quarta-feira, 1 de julho de 2015

Livro Revela Descaso do Brasil com Militares Feridos na Segunda Guerra

por Marina Lemle 
Episódio obscuro da história, a internação de cerca de 250 pacientes brasileiros em hospitais dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial vem à tona por meio do historiador Dennison de Oliveira, que acaba de lançar pela editora Juruá o livro Aliança Brasil-EUA – Nova História do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O capítulo “Pacientes brasileiros internados nos EUA” trata do que o autor considera uma das faces mais trágicas da documentação a que teve acesso nos Arquivos Nacionais dos EUA em Maryland. Negligenciados pelo governo do Brasil, os feridos de guerra brasileiros recebiam daquele país resgate e atenção médica.
Dennison de Oliveira em Maryland,
EUA
“Sabe-se que começa nesse momento uma das etapas mais importantes do processo de reintegração social do ex-combatente, que é sua recuperação e reabilitação motora e/ou sensorial. É lamentável que essa etapa tenha sido conduzida de forma tão inadequada e mesmo desrespeitosa para com aqueles que sacrificaram em prol da pátria sua saúde e felicidade no exercício do serviço militar em tempo de guerra”, afirma Oliveira. Em entrevista ao blog de HCS-Manguinhos, ele conta como foi o trabalho de pesquisa e o que descobriu.
- Sabe-se quantos brasileiros foram levados para tratamento nos EUA na Segunda Guerra?
Amputado não identificado da
FEB.
Acervo do OCIAA, NARA II,
Maryland, EUA.
O que dispomos, ainda hoje, são estimativas. Numa anotação rascunhada, anexa à História da Força Expedicionária Brasileira que o comando do Exército dos EUA no Brasil redigiu ao final da guerra, lê-se que teriam sido 776 os pacientes brasileiros evacuados da Itália para o Brasil, dos quais “pequeno número” teria antes passado por hospitais militares dos Estados Unidos. Com base nas pesquisas que realizei nos Arquivos Nacionais estadunidenses em setembro de 2014, estimo que cerca de 250 pacientes brasileiros foram internados em diferentes hospitais mantidos pelas forças armadas dos EUA naquele país durante a Segunda Guerra Mundial.
- Onde eles foram resgatados?
Uma vez removidos dos hospitais militares por toda frente de batalha da Campanha da Itália, seguiam para o porto de Nápoles. De lá eram embarcados em navios-hospitais até os EUA, onde eram internados em três diferentes hospitais militares, especializados respectivamente em doenças psiquiátricas, fraturas e amputações.
- Por que foram levados para os EUA e não para o Brasil?
Os pacientes removidos para os EUA eram os casos mais sérios que demandavam tratamento especializado, àquela época não disponível no Brasil. Os termos e condições que deveriam presidir a escolha dos pacientes a serem removidos para os EUA, a maneira pela qual seriam tratados, quando e de que forma deveriam ser repatriados jamais foram formalmente acordadas entre as autoridades do Brasil e dos EUA. Estas questões de importância fundamental para a saúde, o futuro e a felicidade dos veteranos de guerra brasileiros deveriam ter sido formalizadas numa resolução a ser emitida pela Comissão Conjunta de Defesa Brasil-EUA, com sede em Washington. Esta comissão e sua congênere no Brasil, a Comissão Militar Conjunta Brasil-EUA, com sede no Rio de Janeiro, foram tema de meu projeto de pesquisa de pós-doutorado, que motivou viagem de estudos aos EUA. No decorrer da pesquisa ficou claro que jamais foi assinado tal acordo, dando, na prática, carta branca às autoridades militares dos EUA para decidirem a respeito do destino dos pacientes brasileiros, incluindo se deveriam ou não seguir para tratamento naquele país. Em contraste, já em 1942 as autoridades militares dos EUA formalizaram, através de uma resolução baixada pela comissão em Washington, a forma pela qual funcionariam as enfermarias e hospitais de campanha que haviam instalado em cidades brasileiras como Natal, Belém e Recife. Esses estabelecimentos médicos destinavam-se a atender feridos e doentes estadunidenses, tanto oriundos do pessoal militar que trabalhava nas bases aéreas e navais mantidas pelos EUA no Brasil, quanto das tripulações de aeronaves que faziam a ponte aérea com a África, uma ligação de importância vital para a logística dos países Aliados então em luta contra as potências do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial.
- Qual foi a postura das autoridades brasileiras em relação aos pacientes internados nos EUA?
Ferido da FEB não identificado.
Acervo do OCIAA, NARA II, Maryland, EUA.
A lista de irresponsabilidades, descasos e omissões é tão grande que seria mais fácil falar o que o Brasil fez pelos seus ex-combatentes internados em hospitais dos EUA: quase nada. Veteranos de guerra de ambos os sexos (combatentes e enfermeiras) demandando internamento hospitalar começaram a chegar aos EUA no final de 1944 pegando de surpresa os membros brasileiros da comissão em Washington que, inicialmente, nada podiam fazer por eles. Todos os pacientes careciam de roupas íntimas, uniformes, intérpretes, médicos e enfermeiras brasileiros, próteses e membros artificiais permanentes e soldos para pagarem pequenas despesas.
Com muito custo e depois de um tempo considerável conseguiu-se do Ministério da Guerra no Brasil o atendimento, tardio e parcial, de algumas dessas demandas. A demora em enviar uniformes do Brasil para os internos em hospitais dos EUA significou que eles passariam todo o tempo vestindo pijamas. Isso os impedia de sair do hospital para participar dos passeios e visitas a locais de lazer que lhes eram oferecidos pela Cruz Vermelha estadunidense e certamente os expunha a sentimentos como vexame e tédio, além de ser fonte de ressentimento.
Também jamais foram-lhes enviadas as medalhas por terem se ferido em combate ou se distinguido em ações de guerra, e nem mesmo os distintivos nacionais que teriam sido importantes para elevar seu moral. Os poucos membros brasileiros da comissão conjunta em Washington se esforçavam em visitar seus compatriotas internados, mas parece claro que sua atuação como intérpretes foi claramente insuficiente. Só a muito custo se conseguiu o envio do Brasil de médicos para fazer a triagem de pacientes para os hospitais dos EUA e para acompanhá-los de volta ao Brasil. As enfermeiras jamais foram enviadas, apesar dos repetidos protestos contra a má atuação dos enfermeiros brasileiros no trato com os internados. A situação nesse aspecto era tão ruim que a enfermeira Heloisa Villar, internada num hospital dos EUA para se recuperar de doença adquirida em campanha, resolveu voluntariamente permanecer nos EUA para ajudar a atender os pacientes brasileiros após receber alta.
Das 72 “enfermeiras” enviadas pela FEB, apenas cinco tinham formação na área. 
Acervo do OCIAA, NARA II, Maryland, EUA.
A questão dos soldos também foi fonte de problemas, sendo pagos tardiamente, impedindo durante muito tempo os pacientes de realizarem pequenas despesas do seu interesse. Nesse aspecto quem mais sofreu foram os subtenentes brasileiros. Deles eram cobradas diárias nos navios hospitais dos EUA com se fossem oficiais, prática adotada na hierarquia militar dos EUA. Contudo, de acordo com a hierarquia brasileira, eles deveriam receber vencimentos correspondentes aos soldos pagos aos praças, o que certamente representou mais uma fonte de conflito para as autoridades militares do Brasil resolverem nos EUA.
Mas nada se compara à angústia pela qual passaram os mutilados de guerra, que dependiam de próteses e membros artificiais para suas atividades diárias. Não havia garantias de que o governo brasileiro iria pagar por isso quando deixassem os hospitais dos EUA de volta ao Brasil. A própria volta ao Brasil não foi garantida pelo governo Vargas. Muitos meses após o fim da Segunda Guerra Mundial ainda haviam dezenas de pacientes brasileiros obrigados a viver como exilados em hospitais dos EUA, face à indiferença do governo para com o seu destino. Foi somente apelando por carta diretamente à filha de Vargas que os últimos sessenta internos brasileiros conseguiram afinal voltar à pátria em fins de 1945.
- Como os EUA lidaram com a situação?
Na ausência de qualquer acordo formal, as autoridades estadunidenses se esforçaram em oferecer aos pacientes brasileiros rigorosamente o mesmo tratamento que dedicavam aos seus próprios internados.
Aliás, se não fosse pela atenção e cuidado que dedicaram aos brasileiros, provavelmente todos eles teriam morrido de frio. É um alívio, mas também um constrangimento, constatar na documentação pesquisada o cuidado que as autoridades dos EUA no Recife dedicaram aos enfermeiros brasileiros em trânsito para hospitais daquele país. Percebendo que os uniformes brasileiros eram claramente insuficientes para suportar o inverno em Nova York, se apressaram em retirar dos seus próprios estoques as roupas e agasalhos que foram fornecidos ao pessoal médico. Como resultado, médicos, enfermeiros e pacientes brasileiros nos EUA ficaram a maior parte do tempo usando fardamentos do exército norte-americano, o que certamente foi mais uma fonte de vexames e conflitos para todos eles.
Autoridades de Washington comunicavam aos seus colegas brasileiros as necessidades dos compatriotas feridos e doentes em diversos hospitais dos EUA. Estes, por sua vez, apelavam ao Ministério da Guerra para verem atendidas pelo menos as necessidades mais essenciais dos internados, obtendo nessa missão sucesso apenas relativo. Não cabe dúvida sobre nossa dívida de gratidão para com as autoridades dos EUA nessa questão. Se tivessem se mostrado indiferentes, nossos doentes e feridos de guerra teriam sofrido ainda mais, de forma cruel e desnecessária.
Jipe da FEB transportando feridos em combate para o hospital. Acervo do OCIAA, NARA II, Maryland, EUA.
- Qual a importância desse episódio no contexto do livro?
O que se pode concluir das evidências colhidas pela pesquisa que deu origem a esse livro é que o entendimento da história dos veteranos e veteranas de guerra da FEB em seu processo de reinserção social começa no tratamento que receberam nos hospitais militares estadunidenses durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Do grau de sucesso desse tratamento é que se entende o maior ou menor êxito do processo de reintegração social desses ex-combatentes na vida civil no pós-guerra. Esse episódio tem também muito a nos ensinar sobre a história das relações internacionais militares do Exército Brasileiro. É de se esperar que, no futuro, mais eventos, episódios e personagens envolvidos com o tema se tornem objeto de pesquisa dos historiadores.
Dennison de Oliveira também publicou
pela Editora Juruá os livros 
“Os Soldados Brasileiros de Hitler” (2008),
 “Os soldados alemães de Vargas” (2008),
 “O Túnel do Tempo: um estudo de História e Audiovisual” (2010) e
 “História e Audiovisual no Brasil do Século XXI” (2011). 
Leia mais sobre o livro Aliança Brasil-EUA–Nova História do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Fotos: Acervo do OCIAA / National Archives and Records Administration II 
Colaborou: André Felipe Cândido da Silva 
Textos correlatos:
- Campos, André Luiz Vieira de. Combatendo nazistas e mosquitos: militares norte-americanos no Nordeste brasileiro (1941-45). HCS-Manguinhos, Fev 1999, vol.5, nº 3
- Campos, André Luiz Vieira de. Olhares sobre a Segunda Guerra Mundial no Brasil. HCS-Manguinhos, Dez 2001, vol.8, nº 3
COMENTO: o conteúdo desta postagem só ratifica a certeza de que a sociedade brasileira nunca teve preocupação para com seus militares. O desdém para com os Heróis da FEB iniciou coevo ao final da Segunda Guerra e se mantém até os dias atuais, quando não se vê nenhuma atitude por parte das autoridades em prol dos que dedicaram sua mocidade, saúde e até a vida em defesa da Democracia. É o mesmo menosprezo oferecido aos que livraram o Brasil, em 1935 e 1964, das garras do socialismo/comunismo. E será a mesma indiferença ofertada se por acaso as Forças Armadas atenderem o canto das sereias para, de novo, colocarem este país nos eixos.
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domingo, 21 de junho de 2015

Lula, PT, FSP e Colômbia

por John Marulanda
RIO. A proverbial afetividade dos cariocas anda minguando: estão preocupados, hostis, mesmo. Depois de 12 anos de governo, o Partido dos Trabalhadores, fundado por Inácio Lula para "os pobres e despossuídos", resultou tão ladrão como qualquer outro partido tradicional: seus membros saquearam a Petrobras, que levou uma das empresas petroleiras mais importantes do mundo a uma situação de quase falência. 
A situação econômica do país se mostra mal, com uma recessão que poderá ser a pior em 25 anos. Duro de suportar, para os cariocas, além da carestia, é o ciclo desemprego - ingresso nos bandos de narcotráfico - insegurança - violência. As Unidades Policiais de Pacificação (UPP) estão sendo superadas pelas redes delinquenciais das favelas e os tiroteios. Os mortos aumentam a cada dia. A insegurança agora se estende ao Flamengo, Lagoa, Copacabana, Barra da Tijuca, com menores de idade esgrimindo armas brancas e apunhalando sem piedade. 
-  ¿Onde está Lula? A aura de simpatia (do motorista) desapareceu e deu lugar a algo parecido com raiva reprimida. 
Dilma, sua filha política, a glamorosa ex guerrilheira, evita exibir-se em público por medo das vaias, toma medidas urgentes de cunho neoliberal que a distanciam de seus padrões socialistas e prepara sua visita a Washington. 
O Foro de São Paulo, essa máquina política continental idealizada por Lula e Castro - e financiada por Chávez - que congrega organizações terroristas como as FARC e o ELN, e que ambiciona lançar a América Latina no marxismo-leninismo, urde suas estratégias enquanto vê como Cuba se abre ao imperialismo ianque e à Igreja Católica, enquanto a Venezuela se desmantela. Não importa. 
Esses profetas do ódio entre classes tem a Colômbia em sua mira e assessoram tanto os barões da barbárie quanto a políticos corruptos e retrógrados. Com uma Comissão da Verdade de consequências imprevisíveis, esperam reescrever a história desse país enquanto buscam desprestigiar os militares, única barreira real contra o stalinismo que nos assedia e cerca pelo sul, no leste e no Caribe.
Inflação, desvalorização, corrupção, desemprego, insegurança, são os temas cotidianos em um Brasil que se prepara para os Jogos Olímpicos no ano que vem. A situação é tão tensa que, há um mês, o ministro da Defesa disse a imprensa que "as Forças Armadas estão muito longe de uma intervenção militar para por fim ao governo da presidente Dilma Rousseff em função da crise política e econômica que enfrenta o país".
Deixamos o Leme e rumamos para São Conrado por uma movimentada avenida Atlântica. Joaquim, o motorista, responde com um sorriso: "Lula está se escondendo atrás da saia de Dilma".
E na Colômbia, quando agravar-se o descalabro, ¿onde se esconderão os entreguistas de Havana? 
Fonte: tradução livre de El Colombiano
COMENTO:  essa é a descrição sumária da conversa de um jornalista colombiano com um motorista de táxi do Rio de Janeiro e a opinião formulada a respeito da atual situação brasileira e os possíveis reflexos que tal situação, aliada às negociações com os narcoguerrilheiros, podem ter sobre a Colômbia.
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A Miséria da Educação e a Educação da Miséria

por Percival Puggina
Todo dia, leitores me enviam relatos sobre a hegemonia marxista nos ambientes acadêmicos. Há exceções, claro, mas são isso mesmo. A coisa funciona mais ou menos assim:
1) cursos voltados para Educação intoxicam universitários com conteúdo marxista e explicações simplistas da realidade;
2) professores licenciados, elevados à condição de intelectuais orgânicos, vão para as salas de aula do ensino fundamental e médio ensinar o que aprenderam.
É a miséria da Educação. Ao longo do curso foram instruídos para serem agentes de uma “educação libertadora”, na qual o adjetivo é muito mais importante do que o substantivo. Aprenderam direitinho a conduzir seus alunos através dos estágios da investigação, da tematização e da problematização, tendo em vista fazê-los protagonistas da transformação da sociedade. Desde essa perspectiva, atividades escolares que enfatizem o conteúdo das disciplinas são uma rendição às “exigências do mercado” e indisfarçada posição de direita, certo? Então, ensinam-se convenientes versões da história, uma geografia política muito política, pouca matemática e se reverencia a linguagem própria do aluno. Consequência: mais de meio milhão tiram zero na redação do ENEM. Tais professores julgam perfeitamente honesto serem pagos para isso. Consideram absurdo que lhes pretendam cobrar desempenho. Julgam-se titulares do direito de fazer a cabeça dos alunos. Desculpem-me se repeti o que todos sabem, mas era necessário ao que segue.
Qual o produto dessa fraude custeada pelos impostos que pagamos como contribuintes à rede pública ou como pais à rede privada de ensino? Se você pensa que seja preparar jovens para realizarem suas potencialidades e sua dignidade, cuidando bem de si mesmos e de suas famílias, numa integração produtiva e competente na vida social, enganou-se. Ou melhor, foi enganado. O objetivo é formar indivíduos com repulsa ao “sistema”, a toda autoridade (inclusive à da própria família) e às “instituições opressoras impostas pelo maldito mercado”. Se possível, recrutar e formar transgressores mediante anos de tolerância e irresponsabilidade legalmente protegida, prontos para fazer revolução com muita pedrada e nenhuma ternura.
Se tudo der certo, o tipo se completa com um boné virado para trás, um baseado na mochila e uma camiseta do Che. A pergunta é: quem quer alguém assim na sua empresa ou local de trabalho? Em poucos meses, essa vítima de seus maus professores, pedagogos e autoridades educacionais terá feito a experiência prática do que lhe foi enfiado na cabeça. Ele estará convencido de que “o sistema” o rejeita de um modo que não aconteceria numa sociedade igualitária, socialista, onde todos, sem distinção de mérito ou talento, sentados no colo do Estado, fazem quase nada e ganham a mesma miséria.
É a educação da miséria. Os intelectuais orgânicos que comandam o processo não se importam com o para-efeito do que fazem. O arremedo de ensino que criaram cristaliza a desigualdade, atrasa o país, frustra o desenvolvimento humano de milhões de jovens e lhes impõe um déficit de formação dificilmente recuperável ao longo da vida. De outro lado, quem escapa à sua rede de captura e vai adiante estudará mais e melhor, lerá mais e melhor, investirá tempo no próprio futuro e, muito certamente, criará prosperidade para si e para a comunidade. O mercado separará o joio do trigo. No tempo presente, as duas maiores causas dos nossos grandes desníveis sociais são: a drenagem de 40% do PIB para o setor público e a incompetência que a tal “educação libertadora” e a respectiva ideologia impuseram ao ensino no Brasil.
Fonte:  Blog do Puggina
COMENTO: eis mais um dos muitos motivos para que o pessoal da "zisquerda" procurem destruir o Sistema Colégios Militares e outros de fundamentação religiosa, onde são mantidos os parâmetros de respeito ao mérito. Eles sabem que os jovens formados nestas instituições serão os verdadeiros líderes de amanhã, por sua capacidade de bem entender o mundo, sobrepondo-se até mesmo aos "líderes esquerdistas" formados no sistema acima descrito. Procuram destruir mas não conseguirão. Não passarão!!
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Terror, o Combustível das FARC

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O ataque guerrilheiro no qual se perderam 200 mil galões de petróleo danifica a natureza, danifica os cultivos, danifica o povo simples de Putumayo. E desgasta mais a credibilidade das FARC.
Gente comum, da periferia rural do país, esse é o alvo dos golpes dos ataques terroristas das FARC contra a infraestrutura e o transporte de petróleo. Os prejuízos não são poucos. Nas comunidades, aparecem enfermidades cutâneas, e gastrointestinais pela contaminação da água e do ar. Morrem animais domésticos e a fauna dos territórios manchados com o óleo vazado.
Acabam de atacar um comboio de dezenove caminhões-tanques. O resultado: cinco mil barris (cerca de 159 litros cada) esparramados. Em 2014 também atacaram outra caravana: 4.500 barris derramados. Em Puerto Asís (Putumayo) e suas zonas rurais, os cidadãos conhecem muito bem os efeitos: um entorno devastado, que irá demorar pelo menos dez anos para recuperar-se.
As FARC sabem que suas ações são uma grave infração ao Direito Internacional Humanitário (DIH), porque impactam diretamente em bens essenciais à sobrevivência da população civil, e também violam direitos humanos (econômicos e sociais). Mas suas mensagens de intimidação e destruição se repetem.
Segundo a ECOPETROL, em 2013 houve em Putumayo 123 ataques contra a infraestrutura petroleira. No país, foram 224. Há dez dias, as FARC destruíram o oleoduto da região.
Tratam-se de ações que refletem uma certa virulência contra os recursos e a vida cotidiana de um departamento essencialmente ocupado por camadas urbanas e campesinas que sequer podem ser classificados como classe média. Em sua maioria, são vilarejos habitados por pessoas economicamente situados entre as "classes" baixa-baixa, baixa e média-baixa. 
Não é necessária uma análise exaustiva para entender a quem prejudicam esses atos tão irracionais e desprovidos de qualquer "efeito político-militar" contra o que a guerrilha denomina em sua linguagem caduca "estruturas de um estado oligárquico e saqueado por multinacionais". É muito mais vergonhoso e desprezível ver que a subversão não renuncia à brutalidade e à violência indiscriminada e desproporcional, que só deixa ruínas e perdas materiais e humanas.
Um funcionário e habitante de Puerto Asís descreveu a este diário que os derramamentos de petróleo alcançaram o rio Cuembi, de onde se abastecem de água várias comunidades. O óleo se infiltra nos banhados e termina consumido por humanos e animais. Com o derramamento de maio de 2014, por exemplo, "as pessoas começaram a sofrer diarreias, dores de cabeça e náuseas pelo forte odor; as crianças apresentam mais enfermidades cutâneas atribuídas ao consumo de água e peixes contaminados (...) A água se tornou preta e pegajosa e se infiltrou nos banhados danificando as plantações de milho e plátanos (espécie de banana muito usada na alimentação colombiana), e não se podia pescar".
Porém, as FARC - que estão em meio a um processo de diálogo com o Governo visando por fim ao conflito - se fazem desentendidas de sua obrigação de respeitar o DIH e de evitar tantos danos à população civil. Dinamitam a esperança dos colombianos de ver que, pelo menos enquanto o processo avança em meio a hostilidades, a guerrilha seria capaz de não prejudicar as comunidades.
Ontem (9/6), o Presidente Juan Manuel Santos manifestou o que se pensa em todo o país: "Ataques terroristas, ataques irracionais. Nos perguntamos:  ¿Que utilidade militar ou de outra índole pode trazer derramar petróleo para contaminar nossas fontes de água?"
A resposta é simples: nenhuma utilidade. Como tampouco tem para Colômbia, a estas alturas da história, que existam as FARC. 
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Negócio da China - Para os Chineses

Li Keqiang prometendo o que não tem
 e que não vai dar
O premiê chinês Li Keqiang passou pela América Latina agitando promessas mirabolantes. No Brasil, acenou com um faiscante pacote de projetos no valor de US$ 53 bilhões (R$ 160 bilhões). 
É claro que nada será grátis e, como o Brasil não tem dinheiro nas quantidades requeridas, o dirigente comunista assume ares de um super-gato olhando de cima para um mísero rato que ele deseja astutamente engolir. 
Mas o que tampouco está claro é se a China possui o dinheiro que diz ter, de tal maneira são graves as dúvidas sobre a saúde financeira do gigante asiático, que não exibe suas contas de modo convincente. Nesse caso o super-gato não passa de uma fantasia de papel crepe, como gostam os chineses.
A promessa de maior destaque é uma eventual participação chinesa na Ferrovia Transoceânica que ligaria a nossa Ferrovia Norte-Sul à costa do Pacífico, no Peru, com um custo estimado entre 4,5 e 10 bilhões de dólares. 
Mas a Transoceânica não é o único projeto acenado por Li Keqiang. Ele assinou em Brasília 35 atos, levantando o sonho de investimentos em infraestrutura e de aumento da capacidade produtiva do Brasil. 
Isso permitirá que o País “exporte mais aço e menos minério de ferro”, sonhou de olhos abertos o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário-geral de Política 2, responsável pelas relações com a Ásia. 
E o termo “sonho” usado pela Folha de S. Paulo foi bem apropriado, pois, como informou o mesmo jornal, as “promessas não cumpridas da China somam US$ 24 bilhões” e muito pouco se pode dizer das promessas cumpridas.
Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, mostrou-se cética em relação à realização de investimentos na casa dos US$ 50 bilhões anunciados pelos chineses no Brasil (O Estado de S.Paulo). 
Enigma chinês: centenas de milhões de chineses
 vivem na miséria 
enquanto o governo socialista
diz se interessar 
pelo desenvolvimento dos outros.
 Foto: rua de Pequim.
O que pode haver fora de uma intenção colonialista ideológica?
Ela ressaltou que uma coisa é a intenção e outra coisa é detalhar como serão feitos os projetos. “O diabo mora nos detalhes. Precisa ver como é que será feito, se isso vai se concretizar mesmo”. E o socialismo chinês mora à vontade nesses detalhes.
“Muitas coisas são memorandos de entendimentos, protocolos, acordos de cooperação. Isso significa que você vai detalhar o que é isso. Todos esses US$ 50 e tantos bilhões na realidade ainda vão ter uma outra etapa que é detalhar como será feito esse acordo. Uma coisa é intenção e outra coisa é quando você senta para detalhar como será feito, como será construído. O diabo mora nos detalhes. Tem de olhar para ver se isso vai se concretizar mesmo. Não é tão óbvio que vão bancar isso tudo, não”, acrescentou.
Li Keqiang classificou pomposamente os 35 acordos assinados entre o Brasil e a China como uma “cooperação entre dois gigantes”. Segundo ele, a parceria e os equipamentos de infraestrutura chineses permitirão ao Brasil “avançar mais rapidamente”, noticiou O Estado de S. Paulo. 
Mas a prudência e a experiência histórica apontam que há demasiada lábia nessas expressões.
Em Barreiras (BA), um megaprojeto de processamento de soja parou na terraplanagem. No porto do Açu (RJ), a siderúrgica Wisco desistiu de ter uma unidade no Brasil. Em Mato Grosso e no Pará, o acordo para o financiamento de uma ferrovia está parado há três anos. 
Foram projetos bilionários com capital chinês, anunciados com estardalhaço nos últimos cinco anos, mas que nunca saíram do papel. 
Somadas, essas promessas não cumpridas ou redimensionadas para baixo acumulam ao menos US$ 24 bilhões sumidos nos endiabrados detalhes, segundo levantamento da Folha. 
No ramo automotivo, alguns fabricantes de automóveis ainda não implantaram os trombeteados projetos industriais no Brasil – casos da Lifan, da Hafei e da Zotye.
Outros investimentos acabaram sendo pagos com dinheiro brasileiro. Em Camaçari (BA), onde a JAC Motors planeja uma fábrica de R$ 1 bilhão, a obra está parada à espera de um financiamento estadual de R$ 122 milhões.
A fábrica da Foton Caminhões, que está sendo erguida em Guaíba (RS), todo o capital de R$ 400 milhões saiu do bolso dos brasileiros; a China entrará com a tecnologia. Será própria ou surripiada de outros? O diabo dos detalhes sabe.
No caso da soja, um dos principais produtos de exportação brasileira para a China, investimentos de pelo menos US$ 8,7 bilhões – que incluiriam compra de terras e infraestrutura para escoamento – não se materializaram. 
Em telecomunicações, a visita da presidente Dilma Rousseff à ZTE, em Xian (China), em 2011, não foi suficiente para a empresa implantar uma fábrica de US$ 200 milhões em Hortolândia (SP). 
O Brasil tampouco conseguiu atrair os chineses para grandes obras de infraestrutura. As empresas de Pequim são pouco receptivas ao modelo de concessão e à participação em licitações, acostumadas como estão ao sistema dirigista do socialismo chinês. 
O Planalto não teve êxito, por exemplo, em envolver Pequim no projeto do trem-bala entre Campinas e Rio, várias vezes adiado.
Por outro lado, a Huawei cumpriu a promessa – mirabile dictu – de abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP), orçado em US$ 300 milhões. 
Esses antecedentes provocaram ceticismo sobre os anúncios do primeiro-ministro Li Keqiang, como a construção da ferrovia transoceânica e a criação de um fundo de investimento de até US$ 53 bilhões. 
Visita da presidente Dilma Rousseff à ZTE, em Xian, não rendeu nada.
Em julho de 2014, durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, o governo brasileiro anunciou um “acordo de cooperação estratégica” entre a estatal Furnas e a gigante chinesa China Three Gorges para erguer a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, projeto estimado em mais de R$ 30 bilhões. 
Até hoje a usina não teve a sua viabilidade ambiental comprovada, registrou O Estado de S. Paulo. 
O discurso triunfal em torno do projeto de construir uma ferrovia binacional unindo o Brasil e o Peru, o Atlântico e o Pacífico foi típico. É o exemplo mais claro da distância que ainda separa os protocolos de intenção assinados com os chineses e aquilo que, efetivamente, tem chances reais de vingar, ainda que a longo prazo, acrescentou o jornal.
Levantamento da Folha mostrou que apenas 14 dos 35 acordos recém-assinados têm recursos assegurados e compromissos mais firmes. 
A exceção de destaque foi que o governo brasileiro deu ganho de causa à empresa chinesa CEIEC, que levou a licitação para construir a nova estação científica “Comandante Ferraz”, na Antártida, por US$ 99,662 milhões, segundo noticiou O Estado de S. Paulo. Mas, neste caso é o Brasil que paga.
A China levou de presente a licitação da futura base brasileira na Antártida que serve a seus interesses militares.
O resultado foi o maior sucesso oferecido pela presidente Dilma Rousseff ao eminente chefe chinês no Palácio do Planalto. E os chineses comemoraram sua vitória sobre o consórcio brasileiro-chileno Tecnofast/Ferreira Guedes. 
O Brasil precisa da base e não podia continuar demorando. Mas a China está empenhada em instalar uma rede global de comunicações com satélites de uso também militar. Nesse sentido, ela apressa a construção de uma misteriosa base na Patagônia, à qual os argentinos não terão acesso.
Essa rede serve diretamente ao sonho chinês de hegemonia militar mundial e de oposição aos EUA. Compreende-se que Pequim tenha a intenção de fazer algo de fato.
Li Keqiang visitará também o Chile, o Peru e a Colômbia, com análogos métodos propagandísticos e intuitos políticos.
O golpe de guerra psicológica de conquista sem disparar um só tiro está sendo obtido graças à cooperação dos “companheiros de viagem” petistas ou nacionalistas bolivarianos.
COMENTO: e de conversa fiada em conversa fiada, o tempo vai passando e a plebe engambelada, na eterna esperança de melhorias. Serão mais projetos intermináveis e impagáveis, como a eterna transposição das águas do rio São Francisco, o "trem bala" ligando RJ a SP e muito mais pantomimas como o povão gostcha. E os contribários (contribuintes otários) trabalhando muito para pagar a farra.

domingo, 10 de maio de 2015

Dia da Cavalaria











COMENTO: Imagens copiadas de: ROOSEVELTS. Estas fotos foram enviados para o Imgur sem o devido crédito do fotógrafo. Houve empenho para rastrear o autor de cada original, mas não foi obtido resultado. Se você tiver qualquer informação sobre o autor de alguma das imagens, por favor envie e-mail para tips@rsvlts.com, assim as fotos poderão dar o reconhecimento a quem merece.
ATUALIZAÇÃO:  recebi, por correio eletrônico, um texto que não poderia deixar de publicar.
"Para um povo sem Historia conhecida.
Cada americano conhece o Álamo. Por aqui, é-se apenas capaz de saber a escalação da seleção brasileira em 195... ou da Escola Samba vencedora em ....
Era ele um jovem de dezesseis anos e já estava no bojo da Historia. Totalmente diferente de quem rebola a bunda em bailes funks, nessa idade.
Um Alferes de Cavalaria, no Passo do Rosário (lá na BR tem a indicação do lugar). Em feroz luta contra os castelhanos que queriam reivindicar aquela parcela do território, o Alferes tem seu pelotão dizimado numa emboscada. 
E abre o galope na pampa, para salvar a própria vida, depois de ter lutado o que podia ser lutado. 
Tem apenas 16 anos.
Dois gaúchos argentinos lhe partem ao encalço, para a degola. 
E o jovem galopa, galopa, perseguido cada vez mais de perto pelos dois machos criados... É só o verde da pampa e resfolegar de cavalos. Coração no máximo...
Um dos perseguidores lhe joga uma boleadeira, da qual o jovem consegue desviar o cavalo. Mas vai ser alcançado em breve...
Então decide tudo ou nada: 
De súbito estaqueia o cavalo e faz meia volta. Com um tiro de pistola na cara do oponente, recebe o primeiro, o qual tomba na relva. E o segundo já lhe vem por cima. Com o cano da pistola (um só tiro) se defende do violento golpe de sabre que lhe é desferido e, em seguida, fende o cranio do inimigo com a coronha da pistola descarregada.... 
Dois cavalos correm soltos pela Pampa... 
O menino de 16 anos ainda está assustado por tudo que passou... Ele está sozinho ainda. Aguardará a noite para, ao passo silencioso do cavalo, tentar retornar para o seu Esquadrão. Ainda sera General e estará presente em campo na maior batalha das America - Tuiuti. 
E ainda vai levar um tiro no maxilar, em meio a tormenta chuvosa que se desencadeou na batalha de Avaí. Amarrou o queixo caído com um lenço e ficou em campo, para não desestimular seus homens. Sofreu muito com posteriores cirurgia... 
Eu acho que esse país não lhe merecia. Que os jovens brinquem de skate ou brinquem de comunistas avançados. Que brinquem de serem bichas escandalosas... De corruptos, de Bolivarianos. Certamente Osório está bem longe.
C.A.B.Moreira 
(aquele a quem o conhecimento traz as alegria que compensa o sofrimento produzido pela percepção de estar cercado pela turba ignara, sejam analfabetos ou "doutores ")"
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domingo, 26 de abril de 2015

Castigo ou Ressocialização

por Óscar Henao Mejía
Me pergunto se o problema dos centros penitenciários no país é assunto de pouca monta para os políticos e líderes do Governo. Nas duas últimas décadas se vem anunciando medidas radicais que não logram materializar-se. Quem sabe não rendam tantos votos como se esperava.
As queixas permanentes, tanto dos recluídos quanto de seus familiares, relatam quadros dantescos que prometem mais danos que soluções. Denunciam graves deficiências em infraestrutura, iluminação, higiene, serviços sanitários, água potável, alimentação, e até mesmo condutas corruptas por parte dos membros de sua guarda. Não é outra a explicação dos motivos da venda de privilégios, o uso indevido de aparatos de comunicação, o ingresso de drogas, armas, e a cumplicidade nas fugas. Até dormir em um colchão sujo ou receber os raios do sol são assuntos de negócio nesses lugares de asfixiante amontoamento de gente.
Muitos passam pelo drama, reprovado pela Anistia Internacional, do confinamento solitário, que em alguns chega a desencadear o fenômeno da inseguridade ontológica - ficam isolados por tanto tempo, que duvidam de sua própria existência, e, existem mas sequer sabem onde estão -. Outros, vítimas de cartéis de falsos testemunhos, advogados sem ética ou da desesperante lentidão processual, padecem o pesadelo da detenção preventiva. Sua tragédia, que pode durar muitos anos, se agrava com o confinamento indiscriminado daqueles que protagonizaram transgressões menores com os que cometeram delitos atrozes, o que gera o efeito colateral das "cátedras para delinquir" que funcionam nos centros penitenciários.
Cabe nos perguntarmos, então, se nas condições subumanas reiteradamente denunciadas, que em muitas vezes levam até ao suicídio, são possíveis as alternativas de reabilitação e socialização. Sem condições respeitosas de dignidade humana, é impossível pretender a expectativa de ressocialização. A estadia humilhante em um centro carcerário gera psiquismos ressentidos. Contrariando a pretensão de uma saída para o exercício de melhores condições de cidadania; se devolve à sociedade sujeitos desadaptados e humilhados. Aqueles que delinquem se desvinculam do sentido de comunidade. Em outras palavras, eles desertam, de fato, de sua condição de cidadania. O sentido da reabilitação é devolve-los ao ser social, ao ser coletivo, à capacidade produtiva e à sensação de autoestima.
Não há alternativa entre reclusão e socialização. Irrefutavelmente devem ocorrer as duas coisas. A reclusão sem ressocialização se converte em um buraco sem fundos de recursos públicos, porque significa a perda de cidadãos íntegros em troca de sujeitos desadaptados. O sistema carcerário custa muito para que seus resultados acelerem a deterioração da sociedade e não o fortalecimento da comunidade. Sabemos que é a educação que pode favorecer o desenvolvimento dos países e, possivelmente, nenhum outro ponto possa ser mais urgente para a reivindicação dos que saíram dos cânones estabelecidos para a sã convivência. Falta um projeto no qual essas pessoas, com acompanhamento de especialistas, possam ter uma experiência construtiva.
Mais que aumentar o número de penitenciarias, o desejável é que em nosso país cada vez se necessite menos de vagas carcerárias. Para isso é que tem que apontar a cultura cidadã, a criação de oportunidades para todos e o saneamento dos mecanismos de justiça. O exemplo a seguir é o que nos apresentam os países nórdicos, especialmente a Finlândia, onde em função do espírito de comunidade que desenvolveram, os cárceres já não são tão necessários. Lá, a balança pesa mais para o lado da ressocialização do que para o lado do castigo.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
COMENTO: o texto expressa o otimismo do seu autor colombiano em relação à situação carcerária em seu país. Em um país que, apesar da desgraça promovida pelos narcobandoleiros (que contam com o apoio dos governos ditos bolivarianos, inclusive o brasileiro) a cultura popular é elevada, é possível sonhar com a equiparação aos padrões nórdicos. Já no caso brasileiro o buraco é mais embaixo. Um país com a economia, a educação, as condições de cidadania destroçadas não permite aos seus cidadão sonharem com uma atenção especial a seus presos. Por aqui, sequer temos condições de manter os condenados em reclusão, quanto mais pensarmos em ressocialização. Que fazer? Como solução, não sei, mas penso que para, pelo menos proporcionarmos uma retomada no sentimento de segurança social, nos resta seguir o caminho inverso das sociedades mais desenvolvidas. Investir na criação de mais vagas em presídios, dando ênfase à punição em uma tentativa de desincentivo à criminalidade. Muitas mães brasileiras ainda devem chorar!
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Exército, Desde Caxias, É de Caxias!

por Ivan Fontelles
O Coronel Moézia relatou:
“Lembro-me perfeitamente, que no já distante ano de 1957, quando ingressei no Exército, na Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo, era comum ouvir os Tenentes instrutores quando queriam nos incentivar, nos estimular, nos encorajar diante de uma situação ou um obstáculo de difícil transposição usar os seguintes argumentos:” 
“Vamos aluno, vamos em frente, o EB precisa de homens agressivos, corajosos, destemidos, obstinados, com vergonha na cara, nas suas fileiras, não de merdas! Vocês estão chegando aqui para nos envergonhar? Este Exército é de Caxias ou vocês pensam que ele é de Carmem Miranda?
Pois bem, vi recentemente um vídeo no Facebook em que o Ministro da Defesa em companhia dos três Comandantes das FFAA concedia uma entrevista a imprensa. Num dado momento uma repórter fez uma pergunta abordando declarações do lula, do stédile e suas implicações com a Segurança Nacional. Como a resposta não satisfez, a repórter insistiu na pergunta e o Ministro respondeu de maneira ofensiva e mal educada, atingindo diretamente os Comandantes militares presentes e abandonou intempestivamente a entrevista, deixando para trás os três militares.
Fiquei pasmo com o que vi. O safado não teve a menor consideração, a menor cerimônia em fazer aquela desfeita. Os Comandantes ficaram com a cara de bunda, engoliram o insulto, enfiaram a viola no saco e foram embora.

O Coronel Moézia relatou: “Lembrei-me de imediato de uma passagem no Rio Grande do Sul quando servi no antigo III Exército, no Rio Grande do Sul, comandado pelo Gen Edson Boscacci Guedes, cognominado “O último caudilho”, Cavalariano da melhor estirpe, de linha duríssima.
Fomos convidados para uma cerimônia na Assembleia Legislativa gaúcha onde o Exército seria homenageado. Num dado momento um Deputado discursando e fazendo referencias à Revolução de 1964 disse algo que o General não gostou por considerar suas afirmações mentirosas e ofensivas. Levantou-se interrompendo a alocução do Deputado aos gritos, mandou que o Deputado calasse a sua boca e disse que pensou que nós iríamos ser homenageados e não ser ofendidos e ordenou a todos nós que abandonássemos o recinto e assim o fizemos. Alguns de nós conseguimos dar um jeito de chegar perto do Deputado e demos-lhe uns solavancos uns pisões, uns chega para lá, nada que ele não pudesse aguentar. 
Puxa, que alegria, que vibração a gente ver naquele General, aquele nosso Comandante, confirmar com todas as letras as palavras daquele Tenente que sessenta anos atrás havia proferido:
“Vamos seus merdas! Este Exército ainda é de Caxias e não de Carmem Miranda!”
Depois de assistir vídeos como esse citado, é que devemos afirmar a eles, conscientemente!!!!
 Comandantes: O nosso Exército é de Caxias! Jamais os apátridas o mudarão! O nosso Exército nunca estará à serviço do comunismo ateu representado por bandeira de cor vermelha que significa o Sangue e o Suor da Gente Brasileira que eles, os apátridas, querem ver jorrar para a garantia da natureza corrupta do PT que deseja perpetuar-se no poder, caso o usurpasse desavergonhadamente.
Vida longa à minha PÁTRIA querida VERDE E AMARELA, SOB A ÉGIDE ORDEM E PROGRESSO!
Coronel Ivan Fontelles
Recebido por Correio Eletrônico
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domingo, 19 de abril de 2015

Dia do Exército Brasileiro

por Ney de Oliveira Wasak

“Nós somos da Pátria a Guarda”
“Fiéis Soldados”
Quão feliz é esta afirmação na canção do Exército, principalmente sabedores que o povo brasileiro confia em nós, conforme pesquisa amplamente divulgada.
Dia 19 de abril, dia do Exército Brasileiro, celeiro de tradições forjadas em Guararapes e que se perpetua através dos tempos, com participação marcante nos principais momentos da nossa história.
Lembremo-nos de Guararapes, onde uma eficiente luta de emboscadas, foi o expediente usado pelo povo em armas, para derrotar o poderoso invasor. Ali, derrotados por índios, negros e brancos, os holandeses perderam mais que duas batalhas, perderam o Brasil e a América do Sul.
Conforme afirmou Marechal Mascarenhas de Morais:
– “…forjou a Força Armada do Brasil e alicerçou para sempre a Nação Brasileira”.
Todas as vezes que foi necessário, tanto internamente quanto em lutas externas, nosso Exército se mostrou a altura, sendo conduzido por homens do quilate de Caxias e outros que se seguiram.
As lutas pela Independência, no período de 1825 a 1828 e também a Guerra do Paraguai, onde se apresentaram vários heróis de nossa Marinha e do nosso Exército.
Nossa República foi proclamada pelo insigne Marechal Deodoro da Fonseca.
Em 1935, o grupo chefiado por Luís Carlos Prestes recebeu a missão de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Ordens vieram de Moscou para que o PCB (Partido comunista Brasileiro) agisse o mais rápido possível. Luís Carlos Prestes cumpriu a ordem e desencadeou o movimento armado que vitimou centenas de pesoas. A chamada intentona comunista, que de maneira covarde matou quem estava dormindo, foi derrotada pelo Exército.
Na II Guerra Mundial, nossa Força Expedicionária Brasileira (FEB), mostrou ao mundo a coragem e a generosidade de nosso soldado, que até hoje é homenageado em terras italianas. Quando necessário a “Cobra Fumou”, quando a população solicitava recebia a ajuda.
Em 1964 a Nação em vias de se tornar uma ditadura comunista, exigiu que o Exército Brasileiro se apresentasse para o socorro do Brasil; a população, a Igreja e os jornais foram os porta-vozes do Brasil e o Exército não se omitiu e promoveu a Redentora de 31 de março de 1964.
Após a Contrarrevolução de 64, os comunistas não satisfeitos, iniciaram luta armada, usando a tática de guerrilha e terrorismo, uma luta suja aprendida na China, Coréia e Cuba. Praticaram assaltos a bancos, furtos, sequestros de pessoas e aviões, explosões de bombas em áreas públicas e outras ações terroristas, tudo isso para tomar o poder. Novamente coube às Forças Armadas, em particular ao Exército, agir e o fez com o ímpeto e coragem adequada derrotando o inimigo.
Magnânimo o governo militar, por decisão própria, anistiou os brasileiros que pegaram em armas contra o Brasil, permitindo o seu retorno e ocupação de cargos políticos.
Infelizmente, os apátridas da década de sessenta, permaneceram apátridas, usando de propaganda tentam modificar a história, mentindo para o brasileiro. Esses terroristas galgaram os maiores cargos políticos, com os quais tentam novamente fazer do Brasil uma ditadura comunista, não com voto, mas com manipulação da urna eletrônica.
A preparação comunista tem origem em 1935, e desde 1990 com a criação do foro de São Paulo, para agregar os partidos de esquerda da América Latina, com o objetivo de criar a república bolivariana e a União das Repúblicas Socialistas da América Latina. O atual governo do PT, corrupto, participa, propaga e defende o referido foro.
Não tenho autoridade para falar pelo Exército Brasileiro, mas conhecendo sua estrutura, tenho a certeza que o inimigo já foi identificado, bem como sua estrutura, efetivo e localização. O chamado exército de Stédile, a comando do apedeuta, composto de haitianos, cubanos, venezuelanos tenha certeza que no momento adequado serão desmantelados e derrotados, novamente.
O Brasil pode ter certeza que o Exército, que ocupa cada recanto de nosso território, nunca trairá o seu povo, o Exército nascido em Guararapes, composto de brancos, negros e índios é a verdade do Brasil em armas.
Hoje nos congratulamos com o Dia do Exército Brasileiro, e apesar das dificuldades impostas por ações revanchistas, estamos todos, na reserva ou na ativa, prontos a cumprir os desígnios do País e, se chamados, cumprirmos nossa missão.
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terça-feira, 14 de abril de 2015

O Motivo do Ódio

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Uma simples pesquisa na internet colocou a descoberto o motivo do imenso ódio nutrido por grande maioria de profissionais jornalistas, professores e "intelectuais" aos promotores da Contrarrevolução de 1964. Sentimento esse repassado a seus discípulos que sem nem mesmo saberem sobre seus reais motivos o alimentaram e reproduziram.
Não parece incomum o fato do Contragolpe de 1964 ter sido incentivado e apoiado pela grande maioria da população, com ampla divulgação favorável por parte de toda a imprensa — com exceção, é claro, dos pasquins sindicalistas comunistas — e logo depois passar a ser execrado pelos "formadores de opinião" em uma perseguição antimilitarista que se prolonga até hoje, alcançando até mesmo as Polícias Militares?
Pois a explicação para esse fato foi exposta recentemente.
Uma simples e justa Emenda Constitucional, a de nº 9 de 22 de julho de 1964, inverteu o apoio dos “intelectuais” brasileiros (jornalistas, professores e escritores) que passaram a hostilizar os militares, corroborando o esforço das “minorias esquerdistas” (socialista e comunistas) para chegarem ao Poder.
“Ditadura Militar”, “Anos de Chumbo”, “Redemocratização”, Caras Pintadas” “Comissão da Verdade”, Collor, Sarney, FHC, Lula e Dilma, enfim, tudo está explicado!
Este é um dos segredos mais bem guardados pelos nossos professores de história, beneficiados que eram.
A ponto de os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje — de modo similar aos macacos da experiência da escada e e o chuveiro frio — repetirem o processo de execração dos primeiros sem nem mesmo saberem o que o motivou.
A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 1934, tratando "Dos Direitos e das Garantias Individuais",  previa em seu artigo 113, inciso 36:
"Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor."
Na Constituição de 1937, a Constituição do Estado Novo, o assunto não é citado, mas na de 1946, que restaurou alguns dos direitos suprimidos no governo ditatorial de Getúlio Vargas, pode-se ler em seu artigo 203:
"Nenhum imposto gravará diretamente os direitos do autor, nem a remuneração de professores e jornalistas."
Por 30 anos foi uma farra de sonegação de impostos. Algumas faculdades chegavam a vender diplomas de jornalista — “até arcebispo era jornalista.” [1]
Porém, logo depois de assumirem o governo, os militares patrocinaram a Emenda Constitucional nº 9, com cerca de uma dúzia de alterações. Ela foi aprovada 81 dias depois de apresentada e uma de suas alterações se tornaria o maior erro deles. O artigo 203 da Constituição passou a ter a seguinte redação:
"Nenhum imposto gravará diretamente os direitos do autor, nem a remuneração de professores e jornalistas, excetuando-se da isenção os impostos gerais (art. 15, número IV)."
E o que diz o Art 15, nº IV? 
Art 15 - Compete à União decretar impostos sobre: ... 
IV - renda e proventos de qualquer natureza;
Assim, a EmC nº 9 passou a obrigar todo escritor, professor e jornalista deste país a pagar imposto de renda, algo que nenhum destes fazia desde 1934.
Jornalistas também não pagavam imposto predial [2], imposto de transmissão [2], imposto complementar [3], além de ter isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, e 50% de desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de diversões. [4] e [5] 
Devido a estas isenções na compra de casa própria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas, e a queda de 15% nos seus salários causou sérios problemas financeiros e familiares.
Some-se a inflação galopante que se seguiu, o baixo crescimento do PIB, e a soma disto tudo levaria uns 10 a 15 anos para jornalistas, escritores e professores recuperarem o padrão de vida que tinham antes do duro “golpe” financeiro que os militares causaram.
Assim, com esta medida os militares de 1964 antagonizaram, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual deste país, obrigando pela primeira vez jornalistas, escritores e professores a pagarem Imposto de Renda, a serem cidadãos responsáveis e solidários.
Antagonizaram aqueles que até hoje fazem o coração e as mentes das novas gerações.
Estes, obviamente, se revoltaram imediatamente. Afinal, “A maior parte da grande imprensa participou do movimento que derrubou o Presidente João Goulart e foi, sem dúvida, um dos vetores de divulgação do fantasma do comunismo”, conforme João Amado – Os Jornalistas e o Golpe de 1964:
“Grande parte dos jornalistas que tiveram suas crônicas coletadas para este livro, Alceu de Amoroso Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Newton Rodrigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram do apoio dado ao golpe.” ... “Jornalistas que apoiaram o golpe de 64, antes dele fazer aniversário, já eram adversários do regime que ajudaram a instalar”, ... “Ao perseguir figuras que nada tinham de comunistas ou subversivas, eram apenas liberais e até apoiaram o golpe, a ditadura, por assim dizer, perdia a razão.” afirma Thereza Cesário Alvim.[6] 
Óbvio. Quem se considera superior, a ponto de não pagar imposto de renda, não é socialista muito menos comunista. Verdadeiros comunistas são contra uma sociedade de classes, privilégios classistas, e renda mal distribuída para algumas classes.
Exigir que todos paguem Imposto de Renda não é perseguição, é justiça social.
Mas notem que Amado, professor de História, considera ter que pagar imposto de renda uma “perseguição” classista.
Antônio Calado, professor, escritor e professor escreveria:
“O Golpe foi certo, mas seus desdobramentos errados”.[6]
Calado se tornou um de seus grandes opositores, um ano depois.
Enquanto IPI e ICMS pagos pelas empresas servem para financiar infraestrutura, estradas, portos, etc., é justamente o imposto de renda que usamos para reduzir a pobreza, cuidar dos inválidos, pagar o Bolsa Família.
Nenhum jornalista, professor ou escritor, nem mesmo os de “esquerda” escreveram ao longo dos 30 anos de regalia, um artigo sequer contra este privilégio que desfrutavam.
Dispensar jornalistas cegos, professores paraplégicos, escritores com deficiências mentais de pagar imposto de renda seria mais do que justificável, afinal são estes que merecem ajuda para poderem competir com jornalistas, professores e escritores de posse de tudo que é necessário para serem autossuficientes do estado.
Mas é justamente o imposto de renda que nossos intelectuais brilhantemente conseguiram burlar, e por sinal reclamam até hoje.
Em 2013, a Revista Exame da Editora Abril, comentou esta isenção da seguinte forma.
“A isenção (infelizmente) foi revogada em 1964, por meio da Emenda Constitucional nº 9 de 22 de julho de 1964.”
Infelizmente para quem, cara pálida?
Alberto Dines, do Observatório de Imprensa, em 2012 comentou:
“Getúlio, muito inteligentemente, atuou para melhorar o padrão social do jornalista. A legislação do Getúlio deu grandes vantagens.”[7]
Em discurso no dia do Professor na Associação do Ensino Superior, conclama:
“Os professores mais antigos devem sentir saudades dos tempos em que os professores eram realmente respeitados e valorizados, como acontecia, por exemplo, durante a vigência da Constituição Federal de 1946, artigo 203.”
Mas, por que os militares foram tão burros, segundo Alberto Dines, de se indispor justamente com a imprensa?
Por que foram adotar esta medida logo no início, quando ainda estavam com outros problemas para resolver, e não somente uns 10 anos depois?
Duas possibilidades.
Uma é que este privilégio classista estava na garganta de todo militar, advogado, médico, enfermeira, bombeiro, policial, pela sua hipocrisia e pelo seu abuso onde até arcebispo estava sendo beneficiado.
A segunda hipótese, é que Castelo Branco de fato pretendia ficar 18 meses, somente até o fim de mandato de João Goulart. E queriam corrigir algumas coisas antes de saírem. Este por exemplo.
Como resultado, os prejudicados julgaram que os militares traíram justamente quem os havia inicialmente apoiado.
E não há ninguém mais odiado neste país que um traidor.
Não é de se espantar que passado 50 anos os militares continuem sendo perseguidos por comissões da verdade, reportagens, e tudo o mais possível, apesar dos militares hoje serem outros.
Prever o passado é um exercício fútil, mas se os militares tivessem sido mais maquiavélicos, não teríamos a reação contrária que surgiria logo depois, quando o imposto de renda de fato começou a ser cobrado.
Se os militares fossem de fato desonestos, como jornalistas, professores de história e escritores não param de divulgar, eles provavelmente teriam simplesmente se incluído nesta lista classista.
Os poucos jornalistas de direita da época, assim como boa parte da sociedade, ficaram mudos e inertes.
Já os jornalistas de “esquerda”,  sem perda de tempo passaram a influenciar toda uma nova geração de jornalistas contra os profissionais da caserna.
E essa súbita mudança de tom dos jornalistas, professores de Sociologia, História, Política e Ciências Sociais, pode ter assustado a ala mais radical do Exército, tendo sido um dos fatores que os levaram a não devolver o poder como Castelo pretendia, permanecendo nele por 21 anos.
Para encerrar, uma sugestão para os militares se redimirem e reerguerem a imagem do Exército e das Forças Armadas, seu orçamento e capacidade de combater o narcotráfico internacional e outros problemas: acho que deveriam propor a volta do artigo 203.
E desta vez, para garantir que ele nunca mais seja revogado, incluir a classe de militares, já que ética no Brasil não vale para nada.
“Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista, professor, militar, médico, enfermeiro, bombeiro e policial.” 
Algo para os jovens militares, jornalistas, médicos, enfermeiras pensarem.

OBSERVAÇÕES:
[1] O Luto dos Jornalistas: "Em Santa Catarina, antes da regulamentação, todo mundo era “jornalista”. Queriam os privilégios da isenção do Imposto de Renda e desconto de 50% nas passagens aéreas. Até o arcebispo tinha carteira de jornalista."
[2] Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - 1946 - Art 27 – Durante o prazo de quinze anos, a contar da instalação da Assembleia Constituinte, o imóvel adquirido, para sua residência, por jornalista que outro não possua, será isento do imposto de transmissão e, enquanto servir ao fim previsto neste artigo, do respectivo imposto predial.
[3] Lei nº 986, de 20 Dez 1949, que alterou a Lei nº 154, de 25 Nov 1947.
[4] Jânio de Freitas:  “Até a década de 60, os jornalistas gozaram do privilégio, por exemplo, de não pagar Imposto de Renda e de só pagar 50% das passagens aéreas. Uma das consequências, para citar uma de tantas, era o grotesco princípio de gratidão que proibia publicar-se o nome da companhia de avião acidentado.”
[5] Alberto Dines: "O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro era uma agência de viagens. Era uma corrupção tremenda."
[6] ALVIM, Thereza Cesário. O golpe de 64: a imprensa disse não. Civilização Brasileira, 1979.
[7] DINES, Alberto. Eles Mudaram a Imprensa. 2003. Pg. 169
Fonte:  adaptado do Blog do Kanitz
citado no Blog do Lício Maciel
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domingo, 5 de abril de 2015

Cidadão, Esse Cara é Você

por Carlos Brickmann
Dizem que, quando Maria Antonieta, rainha da França, soube que o povo se revoltava pela falta de pão, perguntou: "E por que não comem brioches?" Pouco tempo depois, perdeu o trono, a liberdade e a vida. 
Os poderosos se isolam e não entendem por que, quando não há comida em casa, os pobres não almoçam num bom restaurante. Nas manifestações, ficou clara a rejeição a tudo isso que está aí. E como reagem nossos poderosos?
A Petrobras, em crise, propõe o aumento do salário de seus diretores em 13%, para algo como R$ 123 mil mensais. Pode ser pouco diante do que se paga em empresas do mesmo porte; mas, diante da situação, parece deboche. No ano passado, os salários da diretoria já haviam subido 18%, contra 6,4% de inflação.
O Supremo Tribunal Federal cancelou todas as sessões nesta semana. Com isso, o inquérito sobre Jader Barbalho, por peculato, acabou. Está prescrito.
A Câmara Federal nomeou quatro deputados para visitar o então ministro da Educação, Cid Gomes, no Hospital Sírio-Libanês. Suas Excelências iriam conferir a avaliação médica do Dr. Roberto Kalil. Custo: R$ 6.500. Não é muito? Talvez. Mas qual a utilidade do passeio? Provar que um dos melhores hospitais do país estava errado? Que é que o deputado André Fufuca entende disso? E quem é que disse que se pode visitar um paciente sem autorização dele e do médico?
Lula, que, solidário, manteve os condenados do Mensalão no PT, disse: "Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu, indignado com a corrupção."
Pois é.
Ninguém me ama
Talvez nesse profundo desprezo pela opinião pública - que, diga-se, não é exclusivo da presidente - esteja a raiz da rápida queda da popularidade de Dilma. Datafolha e Ibope encontraram números parecidos: 12% aprovam seu Governo, 64% o reprovam. 
É muita gente contra! E 74% não confiam na presidente. 
Ninguém me quer
Até as piadas de salão, as mais comportadas, se aproximam do achincalhe. Uma está na coluna de Cláudio Humberto. "Como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai passar a Semana Santa no Exterior, a pergunta que não se cala: é Dilma quem assume o poder?"
De fracasso em fracasso
A decisão de admitir o debate sobre maioridade penal (hoje, abaixo dos 18 anos, o tratamento para infratores é diferente), tomada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, tem o objetivo único de impor mais uma derrota a Dilma e a seus aliados. A redução da maioridade penal tem sua lógica - se uma pessoa com 16 anos sabe votar, também sabe se está agindo corretamente; e vira reivindicação sempre que há um crime violento envolvendo menores. Mas, no fundo, não funciona. Com maioridade aos 16 anos, criminosos de 15 serão dimenor, e assim por diante. Além disso, se já não há prisões suficientes nem para adultos, onde colocar os adolescentes? Mas também não há lógica em deixar de isolar de alguma maneira aqueles que, de qualquer idade, sejam violentos. 
A discussão é outra, bem mais complexa; envolve, como nos Estados Unidos e Inglaterra, uma decisão judicial, que considere o infrator capaz ou não de diferenciar entre o bem e o mal. O problema é que, para derrotar Dilma, uma medida como essa pode ser aprovada como se fosse uma solução - e, sozinha, solução não é.
Me resta o cansaço
Da coluna de Lauro Jardim: "Antes do encontro com o diretório nacional do PT (...) em São Paulo, Lula teve uma reunião mais reservada, com um círculo mais próximo a ele. Nesta conversa mais íntima, não é que Lula tenha falado mal de Dilma. Falou horrores."
Mudando de conversa
Seja qual for a opinião do caro leitor sobre as manifestações, uma coisa é certa: ninguém gritou lemas em favor da reforma política ou do financiamento público de campanhas eleitorais. O povo pode ser surpreendentemente sábio: a principal fonte de corrupção das campanhas não é o financiamento público ou privado (o primeiro-ministro alemão Helmut Kohl caiu quando descobriram que recebia, além do financiamento público de lei, farto financiamento privado em caixa 2). O problema é o custo das campanhas. Num Estado como São Paulo, um candidato a deputado estadual sem núcleo fixo de eleitores vai gastar uns dois ou três milhões de dólares, percorrendo 645 municípios. Tem de buscar esses recursos em algum lugar; e quem o auxilia não o faz por puro espírito público.
A solução é criar algum tipo de voto distrital, em que as campanhas sejam feitas em regiões menores, onde o candidato já seja conhecido, a custo bem mais baixo. É difícil? É: os atuais parlamentares se elegeram pelo sistema atual. Por que irão mudá-lo, para correr o risco de enfrentar campanhas mais difíceis?
Aquele papo furado
Já se dá muito dinheiro público aos partidos - do fundo partidário, R$ 1,5 bilhão, ao horário eleitoral, que as emissoras, usando tabela cheia, descontam do Imposto de Renda. Não tem sentido estimular mais gente a viver às custas do Tesouro. 
E não há quem queira, sem retorno, pagar a campanha dos outros.