sábado, 23 de junho de 2012

O Paraguai é Aqui?

Acabo de ver na TV o Chanceler do maior país da América Latrina afirmando que o Brasil não tem opinião sobre a destituição do presidente paraguaio e seguirá a 'orientação da comunidade'. 
Covardia! É esse tipo de procedimento que caracteriza a incompetência mascarada de democracia. Enquanto dirigentes de países que normalmente tomam a atitude brasileira como parâmetro manifestam-se sobre o assunto, a maior potência regional se encolhe e marca sua presença pela tibieza. 
Certamente aguardam orientações do ComaAndante Castro para definirem o que fazer.
Já se ultrapassou o fim do poço há muito tempo!
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Cobrança do IRPF é Tributação Ilegal do Contribuinte

por Raul Haidar 
Na quarta-feira, véspera do feriado, a Receita Federal anunciou que vai devolver no próximo dia 15 um total de R$ 2,5 bilhões de imposto de renda retido na fonte. A Folha de S. Paulo, do dia 7, afirmou que “o governo vai injetar” essa quantia na economia. A reportagem traz até uma fotografia da secretária adjunta, Zayda Manatta.
A Receita divulgou, ainda, um gráfico onde se demonstra que desde 2007 os primeiros lotes de restituição vem apresentando crescimento, à exceção do ano de 2009, relativo às retenções de 2008. Quem vê os desenhos tem a impressão de que algo está crescendo. Está mesmo: cresce cada vez mais o confisco, o empréstimo compulsório ilícito, o passa-moleque que a Receita aplica em todos nós. Seremos mesmo um país de tolos?
Em setembro de 1994 o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, mesmo depois de ter sido uns dos artífices do Plano Real, renunciou ao cargo em virtude de uma frase infeliz: "Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde".
Parece que a frase se tornou lema no Ministério. Se lá fizerem um brasão ou estandarte, a frase pode integrá-lo. A afirmação de que o governo vai injetar o dinheiro na economia, certamente não pode ser atribuída à secretária adjunta, sendo mais provável que a repórter chegou a essa conclusão ao notar o clima quase festivo com que a notícia foi dada, em entrevista coletiva em Brasília, onde qualquer reunião com mais de 5 pessoas se transforma em festa.
Fazer a restituição do imposto de renda retido na fonte é ato que não admite julgamento simplista, pois não pode ser considerado “bom” ou “mau”. Embora já tenhamos comentado essas farsas todas em mais de uma oportunidade, as mais recentes em 17/10/2011 e 02/02/2012, somos obrigados a voltar ao assunto, nem que seja apenas para não deixar a Receita Federal “faturar” como sendo “bom”, aquilo que nada mais é que confissão de uma sucessão de ilegalidades praticadas contra o contribuinte. Nada há para ser faturado, para ser exibido ou comemorado, porque o dinheiro que se vai devolver foi tirado ILEGALMENTE do contribuinte.
A ilegalidade da cobrança do imposto de renda na fonte está evidente, ante a falta de atualização dos limites da tabela de retenção e também das deduções.
Há vários anos a tabela de retenção não sofre a correção que reflete os índices da inflação. O valor do limite de isenção deveria estar hoje em cerca de R$ 3.500,00. De igual forma, deveriam ser corrigidos todos os demais valores em reais que são citados na legislação do imposto.
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal já fez inúmeros estudos nesse sentido e já desenvolveu campanhas para que a correção seja feita por índices verdadeiros. Basta consultar na internet pela expressão “chega de confisco”, que temos à nossa disposição informações sobre esses índices.
Ao cobrar imposto de quem deveria estar isento, a Receita comete grave injustiça, pois nessas faixas salariais mais baixas (abaixo de R$ 3.500,00) a incidência dos tributos indiretos ocorre de forma mais pesada, pois tais contribuintes são aqueles que sofrem um comprometimento maior de sua renda com consumo de itens básicos (alimentação, roupas, medicamentos, etc.).
Outrossim, a limitação dos itens de dependentes e educação precisam ser reajustados, não conforme índices inflacionários, mas conforme algo que o fisco precisa conhecer: a realidade. Os limites atuais relativos aos dependentes, por exemplo, não cobrem os custos básicos de qualquer criança. Já os da educação, simplesmente não podem ter limites. Educação não é despesa, não é gasto, mas é INVESTIMENTO e como tal deve ser estimulada, incentivada, premiada. O valor atualmente admitido refere-se a uma escola inexistente, que é aquela que cobra uma mensalidade de cerca de 200 reais! Além disso, não faz o menor sentido impedir o abatimento de cursos de idiomas e informática, conhecimentos hoje fundamentais para o ingresso das pessoas no mundo do saber e em qualquer emprego.
Pretender alguém que ao devolver o dinheiro que nos tomou o governo vai “injetar” alguma coisa na economia, é imaginar que esse dinheiro pertence ao governo. Não pertence não! Jamais poderia a Receita ficar ainda que temporariamente com algo que não lhe pertence. Não pode ficar e ao devolver não pode sugerir o seu destino. O contribuinte tem o direito de fazer com essa restituição, o que bem entender. Trata-se, em última análise, de valor confiscado ilicitamente, pois cobrado através de mecanismos manipulados para tirar de muitos o pouco que lhes resta. Como bem diz o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal: CHEGA DE CONFISCO!
Os ajustes feitos nos dois últimos anos, ambos inferiores à inflação, decorrem de acordo que o governo fez com algumas centrais sindicais. Há várias impropriedades e ilegalidades nisso: a primeira é quanto à legitimidade das partes. Centrais sindicais talvez representem uma pequena parte dos trabalhadores. Mas nenhum mandato receberam para que pudessem representar todos os contribuintes, inclusive os não assalariados. Afinal, os direitos do contribuinte não se limitam aos assalariados. Outra questão é a visível desobediência do dispositivo constitucional (art.150, IV) que veda efeito de confisco. A inflação é fenômeno que subtrai da moeda nacional o seu poder aquisitivo. Verificada, será necessária maior quantidade de moeda para comprar a mesma quantidade de bens e serviços. Ora, se o salário sofreu os efeitos da inflação, ele deve ser corrigido para que se mantenha íntegro seu valor. Se a tabela de retenção não é reajustada pelo mesmo índice, claramente está se tributando valor inexistente de fato, mas registrado apenas formalmente como se existisse. Isso é confisco. Atinge os mais pobres, reduzindo o poder aquisitivo de seus rendimentos. Trata-se de flagrante injustiça que o governo não pode manter, especialmente diante dos compromissos da presidente com os mais necessitados.
Raul Haidar é advogado tributarista
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sobre o Caso de Dona Odete e o Direito de Defesa do Cidadão de Bem

por Vinícius D. Cavalcante
Prezado Amigo,
Dona Odete tem 87 anos, usa bengala e tem dificuldade para ouvir e enxergar. Precisa de óculos e aparelho auditivo, desfazendo-se deles ao deitar. Mora sozinha, no 2º andar de um prédio, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Dona Odete dormia quando foi acordada pelos ruídos de um estranho que tinha entrado em seu apartamento. O bandido portava uma faca, uma arma branca que seria utilizada segundo sua própria conveniência. Aliás, ele sequer precisaria de empregar uma arma contra Dona Odete pois a própria disparidade física já jogava a seu favor.
A velhinha acordada no susto, movendo-se sem óculos e sem seu aparelho auditivo, foi quase estrangulada.
Ocorre que dona Odete tinha em seu apartamento um velho revólver calibre 32, herdado de sua família, arma que estava guardada há mais de 35 anos. Embora tivesse procedência lícita, a arma não fora adquirida por Dona Odete e não fora recadastrada na Polícia Federal, ou seja, segundo a legislação brasileira, ela detinha uma posse ilegal de arma de fogo. Segundo o discurso belo e idealista dessas ONGs defensoras dos Direitos Humanos, a senhorinha deveria ter entregue sua arma numa dessas campanhas do desarmamento, ficando literalmente desarmada, como uma cidadã dócil ao Estado e submissa aos ditos direitos "dos manos". 
Prefiro explicar à polícia por que há um intruso em
 minha casa com um buraco no peito, do que ter a polícia
 explicando que eu fui mais uma vítima da violência! 
Se tivesse feito o que o governo e um monte de artistas e intelectuais lhe aconselharam exaustivamente para fazer, hoje, Dona Odete estaria num caixão, esquecida por todos, salvo por seus familiares. Que paradoxal essa situação: se obedecesse à Lei, estaria morta; desobedecendo-a, por mais inconscientemente que o haja feito, conseguiu sobreviver!
De posse do revolver "ilegal", Dona Odete reagiu à investida do invasor e conseguiu acertá-lo com três tiros, matando-o.
Dona Odete nada mais fez do que usar o seu direito de legítima defesa, exercendo a sua liberdade de escolha numa situação-limite, a que se faz entre a vida e a morte. Eu que já passei pelo mesmo dilema algumas vezes também preferi morrer brigando e hoje, Graças a Deus estou aqui...
Nós estamos vendo a arma empregada com sucesso para a defesa da vida de uma pessoa de bem; e apenas para parafrasear o discurso de alguns intelectuais falseadores da verdade, "se a posse arma conseguiu salvar uma vida (e apenas nessa semana já salvou outras duas, curiosamente de idosos, em São Paulo) isso já valeu à pena".
Em qualquer outro lugar do mundo, em que uma expressiva parcela da mídia não estivesse devidamente comprada pelas entidades favoráveis ao desarmamento das pessoas de bem, um caso como esse, extremamente emblemático, já seria o mote para uma revisão de uma legislação draconianamente burra e que está colocando uma expressiva parcela da população brasileira, ordeira e decente, simplesmente à margem da Lei.
A quem aproveita isso?
Precisamos nos movimentar para mudar esse estado de coisas absurdo e para isso vale perguntar para aqueles artistas, intelectuais e ólogos, infelizmente, já nossos conhecidos de longa data:
- Vocês pranteariam a Dona Odete???
Um abração para todos,
Fonte: texto recebido por correio eletrônico
com autoria atribuída a Vinícius D. Cavalcante
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A Bandeira Nacional Nunca se Abate!!!

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Depois do vexame a respeito da propaganda no uniforme da Força de Pacificação, alterando os Regulamento de Uniformes ao acrescentar o gorro azul com logotipos governamentais, agora abatem a Bandeira Nacional para dona Dilma ou Dilma(n)dona. 
147º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo 
Um recado ao "cumpanhêru" comandante das forças navais bolivarianas da Petralhândia:
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Vamos idolatrar a presidente, mas nem tanto a ponto de descumprir a Lei. 
A Bandeira Nacional nunca se abate!!!
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Se, por acaso, ao Pavilhão da foto estava sendo imposta a condecoração da OMN, o procedimento correto é previsto na
Aprova o Regulamento de Continências,
Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial
Militar das Forças Armadas
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Art. 197. A Bandeira Nacional, ao ser agraciada com a Ordem do Mérito, recebe a condecoração em solenidade, nos dias estabelecidos pelas respectivas Forças Singulares e o cerimonial obedece ao seguinte procedimento:
............................... 
IV - o Grão-Mestre, ou no seu impedimento o Chanceler da Ordem, é convidado a agraciar a Bandeira e, quando aquela autoridade estiver a cinco passos da Bandeira, o Comandante da Organização Militar abate espada, e o Porta-Bandeira dá ao pavilhão uma inclinação que permita a colocação da insígnia e, após a aposição da insígnia, o Comandante da Organização Militar e a Bandeira voltam à posição de "Ombro Arma", retiram-se do dispositivo e tem prosseguimento a solenidade. .....
Inclinação que permita a colocação da insígnia é diferente de "abater" o Pavilhão Nacional! 
Seria falta de instrução do Porta-Bandeira ou já se pode usar a expressão “tá tudo dominado mesmo”?
Fonte: adaptação de texto do Cel Cav R1 Jorge Alberto Forrer Garcia
Coronel da Reserva “das antiga”, ou seja, do tempo em que se liam
(e se faziam cumprir) os manuais e vade-mécuns.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Comunossauros Resistem

por Janer Cristaldo
Não se fazem mais PTs como antigamente. O partido que era “contra tudo que está aí”, no desespero para impor uma desconhecida nulidade para a prefeitura de São Paulo, fez aliança com Paulo Maluf, um dos meliantes mais procurados pela Interpol. Virou partido a favor do que der e vier. É bom lembrar que o PSDB estava namorando o Maluf. Que preferiu apoiar quem detém o poder. Os partidos, em busca do poder, perderam todo e qualquer pudor. 
Como esta aliança se revelou insuficiente, o PT escolheu para vice uma velhota há muito jogada na lata de lixo de História. Nada de espantar. Em um país em que um terrorista italiano é recebido com honrarias oficiais, é perfeitamente normal que situação e oposição lutem a tapas pelo apoio de um criminoso internacional. O curioso é boa parte desta disputa é para ganhar um minuto e pouco de espaço televisivo. Meu Deus, meu Deus! – há horas em que viro místico – ainda há alguém que assista propaganda eleitoral na TV? Pelo jeito há. E se há, é porque merece os políticos que elege. 
Costumo afirmar que o comunismo já morreu. Para indignação de alguns leitores, que acham que a peste continua viva e atuante. Quando digo que já morreu, me refiro ao mundo civilizado, onde qualquer pessoa se ruboriza ao defender o obsoletismo. Não é o caso deste país incrível, onde velhas múmias, no afã de preservar a própria biografia, ainda defendem o indefensável.
Luiza Erundina, ao aceitar a candidatura a vice-prefeita de São Paulo, retirou do baú antigas palavras, hoje obscenas. Comparou ontem (17/6) a eleição de São Paulo à luta de classes. "A sociedade de classes continua tão forte, conflitante, contraditória e antagônica como sempre esteve." E defendeu a implantação do modelo socialista no país, afirmando que a classe trabalhadora não deve disputar apenas "espaço de poder no Estado burguês".
Nossa! Até o PT já tinha abandonado por vetustas essas palavrinhas, tipo luta de classes, socialismo e burguesia. Foi preciso despertar um comunossauro de Uiraúna de seu merencório climatério para voltar ousar a pronunciá-las. "É o socialismo que garante a realização plena do ser humano. É em nome dessa utopia que estamos aqui" – disse Erundina. Pelo jeito, dormia a sono solto no 09 de novembro de 1989. E esqueceram de avisá-la do que aconteceu naquele dia.
Nem os antigos países soviéticos gostam de lembrar do socialismo e dona Erundina quer ressuscitá-lo no Brasil. O socialismo fracassou onde quer que existisse. Até a China optou por um capitalismo não-democrático, mas capitalismo. Hoje só restam dois fantasmas – Cuba e Coréia – que reivindicam o socialismo e vivem uma economia de fome. O comunismo – pois socialismo para Erundina é o velho comunismo - sumiu na janela e só Erundina não viu.
Em todo caso, será uma campanha divertida. Os jornais on line de hoje trazem a foto de um circunspecto Lula apertando a mão de um sorridente Maluf, tendo o afilhado Haddad como pano de fundo. "Esperamos que a Marta se some a nós – disse Erundina –. Se o partido e o candidato me permitirem, vou procurá-la pessoalmente, porque somos amigas e precisamos estar juntas nessa tarefa histórica".
Marta Suplicy faz biquinho, mas acabará se rendendo ao centralismo democrático – como se dizia na antiga nomenclatura. A aliança do “estupra mas não mata” com o “relaxa e goza”. Quem viver, verá.
Ao sul, o Oscar do obscurantismo goes to... Roberto Robaina, um dos gurus do PSOL e pré-candidato à prefeitura de Porto Alegre, que twitou ainda hoje: “Hj nasceu quem foi exemplo de um homem completo. Se não me engano, esta foi a definição de Sartre sobre Che Guevara. Também penso assim”.
O celerado gaúcho pensa como o celerado parisiense. Guevara, se alguém ainda não sabe, é o exemplo mais perfeito de como lutar e perder todas as lutas. Assassino de gatilho fácil, sua única vitória foi Cuba, país que precisou ser sustentado pela finada União Soviética e hoje vive à beira da fome. Ainda há pouco, Castro, em entrevista a Jeffrey Goldberg, articulista da revista Atlantic Monthly, admitia que o modelo econômico de Cuba não funciona mais. “Nem para nós”. Foi preciso mais de meio século para que Castro admitisse seu fracasso. Nem Castro acredita mais no comunismo cubano. Mas não falta gaúcho fanatizado que ainda louve a façanha de Guevara. 
Sartre – que parece ser o mentor intelectual de Robaina - é aquele lúcido pensador que, em 1954, impressionou os intelectuais do Ocidente ao voltar de uma viagem à União Soviética, onde esteve bêbado o tempo todo, quando declarou ao Libération:
"A liberdade de crítica é total na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. E o cidadão soviético melhora sem cessar sua condição no seio de uma sociedade em progressão contínua. Exceto alguns, os russos não têm muita vontade de sair do país... não têm muita vontade de viajar neste momento. Têm outra coisa a fazer em casa".
Mais uma pérola:
"Lá por 1960, antes de 1965, se a França continuar estagnada, o nível médio de vida na URSS será de 30 a 40% superior ao nosso. Qualquer que seja o caminho que a França deve seguir para sair de seu imobilismo, para recuperar seu atraso industrial, para se constituir como nação diferente da de hoje, ele não pode ser contrário ao da União Soviética". 
E nisso é que dá receber mordomias de Moscou. Esta prostituta respeitosa, que chegou a receber o prêmio Nobel e o recusou de puro despeito, pois Camus o havia recebido antes, foi guru de toda uma geração de tupiniquins. E, pelo jeito, continua sendo. Entende-se agora melhor Nelson Rodrigues quando dizia ser o pensamento de Sartre de uma profundidade tal que uma formiga o atravessava com água pela canela.
Todo anticomunista é um cão, decretou um dia Sartre. Com a autoridade de parisiense que determina qual será o perfume ou filosofia da década, condenou ao círculo dos infames todos os pensadores lúcidos que clamavam por liberdade, Camus inclusive.
Em 1980, assisti por acaso ao enterro de Sartre, acompanhado por stalinistas e compagnons de route. (Estava bebendo no Select Latin, onde passou a procissão). Pena ter morrido tão cedo. Teria hoje a coragem de chamar de cães toda esta gente que derruba dos prédios estrelas vermelhas e rasga das bandeiras a foice e o martelo? Serão cães estas nações que querem abandonar de suas histórias a palavra comunista? É uma pena, realmente, que Sartre não esteja vivo neste final de década.
Em 59, intelectuais do mundo deram apoio logístico e de mídia a Fidel e Che, para instalar a mais longa ditadura da América Latina. De Paris, o filósofo feio, baixinho e confuso veio dar seu aval ao tirano do Caribe. Uma foto da época é das mais emblemáticas: Sartre, de pescoço espichado para o alto, adorando Castro como um Deus. Em La Lune et le Caudillo (Gallimard, 1989), Jeannine Verdès Leroux nos relembra este momento de extraordinária poesia.
- Todos os homens têm direito a tudo que eles pedem - pontifica Castro.
- E se eles pedem a lua? - pergunta Sartre.
O ditador retoma seu charuto e se volta para o filósofo baixinho:
- Se eles pedem a lua, é porque têm necessidade dela.
Pediam a lua no bestunto do ditador e do filósofo. Em verdade, os cubanos queriam dólares, pão e liberdade. Da mesma forma que a Espanha, em 36, foi um campo de treinamento para a Segunda Guerra, a América Latina era laboratório de experimentos sociais para os filosofadores europeus que, no dizer de Camus, assestavam suas poltronas no sentido da História. 
O comunismo morreu, dizia. Morreu onde nasceu. Na Europa. Aqui, onde nunca foi implantado, continua sendo uma utopia desejável para os “puros e duros” do PT e do PSol. Enquanto esta geração não morrer – costumo afirmar – o Brasil continuará atrelado à rabeira da história.
Fonte:  Janer Cristaldo
Imagens: Sponholz e Facebook

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dilma Foi Torturada? Eu Não Acredito!

Desde o fim de semana passado, está ocorrendo a divulgação de um antigo depoimento da presidente da República contando suas desventuras no período em que foi presa por pertencer a um grupo subversivo na época da "ditabranda". O assunto tem recebido desmedido espaço na imprensa.
A esse propósito, encontrei um texto que transcrevo abaixo:
por Félix Maier
O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, em entrevista à jornalista Miriam Leitão, em março de 2012, colocou em dúvida a afirmação de Dilma Rousseff, antiga terrorista da VAR-Palmares, de que tenha sido torturada, como ela já afirmou inúmeras vezes. Eu também tenho dúvidas a respeito. Afinal, por que acreditar em uma mentirosa compulsiva, como Dilma? 
A propósito, a foto distribuída à imprensa, quando Dilma compareceu ao tribunal militar, mostra uma garota sapeca, em pleno vigor físico e nada lembra que tenha sofrido maus tratos quando esteve confinada na Torre das Donzelas ...
Por que eu afirmo que Dilma é uma mentirosa compulsiva? Vejamos.
Quando Dilma era Chefe da Casa Civil, postou no site daquele órgão uma mentira, de que tinha concluído cursos de mestrado e doutorado na Unicamp. Denunciada pela revista Piauí e pelos jornais, a mentira foi rapidamente apagada do site. 
Quando surgiram as denúncias sobre o uso indiscriminado dos cartões corporativos, em que a petralhada fez a festa — teve até um ministro, o da tapioca esportiva, que fez uso do LullaCard para comprar aquele quitute —, a Casa Civil elaborou um dossiê anti-FHC e Dona Ruth (esposa de FHC), para colocar todos no mesmo nível, como são de praxe as ações dos petralhas. Inicialmente, Dilma disse que valores de "suprimento de fundos" haviam sido pedidos pelo TCU. Como este órgão desmentiu a maracutaia petista, Dilma disse que se tratava apenas um "banco de dados" interno — embora tenha sido divulgado aos quatro ventos, para todo o Brasil tomar conhecimento.
Outra mentira de Dilmandona foi o caso da secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que foi chamada à Casa Civil por Dilma, para "acelerar" as investigações que estavam sendo feitas contra um filho de José Sarney. Dilma afirmou que a secretária nunca esteve no Palácio. Quando a imprensa solicitou informações sobre filmagens das câmaras de vigilância do Planalto, o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, disse que não havia backup, que as imagens haviam sido apagadas.
O sistema de segurança e vigilância do Palácio do Planalto, criado em 2004, custou em torno de R$ 4 milhões — segundo me informou um militar que lá trabalhou —, e está diretamente subordinado ao GSI, sem interferência da rede de informática do Palácio, para evitar acesso indevido ao sistema. Esse sistema de vigilância é muito potente, podendo gravar durante 6 meses, ininterruptamente, sem necessidade de backup para reutilização das unidades gravadoras. A pergunta básica é: por que não foram preservadas as imagens, para futuras auditorias — e para, no caso, comprovar quem estava mentindo? Este fato funesto prova que o general não trabalhou em prol da República brasileira, mas em favor de um partido político, o do Mensalão e de tantos atos criminosos, que acabou elegendo a atual presidente.
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra dá um importante testemunho sobre terroristas que dizem que foram torturados:
“Onde estão esses depoimentos originais? Estão todos no Superior Tribunal Militar, no processo de cada um desses presos. Qualquer pessoa bem intencionada que leia os depoimentos, facilmente vai chegar à conclusão de que aqueles documentos [manuscritos pelos presos] nunca foram redigidos enquanto o autor estivesse sendo torturado, ou sob pressão. A maneira como a pessoa descreve, como escreve; a letra, a letra firme, a maneira como aborda as questões. (...) Depois, ele ia para o inquérito policial, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e confirmava o que havia dito no DOI. Posteriormente, era levado para a Auditoria. Na Auditoria, negava tudo. Negava e, se lembrado do que declarara antes, no DOI, alegava que falava sob tortura. E por que faziam isso? Bom, primeiro, porque na Auditoria procuravam negar, é claro, para ver se a pena que iriam receber não seria tão grande. Segundo, tinham que justificar perante a esquerda, perante seus companheiros por que, no interrogatório do DOI, haviam entregado a organização, denunciado seus companheiros, confessado a localização dos seus aparelhos. E, terceiro, porque tinham certeza de que jamais seriam reconhecidos. Não conseguimos nunca testemunhas oculares. Assaltavam bancos, os bancários viam, sabiam quem eram, mas, quando chamados, não os reconheciam, não sabiam de nada, por quê? Porque os primeiros bancários que fizeram o reconhecimento foram assassinados; ameaçados, sabiam que todos aqueles que reconhecessem os assaltantes teriam o mesmo destino. Nunca mais ninguém neste País quis depor contra os terroristas. (...) Bem, como conclusão a respeito da tortura, posso dizer que a mídia explora a tortura com estardalhaço e sensacionalismo. Os ex-terroristas procuram justificar o que confessaram, dizendo que falavam sob tortura. Hoje o 'curriculum vitae' de uma pessoa é bastante valorizado quando afirma que foi torturada na época da ditadura, como dizem. Excessos condenáveis devem ter sido cometidos pela repressão, mas foram muito poucos, uma exceção” (História Oral do Exército, 1964, Tomo 5, pg. 228-232).
“Torturador” é, sem sombra de dúvida, a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas, especialmente o coronel Ustra. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba e na China, ou na antiga União Soviética, nem teve remorsos em trucidar a golpes de coronhadas de fuzil o crânio do tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. Nem em torturar psicologicamente seus reféns, como o embaixador americano Charles Elbrick. Infelizmente, a tortura é combatida apenas da boca para fora, porque todos os países a utilizam, principalmente em situação de guerra, como os EUA contra os terroristas islâmicos. Aliás, a tortura continua sendo praticada no Brasil, como afirmam relatórios anuais da ONU.
A propósito, vale lembrar que o comunista, advogado e ator Mário Lago, descaradamente, aconselhava todos os esquerdistas que foram presos a dizer que foram torturados. O mesmo esquema ocorre hoje em dia, quando bandidos comuns, mesmo presos em flagrante delito, dizem ao juiz, instruídos pelos advogados, que confessaram o crime sob tortura, para abrandamento da pena. A jornalista Miriam Macedo, no texto “A verdade: eu menti”, confirma essa prática sistemática da esquerda.
Além de querer alcançar a “hegemonia” em todos os setores da sociedade, pregada por Gramsci, o “fascismo gay” brasileiro quer também alcançar o monopólio da tortura. Repito o que disse o general Rocha Paiva: por que alguém deve acreditar em Dilma Rousseff, de que foi torturada, se ela é uma mentirosa compulsiva? Eu também não acredito!
COMENTO:  o jornalista Claudio Humberto publicou em sua coluna que: 
"Dilma confirmou ter passado por sessões no pau de arara, além de ter recebido choques e outras agressões que causaram até deformação. "'Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu'", contou Dilma ao pesquisador Robson Sávio, em 2001, quando era secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. "'Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente'", relatou. Segundo o Estado de Minas, Dilma teria corrigido o problema ortodôntico antes de se candidatar à Presidência, em 2010." 
No mesmo dia, um leitor dele comentou muito apropriadamente: 
"18/06/2012 - 18:53 — Os dentes da Dilma
A afirmação de que a presidente "teria levado socos no maxilar, que podem explicar o motivo de a presidente ter os dentes levemente projetados para fora". Só se a nobre presidente foi torturada no berço, pois basta uma pesquisa nos sites de busca usando o parâmetro "dilma criança" que logo surgem imagens dela criança e já bem dentuça. Qualquer dia dirão que o pé chato dela é fruto de pancadas nos pés, que a sua maneira máscula de andar foi por causa do pau de arara. Mais uma verdade duvidosa.
Esmeraldo Brandão Costa - Petrolinha - PE"

terça-feira, 19 de junho de 2012

Desmotivação na Defesa é Risco de Segurança Nacional

por Eduardo Italo Pesce e
Iberê Mariano da Silva
Segundo recente estimativa baseada em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), com a desvalorização do real frente ao dólar, o Brasil pode perder a posição de sexta economia mundial em 2012. Um crescimento inferior a 3% no Produto Interno Bruto (PIB) este ano prejudicaria o planejamento dos investimentos públicos.
Isto retardaria o início de diversos programas de obtenção e modernização de meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Para garantir recursos para tais programas, será necessário aumentar os orçamentos anuais das Forças Armadas, interrompendo a tendência de path-dependency (dependência da trajetória) que vem caracterizando os gastos e investimentos do setor.
Por não contarem com percentual constitucional mínimo, tais gastos constituem alvo preferencial para cortes orçamentários. Como a maior parte do orçamento do Ministério da Defesa destina-se a despesas obrigatórias (inclusive as de pessoal), o pequeno aumento das dotações nos últimos anos não tem assegurado o fluxo dos recursos para renovação dos meios das três forças singulares.
Na Lei Orçamentária Anual para este ano (Lei 12.595, de 19 de janeiro de 2012), a dotação inicial da pasta da Defesa foi de R$ 64,795 bilhões, dos quais R$ 45,298 bilhões destinados a pessoal e encargos sociais, R$ 8,004 bilhões a outras despesas correntes, R$ 9,128 bilhões a investimentos e R$ 2,365 bilhões a encargos financeiros e reserva de contingência.
Os cortes no Orçamento da União, anunciados em 15 de fevereiro, totalizaram cerca de R$ 50 bilhões. Aproximadamente R$ 20 bilhões correspondiam a despesas obrigatórias e R$ 35 bilhões a despesas discricionárias. Para garantir o cumprimento de tais metas, o Governo Federal teria "garfado" temporariamente R$ 2,96 bilhões do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS).
Em valores atualizados até 8 de maio, a dotação inicial do Ministério da Defesa para 2012 era de R$ 64,974 bilhões, dos quais R$ 16,461 bilhões (acrescidos de R$ 1,804 bilhão de restos a pagar) haviam sido pagos. Os órgãos centrais do MD contavam com R$ 1,964 bilhão, sendo que R$ 0,076 bilhão (mais R$ 0,155 bilhão de restos a pagar) tinha sido efetivamente pago.
Na mesma data, a dotação inicial do Comando da Marinha era de R$ 16,913 bilhões, dos quais R$ 4,212 bilhões (mais R$ 293 milhões de restos a pagar) haviam sido pagos. O Comando da Aeronáutica contava com R$ 15,030 bilhões, dos quais R$ 4,189 bilhões (mais R$ 292 milhões de restos a pagar) efetivamente pagos, e o Comando do Exército com R$ 26,722 bilhões, dos quais R$ 7,595 bilhões (mais R$ 486 milhões de restos a pagar) pagos.
A crônica penúria orçamentária não é o único fator de desmotivação dos militares com a carreira, fenômeno que tem contribuído para a evasão de quadros (oficiais e praças graduadas) nas três forças singulares. A baixa prioridade atribuída à Defesa Nacional e o excessivo (e por vezes desnecessário) emprego de contingentes das Forças Armadas em operações de garantia da lei e da ordem (GLO) também são significativos.
Devido aos baixos vencimentos (em comparação com outros setores do serviço público), muitos jovens deixam de ingressar nas Forças Armadas, optando por carreiras de maior remuneração. O êxodo de militares para concursos públicos e para a iniciativa privada tem provocado evasão de profissionais altamente qualificados e com bom desempenho intelectual, com grande prejuízo para as três forças singulares.
A perda de quadros de carreira qualificados poderá causar sérios problemas para instrução e adestramento da tropa, assim como para operação e manutenção de sistemas de armas sofisticados. Meios de alta complexidade, como a futura aeronave de caça polivalente (Projeto F-X2) da Força Aérea Brasileira e os futuros submarinos de propulsão nuclear (SN-BR) da Marinha do Brasil, demandarão rigorosa qualificação de quem vier a operá-los e mantê-los.
Causada pela persistente escassez de recursos, a extensão excessiva do período de obtenção dos equipamentos pode resultar em sua obsolescência prematura, pois o que é "atual" nos dias de hoje não o será daqui a 20 ou 30 anos. A produção da futura "família" de blindados sobre rodas Guarani, para o Exército Brasileiro, deve estender-se até 2030 e poderia sofrer os efeitos de tal processo.
As mudanças na guerra estão afetando as Forças Armadas. No século XXI, o "inimigo" nem sempre é um Estado organizado, mas pode ser uma organização terrorista ou outra facção criminosa, inclusive lançando mão de ataques cibernéticos. Em tal ambiente, a identificação de alvos militares torna-se difícil, e o emprego contra a população civil de meios operativos "não convencionais", como veículos aéreos não tripulados (Vant), pode ter graves consequências.
A segmentação da população em facções antagônicas e a possibilidade de fragmentação territorial são riscos preocupantes. Operações GLO de âmbito interno, assim como operações de paz no exterior, costumam ser dificultadas pela complexidade dos aspectos jurídicos envolvidos. As "regras de engajamento" devem ser claras, a fim de evitar tragédias. Isto diminui o risco de controvérsias legais e de processos na Justiça militar ou civil, assim como em tribunais internacionais.
Ainda que a participação em tais operações possibilite a recapitalização (adquirindo material e adestrando pessoal) de nossas Forças Armadas, jamais devemos esquecer que a destinação constitucional destas é a Defesa da soberania e dos interesses nacionais, contra ameaças de origem preponderantemente externa. Caso contrário, o Brasil correrá o risco de tornar-se mais um "Estado sipaio da globalização", a serviço de uma suposta "nova ordem mundial".
Eduardo Italo Pesce é 
Especialista em Relações Internacionais, professor no Centro de Produção da UERJ.
Iberê Mariano da Silva é 
General de Brigada da reserva, engenheiro militar.
Fonte:  Monitor Mercantil
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Montedo.com: Panelaço: Veja escancara situação salarial dos militares

montedo.com: Panelaço: Veja escancara situação salarial dos mil...: Serviço público Forças Armadas do Brasil: treinados, armados e mal pagos Impedidos de fazer greve ou manifestações, os mais de 339 000 ho...
Vale a pena ler o texto completo!!

Montedo.com: Promotor Cobra Explicações do General Enzo

montedo.com: Promotor cobra explicações do General Enzo sobre u...: 

O Promotor da Justiça Militar Soel Arpini, de Santa Maria (RS), 'chamou na cincha' o Comandante do Exército, pelo uso indevido de propaganda governamental no gorro azul utilizado pelos militares que participam das UPP no Rio de Janeiro. 
Em ofício enviado ao General Enzo em 24 de abril, o Promotor salienta que "o gorro com pala azul azul utilizado pela Força de Pacificação não traz as armas da República Federativa do Brasil ou do Estado do Rio de Janeiro, que são símbolos constitucionalmente protegidos, sem vinculação política, mas marcas publicitárias dos governos, que se modificam frequentemente, conforme as democráticas alterações de poder".


Fonte: Blog do Montedo
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Efeitos Colaterais do Bolsa Família

Editorial
Desde o surgimento dos primeiros programas de transferência de renda, mediante contrapartidas, já se passaram quase duas décadas, período mais do que suficiente para este tipo de ação social sofrer aperfeiçoamentos.
As primeiras “bolsas” — surgidas em 1994 e 95, em Campinas, na gestão do prefeito tucano José Roberto Magalhães Teixeira, e em Brasília, quando era governador Cristóvam Buarque, então PT — atendiam a um desejo consensual da sociedade brasileira, consolidado na redemocratização, em 85: combater a pobreza. Ficara para trás, como símbolo do regime ditatorial, o jargão do “primeiro, acumular, para depois distribuir”.
No início, o recebimento do benefício era condicionado à manutenção dos filhos na escola. Daí ter sido chamado em Brasília de “Bolsa Escola”. Depois, na Era FH, o leque de contrapartidas começou a ser ampliado, surgiram outros programas com subsídios ao pobre, até chegar o período Lula, quando uma série de linhas de sustentação social já existentes foi reunida sob o guarda-chuva do Bolsa Família. O programa ganhou amplitude e passou a receber um volume crescente de dinheiro do Tesouro. No ano passado, o Bolsa Família fechou com uma despesa de R$ 16,7 bilhões, distribuídos entre 13,3 milhões de famílias. O universo dos assistidos não para de se expandir. No início do ano, a presidente Dilma anunciou que serão incluídas no BF mães pobres com filhos pequenos.
Nunca esteve em discussão a necessidade de haver programas de transferência de renda num país como o Brasil. O ponto central é saber se o dinheiro é bem gasto, pois há enormes carências em áreas estratégicas — caso da Educação —, em que faltam recursos.
Divulgados ontem pelo Globo, alguns resultados de uma ampla pesquisa de avaliação do programa encomendada pelo Ministério do Desenvolvimento Social ajudam numa reflexão sobre adequações no BF. Ao lado de informações positivas — redução do trabalho infantil, frequência escolar, posição da mulher na família —, o levantamento trouxe alertas.
Foi detectado que o beneficiário do programa tende a se manter na informalidade, com medo de, ao ter carteira de trabalho, ser constatada sua elevação de renda, com a consequente exclusão do BF. Reportagem do jornal cita o caso de uma faxineira, no Piauí, que rejeitou emprego de babá, no qual ganharia salário mínimo, para continuar com os filhos, sustentada pelo Bolsa Família.
Confirma-se o risco de pessoas se acomodarem ao benefício do Estado, dentro de um estágio de pobreza um pouco acima da miséria. É por isso que falta mão de obra em certas regiões do Nordeste.
Assim, congela-se a possibilidade de ascensão social e engessa-se uma conta enorme dentro do Orçamento que poderia financiar outros gastos, à medida que os bolsistas fossem absorvidos pelo mercado de trabalho.
Diante deste quadro, é preciso enfatizar, mais uma vez, a necessidade das tais “portas de saída”, pelas quais bolsistas, devidamente treinados, buscariam o sustento no próprio trabalho, um dos quesitos da dignidade humana. Há tempos o assunto morreu em Brasília.
Para obter os dados, o  Globo  teve de acionar o ministério com base na Lei de Acesso à Informação. O governo não deveria temer a divulgação de pesquisas de avaliação. É a partir delas que a própria administração pública pode melhorar.
COMENTO:  para não "queimar o filme" junto ao governo — afinal, o jornal e sua empresa não podem perder as verbas governamentais de propaganda —, o editorialista não leva em consideração o fato da manutenção das famílias beneficiárias sob o cabresto eleitoral, sob o temor de que "se o paínho não se reeleger, o programa termina". Usando os dados citados vemos que foram distribuídos, em média, R$ 1.255,64 por família em 2011. Uma merreca se considerarmos que 13,3 milhões de famílias podem render até cerca de 40 milhões de votos pois cada família possui a mãe, o pai e um ou dois filhos votantes (a campanha de adesão de mais "guerreiros" ao Título de Eleitor, está a pleno vapor na televisão!) pois o benefício é pago aos jovens até os 17 anos (o direito ao voto inicia aos 16 anos) e às gestantes e nutrizes da família. Isto em condições normais de legalidade, sem contar os diversos casos de fraudes (pessoas ou famílias incluídas ilegalmente nos benefícios — sempre em troca de votos, é claro).

domingo, 17 de junho de 2012

Mais Confusões de Dilma

O Estado de S.Paulo
Mais uma vez a presidente Dilma Rousseff se perdeu num emaranhado de ideias confusas e fora de propósito, desta vez ao falar sobre política econômica em seu discurso no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, na terça-feira. Em outras circunstâncias o palavrório seria apenas engraçado. A graça desaparece, no entanto, quando o País se defronta com uma assustadora crise internacional e a chefe de governo discorre sobre os problemas do crescimento com meia dúzia de chavões de comício. Para começar, misturou duas questões muito diferentes — a incorporação de milhões de famílias pobres ao mercado de consumo e o desafio de remover obstáculos à expansão da economia nacional. Detalhe inquietante: a autora dessa confusão tem um diploma de economista.
O equívoco da presidente é óbvio. A indústria brasileira vai mal, perde espaço tanto no País quanto no exterior, e o emprego industrial diminui, como têm mostrado números oficiais. No entanto, o consumo continua maior do que era há um ano e as importações crescem mais que as exportações. É um disparate, portanto, atribuir os problemas da indústria — mais precisamente, do segmento de transformação — a uma retração dos consumidores. A participação de bens importados no mercado brasileiro de consumo atingiu 22%, um recorde, nos quatro trimestres encerrados em março e essa tendência, ao que tudo indica, se mantém.
Se examinassem o assunto com um pouco mais de atenção, a presidente e seus auxiliares talvez mudassem o discurso. Não há como atribuir os problemas da indústria nem a estagnação da economia brasileira à permanência de um "consumo reprimido" - um fato social indiscutível, mas sem relação com os atuais problemas de crescimento.
A presidente acerta quando atribui a quem tem uma melhoria de renda o desejo de comprar uma geladeira, uma televisão, um forno de micro-ondas. Mas é preciso saber de onde sairão esses bens. Não basta dispor de fábricas para produzi-los. A indústria tem de ser capaz de produzi-los com preços e qualidade compatíveis com os padrões internacionais. Recorrer ao protecionismo é apenas uma forma de empurrar o problema para a frente e — pior que isso — de abrir espaço para problemas adicionais, como a elevação de preços e a estagnação da capacidade produtiva. Muitos brasileiros devem ter aprendido essa lição. A presidente parece tê-la esquecido.
Há uma enorme diferença entre barrar a competição desleal e recorrer ao mero protecionismo. Isso vale para geladeiras, televisores e camisas, mas vale também para equipamentos e componentes destinados a programas de investimento conduzidos pelo governo ou por ele favorecidos. Ao defender a exigência de índices mínimos de nacionalização para certas atividades, a presidente insiste numa política perigosa, muito boa para os empresários amigos da corte, mas muito ruim para o País.
Apenas de passagem a presidente Dilma Rousseff mencionou a questão realmente séria — a dos investimentos e da capacidade produtiva. Mas, ao contrário de sua tese, há algo mais, no custo do investimento brasileiro, do que a taxa de juros. Há também uma tributação absurda, ao lado de uma porção de outros fatores de ineficiência.
Um desses fatores, visível principalmente nos investimentos públicos, é a baixa qualidade da gestão governamental. O governo, disse a presidente, continuará a investir — uma declaração um tanto estranha, porque ninguém se opõe à aplicação de recursos públicos em obras de infraestrutura, hospitais, escolas e outras instalações indispensáveis. Ao contrário: cobra-se das autoridades mais empenho na elaboração de bons projetos, na execução das obras e no uso mais eficiente — e mais cuidadoso — do dinheiro público.
Como gerente do Programa de Aceleração do Crescimento ( PAC) e, depois, como chefe de governo, a presidente Dilma Rousseff se mostrou deficiente em todos esses quesitos. A paquidérmica lentidão do PAC é notória e inflar os resultados com os financiamentos habitacionais — como acaba de ser feito — é só uma forma de enfeitar os relatórios. Fora do governo, poucos têm motivo para aplaudir esse programa. Entre esses poucos estão os donos da inidônea construtora Delta.
COMENTÁRIO de Políbio Braga: Dilma Roussef é economista, sim, mas há muitos e muitos anos não exerce funções na área. Além disto, seu conhecimento limita-se a uma mera graduação, porque não conseguiu levar adiante os cursos de mestrado e doutorado que começou.
Como gerentona do PAC, Dilma Roussef não produziu resultados apreciáveis, a não ser o fato de ter concentrado 40% das obras nas mãos de uma única empreiteira, a Delta Construções.
O PAC foi uma belíssima sacada política dos marqueteiros de Lula. ...
O governo tem ignorado a questão mais séria de todas para os atuais problemas da economia, que são os casos dos investimentos escassos e da diminuição da capacidade produtiva, o que não depende apenas dos juros altos, mas relaciona-se gravemente com o chamado Custo Brasil.

sábado, 16 de junho de 2012

Equação do Apocalipse

por Moacir Sarroche 
Um relatório de dar calafrios sobre uma chamada telefônica mantida pelos Presidentes Obama e Medvedev, antes do anúncio público de que Osama bin Laden tinha sido morto, informa que eles também discutiram que a hora mais temida para ser executada a pavorosa "Equação do Apocalipse" já pode ter chegado, e não mais tarde. 
"Equação do Apocalipse" refere-se a um relatório produzido por uma das mulheres que participa dos círculos de inteligência mais secretos dos EUA chamada Audrey Tomason, que é diretora de Contra-Terrorismo do governo Obama e que ao cursar a Kennedy School of Government de Harvard escreveu uma tese de mestrado (agora classificada como "ultra-secreta"), sugerindo que seria muito mais humano para o nosso mundo passar por um "genocídio planejado e controlado" em vez de vê-lo cair no abismo do caos que já está acontecendo. 
De acordo com a "Equação do Apocalipse" da Senhorita Tomason, a "população sustentável" do nosso mundo pode ser de apenas 1,5 bilhão de pessoas, em comparação com o cálculo das Nações Unidas de que chegará a 7 bilhões em 31 de outubro deste ano (2011) e que se afigura ainda pior com os 10 bilhões esperados para 2100. 
A Senhorita Tomason argumenta em sua tese que a população do nosso planeta tem sido "artificialmente inflada" nos últimos 100 anos por uma economia baseada na petroquímica e de combustível com base em fósseis "não-sustentável" que se for deixada "sem controle" poderia muito bem destruir toda a vida sobre a Terra e não apenas os seres humanos. 
Relatórios independentes, infelizmente, apoiam fortemente as terríveis advertências da Srtª. Tomason com um dos gráficos mais perturbadores produzido pelo grupo de pesquisa PostPeakLiving que mostra, de fato, que a população mundial cresceu mais a partir do uso de produtos petroquímicos do que em toda a história anterior. 
É importante frisar que o petróleo (também conhecido como óleo cru), que é um líquido natural, inflamável, composto por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, está segurando com alfinetes toda a economia global, e sem o qual a vida como a conhecemos hoje não existiria.
A maioria das pessoas acredita que o uso mais importante do petróleo é como combustível para veículos, embarcações e aeronaves por meio de sua destilação em vários tipos de combustíveis, como gasolina, diesel, querosene de aviação e assim por diante, mas não podem estar mais errados, pois o uso mais importante do petróleo está na agricultura, já que quase todos os pesticidas e muitos fertilizantes são derivados do petróleo. E o fato mais crítico que nosso planeta está enfrentando hoje, como indicado pela Srtª. Tomason, é que "boom do petróleo" do século passado não somente já acabou, mas que a luta das Nações-Estados para preservar para si mesmas as fontes minguantes, está ameaçando iniciar uma guerra global numa escala nunca vista na história e, de fato, já começou, porque o Ocidente esfomeado por energia está desencadeando novas guerras para se proteger do colapso econômico. [A invasão do Kuweit pelo Iraque foi o estopim da intervenção do ocidente, devido à ameaça de corte no fornecimento do petróleo.] 
O mais surpreendente sobre a situação atual do nosso mundo em relação ao petróleo é que é um dos "descarrilamentos em câmera lenta" de maior duração na história, porque desde 1956 está sendo alertado sobre o fim do petróleo. 
Na verdade, foi em 1956, quando o cientista Marion King Hubbert (1903-1989) da Royal Dutch Shell alertou em sua apresentação para o American Petroleum Institute que o nosso mundo estava ficando sem petróleo e que os EUA iriam chegar à produção "pico" em 1970 e que para o resto do mundo isso ocorreria na primeira década do século 21. 
Para ilustrar isso visualmente, ele criou a agora famosa "curva de Hubbert", que desde a sua publicação em 1956 provou a sua exatidão sobre a ocorrência do pico de descobertas globais de petróleo em 1963, e os Estados Unidos, de fato, alcançou seu pico de produção em 1970. 
Neste ponto, é importante compreender que quase todos os governos ocidentais seguem propagando entre os seus cidadãos seu engano de toda a década sobre o grave estado de nosso mundo com respeito ao petróleo e aos recursos energéticos, sobretudo em relação à ilusão de que os projetos da chamada "energia verde" pode sustentar-nos. 
Nada poderia estar mais longe da verdade, pois essas fontes de "energia verde" (solar, eólica, geotérmica, etc.) representam atualmente 0,05% da produção total de energia mundial, e não ajudam em nada a agricultura (que é o principal uso do petróleo). Combiná-los para fornecer a energia total do nosso mundo custaria mais dinheiro do que o mundo possui e vai exigir quase 200 anos para ser concluído. 
A Srtª. Tomason continua com sua terrível tese de que junto com os "impactos" da falta de energia e de alimentos, os sistemas monetários mundiais também chegarão ao colapso, pois, da mesma forma, têm sido "artificialmente inflados" para além da capacidade de "todas as medidas sustentáveis" devido a sua relação com a produção de petróleo. 
Para piorar a situação, diz a Srtª. Tomason, que como os Estados Unidos atingiu o seu pico de produção petrolífera em 1970, não "contrabalanceou" sua economia para refreá-la, optando por manter sua economia "artificialmente inflada", ao separar o dólar americano do padrão do ouro em 1972 (chamado "Impacto Nixon") e permitindo que sua moeda se tornasse, em essência, "um pedaço de papel sem valor". 
Durante o século 20, o dólar dos EUA perdeu quase 80% do seu poder de compra, deixando dezenas de milhões de americanos sem emprego, pois sua base industrial outrora poderosa foi mudada para mercados de baixo custo no exterior, uma situação que a Srtª. Tomason descreve como "catastrófica", porque a moeda americana também é a única moeda do mercado petrolífero, cuja deflação causará a destruição de "tudo". 
Para entender o quão grande e perigosa se tornou essa complexa situação econômica, é preciso perceber que o PIB (Produto Interno Bruto) do mundo inteiro está um pouco acima de US$ 55 trilhões por ano, em vez dos mais de US$ 2.000 trilhões da dívida total pendente de pagamento levando ao que se chama de "A Grande Contração do Crédito" que, literalmente, evaporará toda a riqueza do mundo praticamente da noite para o dia. 
Os economistas "importantes" não vão dizer nada sobre o que com certeza será o maior colapso econômico na história da humanidade, e a razão é porque ele é chocante, para dizer o mínimo. Após o colapso econômico global de 2008, o professor de economia, Dirk Bezemer, da Universidade de Gröningen, na Holanda, realizou uma pesquisa com quase todos os economistas do mundo para descobrir por que os economistas "importantes" (até os ganhadores do Prêmio Nobel) falharam em prever o que iria acontecer. O que ele descobriu foi que 11 pesquisadores previram com exatidão a crise econômica de 2008 e que todos tinham uma coisa em comum, quando criaram seus modelos econômicos: eles incluíram a dívida. 
Assim, quase todos os economistas do mundo NÃO levam em conta o fator de dívida ao criarem seus modelos econômicos deixando-os inúteis para prever o que vai acontecer, especialmente aqueles que trabalham para os governos por terem motivações políticas. 
A Srtª. Tomason, no entanto, inclui, sim, a dívida em sua tese e também alertou que em 2011 o dólar dos EUA "poderia muito bem sofrer um colapso" e que uma reportagem da CNBC está dizendo que isso já "está em processo". 
Quando ocorrer o colapso do dólar, diz a Srtª. Tomason em sua tese, toda a economia global cairá, atirando bilhões de pessoas, incluindo centenas de milhões de pessoas nos países ocidentais, ao nível mais baixo da "Hierarquia das Necessidades de Maslow". 
A Hierarquia das Necessidades de Maslow é uma teoria da psicologia, proposta por Abraham Maslow (1908-1970) em seu artigo de 1943 intitulado "Uma Teoria da Motivação Humana" que, basicamente, afirma que os seres humanos buscarão primeiro satisfazer suas "necessidades básicas" (sobrevivência) antes de buscarem "as necessidades de segurança" (conforto); e uma vez que essas necessidades estejam satisfeitas buscarão satisfazer suas "necessidades psicológicas", as de "auto-atualização" e, finalmente, buscarão as "experiências de pico". 
A Srtª. Tomason observou em sua tese que toda a população que está sofrendo um colapso econômico e que busca atender as suas "Necessidades Básicas" fica "ingovernável" e representa um "enorme risco" para o Estado, levando a um "desrespeito generalizado da lei e da ordem". 
A Srtª. Tomason adiciona em sua "Equação do Apocalipse" que como o colapso da civilização tal como a conhecemos é "inevitável", os líderes mundiais devem considerar a possibilidade de "genocídio em massa" para reduzir a população global a um nível "mais sustentável e mais compatível com os recursos do nosso planeta." 
O arrepiante cenário genocida imaginado pela Srtª. Tomason começa com um "conflito nuclear limitado" dirigido aos grandes centros populacionais, mas planejados para limitar a chuva radiativa. O passo seguinte seria a liberação de agentes químicos e biológicos tóxicos que ela sugere sejam culpadas as "entidades terroristas". Isso seria seguido pela migração forçada [controlada pelas forças de segurança] das populações para "ambientes mais sustentáveis para a vida." 
A Srtª. Tomason imagina esses "ambientes sustentáveis para a vida" como grandes centros populacionais com sistemas de transporte de massa onde os veículos pessoais não serão permitidos, e as áreas rurais ficarão completamente despovoadas, sendo destinadas para os "sistemas" agrícolas operados pelo governo. 
Antes do início desses eventos apocalípticos, a Srtª. Tomason defende o estabelecimento de "campos de concentração" operados e protegidos pelo governo para proteger "as pessoas de valor", enquanto as massas de seus concidadãos morrem aos milhões e bilhões. Essas "pessoas de valor" incluem cientistas, médicos, técnicos, etc. Infelizmente, para a maioria dos seres humanos, a "Equação do Apocalipse" da Srtª. Tomason já parece ser o paradigma aceito pelos líderes do nosso planeta, que não vêem outra opção se é que se deseja que a Terra sobreviva. Isso leva alguns a terem a esperança de que os "deuses" retornem o mais breve possível, se quiserem salvar alguma coisa. 
COMENTÁRIO: transcrevo a apresentação do texto, feito na fonte:
"... Leiam este documento e tirem as suas próprias conclusões! Muitos dizem que a Eugenia planejada pelos Illuminati é uma hipótese remota de ser realizada mas pelo que podemos ler aí vemos que é um assunto tratado até em Tese de Mestrado em Havard. A fonte do artigo está citada no final do mesmo, mas infelizmente, o blog foi suspenso por ter violado os termos de serviço da Wordpress.com (sem maiores explicações). A norma violada deve ter sido revelar uma verdade inconveniente!
Mas tudo bem aí segue outra fonte que explica muito bem quem é Audrey Tomason (imagem ao lado ampliada da foto no fim da postagem) e o cargo exercido na Segurança do EUA.
É espantoso se verificar a frieza com que tratam o extermínio de grande parte da população mundial. Como se pode ver no artigo isto vem sendo levado a sério pelo pessoal da alta cúpula no Governo Americano, pois ao se contratar esta mulher para exercer cargo de alta confiança no planejamento da estratégia de segurança americana, concede-se um aval à sua Tese de Mestrado, ou seja, à Equação do Apocalipse.
Anúncio da morte de Bin-Laden
Dizem que a vida imita a arte e vice-versa. Assim, podemos fazer uma projeção de "teoria da conspiração" unindo a ideia do refúgio seletivo proporcionado pelas imensas naves fictícias do filme "2012" com as novas e inabitadas cidades chinesas. Seriam estas os tais "ambientes sustentáveis para a vida" previstos no texto?
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