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sábado, 25 de maio de 2019

Dissidências da Narcoguerrilha Agem em 16 Departamentos

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Foto: AFP - As dissidências concentram sua atividade econômica no narcotráfico, além de extorquir agricultores e comerciantes da região.
Por Redação — Justiça
Em novembro do ano passado, as dissidências das FARC passaram a ser classificadas como Grupo Armado Organizado Residual (GAOR) que, por seu nível de periculosidade e capacidade do armamento, podem ser repelidos com o uso de todo o poder do Estado, ou seja até mesmo serem bombardeadas.
Em um relatório de Inteligência da Força Pública é dito que os dissidentes contam com 2.296 homens em armas e 1.452 membros nas redes de apoio. A sua área de interferência seria de 57 municípios localizados em 16 departamentos (estados).
O principal campo de ação está no leste do país, particularmente em Guaviare, Vichada e Meta, onde as antigas FARC agiam com a denominação de Bloco Oriental.
O documento indica que Miguel Botache Santillana conhecido como Gentil Duarteque estaria refugiado na Venezuela — busca unificar os dissidentes tendo enviado emissários para diferentes áreas do país com essa finalidade. "Gentil Duarte" é o chefe do principal grupo dissidente, que tem cerca de 1.400 homens dedicados à produção e ao tráfico de cocaína, que enviam para os cartéis mexicanos usando a Venezuela e o Brasil como plataformas.
Seu segundo em comando é identificado como Néstor Vera, vulgo Iván Mordisco, encarregado de unificar a estrutura do ponto de vista militar. O relatório da Força Pública, conclui que as dissidências concentram sua atividade econômica no narcotráfico, além de extorquir agricultores e comerciantes da região.
O outro grupo forte de dissidentes está no município de Tumaco, em Nariño, com cerca de 800 homens em armas que faziam parte de quatro frentes do Bloco Ocidental das FARC.
Destas dissensões, a frente 'Oliver Sinisterra' liderada por um bandido conhecido como 'Gringo' e as 'Guerrilhas Unidas do Pacífico', cujo líder é tratado como 'Borojo', estão travando uma forte guerra territorial, permitindo que o grupo 'Os Contabilistas' — que tem representantes dos cartéis mexicanos na Colômbia — adquirisse muita força e algum controle sobre as rotas do narcotráfico via oceano Pacífico.
Por outro lado, durante a Minga Indígena, ocorrida entre março e abril deste ano, adquiriu protagonismo Johany Noscué Bototo, vulgo Mayimbú, que tem sob seu comando 200 homens e executou vários ataques na Rodovia Pan-Americana. 
Um outro novo dirigente é conhecido como "Cabuyo", da 36ª Frente das FARC, acusado de assassinar três geólogos em Yarumal, Antioquia, no ano passado. Para informações que levem a esse dissidente, as autoridades oferecem 300 milhões de pesos (cerca de 300 mil reais).


Veja outras notícias relacionadas a isto:
Fonte:  tradução livre de El Tiempo
COMENTO: já escrevi diversas vezes aqui que esse "processo de paz" efetivado com a narcoguerrilha não produzirá paz alguma para os colombianos. A princípio, as "exigências" dos narco-bandoleiros para a concretização desse acordo — apoiadas pelos "analistas" e "especialistas" destacados pela imprensa — expuseram a organização centralizada das decisões do Foro de São Paulo, e o fiel cumprimento de suas ordens pelos seus integrantes. Mesmo assim, alguns ingênuos ou mal intencionados renderam-se à capacidade organizativa dessa criação de Fidel, Lula e Hugo Chavez (que o capiroto o tenha) e deram seguimento à farsa. Vejamos algumas "propostas":
— anistia com um processo judiciário "transicional" — alguns colombianos não caíram nessa esparrela que os canalhas tentam transformar em um mecanismo unilateral de benefícios para um segmento e de perseguição e revanchismo para o outro, como aconteceu no Brasil, e resistem a aceitar as imposições dos bandidos provocando os problemas que estão sendo enfrentados na execução prática da "Justiça Especial para a Paz (JEP)";
anistia aos narco criminosos seguida por indenizações e recompensas para que eles sejam "reinseridos" na sociedade, onde se destaca a instalação de líderes dos criminosos em postos legislativos sem que tenham sido eleitos pela sociedade.
— A procura por "desaparecidos" é outra artimanha para render propaganda (negativa para as Forças de Segurança colombianas, certamente) e recursos financeiros (indenizações) para os narco-bandoleiros.
— A pantomima das "Comissões da Verdade", que foi exitosa na Argentina e no Brasil, onde os patifes conseguiram distorcer a história de suas canalhices, invertendo valores e transformando criminosos em heróis e heróis em bandidos, inclusive penalizando estes, além de promover um revanchismo indecente, maculando não só as memórias dos vencedores da luta armada mas convencendo os mais jovens de que foi graças a eles, os canalhas, que a democracia foi estabelecida. 
— O "controle social" da mídia, a fim de que possam reescrever sua história e manterem o proselitismo de sua ideologia é outra exigência.
Somente os muito alienados e os comparsas desses patifes se recusam a ver que esse sistema idiota que eles apregoam está falido e falindo todos os lugares onde se instalou. Assim, eles tem a necessidade de agir com urgência, conquistando espaços e, principalmente, recursos, pois ninguém é mais ávido por verbas alheias do que um comunista. Temos nossos próprios exemplos e mais recentemente, já vimos o discurso de Castro II o imperador cubano, querendo "indenização" dos EUA pelos anos de bloqueio econômico. Como se a bosta da ilha comunista improdutiva não negociasse sua miséria recebendo donativos — não se pode dizer que comercializa alguma coisa — de diversas nações, inclusive a nossa, sob a capa de "ajuda humanitária". Vergonha na cara parece ser, para eles, só mais uma manifestação burguesa-capitalista.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Liderança ou Caudilhismo??

Caudilhos
Há uma cena em Wild Wild Country, o documentário que a Netflix produziu sobre Osho (Bhagwan Shri Rashnish), que nos mostra a essência dos caudilhos.  Como a maioria dos gurus religiosos, o tal Bhagwan era uma espécie de narciso ao cubo e perante as pessoas que o adoravam entrava em êxtase e se convertia em um mar de tranquilidade. De repente, depois de desafiar a uma comunidade de moradores do Oregon e se meter em graves problemas com a lei, sua secretária e "braço direito", Sheela, o abandona. Então o véu cai e surge reluzindo a alma do homem. Com uma mirada de ódio puro, Bhagwan diz sobre Sheela:
Nunca fiz amor com ela. Quem sabe, esse seja o motivo dos ciúmes. Ela sempre quis, mas nunca me rebaixei a fazer amor com uma secretaria. Uma história de amor nunca termina; pode converter-se em uma história de ódio. Ela não demonstrou ser uma mulher real; demonstrou ser una perfeita cadela.
É preciso reiterar uma obviedade que às vezes passa por alto não aos crentes, mas aos cidadãos que devem lidar com caudilhos na vida pública: o caudilho de verdade demonstrará até a saciedade que seu vicio é o poder, um poder menos limitado possível. Para um caudilho de porte, os famosos pesos e contrapesos de Montesquieu são um enfeite. Pode-se ver em gravações sucessivas até que ponto Hugo Chávez se deleitava com cada uma de suas tropelias, de seus insultos e de suas expropriações. E também se percebe que ao gritar Você está demitido! ou ao contar uma de suas incontáveis mentiras, Trump adquire um ar orgiástico.
Uma inferência fundamental do escrito acima é que dar poder a um caudilho implica um grave risco e que, quando mesmo assim ocorre, é preciso ficar alerta porque mais cedo ou mais tarde este vai querer abusar daquele. Seu verdadeiro plano consiste em obter poder, aumenta-lo e preserva-lo. O que consta em seus programas políticos tem um significado secundário: são pretextos, possíveis subprodutos, pouco mais que letra morta para ingênuos. Essencial, por outro lado, é o recrutamento de gente que os ajude a obter e reter o poder. Todo caudilho se rodeia de pessoas obedientes e submissas, ainda que implacáveis com os inimigos do chefe o do "paizinho".
O que nos leva a uma segunda conclusão, ainda mais espinhosa. Um caudilho sem sua guarda pretoriana não é ninguém. Há, no entanto, uma falha no espírito das multidões que, dadas certas circunstâncias, as fazem acercar-se aos caudilhos e entregar-se incondicionalmente. Sim, é claro que esperam benefícios materiais que não estarão disponíveis aos omissos, mas há algo mais: querem fugir de suas inseguridades fundindo-se com o líder, querem exercer suas agressividades por meio de um intermediário, querem odiar. O pecado não é ter desavenças pessoais com eles, mas sim ofender o caudilho idolatrado. Para isto não existe perdão nem trégua.
Desencadeado o fenômeno, é muito difícil neutraliza-lo. Da mesma forma que os vícios, o caudilhismo tem que ir até o fundo, causar uma imensa catástrofe para que as pessoas lhe virem as costas. ¿Pode alguém acreditar que ainda haja quem, na Venezuela ou na Nicarágua, diga que Maduro e Ortega são vítimas de uma conspiração imperialista internacional e não uns vís verdugos de seus respectivos povos? Pois todavia existem.
O único freio efetivo contra os caudilhos são as instituições fortes, de modo que um país que não as construi ou que não as defende, está brincando com fogo.
Fonte: tradução livre de El Espectador
COMENTO: independendo de supostas ideologias - eis que na atualidade a ideologia dos políticos em geral é simplesmente tomar posse da chave do cofre - a idolatria pode conduzir massas populares a um frenesi irracional. Há que se diferenciar bem liderança de caudilhismo. A primeira é a capacidade de motivar as pessoas espontaneamente para um objetivo simplesmente pelo uso do carisma. O falecido político Leonel de Moura Brizola - de quem eu não era fã - é um bom exemplo de líder. Como diziam em sua época de fama, se lhe proporcionassem um caixote e uma esquina, ele obtinha rapidamente um séquito. Já o caudilhismo obtém seguidores mediante a expectativa de algum retorno imediato, nem sempre legal e moral. Bom exemplo disso ocorre atualmente no Brasil, com boa parte da população idolatrando um reles ladrão condenado - com fartas provas de sua ilicitude - e preso; além das claras demonstrações de falta de decoro público e comportamento totalmente fora dos padrões minimamente éticos que se espera de um líder, sempre em troca de promessas de "benefícios" ou ameaças de suspensão dos mesmos.
Quanto ao seriado citado a respeito do "líder religioso", leia um bom texto em Huffpostbrasil.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Política da Composição dos Efetivos das Forças Armadas

por Francisco Carlos Pereira Cascardo (*)
Desde a sua aprovação presidencial em 18 de dezembro de 2008 a Estratégia de Defesa Nacional tem sido tema permanente no noticiário nacional. Foram as diversas exposições feitas pelos: Ministro da Defesa, Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados, os numerosos seminários organizados pelas instituições privadas, as manifestações de estudiosos no assunto em artigos publicados na imprensa e aparições na televisão.
Como oportunamente ressaltado na Exposição de Motivos encaminhada ao Presidente da República, os ministros signatários esclarecem que a referida END fundamenta-se em "...três eixos estruturantes:
- Reorganização das Forças Armadas ; 
- Reestruturação da Indústria Brasileira de Defesa; e
- Política de Composição dos Efetivos das Forças Armadas..."
Este último,  a Política da Composição dos efetivos das Forças Armadas  será o tema do presente trabalho.
A sua escolha deve-se a dois motivos: o primeiro encontra-se na inexistência de trabalhos específicos, contrastando fortemente com a apreciável frequência dos atraentes temas dos dois outros eixos estruturantes, tais como:
— o submarino de propulsão nuclear;
— a defesa das plataformas marítimas de exploração de petróleo;
— a preferência de navios de múltiplo emprego em detrimento dos Navios Aeródromos;
— a defesa da região amazônica;
— a redistribuição da Força Terrestre pelo território nacional;
— a aquisição do caça de quinta geração; e
— a retomada da indústria de defesa.

O segundo motivo reside na necessidade da adequada identificação da natureza da "Política" empregada na Composição dos Efetivos das Forças Armadas. Isto porque a sua redação vale-se de termos específicos que aparentam serem originários de uma conhecida terminologia que já caminhara para o desuso.
Mesmo com o risco de recair em truísmo é oportuno registrar que qualquer Plano e, no caso o END, fundamenta sua elaboração em três fases:
— identificação da situação;
— análise; e
— proposta de ação.
Os autores do END, ao não se furtarem em percorrê-las, consequentemente revelam, no caso dos militares, o que pensam, o que pretendem alterar e a solução a ser implantada.
A apresentação deste trabalho, para facilitar o entendimento do leitor, constará na focalização naqueles aspectos da EDN considerados característicos e que serão denominados de DESTAQUES. Eles extraídos, ipsís lítteris, do texto original e acrescidos das observações pertinentes.

DESTAQUE 1
Natureza e âmbito da END
"... seu propósito é zelar para que as Forças Armadas reproduzam, em sua composição, a própria Nação  para que elas não sejam uma parte da Nação pagas para lutar por conta em beneficio de outras partes ... a Nação possa encontrar-se acima das classes sociais ..."
OBSERVAÇÃO:
Auto explicativo. Chama atenção a frequência de emprego das expressões como "classes sociais".

DESTAQUE 2
Diretriz 23 - Manter o Serviço Militar Obrigatório
"... também instrumento para afirmar a unidade da Nação acima das divisões das classes sociais ... ... Devem as Escolas de Formação de oficiais das três forças continuarem a atrair candidatos de todas as classes sociais. É átimo (sic) que número cada vez maior deles provenha da classe trabalhadora ...
OBSERVAÇÃO:
Os autores identificam, no seu entender, atual disfunção desvantajosa, e para corrigi-la propõem a solução de incrementar o ingresso de candidatos da classe trabalhadora. Na terminologia das classe sociais, a mais comum, denomina a referida classe como proletariado. Aumentando a sua participação, provavelmente, pretendem reduzir a influência da atual situação encontrada nas Escolas Militares por julgá-las desfavorável, possivelmente considerada como a "burguesia". Em resumo, provavelmente, os autores pretendem aumentar a participação dos alunos oriundos do "proletariado" em detrimento daqueles provenientes da "burguesia".
O repetido lugar comum de "classes" e "divisão das classes", mesmo com a ausência da ilação "luta de classes", sugere possível viés ideológico.
Ressalte-se que a admissão às Escolas Militares faz-se mediante concurso público e a aprovação dos candidatos é mediante a rigidez do princípio do mérito. O comparecimento às formaturas dos alunos das três escolas permite aos presentes observação da heterogênea origem socioeconômica de seus integrantes. A negação da realidade pode servir de fundamento para introduzir as alterações até então julgadas não necessárias.

DESTAQUE 3
Marinha do Brasil: a hierarquia dos objetivos Estratégicos e Táticos  itens 1 e 2 (páginas 20 e 21 da EDN);
"... a Marinha do Brasil se pautará por um desenvolvimento desigual e conjunto ..." e "...a doutrina de desenvolvimento desigual e conjunto tem implicações para a reconfiguração das forças navais...
OBSERVAÇÃO:
A "...Doutrina de desenvolvimento desigual e conjunto...” constitui a aplicação da conhecida Lei de Trotsky, e da qual unicamente é diferenciada pela última palavra do seu enunciado. Eis a comparação:
Trotsky - ..."a doutrina do desenvolvimento desigual e combinado"; e a 
EDN - "...a doutrina do desenvolvimento desigual e conjunto...
A primeira Lei do desenvolvimento desigual coube a Lênin e seu texto não contemplava a palavra "combinado". Esta seria acrescentada por Trotsky alguns anos mais tarde. Lenin e Stalin a empregavam para explicar que o caminho da revolução dos países que se encontravam em estágio inferior de desenvolvimento teria como primeira etapa o crescimento econômico e daí sim, a passagem para a etapa seguinte, a revolução socialista.
Como consequência direta eles negavam a luta revolucionária como etapa inicial para os países mais atrasados. Estes teriam de percorrer etapa intermediária, pré-capitalista, denominada "revolução democrática-burguesa". Suas lideranças não seriam o partido comunista e sim as suas burguesias nacionais. Trotsky discordava de Lênin e Stálin e alertava que as ditas "burguesias-nacionais" mantinham fortes laços de interesse com os países mais adiantados o que dificultava, ou impediria, que guiassem o caminho da revolução. Esses laços eram de natureza de dependência de capitais estrangeiros, influência dos grandes proprietários rurais, etc., e todos os dois impregnados por seus elevados temores de que o proletariado pudesse chegar ao poder político.
Por sua vez as desigualdades entre as diversas nações desenvolvidas e subdesenvolvidas repercutiriam nestas últimas, obrigando-as a fazer adaptações nos seus caminhos revolucionários, devido aos seus diferentes níveis econômicos e culturais. Estas adaptações, que ficaram conhecidas como "choque-adaptação" foram chamadas por Trotsky de "combinado” e, por ele acrescidas à anterior Lei de Lênin, passaram a denominar-se de Lei de Trotsky.

DESTAQUE 4
O Serviço Militar Obrigatório: nivelamento republicano e mobilização nacional - item 6 (página 39 da EDN);
... é importante para a defesa nacional que o oficialato seja representativo de todos os setores da sociedade brasileira...
"... é bom que os filhos dos trabalhadores ingressem nas academias militares...
OBSERVAÇÃO:
Já considerado no DESTAQUE n° 2, evidencia a preocupação com a classe de origem dos alunos das Escolas Militares. Julgando que a distribuição atual não favorece aos "filhos dos trabalhadores", propõe a alterar este estado de coisas, de forma a aumentar o seu ingresso. O resultado prático é a neutralização, ou superação da suposta atual constituição dos corpos de alunos das Escolas Militares considerada pelos autores como predominantemente burguesa.

DESTAQUE 5
Estruturação das Forças Armadas (página 49 da EDN)
"... Nesse sentido o sistema educacional de cada força ministrará cursos e realizará projetos de pesquisa e de formulação em conjunto com os sistemas das demais Forças e com a Escola Superior de Guerra" ... "A ESG restaurada como preceitua a EDN terá inferência no sistema educacional de cada Força ...” " ... o ministério da Defesa deverá apresentar planejamento para a transferência da Escola Superior de Guerra para Brasília de modo a intensificar o intercâmbio fluido entre os membros do governo Federal e aquela instituição de modo a otimizar a formação de recursos humanos ligados aos assuntos de defesa." ... o ministério da Defesa elaborará uma Política de Ensino ... acelerar o processo de interação do ensino militar. ... atendendo as orientações da EDN ..."
OBSERVAÇÃO:
O Ensino nas três FFAAs é regido por lei, específica para cada uma delas.
Com as alterações inclusas na EDN caberá ao ministério da Defesa formular a Política de Ensino, e a ESG restaurada terá ingerência no Ensino de cada Força.

DESTAQUE 6
Recursos Humanos - itens 1 e 6 (páginas 57 e 59 da EDN)
"... O recrutamento dos quadros profissionais das Forças Armadas deverá ser representativo de todas as classes sociais ..."
OBSERVAÇÃO:
Registra-se a preocupação dos autores com o tema "classes sociais", já visto no DESTAQUE 2.

DESTAQUE 7
Recursos Humanos - item 6 (página 59 da EDN)
"... as instituições de ensino das três Forças Armadas ampliarão nos seus currículos de formação militar disciplinas relativas a noções de Direito Constitucional e de Direitos Humanos, indispensáveis para consolidar a identificação das Forças Armadas com o povo brasileiro ...”
OBSERVAÇÃO:
Transparece a discutível preocupação de "consolidar" a identificação das FFAA com o povo brasileiro. O fundamento para esta alteração é a assunção pelos autores de um "gap" entre o povo brasileiro e suas FFAA.
Pergunta-se: qual a origem desta proposição que tão categoricamente estatui que há lapso entre o povo e FFAA?
Qual o estudo ou pesquisa que valida esta afirmação?
As pesquisas ora conhecidas envolvendo as FFAA atestam a elevada credibilidade que o povo brasileiro atribui às suas FFAA. Quanto às alterações dos currículos como preconizadas, sugerem semelhança com as conhecidas disciplinas de Estudos de Problemas Brasileiros e Organização Sócio-Política Brasileira.

APRECIAÇÃO FINAL
Os sete DESTAQUES anteriormente apresentados e comentados evidenciam o expressivo emprego das seguintes palavras ou expressões ou "indícios":
"... Divisões das classes sociais; todas as classes sociais; classe trabalhadora; o oficialato seja representativo da sociedade brasileira, filhos dos trabalhadores ingressem nas academias militares; ampla representação das classes das sociais; representativo de todas as classes sociais; consolidar a identificação das FFAAs com o povo brasileiro".
O repetitivo e compulsivo emprego dos termos acima indica a importância dada pelos autores ao tema "classes sociais" bem como as suas "divisões". Uma vez integrando o texto do EDN, levam consigo, e por isso evidenciam, possível viés ideológico ao documento de mais alto nível que trata da Defesa Nacional.
Para facilitar o entendimento do leitor e dar clareza ao significado de "classes" recorre-se a trabalho do presidente da Associação Brasileira de Estudos Estratégicos  ABED, em livro publicado que conceitua:
"... classe ... pela posição que ocupa no interior do sistema de produção, e consequentemente caracterizam-se pelos seus interesse antagônicos. De um lado a minoria que controla os meios de produção (burguesia), e do outro, numericamente maior, que se distingue apenas pela posse da força de trabalho (proletariado)".
Voltando ao texto do EDN, quando diz:
" ... é zelar para que as forças Armadas reproduzam em sua composição a própria Nação, para que elas não sejam uma parte da Nação, pagas para lutar por conta e em benefício das outras partes".
Na eventualidade da frase acima ter apresentado alguma dificuldade para seu adequado entendimento o mesmo deixa de acontecer quando recorre-se à explicação que a antecede, obtendo-se o entendimento de que "partes" ou “divisões de classe" podem ser consideradas como de mesmo significado, ou sinônimos, isto é, de burguesia e proletariado.
O emprego da Lei de Trotsky reforça a hipótese de possível viés ideológico.
Ainda citando o ilustre professor atual presidente da ABED Eurico de Lima Figueiredo o papel dos militares é de:
- aqueles que as aceitam como a "expressão do militar" é razoável encontrar nelas a origem das alterações introduzidas no EDN e que foram como DESTAQUES, matéria deste trabalho;
- aos que não aceitam sugiro persistir no sentido de levar à grande maioria, que ainda não se manifestou, a necessidade de ampliar os debates e que discordando ou concordando com a autor expressem suas opiniões.
À reflexão dos que chegam ao término destas páginas, repetem-se as três frases:
 "...representativo de todas as classe sociais...";
 “...admissão nas academias militares dos filhos dos trabalhadores ...”; e
 "...é ótimo que número cada vez maior deles provenha da classe trabalhadora ...".
A cinemática das três frases acima, apresenta a evolução programada da composição dos Corpos de Alunos das Escolas Militares. Com a consecução da terceira, ou última, é alcançado o desiderato estabelecido no END. Continua-se a ter burguesia e proletariado nas academias militares mas, agora, com o proletariado assumindo sua nova posição de hegemonia em detrimento da burguesia tornada minoritária.
(*) Capitão-de-Mar e Guerra Reformado.
COMENTO:   esse tipo de tema (aplicação da "luta de classes" no seio das FFAA) já foi tratado aqui no Blog.  O exemplo mais esclarecedor foi a forma como foi criado o Quadro Especial de 3º e 2º Sargentos do EB.  Uma questão que poderia ter sido facilmente resolvida por mecanismos internos que possibilitassem o acesso de Cabos e Soldados estabilizados aos diversos Cursos de Formação de Sargentos, terminou nas mãos de um deputado petista que - atropelando as atribuições Constitucionais - fez com que o Ministério da Defesa apresentasse um projeto, logo aprovado pelo Congresso, possibilitando as promoções sem a exigência das qualificações mínimas exigidas aos Graduados oriundos das Escolas de Formação.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Guerra Cultural - Você Joga, Torce, ou Será a Bola?

por David Amato
A guerra mais importante é, sempre foi e sempre será a cultural. A maior prova disso é que, valendo-se da falta de escudos morais dos alheios, o movimento revolucionário irá repor as peças gastas por outras velharias com ares de novidade. Duvida? Então analise o seguinte:
O PSol já está consolidado e trabalha com a juventude, aproveitando a faixa etária de favelados mentais que estão na fase de se identificar com grupos, e não com a família e correlatos, ou seja, farão qualquer coisa pelo partido e seus ideais.
O REDE já existe, sendo a mais nova aposta do Diálogo Interamericano e demais movimentos globalistas de fachada ambientalista como o Clube de Roma, além de metacapitalistas como George Soros.
Lula já trabalha para substituir o Foro de São Paulo, que foi um sucesso, de modo a criar uma nova organização ainda mais coesa e poderosa, uma vez que até mesmo as contradições não-antagônicas presentes no Foro deverão ser eliminadas. A máfia, que já possui o poder, agora lutará para mantê-lo, custe o que custar.
O Projeto Eurasiano possui o poder de cooptar muitos conservadores, que são maioria no Brasil, através de um pseudo-conservadorismo que de quebra reduziria a agenda globalista a pó. Em um mundo de poderes nuclearizados e armados até os dentes, as novas guerras serão bastante diferentes da Primeira e Segunda Guerra, do contrário não sobrará nada nem ninguém.
O Islam continua agindo silenciosa e eficazmente e, para uma boa parcela de crentes desprovidos de qualquer senso crítico e guiados por charlatões, fazer uma manobra de conversão seria questão de dois toques, além da capacidade que o Islam possui de "botar ordem na casa", o que muito agradaria pessoas sufocadas pela criminalidade, principalmente em favelas, a.k.a. "comunidades".
A Igreja está tomada pelos três esquemas imperialistas e a maioria dos fiéis está mais preocupada em passar a mão na cabeça de Francisco, que é um Office-boy da ONU e do Clube de Roma, do que no mínimo expor e boicotar as partes envolvidas. A CNBB, cria da KGB, reina no Brasil, sendo o maior sustentáculo da quadrilha petista.
O NOVO, se não tomado por dentro por uma ala conservadora ou liberal provida de astúcia, não oferecerá qualquer resistência ao globalismo, porque é cria do próprio, doa a quem doer. Sem um ferrenho combate cultural, o NOVO será um PSDB 2.0 a serviço dos socialistas fabianos.
Então, em meio a tudo isso, temos libertários que não oferecem qualquer resistência aos esquemas de poder com seu eterno combate ao Estado, coisa que jamais conseguirão eliminar, principalmente porque a NOM (Nova Ordem Mundial) será sustentada por uma tecnocracia, sendo o Estado apenas uma fachada que cobrirá o verdadeiro esquema de governo mundial, que é científico e lastreado por mais de um século de estudos sobre a mente e o comportamento humano.
Temos liberais que só falam de economia, esquecendo-se que a esquerda ensinou sua economia, que é a arte do impossível e cuja síntese é o roubo, através da vertente cultural, e por isso mesmo as pessoas a praticam de maneira cíclica sem nunca ligar os pontos e entender porque vivem em meio à convulsão econômica e social.
Por fim, a ala conservadora dificilmente consegue estabelecer unidade, principalmente porque diferentes núcleos ficam brigando pelo posto de arautos da cristandade enquanto tudo ao redor desmorona.
Esses apontamentos não possuem nenhum alvo em especifico. São apenas um convite para que todas as partes comecem a entender quais são os times em jogo e suas estratégias, de modo a jogar também, e não fazer parte da ala espectadora, ou pior que isso, da torcida, seja qual for.
Entenda que VOCÊ é a bola, e que será chutado tantas vezes quanto for necessário até que o gol seja feito.
Com a oficialização do Rede Sustentabilidade, que já carrega no próprio nome uma histeria fomentada pelo malthusiano Clube de Roma, Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro), poderá exercer melhor o papel de Office-boy de figuras como George Soros.
Todavia, caso algum favelado mental, daqueles que dizem que PSDB é de direita, ousar falar que o Rede é "de oposição", tenha sempre este link, mostrando para quem quiser ver que Marina é membro do Diálogo Interamericano, ou seja, é uma serviçal da turma socialista fabiana.
Fim de conversa!

domingo, 21 de junho de 2015

A Miséria da Educação e a Educação da Miséria

por Percival Puggina
Todo dia, leitores me enviam relatos sobre a hegemonia marxista nos ambientes acadêmicos. Há exceções, claro, mas são isso mesmo. A coisa funciona mais ou menos assim:
1) cursos voltados para Educação intoxicam universitários com conteúdo marxista e explicações simplistas da realidade;
2) professores licenciados, elevados à condição de intelectuais orgânicos, vão para as salas de aula do ensino fundamental e médio ensinar o que aprenderam.
É a miséria da Educação. Ao longo do curso foram instruídos para serem agentes de uma “educação libertadora”, na qual o adjetivo é muito mais importante do que o substantivo. Aprenderam direitinho a conduzir seus alunos através dos estágios da investigação, da tematização e da problematização, tendo em vista fazê-los protagonistas da transformação da sociedade. Desde essa perspectiva, atividades escolares que enfatizem o conteúdo das disciplinas são uma rendição às “exigências do mercado” e indisfarçada posição de direita, certo? Então, ensinam-se convenientes versões da história, uma geografia política muito política, pouca matemática e se reverencia a linguagem própria do aluno. Consequência: mais de meio milhão tiram zero na redação do ENEM. Tais professores julgam perfeitamente honesto serem pagos para isso. Consideram absurdo que lhes pretendam cobrar desempenho. Julgam-se titulares do direito de fazer a cabeça dos alunos. Desculpem-me se repeti o que todos sabem, mas era necessário ao que segue.
Qual o produto dessa fraude custeada pelos impostos que pagamos como contribuintes à rede pública ou como pais à rede privada de ensino? Se você pensa que seja preparar jovens para realizarem suas potencialidades e sua dignidade, cuidando bem de si mesmos e de suas famílias, numa integração produtiva e competente na vida social, enganou-se. Ou melhor, foi enganado. O objetivo é formar indivíduos com repulsa ao “sistema”, a toda autoridade (inclusive à da própria família) e às “instituições opressoras impostas pelo maldito mercado”. Se possível, recrutar e formar transgressores mediante anos de tolerância e irresponsabilidade legalmente protegida, prontos para fazer revolução com muita pedrada e nenhuma ternura.
Se tudo der certo, o tipo se completa com um boné virado para trás, um baseado na mochila e uma camiseta do Che. A pergunta é: quem quer alguém assim na sua empresa ou local de trabalho? Em poucos meses, essa vítima de seus maus professores, pedagogos e autoridades educacionais terá feito a experiência prática do que lhe foi enfiado na cabeça. Ele estará convencido de que “o sistema” o rejeita de um modo que não aconteceria numa sociedade igualitária, socialista, onde todos, sem distinção de mérito ou talento, sentados no colo do Estado, fazem quase nada e ganham a mesma miséria.
É a educação da miséria. Os intelectuais orgânicos que comandam o processo não se importam com o para-efeito do que fazem. O arremedo de ensino que criaram cristaliza a desigualdade, atrasa o país, frustra o desenvolvimento humano de milhões de jovens e lhes impõe um déficit de formação dificilmente recuperável ao longo da vida. De outro lado, quem escapa à sua rede de captura e vai adiante estudará mais e melhor, lerá mais e melhor, investirá tempo no próprio futuro e, muito certamente, criará prosperidade para si e para a comunidade. O mercado separará o joio do trigo. No tempo presente, as duas maiores causas dos nossos grandes desníveis sociais são: a drenagem de 40% do PIB para o setor público e a incompetência que a tal “educação libertadora” e a respectiva ideologia impuseram ao ensino no Brasil.
Fonte:  Blog do Puggina
COMENTO: eis mais um dos muitos motivos para que o pessoal da "zisquerda" procurem destruir o Sistema Colégios Militares e outros de fundamentação religiosa, onde são mantidos os parâmetros de respeito ao mérito. Eles sabem que os jovens formados nestas instituições serão os verdadeiros líderes de amanhã, por sua capacidade de bem entender o mundo, sobrepondo-se até mesmo aos "líderes esquerdistas" formados no sistema acima descrito. Procuram destruir mas não conseguirão. Não passarão!!
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domingo, 21 de dezembro de 2014

Mais Mentiras da Omissão Nacional da Verdade

por Carlos I. S. Azambuja
A Omissão Nacional da Verdade, composta por 7 membros da escolha da presidentA da República, e terminando seus trabalhos com seis membros devido à renúncia de um deles, relacionou os nomes de 434 pessoas mortas ou desaparecidas, no período de 1964 a 1985 (embora na Lei que a criou seus trabalhos devessem abarcar o período e 1946 a 1988), que teriam sido mortas ou desaparecidas por uma relação de 377 militares e civis, “responsáveis pelos crimes da ditadura”, como escreveu a "Omissão".
Ocorre que ao divulgar a relação das 434 pessoas mortas ou desaparecidas pelos militares e civis, a Omissão mais uma vez MENTIU!
Consultando a referida lista constatei que pelo menos doze pessoas constantes da relação não foram mortas ou desapareceram por culpa de militares ou civis brasileiros, o que significa que a Omissão Nacional da Verdade MENTIU à PresidentA e ao povo brasileiro
Essas pessoas são as seguintes:
JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO, do comando da Vanguarda Popular Revolucionária, que cometeu o suicídio em 18 de abril de 1970, no Rio de Janeiro, ao ver-se cercado pela chamada repressão.
EIRALDO PALHA FREIRE, faleceu no Hospital de Aeronáutica do Galeão em 4 de julho de 1970, após ser baleado, em 1 de julho, quando tomava parte na tentativa de sequestro do Caravelle PP-PDX, da Cruzeiro do Sul, no Aeroporto do Galeão.
JAMES ALLEN LUZ, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, morto em acidente de automóvel por ele dirigido, no RS, em 16/11/1977.
ROSALINO CRUZ SOUZA (“Mundico”), militante do PCdoB na Guerrilha do Araguaia, cujo nome foi grafado incorretamente no relatório da Omissão Nacional da Verdade, como ROSALINDO SOUZA. Sua morte não foi da responsabilidade de nenhum dos 377 militares ou civis “responsáveis por crimes da ditadura”, como assinala mentirosamente o relatório da Omissão da Verdade. Ele foi “justiçado” por sua companheira de armas DINALVA CONCEIÇÃO TEIXEIRA (“Dina), como amplamente divulgado em livros e artigos.
JANE VANINI, militante do Movimento de Libertação Popular, morta no Chile em 6 Dez 74, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.
TULIO ROBERTO CARDOSO QUINTILIANO, militante no Brasil do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, dado como desaparecido no Chile em outubro de 1973.
ZULEIKA ANGEL JONES, morta em acidente automóvel por ela dirigido, no Rio de Janeiro, em 14 de abril de 1976.
WÂNNIO JOSÉ DE MATTOS SANTOS, morto no Chile em 16 Out 1973, após ser preso e levado para o Estádio Nacional.
TITO DE ALENCAR LIMA, integrante de uma relação de banidos do Brasil, trocado pela vida de um embaixador sequestrado, cometeu o suicídio na França em 10/8/1974.
NILTON ROSA DA SILVA, morto no Chile em 15/6/1973, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.
NELSON DE SOUZA KHOL, desaparecido no Chile em 15/9/1973.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA, desaparecido no Chile em 14/9/1973.
Como se observa, e como já assinalei em alguns e-mails, o relatório da Omissão Nacional da Verdade é MENTIROSO! Está eivado de inverdades e presunções, apontando como criminosos patriotas militares e civis que evitaram que o Brasil fosse transformado em um Cubão, inclusive o Marechal do Ar Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira, além dos presidentes da República no período 1964/1985, chefes militares e vários outros pelo simples fato de terem sido designados para servir em Órgãos de Inteligência. Infelizmente constato que até agora os chamados comandantes militares não se pronunciaram para defender seus antecessores e seus subordinados da Marinha, Exército e Aeronáutica, o que é inaceitável e será cobrado pelas futuras gerações!
Carlos I. S. Azambuja é Historiador
Fonte:  Alerta Total
COMENTO: reitero que as famílias dos Agentes Públicos citados nessa patifaria como acusados de cometerem crimes devem mover ações de danos morais contra os cretinos componentes dessa estrovenga que se propôs a servir como instrumento de tentativa de desmoralização das Forças Armadas, compilando e requentando as canalhices anteriormente publicadas no imoral "Brasil Nunca Mais", uma grande obra no sentido escatológico da palavra fundamentada em cópias de depoimentos de bandidos, feitos em audiências judiciais. 
É conhecido o fato que advogados orientam seus clientes para sempre negarem as acusações e alegarem ter sido torturados, a fim de tumultuar o processo, desconsiderar eventuais confissões e anular provas obtidas com base em suas delações. 
A incompetência e o vezo ideológico dos integrantes desse grupo nomeado para denegrir as Forças Armadas e, quem sabe, proporcionar mais uma boa cota do vil metal às supostas vítimas ainda não agraciadas, fez com que depois do "acurado trabalho", pelo menos uma pessoa gozando excelente estado saúde fosse citada como morta ou desaparecida. 
Outros casos existem, como o que já foi citado aqui em Agosto de 2013. Ao fim, deve-se destacar no trabalho da "começão", a falta de vontade de efetivamente buscar a verdade sobre os assassinatos denominados por eles como "justiçamentos", e os casos dos "mortos vivos", não só do Araguaia, mas de todos os episódios da luta subversiva para a implantação do comunismo no Brasil, apesar disso já ter sido anunciado pela imprensa, em diversas ocasiões, inclusive aqui e aqui, neste blog.
Outra mostra da completa falta de vergonha na cara desses tipos, e dos membros dessa quadrilha de vigaristas que montaram essa farsa da bolsa-anistia, pode ser lida clicando aqui.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Para Quando a Canonização?

por Janer Cristaldo
A igreja de Roma elegeu seus doutores por sua sapiência, crença em Deus e piedade. Com os tempos, jogou suas doutrinas ao lixo. É o caso do aborto. Admitido por São Tomás e Santo Agostinho, é punido com excomunhão pela Santa Madre.
Mas não só o aborto. Para Agostinho, inversamente, o suícidio é um crime. A vida é um dom sagrado de Deus e só ele dela pode dispor. Sua doutrina, em A Cidade de Deus, é enfática:
Nós dizemos, declaramos e confirmamos de qualquer forma que ninguém tem o direito de espontaneamente se entregar à morte sob pretexto de escapar aos tormentos passageiros, sob pena de mergulhar nos tormentos eternos; ninguém tem o direito de se matar pelo pecado de outrem; isso seria cometer um pecado mais grave, porque a falta de um outro não seria aliviada; ninguém tem o direito de se matar por faltas passadas, porque são sobretudo os que pecaram que mais necessidade têm da vida para nela fazerem a sua penitência e curar-se; ninguém tem o direito de se matar na esperança de uma vida melhor imaginada depois da morte, porque os que se mostram culpados da sua própria morte não terão acesso a essa vida melhor”. 
Deste crime, não eximiu sequer a casta Lucrécia, da antiga Roma. Violentada pelo filho de Tarquínio, revelou o fato a seu marido e a um parente, exigindo deles vingança. Mesmo assim, decidiu matar-se. O bispo de Hipona não perdoa. Na mesma obra, afirma que a casta Lucrécia foi assassinada:
Que castigo vossa severa justiça reserva então para o assassino? Mas esse assassino é Lucrécia, essa tão enaltecida Lucrécia; foi ela que derramou o sangue inocente da virtuosa e casta Lucrécia”.
São Tomás não deixa por menos. O cristianismo condena o suicídio como violação ao quinto mandamento, não matarás. Para o aquinata, três são as justificativas para condenar o suicídio:
O suicídio é contrário à inclinação natural da pessoa de amar a si mesma; é um atentado à comunidade à qual a pessoa pertence e, seguindo Agostinho: a vida é um bem dado ao homem por Deus e quem a tira viola o direito divino de determinar sua duração na Terra.
Na Bíblia, onde encontramos seis suicidas – Abimeleque, Saul, Samuel, o escudeiro de Saul, Aitofel, Zinri e Judas – o suicídio é visto como assassinato. Há quem considere o gesto de Sansão como suicida, mas vá lá: seu objetivo era matar os filisteus e não a si mesmo. Só a Deus cabe decidir quando e como uma pessoa deva morrer. Agostinho admite não só a decisão de Sansão, como a de Santa Pelágia, que se matou para defender sua virgindade. Estes se distinguem da morte de Judas, considerada como uma morte ruim, a morte da traição, constituindo crime e pecado.
A Igreja Católica sempre negou assistência religiosa aos suicidas, como missa e enterro. Mas pra teólogos modernosos, a Igreja não lhes atribui a condenação eterna.Somente Deus sabe o que se dá no foro interno da alma, quais as suas últimas disposições depois de desferir o golpe mortal; um suicida que se tenha sinceramente arrependido, embora não haja podido manifestar-se como tal, recebe de Deus o pleno perdão”.
Como não se sabe o que se passa na cabeça de um homem que se joga de um penhasco ou edifício no momento da queda, fica o dito pelo não dito. Seja como for, o suicídio sempre foi condenado pela Bíblia, pela Igreja e por seus doutores. Exceto, nestes dias que correm, quando o santo é de esquerda.
Manchete de hoje (8/8/14) no Estadão:
O mártir da ditadura é Frei Tito de Alencar Lima, preso por ligações com a Ação Libertadora Nacional (ALN), da qual participaram Marighella, Dilma Roussef... e Aloyso Nunes, vice de Aécio Neves. Estes dois últimos tiveram melhor sorte. Preso e torturado no Brasil em 69 e 70, Frei Tito foi deportado para o Chile em janeiro de 71 e de lá fugiu para Roma, onde não encontrou apoio da Igreja Católica. Foi então para Paris e acabou se suicidando em Évreux, onde residia no convento Sainte-Marie de la Tourrete, em 10 de agosto de 1974.
Enterrado no cemitério do convento, seu corpo foi trasladado em 83 para Fortaleza. Antes passou por São Paulo, onde foi realizada uma celebração litúrgica de corpo presente em sua memória. O oficiante foi Dom Paulo Evaristo Arns, aquele cardeal que escrevia ternas missivas ao ditador Fidel Castro. A missa foi celebrada em trajes vermelhos, usados em celebrações dos mártires. Afinal, embora seja comum o número de estudantes suicidas nas capitais européias (inclusive eu tive um amigo que se enforcou em Berlim), considerou-se óbvio que a culpa da morte de frei Tito era da ditadura militar.
Os amigos e parentes de Frei Tito de Alencar Lima lembram, neste fim de semana, em São Paulo, os 40 anos de seu martírio, com missa, palestras e testemunhos de historiadores e teólogos que conviveram com ele no período da ditadura. A missa será celebrada, às 19 horas de sexta-feira, por d. Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), na Igreja de São Domingos, na rua Caiubi, 164, anexa ao Convento das Perdizes, onde Frei Tito e outros frades foram presos, em 1969, na véspera da morte de Carlos Marighella. 
No sábado, a programação começará às 9h30, no Colégio Rainha da Paz, na rua Dona Elisa de Moraes Mendes, 39, Alto de Pinheiros. O professor de literatura Alfredo Bosi, da Universidade de São Paulo (USP), falará na abertura sobre a importância de se recordar Frei Tito hoje. Em seguida, o economista João Pedro Stédile, da direção do MST e da Via Campesina, dividirá com o padre e teólogo José Oscar Beozzo o tema Sentido Histórico da Ditadura civil-militar no Brasil e o papel da Igreja na Resistência Armada. 
Santo de esquerda pode suicidar-se à vontade, sempre terá as homenagens das esquerdas católicas, com participação especial de um invasor de terras. Diz-me quem por ti chora e dir-te-ei quem és. 
O Brasil precisa de santos. Para quando a canonização?
Fonte:  Janer Cristaldo
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sábado, 14 de junho de 2014

Remuneração dos Militares Federais - Mentiras e Insipiências

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AS GRANDES MENTIRAS E AS INSIPIÊNCIAS SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS MILITARES FEDERAIS
por Synésio Scofano Fernandes
1. O tema da remuneração dos militares federais está envolvido em uma rede de mentiras e desconhecimentos.
As mentiras, deliberadamente têm em vista iludir, fazer com que o mal seja percebido como o bem, o errado como o certo, o desfavorável como o favorável.
A insipiência resulta de avaliações superficiais, do desconhecimento de aspectos fundamentais do assunto e de conclusões apressadas.
A mentira e a insipiência não favorecem o desenvolvimento de um processo que conduza à superação do estado degradante em que se encontram os militares sob o ponto de vista salarial.
2. A primeira grande mentira é dizer que os militares federais têm uma remuneração razoável.
Essa afirmação é insustentável.
Os indicadores oficiais, divulgados amplamente, apontam, todos eles, para o entendimento de que, no panorama brasileiro, os militares federais têm um salário médio muito abaixo da categoria de servidores públicos com a menor remuneração - a Administração Direta.
De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal e Informações Organizacionais nº 212 – Dez 2013 – Pag 38, do MPOG, a remuneração média dos Militares Federais equivalia, em dezembro de 2013, a 65,91% a da Administração Direta.
Mas, em dezembro de 2004, os salários dos militares correspondiam a 102,26% aos da Administração Direta.
Portanto, de dezembro de 2004 a dezembro de 2013, os militares tiveram uma perda brutal frente aos integrantes da categoria com a menor remuneração no serviço público federal.
Em relação a outros setores, a situação é mais degradante ainda:
- a remuneração média dos militares, atualmente, corresponde a 35,83% a do MPU, a 34,75% a do Judiciário, a 30,23% a do Legislativo e a 27,08% a do Banco Central.
Como falar em remuneração razoável?
Mas o problema pode ser observado sob outros ângulos.
Por exemplo, se os valores dos salários dos cargos dos servidores públicos forem vistos em conjunto com aqueles dos diferentes postos e graduações dos militares. Nesse enfoque, fica claríssima a iniquidade que se abate sobre os militares federais.
No que se refere aos postos mais elevados, constatamos situações em que militares, com mais de 42 anos de serviço, detentores de todas as habilitações educacionais possíveis, com grandes responsabilidades, muitas vezes alcançando diversos estados da federação, percebem uma remuneração inferior a de servidores com encargos de muito menor abrangência.
Essa situação degradante é evidente em qualquer comparação que se queira fazer.
Nos outros níveis da escala hierárquica, por exemplo, a iniqüidade se reproduz, com muito maior ênfase, a ponto de um Segundo Tenente ter um salário bruto inferior a de um Agente Penitenciário de Segunda Classe.
O que falar das constatações de que o salário líquido de 40% dos Primeiros Sargentos da ativa do Exército é inferior a R$ 2.910,70 (dados de abril de 2014), ou de que 50% dos Segundos Sargentos da ativa do Exército perceberem uma remuneração líquida inferior a R$ 2.717,79 (dados de abril de 2014)? Ou 50% dos Terceiros Sargentos da ativa do Exército ganharem um salário líquido inferior a R$ 2.373,00 (dados de abril de 2014)?
Mas autoridades altamente situadas vêm a público condenar a “mania” de querer fazer comparações entre salários de diferentes categorias de servidores, como se fosse possível avaliar sem comparar.
No entanto, essa mesma autoridade, no mesmo contexto situacional, fez a inevitável comparação, essa totalmente falsa e desprovida de razoabilidade, de que os militares federais estariam sendo remunerados como Ministros de Estado.
3. Outra grande mentira é ressaltar o empenho e o interesse dos setores responsáveis pelo tema em resolver a situação angustiante em que se encontram os militares federais sob o ponto de vista salarial.
Nos últimos anos, a leviandade, a “ inércia” e o interesse em procrastinar a solução do problema evidenciam-se sob diferentes formas :
- acenando com a possibilidade de adoção de Políticas de Remuneração deletérias à família militar, que não enfocam ações objetivas e imediatas, mas têm em vista, na verdade, suprimir os ainda subsistentes benefícios compensatórios das características da carreira militar (extinguindo os institutos da paridade e da integralidade, submetendo os militares a um sistema de previdência social incompatível com as peculiaridades da carreira militar, criando benefícios destinados a segmentos específicos dos militares federais e outros);
- procurando apreciar a situação salarial degradante dos militares, que se evidência há uma década, no âmbito de demandas provenientes de diferentes setores do serviço público federal, de modo que os recursos financeiros, necessários a corrigir uma situação gravíssima, sejam considerados como uma parcela do montante a repartir com outras demandas, sustentadas por entidades de classes. Como aconteceu no aumento concedido por intermédio da Lei nº 12.778 , de 28 de dezembro de 2012;
- sugerindo medidas completamente dissociadas dos estudos minuciosos elaborados pelas Forças, que sustentavam proposições de aumentos salariais. Nesse caso, autoridades da maior hierarquia, em reuniões decisórias, apresentaram propostas impensáveis e completamente inaceitáveis, tais como: “o governo só pode conceder uma gratificação para o pessoal da tropa e para os postos mais elevados”, “não pode haver aumento para os agregados (inativos e pensionistas)”, ”o possível é conceder um aumento de 8% a 10%, diluído em três parcelas anuais”, quando as Forças haviam realizado uma análise pormenorizada que indicava a necessidade de uma elevação de 47,50% nos valores dos soldos a ser concedida em um exercício financeiro.
Não se identifica, nesses últimos anos, nenhum esforço, consistente e eficaz, para corrigir a situação salarial dos militares federais.
De dezembro de 2004 a dezembro 2013, a Administração Direta teve um aumento cumulativo de 207,10% enquanto os Militares Federais de 97,87%.
Em 2003, as despesas com o pagamento do pessoal militar correspondiam a 1,18% do PIB e, em 2011, a 0,94 do PIB (e continuaram descendentes); nesse mesmo período, os dispêndios com gastos de pessoal na Administração Direta foram ascendentes, de 1,32 % para 1,38 % do PIB.
Mas se difundem mentiras, afirmando que as recentes elevações salariais concedidas pela Lei nº 12.778, de 28 de dezembro de 2012, privilegiaram os militares federais, quando o exame dos anexos que acompanham esse diploma legal indica aumentos para os servidores civis, que chegam a alcançar o índice de 176%, enquanto os militares obtiveram três parcelas anuais de 9,14%.
4. Já a insipiência sobre o assunto resulta da superficialidade das análises, das vaidades e dos interesses inconfessáveis .
Cabe preliminarmente, abordar alguns aspectos que circunscrevem essa insipiência. 
A MP nº 2.215/2001 se produziu no quadro da Reforma da Previdência Social de 1998/2003.
Suprimiu indevidamente diferentes benefícios que compensavam características próprias da carreira militar. Essas supressões indesejáveis, exigiram o estabelecimento de regras de transição, que, necessariamente, estabeleceram pontos de corte, temporais e nos universos dos atingidos. Por outro lado, a MP garantiu os institutos da paridade e da integralidade, de acordo com o marco previsto no seu artigo 10.
A supressão do adicional de tempo de serviço decorreu de uma decisão de governo para todo o serviço público. A MP apenas acolheu no seu texto, essa decisão de governo, que, a qualquer momento, poderá ser modificada.
Denominar a MP nº 2.215/2001 de “MP do Mal” e propugnar pela sua pronta apreciação pelo Congresso é uma temeridade.
Qual a garantia, na atual conjuntura, de serem mantidos os demais temas de interesse da Família Militar, que a MP consubstancia em seu texto, muitos deles decorrentes de tratativas e acordos ocorridos em 2001?
Após desencadeado o processo de votação da MP, qual a orientação geral a ser seguida?
Como agir politicamente, de modo a se contrapor e a evitar que poderosos interesses usurpem os nossos derradeiros benefícios, compensatórios às limitações impostas pela carreira militar?
Enquanto isso, a questão fundamental, a superação do desnível remuneratório brutal que se abate sobre os militares federais e exige um aumento imediato de 51% nos valores do soldo, perde-se no redemoinho de reivindicações sobre aspectos periféricos, que fragmentam a percepção e inibem o agir.
Nesse cenário, os Militares e a Família Militar serão os maiores perdedores ou os vencedores?
Brasília, 3 de junho de 2014
Synésio Scofano Fernandes 
é General de Divisão Inativo 
COMENTO:  eu substituiria, no texto, a parte que afirma "exigiram o estabelecimento de regras de transição, que, necessariamente, estabeleceram pontos de corte, temporais e nos universos dos atingidos", colocando essa afirmativa no "futuro do pretérito":  "exigiriam o estabelecimento de regras de transição, que, necessariamente, estabeleceriam pontos de corte, temporais e nos universos dos atingidos", pois alguns benefícios indevidamente suprimidos simplesmente não tiveram regras de transição, como a contagem de tempo de serviço e para as Licenças Especiais. Não foram poucos os militares que perderam o cômputo de mais um ano de tempo de serviço ou o direito de cômputo de mais uma Licença Especial por questão de poucos dias, sem que houvesse uma regra de compensação pelo tempo já decorrido. 
Por outro lado, coevo a esse massacre remuneratório imposto aos militares federais, a governante ora empoleirada na Presidência da República não mostra pejo ao estabelecer inúmeras missões aos mesmos militares, mesmo sabendo que tais missões não são competência deles. 
Tivéssemos ainda líderes no seio das Forças Armadas, eles condicionariam a mobilização de seus subordinados a um mínimo de melhoria nas condições de cumprimento dessas missões. Mas o que vemos com frequência maior que a desejada, são os Soldados serem empregados em missões de todo tipo (desde recolhimento de lixo, capina de praças, organização de filas para atendimento médico-hospitalar, até missões de policiamento e segurança) sem condições adequadas de alojamento e, até mesmo, de alimentação decente (há casos em que a alimentação se resume ao velho "catanho"; isso quando os Soldados não são "dispensados" no meio da tarde, sem almoço, como "recompensa" pelo bom cumprimento da missão).
Ao mesmo tempo em que são aumentadas as missões e os vencimentos são achatados, a "moral da tropa" recebe outros atropelos, sem que as chefias tomem qualquer providência para, pelo menos, minimizar os efeitos deletérios da perda de confiança dos seus subordinados. A procura de direitos via judicial ou por meio da transferência da Confiança (que era depositada nos Comandantes) para parlamentares - nem sempre bem intencionados - é uma realidade atual. Já tratei desse assunto aqui (A Luta de Classes Tupiniquim Chega ao Exército Brasileiro), mas convém lembrar que a "luta de classes" já se estabeleceu no seio das Forças Armadas, particularmente no Exército, há bastante tempo. Não vê quem não quer ver.
Foi-se o tempo em que o Exército estimulava seus Líderes a preocuparem-se com o bem estar de seus Subordinados. Hoje já não há necessidade de Líderes. Ser Chefe já basta.
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