terça-feira, 22 de maio de 2012

Brasil Roubado Pela Canalha

Em outubro de 1991, dezessete brasileiros reuniram-se, antes da crise COLLOR, para um trabalho de esclarecimento ao povo do que nos aguardava no futuro. Sentia-se que estávamos de ladeira abaixo no campo ético e moral. Não queríamos ser salvadores da pátria, pois já estávamos calejados do tempo de Getúlio e Jânio, e víamos a desgraça aproximar-se com o novo Presidente eleito. A cena do mesmo subindo as escadarias do STF, abraçado a um calhamaço de papel para provar que o Presidente SARNEY era ladrão foi tão dantesca e escandalosa que para qualquer homem de bem via-se ali a mais perfeita demagogia, completada com a cena do último programa de propaganda política onde acusou o adversário de crime torpe. Sentia-se que tudo era válido pelo poder, de ambas as partes.
Nossa luta começou a incomodar alguns, denominados de uma tal chamada esquerda. Jurássicos, generais de pijama, saudosistas etc. Era a certeza de que estávamos a palmilhar no caminho certo. Só se joga pedra em árvore que dá bom fruto. Cada artigo era um alerta para a crise que se previa. Explodem os escândalos. Dinheiro (dólar) em colchão e mil coisas a mais. Crise institucional. O País sem rumo e vendo os poderes da República apodrecendo e novos salvadores da Pátria surgindo e escondendo seus escândalos.
Como previu o Grupo, caiu o Presidente e assumiu o seu vice-presidente. Instala-se um governo sério e o rebotalho tudo fazendo para que nada fosse apurado. A CPMI, dirigida pelo senador Jarbas Passarinho, ainda conseguiu fazer uma pequena limpeza. A Comissão Especial de Investigação, criada pelo presidente Itamar, lutou o que pode. Mostrou uma pequena parte da podridão existente no País. Tristeza. Fazia e faz vergonha o que lá se apurou.
O Grupo Guararapes fez parte daquela Comissão. 
Saiu o Presidente Itamar e o novo governo de FHC recebe das mãos do ex-presidente toda documentação da Comissão Especial, cujo trabalho deveria ser continuado. O primeiro ato do governo foi dar fim a tudo que se tinha feito. Tudo jogado fora. Criou-se uma crise no novo governo. O seu líder no senado — senador Pedro Simon — não aceita a descontinuidade do trabalho da Comissão. Sentiu que não teríamos um governo sério. 
Para não falar muito só é preciso lembrar: “chegamos ao limiar da irresponsabilidade” frase dita por um elevado funcionário numa das transações realizadas pelo governo. Quem não se lembra de documentos encontrados debaixo de uma ponte para justificar bandalheiras realizadas e nunca apuradas.
Sai FHC e vêm os arautos da esquerda comandados e seduzidos por Lula. Eram os donos da verdade. Quem conhecia seu passado não poderia esperar grande coisa. Segurando-se no ambiente favorável da economia mundial e na santa medida da implantação do Real do governo Itamar, foi levando o governo e aplicando violentamente o princípio de que “os fins justificam os meios”. Um verdadeiro desastre moral. O câncer da corrupção foi alastrando-se e tudo foi válido para que fosse eleita a sua candidata. Uma vergonha nacional!
Assume a presidência a senhora Dilma que não teve o direito nem de escolher seus ministros, dos quais sete caíram por atitudes não republicanas. E a República apodrecendo. De repente assume ao ministério uma senhora que se orgulha de colocar aos quatro ventos o que nas alcovas que freqüenta, fazia. Pudor, recato, coisas íntimas de sexo não mais levados em conta. Era a sociedade apodrecida que se colocava a nu.
Agora, por último, vem o escândalo do Cachoeira, que foi preso. Onde se encontra o Valdomiro, comprado por Cachoeira? Farras, dinheiro sujo, mulheres, governadores, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, funcionários públicos, messalinas, cafetões, e todos os tipos do baixo mundo juntos, devorando o erário público e a canalha procurando esconder a desgraça que estamos vivendo.
Ainda bem que não culparam os militares. Não conseguiram um metido nesta desgraça. 
POBRE BRASIL! POBRE POVO! GOVERNADOS POR GRANDES CANALHAS!
Fonte:  adaptado do Grupo Guararapes

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Falácias Sobre a Luta Armada na Ditadura

Vale a pena ler de novo
Militantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona "vira" adepto da ditadura. Assim, evitam o debate
por Marco Antonio Villa
Folha de São Paulo - 19/05/2008
A luta armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história.
É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum.
O regime militar acabou por outras razões.
Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à "fase burguesa da revolução". Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da "ala autêntica", precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.
Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.
Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos "defensores da ordem" poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de "cala-boca" financeiro. Rentável, é verdade.
Injusto, também é verdade. Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.
O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.
O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão.
Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas. 
Marco Antonio Villa é professor de História na
 Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
transcrito n'A Verdade Sufocada
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domingo, 20 de maio de 2012

Peru Vai Melhorar Serviço de Inteligência Para Combate ao Terrorismo

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O novo ministro da Defesa do Peru, José Urquizo, anunciou que o país reativará os comitês de autodefesa e melhorará o sistema de inteligência para enfrentar em ótimas condições o narcoterrorismo no Vale dos Rios Apurimac e Ene (VRAE).
Ele explicou que o governo tem uma estratégia clara para essa zona do país, cuja finalidade é separar a população das redes do narcotráfico, do terrorismo e da economia ilegal.
Durante a cerimônia de saudação aos altos comandos das Forças Armadas, Urquizo lembrou o êxito do trabalho dos comitês de autodefesa na luta contra o terrorismo, nas décadas de 80 e 90.
De acordo com o ministro da Defesa, as ações na região são a prioridade máxima de sua gestão.
José Urquizo revelou ainda que o governo peruano irá aumentar substancialmente o orçamento para a inteligência e a aquisição dos equipamentos necessários às operações.
"As ameaças à segurança que enfrentamos nos últimos anos têm a ver com a debilidade da capacidade do Estado para produzir inteligência necessária", observou o novo ministro.
José Urquizo também enfatizou a importância de se dar continuidade ao processo de modernização das Forças Armadas, tornando mais transparentes as compras e licitações no setor.
Para isso, o ministério da Defesa do Peru decidiu criar a Agência Central de Compras Militares.
De acordo com o ex-ministro da Defesa, Alberto Otárola, a decisão evitará demoras e tornará mais eficiente o processo de compra de bens e serviços pelas Forças Armadas.
Otárola explicou que a Agência Central de Compras Militares irá centralizar as aquisições dos institutos armados e permitirá o desenvolvimento planejado e de economia de escala nas compras, como ocorre nos países mais avançados do mundo.
Ele destacou ainda que essa agência dotará de maior transparência e eficiência os processo de aquisições por seu caráter técnico, sua independência e o seu pessoal profissional civil e militar especializado.
Segundo Otárola, "a Agência Central também vai melhorar o controle e a execução do orçamento destinado à Defesa".
Fontes militares informaram ao InfoRel que a atuação da Agência Central evitará ainda qualquer possível negociação ilícita entre o ente requerente e os representantes ou intermediários, sejam peruanos ou estrangeiros.
Além disso, ficou definido que o Peru irá priorizar as compras Governo a Governo, como no caso da aquisição de um sistema de armas para o país. Isso será possível por meio dos acordos de cooperação já existentes. As empresas intermediárias serão eliminadas do processo.
"Desta maneira não apenas estaremos garantindo a idoneidade do bem ou serviço que se adquire e a seriedade do provedor, mas também se melhorará a posição de negociação do Peru para a fixação dos preços definitivos da oferta", informou Alberto Otárola.
Ele enfatizou que a nova política considera como elemento central nas aquisições, a transferência de tecnologia e o desenvolvimento do sistema de offset como requisito indispensável no caso das compras Governo a Governo.
O projeto de implantação da Agência Central de Compras Militares será executado pela Direção Geral de Gestão Administrativa para a Defesa, órgão vinculado ao ministério da Defesa. Otárola recordou que em sua gestão, o governo priorizou as compras corporativas.
Atualmente, o país conta com onze desses processos em negociação.
"O bom desses processos é que alcançamos a standarização dos bens e uma maior eficiência econômica", concluiu.
Fronteiras
Nos dias 15 e 16 de maio, o governo peruano realizou na Universidade Amazônica de Madre de Deus, em Puerto Maldonado, o I Foro de Fronteiras Amazônicas do Peru, organizado pela Direção de Desenvolvimento e Integração do ministério das Relações Exteriores e o Departamento de Ciências Sociais da Universidade Católica do Peru.
A chancelaria peruana informou que o Foro foi um evento acadêmico para discutir a situação atual e as perspectivas de futuro das fronteiras amazônicas do país com o Brasil.
Neste sentido, foram estudadas as características da fronteira amazônica peruana em seus aspectos econômico, social, ambiental e institucional e as influências externas, em particular na região próxima à fronteira brasileira.
Outras duas edições estão previstas para este ano em Pucallpa e Iquitos e respondem a estratégia de conhecer e difundir a problemática dos espaços fronteiriços amazônicos em maior profundidade.
Participam dos eventos, funcionários nacionais e regionais, docentes universitários, representantes de sindicatos e instituições da sociedade civil, além do público interessado no desenvolvimento da Amazônia com critérios de sustentabilidade ambiental.
Fonte: Info Rel
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Quem Pode Dizer "Não!"

por Nivaldo Cordeiro
É certo que o Brasil, conduzido por Dilma Rousseff e o PT, está a caminho do desastre. Na economia já fizeram soar os clarins do Apocalipse. No plano das liberdades, as ameaças são antigas e continuadas. No da moral e dos bons costumes, temos assistido à criminalização das virtudes e a autorização legal (quando não a compulsoriedade) para a prática dos vícios, tresvalorando todos os valores.
Ontem vi pela tv a cabo a fantasia cinematográfica do Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios. Belo filme, a crônica do que poderia ter sido se quem podia dizer não o tivesse feito em tempo hábil. Toda gente sabia o que viria. Em 1929 Thomas Mann proferiu seu famoso discurso contra o nazismo. Raymond Aron, em 1932, também escreveu contra a loucura. Ortega y Gasset, Eric Voegelin, e Joseph Strauss também, mas nenhum deles tinha poder para tornar seu não efetivo. Todos que poderiam dizer não e tinham poder tornaram-se sócios da empreitada nazista. Nos primeiros anos tiveram lucros certos e espetaculares. Depois veio o mergulho no abismo.
Quem pode dizer não ao PT hoje? Alguém diria: os eleitores. Ora, depois da propaganda maciça, da anestesia injetada no sistema educacional, da adesão interesseira das elites econômica (os banqueiros em primeira hora, mas estes já estão purgando seus pecados), a classe política inteira e até mesmo o estamento militar não têm como dizer não ao aprofundamento da loucura política. Eu reconheço a extrema competência com que os revolucionários petistas estão conduzindo a coisa. Em oito anos de Lula, por exemplo, não ousaram mexer nos fundamentos da política monetária. Agora estão à vontade para ditar aos bancos regras draconianas, mesmo que sejam contra as leis econômicas.
Os eleitores não dirão não porque não têm senso crítico e a propaganda utilitarista recomenda mesmo é a troca de votos pelo benefício imediato oferecido pelos governantes. Vivemos a falsificação plena da democracia. Perdeu-se o medo coletivo da tirania. Nem mesmo os exemplos históricos das experiências tiranas parecem acordar a massa, que adormeceu letargicamente.
Os políticos são sócios maiores do butim, assim como os grandes empresários. Nenhum deles se colocará como oposição ao PT e sua loucura. Fazer oposição custa caro e empobrece.
A elite intelectual menos ainda. Não apenas é sócia, ela é quem pôs o PT no poder e é a gestora de sua aventura governante. Está no poder. Não há dissenso quanto ao gosto com que vê o PT no poder. O mesmo vê-se na imprensa, cevada com verbas publicitárias e com as redações entregues aos militantes partidários. Nunca dirão não.
E a Justiça? Bem vimos as recentes decisões do STF. Os ministros deixaram a majestade da toga para envergarem a bandeira partidária e agora deliberam como resignados e obediente militantes partidários. O Ministério Público também está grandemente tomado pela militância do PT, bem como a magistratura de primeira instância. A Justiça não é mais órgão de Estado, mas órgão partidário.
Quem pode dizer não, então? Ninguém. Alguns podem até ver com clareza o desastre que se aproxima e saber exatamente o que se passa. Mas gente assim está politicamente e economicamente isolada e não tem como influir no processo. E, se tentar, entrará na condição de alvo dos chefes do regime. Como aconteceu com a fraca e quase inexistente resistência ao nazismo, na Alemanha.
O Brasil terá que viver integralmente seu destino trágico, cujos acontecimentos são de difícil previsão. Beberá, até a última gota, do cálice preparado pelas esquerdas.

sábado, 19 de maio de 2012

Quando Ninguém é de Ninguém...

por Jorge Serrão
Se o Brasil fosse um País sério, o Rio de Janeiro teria de sofrer uma intervenção Federal. Mas como pensar em tal hipótese? Como fazer o Governo do Crime Organizado se matar por si próprio? A pergunta nem é necessária. Na prática, o desgoverno petralha consegue cometer facilmente, um “harakiri” político. E o culpado do suicídio ou “autoassassinato” foi o ex-Presidente Doutor Chefão Luiz Inácio Lula da Silva. Foi ele quem criou e agora faz de tudo para acabar, custe o que custar, com a CPI do Cachoeira.
Foi o companheiro $talinácio quem mandou blindar seu amigão e parceirão Serginho Cabral de qualquer maldade que pudesse ser produzida pela Comissão Paralamentar da Impunidade do Cachoeira – que tem tudo para acabar em uma escatológica pizza. Pela vontade suprema de Lula, nada de politicamente ruim pode acontecer com o Governador do Rio de Janeiro. Do contrário, algum problema mais sério poderia respingar nele mesmo, o “guerreiro do povo brasileiro”.
O Alerta Total já tinha revelado, com exclusividade, na edição de 7 de maio, por que Lula tinha interesse pessoal na blindagem de Cabral. O Doutor Chefão temia que o amigo fosse obrigado a explicar na CPI, além de sua ligação umbilical com a empreiteira Delta, por que as obras do plano inclinado do complexo do Alemão custaram tão caro e tiveram tantos termos aditivos ao contrato inicial, superfaturando a previsão inicial de gastos. Oficialmente, a obra no Alemão custaria estratosféricos R$ 210 milhões. Mas o valor pode ter sido aditivado para R$ 253 milhões. Fofoqueiros do Detrito Federal confidenciam que gente muito próxima a Lula teria se beneficiado do negócio.
Cabral já está enrolado com seus constantes passeios franceses. A viagem do governador e de sua comitiva a Paris, em setembro de 2009, quando foram flagrados em fotos ao lado do empresário Fernando Cavendish, custou aos cofres do estado pelo menos R$ 77,7 mil apenas em diárias. O valor não inclui despesas com passagens aéreas, apenas hospedagem e alimentação. Foi nessa mesma viagem que os secretários Sérgio Côrtes (Saúde) e Wilson Carlos (Governo) foram fotografados dançando com guardanapos na cabeça, numa comemoração com Cavendish e o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias.
Por isso foi patética, porém autoexplicativa, a imagem agora flagrada pelas câmeras do SBT provando que existe um mega esquema petralha para proteger Cabralzinho. As singelas e mal escritas palavras escritas pelo ex-líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), trocando mensagens de celular com Cabralzinho, revelam como se pratica a impunidade no Brasil: "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu"(sic).
No picadeiro da CPI, Vaccarezza estava sintomaticamente sentadinho entre os deputados fluminenses Leonardo Picciani (PMDB) e Filipe Pereira (PSC) - principais aliados de Cabral. A grande missão de ontem (17/5) foi garantir que a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico da construtora Delta ficasse restrita às subsidiárias dela em Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O objetivo era não permitir a quebra do sigilo de informações na matriz da empreiteira, no Rio de Janeiro, onde poderiam ser revelados os frutos abundantes (ou desbundantes) da amizade fraterna entre Cabral, o ex-presidente da Delta (Fernando Cavendish) e, quem sabe, o parceirão Luiz Inácio Lula da Silva.
Vaccarezza não foi para o brejo. Salvou o Boi. E, tudo indica, também a boiada. Por isso, sua sincera mensagem de SMS, exibida como belo furo de reportagem no Jornal do SBT, consegue ser autoexplicativa: “Você é nosso e nós somos teu (sic)”. Se Cabral é do PT e o PT é de Cabral, a conclusão óbvia ululante, racional, é: “Ninguém é de ninguém”. E o Brasil, a quem pertence? Claro: ao Mafioso Governo do Crime Organizado.
Quando ninguém é de ninguém, e País de bêbado não tem dono, é hora de se preparar para o pior, pois o momento de uma ruptura institucional se aproxima na velocidade das trevas.
Ainda bem que Nelson Jobim está sendo preparado para nos salvar na hora em que a turma do Boi for pra o brejo...
O outro lado
O deputado Cândido Vaccarezza divulgou uma nota para esclarecer aquilo que a TV mostrou:
Gostaria de enfatizar que não haverá “blindagens” nos trabalhos da CPMI. Qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado. Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação. O texto da mensagem captado ontem pela TV refletiu minha preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB. Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida. Gostaria de enfatizar ainda que o governador Sérgio Cabral (PMDB) não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos, conforme atestado nos depoimentos dos delegados da Polícia Federal à comissão. Logo, não tem sentido falar em uma suposta “blindagem”. A situação é diferente no caso do governador Marconi Perillo (PSDB), contra quem pesam suspeitas fortes de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa, principalmente na Polícia Civil e no Detran-GO.
Traduzindo: os petistas ainda nos farão crer que Papai Noel existe, mas, embora se vista de vermelho, não é filiado ao PT por ser um agente da marketagem capitalista.
Fonte:  Alerta Total
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Última Religião do Ocidente tem Futuro Entre Botocudos

por Janer Cristaldo
As três grandes religiões contemporâneas, ditas abrâmicas, nasceram no deserto. O monoteísmo surge da areia, diz Michel Onfray. O nome do mais genial dos ficcionistas perdeu-se nos tempos. Foi aquele que criou este personagem universal, que até mesmo um mendigo analfabeto conhece: Deus. O judaísmo manteve-se mais ou menos uno e sempre fechado em si mesmo. O cristianismo optou pelo proselitismo e captação de fiéis e partiu-se em mil pedaços. O islamismo tem suas dissidências, mas mesmo assim é a religião que mais tem se expandido nos últimos séculos.
Século passado, um movimento laico e messiânico assumiu todas as características das antigas religiões. Freud o pressentiu e escreveu - em 1927 - em O Futuro de uma Ilusão: “Se quisermos expulsar de nossa civilização européia a religião, não se poderá chegar a isso senão com a ajuda de um novo sistema, e este sistema, desde sua origem, adotará todas as características psicológicas da religião: santidade, rigidez, intolerância e a mesma proibição de pensar, como autodefesa”.
Comentei a nova religião em meu ensaio Engenheiro de Almas, escrito em 1986 e publicado em 2.000, pela ebooksbrasil. Não foram muitos os escritores a intuir que não se estava precisamente ante uma revolução, mas ante uma nova religião. Entre estes, poucos foram tão precisos na denúncia do novo dogma como Nikos Kazantzakis. No relato de sua peregrinação à Rússia - Voyages-Russie, diz o cretense que pouco a pouco a luz se fazia em seu espírito. Para ele, todos os apóstolos do materialismo davam às questões respostas grosseiras, de uma evidência simplista. Como em todas as religiões, eles buscavam divulgar essas respostas, tentando torná-las compreensíveis para o povo. Kazantzakis reconhece então, na Rússia, a existência de um exército fanático, implacável, onipotente, constituído de milhões de seres, que tinha em mãos e educava como bem entendia milhões de crianças.
Este exército, diz o cretense, possui seu Evangelho, O Capital. Seu profeta, Lênin. E seus apóstolos fanatizados que pregam as Boas Novas a todas as gentes. Possui também seus mártires e heróis, seus dogmas, seus padres apologistas, escolásticos e pregadores, seus sínodos, sua hierarquia, sua liturgia e mesmo a excomunhão. E sobretudo a fé, que lhe assegurava deter a verdade e trazia a resposta definitiva aos problemas da vida.
Não há apenas um Livro - acrescentaríamos -, como também os livros apócrifos. Assim como a Igreja Romana censura os testemunhos gnósticos que não servem à sua ambição de poder, assim censurou-se até mesmo a obra de Marx na finada União Soviética. “Nós somos contemporâneos - diz Kazantzakis - deste grande momento em que nasce uma nova religião”.
Albert Camus é outra voz solitária a denunciar o caráter eclesial da nova idéia. O proletariado - diz Camus tentando entender o marxismo - “por suas dores e suas lutas, é o Cristo humano que resgata o pecado coletivo da alienação”. Sua percepção do caráter religioso do marxismo é continuamente retomada em seus ensaio mais ambicioso, L’Homme Revolté:
“O movimento revolucionário, ao final do século XIX e ao começo do século XX, viveu como os primeiros cristãos, à espera do fim do mundo e da Parusia do Cristo proletário”.
“A revolução russa permanece só, viva contra seu próprio sistema, ainda longe das portas celestes, com um apocalipse a organizar. A Parusia se afasta ainda mais. A fé resta intacta, mas ela se curva sob uma enorme massa de problemas e de descobertas que o marxismo não havia previsto. A nova igreja está de novo diante de Galileu: para conservar a fé, ela vai negar o sol e humilhar o homem livre”.
A nova religião nascera e os intelectuais do Ocidente, os lúcidos entre os lúcidos, caíram como patinhos no engodo. Este é o grande enigma que cerca o fenômeno Stalin: como foi possível que espíritos abertos e generosos da época se tornassem cúmplices e devotos deste formidável assassino? Ou talvez não fossem tão lúcidos, nem tão abertos nem tão generosos, e sim pobres crianças em busca de um novo pai? Não será por acaso que a ladainha mais freqüente entoada a Stalin é a de Paisinho dos Povos. 
Nos anos 90, exaurida, a nova religião afunda. As três outras antigas religiões, que depositaram os prometidos castigos e recompensas no inexpugnável cofre do Além, persistem triunfantes. Afinal, o Além está sempre além. A nova fé prometeu o paraíso aquém. Marx colocou o paraíso duas ou três gerações logo adiante. Ora, você pode anunciar o paraíso até a geração de seus netos. Mas se o anunciado paraíso não ocorre, você não espera mais. O profeta era fajuto e a religião que pregava não chegou a durar um século.
Religião morta, religião posta. Há uns bons dez anos, escrevi que quem viu muito bem o vazio de fé que assolaria o Ocidente com a morte do comunismo foi o cineasta italiano Nanni Moretti, em Palombella Rossa. O filme é de 89, significativamente o ano em que caiu o Muro de Berlim. A história tem como personagem principal um deputado comunista que, do dia para a noite, perdeu a memória. A cena final é emblemática: em uma auto-estrada, centenas de jovens correm para saudar o sol.
Está inaugurada a nova religião, o culto da natureza. Em vez de anjos derramando taças sobre o planeta, que trazem fome, pestes, terremotos, maremotos, temos o aquecimento global e o efeito estufa. O que era Terra passa a chamar-se Gaia, um ser vivo com projetos próprios. O João de Patmos do novo apocalipse chama-se James Lovelock. O mínimo que prometia era o Saara invadindo a Europa e uma Berlim tão quente quanto Bagdá. Isso para as próximas três décadas. Em fins de 2007, Al Gore desembarcou em Sevilha para falar de seu movimento contra o câmbio climático. Em seu afã de chegar aos interlocutores, Gore, que é profundamente religioso, usa frases como: "A Noé foi dito que salvasse as espécies vivas e isto hoje continua sendo nossa obrigação”. A nova religião pretendia salvar a humanidade da entropia.
Mês passado, o profeta se retratou. O que é insólito. Jamais vi profetas se retratando. Os profetas bíblicos, cautelosos, anunciavam o fim dos tempos para quando não mais estariam na terra. Lovelock precipitou-se e, como o planeta teimava em não aquecer-se, teve de voltar atrás. Mesmo assim, fez acólitos no mundo todo com a sua Hipótese Gaia. Mas, para bom crente, tanto faz como tanto fez que o profeta se desdiga. A religião está em pleno desenvolvimento e a bicicleta tem de continuar andando.
Universidades, ONGs e instituições outras apostaram milhões de dólares em pesquisas que visavam não propriamente a estudar os fenômenos climáticos, mas a comprovar a tese do aquecimento global. Cientistas e pesquisadores comprometeram seus currículos e reputações. Agora é tarde para voltar atrás. Azar do Lovelock. Vai ver que está ficando caduco. Pois só velhotes caducos podem negar o aquecimento global. Está hoje acontecendo com os ecochatos o mesmo que aconteceu ontem com os velhos intelectuais bolcheviques. Produziram tantos ensaios e teses apostando na revolução do proletariado que hoje não podem mais negá-la. Seria algo como dizer: “tudo que escrevi era besteira e minha vida toda foi inútil”. 
O homem que desenvolveu a tese idiota, mais própria de histórias em quadrinhos, acaba de renegá-la. A imprensa, como se nem tivesse ouvido falar da retratação de Lovelock, continua batendo na tecla do aquecimento global. No Rio Grande do Sul, nestes dias, está sendo incensado como santo um maluco que assumiu a Hipótese Gaia, o José Lutzenberger. Os gaúchos, que parecem só ler Zero Hora, ainda desconhecem as notícias do mês passado da imprensa internacional.
Nietzsche já nos alertava sobre o quanto fede o cadáver de um deus morto. É fácil construir religiões. Difícil é desconstruí-las. Como aconteceu com o marxismo, a nova fé começará a morrer no mundo desenvolvido. Cá entre nós, botocudos, continuará a gozar de boa saúde pelas próximas décadas.
Fonte:  Janer Cristaldo

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Faltou Reescrever os Jornais de 1979

por João Pequeno 
Em "1984", de George Orwell, o personagem Winston Smith trabalhava no Ministério da Verdade, reescrevendo notícias antigas para adequá-las à história oficial presente do Partido que mandava. Hoje (16/5), a presidente Dilma Rousseff empossa os sete integrantes da comissão incumbida de escrever a "verdade" do período da ditadura militar conforme a conveniência de seu partido e agregados. 
Os sete ungidos vão de uma psicanalista consagrada por sua militância política de esquerda ao advogado José Paulo Cavalcanti Filho, que já declarou ser "uma honra poder escrever um pedaço da história do país". 
Outra integrante, Rosa Maria Cardoso da Cunha, ex-advogada de Dilma, nem tomou posse, já começou a tentar reescrever a história, pretendendo derrubar — para o lado de sua "verdade" conveniente — a Lei da Anistia, porque "parte das vítimas quer outra interpretação dessa anistia", já confirmada pelo STF. 
O desejo revisionista está na raiz da comissão desde a mentira original de seu idealizador, Paulo Vannuchi, secretário de Direitos Humanos de Lula, de que a anistia "protege quem torturou". A leitura na web de notícias de 1979 lembra que foi o contrário: parentes de exilados é que mais clamaram pela "anistia ampla, geral e irrestrita" sancionada naquele ano.
Embora Vannuchi omita, a anistia também perdoou seus companheiros de Aliança Libertadora Nacional, facção responsável por matar pelo menos 17 pessoas, algumas sem qualquer implicação política, como comerciantes assassinados após serem assaltados e ... torturados. 
Atual secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão não integra a comissão, mas tentou norteá-la na mesma direção, alegando que "não cabe investigar as ações da resistência. Estavam no direito legítimo de lutar contra a ordem ilegítima e a opressão. A Comissão da Verdade serve para investigar os crimes de Estado". 
Em uma só frase, omite que o Estado já paga — polpudas indenizações, até a gente rica como Lula e Ziraldo — e que a "resistência" existia ao menos desde 1961 (antes da ditadura), e visava não à democracia, mas ao socialismo (também ditatorial), pelo qual cometeu crimes hediondos, contra pessoas comuns. Faltou-lhes a chance de forçar um Winston a reescrever as notícias com fatos documentados do passado.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FGTS Roubado em R$ 24 Bilhões por Lula e Dilma!

por  Ossami Sakamori
Para leitores deste blog entenderem melhor sobre o que aconteceu, resumidamente, aqui apresento alguns números globais do FGTS do trabalhador. O FGTS é patrimônio do trabalhador, ou seja, é uma espécie de poupança que as empresas depositam sobre percentual do salário, em nome individual de cada um dos trabalhadores.
Atualmente, a Caixa Econômica Federal, administra cerca de 600 milhões de contas, sendo 100 milhões, aproximadamente, de contas ativas. O patrimônio do trabalhador está, grosso modo, em R$ 250 bilhões. O FGTS é atualmente remunerado à taxa de 3% ao ano + TR. Como a TR, tende a ficar em 0%, a remuneração da FGTS vem perdendo seu patrimônio em termos reais.
O número curioso é que a CEF empresta ao tomador de casa popular, à taxa de 7,9% ao ano, divulgado ontem. A CEF tem lucro líquido de 4,9% sobre os empréstimos lastreados no FGTS. Além disso, a CEF cobra pela administração desta conta, em valores líquidos 1%, ou seja R$ 2,5 bilhões. Comenta-se que a remuneração liquida pudesse ser de no máximo R$ 500 milhões ao ano. 
Bem, vamos ao fatos do título desta matéria. O governo Lula e agora governo Dilma, conseguiram que os administradores do FGTS sacassem a parte do "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida, do FGTS, em fundo perdido. Este termo fundo perdido, se aplica aos recursos que saem mas não voltam. Eu estava a pensar que o "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida, viesse do Tesouro, o que seria natural. Qualquer subsídio teria que ser arcado pelo conjunto da sociedade. Não foi e não está sendo feito assim. O "subsídio" está sendo sacado do patrimônio do trabalhador, ou seja cada trabalhador individualmente está subsidiando o programa Minha Casa Minha Vida.
Pasmem, senhores leitores, o montante destes saques, já chegam a R$ 24 bilhões até hoje, segundo o senador Paulo Paim (PT-RS) do próprio partido de ambos presidentes da República. Tudo isto, foi dito, na audiência pública sobre o futuro do FGTS, feito em 25 de abril próximo passado, no Senado Federal. Nem mesmo a senadora Marta Suplicy (PT-SP) presente na audiência pública contestou esta afirmativa. São decisões do governo, que passam batido. Nem a imprensa chamou a atenção sobre isto. Pasmem ainda, que o senador Paulo Paim tomou conhecimento deste fato, naquele dia, 25 de abril de 2012. 
Isto é que se chama oferecer benefícios com chapéu alheio. Tanto presidente Lula como presidente Dilma, bradam e conjugam o verbo fazer, sempre, na primeira pessoa do singular. Para ser justo, deveriam no mínimo fazer referência de que o "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida está sendo dado pelo conjunto de trabalhadores. Dinheiro do governo, não é! Nem do contribuinte! Quem está subsidiando o programa Minha Casa Minha Vida são os trabalhadores! 
Cadê os sindicalistas da CUT e da Força Sindical? Agora que estão do lado do Lula e Dilma, fazem de conta que o assunto não diz respeito a eles. Os tempos mudaram. Acordem, trabalhadores!
Ossami Sakamori, é engenheiro civil
e foi professor na UFPR.
 Twitter: @sakamori10
Fonte:  Ossami Sakamori
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pela Revogação do "Estatuto do Desarmamento"

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O Deputado Federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) apresentou no dia 19 de abril de 2012 um Projeto de Lei que prevê regulamentar a aquisição e a circulação de Armas de Fogo no País.
O PL nº 3.722/2012 revoga a lei atual, popularmente conhecida como "Estatuto do Desarmamento", e estabelece uma nova legislação, na qual o direito à legítima defesa passa a ser regra, não a exceção.
O "Disque Câmara" é uma das melhores e mais importantes ferramentas para a participação popular na aprovação ou rejeição de projetos de lei.
 Sua participação faz muita diferença!
Lembre-se de que em 2005 cada voto foi importante para a vitória inequívoca do "NÃO", que infelizmente não foi devidamente respeitada pelo (des)governo da mentira e da roubalheira, que insistiu em prejudicar os cidadãos decentes, restringindo-lhes o direito da legítima defesa contra os malfeitores.
Pois agora temos nova chance para fazer valer nosso direito!
Não espere que outros façam isso por você! Afinal, quem acredita na defesa pessoal não pode esperar que outros defendam o seu direito!
A ligação é gratuita e pode ser feita de todo o Brasil por qualquer telefone fixo, incluindo telefones públicos.
O sistema possui credibilidade perante a imprensa e os parlamentares, pois controla os votos por meio do CPF, ou seja, na sua casa todos que possuem CPF podem votar usando o mesmo telefone, mas um mesmo CPF não pode votar mais de uma vez.
Um relatório com os projetos mais votados vai diretamente para todos os deputados federais e para a imprensa.
Ligue agora no 0800 619 619, disque a opção 1 e depois a opção 2. Depois, basta dizer "eu apoio a aprovação do PL 3272/12". Pronto! Você efetivamente ajudou a garantir o seu direito de defesa!
Para saber mais, acesse www.mvb.org.br
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Grampo, Pra Que te Quero?

por Glauco Fonseca
De vez em quanto, ao falar de negócios por telefone, brinco: “Ih, se houver alguém me grampeando, pode entender que estou envolvido em maracutaia”. Fiquei um tempão sem me dar conta disto, até que eu mesmo me flagrei ao telefone, tratando da minha vida, imaginando se deveria estar ou não falando com um cliente a respeito de um pagamento atrasado, de uma proposta de trabalho ou algo parecido. Senti-me injustamente culpado, ao tratar das minhas coisas por telefone — que é um serviço caro que eu pago religiosamente em dia — ao ficar destilando teses conspiratórias bobinhas. Afinal, o que iriam querer com um cara como eu? 
O absurdo é algo que sempre cresce e este, então, é cada dia mais fermentado. Depois de ler o que informou o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RS, Algir Lorenzon, que 1.063 pessoas possuem (ou possuíram) senhas para fazer arapongagem através do Sistema Guardião e do Sistema de Consultas Integradas, eu e qualquer outro cidadão ficamos em palpos de aranha. Aquela sensação de “teoria da conspiração” passa a ser potencial conspiração mesmo e pode atingir qualquer um, seja a minha insignificante pessoa, seja um figurão da iniciativa pública ou privada.
O sistema tem por intenção nos proteger, é verdade. Contudo, ele grampeia malfeitores que depois não vão presos e não vão devolver dinheiro obtido de modo ilícito. Veja, por exemplo, o caso de Demóstenes. Ele vai perder o mandato, mas vai chorar as pitangas no Caribe, junto com Cacciola, Delúbio e a “Gang dos Guardanapos”. Não vai devolver um só tostão, não vai ser julgado nem preso e, se fosse, o seria em sua tenra velhice. É para isso que os sistemas de grampo servem: para tentar processar alguém, tentar denunciar alguém, tentar indiciar alguém. Em seguida, surgem Kakays, Oliveiras e Thomaz Bastos que conseguem debulhar tudo, transformando o trabalho policial e judicial em lixo. Para que serve o grampo, então?
Dia desses, falando com um amigo por telefone, a respeito de um empreendimento que pensávamos fazer no exterior (somos pilotos da Hellmanns há anos), eu e ele combinamos de falar pessoalmente, sabe como é. Isto é absolutamente indigno, absurdo, incorreto! Por que diabos eu tenho que falar pessoalmente a respeito da minha vida, dos meus negócios em pessoa, se posso usar uma porcaria de um telefone que eu pago? Por que eu tenho que gastar tempo e dinheiro em deslocamentos que poderiam ser evitados? Porque devo me sentir perseguido, culpado, se estou apenas tratando da minha vida? Veja a que estágio a paranoia chegou. 
Este é o drama maior de se viver num estado democrático onde o direito, ao invés de oprimir os bandidos, oprime pessoas comuns, que não roubam, não sonegam, não desviam dinheiro e nem sequer deixam de pagar suas contas. Eu não sou Gilberto Carvalho, nem Sérgio Cabral, nem Cachoeira, nem Cavendish, nem mensaleiro, nem Demóstenes. Não sou Sarney, Calheiros, Perillo ou Collor. Não faço parte de gang nem sou José Dirceu ou Genoíno. Não sou Palocci nem a companheira Erenice. Tampouco sou Battisti e jamais uma empresa pública de Telecom quis ser minha sócia em canal de televisão.
O sistema não deveria ser usado para grampear indevidamente, sem ordem judicial ou sem regras muitíssimo definidas. É algo muito bom, uma grande ferramenta tecnológica a favor da democracia e das pessoas de bem. Que seja sempre bem usado, em favor do direito e das centenas de milhões de brasileiros que trabalham sem roubar, que tentam pagar suas contas, que levantam cedo e dormem tarde para manter um mínimo de dignidade. Eu sou um deles. E não é porque sou paranoico que não tem ninguém me seguindo.
Glauco Fonseca é consultor.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não Foge, Mensaleiro ... Não Foge, Não ...

por Jorge Serrão
O Jornalismo Político-Estratégico e a Inteligência em Marketing têm o dever de pesquisar informações verdadeiras, conceitos corretos e metodologias adequadas para analisar a conjuntura e prever os cenários mais prováveis. Quem faz isto já percebeu, há muito tempo, que estamos mais próximos que nunca de uma ruptura institucional. A maioria não agüenta mais o modelo de Estado Capimunista comandado pelo Governo do Crime Organizado — definido como a associação delitiva entre bandidos e servidores públicos. Só falta a reação para acabar com esta cleptocracia.
O julgamento do Mensalão — até agora agendado para o Dia de São Nunca — pode ser o divisor do mar de lama. Ainda mais quando vem do esgoto o informe de que os mensaleiros já estudam até alternativas de fuga, pois vislumbram o altíssimo risco de condenação e prisão imediatamente após a sentença. Eles já sabem que julgamento no Supremo Tribunal Federal não cabe recurso — a não ser a Deus ou ao Diabo. José Dirceu, Delúbio Soares e Marcos Valério têm grandes chances de condenação por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal que pensam em condenar os mensaleiros já devem ser alvos de pressões terríveis nos bastidores do mundo político e togado. Até porque o governo do Crime Organizado não brinca em serviço. Imagina se já não rolam ameaças veladas, do tipo: “Ministro, se fulano for condenado, cuidado, porque pode acontecer alguma coisa com sua mulher, sua filha ou seu filho”. Alguém duvida que pressões deste tipo aconteçam? Melhor não duvidar. Mas se a ameaça pode se concretizar, aí são outros quinhentos — milhões de dólares...
A máfia tupiniquim opera de maneira violentíssima. Vide os casos Celso Daniel e Von Richthofen. O primeiro é um crime político evidente. E não há interesse em se chegar ao verdadeiro mandante. O segundo, um hediondo crime familiar, agora de briga por uma herança milionária no exterior, gerada com a ajuda de esquemas políticos que abafam o desfecho judicial. Os dois famosos homicídios retratam o Governo do Crime Organizado no Brasil. Até porque, sem parafrasear Balzac, por trás da construção de grandes fortunas costumam se esconder crimes maiores ainda.
O leitor Paulo Figueiredo chamou bem a atenção na área de comentários sem censura do Alerta Total: Por que a “oposição” não se manifesta sobre o caso Celso Daniel??? Não é muitíssimo estranho??? Deixa de ser estranho quando observamos que há um pacto de silencio entre PT e PSDB. Tucanos não tocam no “caso Celso Daniel”; e a petralhada nada fala sobre o “caso Suzane von Richthofen”. Troca de gentilezas???? Nem tanto. Os dois casos são muito comprometedores aos dois partidos. Por que o caso Suzane von Richthofen corre em “segredo de justiça” e o pessoal do PT não fala nada sobre o assunto? Isso pode explicar porque o pessoal do PSDB se cala sobre o caso Celso Daniel.
Voltando ao risco de fuga dos mensaleiros. Tal hipótese não é fácil de se concretizar. Hoje não há para onde fugir neste mundo globalitário. A situação é ruim até para o bandido que é parceiro da Oligarquia Financeira Transnacional. Os donos do mundo costumam “deletar” os margiranhas que caem em desgraça. Dá para escapar por algum tempo, mas não por muito. E quando a casa cai, o bandido perde completamente a antiga parceria com os controladores do Estado.
Por isso, a maioria dos ministros do STF deve estar com a toga na seringa. Sabem que sua decisão pode ser a gota d´água para uma ruptura institucional no Brasil. Se os mensaleiros forem perdoados, a Justiça se desmoraliza de uma vez por todas. Se forem condenados, com certeza, o esquema do crime organizado tende a reagir violentamente. Bandido político é previsível. Em geral, cumpre a ameaça que faz, quando a casa cai.
No mensalão, até agora, nenhum envolvido abriu a boca porque não houve punição. Se houver, muito arquivo vivo pode abrir o bico para não virar arquivo morto, e as revelações podem aprofundar o caos institucional. Será necessária uma limpeza imediata da sujeira. Quem cumprirá o papel de lixeiro? Eis a questão para uniformizados e fardados debaterem com mais profundidade.
O maior temor dos ministros do STF ainda não é com as possíveis ameaças ocultas que possam sofrer e nem com as prováveis condenações que possam impor à maioria dos 38 réus. O grande cagaço é como definir o tamanho das penas dos mensaleiros. É aí que a toga vai torcer a porca. Não vai pegar bem perante a opinião pública se alguns ministros — dentre os nomeados pelos esquemas petistas — aplicarem o famoso “rigor seletivo”, pegando pesando com uns condenados e aliviando aqueles companheiros mais poderosos...
A maioria dos brasileiros e brasileiras (royalties para o Imperador Perpétuo do Maranhão) não agüenta mais tanta roubalheira, injustiça e impunidade. O abafamento em curso do escândalo do Cachoeira só vai agravar o descontentamento popular com o que pode acontecer caso o mensalão também acabe sem punição. A Justiça jamais pode se desmoralizar. Se ela falha, o caos institucional se instaura. O resultado disto é incerto.
Melhor não investir no risco de um banho de sangue — jamais antes visto em nossa história.
Chega de Impunidade
Confira a íntegra das 122 páginas do relatório do Mensalão produzido pelo relator Joaquim Barbosa: 
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista,
 Publicitário e Professor. 
Fonte:  Alerta Total

domingo, 13 de maio de 2012

A Veja Começa a Responder

por Thomaz Magalhães
Sob ataque do lulopetismo que a quer colocar como "cúmplice" do bicheiro Cachoeira na CPI, a Veja começa pelas beiradas o acerto de contas com seus acusadores. 
Começa pelo bucólico senador Collor de Mello, hoje feliz soldado da base legislativa do governo petista. Não cita ainda o Lula, o ideólogo do ataque contra a imprensa, mas já registra alguns passos do presidente nacional do PT, Rui Falcão, operador da estratégia do PT contra a imprensa, e sua atuação no Twitter. Mas a maldade foi botar Fernando Collor de Mello de cumpanhêro.
Começa afirmando que foram duas e não duzentas as ligações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal entre o editor da revista Veja Policarpo Jr e o bicheiro Cachoeira. Facilita o trabalho do seu editor, que se chamado a depor, conta o que falou e mostra o que publicou em relação aos dois telefonemas.
E, pela tal beirada, a revista destaca o papel de caçador de jornalistas protagonizado por Fernando Collor de Mello, o ex-caçador de marajás. Que perguntou ao delegado Rodrigues, da Polícia Federal que depunha na CPI se o jornalista Policarpo Jr é co-autor de algum crime. A resposta do delegado foi, “Não, excelência! Eu já falei e vou insistir”.
Fraude petista no twitter
Outra matéria na edição de hoje investigou os tuitaços petistas, que colocam por ações fraudulentas, temas em evidência no Twitter. É o aperitivo do que tem a informar sobre o presidente do partido Rui Falcão.
(…) Em pelo menos quatro desses episódios ocorridos em abril, ou militantes e simpatizantes petistas marcaram data e horário de cada evento ou registraram em inglês o significado das hashtags utilizadas ou mandaram as mensagens iniciais dos tuitaços.
Mas a análise aprofundada desses episódios — e em especial daquele identificado pelo marcador #vejabandida — mostra que dois artifícios fraudulentos foram usados para fingir que houve adesão enorme ao movimento. Um robô, que opera sob o perfil “@Lucy_in_sky_”, foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as em seguida.
Além disso, entraram em ação “perfis-peões”, perfis anônimos, com pouquíssimos seguidores e muitas vezes criados de véspera, que replicam sem parar mensagens de um único tema. O objetivo é sempre o mesmo: passar a impressão de que existe uma multidão a animar uma causa, quando na verdade é bem menor o número de pessoas na ativa. Rui Falcão tem ativa uma dessas contas.
Uma amostragem de 5.200 tuítes recolhidos durante um dos tuitaços recentes revelou que 50% das mensagens partiram de apenas 100 perfis.
Fonte:  Trem Azul

sábado, 12 de maio de 2012

Contribuinte Paga Tradução de Chico Buarque na Coréia

por Janer Cristaldo
Está causando espécie entre alguns jornalistas, que parece terem nascido ontem, a notícia de que Chico Buarque vai receber financiamento da Biblioteca Nacional para a tradução de seu livro Leite Derramado para o coreano. Mais uma ajuda financeira indireta do Ministério da Cultura, comandado pela mana Ana de Hollanda. Chico quer empurrar sua “obra” ao mercado asiático.
Como se isto fosse novidade. Há mais de década venho denunciando a indústria estatal do livro, que chamei de indústria textil – assim mesmo, sem acento. Ou seja, a indústria do texto. Aquela mesma indústria que empurra goela abaixo para a juventude as produções intelectuais dos amigos do rei. Como o rei é de esquerda, leia-se as produções intelectuais das viúvas do Kremlin. Chico Buarque é apenas um dos queridinhos da corte. Há muitos outros mamando – e há muito tempo – nas tetas do Estado.
Em outubro de 1997 – há quinze anos, portanto – eu já denunciava esta farra obscena com o dinheiro do contribuinte, nas Jornadas Literárias de Passo Fundo. Em comunicado intitulado justamente de “A Indústria Textil”, dediquei um item aos amigos do rei.
Os amigos do rei — Em junho passado, um quarteto de escritores brasileiros — Rubem Fonseca, Patrícia Mello, João Gilberto Noll e Chico Buarque — desembarcaram em Londres, onde fizeram leituras públicas de suas obras e lançaram livros não só na capital britânica, como também na Escócia e no País de Gales. Em um primeiro momento, poderíamos pensar: que maravilha, o Reino Unido se interessa por nossa literatura. Nada disso. É o Ministério da Cultura brasileiro que promove tais turismos e financia as traduções dos autores brasileiros. Vejamos estas manchetes, todas da Folha de São Paulo:
BRASILEIROS LANÇAM LIVROS NA GRÃ-BRETANHA
Autores promovem suas obras dentro de projeto patrocinado pelo Ministério da Cultura
Segundo Eric Nepomuceno, secretário de Intercâmbio e Projetos Especiais do Ministério da Cultura, “a essa ação do Reino Unido devem ser somadas outras, já em andamento, que compõem o programa de apoio à difusão de nossa literatura no exterior, elaborado pelo Ministério da Cultura. Este programa já tem comprometido o lançamento de pelo menos 42 títulos de literatura contemporânea até 1998 em cinco países, além do programa do escritor-residente em cinco universidades norte-americanas e mesas-redondas em vários países. Acho que é justo solicitar menção a essas iniciativas. Afinal, tudo isto está sendo pago por fundos públicos, geridos por este ministério, e creio que é nosso dever informar devidamente o uso dado a esses recursos”. 
Ou seja: quem paga o turismo destes escritores, todos amigos do poder, sejam vivos ou mortos, é o contribuinte. Nesta brincadeira, apenas para a tradução dos livros, foram gastos US$ 35 mil, financiados pelo Ministério da Cultura. O governo brasileiro, isto é, o contribuinte brasileiro, também contribui com parte dos custos de viagem. Ou seja, este país cheio de mendigos atirados nas ruas de suas capitais se dá ao luxo de usar dinheiro público para que alguns amigos do rei — ou, dizendo melhor, amigos de Francisco Weffort, o atual ministro da Cultura — editem suas obras na Europa.
Mas será que este contribuinte foi consultado na hora de financiar edições e mordomias a estes escritores que nem conhece? A propósito, quem é Patrícia Mello? Alguém conhece quais títulos de vulto esta senhora escreveu para julgar-se capaz de representar a literatura brasileira na Europa?
Foi um deus-nos-acuda. Tania Rösling, a pró-reitora da Universidade de Passo Fundo e organizadora das jornadas, que me havia convidado ao evento, ergueu-se em seus tamancos e, da platéia, brindou-me com um solene “filho-da-puta!” O coordenador do debate quis cortar-me a palavra, alegando que eu estava indo além do tempo que me fora concedido. Os universitários que me ouviam reagiram e exigiram que me permitissem continuar falando. O melhor veio depois.
Quando desci da tribuna, os alunos cercaram para abraçar-me. Quanto aos professores, que me haviam gentilmente recepcionado, se afastavam de mim como se eu estivesse leproso. Estávamos convidados para um churrasco no CTG local após os debates. Aceitei. Ao entrar no ônibus que me levaria até lá, dei-me conta de que cometera uma solene mancada. Não teria ninguém com quem sentar. Mas já havia embarcado. Fui salvo pelo gongo. Ao entrar no galpão, uma figura sorridente veio a meu encontro e saudou-me com alegria:
- Janer, seu subversivo, ainda não estás na cadeia?
Não, até então não haviam conseguido pegar-me. Era o prefeito de Passo Fundo, que fora meu companheiro de política estudantil em Santa Maria. O gelo se desfez e acabei bebendo e comendo sem maiores constrangimentos.
Ainda há pouco, Chico Buarque dizia ter descoberto que havia pessoas que não gostavam dele. É o milagre da Internet. Na rede, não há censura. Naqueles dias, era crime de lesa-literatura dizer qualquer coisa contra Chico Buarque. Tanto que tentaram censurar-me durante minha comunicação. Jornal algum aceitaria qualquer denúncia das relações nada éticas do menestrel com o poder. Mas o problema não é gostar ou não gostar dele. O fato é que Chico e seus cúmplices participam de uma corrupção que até hoje os jornais não ousam chamar de corrupção.
Em julho de 2009, a Fundação Biblioteca Nacional divulgava uma lista de bolsas de literatura, abrangendo pesquisa literária, conclusão de obras, co-edições e traduções. A seleção daquele ano, na área de tradução, deu bolsas de US$ 3 mil (R$ 6 mil) para a tradução de obras de autores brasileiros no Exterior. A maior parte dos autores são vivos. O Filho Eterno, do autor curitibano Cristóvão Tezza, foi premiado com uma publicação na Austrália, pela Scribe Publications. O Anjo do Adeus, de Ignácio de Loyola Brandão, nos Estados Unidos, pela Dalkey Archive Press. Escrita em contra-ponto: Ensaios Literários, de João Almino, na Argentina, pela Leviatan.
Mais ainda: o ensaísta e então curador do Museu de Arte de São Paulo (Masp), José Roberto Teixeira Coelho, teve sua obra Dicionário crítico de política recomendada para publicação na Espanha, pela editora Gedisa. A Croácia foi contemplada com Laços de Família, de Clarice Lispector. Outros contemplados foram O Enigma de Qaf, de Alberto Mussa, que seria publicado na França; uma coletânea de textos de Sérgio Sant’Anna, que sairia na República Checa; e a obra Sem Dizer Adeus, de Heloneida Studart, em Israel.
Quer dizer: quando o normal no mercado livreiro é a editora do país estrangeiro pagar o tradutor, este magnífico país nosso se antecipa: nós pagamos a tradução. Mais ainda: nós escolhemos os escritores a serem traduzidos. Isso de oferta e procura é lei obsoleta do antigo capitalismo, que precisa ser revogada. Se nós já empurramos goela abaixo nossos campeões a nossos jovens, não nos custa internacionalizar este goela abaixo. O contribuinte brasileiro é dócil, não vai chiar se tiver de subsidiar a tradução de nossos escritores comportadinhos – aqueles que não criticam o PT nem o governo – em países ricos como os vossos. Recebam, senhores do Primeiro Mundo, esta modesta cortesia do Terceiro.
Se a maracutaia terminasse aqui, não seria cousa de espantar. Mas vai mais longe. Segundo o Estadão, oito autores com obras em fase de conclusão foram selecionados: Afonso Cláudio Machado do Carmo, Alexandre Jorge Marinho Ribeiro, Beatriz Antunes Onofre, Jorge Alan Pinheiro Guimarães, Manoel José de Miranda Neto, Priscila Costa Lopes, Rafael Mófreita Saldanha e Ronaldo Eduardo Ferrito Mendes.
Ou seja, os insignes beletristas sequer haviam concluído suas obras e já tinham subsídios para serem traduzidos no exterior. O escritor ainda nem existe, mas já tem tradução garantida. O contribuinte brasileiro, que já paga turismo em Paris para senadores, putas em Miami para deputados, silicone para travestis, é chamado agora a pagar traduções de prostitutas literárias, que não se pejam em escorchar quem paga honestamente seus impostos, desde que seus egos sejam afagados no Exterior.
Financiamento estatal de livros é velha prática dos estados comunistas. Bolchevique da gema, Chico jamais declinaria de tais mimos. Se os coreanos não se interessarem por seus livros, a embaixada brasileira sempre pode comprar alguns milhares de exemplares e distribuí-los pelas bibliotecas do país. 
Afinal, quem paga é você.
Fonte:  Janer Cristaldo
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Efeito da CPMI

Filmes Revelam Horrores do Genocídio Praticado pelo Socialismo Chinês

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Campanha contra os direitistas
O cineasta chinês Wang Bing rodou dois filmes sobre os capítulos mais sinistros da revolução socialista chinesa, noticiou o site Slate.
O primeiro deles foi sobre a campanha de 1957 contra os “direitistas”, verdadeiro episódio de repressão em massa.
Centenas de milhares de chineses foram deportados para campos de concentração. Foi montado assim um goulag, semelhante aos da Rússia, no deserto de Gobi, onde os prisioneiros morriam como moscas, de frio, esgotamento e maus tratos.
O "Grande Salto Adiante":
massacre gigante
Ordenada pelo Partido Comunista, a campanha foi o ponto de partida do “Grande Salto Adiante” (1958-1960) ou industrialização, da marcha forçada e do confisco de terras, gerando espantosa fome que matou entre 20 e 30 milhões de pessoas. 
Os dois filmes longa metragem de Wang Bing – Fengming, crônica de uma mulher chinesa e A Fossa – são de tipo histórico e rompem o silêncio de mais de meio século mantido na China e no Ocidente sobre esses genocídios.
Segundo Slate, os campos de concentração chineses dos anos 50 são um tabu “infinitamente mais absoluto” que as tragédias da Revolução Cultural de Mao Tsé Tung. 
Até hoje está rigorosamente proibido falar do “Movimento contra os direitistas” e do “Grande Salto Adiante”, ligados à fome mais devastadora do século XX. 
O “Grande Salto Adiante” ficara descrito em termos idílicos, mas não menos falsos, pelas esquerdas progressistas do Ocidente.
Os excessos chocantes da Revolução Cultural foram condenados até pelos dirigentes que sucederam a Mao.
Mas tanto eles quanto seus colegas ideológicos ocidentais não querem reconhecer esses morticínios em massa, oferecidos no altar da construção de uma sociedade igualitária em curto prazo.
Os filmes de Wang Bing rompem esse silêncio criminoso.
O cineasta se inspirou no livro O Cântico dos mártires nos campos da morte da China de Mao, de Yang Xian-hui, que recolhe testemunhos de sobreviventes do campo de Jabiangou, província de Gansu, um dos mais mortíferos.
Wang Bing empreendeu em 2004 um imenso trabalho de pesquisa:
Cena de "A Fossa"
“Recolhi dezenas de testemunhos de pessoas ligadas a esta história. De sobreviventes, mas também de guardas ou de famílias de deportados”.
Carregando sua câmera, ele imergiu literalmente no inferno de Jiabangou, varrido pelos ventos gélidos do deserto de Gobi, nas valas cavadas na terra onde viviam e morriam os prisioneiros, vigiados por guardas quase tão maltratados quanto suas vítimas. 
Absurda crueldade de um regime que determinou imolar friamente parte do povo que não vivia ou não pensava como ele. A morte onipresente – acompanhada da impossibilidade sequer de tratar corretamente dos mortos – nunca será objeto de uma Comissão da Verdade nem de críticas por seus “companheiros de viagem” e propagandistas do Ocidente.
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