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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O Silêncio do Populismo

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Imagem da Internet
por Renato Sant'Ana
Ela era mulher, negra, jovem e estava mais para pobre que para classe média: recebia o modesto salário em parcelas e atrasado. Marciele Renata dos Santos Alves, 28 anos, policial militar, foi assassinada em ação, no enfrentamento com uma quadrilha no Vale do Rio Pardo, RS.
O que vão dizer agora os "coletivos" que se julgam detentores de mandato para falar em nome das mulheres, dos negros e dos pobres? Cadê o ruidoso (e "fake") ativismo dos direitos humanos?
Quando a vereadora Marielle Franco foi assassinada, um crime repulsivo, claro, em poucas horas, graças à mobilização frenética de certos "movimentos" e com o auxílio inestimável da extrema-imprensa, viu-se a mais agressiva tentativa de provocar comoção e de construir um mito.
Ela morreu na noite de 14/03/2018 com seu motorista, Anderson Gomes. Duas horas após o fato, segundo Rute de Aquino (O Globo, 17/03/18), "eram registrados 594 tuítes por minuto". Até parecia que os "movimentos" estavam de plantão a espera de um cadáver.
Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP), apurou que, das 21h de 14/03/18 (logo após o crime) às 10h30min de 16/03/18, para efeito de impulsionamento de conteúdo nas redes sociais (um truque de manipulação), foram usados 1.833 robôs nos tuítes publicados sobre a morte da vereadora.
O resultado foi considerável. Embora ninguém conhecesse a motivação nem a autoria do crime, em menos de 12 horas, já havia pessoas por todo o país que, jamais tendo ouvido falar no nome dela, se sentiam de luto e até apontavam culpados. E, claro, como esponjas, absorviam o conteúdo subliminar das "narrativas" de redes sociais.
Naqueles dias, inumeráveis crônicas e artigos lembraram o caso da juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros numa emboscada em Niterói.
Tudo para dizer que a comoção pela morte de Marielle foi muito maior.
A juíza, nos últimos 10 de seus 47 anos, mandou para a cadeia cerca de 60 bandidos da Baixada Fluminense ( inclusive policiais e milicianos).
Seu nome entrou numa lista de 12 pessoas que o crime organizado
pretendia executar. Ela, sim, foi testada em sua coragem. E jamais recuou. Patricia Acioli passou à história como "juíza linha dura".
Mas para Samira Bueno, então diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, "Se alguém carregava em si toda a representação do que é a vulnerabilidade gerada pela violência, essa pessoa era ela [Marielle]", isso porque era mulher, negra, de origem simples, "militante" dos direitos humanos e lésbica.
Patricia Acioli não era essa polivítima. Logo, não servia para, de uma só tacada, propagandear as agendas que a esquerda roubou das mulheres, dos negros, dos pobres, dos homossexuais, etc.
A comparação entre Patrícia e Marielle foi um tiro que saiu pela culatra, servindo para desmascarar o planejado "culto à personalidade" da vereadora e o propósito populista desse expediente.
Cada vez mais, mulheres, negros, homossexuais e pobres do país rejeitam a credencial de vítima que a esquerda lhes oferece.
E é cada vez mais ampla a consciência de que bondade, egoísmo, dignidade, estupidez, respeito e propensão ao abuso nada têm a ver com sexo, cor da pele nem classe social.
E a isto chegamos: hoje, apesar da tremenda mobilização inicial e de o nome de Marielle seguir sendo usado a torto e a direito pela mídia amestrada, por estudantes de passeata e assemelhados, a invenção de um Che Guevara de saia não vingou.
De Marciele Renata dos Santos Alves, sabe-se que não vai interessar a "movimentos" populistas. Era uma mulher de ação. Não incorporava o vitimismo. E deu iniludíveis provas de coragem.
Como disse o governador Eduardo Leite, Marciele "Levou ao limite o seu juramento colocando a própria vida em risco para proteger a sociedade."
Ela tem o reconhecimento e a homenagem desta coluna, porque seu exemplo ilumina e inspira.
Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br
Fonte:  Blog do Políbio Braga

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

As Investigações Sobre a Odebrecht na Colômbia

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"A Colômbia foi além no caso da Odebrecht; no Brasil não tem mais nada"
O promotor renunciante Andrés Jiménez revela reuniões secretas com promotores no Brasil e no caso Cemex.
O demissionário Andrés Jiménez afirma que Colômbia avançou muito mais nas investigações dos subornos da Odebrecht.  Foto: Abel Cárdenas
Por Unidade de Pesquisa
Andrés Jiménez, promotor encarregado contra crimes financeiros, renunciou ao cargo, fez malas há oito dias e foi para a Europa para executar um projeto particular. Porém, antes admitiu a El Tiempo que teve acesso ao processo que o Brasil tem sobre o escândalo da Odebrecht e garantiu que o Ministério Público da Colômbia avançou muito mais naquele trabalho.
Além disso, ele revelou que parte dos subornos que o ex-vice-ministro Gabriel García recebeu foram perdidos em investimentos fracassados ​​na Bolsa de Valores de Nova York. E ele disse, ainda, por que os pré-acordos principais no caso Cemex não prosperaram.
Ele também falou de outros processos emblemáticos, como o da Lamborghini dos Ambuila e o processo de lavagem de dinheiro contra o renomado empresário Salomón Kor.
Esta é uma das imagens de Jenny Ambuila no carro de luxo.
Esta é uma das imagens de Jenny Ambuila no carro de luxo.- Foto: Acusação
Jiménez disse que deixa como legado uma Promotoria empoderada, com 500 promotores e investigadores treinados na investigação de crimes financeiros e com a melhor sucessora: Luz Ángela Bahamón.
— Quais foram os principais casos adiantados em seu mandato?
Os Documentos do Panamá; a corrupção no INVIMA e até os produtos "esotéricos" que Stella Durán vendia. Quanto à luta contra o contrabando e a corrupção, o caso mais falado foi o de Ómar Ambuila e sua filha JennyEla morava em uma cobertura na Trump Tower em Miami e tinha uma Lamborghini de US$ 300.000, paga na Colômbia. De mãos com a DIAN, retiramos muitos funcionários corruptos dessa entidade. Também emitimos um mandado de prisão contra Álex Saab  o chamado "testa de ferro" do regime venezuelano  muito antes de ser incluído na lista de Clinton. Somente nas operações de lavagem, nos últimos três anos, processamos 16 bilhões de pesos.
Em termos de extinção de domínio, os resultados também são históricos. De agosto de 2016 até a semana passada, quando me aposentei, esse número estava em pouco mais de 17 bilhões de pesos: [equivalentes a] duas reformas tributárias. Houve resultados notáveis ​​contra o tráfico de drogas e mercadorias que não foram entregues pelos ex-guerrilheiros das FARC, cerca de 2,5 bilhões do total que mencionei.
— O contrabando e a lavagem são comparados ao tráfico de drogas? 

Eles são primos de primeiro grau. Nos dois anos de permanência no cargo, aumentamos a produtividade da Diretoria contra o Branqueamento de Capitais em 65%. Atacamos estruturas que lavavam dinheiro de organizações criminosas. Entre outros, processamos o empresário Salomon Korn, que aparentava trocar cotoveladas com o show business enquanto interceptações mostravam como ele concordava em lavar o dinheiro.
— Dois comerciantes de ouro são processados ​​por lavagem. O que acontece nesse setor?
Hoje, a mineração ilegal constitui uma economia criminosa gigantesca que ataca o meio ambiente e fortalece grupos ilegais. Hoje, é mais lucrativo exportar ouro ilegalmente do que o próprio negócio do narcotráfico. Um quilo de coca nas ruas de Nova York custa US$ 36.000 e um quilo de ouro, US$ 42.000, e os reembolsos são feitos pelos bancos. Faça contas 
Concentramos os esforços nos profissionais de marketing interno, que compravam ouro independentemente da origem e sem cumprir o regulamento. Também em profissionais de marketing internacionais, que movimentam bilhões. Em três anos, foram realizadas operações que representaram quase 12 bilhões de lavagem através dessas operações. 
— Fontes no Brasil disseram a El Tiempo que você viajou para negociar o acordo para acessar as evidências do caso Odebrecht. Por que ele não assinou?
Tens boas fontes. No início do processo da Odebrecht, em 2017, como Diretor da Polícia Financeira (PEF), viajei várias vezes ao Brasil em busca de trocas de dados probatórios. Em junho de 2017, eu me encontrei em Brasília  na companhia de um dos Promotores colombianos no caso Odebrecht — com o coordenador de cooperação judicial do Ministério Público, Vladimir Aras. Havia também cinco ou seis Promotores que faziam parte da Força-Tarefa de Curitiba e Brasília. Trocamos informações. O resultado é que apenas 6 meses após o início do caso na Colômbia, nosso Ministério Público já tinha mais evidências de corrupção do que o Brasil e os Estados Unidos haviam coletado juntos. Os brasileiros ficaram surpresos e informalmente nos mostraram o resumo das evidências que o Ministério Público daquele país tinha e o que os colaboradores haviam dito no processo de Lava Jato.
O acordo proposto pelo Brasil implicava que as evidências que eles nos deram não poderiam ser usadas contra a Odebrecht ou seus executivos. A Colômbia não poderia aceitar essa condição, ainda mais se as evidências existentes já tivessem sido obtidas em nosso país, como resultado de nosso trabalho e dos princípios de oportunidade negociados com Luis Bueno e Eleuberto Martoreli. Teríamos ficado com as mãos atadas. Que eu saiba, a Colômbia foi o primeiro país em que mandados de prisão foram processados ​​e emitidos contra brasileiros. 
Penso que o papel dos 14 promotores do caso Odebrecht na Colômbia não foi reconhecido nem dimensionado aqui. Eles conseguiram descobrir mais coisas do que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou.
Otto Bula, ex-senador da Cordilheira condenado pelo escândalo da Odebrecht. Foto: Abel Cárdenas / A HORA
— El Tiempo revelou evidências que o Brasil tem sobre o caso colombiano. Mas o Supremo Tribunal tenta acessar o arquivo. Será que eles vão encontrar algo mais?
Como é bom que você tenha divulgado essa informação. Sabíamos tudo o que o Brasil tem. De acordo com o que vimos com o promotor com quem viajei, não há mais nada além do que já foi investigado na Colômbia. Eles não encontrarão nada além do que o Ministério Público já investigou e enviou ao Tribunal e a Procuradoria Geral da República.
Em junho de 2017, a justiça estrangeira falava em subornos na Colômbia em dois contratos de 11 milhões de dólares e, nessa época, o Ministério Público já havia estabelecido quatro contratos corrompidos: Ruta del Sol, Ocaña-Gamarra, Estabilidade Legal e Tunjuelo-Canoas, com pagamentos ilegais no valor de 84.000 milhões de pesos, três vezes o valor revelado pelos gringos e pela justiça brasileira. 
— Setores da opinião insistem que não houve progresso aqui como no Peru, com ex-presidentes envolvidos ...
O caso do Peru é diferente. Lá, a corrupção chegou aos bolsos dos ex-presidentes, o que dá muito para manchetes. De acordo com as evidências que vimos no Brasil e as coletadas no país, outro modelo de corrupção foi escolhido aqui: a compra de funcionários de entidades contratantes e congressistas, como aconteceu na República Dominicana. Existem alguns setores que, por razões políticas, continuarão sustentando que, enquanto ex-presidentes e parceiros nacionais da Odebrecht não forem processados, nada foi feito. É um absurdo, pois as muitas evidências coletadas no Brasil e na Colômbia que já são públicas não os envolvem. 
A memória é frágil. Duas semanas após a explosão do escândalo, o ex-vice-ministro Gabriel García e o ex-senador Bula já haviam sido capturados. Nada disso aconteceu na América Latina. Dou uma cifra única: no Brasil 89 pessoas foram processadas, aqui superamos a cifra.
Uma das evidências que o Brasil tem sobre o caso na Colômbia. Luiz Bueno detalhou as reuniões com o vice-ministro Gabriel García Morales e o pagamento de 6,5 milhões de dólares. Foto: El Tiempo
— E sobre as campanhas presidenciais?
A acusação provou há três anos que havia chegado dinheiro a campanhas presidenciais. No início, essas notícias foram recebidas com ceticismo e hoje não são questionadas. No Brasil, havia alguma evidência sobre o financiamento político de 2014, mas eles não sabiam das contribuições de 2010 que encontramos na Colômbia e, de qualquer forma, esse financiamento não estava relacionado a subornos. 
Também conseguimos pela primeira vez na história da cooperação judicial com o Panamá, receber informações bancárias e corporativas. Isso permitiu rastrear todo o dinheiro corrompido. Portanto, o vice-ministro Garcia não é o único envolvido no manuseio de dinheiro sujo. Há mais condenados por corrupção e lavagem de dinheiro. 
Ninguém questiona a justiça americana ou a justiça brasileira no caso da Odebrecht. Aqui, se encontrou o dobro de contratos públicos denunciados internacionalmente por corrupção, foram identificados dezenas de contratos ilegais para mover verbas irregulares, que não eram conhecidas no Brasil, e ficou provado que o dinheiro de propinas era o triplo do valor divulgado pelas autoridades estrangeiras. 
A ironia é que o debate nacional é feito com as informações coletadas pelo Ministério Público da Colômbia.
El Tiempo revelou como foi transferida verba do 'carrossel' das contratações para os EUA. Como está o caso?
Isso era uma dívida que a justiça da Colômbia tinha. Quando assumi o cargo, fizemos um balanço das operações financeiras vinculadas ao 'carrossel' de contratações. Ainda que as investigações de corrupção progredissem  ainda na semana passada, o ex-prefeito Samuel Moreno recebeu sua terceira condenação  o mesmo não ocorreu com a questão financeira. Uma das dificuldades foi montar um rastreio financeiro quase dez anos após a pilhagem. Em alguns casos, a informação já não existia; alguns não queriam cooperar já estando condenados; ou entidades, através das quais os recursos eram movidos, já não existiam mais. Mas tivemos dois resultados importantes. 
Um foi saber como os recursos foram transferidos do 'carrossel' para os Estados Unidos; e o papel do ex-embaixador Fernando Marín Valencia. Descobrimos uma rede de empresas que foram estabelecidas para comprar bens relacionados a Moreno em Miami. As empresas foram liquidadas em 2012, mas ainda estão investigando o que aconteceu após o fechamento. Também foi revelado que parte dos recursos acabou em um projeto imobiliário em Miami, cujo valor comercial seria de 70 milhões de dólares. Essas questões ainda estão em andamento com o objetivo de buscar esses recursos e rastrear outros.
O Ministério Público garante que o dinheiro do saqueio a Bogotá acabou investido em Miami. O caso envolve o ex-prefeito de Bogotá, Samuel Moreno Rojas. 
Foto: Ana Maria García-El Tiempo
— E o outro resultado?
O segundo resultado foi a apreensão de dois apartamentos relacionados com os Nule nos Estados Unidos. Eles valem aproximadamente dois milhões de dólares e foram apreendidos por ordens de um promotor de extinção de domínios da Colômbia. Mais importante ainda, essa medida foi reconhecida por um tribunal federal dos Estados Unidos. Conseguir isso em termos de cooperação judiciária internacional em tão pouco tempo é muito notável. Isso também foi alcançado graças ao acordo de compartilhamento de bens existente com os Estados Unidos, assinado no final de 2016 que, é claro, ajuda a viabilizar essas questões. 
Nesse caso, foram obtidos resultados nunca obtidos antes no Ministério Público, mas também se perdeu tempo por não terem sido feita as perguntas certas no passado. 
— O que aconteceu no caso Cemex com a confissão de dois envolvidos, que estão nos EUA? Por que não foram assinados os acordos preliminares?
As aproximações e negociação foram lideradas por mim, de mãos dadas com promotores do Departamento de Justiça de Washington e do escritório do FBI em Nova York. Viajei duas vezes a convite do Departamento de Justiça para falar com as pessoas que você mencionou. Os depoimentos foram recebidos na presença de funcionários do Ministério Público da Colômbia, do FBI e do Departamento de Justiça [americano]. No caso de Édgar Ramírez  executivo para a América Latina da Cemex , analisadas as informações, ele recebeu uma oferta de acordo, mas a rejeitou em agosto. Com Eugenio Correa, não foi possível chegar a um acordo, porque ele não forneceu todas as informações solicitadas pelo Ministério Público. Apesar disso, a investigação ainda está sendo conduzida de forma independente pelas autoridades dos Estados Unidos. O caso está progredindo e o país conhecerá em breve o alcance desta investigação.
UNIDADE DE PESQUISA 
u.investigativa@eltiempo.com
Fonte: tradução livre de El Tiempo


domingo, 3 de março de 2019

Jornalismo Sob Pressão

por Renato Sant'Ana
Da infinidade de virtudes imagináveis, qual será a mais desejável em um jornalista? Na era da ciberfrivolidade, uma pergunta assim é "ponto fora da curva" (permitido o lugar comum). E também por isso será válida.
A morte do jornalista Ricardo Boechat, em 11/02/19, causou grande comoção, quer pelas circunstâncias do fato, quer por ser ele muito querido e admirado por colegas e pelo grande público. Mas não é dele que se trata aqui, senão de uma fala recorrente entre seus pares, ao lamentar sua partida.

Desde militantes da Folha de S. Paulo até rapazes da equipe de esportes da Rádio Gaúcha, jornalistas articularam o discurso do vitimismo: "Ele nos deixou num momento crítico em que o jornalismo tanto precisa de alguém que denuncie o que está acontecendo", eis o que se repetiu numa abordagem cuja síntese é a afirmação de a imprensa estar vivendo dias de cerceamento, o que, no Brasil, não é verdade.
Mas uma parcela da imprensa deve estar mesmo desconfortável em razão de mudanças que, do ponto de vista da sociedade, são bem positivas: a população mais escolarizada já não engole qualquer coisa que saia nos noticiários. E uma das causas é o contraponto que as "mídias alternativas" fazem às mídias tradicionais (rádio, TV e jornal), inclusive desmascarando jornalistas favoráveis a causas revolucionárias.
Até 2013, quando atingimos o ponto de saturação e o país começou a mudar, os queixosos de agora tinham a vida mais folgada: era mais fácil engrupir o público. Quer dizer, a militância ideológica travestida de jornalismo não tinha, como hoje, o desconforto de uma enérgica e amplamente compartilhada contestação.
Mas as redes sociais ganharam corpo e a moleza acabou. Hoje, se black blocs destroem automóveis de uma loja de carros importados, se o MST põe fogo em tratores e plantações de uma fazenda altamente produtiva, se o movimento dos sem-teto cobra aluguel em um prédio invadido e tranca as portas para controlar as pessoas, não adianta a mídia tradicional se omitir nem querer dourar a pílula. Haverá sempre um abelhudo para gravar imagens no smartphone e mandar às redes.
Em suma, especialmente a partir de 2013, o núcleo hegemônico da imprensa, cabresteado pelo Foro de S. Paulo (organização que esse núcleo finge ignorar), vem sendo desmascarado e repelido.
À parte de excessos e fake news, as redes sociais tiveram a faculdade de revelar o que todo mundo via sem ver: "o rei está nu!". Os que hoje se queixam assistiram, no passado recente, à instituição da corrupção como método de poder, ao aparelhamento do Estado e à imposição de um projeto de subversão das instituições concebido com cinismo revolucionário. Mas não denunciaram! Terá sido por ignorância ou por conveniência? Tanto faz! Merecem repúdio. E hoje o têm! E se queixam.
Mas as mídias tradicionais vão acabar? Em essência não! Pode até desaparecer a impressão em papel, por exemplo, mas não o jornalismo profissional. Haverá sempre uma busca de credibilidade, inexistente no mundo anárquico das mídias sociais. E quem tiver competência e independência de caráter é que vai granjear a confiança do público.
E assim chegamos a um esboço de resposta à pergunta inicial. Sem dúvidas, uma das virtudes mais apreciáveis num jornalista e, de resto, em qualquer pessoa é "honestidade intelectual", que é a materialização do irrefreável desejo de buscar a verdade, sobre si mesmo e sobre a realidade do mundo.
Renato Sant'Ana é Psicólogo e Advogado.
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domingo, 21 de outubro de 2018

Povo Dominado por Fake News é Povo Escravo

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UMA SOCIEDADE QUE NÃO ENTENDE SUA REALIDADE É ESCRAVA DE SUA ESTUPIDEZ
Editorial
O excesso de dados que a sociedade recebe nos dias de hoje obriga cada indivíduo a escolher com cuidado e critério suas fontes informativas se quiser tomar decisões de maneira inteligente. Hoje é usual encontrar pessoas que pensam que, ao conhecer um dado ou o título de uma notícia já possuem tudo o que necessitam para serem cultas, mas a realidade é que se não se aprofundarem neles dificilmente poderão entende-los, e portanto, gerar conhecimento para si mesmos, uma opinião qualificada e uma ação inteligente; menos ainda, utiliza-los como conhecimento para transformar, criar e inovar.
Outro risco no consumo de dados e informação é o seu uso sem uma observação disciplinada do redator ou assinante. O primeiro erro comum é confundir fontes com as plataformas - Google, Facebook, Twitter, etc - ferramentas geniais mas não autoras. Expressões como: "eu li/vi/escutei nas redes" delata a ignorância e a pouca profundidade do narrador sobre um tema específico, já que evidencia que não conhece as qualificações do responsável pela informação que está compartilhando ou debatendo. O qual é, portanto, irresponsável.
Existem fontes anônimas, manipulações tecnológicas, mas também há autores e meios reconhecidos por sua trajetória com ética, respeitando os valores jornalísticos, que assinam cada produção, utilizam metodologias próprias do ofício e são regulados por normas legislativas, nacionais e internacionais. Temos que reconhecer que esses meios, apesar do seu rigor, não são infalíveis, mas sua busca diária é servir sua audiência com a verdade, mesmo que isto signifique incomodar setores da sociedade e inclusive por em risco suas vidas.
É lamentável que a classe política desminta qualquer notícia na qual é citada ou as questione com a  velha desculpa de que são notícias falsas ou que está ocorrendo uma campanha suja. O líder da maior potência mundial, Donald Trump, tem adjetivado a mídia como "inimigos", o ex candidato colombiano Gustavo Petro chegou a ameaçar na campanha empresas do setor e utilizou notícias falsas contra elas, incluído El Colombiano. Mais, ainda, os piores casos temos atualmente na Venezuela, onde a censura, fechamento e compra da midia por parte do governo "bolivariano" tem retirado do povo a liberdade de imprensa. O diário The Washington Post anunciou que Trump dizia 16 falsidades ou "meias verdades" diariamente. ¿Que tipo de transparência e lealdade ao povo pode ter um presidente com esse comportamento?
É tamanho o perigo dessa estratégia que em 16 de agosto passado mais de 350 periódicos de 49 estados atenderam ao convite do The Boston Globe em seu país para criticarem de maneira autônoma o comportamento do presidente norte-americano frente à liberdade de imprensa; pois o perigo dessas posições radicais, e das notícias falsas, é quando estas essas mentiras chegam em comunidades sem capacitação de discernimento que, além de tudo, repetem constantemente as inverdades e as ditas "afirmações" terminam sendo aceitas e aprovadas, trazendo como consequência danos à verdade, difíceis de reparar. É escandaloso que um estudo realizado pela empresa Ipsus Poll diga que 13% dos cidadãos da potência do norte concordem que Trump tenha autoridade para fechar órgãos de imprensa; que 48% compartilhe a afirmação do mandatário de que "a imprensa é inimiga dos estadunidenses"; e 43% considere que o Chefe de Estado deve ter a capacidade de "fechar agências de notícias envolvidas em mau comportamento".
"O inimigo é a desinformação que estamos vivendo nos Estados Unidos", expressou Marcela Garcia, editorialista do The Boston Globe a El Colombiano em entrevista na semana passada. Na Colômbia, como em todo o mundo, o risco é grande porque os alarmes são eloquentes, por isso convidamos a sociedade a defender e exigir jornalismo de qualidade, a não cair em frivolidades e por em evidência as manipulações de interesses políticos.  Uma sociedade que não entenda sua realidade, pelo mecanismo que escolhe, está destinada à estupidez.
Fonte:  tradução livre de  El Colombiano
COMENTO:  o autor do texto, colombiano, trata das mazelas da falta de honestidade na divulgação das mentiras - denominadas "fake news" -, mas não perde a oportunidade de fustigar o presidente dos EUA, atualmente repelido por onze em cada dez jornalistas de viés esquerdista do mundo. Parece que a isenção seja uma coisa impossível no mundo dos que tem a capacidade de influenciar opiniões alheias. Nos dias atuais a mídia brasileira se esmera na divulgação de "campanha" no sentido de evitar a proliferação de "fake news" mas não se furta de emitir mentiras, notícias sensacionalistas sem o mínimo fundamento, e meias verdades, omitindo-se de esclarecer seus pontos obscuros. 
A atual campanha eleitoral em desenvolvimento é o maior exemplo de hipocrisia e falta de honestidade de sedizentes "jornalistas e empresas de informação". A tomada de posição em favor de um candidato em detrimento do outro é visível. Mentiras e "ameaças à democracia" são destacadas e não desmentidas, sem o menor constrangimento.  Mas todos juram seu "compromisso com a verdade".  Certamente o conceito que eles tem de "verdade" não corresponde ao entendimento que as pessoas decentes tem da palavra. E tais "profissionais" se espantam quando verificam que boa parte da população, mesmo abraçando a causa da liberdade de imprensa, concorde que maus jornalistas sejam devidamente punidos. Jornalista mentiroso deve ser expurgado do meio profissional, pois usa o prestígio da atividade informativa para ludibriar seu público. É uma atitude criminosa!
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sexta-feira, 20 de julho de 2018

O Paraíso das Mutretas

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Aproveitando o rescaldo da Copa do Mundo:
por José Luiz Prévidi
Do livro "A Revolução da Minha Janela", de dezembro de 2008:
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O futebol no Brasil sempre foi integrado por todo tipo de gente. Escroques, cafajestes, bandidos de um modo geral sempre estiveram comandando os clubes. Raras exceções, é verdade, mas a imensa maioria se aboleta em cargos de mando para enriquecer, em função do valor dos jogadores. Antes, em valores modestos, mas nos últimos anos todas as transações giram em torno de um milhão de dólares, para começo de conversa.
O símbolo dessa gente é o ex-presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda. Como ainda não está preso é um grande mistério do nosso país. Também foi deputado federal, eleito pela “nação vascaína”.
Por todo este Brasil, se os clubes são geridos por gente assim, imagine-se que os dirigentes nos Estados sejam da mesma cepa. E a suprema entidade do futebol não fugiria da regra. Normal. Tão normal que o brasileiro se acostumou com esta situação.
Repito: em qualquer das esferas sempre há exceções. Excelentes pessoas que, apaixonadas pelos clubes e mesmo pelo futebol, são exemplos de integridade.
Sem entrar em detalhes, é comum até mesmo clubes pequenos venderem por milhares de dólares jogadores para o exterior. Os 10 grandes clubes brasileiros fazem negócios de milhões de dólares ou euros. E os noticiários diários falam da quebradeira generalizada. Só mesmo os ingênuos podem acreditar em má administração.
Acompanho com algum interesse o noticiário sobre futebol. E digo que jamais ouvi um dirigente falar assim: vendemos o jogador por tantos milhões de dólares. Pagamos tanto de impostos e o restante vai ser aplicado no pagamento disso, daquilo e naquilo. Jamais! Eles nunca explicam onde é aplicado o dinheiro de uma transação milionária.
E tudo é normal do futebol.
Todos sabem que tem sacanagem, mas a impressão que fica é que estas mutretagens fazem parte do esporte. E assim deve pensar quem faz parte do dia-a-dia dos clubes, como os integrantes da chamada “crônica esportiva”. Sabem que existe a sacanagem, mas não podem provar. O estranho é que quando um “dissidente” da chamada crônica decide fazer uma matéria a respeito de uma, apenas uma das mutretas, é chamado de louco ou de estar “a serviço da oposição ao presidente do clube”.
Nos últimos anos alguém se lembra de alguma denúncia que tenha parado na Justiça comum? E no que deu a CPI do Futebol? Ricardo Teixeira, presidente da CBF, foi acusado de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, apropriação indébita e evasão de divisas.
Foi preso ou continua por aí, posando como celebridade?
O futebol brasileiro é coalhado de sacripantas, biltres e sujeitos sem qualificação moral. Se reunissem todos esses dirigentes, apenas os que atuaram neste século, em um plenário, qualquer composição do Congresso Nacional, desde o início do século XX, seria considerado um conclave de meninotes colegiais aburguesados.
O mais triste é que os dirigentes de futebol levam uma ampla vantagem em relação a deputados e senadores: mexem com a paixão dos brasileiros. Por isso, por mais que o torcedor desconfie de negociatas e até eventualmente tenha conhecimento de alguma mutreta, releva em nome do objeto de uma paixão arrebatadora.
Tudo colabora com o sucesso dessa gente que controla o futebol brasileiro, em todas as esferas. Rigorosamente tudo.
Jogadores e técnicos são conhecedores das grandes negociatas, mas se calam porque ou estão envolvidos ou têm a perspectiva de sobrar um bom dinheiro em alguma negociação futura.
Colabora muito com este quadro amplamente favorável às tretas a participação direta e indireta dos meios de comunicação. Pela ordem, TV, rádio e jornal. Mesmo que esporadicamente ceda espaços para alguma denúncia de descalabros, a chamada mídia brasileira ganha muito dinheiro com o futebol e, por isso, leva livre esta súcia de mandantes.
Uma mão lava a outra – a malta do futebol enche os cofres dos donos da mídia e estes dão generosos espaços para o jogo dos biltres. Todos ganham cada um em seu espaço.
É desnecessário dizer a razão de nossos denodados donos dos veículos de comunicação liberarem seus jornalistas/investigadores para vasculhar a vida de deputados, senadores, prefeitos e vereadores. Afinal, as verbas publicitárias desses poderes são ínfimas diante do universo do futebol. Mesmo que às vezes os donos das mídias precisem dos políticos para conseguirem concretizar projetos, escusos ou não.
E, por favor, nada contra o poder judiciário – é uma ordem generalizada em TVs, rádios e jornais.
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Deve-se fazer justiça a alguns raros jornalistas que tentaram denunciar as tradicionais falcatruas patrocinadas por dirigentes de futebol. E até mesmo profissionais que trabalharam diretamente com canalhas e pústulas conhecidas e também decidiram fazer denúncias. Todos, rigorosamente todos tiveram como recompensa uma enxurrada de processos. Passam, infelizmente, por rabugentos.
O mais triste de todo este quadro de falcatruas é o papel de radialistas e jornalistas que trabalham na chamada “crônica esportiva”. Todos sabem que existem inúmeros embustes, assim como os integrantes das editorias políticas de jornais, rádios e TVs sabem de mutretas nos legislativos e executivos e os que trabalham nas editorias de economia dos veículos de comunicação sabem de inúmeras fraudes consideradas comuns – sonegação de impostos, caixa 2, etc.
Em todas essas áreas do jornalismo é difícil comprovar qualquer tipo de irregularidade. Todos sabem que existe, mas não há um documento, por exemplo. O simples torcedor, o mais sisudo magistrado tem conhecimento de descaradas roubalheiras. Numa operação em que um craque é vendido por cinco milhões de euros, por exemplo, os principais dirigentes embolsam qual porcentagem a título de comissão? Dez por cento?
Para os que desconhecem este tipo de prática, é bom que saibam que não há, por parte dos governos, nenhum controle sobre dólares e euros que ingressam, em princípio – vejam bem, em princípio –, para um clube de futebol.
Guarde isso: não existe controle do que sai da conta de um investidor baseado no exterior e o que entra na contabilidade do clube. E nenhum torcedor fica sabendo, nem mesmo aqueles repórteres que acompanham o dia-a-dia dos clubes. Não é à toa que dirigentes de grandes clubes de futebol deixam suas profissões – grande parte se dedicava a escritórios de advocacia – para “se entregarem de corpo e alma ao seu clube do coração”.
Já notou que todo dirigente de grande clube é ou está próximo de se tornar milionário?
Há dois casos emblemáticos no RS, dirigentes de dois grandes clubes. Um, ex-funcionário público, está milionário à frente de um escritório de advocacia onde apenas empresta o seu “famoso nome”. O outro, com dinheiro jorrando “pelo ladrão”, se deu ao luxo de fechar o seu escritório de advocacia – afinal a impunidade é total para quem administra o circo da plebe.
O mais triste, em relação a jornalistas e radialistas que acompanham o futebol, é o cinismo e o deboche com que agem.
Um desses comentaristas, que se acha uma sumidade, disse assim: “Não entendo como este clube tem tanto dinheiro para fazer investimentos”.
Ora, o cínico “profissional” sabe que há bastante tempo o tal clube está fazendo muitos negócios excelentes, tendo “mexido” com algo em torno de 100 milhões de dólares. E a camarilha embolsou, mais ou menos, 10 milhões de dólares.
Sabe o que deve ter ganho o comentarista baba-ovo? No máximo, uma costela gorda para o churrasco com a família.
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A mais impressionante CPI da história do Congresso Nacional investigou sonegação de impostos, contribuições previdenciárias e irregularidades na venda de jogadores para o exterior e em contratos com patrocinadores.
Ninguém foi preso, mas consta que as denúncias “ajudaram a derrubar o técnico Luxemburgo da seleção e a minar o poder do cartola Eurico Miranda”.
Em dezembro de 2001, o Senado aprovou o relatório final da CPI do Futebol, apontando fraudes dos principais cartolas, incriminou 17 pessoas e foi aprovado pelos 12 membros da Comissão.
Entre os indiciados: empresários como Reinaldo Pitta, que fez fortuna comprando jogadores e depois os vendendo a clubes estrangeiros. Dirigentes de times, como o então deputado federal Eurico Miranda, do Vasco, e Edmundo Santos Silva, do Flamengo. Presidentes de federações estaduais, como Eduardo José Farah, de São Paulo, Elmer Guilherme, de Minas Gerais, e Eduardo Viana, do Rio de Janeiro.
O campeão de acusações foi o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Lavagem de dinheiro, sonegação, apropriação indébita e evasão de divisas – algumas das acusações que pesaram contra a celebridade.
Escreveu, na época, a Veja: Como a documentação à disposição dos senadores era farta, nenhum dos integrantes da CPI ficou contra o indiciamento da cartolagem. Apenas o senador Gilvam Borges, do PMDB do Amapá, amigão de Ricardo Teixeira, criticou o relatório. Ainda assim, acabou votando a favor. "A verdade é demolidora. Não há resistência capaz de suportar provas documentais incontestáveis", afirmou o senador Álvaro Dias, do PDT do Paraná, que presidiu a CPI.
"Nem os aliados de Ricardo Teixeira tiveram coragem de defendê-lo", comemorou o senador Geraldo Althoff, do PFL de Santa Catarina, que relatou o caso. Nesta semana, a papelada será encaminhada ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que deverá processar criminalmente os acusados. Era o que Ricardo Teixeira mais temia. Se for considerado culpado de todos os crimes dos quais é acusado, o cartola será condenado a, no mínimo, nove anos e seis meses de cadeia. Pior: já condenado a seis anos de prisão por sonegação, sentença da qual está recorrendo, Teixeira perde o benefício da liberdade concedido aos réus primários. Se sair sentença incriminando-o, vai mesmo para o xilindró.
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Há muitos anos, esporadicamente, os veículos de comunicação tratam do lado mutreteiro do futebol. A revista Placar é a mais insistente em desvendar as sacanagens. O problema é que além de lidar com a paixão dos torcedores o futebol envolve milhões e milhões de dólares e euros. É um dinheiro farto e o risco é mínimo.
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O que diferencia o Clube dos 13 do MST? O primeiro tem CNPJ.
Pode ser até compreensível que algumas esferas da Justiça, tão ciosas em descobrir maracutaias em alguns setores da sociedade, não entrem no “mundo do futebol”. Investigar os Malufs da vida é uma barbada, porque são notórios picaretas.
É complicado pegar no pé, investigar uma máfia.
E, claro, não sou eu quem vai entrar nesse jogo.
Não gostaria de deixar de acordar, com a boca cheia de formigas.
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domingo, 8 de abril de 2018

Ajuda Para Combater as "Fake News"

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Quem, o que, por quê, onde? Verificação de dados on-line
Imagem tomada por Abdulaziz Alotaibi
Uma informação mentirosa pode se propagar a um ritmo febril e neste texto abordaremos as questões essenciais de verificação, para ajudar os leitores a verificar dados que eles encontrem online.
Conteúdo:

Como foco deste texto abordaremos o conflito sírio, que é a guerra mais documentada da história com um grande esforço de documentação em andamento: desde o rastreamento da extensão do dano aos sítios arqueológicos sírios até a lista de abusos contra mulheres e pessoas desaparecidas. Cada um desses esforços desenha informações de uma variedade de fontes de mídia, como documentos de texto, fotografias e vídeos.
Esta não é apenas documentação que molda a opinião pública e torna acessível a verdade da realidade síria; é igualmente importante documentação para o futuro. Quando o regime da Síria for responsabilizado por seus crimes, uma grande parte dessa documentação terá o potencial de servir de prova e ser apresentada em um tribunal internacional. No entanto, para que esta informação seja usada em tribunais de justiça como uma fonte confiável, o conteúdo deve ser verificado.
Na cobertura de emergências, a informação se espalha rapidamente, sem que se verifique a veracidade antes de compartilhar. O grande volume do chamado Conteúdo Gerado pelo Usuário (UGC), gerado a partir de tweets, imagens digitais, blogs, bate-papos, discussões em fóruns, etc., significa que mais e mais pessoas estão documentando violações de direitos humanos e imagens de guerras e desastres. As agências de notícias muitas vezes têm prazos apertados e podem priorizar a rapidez sobre a precisão, levando à disseminação de imagens e vídeos que foram retirados do contexto ou digitalmente manipulados, e documentos de texto contendo informações erradas.
Jornalistas da Síria e outros países têm dedicado muito esforço para verificar o material digital relacionado ao conflito, pois tem havido muitos casos comprovados de conteúdo fabricado. Um bom exemplo disso foi a foto de uma criança que ilustra o início desta publicação, que Abdulaziz Alotaibi postou no Instagram, com a descrição de que era uma criança síria que havia acabado de perder sua família. A foto viralizou nas mídias sociais com pessoas, incluindo políticos, discutindo e até algumas agências de notícias a usaram para escrever notícias de última hora.
Nenhum esforço foi feito para verificar a imagem e ninguém fez perguntas como, onde a foto foi tirada, em que data e por que foi tomada, ou qual é a história por trás dela.
Quando Alotaibi viu que a imagem tinha sido usada em um contexto errado, ele postou outra foto para mostrar que a primeira era somente um projeto de arte. A foto não havia sido tomada em um cemitério e a criança era seu sobrinho.
Imagem tirada por Abdulaziz Alotaibi
A desinformação pode se propagar a um ritmo febril, então abordaremos as questões essenciais de verificação de o quê, onde, porquê e quem, além de mostrar uma série de ferramentas e técnicas para ajudar a verificação dos dados que encontramos on-line.
Antes de iniciar, gostaríamos de destacar dois fatores importantes: não há uma única ferramenta mágica que possa ser usada para fins de verificação e como o uso de ferramentas on-line pode te comprometer se você não tomar precauções específicas.
Uma ferramenta para descartar fraudes
Mais adiante, vamos apresentar várias ferramentas que podem ajudá-lo a resolver a veracidade do conteúdo online. No entanto, essas ferramentas são muitas vezes úteis apenas em combinação com outras ferramentas e, em muitos casos, é útil falar com fontes no terreno. Mas certifique-se de se comunicar com eles de forma segura para que você não os coloque em risco, especialmente se você estiver investigando problemas delicados.
Ferramentas para encontrar fraudes
Muitas ferramentas e serviços apresentados abaixo pertencem a empresas privadas e são de código fechado. Isso significa que, ao fazer o upload de conteúdo para esses serviços, você não poderá controlar como essas empresas o utilizam, nem com quem o compartilham.
Alguns desses serviços não facilitam uma conexão segura à internet, o que pode colocá-lo em risco se você estiver em uma rede Wi-Fi pública. Além disso, sua localização será acessível a esses sites se você não tomar medidas para obscurecer. Mais adiante, aprofundaremos o uso de ferramentas de código aberto para verificação e como você pode se proteger ao realizar uma investigação on-line.
O Quem, o  Que e o Onde
Em 2014, um vídeo foi publicado no YouTube mostrando uma criança sendo alvejada por membros do regime sírio. Foi observado mais de oito milhões de vezes. O vídeo foi então publicado na BBC Trending ao lado de um artigo dizendo que o vídeo provavelmente não era uma montagem.
Poucos dias depois, um diretor de cinema norueguês afirmou que ele havia realizado o vídeo que mostrava um "menino herói sírio" sob um tiroteio. Que foi filmado em Malta em maio de 2014, não na Síria. O vídeo foi usado por agências de notícias e ativistas de mídia social para divulgar informações sobre o sofrimento das crianças na guerra. Infelizmente, isso teve um impacto político negativo em geral. Filmar esse vídeo falso e divulgá-lo nas mídias sociais tornou mais fácil para os criminosos de guerra descartar imagens confiáveis ​​de abuso ao dizer que a maioria dos vídeos on-line são falsos.
Em ambos os incidentes acima, era difícil encontrar a fonte original do conteúdo. Torna-se ainda mais difícil quando o conteúdo é baixado de sites de redes sociais como Facebook, YouTube, Instagram e Twitter e postado novamente na mesma plataforma de diferentes contas e canais de usuários ou postado em diferentes plataformas.
Os agregadores de notícias como ShaamNetwork SNN 'disfarçam' a identificação dos publicadores originais em seu canal do YouTube, dificultando a busca da fonte que criou ou compartilhou o conteúdo pela primeira vez. A foto abaixo mostra como eles modificaram o conteúdo de um centro de mídia em Daraya (subúrbios de Damasco) mostrando um helicóptero lançando bombas.
O mesmo aconteceu quando o Comitê de Inteligência do Senado dos EUA lançou uma lista de reprodução de 13 vídeos que originalmente apareceram no YouTube, usados como provas relacionadas ao ataque de armas químicas de 2013 em subúrbios de Damasco na Síria.
Alguns desses vídeos foram retirados do canal YouTube de um conhecido agregador de mídia sírio, ShaamNetwork SNN, que republica regularmente vídeos de canais de outras pessoas. Félim McMahon da Storyful conseguiu descobrir as versões originais desses vídeos, usando uma série de técnicas de verificação diferentes, incluindo verificar a data de upload original dos vídeos e examinar seus perfis para avaliar se eles eram reais ou falsos. Este é um exemplo muito bom de como os vídeos verificados podem ser usados ​​para fortalecer a investigação de um incidente.
Um dos principais problemas na verificação é confirmar o quem e o que:
O Quem - Fonte: Quem enviou o conteúdo? 
O Quê    - Proveniência: Este é o conteúdo original? 
               - Data: Quando esse conteúdo foi capturado? 
               - Localização: Onde esse conteúdo foi obtido?
O Quem
Identificar a origem original é essencial ao verificar o conteúdo digital. É essencial que os investigadores de direitos humanos confirmem a autenticidade de qualquer informação ou conteúdo acessados através de sites de redes sociais e outras plataformas, pois eles podem ser facilmente fabricados. Por exemplo, é muito fácil fingir um tweet usando este site, que pode ser compartilhado como uma imagem.
A imagem acima pode então ser compartilhada no Twitter, criando a aparência de ser um tweet autêntico. Outra forma de espalhar informações enganosas é retocar informações falsas, tais como: (Boas notícias! RT@PresidentSY estou anunciando minha aposentadoria da política).
Nesta seção, vamos introduzir uma série de ferramentas e técnicas para verificar se a pessoa ou organização que você acredita ter postado ou compartilhado o conteúdo que deseja verificar é de fato o indivíduo ou o grupo que você acredita ser.
Primeiro, algumas perguntas a serem feitas ao verificar uma conta para confirmá-la como a fonte original:
- O titular da conta foi confiável no passado?
- Onde é a base do "uploader" ou carregador?
- As descrições de vídeos e fotos são consistentes e coerentes com um local específico?
- O logotipo usado é consistente em todos os vídeos?
- Quem postou costuma 'scrape' (garimpar na web) vídeos/fotos, ou ele apenas carrega conteúdos gerado por ele próprio?
- Há quanto tempo essas contas estão ativas? Quão ativos são elas?
- Quais informações há nas contas ("quem somos") que indicam a localização, a atividade, a confiabilidade e o viés ou a agenda do titular da conta?
Depois de ter algumas respostas às perguntas acima, como o nome do remetente em seu canal do YouTube ou sites vinculados às contas de redes sociais dele, você pode usar ferramentas para obter mais informações sobre a fonte.
Técnica de verificação: verifique a marca de verificação
Facebook, Twitter e YouTube têm uma maneira de verificar perfis pessoais ou páginas através de tiques azuis adicionados aos perfis pessoais ou páginas de redes sociais. Passe o mouse sobre o tique azul e você verá um "pop-up" com o texto "conta verificada". Se não estiver lá, então não é uma conta verificada. Uma vez que, aqueles que espalham informações enganosas também podem adicionar uma marca de verificação de verificação azul para a foto de capa das contas falsas, aqui estão algumas etapas para verificar a autenticidade do conteúdo:
Conta verificada do Twitter
Conta verificada do Facebook
Conta verificada do YouTube
No entanto, não podemos depender desses programas oficiais de verificação, pois esta facilidade não está disponível para todos os usuários. Como resultado, acabamos na maior parte do tempo encontrando perfis ou páginas que não incluem nenhum tique azul neles.
Técnica de verificação: pesquisando os perfis
Verifique os detalhes disponíveis no perfil para confirmar se é original ou falso analisando os seguintes itens do conteúdo:
- Existem links de outras páginas relacionados a este perfil?
- Veja as imagens e vídeos anteriores.
- Se eles compartilham na página informações "sobre/para" ("Quem somos")?
- Quantos seguidores, amigos ou assinantes eles têm?
- Quem estão seguindo?
Por exemplo, digamos que alguém compartilhou um vídeo do YouTube em uma plataforma específica sobre um incidente de violação de direitos humanos. A primeira coisa que precisamos fazer é ir ao perfil do YouTube do usuário. No caso abaixo, vemos que o nome dele é Yasser Al-Doumani. Ele tem postado vídeos diários sobre violações dos direitos humanos na Síria, que são todos filmados nos subúrbios de Damasco. Compreendemos por isso que ele é um jornalista sírio, provavelmente baseado nos subúrbios de Damasco.
Quando conferimos a página "sobre" em seu perfil do YouTube, podemos ver uma série de informações importantes:
- Links do site: há duas URLs vinculadas nas páginas do Facebook a um grupo com base nos subúrbios de Damasco, que geralmente faz trabalho de mídia. A descrição diz que este canal do YouTube é dedicado ao grupo de Douma.
Número de seguidores: Ele tem 590 assinantes.
Data de adesão: ingressou em 1 de janeiro de 2014.
Visualizações do perfil: O seu perfil tem 281.169 visualizações.
Toda essa informação fornece mais clareza sobre se esta conta é falsa ou não. Nesse caso, a conta é autêntica. Indicadores de contas possivelmente falsas incluem uma data de adesão recente, poucas visualizações de perfil, um número baixo de assinantes e se outros sites estão vinculados na seção "sobre".
Você pode verificar se foi mesmo a pessoa original que carregou um vídeo no YouTube. Se você encontrar um vídeo específico e quiser chegar ao carregador original deste vídeo, você precisa usar o filtro para ordenar por data de upload como mostrado abaixo. Neste caso, obtivemos um vídeo das redes sociais que mostra alegados ataques químicos na província de Idlib, na Síria. Ao digitar o título do vídeo na busca e classificação por 'Upload data', chegamos à conta do carregador original, que é 'Sarmeen Coordination Group'.
Como mencionamos anteriormente, você também precisa verificar se há sites ligados ao canal e o número de assinantes e espectadores para garantir que este não seja um canal falso.
Quando verificado, o Sarmeen Coordination Group tinha 2.074 assinantes, mais de um milhão de visualizações e cerca de 3.000 seguidores no Twitter. Eles também estão compartilhando provas visuais do local nos últimos quatro anos. Em conjunto, podemos verificar com confiança que a fonte do Sarmeen Coordination Group foi a fonte original do vídeo.
Técnica de verificação: identificação de bot
No Twitter, há muitas contas falsas chamadas 'bots' criadas para espalhar informações, ou às vezes para espionar as pessoas, seguindo-as. A maioria dos robôs, e outras fontes não confiáveis, usam fotografias roubadas de outras pessoas como avatares. Por exemplo, o Twitter bot @LusDgrm166 visto com destaque em vermelho na imagem abaixo:
Uma rápida investigação do avatar da conta revela que a conta do Twitter provavelmente não é operada por um ser humano. Na verdade, todas as contas na tela acima provavelmente não são operadas por um ser humano. Eles estão tweetando sobre a Síria com a hashtag #NaturalHealing e o conteúdo de seus tweets é tirado da Wikipedia e de outras páginas.
Depois de copiar o URL do avatar de @LusDgrm166 ou fazer o download da imagem do avatar, cole o link/foto em uma pesquisa de imagem reversa do Google para encontrar imagens semelhantes em outro lugar online. Como você pode ver na imagem dos resultados de pesquisa abaixo, a imagem foi usada por muitos usuários do Twitter como sua imagem de perfil.
Técnica de verificação: a lista telefônica da internet
Se você tem o nome ou o nome de usuário da pessoa que enviou o conteúdo para o YouTube, Facebook, Twitter, etc., você pode executar seu nome através de um serviço chamado Webmii para encontrar mais informações sobre sites, sites de notícias e contas de redes sociais.
Mais importante, entre em contato com a fonte diretamente para obter informações verificadas quando possível. Certifique-se de perguntar como ele obteve a informação específica. Eles poderão enviar fotos e vídeos adicionais para ajudá-lo a verificar incidentes específicos. Sempre conecte-se às fontes de forma segura para que não as coloque em risco.
Por exemplo, você encontrou evidências visuais no YouTube, mas você não conhece o remetente. Você não sabe se ele é a fonte original, nem se ele está localizado na área onde a filmagem foi feita.
Você pode obter mais informações sobre essa fonte executando seu nome no Webmii como abaixo.
Você encontrará a maioria das fotos ou vídeos que ele enviou on-line.
Você também encontrará outros conteúdos digitais de diferentes contas de redes sociais que ele compartilhou on-line, ou que outros compartilharam com ele.
Isso lhe dará uma melhor compreensão se esta fonte é confiável ou não, especialmente se você encontrar informações que respondam as perguntas que mencionamos acima para verificar a origem.
No nosso exemplo, a pessoa trabalha em um centro de mídia local em uma cidade chamada Al-Safira. Ele faz isso há anos desde o mesmo local, o que lhe dá mais credibilidade.
Você pode usar uma técnica diferente para verificar a origem nos casos em que você não encontra o nome da pessoa que carregou o conteúdo on-line através de plataformas de redes sociais. A técnica é frequentemente usada quando você quer verificar a informação que foi carregada em um site em vez de mídia social.
Técnica de verificação: quem é? usando serviços Whois
Se você estiver interessado em um site que contenha informações que você gostaria de verificar, mas o site não inclui o nome da pessoa que o executa ou se deseja encontrar mais informações sobre a pessoa que o administra, como sua localização ou número de telefone, você pode usar uma série de serviços on-line que fornecem essa informação.
Quando você registra um nome de domínio com um provedor de domínio, eles geralmente solicitarão uma série de detalhes de identificação, incluindo:
- Nome da pessoa que registra os sites
- Endereço
- Número de telefone
- E-mail (O e-mail na imagem abaixo foi borrado, mas geralmente você pode encontrar e-mails claros como username@domainname.com)
Muitos sites oferecem um serviço para ver todos esses dados registrados, como o Whois.  A maioria dos sites de registro de domínio também oferece esse serviço.
Abaixo estão os resultados obtidos no Whois sobre um site:
Nota: alguns provedores de domínio oferecem serviços para evitar que esta informação seja pública, em outros casos, os indivíduos obscurecem intencionalmente as informações de identificação pessoal por motivos de privacidade.
O quê
Nesta seção, analisaremos três abordagens de verificação diferentes que podem ajudá-lo a determinar 'o que'. Estas são a proveniência (se o conteúdo é original ou se é uma duplicação de um conteúdo previamente publicado), a data em que o conteúdo foi capturado e a localização do conteúdo capturado. Encontrar respostas para essas questões irá ajudá-lo a identificar a veracidade do conteúdo.
Verificando evidências visuais
Se você estiver procurando em evidências visuais, como foto ou vídeo, você precisa investigar se este é o conteúdo original, como é usado e se existem cópias modificadas.
- Técnica de verificação: busca inversa de imagens
Use ferramentas de pesquisa de imagem inversa, como TinEye ou Pesquisa de imagens inversas do Google, para descobrir se a imagem que você está procurando foi publicada on-line anteriormente.
Nota:  Certifique-se de ler as Recomendações sobre Proteção de Dados sobre como realizar de forma segura as investigações on-line antes de usar esta ferramenta.
- Ferramenta: TinEye - Como TinEye funciona:
1 - Vá para o site da TinEye.
2 - Carregue a imagem que deseja pesquisar. Usaremos a foto tirada pelo diretor de cinema norueguês do exemplo anterior.
3 - Nós escolhemos o filtro pelo "Mais Antigo", o que nos levará às pessoas que usaram essa imagem primeiro, ou ao originador da imagem. Você também pode classificar por "Maior Imagem" porque às vezes o criador será aquele que carrega uma versão de alta qualidade da imagem. No caso abaixo, vemos que essa imagem foi usada pela primeira vez por um site de notícias on-line norueguês.
Técnica de verificação: dados EXIF
Toda imagem possui metadados anexados (leia mais no capítulo sobre Metadados), que pode incluir detalhes sobre o tipo de dispositivo em que a imagem foi tirada, as configurações da câmera, a data e a localização. Existem várias ferramentas gratuitas que analisarão as informações de metadados e compressão de uma fotografia, permitindo uma verificação adicional da veracidade da imagem. Existe também a possibilidade de verificar as datas e a localização das imagens se estiverem incluídas nos metadados da imagem.
FotoForensics é um programa que fornece um conjunto de ferramentas de análise de fotos. O site permite a visualização de metadados, visualizando os potenciais níveis de erro no JPEG e identificando a qualidade de JPEG na última vez que foi salvo. FotoForensics não tira conclusões. Não diz se "é fotoshopped" ou "é real". O site destaca artefatos que podem não ser visíveis na imagem.
Você pode fazer o upload da imagem em que deseja analisar os metadados. Isso funciona melhor se você obtiver uma foto bruta da fonte. Você não obterá os mesmos resultados ao analisar imagens tiradas de redes de redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram porque alteram os metadados quando as imagens são carregadas em suas plataformas.
Você pode carregar a imagem no site FotoForensics ou inserir o URL de onde a imagem está armazenada online e depois clicar em "Metadados" para ver as informações abaixo da imagem. Nesse caso, a imagem carregada foi tirada do MMC - Marra Media Center na Síria, que é dirigido por ativistas nessa área. A foto mostra restos das armas usadas recentemente no Idlib.
Os resultados nem sempre são claros, e dependem da cópia do arquivo carregado.
Por exemplo, um JPEG que foi redimensionado, comprimido ou alterado a partir do arquivo original terá dados muito menos confiáveis ​​que a imagem original de resolução total gravada por uma câmera.
No entanto, se uma imagem foi editada no Photoshop pelo criador, isso não significa necessariamente que ela foi manipulada. Izitru é uma ferramenta que pode ajudá-lo a descobrir se a imagem está modificada ou não.
Você pode enviar uma imagem ao Izitru para verificar se ela foi manipulada ou editada, o que o ajudará a confirmar se é uma imagem em bruto ou se ela foi editada.
Nesta imagem abaixo, Izitru indica que não é a imagem original e que a imagem foi editada.
Existe uma técnica diferente para analisar uma imagem denominada "análise de nível de erro" (ELA). É um método forense para identificar partes de uma imagem com um nível de compressão diferente. Você também pode fazer isso com o Fotoforensics.
Técnica de verificação: Metadados como verificação
Existem aplicativos que podem ser úteis para capturar automaticamente a data de um vídeo ou foto, bem como capturar outros detalhes importantes, como dados GPS. Uma dessas aplicações é a Camera V, que apresentamos no capítulo Metadados deste guia.
Verificando evidências dos vídeos
Não há serviços disponíveis para pesquisa reversa de vídeo, como vimos com o Google Image Back ou TinEye, por isso não é tão fácil verificar a proveniência e fonte original de vídeos. No entanto, existem maneiras de realizar uma verificação inversa de um vídeo para ver se o vídeo foi usado e compartilhado no passado ou não. Isso exige que você faça uma captura de tela do vídeo em um momento importante para obter os melhores resultados (o momento mais oportuno para capturar a captura de tela é quando ocorre um incidente). Alternativamente, você pode capturar uma captura de tela da miniatura do vídeo, pois poderia ter sido usada anteriormente no YouTube ou em outros serviços de hospedagem de vídeo. Em seguida, execute a captura de tela capturada através do TinEye ou da imagem do Google como fizemos anteriormente neste capítulo.
A Amnistia Internacional criou uma ferramenta que o ajudará a implementar esta técnica que você pode encontrar aqui.
Digite o URL do YouTube que lhe interessa, conforme visto no exemplo abaixo e selecione 'Ir para obter miniaturas', que você fará uma pesquisa de imagem reversa.
Neste caso, este vídeo foi carregado por 'Abu Shadi AlSafrany', que trabalha em um centro de mídia local em uma cidade chamada Al-Safira. Eles não foram compartilhados on-line antes, o que significa que os vídeos não foram usados ​​em diferentes países ou contextos. Depois de verificar se um vídeo é exclusivo, será importante verificar a localização e a data do incidente para garantir que o vídeo não seja fabricado. As buscas de imagens reversas nem sempre revelam duplicações de vídeos ou fotos para que haja necessidade de realizar outras formas de verificação também.
Técnica de verificação: Confirmando a data
Verificar a data é um dos elementos mais importantes da verificação. As principais questões a serem consideradas ao encontrar provas visuais on-line são:
- Quando o conteúdo foi criado?
- Quando o incidente aconteceu?
Isso é facilitado quando as pessoas no vídeo mencionam a data de quando o evento aconteceu ou mostram jornais ou escrevem a data em um pedaço de papel e mostra para a câmera, como no exemplo abaixo.
No contexto sírio, a maior parte do tempo, os publicadores originais dos vídeos no YouTube escrevem a data exata do incidente com o título do vídeo. Na maioria dos casos, esta é a data correta, especialmente se você estiver procurando por um vídeo de uma fonte verificada e verificada.
No entanto, isso não ocorre frequentemente em outros contextos, e mesmo na Síria, é um desafio verificar a data de alguns eventos sem adicionar outras formas de confirmá-lo, como observar o clima durante o evento ou se conectar com a pessoa que tomou o imagens originais, e a obtenção de foto/vídeo em bruto com metadados anexados que mostrem a data do evento.
Centenas de vídeos foram carregados no YouTube por ativistas da mídia na Síria durante o ataque químico que aconteceu em Damasco em 21 de agosto de 2013. Os vídeos carregados foram acusados ​​de serem falsos porque ao serem publicados foram datados como de 20/08/2013, enquanto os ativistas disseram que o ataque aconteceu em 21/08/2013. Isso aconteceu porque os vídeos recebem timbres de data e hora do YouTube de acordo com o Horário Padrão do Pacífico (PST) em vez do tempo da Europa Oriental (EET), como neste caso, é importante ter consciência disso.
Verificar o clima (se possível) de uma foto/vídeo é outra maneira útil de confirmar a data do evento.
Abaixo está um vídeo publicado na Al-Aan TV alegando que os confrontos foram interrompidos em poucas áreas na Síria por causa da neve.
Para verificar isso, foi inserida a mesma data postada no YouTube no site WolframAlpha, conforme mostrado abaixo, para ver se o tempo estava realmente nevado ou não.
Como você pode ver acima, você pode verificar se a data publicada no YouTube provavelmente será correta com base nas condições climáticas semelhantes.
Técnica de verificação: confirmação da localização
O processo de geolocalização de evidências visuais é essencial para verificar se a evidência que você encontra é ou não no local que afirma ser. As plataformas de mapeamento, como o Open Street Map, Google Earth, Google Maps, Wikimapia e Panoramio, ajudarão você a localizar esses materiais quando possível. A questão chave para geolocalização é coletar tantas imagens quanto possível e usá-las todas para verificar, pois será mais difícil verificar um incidente a partir de apenas uma peça de filmagem.
Alguns detalhes a considerar para confirmar a localização:
- Placas de licença/número nos veículos
- Marcos como escolas, hospitais, lugares religiosos, torres, etc.
- Tipo de roupa
- Lojas identificáveis ​​ou edifícios na foto
- O tipo de terreno/ambiente no tiro
Técnica de verificação: placas de matrículas em veículos
Nesse caso, queríamos identificar a localização de uma suspeita de ser membro do ISIS. Durante vários anos, ela publicou muitas fotos da Guiana, América do Sul em uma conta de redes sociais. Para confirmar se ela estava na Guiana, olhamos para as imagens onde os números dos veículos são claramente visíveis. O carro branco nesta imagem contém o número BMM-5356.
Ao pesquisar este número através da Wikipedia, encontramos a página abaixo que nos confirmou que esses números de placas particulares combinam placas de registro de veículos na Guiana.
Técnica de verificação: Olhando para Marcos
Verificar marcos como escolas, hospitais, torres e edifícios religiosos é muito útil quando você está tentando georeferenciar evidências visuais. As plataformas de mapeamento como Wikimapia, Google Earth, Panoramio e Google Maps são marcadas com milhares de fotos que podem ser usadas para georeferenciar suas evidências.
Uma pesquisa de "escolas" na Wikimapia, retorna todas as escolas na área, conforme mostrado abaixo.

Panoramio funciona de maneira diferente; ele mostra todas as fotos em uma área específica que é marcada no Google Maps.
Com ambos os serviços, você pode encontrar fotos que o ajudarão a geolocar sua evidência como demonstrado abaixo. Você pode ver uma captura de tela do Panoramio de uma foto de uma loja encontrada no site. A foto inclui o número de telefone da loja e uma pequena placa com o endereço completo nele.

Depois de encontrar a localização suspeita da sua evidência, o Google Earth pode ser muito útil para confirmar se esta é realmente a localização real.
Use o Google Earth para:
- Verificar as estruturas
- Verificar o terreno
- Ver o histórico de imagens de satélite do Google
Técnica de verificação: observando estruturas
Abaixo está uma imagem de uma mesquita que foi capturada por um ativista que afirma que ela está localizada em Jisr al-Shughur, Idlib. Localizamos a mesquita no Google Earth e comparamos a estrutura na imagem de satélite com a imagem fornecida pelo ativista para garantir que ele esteja realmente localizado no local reivindicado. Neste caso, olhamos para as janelas pretas do prédio e sua estrutura. Para mais informações sobre esta técnica, veja o trabalho de Eliot Higgins e Bellingcat, que tem uma série de estudos de caso detalhados e tutoriais sobre esta técnica.

Técnica de verificação: observe o terreno
Verifique a localização, verificando o terreno da localização reivindicada em imagens de satélite.
Uma das milhares de fotos vazadas que descrevem violações dos direitos humanos nas prisões sírias foi geolocada olhando a imagem de satélite abaixo, com base no terreno que mostra o morro com as torres de comunicação que nela aparecia.

Técnica de verificação: usando a imagem de satélite do Google History
Abaixo estão as imagens de Aleppo em 2010 e em 2013. Você pode ver claramente as áreas danificadas. Isso pode ajudá-lo a geolocar ruas nesta área, ou mesmo um ataque, pois você pode ver as imagens antes do dano/ataque.

Como você pode ver nos exemplos acima, a tecnologia mudou a forma como encontramos e lidamos com fontes e informações, pois testemunhas e ativistas compartilham eventos em texto, fotos e vídeos em redes sociais e blogs em tempo real. Isso pode ajudar os pesquisadores de direitos humanos a verificar os eventos que estão ocorrendo através de evidências visuais usando diferentes técnicas e ferramentas. Lembre-se de ler nosso artigo sobre como usar as ferramentas de verificação de forma mais segura possível antes de usar qualquer uma delas.
Como realizar uma investigação on-line tão segura quanto possível
O uso de ferramentas de pesquisa on-line e técnicas de investigação pode ser muito útil para verificar o conteúdo digital gerado pelo usuário, como fotos e vídeos, como vimos anteriormente neste capítulo. Mas há questões de segurança relacionadas a isso que você precisa considerar antes de realizar sua investigação on-line.
Algumas questões importantes são:
- Quão sensível é a investigação que você está realizando? Você corre o risco de alguém saber que está trabalhando nesta investigação? Será que outras pessoas envolvidas nesta investigação também estão em risco?
- Quão sensíveis são os vídeos e fotos com os quais você está lidando e verificando? Isso colocaria você em risco se alguém visse que você os possua? É seguro transportar esses materiais com você enquanto viaja e se desloca?
- Você conhece a situação de segurança e os Termos de Serviço das ferramentas on-line que você está usando para verificar seu conteúdo? Você sabe se eles compartilhariam o conteúdo carregado com outras partes?
- Você se conecta de forma segura à internet enquanto faz uma pesquisa on-line para que pessoas conectadas à mesma rede Wi-Fi não possam ver o que você está procurando?
- Você esconde sua localização ao realizar uma pesquisa on-line para que os sites que você está visitando não sejam capazes de coletar informações que possam identificá-lo pessoalmente mais tarde?
Estas são algumas das questões que você precisa pensar ao usar ferramentas on-line e serviços baseados em nuvem para realizar uma investigação. Abaixo, passaremos por etapas básicas sobre como você realiza uma pesquisa on-line tão segura quanto possível. Também mostraremos ferramentas de código aberto que você pode usar para investigação em vez de algum software comercial. Por código aberto, nos referimos a ferramentas que permitem que você reveja como elas são construídas para que você, ou um especialista técnico que você conheça, possa entender se viola sua segurança e privacidade em qualquer ponto. O software comercial não permite que você faça isso e você não consegue entender se sua privacidade está sendo respeitada ou se é seguro usá-lo.
Etapas básicas para investigar de forma segura:
- Passo 1: Conexão segura à internet:
Certifique-se de que está usando um navegador seguro, bem como a segurança dos sites que você está investigando e aqueles que você está apenas revisando. Você pode fazer isso criptografando sua comunicação com esses sites quando possível através de SSL (Secure Socket Layer).
Nota: alguns sites não suportam comunicação segura permitindo que outras pessoas vejam os sites que você visita e as informações que você envia (informações de log-in, texto, fotos, vídeo etc.). Isso pode ser muito arriscado se você estiver trabalhando em um espaço público usando a rede Wi-Fi.
- Passo 2: escondendo sua identidade com Tor:
Você deixa muitos traços enquanto olha sites, redes sociais e usa ferramentas de verificação on-line para realizar sua investigação. A maioria dos sites que você visita recolhe informações sobre você, como a sua localização através do seu endereço IP, a impressão digital do seu navegador, o dispositivo que você está usando para acessar a internet (celular, tablet ou computador), o número exclusivo para o seu dispositivo chamado MAC endereço, os sites que você visitou on-line, quanto tempo você ficou em uma página específica e muito mais. O projeto Me and My Shadow tem mais detalhes sobre esses traços.
Toda essa informação coletada pode criar um perfil de você que o torne identificável. É importante ter certeza de que você está navegando na internet de forma segura e anônima se você não quiser:
- hackers conectados à mesma rede Wi-Fi que você para ver o que está fazendo,
- os sites que você está visitando coletando informações sobre você, ou
- seu provedor de serviços de internet vendo o que você está fazendo on-line.
Você pode fazer isso instalando e usando o pacote do navegador Tor ao fazer uma pesquisa on-line. Saiba como instalar e usar esta ferramenta aqui. Você também pode usar Tails, que é um sistema operacional que permite que você permaneça anônimo na internet por padrão.
Uma vez instalada essa ferramenta, você pode usar serviços como Pipl ou Webmii para verificar fontes, o Whois para ajudá-lo a verificar a origem na página de registro do site e FotoForensics sem divulgar sua identidade ou sua investigação.
- Passo 3: use ferramentas mais seguras para verificação e investigação quando possível:
Abaixo está uma lista de ferramentas de código aberto que podem ser usadas para uma pesquisa on-line mais segura como alternativas aos seus primos fechados.
a. Confirmando as fontes de informação
Você pode usar o Maltego em vez de serviços baseados em nuvem como o Pipl e o Webmii para obter mais informações, como contas em mídias sociais, sites relacionados, números de telefone e endereços de e-mail de uma fonte específica para verificar quem ele realmente é. Maltego é um programa disponível para Windows, Mac e Linux que pode ser usado para coletar e visualmente agregar informações postadas na internet que podem ser úteis para uma pesquisa on-line. Uma vez dominada, esta ferramenta é extremamente útil, mas é bastante complicada para um usuário principiante, então esteja preparado para investir algum tempo nela.
b. Ferramenta Exif
Considere o ExifTool como uma alternativa à FotoForensics que foi apresentada anteriormente como uma ferramenta para revisar os dados exif em uma foto. Com ele, você poderá extrair metadados de fotos, como o dispositivo usado para tirar a foto, data, localização e último programa usado para editar a foto (se ela foi editada). Ao usar o ExifTool, você não precisará fazer o upload de sua foto para um serviço baseado em nuvem que você não confie com seus dados. Tudo é feito localmente no seu computador com o ExifTool, sem terceiros envolvidos. No entanto, também há desvantagens em usar o ExifTool. Primeiro, ele não suporta análise de nível de erro e, em segundo lugar, o ExifTool é um aplicativo de linha de comando, portanto não possui interface gráfica. Mas a linha de comando é fácil de usar e instalar.
c. Confirmar local
O Google Maps e o Google Earth estão entre as ferramentas mais utilizadas para verificar locais e geolocalizar incidentes. Tudo o que você faz no Google Earth e no Google Maps está conectado ao seu Gmail uma vez que você se inscreva, o que significa que é possível saber que você está procurando locais específicos para verificar. Use uma conta Gmail separada de sua pessoa se desejar usar o Google Earth e o Google Maps para sua investigação sem expor seu email real. Isso tornará mais difícil identificar você como uma pessoa que trabalha em uma investigação específica.
Você também pode usar OpenstreetMap e Wikimapia para verificar uma localização em vez do Google Maps. Mais uma vez, certifique-se de não fazer login com seu e-mail pessoal.
d. Pesquisa inversa de imagens
Infelizmente, não há ferramentas de código aberto atualmente disponíveis que rivalizem com a funcionalidade que a TinEye ou o serviço de pesquisa de imagem inversa do Google. No entanto, os seguintes programas também são bons pontos para começar, ao procurar ferramentas de imagem reversa de código aberto:
* Projeto Lira;
* Presente ou Gift;
- Passo 4: comunique-se de forma segura com suas fontes para que você não as coloque em risco:
É muito fácil colocar você mesmo e suas fontes de informação em risco enquanto se comunicam com eles sobre sua investigação on-line, especialmente se você estiver investigando um evento sensível. Certifique-se de se comunicar com eles de forma segura e certifique-se de que você compartilha dados com segurança também. Existem ferramentas fáceis de usar que você pode instalar, como o Sinal para uma comunicação mais segura e miniLock para o compartilhamento seguro de arquivos. Leia mais sobre comunicação segura aqui.
- Passo 5: sempre faça o backup das informações:
Certifique-se de fazer backup do conteúdo relevante que você encontra, dos sites que você visita, das contas de redes sociais e das conversas que você tem com fontes de informação. As evidências visuais, como fotos e vídeos que você encontra on-line, podem desaparecer da internet por vários motivos. Faça backup de tudo o que você encontra on-line para que você possa acessá-lo mais tarde para verificação e análise, mesmo que não esteja mais on-line.
Você pode usar serviços baseados em nuvem para sites de backup e contas de redes sociais, tais como:
* Archive.is 
* Archive.org
Os arquivos fornecerão um ID para cada página que você enviar. Copie os códigos para um arquivo em seu computador local para que você possa voltar às páginas que deseja analisar mais tarde. Você pode criptografar este arquivo em seu computador com uma ferramenta chamada VeraCrypt para que ninguém mais que você possa abri-lo. Você pode encontrar mais informações sobre como instalar e usar o VeraCrypt aqui .
Nota: Certifique-se de usar os arquivos online acima no navegador Tor para ocultar sua localização.
Recursos e Ferramentas
- Recursos adicionais
* Witness Media Lab - seção de verificação, que inclui ferramentas de verificação;
Guia do Observadores-França 24 para verificação de fotos;
* Arab Citizen Media - Guia de verificação de fatos;
* Arab Citizen Media - Guia sobre ferramentas de verificação;
* GlobalVoices - Guia de verificação de conteúdo das mídias sociais;
* Processos de verificação com estudos de caso aqui e aqui.
- Ferramentas adicionais
* Checkdesk é uma ferramenta de código aberto para verificações,
* Ferramenta de pesquisa no Facebook para pesquisa de gráfico, especialmente para localizar fotos que você não pode encontrar em sua linha de tempo
* Ferramenta do Google para extraindo imagens de uma página da web;
* Esta ferramenta permite que você tweet de "qualquer lugar"
* Descubra quando novas imagens de satélite estão disponíveis com este site 
* Rastreamento de tweets georeferenciados por conta;
* Localizar usuários do Skype com geolocalização usando um ID do Skype;
* Coletando, fornecendo e organizando conteúdo no Facebook e Instagram com este site.
Imagens criadas por John Bumstead
Fonte: tradução livre de Exposing the Invisible
COMENTO: existe atualmente em andamento uma campanha contra as "notícias mentirosas", ou "fake news" para os que gostam de modismos alienígenas. A ideia é fazer com que as pessoas parem de difundir mentiras.  Mas não são "pessoas" que compartilham mentiras! Elas normalmente são obra de profissionais tendenciosos que criam as inverdades, que são ecoadas por idiotas úteis, partidários dos adversários das vítimas das mentiras e por safados pagos para fazerem exatamente isso, divulgar mentiras. Em resumo: ao invés de "pessoas", devemos ser explícitos e escrever "canalhas" que é o termo correto!  As ferramentas e métodos mostrados nesta postagem servem para identificar as mentiras de forma profissional, mas poucas pessoas se dão a tanto trabalho.  Assim, para evitar ser apenas mais uma ferramenta de difusão de mentiras, é melhor evitar compartilhar as coisas das quais não tenha certeza de que é verdade.
OBSERVAÇÃO: em função de tratar-se de um texto longo e meus parcos conhecimentos do idioma inglês, solicito que erros de tradução, ou sugestões de melhorias, sejam informados para correção.