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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Cinco Coisas Que Talvez Não Saibas Sobre o "Dia-D".

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por Katie Lange 
D-Day. A invasão da Normandia. Operação Overlord. Isso pode ter vários nomes, e todos nós temos ouvido algo sobre ele através de aulas de história, avós, notícias ou programas como "Band of Brothers".
Um LCVP do USS perseguição de Samuel Chase desembarca tropas na manhã de 6 de junho de 1944, na praia de Omaha. Guarda Costeira foto de CPHOM Robert F. Sargent
06 de junho de 1944, foi a data em que mais de 160.000 militares aliados desembarcaram na França ocupada pelos nazistas como parte da maior invasão de ar, terra e mar já realizada. Ela terminou com pesadas baixas - mais de 9.000 soldados aliados foram mortos ou feridos nos primeiros 24 horas - mas o Dia D é amplamente considerado o início bem sucedido do fim do regime tirânico de Hitler.
A bravura dos pára-quedistas e soldados que invadiram a Normandia naquele dia é bem conhecida, mas há um monte de coisas que você pode não saber sobre o "D-Day". Aqui estão algumas dessas pérolas:

1 - Porque é chamado "D-Day":
O General Dwight D. Eisenhower dá as ordens para o D-Day - "vitória completa, nada mais" - para os pára-quedistas na Inglaterra pouco antes de embarcarem em seus aviões para participar no primeiro assalto na invasão da Normandia. Foto dos Arquivos Nacionais
Você realmente sabe o que "D-Day" significa? Aparentemente é a pergunta mais frequente no Museu Nacional da II Guerra Mundial, mas a resposta não é muito simples. Muitos especialistas têm opiniões diferentes, incluindo que a "D" simplesmente significa "dia", um código usado para qualquer operação militar importante. Outros disseram que é apenas aliteração, como "H-Hour", quando um ataque militar começa.
Enquanto o verdadeiro significado permanece em debate, vejamos o que disse o General Dwight D. Eisenhower a respeito, através de seu assistente executivo, Brig Gen Robert Schultz: "Esteja ciente de que qualquer operação anfíbia tem uma 'data de início' . Por isso, o termo abreviado 'Dia D' é usado. Ele disse, ainda, que houve, na verdade, vários outros D-Days durante a guerra - o da Normandia foi apenas o maior e melhor conhecido.

2 - O Dia-D inicialmente foi fixado para a véspera:
Soldados do 16º Regimento de Infantaria do Exército, feridos no assalto a Omaha Beach, esperam pela evacuação para um hospital de campanha para o tratamento depois do Dia D.  Foto: cortesia do Centro de História Militar
Vários requisitos relacionados com o clima foram necessárias para desencadear o D-Day. No dia precisava ter bom tempo para o uso máximo do poder aéreo; uma lua quase cheia era necessária para ajudar a orientação de navios e tropas aerotransportadas; e a maré tinha que ser forte o suficiente para expor obstáculos da praia na maré baixa e flutuar os veículos de transporte, cheios de pessoal e suprimentos, até a praia durante a maré alta. A definição da "H-Hour" também era fundamental na medida em que os momentos dessas marés estarem subindo deviam ser usados para o desembarque. Também havia que ter uma hora de luz do dia de antemão para haver precisão no prévio bombardeio.
Apenas nove dias em Maio e Junho pareciam se encaixar nesses requisitos, então os Comandantes decidiram-se por 05 de junho; no entanto, graças a previsões que mostravam uma pequena janela de tempo bom em 6 de Junho, o general Eisenhower decidiu de última hora  mudar o Dia D para as primeiras horas naquele dia.

3 - Os EUA só atacaram duas das cinco praias invadidas:
Mapa cortesia de US Army Transportation Museum
Histórias de como as tropas americanas invadiram as praias da Normandia são lendárias, com os nomes de Omaha e Utah destacando-se na mente das pessoas. Mas a invasão se estendeu a mais de 50 milhas de terra, portanto, os norte americanos não poderiam fazê-la sozinhos. Três outras invasões de praia por tropas aliadas aconteceram simultaneamente: Grã-Bretanha e algumas forças menores invadiram praias do Ouro e da Espada, enquanto os canadenses atacaram Juno Beach.

4 - Foi quase uma falha tática :
Os membros de um grupo de desembarque  ajudam outros membros do ataque cujas embarcações de desembarque foram afundadas por ação inimiga na costa da Normandia. Os sobreviventes chegaram a Omaha Beach usando um bote salva-vidas. Foto de arquivo
Embora o objetivo final de libertar a França e expulsar os alemães tenha acontecido, muitas coisas deram errado no Dia D - especialmente para os norte-americanos, que foram os primeiros a lançar a invasão.
Muitos pára-quedistas norte-americanos morreram durante a seu lançamento atrás das linhas inimigas em Utah Beach, tendo sido baleados ainda na descida por fogo inimigo ou se afogado ao cair com suas pesadas equipagens em pântanos alagados. Muitos também perderam seus pontos de destino graças aos ventos, assim como alguns desembarques marítimos ocorreram a mais de uma milha do destino previsto, em função das fortes correntes.
A ofensiva em Omaha acabou por ser a mais sangrenta do dia, em grande parte por causa de Inteligência do Exército ter subestimado a fortaleza alemã lá existente. A forte rebentação causou enormes problemas para os tanques anfíbios lançados no mar; apenas dois de 29 chegaram à costa, enquanto que muitos dos Soldados de Infantaria que saltavam fora dos barcos eram mortos, alvejados facilmente pelos alemães. Gen. Omar Bradley, que liderou as forças em Omaha, chegou a pensar em abandonar a operação.
No entanto, ao final, ambos os setores de tropas dos EUA conseguiram avançar suas posições para o sucesso global.

5 - Decifrar o "Enigma" ajudou a vitória:
Uma máquina de decriptografia, chamado de "Bombe". Ela foi feita pela National Cash Register of Dayton, Ohio e eliminou todas as criptografias possíveis a partir de mensagens interceptadas   Força Aérea foto




Decodificar a grande máquina de códigos alemã, conhecida como Enigma, e manter essa possibilidade de decodificação em segredo, foi uma das estratégias mais brilhantes que surgiram da Segunda Guerra Mundial.
Para encurtar a história, uma vez que o rádio era a comunicação padrão daqueles tempos, ambos os poderes, Aliados e do Eixo necessitavam máquinas para transformar mensagens e planos militares em códigos secretos. Os alemães tinham a "Enigma", que foi planejada para ser indecifrável - mas não era. No início da guerra, uma equipe de especialistas britânicos e poloneses - liderada por Alan Turing, cuja vida e obra são retratados no filme premiado com o Oscar "O Jogo da Imitação" - quebraram o código através de um trabalho que se tornou a base para o computador moderno.
Em vez de anunciar ao mundo sobre a descoberta, os líderes da equipe concluíram que o dispositivo seria mais útil se fosse mantido em segredo. 
Uma máquina SIGABA em exibição na galeria de exposição
 sobre  criptologia na  II Guerra Mundial no Museu Nacional
da Força Aérea dos Estados Unidos. Força Aérea foto
Assim, durante anos, os planos alemães foram tolhidos pelas mensagens decifradas, inclusive sobre o Dia-D. Autoridades disseram que as mensagens alemãs interceptadas antes do Dia-D identificaram precisamente quase todas as unidades de combate alemãs na região da Normandia. No próprio D-Day, elas - as mensagens alemãs - também ajudaram os Comandantes aliados acompanharem o progresso dos seus soldados de forma mais rápida do que através de seus próprios canais de comunicação.
Quebrar os códigos alemães, e mais tarde os dos japoneses, provou ser uma enorme vantagem para os aliados. Embora eticamente controverso pelo seu sigilo, ao processo de decodificação tem sido amplamente creditado salvar centenas de milhares de vidas e encurtar a guerra por quase dois anos.
Ah, e por falar nisso, os militares dos EUA desenvolveram o seu próprio código de máquina criptográfica - SIGABA - antes de entrar na guerra. Aparentemente, ninguém ainda foi capaz de quebrar seu código.

Se você desconhecia alguma dessas coisas até de hoje, agora você já sabe! De qualquer forma, não esqueça daqueles que deram suas vidas naquele 6 de Junho para ajudar a garantir um futuro melhor para todos nós.
Fonte: tradução livre do Departamento de Defesa dos EUA
COMENTO: Mesmo depois de tanto tempo, vendo essas escarpas e imaginando as dificuldades para escala-las, não há como não reverenciar a coragem dos milhares de jovens que as enfrentaram e venceram, servindo como alvos fáceis e vendo seus camaradas morrerem sob fogo inimigo.

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terça-feira, 17 de maio de 2016

O Necessário Processo de Despetização

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Depois da Segunda Guerra, a Alemanha iniciou um processo de desnazificação fundamentado na condenação do recente passado nazista e na imputação de uma culpa coletiva. De volta ao país depois de ter fugido do governo de Adolf Hitler, o filósofo político Eric Voegelin ministrou em 1964 uma série de conferências na Universidade de Munique na qual questionava a ideia de imputação coletiva em vez da necessária atribuição da responsabilidade individual. As aulas foram depois publicadas no livro Hitler e os Alemães.
Voegelin explicou que coletivizar a culpabilidade pelo nazismo significava tornar equivalente a responsabilidade das pessoas que acreditaram naquele projeto político com os que atuaram diretamente para a sua ascensão e manutenção. Portanto, a responsabilidade individual de cada alemão no processo não poderia ser diluída numa responsabilidade coletiva que eximiria os culpados dos seus atos voluntários. Sem dominar o passado, alertou Voegelin, era impossível resolver o problema no presente a partir da “revolução do espírito” que exigia uma “reviravolta da consciência”.
Em 2016, com o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff, a sociedade brasileira precisa iniciar e enfrentar um necessário processo de despetização do país. Também aqui no Brasil, isto vindicará uma inescusável “revolução do espírito” com uma “reviravolta da consciência”, não apenas procedimentos políticos e judiciais. Porque o projeto de poder do PT é, também, criminoso – não se trata apenas de política.
E como se daria esse processo? Primeiro, mediante uma autorreflexão séria e profunda a respeito da responsabilidade dos não-petistas que, por ação ou omissão, permitiram as vitórias culturais e políticas do PT e de seus satélites socialistas e comunistas. Um exercício de anamnese é fundamental para tomar consciência do que se passou e reconhecer a responsabilidade individual.
Realizada essa “reviravolta da consciência”, que resultará na restauração da ordem interna que fora perdida, será necessário identificar, denunciar, punir ou influenciar positivamente, quando possível, os agentes que colaboraram direta e indiretamente para a ascensão do PT: professores, jornalistas, intelectuais, políticos (inclusive os de outros partidos, como os do PMDB e PSDB), empresários, servidores públicos e os cerca de 100 mil nomeados para cargos e funções de confiança.
Nem todos, obviamente, estarão dispostos a realizar o auto-exame e assumir a própria responsabilidade – e muitos quererão atribuir a autoria às vítimas ou defender uma culpabilidade coletiva que esconda a culpa individual. Mas serem identificados como colaboradores de um projeto de poder que colocou o Estado a serviço do partido e que tentou reduzir o país à sua própria estatura moral servirá para que a sociedade não esqueça o perigo que representam e possa combatê-los adequadamente.
Sem o procedimento de despetização do Brasil há o risco de que nada mude mesmo com a substituição dos atores e agentes políticos porque comprometidos com a mesma mentalidade e prática política e criminosa. E a mesma “elite” política e seus asseclas que degradaram o país tentarão ocultar a sua culpabilidade e voltarão a agir impunemente com a finalidade de reconquistar o poder cultural e político ora fragilizado. Como adverti no artigo da semana passada, o PT, mesmo fora da Presidência, não está morto e os petistas são profissionais em fazer uma oposição perigosa, maléfica e desonesta.
O momento é crítico e exige muito mais do que mudanças políticas e econômicas.
COMENTO: essa é uma boa ideia, mas deve ser implementada com cuidado. De forma alguma podemos cair em uma "caça às bruxas" ou em alguma iniciativa similar à Revolução Cultural promovida na China - patifaria comunista (me perdoem o pleonasmo) que por coincidência completará, ao final deste mês de maio, 50 anos de seu início. Oposição política é uma necessidade da democracia. 
O que deve ser feito, imediatamente, é uma profunda e completa auditoria sobre os mal-feitos ocorridos na administração do país nos últimos treze, ou quem sabe, vinte anos. Isto é fundamental para que seja eliminada da vida pública brasileira o procedimento já por demais arraigado de confundir o público e o privado, ou seja, o uso do poder para atender interesses privados, de grupos e indivíduos. E para que essa limpeza seja efetiva, há que se denunciar e punir severamente os autores de crimes contra o patrimônio nacional, particularmente os que tiveram motivação dita ideológica, sempre desonesta, objetivando atender as metas estabelecidas pelos afiliados do Foro de São Paulo. O interesse do Brasil como Nação (território, povo e cultura) deve prevalecer sobre tudo o mais.
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domingo, 15 de maio de 2016

O Partido dos Trabalhadores e o Nazismo

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O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães que deu origem ao Nacional Socialismo (Nazismo), na Alemanha, não coincide apenas no nome com Partido dos Trabalhadores do Brasil. Apesar de ambos terem ideologias um pouco distintas, um é abertamente anticomunista e outro abertamente comunista, eles têm mais algo em comum do que vocês imaginam. Vejam só os cinco motivos pelo qual o PT lembra, e muito, o Nazismo:

1. Culto ao líder ou culto à Personalidade
Uma das estratégias do Nazismo é a propaganda política baseada na exaltação das virtudes – reais e/ou supostas – do governante, bem como da divulgação positiva de sua figura. Hitler era idolatrado pelo povo e o próprio estado estimulava isso através da Educação ou propaganda na mídia. Para fortalecer a idolatria de Hitler, os governantes criaram até uma cultura de saudação que consistia em levantar o braço e dizer Heil Hitler (em português, Salve Hitler).
No Brasil, diferentemente dos outros partidos, o Partido dos Trabalhadores (PT) é o único partido nacional que idolatra uma figura única. O PT, através de muita propaganda, criou um herói, um líder que “governa para os pobres”. A estratégia do partido de fazer do Lula um “salvador” nacional foi um trabalho intenso com muita propaganda; começa desde os livros de história disponíveis em escolas públicas – que retratam a história de um menino pobre, trabalhador que chegou a presidência da república e reduziu a miséria – até filme com sua história patrocinado por empreiteiras corporativistas. Lula e Hitler são idolatrados pela classe trabalhadora, que busca por um salvador que vai acabar com um inimigo inexistente.

2. Bandeira Vermelha
A Bandeira Vermelha é um emblema socialista e comunista associado particularmente com a esquerda revolucionária. Na consciência popular coletiva, a bandeira vermelha está fortemente associada com o comunismo, o sindicalismo e as manifestações populares. Ela foi adotada inicialmente por socialistas e radicais republicanos nos movimentos revolucionários franceses de 1848, ostentando como símbolo o “sangue dos trabalhadores irritados”.
O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) foi criado com o objetivo de atrair os trabalhadores. A ideia era concorrer com outros partidos de esquerda como Partido Comunista da Alemanha (Kommunistische Partei Deutschlands, KPD). E para representar a luta dos trabalhadores, possui a mesma bandeira vermelha adotada pelos comunistas. O Partido Nazista adotava, além da bandeira, a mesma retórica, era contra o capitalismo, contra a burguesia e grandes empresários. Mais tarde o foco do partido passou a ser antissemita e, apesar de semelhanças com os marxistas, se tornou antimarxista.
Da mesma forma que o Partido Nazista concorria com partidos comunistas para atrair os trabalhadores, o PT também enfrenta concorrentes no Brasil, como Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido da Causa Operária (PCO) e etc. E todos esses partidos, assim como os nazistas, utilizam a bandeira vermelha para representar a luta de classe. Além da bandeira, todos essas partidos também possuem retórica semelhante ao dos nazistas com discurso anticapitalista e antiburguês.

3. Divisão por raça
Para tentar unir a maioria dos alemães e perpetuar-se no poder, Hitler encontrou uma maneira de colocar a culpa pela crise. A Alemanha em 1914-1923 passou por um período de hiperinflação causada por impressão de dinheiro do governo. E depois sofreu consequências da crise de 1929, causada pela expansão monetária pelo Banco Central americano, e efeitos do Pacto de Varsóvia [creio que o autor quis se referir ao Tratado de Versalhes]. Quando Hitler assumiu, ele precisava encontrar um culpado pelos problemas socioeconômicos da Alemanha, e resolveu colocar a culpa nos Judeus, que normalmente eram mais ricos que a média dos alemães, ou seja, eram da classe burguesa.
No Brasil, Lula enfrentou problemas com o aumento dos gastos públicos de seu governo e sofreu consequências da crise de 2008, causada novamente pelo Banco Central Americano que expandiu a moeda para fornecer crédito habitacional aos pobres. Lula jogou a culpa da crise na “gente branca de olhos azuis”. Nas palavras do ex-presidente: “A crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes pareciam saber de tudo, e, agora, demonstram não saber de nada”. Além desse episódio, o PT usa a estratégia de dividir a sociedade entre negros e brancos como uma forma de enfraquecer a sociedade e se manter no poder.

4. Corporativismo
Apesar de ser socialista, Hitler não conseguiria chegar ao poder sem dinheiro do capital privado. O líder nazista teve que se aliar a grandes empresários alemães para governar a Alemanha, e utilizou uma retórica antiliberal e antimarxista, que fez unir grandes empresários alemães e a classe trabalhadora em uma mesma ideologia política.
No Brasil, a mesma estratégia se repetiu. Para o Lula chegar ao poder, teve que contar com a ajuda e financiamento de grandes empreiteiras. E em troca, o Estado contratava os serviços dessas empresas ou destinava crédito subsidiado pelo BNDES. O resultado dessa aliança privado-estado, foi a criação do maior esquema de corrupção da história de um país democrático.

5. Desarmamento
Uma das formas de controle social estabelecidos por ditaduras é o desarmamento. O maior inimigo do estado não é somente um país que ameaça sua fronteira, mas também o povo armado que pode se rebelar contra o próprio governo. E o desarmamento, foi uma das estratégias de Hitler eliminar o inimigo interno declarado: o judeu. Primeiro, o ditador buscou saber quais judeus tinham armas e depois assinou uma lei em 1928, e também em 1938, para desarmar todos os judeus. É óbvio que Hitler não iniciaria o holocausto antes de enfraquecer seus inimigos ao reduzir o número de armas nas mãos deles.
No Brasil, não se sabe qual é o principal objetivo do Partido dos Trabalhadores, se é por questão ideológica, de achar que desarmamento diminui criminalidade, ou se é questão política: desarmar o povo para governar com poder absoluto sem sofrer resistência. O que acontece é que, independentemente do motivo, o PT passou pela vontade popular (no Referendo de 2005, o povo rejeitou o desarmamento civil), e criou o maior programa de desarmamento nacional de nossa história recente.
Algo semelhante aconteceu na Venezuela: o partido chavista, aliado dos petistas, também desarmou o povo. E o objetivo de reduzir a criminalidade (se é que era esse mesmo) falhou tanto na Venezuela quanto no Brasil. O país chavista lidera no ranking de criminalidade mundial e o Brasil segue com a maior taxa de homicídios absolutos do mundo. Se não reduziu a criminalidade, qual seria o real motivo do desarmamento? Não dá para afirmar, mas durante as manifestações na Venezuela contra o presidente Maduro, deu para perceber a força do presidente venezuelano com sua milícia bolivariana fortemente armada. O povo foi desarmado e o presidente ficou protegido com uma milícia armada que chegou a matar muitos estudantes, e até uma ex-Miss Universo.
Cursou Ciência da Computação pela Unesp.
 Trabalha em tecnologia da informação para o Valor Econômico.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O General Que Enfrentou Hitler

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Este é o General Dietrich von Saucken. Como se pode perceber, ele é literalmente um arquétipo do General Prussiano, imagem reforçada por seu monóculo.
 16 Maio 1892 - 27 Set 1980
Durante a I Guerra Mundial, ele foi ferido sete vezes em combate, sendo por isso altamente condecorado. A serviço do Exército Alemão, ele esteve por algum tempo na Rússia, onde aprendeu o idioma local.
Ele atuou em diversas batalhas da II Guerra Mundial, sendo condecorado mais algumas vezes (Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro - 6 Jan 1941); com Folhas de Carvalho (22 Ago 1943); Espadas (31 Jan 1944); e Diamantes (8 Mai 1945), adquirindo a fama de tentar salvar o máximo possível de seus comandados.
Em Fevereiro de 1945, após 35 anos de leais e relevantes serviços, ele foi demitido por expressar sua opinião de que era inútil continuar a guerra.
Um mês depois, ele foi reintegrado - era um General muito bom para não ser aproveitado. Hitler convocou Von Saucken ao seu 'bunker' e lhe deu a ordem: defender a Prússia (o centro da Alemanha) contra o avanço da Rússia.
À sua chegada, olhares nervosos foram trocados entre os auxiliares diretos de Hitler, que parecia não perceber o desprezo que Von Saucken demonstrava abertamente contra ele.
O General agia de forma casual, portando sua espada de Cavalaria (o que era proibido na presença de Hitler), e havia saudado apaticamente o Führer, deixando de fazer a saudação nazista que era obrigatória a todos os oficiais frente a Hitler, desde o ano anterior.
Von Saucken olhava seu chefe com indisfarçável aversão. Hitler falou de forma calma: "e você vai se reportar ao gauleiter Forster" (gauleiter = o líder nazista local).
Isto não combinava com Von Saucken. Um General Prussiano receber ordens de um chefete partidário?
Von Saucken lançou um olhar fulminante a Hitler. Sua expressão facial parecia dizer: "sai fora, Cabo".  Hitler não percebeu, ele olhava seus mapas sobre a mesa.
Hitler estudando mapas da Russia em Outubro de 1941 - via Bundesarchiv
Dietrich Von Saucken inclinou-se sobre a mesa e bateu fortemente sua mão nela. Isto chamou a atenção de Hitler.
Von Saucken o olhou nos olhos e disse: "Eu não tenho nenhuma intenção, Herr Hitler, de receber ordens de um gauleiter!"
Imagino que se poderia ouvir a queda de um alfinete na sala. Fegelein (General da Waffen-SS e concunhado de Hitler) havia sido morto por muito menos que isto. Von Saucken estava claramente se rebelando - recusando uma ordem direta de Hitler e menosprezando-o ao tratá-lo como Herr Hitler e não como os regulamentos determinavam, "Mein Führer". 
Houve silêncio por algum tempo. Então Hitler falou em voz baixa: "Tudo bem, Saucken, você será o seu Comandante". E acenou para que o General se fosse.
Von Saucken fez um arremedo de continência (e novamente sem fazer a saudação nazista), virou as costas para Hitler e saiu, para nunca mais se verem.
O que mais espanta nesta história é que Hitler, o homem que os homens temiam desobedecer ou desagradar, simplesmente cedeu quando confrontado por um homem melhor que ele. E na frente de sua equipe de assessores. Se houvesse mais homens como Von Saucken, um pirralho preguiçoso, sem talento e choramingão como Hitler poderia ter sido interrompido antes de destruir seu país.
Von Saucken comandou seus homens com correção até o último dia da Guerra. Foi determinado que ele deveria deixar a Prússia em um navio quando começou a evacuação dos alemães, mas ele preferiu continuar lutando e enviou seus subordinados feridos em seu lugar.
Pouco antes do fim, um avião foi enviado para que ele escapasse de ser capturado pelos russos. Ele se recusou a abandonar seus subordinados, e enviou de volta o avião, com soldados feridos em seu lugar.
Em 8 de Maio, quando houve o final oficial da Guerra na Europa, ele recebeu sua última condecoração, e foi o último alemão condecorado na Guerra.
Como era previsível, os russos o trataram cruelmente. Ele já devia imaginar o que aconteceria, quando recusou-se a abandonar seus comandados. As torturas físicas que os russos lhe infligiram o colocaram em cadeira de rodas para o resto de sua vida.
Após dez anos de cativeiro, Dietrich Von Saucken foi repatriado e aposentou-se, indo morar na Baviera onde dedicou-se à pintura.  
Ele foi um conservador, e provavelmente um nacionalista. Ele não fez parte de grupos de resistência e não há registro de seu envolvimento com os conspiradores de Von Stauffenberg (Claus Philipp Schenk, Graf von Stauffenberg foi um coronel alemão da II Guerra Mundial, autor de um dos atentados da resistência alemã contra Adolf Hitler em 1944); assim, sua esfinge nunca ilustrará algum selo alemão.
Mas eu acredito que ele é a melhor representação do tradicional Cavalariano Germânico, e que se o restante das Forças Armadas alemãs fossem compostas por homens como Dietrich Von Saucken, não teriam ocorrido crimes de guerra, nem crimes contra a humanidade, e possivelmente sequer a II Guerra Mundial.
Acredito, ainda, que se o Estado Maior alemão na I Guerra Mundial fosse constituído por homens como ele, meu país - o Reino Unido - seria uma colônia alemã desde 1918.
Originalmente escrito por Nigel Mountford em Quora reproduzido com permissão. 
Bibliografia:
    - Beevor, A. Berlin the Downfall: 1945
   - Boldt, G. Hitler’s Last Days: An Eye-Witness Account

Fonte:  tradução livre de War History Online
COMENTO: esse relato sobre um militar que tinha uma atuação correta e o  singelo fato de não ter aceito uma determinação que reputava indigna, demonstra que mesmo os piores exemplares da humanidade pressentem quando estão frente a homens de honra, e não se animam a enfrentá-los. Fatos como este, aqui relatado, é que fazem a diferença entre Chefia e Liderança!
Cavalaria!
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Vencidos e Derrotados?

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Filha de Himmler aos 81 anos: Ela trabalha com neo-nazistas e ajuda oficiais da SS escapar à justiça
Gudrun Burwitz, filha de Heinrich 
Himmler,  tornou-se "avó" para uma 
nova  geração de mulheres nazistas
por André Luiz
Ao acenar para seus netos, Gudrun Burwitz aparenta a figura de uma mulher pronta para viver o resto de seus dias em paz e sossego.
Em vez disso, a filha de 81 anos de idade de Heinrich Himmler ainda trabalha em um ritmo impiedoso para manter viva a chama nazista.
A Sra. Burwitz sempre alimentou a memória de seu pai, acreditando que o homem que dirigia a Gestapo, a SS e o programa de extermínio que matou milhões de pessoas, dentre os quais judeus e outros grupos de minoria racial, era bom e digno.
Himmler e Gudrun nos anos de guerra. Ele comandou a
Gestapo, a SS e o programa de extermínio que matou
 milhões de pessoas no Holocausto.
E apesar de sua idade avançada, ela continua a ajudar antigos integrantes do regime nazista para escapar à justiça.
Como a figura de liderança do sombrio e sinistro grupo Stille Hilfe – Ajuda Silenciosa – ela provê todo tipo de ajuda, inclusive financeira, aos ex-integrantes do nazismo.
O grupo formado em 1951 por um grupo de oficiais de alta patente das SS, na Alemanha, o grupo existe “para prestar assistência pacífica, mas ativa para aqueles que perderam sua liberdade durante ou depois da guerra por internamento, prisão, ou similar circunstância e que precisam de ajuda até hoje”.
A reunião do Partido Democrático Nacional (NPD), em Berlim demonstrando sob o slogan "Trabalhadores resistir - então e agora", em comemoração ao aniversário de 58 de revolta dos trabalhadores na Alemanha Oriental de 17 de junho de 1953
O Partido Nacional Democrata (NPD), em Berlim protestando sob o slogan
"Os trabalhadores resistem",  na comemoração de 58 anos da revolta dos
trabalhadores na Alemanha Oriental, de 17 de junho de 1953
O grupo, atualmente, está nas mãos da Sra. Burwitz. E seu trabalho tomou um rumo ainda mais sinistro. Ela tornou-se ‘avó’ para uma nova geração de mulheres nazistas com ideologia de Direita Radical. Esses discípulos de Hitler usam trajes tradicionais da Baviera e cabelos com tranças.
Andrea Roepke, pesquisadora especialista na vida da senhora Burwitz, afirma: “o Grupo Stille Hilfe não é apenas para prestar ajuda aos ex-nacional-socialistas, ele também financia o movimento neo-nazista.
Gudrun Burwitz is fighting to keep Klaas Carel Faber (above), 89, from being extradited back to his homeland from Germany
Klaas Carel Faber
A Sra. Burwitz, que mora em Munique com o marido, está lutando para evitar que Klaas Carel Faber, 89, seja extraditado para a Alemanha. O holandês serviu nas fileiras da SS na Holanda, onde teria assassinado judeus indefesos a sangue frio.
E seu mais recente cliente é Soren Kamm, 90, um oficial da SS dinamarquês que teria cometido diversos assassinatos em sua terra natal, durante a Segunda Guerra, incluindo a execução de editor de jornal Carl Henrik Clemmensen em Copenhague. Em 1946, um tribunal dinamarquês condenou um dos comparsas de Kamm, Flemming Helweg-Larsen, à morte pelo mesmo caso, citando as mesmas provas. Helweg-Larsen foi executado no mesmo ano. 
Supporters shield the leader of the far-right extremist party, Udo Voigt (right), with signs as he gives a speech during the rally in Berlin on Friday
Apoiadores protegem com escudos o líder do partido
extremista de extrema-direita, Udo Voigt (à direita), 
enquanto ele discursa em Berlim.
A Alemanha se recusa a executar um mandado de extradição emitido pela UE, embora Kamm tenha admitido sua culpa em uma entrevista de TV.
A Sra. Burwitz, a “Princesa do nazismo”, como um historiador a chamou, vive em uma casinha no subúrbio de Munique, com seu marido Wolf-Dieter.
Eu nunca falo sobre o meu trabalho”, ela disse em entrevista ao um jornal britânico. “Eu só faço o que posso quando posso.
Um funcionário da inteligência disse: Ela tem mais de 80 anos, mas continua afiada. Ela gosta de fazer você pensar nela como uma senhora pacífica e calma, mas a realidade é outra.
André Luiz, escreve sob a expectativa de contribuir com a memória da II Guerra Mundial e demonstrar que mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.
FONTE: Ecos da Segunda Guerra,
traduzido do original Dailymail
COMENTÁRIO:  transcrevo texto de Marcelo de Oliveira Cândido, recebido por e-mail:
Acho que chega não é?  Nem tanto ao Céu, e nem tanto a Terra!
É certo que a guerra é contada pelos vencedores, e aos perdedores, às batatas!
A história há de revelar, boa parte de verdades sobre a II Guerra Mundial, se bem que não toda, e infelizmente não para nós! (DC 2015)
O que faz (O ônus da prova é de quem acusa, não meu!) a filha de Her Himmler, não é de surpreender. Afinal, ela viveu esta parte da história, e entendo que é até coerente. Veja, ela além da vivência, tem informações/conhecimentos, que nem sonhamos!
Também, não acho que se justifique, uma perseguição ensandecida e porque não dizer irracional, a velhinhos de 90 anos de idade, ainda mais depois de meio século!
A II Guerra Mundial acabou sim. Pelo que sei, o Nacional Socialismo, surgiu como uma alternativa aos regimes comunista e Capitalista.
E o Nacional Socialismo surgiu de um povo, que mesmo tendo perdido a guerra (isto é, foi subjugado, humilhado e dilapidado), evidencia até hoje, que à época, inequivocadamente tinha massiva superioridade tecnológica face ao mundo. Isso faz pensar, se o Nacional Socialismo, também não acompanharia esta tendência. Será?
O fato é que os perdedores, e tudo o que eles representam, ficam até hoje sendo bode-expiatórios, dos vencedores. Ai [acima] está a reportagem, que apoia a minha afirmativa.
Incrivelmente, o maior vencedor, parece mesmo ter sido o comunismo, já que este regime Russo/Chinês, que matou 120 milhões de pessoas (e parece que a contagem continua), vem nos últimos anos, ganhando terreno principalmente na América Latina. E por absoluta incompetência dos capitalistas, que se desviaram totalmente de seu principal objetivo, que não é enriquecer!
Já o Socialismo Nazista - até onde sei - é responsabilizado por 25 milhões de mortes. Vejam que mesmo nesta contagem os Nazistas perdem! O que faz questionar, porque o Nazismo é proibidíssimo, e o comunismo não?
A resposta de fato é que um regime perdeu a guerra e o outro não!
No meu ponto de vista, a grande sorte dos comunistas, foi o surgimento do Nacional Socialismo Alemão. Vejam que sem ele, como iriam os comunistas Russos/Chineses desviar os olhares do mundo, às atrocidades contra os seus inimigos, e pior ainda, contra o seu próprio povo, cujo maior crime é não aceitar viver sobre a opressão do Estado totalitário de esquerda?
Também, elejo aqui o homem mais sortudo do mundo até esta data: Stalin!
Depois de todos os atrozes absurdos que ele fez, como estava do lado vencedor, morreu tranquilinho em casa, impune, e sem que a história (ainda), o tenha configurado como o verdadeiro crápula que foi!
Mas o cúmulo da sorte mesmo, foi ele (Stalin) ter sido contemporâneo de Hitler, pois como perdedor, o Führer Nazista absorveu tudo o que se pode imaginar de má sorte em moralidade e fama, desviando assim os olhares do mundo a Stalin, e porque não dizer também, a Mao Tsé-Tung, outro monstro sinistro, que inclusive enterrou boa parte da histórica cultura milenar, chinesa.
Não sei o que fica sendo “menos ruim”, se o assassinato de tantas pessoas, ou o da cultura e da história.
Encerrando este artigo, faço lembrar que 98% do povo mais adiantado do mundo, apoiavam o Nacional Socialismo e Adolf Hitler.
O que nos faz pensar por último: até onde pessoas, como a filha de Her Himmler, podem estar certas ou erradas?
Eu confesso que não sei. Mas de uma coisa eu tenho plena convicção:
- NÃO é possível de maneira alguma, julgar nem condenar atos de guerra como simples crimes.
Somente a história o fará!
Espero ter sido útil!
Marcello Cândido
Jurista, Psicólogo e Filósofo.
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sábado, 6 de julho de 2013

Quando Nazistas São de Esquerda

por Janer Cristaldo
Triste sina a da direita no Brasil – escrevia eu há oito anos. Em países mais civilizados, ser de direita é apenas não concordar com as propostas da esquerda, direito legítimo de todo cidadão. No Brasil, direita significa portar toda a infâmia do mundo. Que o diga Clóvis Rossi. Em crônica de 2005, afirmou: “É um caso de estudo para a ciência política universal. Já escrevi neste espaço uma e outra vez que o PT fez a mais radical e rápida guinada para a direita de que se tem notícia na história partidária do planeta”.
Isto é: se o PT se revela corrupto, ele não é mais esquerda. É direita, porque só a direita é corrupta. Mesmo que o PT seja hoje o mesmo desde que nasceu, mesmo que os grandes implicados na corrupção – Genoíno, Mercadante, Zé Dirceu, Lula – sejam seus pais fundadores. Segundo Rossi, o PT guinou para a direita. E por que guinou para a direita? Porque suas falcatruas foram trazidas à tona. Permanecessem submersas, o partido continuaria sendo de esquerda. 
Há uma boa década venho falando naquilo que os franceses chamam de glissement idéologique. O conceito de esquerda sempre muda, à medida em que se corrompe. A direita é o repositório de todos os males do mundo, inclusive os das esquerdas. Pois quando as esquerdas cometem crimes – ou “erros”, como preferem seus líderes – é que não eram de esquerda, mas de direita.
Jornalista pode ser corrupto, canalha e até mesmo medíocre. Mas sempre tem espírito de síntese, ou não é jornalista. Tomei conhecimento há pouco de um vídeo antigo, de 2008, onde Mino Carta, este impoluto porta-voz oficioso do PT, revela notável espírito de síntese. Ser de esquerda, para Mino, é defender a liberdade e igualdade. Mas se o regime vira ditadura, mesmo tendo partido das melhores intenções, o regime é de extrema-direita.
Trocando em miúdos: ditadura de esquerda não existe. É o que o jornalista quis dizer mas não ousou dizer. Talvez porque tal afirmação soe um tanto pornográfica nos dias que passam. Temos então que tanto Stalin como Fidel Castro eram de direita. Segundo Clóvis Ross, o PT também. E as esquerdas permanecem intactas no sétimo céu das intenções sublimes. 
Já o inverso é permissível. Você pode ter sido de direita a vida toda. Mas se se converte ao socialismo, vira esquerda desde criancinha. Que o diga Luís Fernando Verissimo. Em sua crônica no Estadão de hoje, comenta uma entrevista de Daniel Cohn-Bendit para o último Journal du Dimanche, sobre o que acontece no Brasil, na Turquia e o que aconteceu nas recentes "primaveras" árabes e em 68 em Paris: “Forçando um pouco a cronologia, Cohn-Bendit diz que 68 foi o preâmbulo de 81, quando a esquerda chegou ao poder na França”. E bota forçar a cronologia nisso, pois o presidente logo após 68 foi Georges Pompidou.
Refere-se a François Mitterrand, político arrivista condecorado pelo nazismo que, após ter optado pelo socialismo, virou esquerdista desde o berço. Hoje, o episódio é pouco conhecido até mesmo pelos franceses, e já perdi alguns amigos por tê-lo relembrado. Relembro então de novo. 
Retornemos 33 anos atrás. Eu voltava da Inglaterra com uma amiga. Seriam seis da tarde. Em Paris, mal cheguei em casa, liguei a televisão. Na tela, aos poucos foi surgindo uma imagem. Começou pela testa e foi descendo, em fatias. Antes que tivesse chegado aos cílios, percebi que não era a careca de Giscard d’Estaing. O vencedor das eleições na França, naquele 10 de maio, era Mitterrand. Mesmo a imprensa internacional foi surpreendida. Havia apostado na vitória de Giscard. Só quando caminhões de champanhe começaram a abandonar o QG de Giscard, os jornalistas perceberam que a notícia estava ailleurs.
Minha amiga, gaúcha em trânsito pela Europa, apavorou-se. Confundida pela associação que a imprensa brasileira fazia entre o socialismo francês e o socialismo soviético, queria pegar passaporte e voltar ao Brasil antes que o novo governo fechasse as fronteiras. Verdade que nem só ela se confundiu. Empresários franceses empacotaram seus dinheiros e tentaram sair do país através de discretas fronteiras suíças. Medo bobo. Como bom francês, Mitterrand não iria sacrificar o bem-estar de seus conterrâneos em nome de um ideal besta. Socialismo mesmo - le vrai - a França só recomenda para o Terceiro Mundo.
A eleição de Mitterrand é um desses mistérios que confunde qualquer analista político. Ninguém desconhecia sua participação no governo pró-nazista de Vichy, do qual recebeu, na primavera de 43, a Francisque, a mais alta condecoração conferida pelo marechal Pétain. Tampouco era desconhecida sua participação decisiva, como ministro do Interior, na guerra da Argélia e nas torturas praticadas pelo Exército francês. Defensor de uma Argélia francesa, Miterrand reprimiu com ferocidade os movimentos insurrecionais. Em setembro de 53, declarou: "Para mim, a manutenção da presença francesa na África do Norte, de Bizerte a Casablanca, é o primeiro imperativo de toda política". Em 54, afirmou na tribuna da Assembléia Nacional: "A rebelião argelina não pode encontrar senão uma forma terminal: a guerra". 
Um golpe de imprensa empanava sua trajetória, o falso atentado nas cercanias do Luxembourg. Na noite de 15 de outubro de 59, ao sair da brasserie Lipp, Mitterrand, então senador pela Nièvre, sentiu-se perseguido por um carro. Ele faz um desvio pela avenue de l’Observatoire, pára sua 403, pula uma cerca viva e se joga de bruços na grama. Uma rajada de metralhadora é disparada sobre seu carro. No dia seguinte, o fato está na primeira página de todos os jornais, do Le Monde ao Humanité, o jornal oficial do PC francês.
Aos 43 anos, o político ambicioso vira herói. A glória é efêmera. Três dias depois, o jornal Rivarol, entrevista um dos agressores de Mitterrand, que afirma ter sido o próprio Mitterrand que encomendara o atentado, para fazer subir sua cota de popularidade. O desmonte da farsa caiu no vazio. Processado por ultraje à magistratura, após a cassação de sua imunidade parlamentar, Mitterrand será beneficiado por um non-lieu, como também seus "agressores".
Ex-colaborador de um governo pró-nazista, condecorado por este mesmo governo, mentor da guerra na Argélia e responsável pela tortura de milhares de argelinos, anticomunista ferrenho numa França que sempre nutriu simpatias pelo regime soviético, farsante vulgar capaz de forjar um atentado para ganhar votos, nada disto impediu Mitterrand de derrotar Giscard em 81, com 52,22% dos votos expressos, e de eleger-se por mais um setenato em 88.
Empunhando a bandeira do socialismo, Mitterrand, político de extração nazista e queridinho de Pétain, enganou não só os franceses como o mundo todo. Na época, também se falou em mudanças. Mudou algo na França de 1981 para cá? Estruturalmente, nada. Mudaram apenas fatores que nada têm a ver com orientação política, mas dependem da economia e imigração, como maior desemprego e avanço do islamismo. Se algo novo ocorreu na França de lá para cá foi sua adesão ao euro, mas isso nada tem a ver com socialismo ou Mitterrand.
Para Veríssimo, quando opta pelo socialismo, até nazista é de esquerda.
Fonte:  Janer Cristaldo
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terça-feira, 19 de março de 2013

Conspiração Rodin

Como o Petista Tarso Genro Fez Para Destruir Santa Maria e o Estado
por João Luiz Vargas
Como Tarso Genro agiu para liquidar reputações e garantir sua eleição para o governo gaúcho. No dia 6 de novembro de 2007 – já se passaram mais de cinco anos desde esse fatídico dia – os gaúchos foram sacudidos por uma bombástica operação político-policial. Pessoas de grande destaque na vida do Estado e de Santa Maria foram conduzidas à prisão, algemadas, como se fossem grandes bandidos. Instituições foram dizimadas, como a Universidade Federal de Santa Maria, pesquisas foram encerradas e os autores dessa barbaridade não hesitaram sequer em grampear os telefones do falecido bispo emérito Dom Ivo Lorscheiter.
A Operação Rodin foi uma criação direta do petista Tarso Genro. Na verdade, tratou-se da Conspiração Rodin, montada pelo aparato policial manipulado pelo PT para destruir reputações e, com isso, limpar o campinho para Tarso Genro chegar ao governo do Estado do Rio Grande do Sul sem encontrar oposição. 
Rasputin-manipulador 
de corações e mentes
Partidos políticos foram amedrontados e tornados reféns desse Rasputin petista provinciano. O PP foi devastado. O PMDB foi intimidado. O PTB se transformou em um apêndice direto do PT. O PDT foi lembrado de que deveria ficar bem quietinho no seu canto. Para iniciar a Conspiração Rodin, o seu chefe, Tarso Genro, comandante da Polícia Federal na época, foi buscar a colaboração inicial de figuras da Universidade Federal de Santa Maria, que não hesitaram em colaborar, funcionando como delatores vulgares, com denúncias anônimas que originaram as investigações que levaram até as prisões. Ficou claro no curso do processo quem eram essas figuras “anônimas”: Tomé Lovato, professor do Centro de Ciências Rurais, no Departamento de Solos (hoje ele é o diretor do CCR, que teve o maior número de alunos mortos no incêndio da assassina boate Kiss); Clóvis Lima, ex-reitor e ex-secretário de Saúde de Santa Maria; e Felipe Muller, hoje reitor da UFSM e ex-presidente do Conselho da Fatec. O processo começou com um depoimento de Tomé Lovato, um delator barato e vulgar, que sequer assumiu a autoria de denúncia, o que foi tornado público no processo pelo depoimento do secretário executivo da Fatec, Silvestre Selhorst. 
Essas figuras abastardaram a nobreza da vida acadêmica e contribuíram para destruir pesquisas e projetos de desenvolvimento humano, liquidando com as fundações de apoio ao trabalho acadêmico, a Fatec e a Fundae, que financiavam atividades universitárias. Eles liquidaram com a fábrica de conhecimento. 
Tudo motivado apenas por inveja, por mesquinharia, pela volúpia por dinheiro. Para colocar a conspiração em pé, Tarso Genro não vacilou em usar seus conhecimentos e suas relações. Foram acionados procuradores federais, delegados federais, o próprio superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Para variar, todo mundo era de Santa Maria: Tarso Genro, o delegado federal Ildo Gasparetto, o delegado geral da Polícia Federal na época, Luiz Fernando Correa, também de Santa Maria; o delegado federal local, Gustavo Schneider; os procuradores federais, Rafael Miron, Harold Hoppe e Jerusa Viecelli (os três não hesitaram em denunciar ex-colega, poucos dias depois de terem ido à festa de casamento do mesmo). 
Há mais de cinco anos este processo vem se arrastando. A juíza Simone Barbisan Fortes, que havia prometido publicamente sentenciar o processo em no máximo um ano, há vários anos pedia para se mandar de Santa Maria. Agora conseguiu transferência para Florianópolis, mas o Tribunal Regional Federal condiciona sua mudança ao término do processo no primeiro grau, com a emissão da sentença. 
Os procuradores federais, colegas e alunos de denunciados por eles mesmos, também trataram de se escafeder da cidade: um foi para Itajaí, outro para Canoas, outra para Lajeado. Quem é que fica em Santa Maria? Ficam na cidade as pessoas que moram ali e as que vêm de fora para estudar. Santa Maria: que era uma cidade da luz, do conhecimento, onde as pessoas se preparavam para o futuro, para o progresso de suas vidas. Hoje, nas mãos do policialesco Tarso Genro, é a cidade que mata seus jovens, mata o futuro, mata o conhecimento, mata a independência das suas instituições e mata os que trabalham pela vida. Como os nazistas e os comunistas, Tarso Genro faz seu culto da morte. Ele não é um Miguel de Unamuno, reitor que defendia a Universidade de Salamanca; ele é igual ao general fascista Astray, que gritava: “Viva a morte”. Tarso Genro é Astray.
O então ministro da Justiça, o policialesco Tarso Genro, no dia seguinte ao da operação de execração pública das instituições e das pessoas detidas, comparece na sede da Polícia Federal em Porto Alegre, acompanhado de todo o seu séquito de KGBs e declara, de maneira vergonhosa: “Espero que eles possam provar sua inocência”. Isso é um escândalo monumental, ainda mais saído da boca de um ministro da Justiça. Em um Estado Democrático de Direito, o que se presume, sempre, em primeiríssimo lugar, é a inocência das pessoas, e não suas supostas culpabilidades.
Ou seja, o policialesco comunista Tarso Genro, que declarou seu amor ao facínora Lênin, estava de largada condenando os presos que ele tinha investigado e que pretendia indiciar para a Justiça. Esse é o entendimento de Justiça e Direito do policialesco Tarso Genro.
O lançamento do livro Conspiração Rodin - A Arte de Destruir Reputações, de João Luiz Vargas, ocorreu no dia 12 de março de 2013, às 19 horas, no Clube do Comércio de Porto Alegre - Praça da Alfândega, Rua dos Andradas, nº 1085 e ele pode ser adquirido mediante contato com o e-mail que se segue. 
Valor do exemplar – R$ 25,00
Fonte:  panfleto do autor
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domingo, 25 de novembro de 2012

Cronista Cai no Conto do Documentário

por Janer Cristaldo
Comentei, há mais de ano, filme que estava sendo exibido nas salas de cinema no Brasil, Diário de uma Busca, de Flávia Castro. Segundo a Folha de São Paulo, o filme entusiasmou o público e a crítica franceses. 
Para o jornal, “o filme é um mergulho na história pessoal da diretora, que o realizou para entender as condições obscuras da morte de seu pai. Celso Castro foi encontrado morto em 1984, em Porto Alegre, na casa de um alemão suspeito de fazer parte de uma rede de ex-nazistas. (...) Por meio de cartas de Celso, ela conduz o espectador à realidade da clandestinidade, da militância dos jovens que faziam a luta armada no turbilhão da grande história: o Brasil, a Argentina e o Chile dos anos 60 e 70. Paris é a última etapa antes da anistia de 1979, da volta ao Brasil e do drama da morte do pai, em circunstâncias que o filme se presta a tentar elucidar”. 
Agora foi a vez do emérito cronista Contardo Galligaris cair no conto do documentário. Lemos em sua coluna na Folha de hoje (22/11) crônica sobre uma menina que preferiu ver 007 ao filme de Flávia Castro:
- Assisti, nesses dias, a um documentário bonito e tocante, Diário de uma Busca, de 2011. A autora, Flávia Castro, investiga a morte misteriosa de seu pai, Celso Afonso Gay de Castro. Junto com um amigo, também militante de esquerda durante a ditadura, Celso morreu ou foi morto, em 1984, no apartamento de um alemão que teria sido oficial nazista.
Não morreu nem foi morto. Se suicidou. E o alemão nunca foi oficial nazista. Que tal embuste engane franceses ou paulistas, até que se entende. São jornalistas que não conhecem Porto Alegre e muito menos o que ocorreu naqueles dias. A morte do pai da cineasta não teve mistério algum e nada tem a ver com rede de ex-nazistas. A moça quer transformar um maluco – seu pai – em herói. 
Vivia em Porto Alegre um velhote, obscuro sargento da Wehrmacht – e não oficial da SS, como foi propalado então – que nada tinha a ver com os crimes do nazismo nem era procurado por nenhum tribunal. Corria a lenda de que teria em seu apartamento um tesouro secreto nazista. Castro e mais um outro bobalhão decidiram assaltá-lo. Após tomar um porre – no Fusca que utilizaram havia uma garrafa de uísque quase vazia – invadiram o apartamento do alemão. Quem os recebeu foi sua mulher, que foi agredida. O velhote reagiu com uma bengala. 
Em meio a isso, foi disparado um tiro, que não feriu ninguém. Mas alertou os vizinhos, que chamaram a polícia. Encurralados, Castro e seu assecla se suicidaram. Um matou o outro e depois se suicidou. Dois militantes de esquerda assassinados no apartamento de um nazista, foi a primeira versão a correr nos jornais. Primeira pergunta: que faziam dois militantes de esquerda no apartamento de um nazista? O caso acabou sendo encerrado por Luís Pilla Vares – jornalista da Zero Hora, também trotskista – conhecido por seu itinerário intelectual de Trotsky a Sirostky. Pilla atestou o duplo suicídio e o episódio foi abafado. 
Flávia Castro pode enganar os franceses, mas não engana quem viveu em Porto Alegre na época. O duplo suicídio foi uma besteira de dois desvairados que acreditavam na lenda de gibi de um tesouro secreto nazista. Até aí, estamos no território da vigarice intelectual, e vigarice intelectual nunca foi crime no Brasil. 
O que espanta é ver um jornalista gaúcho, que vive na geografia e história dos fatos, engolir tais potocas. Na ocasião, Daniel Feix escrevia na Zero Hora
Uma das melhores e mais emocionantes crônicas do exílio produzidas pelo cinema nacional – para o mestre do documentário João Moreira Salles trata-se da melhor – Diário de uma Busca estreou em cartaz esta semana no Cine Bancários e no Cine Santander. O filme, que foi premiado em Gramado, no Rio, em Biarritz e em Punta del Este, está começando sua carreira no circuito brasileiro por Porto Alegre. 
Isso porque Diário conta uma história porto-alegrense – com abrangência e interesse internacionais. No filme, a diretora Flávia Castro investiga a misteriosa morte de seu pai, Celso Afonso Gay de Castro, ocorrida em 4 de outubro de 1984. Jornalista e militante de esquerda que viveu muitos anos fora do país fugindo dos militares, ele tinha 41 anos à época. 
A versão inicial da polícia era de que Celso e seu parceiro Nestor Herédia (que também morreu no local) invadiram o apartamento do alemão e ex-cônsul do Paraguai Rudolf Goldbeck, localizado na Rua Santo Inácio, no Moinhos de Vento, para um assalto. Foram encurralados e, por isso, teriam se suicidado. 
O caso, no entanto, nunca foi totalmente esclarecido. Flávia e alguns familiares, sobretudo o seu irmão João Paulo, o Joca, vão fundo na história em busca de respostas. Ouvem amigos de Celso, outros militantes, policiais, peritos e repórteres que investigaram o caso, além de vasculhar documentos e visitar locais onde ele morou no Chile, na Argentina, na Venezuela e na França. Só deparam com mais dúvidas. 
Vamos por partes. É preciso ser muito desinformado para escrever tais bobagens. Não se trata de “uma das melhores e mais emocionantes crônicas do exílio produzidas pelo cinema nacional”. E sim de uma das maiores mentiras do exílio produzidas pelo cinema nacional. Os exilados sempre contaram mentiras, tanto na Europa como na volta, numa tentativa canhestra de justificar suas vidas estúpidas. Todo marxista é, ipso facto, um mentiroso. A mentira é uma segunda natureza de todo comunista. 
Disto não escapou Celso de Castro que cumpriu o que chamávamos em Paris de la grande randonée. Derrotadas no Brasil, as esquerdas foram fazer a revolução na Argentina. Derrotadas na Argentina, foram apoiar o marxista Allende no Chile. Derrotadas no Chile, migraram para Portugal, para apoiar um outro maluco, Otelo Saraiva de Carvalho.
A Celso, só faltou este último passo. De repente, até virou jornalista. Eu o conheci e vivi em sua época. Não tenho notícias de que tenha trabalhado em qualquer jornal de Porto Alegre. Vasculhar documentos e visitar locais onde ele morou no Chile, na Argentina, na Venezuela e na França podem até render um filme com vocação turística, mas jamais trará alguma luz ao gesto de dois malucos, que estavam bêbados na hora do crime. 
Não vi o filme nem pretendo vê-lo. Mas, pelo que leio nos jornais e na crônica de Calligaris, a vítima é fotografada como um nazista, fato que ninguém provou. E os criminosos são vistos como heróis, sabe-se lá de qual causa. 
Nunca foi tão fácil mentir. O século foi perpassado de biografias mentirosas, como as de Lênin, Stalin, Mao, Luís Carlos Prestes, Castro, Che Guevara. O triste nisto tudo é ver uma filha mentindo descaradamente para resgatar a vida estúpida do próprio pai. E um cronista que se pretende inteligente caindo na potoca da moça.
Fonte:  Janer Cristaldo
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