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sexta-feira, 22 de junho de 2018

"Trigon" - Espiões Passeando na Noite

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Aleksandr Ogorodnik 
(codinome: Trigon)
Em 22 de junho de 1977 [41 anos atrás],  Aleksandr Ogorodnik, (Trigon), matou-se com uma pílula de veneno fornecida pela CIA, após a KGB detê-lo com base em informes fornecidos por um infiltrado na Agência. Cerca de três semanas depois, a Agente da CIA Martha (Marti) Peterson  sem saber sobre a morte de Aleksandr  foi presa em uma emboscada da KGB enquanto realizava um "dead drop" (Comunicação Sigilosa) em Moscou.
As ruas de Moscou foram um dos mais importantes e perigosos campos de batalha durante a Guerra Fria. Agentes de Inteligência dos EUA como Marti trabalhavam nas sombras com  informantes como Aleksandr, coletando segredos soviéticos. Os soviéticos, por sua vez, vigiavam de perto todos os estrangeiros e os seus próprios cidadãos em busca de sinais de espionagem.
"Trigon" e sua  mini-câmera T-100. 
Credit: SPYCRAFT,
 by Robert Wallace & H Keith Melton.
Embora a história de Trigon tenha terminado tragicamente, os dados que Aleksandr forneceu deram aos analistas dos EUA uma ampla visão sobre planos e intenções da União Soviética (URSS) para sua política externa. E foram esses conhecimentos que ajudaram os EUA vencerem a Guerra Fria.
Recrutamento de um Espião
Aleksandr Ogorodnil era um funcionário de nível médio no Ministério de Relações Exteriores (MFA) da URSS servindo na América Latina, tendo acesso às informações a respeito das intenções soviéticas para a região. Ele gostava de sua vida ao estilo ocidental, considerando-a melhor que o sistema vigente na URSS, que ele considerava opressivo.
A CIA recrutou Aleksandr na América do Sul — Bogotá, Colômbia  em 1973. Ao aceitar espionar para a Agência, ele recebeu o codinome "Trigon".
Ele escamoteava documentos da Embaixada e os levava a um esconderijo, onde eram fotografados por agentes da Agência. O material que ele forneceu deu uma visão incomum sobre as políticas soviéticas na América Latina, incluindo planos para influenciar outros governos.
Retorno à Pátria-Mãe 
Antecipando seu retorno a Moscou, Agentes da CIA ensinaram Métodos e Técnicas Operacionais a Trigon. Ele recebeu treinamento em escrita secreta, uso de códigos de criptografia e procedimentos de "dead drop" (recipiente fixo). Uma das primeiras agentes femininas da CIA a servir por trás da Cortina de Ferro, Marti Peterson, foi enviada a Moscou para ser a controladora de Trigon. Na época, a KGB menosprezava a capacidade feminina de realizar Operações de Inteligência, assim, Marti trabalhou despercebida por mais de 18 meses. 
Instruções de "dead drop" para Trigon
Credito: SPYCRAFT.
O valor de Trigon cresceu expressivamente após o seu retorno a Moscou em Outubro de 1974. Ele concordou em continuar a espionar para a Agência, mas condicionou isto a que o governo dos EUA abrigasse sua namorada que estava grávida. Antes de partir para a União Soviética, Trigon solicitou algum dispositivo para suicídio para o caso de ser pego. Após discussões de alto nível em Langley, seus controladores da CIA relutantemente lhe entregaram uma caneta-tinteiro contendo uma cápsula de cianeto.
Alguns meses depois, conforme suas instruções para recontato, Trigon deu um "sinal de vida" em fevereiro de 1975. Como encontros face a face eram muito perigosos, encontros impessoais operacionais — usando marcas de sinalização, mensagens de rádio, dispositivos de ocultamento, "dead drops— começaram em outubro, sendo repetidos mensalmente.
Por aproximadamente dois anos em que trabalharam juntos, Marti e Trigon nunca se encontraram pessoalmente. Eles foram somente dois espiões "passeando na noite".
Ratos Mortos nos "Dead Drops"
Moscou era um ambiente operacional desafiador. Até mesmo encontrar um simples endereço na cidade era difícil devido aos mapas lá produzidos serem deliberadamente imprecisos. A Agência teve que ser criativa para comunicar-se com seus Agentes, o que regularmente incluía o uso de "dead drops".
Simulacro de pedra para uso em
 "Dead drop". Credit SPYCRAFT.
"Dead drops" era o meio pelo qual o pessoal de Inteligência  recebia ou passava itens de forma sigilosa aos Informantes sem a necessidade de ter um encontro direto.  Costumeiramente, coisas como um tijolo ou uma pedra falsa podem ser usadas como um "dead drop". Contendo mensagens ou suprimentos, esses artefatos podem ser depositados em locais pré definidos, como um canteiro de obras, para posterior recolhimento pelo destinatário.
Um dos mais surpreendentes dispositivos de ocultação usados pela CIA eram ratos mortos. A cavidade de seus corpos era suficientemente grande para conter um maço de dinheiro ou um rolo de filme fotográfico. Um pouco de molho de pimenta-do-reino mantinha os gatos afastados, após o "rato morto" ser jogado pela janela de um carro em um ponto combinado previamente de uma estrada.
Bolsa de Marti Peterson, usada
 nos "dead drop" em Moscow.
Marti usou uma bolsa para esconder suprimentos e equipamentos que ela transferiu a Trigon em coberturas de pontos de "dead drops".  Por causa do preconceito da KGB em relação à atuação feminina, a bolsa, assim como a própria Marti, não atraíram suspeitas.
A Toupeira ou O Infiltrado
Trigon logo conseguiu um cargo no Departamento de Assuntos Globais do MFA que lhe dava acesso a mensagens enviadas e recebidas das embaixadas soviéticas em todo o mundo. Ele forneceu dados sensíveis de Inteligência sobre planos e objetivos da política externa da URSS. Suas resenhas chegaram ao Presidente e altos elaboradores da política norte-americana.
Enquanto isso, Karl Koecher, cidadão norte-americano naturalizado, trabalhava na CIA como tradutor e funcionário contratado. Sem o conhecimento da CIA, ele também trabalhava simultaneamente para o Serviço de Inteligência da República Tcheca. Ele teve acesso a informações sobre as primeiras negociações da Trigon com a Agência e informou a seu serviço de inteligência, que então notificou a KGB.
Ponte Krasnoluzhskiy Most,
em Moscow local de dead drop
Credit SPYCRAFT.
Não se sabe quando isso ocorreu, nem em que época o KGB iniciou a investigar Trigon. No início de 1977, todavia, os Encarregados de Caso começaram a notar indicações — principalmente um declínio acentuado na qualidade das fotografias — de que ele havia sido comprometido e estava sob controle da KGB.
A Ponte Krasnoluzhskiy
Trigon nunca compareceu ao encontro agendado para 28 Jun 1977, assim, foi marcado outro por mensagem de rádio, para duas semanas depois.
Em 15 de julho, Marti foi até Krasnoluhskiy Most — uma ponte ferroviária próxima ao Estádio Central Lenin — para efetuar um "dead drop". A ponte atravessa o Rio Moscou e tem uma passarela para pedestres ao longo de um dos lados dos trilhos. Um local havia sido preparado para que Trigon pudesse pegar uma "encomenda" de Marti, e deixar um pacote que seria recolhido por ela mais tarde, naquela mesma noite.
Marti presa. 
Credit SPYCRAFT.
Quando a noite caiu sobre Moscou, Marti deixou um artefato disfarçado em uma estreita janela dentro da torre de pedras na Krasnoluzhskiy Most. Era uma armadilha.
Uma equipe de vigilância da KGB estava esperando e deteve Marti. Eles a levaram para a prisão de Lyubianka, onde ela foi interrogada por horas e fotografada com alguns equipamentos de espionagem que Agentes, e Trigon, costumam usar. Ela foi declarada "persona non grata" (uma pessoa indesejável) e enviada de volta aos EUA imediatamente.
Mais tarde, a Agência descobriu que Alexander Ogorodnik havia se suicidado um mês antes da detenção de Marti. Ele teria dito à KGB que faria uma confissão por escrito e, para isto, pediu sua própria caneta. Marti escreveu em seu livro de memórias, "The Widow Spy", que ele "abriu sua caneta como se fosse iniciar a escrever e mordeu o reservatório, expirando instantaneamente em frente aos seus interrogadores do KGB. Estes estavam tão concentrados em sua confissão que nunca suspeitaram que o reservatório de tinta da caneta continha veneno ... Trigon morreu à sua própria maneira, como um herói,"
Fonte: tradução livre de CIA
COMENTO: por tratar-se de um texto contendo expressões técnicas, pode ter ocorrido algum equívoco devido ao meu precário domínio da língua inglesa.  Um termo que pode gerar dúvidas é o "dead drop", cuja melhor tradução seria "receptáculo fixo", mas que eu preferi deixar como o original.  Qualquer colaboração no sentido de melhorar a compreensão do texto será bem-vinda.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quando Tudo Falhar, Chame o Joe - Um Herói da CIA

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Lembrando o herói e membro-fundador da CIA, Joe Procaccino
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"Você tem que saber onde esteve para saber onde está"
(Joe Procaccino)
Joseph A. Procaccino é uma lenda da CIA. Tendo servido sob todos os diretores da CIA, Joe alcançou um marco único em 2014: 71 anos no serviço de inteligência.
Joe fez parte de todos os aspectos das missões da Agência, desde os primórdios do Escritório de Serviços Estratégicos (OSS) até a Unidade de Serviços Estratégicos (SSU) e do Grupo de Inteligência Central (CIG) de curta duração, até se tornar um membro fundador da CIA, em 1947. 
Ele recebeu numerosos prêmios, incluindo a prestigiosa Medalha do Diretor, e foi um herói em Langley. Mas foram seus sábios conselhos e orientações honradas, no entanto, que o fizeram muito estimado.
"Quando tudo mais falhar, pergunte ao Joe", tem sido um ditado popular na Agência há anos.
Joe morreu tranquilamente aos 93 anos de idade, em 8 de janeiro de 2015, após complicações de uma doença respiratória. 

Nasce uma lenda
Joe, que nasceu na Itália, entrou no mundo da Inteligência por suas habilidades com línguas estrangeiras.
Ele nasceu em 1921 em Bisaccia e veio para os Estados Unidos em 1933. Ele estabeleceu-se com sua família no Bronx, NY, onde freqüentou o DeWitt Clinton High School. 
Como adolescente, ele foi um vocalista notável que cantou na rádio local e em clubes como "The Young Caruso". Ele se formou no City College de Nova York em 1942, com especialização em lingüística.
"Concentrei-me na faculdade em línguas românicas, aspirando a ser professor de italiano", lembrou Joe durante uma palestra que ele deu na sede da CIA, em 2011. "Em dezembro de 1942, um coronel do Exército dos EUA esteve em Nova York entrevistando estudantes com fortes inclinações linguísticas para aprender japonês. Achei que era uma boa oportunidade para aprender um novo idioma". 
Joe foi aceito no Serviço de Inteligência Militar, e começou estudando japonês na Escola de Serviço de Inteligência Militar, na Universidade de Michigan e em Camp Savage em Minnesota

"Missão Dixie"
Então, de março a junho de 1945, Joe foi membro do Grupo Observador dos EUA que fazia parte da "Missão Dixie" na China.
O objetivo da missão era conseguir que os comunistas e os nacionalistas governantes formassem uma coalizão para lutar contra os japoneses.
Para fazer isso, o primeiro contingente dos EUA da missão viajou de avião para Yenan, a capital comunista sob Mao Tse-Tung. 
O segundo contingente, incluindo Joe, viajou mais de 1.200 milhas por comboio motorizado em estradas nunca antes viajadas, da capital nacionalista chinesa de Chungking para Yenan.
Lá, eles moravam em salas que realmente eram cavernas na encosta, sem eletricidade e iluminadas apenas por velas.
Joe trabalhou em estreita colaboração com os comunistas para colecionar inteligência militar sobre as forças japonesas, obter ajuda para resgatar aviadores avariados dos EUA em território inimigo e coletar informações sobre personalidades comunistas, bem como condições meteorológicas.

De Militar a OSS
Enquanto servia na China pós-guerra, Joe deixou seu trabalho militar e se juntou ao OSS. Quando o OSS foi dissolvido no final de setembro de 1945, seus restos foram alojados no Departamento de Guerra como a Unidade de Serviços Estratégicos (SSU).
O Grupo Central de Inteligência (CIG) foi criado em janeiro de 1946 pela Ordem Executiva, e o SSU foi dobrado nesse verão.
Em 1947, Joe tornou-se um membro fundador da recém-criada CIA.
Em uma palestra em 2011 na sede da Agência, Joe enfatizou que as mudanças na inteligência americana após 1945 e o trabalho pioneiro feito pelos precursores da CIA, não são amplamente conhecidos hoje.
"É difícil transmitir o significado dessas organizações de inteligência predecessoras porque não são prontamente discutidas", disse Joe. "Eu posso ser um dos últimos membros restantes capazes de contar seus triunfos".
Joe fez sua missão educar a força de trabalho da Agência em seu passado e enfatizar a importância de aprender com sua história.

Um Herói em Langley
Uma dedicação insuperável para a missão e as pessoas da CIA fizeram de Joe uma lenda.
Em uma visita à CIA em 2004, o Hall of Famer Cal Ripken se encontrou com Joe e, tendo aprendido o serviço em sete décadas diferentes, escreveu: "Joe, agora é uma série impressionante". 
Descrito pelo ex-diretor da CIA, George Tenet, como "O Pai dos Diretores de Todos os Relatórios", Joe inventou, criou ou foi pioneiro em muitas das políticas e procedimentos de gerenciamento de informações que ainda usamos hoje. 
É nesta área que Joe teve talvez o maior impacto.
Joe ajudou a estabelecer padrões para a produção e avaliação de inteligência humana, funções básicas que tocam virtualmente cada parte da CIA.
Ele desempenhou um papel decisivo na colocação em linha do primeiro sistema eletrônico de disseminação da Agência na década de 1970, substituindo um processo puramente manual.
Depois do 11 de setembro, ele empregou seus antecedentes legais - ele obteve seu diploma de Direito em 1955 e foi membro do DC Bar - para moldar, analisar e melhorar as diretrizes que regem a passagem e uso de inteligência por autoridades policiais e de segurança interna.
Nunca se afastou de um desafio, Joe era freqüentemente visto como um líder entre seus colegas.
Ele disse: "A liderança é ação - não apenas uma posição". Era um padrão que ele tentava viver todos os dias em sua própria vida, e um valor que ele passou para as novas gerações de oficiais que regularmente buscavam seu conselho.
Por sua dedicação e serviço excepcional, em 26 de fevereiro de 2003, Joe foi premiado com a Medalha do Diretor de "Fidelidade Extraordinária e Serviço Essencial". Joe já havia sido premiado com a Medalha de Inteligência do Mérito e a Medalha de Inteligência Distinguida, entre outros.

"Ask Joe"
Nenhum resumo de sua carreira ou lista de suas honras e decorações pode capturar toda a extensão das contribuições de Joe para a CIA e para a Comunidade de Inteligência.
Como um serviceman, um oficial de inteligência e um consultor, Joe definiu a forma como a inteligência americana trabalha em todo o mundo.
Sua própria avaliação foi caracteristicamente modesta: "Relembro mais do que nunca sobre os primeiros anos para afetar positivamente o futuro. Tenho a honra de ter sido parte de todas as facetas desta organização e só espero que as gerações mais jovens dos oficiais da CIA entendam seus papéis notáveis ​​e como o que eles fazem hoje afeta o futuro da Agência ".
Na Agência, costumava ser dito que, não importa o problema ou pergunta, a resposta sempre pode ser encontrada nas palavras de um cartaz acima da mesa de Joe: "Pergunte ao Joe". Infelizmente, não podemos mais fazer isso.
Mas Joe nos deixou com um legado diferente de qualquer outro. Sua história está integrada nos próprios fundamentos da Agência, e as futuras gerações olharão para ele por respostas, assim como ele procurou o conselho daqueles que vieram antes dele.
Quando tudo mais falhar, esses futuros oficiais perguntarão: "O que Joe diria?"
Fonte: tradução livre de CIA
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ainda Sobre a Arapongagem Norte-americana

por Gélio Fregapani
Desde há muito tempo conhecimento é poder. Evidente porque o conhecimento oportuno e adequado permite a prevenção de ameaças e o aproveitamento de oportunidades. Indica qual o adequado emprego do poder, seja por Estados, organizações ou indivíduos. A espionagem é uma atividade milenar. Existe desde priscas eras, continuando ao sabor dos ventos dos tempos históricos. Ninguém está a salvo da espionagem - ou, pelo menos, quase ninguém. Apenas quem consiga se resguardar.
Os EUA, como todas as potências, buscam o conhecimento que permita o adequado emprego de seu poder para alcançar ou manter seus objetivos nacionais e conseguir vantagens econômicas, políticas, militares, tecnológicas e sociais. Talvez o Brasil seja a única nação no mundo que acredita que alguma outra vai lhe transferir conhecimentos sensíveis que possam acrescentar poder, e que não tentará monitora-lo, mesmo quando seus interesses colidirem. Um bom serviço de Inteligência não substitui as Forças Armadas, mas é quase tão importante com estas, até para a segurança da Pátria.
Oportuno lembrar que o primeiro "briefing" diário do presidente Obama é com o assessor de Segurança Nacional e com o Diretor Geral da CIA, que lhe transmite a Estimativa Diária de Inteligência. Entre nós, a Presidente não recebe o Diretor Geral da ABIN, e nem adiantaria mesmo receber porque ele sabe muito pouca coisa. Tem como interlocutor o GSI, que faz questão de não se meter com a “arapongagem”, talvez para não se queimar. Mesmo que se informasse eficientemente ele não tem acesso, ou não força o acesso. Até no gabinete de crises instalado durante o pico das manifestações, assinala-se sua ausência. Não é de hoje, desde o Collor que o serviço é sub utilizado, mas desde o Lula está pior. O PT sempre julgou Inteligência "coisa de direita", (embora use para ações partidárias). O partido proibiu a ABIN de monitorar os movimentos sociais. Não há como reclamar quando estes surgiram das trevas virtuais e surpreenderam o Governo.
Quanto aos EUA, é claro que desenvolveram operações de Inteligência no Brasil, assim como o fizeram ou tentaram em todo o mundo.
O que podemos (e devemos) fazer? Mostrar-se indignado é a atitude mais ridícula. Pode-se protestar (pro forma) e até retaliar, afinal, foram desmascarados, mas nesse jogo geopolítico não há leis nem ética, e a única regra é não ser apanhado.
Devemos sim é criar um Serviço eficiente, como já foi o SNI, lamentavelmente só no âmbito de Guerra Fria. Não é possível ter um Serviço Secreto eficiente se ele não tem nem permissão de grampear, onde os Oficiais de Inteligência são selecionados em concurso público intelectual e onde o chefe pode ser escolhido pelo critério da acomodação.
Assim nunca conseguiremos nem conhecimentos úteis nem impedir novas ações de Inteligência, não só dos EUA, mas de qualquer outro país que deseje algo do Brasil. A ABIN não devia existir apenas para servir de cabide de emprego e gerar gastos de milhões de reais anualmente, mas para descobrir o que os outros não querem que saibamos. Antes de tudo precisa receber missões, ou seja, que o Governo lhe diga o que quer saber, ou ao menos lhe dê liberdade para investigar o que achar conveniente.
A guerra de “Inteligência” também é chamada de “O Grande Jogo”. Primeiro é preciso querer jogar. Depois, saber jogar. No nosso caso, aprender a jogar. Poderíamos começar ameaçando contratar o Snowden. Isto nos daria um imenso poder de barganha (e outros problemas também), mas afinal, Snowden ajudou ou prejudicou o Brasil? Se prejudicou, colocando a boca no trombone, que Dilma e Patriota expliquem. Se ajudou, merece ser ajudado, e não vítima de ingratidão.
Alguém pode esperar que firmas estrangeiras não cooperem com seus governos? E quando essas firmas dominam a telefonia e a internet? É acreditar no coelhinho da Páscoa. Querendo se aprofundar no assunto, recomendo a leitura de livros especializados.
Fonte:  DefesaNet
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sobre Espiões

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A espionagem nunca desapareceu. É exercida sob múltiplas modalidades, por diversos agentes, não só estatais. Colômbia também tem estado na mira. ¿Sabemos quem e como nos espiam?
A espionagem internacional, essa modalidade sempre presente da política interna e externa de quase todos os Estados, voltou de súbito à atualidade informativa, apesar de que em todo o mundo se sabe que nunca tenha desaparecido como forma de exercício do poder.
Edward Snowden, o técnico em informatica ex servidor da Agencia Central de Inteligencia (CIA) que mantém os serviços de segurança dos Estados Unidos à beira de uma crise nervosa, não desvendou nada que os governos do resto do mundo não previssem.
O que ele fez foi somente expor gratuitamente lugares precisos, pessoas e governantes que foram espiados e "monitorados", assim como reafirmar que não há intimidade nem exercício efetivo da privacidade sob quase nenhuma das formas contemporâneas de comunicação humana.
A inquietude do governo norte-americano não parece centrar-se em que o mundo saiba que espia em todas partes e a qualquer cidadão de qualquer país que seja - porque não é o único a fazer isso - mas no fato de que possam vazar dados concretos que desnudem verdades que é preferível conservar sob o sigilo da "segurança nacional".
Snowden disse que não só se espia a governos, mas, em escala massiva e aleatória, a cidadãos de todo o planeta. Supostamente para evitar planos terroristas.
É previsível que Snowden além de haver subtraído documentação da agencia a qual servia, se sirva dela como ferramenta de pressão e negociação para tentar uma saída do labirinto no qual decidiu meter-se. Consiga ou não o asilo efetivo em  algum país, o pacote de informação em seu poder é seu seguro de vida. 
A pressão exercida a todo nível pelos Estados Unidos indica não só que o potencial poder explosivo da informação em mãos de Snowden possa ser letal. Aumentar notoriamente o tom da voz também serve para que, internamente, a escutem todos aqueles que trabalham para suas agencias de inteligencia. Uma dissuasão para que ninguém mais tente vazar informação de alto valor.
Porém nessa película de espionagem de grande escala, nosso país já entrou em cena. Segundo O Globo, meio de comunicação brasileiro de reconhecida trajetória, Colômbia foi durante anos não só alvo da espionagem, mas objetivo de alta prioridade, tanto como México e Venezuela.
Essas informações que afetam a nosso país nunca serão, obviamente, confirmadas de forma oficial, nem pelo país espião nem pelas autoridades do espiado. O que não significa impedimento a que sobre elas se possa investigar periodisticamente com responsabilidade e cautela.
Na verdade, ninguém sabe o verdadeiro alcance da espionagem exterior - não só estadunidense - na Colômbia. O narcotráfico e a delinquência internacional levam a múltiplos mecanismos de cooperação policial, que facilmente podem ultrapassar os limites e converter-se em espionagem a grande escala em outros âmbitos. Dessas coisas jamais os governos falam publicamente.
Não é só nas películas clássicas onde opera aquilo de que "em caso de ser descobertos, nosso governo negará qualquer relação com essas atividades".
A única certeza, muito preocupante, é que ninguém - ainda sem ser terrorista ou "elemento suspeito" - pode sentir-se livre de estar na mira de equipes e agentes, remotos ou próximos, que sabem quase tudo de todos.
Contraponto
NÃO HÁ EVIDENCIAS DE ESPIONAGEM GENERALIZADA
por Alfredo Rangel Suárez
Analista em temas de segurança e defesa
As revelações que foram feitas com base nos documentos do senhor Snowden não permitem chegar a nenhum tipo de conclusão. Não sabemos quem foram objeto de interceptações de comunicações, ou por que motivos.
No que faz referencia especificamente a nosso país, há que atentar que o Estado colombiano e o governo dos Estados Unidos tem uns acordos de cooperação na luta contra o narcotráfico e o terrorismo. Seguramente, essas interceptações foram realizadas no marco desses acordos para compartilhar informação, e então, não seriam ilegais.
É muito difícil afirmar que haja presença na Colômbia de agencias de espionagem estrangeiras. Não foi revelado, até agora, algo que se possa confirmar. Outra coisa é quando há operações conjuntas contra a delinquência transnacional, onde há colaboração de outros países.
Não se pode tirar conclusões de afirmações em abstrato. Há que determinar de que tipo de espionagem se trata, porque há muitos.
Insisto em que não se deve partir da base de que há uma espionagem generalizada. Há que mirar cada circunstancia, saber por que e como se da uma atividade assim com indivíduos determinados.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
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domingo, 30 de setembro de 2012

Espionando, Mas Para Quem?

por Gélio Fregapani
A Polícia Federal, a pedido da ABIN, prendeu em flagrante um espião infiltrado em seu pessoal. Isto é: o nosso órgão de Inteligência Estratégica - a ABIN - estava sendo espionado por um de seus oficiais de inteligência na própria sede. Até ser descoberto, o espião já havia conseguido “hackear” 238 senhas dos investigadores que trabalham em nossas informações estratégicas.
A existência de um inimigo íntimo não é de admirar – Os órgãos de Inteligência são feitos para espionar, e os alvos principais são os serviços Secretos dos outros Países. Não fomos os únicos a descobrir traidores dentro do próprio Serviço; Os EUA já descobriram mais de uma dezena, entre eles John A. Walker que durante 17 anos forneceu ao KGB importantes conhecimentos - chaves de códigos, movimentação dos submarinos nucleares e até antecipadamente os alvos de bombardeio no Vietnã. Sabe-se lá quantos ainda não foram descobertos. O mesmo pode-se dizer do excelente Serviço Secreto Britânico; do Russo e até do Mossad israelense, sem dúvida o melhor de todos. Que haveria tentativas de infiltrar um espião na ABIN, todos sabíamos. Face a incrível vulnerabilidade, por escolhermos nossos agente por concurso público, só não colocou lá um espião quem não quis.
Não é de admirar a existência de um espião infiltrado (só um?). É de admirar a ABIN tê-lo identificado; sinal que a contra-inteligência da ABIN não é assim tão ineficiente, mas é decepcionante a ABIN ter que chamar a polícia para prender o traidor. Isto deve ter servido de chacota em todos os Serviços Secretos do mundo.
Bem, o que se espera que um Serviço eficiente faça ao descobrir um espião? Em tempo de paz, quando um espião é descoberto, deve ser tomada uma decisão entre eliminá-lo silenciosamente, submetê-lo a julgamento ou utilizá-lo em proveito próprio.
A crença geral é que só se raciocina com as opções mais violentas, mas os peritos em contra-inteligência sabem que um espião capturado pode ter grande valor, caso sua captura não seja conhecida.
Quanto menos se falar sobre o assunto, melhor, pois se procura utilizá-lo para enviar informações falsas e para saber de sua rede. Pode-se até remunerá-lo para isto. Se não der, é melhor que morra de “morte natural”.
Um julgamento é a opção reservada para quando o assunto já é de domínio público, quando interessa fazer propaganda ou uma troca. Há exceções: quando se trata de um espião de um país “amigo”, que seja inconveniente a sua morte ou um julgamento, pode ser preferível deixá-lo fugir.
Em outros países, quando um espião é apanhado pode-se ter a expectativa de que será submetido a tratamentos especiais para arrancar-lhe informações, que vão desde a relativamente suave lavagem cerebral, passando pelas drogas e chega, em muitos lugares do mundo, à primitiva tortura até a morte, para arrancar dele tudo o que sabe. Esses métodos raramente falharam, de tal forma que muitos espiões, na iminência da captura, preferiram dar fim a própria vida a entregarem as informações ou ainda para se livrar de cruéis sofrimentos.
Os Serviços eficientes costumam ser muito mais duros quando apanham um de seus membros espionando para o inimigo. Esse dificilmente terá perdão. Não se espera que vá a julgamento, pois nenhum Serviço gosta de mostrar suas entranhas ou expor seus fracassos.
Neste ponto é que avultam nossas dúvidas: O espião estava a serviço de quem? De algum país estrangeiro? – Provavelmente! Qual? Que informações realmente buscava? Para que, exatamente?
Poderia ele estar a serviço de um partido? - Claro, é possível! Mas qual? O que poderia querer? 
Quem sabe se a serviço de uma organização religiosa ou comercial? – É difícil, mas não deve ser descartado a priori.
Quem sabe até a ABIN já tenha essas informações e tenha um plano para utilizá-las. É difícil, mas quisera acreditar. Esses “elementos essenciais a conhecer” estão sendo buscados? Certamente não. Com as restrições impostas ao Órgão desde o Collor e ainda agravadas pelo Lula, o nosso Serviço de Inteligência parece transformado em um arremedo de Serviço que só dá despesas. Dizem, a ABIN e a Polícia Federal, que tomarão as medidas administrativas cabíveis. O servidor foi enquadrado por violação de sigilo funcional, crime previsto no Artigo 325 do Código Penal, com pena de seis meses a dois anos de detenção ou multa. Só depois disso, o araponga traidor poderá ser expulso do serviço público.
Parece uma brincadeira. Será?
Fonte: Comentário 146 - 29 Set 2012
Recebido por correio eletrônico
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sábado, 16 de junho de 2012

Equação do Apocalipse

por Moacir Sarroche 
Um relatório de dar calafrios sobre uma chamada telefônica mantida pelos Presidentes Obama e Medvedev, antes do anúncio público de que Osama bin Laden tinha sido morto, informa que eles também discutiram que a hora mais temida para ser executada a pavorosa "Equação do Apocalipse" já pode ter chegado, e não mais tarde. 
"Equação do Apocalipse" refere-se a um relatório produzido por uma das mulheres que participa dos círculos de inteligência mais secretos dos EUA chamada Audrey Tomason, que é diretora de Contra-Terrorismo do governo Obama e que ao cursar a Kennedy School of Government de Harvard escreveu uma tese de mestrado (agora classificada como "ultra-secreta"), sugerindo que seria muito mais humano para o nosso mundo passar por um "genocídio planejado e controlado" em vez de vê-lo cair no abismo do caos que já está acontecendo. 
De acordo com a "Equação do Apocalipse" da Senhorita Tomason, a "população sustentável" do nosso mundo pode ser de apenas 1,5 bilhão de pessoas, em comparação com o cálculo das Nações Unidas de que chegará a 7 bilhões em 31 de outubro deste ano (2011) e que se afigura ainda pior com os 10 bilhões esperados para 2100. 
A Senhorita Tomason argumenta em sua tese que a população do nosso planeta tem sido "artificialmente inflada" nos últimos 100 anos por uma economia baseada na petroquímica e de combustível com base em fósseis "não-sustentável" que se for deixada "sem controle" poderia muito bem destruir toda a vida sobre a Terra e não apenas os seres humanos. 
Relatórios independentes, infelizmente, apoiam fortemente as terríveis advertências da Srtª. Tomason com um dos gráficos mais perturbadores produzido pelo grupo de pesquisa PostPeakLiving que mostra, de fato, que a população mundial cresceu mais a partir do uso de produtos petroquímicos do que em toda a história anterior. 
É importante frisar que o petróleo (também conhecido como óleo cru), que é um líquido natural, inflamável, composto por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, está segurando com alfinetes toda a economia global, e sem o qual a vida como a conhecemos hoje não existiria.
A maioria das pessoas acredita que o uso mais importante do petróleo é como combustível para veículos, embarcações e aeronaves por meio de sua destilação em vários tipos de combustíveis, como gasolina, diesel, querosene de aviação e assim por diante, mas não podem estar mais errados, pois o uso mais importante do petróleo está na agricultura, já que quase todos os pesticidas e muitos fertilizantes são derivados do petróleo. E o fato mais crítico que nosso planeta está enfrentando hoje, como indicado pela Srtª. Tomason, é que "boom do petróleo" do século passado não somente já acabou, mas que a luta das Nações-Estados para preservar para si mesmas as fontes minguantes, está ameaçando iniciar uma guerra global numa escala nunca vista na história e, de fato, já começou, porque o Ocidente esfomeado por energia está desencadeando novas guerras para se proteger do colapso econômico. [A invasão do Kuweit pelo Iraque foi o estopim da intervenção do ocidente, devido à ameaça de corte no fornecimento do petróleo.
O mais surpreendente sobre a situação atual do nosso mundo em relação ao petróleo é que é um dos "descarrilamentos em câmera lenta" de maior duração na história, porque desde 1956 está sendo alertado sobre o fim do petróleo. 
Na verdade, foi em 1956, quando o cientista Marion King Hubbert (1903-1989) da Royal Dutch Shell alertou em sua apresentação para o American Petroleum Institute que o nosso mundo estava ficando sem petróleo e que os EUA iriam chegar à produção "pico" em 1970 e que para o resto do mundo isso ocorreria na primeira década do século 21. 
Para ilustrar isso visualmente, ele criou a agora famosa "curva de Hubbert", que desde a sua publicação em 1956 provou a sua exatidão sobre a ocorrência do pico de descobertas globais de petróleo em 1963, e os Estados Unidos, de fato, alcançou seu pico de produção em 1970
Neste ponto, é importante compreender que quase todos os governos ocidentais seguem propagando entre os seus cidadãos seu engano de toda a década sobre o grave estado de nosso mundo com respeito ao petróleo e aos recursos energéticos, sobretudo em relação à ilusão de que os projetos da chamada "energia verde" pode sustentar-nos. 
Nada poderia estar mais longe da verdade, pois essas fontes de "energia verde" (solar, eólica, geotérmica, etc.) representam atualmente 0,05% da produção total de energia mundial, e não ajudam em nada a agricultura (que é o principal uso do petróleo). Combiná-los para fornecer a energia total do nosso mundo custaria mais dinheiro do que o mundo possui e vai exigir quase 200 anos para ser concluído. 
A Srtª. Tomason continua com sua terrível tese de que junto com os "impactos" da falta de energia e de alimentos, os sistemas monetários mundiais também chegarão ao colapso, pois, da mesma forma, têm sido "artificialmente inflados" para além da capacidade de "todas as medidas sustentáveis" devido a sua relação com a produção de petróleo. 
Para piorar a situação, diz a Srtª. Tomason, que como os Estados Unidos atingiu o seu pico de produção petrolífera em 1970, não "contrabalanceou" sua economia para refreá-la, optando por manter sua economia "artificialmente inflada", ao separar o dólar americano do padrão do ouro em 1972 (chamado "Impacto Nixon") e permitindo que sua moeda se tornasse, em essência, "um pedaço de papel sem valor". 
Durante o século 20, o dólar dos EUA perdeu quase 80% do seu poder de compra, deixando dezenas de milhões de americanos sem emprego, pois sua base industrial outrora poderosa foi mudada para mercados de baixo custo no exterior, uma situação que a Srtª. Tomason descreve como "catastrófica", porque a moeda americana também é a única moeda do mercado petrolífero, cuja deflação causará a destruição de "tudo". 
Para entender o quão grande e perigosa se tornou essa complexa situação econômica, é preciso perceber que o PIB (Produto Interno Bruto) do mundo inteiro está um pouco acima de US$ 55 trilhões por ano, em vez dos mais de US$ 2.000 trilhões da dívida total pendente de pagamento levando ao que se chama de "A Grande Contração do Crédito" que, literalmente, evaporará toda a riqueza do mundo praticamente da noite para o dia. 
Os economistas "importantes" não vão dizer nada sobre o que com certeza será o maior colapso econômico na história da humanidade, e a razão é porque ele é chocante, para dizer o mínimo. Após o colapso econômico global de 2008, o professor de economia, Dirk Bezemer, da Universidade de Gröningen, na Holanda, realizou uma pesquisa com quase todos os economistas do mundo para descobrir por que os economistas "importantes" (até os ganhadores do Prêmio Nobel) falharam em prever o que iria acontecer. O que ele descobriu foi que 11 pesquisadores previram com exatidão a crise econômica de 2008 e que todos tinham uma coisa em comum, quando criaram seus modelos econômicos: eles incluíram a dívida. 
Assim, quase todos os economistas do mundo NÃO levam em conta o fator de dívida ao criarem seus modelos econômicos deixando-os inúteis para prever o que vai acontecer, especialmente aqueles que trabalham para os governos por terem motivações políticas. 
A Srtª. Tomason, no entanto, inclui, sim, a dívida em sua tese e também alertou que em 2011 o dólar dos EUA "poderia muito bem sofrer um colapso" e que uma reportagem da CNBC está dizendo que isso já "está em processo". 
Quando ocorrer o colapso do dólar, diz a Srtª. Tomason em sua tese, toda a economia global cairá, atirando bilhões de pessoas, incluindo centenas de milhões de pessoas nos países ocidentais, ao nível mais baixo da "Hierarquia das Necessidades de Maslow". 
A Hierarquia das Necessidades de Maslow é uma teoria da psicologia, proposta por Abraham Maslow (1908-1970) em seu artigo de 1943 intitulado "Uma Teoria da Motivação Humana" que, basicamente, afirma que os seres humanos buscarão primeiro satisfazer suas "necessidades básicas" (sobrevivência) antes de buscarem "as necessidades de segurança" (conforto); e uma vez que essas necessidades estejam satisfeitas buscarão satisfazer suas "necessidades psicológicas", as de "auto-atualização" e, finalmente, buscarão as "experiências de pico". 
A Srtª. Tomason observou em sua tese que toda a população que está sofrendo um colapso econômico e que busca atender as suas "Necessidades Básicas" fica "ingovernável" e representa um "enorme risco" para o Estado, levando a um "desrespeito generalizado da lei e da ordem". 
A Srtª. Tomason adiciona em sua "Equação do Apocalipse" que como o colapso da civilização tal como a conhecemos é "inevitável", os líderes mundiais devem considerar a possibilidade de "genocídio em massa" para reduzir a população global a um nível "mais sustentável e mais compatível com os recursos do nosso planeta." 
O arrepiante cenário genocida imaginado pela Srtª. Tomason começa com um "conflito nuclear limitado" dirigido aos grandes centros populacionais, mas planejados para limitar a chuva radiativa. O passo seguinte seria a liberação de agentes químicos e biológicos tóxicos que ela sugere sejam culpadas as "entidades terroristas". Isso seria seguido pela migração forçada [controlada pelas forças de segurança] das populações para "ambientes mais sustentáveis para a vida." 
A Srtª. Tomason imagina esses "ambientes sustentáveis para a vida" como grandes centros populacionais com sistemas de transporte de massa onde os veículos pessoais não serão permitidos, e as áreas rurais ficarão completamente despovoadas, sendo destinadas para os "sistemas" agrícolas operados pelo governo. 
Antes do início desses eventos apocalípticos, a Srtª. Tomason defende o estabelecimento de "campos de concentração" operados e protegidos pelo governo para proteger "as pessoas de valor", enquanto as massas de seus concidadãos morrem aos milhões e bilhões. Essas "pessoas de valor" incluem cientistas, médicos, técnicos, etc. Infelizmente, para a maioria dos seres humanos, a "Equação do Apocalipse" da Srtª. Tomason já parece ser o paradigma aceito pelos líderes do nosso planeta, que não vêem outra opção se é que se deseja que a Terra sobreviva. Isso leva alguns a terem a esperança de que os "deuses" retornem o mais breve possível, se quiserem salvar alguma coisa. 
COMENTÁRIO: transcrevo a apresentação do texto, feito na fonte:
"... Leiam este documento e tirem as suas próprias conclusões! Muitos dizem que a Eugenia planejada pelos Illuminati é uma hipótese remota de ser realizada mas pelo que podemos ler aí vemos que é um assunto tratado até em Tese de Mestrado em Havard. A fonte do artigo está citada no final do mesmo, mas infelizmente, o blog foi suspenso por ter violado os termos de serviço da Wordpress.com (sem maiores explicações). A norma violada deve ter sido revelar uma verdade inconveniente!
Mas tudo bem aí segue outra fonte que explica muito bem quem é Audrey Tomason (imagem ao lado ampliada da foto no fim da postagem) e o cargo exercido na Segurança do EUA.
É espantoso se verificar a frieza com que tratam o extermínio de grande parte da população mundial. Como se pode ver no artigo isto vem sendo levado a sério pelo pessoal da alta cúpula no Governo Americano, pois ao se contratar esta mulher para exercer cargo de alta confiança no planejamento da estratégia de segurança americana, concede-se um aval à sua Tese de Mestrado, ou seja, à Equação do Apocalipse.
Anúncio da morte de Bin-Laden
Dizem que a vida imita a arte e vice-versa. Assim, podemos fazer uma projeção de "teoria da conspiração" unindo a ideia do refúgio seletivo proporcionado pelas imensas naves fictícias do filme "2012" com as novas e inabitadas cidades chinesas. Seriam estas os tais "ambientes sustentáveis para a vida" previstos no texto?
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domingo, 11 de dezembro de 2011

Uma Época Revolucionária

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As Ações da CIA no Brasil” é o título da reportagem da última edição revista Época que, conforme prometido pela revista, baseia-se em microfilmagens de documentos confidenciais do Centro de Informação da Marinha (Cenimar). A reportagem, seguindo a linha das matérias publicadas na edição anterior da revista, segue a linha de propaganda esquerdista e de ruminação das mesmas especulações e invencionices que foram (e ainda têm sido) propaladas por aqueles que participaram das atividades de subversão. Mais uma vez, a linguagem utilizada pela reportagem recorre, consciente ou inconscientemente, àqueles ditames preconizados pela cartilha de propaganda marxista.
A matéria publicada pela revista Época inicia-se de maneira quase escandalosa (grifos do autor):
Os arquivos secretos da Marinha obtidos com exclusividade por ÉPOCA ajudam a entender a nebulosa relação dos governos militares brasileiros com a agência de espionagem americana. Esta segunda reportagem sobre o conteúdo de mais de 2 mil páginas produzidas pelo Centro de Informação da Marinha (Cenimar) torna públicos, pela primeira vez, documentos da ditadura que comprovam o envolvimento direto de agentes da CIA em fatos ocorridos no Brasil antes e depois do golpe de 31 de março. Nos arquivos do Cenimar, a que ÉPOCA teve acesso, aparecem descritos dois casos de aliciamento de militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o “Partidão”, pela CIA. Um deles, um ano antes da tomada do poder pelos militares, informação que reforça a tese de envolvimento da CIA na preparação do golpe de 1964. Em março de 1963, segundo os documentos, Manoel dos Santos Guerra Júnior, o Guerrinha, militava no PCB quando recebeu a visita de um estrangeiro. De acordo com a versão documentada pelo Cenimar, o desconhecido falava com sotaque e se apresentou como agente da CIA. Sem fazer cerimônias, convidou o dono da casa para trabalhar como informante remunerado da agência americana.
O próprio tom sensacionalista da reportagem é algo que beira o asqueroso. A reportagem baseia-se, como descrito acima, em dois supostos casos concretos em que o serviço de inteligência dos Estados Unidos obteve a cooperação de militantes do Partido Comunista Brasileiro. Qualquer pessoa que não esteja familiarizada com os fatos sobre a atividade comunista no Brasil poderá pensar que a ação da CIA é uma prova contundente de que a Revolução de 1964 foi orquestrada pelo governo norte-americano e ocorreu como forma de assegurar os “interesses imperialistas ianques” no País. Apesar de mencionar que “espiões infiltrados em governos, partidos e grupos armados tiveram participação determinante em muitos fatos históricos daquele período”, a revista convenientemente se esqueceu de mencionar a atuação do serviço secreto soviético e de agentes infiltrados da Internacional Comunista em território brasileiro – uma atuação que precedeu em cerca de 30 anos a Revolução de 1964.
O relatório conhecido como Projeto Orvil (“livro” ao contrário), coordenado pelo Gen. Div. Agnaldo Del Nero Augusto (que então ocupava o posto de coronel), assim relata o início da infiltração de agentes comunistas estrangeiros no País (p. 15):
No início de 1934, chegou ao Brasil o ex-deputado alemão Arthur Ernsf Ewert, mais conhecido com “Harry Berger”. Tendo atuado nos Estados Unidos, a soldo de Moscou, Berger veio acompanhado de sua mulher, a comunista alemã Elise Saborowski, que entrou no País com o nome falso de Machla Lenczycki. Berger acreditava que a revolução comunista teria início com a criação de uma “vasta frente popular antiimperialista”, composta por operários, camponeses e uma parcela da burguesia nacionalista. A ação de derrubada do governo seria efetuada pelas “partes revolucionárias infiltradas no Exército” e pelos “operários e camponeses articulados em formações armadas”, embrião de um futuro “Exército Revolucionário do Povo”. O governo a ser instituído seria um “Governo Popular Nacional Revolucionário”, com [Luís Carlos] Prestes a frente
O mirabolante plano de Berger, tirado dos compêndios doutrinários do marxismo-leninismo, não levava em conta, apenas, um pequenino detalhe: a política brasileira, aquinhoada com uma nova Constituição de fundo liberal e populista, estava cansada dos mais de 10 anos de crise e ansiava por um pouco de paz e estabilidade.
Outros agitadores profissionais vieram para o Brasil, a mando de Moscou, durante o ano de 1934. Rodolfo Ghioldi e Carmen, um casal de argentinos, vieram como jornalistas. Ghioldi, na realidade, pertencia ao Comitê Executivo da IC
[Internacional Comunista], era dirigente do PC argentino e escondia-se sob o nome falso de “Luciano Busteros”. O casal León-Jules Valée e Alphonsine veio da Bélgica para cuidar das finanças. A esposa de Augusto Guralsk, secretário do Bureau Sul-Americano que a IC mantinha em Montevidéu veio para dar instrução aos quadros do PC-SBIC [Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista]. Para comunicar-se clandestinamente com o grupo, foi enviado um jovem comunista norte-americano, Victor Allen Barron. O especialista em sabotagens e explosivos não foi esquecido: Paul Franz Gruber, alemão, veio com sua mulher, Erika, que poderia servir como motorista e datilógrafa.

O PC-SBIC, atual Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi fundado em 25 de março de 1922 e propugnava “a agitação permanente e a tese da derrubada revolucionária das estruturas vigentes, renegava as regras de convivência da sociedade brasileira, propunha-se a realizar atividades legais e ilegais e subordinava-se às Repúblicas Socialistas Soviéticas”. Desde o começo, um dos pontos de atuação mais sensíveis do PC-SBIC foi a infiltração nas Forças Armadas: “A atuação de militares no Partido, como Maurício Grabois, Jefferson Cardin, Giocondo Dias, Gregório Bezerra, Agliberto Vieira, Dinarco Reis, Agildo Barata e o próprio Prestes, são exemplos desse trabalho de infiltração e recrutamento” (p. 12-13).
O relato de um dos casos de suposto “aliciamento” da CIA de Adaulto Alves dos Santos (conhecido também como “Alcindo” e “Carlos”), militante do PCB e um dos responsáveis pela gestão dos contatos internacionais do Partidão. Quanto às declarações de Adaulto ao Jornal do Brasil, em dezembro de 1972, a reportagem afirma quea entrevista foi arquitetada com a participação da CIA”. Reparem: arquitetada. Isso quer dizer que, então, a entrevista não passou de um embuste, uma farsa organizada pelos malvados militares e os mais-que-malvados agentes secretos imperialistas estadunidenses. Será?
Não é em absoluto chocante saber que a Central Intelligence Agency atuou no Brasil. Afinal, a ação comunista no País, construída desde os anos 1920, era a maior rede revolucionária em operação na América Latina, que contava com financiamento, suporte militar e apoio político ativo não apenas da União Soviética, mas também de outros governos – como Cuba, China, Coréia do Norte, Argélia e Chile. Também não é absolutamente chocante saber que a CIA atuava de forma estreita com os serviços de informação brasileiros, uma vez que o objetivo era um só: monitoramento e combate de atividades criminosas, totalmente desprovidas de legitimidade e ausentes de qualquer apoio popular, promovidas por grupos políticos que objetivavam a instalação de um regime totalitário comunista no Brasil. Essa linha é diametralmente oposta à da KGB, que buscava auxiliar esses grupos na promoção de atentados terroristas, seqüestros, assaltos e assassinatos como forma de instalar o caos e, assim, pavimentar o caminho para a sublevação marxista.
Outro ponto que precisa ser esclarecido: a tese de que a CIA teve participação ativa no movimento contrarrevolucionário de 31 de março de 1964 é pouco mais do que esquizofrênica. A ação dos militares foi uma resposta firme ao autêntico pedido de intervenção que partiu justamente do povo, como evidencia a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade".
É preciso saber o contexto exato em que as declarações de “Carlos” foram publicadas no Jornal do Brasil. Em fins de novembro, o Jornal do Brasil publicou o relato de uma jovem chamada Judite Fasolini Zanatta em que foi revelada a infiltração dos comunistas na Igreja Católica. Judite relatou como foi utilizada por infiltrados na Universidade Católica de Louvain, Bélgica. Assim consta no relatório Orvil:
A denúncia de Judite fez com que, uma semana depois, um militante do PCB, Adaulto Alves dos Santos (“Carlos” ou “Arlindo”), viesse ao mesmo Jornal do Brasil, denunciar, segundo suas palavras “com nomes, fatos e locais, toda a trama comunista em relação ao Brasil, bem como todas as maquinações do Movimento Comunista Internacional”. Adaulto, conforme narrou ao repórter, 20 anos depois descobriu que o PCB “é um antro de intrigas e vaidades, com gente de boa e má fé, teóricos e aproveitadores, sobretudo aproveitadores”. Jornalista profissional, trabalhou em jornais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas o jornalismo era apenas sua” frente legal”, pois nos últimos 20 anos fora um profissional do Partido e há 12 anos atuava na área internacional, fazendo contatos com os Partidos Comunistas estrangeiros e com agentes da KGB.
Adaulto revelou, efetivamente, a organização das Seções de Relações Exteriores, de Agitação e Propaganda, de Educação, de Organizações e de Negócios do PCB. Revelou os aparelhos do Partido no exterior e o apoio dado pelos soviéticos na formação de quadros, através da Escola de Quadros Profissionais de Moscou e da Universidade Patrice Lumumba. Explicou o mecanismo de troca de informações e de recebimento de verbas (dólares) e material de propaganda. Denunciou o trabalho militar, denominação dada principalmente ao esforço de infiltração Forças Armadas, dirigido por Dinarco Reis e a tática do Partido em relação à Igreja Católica. Com relação a esse último aspecto declarou: “o objetivo em relação a ela é utilizá-la em toda a sua estrutura e como um todo, e não apenas os chamados 'progressistas' (como vinha sendo feito anteriormente), aproveitando ao máximo os canais de penetração tradicionais, para com a fachada cristã, difundir, sorrateiramente, o comunismo. Por exemplo: não interessa aos soviéticos se D. Helder Câmara é comunista ou não. O que importa é que ele serve aos propósitos do comunismo”.

De acordo com a reportagem da Época, “Alcindo” informou que dois agentes da KGB, Nikolai Blagushin e Victor Yemelin, trabalhavam intimamente com a cúpula do PCB. Nikolai Blagushin faz parte da lista de agentes da KGB levada a público por John Barron, ex-oficial de inteligência dos Estados Unidos, em seu livro “KGB Today”, de 1983. Quanto a Victor Yemelin, sua identidade ainda não foi esclarecida. Entretanto, documentos oriundos de atividades de vigilância da CIA fazem referência a um certo “General-Mayor V. Yemelin”, estrategista militar que compunha o setor de inteligência do Ministério da Defesa da URSS.
Pelo visto, a revista Época está realmente comprometida com a deturpação esquerdóide dos fatos. De nossa parte – ou seja, daqueles que realmente desejam que a verdade sobre a Revolução de 1964 não seja sufocada –, o que podemos fazer é contestar publicamente os despautérios maquinados e martelados ad nauseam pelo vulgacho revolucionário.
COMENTO:  vale a pena ler a primeira parte do presente texto, em Juventude Conservadora.
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domingo, 30 de outubro de 2011

“Tudo Pelo Social”

por Arlindo Montenegro
O AGENTE DA ONG: dei a grana ao ministro na garagem!
O PASTOR: eles pegaram 10% da verba das crianças, para o partido!
O MINISTRO: Sou inocente!
VOZES DOS PARTIDOS: apoiamos o Ministro, tem de ficar.
A REVISTA: Corrupção como norma
A PRESIDENTA: o Ministro fica, é de confiança.
FIM DA NOVELINHA: o "honesto" ministro sai para defender a sua honra, o trabalho no ministério, o governo em que acredita e seu partido...

A técnica da propaganda é perpetuar o mito, a mentira. É derramar toneladas de desinformação para apagar as pistas da verdade que vai sendo esquecida. A mentira assume seu lugar e posa como verdade incontestável. O Instituto Tavistock ensina através de suas agências, como fazer.
As lições de Munzenberg, o homem de propaganda dos bolcheviques, que mais tarde também assumiu uma cadeira de deputado comunista no Reichstag em Berlim, foram aperfeiçoadas pelos britânicos em seu Instituto Tavistock, onde os agentes da CIA também foram treinados.
Edward Bernays que nos EUA elaborou as peças de propaganda para ajudar a CIA na deposição do governo Arbenz (Jacobo Arbenz Guzmán - Guatemala,1954), seguiu à risca o mestre Munzenberg e no presente, o Instituto Tavistock assumiu e mantém o planejamento de muitas das instituições americanas: o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets, os Institutos: Esalen, Hudson, Stanford de Pesquisas, as Universidades de Duke, Economia de Wharton, trabalhando sob contrato com a Fundação Rockfeller, Comissão Trilateral, FMI, ONU, Banco Mundial, Microsoft, Bancos, Bolsa de Valores de NY e o Conselho de Relações exteriores, entre outras instituições.
A metodologia se espalha pelo mundo e nos EUA e países periféricos, qualquer candidato “que não for fácil de controlar ou que não se encaixe nos perfis de Tavistock é eliminado. Nesse sentido, a imprensa e a mídia eletrônica – sob a direção de Tavistock ou de uma de suas afiliadas, têm uma função-chave. Alertar o eleitor, alertar o público.
Os processos eleitorais se tornam farsas,graças ao trabalho de Tavistock para controlar os pensamentos e idéias do povo por meio de “condicionamento direcional interior” e de “penetração de longa distância”, dos quais a ciência de controle mental da pesquisa de opinião é parte integrante”. O Instituto Tavistock serve “a um grupo de dinastias extremamente ricas, cuja história remonta a mais de oitocentos anos, e que forma a espinha dorsal do Comitê dos 300” os Bilderberger e Illuminatis. Estamos diante do velho bordão: “quem paga, manda”. No caso, eles roubam as nações e pagam para quem manda internamente, cumprindo suas ordens.
Tantos intelectuais, tantas editoras, tantos jornais e revistas, tantas denuncias, análises, reportagens fingindo atualizar a informação e o desafio que se coloca é: busque uma referência ao Instituto Tavistock. É procurar agulha no palheiro. Nos últimos 50 anos a vida dos brasileiros foi alterada radicalmente.
A globalização econômica cujos controles nos afetam, oferece novas profissões, serviços e produtos. Os programas educacionais foram alterados para manter-nos à margem do domínio de pesquisas avançadas, como peões adestrados para os serviços braçais e periféricos. Alguém percebe?
Bernays, o sobrinho de Freud, um dos cérebros do Instituto Tavistock, consultor da CIA e de instituições nos EUA, desenvolveu a disciplina de Relações Públicas seguindo ao pé da letra as lições de Munzenberg. Em 1928 publicou um manual, “Propaganda”, que Noam Chomsky considerou uma “das mais poderosas e influentes instituições das democracias de capitalismo industrial de estado”.
O manual cita as pesquisas de Lipman, no Instituto Tavistock, sobre a mentalidade dos grupos “motivados por impulsos e emoções”, concluindo que com o advento da psicologia de massas a propaganda deixava sua fase empírica e podia ser utilizada cientificamente” com a aplicação de princípios que são consistentes e constantes no grupo. Deste modo é possível “controlar e arregimentar as massas de acordo com nossa vontade sem que elas saibam disso”.
É literalmente o que vivemos sem saber desde o século passado – guerra fria, guerrilhas, ditaduras militares, muro de Berlim, crises econômicas fabricadas, globalização da economia, ascensão do coletivismo emocional que afoga o individuo pensante... – tudo planejado, deliberado para destruir os propósitos nacionais e encaminhar para a adoção do governo totalitário da nova ordem mundial.
O “tudo pelo social” é o mesmo instituto da propaganda para submissão das massas. Agora é possível entender o quanto temos sido utilizados como peões na estratégia dos jogos do poder internacional, controlados e arregimentados para agir de acordo com a vontade dos controladores mundiais, sem saber que a cada passo apertamos a corda no pescoço da nação.
A “opinião pública”, instrumento ditatorial resultante das pesquisas sobre o desinformado emocional dos grupos, é aplicada segundo outro principio da propaganda: “Influenciando os líderes, com ou sem sua cooperação consciente, automaticamente o grupo liderado será influenciado”.
Os líderes estão nas igrejas, estão nos sindicatos, estão nas escolas, estão nos jornais, nas revistas, no rádio, na televisão, nos palcos, nas associações e clubes, nos partidos políticos. Assim é possível entender por que um país que gera tanta riqueza e guarda sólidas reservas em seu território, é carta marcada para ser mantido marcando o passo, como nação de ignorantes.
Ref.:Propaganda”, Edward Bernays, tradução portuguesa de 2005, Editora Mareantes, http://www.mareantes.com/
PS - "Tudo pelo Social" foi slogan do governo do companheiro José Sarney, aquele que acabou presidente por obra e graça do golpe militar dado em 1985 pelo General Leônidas Pires Gonçalves, após a doença fatal do Tancredo Neves.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte:  Alerta Total

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