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sábado, 25 de junho de 2016

Pobreza Absoluta das Pessoas e do Jornalismo Cretino

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O jornal El País, na sua edição em português, do dia 20 de junho, trouxe um texto sobre uma cidade maranhense e o modo de vida de seus moradores. Trata-se de Belágua, no Maranhão.
Maranhão é aquela Unidade da Federação (UF) dominada por muito tempo pela família do senhor Ribamar, aquele do bordão "brasileiros e brasileiras", o mesmo que foi chamado de ladrão por diversas vezes pelo Cachaceiro Maldito, que depois arrependeu-se e disse que o tal cidadão merecia respeito pois, "não era uma pessoa comum". Atualmente, o Maranhão é administrado por Flávio Dino, militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
O perímetro urbano de Belágua é pequeno, com cerca de 1,5 Km no sentido Leste/Oeste e 1 Km no sentido Norte/Sul.
Perímetro urbano de Belágua / MA
Segundo dados do IBGE, em 2014 havia 10 empresas no município, ocupando 359 pessoas, 349 destas, assalariadas, o que somava uma renda mensal de R$ 5.745,00.
A cidade já havia sido motivo de reportagens por ocasião das eleições presidenciais de 2014, por ter apresentado o maior índice de votos pró reeleição de Dilma Rousseff à presidência da República.
Nela, constam cerca de 7.000 habitantes e, destes, em abril de 2016, 1.440 eram beneficiários do programa Bolsa Família - aquele programa de auxílio às famílias carentes criado por Fernando Henrique (autoria esta que o jornalista espanhol atribui ao Mentiroso Mor "deçepaíz") e que até abril do corrente ano distribuiu R$ 103.906.763.752,46 de verbas federais. 
Se considerarmos o mínimo de quatro pessoas por família, teremos 5.760 pessoas beneficiadas, ou aproximadamente 82% da população da cidade.  Há um número reduzido de famílias - 20 a 30 - cujos benefícios mensais do Bolsa Família ultrapassam os R$ 750,00, cinco delas ultrapassando os R$ 900,00. Valores irrisórios, quase iguais ao salário mensal de uma professora do Ensino Fundamental e Médio no Rio Grande do Sul.
Nada demais, também, tratando-se do Maranhão, 3ª UF em termos de uso de verbas do Bolsa Família (R$ 725.141.007,00 neste ano, até abril). Belágua recebeu, nos quatro primeiros meses de 2016, R$ 1.584.326,00 desse total.
Conhecidos os dados básicos da cidade, vamos à reportagem extremamente piegas do jornalista do El Pais, motivo deste texto, que apresentou entrevistas feitas com três pessoas, dois homens e uma mulher, além de citar um quarto - aparentemente o burguês da localidade.
Me espantou o fato dos entrevistados, todos na faixa dos 35 anos de idade, pobres de tudo (subnutridos, analfabetos, e desinteressados da vida), se colocarem passivamente na condição de dependentes de algo que nem sabem o que é. Contentando-se em viver com uma "doação" governamental sem interessarem-se em buscar um pouco mais com seu próprio esforço.
Como contraponto, é citado o "Seu Cota", um sujeito de 54 anos, que vive na outra extremidade dessa enorme metrópole e consegue plantar e vender hortaliças suficientes para lhe dar uma renda - mínima mas suficiente. E o senhor Antonio José não encontra ânimo para, pelo menos com seus filhos de 14 e 15 anos de idade, tentarem empilhar os tijolos - inúteis na visão do medíocre jornalista - e rejunta-los nem que seja com o conhecido barro da taipa?
Escreve o compungido jornalista: "Belágua é um exemplo fiel do Nordeste brasileiro, atrasado, pobre e resignado à sua sorte, que aceita a ajuda estatal um dia e com o mesmo fatalismo aceita no dia seguinte que a tirem." Mas não lhe ocorre questionar por que sua entrevistada vive na miséria mas possui onze filhos, sem recorrer a outro programa social, o de distribuição de preservativos. Também não lhe abala a afirmação da criança que diz gostar mais da escola "quando dão merenda".
Duas coisas me indignaram: primeiro o "padrão" dos entrevistados - gente que Marx (o canalha, não pertencente à família de humoristas) denominava "lumpemproletariado", a casta popular de completa inutilidade social - os quais, espero que sejam uma minoria na cidade. E segundo, a canalhice do autor do texto, que compara os burgueses paulistas que usam helicóptero para fugir dos engarrafamentos (como se isso fosse a situação normal dos brasileiros) com a casa humilde de um dos entrevistados, cuja água é armazenada em um pote de barro tapado com um paninho. Seria um bom novelista esse jornalista que encerra sua publicação afirmando que "Aderaldo Ferreira, o da mulher sem palavras, o da choça sem nada, o que mostra a carteira de identidade como o documento essencial, diz que ouviu falar desse Seu Cota, que irá visitá-lo uma tarde, que lhe perguntará como fez, como faz, e aponta para o outro lado da cidade, como se fosse o outro lado do mundo".
Vale a pena conferir as imagens dos moradores de Belágua entrevistados em 2014 pelo G1, e em 2016 pelo El Pais, clicando nos respectivos atalhos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Quem é Renan Calheiros?

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Um texto antigo, mas com tema atualíssimo para que todos saibam sobre quem é o atual presidente do Senado Federal brasileiro.
por Marco Antonio Villa
A República brasileira nasceu sob a égide do coronelismo. O federalismo entregou aos mandões locais parcela considerável do poder que, no Império, era exercido diretamente da Corte. Isto explica a rápida consolidação do novo regime justamente onde não havia republicanos. Para os coronéis pouco importava se o Brasil era uma monarquia ou uma república. O que interessava era ter as mãos livres para poder controlar o poder local e exercê-lo de acordo com seus interesses.
Mesmo durante as ditaduras do Estado Novo e militar, o poder local continuou forte, intocado. A centralização não chegou a afetar seus privilégios. Se não eram ouvidos nas decisões, também não foram prejudicados. E quando os regimes entraram em crise, na “nova ordem” lá estavam os coronéis. Foram, ao longo do tempo, se modernizando. Se adaptaram aos novos ventos econômicos e ao Estado criado a partir de 1930.
O fim do regime militar, paradoxalmente, acabou dando nova vida aos coronéis. Eles entenderam que o Congresso Nacional seria ─ como está sendo nas últimas três décadas ─ o espaço privilegiado para obter vantagens, negociando seu apoio a qualquer tipo de governo, em troca da manutenção do controle local. Mais ainda, a ampliação do Estado e de seus recursos permitiu, como nunca, se locupletar com os bancos e empresas estatais, os recursos do orçamento federal e, mais recentemente, com os programas assistenciais.
A modernização econômica e as transformações sociais não levaram a nenhuma alteração dos métodos coronelísticos. A essência ficou preservada. Se no começo da República queriam nomear o delegado da sua cidade, hoje almejam uma diretoria da Petrobras. A aparência tosca foi substituída por ternos bem cortados e por uma tentativa de refinamento ─ que, é importante lembrar, não atingiu os cabelos e suas ridículas tinturas, ora acaju, ora preto graúna.
Não há nenhuma democracia consolidada que tenha a presença familiar existente no Brasil. Melhor explicando: em todos os estados, especialmente nos mais pobres, a política é um assunto de família. É rotineiro encontrar um mesmo sobrenome em diversas instâncias do Legislativo, assim como do Executivo e do Judiciário. Entre nós, Montesquieu foi tropicalizado e assumiu ares macunaímicos, o equilíbrio entre os poderes foi substituído pelo equilíbrio entre as famílias.
Um, entre tantos tristes exemplos, é Renan Calheiros. Foi eleito pela segunda vez para comandar o Senado. Quando exerceu anteriormente o cargo foi obrigado a renunciar para garantir o mandato de senador ─ tudo em meio a uma série de graves denúncias de corrupção. Espertamente se afastou dos holofotes e esperou a marola baixar.
Como na popular marchinha, Renan voltou. Os movimentos de protesto, até o momento, pouco adiantaram. Os ouvidos dos senadores estão moucos. A maioria ─ incluindo muitos da “oposição” ─ simpatiza com os seus métodos. E querem, da mesma forma, se locupletar. Não estão lá para defender o interesse público. E ridicularizam as críticas.
Analiticamente, o mais interessante neste processo é deslocar o foco para o poder local dos Calheiros. É Murici, uma paupérrima cidade do sertão alagoano. Sem retroagir excessivamente, os Calheiros dominam a prefeitura há mais de uma década. O atual prefeito, Remi Calheiros, é seu irmão ─ importante: exerce o cargo pela quarta vez. O vice é o seu sobrinho, Olavo Calheiros Neto. Seu irmão Olavo é deputado estadual, e seu filho, Renan, é deputado federal (e já foi prefeito). Não faltam acusações envolvendo os Calheiros. Ao deputado estadual Olavo foi atribuído o desaparecimento de 5 milhões de reais da Assembleia Legislativa, que seriam destinados a uma biblioteca e uma escola. A resposta do Mr M da política alagoana foi agredir um repórter quando perguntado sobre o sumiço do dinheiro. E teve alguma consequência? Teve algum processo? Perdeu o mandato? Devolveu o dinheiro que teria desviado? Não, não aconteceu nada.
E a cidade de Murici? Tem vários recordes. O mais triste é o de analfabetismo: mais de 40% da população entre os 26 mil habitantes. De acordo com dados do IBGE, o município está entre aqueles com o maior índice de incidência de pobreza: 74,5% da população. 41% dos muricienses recebem per capita mensalmente até um quarto do salário mínimo. Saneamento básico? Melhor nem falar. Para completar o domínio e exploração da miséria é essencial contar com o programa Bolsa Família. Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, na cidade há 6.574 famílias cadastradas no programa perfazendo um total de 21.902 pessoas, que corresponde a 84,2% dos habitantes. Quem controla o cadastro? A secretária municipal de Assistência Social? Quem é? Bingo! É Soraya Calheiros, esposa do prefeito e, portanto, cunhada de Renan.
O senador é produto desta miséria. Em 2007, quando da sua absolvição pelo plenário do Senado (40 votos a favor, 35 contra e seis abstenções), seus partidários comemoraram a votação como uma vitória dos muricienses. Soltaram rojões e distribuíram bebidas aos moradores. E os mais fervorosos organizaram uma caravana a Juazeiro do Norte para agradecer a padre Cícero a graça alcançada
Porém, o coronel necessita apresentar uma face moderna. Resolveu, por incrível que pareça, escrever livros. Foram quatro. Um deles tem como título “Do limão, uma limonada”. Pouco antes de ser eleito presidente do Senado, a Procuradoria-Geral da República o denunciou ao STF por três crimes: falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. Haja limonada!
COMENTO:  para atualizar o texto, complemento que o filho do senador Renan, José Renan Vasconcelos Calheiros Filho, foi eleito Governador de Alagoas, no primeiro turno das eleições de outubro de 2014, com 52% dos votos. Já no começo de janeiro, uma pesquisa de avaliação revelou que o Governador alagoano era o melhor avaliado do país, com 67,5% de aprovação.  Haja limão para tanta limonada! 
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Cai Mais Uma Engambelação

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Governo vai 'terceirizar' financiamento do Minha Casa Minha Vida em 2016
Uma das vitrines eleitorais do governo Dilma Rousseff, programa sofreu cortes e só vai continuar no próximo ano por causa dos recursos do FGTS; Pronatec também deve usar verba privada.
As duas principais vitrines eleitorais do governo Dilma Rousseff, o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec, deixarão de ser bancadas com recursos do Tesouro Nacional em 2016.
De todas as receitas previstas para o Minha Casa Minha Vida no próximo ano, 90% deverão vir do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), fonte de recursos formada com os 8% descontados todo mês dos salários de cada trabalhador com carteira assinada. Não são, portanto, recursos públicos.
"O governo pediu uma intervenção no Minha Casa Minha Vida. Agora quem paga esse programa são os trabalhadores brasileiros e isso tem de ficar claro para a população", diz Luigi Nese, representante da Confederação Nacional de Serviços (CNS) no conselho curador do FGTS. O órgão, cuja metade dos membros é indicada pelo governo, aprovou o repasse, em setembro, até para obras em andamento, com o argumento de que era preciso salvar os empregos da indústria da construção.
Ajustes - A previsão inicial do orçamento de 2016 para o Minha Casa Minha Vida era de 15,5 bilhões de reais. Mas o forte ajuste nas contas públicas levou governo e Congresso a passarem a tesoura em 8,6 bilhões de reais. Com isso, sobraram apenas 6,9 bilhões de reais. Se o MCMV contasse apenas com esses recursos, haveria um redução forte no ritmo de execução das obras e adiamento de novas contratações - como de fato ocorreu este ano.
A salvação do programa, que é chamariz para o governo em ano de eleições municipais, foi recorrer ao FGTS. O orçamento aprovado do fundo para o MCMV em 2016 é de 60,7 bilhões de reais. Até este ano, o FGTS só era usado no programa para bancar descontos e juros subsidiados dos financiamentos de famílias com renda de até 6,5 mil reais - as chamadas faixas 2 e 3.
Agora, porém, o Fundo passou a arcar com as obras das moradias direcionadas às famílias com renda mais baixa, de até 1,8 mil reais mensais. Nesse caso, porém, os recursos são aplicados a fundo perdido, ou seja, não voltam para o fundo. Para 2016, foram aprovados 4,8 bilhões de reais para pagar as casas destinadas a esse público de baixa renda. O conselho curador autorizou o FGTS a custear até 60% do valor do imóvel em 2016 - o limite é de 45 mil reais por moradia. Também foi criada uma nova faixa, batizada de "faixa 1,5" com recursos do FGTS. Famílias com renda mensal de até 2.350 reais terão subsídios de até 45 mil reais na aquisição do imóvel com juros de 5% ao ano.
Pronatec - Outra vitrine eleitoral do governo que deve usar recursos privados é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), voltado para o ensino técnico e profissional. Dilma prometeu, durante a campanha, que abriria 12 milhões de novas vagas no programa. Com os cortes no Orçamento, o governo, depois de eleito, diminuiu a meta para 5 milhões.
O Pronatec teve as receitas, formadas por recursos públicos, cortadas pelo Congresso de 4 bilhões de reais em 2015 para 1,6 bilhão de reais em 2016.
Está praticamente certo que boa parte do programa será bancada pelo Sistema S, mas o valor ainda não foi definido. Para isso, o governo vai reduzir a parcela da contribuição que as empresas são obrigadas a fazer para essas entidades, que incluem SESI, SENAI, SENAC e SEBRAE, para destinar a diferença ao Pronatec. Atualmente, as alíquotas variam de 0,2% a 2,5% do faturamento. Se a redução for de 20% a 30%, a perda para as entidades ficará entre 5 bilhões de reais e 6 bilhões de reais.
Bolsa Família - Apesar das ameaças, o Bolsa Família saiu ileso dos cortes nos programas sociais em 2016. O orçamento de 28 bilhões de reais do programa de transferência de renda foi mantido à custa da redução da meta fiscal do governo - de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,5%. Essa foi uma das derrotas que pavimentaram a saída do ministro da Fazenda Joaquim Levy, que defendia a manutenção da meta.
Fonte:  Veja - Economia
COMENTO:  é o projeto da quadrilha ora empoleirada no governo se realizando, conforme os objetivos do socialismo/comunismo determinados pelo Foro de São Paulo. É a concretização da velha cantilena de dividir a riqueza, com a variante de não tocar no vil metal da cumpanherada que os apoia. Ou seja, a riqueza dos grandes empreiteiros e empresários, além dos bancos e banqueiros, continua intocável. Por enquanto, vamos desmantelando a "zelite" que se denominava classe média. Esses infelizes que trabalham e produzem e "se acham" burgueses. 
Não bastou destruírem os fundos de pensão dos Correios, do Banco do Brasil e da Petrobrás  - aquela grana que esses safados proletários com jeito burguês mantinham para garantir sua boa vida depois que parassem de produzir (não sem a concordância de boa parte dos contribuintes desses fundos que aceitaram colaborar com os "cumpanhêrus" em prol das mudanças que seriam implantadas rumo ao socialismo). Agora, avançam rumo ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) - esse entulho autoritário, criado por aquele General golpista, sem pescoço, em 1967. Tal fundo já estava sendo atacado ao receber como remuneração 3% anuais, mais a Taxa Referencial, valor muito abaixo da inflação atual. Assim, o golpe de misericórdia contra o FGTS será essa destinação de seus recursos para um programa de governo cujo retorno financeiro, em época dita normal, é vago. Em época de crise econômica, como se configura 2016, tal retorno pode ser inviável.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Que Deu do Caso "Maju"?

Em julho deste ano se tornaram notícia nacional as ofensas raciais sofridas pela jornalista Maria Julia Coutinho, carinhosamente apelidada de “Maju”, postadas na página do Facebook do Jornal Nacional:
A jornalista Maria Júlia Coutinho foi alvo de comentários racistas na página do Jornal Nacional no Facebook, em post publicado na noite de quinta-feira (...) Alguns internautas escreveram comentários racistas no post que tem uma foto de Maju ...” (G1 – 03/07/2015).
Uma horda saiu em defesa da jornalista. Novamente palavras como “racismo”, “preconceito”, “injuria racial”, “reparação social” e outras mais, foram compartilhadas centenas e centenas de vezes. Mais uma vez, foi dito que a sociedade brasileira é uma sociedade racista e que os negros precisam de maiores proteções legais contra esses tipos de agressividade cibernética.
Pois bem, vamos a fundo nos fatos. O que deu do caso “Maju”?
Diante da comoção de parcela da sociedade e, tendo em vista, ser uma “global”, o poder público precisava dar uma resposta à altura. Foi o que aconteceu. O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO – Ministério Público) criou a “Operação Tempo Fechado”, disponibilizando mais de 50 Promotores de Justiça de todo o Brasil para esclarecer as circunstâncias e autor (es) do crime, visando buscar e punir os envolvidos.
Após, aproximadamente, quatro meses de investigações, a quais conclusões chegaram? É aqui que as coisas começam a ficar interessantes e a realidade supera, em muito, a ficção.
As investigações levaram a Érico Monteiro dos Santos, 27 anos. Érico, jovem negro do interior de São Paulo, declarou ser administrador de um grupo que usava de falsos ataques racista para angariar fama à si. Os ataques eram sempre direcionados a pessoas conhecidas, tendo em vista que, dessa forma, a repercussão seria maior.
De acordo com Santos, os grupos atuam a partir de uma dinâmica de disputa e competição. Quanto maior for a atenção midiática e o número de curtidas e compartilhamentos dos ataques, maior é o prestígio entre os "rivais (...) ‘Eles querem notoriedade, competem entre si e agem como gangues de pichadores, em que uma quer sempre aparecer mais do que a outra’, afirma o promotor.” (BBC-Brasil – 10/12/2015)
Apesar de Érico ter negado as acusações, também foram encontradas fotos de nudez infantil em seu celular. Quando questionado sobre o conteúdo impróprio, disse que seria usado para lançar ataques contra seus inimigos virtuais. Essas fotos seriam postadas em suas páginas, como se de autoria deles, fazendo que as respectivas fossem bloqueadas e os mesmos respondessem judicialmente. Tudo “fake”. (G1 – 11/12/2015)
Ou seja, era tudo mentira, não existia racismo... Não existia pornografia infantil... Os ataques não eram verdadeiros... Era tudo mentira visando causar comoção social... “compartilhamentos”... Reportagens... Nada era verdade... Era tudo “fake”! A realidade superando a ficção.
E, aqui está o ponto de inflexão de minhas considerações: por que um jovem negro faria falsas ofensas raciais à uma jornalista negra? Por que usaria de falsos ataques racistas à uma personalidade de destaque? Por que usar de pornografia infantil falsamente para detratar seus adversários virtuais? Tudo “fake”!
A priori, como o próprio acusado declarou, era tudo uma questão de guerra entre grupos virtuais, para saber quem angariaria mais fama. Mas será que era só isso? Sim. Na visão do acusado, pode até ser que sim. Entretanto, não quero permanecer só na superfície da notícia, quero ir além. A quem mais interessaria essas circunstâncias?
Sabemos que pornografia infantil, ataques racistas e homofóbicos às personalidades de destaque, geram clamor social. Artistas saem em defesa dos ofendidos. A mídia expõe os “fatos” em suas “primeiras páginas”. A sociedade pede rigor na punição dos envolvidos. E, quando se trata da internet, logo aparece alguém dizendo que a internet é um lugar livre demais, que é necessário maior regulação. Mais “marcos civis da internet”. E, o cidadão, diante do caos “fake”, anui, considerando ser necessárias leis mais rígidas e maior controle para punir os envolvidos.
Mas quem ganha com isso?  O Estado.
Por meio de um ato de mentira o Estado ganha mais poder. Você me pergunta, como? A partir de mentiras, haverá novas leis, que nos regulamentarão ainda mais. Agora novas delegacias são criadas. “Delegacias de Crimes Virtuais”. Mais policiais, mais aparato repressor. Mais dinheiro, do contribuinte sendo gasto. Mais impostos. Menos dinheiro sobrando aos cidadãos. O Estado cada vez maior. Uma máquina burocrática gigantesca.
Cada vez mais Estado, menos liberdade. Cada vez mais o Estado se intrometendo na vida e liberdade individuais. Cada vez leis mais intrusivas. A ponto de o Estado ditar se podemos ou não disciplinar nossos próprios filhos, por meio de uma “Lei da Palmada”. Mais controle. Algumas décadas atrás isso seria um absurdo. Hoje, somos lenientes com este tipo de poder avassalador.
O pensamento do homem moderno se resume da seguinte forma: “Um errou, todos pagam”. Não ignoro que haja crimes sendo perpetrados na internet, mas não sou leniente com o discurso que em face do erro de um, todos devem ser punidos. É o que está acontecendo. O criminosos estão usando o Whats, ele é bloqueado. Pessoas cometem crimes virtuais e minha liberdade é cerceada. Onde isso vai parar? Já há instrumentos para investigar, prender e punir os envolvidos em crimes virtuais, não há a necessidade de novas leis mais controladoras que venham à afetar inocentes que não tem nada a ver com isso. Que façam uso delas, não tenho nada a ver com isso. Minha liberdade foi algo conquistado com luta e sangue ao longo de muitos séculos, para ter de vê-la sendo demolida pelo Estado moderno.
O homem moderno no afã de resolver seus problemas, pede mais soluções ao Estado. O Estado em sua sanha dominadora concede-lhe. O homem moderno “incapaz”, pedindo mais “cuidado” ao seu Estado-babá.
Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”.
Isso não é novo. Para àqueles que já estudaram teoria do poder, dentro de ciências políticas, sabem que desde Lenin isso já é falado: “Fomente o caos e depois denuncie-o”. “Gere crises e aufira os ganhos decorrentes delas.” Consiste em criar o “caos”, deixar que as pessoas peçam ajuda e depois criar instrumentos que darão mais controle sobre a sociedade. Isso é velho, mas, incrivelmente, no Brasil, a grande maioria das pessoas nunca ouviu falar.
Esse é um princípio imanente à sociedade moderna. Perceba o que aconteceu nos Estados Unidos após o 11 de setembro. Nunca ninguém havia ouvido falar da Nacional Security Agency (NSA). Após o caos, em forma de terror, ter sido espalhado, milhões de americanos se dispuseram à abster-se de suas liberdades individuas em troca de uma maior “segurança”. O que aconteceu? A NSA se tornou o maior mostro na questão de espionagem que já se teve notícia. “Grampos” para todos os lados. Telefones, computadores, pessoas, veículos... Todos, de aliados a inimigos sendo monitorados. Até os neutros, como o Brasil. A partir do caos, mais poder ao Estado que tudo quer ver, tudo quer ouvir, tudo quer saber.
Por fim, o “Big Brother”. E, não, eu não estou falando do programa de televisão.
“Dividir para conquistar”. Essa é a estratégia do Estado socialista moderno. Negros contra brancos, pobres contra ricos, nordestinos contra paulistas, héteros contra gays, o “terceiro mundo” contra o “primeiro”: o “imperialismo”, os “yankees”, etc. Mas no fim das contas, quando esses grupos clamam por mais proteção, quem ganha é sempre o Estado. Cada vez mais dominante, imiscuindo-se na vida privada, nas relações sociais, com legislações cada vez mais intrusivas. Cada vez mais poderoso em face de um cidadão que clama, cada vez mais, por proteção estatal, sem saber que esse é o estratagema no qual está sendo engodado.
Parafraseando Stálin: “Aos burgueses devemos dar-lhes a corda, que farão o laço, com o qual se enforcarão”. Quando todas essas leis e controles começarem a, desgostosamente, nos afetar; lembremos que, fomos nós mesmos que pedimos.
"O Grande Irmão está te observando"
 (George Orwell)
 Geyson Santos é Bacharel em Direito,
 Servidor Público e Pesquisador Independente.
Fonte:  JusBrasil
COMENTO: gostei do texto, e lendo os comentários na publicação original - e uma das respostas do autor - penso que ele evitou propositalmente fazer referência à denominada Militância em Ambientes Virtuais (MAV), criada no Congresso do PT de 2011 para não comprometer-se. Quem quiser saber mais sobre o assunto, há um texto do sociólogo Demétrio Magnoli publicado originalmente na Folha, mas que também pode ser lido aqui, ou clicando na imagem, abaixo. Já me referi a esse pessoal no blog, denominando-os de beneficiários da "bolsa-web" em 2013 e em 2014.  Afinal, como se pergunta nas investigações: a quem interessa o crime? É muita ingenuidade acreditar que se trata de simples disputa entre "grupos em busca de notoriedade". 
Imagem do blog Força Militar
O "ato falho" da confissão de uso de pornografia infantil contra adversários indica muito mais do que disputas por audiência. A repetição dos "ataques racistas" coevos a eventos cuja ênfase em sua divulgação não interessa ao atual governo (dizem que Maju é esposa de um diretor da Pepper, agência envolvida no Petrolão; a Thaís Araújo e a Cris Vianna foram ofendidas na época da prisão do senador Delcídio; e depois, a Sheron Menezes foi atacada quando da formalização do pedido de impedimento presidencial). Esperemos que estes outros fatos também tenham seus autores identificados e devidamente punidos, e que não surjam atos de extrema bondade das ofendidas para com seus ofensores. Como li em um comentário a respeito do assunto, se a coisa seguir esse ritmo, com tanta patifaria para ser abafada, vai terminar sobrando até para a Tia Anastácia da versão original do Sítio do Pica-pau Amarelo.
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domingo, 24 de agosto de 2014

Algumas Provocações - Pense e Responda Para Você Mesmo

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E Se Eu Lhe Disser Que a Democracia é Uma Fraude?
por Nelci Gomes
E se eu lhe disser que você só pode votar porque seu voto não faz diferença? E se eu lhe disser que, não importa em quem você vote, a mesma elite política, os mesmos lobistas, e os mesmos grupos de interesse sempre estarão no comando? E se eu lhe disser que o conceito de uma pessoa/um voto era apenas uma ficção criada pelo governo e por esses grupos de interesse para induzir a sua complacência?
E se você descobrir que a democracia, em seu formato atual, é extremamente perigosa para as liberdades individuais? E se você descobrir que a democracia desvirtua totalmente o conceito que as pessoas têm de direitos naturais, fazendo com que elas passem a acreditar que tomar a propriedade alheia é um "direito adquirido"? E se você descobrir que a democracia não passa de um verniz capaz de transformar as campanhas políticas em meros concursos de beleza?
E se você descobrir que, se o número de pessoas que for às urnas para votar a favor de uma medida criada pelo governo (como em um referendo) for maior do que o número que for votar contra, a democracia permite que o governo faça tudo o que ele quiser?
E se você descobrir que o propósito da democracia moderna é o de convencer as pessoas de que elas podem prosperar não pelo trabalho e pela criação voluntária de riqueza, mas sim pela apropriação da riqueza de terceiros?
E se eu lhe disser que a única maneira moral de adquirir riqueza é por meio da atividade econômica voluntária? E se eu lhe disser que o governo é capaz de persuadir as pessoas de que é perfeitamente aceitável adquirir riqueza por meio da atividade política? E se eu lhe disser que a atividade política inclui todas as coisas parasíticas e destrutivas que o governo faz? E se eu lhe disser que o governo jamais é capaz de criar riqueza? E se eu lhe disser que tudo o que governo possui adveio do roubo de cidadãos produtivos?
E se você descobrir que a ideia de que precisamos de um governo para tomar conta de nós não passa de uma ficção que foi exitosamente perpetrada para aumentar o tamanho e o poder do estado? E se você descobrir que o objetivo dos políticos e burocratas que ocupam o governo é expandir seu controle sobre a população?
E se eu lhe disser que nossas qualidades individuais e culturais dependem não do poder do governo mas sim do quão livre somos em relação ao governo?
E se você descobrir que essa mistura de governo inchado e democracia gera dependência? E se você descobrir que, tão logo esse tal 'governo democrático' cresce, ele começa a enfraquecer as pessoas, acabando com sua auto-suficiência? E se eu lhe disser que um governo inchado destrói a iniciativa e a motivação das pessoas, e que a democracia as convence de que a única motivação de que precisam é 'votar certo' e aceitar os resultados?
E se eu lhe disser que o homicida Josef Stalin estava certo quando disse que a pessoa mais poderosa do mundo é aquela que conta os votos? E se você descobrir que os votos que realmente contam ocorrem em segredo, atrás dos bastidores?
E se eu lhe disser que o problema da democracia é que a maioria se acredita apta a 'consertar o que está errado', a criar qualquer tipo de lei, a tributar qualquer tipo de atividade, a regular qualquer tipo de comportamento, e a se apossar daquilo que mais lhe aprouver? E se o maior tirano da história estiver hoje entre nós? E se esse tirano tiver o apoio da maioria? E se ele chegar ao poder? E se a maioria não reconhecer limites ao seu poder?
E se o governo for astuto o bastante para ludibriar os eleitores, de modo que estes passem a defender e justificar tudo o que o governo quiser fazer? E se o governo comprar o apoio das pessoas por meio de benesses que ele distribui? E se o governo der assistencialismo para os pobres, universidades para a classe média e protecionismo para os empresários ricos, de modo a manter todos dependentes dele?
E se eu lhe disser que uma república vibrante depende não do processo democrático da votação, mas sim de eleitores informados e ativos, que entendem corretamente os princípios da existência humana, dentre eles a posse inalienável de direitos naturais?
E se eu lhe disser que podemos nos libertar do jugo do estado interventor, mas que os defensores do establishment não querem isso? 
E se eu lhe disser que o governo será o mesmo não importa quem vença as eleições? E se eu lhe disser que existe apenas um grande partido político, o qual é subdividido em duas alas, social-democrática e socialista? E se eu lhe disser que ambas as alas querem impostos, assistencialismo, protecionismo, regulamentações e crescimento contínuo do governo, diferindo apenas muito polidamente quanto aos meios para se alcançar estes objetivos? E se eu lhe disser que este partido único criou leis eleitorais que tornam praticamente impossível o surgimento e o sucesso de uma concorrência política?
E se você descobrir que o sucesso do governo depende de sua habilidade de fingir e enganar? E se eu lhe disser que nossos ancestrais acreditavam que o rei era divino? E se eu lhe disser que eles acreditavam que o rei era infalível? E se eu lhe disser que eles acreditavam que a voz do rei era a voz de Deus?
E se você descobrir que o governo é bom em fazer os outros acreditarem? E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que tem voz? E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos eleitos são o próprio povo? E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos são servidores do povo?
E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que a maioria democrática nunca erra? E se eu lhe disser que a tirania da maioria é tão destrutiva para a liberdade humana quanto a tirania de um indivíduo louco?
Nelci Gomes é estudante de Direito 
Fonte:  Jus Brasil 
COMENTO: acrescente às questões apresentadas um raciocínio sobre o papel social da mais deletéria profissão surgida depois da advocacia - o propagandista, também conhecido como "marqueteiro".
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sexta-feira, 28 de março de 2014

O Que os Professores de História Não Contam Sobre a Contrarrevolução de 1964

por Carlos I.S. Azambuja
Uma série de fatos que servem para relembrar a verdade sobre o terrorismo no Brasil.
VOCÊ SABIA?
- Que no governo João Goulart algumas organizações de esquerda condenavam a luta pela reforma agrária, porque seu triunfo daria origem a um campesinato conservador e anti-socialista? Isso está escrito na página 40 do livro "Combate nas Trevas", de Jacob Gorender, que foi dirigente do PCB e um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, em 1967.
- Que no governo João Goulart já existiam campos de treinamento de guerrilha no Brasil? Em 4 de dezembro de 1962, o jornal "O Estado de São Paulo" (página 8) noticiou a prisão de diversos membros das famosas Ligas Camponesas, fundadas por Francisco Julião, num campo de treinamento de guerrilhas, em Dianópolis, Goiás.
- Que o primeiro grupo de 10 membros do Partido Comunista do Brasil - então partidário da chamada linha chinesa de "guerra popular prolongada" para a tomada do poder - viajou para a China ainda no governo João Goulart, em 29 de março de 1964, a fim de receber treinamento na Academia Militar de Pequim? E que até 1966 mais duas turmas foram a Pequim com o mesmo objetivo? (livro "Combate nas Trevas", de Jacob Gorender).
- Que no regresso da China, esses militantes, e outros, foram mandados, a partir de 1966, para a selva amazônica a fim de criar o embrião da "guerra popular prolongada" que resultou naquilo que ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia, somente descoberto pelas Forças Armadas em abril de 1972, graças à prisão de um casal, no Ceará, que havia abandonado a área, desertando?
- Que mais da metade dos cerca de 60 jovens que morreram no Araguaia, para onde foram mandados pela direção do PCdoB, eram estudantes universitários, secundaristas ou recém-formados, segundo as profissões descritas na Lei que, em 1995, constituiu a Comissão de Desaparecidos Políticos?
- Que a expressão "socialismo democrático" - hoje largamente utilizada por alguns partidos e candidatos - induz a um duplo erro: o de apontar no rumo de um hipotético socialismo que prescindirá do Estado da Ditadura do Proletariado, acontecimento nunca visto no mundo, e o de introduzir a idéia de que o Estado mais democrático que o mundo já conheceu, o Estado Proletário não é democrático? (livro "História da Ação Popular", página 63, de autoria dos atuais dirigentes do Partido Comunista do Brasil, Aldo Arantes e Haroldo Rodrigues Lima).
- Que no início de 1964, antes da Revolução de Março, Herbert José de Souza, o "Betinho" já pertencia à Coordenação Nacional da Ação Popular? (livro "No Fio da Navalha", do próprio "Betinho", páginas 41 e 42).
- Que em 31 de março de 1964, quando da Revolução, "Betinho" era o coordenador da assessoria do Ministro da Educação, Paulo de Tarso, em Brasília? (livro "No Fio da Navalha", páginas 46 e 47).
- Que pouco tempo antes da Revolução de Março de 1964, o coordenador nacional do "Grupo dos Onze", constituídos por Leonel Brizola, era "Betinho", designado pelo próprio Brizola? (livro "No Fio da Navalha", páginas 49 a 51).
- Que em março de 1964 o esquema armado de João Goulart "era uma piada"; e que "o comandante Aragão, comandante dos Fuzileiros Navais, era um alucinado e eu nunca vi figura como aquela"? (livro "No Fio da Navalha", página 51).
- Que já em 1935 Luiz Carlos Prestes, o "Cavaleiro da Esperança", era um assalariado do Komintern (3ª Internacional)? Isso está escrito e comprovado no livro "Camaradas", do jornalista William Waak, que teve acesso aos arquivos da 3ª Internacional, em Moscou, após o desmanche do comunismo.
- Que Luiz Carlos Prestes foi Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro por 37 anos, ou seja, até maio de 1980, uma vez que foi eleito em setembro de 1943, quando ainda cumpria pena por sua atuação na Intentona Comunista? (livro "Giocondo Dias, uma Vida na Clandestinidade", de Ivan Alves Filho, cujo pai, Ivan Alves, pertenceu ao partido).
- Que quatro ex-militares dirigiram o PCB desde antes de 1943 até 1992: Miranda, Prestes, Giocondo Dias e Salomão Malina? Ou seja, dirigiram - ou melhor, comandaram - o PCB por cerca de 50 anos?
- Que após o desmantelamento do socialismo real, que começou pela queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, foi considerado que "o marxismo-leninismo deixou de ser uma ferramenta de transformação da História para tornar-se uma espécie de religião secularizada, defendida em sua ortodoxia pelos sacerdotes das escolas do partido"? (livro "Nos Bastidores do Socialismo", de autoria de Frei Betto).
- Uma frase altamente edificante: "Quero deixar claro que admito a pena de morte em uma única exceção: no decorrer da guerra de guerrilhas". Seu autor? Frei Betto, em seu livro "Nos Bastidores do Socialismo", página 404.
- Que foi criada uma Comissão Especial, composta por sete membros, com a atribuição de proceder ao reconhecimento de pessoas que tenham falecido de causas não naturais "em dependências policiais ou assemelhadas"?
- Que da relação de pessoas desaparecidas que acompanhou o projeto constavam os nomes de 136 militantes da esquerda considerados desaparecidos políticos que, por opção própria, pegaram em armas para instalar em nosso país uma República Democrática Popular semelhante àquelas que o povo, nas ruas do Leste Europeu, derrubou, nos anos de 1989 e 1990?
- Que entre esses nomes, estavam os de 59 guerrilheiros desaparecidos no Araguaia, quando tentavam implantar o embrião do modelo chinês de "guerra popular prolongada"?
- Que as famílias de todos esses guerrilheiros do Araguaia já foram indenizadas com quantias que variam de 100 mil a 150 mil reais?
- Que, por conseguinte, à vista do que está escrito na lei, para que essa indenização fosse concedida, a área de selva de cerca de 7 mil quilômetros quadrados em que a guerrilha se instalou, foi considerada uma "dependência policial ou assemelhada"?
- Que duas senhoras, integrantes da Comissão que representam as famílias dos desaparecidos, Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa) foram militantes da ALN e receberam treinamento militar em Cuba?
- Que Iara Xavier Pereira participou de diversas "ações armadas", conforme ela própria revela, na página 297, do livro "Mulheres que Foram à Luta Armada", de autoria de Luiz Maklouf?
- Que essas senhoras ou suas famílias foram indenizadas pela morte de 4 pessoas? Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnaldo Cardoso Rocha (todos membros do Grupo Tático Armado da ALN, com treinamento militar em Cuba, mortos nas ruas de São Paulo em tiroteio com a polícia), irmãos e marido de Iara Xavier Pereira - que também recebeu treinamento militar em Cuba - e Luiz Eurico Tejera Lisboa (treinado em Cuba), marido de Suzana Lisboa, que com ele também recebeu treinamento na paradisíaca "ilha da liberdade"? Que, no total, 600.000 mil reais, foi quanto os contribuintes pagaram a essas duas senhoras?
- Que a mídia, a famosa mídia que faz a cabeça das pessoas, jovens e adultos, nunca registrou esse "pequeno trecho" altamente edificante da História recente de nosso país?
Mas, há mais, muito mais! 
VOCÊ SABIA que o guerrilheiro do Araguaia, Rosalino Cruz Souza, conhecido na guerrilha como "Mundico", incluído na relação de "desaparecidos políticos", sabidamente "justiçado", no Araguaia, pela também guerrilheira "Dina" (Dinalva Conceição Teixeira) - cujos familiares foram também indenizados - teve sua família indenizada? Não pelo Partido que o mandou para lá e o matou, mas por nós, contribuintes?
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A "Bolsa-Web" Petista - O Retorno em Ano Eleitoral

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por Reynaldo Rocha
Há um movimento nas redes sociais comandado pela tropa de “soldados da web” do PT que saiu em defesa de Dilma e do lulopetismo neste ano de eleições. E que invade blogs independentes para ofender e provocar comentaristas não alinhados com o pensamento único.
Nada disso é novo. Há anos sei o que é isso e como funciona. Assim como o titular deste blog.
Reinaldo Azevedo publicou na terça-feira (28/01) um post em que explicita este comportamento e o acusa de tentar impedir a interação entre quem tem ideias (nós) e quem segue cartilhas e ordens (eles). É verdade.
O aviso, certamente, será útil para muitos. Não pensem que estamos, comentaristas, imunes às agressões ou mesmo ameaças.
Não estamos, nem estivemos nestes anos negros. É uma prática comum aos milicianos de plantão, que usam a rede para tentar pasteurizar a corrupção e implantar um regime protoditatorial.
Só discordo da opção de Reinaldo Azevedo, a quem respeito sempre! Não preciso que me “protejam” de ataques e ameaças. Deixem-me escolher o que farei ou como agirei, dentro das regras de cada espaço.
Mas é importante que todos saibamos de mais esse desvio de caráter da canalha petista, que paga por opiniões amestradas e defesas do indefensável.
Não é lenda urbana nem desconfiança exagerada. A coisa tem nome, identidade e regras, como se vê nos sites do tal movimento do PT para tomar de assalto a internet.
Nada contra usar a web. Tudo contra falsificar a opinião e o número de aderentes (Modess) a partir de uma trupe paga e dependente de neurônios.
É a censura às avessas. Se não se pode (ainda, nos sonhos deles) censurar, que ao menos se emporcalhe o espaço de debates.
Alguns colunistas ─ a exemplo de RA ─ não permitem a entrada dos ratos nos ambientes. Outros oferecem o espaço em troca de surras de rabo de tatu e abraços de jegue, o que só excita os pretensos invasores em busca de masoquismo. E outros tentam uma convivência com alguém que tenha um mínimo de respeito pelo espaço democrático que disponibilizam.
2014 é guerra. E não será por uma tropa de descerebrados que vamos abandonar nossa frente de luta. Nem deixar de ridicularizar os filhotes de Dilma.
Sei que quase nada se aproveita depois de eliminados os palavrões. Quando assim acontecer ─ se houver algo a responder ─ estaremos por aqui.
Sempre. Eles são pagos. Nós somos livres.
(artigo enviado por Mauro Julio Vieira)
COMENTO: comentários de leitores sempre são bem vindos por aqui. Desde que mantenham um mínimo de compostura em seu linguajar e argumentos. Mal educados e patifes são sumariamente deletados. Dito isso, quero destacar que o que me incomoda nas atitudes desses canalhas beneficiários do que denomino "bolsa web" é serem pagos com verbas públicas, que deveriam ser empregadas em benefício da sociedade e são simplesmente roubadas ao serem desviadas para assalariar quem fale bem a respeito desse desgoverno desenvolvido pela quadrilha ora empoleirada no poder.
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terça-feira, 30 de julho de 2013

Prisão Para Essa Cambada é Pouco ou ONG Fora do Eixo = PT = Mídia Ninja = Dirceu = Mensalão = Lixo

por Carlos Newton
Na revista Piauí que está nas bancas, há uma interessante reportagem sobre o Coletivo Mídia Ninja, assinada por Ronaldo Bressane, que confirma a informação publicada aqui na Tribuna da Imprensa sobre o patrocínio recebido da ONG Fora Do Eixo, que é mantida pelo PT. Confiram o texto:
Para as situações de rua, um ninja tem dois kits: o individual e o de equipe. No primeiro, um celular com internet, um laptop funcionando e outros que servem como bateria, todos levados numa mochila. O segundo consiste num carrinho rosa-choque carregado com duas câmeras, mesa de corte, microfones, gerador e caixas de som. Tudo da Apple e comprado coletivamente (menos o carrinho, apropriado de um supermercado), com o dinheiro captado pelo Fora do Eixo nos festivais de música que promove pelo Brasil – e nos editais de cultura de que participam”.
Detalhe que a matéria não menciona: a ONG Fora do Eixo é da cota de José Dirceu no PT, e os “festivais” e “editais de cultura” que promove só servem para queimar o resto dos recursos recebidos do partido governista.
Dirceu e Pablo Capilé, dono da "Fora do Eixo"
Anarquistas???
Nesta terça-feira (23/7), estive na 9ª Delegacia Policial, no Catete, e conversei rapidamente com alguns manifestantes que haviam passado a noite em claro e estavam do lado de fora da unidade. Eles disseram que os dois que se identificaram como “cinegrafistas” do Mídia Ninja tinham sido soltos ontem mesmo.
Perguntei o que estavam fazendo ali e eles responderam que tentavam pressionar para que a Polícia libertasse os manifestantes que foram presos em flagrante com coquetéis molotov. Disse-lhes que a Polícia não podia liberá-los porque foram presos em flagrante com arma ilegal. Quase fui vaiado. Alegaram que fazer política não é crime”.
Foi uma experiência interessante conversar com eles. Parecem seres de outro planeta. São alienados totais no que se refere à vida “lato sensu”, mas politicamente têm uma posição altamente radical, tipo anarquista. Podem ser facilmente manipulados por qualquer um que tenha meia dúzia de neurônios na cabeça.
Desvirtuamento
A matéria da Piauí também deixa patente que está havendo um desvirtuamento dos objetivos originais do grupo Ninja, sigla que para eles significa “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”:
O líder natural do Ninja é o carioca Bruno Torturra, de 34 anos, que foi repórter, colunista e diretor da revista Trip por dez anos. Seu texto inventivo, povoado de trocadilhos e imagens bizarras, fornece a alta octanagem política e conceitual que move o coletivo. Enquanto caminhava pela Paulista fechada e vazia, à espera da próxima manifestação, Torturra explicou que o ativismo não funciona se for movido pela raiva, e que por isso defende transmissões bem-humoradas. “A disputa política não pode ser feita com medo ou dedos em riste”, argumentou. “Não é assim que se fecundam mentes. Tem que ser com humor.
Bem, aqui no Rio de Janeiro, humor é o que menos existe no trabalho desses “cinegrafistas” que, em nome do Coletivo Mídia Ninja, operam livremente no meio dos vândalos que tentam matar policiais atirando coquetéis molotov neles.
Por fim, sobre o instigante tema, há outras informações interessantes no blog “Tribuna da Imprensa Livre”. O título da matéria é Tucanonymous, Peteninjas e os Aliados do Eixo

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aposentadorias - Lembrando a Formiga e a Cigarra

por Janer Cristaldo
Temos então em Porto Alegre um imortal e nobelizável morrendo à míngua. 
Comentei, há dois anos, um projeto de lei na Argentina, que pretendia instituir uma pensão social para escritores. "Com a barriga vazia, o escritor não escreve", dizia o poeta Miroslav Scheuba, coordenador da Sociedade Argentina de Escritores. "Como escritores são boêmios, não economizam e acabam sem nada", completa.
O projeto já foi aprovado em Buenos Aires, em 2009. São 100 escritores beneficiados, que recebem por mês 2.650 pesos - cerca de R$ 1.080. Em 2011, a prefeitura da cidade analisava o pedido de pensão de outros 30 autores. Pelos cálculos do governo, no âmbito federal, seriam quase mil beneficiados.
Os requisitos para o autor postular à pensão era não ter fonte de renda - ou tê-la menor que o valor da bolsa-escritor. É também necessário ter mais de 60 anos, ter se dedicado mais de 20 anos à atividade literária ou publicado mais de cinco livros. Outro quesito essencial é morar há pelo menos quinze anos na Argentina.
Ou seja, os escritores argentinos delegaram ao contribuinte seu sustento e os gastos de suas boêmias. Se não conseguem viver de direitos de autor, passam a conta aos leitores. Ou nem mesmo a eles, já que quem não os lê também vai marchar. O escritor passa a ser uma espécie de incapaz do ponto de vista econômico, a ser sustentado por esmola estatal. 
É o que pretende o imortal e nobelizável gaúcho Luís de Miranda. Com 68 anos, o poeta publicou 34 livros e recebeu diversos prêmios. Desde 1987, é membro da Academia Rio-Grandense de Letras. Neste ano, Miranda está na lista de indicados ao Prêmio Nobel de Literatura. Seu nome foi aceito pela Academia Sueca a partir de uma indicação da PUCRS. O gaúcho compete com 194 indicados por um prêmio que ultrapassa US$ 2 milhões.
Enquanto o Nobel não vem, o nobelizável solicita uma pensão do Estado. Vive em condições precárias, é doente, há quatro anos faz uma só refeição por dia e está ameaçado de despejo por não pagar aluguel.
É duro ver um homem, nessa idade, passando por tais tribulações. O fato é que o vate passou a vida cantando a bona-xira e os bons vinhos, o pampa e a gauchidade, e esqueceu do próprio sustento. Agora pede esmola ao Estado.
Miranda chegou a seu momento da verdade. Poesia nunca pagou o sustento de ninguém no Brasil, exceção feita dos amigos do Rei, que conseguiram incluir suas obras nos currículos escolares, por imposição do governo. Seria de supor-se que 64 livros publicados rendessem direitos autorais suficientes pelo menos para comer. Não renderam. Porque tais livros são mentiras piedosas, financiados por órgãos estatais, distribuídos a bibliotecas, e lidos... por ninguém.
A candidatura ao Nobel é outra mentira, avalizada por uma universidade, o que a torna mais cruel. Nenhum gaúcho, em sã consciência, vai acreditar que um medíocre escrevinhador, cuja obra sequer atravessou o Mampituba, possa ter alguma chance de ser contemplado com a láurea máxima da literatura no Ocidente.
É aquele momento em que um homem se olha no espelho e faz a pergunta mais dura à imagem que o contempla: quer dizer então que viveste toda tua vida escorado numa mentira? A imagem pode querer negar, mas não consegue. Outras mentiras deambulam por aí, mas seus portadores foram previdentes. Cientes de que nada valem no mercado, protegeram-se com sinecuras estatais. Os livros publicados, que ninguém lê, constituem pasto suficiente para suas vaidades.
Comove a situação de Miranda. Mas nesta situação vivem milhares de brasileiros, senão milhões. Por que razões o contribuinte iria sustentar a velhice de um destes deserdados da sorte, só porque escreveu um monte de bobagens que ninguém lê? Como fica o operário que trabalhou a vida toda e hoje vive situação idêntica – ou pior – que a do poeta?
Como vão viver os escritores? – perguntou-me certa vez um leitor. Que vivam de profissões honestas, como os demais homens. Literatura é profissão? Em um livro que causou algum escândalo na Paris dos anos 70 - Le Bazar des lettres - Roger Gouze contestou com energia o caráter profissional do ofício. "O estatuto oficial do escritor me parece tão absurdo quanto o das prostitutas que também reivindicam o seu: não se pode ao mesmo tempo desafiar o poder, a polícia, as leis (por hipócritas que sejam) da sociedade e pedir-lhes uma proteção".
Se a literatura é uma arte - argumentava Gouze - o escritor deve, como todo mundo, ter uma profissão que o sustente, ao lado da arte que ele alimenta com o melhor de si mesmo. "Não uma segunda profissão, pois a literatura não é uma". 
Como viverá então o escritor se a obra não lhe rende nada? "Como todo mundo" - responde o autor. Mas há poetas que se julgam os eleitos dos deuses. Mentiras caridosas de amigos os fazem sentir-se poetas, estes iluminados que foram delegados pelos povos para cantar suas esperanças. Fora do pequeno círculo de bajuladores, ninguém os conhece.
Um dia a casa cai. Se não souberam vender a alma a bom preço, o remédio é estender o chapéu ao contribuinte.
Fonte:  Janer Cristaldo
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dilma, a Mãe dos Cleptocratas

por Elio Gaspari
Com a prodigalidade de uma imperatriz, a doutora Dilma anunciou em Adis Abeba que perdoou as dívidas de doze países africanos com o Brasil. Coisa de US$ 900 milhões. O Congo-Brazzaville ficará livre de um espeto de US$ 352 milhões.
Quem lê a palavra “perdão” associada a um país africano pode pensar num gesto altruísta, em proveito de crianças como Denis, que nasceu na pobre província de Oyo, num país assolado por conflitos durante os quais quatro presidentes foram depostos e um assassinado, cuja taxa de matrículas de crianças declinou de 79% em 1991 para 44% em 2005. No Congo Brazzaville 70% da população vivem com menos de US$ 1 por dia.
Lenda. Denis Sassou Nguesso nasceu na pobre província de Oyo, mas se deu bem na vida. Foi militar, socialista e estatizante. Esteve no poder de 1979 a 1992, voltou em 1997 e lá permanece, como um autocrata bilionário privatista. Tem 16 imóveis em Paris, filhos riquíssimos e seu país está entre os mais corruptos do mundo.
Em tese, o perdão da doutora destina-se a alavancar interesses empresariais brasileiros. Todas as dívidas caloteadas envolveram créditos de bancos oficiais concedidos exatamente com esse argumento. As relações promíscuas do Planalto com a banca pública, exportadores e empreiteiras têm uma história de fracassos.
O namoro com Saddam Hussein custou as pernas à Mendes Junior e o campo de Majnoon à Petrobras. Em 2010 o soba da Guiné Equatorial, visitado por Lula durante seu mandarinato, negociava a compra de um tríplex de dois mil metros quadrados na Avenida Vieira Souto. Coisa de US$ 10 milhões.
Do tamanho de Alagoas, essa Guiné tem a maior renda per capita da África e um dos piores índices de desenvolvimento do mundo.
O repórter José Casado chamou a atenção para uma coincidência: em 2007, quando a doutora Dilma era chefe da Casa Civil, o governo anunciou o perdão de uma dívida de US$ 932 milhões.
Se o anúncio de Adis Abeba foi verdadeiro, em seis anos a Viúva morreu em US$ 1,8 bilhão. Se foi marquetagem, bobo é quem acredita nele.
O Brasil tornou-se um grande fornecedor de bens e serviços para países africanos e a Petrobras tem bons negócios na região.
As empreiteiras nacionais têm obras em Angola e na Líbia. Lá, tiveram uma dor de cabeça quando uma revolta derrubou e matou Muamar Kadafi, um “amigo, irmão e líder”, segundo Lula. Acolitado por empresários, seu filho expôs em São Paulo uma dezena de quadros medonhos.
Em Luanda os negócios vão bem, obrigado, e a filha do presidente José Eduardo Santos é hoje a mulher mais rica da África, com um cofrinho de US$ 2 bilhões. Ela tem 39 anos e ele está no poder há 33.
Se o Brasil não fizer negócios com os sobas, os chineses farão, assim como os americanos e europeus os fizeram.
A caixinha de Kadafi para universidades inglesas e americanas, assim como para a campanha do presidente francês Nicolas Sarkozy, está aí para provar isso. Contudo, aos poucos a comunidade internacional (noves fora a China) procura estabelecer um padrão de moralidade nos negócios com regimes ditatoriais corruptos.
A doutora diz que “o engajamento com a África tem um sentido estratégico”. Antes tivesse. O que há é oportunismo, do mesmo tipo que ligava o Brasil ao colonialismo português ou aos delírios de Saddam Hussein e do “irmão” líbio.
Elio Gaspari é Jornalista. 
Fonte:  O Globo
citado no Alerta Total
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Que Povinho é Este?

por Valmir Fonseca
A pergunta sobre "que País é este" infernizou o cérebro de estudiosos durante décadas.
Os mais céticos, após acompanhar como a nossa “macunaímica” sociedade leva a sua vidinha, mudaram o seu foco de estudos, e chegaram à brilhante conclusão que esta M... não tem solução. As moscas mudam, mas o povinho é o mesmo.
Sim, é o mesmo. A sua educação prossegue abaixo do que poderíamos esperar.
Como quase todo mundo tem um pezinho na negritude, sempre há a esperança de que possa pegar uma boquinha na cota racial. Como a sua convicção sexual depende dos benefícios financeiros, admitir que seja chegado a um membro do mesmo sexo, masculino ou feminino, é uma gratificante decisão. Sem contar que contará com a boa vontade do liberal inzoneiro populacho.
Continua esperando que os outros quebrem o seu galho, em especial o governo. A turma, descaradamente, prefere ganhar o peixe fritinho do que pescar, limpar e queimar os dedinhos numa frigideira.
Vimos o tumulto que foi “o vai acabar a bolsa família”. A galera foi ao desespero.
A irresponsabilidade, ou seja, o direito de não assumir qualquer compromisso é uma das suas virtudes. Ao longo de centenas de anos foi se forjando um amor às coisas terrenas, em especial à dos outros, ao carnaval, ao trio elétrico, à marcha gay, à bolsa de qualquer natureza, que é difícil mudar hábitos tão arraigados.
Jeitoso por sua própria natureza, nem se preocupa que para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
Em geral, prefere acreditar que é assim, um incompreendido, por descaso dos outros, que culpados, devem pagar.
Acreditam que nunca deveriam passar dos dezoito anos, idade que os protege contra as garras da justiça. Como exigir de um desabonado pela riqueza fácil que ele tenha amor pelos seus semelhantes?
A sociedade deveria condoer-se de um menor que desnorteado mata outra pessoa, influenciado pela descompostura de sua sociedade, que não lhe fornece os bens que ele tem direito.
Se os graúdos se locupletam com maracutaias mirabolantes, “por que não eu”, desafiam os parasitas entre os jogos de futebol? 
É fácil imaginar que devido ao esforço do desgoverno em cortar impostos para a compra de determinados bens (eletrodomésticos, carros...), decretar gratuita a cirurgia para troca de sexo, promover a distribuição de remédios, do kit gay e de uma montoeira de benesses, a reeleição da madame de um só neurônio será mamão com açúcar.
Como pretender que este desprezível inocente acredite que os pesados impostos não sejam para a construção de um País melhor para todos, e sim para o seu usufruto, e que por mais filho da p.. que ele seja, o seu voto vale tanto quanto o meu e de milhões que trabalham e pagam?
Não importa. Destacamo-nos na criminalidade mundial, no número de acidentes automobilísticos, no consumo de bebidas alcoólicas e das drogas, nos baixos índices escolares, no número de estupros (para alguns uma demonstração da nossa virilidade).
Como abrir mão da bolsa escola, da bolsa família, da bolsa invasão, da bolsa prostituta, da camisinha, da pílula do dia seguinte, do seguro desemprego, do auxilio reclusão, da fome zero, do vale gás, do vale transporte, do vale refeição e do sorteio da casa própria?
É proverbial a nossa independência, tanto que breve seremos uma nação ímpar, divididos em comunidades, a dos índios, dos negros (que poderão fracionar a unidade nacional), dos gays, dos viciados, a dos perseguidos, a dos sem terra e dos sem teto.
E um belo dia o desgoverno do PT, em apoteótica cerimônia, dividirá os bens nacionalmente, e todos serão iguais perante a quem estiver no trono.
Neste dia, o sucesso do “tudo pelo social” será conhecido em todo o mundo, que não perguntará que povo é este. 
Bom, ao que tudo indica, nunca saberemos, mas é provável que este povinho seja eternamente o produto mal acabado do eterno do País futuro.
Brasília, DF, 28 de maio de 2013
Valmir Fonseca Azevedo Pereira,
 é Gen Bda Refo
Fonte:  A Verdade Sufocada
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fim do Bolsa Família: a Necessidade do Medo

por Milton Simon Pires
Já escrevi antes sobre o medo. Volto agora ao tema em função desse episódio, patético, protagonizado pela Caixa Econômica Federal com relação ao Bolsa Família. Em texto anterior expliquei que todo Estado totalitário tem como fundamento três características a burocracia, a violência, e a desinformação. Lembro desde logo que essa teoria não é minha.
Está muito bem detalhada em As Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt e serve, ao meu ver, como uma luva para o Brasil petista. Faço aqui questão de salientar a expressão Brasil petista e não Brasil do PT. Sustento que, a exemplo de Alemanha Nazista, é esse o conceito a ser usado.
O episódio desencadeado pelo boato do fim do Bolsa Família pode ser compreendido nos termos da teoria de Arendt à medida que aceitarmos a indução de medo como uma forma de violência.
Acho desnecessário falar aqui sobre a burocracia num país com quarenta ministérios e não vejo sentido em mencionar a desinformação numa sociedade que acredita mais nas redes sociais (até porque não existem muitas alternativas) do que nos seus jornalistas sérios.
Há muito, mas muito tempo mesmo, o medo tornou-se uma constante na vida do brasileiro. A coisa chegou a tal ponto que fazer uma lista dos motivos seria desperdício para o leitor. A novidade, se é que posso usar esse termo, é o sentido político que esse sentimento assumiu.
O medo da sociedade brasileira provocado por uma organização criminosa como o Partido dos Trabalhadores vai muito além da prisão, da tortura, ou dos desaparecimentos das décadas de 60 e 70. Sustento que o medo no Brasil petista tem “vida própria”. Passou a ser uma espécie de categoria do pensamento, uma proposição a priori que não necessita de demonstração e que passou, ela sim, a dirigir a nossa racionalidade.
Vivemos com medo de absolutamente tudo violência, doenças, pobreza, corrupção, injustiça... enfim, a lista é interminável mas talvez seja a primeira vez em toda história do Brasil que vivemos com medo sem acreditar que possa haver algo melhor.
É a falta de esperança, acompanhada pelo medo, que nos leva a um nível de sofrimento ... um sofrimento que nunca antes na história desse país havia acontecido. O medo provocado pela ralé do PT tem em comum com os medos de Hitler e Stalin a história de uma governo que não tem oposição alguma.
O sentido da violência e do medo na perspectiva tática do PT não pode ser explicado em termos tradicionais. O medo não serve para manter esse tipo de gente no governo; mas no poder. Há que se fazer aqui uma profunda distinção e lembrar sempre que o poder é capacidade de gerar consenso. Governo no Brasil pode significar qualquer outra coisa; menos poder.
Já expliquei em artigo anterior como surgiu o poder do PT na sociedade brasileira. Aqui, e para terminar, sustento que o medo constante faz parte da sua forma de governar. Medo que, como demonstrado pelo caso do Bolsa Família, serviu para mostrar que na teoria petista as coisas poderiam ser “muito piores” se ele, PT, não estivesse no governo
Esqueçam portanto o mensalão, Rosemary Noronha, Celso Daniel, e tantos outros escândalos desses últimos dez anos e fiquem vocês, os pobres dependentes do Bolsa Família, convencidos de que “a vida pode ficar bem ruim se nós do PT não estivermos aqui para defendê-los”. Isso se chama mensagem subliminar. Em outra ocasião escrevo mais sobre ela falando das suas origens em Goebbels na década de 1930.
Lembrem-se todos os brasileiros que de agora em diante terão além das necessidades históricas de saúde, educação e segurança, mais uma necessidade terrível e que vai fazê-los esquecer de todas as outras a necessidade do próprio medo.
Milton Simon Pires é Médico.
Fonte:  Alerta Total
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