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domingo, 29 de abril de 2018

Garantistas – Há Sinceridade Nisso?

por Gilberto Pimentel
Se dermos uma olhada mais atenta na biografia e no desempenho dos magistrados do STF que um colunista definiu como “garantistas” referindo-se àqueles juízes que pretendem assegurar irrestritamente o que está na Constituição, ser um escravo dos princípios fundamentais da legalidade, da presunção da inocência, do contraditório, do devido processo legal e, sobretudo, da dignidade da pessoa humana, poderemos não ter tanta certeza da nobreza e sequer das suas reais motivações.
Dentre eles, estão aqueles que pretendem rever a possibilidade de prisão a partir da segunda instância, os que abominam a prisão preventiva ou provisória, os que enxergam como ato de tortura a delação premiada, os que desejam a todo custo assegurar imunidades sem limites, os que colocam o habeas-corpus como símbolo da liberdade individual não importa de quem ou porquê, os que pretendem ignorar a opinião pública, os que entendem que os juízes de Curitiba inauguraram um novo código de Direito no País e os que sonham detonar a Operação Lava Jato.
Tudo isso na contramão de todo o esforço que o Brasil necessita da Justiça, hoje, para eliminar a praga da corrupção, punir os criminosos do colarinho branco, dentre governantes, políticos e poderosos empresários que arrasaram a economia do país e frustaram tantas esperanças. Na contramão também daquilo que em todo o mundo vem sendo feito para combater a criminalidade institucionalizada.
Mas para agravar, como disse acima, quando atentamos para a trajetória desses chamados “garantistas”, não sentimos segurança alguma quanto as reais intenções que os movem. Para ser sinceros não damos um tostão furado por elas. Enxergamos condenáveis preferências político-partidárias em alguns, perigosas ligações com políticos e poderosos grupos empresariais em outros e todos esses protegidos, sempre, com contas sérias e pesadas a ajustar com a lei; e até mesmo alguns exemplos de nem tanto apego assim às normas constitucionais vigentes poderiam ser invocados dentre esses juízes. Aqui bastaria lembrar o episódio da ex-presidente cassada que não teve seus direitos políticos suspensos, como exigido pela lei, por conta da interpretação marota do texto constitucional do presidente do Senado com o aval de um chamado “garantista”. Um escândalo que ainda poderá ter sérias consequências nas próximas eleições.
Portanto, amigos, todo o nosso apoio, hoje, aos chamados pelo colunista de juízes consequencialistas, pragmáticos no sentido não pejorativo do termo, que querem julgar com base em fatos, e não em pretensas teses idealistas. Estão movidos pelo desejo maior de terminar com a impunidade dos poderosos. Estão com a Lava Jato. É disso que o Brasil precisa.
É General da Reserva
COMENTO: Esses que se dizem "garantistas", são os mesmos que apregoam que "prende-se muito" no Brasil. A resposta a esse pessoal pode ser feita com base nas pesquisas que apontam que menos de 20% dos crimes (de todos os tipos) que ocorrem no país tem sua autoria determinada em inquéritos policiais. Só isto significa que 80% dos criminosos sequer são identificados, e aí estão inclusos os que cometem mais de 60.000 assassinatos anuais. Ou seja, se a grande maioria dos criminosos não é identificada, muito menos são presos. O que invalida a tese de que se prende muito, pelo contrário, mostra que somos um país com muitos bandidos e que o que está faltando são presídios!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O Gramscismo Orientando o Fabianismo Que Nos Domina

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Antonio Gramsci já alertava que somente pela via armada, os comunistas não chegariam ao poder, ou então, o alcançariam e perderiam em seguida.
Muito mais inteligente que o incompetente Karl Marx e os impulsivos Lenin e Trotsky talvez auxiliado pelo excesso de tempo que lhe foi disponibilizado (na prisão) para estudar e elaborar suas teorias , Gramsci conseguiu traçar a estratégia ideal para alcançar os corações e mentes dos que seriam dominados.
Transcrevo abaixo dois textos de autores diferentes, onde o primeiro explica os motivos de sermos um país que se encontra a deriva em termos ideológicos, com uma falsa imagem de democracia, manipulada por quem realmente determina o futuro dos ingênuos brasileiros. No segundo texto encontramos a visão extremamente lúcida sobre os subterrâneos da pantomima que envolveu o processo de impedimento da presidente destituída de seu cargo desmascarando as figuras nela envolvidas.

I
AÉCIO SABE O QUE ESTÁ FAZENDO
por Francisco José Dominguez
Fico muito preocupado quando vejo um articulista que se expressa bem, com capacidade de analisar fatos e concatenar ideias, como o autor do artigo [abaixo], Pedro Henrique Mancini de Azevedo, faz um comentário sobre o Senador Aécio Neves, julgando-o “uma menininha inocente”. Ora, convenhamos, ninguém chega onde ele chegou, sendo inocente…
O ponto mais importante, de todo o nosso cenário político atual, está sendo omitido. O PSDB não é um partido de oposição. É um partido socialista Fabianista. Ou seja, é aliado do PT, é seu cúmplice na implantação do socialismo/comunismo. Portanto Aécio não é inocente, ele é cúmplice do maior estelionato eleitoral que o Brasil já sofreu.
Para quem não conhece o fabianismo, sugiro uma pesquisa sobre o assunto no Google, com a seguinte ressalva: o Google vai mostrar o lado bonitinho do fabianismo, vendendo a imagem de um socialismo moderado. E é exatamente isto que o fabianismo deseja.   Na verdade, o fabianismo foi criado como uma espécie de válvula de escape para as pressões sociais criadas pelos partidos de esquerda revolucionários. Ele se apresenta como um partido de oposição, socialista, mas moderado.
Mas observem, ele JAMAIS critica os princípios socialistas. Só ataca, e violentamente, a direita conservadora. Com isto, vai ocupando os espaços políticos da direita conservadora, apresentando-a como a vilã da história. Quando o povo se cansa das medidas tomadas pelos radicais de esquerda, que criam tensões insuportáveis, o partido socialista fabianista se apresenta às eleições como a oposição que o país precisa. Obviamente consegue ser levado ao poder e passa os próximos anos preparando o retorno dos radicais. Para isto, ele conta com a memória curta do povo. À medida que o povo se esquece das imbecilidades radicais de esquerda, ele cria todas as situações que favorecem o retorno dos radicais, para continuar rumo ao ideal da revolução socialista.
Agora, comparem o que acima está dito, com o que aconteceu no Brasil. O PSDB tomou todo o espaço da oposição. Elegeu FHC como presidente, que fez tudo para facilitar a eleição de Lula, inclusive boicotar as candidaturas de Serra e Aécio, de seu próprio partido.
E agora, meus amigos, preparem-se para o choque: Estamos repetindo a dose do mesmo remédio.
Lula, Dilma e o PT esgotaram a paciência do povo. Suas medidas populistas destruíram a economia e queimaram a imagem dos socialistas radicais. 
Como continuar o “avanço” rumo ao socialismo? Lula passou a “se achar” o dono do mundo, Dilma é autoritária e burra, não conversa com ninguém, quer fazer só o que ela quer. Foi preciso tirar os dois do caminho, um preço pequeno a pagar para manter no poder os mesmos de costume, e continuar no caminho do socialismo. Fez-se o “impeachment”, mas um impeachment ‘Light”, para Dilma não ficar muito frustrada e continuar no time, e se colocou Temer no poder, com o beneplácito do PSDB, que emplacou Serra no Itamaraty. Reparem que o PSDB passa o tempo todo fazendo de conta que é oposição ao PT, mas toda vez que alguma coisa ameaça os interesses socialistas, ele reage, ameaça deixar a “coalizão”, etc..
E o que Serra tem feito? Tratado os países bolivarianos com mão de ferro, para agradar ao povo brasileiro, conservador por excelência e cansado de ditadores de esquerda, feito Fidel, Chavez, Maduro e Evo. Exatamente o que NÃO seria de se esperar de um comunista ferrenho, ex-presidente da UNE. Ou seja, ele está fazendo exatamente o papel que o fabianismo lhe determina. Está dando ao povo aquilo que ele quer, criando uma ilusão de prestidigitador. Dá com uma mão e tira com a outra. Nas próximas eleições o PSDB se apresentará como o partido que o Brasil precisa, que trata os radicais com rigor, e elegerá quem? SERRA, CLARO! E aí, meus amigos, é que vamos ver quem é o verdadeiro Serra….
O problema político brasileiro só faz sentido quando adotamos como premissa básica que o PSDB é isto aí, um cúmplice do PT. Qualquer outra hipótese leva a um quadro onde as coisas não fecham direito, várias lacunas se abrem, as pessoas e fatos parecem não se enquadrar naquilo que poderia ser um quadro mais lógico e provável. Mas basta entender que o PSDB é um partido fabianista, como acima descrito, para que as coisas se encaixem nos devidos lugares.
E esta hipótese responde à pergunta final do artigo abaixo, “Quem tem tanto interesse em proteger o PT?”. Não meus amigos, não é um ministro do STF. É um partido, o PSDB! É FHC, o líder do fabianismo no Brasil, que, segundo ele próprio, FOI comunista e pediu para esquecerem o que ele escreveu no passado. Acredite quem quiser….
Todo o resto é uma grande encenação, com várias cortinas de fumaça….
Abraços
Dominguez
(também pode ser lido em  Papéis Avulsos)
II
por Pedro Henrique Mancini de Azevedo
Quando você quiser convencer alguém, fale de interesses em vez de apelar à razão.” 
(Benjamin Franklin)
Finalmente chegou ao fim o julgamento do processo de impeachment da ex presidente Dilma Roussef. O julgamento em si não poderia ter sido mais bizarro, mostrando que estamos realmente sendo governados por um bando de malucos. São várias as situações que podem ser comentadas desse freak show, mas com certeza a decisão final de manter o direito de ocupar cargos públicos de Dilma foi a maior delas. Em meio a toda essa confusão, fiz um esforço para tentar trazer um pouco de sentido a tudo que ocorreu.
Antes de começar, porém, é impossível deixar de comentar a ladainha proferida por Dilma durante todo o julgamento, insistindo que o processo era um golpe. Chega a ser hilário. Sinceramente, comecei a imaginar Dilma daqui a uns 15 anos. Imaginem só. Um daqueles jornalistas da “esquerda moderada”, como Caco Barcelos, iriam entrevistar a já bem idosa ex presidente em sua residência. Ao iniciar a entrevista com uma simples saudação matinal, Dilma logo responde: “Foi golpe”. O jornalista, embaraçado faz outra simples pergunta: Podemos iniciar a entrevista, presidenta? Eis que Dilma responde novamente: “Foi golpe”. É mais ou menos assim que vejo Dilma no futuro. Uma senhora transtornada que vive o dia inteiro repetindo “foi golpe” como se fosse um chavão do programa Zorra Total. Mas vamos em frente.
O primeiro fato marcante ocorrido durante a votação foi quando a senadora petista Gleisi Hoffman disse que ali no Congresso não havia ninguém com moral para julgar Dilma. Após vários bate-bocas, o presidente do Senado, Renan Calheiros, tomou a palavra e acabou cometendo um ato falho. Visivelmente irritado, Renan disse que Gleisi não deveria estar dizendo aquilo, já que um mês antes ela teria solicitado a ele para impedir o seu indiciamento no STF, em inquérito relacionado a Operação Lava-Jato. Foi aí que a coisa começou a feder.
Renan, não só comprometeu a senadora Gleisi, mas também a si próprio e a algum membro do STF. Este último foi o que mais me chamou atenção. Quem seria esse membro do STF que Renan foi procurar para impedir o indiciamento da senadora Gleisi e do seu marido? Bem, vamos voltar a essa pergunta mais tarde.
O segundo fato marcante que se deu durante a votação, foi a conversa íntima e descontraída entre o senador tucano Aécio Neves, Dilma, José Eduardo Cardozo e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Confesso que diante daquela cena só pude me lembrar da frase de Ronald Reagan que dizia: “Dizem que a política é a segunda profissão mais antiga que existe. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”. Sábias palavras.
Aécio, assim como a maioria dos tucanos, parece uma menininha inocente, que mesmo após ser corneada pelo namorado inúmeras vezes, continua se arrastando atrás do canalha. Não consigo entender essa necessidade que a maioria dos tucanos tem de agradar um partido como o PT, que atribui a eles todos os males causados neste país. Mas não muito tempo depois, acredito que Aécio viria a se arrepender da sua diplomacia exagerada.
Por fim, o terceiro fato marcante ficou a cargo da advogada de acusação Janaína Paschoal. A jurista, ao proferir seu discurso final, chorou e pediu perdão a Dilma pela dor que ela estava fazendo a ex presidente passar. Mas pediu que Dilma compreendesse que aquilo que ela estava fazendo era visando o futuro dos netos da ex presidente. Ao contrário de muitos, isso não me fez ter uma admiração maior por Janaína, mas sim reforçou a ideia de que temos que ter muito cuidado em cultuar salvadores da pátria. Vejam, por exemplo, o caso de Joaquim Barbosa. O ex presidente do STF era tido por muitos como possível candidato a presidência. Só que o nosso nobre colega acha que o impeachment de Dilma é um golpe. Esse era o nosso Messias? Um ex petista que acha que Dilma está sofrendo um golpe? Então, meus amigos, cuidado, pois ser contra o PT é uma coisa, não ser esquerdista é outra completamente diferente. Ser de esquerda, em muitos casos, é patológico.
Dito isso tudo, agora vamos tentar de alguma maneira ligar os fatos. Não é novidade para ninguém que Renan Calheiros, junto com o PT, fez uma manobra para manter os direitos de Dilma em ocupar cargos públicos e logrou êxito. Mas conforme dito antes, há uma pergunta que não foi respondida. Renan foi ao STF para impedir o indiciamento da senadora Gleisi. Logo, ele foi ouvido por algum dos ministros. Mas qual ministro? Quem foi esse sujeito oculto do STF que Renan foi procurar? Precisamos saber, pois esse ministro está completamente comprometido. E uma pessoa com tamanho rabo preso é capaz de até, sei lá, alterar a Constituição. Opa, isso foi feito!
Pois é. No final das contas, a vitória sobre o PT ficou com um gosto amargo. Voltando agora aos fatos mencionados, fico me perguntando o que Aécio Neves e Janaína Paschoal estão achando do PT agora. Será que Aécio ainda quer ir lá e afagar Dilma após ela e o PT terem dado mais uma pernada nele e em todos os brasileiros? Ora, senador Aécio, o PT não tem somente um projeto diferente do seu partido, o PT é uma quadrilha! Será que você não percebe isso? E você, Janaína? Ainda quer chorar e pedir desculpas a Dilma? A Dilma! A mesma Dilma que foi incapaz de pedir desculpas ao povo brasileiro por toda lambança que ela nos colocou; a mesma Dilma que nem sequer teve dignidade que o ex presidente Fernando Collor teve, em renunciar ao seu cargo, a fim de não protelar e subjugar o povo brasileiro a um processo longo e penoso que só atrasou ainda mais a dura missão de tirar a nossa economia do buraco. A essa Dilma que você pede desculpas, Janaína? Quando vocês vão entender que os petistas são embusteiros, golpistas, autoritários e truculentos? Quando?! Quantos golpes a mais vocês irão tolerar?
Enfim, talvez ao invés de tentar reverter esse fatiamento do julgamento de Dilma, devêssemos focar em descobrir o motivo pelo qual essa atitude foi tomada. O acordo entre Renan Calheiros e o PT, com a chancela do presidente do STF que simplesmente rasgou a nossa Constituição , precisa ser investigado. E para entender o motivo dessa decisão, basta ir atrás desse sujeito oculto do STF que foi procurado por Renan Calheiros. Esse sujeito teria total interesse em dar uma pedalada na nossa Constituição, pois tem suas digitais em toda a cena do crime. Quem é esse sujeito oculto? Quem tem tanto interesse em proteger o PT? Os indícios apontam para um certo ministro, mas será que ele é o único? Com a palavra, a Justiça brasileira. Se é que ela ainda existe.
Atenciosamente,
Pedro Henrique Mancini de Azevedo
Fonte: correio eletrônico
COMENTO: Apesar de parecerem antagônicos, os dois textos conduzem à mesma conclusão que meus Instrutores repetiam nos anos 70: o inimigo é solerte e insidioso.
Seus autores alertam sobre a maneira de agir dos neo comunistas, na "preparação do terreno" para implantarem sua odiosa ideologia.
Atualmente, a maior prova do conluio entre as duas grandes quadrilhas, ops, partidos, é a atitude servil e submissa adotada pelo "líder" Cássio Cunha Lima, propondo apaziguamentos e aceitação da patifaria ocorrida por ocasião do julgamento separado do impedimento e da suspensão dos direitos políticos da ex presidente da República.
Cássio Cunha Lima, para quem não lembra, é aquele impoluto paraibano que ostenta em seu currículo o fato de ter seu mandato de governador cassado em 2008 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por uso indevido de dinheiro público. Além de estar envolvido na ação criminal que investiga esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro em sua campanha eleitoral de 2006, que está parada no STF. Também é réu na Operação Concord que apura esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro. Tal operação é conhecida por ter provocado, literalmente, uma chuva de dinheiro na capital paraibana, porque para não ser pego em flagrante pela Polícia Federal, um operador da política local, Olavo Lira, conhecido como Olavinho, teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício ConcordEm 2013, o citado senador foi denunciado por empregar a namorada e a sogra na prefeitura e na Câmara Municipal de Campina Grande, sua cidade natal. Jackson Azevedo, seu cunhado, também ganhou um cargo de supervisor da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na cidade. Esse currículo, pode ser o motivo para a falta de combatividade do "líder" tucano, mas a maior possibilidade é de que ele simplesmente faça parte da grande pantomima destinada a engambelar os botocudos brasileiros.
Por fim, a leitura dos textos acima só reforça a afirmação que faço constantemente de que PT e PSDB são somente as duas faces da mesma moeda podre do comuno/socialismo, com a qual os patifes pretendem comprar a consciência dos brasileiros. E, aparentemente, estão obtendo êxito. 

sábado, 19 de março de 2016

Haja Pé Para Tanto Tiro!

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Sofrendo alguns dias de "férias", fiquei sem acesso à rede mundial em dias nos quais ocorreram fatos importantes para o país. Assim, mesmo atrasado, procurarei expor alguns pontos de vista, com base no que pude obter nos noticiários da Globo, Band e SBT, quando recebia o sinal das mesmas, nas "profundezas" do litoral do RS.
O destaque, como não poderia ser diferente, foram as manifestações populares que se seguiram às divulgações das conversas telefônicas gravadas por ocasião das investigações da infindável Operação Lava-Jato - trabalho hercúleo realizado pelo Juiz Sérgio Moro e sua equipe de Procuradores, e que se assemelha a um imenso novelo de linha retirado do esgoto, que a cada puxão mostra mais e mais a imundície em que estão submergidas as pessoas ora empoleiradas nos cargos dirigentes da Nação - logo após o anúncio de que o Cachaceiro Maldito (evito citar o nome desse bosta em meu blog) seria nomeado ministro de seu poste para assumir, oficialmente, o comando político-administrativo do país e, ao mesmo tempo, fugir das investigações conduzidas pelo bravo Juiz paranaense.
Nossa população conhecida pela característica baixa capacidade de indignação, que em sua maioria procura contornar os problemas e conflitos com o famoso "jeitinho", já demonstra a perda desse aspecto de sua cultura. 
Não passou despercebido a ninguém, a enorme diferença entre o número de manifestantes que acorreram voluntariamente às ruas na noite em que o ato desesperado da presidAnta foi confirmado e o número dos participantes dos atos promovidos pelas entidades - financiadas por verbas públicas - que dão sustentação à camarilha governamental. Repetiu-se o que se vê há bastante tempo. Cidadãos que agem de acordo com sua indignação cívica confrontados por "peões" (conforme o linguajar demonstrado em uma das gravações telefônicas divulgadas) movidos pelo aparelhamento estatal pago com verbas extorquidas aos primeiros pelos administradores contestados. Mas os tempos da omissão dos corretos que "não querem se incomodar" que alimentava o ativismo de uma minoria de canalhas que dominavam a cena parece estar se esgotando. O abrigo dado ao Cretino Mor no gabinete do Palácio do Planalto mostrou-se um belo tiro no pé!
Esse era o primeira aspecto que eu queria destacar. A parte sadia de sociedade parece estar deixando a letargia do "deitado em berço esplêndido". Que assim seja!
O outro aspecto diz respeito ao que pude perceber do conteúdo das conversações telefônicas reveladas. 
Longe de mim manifestar qualquer tipo de argumentação em favor de dona Dilma, mas ficou muito claro o desespero do Patife-Mor ante a possibilidade de ser recolhido a uma cela. E as tentativas dos interlocutores palacianos em dar respostas evasivas visando não comprometer-se com ele ou com seu sabujo, Rui Urubu. Ouvindo ou lendo as transcrições mostradas, chega a ser constrangedor verificar que as respostas de Jaques Wagner e do atual ministro da economia quase que limitam-se a "ahã", "pois é", "sim, sim" e outras evasivas, enquanto que as lamurias e pedidos de que se "faça algo" se sucedem. Verdade seja dita, os pedidos de que fossem "tomadas providências" junto ao DPF, Secretaria da Receita Federal, PGR e, até mesmo junto ao STF - o Grande Canalha chegou a citar nominalmente a Ministra Rosa Weber - aparentemente não foram atendidos. Mas o simples fato desses pedidos terem sido feitos é um indicativo da possibilidade de que alguma dessas "providências" definitivamente imorais pudessem ser concretizadas.
As lamentações contra o STF, STJ e líderes Congressuais "acovardados", somadas à queixa de "ingratidão" do PGR podem indicar que havia a expectativa de que o Biltre-Apedeuta fosse beneficiado imoralmente por alguma das autoridades citadas. E esse deve ser o maior motivo de repulsa dos citados - com a exceção do alagoano que preside o Senado, que deve sentir-se lisongeado pelo adjetivo que lhe foi direcionado pelo amigo, irmão, camarada. Mais um pé atingido pelo "fogo amigo"!
O fato específico do "termo de posse" sem assinatura da presidAnta pode ser visto, também, como indicativo das pressões exercidas sobre os palácios brasilienses. O diálogo telefônico não deixa dúvidas e as explicações furadas dadas pela antiga terrorista da ALN só convencem os idiotas que se sujeitam à doutrinação ideológica dos desavergonhados. Mas a falta de assinatura da presidAnta pode ser um indicativo de que a remessa do papel foi feita para que o sujeito "parasse de encher o saco" (a falta de assinatura teria sido um "esquecimento" ou distração causada pela pressa em atender o "amigo"). É só uma hipótese, mas convenhamos, muito plausível. 
A insistência na tentativa de manter o Espertalhão sem honra protegido no palácio do Planalto, sob as saias da "cumpanhêra gerentona" mostrou-se ser uma sequência de tiros nos pés. A tentativa de retirada do Batráquio da alça de mira do Juiz Sérgio Moro possibilitou a esse fazer um despacho parcial de remessa dos autos ao STF e, aproveitando a ocasião, a retirada do sigilo dos mesmos - de acordo com suas atribuições, já que havia sido ele que havia imposto tal sigilo - a fim de dar a publicidade requerida constitucionalmente aos atos públicos. 
Seguiram-se os pedidos judiciais de impugnação da posse do Grande Imoral no cargo de ministro o que originou uma série de liminares e cassações de liminares, culminando com o pedido do Advogado-Geral da União para que o STF colocasse um ponto final a essa série. Tal pedido aparentemente foi atendido pelo ministro Gilmar Mendes na forma não desejada pois ele concluiu favoravelmente pela impugnação da tal posse e determinou que o processo retornasse ao Juízo paranaense. Vai faltar pé para tanto tiro!
Para encerrar este tópico, dona Dilma continua exercendo a única coisa que sua capacidade intelectual permite fazer: mente descaradamente e ameaça "providências cabíveis" contra quem determinou a interceptação telefônica em que ela foi flagrada tramando contra a Justiça. Alega mentirosamente que foi "grampeada" quando sabe perfeitamente que o telefone interceptado era o do seu parceiro de canalhices. A essa senhora que com sua atitude imoral afunda a imagem do Brasil ante o mundo, eu tenho um pequeno lembrete que os encarregados por sua segurança devam ter-lhe dado - quem sabe até deram - mas sua arrogância fez com que não fosse seguido: "em qualquer lugar do mundo, quem telefona para delinquentes investigados está sujeito a ter sua conversa interceptada". Então, nas próximas conversações desse tipo, recomendo-lhe recato e iniciar o diálogo com um pedido "a quem por acaso esteja gravando isto: aqui é a presidAnta e eu gostaria que esta conversa não fosse gravada". Não vai adiantar nada, mas será um bom descargo de consciência.
Outro assunto, é o início do processo legal de impedimento da presidAnta no Congresso.
Duvido que, mesmo em seus piores pesadelos, Montesquieu tenha imaginado algo tão surreal como o atual momento político brasileiro.
Uma chefe do poder Executivo, eleita em eleições nas quais teve a campanha financiada por empreiteiras que "doaram" recursos supostamente ilegais - acusação que também se aplica ao principal oponente (e quem sabe, todos os demais então candidatos) - é ameaçada de sofrer impedimento em um processo cujo início é comandado por um Presidente da Câmara Federal que responde a processo de infração à ética (que pode resultar em sua cassação). Tal processo, deverá ser remetido ao Senado, presidido por outro sujeito "bordado" de processos - que não chegam a uma conclusão graças aos intermináveis recursos protelatórios que só aos da "zelite" são concedidos - a quem caberá dar-lhe ou não prosseguimento.
Até aí, "nada demais" dirão alguns. A gritaria de "não vai ter golpe", pode-se retrucar afirmativamente que realmente não vai haver golpe pois a retirada de alguém que ocupe o mais alto cargo político-administrativo do país sem atuar de acordo com os preceitos constitucionais exigidos para tanto, não configura "golpe", mas sim uma ação justa, legal e moral em defesa da sociedade que, em última instância, é ao mesmo tempo sujeito e objeto da verdadeira democracia.
Mas é exatamente aí que se instala o grande problema a ser resolvido. Concretizando-se o impedimento de dona Dilma, deve assumir a presidência da República o Vice-presidente eleito, Michel Temer. Que é presidente do PMDB, aquele ajuntamento de ratazanas que há trinta anos roi o país. Tiro de grosso calibre no pé do país inteiro?
Não por acaso, o Presidente da Câmara (terceiro na linha de sucessão) e o presidente do Senado, acima citados, fazem parte dessa quadrilha, ops, organização política, junto a outras excrementíssimas figuras da história recente do Brasil, como Zé Sarney, Jader Barbalho, Edson Lobão, Romero Jucá, Valdir Raupp e tantos outros cujos nomes enfeitam processos judiciais que entulham nossos tribunais superiores e são inexplicavelmente "imexíveis".
Não podemos esquecer que também tramita no STE (Supremo Tribunal Eleitoral) um processo que pede a impugnação da chapa Dilma-Temer por financiamento de campanha com verbas ilegais. Como afirmei acima, essa acusação também se aplica ao principal oponente na campanha questionada. Supondo-se que o STE conclua que a dupla Dilma-Temer deve ser considerada fora da eleição ocorrida, tal decisão também deve ser aplicada à chapa Aécio-Aloysio, ou seja, a eleição seria anulada. A presidência da República cairia, então, no colo de Eduardo Cunha, prestes a ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara Federal. Teríamos no comando do país, então, o ministro Lewandowski, aquele que foi acusado de ter chegado ao STF mais pela sua amizade com a família do Sapo Barbudo do que por suas qualidades jurídicas. Chegariamos então a uma espécie de "moto continuum" de personagens "duvidosos" no comando do Brasil. Pode ter algum futuro um país nessa situação?
Solução? Uma renúncia coletiva, geral e irrestrita de todos os membros do Executivo e Legislativo federais, com convocação imediata de eleições gerais. É claro que esse tipo de idéia não se cria, sequer se gera. Nenhuma das figuras envolvidas se sujeitaria arriscar a perda de suas sinecuras e possibilidades de manter-se no poder.
Quem sabe uma "revolução francesa tupiniquim"? Nem pensar! De 1985 para cá o Brasil se livrou desse risco! Temos uma população estimada de 200 milhões com 40 milhões recebendo UM Salário Mínimo e (conforme a PresidAnta) 50 milhões dependendo do Programa Bolsa Família. Tirando as crianças, temos praticamente uma maioria populacional em condições de ser considerada "econômicamente ativa" - não necessariamente produtiva - "tirada da pobreza", leia-se "dependendo de verbas públicas extorquidas da parte produtiva da população - estima-se que cerca de 38 milhões de "contribários" (contribuintes otários) apresentarão Declaração de Renda em 2016. Considerando que a "zelite" (banqueiros e empresários amigos da realeza) é de menos de 5% da população, temos que essa maioria dependente está sobrevivendo às custas da quase extinta "classe média" (aquela, a quem a vaca uspiana declarou seu ódio sob os risos do Supremo Patife).
Concluindo este texto que já se prolonga, lembro da Estratégia Cloward-Piven criada pelos sociólogos norte-americanos Richard Cloward e Frances Fox Piven. Seu objetivo seria sobrecarregar o sistema econômico através de um número tão grande de "benefícios" que estes acabariam por colapsar a economia e as classes pagadoras de impostos, para que então empobrecessem juntamente com as demais, fazendo assim uma das inúmeras possíveis transições ao socialismo. Essa crise planejada terminaria deixando toda a população dependente do governo, transformando os governantes em elite dominante e os governados em uma só classe de escravos. Estaria sendo aplicada no Brasil?
Seria por isso que cada vez mais benefícios surgem sem que resolvam efetivamente o desenvolvimento social, cultural e econômico do país, com o setor produtivo pagando toda essa estrutura, sendo cada vez mais escorchado, perseguido e criminalizado. O que parece insanidade ou incompetência é na verdade apenas um processo de desmonte econômico e de posterior dissolvimento de classes e ascensão da casta governante.
É importante frisar para que não nos voltemos contra os beneficiários, e sim contra aqueles que estimulam a miséria humana como arma política. Não há progresso econômico em uma economia planificada, e é justamente isso que o socialismo entrega. 
Só uma observação: a referência à "Estratégia Cloward-Piven" foi só uma lembrança que me ocorreu, pois apesar das semelhanças, as ações dessa quadrilha que tomou conta do Brasil depois de 1995 não são de comunistas, mas sim de reles larápios que se mascaram sob essa ideologia idiota, morta e enterrada sob o Muro de Berlim, em 1989. Eu temo o que virá pela frente, com esse tipo de lideranças canalhas!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Quem é Renan Calheiros?

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Um texto antigo, mas com tema atualíssimo para que todos saibam sobre quem é o atual presidente do Senado Federal brasileiro.
por Marco Antonio Villa
A República brasileira nasceu sob a égide do coronelismo. O federalismo entregou aos mandões locais parcela considerável do poder que, no Império, era exercido diretamente da Corte. Isto explica a rápida consolidação do novo regime justamente onde não havia republicanos. Para os coronéis pouco importava se o Brasil era uma monarquia ou uma república. O que interessava era ter as mãos livres para poder controlar o poder local e exercê-lo de acordo com seus interesses.
Mesmo durante as ditaduras do Estado Novo e militar, o poder local continuou forte, intocado. A centralização não chegou a afetar seus privilégios. Se não eram ouvidos nas decisões, também não foram prejudicados. E quando os regimes entraram em crise, na “nova ordem” lá estavam os coronéis. Foram, ao longo do tempo, se modernizando. Se adaptaram aos novos ventos econômicos e ao Estado criado a partir de 1930.
O fim do regime militar, paradoxalmente, acabou dando nova vida aos coronéis. Eles entenderam que o Congresso Nacional seria ─ como está sendo nas últimas três décadas ─ o espaço privilegiado para obter vantagens, negociando seu apoio a qualquer tipo de governo, em troca da manutenção do controle local. Mais ainda, a ampliação do Estado e de seus recursos permitiu, como nunca, se locupletar com os bancos e empresas estatais, os recursos do orçamento federal e, mais recentemente, com os programas assistenciais.
A modernização econômica e as transformações sociais não levaram a nenhuma alteração dos métodos coronelísticos. A essência ficou preservada. Se no começo da República queriam nomear o delegado da sua cidade, hoje almejam uma diretoria da Petrobras. A aparência tosca foi substituída por ternos bem cortados e por uma tentativa de refinamento ─ que, é importante lembrar, não atingiu os cabelos e suas ridículas tinturas, ora acaju, ora preto graúna.
Não há nenhuma democracia consolidada que tenha a presença familiar existente no Brasil. Melhor explicando: em todos os estados, especialmente nos mais pobres, a política é um assunto de família. É rotineiro encontrar um mesmo sobrenome em diversas instâncias do Legislativo, assim como do Executivo e do Judiciário. Entre nós, Montesquieu foi tropicalizado e assumiu ares macunaímicos, o equilíbrio entre os poderes foi substituído pelo equilíbrio entre as famílias.
Um, entre tantos tristes exemplos, é Renan Calheiros. Foi eleito pela segunda vez para comandar o Senado. Quando exerceu anteriormente o cargo foi obrigado a renunciar para garantir o mandato de senador ─ tudo em meio a uma série de graves denúncias de corrupção. Espertamente se afastou dos holofotes e esperou a marola baixar.
Como na popular marchinha, Renan voltou. Os movimentos de protesto, até o momento, pouco adiantaram. Os ouvidos dos senadores estão moucos. A maioria ─ incluindo muitos da “oposição” ─ simpatiza com os seus métodos. E querem, da mesma forma, se locupletar. Não estão lá para defender o interesse público. E ridicularizam as críticas.
Analiticamente, o mais interessante neste processo é deslocar o foco para o poder local dos Calheiros. É Murici, uma paupérrima cidade do sertão alagoano. Sem retroagir excessivamente, os Calheiros dominam a prefeitura há mais de uma década. O atual prefeito, Remi Calheiros, é seu irmão ─ importante: exerce o cargo pela quarta vez. O vice é o seu sobrinho, Olavo Calheiros Neto. Seu irmão Olavo é deputado estadual, e seu filho, Renan, é deputado federal (e já foi prefeito). Não faltam acusações envolvendo os Calheiros. Ao deputado estadual Olavo foi atribuído o desaparecimento de 5 milhões de reais da Assembleia Legislativa, que seriam destinados a uma biblioteca e uma escola. A resposta do Mr M da política alagoana foi agredir um repórter quando perguntado sobre o sumiço do dinheiro. E teve alguma consequência? Teve algum processo? Perdeu o mandato? Devolveu o dinheiro que teria desviado? Não, não aconteceu nada.
E a cidade de Murici? Tem vários recordes. O mais triste é o de analfabetismo: mais de 40% da população entre os 26 mil habitantes. De acordo com dados do IBGE, o município está entre aqueles com o maior índice de incidência de pobreza: 74,5% da população. 41% dos muricienses recebem per capita mensalmente até um quarto do salário mínimo. Saneamento básico? Melhor nem falar. Para completar o domínio e exploração da miséria é essencial contar com o programa Bolsa Família. Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, na cidade há 6.574 famílias cadastradas no programa perfazendo um total de 21.902 pessoas, que corresponde a 84,2% dos habitantes. Quem controla o cadastro? A secretária municipal de Assistência Social? Quem é? Bingo! É Soraya Calheiros, esposa do prefeito e, portanto, cunhada de Renan.
O senador é produto desta miséria. Em 2007, quando da sua absolvição pelo plenário do Senado (40 votos a favor, 35 contra e seis abstenções), seus partidários comemoraram a votação como uma vitória dos muricienses. Soltaram rojões e distribuíram bebidas aos moradores. E os mais fervorosos organizaram uma caravana a Juazeiro do Norte para agradecer a padre Cícero a graça alcançada
Porém, o coronel necessita apresentar uma face moderna. Resolveu, por incrível que pareça, escrever livros. Foram quatro. Um deles tem como título “Do limão, uma limonada”. Pouco antes de ser eleito presidente do Senado, a Procuradoria-Geral da República o denunciou ao STF por três crimes: falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. Haja limonada!
COMENTO:  para atualizar o texto, complemento que o filho do senador Renan, José Renan Vasconcelos Calheiros Filho, foi eleito Governador de Alagoas, no primeiro turno das eleições de outubro de 2014, com 52% dos votos. Já no começo de janeiro, uma pesquisa de avaliação revelou que o Governador alagoano era o melhor avaliado do país, com 67,5% de aprovação.  Haja limão para tanta limonada! 
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domingo, 5 de abril de 2015

Cidadão, Esse Cara é Você

por Carlos Brickmann
Dizem que, quando Maria Antonieta, rainha da França, soube que o povo se revoltava pela falta de pão, perguntou: "E por que não comem brioches?" Pouco tempo depois, perdeu o trono, a liberdade e a vida. 
Os poderosos se isolam e não entendem por que, quando não há comida em casa, os pobres não almoçam num bom restaurante. Nas manifestações, ficou clara a rejeição a tudo isso que está aí. E como reagem nossos poderosos?
A Petrobras, em crise, propõe o aumento do salário de seus diretores em 13%, para algo como R$ 123 mil mensais. Pode ser pouco diante do que se paga em empresas do mesmo porte; mas, diante da situação, parece deboche. No ano passado, os salários da diretoria já haviam subido 18%, contra 6,4% de inflação.
O Supremo Tribunal Federal cancelou todas as sessões nesta semana. Com isso, o inquérito sobre Jader Barbalho, por peculato, acabou. Está prescrito.
A Câmara Federal nomeou quatro deputados para visitar o então ministro da Educação, Cid Gomes, no Hospital Sírio-Libanês. Suas Excelências iriam conferir a avaliação médica do Dr. Roberto Kalil. Custo: R$ 6.500. Não é muito? Talvez. Mas qual a utilidade do passeio? Provar que um dos melhores hospitais do país estava errado? Que é que o deputado André Fufuca entende disso? E quem é que disse que se pode visitar um paciente sem autorização dele e do médico?
Lula, que, solidário, manteve os condenados do Mensalão no PT, disse: "Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu, indignado com a corrupção."
Pois é.
Ninguém me ama
Talvez nesse profundo desprezo pela opinião pública - que, diga-se, não é exclusivo da presidente - esteja a raiz da rápida queda da popularidade de Dilma. Datafolha e Ibope encontraram números parecidos: 12% aprovam seu Governo, 64% o reprovam. 
É muita gente contra! E 74% não confiam na presidente. 
Ninguém me quer
Até as piadas de salão, as mais comportadas, se aproximam do achincalhe. Uma está na coluna de Cláudio Humberto. "Como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai passar a Semana Santa no Exterior, a pergunta que não se cala: é Dilma quem assume o poder?"
De fracasso em fracasso
A decisão de admitir o debate sobre maioridade penal (hoje, abaixo dos 18 anos, o tratamento para infratores é diferente), tomada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, tem o objetivo único de impor mais uma derrota a Dilma e a seus aliados. A redução da maioridade penal tem sua lógica - se uma pessoa com 16 anos sabe votar, também sabe se está agindo corretamente; e vira reivindicação sempre que há um crime violento envolvendo menores. Mas, no fundo, não funciona. Com maioridade aos 16 anos, criminosos de 15 serão dimenor, e assim por diante. Além disso, se já não há prisões suficientes nem para adultos, onde colocar os adolescentes? Mas também não há lógica em deixar de isolar de alguma maneira aqueles que, de qualquer idade, sejam violentos. 
A discussão é outra, bem mais complexa; envolve, como nos Estados Unidos e Inglaterra, uma decisão judicial, que considere o infrator capaz ou não de diferenciar entre o bem e o mal. O problema é que, para derrotar Dilma, uma medida como essa pode ser aprovada como se fosse uma solução - e, sozinha, solução não é.
Me resta o cansaço
Da coluna de Lauro Jardim: "Antes do encontro com o diretório nacional do PT (...) em São Paulo, Lula teve uma reunião mais reservada, com um círculo mais próximo a ele. Nesta conversa mais íntima, não é que Lula tenha falado mal de Dilma. Falou horrores."
Mudando de conversa
Seja qual for a opinião do caro leitor sobre as manifestações, uma coisa é certa: ninguém gritou lemas em favor da reforma política ou do financiamento público de campanhas eleitorais. O povo pode ser surpreendentemente sábio: a principal fonte de corrupção das campanhas não é o financiamento público ou privado (o primeiro-ministro alemão Helmut Kohl caiu quando descobriram que recebia, além do financiamento público de lei, farto financiamento privado em caixa 2). O problema é o custo das campanhas. Num Estado como São Paulo, um candidato a deputado estadual sem núcleo fixo de eleitores vai gastar uns dois ou três milhões de dólares, percorrendo 645 municípios. Tem de buscar esses recursos em algum lugar; e quem o auxilia não o faz por puro espírito público.
A solução é criar algum tipo de voto distrital, em que as campanhas sejam feitas em regiões menores, onde o candidato já seja conhecido, a custo bem mais baixo. É difícil? É: os atuais parlamentares se elegeram pelo sistema atual. Por que irão mudá-lo, para correr o risco de enfrentar campanhas mais difíceis?
Aquele papo furado
Já se dá muito dinheiro público aos partidos - do fundo partidário, R$ 1,5 bilhão, ao horário eleitoral, que as emissoras, usando tabela cheia, descontam do Imposto de Renda. Não tem sentido estimular mais gente a viver às custas do Tesouro. 
E não há quem queira, sem retorno, pagar a campanha dos outros.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Que Democracia é Essa?

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Vivemos efetivamente em uma democracia onde as liberdades individuais, particularmente as de opinião e de informação vigoram amplamente?
Quanto a liberdade de opinião, vimos há poucos dias passados a condenação de uma agente de trânsito que ao ser interpelada por um juiz  que estava totalmente em desacordo com a lei e que já vem sendo investigado por outros atos incompatíveis com a postura individual de quem ocupa um cargo público  ter-lhe dito que ele "é um juiz e não Deus". O corporativismo do poder judiciário considerou isso uma afronta ao malfeitor e que a funcionária "desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa" condenando a mesma ao pagamento de uma indenização por danos morais. E nos fazendo concluir que esses sujeitos são deuses efetivamente.
Quanto a liberdade de imprensa, temos a auto mordaça, imposta por praticamente todos os veículos de informação — mesmo, e principalmente, os que juram de pés juntos sua completa "independência"  em função da completa dependência das verbas governamentais. O último exemplo disso nos foi apresentado pela revista Época, que publicou originalmente a notícia a respeito de "mal feitos" com verbas públicas, envolvendo a esposa do Ministro Dias Toffoli. Pouco tempo depois, a notícia foi "retificada", sumindo a publicação original, substituída por outro texto onde a relação entre a advogada Roberta Rangel e o ministro do STF Dias Toffoli sequer é citada. 
Ainda no início de novembro, recém passados dez dias das eleições presidenciais, noticiam que, em 2013, o número de miseráveis cresceu no Brasil. E aí? Quem é mais canalha, o governo que só liberou esses dados, de um ano atrás, depois das eleições, ou essa mídia corrupta, dependente das verbas governamentais, que só agora as publica. Não há jornalistas especializados em economia em permanente contato com entidades como o IPEA? Não possuem, esses jornalistas, suas "fontes confiáveis" que poderiam ter adiantado pelo menos parte desses dados? 
Efetivamente, tá tudo dominado! E o pior é que quem domina é uma minoria podre, composta por canalhas e patifes que agem livremente em função da covardia e da omissão da maioria, além da completa falta de informação.
Nunca roubou-se tanto neste país. O governo defende-se dizendo que sempre se roubou mas agora os roubos são noticiados. Sim e que providências são tomadas para evitar esse roubo? Ministros, altos assessores e detentores de "cargos de confiança" envolvidos em bandalheiras são exonerados "a pedido", com direito até a elogios, e somente depois de comprovados seus envolvimentos. Esses detalhes são devidamente escamoteados pela "grande imprensa", que só noticia a parte da patifaria que já não é mais possível esconder. E por falar em esconder, por onde anda a dona Rose, aquela, apontada como concubina do Cachaceiro? 
Ainda sobre roubos e fraudes: alguém obtém assinaturas em procurações de colonos e faz alguns empréstimos no nome deles (pelo menos R$ 79 milhões) junto a programa governamental de "incentivo à agricultura", pega uma parte ou todo o valor do empréstimo para si e/ou sua "organização". Depois vai a Brasília e com o conluio de parlamentares tão patifes quanto ele, obtém a anistia dos débitos desses empréstimos dos pequenos agricultores. 
Em outras palavras: na suposição de que o dinheiro realmente tenha chegado ao solo/plantio, é autorizada a anistia com pompa e louvor, entretanto, o dinheiro está no bolso dos canalhas e o contribuinte pagando a conta de sustentar essa farra. Pior: com o governo fazendo propaganda afirmando é competente e preocupado com quem trabalha, usando como argumento essa anistia aos pequenos produtores. 
E a mídia pouco ou nenhum destaque dá ao caso.
Um Ministro estrangeiro ingressa no Brasil para tratar a saúde de sua esposa. Enquanto ela permanece hospitalizada, ele percorre o país fechando acordos com entidades que legalmente não existem (lembrem que o MST não possui registro jurídico) e ninguém sabe nada oficialmente. E a PF? E a ABIN? Que tipo de passaporte esse sujeito está usando? Tem acompanhamento de seguranças? São brasileiros ou venezuelanos? Portam armas? Estão autorizados por quem? Nem no mais simples cabaré do interior do país a putaria é tão grande!
Até pouco tempo, sempre que surgia alguma crise política, a Petrobras "descobria" mais um enorme poço de petróleo que iria elevar o Brasil a potência petrolífera (depois não se falava mais no assunto e continuamos a importar petróleo, caro, diga-se de passagem — assim como importamos trigo, arroz e até bananas —, para não parar o país). Agora, a crise atinge a Petrobrás que mal se sustenta nas pernas, destruída que foi pela quadrilha, aumentando os preços dos combustíveis quando o preço do petróleo cai no exterior. "E agora McGayver?" como indagou um humorista. Temos que achar outros assuntos!
Aí, então, desencravemos o caso de uma assassina condenada por ajudar a matar seus pais, juntemos o caso de uma outra criminosa presa que assume uma posição de "liderança" no presídio feminino, tomando a iniciativa de "escolher" as mais jeitosas e bonitas para serem suas parceiras para satisfação sexual. A grande mídia  interessada em descobrir assuntos para abafar o Petrolão, os recentes anúncios de aumentos na energia elétrica, impostos, combustíveis e outros fatos que não são de interesse governamental  descobre que as duas "celebridades" decidiram se unir e o fato passa a ser "top" nas notícias. E o pior é que esse tipo de tapeação encontra público!
A polêmica se instala e o grosso da população já não mais fala em Marco Civil, trambiques na Petrobrás, usos indevidos de jatinhos (da FAB e de "suspeitos"), morte de um candidato à presidência, liberação de bandidos condenados no maior "pastelão" judiciário que esse país já assistiu,  e outros que tais. 
Apesar da insistência de alguns jornalistas renitentes em abordar esses temas, o que mais repercute é a "manifestação pela volta da ditadura militar" por alguns brasileiros. Enquanto isso, a vida segue. Me lembra um sambinha do meu tempo de garoto: "Pistom de Gafieira" - "na gafieira segue o baile calmamente ... e nessa altura, como parte da rotina, o pistom tira a surdina e põe as coisas no lugar!"
Tenho pena dos dedicados profissionais da Polícia Federal. Sem querer desmerecer o valor do trabalho desses profissionais, mas eles investigam, aprontam inquéritos volumosos (haja trabalho: oitivas, papel, digitação, custos homem/hora, etc) que são remetidos à justiça e esta os arquiva em função de manipulações de firulas jurídicos  alegados por advogados tão corruptos quanto os indiciados  sem condenar os meliantes nem reaver os frutos dos desvios. Em resumo: um trabalho extenuante é transformado em uma atividade similar a enxugar gelo!
E há quem se preocupe com os problemas na Ucrânia, no Oriente Médio, na Venezuela, em Cuba, quando nosso inferno é por aqui mesmo.
Mais uma? Chegou a fatura da conta para aliviar a barra dos mensaleiros! Nossos funcionários do mais alto escalão do poder judiciário, para complementar seus parcos salários, terão um "auxílio-moradia" com valor um pouco menor que cinco mil reais, mensais. Acha pouco? Uma ministra do STF determinou que fosse incluída no Orçamento da União para 2015 a previsão do reajuste dos salários dela e seus parceiros de labuta. Ou alguém pensava que alguma coisa é gratuita "neçepaíz"?
Mas tivemos eleição direta para Presidente da República e isto, para a grande massa — cuja maioria, alguém que não lembro afirmou não saber sequer escovar os dentes — significa vivermos em uma democracia plena. Na qual, praticamente 7.142.000 cidadãos perderam seu domingo comparecendo às urnas e votando em branco ou nulo, e cerca de outros 30 milhões de eleitores preferiram ir à praia ou simplesmente ficar vadiando. A participação efetiva, que eles negaram, poderia ter feito diferença, aumentando a vantagem da vencedora ou invertendo o resultado da eleição. Indiferença ou descrença?
Seja o que for, essa decisão valida a ideia de que corrupção; desvios de verbas públicas; superfaturamento, atrasos propositais e propinas em obras públicas; envio de recursos para o exterior na forma de empréstimos que nunca retornarão (serão "perdoados"); e muitas outras formas de falcatruas, fazem parte da "cultura brasileira" e não são vistas como coisas erradas.
Assim, apesar de mais de 88 milhões de eleitores (61,8%) não terem votado na Presidente reeleita, tudo segue como antes. 
O que falta aos justos para se indignarem e colocarem esse país nos eixos?  Até quando a minoria de patifes irá reinar impune, enquanto somos agredidos, roubados, assassinados e obrigados a nos manter trancafiados em nossas casas aguardando o momento da invasão final que irá nos levar o resto do que possuímos?
Por que a "grande mídia" nos esconde que:
 a Fundação Ford financia o CEBRAP/CEBRI do FHC.
 o FMI financia o Inter American Dialogue do FHC e do ET de Xapuri.
 o Banco Mundial financia o Foro de São Paulo do PT de Lula e Dilma.
 a AFL-CIO financia a CUT e a Nova Central Sindical com o Stanley Gacek da OIT?
E, encerrando: o candidato recém derrotado nas eleições presidenciais  que a mídia já se ocupa em apresentar como a única opção de oposição ao atual governo  declara no "O Globo" de domingo, 9 Nov 14, que "PARA A DIREITA NÃO ADIANTA ME EMPURRAR QUE EU NÃO VOU."  A tradução correta dessa declaração é: Se a verdade vem da direita, prefiro mentir com a esquerda. Todos os males do Brasil no presente vêm desse princípio.,
Reforça o que digo há bastante tempo: PT e PSDB são os dois lados da mesma moeda falsa, usada para comprar os incautos que não querem ver que essa dualidade forjada só serve para alijar o surgimento de uma oposição que nos coloque em uma situação de democracia de verdade.  
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sábado, 21 de junho de 2014

A Infiltração e o Quinta Colunismo Petista

Transcrevo mensagem eletrônica recebida:
"É impressionante como o PT conseguiu disseminar o medo entre o povo da classe média, pelo menos por aqui no nordeste, em particular entre os profissionais liberais e mais ainda entre aqueles que ocupam cargos públicos no governo, seja no âmbito municipal, estadual ou federal.
Aqui no nordeste a realidade é totalmente diferente do sudeste, pois como aqui corre menos $$$ o cara ou é profissional liberal, engenheiro civil, médico, dentista ou advogado, ou fez um concurso e é funcionário público e depende daquele emprego para viver, pois não há outro, já que a oferta é mínima e o cara depende unicamente de ser aprovado em concurso público.
Ontem eu enviei um e-mail sobre "O teorema do Mensalão" ao Grupo que cursou direito comigo; recebi ontem mesmo um e-mail de um cara do Grupo pedindo por favor que eu não enviasse mais e-mails ao grupo criticando o governo federal do PT; também um cara amigo que é engenheiro e foi para Rio Branco no Acre como diretor técnico da Eletrobrás fez pedido idêntico e foi explícito na razão do seu pedido. 
Ou seja, não é somente porque aqui no nordeste imperou o "cabresto" político por 100 anos não, embora isso tenha sua parcela de influência.
É que os caras estão com muito medo mesmo dos Militantes do PT, que são verdadeiras policias secretas nas instituições públicas, exercendo coerção ostensiva sobre aos demais funcionários.
Se o PT continuar no poder, logo, logo assistiremos essa coerção se disseminar pelo país, sobre os cidadãos também.
Escolhi a dedo para quem estou enviando este e-mail, excluindo todo o pessoal daqui para não causar constrangimentos!
É viver para ver!
A verdade sobre a saída de Barbosa do STF
Havia um certo mistério no repentino pedido de Joaquim Barbosa por uma aposentadoria que o afastaria de vez do STF. Não há mistério nenhum. Joaquim Barbosa está no poder, logo é um homem que sabe o que se passa nas esferas governamentais e logo que Dilma aplicou o Golpe de Estado ao assinar um Decreto que enterrará de vez com a democracia, Barbosa não teve dúvidas e pediu para sair. Barbosa é um homem que sabe demais, era um entrave nas pretensões golpistas do PT e não iria arriscar a pele para salvar o Brasil sozinho.
As ameaças de morte vieram de dentro do PT, de um membro da "comissão de ética" do partido. Desde que o julgamento do mensalão foi concluído, em novembro do ano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, tornou-se alvo de uma série de constrangimentos orquestrados por seguidores dos petistas condenados por envolvimento no maior escândalo de corrupção da história. A chamada “militância virtual” do PT, treinada pela falconaria do partido para perseguir e difamar desafetos políticos do petismo na internet, caçou Barbosa de forma implacável. O presidente do Supremo sofreu toda sorte de canalhice virtual e foi até perseguido e hostilizado por patetas fantasiados de revolucionários nas ruas de Brasília.
Os ataques anônimos da patrulha virtual petista, porém, não chegavam a preocupar Barbosa até que atingiram um nível inaceitável. Da hostilidade recorrente, o jogo sujo evoluiu para uma onda de atos criminosos, incluindo ameaças de morte e virulentos ataques racistas. Os mais graves surgiram quando Joaquim Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno. Disparadas por perfis apócrifos de simpatizantes petistas, as mensagens foram encaminhadas ao Supremo. Até em um blog supostamente de Dilma Rousseff foi colocado um post com a imagem de um macaco, fazendo críticas à Joaquim Barbosa, numa atitude porca, suja e sem qualquer vínculo com a moral que seu cargo requer.
Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”. Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.
Temendo pela integridade do presidente da mais alta corte do país, a direção do STF acionou a Polícia Federal para que apurasse a origem das ameaças. Dividida em dois inquéritos, a averiguação está em curso na polícia, mas os resultados já colhidos pelos investigadores começam a revelar o que parecia evidente.
O homem que desejava atentar contra a vida do presidente do Supremo usava um computador de Natal (RN) e o codinome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira. Os agentes federais descobriram que o nome verdadeiro do criminoso é Sérvolo de Oliveira e Silva – um autêntico representante da militância virtual petista, mas não um militante qualquer.
Além de admirador de José Dirceu e Delúbio Soares e um incentivador do movimento “Volta, Lula”, o cidadão que alimenta o desejo de ver uma bala na cabeça do presidente do STF é secretário de organização do diretório petista de Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte.
Também é conselheiro do vereador petista Fernando Lucena na Câmara de Natal e atua como agitador sindical nas greves e movimentos da CUT no estado. Apesar de ainda exercer oficialmente todas essas funções, Sérvolo sumiu da cidade e o “Botocudo” saiu do ar. Localizado pela VEJA, Sérvolo de Oliveira confirma que, de fato, foi o autor da ameaça, mas alega que não pretendia matar o ministro do Supremo, embora, segundo diz, ele mereça morrer.
Com o Decreto 8.243, antidemocrático e repleto de aberrações jurídicas assinado por Dilma, ficou claro para Barbosa que a bandidagem neste país está acima de lei. Ele mesmo já havia dito isto, quando houve influências vinda da Papuda para o relaxamento de prisões de José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno. O decreto assinado por Dilma encerra as atividades congressistas, ou seja, o congresso seus senadores e deputados se tornam obsoletos e portanto, deixam de existir, assim como deixam de existir as eleições em 2014 para Presidente da República. O STF se tornará um mero departamento do PT e todo o tipo de aberração se dará daqui para adiante, pois com todos os Juízes manipulados pelo dinheiro e pelo poder do PT, todos os mensaleiros estarão livres e fora da cadeia. Joaquim Barbosa não quer compactuar com toda esta sujeira sórdida, imunda e nojenta, não iria querer enfrentar o poder e ter o risco de ser eliminado pelos psicopatas do PT. E foi por estas e tantas outras, que Barbosa pediu sua aposentadoria. Barbosa com certeza irá sair do país, não irá viver nesta terra de bandidos, corruptos e terroristas e muito menos irá querer viver com a ausência de democracia e debaixo de um regime comunista. Há boatos que Joaquim Barbosa iria para os Estados Unidos viver lá com sua família, longe do inferno bandido e da escravidão que o povo será submetido.
Barbosa sabe ainda, que não teremos mais eleições no Brasil e sim uma grande convulsão nacional que será arquitetada pelo governo terrorista para insuflar uma guerra de classes. Sabe também que muitos serão presos, perseguidos, exilados, torturados e assassinados pela ditadura do terror e do medo. Sabe também que haverá expropriações, desapropriações, tributação e confiscos e que o Brasil terá um regime totalitário controlado por terroristas, bandidos e os revoltados dos movimentos sociais. Sindicatos, ONGs do governo, organizações de esquerda, intelectuais comunistas, índios, militantes do PT e da esquerda, líderes do Sem Teto e dos Sem Terra, governarão o país sob a tutela do PT. São essas trupes esquerdistas revolucionárias que ditarão os ensejos populares, que irão propor via PT, as mudanças que o país precisa para ser igualitário socialmente. Eles serão o trampolim para uma nova constituição comunista e para as novas leis que submeterão o país à uma ditadura comunista.
Joaquim Barbosa estava sozinho, ameaçado e lutando contra um sistema político sem lei e sem moral. Não teve o apoio necessário do povo, da grande classe idiotizada e omissa que permitiu que o país chegasse onde chegou. Ninguém iria arriscar a pele para morrer por um bando de idiotas que não fazem nada pelo país e que ficam sentados em suas confortáveis cadeiras, sentando o pau no governo pelas redes sociais, mas que são incapazes de se agruparem, se organizarem e formarem uma barreira contra este governo e contra essa esquerda sórdida, canalha e traidora da pátria, que avança impiedosamente para golpear a nação. Joaquim Barbosa esteve à frente de um grande dilema, lutar e morrer como um mártir ou sair e viver em paz, longe deste país de covardes, de bandidos e de terroristas. Prevaleceu o bom senso e Barbosa foi sábio e salvou sua própria pele. Barbosa é um homem que sabe demais, sabe inclusive o que ainda não sabemos e já prevendo o grande inferno vermelho, fez o que muitos brasileiros ainda irão fazer. "PEDIR PARA SAIR"."
Fonte:  recebido por mensagem eletrônica
COMENTO:  a quadrilha, ops, partido ora empoleirado no governo federal há muito tempo foi preparando o campo de batalha para poder usá-lo em seu favor. É possível que haja algum exagero no texto acima, mas ele é extremamente coerente com os planos de tomada do país pela cambada que usa o socialismo como argumento de manutenção do poder. A insidiosa infiltração feita nas escolas em todos os níveis (fundamental, médio e superior), nos sindicatos e nos órgãos públicos permite aos membros dessa máfia o acesso a todo e qualquer dado pessoal de qualquer cidadão "deçepaíz", propiciando a criação de "dossiês" e fofocas de qualquer tipo. Perto dessa organização, o velho SNI poderia ser comparado a um bando de amadores. Assim, empregos e carreiras podem ser alavancadas ou destruídas com base em ameaças de todo tipo. Vide a censura imposta recentemente a uma jornalista televisiva, por uma deputada comunista do RJ. Bons profissionais são preteridos em favor de "cumpanhêrus" leais à causa e ao partido. Incompetentes são alçados a melhores cargos e salários, em função de sua dedicação ao líder e mentor. A sociedade é dividida para melhor ser manipulada: criam-se divisões entre brancos e negros, héteros e homossexuais, homens e mulheres, pais e filhos, casados e solteiros, ricos e pobres e pobres e miseráveis. Criam-se "direitos" sem cobrar deveres nem estipular quem arcará com as despesas dos primeiros. Os adversários vão sendo eliminados por meio de pressões e ameaças. E assim o país vai se aproximando da destruição que deve preceder a revolução que estabelecerá a nova sociedade. A mesma novidade que tentaram impor no norte da Eurásia em 1917 e que terminou em rotundo fracasso.
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domingo, 25 de agosto de 2013

Grita, Xinga, Escancara, Joaquim!!!

por Glauco Fonseca
O Brasil perde a graça a cada dia que passa. Só nos faz sorrir em tons de amarelo, amarelo de vergonha, de constrangimento. O voto vai para as pessoas erradas, assim como o dinheiro escoa corrompido para pessoas erradas. O dinheiro da educação não gera educação, assim como o dinheiro da segurança não gera segurança. O país sofre com sorriso ocre, podre. Podre de vergonha. Mas não adianta nada. Na próxima eleição, o voto vai de novo para as pessoas erradas, assim como o dinheiro público desaguará, novamente, nos estuários da bandidagem.
No entanto, o Brasil ficou mais elegante. Ao invés de corrupção, temos novos termos como alopramento ou recursos não contabilizados. Vossa Excelência não mente mais. Apenas falta com a verdade. Juízes do Supremo Tribunal Federal a cada dia são mais versáteis. Alguns, além de julgar, agora também servem como advogados de defesa de réus do partido que lhes rendeu indicação para o cargo. Assim mesmo, escancaradamente. Ao longo de muito tempo assistindo o julgamento da Ação Penal 470 – neologismo elegante para Mensalão – ficou sempre aquela sensação de que, de um lado, estavam os defensores da Constituição e do Direito e de outro, os defensores do PT e do que não é direito. Pergunte a qualquer brasileiro se ele entende que Celso de Mello e Dias Tóffoli estão do mesmo lado, da defesa da Constituição – que é a atribuição do STF. Pesquisem, façam enquetes, discutam em bares ou nas salas de espera de dentistas ou pediatras.
Agora, a discussão é a respeito do “descontrole” do Presidente Joaquim Barbosa, da falta de educação com seus pares, do despreparo para gerir o Tribunal. Pois Joaquim Barbosa, ao contrário do que pensam os brasileiros que votam errado e que não se preocupam mais para onde estão indo os recursos de seus impostos, é perfeito para o Brasil. Barbosa não trata ímpares como pares. Não há mais como segurar a ira, que é merecida por parte de pessoas como o Ministro Lewandowski, que parece não sem importar, há muito tempo, com sua imagem, sua carreira e os destinos da vida moral e jurídica brasileira. Não há como tratar com respeito, a esta altura do campeonato, pessoas que desejam corromper o decidido no Acórdão da Ação Penal mensaleira. Isto sim é corrupção! Livrar a cara de ladrões de dinheiro público, de impatriotas, de salafrários não é chicana, não. Chicana é elogio para o que fazem os destinatários da ira de Barbosão. O que está em curso é a CORRUPÇÃO de uma esperança inteira. E a “equipe” encarregada de detonar os resultados do julgamento, ao que parece, aumentou bastante de tamanho.
Pois berra, esperneia, sapateia, Ministro Joaquim Barbosa. E tomara que teus pares (estes sim) não te deixem sozinho. O Brasil não te deixará sozinho. Tu, sim, nos representa. José Dirceu, Genoíno, Delúbio e os outros 36 não nos representam. Joaquim Barbosa nos representa. Pois então eleva tua voz, aponta o dedo, seja rápido e encerra de vez esta merda, que já fede há muito tempo e que nos toma tempo e nos aborrece a impunidade.
Roda a baiana, Joaquim! Não deixa que nos ceguem com falsas liturgias, não permita que nos enrolem com a “falta da verdade”. Coloca, o quanto antes, os pingos nos “ii” e um ponto final neste crime hediondo que foi o Mensalão.
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terça-feira, 18 de junho de 2013

A Verdade Sobre as Bobagens da Comissão da Meia Verdade

por A. C. Monteiro
Sem dúvida alguma os militantes da esquerda marxista/leninista que tanto combateram o regime militar, no Brasil, nunca foram e jamais serão os salvadores da pátria. Aqueles meliantes da esquerda pretendiam na época derrubar o governo de então e, imediatamente, implantar uma ditadura do proletariado em solo brasileiro, nos moldes cubanos sob a liderança de Fidel Castro, cujo desiderato ainda hoje persiste.
Agiram como verdadeiros terroristas, jamais como defensores da democracia. Em defesa da causa pretendida julgava-se no direito de matar, torturar, expropriar bens de terceiros, e praticarem outras atrocidades em detrimento do ordenamento jurídico da época e ainda hoje em vigor na legislação brasileira.
São bandidos no verdadeiro sentido da palavra e que estão e sempre estiveram a serviço dos países onde impera a mais sangrenta ditadura que o mundo civilizado tem notícia.
Agora, encastelados no poder pelo voto dos incautos, utilizam-se de um sem fim de artimanhas enganosas para iludir a classe mais humilde da população, e alguns intelectuais de plantão, sempre a demonstrar que eles foram os salvadores da pátria, e que os militares e seus seguidores praticaram inúmeras barbáries e que por isso devem ser punidos severamente, clamando pela revogação imediata da Lei da Anistia que a todos beneficiou inclusive os terroristas de então.
Muito pelo contrário, se tal fosse possível seriam eles os primeiros a sentarem no banco dos réus, segundo o mandamento constitucional, vez que aquele comando normativo explicita com todas as letras, que “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”.
Como poderiam convencer os nossos tribunais de que no passado não cometeram atentado contra o Estado Democrático, uma vez que todas as nossas instituições estavam em pleno funcionamento, tais como legislativo, judiciário e executivo? Em momento algum tais poderes deixaram de funcionar! 
Todos continuaram independentes e harmônicos entre si. Nenhuma interferência sofreu por parte do governo central, na época comandada pelos militares. Existia uma Constituição não delegada, mas votada pelos constituintes eleitos pelo povo. 
Eles, ao contrário do governo militar insistiam em badernar o País e levá-lo ao caos para lá adiante alcançar os fins almejados. Não conseguiram os intentos desejados e agora tentam partir para a vingança, com sórdidas e enganosas propagandas envolvendo os agentes do governo militar, como se esses fossem a besta-fera e eles os defensores da democracia, ou defensores da Pátria.
Olvidam-se, contudo, que o Brasil é um país de dimensão continental, bem diferente do Paraguai, Argentina, Chile, Venezuela e Cuba, com cultura, povo bem distinto daqueles e leis totalmente diferentes e que jamais irá se submeter aos caprichos de meia dúzia de comunistas e tampouco se deixar levar por ultrapassadas artimanhas marxistas/leninistas, dolosamente impregnadas nas suas mentes doentias, como soia acontecer.
O perdão concedido pela lei da anistia, de forma bilateral e considerada constitucional, pela integralidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal vem sofrendo constantes ameaças de revogação, como se isso fosse possível, frente ao nosso ordenamento jurídico.
Ledo engano! Somente o Congresso Nacional tem competência em razão da matéria para revogar qualquer dispositivo de lei. Todavia, o novo dispositivo somente poderá retroagir para beneficiar, jamais prejudicar, por mais hediondo que seja o crime praticado etc. (Art. CF Art. 5º, Inc. XXXIX)
Sabedores que são desse princípio constitucional e que figura como cláusula pétrea, verberam a todo o instante recorrer às instâncias internacionais, mormente a CIDH – Comissão Internacional dos Direitos Humanos, sobre o pretexto de punir o Brasil pela não apuração e punição dos agentes do Estado que praticaram os mais variados delitos, inclusive tortura, na vigência do regime focado.
Ocorre que o Brasil, por ser um País soberano, não pode sofrer nenhuma sanção a respeito, a não ser uma simples e singela censura e nada mais. Ademais, quando da aceitação daquela carta de intenções e ainda não ratificada pelo Congresso Nacional, o governo brasileiro se comprometeu a apurar os crimes praticados somente a partir de 1992, e que foi aceito por aquela Corte.
Esses fatos não podem ser desconhecidos, especificamente pelos arautos da infâmia e calúnia que compõe a cúpula governamental e de certos membros da Comissão da Verdade que, a todo instante, verberam aleivosia sobre um determinado grupo de pessoas que, no passado não muito distante cumpriam ordens dos seus superiores hierárquicos para reprimir toda e qualquer ocorrência contrária a democracia etc.
Além do perdão concedido pela sociedade brasileira, via Congresso Nacional, todos os delitos praticados de ambas as partes estão prescritos, face o disposto na legislação penal pátria, reconhecido até mesmo pelo e. Ministro Marcos Aurélio. Refere-se a um direito público subjetivo do acusado e que não pode subordinar-se a nenhum tratado ou convenção internacional.
“In casu”, a punição somente será crível diante de um tribunal “nuremberquizado”, onde tudo é possível, inclusive a aplicação da penal de morte.
A. C. Monteiro é Advogado.
Fonte:  Alerta Total
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