante (OBAN), criada para combater atos terroristas que aconteciam principalmente em São Paulo, eram homens mais bem preparados para enfrentar a ação subversiva que campeava pelo país. O Ministro do Exército determinou que nas regiões militares fossem criados grupos de investigação e combate aos subversivos, os chamados Destacamentos de Operações de Informações - Centros de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI). Militares das Forças Armadas, assessorados por policiais militares e civis das Forças Auxiliares, logo mostravam serviço, e o país em pouco tempo retornava à normalidade. A violência que resultaria desse confronto, com seqüestros, ciladas, assassinatos, assaltos a bancos e unidades militares, etc., não teve mocinhos e nem bandidos. O número de mortos e desaparecidos de ambos os lados, atesta esta verdade.
Com a decretação da Lei da Anistia, que chegou atendendo além das expectativas - anistia geral, ampla e irrestrita -, segundo vontade do presidente general João Batista Figueiredo, deveria pacificar a nação brasileira. Mas o passar dos anos diria que os derrotados nessa luta, reintegrados à vida política do país, resolveram que deveriam reescrever a história. E estão fazendo com o silêncio obsequioso dos generais que sucederam os homens que lideravam a instituição militar no passado.
O Exército não vai fazer nada!”, declarou o ex comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, ao ser instado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, notificado pelo Juiz da 23ª Vara Civel de São Paulo que atendia a uma ação movida por parentes de militantes da luta armada que morreram em combate. A covardia e fraca atuação do comandante do Exército favoreceu-lhe o prêmio, ao passar para a reserva, de uma ‘boquinha’ numa das diretorias da Petrobras. Um pró-labore mensal comparável a mais de cinco salários recebidos enquanto esteve na ativa.
A declaração do comandante do Exército abriu as portas para o inicio de uma enxurrada de ações contra os agentes do Estado.
Anos depois uma Comissão Nacional da Verdade seria criada com o aval dos novos comandantes militares, que, ainda, convocaram os presidentes dos Clubes Militares para não se oporem à aprovação do documento no Congresso Nacional. A nova lei deveria esclarecer fatos políticos acontecidos nos anos 64/85. Os sete membros escolhidos para compor a comissão logo mudariam os rumos da lei, e se prenderiam apenas aos fatos ocorridos durante os governos militares; e, ainda, enfocando as investigações exclusivamente em cima dos agentes do Estado. Transformaram a CNV em um tribunal de exceção, cuja finalidade é criar subsídios para modificar a Lei da Anistia e levar ao banco dos réus os que lutaram em defesa da pátria brasileira. A Argentina e o Chile, entre outros países que criaram comissões de investigação, estão aí para mostrar como se condenam militares, muitos à prisões perpétuas.
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, na primeira reunião entre membros da CNV e das Forças Armadas, declarou:
Não há restrições ao trabalho da comissão e nem resistência a convocações de oficiais do passado para prestarem depoimento ao grupo”.
Ele repetia a covardia de seu antecessor. Ao facilitar a ação dos membros da CNV, quis dizer, em outras palavras, que entregava em uma bandeja de prata os seus companheiros de farda ao inimigo.
O coordenador da comissão Cláudio Fonteles, declarou à imprensa, depois:
Colocamos com muita clareza que uma experiência ditatorial não pode se repetir no país.
As autoridades militares - acovardadas - ouviram caladas e caladas permaneceram, é o que se comenta nos bastidores.
E é aí que eu entro nessa história. Como me sentiria se estivesse na situação dos agentes do Estado, desamparados pelas autoridades militares e vistos com desdém pelos próprios colegas de farda, que desconhecem minimamente os fatos que aconteceram no passado? Sofri ao ver o Coronel Ustra, a vítima preferencial dos comunistas, fazer uma declaração em que teme ter sua casa invadida e ser assassinado, como aconteceu com o ex chefe do DOI-CODI do Rio de Janeiro, coronel Júlio Miguel Molinas Dias. Além do crime, ainda plantaram documentos em sua residência, dizendo terem encontrado provas que indicam que o ex deputado Rubens Paiva foi assassinado dentro de instalações militares.
Eu sofro as dores do mundo. Minhas dores são bem menores do que as que maltratam outras pessoas. Não consigo assimilar como as nossas ‘autoridades do presente’ viram as costas para os seus companheiros de farda que cumpriram ordens superiores e com o risco de suas próprias vidas e de seus familiares, foram à luta e venceram os comunistas. Sem a ação desses bravos companheiros, hoje, provavelmente seríamos uma republiqueta do proletariado à semelhança de Cuba e outros países que seguiram o mesmo caminho orientados pela então URSS. Esses homens salvaram o país, mas não conseguem salvar a si mesmos!
As FFAA nas mãos dos atuais comandantes militares e de alguns generais que se passaram de armas e bagagens para o lado do inimigo, caminham para se transformarem em guardas pretorianas, a serviço dos governantes de plantão. O comandante Militar do Sudeste, general Adhemar da Costa Machado Filho, sinalizou nesse sentido. Em declaração numa palestra organizada pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, em São Paulo, foi enfático: "Somos um instrumento do Estado brasileiro a serviço do governo eleito democraticamente". Essa capitulação o indica como provável substituto do general Enzo Martins Peri no comando do Exército, na reforma que a presidente deverá fazer nas FFAA. O perfil do general Adhemar da Costa Machado Filho o qualifica para integrar os quadros do governo, que se cerca de elementos bajuladores, covardes e pusilânimes!
Quando vejo um membro da Comissão da Verdade usar as câmaras de televisão para dizer que o Exército forja fatos inerentes a desaparecimentos de ex terroristas e ex guerrilheiros, e nenhuma autoridade militar reagir, causa-me mal estar.
O Exército de Caxias está nas mãos de um bando de autoridades militares que confundem covardia com disciplina militar. Omissos, lenientes e traidores; autênticos vendilhões da pátria. Esses chefes militares perderam a dignidade, não respeitam a farda que vestem, e se transformaram em ‘mercadores de medalhas’. Saem por aí tentando agradar aos antigos opositores do regime militar.
Essa derrama de condecorações vem atendendo a toda a malta de bandidos que tomou de assalto o poder. Nenhum bandido travestido de autoridade civil deixou de ser contemplado com o mimo de uma medalha militar. Condecorados ‘por relevantes serviços prestados ao país e às FFAA brasileiras’.
Nossos chefes militares são serviçais e bajuladores por natureza. Aceitam e aplaudem qualquer infâmia que seja imposta às FFAA. Não se sentiram diminuídos, por exemplo, quando o ex ministro da Defesa, Nelson Jobim, nomeou o ex guerrilheiro José Genoino, que lutou contra os militares na Guerrilha do Araguaia, como seu assessor especial, com status maior do que o do próprio ministro chefe do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas. Este cidadão enquanto esteve no Ministério da Defesa foi pródigo em aplaudir punições aplicadas a oficiais generais, como ocorreu com a exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa do Departamento-Geral do Pessoal (DGP). Punição causada pela crítica que o general fez quando da criação da Comissão Nacional da Verdade, chamando-a de ‘Comissão da Calúnia’. O general Santa Rosa foi profético em sua crítica, pois a comissão se transformou num depósito de documentos forjados por criminosos que querem reescrever a história, transformando acontecimentos históricos em parafernálias de mentiras glorificando as ações criminosas dos militantes da luta armada. Os seus atos criminosos querem passar por lutas pela liberdade.
Os homens e mulheres nomeados para compor a comissão não têm preparo profissional para esclarecer fatos históricos, desviando as normas prescritas na lei, para atender aos caprichos menores de suas vocações subversivas às quais se prendem por laços de amizade e serviços prestados a ‘cumpanheros’ presos na repressão militar. São imorais e capciosos. Seriam melhor aproveitados se tivessem sido nomeados para fazer um levantamento das condições carcerárias dos presídios do país; porquanto eles conhecem bem a atividade de advogados de porta de xadrez.
Só encontro um caminho para proteger a integridade física e moral dos agentes do Estado. Partir para o confronto. Tenho por leme que a maior defesa é o ataque! Não adianta ir atrás de advogado, quando os salários mal dão para cobrir os orçamentos familiares. Procurar a Assistência Juridica/JC, que amealha uma quantia descontada no contracheque, é perder tempo. “Não movemos ação contra o Estado (FFAA), não tratamos de ação imobiliária.” Se for tratar de questão familiar criam o maior problema! Essa banca de advocacia e nada, é a mesma coisa! Não funciona!
Ir à luta! Quem sabe no futuro os agentes do Estado serão reconhecidos, e receberão a mesma atenção dos ex terroristas e ex guerrilheiros, que hoje são tratados como heróis nacionais e gozam do privilégio de receberem indenizações e pensões milionárias, sem descontar Imposto de Renda! Os trabalhadores e todos os cidadãos que produzem, pagam Imposto de Renda.
Eu embora seja aparentemente explosivo, sou pacato por natureza. Sou incapaz de matar um animal, qualquer que seja, mas não titubearia em praticar uma desdita se uma vadia de uma ministra chefe da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, uma diretora de ONG como a cretina que tentou me enquadrar na lei porque chamei a Comissão da Verdade, de ‘Comissão da Calúnia’, quaisquer dos membros dessa comissão, ou um procurador comuna, - se atrevesse entrar em minha casa, comandando um grupo de policiais para apreender documentos. Eu cortaria a garganta do (a) infeliz e socaria a testa para que a cabeça se desprendesse do tronco. O faria sem dó e arrependimento.
Alguém precisa dar uma demonstração de força, repelindo as investidas da ‘comissão da calúnia‘, e de promotores públicos que se prestam ao papel de advogar familiares de bandidos.
Não consigo assimilar que as autoridades militares calem diante de secretarias e ONGs ditas de direitos humanos.
As nossas autoridades militares têm muito de prostitutas de bordéis de beira de estrada: apanham e gostam. São tratadas como cachorros, e agem como tal! Perdem a essência do soldado quando colocam no ombro uma estrela de general!
Repito o que tenho dito ultimamente. Não se deve atender a chamados de ‘comissão da calúnia’, nem de procuradores públicos. Esses senhores e senhoras não respeitam a instituição militar.
Se algum agente do Estado conservar em seu poder documentos ou informações que levem ao paradeiro de militantes da luta armada mortos ou desaparecidos em combate, que os destruam; e jamais dêem a chance que seus corpos sejam encontrados e nem revelado como foram executados. Esses assassinos mortos, - terroristas e guerrilheiros, - não merecem compaixão, pois traíram o país e os familiares. Que os seus restos mortais descansem em paz nos jazigos dos impuros!
A maioria dos agentes do Estado já passou dos setenta anos de idade. Muitos são octogenários, vivem em cadeiras de roda, assistidos por enfermeiras. A ‘comissão da calúnia’ corre o risco de não encontrar quem levar aos tribunais, morrendo na praia.
Mesmo ‘para lá de Bagdá’, os nossos guerreiros não se separam de suas pistolas de 9mm que mantém coladas ao corpo, prontos para receber os recalcados com pompa e circunstância. Eu sugeria aos familiares dos nossos bravos guerreiros que os defendam, como eles defenderam a pátria comum. Não permitam que o seu sossego seja perturbado com a presença de um oficial de justiça, intimando-os para comparecer em uma comissão ou promotoria pública. O caminho é o mesmo: recebam os paus mandados com uma rajada de tiros, principalmente se estiver presente um membro da comissão ou um procurador público. A porta do inferno é a serventia dos fariseus!
O segundo ponto que se deve levar em consideração é a ousadia de quantos se julgam senhores da terra e acham que podem desmoralizar as FFAA e Forças Auxiliares, impunemente. Que o pessoal da ativa, da reserva e reformado, organizem grupos de investigação para fazer um mapeamento desses bastardos. Deve-se realizar uma faxina étnica, se acontecer um novo confronto. Que não se repita a ‘ditadura branda’ do passado! Che Guevara, o ídolo da esquerda festiva, ensinou o caminho das pedras! É vencer e vencer, e seguir o seu exemplo!
José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
Rio de Janeiro, 07 de fevereiro de 2013.
Fonte: recebido por mensagem eletrônica

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Cristovam Buarque Desrespeita a Decisão da Sociedade e Quer Proíbir Totalmente a Venda de Armas

pelo Prof. Bene Barbosa 
do Movimento Viva Brasil
Em 2011 o senador Cristovam Buarque protocolou no Senado o PLS 176 que revoga o resultado do referendo de 2005, anulando os votos de quase 60 milhões de brasileiros que disseram não ao fim da venda legal de armas e munições, imediatamente o Movimento Viva Brasil se posicionou contra tal absurdo.
Assim que o PLS 176/11 foi colocado em votação popular no Votenaweb, se tornou um dos mais votados e comentados, com 88% dos votantes contra o desarmamento. Ainda é possível votar e comentar no link: Votenaweb.com.br/projetos/3132.
Essa semana esse PLS ganha mais um capítulo ao seguir para a Subcomissão Permanente de Segurança Pública do Senado onde foi indicado o Senador Eduardo Braga para sua relatoria. Cabe agora ao senador Eduardo Braga dizer se esse absurdo e antidemocrático projeto deve ser rejeitado ou aprovado.
Além de proibir a venda legal de armas e munições ao arrepio do resultado inconteste do referendo, ele vai mais longe e arranca do Exército Brasileiro a responsabilidade, controle e fiscalização sobre os Atiradores Esportivos, passando estes atributos diretamente para o Ministério da Justiça. Todos sabemos o que isso significa: o fim do Tiro Esportivo no Brasil.
Não podemos aceitar tamanho golpe na democracia brasileira e nos direitos individuais já tão desrespeitados no Brasil. Acreditem! Ninguém, absolutamente ninguém, está a salvo dos falsos democratas que usam os instrumentos democráticos contra a própria democracia.
Não importa como você tenha votado no referendo, pois todos precisam entender que, ou se respeita a democracia ou caminhamos para uma ditadura. Hoje é o voto em um referendo, amanhã será a votação para presidente da república!
Enviem seus protestos e pedidos de REJEIÇÃO, de forma educada porém firme e inequívoca, ao PLS 176/11 para os e-mails 
eduardo.braga@senador.gov.br e cristovam@senador.gov.br
Também é possível a manifestação diretamente no Facebook dos senadores:
http://www.facebook.com/Cristovam.Buarque 
http://www.facebook.com/pages/Senador-Eduardo-Braga/141762029265299
COMENTO: e essa porqueira foi eleito pelos brasilienses depois de um governicho medíocre, aparelhado pela petralhada, no DF. Povinho de merda!
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Lambuzado no Melado

por Dora Kramer
Marcos Valério demorou anos para se revoltar. Só quebrou o código de silêncio firmado com José Dirceu e Delúbio Soares para proteger Lula quando se viu diante da evidência de que lhe havia sido feita uma promessa vã.
Confiou que as instituições seriam fiéis aos coronéis de turno e se renderiam às conveniências do poder.
Isso está dito na reportagem de capa da Veja: "Em troca do silêncio, (Marcos Valério) recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema (do mensalão) teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas".
E quais seriam essas garantias? Vamos pensar juntos. Não é difícil percebê-las, partindo do princípio de que o PT fez o que fez confiando que aquela concepção de Lula sobre os "300 picaretas" que faziam e aconteciam no Congresso era o retrato do Brasil.
Primeira presunção de garantia: controlada pela maioria governista, comandada por um presidente do PT (Delcídio Amaral) e um relator do PMDB (Osmar Serraglio), a CPI dos Correios não daria em nada que pudesse produzir maiores e concretas consequências.
Segunda: a Polícia Federal sob as ordens do dublê de ministro da Justiça e advogado do Palácio do Planalto, Márcio Thomaz Bastos, cuidaria de limitar as investigações sem levá-las a inconvenientes profundezas.
Terceira: indicado e reconduzido ao cargo pelo presidente da República, o procurador-geral se apresentasse denúncia não o faria de maneira consistente.
Quarta: de composição majoritária teoricamente "governista" e de inescapável apego a formalidades, o Supremo Tribunal Federal não abriria processo.
Quinta: complexa e ampla demais, a denúncia não se sustentaria na fase judicial e poderia se estender à eternidade em decorrência de manobras da defesa.
Sexta: o julgamento não ocorreria tão cedo e, quando acontecesse, crimes estariam prescritos.
Sétima: permeável à influência dos comandantes da banda, a Corte de "maioria governista" teria comportamento de poder subordinado. Seja para absolver os acusados ou para lhes abrandar as punições, conforme a promessa feita a Marcos Valério sobre o pior que lhe poderia acontecer se calado ficasse.
Como a realidade mostrou e ainda não se cansou de demonstrar, o Brasil não é tão arcaico, desorganizado, institucionalmente desqualificado nem tão apinhado de vendidos como supunha o PT ao assumir a Presidência da República.
Há juízes em Brasília, como se repete agora a toda hora. Mas também há deputados, há senadores, há delegados, há agentes de polícia, há procuradores, há, sobretudo, uma sociedade a quem todos eles respondem em grau de responsabilidade muito maior que a lealdade supostamente devida ao modelo do "coronelato" que o PT pretendeu copiar.
Cópia cuja matriz é uma visão equivocada do País. Talvez o erro crasso do PT tenha sido acreditar que o Brasil era pior do que de fato é.
Lambuzou-se no melado ao imaginar que a posse do Estado lhe conferia poderes ilimitados para tratar a tudo e a todos como devedores de obediência total e reverência absoluta a uma hierarquia que só existia na cabeça autoritária do PT.
Caldo de galinha. Nota-se pela cautela da reação às declarações de Marcos Valério para Veja, que Lula e companhia não sabem exatamente o quê, mas percebem com nitidez o que vem mais pela frente.
Assim como não compartilham da ilusão da militância de internet de que o mineiro não tenha falado à revista já que as frases foram alegadamente ditas a terceiros, um expediente comum na preservação do sigilo da fonte de informações.
Diante do imponderável e da óbvia existência de lastro (gravações), acham melhor não provocar.
O esperneio de Valério revela que a história real é mais feia que a ora narrada pelo Supremo Tribunal Federal.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sangue Verde Oliva

Editorial Reservativa 04/07/2012
Desde sua criação a Instituição Exército Brasileiro recebeu em seu seio milhões de Brasileiros e Brasileiras. 
Diga-me o que pintas e te direi quem és.
Dia-a-dia, a convivência com sua doutrina e seus ensinamentos cotidianamente absorvidos, forma um grupo rigidamente situado numa hierarquia social, determinado por uma ocupação comum a todos os membros, a defesa da Pátria, seu povo, seu solo sua soberania, e sua democracia, de forma a criar uma estirpe com base sólida no amor a Nação brasileira, a responsabilidade da manutenção da paz interna e externa, de forma que seria épico vislumbrar o sangue correndo em suas veias, atingindo seu coração com uma cor que não fosse o Verde Oliva.
Por mais forte que sejam seus ensinamentos, por mais glorioso que sejam seus ideais, por mais abnegados que sejam seus soldados não consegue o Exército Brasileiro penetrar em todos os corações que dele fazem ou fizeram parte, e essa é a essência do espirito democrático, de forma que uma pequena parte, põe suas conveniências próprias a frente dos interesses da corporação. 
São eles os descolorados, que perdendo o vinculo com seu juramente de defesa da Pátria, da Bandeira e seus brasões, perdem consequentemente além da dignidade, o seu “virtual” sangue verde oliva, e ao contrario de Getúlio Vargas, "saem da historia para se beneficiar na vida” das regalias do posto, - e não digo da “pompa”, porque até o ato de subir ao Palanque na festa que sempre foi militar, no Dia da Independência, lhes foi usurpado e aceito subservientemente
Ruim é o cego que não quer ver. Pior é o que finge que não vê.
Em nome de uma hipotética convivência, tendo como beneficio uma paz temporária, e a esperança, que já se avizinha, de que a curto prazo teremos a queda subsequente das ideologias de esquerda na America latrina, onde cairão um-a-um os “dominós de cuba”, estamos fazendo ouvidos moucos, para os gritos das casernas.
Mas.... até quando?
Jose Nascimento 
Ten Ref. Cav da OMM
Fonte: Reservativa
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sábado, 30 de junho de 2012

Trate Seu Assaltante Com Mais Urbanidade

por Janer Cristaldo
Chamando 190: atendimento em 10 min
Usando uma .45M1911: resposta imediata.
Direitos Humanos são para Humanos Direitos
Comentei há pouco o caso de dona Odete Prá, de 86 anos, que matou com três tiros, em Caxias do Sul (RS), um vagabundo que invadiu seu apartamento para roubá-la. Quando li a notícia, logo pensei com meus botões: a vovó vai se incomodar. Não deu outra. Foi indiciada por homicídio doloso, isto é, quando há intenção de matar.
Aconteceu de novo. E vai acontecer mais vezes. Leio no Estadão que o comerciante Jeferson Fiuza de Moraes, de 28 anos, se viu na semana passada em meio a uma polêmica envolvendo legítima defesa ou reação excessiva a um assalto. Dois criminosos - incluindo um adolescente - invadiram sua loja de informática na Cidade Dutra, zona sul, e anunciaram o assalto. Moraes, que faz curso de tiro, alega que os criminosos afirmavam a todo momento que matariam ele e uma funcionária. Como tinha uma arma no banheiro onde foi mantido refém, decidiu usá-la e matou a dupla. Acabou preso por homicídio doloso e passou um dia na cadeia. Segundo o delegado, houve excesso na reação. Um ladrão morreu com cinco tiros (um na cabeça), o outro com três.
Fiuza está indignado. Foi posto em uma cela com um estuprador, um pedófilo e um receptador. Para não morrer, o carcereiro montou uma história diferente, como se ele tivesse sido preso por pensão alimentícia. Pela segunda vez, temeu perder a vida.
- Aconteceram os fatos, chamei a polícia, socorri os bandidos. Cheguei ao DP e meu advogado foi falar com o delegado. Ele perguntou: "Doutor, meu cliente vai ser preso?" Ele disse: "Vai, para mim seu cliente é um criminoso, ele atirou com intenção de matar". Ele disse que não está ali para ouvir ninguém, mas para prender e quem me ouviria seria o juiz. Sou uma pessoa com bons antecedentes criminais, nunca tive problema nenhum com a Justiça, tenho a arma registrada, agi em legítima defesa, o cara deu três tiros contra mim, graças a Deus não me acertou, eu atirei contra ele, infelizmente, ele veio a morrer e eu é que sou a ameaça à sociedade?
Ora, quem deveria estar na cadeia é o delegado, que pela segunda vez colocou em risco a vida da vítima. Quem pode afirmar que Fiuza atirou com intenção de matar? Quando se atira em alguém, nessas circunstâncias, a pessoa não se sabe nem mesmo se vai acertar. Deu cinco tiros? Deveria ter dado dez. O ladrão atirou três vezes em Fiuza. Quem invade a casa de alguém com um revólver na mão não invadiu para conversar. Invadiu para matar. Deve ser sumariamente fuzilado. É curioso observar como nos ditos crimes passionais, o assassino tem sua culpa atenuada pela emoção do momento. No caso de uma vítima que recebe três tiros, exige-se que ela haja com moderação.
- O cara está dando tiros em mim, vou ficar contando quantos tiros eu dei nele? O bandido não contou quantos tiros deu em mim. Acho estranho o delegado falar em excesso de tiros. Será que se o bandido tivesse dado seis tiros em mim seria condenado por excesso? Eu era a vítima e virei o vilão.
E mais vítimas virarão vilões, neste caldo cultural em que bandido é um pobre coitadinho injustiçado pela sociedade e quem dele se defende é criminoso. Verdade que reagir é sempre arriscado e você tem boas chances de levar a pior se não souber lidar com um revólver. Não era o caso de Fiuza, que fazia curso de tiro. Pessoalmente, eu jamais reagiria da mesma forma. Para começar, sequer tenho arma. Mas vontade não me faltaria de fuzilar o vagabundo. Que certamente sairia impune com o roubado. Se fosse preso, pegaria alguns meses de cárcere. E se fosse “de menor”, nem isso.
O delegado que jogou Fiuza na cadeia está legitimando o direito de um marginal entrar em sua casa, ameaçá-lo com uma arma, atirar em você e mesmo matá-lo, e sair impune da empreitada. Por que encarcerar alguém que tem profissão e endereço fixos, não tem antecedentes penais e apenas tentou defender-se?
Caso semelhante ocorreu sábado passado. A notícia é também do Estadão. Um jogador de basquete aposentado, de 72 anos, reagiu a um assalto, entrou em luta corporal com o ladrão, tomou sua arma e o matou. O assaltante tentava roubar sua casa em Birigui, no interior de São Paulo. O aposentado ainda tentou alvejar outro ladrão, que estava no quintal, mas ele fugiu. Portador de doença cardíaca, o aposentado foi internado.
Z. - que não teve o nome divulgado a pedido da família – e sua mulher, professora aposentada de 69 anos, assistiam à TV na sala às 20h30, quando foram rendidos pelo ladrão armado com um revólver calibre 38 que havia pulado uma janela. O aposentado aproveitou uma distração do bandido para entrar em luta com ele, agarrar a arma e atirar no peito do ladrão. 
O delegado titular de Birigui, Cristiano de Oliveira Mello, foi mais sensato. Abriu inquérito para apurar o caso. Segundo ele, o aposentado não deve ser punido por ter agido em legítima defesa. O que deve ter salvo o velhote foi sua condição de cardíaco. Fosse saudável, provavelmente estaria encarcerado.
Comentando o caso da vovó, afirmei que os assaltados precisam ser urgentemente reeducados. Que história é essa de reagir à bala contra um pobre excluído que busca por meios não muito ortodoxos, é verdade, sua justa parte na repartição do bolo social? Por que não oferecer um cafezinho ao coitado e perguntar-lhe se aceita moeda sonante ou prefere cheque? 
Como cheque nem sempre tem fundos, o ladrão poderia talvez munir-se de uma leitora de cartões. O assalto poderia ser parcelado em dez vezes, por exemplo. E tudo terminaria com um aperto de mãos, muito obrigado, volte sempre. Seria muito mais civilizado.
COMENTO: a dúvida que fica é quais providências serão tomadas pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo, Comissão de Direito dos manos da OAB/SP e outras entidades que vivem aparecendo em defesa dos cidadãos, quanto a essa atitude estúpida e imbecil do delegado que colocou um cidadão em uma cela com outros presos, pelo fato deste ter se defendido com uma arma. Excesso de reação. Para mim, parece excesso de incompetência ou excesso de benevolência com a bandidagem! Deve ser mais um cretino que anda bradando ao mundo pelo desarmamento dos cidadãos! Mesmo assim, ainda acho que "bandido bom é bandido morto"!
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dou-me o Direito de Discordar


por Paulo Roberto de Almeida
Sobre isto: ... 
A presidente Dilma Rousseff empossou nesta quarta-feira, em Brasília, os sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, grupo de trabalho que irá apurar violações de direitos humanos durante a ditadura militar, entre os anos de 1946 e 1988. Com voz embargada, a presidente negou que o colegiado busque “revanchismo” ou a possibilidade de “reescrever a história”. Ex-integrante da organização clandestina VAR-Palmares, a presidente se emocionou ao relembrar os “sacrifícios humanos irreparáveis” daqueles que lutaram pela redemocratização do país...
peço licença para discordar.
Como ex-integrante de dois desses grupos que alinharam contra o regime militar, no final dos anos 1960 e início dos 1970, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma "democracia burguesa", que desprezávamos.
O que queríamos, mesmo, era uma democracia "popular", ou proletária, mas poucos na linha da URSS, por nós julgada muito "burocrática" e já um tantinho esclerosada.
O que queríamos mesmo, a maioria, era um regime à la cubana, no Brasil, embora alguns preferissem o modelo maoista, ainda mais revolucionário.
Os soviéticos - e seus servidores no Brasil, o pessoal do Partidão - eram considerados reformistas incuráveis, e nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários. Éramos consequentes com os nossos propósitos.
Sinto muito contradizer quem de direito, mas sendo absolutamente sincero, era isso mesmo que todos os desses movimentos, queríamos.
Essa conversa de democracia é para não ficar muito mal no julgamento da história.
Estávamos equivocados, e eu reconheço isso. Posso até dar o direito a outros de não reconhecerem e não fazerem autocrítica, por exemplo, dizer que nós provocamos, sim provocamos, o endurecimento do regime militar, quando os ataques da guerrilha urbana começaram. Isso é um fato.
Enfim, tem gente que pode até querer esconder isso.
Mas eles não têm o direito de deformar a história ou mentir..
Paulo Roberto de Almeida
 é sociólogo e diplomata