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sábado, 15 de setembro de 2018

Alemanha: Ascensão dos Salafistas

por Soeren Kern
Tradução: Joseph Skilnik
Milhares de pessoas ouvem com atenção o pregador salafista Pierre Vogel discursar em um comício para simpatizantes em 9 de julho de 2011 em Hamburgo, Alemanha. (Foto: Christian Augustin/Getty Images)
O número de salafistas localizados na Alemanha mais que dobrou nos últimos cinco anos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 mil, de acordo com a Agência de Inteligência Interna da BfV da Alemanha. A BfV calcula que haja na Alemanha mais de 25 mil islamistas, dos quais praticamente 2 mil representam uma ameaça iminente.
Os dados fazem parte do último relatório anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), apresentado pelo ministro do interior, Horst Seehofer e pelo presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen em Berlim em 24 de julho.
O relatório, considerado o mais importante indicador de segurança interna da Alemanha, desenha um quadro sombrio. O BfV calcula que o número de islamistas presentes na Alemanha aumentou de 24.425 em 2016 para no mínimo 25.810 por volta do final de 2017.
Causa espécie que o relatório não forneça nenhuma estimativa quanto aos dados no tocante aos seguidores do Estado Islâmico ou da al-Qaeda que vivem na Alemanha. Consequentemente, a verdadeira dimensão do número real de islamistas presentes na Alemanha é, indubitavelmente, maior do que 25.810.
Segundo o relatório, os salafistas formam o maior grupo islamista da Alemanha. O número de salafistas presentes na Alemanha saltou para 10.800 em 2017, dos 9.700 em 2016, 8.350 em 2015, 7.000 em 2014, 5.500 em 2013 e 4.500 em 2012.
O relatório do BfV ressalta:
"Os salafistas se veem como guardiões do Islã original, puro. Eles modelam sua prática religiosa e seu estilo de vida exclusivamente nos princípios do Alcorão, do Profeta Maomé e das três primeiras gerações muçulmanas, os assim chamados antepassados justos (Al-Salaf al-Salih em árabe). Como consequência, os salafistas querem implantar uma "teocracia" de acordo com a sua interpretação das diretrizes da Lei Islâmica (Sharia), na qual não se aplica mais a ordem democrática liberal.
"Os jihadistas salafistas e os políticos salafistas nutrem basicamente a mesma ideologia. A diferença primordial são os meios para atingirem seu objetivo, a "teocracia salafista". Os políticos salafistas disseminam a ideologia islamista fazendo uso de intensa propaganda, que eles retratam como 'trabalho missionário' (Dawa), para transformar a sociedade por meio de um processo de longo prazo, segundo as normas salafistas.
Muitos políticos salafistas se posicionam contra o terrorismo. Eles enfatizam a natureza pacífica do Islã e rejeitam o chamamento aberto à violência. No entanto, vale a pena lembrar que o salafismo político tem uma relação ambivalente com a violência porque, em princípio, não exclui a violência inspirada na religião como meio de atingir seus objetivos.
Ao interpretarem o Islã, os políticos salafistas fazem uso seletivo das obras clássicas da literatura jurídica islâmica, que sustenta profunda afinidade com a violência quando se trata de lidar com não muçulmanos. Os salafistas acreditam que a reivindicação universal do Islã, devido à sua superioridade como plano divino de salvação para toda a humanidade, deve ser imposta por meio da força, se necessário, portanto, no cerne, a aprovação do uso da violência é parte intrínseca da ideologia salafista.
"As duas correntes salafistas têm visões diferentes, mas passíveis de conciliação à luz do pré-requisito, a violência pode ser usada. Isso explica porque a transição do salafismo político para o salafismo jihadista é acomodável".
O relatório do BfV assinala que os salafistas estão concentrando seus esforços proselitistas e de recrutamento em migrantes que buscam refúgio na Alemanha:
"Sob o pretexto de ajuda humanitária, os islamistas conseguiram radicalizar inúmeros migrantes. No passado, os salafistas em particular, procuraram estender a mão aos migrantes. Eles visitavam abrigos para refugiados para esse fim, oferecendo assistência. O grupo alvo não era apenas o dos migrantes adultos, era também o dos adolescentes desacompanhados que, devido à sua situação e idade, são particularmente suscetíveis às práticas missionárias salafistas".
As diversas práticas propagandísticas dos salafistas, que eles minimizam como se fosse 'proselitismo' ou 'convite para as pessoas conhecerem o Islã', é na verdade uma doutrinação sistemática e muitas vezes o início da radicalização, com bons resultados: o salafismo islamista está em voga e é o que mais cresce na Alemanha.
O ambiente salafista representa o ponto nevrálgico do recrutamento para a Jihad. Todos que têm alguma conexão alemã, com raríssimas exceções, que se juntaram à jihad estiveram anteriormente em contato com o ambiente salafista."
Segundo o BfV, o crescimento do movimento salafista na Alemanha está sendo alimentado em parte por migrantes da Tchetchênia:
"No ambiente salafista da Alemanha, os atores de origem caucasiana do Norte, em especial os da República da Tchetchênia, ganharam maior importância. Os estados mais afetados são os estados federais da Alemanha Oriental e da região Norte, assim como o estado do Reno, Norte da Westphalia.
O ambiente islamista do Cáucaso do Norte é caracterizado pela disseminação de peculiaridades e redes espalhadas por toda a Europa. Em grande medida é ambiente fechado para o mundo exterior. O fator crítico para a radicalização é um espectro de contato pessoal que conecta elementos da religião e da estrutura tradicional do clã. O islamista do Cáucaso do Norte estabeleceu contatos com grupos jihadistas do Oriente Médio devido aos 'sucessos' dos combatentes do Cáucaso do Norte na Síria e no Iraque."
O relatório do BfV mostra uma ligação direta entre o aumento do antissemitismo na Alemanha e a ascensão dos movimentos islamistas no país:
"A propaganda islamista frequentemente mistura motivações religiosas, territoriais e/ou políticas nacionais com uma visão de mundo antissemita. A 'imagem inimiga do judaísmo', portanto, forma o pilar central da propaganda de todos os grupos islamistas.
O BfV registrou um número enorme de incidentes antissemitas em 2017. O espectro dos incidentes ia desde banners anti-israelenses em eventos públicos e sermões antissemitas a postagens antissemitas nas redes sociais e ataques verbais e até físicos contra judeus.
O BfV constatou que todos os grupos islamistas ativos na Alemanha disseminam e nutrem ideias antissemitas. Isso representa uma ameaça significativa à coexistência pacífica e à tolerância na Alemanha."
De acordo com o BfV, o segundo maior movimento islamista da Alemanha é o Millî Görüş (em turco "Visão Nacional"), que conta com cerca de 10 mil integrantes. O movimento se opõe categoricamente à integração muçulmana na sociedade europeia:
"O movimento acredita que uma ordem política 'justa' é aquela fundamentada na 'revelação divina', ao passo que os sistemas concebidos pelos humanos são 'fúteis'. No momento, a civilização ocidental 'fútil' predomina, baseada na violência, injustiça e na exploração dos mais fracos. Esse sistema 'fútil' deve ser substituído por uma 'ordem justa', baseada exclusivamente nos princípios islâmicos e não nos princípios concebidos pelo homem, portanto, com 'leis arbitrárias'. Todos os muçulmanos devem colaborar para a concretização da 'ordem justa'. Para tanto, os muçulmanos devem adotar uma determinada visão (Görüş) do mundo, a saber: uma visão nacional/religiosa ('Milli'), um Millî Görüş".
Além dos salafistas e o Millî Görüş, os cálculos do BfV indicam que a Alemanha já abriga 1.040 membros da Irmandade Muçulmana, 950 membros do Hezbolah e 320 membros do Hamas.
Após a apresentação do relatório do BfV, o ministro do interior Horst Seehofer exigiu que o governo acelere as deportações dos islamistas. "Nós não temos nada sob controle em nenhuma área", concluiu ele.
Soeren Kern é membro do Gatestone Institute de Nova Iorque.
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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Ameaça Iraniana no Uruguai? E Nós Com Isso?

por Andrés Oppenheimer
Duas recentes ameaças de bomba próximas à Embaixada de Israel no Uruguai, e a misteriosa saída do país de um diplomata iraniano que foi filmado próximo a um dos incidentes, estão levantando novas suspeitas sobre as atividades terroristas do Irã na América Latina.
Os detalhes sobre o descobrimento dos pacotes com materiais explosivos em 24 de novembro e em 8 de janeiro próximos à Embaixada israelense são pouco claros, porém estão sendo divulgados aos poucos desde que o jornal israelense Haaretz informou que o Uruguai havia expulsado um diplomata persa em função do incidente de novembro.
Tanto Uruguai como Irã negaram a expulsão do diplomata, e o governo de José Mujica - criticado pela oposição por haver minimizado os fatos - negou que haja uma "ameaça iraniana".
Porém, depois, o governo disse que o diplomata iraniano (Ahmed Sabatgold, de 32 anos) havia abandonado o país em 7 de dezembro, três dias antes que o Chanceler uruguaio convocasse o Embaixador persa para expressar-lhe a preocupação a respeito de um vídeo que identificava seu funcionário nas cercanias do fato.
Políticos da oposição no Uruguai dizem que o Chanceler Luis Almagro - atual principal candidato ao cargo de Secretário-geral da OEA - forjou estreitos laços com o Irã durante os cinco anos em que esteve na Embaixada do Uruguai em Teerã, de 1991 a 1996. Almagro tem sido um duro crítico de Israel e tratou de minimizar a importância do incidente com o Irã, dizem seus críticos.
Os oposicionistas acrescentam que Almagro demorou mais de duas semanas depois da primeira ameaça de bomba para convocar o Embaixador iraniano, inclusive quando já era conhecido o vídeo que mostra o automóvel com o diplomata persa próximo ao local do incidente. Funcionários uruguaios afirmaram que o falso explosivo provavelmente foi deixado ali para medir o tempo de resposta da Embaixada de Israel.
Em uma entrevista telefônica nesta semana, Almagro me disse que não há elementos probatórios de que o Irã ou algum diplomata iraniano estejam vinculados a estas ameaças de bomba. Disse que, longe de minimizar o fato, ele até exagerou ao convocar o Embaixador persa em 10 de dezembro, porque somente havia "casualidades" que podiam conduzir à suspeita sobre uma possível conexão iraniana.
"Quem sabe me excedi um pouco no meu cuidado profissional e atuei além do que os elementos me permitiam, porque não me agradou a coincidência de que houvesse alguém da Embaixada do Irã justamente próximo à Embaixada de Israel quando a tal maleta foi encontrada", me disse Almagro. "Porém foi uma coincidência da qual não gostei, e por isso trabalhei para que esse tipo de coincidência não ocorra mais no futuro".
Almagro qualificou sua mensagem ao Embaixador do Irã, de 10 de dezembro, como "uma advertência. Lhe adverti que estas casualidades não me agradam, e que as considero inadmissíveis". O Irã alegou que o diplomata se encontrava naquela área porque havia ido a uma consulta médica.
Quanto a ter demorado mais de duas semanas para convocar o Embaixador persa, disse que estava em uma visita oficial ao México, e que agiu ao regressar a seu país.
Perguntado por que não tornou público o fato imediatamente, Almagro disse que "isto é algo que manejamos de maneira reservada, só os países envolvidos: Irã, Israel e Uruguai". Acrescentou que se tivesse evidencias para fazer uma denúncia pública "a teria feito, como fiz quando um Embaixador iraniano negou a ocorrência do Holocausto".
Minha opinião (A.O.): Almagro tem razão em que a mera presença de um diplomata persa próxima ao lugar onde se encontrou a maleta com materiais de uma bomba não prova que tenha havido uma responsabilidade iraniana.
Mas o Irã tem uma larga história de terrorismo no estrangeiro, incluindo o ataque de 1994 ao Centro Comunitário Israelita AMIA, na Argentina, no qual morreram 85 argentinos e outros 300 resultaram feridos. A Argentina solicitou que a INTERPOL prendesse vários funcionários persas suspeitos de terem planejado o ataque.
Em anos recentes, além de financiar grupos terroristas do HAMAS e HEZBOLLAH, o Irã foi acusado de envolvimento, pela Polícia da Índia, em um atentado terrorista contra um diplomata israelense, naquele país, em 2012; e por funcionários búlgaros pelo ataque suicida que matou seis turistas judeus em Burgas, Bulgária, naquele mesmo ano.
Estas ameaças de bomba no Uruguai não deveriam ser menosprezadas: parecem seguir um padrão muito habitual de um regime teocrático que vê o terrorismo como uma outra forma de fazer avançar sua guerra santa.
Fonte: tradução livre de El Colombiano
COMENTO: este tipo de incidente, aliado ao "asilo" que o Uruguai deu aos seis ex detentos de Guantánamo, acusados de terrorismo, nos faz lembrar as deficiências no controle da entrada de estrangeiros por nossas fronteiras, assunto já tratado aqui. Felizmente, temos passado incólumes, em termos de terrorismo internacional, por grandes eventos mundiais como os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Encontro Mundial da Juventude Católica de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. A atuação "suspeita" de agentes iranianos no Cone Sul não é novidade. Após vinte anos de protelações, surge agora a denúncia de "acordo" entre os governos iraniano e argentino para "abafar o caso" AMIA. A repercussão do caso e o possível indiciamento da presidente argentina por tentar atrapalhar as investigações em troca de petróleo persa podem radicalizar ações violentas como forma de pressão. Somado ao nosso caos político-econômico - com reflexos negativos na capacidade defensiva do país -, temos previsto para 2016 o evento das Olimpíadas. Será que continuaremos tendo a sorte de não sermos vítimas de atentados terroristas em função de "todos amarem o Brasil" (e servirmos de base de refúgio para bandidos de todos os naipes, inclusive terroristas procurados na Europa e Oriente Médio, que para cá se dirigem até "baixar a poeira")? Ou podemos confiar em nossos dispositivos de segurança? Ou podemos nos preparar para somar mais um desastre na nossa lista de fiascos internacionais?
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Democracia é o Oposto a Liberdade e Tolerância

por Frank KarstenKarel Beckman
Um dos mitos mais persistentes sobre a democracia é que ela é o mesmo que 'liberdade'. Para muitas pessoas, 'liberdade e democracia' caminham juntas, como as estrelas e a lua. Mas, na verdade, a liberdade e a democracia são opostas. Em uma democracia, todos devem se submeter às decisões do governo. O fato de que o governo é eleito pela maioria, é irrelevante. Coerção é coerção, quer seja ela exercida pela maioria ou por um único governante.
Em nossa democracia, ninguém pode escapar das decisões tomadas pelo governo. Se você não obedecer, será multado e, se se recusar a pagar a multa, você acabará na cadeia. É simples assim. Tente não pagar uma multa de trânsito. Ou seus impostos. Neste sentido, não há diferença fundamental entre uma democracia e uma ditadura. Para alguém como Aristóteles, que viveu em uma época em que a democracia ainda não tinha sido santificada, isso era óbvio. Ele escreveu: "A democracia ilimitada, assim como a oligarquia, é uma tirania espalhada por um grande número de pessoas."
Liberdade significa que você não tem que fazer o que a maioria dos outros homens quer que você faça, mas que você pode decidir por si mesmo. Como o economista John T. Wenders disse uma vez: "Há uma diferença entre democracia e liberdade. A liberdade não pode ser medida pela possibilidade de se poder votar. Ela pode ser medida pelo âmbito daquilo sobre o qual não se vota".
Esse âmbito é muito limitado em uma democracia. A nossa democracia não nos trouxe a liberdade, mas o seu contrário. O governo aprovou inúmeras leis que impossibilitaram muitas interações e relações sociais voluntárias. Inquilinos e proprietários não são livres para fazerem contratos da forma que acharem melhor, os empregadores e os trabalhadores não podem decidir livremente sobre os salários e as condições de trabalho que desejarem, médicos e pacientes não estão autorizados a decidirem livremente quais os tratamentos ou medicamentos que irão ser utilizados, as escolas não são livres para ensinar o que elas quiserem, os cidadãos não estão autorizados à 'discriminação', as empresas não estão autorizadas a contratar quem elas quiserem, as pessoas não são livres para assumir qualquer profissão que quiserem, em muitos países os partidos políticos têm de permitir candidatos do sexo feminino para cargos públicos, as instituições de ensino estão sujeitas a cotas raciais e a lista continua. Tudo isso tem pouco a ver com liberdade. Porque as pessoas não têm o direito de assinar qualquer tipo de contratos ou acordos que elas quiserem? Porque é que os outros têm que se meter em acordos sobre os quais eles não são parte interessada?
Leis que interferem na liberdade do povo de celebrar acordos voluntários, podem beneficiar determinados grupos, mas elas, invariavelmente, prejudicam outros grupos. Leis de salário mínimo beneficiam certos trabalhadores, mas prejudicam as pessoas que são menos produtivas do que o salário mínimo exige. Essas pessoas se tornam muito caras para serem contratadas e, assim, ficam desempregadas.
Da mesma forma, as leis que protegem as pessoas de serem demitidas podem beneficiar algumas pessoas mas desencorajam os empregadores de contratarem novas pessoas. Quanto mais rígidas são as leis trabalhistas, mais os empregadores têm razões de temerem ficar presos às pessoas de quem não podem se livrar quando o negócio deles requerer que o façam. O resultado é que eles contratam o mínimo de pessoas possível, mesmo quando os negócios vão bem. Novamente, isso tende a prejudicar, em particular, as pessoas com baixas qualificações. Ao mesmo tempo, o alto desemprego resultante faz com que as pessoas que têm um trabalho tenham medo de mudar de carreira.
Da mesma forma, leis de controle de aluguel beneficiam os inquilinos existentes, mas desencorajam os proprietários de alugarem habitações vagas e investidores de desenvolverem novos empreendimentos imobiliários. Assim, estas leis levam à escassez de habitação e elevam o valor dos aluguéis, prejudicando as pessoas que estão procurando um lugar para viver.
Ou considere as leis que ditam padrões mínimos para os produtos e serviços. Será que elas não beneficiam a todos? Bem, não. A desvantagem dessas leis é que elas limitam a oferta, reduzem a escolha do consumidor e aumentam os preços (mais uma vez, elas prejudicam, principalmente, os pobres). Por exemplo, leis que exigem normas de segurança para automóveis elevam os seus preços e os tornam inacessíveis para os grupos de renda mais baixa, que são privados de decidirem, por si mesmos, quais os riscos que eles querem assumir nas estradas.
Para ver porque tais regulamentos de 'proteção' têm sérios inconvenientes, imagine que o governo proíba a venda de qualquer carro abaixo da qualidade de um Mercedes Benz. Será que isso não iria garantir que vamos todos estar dirigindo os melhores automóveis e os mais seguros? Mas, claro, somente aqueles que podem pagar um Mercedes Benz ainda estariam dirigindo. Ou pergunte a si mesmo: porque o governo não triplica o salário mínimo? Nós todos estaríamos ganhando muito mais dinheiro, não é mesmo? Bem, aqueles que ainda tivessem emprego, sim. Os outros, não. O governo não pode fazer mágica com suas leis, mesmo que muitas pessoas pensem assim.
Em uma democracia, você tem que fazer o que o governo diz, já que, basicamente, tudo que você faz precisa de permissão do estado. Na prática, aos indivíduos ainda são permitidas muitas liberdades, mas a ênfase é sobre o permitir. Todas as liberdades que temos em uma nação democrática são concedidas pelo estado e podem ser tiradas a qualquer momento.
Embora ninguém peça permissão ao governo antes de tomar uma cerveja, esse consentimento é, no entanto, implicitamente necessário. Nosso governo, democraticamente eleito, pode nos proibir de beber cerveja, se quiser. Na verdade, isto aconteceu nos Estados Unidos durante a Proibição. Hoje em dia você tem que ter 21 anos para que seja autorizado a beber.
Outros estados democráticos têm regras semelhantes. Na Suécia, você só pode comprar bebidas destiladas em lojas estatais. Em muitos países e estados, a prostituição é ilegal. Os cidadãos noruegueses não estão sequer autorizados a 'comprar sexo' fora da Noruega. Na Holanda, você precisa de permissão do governo para construir um galpão ou mudar a aparência de sua casa. Claramente essas são todas instâncias de ditadura, não de liberdade.
É por vezes pensado que, nas democracias ocidentais, a maioria não pode simplesmente fazer o que quiser ou mesmo que as democracias, de fato, tipicamente protegem os direitos das minorias. Isso é um mito. Sim, há atualmente algumas minorias que gozam de 'proteção' especial do estado, como por exemplo feministas, gays e minorias étnicas. Outras minorias, como os mexicanos, fumantes, usuários de drogas, empresários, sem tetos, cristãos — não podem contar com tratamento preferencial. A popularidade de algumas minorias tem mais a ver com a moda do que com a democracia.
Em uma democracia, as razões pelas quais algumas minorias são deixadas em paz ou tratadas preferencialmente, são variadas. Algumas das minorias têm vozes muito ativas e imediatamente saem às ruas quando seus 'direitos' (isto é, privilégios) estão ameaçados. Alguns funcionários públicos ou trabalhadores sindicalizados ou agricultores na França são exemplos desses grupos. Outros são tratados com cautela porque eles são propensos a reagirem agressivamente quando eles têm que cumprir regras, como por exemplo, hooligans ou gangues étnicas, ou ativistas verdes. Se os fumantes, quando ainda eram a maioria, tivessem respondido violentamente quando as suas liberdades estavam sendo espezinhadas, muitas leis antitabagismo, provavelmente, nunca teriam passado.
O ponto principal é, não há nada no sistema democrático em si ou no princípio da democracia que garanta os direitos das minorias. O princípio da democracia é, justamente, que a minoria não tem direitos inalienáveis. O Parlamento ou o Congresso podem aprovar qualquer lei que queiram, sem levar em conta as minorias. E as modas mudam. As minorias mimadas de hoje podem ser os bodes expiatórios de amanhã.
Mas as democracias não possuem constituições para nos proteger contra a legislação tirânica da maioria? Até certo ponto, sim. Mas note que a Constituição dos EUA foi adotada antes de os EUA serem uma democracia. E a Constituição pode ser alterada pelo sistema democrático de qualquer forma que a maioria quiser — e muitas vezes tem sido. A Proibição do Álcool foi aprovada por uma Emenda Constitucional. Assim como o Imposto de Renda. A própria existência de Emendas Constitucionais mostra que a Constituição está sujeita ao controle democrático, isto é, à vontade da maioria. E nem era perfeita a Constituição [dos EUA] original. Ela permitia a escravidão.
Outros países democráticos têm constituições que são ainda menos protetoras da liberdade individual do que a Constituição dos EUA. Nos termos da Constituição holandesa, o estado deve proporcionar empregos, habitação, meios de subsistência, saúde, redistribuição de riqueza e assim por diante. Esta Constituição parece mais um programa eleitoral socialdemocrata do que um manifesto de liberdade individual. A União Europeia tem uma Constituição que diz que ela 'deve trabalhar para o desenvolvimento sustentável da Europa, baseada num crescimento econômico equilibrado e na estabilidade dos preços, numa economia de mercado social competitiva, visando o pleno emprego e o progresso social e um elevado nível de proteção e melhoria da qualidade do meio ambiente'. Aqueles e outros artigos neste documento dão às autoridades europeias muita margem de manobra para regular a vida das pessoas. Aliás, as populações da França e Holanda votaram contra esta Constituição em referendos, mas ela acabou sendo aprovada mesmo assim.
A democracia é também vista, muitas vezes, como andando de mãos dadas com a liberdade de expressão, mas, novamente, isto é um mito. Não há nada nos ideais da democracia que favoreça a liberdade de expressão, como Sócrates descobriu. Os países democráticos têm todos os tipos de regras que limitam a liberdade de expressão. Na Holanda, é proibido insultar a rainha.
Nos Estados Unidos, a Primeira Emenda da Constituição garante a liberdade de expressão, mas 'com exceção de obscenidade, difamação, incitação ao motim e palavras de luta, bem como o assédio, comunicações privilegiadas, segredos comerciais, material secreto, direitos autorais, patentes, conduta militar, comerciais tais como publicidade, e restrições de tempo, lugar e modo'. Um monte de exceções.
Porém, o ponto importante a ser considerado é que a Constituição dos EUA — e a liberdade de expressão que veio com ela — foi adotada antes do advento da democracia. A razão pela qual as pessoas, nas democracias ocidentais, desfrutam de uma série de liberdades não é porque elas são democracias mas porque elas têm tradições liberais clássicas ou libertárias, que surgiram nos séculos XVII e XVIII, antes de se tornarem democracias. Muitas pessoas, nesses países, não querem desistir dessas liberdades, mesmo que o espírito de liberdade esteja constantemente sendo corroído pelo espírito de intromissão democrática.
Em outras partes do mundo, as pessoas têm menos conexões com as liberdades individuais. Muitas democracias não-ocidentais mostram muito pouco respeito pela liberdade individual. Em países democráticos islâmicos, como o Paquistão, as mulheres têm pouca liberdade e nem há liberdade de expressão ou liberdade de religião. Nesses países, a democracia é uma justificativa para a opressão. Se a democracia fosse introduzida em monarquias absolutas, como o Dubai, Qatar ou Kuwait, isso conduziria, provavelmente, a menos liberdade. Os palestinos na Faixa de Gaza elegeram, democraticamente, o fundamentalista Hamas, que não é muito amante da liberdade (um resultado que, ironicamente, não foi na época aceito pelos EUA e pelos outros governos democráticos ocidentais).
Frank Karsten é fundador do Mises Instituut Nederland.  www.mises.nl.
Karel Beckman é escritor e jornalista, editor chefe do European Energy Review.  www.charlieville.nl.
COMENTO: é claro que o texto exagera em seu segundo parágrafo pois no Brasil o cidadão não vai preso por deixar de pagar impostos, multas ou taxas, mas tem sua vida imensamente atrapalhada, o que pode ser considerada como uma prisão. Como complemento, deixo como comentário parte de um texto de Lenilton Morato, cujo teor completo pode ser lido clicando-se AQUI, ele também trata, de forma oblíqua, a forma como o regramento estatal vai sufocando a liberdade, sem melhorar as condições de nossa Democracia.
"... Concentrando em suas mãos os poderes político e econômico e, ainda, a cultura e educação, o Partido-Estado brasileiro infiltrou-se em todos os setores da vida pública. Aparelhou universidade, redações de jornais, rádio e televisão (por meio de seus intelectuais orgânicos e outros idiotas úteis) bancos e empresas estatais, agências reguladoras, sindicatos, conselhos e outras entidades de classes. Isso para falar o mínimo. Com tamanho poder em suas mãos fica muito facilitada a promoção da agenda socialista. Não é à toa que ela está sendo empregada com pleno sucesso. 
Duvidam? Já pararam para pensar que nós não temos mais a liberdade de sermos contrários a uma orientação sexual? Que o proprietário de um bar não tem a liberdade de permitir ou não a entrada de fumantes em seu estabelecimento?(antes do mimimi: ninguém que eu conheça jamais foi obrigado a entrar em qualquer estabelecimento contra a sua vontade); que em nossas escolas, o ensino da chamada "versão oficial da História" foi substituído por uma "versão alternativa" e que esta, sem que nos déssemos conta, tomou o lugar daquela? Já pararam para pensar que todo jornalista ou articulista que se posiciona contra o governo, denunciando o golpe que se aproxima, é afastado de suas funções ou censurado? (mesmo que depois a empresa empregadora volte atrás); que a quantidade de impostos e tributos pune com severidade inacreditável as pessoas que efetivamente geram empregos e riqueza? Já pararam para pensar que o Estado retirou de cada cidadão brasileiro o direito de auto defesa através do Estatuto do Desarmamento? (ok pode-se comprar armas no Brasil, mas a burocracia e os impostos cobrados são tão absurdos que a aquisição se torna completamente inviável). ..."
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Civilização!

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1. Imagens que chocam o mundo!
a. Soldados do Exército norte americano urinam em cadáveres de talibãs
Em janeiro de 2012, o Exército americano anunciou ter aberto uma investigação para apurar a atuação de soldados americanos em ação no Afeganistão. No vídeo, pode-se ouvir um dos soldados que urina sobre os cadáveres dizer em inglês "passem um bom dia, meus caros".
Autoridade do Departamento da Defesa comentou que pelo tipo de capacete e das armas vistas nas imagens, os soldados americanos envolvidos no escândalo pertencem a um grupo de atiradores de alta precisão. Esse tipo de comportamento contraria o Código da Justiça Militar americana.
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b. Soldados americanos com símbolo nazista
Em mais uma imagem polêmica, dez homens da Marinha aparecem armados e com trajes militares ao lado de duas bandeiras: uma dos EUA e outra nazista, com o símbolo da SS. A foto foi tirada em setembro de 2010, mas caiu na rede nesta semana (fevereiro de 2012), causando revolta entre internautas.
Os soldados não serão castigados. Segundo o canal de televisão Fox, houve uma confusão sobre o significado da bandeira. O que parece ser símbolo da SS era na verdade uma abreviação da palavra sniper scouts (algo como atiradores de escolta, em tradução livre).

2. Imagens que não chocam o mundo!
a. Palestinos acusados de colaborar com Israel são executados em Gaza
Seis palestinos acusados de colaborar com Israel foram executados nesta terça-feira na Cidade de Gaza, informaram testemunhas, que acrescentaram que o braço militar do Hamas havia reivindicado as execuções em mensagens presas nos corpos.
"Homens armados em um micro-ônibus foram ao bairro, colocaram os seis homens para fora e os mataram sem sair do veículo", contaram as testemunhas à AFP. Um dos cadáveres chegou a ser amarrado em uma moto e arrastado pelas ruas de Gaza.
Na sexta-feira, membros do braço armado do Hamas, no poder em Gaza, executaram um homem acusado de colaborar com Israel, segundo fontes palestinas.
Em virtude da legislação palestina, qualquer pessoa considerada culpada de colaborar com o ocupante pode ser condenada à pena de morte.
Fonte: Zero Hora
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b. A Batalha de Mogadíscio
Em 1993, tropas norte americanas atuavam na Somália, e atiradores somalis conseguiram abater dois helicópteros yankees
O resgate dos sobreviventes gerou o episódio conhecido como a "Batalha de Mogadíscio", que deu origem a livros e a um famoso filme - "Black Hawk Down" ou "Falcão Negro em Perigo" - e durou praticamente um dia inteiro.  Dezoito soldados estadunidenses morreram, 73 ficaram feridos, e do lado somali, mais de mil mortos e três mil feridos.
Os corpos dos soldados mortos na queda dos helicópteros foram despidos e arrastados pela população.
Fonte:  Internet
COMENTO:  ninguém pode pensar que urinar em cadáveres seja uma atitude normal. Nem mesmo a raiva de ter companheiros mortos ou feridos pelos inimigos pode justificar esse desrespeito. Por outro lado, o nazismo e seus símbolos foram considerados malditos por boa parte da sociedade moderna por ter provocado o terrível genocídio denominado II Guerra Mundial. Os crimes provocados por outra filosofia infame, o comunismo, poucos se atrevem criticá-los. A suástica e seus derivados são satanizados. O dístico da  foice junto ao martelo reina impune e altaneiro. A ojeriza aos dísticos nazistas provoca repulsa e protestos até mesmo a uma bandeira contendo duas letras "S" estilizadas. É o ridículo do "politicamente correto" agindo. Por outro lado, a ação de somalis ou de palestinos arrastando cadáveres é minimizada pela grande imprensa. Pouco se leu, viu ou ouviu de críticas à violência contra os cadáveres dos soldados yankees na Somália. Buscando na grande rede mundial, encontra-se até justificativas de que é uma "manifestação cultural" o vilipêndio dos inimigos mortos. Ontem, diversos jornais publicaram a foto de um defunto palestino sendo arrastado por uma moto. É a guerra. É a selvageria. Mas me parece pior a tentativa de justificação: qualquer colaborador com o ocupante pode ser condenado à morte. Ter os despojos arrastados pela rua deve ser uma pena assessória cultural. Eis o bicho gente vivendo em pleno 21º século de civilização!
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sábado, 6 de outubro de 2012

Dilma e a Islamofobia

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A presidente Dilma Rousseff discursou na ONU nesta terça-feira (25/9/12) e colocou seus pontos de vista desprovidos de coerência e visão democrática. Durante seu pronunciamento, Dilma afirmou haver Islamofobia no Ocidente, ignorou a Cristofobia (como o famoso caso do Pr. Youcef Nadarkhani), responsabilizou Israel pela crise do Oriente Médio, e propôs o reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas.
Confira abaixo trecho do constrangedor discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU:
Ainda como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais. O Brasil é um dos protagonistas da iniciativa generosa “Aliança de Civilizações”, convocada originalmente pelo governo turco.
Com a mesma veemência, senhor Presidente, repudiamos também os atos de terrorismo que vitimaram diplomatas americanos na Líbia.
Senhor Presidente,
Ainda com os olhos postos no Oriente Médio, onde residem alguns dos mais importantes desafios à paz e à segurança internacional, quero deter-me mais uma vez na questão Israel–Palestina.
Reitero minha fala de 2011, quando expressei o apoio do governo brasileiro ao reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas. Acrescentei, e repito agora, que apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política regional.
por Silas Malafaia
Um dos mais desastrosos e medíocres discursos feito por um estadista brasileiro nas Nações Unidas. Vamos aos fatos:
Nunca vi uma coisa tão descabida fora da realidade, como a afirmação da presidente Dilma Rousseff, de que no ocidente existe uma Islamofobia. Pergunto: Em que nação do ocidente houve o impedimento para a construção de uma mesquita? Em que nação do ocidente um islâmico é proibido de praticar a sua fé? Em que nação do ocidente eles são perseguidos, presos, e ateiam fogos em suas mesquitas? Que declaração estúpida da presidente, querendo fazer média com as nações muçulmanas. Porque em qualquer país democrático do ocidente eles são livres para suas práticas religiosas.
A presidente Dilma perdeu sim, a oportunidade de falar da Cristofobia, onde nos países muçulmanos como Indonésia, Nigéria, Irã e etc… Pastores e cristãos são presos e assassinados, Igrejas com gente dentro são queimadas, proibição de abertura de igrejas cristãs, e uma verdadeira perseguição religiosa. A presidente perdeu a oportunidade de falar sobre isso, pois o Brasil é composto de 90% de cristãos, e aqui no nosso país não existe nenhum tipo de perseguição ou retaliação aos muçulmanos. QUE VERGONHA! A presidente Dilma perdeu a oportunidade de ficar de boca fechada sobre este assunto. Não vimos nenhum movimento dela em favor da libertação do pastor Youcef no Irã, preso pelos intolerantes islâmicos do Irã.
Quanto ao outro assunto que só haverá paz no Oriente Médio quando houver um Estado pleno e soberano palestino, faço as seguintes colocações:
Israel é o único Estado democraticamente pleno no Oriente Médio. Os que governam os palestinos são grupos terroristas que pregam a eliminação do Estado de Israel, e que praticam atentados contra a soberania deste Estado. Como Israel poderá reconhecê-los?
Os palestinos querem Jerusalém como sua capital. Como isto pode acontecer se Jerusalém é a capital do Estado de Israel, foi fundada pelo rei Davi, e Jerusalém, na história, nunca foi capital de Estado Árabe? Como um Estado soberano vai dividir sua capital?
Israel ocupa 1% de todo território, não se engane com a propaganda. Os palestinos são de origem árabe, não possuem cultura palestina, possuem uma língua e cultura árabes. Milenarmente aquelas terras pertencem a Israel, creio que haverá paz (tirando aqui a questão escatológica e espiritual) quando eles reconhecerem o Estado de Israel como uma nação soberana.
Por que a comunidade internacional não defende uma nação soberana para os curdos que vivem em parte do Iraque, Irã e Turquia? Por que não separam esta região de pequenas partes destes países para formar um Estado Curdo? Por que, também, a comunidade internacional não luta em favor do país Basco, que está na região da Espanha?
Meu recadinho final para a presidente Dilma sobre Israel: Abençoareis os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem.
Quanto ao filme amador que ridiculariza fundamentos da fé Islâmica, eu tenho dito que no Brasil pode falar mal de Deus, diabo, pastor, padre, evangélicos, católicos, presidente, etc… Não se podia falar contra gay, e agora também contra o Islamismo. Nas novelas debocham de evangélicos e pastores, e no cinema mundial existem vários filmes e documentários debochando da fé dos evangélicos e dos católicos. Ninguém fala nada, ninguém diz nada, e ainda se utilizam do Estado Democrático de Direito, onde a crítica é livre – e eu concordo com isto. Será que a democracia está se dobrando ao terror, e ao medo de retaliações sanguinárias, das ameaças provindas de extremistas religiosos islâmicos? Que vergonha um juiz ir contra a constituição brasileira e mandar retirar um filme de quinta categoria que debocha do Islã. Sejam [como]nós, evangélicos, católicos, islâmicos, espíritas, etc.. Temos que entender que no Estado Democrático de Direito estamos sujeitos ao deboche, à crítica, à contradição, e que também temos o direito, segundo nossas convicções, de utilizarmos os mesmos princípios. Não podemos nos dobrar a nenhum tipo de radicalismo que fere os princípios democráticos. Como disse o presidente Obama: “O filme é ridículo e repugnante, mas nada está acima da liberdade de expressão”.
COMENTO:  não sou fã do Pastor Silas Malafaia, mas a crítica que ele faz sobre a atuação da Presidente brasileira na ONU é cheia de razão.
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Centro de Treinamento do Exército Israelense para Guerra Urbana

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A base militar de Zeelim (Tse'elim), no deserto de Néguev, a uns 20 km da faixa de Gaza é o Centro de Treinamento do Exército israelense para a guerra urbana. 
Parece uma cidade árabe recém construída, com seus bairros, edifícios de distintas alturas e inclusive mesquitas. Há carros que foram metralhados e roupa estendida, ainda que ninguém viva ali.
A construção do "vilarejo" está estimada em cerca de 26 milhões de dólares.
Fonte:  Palestina Libre
COMENTO: eis um país que valoriza suas Forças Armadas. É claro que a necessidade de sobrevivência determina essa valorização. Deveria ser exemplo para governos de países "emergentes" que, quando necessitarem defender-se não terão a quem recorrer.
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sábado, 9 de abril de 2011

Terrorismo - A REDE - O Terror Finca as Bases no Brasil


Khaled Hussein Ali nasceu em 1970, no leste do Líbano. Sua cidade, Kamed El Laouz, fica no Vale do Bekaa. Nessa região, Ali, seguidor da corrente sunita do islamismo, prestou serviço militar. Depois, sumiu
No início dos anos 90, reapareceu em São Paulo. Casou-se e teve uma filha. Graças a ela obteve, em 1998, o direito de viver no Brasil. Mora em Itaquera, na Zona Leste paulistana, e sustenta sua família com os lucros de uma lan house localizada no bairro de Vila Matilde. Bonachão, passa o dia na porta da loja distribuindo cumprimentos. Ali leva uma vida dupla. É um dos chefes do braço propagandístico da Al Queda. a organização terrorista comandada pelo saudita Osama bin Laden. De São Paulo, o libanês coordena extremistas do Jilhad Media Battalion em dezessete países. Os textos ou vídeos dos discípulos de Bin Laden são divulgados mediante sua aprovação. A regra também vale para as traduções dos discursos do terrorista saudita e para os vídeos veiculados pelos extremistas na internet. Mais: cabe ao libanês dar suporte logístico às operações da Al Qaeda. Ele faz parte de uma rede de terroristas que estende seus tentáculos no Brasil.
Tratado como "Príncipe" por seus comparsas, Ali foi seguido por quatro meses pela Policia Federal, até ser preso, em março de 2009. Os agentes sabiam como ele operava, mas não conseguiam acessar os dados de seu computador, protegido pelo programa de criptografia da Al Qaeda o Mojahideen Secrets 2.0. Para ter acesso a suas informações, os policiais deveriam apreender seu computador aberto. Adotaram um estratagema simples: monitoraram Ali até que ele entrasse na internet e lhe telefonaram. Deram o bote enquanto ele atendia a ligação. O equipamento estava repleto de arquivos que comprovam sua posição de liderança no terror islâmico. Por meio de seus e-mails, é passível reconstituir as ligações do libanês com guerrilheiros afegãos, provavelmente do Talibã. Em janeiro de 2009, Ali encomendou, recebeu e remeteu para endereços no Afeganistão mapas e cartas topográficas daquele pais. Depois, ordenou a seus subordinados que arranjassem manuais para ajudar seus "irmãos combatentes" a compreender esse material. Duas horas mais tarde, recebeu um curso produzido pelas brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas, partido dos radicais palestinos que governam a Faixa de Gaza.
Em fevereiro de 2009, o Jihad Media Battalion foi encurralado e Ali foi acionado para defendê-lo. As 20 horas do dia 18 daquele mês, o libanês recebeu um e-mail informando que um de seus homens havia sido preso em Gaza. Estaria em mãos do Mossad, o serviço secreto israelense. Com a notícia, veio um pedido para que Ali bloqueasse os acessos do comparsa detido aos arquivos do Jihad Media Battalion. Essa medida preservaria o sigilo da organização e o anonimato dos seus militantes. De São Paulo, ele "desligou" o terrorista capturado.
No mesmo dia. Ali recebeu uma mensagem na qual se relatava a invasão do computador de outro ciberjihadista por um vírus espião. Dessa vez, ordenou a seus liderados que espalhassem o vírus por meio de spams, a fim de confundir os serviços de inteligência ocidentais. Sua eficiência nessas operações foi elogiada por um terrorista que se identifica como "Vice-Príncipe" da Al Qaeda no Iraque: "Vocês estão provando para os cruzados (ocidentais) que estamos em seus países, que não podem nas proibir de operar dentro de seu território nem de falar com seus filhos"
Além das provas de terrorismo na internet, a Polícia Federal encontrou no computador de Ali spams enviados aos Estados Unidos para incitar o ódio a judeus e negros. Outros arquivos, que injuriam o presidente Barack Obama, foram remetidos a foros conservadores americanos com o objetivo de tumultuar a discussão política. Abordado por VEJA, Ali negou sua identidade. Esse material, no entanto, permitiu que a Polícia Federal o indiciasse por racismo, incitação ao crime e formação de quadrilha. Salvou-se da acusação de terrorismo porque o Código Penal Brasileiro não prevê esse delito. O libanês permaneceu 21 dias preso. Foi liberado porque o Ministério Público Federal não o denunciou à Justiça. Casos como o de Ali alimentam as divergências do governo americano com o Brasil.
Há vinte anos as autoridades nacionais conhecem-e negligenciam-os relatórios da Interpol, da CIA, do FBI e do Departamento do Tesouro americano a respeito das atividades de extremistas no Brasil. Os atentados contra alvos judeus em Buenos Aires, que mataram 114 pessoas em 1992 e 1994, deram uma guinada no tratamento da questão. A Policia Federal reagiu constituindo um serviço antiterrorismo. Graças a ele, descobriu que, em 1995, Bin Laden e Khalid Shaikh Mohammed, que o ajudou a planejar a destruição do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, estiveram em Foz do Iguaçu. A passagem de Bin Laden foi revelada por VEJA oito anos depois. Apesar de os tentáculos do terror terem se aprofundado no pais, o governo federal desmobilizou o serviço em 2009. Todos os delegados do setor foram removidos, o que prejudicou as investigações. Há dois meses, VEJA teve acesso aos relatórios dessa equipe. Além de Ali, vinte militantes da Al Qaeda, do Hezbollah, do Hamas, do Grupo Islâmico Combatente Marroquino e do egípcio Al-Gama'a al-Islamiyya usam ou usaram o Brasil como esconderijo, centro de logística, fonte de captação de dinheiro e planejamento de atentados. A reportagem da revista também obteve os relatórios enviados ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos.
Hesham Ahmed Mahmoud Eltrabily é apontado pelo Egito como participante da chacina de 62 turistas que visitavam as ruínas de Luxor, em 1997. Com uma ordem de prisão emitida pela Interpol, foi capturado em São Paulo, cinco anos depois. O Supremo Tribunal Federal negou sua extradição, alegando que as provas apresentadas pelo governo egípcio não eram peremptórias. Agora, o egípcio comercializa eletrônicos na Galeria Pagé, um dos centros de venda de contrabando da capital paulista. VEJA relatou o conteúdo desta reportagem aos funcionários de sua loja, mas Eltrabily não retornou os telefonemas. O caso de Eltrabily é semelhante ao de Mohamed Ali Abou Elezz Ibrahim Soliman, que não foi localizado por VEJA. Soliman também foi sentenciado no Egito por participar do atentado de Luxor. Preso em 1999, Soliman teve sua extradição negada pelo Supremo, que encontrou erros formais de instrução do processo, como falhas na tradução de documentos. Como Eltrabily ele vende muamba, mas em Foz do Iguaçu. Com o amigo comparsa, ele forma a célula brasileira do al-Gama´a al-Islamiyya. subordinado à Al Qaeda.
Acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1991 e 1994, o iraniano Mohsen Rabbani é procurado pela Interpol mas entra e sai do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba A última vez que isso ocorreu foi em setembro do ano passado. Quando a Interpol alertou a Polícia Federal para sua presença no Brasil, ele já linha fugido. Mas não são apenas os laços familiares que trazem esse terrorista ao país. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou, pelo menos, duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de "formação religiosa" em Teerã.
"Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil", diz o procurador da República Alexandre Camanho de Assis, que coordena o Ministério Público em treze estados e no Distrito Federal.
Em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista vivem dois brasileiros aliciados. Suas histórias foram descobertas pela CIA durante o interrogatório de um dos líderes da Al Qaeda, o saudita Abu Zubaydah, o mesmo que convenceu o inglês Richard Reid a instalar uma bomba no salto do sapato e tentar explodi-la em um voo que ia de Paris para Miami, em 2001. Preso em Guantânamo, Zubaydah foi severamente torturado com simulações de afogamento. Em Seu livro, Pontos de Decisão, o ex-presidente George W. Bush alega que a tortura de Zubaydah ajudou a impedir outros atentados. Em Guantánamo, o jihadista saudita contou que acolhera os paulistas Alan Cheidde e Anuar Pechliye no campo de treinamento de combatentes de Khaldan, no Afeganistão. Cheidde pertence a uma família famosa no ABC paulista. Seu pai, Felipe Cheidde, amealhou uma das maiores fortunas da região com uma empresa de factoring, bingos e loterias. Chegou a ser deputado federal constituinte pelo PMDB. Conto mantém um time da quarta divisão paulista, o Esporte Clube São Bernardo, ele é popular em sua cidade. Sua casa de 1.400 metros quadrados é uma das mais suntuosas de São Bernardo do Campo.
Ainda assim, as conexões de seu filho, Alan, com o terror passaram despercebidas das autoridades brasileiras até 2004, quando a CIA as comunicou à Polícia Federal. Os agentes americanos relataram que Cheidde e seu amigo Pechliye haviam sido incumbidos de arranjar passaportes brasileiros para integrantes da Al Qaeda. Intimados pela Policia Federal, ambos contaram que haviam perdido seu passaporte duas vezes, em 2000 e 2001, e que não se lembravam das circunstancias em que isso teria ocorrido, Apesar de considerarem a desculpa esfarrapada, as autoridades brasileiras decidiram liberá-los. A VEJA, Cheidde disse que sua viagem é assunto privado. Pechliye não retornou as ligações da reportagem. Uma das raras ocasiões em que os terroristas foram incomodados foi em junho de 2005. Naquele mês, a Policia Federal aproveitou a Operação Panorama contra a imigração ilegal para prender 21 extremistas. Eles foram acusados de falsidade ideológica e adulteração de documentos para obter vistos de permanência no pais. Faziam isso forjando casamentos com brasileiras.
Os radicais escolhiam mães solteiras, pagavam-lhes 1.000 reais para participar da fraude e reconheciam os filhos delas como seus. Tornavam-se formalmente pais de filhos brasileiros e, por isso, não podiam mais ser extraditados.
O bando era chefiado pelo libanês Jihad Chaim Baalbaki e pelo jordaniano Sael BasheerYahya Najib Atari, um proeminente líder muçulmano de Foz do Iguaçu. Com a quadrilha, a Policia Federal apreendeu 1206 passaportes emitidos por Portugal. Espanha e México. Na maioria roubados, esses documentos eram vendidos a 11.000 dólares cada um para extremistas procurados pela polícia de diversos países ou para radicais que querem se deslocar sem deixar rastros. O esquema de Baalbaki e Atari não se restringia ao Brasil. O Kuwait acusa o jordaniano de se associar a falsificadores locais para facilitar a fuga de jihadistas. A maioria da comunidade islâmica de Foz do Iguaçu rechaça o terrorismo. Fugitiva da guerra e dos atentados em seus países de origem, ela é a principal fonte de informação da Policia Federal. Na Tríplice Fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai, os radicais formam um contingente marginal entre os 12.000 muçulmanos que lá vivem. Mas isso não impediu Atari de presidir a Associação Árabe Palestina nem de apresentar-se como um porta-voz da comunidade. Foi em tal condição que ele posou para a fotografia que ilustra esta reportagem. Abordado depois por VEJA, Atari, que, assim corno Baalbaki, responde em liberdade ao processo por falsidade ideológica, formação de quadrilha e facilitação de imigração ilegal, afirmou que não gostaria de falar sobre as acusações que lhe são feitas.
A ousadia de Atari reflete o conforto que as leis lhe garantem. Ele e Baalbaki, além de estarem soltos, só serão extraditados se forem condenados. "Os terroristas se aproveitam da fragilidade da legislação brasileira", admitiu, em audiência na Câmara dos Deputados, Daniel Lorenz, ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal e atual secretario de Segurança do Distrito Federal. A dupla continua fazendo negócios no Paraná, uma espécie de Wall Street da Jihad. "A Tríplice Fronteira é, hoje, uma artéria financeira do Hezbollalh" escreveu o diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano, Arfam Szubin, em relatório enviado ao Departamento de Estado de seu país, fazendo referencia ao grupo libanês, chegou-se a essa situação por causa da recusa do governo brasileiro a encarar o terrorismo. Em 2007, um grupo de deputados tentou regulamentar o artigo constitucional que prevê o crime de terrorismo. Acabou vencido pelo então secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay. "Ele alegava que uma lei antiterror atrairia terroristas", conta o ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Por esse raciocínio, ou falta de, o Brasil deveria abolir as leis contra homicídio, roubo e tráfico de drogas. Afinal de contas, elas também incitariam as pessoas a delinquir.
A leniência com o extremismo islâmico é característica também da diplomacia brasileira, que não reconhece o Hezbollah, o Hamas nem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como terroristas. Em parte, ela está relacionada à tentativa de vender a imagem do Brasil como a de um paraíso tropical blindado contra atentados. Mas apresenta-se recheada também da simpatia da esquerda pelos jihadistas, inimigos viscerais dos Estadas Unidos. Uma lei antiterror alcançaria, ainda, "movimentos sociais", como o Movimento dos Atingidos por Barragens, que, em 2007, ameaçou abrir as comportas da hidrelétrica de Tucuruí, e o Movimento dos Sem Terra, que invade e depreda fazendas. "A Polícia Federal e o governo americano apontam a atuação dos movimentos sociais como um dos principais impeditivos para um combate mais efetivo ao terror", diz Jungmann.
Embora seja autora das investigações descritas nesta reportagem, a Polícia Federal assume um comportamento ambíguo ao comentar as descobertas de seu pessoal. A instituição esquiva-se, afirmando que "não rotula pessoas ou grupos que, de alguma forma, possam agir com inspiração terrorista". Esse discurso dúbio e incoerente não apenas facilita o enraizamento das organizações extremistas no Brasil como cria grandes riscos para o futuro imediato. As cartilhas terroristas recomendam aos militantes que desfiram atentados em ocasiões em que suas ações ganhem visibilidade. O temor de policiais federais e procuradores ouvidos por VEJA é que eles vejam essas oportunidades na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016.
Fonte:  Defesanet

domingo, 6 de junho de 2010

A Inocente “Flotilha da Liberdade”

por Marcos Guterman
A agora famosa “Flotilha da Liberdade”, pivô da mais recente crise envolvendo Israel, foi organizada pela ONG turca Insani Yardim Vakhi (IHH). Trata-se de um grupo voltado para a defesa dos direitos humanos, certo? Nem tanto.
Segundo um paper do Instituto Dinamarquês para Estudos Internacionais, a IHH é apenas fachada de apoio a grupos terroristas. A pesquisa é de 2006 – portanto, não pode ser desacreditada como “contrapropaganda sionista”, ou alguma bobagem do gênero, já que, naquela época, a IHH era obscura demais para que a mídia se ocupasse dela.
O estudo mostra que a IHH, de acordo com investigações do próprio governo turco, comprou armas automáticas de grupos extremistas muçulmanos em 1997. Seu escritório em Istambul foi revistado, e a polícia encontrou armas, explosivos e instruções sobre como fabricar bombas. As autoridades turcas concluíram que os líderes do IHH estavam prontos para lutar no Afeganistão, na Bósnia e na Tchetchênia.
Outra investigação da época, feita pela França, indica que os líderes da IHH estavam profundamente ligados a atividades terroristas. Bulent Yildrim, o principal dirigente do IHH, que estava no barco principal da “Flotilha da Liberdade”, recrutou militantes para uma “guerra santa”, nos anos 90. Telefonemas grampeados mostram a relação entre a IHH, a Al Qaeda e terroristas argelinos. Suspeita-se ainda que a IHH esteve envolvida em tráfico de armas. E consta que o “trabalho de caridade” da IHH servia para disfarçar proselitismo e recrutamento de militantes para a causa anti-Ocidente.
Na tal “Flotilha da Liberdade”, a IHH reuniu centenas de pessoas que, em sua maioria, provavelmente nada têm a ver com a ONG. Foram inocentes úteis, recrutados sob o apelo da “ajuda humanitária” aos sofridos moradores de Gaza, cujas condições de vida são melhores do que as dos habitantes de Índia e África do Sul, dois dos festejados “emergentes”. Na verdade, conforme todas as declarações dadas pelos líderes da iniciativa, a “Flotilha da Liberdade” não pretendia entregar nenhuma ajuda humanitária – se fosse assim, teria aceitado as várias ofertas israelenses nesse sentido. Eles queriam simplesmente provocar Israel, queriam produzir mortos, para exibi-los como a prova da crueldade intrínseca dos “sionistas sanguinários”. Havia mulheres e crianças a bordo – Bulent Yildrim apareceu com um bebê no colo enquanto, cinicamente, dava entrevista a uma TV turca sobre a “missão”, dizendo que haveria resistência se Israel tentasse interceptar os barcos.
E Israel caiu na armadilha dessa gente que não tem nenhuma consideração pela vida humana.
Fonte: Blog do Marcos Guterman,
indicado pelo meu amigo Áureo.
COMENTO: é muito difícil fazer comentários sobre os problemas do Oriente Médio, seja pela distância que nos coloca nas mãos da mídia "parcial", seja pela cultura do povo que lá habita. Não há como entender o ódio que "trabalha" o conflito entre árabes e judeus. No nosso país, que conta com pouco mais de 500 anos de "existência", não são compreensíveis razões de há mais de 2.000 anos. Admiro a cultura árabe, mas não posso entender a simbiose da religião e a política de Estado que vige naquela região. Admiro a persistência e a capacidade tecnológica desenvolvida pelos israelenses, mas não posso entender a lógica dos seus pretensos vínculos com os habitantes daquela região que foram expulsos nos tempos bíblicos. Porém a lógica de terroristas que buscam se impor por meio da violência, essa eu entendo. Assim, apresento, abaixo, um vídeo (cuja credibilidade fica a critério de cada um que o assistir) publicado por uma emissora israelense, mostrando o que fazia parte da "ajuda humanitária" que estava sendo levada para Gaza pelos humanitários internacionalistas. É cópia do You Tube, fonte nem sempre confiável, sem dúvida, mas é um pouco do "outro lado" do que está sendo divulgado pelo que chamamos grande mídia.
Anteriormente, havia publicado aqui acima um outro vídeo, indicado por jornalista confiável, todavia, o vídeo referia-se a um outro episódio, de 04 Nov 2009, quando material militar (inclusive parte dele de fabricação brasileira) foi apreendido pelas forças israelenses quando era encaminhado para o Líbano (Hizbalah). O vídeo que agora está aí acima, efetivamente se refere ao episódio deste início de junho de 2010.
Ainda sobre o mesmo assunto, um pouco de bom humor:


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Imaginando um Ataque Israelense ao Irã

por David E. Sanger
Em 1981, Israel destruiu o reator nuclear do Iraque em Osirak, declarando que não podia aceitar a possibilidade daquele país conseguir a capacidade de obter armas nucleares. Em 2007, eliminou um reator construído pela Coréia do Norte na Síria. E ano seguinte, os israelitas secretamente pediram auxílio a administração de Bush para equipamentos de vôos longos que eles pudessem precisar para atingir instalações nucleares do Irã.
Eles não foram atendidos, mas o pedido adicionou urgência para a pergunta: Israel tomaria o risco de um ataque? E nesse caso, o que seguiria?
Agora, aquela pergunta de jogo de sala de estar se transformou em simulações de jogos de guerra mais formais. As próprias simulações do governo são secretas, mas o Centro Saban para Política de Oriente Médio da Instituição Brookings criou uma própria em dezembro. Os resultados foram tão provocativos que um resumo deles circulou nos meios governamentais oficiais militares norte-americanos e em capitais estrangeiras.
Por causa de verossimilhança, antigos "policymakers" e oficiais de inteligência americanos — algum bem conhecidos — foram adicionados a mistura. Eles impressionaram o presidente e seus conselheiros superiores; o Primeiro Ministro israelita e gabinete; e líderes iranianos. Eles tiveram o anonimato concedido para poder tocar seus trabalhos livremente, sem medo de pressões. (Este repórter era convidado como um observador.) Um relatório por Kenneth M. Pollack, que dirigiu toda a simulação, pode ser encontrado no sítio do Centro Saban, na rede mundial de computadores.
Uma precaução: o tempo resumido simplifica demais os eventos de simulações. Freqüentemente eles menosprezam o risco de erro — por exemplo, analistas de inteligência inexperientes podem interpretar mal um ato fortuito, tomando-o como parte de um padrão de agressão. Neste caso, as ações dos americanos e equipes israelitas parecem bastante plausíveis; os analistas conhecem bem a burocracia e política de ambos os países. Prever movimentos do Irã é outro problema, pois muito pouco se sabe sobre seu processo de tomada de decisão.
David E. SANGER
Resumo da Simulação
1. ISRAEL ATACA
Sem avisar os Estados Unidos com antecedência, Israel atinge seis das instalações nucleares principais do Irã, usando uma base de reabastecimento provisoriamente instalada no deserto da Arábia Saudita sem conhecimento do governo saudita. (Não fica claro para os iranianos se o sauditas foram participantes ativos ou não.)
As relações já tensas entre a Casa Branca e Israel pioram rapidamente, e a falta de anúncio do ataque permite a Washington afirmar com veemência que não aceita o ataque.

2. OS ESTADOS UNIDOS SE ENVOLVEM
Com um discurso severo, os Estados Unidos exigem que Israel cesse seus ataques, entretanto algumas pessoas em Washington visualizam o momento como uma oportunidade adicional para debilitar o governo iraniano, particularmente o Corpo de Exército da Guarda Revolucionário Islâmica.
Dizendo essencialmente que Israel que fez uma bagunça, Washington instrui o país para acomodar-se enquanto os Estados Unidos tentam ajeitar as coisas.

3. OS ESTADOS UNIDOS ENVIA ARMAS
Mesmo pedindo contenção de todos os lados, os Estados Unidos enviam mais baterias de antimisseis Patriota e cruzadores Aégis para a região, como uma advertência ao Irã para não retaliar.
Mesmo assim, alguns conselheiros da Casa Branca alertam para o risco de ser envolvido no conflito, acreditando que a verdadeira estratégia de Israel é atrair a América para terminar o trabalho com ataques adicionais sobre as instalações iranianas danificadas.

4. IRÃ RETALIA
Apesar das advertências, Irã despeja projéteis em Israel, inclusive sobre seu complexo de armas nucleares em Dimona, mas danos e vítimas são mínimos. Enquanto isso, os dois aliados do Irã, Hezbollah e Hamas, atacam com lançamento de foguetes contra Israel.
Acreditando que já alcançou sua meta principal de sustar o programa nuclear iraniano por anos, Israel apenas responde.

5. IRÃ VÊ OPORTUNIDADES
Irã, mesmo abalado, vê oportunidades a longo prazo para unificar seu povo - e cooptar seus partidos de oposição - por razões nacionalistas. Sua estratégia é para montar ataques de baixo nível em Israel enquanto retrata os Estados Unidos como um tigre de papel - incapaz de controlar seu aliado e pouco disposto a responder para o Irã.
Seguro de que os sauditas tiveram conluio com os israelitas, e incentivados pela moderada posição Americana inicial, o Irã dispara mísseis no centro de processamento e exportação de óleo saudita em Abqaiq, e tenta incitar muçulmanos xiitas do leste da Arábia para atacar o regime saudita.
Irã também conduz ataques de terror contra objetivos europeus, na esperança de que os governos de lá acusarão Israel e os Estados Unidos

6. IRÃ EVITA OBJETIVOS DOS ESTADOS UNIDOS
Depois de uma reunião de sua liderança dividida, Irã decide não atacar diretamente quaisquer objetivos Americanos - para evitar uma resposta Americana total.

7. DISCUSSÃO EM ISRAEL
Embora a vingança do Irã contra Israel cause danos modestos, críticos na mídia israelita dizem que os líderes do país, ao não responder a cada ataque, enfraqueceram a credibilidade de dissuasão do país. Hezbollah dispara até 100 foguetes por dia ao norte de Israel, com alguns apontando para Haifa e Tel Aviv.
A economia israelita caminha para uma paralização e autoridades israelitas, pedindo a intervenção norte-americana, reclama que um terço da população do país está vivendo em abrigos. Centenas de milhares de israelenses fogem de Haifa e Tel Aviv.

8. ISRAEL CONTRA ATACA
Israel finalmente ganha aquiescência norte-americana para retaliar contra o Hezbollah. Ordena uma campanha de 48 horas por via aérea e forças especiais contra o Líbano e começa a preparar uma operação muito maior por ar e terrestre.

9. IRÃ JOGA A CARTA DO ÓLEO
Sabendo que sua última arma é sua habilidade de enviar os preços do óleo para o alto, Irã decide atacar com projéteis convencionais um centro de indústria de óleo em Dahran, na Arábia Saudita, e começar a minar o Estreito de Hormuz.
Um Navio-tanque panamenho registrado como americano e um caça-minas americano são severamente danificados. O preço do óleo dispara, entretanto temporariamente.

10. OS ESTADOS UNIDOS IMPULSIONAM FORÇAS
Incapaz de permanecer em posição secundária enquanto o fornecimento de petróleo e forças americanas são ameaçadas, Washington começa um reforço militar volumoso da região do Golfo.

11. REVERBERAÇÕES
O jogo termina oito dias depois do ataque inicial israelita. Mas os Estados Unidos estavam claramente objetivando destruir todo poder aéreo, terrestre e objetivos iranianos no mar e em torno do Estreito de Hormuz, aproveitando que as forças do Irã estavam para sofrer uma derrota significante. O debate aparece inesperadamente sobre quanto o programa nuclear do Irã foi verdadeiramente incapacitado, e se o país teria instalações substitutas secretas que poderiam estar funcionando em um só ano ou dois.

OBSERVAÇÕES DO REPÓRTER
1. Atacando sem conhecimento prévio de Washington, Israel teve os benefícios da surpresa e inércia - não só sobre os iranianos, mas também de seus aliados americanos - e no primeiro dia ou dois, gerentes de crise da Casa Branca correram em círculos ao redor.
2. A batalha rapidamente envolve a região inteira - e Washington. Os líderes árabe que poderiam ter quietamente aplaudido um ataque contra o Irã tem que se preocupar sobre a reação em suas ruas. A guerra passa a defender instalações de óleo saudita, o uso de aliados do Irã faz com que outros atores regionais rapidamente sejam envolvidos.
3. Você pode bombardear instalações, mas você não pode bombardear conhecimento. Irã não só dispersou suas instalações, mas também dispersou suas lideranças científicas e de engenharia, na esperança de reconstrução depois de um ataque.
4. Ninguém ganhou, e o sucesso dos Estados Unidos e Israel são medidos diferentemente. Em Washington, oficiais creditam que para sustar o programa nuclear iraniano só por alguns anos não valeu a pena o enorme custo. Em Israel, até algum atraso de anos parece valer o custo, e os israelitas afirmam que isto pode minar mais, fragilizando o regime e talvez acelerando seu desaparecimento. A maior parte dos americanos pensam que isto não passa de alucinação.
D.E.S.
Tradução livre da
Fonte: The New York Times - 26 Mar 2010,
indicado pelo meu amigo Felix