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terça-feira, 16 de julho de 2019

1º Sequestro da História da Aviação Comercial — 71 Anos

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O primeiro sequestro aéreo da história aconteceu em MACAU com um fim trágico, quando um avião 'Catalina' modelo PBY-5  que fazia a ligação diária Macau Hong-Kong em 16 de julho de 1948 se estatelou em pleno mar, em voo picado, devido à morte do piloto que caiu sobre o manche, executado por um assaltante do avião.
Quando se fala em Miss Macau, a maioria das pessoas pensa em desfiles de beldades em roupa de banho diante de uma plateia sorridente e das câmeras de televisão. Mas na história dos aviões Miss Macau representa o primeiro desvio aéreo ocorrido no Mundo, muito antes da generalização das operações de pirataria e de terrorismo aeronáutico registrada na década de 70 do século passado.
O ataque foi tão “antes de tempo” que o avião desviado era um anfíbio Catalina e o motivo não teve nada a ver com motivações políticas, mas apenas com o roubo de uma considerável quantidade de ouro que era transportada de Macau para Hong Kong.
Miss Macao era a denominação dessa aeronave anfíbia, pertencente à Cathay Pacific e operada por uma subsidiaria  Companhia Limitada de Transportes Aéreos de Macau (MATCO), fundada por Pedro Lobo e Liang Chang em abril de 1948.
"A proibição do comércio de ouro, decretada pelo tratado de Bretton-Woods estava prestes a vigorar em Hong Kong, e motivou um enorme frenesi aéreo, com a criação, em 1948, de uma companhia de aviação em Macau MATCO (Macau Aerial Transport Co.) e a tentativa frustrada de se criar uma pista na Areia Preta.
Como alternativa, o então homem forte de Macau, Pedro José Lobo, associa-se aos fundadores da Cathay Pacific com os quais explora a rota para Hong Kong com aparelhos anfíbios que usavam as águas do Porto Exterior para chegar e sair de Macau. É um desses Catalina que em 16 de Junho de 1948 foi assaltado em pleno voo por uma quadrilha de chineses, embarcados em Macau como passageiros, e que apenas conseguiram fazer despencar o avião, levando para a morte todos os que iam a bordo, exceto um dos assaltantes que ficou preso em Macau durante alguns anos. No dia da sua libertação, foi morto à porta da cadeia.
Abril de 1948 – Pedro Lobo e Liang Chang organizam a Companhia Limitada de Transportes Aéreos de Macau, registada em Hong Kong tendo alugado à Cathay Pacific Airways o seu primeiro avião (anfíbio, de 2 hélices) baptizado como «Miss Macau». As viagens entre Kai Tak e o Porto Exterior de Macau custavam 40 dólares de Hong Kong (simples) e 75 (ida e volta). A viagem num sentido demorava cerca de 20 minutos.SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direção dos Serviços de Educação e Juventude, 2ª Edição, Macau, 1997, 454 p. (ISBN 972-8091-11-7)
O Miss Macao fazia um voo de rotina de Macau para Hong Kong (cerca de 20 minutos de voo). Ele foi sequestrado poucos minutos após decolar, por quatro homens portando armas, um deles determinou que o copiloto lhe passasse o controle. O copiloto recusou e foi baleado. O piloto, Dale Warren Cramer, que estava no  domo da aeronave, saltou para baixo, para ver o que acontecia e foi baleado cinco vezes nas costas por um Chinês que portava uma metralhadora. Ele, então tombou sobre os controles de voo do avião. 
A aeronave entrou em um mergulho incontrolado e caiu no mar. Vinte e seis das 27 pessoas a bordo morreram na queda. O único sobrevivente foi o líder dos sequestradores. (como lembrou o irmão do piloto).
Esse único sobrevivente, Huang Yu, foi levado ao Tribunal pela Polícia de Macau, mas o Tribunal de Macau sugeriu que a acusação fosse feita por Hong Kong, uma vez que o avião estava registrado lá e a maioria dos passageiros também era de lá. No entanto, o governo colonial britânico em Hong Kong afirmou que o incidente aconteceu em território chinês, no qual os britânicos não teriam jurisdição. No final, Huang foi absolvido.
Nos 30 anos seguintes, os sequestros se tornaram cada vez mais frequentes. A média de 10 anos entre 1948 e 1957 foi de pouco mais de uma por ano, mas a média anual de 1968 a 1977 subiu para 41 por ano. Desde 1948, as medidas de segurança das companhias aéreas melhoraram bastante e o número de sequestros não voltou a atingir a marca dos anos 70."
(Tradução livre de texto do livro “Um Século de Aventuras, Aviação em Macau” - Edição Livros do Oriente, de Luís Andrade de Sá).
Fonte:  Macau Antigo
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sábado, 25 de maio de 2019

Dissidências da Narcoguerrilha Agem em 16 Departamentos

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Foto: AFP - As dissidências concentram sua atividade econômica no narcotráfico, além de extorquir agricultores e comerciantes da região.
Por Redação — Justiça
Em novembro do ano passado, as dissidências das FARC passaram a ser classificadas como Grupo Armado Organizado Residual (GAOR) que, por seu nível de periculosidade e capacidade do armamento, podem ser repelidos com o uso de todo o poder do Estado, ou seja até mesmo serem bombardeadas.
Em um relatório de Inteligência da Força Pública é dito que os dissidentes contam com 2.296 homens em armas e 1.452 membros nas redes de apoio. A sua área de interferência seria de 57 municípios localizados em 16 departamentos (estados).
O principal campo de ação está no leste do país, particularmente em Guaviare, Vichada e Meta, onde as antigas FARC agiam com a denominação de Bloco Oriental.
O documento indica que Miguel Botache Santillana conhecido como Gentil Duarteque estaria refugiado na Venezuela — busca unificar os dissidentes tendo enviado emissários para diferentes áreas do país com essa finalidade. "Gentil Duarte" é o chefe do principal grupo dissidente, que tem cerca de 1.400 homens dedicados à produção e ao tráfico de cocaína, que enviam para os cartéis mexicanos usando a Venezuela e o Brasil como plataformas.
Seu segundo em comando é identificado como Néstor Vera, vulgo Iván Mordisco, encarregado de unificar a estrutura do ponto de vista militar. O relatório da Força Pública, conclui que as dissidências concentram sua atividade econômica no narcotráfico, além de extorquir agricultores e comerciantes da região.
O outro grupo forte de dissidentes está no município de Tumaco, em Nariño, com cerca de 800 homens em armas que faziam parte de quatro frentes do Bloco Ocidental das FARC.
Destas dissensões, a frente 'Oliver Sinisterra' liderada por um bandido conhecido como 'Gringo' e as 'Guerrilhas Unidas do Pacífico', cujo líder é tratado como 'Borojo', estão travando uma forte guerra territorial, permitindo que o grupo 'Os Contabilistas' — que tem representantes dos cartéis mexicanos na Colômbia — adquirisse muita força e algum controle sobre as rotas do narcotráfico via oceano Pacífico.
Por outro lado, durante a Minga Indígena, ocorrida entre março e abril deste ano, adquiriu protagonismo Johany Noscué Bototo, vulgo Mayimbú, que tem sob seu comando 200 homens e executou vários ataques na Rodovia Pan-Americana. 
Um outro novo dirigente é conhecido como "Cabuyo", da 36ª Frente das FARC, acusado de assassinar três geólogos em Yarumal, Antioquia, no ano passado. Para informações que levem a esse dissidente, as autoridades oferecem 300 milhões de pesos (cerca de 300 mil reais).


Veja outras notícias relacionadas a isto:
Fonte:  tradução livre de El Tiempo
COMENTO: já escrevi diversas vezes aqui que esse "processo de paz" efetivado com a narcoguerrilha não produzirá paz alguma para os colombianos. A princípio, as "exigências" dos narco-bandoleiros para a concretização desse acordo — apoiadas pelos "analistas" e "especialistas" destacados pela imprensa — expuseram a organização centralizada das decisões do Foro de São Paulo, e o fiel cumprimento de suas ordens pelos seus integrantes. Mesmo assim, alguns ingênuos ou mal intencionados renderam-se à capacidade organizativa dessa criação de Fidel, Lula e Hugo Chavez (que o capiroto o tenha) e deram seguimento à farsa. Vejamos algumas "propostas":
— anistia com um processo judiciário "transicional" — alguns colombianos não caíram nessa esparrela que os canalhas tentam transformar em um mecanismo unilateral de benefícios para um segmento e de perseguição e revanchismo para o outro, como aconteceu no Brasil, e resistem a aceitar as imposições dos bandidos provocando os problemas que estão sendo enfrentados na execução prática da "Justiça Especial para a Paz (JEP)";
anistia aos narco criminosos seguida por indenizações e recompensas para que eles sejam "reinseridos" na sociedade, onde se destaca a instalação de líderes dos criminosos em postos legislativos sem que tenham sido eleitos pela sociedade.
— A procura por "desaparecidos" é outra artimanha para render propaganda (negativa para as Forças de Segurança colombianas, certamente) e recursos financeiros (indenizações) para os narco-bandoleiros.
— A pantomima das "Comissões da Verdade", que foi exitosa na Argentina e no Brasil, onde os patifes conseguiram distorcer a história de suas canalhices, invertendo valores e transformando criminosos em heróis e heróis em bandidos, inclusive penalizando estes, além de promover um revanchismo indecente, maculando não só as memórias dos vencedores da luta armada mas convencendo os mais jovens de que foi graças a eles, os canalhas, que a democracia foi estabelecida. 
— O "controle social" da mídia, a fim de que possam reescrever sua história e manterem o proselitismo de sua ideologia é outra exigência.
Somente os muito alienados e os comparsas desses patifes se recusam a ver que esse sistema idiota que eles apregoam está falido e falindo todos os lugares onde se instalou. Assim, eles tem a necessidade de agir com urgência, conquistando espaços e, principalmente, recursos, pois ninguém é mais ávido por verbas alheias do que um comunista. Temos nossos próprios exemplos e mais recentemente, já vimos o discurso de Castro II o imperador cubano, querendo "indenização" dos EUA pelos anos de bloqueio econômico. Como se a bosta da ilha comunista improdutiva não negociasse sua miséria recebendo donativos — não se pode dizer que comercializa alguma coisa — de diversas nações, inclusive a nossa, sob a capa de "ajuda humanitária". Vergonha na cara parece ser, para eles, só mais uma manifestação burguesa-capitalista.
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sábado, 30 de março de 2019

É Assim Que o Tráfico de Armas Funciona

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por Nelson Matta Colorado
Antes de entrar na casa, no bairro Castilla de Medellín, os agentes só sabia duas coisas: que possivelmente havia armas que seriam vendidos a gangues e guerrilheiros de Antioquia, e que o proprietário das mercadorias era um senhor da guerra misterioso conhecido pela alcunha de  "Zeus".
Material descoberto na casa de “Zeus” em 2016, em Aranjuez.
Eles chegaram na madrugada de 22/06/2016 e foram recebidos por um ex-policial de pijama, que dormia na casa com sua esposa e sua filha. Ele ficou apavorado quando viu seus ex-colegas entrarem e, ao removerem um quadro da parede, encontrarem um cofre embutido que continha dois carregadores, 17 cartuchos de munição e peças de pistolas.
Em um esconderijo no chão, sob um ladrilho solto, eles acharam mais 298 cartuchos de calibres diferentes e sobre um beliche, uma caixa com 56 munições para fuzil 5.56. Na propriedade havia mais escaninhos nas paredes, mas estavam vazios.
Dois dias depois, um informante levou os investigadores a uma outra residência de Castilla, desocupada e com um estoque maior: três fuzis 7,62 com 18 carregadores, duas pistolas Glock e Beretta com nove carregadores, um revólver calibre 32, e 20 granadas de mão; além disso, 8.952 cartuchos para fuzil, 450 munições para pistola 9 milímetros e 50 para revólver calibre 38. Mais uma vez, as fontes insistiram que era tudo de "Zeus".
À DIJIN e à Procuradoria informações chegavam aos poucos sobre o personagem, mas nada que permitisse identificá-lo. Foi dito que adquiria armas em Villavicencio e as trazia para Medellín para alugá-las a mercenários ou vendê-las a quadrilhas, dissidências das FARC e a um contato do ELN apelidado de "Mauricio", que as receberia em Anori. A este, eram enviadas desmontadas, em maletas e caixas disfarçadas nos ônibus de transporte público.
Vulgo "Ramiro", chefe da dissidência da frente 18 das FARC, com um fuzil importado
Ninguém no submundo se atrevia a citar seu nome e  por cinco meses houve silêncio, até que outro informante enviou aos detetives uma pista definitiva. Em 22/11/16 eles chegaram a um lava-rápido no bairro Aranjuez, chamado Expresso Car. O local estava ligado a dois apartamentos e um armazém, e na busca foram apreendidas cinco pistolas com sete carregadores, dois revólveres, dois silenciadores, carcaças e canos de várias armas, três carregadores de fuzil, um par de algemas e 462 munições de diferentes calibres inclusive para pistola FiveSeven (5,7x28 mm).
Na operação, um assustado jovem com 22 anos de idade foi preso e disse que o dono do lugar era seu pai, um homem que não estava na cidade. Assim, os agentes obtiveram a esquiva identidade de "Zeus": Joseph Alexander Pelaez Mejia, nascido em 15 de agosto de 1975 em La Virginia, Risaralda, com nacionalidade colombiana e venezuelana e cuja atividade oficial era a de restaurador de carros.
José Alexánder Peláez Mejía, vulgo Zeus.
Um mandado e uma Circular Azul da Interpol foram emitidos, esperando que ele fosse localizado nos países que costumava frequentar, como o Panamá, mas ele conseguiu cobrir seus rastros por três anos.
Em 17/2/2019, um alerta da Interpol foi disparado em Tegucigalpa, Honduras, onde um homem de 43 anos, com características semelhantes às do alvo, havia entrado irregularmente. Era "Zeus".
"Esse homem seria o principal fornecedor de armas destinadas às frentes do ELN e dissidentes das FARC que cometem crimes em Antioquia", disse o general Gonzalo Londoño , diretor do DIJIN.
Em 4 de março ele foi deportado e no aeroporto de Eldorado foi preso; no dia seguinte, na audiência de garantia, a Procuradoria o indiciou por tráfico de armas e munições. Peláez não aceitou a responsabilidade e o Primeiro Tribunal Penal Ambulante de Antioquia o mandou para a cadeia.

Fontes de aquisição
A história de "Zeus" é outro capítulo no mundo sombrio do tráfico de armas em Medellín e Antioquia. De acordo com o Sistema de Informação para a Segurança e Coexistência da Prefeitura, foram confiscadas na cidade, entre 2016 e 2018, 1.957 armas, ou seja, 1,7 por dia. E em 2019 (até 3 de março) eles confiscaram 148, ou 2,4 por dia, em uma capital onde 83 pessoas foram mortas a tiros.
Apesar dos volumes de apreensões, e uma média de 1,2 homicídios com esses dispositivos, as investigações contra esse flagelo são escassas. Isto foi reconhecido pelo general Eliécer Camacho, comandante da Polícia Metropolitana: "quando cheguei (ao cargo) não encontrei uma investigação direta do tráfico de armas. É um problema delicado, neste ano temos 180 armas apreendidas (em todo o Vale do Aburrá) e já não vemos nenhum trabuco ou artesanais, são todas originais".
El Colombiano acompanhou o andamento da situação na última década, e verificando com fontes judiciais e de Inteligência, conclui-se que atualmente a principal fonte de armas são os armeiros dos EUA, especialmente da Flórida. Os traficantes contratam pessoas com cidadania americana e nenhum registro criminal, que compram as armas em lojas autorizadas e as entregam à organização criminosa.
Os rifles e fuzis semi-automáticos, cujo uso na Colômbia é exclusividade da Força Pública, são vendidos nos EUA como artigos esportivos. O controle posterior à venda naquele país não é frequente, não há acompanhamento das armas adquiridas ou um limite máximo de compra, e muito menos quando a transação é por internet.
"Estamos mais focados no que entra no nosso país, como drogas, do que nas coisas que saem", disse um oficial de segurança* com sede em Miami, quando indagado por este jornal. Ele acrescentou que, "apesar do sentimento popular" as tentativas de restringir as armas são frustradas por causa da interpretação feita pelo Supremo Tribunal Federal sobre a Segunda Emenda; e pelo influente lobby da Rifle Association, que inclui contribuições milionárias para campanhas políticas.
Os artefatos são exportados de Miami e do México e, em menor escala, pela Venezuela e pelo Equador. A rota marítima às vezes faz uma parada no Panamá, ou vai diretamente para os portos de Barranquilla, Buenaventura e Turbo; ou por via aérea, em voo de carga para Bogotá.
As armas vêm desmontadas e escondidas em caixas de eletrodomésticos, equipamentos de ginástica e autopeças. Aqui eles são distribuídos como encomendas, em táxis, ônibus, caminhões para o transporte de resíduos biológicos e hospitalares ou com logotipos multinacionais.
"Sabemos que aqueles que recebem as armas alugam apartamentos em Medellín e os ocupam por dois meses, até que o pacote chegue. Às vezes eles usam parentes, que dão seu endereço para o envio; estes não abrem a caixa, então eles não sabem o que ela contém", disse um promotor*.
Em muitos casos, há uma troca de armas por cocaína, entre cartéis internacionais e facções locais, como o Clã do Golfo, "a Oficina", ELN e o Clã Isaza do Médio Magdalena. "Os traficantes atuam como agentes de comissão entre estrangeiros e colombianos, coletam quantidades de drogas que partem de 300 quilos e as exportam, e depois trazem o arsenal", completa o jurista.
Outra modalidade de abastecimento, especialmente de explosivos e munições, envolve batalhões e armazéns militares e policiais, no que é conhecido como o mercado cinza: quando a transação começa com a aquisição legal e por várias razões acaba nas mãos de um ator ilegal.
Há três exemplos recentes: a captura do patrulheiro Ferley Cardona, do SIJIN de Antioquia (22/2/17). Em uma busca numa casa do bairro El Volador, eles apreenderam dois revólveres, 11 granadas, 288 cartuchos de explosivos Indugel, quatro rolos de estopim e 3.700 detonadores. De acordo com o Ministério Público, esse Indugel fazia parte de um carregamento de 2,7 toneladas confiscadas em Segovia e supostamente destruídas pela Polícia. Aparentemente, os uniformizados conspiraram com outros para vender ao Clã do Golfo.
O segundo caso é o do Major Héctor Murillo, chefe do Modelo Quadrante da Polícia em Antioquia, preso em 25/11/17 e processado por corrupção. De acordo com o arquivo, ele trabalhava para o Clã do Golfo e uma de suas funções era obter armas e munição.
E o terceiro começou com uma queixa da 17ª Brigada do Exército, que em 12 de janeiro relatou que um fuzil e uma metralhadora desapareceram do Batalhão de Engenheiros localizado em Apartadó.
Claudia Carrasquilla, chefe da Diretoria de Promotores Contra o Crime Organizado, lembrou que "muitos líderes de organizações ilegais têm armas com permissão para porte, obtidas em diferentes Brigadas". Um deles é Sebastián Murillo ("Lindolfo"), um dos líderes da "Oficina", capturado em 2018.
Um investigador de polícia* afirma que "90% dos homicídios em Medellín são com munição fabricada por Indumil (Indústria Militar Colombiana), há um grande desvio de balas em depósitos dos órgãos de segurança".

Perfil de "empresários"
Perseguir os traficantes é complexo, segundo os investigadores, porque eles têm um perfil diferente do bandido convencional. Seu estilo é empresarial, eles não estão na folha de pagamento de grupos tradicionais e nunca sujam as mãos com a mercadoria. Eles não são doutrinados, então eles negociam com o maior lance e vendem para facções inimigas entre si.
Nessa descrição não só cabe "Zeus", também Elkin Gallego Yepes ("El Negro"), outro dos poucos traficantes descobertos em Aburrá. Ele liderou uma estrutura que conseguia armas para diferentes clãs e tinha depósitos em Medellín, Bello e Guarne, onde ele transportava as mercadorias em táxis.
Entre os fatos que conduziram à sua prisão, houve a captura de 10 revólveres em um táxi em Calazans (24/06/2015) e 400 cartuchos de 9 mm em outro "amarelo" (cor dos táxis na Colômbia) que circulava pelo bairro Alfonso Lopez (05/08/2015).
Fusil Barret capturado do ELN em Anorí
Interceptando as comunicações de "El Negro", as autoridades aprenderam a linguagem criptografada que usavam para o comercio ilícito. Um revólver, segundo a marca, era chamado de "alacrán" (Escorpião), "Martínez" (Martial), "Don Walter" (Walter) ou "Rogelio" (Ruger); a munição, "fruticas", "caixa de arroz chinês", "comidita" ou "Cartão Sim longo" (projéteis de longo alcance); para carregadores, "cocos" ou "controles"; e para as pistolas, "brinquedo" ou "negrita".
"El Negro" e três comparsas, incluindo o superintendente César Augusto Aristizabal, vulgo "Peska", ligado à Direção da Polícia de Trânsito, foram presos em 2015 e condenados a penas entre 7 e 10 anos de prisão.
Apesar dos esforços, continuam a entrar novas armas na região, tais como as que foram encontradas em 11 de fevereiro em um cortiço em Bello, incluindo uma metralhadora M60, cinco fuzis, sete pistolas e carregadores alongados, que foram entregues por um desertor ELN.
Ricardo Abel Ayala, vulgo "Cabuyo".
Logo depois, no dia 25 de fevereiro, em uma fazenda na aldeia de Las Conchas, em Anori, prenderam "Gabino", um guerrilheiro ELN, que havia escondido, enterrado, um poderoso fuzil Barret .50 capaz de perfurar veículos blindados e atingir um alvo a 2,5 km de distância.
Esta mesma arma já havia sido vista na posse de Ricardo Ayala ("Cabuyo"), líder da dissidência da 36ª Frente, um esquadrão de foras da lei que atua no norte da Antioquia. Ele é um dos principais clientes dos senhores da guerra que, como "Zeus" e "El Negro", lucram com a violência em uma região acostumada a enterrar pessoas todos os dias.
* Identidades reservadas
Fonte: tradução livre de  El Colombiano.com
COMENTO:  observando-se o método e a rota utilizada pelos traficantes de armas para a Colômbia e somando isto à recente apreensão de mais de uma centena de fuzis de um meliante e proprietário de uma lancha de grande porte me reforça a intuição de que os grandes fornecedores de armas para a criminalidade do Rio de Janeiro estão estabelecidos nos EUA e não no Paraguai como divulgam para despistar. É facílimo trazer um caixote com armas em um navio e comunicar ao traficante quando chegar no litoral brasileiro, para que este se desloque até o encontro em alto mar, em alguma embarcação "de luxo" e receba a carga. Depois, é só voltar a alguma marina de algum clube de luxo, e rebocar seu barco com a valiosa carga de volta para casa. Ou alguém fiscaliza as saídas e chegadas de iates nos grandes clubes??
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

A Nova 'Catástrofe' Palestina: Um Shopping Center Contratando Palestinos

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Foto: um supermercado da rede Rami Levy em Jerusalém Ocidental.
(Imagem: Yoninah/Wikimedia Commons)
Os dirigentes da facção FATAH do presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina reagiram à inauguração de um novo shopping center em Jerusalém Oriental, no qual a maioria dos funcionários e clientes é árabe, de uma maneira que escancara como os líderes palestinos continuam torpedeando o que for positivo ao seu povo.
por Bassam Tawil
Os dirigentes da facção FATAH do presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina estão furiosos. Tudo porque um empresário judeu israelense acabou de construir um shopping center em Jerusalém Oriental e a maioria dos funcionários e clientes são árabes.
Os líderes da FATAH apregoaram o boicote ao shopping.
A FATAH, que via de regra é retratada como uma facção moderada pela mídia ocidental, reagiu ao empreendimento do shopping de modo a escancarar a maneira pela qual os líderes palestinos continuam torpedeando o que for positivo ao seu povo.
Onde já se viu um líder condenar um projeto que fornece empregos a centenas de pessoas de seu povo? Onde já se viu um líder convocar seu povo a boicotar um shopping ou um supermercado que oferece preços competitivos em roupas e alimentos? Onde já se viu um líder retratar a abertura de um projeto comercial que beneficiará seu povo como catástrofe ("nakba")?
Rami Levy, empresário e proprietário da terceira maior rede de supermercados de Israel, investiu mais de US$50 milhões na construção de um shopping no Parque Industrial Atarot, na região nordeste de Jerusalém. Apesar do chamamento ao boicote, alguns palestinos alugaram lojas dentro do shopping, considerado um modelo de convivência entre árabes e judeus. O novo shopping também possui um espaçoso supermercado pertencente à rede de supermercados de Levy.
Os supermercados de Levy tanto em Jerusalém quanto na Cisjordânia são muito procurados pelos consumidores palestinos. Eles dizem que os preços de lá são mais baixos do que os das empresas árabes. Talvez seja por esta razão que centenas de palestinos tenham se dirigido ao recém inaugurado supermercado no shopping quando da sua inauguração em 8 de janeiro. Os supermercados israelenses contratam centenas de palestinos da Cisjordânia, bem como residentes árabes de Jerusalém, que trabalham lado a lado dos colegas judeus.
Segundo Levy, metade de seus 4 mil funcionários são palestinos ou árabes israelenses. "Comecei a dar emprego a palestinos e árabes israelenses no primeiro empreendimento Rami Levy, uma barraca no mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém, inaugurado em 1976. Os árabes já faziam parte dos primeiros funcionários", salientou ele.
"Os funcionários continuam trabalhando na Rami Levy Hashikma, nossos atacadões, e muitos subiram na carreira, juntamente com a empresa. O primeiro funcionário que contratei há 35 anos é um homem chamado Ibrahim, árabe de Jerusalém Oriental, que permanece na Rami Levy, atualmente é diretor de logística. Outros funcionários árabes israelenses e palestinos que se juntaram à equipe de Rami Levy também foram promovidos a cargos de direção e gerência. Rami Levy não discrimina o candidato conforme a etnia, gênero ou religião ao contratar e promover funcionários. Todos os funcionários, sejam eles palestinos ou israelenses, são tratados igualmente e recebem os mesmos benefícios. O salário se baseia unicamente no cargo e desempenho do funcionário. A meta da Rami Levy é dar a mesma oportunidade a todos os funcionários de alcançarem o sucesso. Tal objetivo só pode ser alcançado se o princípio da igualdade for implementado em todos os ofícios da empresa".
Para os funcionários do alto escalão da FATAH de Abbas, no entanto, a imagem de palestinos e judeus trabalhando em harmonia é repugnante. Eles não gostam da ideia de trabalhadores palestinos estarem recebendo bons salários e serem tratados com respeito pelo empregador israelense. Eles também não gostam de ver consumidores palestinos fazendo fila para comprar alimentos e mercadorias de melhor qualidade oferecidos a preços competitivos. As autoridades da FATAH preferem ver seu povo desempregado ou pagar mais caro no mercado palestino do que fazer as compras em um shopping center de propriedade de um judeu.
Em vez de comemorar a inauguração do shopping que oferece oportunidades de emprego a dezenas de palestinos além de praticar preços mais baixos, as autoridades da FATAH veem nisso um plano israelense para "debilitar" a economia palestina. "Foi um dia triste para Jerusalém", realçou Hatem Abdel Qader Eid, funcionário de alto calibre da FATAH, ao se referir à inauguração do novo shopping. "Este projeto visa minar o comércio árabe em Jerusalém e subordiná-lo à economia israelense."
As centenas de palestinos que se acotovelavam no novo shopping no dia da inauguração, no entanto, ao que tudo indica, discordam da imagem sombria pintada por Abdel Qader Eid. O enorme número de pessoas que lá se aglomeravam, é sem sombra de dúvida positivo: mostra que os palestinos são clientes como em qualquer país do mundo que preferem produtos de melhor qualidade a preços mais baixos. Para eles, esse não foi um "dia triste", como disse o representante da FATAH, mas sim empolgante. Finalmente um shopping foi inaugurado perto da casa deles, oferecendo uma ampla gama de produtos a preços competitivos.
Não obstante, Abdel Qader Eid estava certo em relação a uma coisa: seu lamento com respeito à ausência de investidores e capital palestinos. "Os capitalistas palestinos são covardes", ressaltou ele. Os investidores palestinos, salientou Eid, bem que poderiam ter inibido Rami Levy de construir o novo shopping se eles tivessem investido na construção de um shopping palestino. "É verdade que há empresários palestinos com muito dinheiro. Mas apesar de serem muito ricos, são medíocres quando se trata de disposição e formação".
Lamentavelmente o representante da FATAH está dizendo que os empresários palestinos não botam fé no povo, preferindo investir seu dinheiro em outro lugar.
Osama Qawassmeh, outro cacique da FATAH, foi ainda mais eloquente quanto ao incitamento. Ele advertiu que qualquer palestino que faça compras ou alugue algum espaço no novo shopping será acusado de "trair a terra natal". Ele continuou com a velha ladainha das calúnias palestinas, segundo as quais, comprar produtos israelenses é um ato de "apoio aos assentamentos e ao exército israelense".
O incitamento da FATAH contra o novo shopping center não caiu no vazio. No dia em que o shopping foi inaugurado, palestinos lançaram um sem-número de bombas incendiárias no complexo, forçando os compradores (palestinos) a fugirem para salvar a própria pele. Por sorte ninguém ficou ferido, nem houve prejuízos materiais às lojas ou veículos que se encontravam no estacionamento.
A campanha de incitamento contra o shopping de Levy começou há vários meses, quando ainda estava em fase de construção, continuando até hoje. Já que a campanha deu com os burros n'água não conseguindo impedir a abertura do shopping, a FATAH e seus seguidores apelaram para ameaças e violência. As ameaças estão sendo dirigidas a consumidores e comerciantes palestinos que alugaram algum espaço no novo shopping. Os vândalos que atacaram o shopping com bombas incendiárias poderiam ter ferido ou matado palestinos. Os vândalos, que segundo consta são afiliados à FATAH, preferem que seu povo morra do que deixar que se divirtam ou comprem produtos a preços atraentes em um shopping israelense.
Ao liderar a campanha de incitamento e intimidação, a FATAH de Abbas está mais uma vez mostrando a sua verdadeira cara. Como é possível imaginar que Abbas ou algum de seus subordinados da FATAH venham algum dia a fazer a paz com Israel, quando não conseguem sequer tolerar a ideia de palestinos e judeus trabalharem juntos para o simples bem comum?
Se um palestino que compra leite israelense é considerado traidor aos olhos da FATAH, não é difícil imaginar o destino de qualquer palestino que ouse ponderar sobre um entendimento com Israel. Se ele tiver sorte, terá um encontro íntimo com uma bomba incendiária. Se ele não tiver sorte, será enforcado em praça pública. Como isso se reflete na disposição palestina de participar de um processo de paz com Israel?

Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Tradução: Joseph Skilnik

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

AI-5 - 50 Anos de Uma Atitude Drástica Necessária

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Após a deposição de João Goulart pela Contrarrevolução de 31 Mar 64, os maus brasileiros  que já se sentiam vitoriosos na empreitada iniciada em 1935  viram mais uma vez seus planos irem por água abaixo. Imaginemos a decepção de gente como  Luiz Carlos Prestes, o dirigente do PCB que alguns dias antes havia afirmado que “Já estamos no poder, embora ainda não tenhamos o governo nas mãos”.
Assim, movidos pela crença doentia no socialismo, os dirigentes comunistas não desanimaram e passaram a insuflar os militantes mais jovens, para que enfrentassem uma luta fratricida e suicida, tentando recuperar o terreno perdido mais uma vez.
Essa reação, desesperada e criminosa, se deu por meio de atos de terrorismo praticados por militantes treinados e financiados por Cuba desde o final dos anos 50 e organizados desde o início da década de 60  vide, dentre outros mecanismos montados em plena vigência da democracia, os "Grupos dos Onze", organizados por Leonel Brizola em 1963  fato comprovado conforme narrado ao final de uma postagem antiga deste blog.
Tais atos terroristas desenvolveram-se em uma sequência de crescente violência, dos quais salientamos alguns:
19 Jul 1964 — uma bomba jogada pela madrugada contra as Mercearias Nacionais, em Pilares, Guanabara, fere o comerciante Antônio Monteiro.
12 Nov 1964  — explosão de uma bomba no cinema Bruni, na praia do Flamengo, Rio de Janeiro, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES, provoca seis feridos graves e a morte do vigia Paulo Macena. Na véspera, outra explosão havia ocorrido na Faculdade de Direito, sem causar feridos. 
— 28 Nov 1964  tentativa, frustrada, de descarrilamento de um trem, em Sete Lagoas, Minas Gerais.
— 1º Dez 1964 — explosão no sistema de refrigeração do Cine São Bento, em Niterói.
22 Abr 1965  — atentado à bomba contra o jornal "O Estado de São Paulo".
22 Set 1965 — duas bombas explodem na Sala dos Pregões da Bolsa de Valores, ferindo dez pessoas.
31 Abr 1966 duas bombas explodem no Recife. A primeira na sede do DCT (Correios e Telégrafos) feriu duas pessoas, e a segunda na residência do então comandante do IV Exército, general Damasceno Portugal.
25 Jul 1966 — atentado à bomba no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, contra o general Costa e Silva, no qual morreram o Almirante Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Régis de Carvalho e causando mutilações em diversas pessoas, dentre elas o Tenente-Coronel Sylvio Ferreira da Silva, e Sebastião Tomaz de Aquino, Guarda Civil que teve a perna direita amputada.
1º Ago 1966 — explosão de uma bomba no cinema Itajubá, em Santos.
26 Ago 1966 — explosão de uma bomba no teatro Guaíra, em Curitiba.
2 Ago 1967 — explosão de uma bomba na sede do Corpo da Paz, entidade americana, na praia do Russel, Rio de Janeiro, ferindo Ruy Ribeiro, que teve uma das mãos amputada; e as norte-americanas Helen Keln e Patrícia Yander gravemente atingidas, com vários estilhaços nos corpos.
24 Nov 1967 — ocorre o que é considerada a primeira ação terrorista seletiva da ALN: em Presidente Epitácio é assassinado o fazendeiro - Zé Dico - por Edmur Péricles de Camargo, vulgo "Gauchão". O crime, que também teve a participação de Demerval Pinheiro dos Santos e outros 17 "posseiros", e ocorreu na Fazenda Bandeirantes por ordem de Rolando Frate, líder do PCB, em função da resistência que o fazendeiro exercia contra o "movimento camponês" da região. O relato do planejamento e execução do crime foi publicado na Folha de São Paulo, em 1970.
15 Dez 1967  É assassinado o bancário Osiris Motta Marcondes, gerente do Banco Mercantil de São Paulo, durante assalto de terroristas à agência.
15 Mar 1968 — atentado à bomba contra o Consulado americano em São Paulo, com dois feridos. Um deles, o estudante Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, perdeu uma perna e até hoje não conseguiu receber a indenização que pleiteia, diferente do que tem ocorrido com quase todos os terroristas beneficiados pela anistia.
10 Abr 1968 — Explosão à dinamite no QG da Polícia Militar, na Praça Fernando Prestes, em São Paulo.
15 Abr 1968 — Lançamento de bombas contra o antigo QG do II Exército/SP, na rua Conselheiro Crispiniano, próximo ao gabinete do então Comandante, General Sizeno Sarmento. Os petardos, embrulhados em folhas de jornais, feriram uma telefonista de uma loja vizinha e um rapaz que tentou apagar o pavio da bomba com um balde de água.
20 Abr 1968 — Novo atentado à bomba contra o jornal "Estado de S. Paulo". Destruiu a fachada do prédio. O porteiro Mário José Rodrigues ficou gravemente ferido. Prédios vizinhos foram danificados pela explosão. A bomba arremessou longe um veículo que passava pelo local (ferindo também duas pessoas). A sucursal do jornal O Globo, localizada no 19° andar de um prédio em frente, também sofreu danos.
15 Mai 1968 — Atentado à bomba contra a Bolsa de Valores em São Paulo.
18 Mai 1968 — Atentado à bomba contra o Consulado da França em São Paulo.
26 Jun 1968 — Atentado à bomba pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) contra o QG do II Exército, no qual morreu o soldado sentinela Mário Kozel Filho e ficaram gravemente feridos vários soldados da guarda.
1º Jul 1968 — É morto a tiros no Rio de Janeiro o major do Exército alemão Edward Ernest Tito von Westernhagem, cursando uma escola militar brasileira (ECEME), confundido com o capitão boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara. Crime do Comando de Libertação Nacional (COLINA).
19 Ago 1968 — Explosão simultânea de bombas em frente ao DOPS e a dois edifícios da Justiça Estadual de S. Paulo.
7 Set 1968 — Assassinato a tiros do soldado Eduardo Custódio de Souza, da PMSP, por terroristas, quando de sentinela no DEOPS/SP.
— 20 Set 1968 — É abatido a tiros o soldado da PMSP, Antônio Carlos Jeffery, quando de sentinela.
12 Out 1968 — Para assinalar um ano da morte de Guevara na Bolívia, é fuzilado pela VPR, na frente de sua mulher e filhos o capitão do Exército americano Charles Rodney Chandler, de 30 anos, estudante de uma universidade de São Paulo e veterano do Vietname, sob a falsa justificativa de ser agente da CIA.
7 Dez 1968 —  bomba de alto poder explosivo é colocada pela madrugada na agência do Correio da Manhã, no Edifício Marquês do Herval, Rio de Janeiro, destruindo as instalações e causando prejuízos calculados inicialmente em NCr$ 300 mil. O deslocamento de ar provocado pela bomba arrebentou vidraças de lojas e escritórios nos dez primeiros andares do prédio. Na agência, abriu uma cratera de mais de um metro de diâmetro, pondo os ferros da laje à mostra. Arrebentou ainda as esquadrias de alumínio, o mármore das paredes, o sistema de refrigeração e sua casa de máquinas. Todo o mobiliário foi danificado. A livraria, que funcionava no mesmo local, teve as suas vitrinas totalmente destruídas. O operário Edmundo dos Santos saiu gravemente ferido. Minutos antes, uma outra bomba explodiu na Faculdade de Ciências Medicas da UEG (Universidade do Estado da Guanabara), destruindo a biblioteca e parte do Diretório Acadêmico, na Avenida 28 de Setembro.
13 Dez 1968 — É editado o Ato Institucional nº 5 com a finalidade de fornecer ao governo os instrumentos necessários para combater o terrorismo e a guerrilha. 
A lista de crimes cometidos, acima relatada, é uma pequena mostra dos atos terroristas ocorridos de 1964 até as vésperas da emissão do AI-5. Outros atentados são elencados no Roitblog, abrangendo o período até 1969. Tomar conhecimento desses violentos delitos auxilia a entender quais foram as motivações que conduziram ao "endurecimento" da repressão ao terrorismo. Também, refuta a "justificativa" mentirosa e covarde, como soe ser qualquer explicação de comunistas, de que o terrorismo foi uma reação ao AI-5.
Na data que assinala meio século da publicação do tão mal falado AI-5, algumas reflexões precisam ser feitas de forma honesta.
Terá sido "pura maldade" dos governantes de então? Quais foram, realmente, os efeitos práticos dele e dos Atos Institucionais anteriores?
Para isto, recomendo a leitura deles. É fácil o acesso, basta clicar em Planalto.gov.br-64.
A começar pelo primeiro deles, cujo projeto foi feito, a pedido do Presidente Ranieri Mazzili, por uma comissão de oito parlamentares  Pedro Aleixo, Martins Rodrigues, Daniel Krieger, Bilac Pinto, Adauto Lúcio Cardoso, Paulo Sarazate, João Agripino e Ulysses Guimarães. Segundo o Senador Daniel Krieger, depois líder do governo do Presidente Costa e Silva: "A minha interferência restringiu-se a discordar do prazo de 15 anos, proposto à comissão por um de seus integrantes - Ulysses Guimarães". O projeto da Comissão foi substituído por outro elaborado pelos professores Francisco Campos e Carlos Medeiros, comenta Krieger: "Devo registrar, entretanto, que o redigido pelos citados parlamentares não era mais liberal do que o dos eminentes mestres." (Daniel Krieger, Desde as Missões - Saudades, Lutas, Esperanças - José Olympio - Rio de Janeiro, 1978 - 2º edição pág. 172). O fato, muito pouco conhecido, é relembrado pela Folha de São Paulo de 1º Mai 1989 (Política, Fl A7, "Há 60 anos Ulysses sonha em ser Presidente da República"); pelo Jornal do Brasil de 14 Out 1992, pág 8 (Do apoio ao Golpe de 1964 ao comando da resistência) e Jornal Inconfidência, ed 256, pág 23.
Verificando o teor dos Atos Institucionais, observamos que o objetivo das eleições indiretas eram simplesmente para completar o mandato interrompido. Inicialmente, foram previstas eleições presidenciais para outubro de 1965. As "garantias constitucionais" suspensas por seis meses eram as de "vitaliciedade e estabilidade", obviamente visando facilitar a exclusão de funcionários acusados de algum delito, ou seja, executar a necessária limpeza dos traidores do povo e corruptos instalados nos diversos cargos públicos.
Os Atos Institucionais que se seguiram, ocorreram em virtude do recrudescimento da oposição irracional e do terrorismo, e da necessidade de combater este último com a devida energia e fundamento legal.
Lendo o texto do AI-5 nos dias de hoje (e pouca gente faz isso) temos a nítida sensação de que algo parecido se faz necessário no Brasil atual!
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Lucho, o Policial Que Aniquilou 19 Chefes das FARC


O agente da Polícia morreu de câncer.
Partiu com 14 condecorações e a gratidão de sua pátria.
 Luis Sierra em dois momentos de sua vida: internado na selva (dir.) e recebendo o Premio de melhor policial
 Foto:   Arquivo particular
Por Unidad Investigativa
A Polícia se prepara para render honras póstumas a Luis Eduardo Sierra Guerrero, o Subintendente (grau hierárquico superior aos Patrulheiros e subordinado aos Comissários) especialista em Inteligência que passou a metade de seus treze anos de carreira infiltrado nas FARC.
Aos 26 anos se internou na zona de Darién e do Urabá para localizar acampamentos, camuflar dispositivos de localização por satélites que permitir o Exército e a Força Aérea colombiana bombardear com precisão pelo menos quinze objetivos de alto valor da guerrilha.
Suas atuações foram retribuídas por dezenove citações elogiosas e quatorze Condecorações de seus superiores, que ele só podia receber durante os dias de descanso que tinha entre uma missão e outra.

Para se infiltrar nos bandos de ladrões de joalherias e de guerrilheiros, Sierra assumiu os papéis de indigente, serralheiro, fornecedor de víveres e até de pretendente da prima de um líder guerrilheiro.
“Quando alguém se infiltra tem que trocar o chip. Adeus família e adeus até a teu nome. Se não souberes manejar a situação, isto pode te custar a vida”, disse Sierra a El Tiempo há um mês, quando recebeu o Prêmio Coração Verde, como melhor policial da Colômbia.
Nessa ocasião, chegou à entrevista ajudado por uma bengala e admitiu que o prêmio revigorava seu desejo de viver, depois que foi diagnosticado com um câncer agressivo e terminal
Suas batalhas
Apesar da evidente deterioração física, Sierra conseguiu revelar ao país alguns episódios desconhecidos que ele e seus companheiros da Direção de Inteligência da Polícia (DIPOL) vivem para subjugarem a guerrilha e a outras organizações armadas à margem da lei.

Eles passam meses infiltrados na selva, sem contatar a família e até choram em silêncio. Mas depois que as operações são lançadas, o esforço vale a pena. Desarticulamos várias estruturas de guerrilha e apoiamos operações de  outras forças”, disse o Subintendente a El Tiempo.
Sierra nasceu em Manizales em 2 de maio de 1985 e cresceu no bairro Cervantes, que na época era um dos mais turbulentos da capital de Caldas.

Seus amigos contam que desde sua infância identificava e se acercava dos delinquentes da zona, como meio para proteger sua vida e a de sua família. 
Ingressou na Polícia em maio de 2004, com apenas 19 anos, no cargo de Auxiliar. Dois anos depois já era Patrulheiro de Vigilância no Departamento de Polícia do Valle.

Mas foi em 2007 que iniciou sua carreira na Inteligência Policial.
Nessa época, foi nomeado Investigador em Buenaventura, onde chegou até a dormir na rua, fazendo-se passar por indigente, com a finalidade de desarticular uma quadrilha de ladrões que assolavam o porto.
Urinei sobre uma roupa velha, deixei no sol, a coloquei e me caracterizei como mendigo para executar minha primeira missão como membro de Inteligência da Polícia Nacional: capturar uma quadrilha de assaltantes que roubava joalherias e casas de penhores em Buenaventura. Depois de dormir varias noites na rua e fingir que consumia alucinógenos, tivemos sucesso, e meu Major pediu que me indicassem ao Grupo Especial de Inteligência de objetivos de alto valor das FARC”, contou Sierra a este diário.

E afirmou que, embora muitos não acreditem, foi difícil seduzir uma parente de um guerrilheiro a fim de localizar outros acampamentos na fronteira com o Panamá.
Lá, noivei com a prima de um dos chefes da segurança da guerrilha, em uma questão puramente estratégica. Foi difícil corteja-la e estar com ela. Eu tinha 27 anos, e ela era uma morena nove anos mais velha, e eu concebo o amor de uma maneira diferente. Foi incômodo, mas consegui até compartilhar um sancocho (ensopado típico) com o primo. Me convidaram até para as festas de fim de ano. Aguentei porque visávamos o chefe das FARC que manejava o narcotráfico da zona e a compra de armamento para quase todas as frentes guerrilheiras. E logramos captura-lo”, narrou.
Conforme seu currículo, Sierra participou de sete Operações chaves e classificadas como Secretas, que permitiram a eliminação de quinze chefes de bandos e capturar dezenove criminosos classificados como de "alto valor", inclusive um chefe das FARC que posteriormente compôs a delegação de paz dos guerrilheiros em Havana.
O Ocaso
Quando Sierra recebeu o reconhecimento como melhor policial da Colômbia, em 28 de setembro passado, já estava tomando uma dúzia de diferentes medicamentos diariamente, a maioria à base de morfina, para amenizar a dor.
E, ainda que tenha chegado altivo para receber o prêmio, uma semana depois confessou a El Tiempo que já havia perdido a mobilidade em 60% de seu corpo e que tinha que se deslocar usando uma cadeira de rodas.
O tumor de 19 por 14 centímetros, descoberto em 2016 em sua glândula suprarrenal direita, se converteu em seu pior inimigo. Apesar de ter sido retirado cirurgicamente, já havia feito metástases em seus pulmões, fígado, coluna e em outras cinco partes de seu corpo. E, mesmo que Sierra o tenha enfrentado bravamente, terminou levando-o.
O Diretor da Polícia, General Jorge Nieto, se encarregou de informar ao país que o valente Subintendente Sierra havia falecido.
Semanas antes de o internarem em uma clínica de Medellin, tudo estava pronto para que o promovessem a Intendente, um reconhecimento que a Instituição fará postumamente à sua família.
Creio firmemente em Deus e vou lutar por minha vida. Recebi o premio em nome dos 180.000 policiais bons que saem diariamente a arriscar suas vidas pela pátria”, disse em sua última entrevista.
Unidad Investigativa
u.investigativa@eltiempo.co
Twitter: @uinvestigativa
Fonte:  tradução livre de El Tiempo

sábado, 10 de novembro de 2018

O Policial Que Fingiu Ser Diplomata Corrupto Para Caçar Mafioso

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Na mala diplomática, ele transportou cocaína para o espanhol Jorge Merlo e obteve provas para sua captura.
Por Unidad Investigativa
Foto que Camilo enviou a Jorge Merlo (dir.) como prova de que havia levado uma carga de coca até Madrid. - Foto: Arquivo particular
“Comprei sapatos Hugo Boss, umas roupas elegantes e maletas finas. Mesmo arriscada, a única maneira de capturar o chefão espanhol Jorge Juan Merlo era me infiltrando em sua organização. Agências de quatro países estavam a dez anos tentando captura-lo, sem conseguirem. Mesmo sabendo que era o cérebro dos envios de droga para Europa e Estados Unidos, não havíamos conseguido capturar sequer um quilo para poder prendê-lo, e era essa a minha missão.”
Em junho de 2018, um dos oficiais mais jovens e experientes da Diretoria de Investigações Judiciais e Interpol (DIJIN) da Polícia Colombiana se converteu em "Camilo", um elegante diplomata com passaporte azul, caminhonete blindada e a possibilidade de viajar a qualquer parte do mundo sem que sua bagagem fosse revistada.
Com essa fachada se infiltrou na organização do narcotraficante espanhol e começou a identificar rotinas, substitutos, celulares criptografados e seus contatos mafiosos em três continentes.
Oficiais do departamento de Imigração e Aduanas dos Estados Unidos (ICE) haviam alertado o diretor da DIJIN, General Jorge Luis Vargas de que Merlo, vulgo "Mono" e "Pálido", procurava um transportador para levar cocaína de Cali para a Austrália, Espanha e Turquia, e aí começou o planejamento dos detalhes para infiltrar a sua rede, no qual participaram funcionários colombianos do mais alto nível.
Pelo menos em duas oportunidades, a Polícia da Colômbia havia tentado por a mão no bandido matreiro. Uma delas, quando tentou retirar cocaína em um avião-ambulância desde o aeroporto El Dorado, de Bogotá; e a outra, na denominada Operação Jaguar.
Nesta ocasião, Merlo foi identificado tentando transferir drogas em aviões tipo Cessna desde a Venezuela para a América Central e Estados Unidos. Foi armada uma cilada, mas o ardiloso espanhol nascido em Granada não foi ao local na fronteira onde seria feita a entrega da cocaína e, assim, a operação fracassou.
Mas desta vez, depois do infiltrado ser instruído, Vargas deu a ordem de por em marcha a Operação Embaixador. "Camilo" foi apresentado - por meio de um informante - a John Jairo Coy, vulgo "Coqueto", feitor de Merlo, que coordenava o transporte de cloridrato de cocaína desde o sudoeste do país para aeroportos e portos.
A Armadilha
“Mudei meu sotaque, comprei um broche com a bandeira do país que estaria representando e o coloquei na lapela para participar das reuniões do bando. Em uma delas, ofereci minha mala diplomática para levar um primeiro carregamento para Madri. Depois que me entregaram os 35 Kg de coca em Bogotá, combinamos com uma empresa aérea para que minha bagagem passasse sem ser revistada, e coordenamos a chegada do carregamento com "Ortega", um agente encoberto da Guarda Civil espanhola. Conforme o combinado com Coy, comprei um jornal local, joguei-o sobre o carregamento e enviei uma foto como prova de que havia cumprido o trato”, disse "Camilo".
Ainda que no mesmo dia, em princípios de junho, houvesse a prisão de quatro membros da quadrilha, ninguém suspeitou que "Camilo" fosse um agente infiltrado, e até lhe pediram desculpas pelo "impasse". Além disso, quase imediatamente lhe encomendaram uma tarefa maior: levar 97 Kg para a Austrália.
“Esta missão foi mais difícil. Como não há voo direto de Bogotá a Austrália, a Polícia Federal deste país teve que forjar três maletas iguais às que Merlo havia determinado para levar a cocaína, inclusive uma que tinha uma das rodinhas danificada, para fingir que o carregamento havia chegado. Merlo estava tão entusiasmado com o envio que, no dia em que me entregaram a coca no hotel Torre de Cali mandou me dizer que havia preparado, em outro lugar, uma 'penthouse' (festa) com cocaína e seis pré-pagamentos, que não aceitei, dizendo que primeiro tínhamos que completar o trabalho antes de celebrar”, acrescentou o funcionário.
Isca em Nova Orleans
O plano traçado pela DIJIN resultou ser tão exitoso que Merlo se arriscou a aparecer para a terceira viagem. Inicialmente, disseram a "Camilo" que devia levar 54 Kg à Espanha, mas logo depois ele foi chamado a um McDonald's, em Bogotá, para entregar-lhe 15 Kg adicionais que deviam ser levados com urgência a Nova Orleans.
“A coca para os Estados Unidos era a prova que os agentes do ICE estavam necessitando para autuar as 16 investigações que tinham contra Merlo, por isso concordei. Eu sempre ia acompanhado por um poderoso, mas discreto, esquema de segurança e ver os rostos de meus companheiros me cuidando me tranquilizava nos momentos mais tensos da negociação. Uma das vezes mais difíceis foi quando saí da lanchonete e vi Merlo no estacionamento. Só tive tempo para avisar que o seguissem. Mas, sem dúvidas, o mais angustiante foi quando "desapareceram" um dos meus contatos em uma reunião no Sanandresito da 38 (mercado de importados), depois que um dos carregamentos foi apreendido", recordou "Camilo".
Para comprovar que a coca que ia para Madri havia chegado, Merlo viajou de primeira classe à Espanha e começou a telefonar para o jovem "diplomata" para que celebrassem tomando uns tragos. Ante a negativa do agente encoberto e depois que o carregamento também caiu nas mãos da Polícia, viajou para Istambul (Turquia) para reunir-se com "Tatoo", seu novo e poderoso aliado.
Sem desconfiar que "Camilo" era um oficial, ponta de lança de uma operação transnacional - e imaginando que ele havia se apropriado da droga -, Merlo e seus cúmplices começaram a enviar-lhe ameaças: “Não sabes com quem te metestes; vamos te encontrar; logo terás notícias nossas”.
Mas quando o chefão voltou à Colômbia, já estava tudo pronto para a sua captura - que foi efetivada em 22 de outubro - junto com outras 30 pessoas na Austrália, Espanha e Estados Unidos. A evidência era tão demolidora que o espanhol não teve outra alternativa que aceitar as acusações.
Por isso, o próprio diretor da Polícia, General Jorge Nieto, se encarregou de anunciar os resultados da Operação Embaixador e de condecorar seus participantes, inclusive o falso diplomata, outro herói anônimo na luta contra a máfia.
"Tatoo", o novo objetivo
Segundo informações de agências antimáfia, em uma de suas viagens à Turquia, o criminoso Jorge Merlo se reuniu com "Tatoo", um perigoso narcotraficante nascido em Istambul e com ordem de prisão por terrorismo, emitida pela Alemanha. El Tiempo teve acesso ao prontuário de "Tatoo" e verificou que ele está envolvido no transporte de mais de uma tonelada de drogas para Holanda, Ucrânia, Reino Unido e Alemanha. Além disso, é ligado a "Ismael", alcunha de um curdo que costuma lavar dinheiro de drogas para financiar atividades terroristas.
O suposto sócio de Merlo possui o registro de uma prisão em Istambul, junto a um cidadão espanhol com antecedentes de porte de heroína e morfina. Agências antimáfia, especialmente o ICE, avaliam solicitar a extradição de Jorge Merlo para que responda pelos 16 processos abertos contra ele nos Estados Unidos e, aproveitando a ocasião, revele detalhes a respeito de "Tatoo" e de seus outros contatos para o transporte de coca, inclusive um grupo de narcotraficantes da Costa Rica, com os quais foi visto reunido na Colômbia, em várias ocasiões.
Unidad Investigativa
u.investigativa@eltiempo.co
Twitter: @uinvestigativa
Fonte: tradução livre de El Tiempo
COMENTO: para maiores informações, convém ver o vídeo publicado pela rede de televisão Canal1


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