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sábado, 11 de julho de 2026

A Guerra Errada, Contra o Inimigo Errado, na Hora Errada

Fonte da imagem:  Ultima Hora On Line
por Gen Marco Aurélio Vieira
O primeiro ato de avaliação, o maior deles, de maior alcance que o político e o comandante devem fazer é estabelecer em que tipo de guerra estão se envolvendo, não se enganando com relação a ela, e nem tentando transformá-la em algo que seja alheio à sua natureza. Esta é a primeira de todas as questões estratégicas e a mais abrangente.
(Carl Von Clausewitz in Da Guerra)
A história da humanidade é, em sua essência, uma crônica das guerras. Dizem que, em 3.500 anos, a humanidade teria vivido apenas 268 anos de paz plena — cerca de meros 8% do tempo histórico registrado. Esse realismo sangrento desautoriza teses otimistas, como a do "fim da história" do cientista político nipo-americano Francis Fukuyama. O mundo não convergiu para uma paz liberal; ao contrário, assistimos ao ressurgimento de impérios autoritários, ao capitalismo de Estado chinês e ao pragmatismo militarista.
Nesse tabuleiro, o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA marca uma "chacoalhada geoestratégica" global. Sob o lema "América Primeiro", Washington recalibrou suas prioridades: contenção tecnológica da China, protecionismo econômico e a reafirmação da Doutrina Monroe. Enquanto o mundo se fragmenta atualmente em cerca de 120 conflitos armados ativos, e na consolidação do que podemos chamar de Primeira Guerra Híbrida Mundial, o Brasil parece navegar sem bússola, guiado por impulsos ideológicos que ignoram a realidade do poder.
Ao longo de seus mandatos, o Presidente Lula tem falhado em definir uma orientação geopolítica coerente com o peso do país. Em vez de uma estratégia de Estado, o que se vê são opiniões pessoais descoladas das raízes culturais e dos interesses econômicos da nação. A atual política externa brasileira opta pelo alinhamento com regimes totalitários e por um “pacifismo moralista de diretório acadêmico, enquanto trava uma "guerra fria" retórica contra os EUA — nosso aliado histórico e maior potência militar do globo.
As declarações presidenciais, que comparam adversários ideológicos ao nazismo, consideram traficantes como vítimas dos usuários de drogas, ou questionam a hegemonia do dólar no comércio global, sem uma devida retaguarda econômica, ou mínimo poder militar, expõem o país ao ridículo internacional. Esse cenário torna-se ainda mais grave diante do "sincericídio estratégico" do Ministro da Defesa, José Múcio, ao admitir que a proteção do território brasileiro é "precaríssima" e incompatível com nossas necessidades estratégicas.
Há três interpretações possíveis para o atual comportamento do Executivo: uma ignorância profunda sobre segurança nacional; uma desarticulação total entre a presidência e o comando militar; ou, no pior dos casos, um conluio para provocar reações externas e capitalizar politicamente sobre uma suposta "violação da soberania".
Enquanto o governo foca em narrativas ideológicas e críticas ao "imperialismo", e atribui superpoderes de influência na política externa americana a um deputado autoexilado que mal sabe falar inglês, a soberania real se esvai internamente: cerca de 30 milhões de brasileiros vivem sob o domínio de facções criminosas e milícias; o capital chinês já ocupa uma posição de domínio estratégico no país; e não há qualquer planejamento de Estado para fazer frente à fragmentação econômica global. O Brasil está totalmente exposto às retaliações comerciais, enquanto o crime organizado transnacional já bate à porta, lucrando com a falta de uma estratégia de defesa robusta e integrada. Detalhe: países não têm amigos, e presidentes americanos têm interesses americanos.
A herança cultural brasileira é ocidental e democrática. Não há afinidade popular ou histórica que legitime o atual flerte com o autoritarismo russo, chinês ou islâmico, ou ainda que justifique o isolamento em relação aos nossos parceiros comerciais tradicionais. Fomentar hostilidades contra o governo Trump, e fabricar uma imagem de defensor da “soberania” do país, apenas para alimentar dividendos eleitoreiros internos, não só é hipocrisia e cinismo, mas também um erro histórico de proporções trágicas.
O Brasil não pode se dar ao luxo de brincar de geopolítica com uma defesa desaparelhada e uma diplomacia paroquial. Um governo sem estratégia reduz-se à sobrevivência diária, e é incapaz de construir futuros. Ao virar as costas para a realidade e abraçar a barbárie ideológica, o atual governo não protege a soberania; ele a sabota. Soberania sem poder militar é suicídio; diplomacia sem inteligência é cilada. O custo dessa vaidade ideológica será cobrado em atraso, isolamento e na irrelevância internacional do Brasil, no restante século.
O Gen Marco Aurélio Vieira
Foi Comandante da 
Brigada de Operações Especiais e da
 Brigada de Infantaria Paraquedista
COMENTO: a mim, parece que está ocorrendo uma convergência das três hipóteses citadas no quinto parágrafo. Na época anterior em que o atual mandatário esteve à frente da administração do país, havia a queixa de diversos auxiliares, a respeito de sua completa alienação às recomendações feitas, particularmente na área de Inteligência. O Chorume Humano sempre confiou mais em seus "cumpanhêrus", notadamente os que não aparecem na mídia, agindo nas sombras para terem maior desenvoltura. As poderações de profissionais do Itamaraty, da Fazenda, de militares, etc. eram espezinhadas e sobrepujadas pelos palpites do "pessoal de confiança": Marco Aurelio Garcia, já falecido; Gilberto Carvalho, e Celso Amorim, o "megalonanico".  Parece que o costume não mudou. Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros e os idiotas não aprendem nunca.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Fim do Carisma, Isolamento e Esgotamento da Retórica Socialista

Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Malásia com o velho figurino do “líder progressista” em busca de legitimidade internacional.
Esperava simpatia, visibilidade e talvez um gesto diplomático que reerguesse sua imagem abalada. Saiu, porém, com o silêncio como resposta e um recado inequívoco: o mundo mudou, e a retórica socialista já não encanta ninguém.
Durante anos, Lula foi recebido como símbolo de resistência e esperança pelas elites políticas de esquerda. Mas a lua de mel acabou. A reunião recente com Donald Trump — marcada por frieza e formalidade — representou mais do que um embaraço diplomático: foi um choque de realidade para um presidente acostumado a aplausos ideológicos e indulgência moral.
Trump, pragmático, ouviu, acenou e encerrou o encontro sem concessões, favores ou declarações públicas de apoio. Nenhum “tapinha nas costas”, nenhuma foto de ocasião. O silêncio foi eloquente e corrosivo. Pela primeira vez em muito tempo, Lula percebeu que a narrativa de “vítima do sistema” já não compra simpatia fora de seu próprio círculo político.
Fontes próximas ao Itamaraty afirmam que Lula tentou oferecer “cooperação” em temas sensíveis, inclusive deixando transparecer que o ministro do STF poderia ser “sacrificado” politicamente em nome da diplomacia. A proposta foi recebida com indiferença em Washington.
A mensagem foi clara: os Estados Unidos não pretendem apadrinhar regimes que flertam com o autoritarismo travestido de progressismo. O gesto foi lido como humilhação em Brasília. O “imperador vermelho”, como ironizam os críticos, saiu menor do que chegou.
Lula buscou legitimidade externa. Encontrou indiferença. Prometeu justiça social. Entregou censura. Prometeu paz. Entregou um país sitiado. Garantiu prosperidade aos brasileiros, mas a população vive à base de esmola institucional, sem perspectivas, em especial em termos de economia, saúde e segurança.
O Brasil de 2025 é um país em marcha lenta, sufocado pela burocracia, espantando investidores e vendo seus empreendedores buscarem refúgio no exterior. Mais de 3 milhões de empresas fecharam as portas, a carga tributária atingiu níveis históricos e a fuga de capitais virou um indicador de sobrevivência, não de economia.
Enquanto o governo fala em “justiça social”, o setor produtivo denuncia canibalismo econômico. O Estado engorda, o cidadão empobrece e a iniciativa privada é tratada como inimiga. O resultado é uma nação onde o sucesso é suspeito e o fracasso é política pública.
A retórica vermelha resiste, mas a paciência dos brasileiros não. Segundo consultorias internacionais, mais de 1.200 milionários deixarão o país neste ano, levando empregos, capital e inovação. O êxodo virou manchete global e o Brasil deixou de ser visto como terreno fértil para prosperidade e passou a ser um laboratório de narco-populismo tropical.
Em um episódio recente, tribunais brasileiros ordenaram a remoção de publicações que apenas reproduziam falas literais de Lula, nas quais ele dizia que “traficantes também são vítimas”. A censura foi justificada como “proteção contra desinformação”. Traduzindo: citar o presidente virou crime.
A cena beira o absurdo. A Justiça brasileira, sob a égide de ministros politicamente engajados, parece ter se tornado o departamento de comunicação do Planalto. Censura, multas e perseguição judicial transformaram a crítica em ofensa e o jornalismo em risco.
No Brasil de hoje, a verdade é reescrita por sentença judicial. Criminosos ganham empatia; jornalistas, inquéritos. O discurso oficial é o da compaixão seletiva, onde o traficante é vítima, o cidadão é opressor e o Estado é o juiz da moral pública.
Enquanto o governo do Rio de Janeiro classifica o Comando Vermelho como organização terrorista e busca cooperação internacional, Brasília prefere o silêncio. O mesmo governo federal que censura posts e monitora opositores hesita em chamar traficantes de terroristas.
O contraste é gritante: o Rio tenta sobreviver; Brasília finge que governa. A ausência de uma política nacional de segurança real transformou o país num mosaico de zonas de influência do crime. O resultado é trágico: 27% da população vive sob domínio direto de facções, segundo estimativas do próprio Ministério da Justiça.
O ministro do STF agora mira o governador Cláudio Castro e os policiais que lideraram a megaoperação contra o Comando Vermelho. Em vez de elogiar o combate ao crime, o Supremo pede “esclarecimentos” sobre o sucesso da operação.
A competência para o exame de eventuais irregularidades na operação é da Justiça fluminense. Não há uma linha no art. 102 da Constituição que transforme o Supremo em investigador, acusador e juiz de policiais do RJ.
Os policiais viram réus; os criminosos, vítimas, em uma inversão moral completa. O Rio contabiliza mortos e feridos em confrontos com narcotraficantes armados com granadas e fuzis de uso militar, mas Brasília prioriza debater “proporcionalidade” e “direitos humanos". É o retrato perfeito do Brasil de Lula, um país onde combater o crime é perigoso, mas cometê-lo é politicamente rentável.
Os eleitores de esquerda são os únicos que desaprovam a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas durante o confronto. De acordo com pesquisa Genial/Quaest, 59% dos eleitores lulistas reprovaram a ação, enquanto entre os não lulistas o percentual chegou a 70%.
A viagem, mais do que uma agenda diplomática frustrada, foi uma radiografia do declínio político de Lula. A gestão interna do país também. O carisma internacional se foi, o apoio doméstico desmorona e a narrativa revolucionária não convence nem seus antigos parceiros ideológicos.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Afinal, Vão Levar o Brasil à Falência, ou Não?

ENQUANTO SE ESFORÇAM EM AUMENTAR IMPOSTOS PARA TIRAR MAIS DINHEIRO DE QUEM TRABALHA E PRODUZ, AO MESMO TEMPO EM QUE ANUNCIAM A INTENÇÃO DE DESTRUIR O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, FIRMAM ACORDO PARA DESENVOLVER A AGRICULTURA DA ... ... ... NIGÉRIA.
O Brasil e a Nigéria assinaram na terça-feira (24/6) um acordo de US$ 1 bilhão voltado à modernização do setor agrícola nigeriano, com foco em segurança alimentar e desenvolvimento rural. O pacote integra um conjunto mais amplo de cooperação entre os dois países em áreas como energia, defesa, comércio e cultura.
Durante visita oficial a Abuja, capital nigeriana, o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, formalizou os compromissos ao lado do vice-presidente da Nigéria, Kasim Shettima.
Os recursos serão destinados principalmente à execução do Programa de Imperativo Verde (“The Green Imperative”), que prevê o fornecimento de equipamentos agrícolas mecanizados, capacitação técnica e a criação de centros de serviços em diversas regiões do país africano.
Segundo Shettima, ambos os países “pretendem alocar mais de US$ 1 bilhão para fornecer equipamentos agrícolas mecanizados, treinamentos e centros de serviços em toda a Nigéria”. Ele destacou ainda que o país busca transição de um modelo agrícola de subsistência para uma produção em escala.
A agricultura na Nigéria é amplamente baseada em pequenas propriedades familiares, o que, segundo o governo, representa um desafio para expansão em larga escala. Ao mesmo tempo, o país importa parte dos alimentos consumidos por sua população de mais de 200 milhões de pessoas.
O presidente nigeriano, Bola Ahmed Tinubu, destacou o programa de mecanização agrícola na nova fase da parceria com o Brasil. O emblemático Programa de Imperativo Verde, no valor de US$ 1 bilhão [...] representa o carro-chefe dessa renovada parceria, afirmou em publicação na rede social X. Ele acrescentou que a iniciativa deve transformar a cadeia de valor agrícola da Nigéria.
Além da área agrícola, a agenda bilateral incluiu temas como transição energética, saúde, inovação, defesa e cultura. Alckmin ressaltou que a aproximação entre os dois países se insere em uma estratégia mais ampla do Brasil de fortalecimento das relações com o Sul Global. 
A visita também resultou na abertura do mercado nigeriano para material genético avícola brasileiro e a assinatura de memorandos de entendimento para ampliar parcerias nos setores agrícola e pecuário.
Alckmin destacou a complementaridade entre as economias dos dois países. O Brasil, maior economia da América Latina, e a Nigéria, economia mais pujante da África [...] tornam essa aproximação estratégica para a construção de soluções conjuntas e sustentáveis, disse.
A Nigéria tem como meta alcançar uma economia de US$ 1 trilhão até 2030. As reformas em curso, segundo Shettima, buscam criar um ambiente propício para investimentos externos, inclusive com o pedido de recapitalização dos bancos nacionais.
O saldo em favor dos nigerianos atingiu o valor máximo em 2013, quando as vendas daquele país concentradas em petróleo, nafta para a petroquímica e gás natural somaram US$ 9,648 bilhões, ao passo em que as vendas brasileiras foram de apenas US$ 876 milhões, gerando um déficit de US$ 8,772 bilhões.
Os principais produtos da pauta exportadora brasileira foram açúcar de cana (US$ 375 milhões), ônibus (US$ 116 milhões), fumo em folhas (US$ 30 milhões), compostos de funções nitrogenadas (US$ 27 milhões) e tratores (US$ 14 milhões).
Do lado nigeriano, os principais produtos vendidos foram petróleo (US$ 1,37 bilhão), ureia (US$ 134 milhões), gás natural (US$ 110 milhões) e nafta (US$ 18 milhões).


2 - Só lembrando: em dezembro de 2005, quando o mesmo Borracho Canalha dilapidava o Brasil, foram "perdoados" US$ 84 milhões da dívida nigeriana para com o Brasil.
A decisão política de perdoar parte da dívida com o Brasil foi tomada em abril daquele ano, durante a visita de Luizinácio à Nigéria. "Eram dívidas muito antigas, de mais de 20 anos, que estavam sem solução", disse na época o ministro interino da Fazenda, Murilo Portugal.

3 - Sete anos depois, em maio de 2013, nossa presidAnta perdoou mais US$ 900 milhões de dívidas de oito países africanos. 
Os dois principais beneficiados pelo perdão foram o Congo com uma dívida de US$ 352 milhões (R$ 721 milhões) e a Tanzânia, US$ 237 milhões (R$ 485 milhões). Outros foram a Costa do Marfim, o Gabão, a Guiné Conacry, a República Democrática do Congo; além de São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, países que também têm o português como idioma oficial.
O BNDES tentou minimizar o fato, publicando uma explicação de que se tratavam de "dívidas antigas", o que não desmente o fato de que NOVECENTOS MILHÕES DE DÓLARES, que deveriam ter sido empregados em benefício dos brasileiros, foram jogados fora!

4 - Em publicação mais recente, de maio de 2024, podemos ver o empenho do Bêbado Filantropo em busca de perdões a países devedores. E na lista, então atualizada, de devedores ao maior país da América do Sul — Antígua e Barbuda, Congo, Cuba, El Salvador, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Senegal, Venezuela e Zimbábue. Surpresa! —, quatro nações africanas já beneficiadas anteriormente com "perdões de dívidas".

5 - COMO PODE-SE OBSERVAR AS "BONDADES" DO BRASIL VÃO CRESCENDO COM O TEMPO, AO MESMO TEMPO EM QUE O NÍVEL DA MERDA EM QUE ESTAMOS NÃO PARA DE SUBIR.
ISTO NOS PERMITE CRIAR A DÚVIDA: Conhecendo os bois com que lavramos, quem garante que não existam algumas "gorjetas" ou comissões (também conhecidas empresarialmente como Recompensas por Desempenho) em troca dessa "bondade" toda?

domingo, 11 de maio de 2025

Os Guardiões do Papa: Espionagem, Proteção e Fé

por Artiom Vnebreaci Popa
Dos corredores dos palácios papais aos becos de Roma; da época medieval à Guerra Fria e hoje: uma rede discreta de protetores zela pelos sucessores de São Pedro há séculos. O bem-estar e a segurança do Papa não são uma invenção contemporânea: suas raízes estão na Idade Média, quando cruzados, ordens militares e formas primitivas de inteligência eclesiástica teciam uma rede de defesa em torno do Vigário de Cristo.
Hoje, esse sistema se tornou uma mistura de tradição medieval e tecnologia de ponta: a Guarda Suíça divide espaço com cibercriminosos especializados, analistas de contrainteligência e espiões treinados em todos os tipos de técnicas.
A Igreja Católica, como a mais antiga organização em funcionamento no mundo, sobreviveu a impérios, revoluções e guerras. Embora seus líderes atribuam tal resistência à providência divina, por mais poético que isso possa soar, devemos destacar a existência de uma sofisticada rede de inteligência que se espalhou pelo mundo e permitiu tal atribuição.

Origens: Cruzados, espiões e conspirações
A necessidade da proteção do Papa surgiu em tempos turbulentos. No século VIII, as Scholae Palatinae (um corpo de soldados francos) guardavam o pontífice. Mas foi durante as Cruzadas que surgiram os primeiros "serviços de inteligência" eclesiásticos. Os Cavaleiros Templários agiam como uma rede de inteligência (de forma rudimentar), coletando informações na Terra Santa e protegendo as rotas de peregrinação. Sua rede bancária passou a financiar operações secretas.
Por outro lado, a evolução desse sistema de segurança acompanhou o turbulento século XVI, quando a Igreja Católica, ameaçada pela Reforma Protestante e por múltiplas intrigas geopolíticas, começou a promover a necessidade de profissionalizar suas próprias redes de inteligência. Assim, cardeais e legados começaram a ser empregados como agentes de inteligência, infiltrando-se em tribunais europeus para combater as maquinações de seus oponentes. Mas foi somente no pontificado de Leão XIII que a base moderna do que hoje é conhecido como serviço de inteligência do Vaticano foi estabelecida.

O Vaticano e a Santa Aliança
Após a Revolução Francesa, o Vaticano aliou-se aos poderes conservadores da Santa Aliança (1815), mas também desenvolveu sua própria diplomacia discreta e secreta. Os embaixadores papais não apenas negociaram concordatas, mas também coletaram informações sobre movimentos revolucionários.
Assim, durante o Risorgimento italiano, o Papa Pio IX empregou uma rede de padres para monitorar nacionalistas que buscavam tomar o controle dos Estados Papais. Nessa época, a Guarda Suíça já era um órgão profissional, mas sua função era simbólica. A segurança operacional era responsabilidade da Gendarmaria Pontifícia (que reprimia revoltas e perseguia conspiradores anticlericais).

Século XX: Acordo Duplo, Guerra Fria, Intriga e Mudança
O século XX testou a resiliência do Vaticano. Em 1929 , os históricos Pactos de Latrão marcaram uma virada na estratégia papal. Ao formalizar um acordo político com o governo fascista de Mussolini, a Santa Sé fez mais do que se tornar um estado soberano: trocou seu poder militar tradicional por uma forma de poder muito mais sutil. Enquanto o mundo assistia ao Vaticano abandonar oficialmente suas forças armadas (acreditando que elas estavam enfraquecendo), poucos notaram como ele estava investindo em suas redes de inteligência. A Guarda Suíça continuou a usar seus uniformes simbólicos, enquanto a influência real mudou para estruturas menos visíveis.
Assim, durante o período do fascismo italiano, a Segunda Guerra Mundial e a subsequente Guerra Fria, o Vaticano foi capaz de manobrar com uma liberdade impensável para um Estado convencional do século XX. Enquanto o mundo celebrava a estabilização da Santa Sé, esta era apoiada por uma suposta neutralidade religiosa que lhe permitia estabelecer ligações com múltiplos serviços de inteligência, diplomatas, organizações, estados, grupos e empresas; juntamente com o treinamento de seus clérigos selecionados em técnicas HUMINT.
Dessa forma, eles mantiveram e controlaram fluxos de informação (e dinheiro) por meio de canais discretos, estabelecendo uma nova forma de poder: soft power e sharp power. O menor estado do nosso planeta demonstrou que o verdadeiro poder não está nos quartéis, mas nos corredores onde os segredos estão entrelaçados.
Nos parágrafos acima, alguns pontos chaves podem ser destacados nas ações da Santa Sé ao longo do século XX e início do século XXI: 
— Durante a Segunda Guerra Mundial, o Papa Pio XII usou seus canais diplomáticos para ajudar refugiados, mas também para negociar secretamente com ambos os lados.
— Figuras como Giuseppe Dalla Torre (diretor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano) e Monsenhor Montini (futuro Paulo VI) trabalharam em estreita colaboração com os Aliados, vazando informações cruciais contra o Eixo.
— A Operação La Rete (uma rede de fuga de prisioneiros de guerra) demonstrou a capacidade do Vaticano de operar nas sombras.
— Após a guerra, o relatório Himmerod revelou as preocupações do Vaticano com a reconstrução da Europa e a ameaça comunista. Paulo VI, durante seu pontificado, manteve uma relação ambígua com a CIA, usando padres infiltrados em países do bloco soviético para coletar informações e apoiar movimentos dissidentes, como o Solidariedade na Polônia.
— Apesar de estar parcialmente associado às democracias liberais ocidentais, há outros casos em que situações extraordinárias exigem soluções igualmente surpreendentes: o que explica o Vaticano ter se alinhado à Rússia em sua oposição à primeira Guerra do Golfo.  Isso demonstra a flexibilidade e a resiliência da Santa Sé em responder a conflitos internacionais.

Controvérsias e conflitos
Nas décadas de 1970 e 1980, o Vaticano se envolveu em escândalos financeiros e políticos. O Caso Calvi e o colapso do Banco Ambrosiano expuseram uma rede de lavagem de dinheiro que ligava o Vaticano à máfia siciliana. Roberto Calvi (informalmente apelidado de "Banqueiro de Deus") foi encontrado enforcado sob a Ponte Blackfriars, em Londres, em um suposto suicídio que muitos atribuem a um acerto de contas. Assim, a sombra da máfia siciliana paira sobre o Vaticano há décadas. Da lavagem de dinheiro ao tráfico de influência, a conexão entre a Igreja e o crime organizado tem sido um segredo aberto.
A tentativa de assassinato de João Paulo II em 1981 acrescentou outro capítulo sombrio à história do Vaticano contemporâneo. Mehmet Ali Agca foi o executor material. O ataque revelou falhas críticas: Ağca já havia sido preso na Turquia por outro assassinato, mas a inteligência do Vaticano não conseguiu detectá-lo. Em seguida, foi criado um Serviço de Segurança interno mais sofisticado, com a colaboração da CIA e do Mossad.

Eventos atuais e continuidade
Em 21 de abril de 2025, o Papa Francisco faleceu. Nos últimos anos, o pontificado de Francisco enfrentaram um aumento de ameaças que vão desde ataques físicos até campanhas de difamação orquestradas no ciberespaço. A vulnerabilidade do Papa ficou evidente em 2023, quando as forças de segurança interceptaram um indivíduo armado durante uma audiência pública, enquanto no Iraque um ataque suicida foi frustrado graças à colaboração entre os serviços de inteligência britânicos e unidades especiais do Vaticano.
A eleição do Papa Francisco, com sua abordagem reformista e críticas ao sistema financeiro global, acrescentou uma camada adicional de complexidade, atraindo tanto apoiadores quanto inimigos poderosos. A natureza dessas ameaças reflete os novos desafios do século XXI. A Inteligência Eclesiástica aprimorou suas capacidades para monitorar não apenas riscos tradicionais, mas também ameaças digitais. O Papa se tornou alvo de grupos extremistas de direita que o acusam de ser um "herege" por sua postura reformista, assim como de grupos hacktivistas como o Anonymous, que tentaram violar os sistemas do Vaticano em protesto contra seu conservadorismo.
Tais incidentes revelam um paradoxo na base do aparato de segurança do Vaticano. Embora formalmente leais ao Papa reinante, os serviços de inteligência navegam entre facções religiosas em guerra. O caso Vatileaks demonstrou como setores conservadores dentro da própria Cúria vazaram informações confidenciais para minar a autoridade de Francisco, demonstrando que a lealdade institucional nem sempre é absoluta quando divisões ideológicas entram em jogo. Essa situação representa um dilema de segurança sem precedentes: como proteger um líder quando as ameaças vêm tanto de inimigos externos quanto de setores dissidentes dentro da própria Igreja?

Conclusões
O Papa não é apenas uma figura religiosa, mas um estrategista chave na política global. No Vaticano, o sagrado e o mundano estão interligados, e toda crise exige uma resposta cuidadosamente medida. O verdadeiro poder não emana dos púlpitos, mas dos corredores ocultos onde as decisões são tomadas.
Hoje, diante de crises migratórias, conflitos geopolíticos e divisões sociais, a Santa Sé utiliza sua influência diplomática para defender a paz. Contudo, por trás dessa imagem de neutralidade, suas estruturas de inteligência operam incansavelmente para salvaguardar os interesses da Igreja em um cenário internacional volátil. Essa dupla natureza não é recente: já durante a Segunda Guerra Mundial, líderes como Hitler e Mussolini monitoravam de perto Pio XII, suspeitando que sua neutralidade escondia uma falsa prudência.
O que continua sendo mais intrigante é a capacidade deles de preservar o sigilo. Sua força não está na tecnologia avançada, mas em uma sofisticada rede humana de alianças e lealdades que nenhuma agência secular foi capaz de replicar.
Com a morte do Papa Francisco em 21 de abril de 2025 e a convocação de um novo conclave, surge a pergunta: que direção seu sucessor tomará? Durante seu pontificado, Francisco promoveu reformas progressistas , enfrentando resistência interna de setores conservadores. Agora, as facções do Vaticano estão se reagrupando: de um lado, aqueles que buscam continuar seu legado de abertura e foco social; por outro lado, há tradicionalistas que defendem um retorno a posições mais dogmáticas.
O próximo Papa herdará uma Igreja sob tensão, onde lutas por controle definirão seu pontificado. Manterá o equilíbrio entre modernidade e tradição? Ou isso fará a balança pender a favor de uma das correntes? Uma coisa é certa: enquanto o Vaticano mantiver sua influência global, sua máquina de influência continuará sendo uma das mais eficazes do mundo. A fé move almas, mas nos corredores do poder, são estratégias silenciosas que decidem o futuro dos séculos vindouros.
E como disse o Papa em Os Jovens Papas, de Paolo Sorrentino: "O mundo é esse fluxo que passa rapidamente por nós à medida que envelhecemos; a Igreja é o fundamento sobre o qual esse envelhecimento cai".
Artiom Vnebreaci Popa
é Graduado em Filosofia e Letras
 pela Universidade Autónoma de Barcelona.
Fonte: tradução livre do Boletim LISA News
(Learning Institute of Security Advisors)

domingo, 2 de março de 2025

Simplesmente Brilhante

Trump Foi Simplesmente Brilhante
Se você criticou o “jeito” de Trump sem entender a complexa arte da negociação, pare agora e apague o que escreveu — caso contrário, só estará expondo sua ignorância.
Se você não tem um MBA ou sequer um curso básico de Negociação Estratégica, você é a última pessoa que deveria opinar sobre o assunto. 
Trump, por outro lado, já negociou centenas de vezes ao longo da vida, tem formação sólida e até escreveu The Art of The Deal. Ele sabe que uma boa negociação não pode ser um jogo de soma zero, precisa ser um ganha-ganha, pois, do contrário, o acordo jamais será cumprido.
Zelensky, um comediante sem experiência real em negócios ou diplomacia, não percebeu o que estava acontecendo. Trump estava articulando um substituto para a OTAN, garantindo a segurança da Ucrânia sem amarrar os EUA em um conflito sem fim. 
O acordo comercial que poderia ter sido assinado ontem mesmo foi sabotado por Zelensky, que na última hora tentou incluir novas exigências. Esse erro fatal jogou fora uma oportunidade histórica. 
Enquanto a esquerda acredita no mantra ingênuo de “faça amor, não a guerra”, a direita pragmática segue o princípio de “faça comércio e evite a guerra”. 
Quer um exemplo? Taiwan não foi invadida pela China porque os Estados Unidos dependem economicamente da ilha. Mas a Ucrânia? Para os EUA, sua relevância estratégica é mínima. 
Trump iria substituir OTAN pelo próprio interesse dos Estados Unidos, (não mexam com nossa parceira a Ucrânia), mas Zelensky não percebeu. 
Em vez de aceitar o tratado comercial e garantir a estabilidade do seu país, Zelensky já de início atacou Trump e Vance, acusando-os de não pensarem no povo ucraniano. 
Foi nesse momento que Trump e Vance perceberam que estavam sendo usados. 
Trump também sabe algo que muitos parecem ignorar: a Rússia tem armas nucleares. E um conflito prolongado com Moscou poderia levar a uma Terceira Guerra Mundial, com ogivas voando para todos os lados. 
Zelensky, por sua vez, reagiu com alarmismo, dizendo que Putin não pararia na Ucrânia e que Polônia e Dinamarca seriam os próximos alvos. Claramente, não fez sua lição de casa. Assim como muitos de vocês que repetem esse argumento sem nunca terem lido Alexander Dugin, o principal ideólogo de Putin. Dugin não quer reconstruir a URSS, ele quer reunificar os russos étnicos, muitos dos quais estão na própria Ucrânia. 
Trump e Vance ficaram furiosos. Eles estavam oferecendo uma saída para Zelensky, uma oportunidade para negociar sem ser responsabilizado pelas 45.000 mortes ucranianas e os 360.000 feridos. Zelensky poderia ter saído ileso. “Foi Trump que me obrigou a ceder a Putin, não eu.” 
Os jornalistas, previsivelmente, não entenderam nada do que aconteceu ontem. Mas a verdade é clara: Trump e Vance deram um grande passo para encerrar essa guerra.
COMENTO: o vídeo é só para chamar a atenção dos leitores e alegrar seu dia.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Via Dolorosa

por Alexandre Garcia
Segunda-feira reabre o Congresso. Ao arrepio da Constituição, que manda reabrir a 2 de fevereiro. Mas quem se importa hoje com a Constituição? Não custa lembrar Thomas Sowell: A Constituição não pode nos proteger se não protegemos a Constituição. Enfim, é um risco que todos corremos, com nossos direitos. No dia 5 reabre o Congresso e o presidente da República vai ver que o duro janeiro vai ser o melhor dos meses deste 2024.
De cara, a Frente Parlamentar Evangélica espera, revoltada, por mais um atrito que o governo criou sem precisar. A despeito do que diz o art. 150 da Constituição, a Receita fez uma interpretação para cobrar imposto dos evangélicos.
Cerca de 300 milhões de reais. Mais uma frente a se unir à bancada do agro e das armas, contra decisões que só afastam o governo dos votos de que precisa no Congresso. Esse ambiente favorece a emenda negociada por Campos Neto, para consolidar a autonomia do Banco Central — o governo quer o Banco Central pendurado na fiscalização do Conselho Monetário.
Janeiro foi cheio de revezes para o governo, embora a propaganda oficial se esforce para mostrar o contrário. O mês começou com o Diário Oficial mostrando a lei do marco temporal, em que 374 derrubaram os vetos do presidente. Se o governo entrar no Supremo, o desgaste vai continuar, e não apenas com a imensa bancada do Agro.
O 8 de janeiro, que era para ser uma festa da Democracia Inabalável, teve as significativas ausências do presidente da Câmara e de 15 governadores.
Dois dias depois, por vontade de Lula, o Brasil aderiu à denúncia de genocídio contra Israel.
O Tribunal Internacional não aceitou e ainda sugeriu que o Hamas deva libertar os reféns. Depois, o New York Times mostrou que funcionários da Agência da ONU em Gaza participaram do massacre de israelenses. O governo do Brasil fica com cara de quem apoia terrorista.
No dia 18, em Pernambuco, Lula reavivou a Refinaria Abreu e Lima, cujo preço se multiplicou várias vezes. O presidente acusou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos de prejudicar a Petrobras, provocando mais um atrito.
Anunciou que o Brasil vai tocar a obra mesmo sem o aporte enganoso de Chavez. A isso somou-se à perplexidade do mercado quando o BNDEs anunciou 300 bilhões de reais para ajudar o setor industrial, soando como o velho protecionismo, e derrubou a Bolsa.
Além disso, com a promessa de facilitar licenças ambientais para a Vale, o governo tentou impor Guido Mantega como CEO da Vale, empresa privatizada há 27 anos. O mercado levou um susto e as ações despencaram. O governo não entende que o Previ, com 8,6% das ações da Vale, é dos funcionários do Banco do Brasil, e não do Tesouro.
E antes que janeiro terminasse, saíram os números do Tesouro, com um rombo de 230 bilhões de reais em 2023. A receita subiu 2,12% e os gastos 12,55%. A medida provisória que tenta revogar a decisão de 438 congressistas sobre a prorrogação da desoneração da folha é outro símbolo das fricções que o governo tem provocado.
O Congresso reabre e não vai aceitar a MP. Neste reinício ainda vai vir a reação de deputados e senadores ao veto a mais da metade dos ONZE BILHÕES de reais de emendas, no orçamento deste ano. Emendas já anunciadas pelos autores a seus prefeitos e suas bases.
Não deve ser uma reação branda, mas fisiológica e dura como uma pedra. A via dolorosa de Lula vem sendo pavimentada pelo próprio presidente, não com as pedras da oposição.
Alexandre Garcia é jornalista

domingo, 3 de setembro de 2023

Quanto Tempo até o "Gado" Voltar às Ruas?

A avaliação aponta que a estratégia do medo funciona por um tempo e na medida em que o governo Lula não consegue apagar a lembrança das ações da gestão Bolsonaro e com a piora do quadro econômico é mais do que natural que os patriotas voltem para as ruas — podendo trazer de arrasto aqueles que, iludidos pelas promessas do Nine Fingers, podem deixar Lula e sua quadrilha em apuros.
Lula nunca foi o candidato do sistema, mas desencarcerá-lo, descondena-lo e colocá-lo na presidência foi a única alternativa para eliminar uma gestão que a despeito de ter passado os quatro anos debaixo do mau tempo, contando com a má vontades da mídia (desejosa das verbas que perdeu), um ativismo do Judiciário sem precedentes, um Congresso que não aceitou perder o acesso à máquina e, para completar, primeiro uma pandemia midiática e depois a guerra na Ucrânia, conseguia apresentar números positivos em todos os segmentos da vida nacional.
Passados oito meses da atual gestão, é perceptível que Lula III tem uma gestão marcada pela volta das deploráveis práticas do toma-lá-dá-cá, negociatas, uso da máquina pública, financiamento inescrupuloso da estrutura de comunicação que serve como correia de transmissão da estupidez ao modo preconizado por Lenin e bravatas que oscilam entre a bizarrice e a insanidade. Lula III é o verdadeiro retrato daquilo que Lula sempre foi: um sindicalista ávido pelo poder, um batedor de carteiras e com um discurso sob medida para retardados e imbecis.
A farsa do 8 de janeiro — muito mais para o Incêndio do Reichstag, em 27 de fevereiro de 1933 do que para a versão tupiniquim da suposta Invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 — teve a intenção de tirar os patriotas das ruas, impor uma onda de terror e de medo e garantir um começo de gestão sem oposição ao “Inocente de Taubaté”. O problema é que os autores do roteiro se equivocaram em vários momentos, acreditaram demais na esperteza e estão com as mãos lambuzadas de lama e a cada momento precisam criar uma nova narrativa para reinventar a realidade.
O grande problema é que o velho morubixaba não se deu conta de que os tempos tinham mudado, desde a sua chegada ao poder em eleições com urnas eletrônicas, um cenário econômico mundial favorável e sem oposição. Lula pode, naquele momento, exercer na plenitude o que aprendeu ao longo do tempo na máquina sindical. Ao ser recolocado na presidência em 2022, outra vez pelas urnas eletrônicas vergonhosamente sem impressão do voto e sem sua respectiva contagem pública, Lula não se deu conta de que o Brasil tinha mudado e os seus métodos de punguista sindical já não serviam mais. Além de um cenário econômico adverso, Lula e seus saqueadores pela primeira vez se depararam com uma oposição de Direita no Congresso Nacional e um sentimento junto a sociedade de que o resultado apontado pelas urnas eletrônicas não correspondeu ao desejo da imensa maioria do povo.
Mas ele não quis entender essa realidade e, em lugar de buscar desarmar o clima, ele preferiu aprofundar o enfrentamento defendendo a censura, a perseguição e até a eliminação dos adversários — agora apontados como inimigos da Nação. Transformado em palhaço no cenário internacional, ridicularizado por sua postura sabuja e servil ao ponto de ser chamado de “cadelinha do Xi”, dando pitaco na invasão da Ucrânia e se posicionando ao lado de um carniceiro como Putin, elogiando o legado dos 350 anos de escravidão e outras patacoadas, Lula é apenas um cadáver político adiado que, de tão fedorento, é vaiado por brasileiros.
A sucessão de escândalos de compra de votos, mordomias com a sua acompanhante em viagens internacionais e a perversa, para ela, comparação com a figura de Michelle Bolsonaro, faz com que o casal tenha virado sinônimo de rejeição popular.
A gota d`água pode estar se aproximando com a debacle da economia. E os lulo-petistas sabem que o chefe do Mensalão perdeu o bônus popular que tinha e logo-logo, acreditam, o povo vai perder o medo e até por necessidade, voltará às ruas. E vaticinam: se o gado voltar para às ruas, os jumentos terão que fugir. Porque sabem-se minoria…

sábado, 15 de abril de 2023

O Que Celso Amorim Foi Fazer em Moscou?

O que será que há por trás da reunião sigilosa do "megalonanico" com Putin.
Celso Amorim, foi recebido em Moscou logo após a detenção do jornalista estadunidense Evan Gershkovich. Há hipótese de negociação envolvendo um espião russo preso no Brasil
¿Que foi fazer Celso Amorim na Rússia em 28 de março? O conselheiro de Política Externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido por Vladimir Putin no Kremlin durante uma hora, em uma visita não oficial, qualificada de “discreta” pela imprensa brasileira e somente revelada quando de seu regresso, graças a uma nota do diário Valor.
O ex chanceler, que dirigiu o Itamaraty, o Ministério de Assuntos Exteriores do Brasil, nos dois mandatos anteriores de Lula (2003-2010), saiu de Brasília em 28 de março, aterrissou em Moscou no dia 29 e depois foi à França para uma breve viajem antes de regressar ao Brasil em 2 de abril.
Indagado pela imprensa sobre a viagem, Amorim disse que o objetivo da reunião era tratar de uma possível negociação de paz brasileira para por fim ao conflito na Ucrânia.Não há uma solução imediata”, disse Amorim, “há que preparar um cenário para quando se materialize a vontade política; e quando ficar claro para uma parte e para a outra que o custo da guerra é maior que qualquer concessão, [daí] poderão fluir as ideias de paz. Os russos disseram que apreciam os esforços do Brasil tanto como os da China. Pequim apresentou um plano de paz que foi rejeitado pelo ‘Ocidente’”.
Nos mesmos dias, em Moscou, alguns dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula, como o secretario geral Henrique Fontana e o secretario de Relações Internacionais Romênio Pereira, participaram de um evento do partido de Putin, Rússia Unida, sobre o tema do neocolonialismo. À agencia russa Tass, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, se limitou a afirmar que “a reunião com Amorim teve lugar para reafirmar o convite prévio a Lula para realizar uma visita oficial à Rússia e para falar das relaciones bilaterais”.
Segundo os russos, em resumo, Amorim foi recebido por Putin para confirmar o convite a Lula e falar das relações bilaterais, enquanto que, segundo os brasileiros, foi para uma possível negociação de paz na qual Putin, de fato, não estava interessado. Por isto, muitos começam a se perguntar se nessa reunião o tema não era outro.

A ideia da troca
Sergey Cherkasov em um vídeo de 2017
Por exemplo sobre Sergey Cherkasov, um cidadão russo com a falsa identidade brasileira de Victor Muller Ferreira, acusado de espionagem ao tentar infiltrar-se como estagiário no Tribunal de Haya, na Holanda, onde, segundo as investigações, queria acessar informações sobre as investigações relacionadas a crimes de guerra russos.
As autoridades holandesas o deportaram para o Brasil, onde foi detido em 3 de abril de 2022 e condenado a 15 anos de prisão pela Justiça Federal de São Paulo por uso continuado de documentação falsa. Desde dezembro, Cherkasov está preso em Brasilia e Moscou solicitou sua extradição alegando  como é habitual quando se trata de repatriar a seus próprios agentes operacionais  que Cherkasov é um fugitivo, membro de uma organização de tráfico de heroína, e que seus crimes foram cometidos entre 2011 e 2013, ainda que Rússia nunca o havia buscado antes de 2022. Mais estranho ainda quando se considera que, segundo os registros de imigração brasileiros, o espião russo estava no Brasil tanto em 2010 como em 2011.
Evan Gershkovich (The Wall Street Journal/Handout via REUTERS)
Justo quando Amorim aterrizava na capital russa, em 29 de março, o correspondente em Moscou do diário estadunidense Wall Street Journal, Evan Gershkovich, era detido en Ekaterimburgo pelo FSB, o Serviço Federal de Segurança, sucessor da temida KGB. A acusação é de espionagem, algo que não se via desde 1986, durante a Guerra Fria, com a detenção pelos russos, pelas mesmas acusações, do jornalista estadunidense Nicholas Daniloff.
Uma semana antes da prisão de Gershkovich, o que demonstra como as datas nesta historia também podem indicar um rumo geopolítico, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos havia acusado de espionagem a  Cherkasov, que sempre sob falsa identidade brasileira de Victor Muller Ferreira, após estudar Ciências Políticas no prestigioso Trinity College de Dublín, Irlanda, havia obtido um título de Mestre no programa de Relações Internacionais da Universidade John Hopkins de Washington, especializando-se em política exterior estadunidense. A acusação das autoridades da administração Biden é o requisito legal prévio para um possível pedido de extradição pelos EUA.
No Wall Street Journal, John J. Sullivan, embaixador dos Estados Unidos em Moscou até o ano passado, afirmou que o fato de que o jornalista fosse acusado de espionagem e não de um delito comum sugere “que o Kremlin quer um grande premio na troca, um prisioneiro de alto perfil”. Algo como um espião. Nada a ver com as mais recentes permutas de prisioneiros entre Moscou e Washington, como a de abril de 2022 entre o ex marine Trevor Reed, acusado de agredir a dois oficiais russos, e Konstantin Yaroshenko, condenado por tráfico de drogas nos Estados Unidos. E, mais recentemente, em dezembro, a negociação da campeã de basquete Brittney Griner, detida em Moscou com menos de um grama de óleo de haxixe, pelo russo Viktor Bout, notório traficante de armas conhecido como O Mercador da Morte.
Daniel Hoffman, ex funcionário da CIA em Moscou, declarou ao Wall Street Journal que “o momento da detenção de Gershkovich não é, provavelmente, uma coincidência” e que o Kremlin “está tratando de incentivar uma troca de prisioneiros”, assinalando que a acusação de Cherkasov por parte dos EUA precedeu em uma semana à detenção do jornalista. Para o ex embaixador Sullivan, sem dúvidas, não está claro que Washington tenha sob sua custodia algum espião russo de alto nível. E, acrescenta o Wall Street Journal, “um câmbio incluindo Gershkovich pode ser mais difícil hoje, devido às atuais relações entre EUA e Rússia”.
Aqui, portanto, é onde o Brasil poderia entrar no jogo. Porque tem um espião russo que pode oferecer como moeda de troca — o Supremo Tribunal Federal autorizou sua extradição para a Rússia quando acabe a investigação no Brasil — e porque haveria uma perspectiva de dívida moral, tanto no Kremlin como na Casa Branca, que daria a Lula, e nem tanto ao país, uma vantagem política em sua ambígua política exterior, na qual aperta a mão de Biden e abraça o mundo multipolar de China, Rússia e Iran.
Cherkasov, que não está acusado de espionagem no Brasil, também exercia seu oficio de espião no país latino-americano. Utilizava esconderijos — "dead drop", ou recipiente fixo — para deixar dispositivos eletrônicos e mensagens, que depois eram recolhidos por outros membros da organização. Um destes recipientes foi descoberto em um bosque de Cotia, cidade vizinha a São Paulo. O documento falso com que ele ocultou sua identidade durante anos no Brasil declarava seu nascimento em 4 de abril de 1989 em Niterói, Rio de Janeiro. Foi precisamente em Niterói que a justiça brasileira descobriu e fechou, após 10 anos de processo penal, um cartório de registro civil que servia como uma fábrica de certidões de nascimento falsas, utilizadas também por uma rede de libaneses condenados por obter a nacionalidade brasileira com documentos falsos.
Além de Cherkasov, nos últimos meses foram descobertos pelo menos outros dois espiões russos com falsas identidades brasileiras. Em outubro, o serviço secreto norueguês deteve Mikhail Valeryevich Mikushin. Ele havia se apresentado como o pesquisador José Assis Giammaria na Universidade de Tromsø. Gerhard Daniel Campos Wittich era o nome falso de outro espião russo, cujo verdadeiro sobrenome segundo as autoridades gregas é Shmyrev, que viveu no Rio de Janeiro durante cinco anos, sob uma identidade brasileira com ascendência austríaca. Foi descoberto pelo serviço secreto grego porque sua esposa, a também espiã Irina Romanova, sob o nome de Maria Tsalla, operava em Atenas. O casal fugiu supostamente para Moscou, em janeiro.
No Rio de Janeiro, o suposto Daniel Campos havia alugado recentemente uma moradia próxima ao consulado estadunidense e era proprietário de uma empresa de 3D que produzia, entre outras coisas, esculturas de resina e vendia seus produtos tanto ao Exército como à Marinha e ao Ministério da Cultura do Brasil. Quem deu o sinal de alarme de seu desaparecimento em janeiro foi a noiva brasileira de Daniel Campos, que desconhecia a verdadeira identidade do jovem e denunciou seu desaparecimento durante uma viajem à Malásia.
O grande mistério segue sendo por que os espiões russos utilizam tanto o Brasil. As explicações podem ser múltiplas. Desde a facilidade para conexão a redes ilegais que proporcionam identidades falsas até a riqueza do país e seu papel estratégico no continente americano. Sob os mais de 7.000 quilômetros de costa atlântica do Brasil há quilômetros de cabos submarinos que conectam a infraestrutura de Internet do país com redes de todo o mundo. Fortaleza, no Ceará, hospeda o segundo maior centro de cabos submarinos do mundo (12 no total), com conexões para Estados Unidos (incluídos os cabos Monet em Boca Ratón, Florida), África e Europa. A Contra-inteligência, também é frágil no país. Ninguém investigou, por exemplo, se havia espiões a bordo do navio russo Akademik Boris Petrov.
O Governo do ex presidente Jair Messias Bolsonaro autorizou uma expedição científica deste navio em águas amazônicas [na verdade, atlânticas (*)] após reunir-se com Putin no ano passado, poucos dias antes do início da guerra na Ucrânia. A zona onde o Akademik Boris Petrov realizou sua exploração, em novembro passado, tem importância geopolítica. A companhia petroleira nacional brasileira Petrobras está investigando a região em busca de seus recursos petrolíferos. Além disso, o Akademik Boris Petrov havia desviado para a costa britânica em sua rota para o Brasil. Segundo o blog Plentyofships e alguns meios britânicos, sua passagem coincidiu com um acidente que danificou a infraestrutura do cabo submarino entre as Ilhas Feroe e Shetland. A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, falou de uma “situação de emergência” para as ilhas.
Por último, cabe mencionar que se a guerra na Ucrânia fracassa, Vladimir Putin poderia fugir para a América Latina, segundo informou Abbas Gallyamov, antigo porta-voz de Putin. O canal de Telegram Mozhem Obyasnit afirma que funcionários russos de alto escalão estariam se empenhando em comprar propriedades e em solicitar o status de residentes na Venezuela, Equador, Paraguai e Argentina.
Também, diplomatas russos teriam comprado propriedades na Ilha Margarita da Venezuela, para escapar da detenção em caso de que a guerra conduza a uma mudança de regime na Rússia. Enquanto isso, Lula se prepara para receber em visita oficial o ministro russo de Assuntos Exteriores, Sergei Lavrov, que chegará a Brasília em 17 de abril após a viajem de Lula a China, o que poderia aplainar o caminho para a troca de Cherkasov por Gershkovich.
Fonte: tradução livre de Infobae
COMENTO: Temos, então, mais uma jornalista se esmerando para justificar ou manipular os objetivos do passeio inútil do megalonanico Celso Amorim pela Europa, dissimulado em "assuntos bilaterais", talvez com o propósito de apagar a imagem de anão diplomático adquirida pelo atual assessor presidencial em gestões passadas. O propalado "plano de paz" sequer teve a atenção de Putin. A propósito, com a recusa do russo, o Borracho-mor deu entrevista sugerindo, então, que a Ucrânia aceitasse abrir mão da Crimeia, como "gesto de boa vontade" para encerrar o conflito com a Rússia. O chanceler ucraniano, diplomaticamente só faltou recomendar que o Cachaceiro enfiasse a proposta no rabo. Sobrou, então, a narrativa sobre os espiões russos com documentação brasileira, que poderia ser o motivo da visita do chanceler russo, trazendo um contêiner com cinco toneladas de misteriosa "bagagem diplomática", previamente guardado na Argentina.
Negociações obscuras sobre compra e venda de insumos, não passaram pela imaginação da jornalista, obviamente.
Esperamos que tanto o pessoal da nossa Polícia Federal, quanto o da ABIN estejam atentos a esses possíveis indícios de "ameaças e oportunidades" e que, pelo menos tenham identificado os "outros membros da organização" que apanhavam as encomendas deixadas no bosque em Cotia/SP Enquanto isso, o pessoal da Contrainformação russa continua alimentando a história do espião preso no Brasil, sabe-se lá com qual interesse. 
(*) Não sei se houve falta de informação ou excesso de má fé da redatora original do texto, mas a Portaria autorizando o trabalho de pesquisa do navio russo na costa brasileira é muito clara e específica. Não houve autorização para ingresso em área interna brasileira, sendo que a pesquisa foi em águas marítimas atlânticas. Durante todo o período em águas brasileiras, havia um Oficial da Marinha Brasileira fiscalizando, desde a rota percorrida, até os trabalhos propriamente ditos. As amostras coletadas foram analisadas e conferidas pela FURG (Fundação Universidade de Rio Grande) e pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco); o blog citado como fonte de suspeitas sobre o navio já não se encontra na internet. Por fim, a mesma Portaria prevê a apresentação de um Relatório, com itens muito específicos a serem bem detalhados ao término das pesquisas.

domingo, 18 de setembro de 2022

O Paralelo entre a Ucrânia e a Amazônia

Observando o que ocorre no Brasil e no mundo, sob minha ótica de que o conflito comunismo x capitalismo já foi ultrapassado, tenho tentado entender alguns fatos mundiais que aparentemente não se ligam.
Mas já há quarenta anos atrás, aprendi que "nada é o que parece ser" e, desde então, tento ver laços entre fatos que parecem díspares.
Se analisarmos a situação atual da Europa, independentemente de simpatias ou antipatias pela Rússia e seu líder, verificamos que o conflito na Ucrânia foi planejado e desencadeado "de fora". As denominadas "grandes potências" — Reino Unido, Alemanha, França, aliadas aos EUA — avaliaram que a Rússia estava em difícil situação econômica e, portanto, fragilizada militarmente. E com esse pensamento, efetuaram uma série de provocações a Vladimir Putin.
Com a ascensão do vaidoso fanfarrão Zelenski ao poder na Ucrânia, pensaram ter seu "cavalo de troia" para dar a fustigada fatal contra o remanescente do império da extinta União Soviética. Há bastante tempo, Putin alertava que não admitiria mísseis da OTAN nas proximidades das fronteiras russas. E o que fez o títere ucraniano logo que assumiu o governo? Anunciou o ingresso da Ucrânia na OTAN e a instalação de mísseis em seu território, voltados contra o leste, obviamente.
As ameaças recíprocas se sucederam e chegamos a um conflito parcamente noticiado, pois não interessa ao "mundo ocidental".
Aos críticos da violência perpetrada contra a Ucrânia, lembro aos que estudaram História da famosa "Crise dos Mísseis em Cuba", ocorrida seis décadas atrás. Ela foi contornada exatamente porque um dos líderes mundiais teve a coragem de recuar. No caso ucraniano, nem mesmo o bufão Zelenski se mostrou disposto ao diálogo, confiando nos que usaram seu país como isca de uma boa pescaria. E o largaram pendurado no pincel.
Pois bem. O que temos no Brasil? A mais de meio século temos ameaças, avisos, até mesmo solicitações de falsos nacionalistas para que ocorra uma "intervenção salvadora na Amazônia", para evitar o fim do mundo. Durante o regime militar tais investidas amainaram, mas com a volta dos civis ao poder, retornaram com força. Já passa de trinta anos que vemos e ouvimos os argumentos internacionalistas em prol de uma "administração mundial" para aquela região.
Até 1985, tudo não passava dos planos. Já no governo Collor as ameaças se transformaram em ações concretas, com a cumplicidade criminosa de membros do STF que determinaram as demarcações de terras contínuas para as diversas tribos de indígenas. A ideia inicial era a de serem demarcadas áreas em ilhas, ou seja, espaços específicos para cada tribo. A demarcação em zonas contínuas, faz com que as diversas áreas fossem somadas, totalizando enormes territórios — por casualidade em áreas fronteiriças a outros países, particularmente Venezuela e Colômbia —, ricos em minerais preciosos.
O risco, já percebido e anunciado nos anos 90 por diversos jornalistas e intelectuais preocupados com o futuro da maior nação da América Latina, é o do desmembramento da Amazônia Brasileira em diversos "mini-países indígenas".
Já faz tempo que os meios de comunicação vem incutindo na mente de nossa população a mentira de que os índios que vivem no Brasil não são "brasileiros", mas fazem parte de "nações indígenas". A influência de organizações estrangeiras nessa ação psicológica é notória. Sob a fachada de pesquisadores e religiosos na busca de como ajudar os "povos indígenas", incontáveis agentes alienígenas circulam livremente em áreas que até aos brasileiros são vedadas.
O atual Presidente da República, em diversas manifestações públicas tem advertido sobre a cobiça estrangeira sobre a Amazônia Brasileira, e se mostrado disposto a não permitir ingerências forâneas na administração governamental daquela região. Sem a devida divulgação da mídia, as ações de combate à evasão de riquezas amazônicas tem sido intensificadas, com êxito, nos últimos três anos. Isto coloca o Presidente como um inimigo das intenções intervencionistas. Até mesmo o recém empossado presidente da Colômbia
 — país com mais de 40% de seu território coberto pelas matas amazônicas — lança o pedido de ajuda via criação de um "fundo multinacional" para a Amazônia. Quem iria colocar verba nesse fundo sem a esperança de retorno?
É nítido que, retirar Bolsonaro do poder o quanto antes possibilitaria a retomada das ações intervencionistas.
A junção de adversários internos e externos já é por demais conhecida. Temos até membros da suprema corte brasileira participando de encontros, em diversas entidades europeias e norte-americanas, tratando de forma caluniosa sobre a atuação presidencial — inclusive sobre o processo eleitoral — e planejando programas do “novo governo”, solapando a caminhada do Brasil para um destino melhor, construído pelos próprios brasileiros.
O estado brasileiro está sob forte ameaça de ataque! É hora de enterrarmos antigos conceitos baseados na Guerra Fria e abrirmos os olhos para a realidade de que nas relações internacionais não existe amizades, mas sim interesses. A China, tida como adversária ideológica da Rússia — ambos países membros do BRICS, não esqueçamos — já busca uma aproximação maior com a Rússia. Chineses são malandros velhos. Sabem muito bem o que lhes convém.
A Rússia, que a União Europeia — e EUA — pretendiam colocar de joelhos, possui as fontes de energia da qual os europeus ocidentais dependem para sobreviver. E não dissimula a pretensão de dificultar seu fornecimento aos já ostensivos adversários.
O Brasil, além da cobiçada Amazônia Brasileira, possui uma enorme capacidade de produzir e vender alimentos que escasseiam no Velho Mundo. É premente, para os "globalistas", colocarem na direção do país um governante alinhado com os interesses deles. As pressões de alguns traidores da Pátria contra o agronegócio reclamando desde a proibição da produção de artigos agrícolas que rendem recursos para o país e a não criação de gado para abate — sob a risível desculpa da emanação de gás poluente pelos peidos das reses — vão se acumulando sob os nossos sorrisos de escárnio. 
Mas, enquanto achamos graça, elas as pressões, ardilosamente seguem incutindo ideias estapafúrdias nas mentes dos menos avisados.
O vídeo abaixo é mais uma demonstração de que a oposição ao Presidente não é só do ridículo moleque de fala fina, do ET de Xapuri que nos visita a cada quatro anos, e dos ladrões desbancados do poder em agosto de 2016.
É coisa de gente grande!
Para concluir, temos visto que as denominadas grandes potências fazem valer seus objetivos a qualquer custo. Vidas humanas, meio ambiente, direitos humanos e outras baboseiras não passam de reles argumento para protelar o uso da "ultima ratio Régis". O Poder Mundial já tem muitos herdeiros, e entendem que o Brasil não deve ter possibilidade de se imiscuir entre eles. A Rússia está pagando o preço por desobedecer ao Sistema. O Brasil ao destacar-se no campo econômico, podendo negociar sua produção tendo como adquirir suas necessidades de forma negociada, além de freiar a tradicional espoliação feita em seu recursos naturais, também se coloca na alça de mira do Poder Mundial. E qual motivo seria melhor que a proteção da Amazônia para uma aventura no campo militar como costumam fazer, sempre de forma indireta? Qual seria o custo de incentivar algum vizinho mais afoito a dar o primeiro soco?
Apesar dos esforços na guarda das fronteiras do norte, o Brasil ainda precisa investir muito mais recursos, materiais e humanos, nas diversas Grandes Unidades militares da Amazônia.