segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Elogio da Vagabundagem

por Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Eu tenho bronca do presidente, sim. Antes não tinha. Achava-o apenas sujo, mal lavado, ignorante, boçal, troglodita, inconveniente, atrevido, insolente, mentiroso etc. etc. etc., porém eu punha estas arestas na conta de sua biografia  e mudava de canal. Não conseguia compreender como nem por quê a CNBB, a OAB e uma parte da imprensa incensavam aquela pessoa e a transformavam num mito. Quando estourou o caso LURIAN eu acrescentei no meu caderninho: irresponsável. Um dia Leonel Brizola, derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial, em face da ameaça da eleição de Collor, preconizou o voto útil e mandou que a militância do PDT tapasse o nariz e votasse no sapo barbudo. Eu era presidente do PDT de Uberlândia e admirava Brizola,  mas não consegui atender ao seu pedido. A caricatura do sapo barbudo ficou para sempre desenhada no seu portfólio político. Indelével. Num País de grande oradores políticos, aquele exaltado cidadão era apenas um ator da comédia bufa que sabia de cor  duas ou três frases de efeito. A informação “aposentado por invalidez” por causa do dedo mindinho sempre me pareceu intriga da direita e eu nunca a apurei. Apenas anotei no meu caderninho, mais uma vez, o fato curioso de ele estar sempre desocupado. Eu havia repassado 300 alunos por dia, dobrando turno na escola estadual de MG, durante 32 anos, para chegar a uma aposentadoria menor do que um salário mínimo. De onde saíra aquele Messias fabricado?
O tempo não só confirmou o que eu pensava como, infelizmente, acrescentou outras considerações desabonadoras. Investido do cargo e dos poderes inerentes e decorrentes do cargo, ele botou as unhas de fora e se revelou por inteiro. Lerdo, esquecido, cego, mudo, mal acompanhado, arrogante, intrometido, globe-trotter contumaz e exigente, inconveniente, inoportuno, desrespeitoso, metido a engraçado, mal assessorado nos assuntos internos e externos, ele foi dizendo patacoadas que caíram na alma da gigantesca camada de brasileiros e brasileiras pobres de grana e pobres de espírito. Estes cidadãos, das camadas de E a Z, se contentaram com cestas, bolsas, vales, tíquetes, esmolas, enfeitadas com bandeiras, marchas messiânicas, quebra-quebra, invasões, saques, desordem generalizada. O cargo lhe deu imunidade e impunidade e ele, generoso, repassou estes benefícios aos desordeiros e aos amigos mais próximos.
Estamos vivendo tempos modernos, preocupantes. Nos últimos cinco anos eu, que não sou ninguém no contexto nacional, viúva, acumulo treze BOs (Boletins de Ocorrência Policial) com registro de assaltos a mão armada e grandes prejuízos materiais na minha pequena fazenda em Uberlândia, onde resido. Pago/jogo fora, mais de 50% do movimento da minha atividade, para cumprir as exigências da escorchante carga tributária do atual governo. Eu era classe média, agora não sei mais o que sou. E, o que é pior, não tenho sossego para viver nem trabalhar. Nem eu nem meus companheiros de atividade agropecuária. Em nome da reforma agrária uma grande baderna tomou conta da zona rural e ensejou a formação de gangues intocáveis, mantidas com rubricas polpudas de dinheiro público. O documento cartorial de propriedade privada perdeu a validade. O governo inventou índices inatingíveis de produtividade para configurar a improdutividade da terra e justificar o vandalismo dos seus apaniguados. E deixou a abóbora alastrar.
A corte da saparia coacha alto, voa pelo mundo numa suntuosa aeronave presidencial, mete a colher de pau onde não foi chamada, conta piada, faz sucesso no exterior, entretanto não sabe qual é o estoque regulador de alimentos de que dispomos. Não é capaz de mapear a produção. Não nos garante preço mínimo. Não cuida das estradas nem dos portos e aeroportos e vende mal nossas super safras de tudo, nossos minérios, nossos quilowatts de energia hidrelétrica limpa e não renovável.
Nos últimos anos o Brasil conheceu a desesperadora realidade do desemprego. Chegamos a crescer abaixo de ZERO. Quem estava empregado, caiu na informalidade. As estradas estão repletas de acampamentos de sem-terra. Invadem à-toa, apenas para vender aquele chão que nada lhes custou e depois invadir outra propriedade, para vendê-la também. É a Imobiliária MST-MLST, especialista em assentamento improdutivo, parceira e tutelada pelo INCRA desde a primeira invasão. São párias sociais, abandonados. Sem agrônomos, sem sementes, sem mandalas, sem carteira assinada, sem financiamento, vivendo de bicos e de pequenos delitos na vizinhança. Nas horas vagas engrossando o contingente de invasores em novas propriedades. Eu nunca ouvi o presidente dizer uma palavra a respeito desta conflagração nacional.
Neste momento a carteira de trabalho se tornou dispensável no Brasil, sabe por quê? Porque o emprego estável prejudica o recebimento da bolsa-esmola. O presidente milagroso catapultou 34 milhões (?) de miseráveis e, com dez quilos de arroz e um quilo de fubá, os instalou na classe média. Agora a candidata chapa-branca promete erradicar o restante da pobreza em quatro anos. É um delírio!
São oito anos de caos moral e ético no País. Nada completamente novo, que o Brasil nunca tivesse praticado. Aliás nossa história política tem raros momentos de decência e escassos cidadãos ilibados. O fato novo é a escancarada intervenção do presidente em defesa de sua gangue, vociferando contra a imprensa, a justiça, o congresso, a Constituição, a sociedade civil organizada. E agora, no apagar das luzes, ei-lo travestido de garoto-propaganda em tempo integral, usando com naturalidade todos os mecanismos do governo para empurrar goela abaixo uma candidata que não tem luz própria, nem é petista, que ouviu a galinha cantar, mas não sabe cadê o ovo. Uma gordinha inimiga das instituições desde quando era de-menor. Bonitinha, é verdade, mas beleza não põe mesa.
Uma campanha messiânica começa a rotular a pupila do Sr. Presidente com o codinome de MÃE. Aí já é demais! O desconfiômetro deles pulou a janela e virou a esquina. Nem daqui a 50 anos o Brasil conseguirá limpar da alma do nosso povo esta nódoa maligna de conformismo raivoso e vingativo que o sapo barbudo impingiu na alma das camadas E a Z. Alguém deles leu O Príncipe, de Maquiavel. Com certeza.
Antes havia pobres por aqui. Milhares. Miseráveis. Porém eles aspiravam a uma superação pessoal. Hoje eles se acomodaram, cruzaram os braços. Esperam que tudo lhes caia do céu. As cotas universitárias revitalizaram o apartheid. Ao invés de injetar recurso no ensino público, a máquina de sedução que vira voto criou o PROUNI e fez proliferar as faculdades medíocres. Num país sem planejamento familiar, a juventude superlota os presídios.  A guerra fratricida faz trincheira em cada esquina. A classe A levanta as muralhas de seus condomínios fechados. A classe média paga imposto deduzido na fonte, tem plano de saúde e previdência privada. Viver ficou perigoso demais. Caro demais. O resto são 70% de brasileiros e brasileiras ingênuos que caíram no mais moderno conto do vigário: o do marketing político institucional. A estes lhes bastam, hoje, como na Roma Antiga, migalhas de pão e algum futebol, já que o  circo também morreu.
Brizola jamais poderia suspeitar que ele faria do caçador de marajás seu líder no senado. Que o tesouro nacional acumularia montanhas de dólares obtidos de alíquotas e das taxas de juros mais altas do mundo. Que a rede bancária nacional e internacional iriam ao paraíso. Que a poupança renderia 0,65%  e os  cartões de crédito chegariam a cobrar 12% ao mês, capitalizados, claro, o que dá nada menos de 389,59% ao ano... Quando menor a renda do financiado, maior o percentual de juros cobrado. O acesso da classe mais baixa ao crédito, portanto, só fez por aumentar os lucros fabulosos das financeiras, administradoras de crédito e demais sócios do clube da agiotagem consentida pelo poderoso goiano Meireles e seu Banco Central.
Cinqüenta anos para consertar esta mentira política talvez não sejam suficientes. Por tudo isto é que no dia 31 de outubro temos que comparecer em nossa sessão eleitoral e dizer um rotundo NÃO ao sapo barbudo. Se não for para ganhar a eleição, que seja para saber com certeza quantos somos, nós, que não perdemos a lucidez nem caímos no conto do vigário apregoado por um sapo que virou príncipe e que, de dentro do seu palácio e da sua nave espacial ultra sofisticada, fez, despudoradamente, dia após dia durante oito anos, o ELOGIO DA VAGABUNDAGEM.

domingo, 17 de outubro de 2010

As FARC Também Têm Seu Caim


Durante os Diálogos de Caguán, Fabián Ramírez (à direita, na foto) foi uma das figuras mais representativas desse grupo guerrilheiro. Finalizada a Mesa de Diálogos ele passou a comandar o Bloco Sul das FARC, responsável por ataques à Força Pública nos departamentos de Putumayo e Nariño.
O quadrilheiro "Fabián Ramírez", membro do Estado Maior das FARC, teria assassinado seu próprio irmão. Isso foi revelado quinta-feira (14/10) pelo Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em Sibaté (Cundinamarca), durante a cerimonia de promoção de quatro policiais que se encontram sequestrados pela guerrilha. A informação foi encontrada em uma mensagem eletrônica de um dos computadores do recém abatido "Mono Jojoy".
A comunicação das FARC tem data de 19 de outubro de 2009 e está assinada por "Joaquín Gomez", (ao centro na foto que deslustra o texto) que informa a "Jojoy" que "Fabián Ramírez" pediu a autorização para justiçar a seu irmão. "A única sugestão que lhe fiz foi que quanto mais rápido melhor para evitar que nos faça o menor dano", diz "Joaquín Gomez" na mensagem.
O Presidente da República qualificou esta possível ação como um ato de barbárie. "Esta é a classe de gentalha e bandidos a quem estamos enfrentados e por isso não vamos baixar a guarda um só minuto até vê-los totalmente derrotados", precisou o Mandatário.
Nesta apreciação coincide o analista político Alfredo Rangel, que assegura que este fato evidencia o estado de decomposição das FARC.
"Isto não é mais que o nível de fanatismo irracional que sofre a alta cúpula da guerrilha das FARC. É uma ausência absoluta de ética e de moral para participar e ordenar o assassinato de qualquer ser humano por próximo que seja desses membros da cúpula", expressou Rangel.  Ele considera que o Governo está buscando revelar ante a opinião pública "o nível de barbárie e de selvageria em que estão afogados os principais dirigentes das FARC".
O ex ministro de Governo, Jaime Castro Castro, afirmou que "o Governo com este tipo de revelações quer desqualificar ainda mais as FARC e seus procedimentos. ... As FARC estão em deterioração manifesta. É o pior dos momentos em toda sua historia, que se reflexa neste tipo de conduta".
O Presidente Santos também anunciou que na noite de quarta-feira (13/10) foi legalizada, por parte de um juiz de instrução, a informação achada nos computadores encontrados no acampamento de "Mono Jojoy".
Santos  "Não se deixe abater"
Por outra parte, os familiares dos policiais sequestrados receberam  uma voz de alento da parte do Presidente Juan Manuel Santos, na cerimonia onde foram promovidos quatro policiais em poder das FARC e outros nove que já estão em liberdade.
O Presidente saudou Oliva Solarte, mãe do Intendente-chefe, Jorge Trujillo Solarte; a Pedro Júlio Rojas, pai do Intendente-chefe, Wilson Rojas Medina; a Gloria María Marín, esposa do Intendente-chefe, Carlos José Duarte, e a María de los Ángeles Moreno, mãe do Intendente-chefe Álvaro Moreno.
"Faz alguns anos, no sepultamento do ex Presidente Alfonso López Michelsen, disse à mãe de Ingrid Betancourt exatamente o que disse hoje a Oliva Solarte: não se deixe abater, mantenha a fé, por que não vamos descansar até ver a seu filho livre com você", manifestou. 
Contexto
O que dizem os correios de "Mono Jojoy"
Alguns correios encontrados até agora nos computadores de "Jojoy" revelam informação como os nexos entre a guerrilha e narcotraficantes, a fuga dos suboficiais Jorge Trujillo Solarte e José Libardo Forero, sequestrados há onze anos (possivelmente recapturados pelos bandidos); os possíveis atentados contra o ex Vicepresidente Francisco Santos, a tentativa de envenenamento ao ex Presidente Álvaro Uribe e o atentado contra Germán Vargas Lleras. Também, o incômodo com o Governo cubano pela insistência das FARC em tomar o poder pelas armas em Colômbia.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano

sábado, 16 de outubro de 2010

O Golpe na Petrobrás

por Carlos Alberto Sardenberg
... " A operação, em termos simples: o governo vendeu para a Petrobrás 5 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em algum lugar do pré-sal. Cobrou por isso uns R$ 72 bilhões. Logo, a Petrobrás ficou devendo essa grana, pelo direito de lá na frente pesquisar, perfurar, explorar e finalmente retirar o óleo do fundo do mar.
Em seguida, a Petrobrás abre seu capital e oferece ações no mercado. O governo central (Tesouro) compra parte destas ações, pelas quais deveria pagar à estatal uns R$ 45 bilhões. Mas como tem um crédito pelos barris "a futuro", abate apenas o valor da conta e continua credor da Petrobrás de cerca de R$ 27 bilhões.
Você pensa que o negócio acabou com a estatal mandando um cheque nesse valor para o caixa do governo? Se pensou está na era da contabilidade pré-Lula.
A Petrobrás não vai pagar, mas o governo federal vai registrar como receita e assim vai fazer neste mês o maior superávit da história.
Ainda vai pegar parte desse dinheiro e emprestar para o BNDES fazer o quê? Pagar as ações da Petrobrás!
Resumo: o governo não colocou um centavo, mas comprou mais ações da Petrobrás, aumentou sua participação e ainda recebeu de troco R$ 27 bilhões. Não é o máximo? Nada nesta mão, nada na outra e ... eis 27 bilhões!!!!
Além disso, o governo assume 51% das ações, com direito a voto e veto, nomeia a diretoria, traça estratégias de administração e estatiza praticamente a Petrobrás.
Agora a Petrobrás, na prática, acaba sendo do governo, podendo-se pressupor toda a espécie de safadeza que virá no governo seguinte.
Acha que acabou? Nada disso. Se você dividir 72 bilhões por 5 bilhões vai encontrar o valor de 14,4 reais que são US$ 8.7, o preço do barril de petróleo que está super faturado. Na crise do petróleo 1973, a maior da história, chegou a US$ 11.4.
Analistas acreditam que a tendência será do preço do petróleo cair ainda mais se for confirmado uma segunda crise financeira que está por vir.
E assim, o governo Lula vai estatizando a maior empresa do Brasil (a quarta do mundo), sem pôr um centavo do próprio bolso, tudo na cara dos idiotas brasileiros, e na da oposição mais sem qualidade que este país conheceu!
Fonte:  Jornal O Globo, de 02/10/10,
indicado por correio eletrônico.
Já o jornalista Políbio Braga, em seu blog, revelou que
"Grandes bancos sabiam que comprar Petrobrás seria um mau negócio"
O editor conversou nesta quinta-feira com Alessandro Barreto, diretor da Geral Investimentos, Porto Alegre, com quem buscou números sobre o que ocorreu depois da mega oferta de ações da Petrobrás, diante dos ruídos de que os bancos Itaú e Morgan teriam revelado antecipadamente relatórios negativos, desobedecendo o período de silêncio imposto pela CVM.
No dia 4 de outubro, data da mega oferta de R$ 120 bilhões, as ações PN da Petrobrás foram cotadas a R$ 27,38, valor que despencou 9% já no dia 7, quando a cotação foi para R$ 25,00. Nesta quinta-feira, o papel registrou alta interessante e no meio da tarde chegou a R$ 26,20.
O lançamento foi um sucesso em função de todos os segredos e sobretudo pelo “efeito manada”.
Não dá para dizer que as ações da Petrobrás viraram mico, mas os acionistas perderam e perderão muito.
A Geral Investimentos não quis sequer conversar com o editor durante o período da oferta, porque respeitou o período de silêncio. Todos os entes financeiros que registraram ofertas das ações fizeram o mesmo.
Na semana passada, o governo e o PT chegaram a denunciar a existência de indícios sobre a publicação de reportagens negativas que sairiam nas edições de final de semana dos grandes jornais e da revista Veja, mas nada aconteceu. A própria candidata Dilma Roussef acusou seu oponente pelos boatos, mas isto era falso.
Muitos agentes financeiros e inúmeros acionistas acham que foram enganados pelo Itaú e pelo Morgan, dois dos principais coordenadores da oferta, já que não teriam prevenido o mercado sobre suas restrições, mas os bancos alegaram que estavam impedidos de falar, por ordem da CVM.
Entre os motivos das revisões de opiniões sobre a Petrobrás, estão a capitalização da empresa, que permitiu ao governo aumentar sua parcela na Petrobras, a redução dos preços do petróleo no mercado internacional, a queda na expectativa de produção no curto prazo e a perspectiva de margens pressionadas. Também entraram na dança as razões políticas, como o uso eleitoral das notícias sobre a mega operação.
CLIQUE AQUI   para ler reportagem do Estadão sobre as perdas da Petrobrás.
Fonte:  Políbio Braga
COMENTO: quem, como este idiota que ora vos tecla, investiu na PTroubarás em meados de 2008, está amargando um prejuízo próximo a 40%. Quem é malandro e entende da jogada está saltando fora da canoa furada em que está se transformando a estatal brasileira, como o espertalhão George Soros que se livrou das ações da empresa. Sem contar o fato de que pagamos uma das gasolinas mais caras do mundo. Mas as boquinhas da "cumpanherada" estão garantidas. Por isso a gritaria da canalha contra as privatizações.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Fogoneros": A Sucursal Uruguaia das FARC

No Uruguai, que nos anos 60 e 70 enfrentou e venceu os guerrilheiros Tupamaros, surge hoje outro grupo que reivindica essa luta e a de outros grupos terroristas sul americanos como as tenebrosas FARC, o ELN, ou o grupo TUPAC-AMARU do Peru. Surge à sombra de um governo de esquerda que ampara e justifica estas manifestações totalitárias violentas dos iluminados de sempre que dizem representar o povo porém não se animam a ir às urnas.

Quem são os Fogoneros?
É uma organização criada em 19 de junho de 2003, que despreza a institucionalidade e diz ser representante do povo, ainda que os partidos que a apoiam não tenham obtido nenhuma representação parlamentar.
Em seu perigoso messianismo declaram: 
Nos dispomos a romper com este estado de coisas. Vamos conquistar e defender a livre disposição de nossos atos; que a autoridade suprema resida no próprio povo e rechaçar qualquer ingerência de interesses alheios a este, mediante o autogoverno e a independência.
Com isto não negamos a irmandade que nos une com todos os povos oprimidos e em particular com os da América Latina, com os quais nos unem laços culturais, históricos e nosso inimigo comum: o império yanqui
”.

A institucionalidade do país não é algo que lhes preocupe em absoluto, a democracia participativa é somente um mero detalhe na hora das “conquistas populares”. Dizem: “Sim somos conscientes da necessidade de um cambio estrutural e de que nosso inimigo utilizará tudo que esteja a seu alcance para não perder seus privilégios, não podemos nos prender às instituições do regime”, e agregam “A utilização institucional deve analisar-se em função de que contribua com a luta do povo e não vá em detrimento da mesma”.

A Luta Armada
Longe de ser uns inocentes e românticos lutadores sociais, reivindicam a luta armada dizendo:
Neste sentido destacamos dois picos de auge da luta popular:  a Revolução Oriental e as décadas de 60-70 [luta estudantil (mártires estudantis), luta operaria (greve geral de 73) e a luta política em sua via armada] tomando como fonte de inspiração destes dois períodos a Artigas e o Che”.

FOGONEROS e as FARC
Fica em evidencia o grau de compenetração e proximidade dos Fogoneros com as FARC, às quais trata de “Compañeros” . Não contentes com isso, em sua arremetida realizaram pichações e causaram danos a sede diplomática colombiana em Montevidéu.

Ataque contra a embaixada colombiana
No dia de hoje, primeiro de abril de 2008, Fogoneros recordaram a memória dos companheiros caídos das FARC-EP entre os quais se encontrava o comandante Raul Reyes.
A um mês dessa injustiça marcamos a embaixada de assassinos que levou a cabo esse massacre demonstrando que há pessoas dispostas a continuar com o legado daqueles companheiros.
Por isso, grafitamos sua embaixada e a marcamos com a cor vermelha que simboliza o sangue de nossos companheiros caídos. Por isso seguiremos lutando para não esquecer a injusta morte de nossos companheiros.
Reclamamos a saída da Embaixada da Colômbia de nossas cidades, e prometemos seguir o exemplo de nossos companheiros caídos.
A UM MÊS DO ASSASSINATO DOS COMPANHEIROS DAS FARC-EP RECLAMAMOS JUSTIÇA
HONRA AOS COMPANHEIROS CAÍDOS
HONRA A RAUL REYES” (sic)

Rede Internacional 
Os Fogoneros formam parte da Coordenadora Continental Bolivariana (CCB), organismo criado também no ano de 2003 e cujo ultimo congresso se realizou em Quito, Equador no Colégio Federico Gauss (Queseras del Medio nº 1162 e Av. 12 de Octubre, junto ao Hotel Tambo Real), entre os dias 24 e 28 de fevereiro de 2008 e que foi  assistido, entre outros, pelos mexicanos que visitavam o acampamento de Raul Reyes destruído pelo Exército colombiano em 1º de março daquele ano.
Dessa forma eles se denominam como CCB-Uruguay Fogoneros, demostrando sua ligação à organização continental.
Além disso não ocultam  seu orgulho e admiração pelo governo da Venezuela, o qual apoia a CCB tal como expressaram em 17 de novembro de 2007: 
Pela presente queremos manifestar nossa solidariedade com o povo venezuelano e seu processo revolucionário. No momento em que a oligarquia nativa e as potências imperialistas fustigam seu projeto popular é uma obrigação dos povos latino americanos brindar nossa voz de resistência de "não passarão". 
Sabemos do protagonismo que tem desenvolvido esse bravo povo nos últimos anos buscando vias de mudança que lhes devolvam sua soberania, pondo sobre a mesa o problema do poder, da integração latino americana, da construção do socialismo. Este exemplo tem ajudado no despertar dos povos do continente para enfrentar a avalancha neoliberal e reconstruir a Pátria Grande latino americana. Este é o motivo por que desde distintas formas se tenta fazer retroceder o povo, porém, seguros da dignidade desse bravo povo, alçamos nosso grito solidário e colocamos a disposição nossos humildes esforços nesse sentido. América Latina vencerá. Vencer ou morrer”. Também mencionam entre seus contatos internacionais ao Movimento Quebracho, o Partido Revolucionário Marxista-Leninista e o Partido Revolucionário dos Trabalhadores Santucho da Argentina. No Chile estão conectados à Frente Patriótica Manuel Rodriguez e ao MIR. No Peru ao Movimento Terrorista Tupac Amaru e na Colômbia às FARC e ao ELN.

Rede Local
Os aprendizes de terroristas locais têm uma rede no Uruguai que inclui o MRO (Movimento Revolucionário Oriental), a Corrente de Esquerda integrada entre outros por Helios Sarthou, a Federação Anarquista Uruguaia, a Organização Libertária Cimarron, o Partido Comunista Revolucionário, o Movimento 26 de Março, a Federação Libertaria, a Agrupação 8 de Outubro e a Esquerda Revolucionaria.
Entre os meios de comunicação locais eles recomendam La Diaria.
Fonte:  tradução livre de  En Voz Alta
COMENTO:  veja o artigo completo, com diversas fotos sobre a atuação de mais esse grupelho de bandidos, acessando AQUI.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Saiba Como Dilma Roussef Ajudou a Privatizar a CRT no RS

por Políbio Braga
Bem ao contrário do que trombeteiam seus programas eleitorais na TV, a candidata do PT a presidente, Dilma Roussef, trabalhou durante toda a sua primeira administração como secretária gaúcha das Minas e Energia para privatizar a CRT, a Companhia Riograndense de Telecomunicações (1991 a 1994). Quando saiu do governo, foi contratada pela RBS para ajudar a conceber a aliança com a Telefônica de Espanha para privatizar a CRT.
Durante o governo do PDT, que foi de 1991 a 1994, a mando de Dilma Roussef, seu então subordinado, o presidente da CRT, Milton Zuanazzi, homem que ela levaria já no governo Lula para a ANAC, fez várias viagens a Santiago para afivelar o negócio com a CTC, a Companhia Telefônica do Chile, então controlada pela Telefônica de Espanha.
O negócio não saiu.
É que o governador Alceu Collaes, também do PDT, como Dilma Roussef, já tinha assinado um protocolo intenções com a STET, na época a estatal telefônica da Itália, mais tarde privatizada e transformada em TIM. O governo chegou a iniciar negociações com a RBS para interessá-la a se associar à STET e assumir a CRT, mas o presidente Nelson Sirotsky Sobrinho tinha outros planos e disse ao interlocutor que o procurou:
- Se for para comprar a CRT, eu compro sozinho e não preciso dos italianos.
Ao bater de frente com o próprio governador Alceu Collares, Dilma Roussef e o presidente da CRT pagaram caro pela ousadia. Zuanazzi foi demitido com desonra da CRT.
O negócio que o governo pensava tocar com a STET, era complicado, envolvia emissão de debêntures conversíveis em ações e acordo de acionistas, porque a Lei de Privatizações ainda não tinha sido editada, o que só aconteceu no governo FHC.
Terminado o governo, Dilma Roussef, de posse de toda a memória das negociações com a Telefônica de Espanha, via CTC, mais informações privilegiadas sobre a CRT, foi trabalhar para a RBS, a convite do então diretor Jurídico, Afonso Mota. Mota, brilhante advogado, era do PDT como Dilma Roussef. Nem uma só vírgula de qualquer contrato ou acordo da RBS saía do grupo sem o seu aval.
A ex-secretária de Minas e Energia foi ajudar na área de Projetos Especiais da RBS. Um deles, o mais ambicioso e brilhante, foi o que levou ao acordo com a Telefônica de Espanha. Nelsinho, o dono da RBS, e Juan Villalonga, no dia 16 de dezembro de 1996, dois anos depois do final do governo do PDT, venceram o leilão de privatização da CRT. Na data da privatização da CRT, a composição acionária da Telefônica do Brasil era: Telefônica Internacional, 30%; RBS, 30%; e o restante das ações dividido entre a Portugal Telecom, 23%; a Iberdrola (empresa de energia espanhola), 7%; e o Banco Bilbao Vizcaya, 7%
Fonte:  Políbio Braga

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Verdadeira Morte de Yves Hublet, o Brasileiro Indignado que Enquadrou José Dirceu a Bengaladas.

por Bruno Abbud
O deputado federal José Dirceu, do PT de São Paulo, estava cercado por jornalistas quando passou por um corredor da Câmara em 29 de novembro de 2005, um dia antes de ter o mandato cassado e os direitos políticos suspensos até 2016. Não percebeu que, na multidão, havia um dos incontáveis brasileiros indignados com a roubalheira do mensalão. As câmeras de TV documentaram a cena fora do script. Levou duas bengaladas do escritor curitibano Yves Hublet, de 67 anos. Uma acertou a clavícula, a outra atingiu os braços que protegiam o rosto.
Os flashes voltaram-se imediatamente para o homem de barbas brancas que no dia seguinte foi apresentado ao país na primeira página de todos os jornais. Desde então, Hublet, que se contentava com a restrita notoriedade que lhe dera a autoria de “Artes & Manhas do Mico-leão” e “A Grande Guerra de Dona Baleia” ─ livros infanto-juvenis bem sucedidos ─ ficou nacionalmente conhecido como o “homem da bengala”. Cinco anos depois, o escritor voltou de uma temporada na Europa, foi preso pela Polícia Federal e morreu num hospital público em Brasília.
A morte de Hublet gerou um tsunami de rumores na internet. O blog do jornalista Cláudio Humberto informou que o corpo fora “cremado na Bélgica”. O colunista Ricardo Boechat explicou que o escritor “não tinha parentes e, por isso, ninguém sabe o destino do corpo”. Em 3 de agosto, no plenário do Senado, o tucano Álvaro Dias mencionou as “circunstâncias suspeitas” da morte. O programa Fantástico, da TV Globo, designou repórteres para investigá-la. Até hoje, a imprensa que tornou Hublet famoso nada publicou de conclusivo sobre o caso.
No fim de 2006, quase um ano depois do episódio das bengaladas, Hublet, que tinha dupla cidadania, mudou-se para a Bélgica. “Ele se dizia decepcionado com o Brasil”, informou um editor dos livros infanto-juvenis, que não quis ser identificado. O escritor refugiou-se num apartamento pago pelo governo na cidade de Charleroi. Frequentava a biblioteca Arthur Rimbaud, onde consumia um bom tempo conversando com as bibliotecárias Josete, Hélène e Cécile. A solidão o animou a escrever a história de sua família.
Em abril deste ano, Hublet decolou num avião em direção ao Rio de Janeiro. Hospedou-se numa casa na Tijuca, pertencente à ex-mulher Sueli Bittencourt, com quem viveu durante 21 anos. “Ele pedia remédios para hemorróidas”, contou Sueli por telefone. “Eu perguntava se estava tudo bem, mas ele desconversava”. Do Rio de Janeiro, o escritor voou até Curitiba. Ficou na casa de um amigo em Quatro Barras, município a vinte quilômetros da capital paranaense. Em 15 de maio, jantou com o editor. “Ele estava bem, sem aparentar problemas de saúde”. Dois dias depois, partiu para Brasília.
Rômulo Marinho, que se tornou amigo de Hublet durante o convívio no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, obteve o aval da mulher para hospedá-lo. Os dois costumavam falar de política na varanda. Numa das conversas, Marinho notou que o amigo levantava-se com frequência exagerada para ir ao banheiro. “Ele disse que tinha uma pequena hemorragia retal e que vinha tomando remédios”, disse Marinho. “Quis levá-lo ao hospital, mas ele avisou que ia se tratar na Bélgica. Estava com a passagem marcada para 27 de maio”.
A empregada de Meireluci Fernandes, uma amiga de Hublet que naquela semana também o acolheu em Brasília, queixava-se por ter de limpar todos os dias o vaso sanitário repleto de sangue. O escritor ficou ali no sábado e no domingo, e retornou à casa de Marinho. Os intervalos entre as idas ao banheiro encurtaram.
Antes de embarcar rumo à Europa, Hublet foi ao guarda-móveis Dular, na Asa Sul de Brasília, onde armazenara livros e objetos antigos. Levou algumas caixas à casa de Marinho e, de uma delas, tirou um violão castigado pelo tempo. Presente para o neto do anfitrião, que encaminhou o instrumento à Serra Negra, interior de São Paulo, para que fosse restaurado pelo especialista Di Giorgio. De outra, sem que ninguém percebesse, sacou duas garruchas velhas, herança de família. Desmontou e escondeu as peças de ferro entre as roupas na mala.
Por volta das 17h do dia 27 de maio, Marinho levou Hublet ao aeroporto de Brasília, no Lago Sul. Duas horas depois, recebeu o telefonema: Hublet fora preso pela Polícia Federal, que localizou as garruchas desmontadas e instaurou o inquérito 6832010. Como não tinha o registro das armas, o escritor ficou seis dias preso numa cela da PF. Depois voltou para a casa de Marinho. Em 3 de julho, o “homem da bengala” foi internado no quarto 408 do 4º andar do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), vítima de um adenocarcinoma ─ tumor maligno que se instalou no intestino.
Depois de ler a notícia numa rede social da internet, postada por Solange Macuch, ex-namorada de Hublet em Curitiba, uma prima que mora no Rio de Janeiro, e que também pediu para não ser identificada, ligou três vezes para o hospital. “Na primeira, ouvi a voz sofrida dele”, disse. Na segunda, o som soou quase inaudível. Na terceira, a enfermeira avisou que o paciente não tinha condições físicas para atender.
Hublet morreu às 6h30 da manhã de 27 de julho. Marinho acredita que o amigo veio da Europa consciente de que não sobreviveria por muito tempo. Ele supõe que o amigo tenha enfiado as armas na mala porque, no íntimo, preferia ficar no Brasil. Márcia Oliveira, ex-mulher de Hublet na capital, desconfia de que, pelo percurso que o ex-marido fez pelo país, estava tudo planejado. O escritor despedia-se do mundo. “Ele escondeu a doença que tinha, optou por não se cuidar”.
Diferentemente do que se divulgou na internet, o corpo não foi cremado. Yves Hublet está enterrado no setor C, lote 0208, quadra 02032 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília. Seus livros continuam circulando pelas escolas do país. A bengala ─ adquirida depois que fraturou o joelho numa queda de planador, e que acertou Dirceu em cheio ─ está guardada num quarto da casa de Rômulo Marinho. Ele pretende um dia torná-la símbolo da luta contra a Era da Mediocridade.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Baixou a Urucubaca no Pé-Frio

por Giulio Sanmartini
Fica muito difícil imaginar que Lula por acaso saiba quem foi Esopo, muito menos que o tenha lido e se por um acaso inexplicável o fez, com certeza não entendeu.
Ele se comporta como a raposa da fábula “A raposa e as uvas”, que despreza as frutas porque não as pode alcançar.

Quando deputado federal, tendo um mandado apagado e percebendo que ali não sairia de onde estava, menosprezou a casa alegando que era um antro de 300 picaretas. Mas depois de presidente, vendo que precisava desta para atingir seus objetivos pessoais, não titubeou aliar-se com a escória moral da Câmara e ainda trouxe mais alguns dos seus para que, associando-se, formassem uma quadrilha.
Sua desmesurada vaidade o fez sair da normalidade e, nesse delírio, imaginou-se agraciado pelo Rei da Suécia com o prêmio Nobel da Paz.
Ao prever que o premio não lhe viria, usando sempre o mesmo sistema, antecipou-se e no último dia do mês passado, declarou em entrevista à revista britânica The Economist, sem o mínimo pejo e sem tentar disfarçar o desdém: “Cada vez que eles sentam para conversar, eles ganham um Prêmio Nobel. Eles deram dez Prêmios Nobel pela paz em Israel e Oriente Médio, e a paz não aconteceu. Essas pessoas deveriam devolver seus Prêmios Nobel, já que não há paz.”.
O mal estar baixou nas suas hostes, o chanceler babaca Celso Amorim escafedeu-se, o asqueroso assessor Marco Aurélio Garcia, homiziou-se em seu gabinete, treinando para o aprimoramento de fazer gestos obscenos; a eminência parda Gilberto Carvalho esconde-lhe notícias que possam contrariá-lo, Dilma fica alienada em seus “achismos” e “não sabimos” e Lula faz cara de que nem é com ele.
Segundo Augusto Nunes: "Todos fazem de conta que o campeão mundial de popularidade em pesquisa nunca sonhou com o prêmio Nobel da Paz. Que não foi pensando nisso que dedilhou a lira do delírio no Oriente Médio e no Irã. Estimulado pelos áulicos, o presunçoso incontrolável acreditou que se tornara a versão brasileira de Nelson Mandela. Pela segunda vez em uma semana, colidiu com a realidade.
Perdeu para o chinês Lin Xiaobo, preso por defender os direitos humanos. O cruzamento da soberba com a ignorância nunca ouviu falar no premiado, e renunciou faz muito tempo à luta que mantém Lin Xiaobo na cadeia. Hoje só combate em palanques, para continuar no Planalto com o nome de Dilma Rousseff. Vai perder mais uma.
"
COMENTO:  não posso deixar de citar o comentário de um dos leitores do excelente blog de Adriana Vandoni, de onde foi copiado o texto acima: "Algumas personalidades decentes, honradas, dignas e honestas, comprometidas com o Respeito Humano e em sintonia com gente comprometida com a PAZ no Planeta (sem intenção de extirpar outros países do Mapa) receberam o Nobel da Paz. E alguns estiveram muito tempo presos…  Vou torcer para Lula receber o Nobel da Paz um dia … mas só depois de muito tempo preso!"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Honoráveis Terroristas - Uma Boa Leitura Para o "Feriadão"!

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Não podemos deixar que esses senhores permaneçam no poder e nos arrastem para a maldita ditadura do proletariado (da qual o proletário estará alijado completamente das decisões a serem tomadas em Brasília, como já vem ocorrendo há quase oito anos) sem o mínimo de esclarecimento aos eleitores sobre quem são eles e quais seus propósitos.
Se ficarmos de braços cruzados hoje, o país inteiro arrepender-se-á a muito curto prazo e, se existe uma coisa que não tem cura, é o arrependimento.
Tenham paciência, curiosidade e dever cívico, leiam até o final e espalhem da forma que melhor lhes convier.


COMENTO:  transcrevo parte do que escreveu o editor do "Esculacho e Simpatia" na apresentação desse excelente trabalho de compilação de dados: "um trabalho primoroso de pesquisa e um serviço de utilidade pública dos mais importantes no momento crucial pelo qual passa nosso país, vésperas de uma eleição que pode empurrar a todos nós para um buraco negro profundo e difícil de sair, achei por bem divulgar aqui e pedir a todos que a esta leitura tiverem acesso, que a divulguem, a copiem, a enviem por e-mail para o máximo possível de pessoas." Uma boa leitura para o "feriadão"!

domingo, 10 de outubro de 2010

Mercado em Polvorosa Com as Boatarias Sobre a Petrobrás

por Ricardo Noblat
"Lula reagiu com irritação ao saber que o valor das ações da Petrobrás despencou, hoje, sob o impacto do boato de que a revista Veja  trará no fim de semana reportagem capaz de causar sérios embaraços à empresa. A um auxiliar, Lula disse:
— A Veja quer f.... a Petrobrás só para eleger Serra."
O aumento de capital da Petrobrás, anunciado como o maior IPO do mundo, foi precipitado por interesses eleitoreiros aventureiros patrocinados pelo próprio presidente Lula. Lula está destruindo a Petrobrás. As ações da estatal viram mico na Bolsa de São Paulo e a queda constante das cotações impõe pesadas perdas aos acionistas.
A história desse IPO ainda não foi contada pela mídia amestrada e nem foi denunciada como devia ter sido pela oposição.
CLIQUE AQUI  para ler a reportagem completa do jornal "O Estado de S. Paulo" desta sexta-feira, que trata justamente do imbróglio causado pelo governo Lula, do PT. Em apenas dois dias, o valor em bolsa da Petrobrás caiu R$ 24,9 bilhões. Desde o início da semana, a perda foi a R$ 28,4 bilhões. E tudo isto pelo açodamento e irresponsabilidade do governo do PT, que ameaça a própria existência da Petrobrás. O tamanho da perda é igual ao tamanho de uma empresa de porte grande como a Vivo.
COMENTO:   Na sexta-feira, os papéis da Petrobras voltaram a subir, com as ações preferenciais fechando em alta de 2,77%, negociadas a 26 reais. Já as ordinárias mostraram alta de 2,44%, cotadas a 29 reais. De acordo com a página "Iniciante na Bolsa", IPO é a sigla para a expressão em inglês Initial Public Offering que significa a abertura do capital de uma empresa no mercado acionário. Grosso modo, a empresa avalia quanto vale, divide esse valor em diversos pedacinhos — chamados ações — e põe os pedacinhos para serem vendidos na bolsa de valores. O "aumento de capital da PTroubarás" não parece ter dado certo se considerarmos que os maiores "investidores" anunciados são detentores de verbas públicas conforme de pode ler AQUI.

sábado, 9 de outubro de 2010

Mano a Mano

por Dora Kramer
Se o PT pode retirar o tema do aborto do programa aprovado pelo partido porque atrapalha a campanha eleitoral, com a mesma facilidade pode repor o assunto na agenda quando achar que não há mais obstáculos.
Esse tipo de gesto dificilmente convenceria alguém e poderia representar um grave risco para a candidata Dilma Rousseff: os grupos religiosos não ficariam satisfeitos, as pessoas que concordam com a descriminalização do aborto ficariam insatisfeitas e a campanha deixaria a impressão geral de que quis fazer todo mundo de bobo.
Conforme ficou demonstrado pelo resultado do primeiro turno, o brasileiro não está naquele estado de idiotia que se imaginou. Ainda sabe fazer umas contas, discerne razoavelmente umas coisas das outras e não se deixa levar pelo cabresto.
Por isso mesmo a maquiagem tem limite e, principalmente agora no segundo turno, os poderes do marketing também. Há controvérsia sobre o velho dito segundo o qual eleição do segundo turno é outra eleição.
Quem discorda fala da quase impossibilidade de primeiro e segundo colocados inverterem as posições. De fato, a virada não é a regra. Mas é um outro tipo de processo. Nele, há muito pouco espaço para enganação: o mano a mano põe os candidatos face a face numa luta sem segunda chance.
O horário eleitoral deve prender atenção do eleitorado muito mais: porque é mais curto  dez minutos para cada lado  e porque não tem mais aquele desfile de candidatos aos parlamentos.
São vinte e poucos dias de adrenalina. Nesse período conta muito menos a propaganda e muito mais a estratégia. Ou seja, a política, tudo o que faltou no primeiro turno.
Ambos os grupos adversários estarão com suas figuras de ponta eleitas e liberadas para cair na batalha. Há vantagens e desvantagens para Dilma Rousseff e José Serra.
Ela continua com duas imensas vantagens: o presidente Lula na chefia dos trabalhos e a dianteira de muitos milhões de votos.

Ele tem em seu favor o espaço de conquista de eleitores nos dois maiores colégios eleitorais, cujos governadores eleitos são do PSDB, e o ânimo renovado de militantes e eleitores pela possibilidade real de vitória, sentimento que tinha sido arquivado havia uns dois meses.
Dilma carrega passivos importantes: os ecos do escândalo Erenice Guerra, os temas polêmicos (aborto, imprensa, casamento gay, direito de propriedade) que o partido abraça e que o governo incorporou no Plano Nacional de Direitos Humanos 3, achando que a concessão à esquerda não renderia problemas e poderia dar até certo charme à candidata.
Serra vem de uma campanha horrível em que ele errou mais que todos, mas não errou sozinho. Achou que ganharia a eleição por gravidade, por sua bela formação, sua excelente trajetória. Esqueceu-se apenas de compartilhar essa maravilha com o País e de dar a ela uma forma política que pudesse construir na cabeça das pessoas uma representação de alternativa de poder.
O PSDB tem as próximas semanas para mostrar se tem unidade, vontade e inteligência para falar direito com o eleitor.
A grande vantagem do tucano é que a campanha não pode piorar.
Já os petistas que achavam que a campanha não precisava mudar nada, tiveram de se deparar com a dura realidade relatada pelos governadores na primeira reunião pós-primeiro turno. Aliás, realizada no Palácio da Alvorada, sob a égide da ilegalidade  para não perder o hábito.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, puxou o assunto e vários concordaram: Lula errou ao ser tão agressivo e o PT inteiro, candidata inclusive, ao se comportar como se a eleição estivesse ganha.
Consta que Lula prometeu ser elegante nos modos, que Dilma falará com Deus em público quando necessário e que os petistas serão humildes como discípulos de Francisco, o santo.Isso com a colaboração de Ciro Gomes, que agora passa a integrar a coordenação de campanha, onde se prometeu também lugar de destaque para o PMDB.
Para quem? Para o partido que segundo Ciro pode ser definido como um "ajuntamento de assaltantes". Serão dias inesquecíveis.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Capataz do Roçado de Escândalos Afirma que o Ibope e o Sensus Fraudam Pesquisas‏

 por Augusto Nunes
Ciro Gomes estreou no Direto ao Ponto em 27 de abril de 2009, cinco dias depois do nascimento da coluna. O resumo da ópera estava no título: O menino maluquinho do Ceará virou um cinquentão muito doido. Na abertura, o texto recordava uma das performances do artista na campanha presidencial de 2002. O candidato desfiava promessas na entrevista a uma emissora de rádio quando um ouvinte resolveu perguntar-lhe por telefone se, por acaso, pretendia ser presidente da Suíça.
Lá é parlamentarista”, replicou a voz irritada. “É só um aviso aí pra esses petistas furibundos. Tem que fazer as perguntas com um pouco mais de cuidado pra largar de ser burro”. Não demorou a perceber que ficara um pouco pior no retrato. Mas levou alguns dias para balbuciar um pedido de desculpas tão convincente quanto a frase recitada em seguida: “Nunca agredi ninguém em minha extensa vida pública”.
Como é que é?, espantaram-se todos os cearenses. Até os mandacarus do sertão sabem que Ciro sempre foi uma usina de grosserias. Em 1994, por exemplo, quando ainda se enfeitava com plumas de tucano, foi à luta contra o partido que apoiaria no século seguinte: “Os políticos do PT são uns mijões nas calças”, resumiu numa entrevista. Nos 16 anos seguintes, o que andou fazendo e dizendo transformou o antigo menino maluquinho num cinquentão doido demais.
Em fevereiro de 2008, irritou-se com a atriz Letícia Sabatella, que visitava o Congresso com um grupo de celebridades contrárias à transposição das águas do São Francisco. “Não sei se estou no mesmo lugar que o seu, mas é parecido”, disse. “Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa. Às vezes suja de cocô. Mas minha cabeça, não. Meu compromisso, não”. Letícia nem respondeu. Três meses depois da atriz, chegou a vez de Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza em campanha pela reeleição. Para ajudar a então senadora Patrícia Saboya, mãe de seus filhos e também candidata, o deputado federal estacionado no PSB (depois de escalas no PDS, no PMDB, no PSDB e no PPS) deu uma geral na paisagem e, em julho de 2008, emitiu o parecer: “Fortaleza é um puteiro a céu aberto”.
Em abril de 2009, irrompeu no plenário da Câmara colérico com os parlamentares que achavam prudente usar a cota de passagens aéreas com menos desfaçatez. “Até ontem era tudo liberado!”, esbravejou. “Então, por que mudar? É um bando de babacas!”. Ficou mais bravo ainda quando soube que viera do Ministério Público a informação de que havia financiado com dinheiro da Câmara, tungado dos contribuintes, um giro internacional da mãe. “Ministério Público é o caralho!”, caprichou. "Não tenho medo de ninguém! Da imprensa, de deputado! Pode escrever o caralho aí!", recomendou aos jornalistas.
Voltou ao palco em fevereiro passado para detonar os principais partidos da base alugada: “A moral da aliança PT-PMDB é frouxa. É um roçado de escândalos já semeados”, constatou.  Em 23 de abril, numa entrevista ao SBT, assumiu o comando da artilharia antigovernista. Afirmou que Serra “é muito mais preparado que Dilma”, contou que mandara José Dirceu pastar, recomendou a Lula que recuperasse a humildade perdida e voltou a mirar na coalizão federal. “O PT se junta ao pilantra para esquecer os malfeitos que o pilantra faz”, acusou. No dia 14 de setembro, o escândalo da Receita Federal e as bandalheiras na Casa Civil o animaram a festejar o acerto do diagnóstico. “Já falei que essa aliança é um roçado de escândalos”, gabou-se.
Nesta terça-feira, menos de um mês depois da declaração, o menestrel da moralidade aceitou o convite para trabalhar como capataz do roçado. “Tem uma pessoa muito especial que hoje integra a coordenação da campanha, que é o nosso querido Ciro Gomes”, recitou Dilma Rousseff. “Ele vai participar da coordenação e estou muito feliz porque eu admiro, respeito e considero muito o deputado Ciro Gomes. Acho que ele tem uma imensa contribuição a dar”. Frustrada com os resultados do primeiro turno, a candidata do PT queixou-se do “baixo nível” da campanha. Para elevá-lo, convocou o hóspede perpétuo do Sanatório Geral.
Os estragos vão começar quando forem divulgadas as próximas pesquisas de intenção de voto. Os marqueteiros de Dilma certamente transformarão os índices colhidos por institutos amestrados para cantar vitória no horário eleitoral. E a oposição poderá silenciar a cantoria com a exibição de um vídeo de 30 segundos. Nesse trecho da entrevista veiculada em 26 de abril pela Rede TV!, o coordenador da campanha governista informa que o Ibope e o Sensus são comerciantes de estatísticas. Como o entrevistador pareceu surpreso, Ciro pisou no acelerador: “O Montenegro vende até a mãe”. Carlos Augusto Montenegro é o presidente do Ibope.
Se receberem alguma interpelação judicial, os dirigentes do PSDB devem repassá-la à coordenação da campanha de Dilma Rousseff. Os amigos injuriados que se entendam com Ciro Gomes.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eis a Votação do Brasil Moderno e do Brasil dos Grotões

por Políbio Braga
A lista que você pode examinar ao lado (clique em cima para ampliar a imagem) foi elaborada pelo site www.terra.com.br e revela de que modo a candidatura do tucano José Serra capturou amplo apoio nas cidades de IDH mais alto do Brasil, ao mesmo tempo em que demonstra que nas cidades de mais baixo IDH a vantagem foi da petista Dilma Roussef.
O IDH mede o Índice de Desenvolvimento Humano, portanto apresenta as cidades com melhor qualidade de vida, o que inclui rendimento melhor e mais bem distribuído entre a população, maiores níveis de educação e de cultura, melhores condições de vida social e segurança.
Nas 10 campeãs de IDH, entre as quais três gaúchas, inclusive Bento Gonçalves, cujo prefeito é do PT, Serra levou vantagem em nove. É um número muito alto e muito superior à fatia que ele conseguiu no Brasil.
Ao contrário, Dilma Roussef levou vantagem em nove das dez cidades de pior IDH do Brasil.
O que revelam as tabelas é que a candidatura de José Serra, do PSDB, é a candidatura dos centros urbanos e rurais mais modernos, contemporâneos, progressistas, que compreendem suas propostas de administração inovadora, competente e eficaz, comprovada pelo seu currículo e biografia conhecidíssimos.
No caso dos municípios de IDH baixíssimo, prevaleceu o voto dos eleitores mais atrasados, pobres, dispostos a fazer concessões por bolsas-fomes. São os votos dos grotões. O PT surge no caso como o Partido dos velhos coronéis dos antigos PSD  (PMDB) e UDN (PT). Este tipo de eleitor vai atrás de qualquer Padim Ciço, votando numa candidata que possui um currículo já denunciado como falso (Sistema Lattes) e uma biografia totalmente obscura, sombreada e sem brilho próprio algum.
O cotejo desses dois candidatos e desses dois Brasis estará em jogo no segundo turno.
CLIQUE AQUI para examinar as duas tabelas.
Fonte:  Políbio Braga 
COMENTO:  vale a pena dar uma olhada nos mapas do Terra.  Ali é mostrado claramente que a maior votação obtida por Dilma Roussef foi fundamentada nas áreas mais carentes, não em função de esperanças de melhorias para a população, mas sim pelo medo de perder as migalhas que são distribuídas sob o disfarce de "programas sociais", vulgarmente conhecidos como 'bolsas-miséria'.  Tais 'programas' não visam minorar a miséria da maior parte da população brasileira, mas sim manter essa população na situação de dependência ao governo, sem oportunidade de melhorias pessoais que permitam escapar dessa armadilha.

Canoas, Terra de Ninguém. Ou Melhor, Terra de Mafiosos?

Recebi, ontem à tarde, do jornalista Rogério Mendelski: 
— "Fiquei impressionado com o relato do teu leitor Lauro Tendardini a respeito das arbitrariedades cometidas contra ele e contra a Lei Eleitoral em Canoas. Pelo jeito, deverá se repetir o mesmo na eleição do segundo turno, no dia 31. Será que o MPE ficou sabendo? Aliás, em Canoas, com a tal eleição digitalizada teve gente votando às 19h. O que assusta é que tudo ocorreu aqui do nosso lado e não num grotão da Amazônia ..."
— O Rogério refere-se a um texto do jornalista Lauro Tentardini, que está no espaço Dos Amigos. Postei lá, pelo tamanho do e-mail, que é rico em detalhes. Esperava que alguém se manifestasse sobre o que o jornalista conta. E ele se dispõe a apresentar provas. Nessas horas, eu pergunto: Onde estão os chamados magistrados? Será que um assessor de um desses magistrados não poderia ter feito uma impressão e encaminhado ao chefe? Será que este escândalo vai ficar por isso mesmo? 
 Para quem não leu, aí está o texto do Lauro Tentardini:
Sei que muitos da imprensa são amigos do senhor Jairo Jorge da Silva, prefeito de Canoas. Mas os fatos que vou relatar refletem a verdade, inclusive com Boletins de Ocorrência registrados por mim.
Na sexta-feira, por volta das 21 horas, ao passar pelo sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, ouvi um discurso, o que já era proibido por lei. Perguntei ao flanelinha que me informou se tratar de um discurso do Pimenta e do Nelsinho Metalúrgico, candidato apoiado por Jairo Jorge.
Dei a volta e avistei na Victor Barreto, três ônibus, um inclusive com a placa do Nelsinho Metalúrgico, e que transportou a militância para a reunião proibida. Durante duas horas chamei o 190 e sempre a mesma resposta "já mandamos uma viatura para o local". Depois das duas horas que citei, resolvi eu mesmo filmar e fotografar. Fiz isso do lado de fora, evidentemente e, também, peguei as pessoas entrando no ônibus. Fui ao plantão da Polícia Civil e registrei o boletim de ocorrência, assim como denunciei ao TRE. Achei que era uma infeliz coincidência, mas ontem percebi que temos um xerife, e não um prefeito. No início da manhã, ao votar no colégio Espírito Santo, avistei muitas bandeiras do PT. Até aí tudo bem, não fosse na fila de votação duas mulheres comentarem, de maneira equivocada e fraudulenta, que não se poderia votar no candidato Ronchetti, pois este estaria inelegível. Uma informação falsa, divulgada de forma equivocada por parte da imprensa e espalhada pelo PT. Ronchetti liderava todas as pesquisas em Canoas e despencou de forma muito estranha. A curiosidade é que as mulheres que divulgaram a informação tinham adesivos de Nelsinho Metalúrgico no peito, outra coincidência. Avisei a voluntária do TRE que aquele tipo de abordagem na fila de votação era proibida, mas ela não tomou nenhuma providência e disse que não ouviu nada. Então, logo depois, a Polícia Militar mandou que muitas pessoas com adesivos de Ronchetti os retirasse e entregasse para eles. Pergunto, em qual outra cidade "destepaíz" foi proibida a utilização de adesivos bolacha no peito? E por que os petistas continuavam com suas estrelas e bandeiras? Mais tarde, na Rua Venâncio Aires, eu e minha colega jornalista, Ângela, avistamos uma grande concentração de viaturas. Sabe qual foi o absurdo desta vez? Arrombaram o carro da senhora Carmem Dadaut, que por coincidência tinha adesivos do Ronchetti no vidro. A senhora Carmem estava almoçando e o Diego, dono do restaurante, interveio. Foi preso na hora. Eu estava me sentindo em Cuba ou na Venezuela, os países que adotam as regras democráticas modelo para o PT. Depois, na mesma rua, paramos pra ver qual o motivo do novo bolinho. Aí um Policial Militar, sem identificação nominal, mandou descermos, apagou todas as minhas fotos da câmera, e fez várias ameaças. Abriram o porta-malas da senhora Ângela, mas para a tristeza deles nada de irregular foi encontrado, nem nos documentos do carro. Fui ameaçado de prisão, anotaram número do meu documento, meu nome e data de nascimento. Me senti um bandido, um criminoso, um mensaleiro. No colégio Rondon, o Jingle de Dona Dilma era tocado. Mas não é proibido no dia da eleição? A Polícia estava lá e nada fez. Por fim, por outra coincidência do destino registramos onze pessoas que tentaram votar em Ronchetti e disseram que ao digitar o número aparecia "nulo" nas urnas eletrônicas infraudáveis. Segundo o TRE, as pessoas devem ter errado o número. Um apagão de memória coletiva. É possível, sem dúvidas. Mas foi mais uma infeliz coincidência de um dia cubano num país democrático.
COMENTO: eu me recuso a pensar que a gloriosa Brigada Militar tenha tomado partido nas eleições. Acredito que as ações relatadas tenham sido atitudes individuais de maus policiais, organizados em uma verdadeira quadrilha com objetivos eleitorais. Realmente é muita coincidência a ocorrência dos diversos fatos relatados, em diferentes locais. Só uma ação de quadrilheiros fardados explicaria tanta patifaria. Porém, muito mais estranhável é o gritante silêncio por parte do Comando da Corporação e dos responsáveis pela fiscalização judicial da lisura das eleições. Aos leitores de fora do Rio Grande, explico que Jairo Jorge, o atual prefeito de Canoas/RS, é aquele sujeito com cara de "padre nerd" que secundava Tarso Genro, quando este foi Ministro da Educação em substituição a Cristovam Buarque. Será que lá pelas bandas do Rio Grande também já "tá tudo dominado"? Esse tipo de atitude terá tido alguma repercussão na vitória do 'peremptorio' governador eleito?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

03 de Outubro: Um Dia Que as Esquerdas Detestam Lembrar

por Janer Cristaldo
Faz vinte anos. Era inverno e fui bronzear-me em Berlim. Afinal, como dizia um jornalista francês, o sol da liberdade também bronzeia. O Muro começava a ser derrubado e eu não poderia furtar-me ao gesto simbólico de quebrá-lo com minhas próprias mãos. Os comunistas alemães construíram uma obra para desafiar os séculos. Mais fácil demolir pirâmides. Meu martelo voltava com força a cada golpe e quase rebentei os dedos para conseguir dois míseros caquinhos. A solidez do concreto dava-lhe um caráter de eternidade e contaminou as mentes: escritor algum ousou antecipar em suas ficções ou ensaios a derrubada do Muro. Não devem ter lido Marx com atenção. Já no Manifesto, o profeta irado anunciava: tudo que é sólido se desmancha no ar.
Hoje, 03 de outubro, é uma das datas mais emblemáticas do Ocidente. Claro que jornal algum no Brasil vai celebrar. Chez nous, o fundo do ar ainda é vermelho, tanto que hoje disputam a Presidência da República três candidatos de extração marxista. Há fatos que as esquerdas não gostam de lembrar. Falo da reunificação das Alemanhas. Há exatamente vinte anos, acontecia o que ninguém acreditava que pudesse acontecer: Alemanha Ocidental e Oriental se fundiam em uma só.
Nada melhor que relembrar as vozes ainda não muito distantes de tristes fantasmas do século passado. Em 1985, a cinco anos de distância da fusão dos dois países, escrevia o comunista gaúcho Antonio Pinheiro Machado Netto, em Berlim: muro da vergonha ou muro da paz?:
Hoje não se pode mais falar em reunificação da Alemanha, pura e simplesmente, com fundamento tão somente na língua e história comuns. (...) Não se pode, todavia, afastar a hipótese de, num futuro mais ou menos remoto, vir a ocorrer a unificação (como aconteceu no Vietnã). Esta hipótese, porém, só pode ser considerada se na chamada Alemanha Federal  RFA  passar a existir também um regime socialista.
Uma das maiores bobagens veiculadas no Brasil sobre o Muro de Berlim é que ele foi erguido para evitar as fugas de alemães da RDA para a parte oeste de Berlim. Esta asneira é veiculada até por pessoas que gozam de alguma credibilidade no Brasil, e por órgãos de comunicação, que se apresentam como veículos fiéis à verdade.
Todos os epítetos lançados contra o muro 
 afronta à liberdade, vergonha, etc., etc.  escondem apenas o ressentimento e a frustração dos fazedores de guerra que, naquela linha de fronteira, viam o começo da terceira guerra mundial por que tanto sonham, e para cujo deflagrar tudo fazem, com vistas a salvar o capitalismo da crise irreversível em que está mergulhado.
É natural que na RDA e nos demais países socialistas a tendência seja a diminuição do índice de criminalidade, de vez que as infrações penais que têm origem na miséria, numa vida difícil e atormentada, com dificuldades econômicas e financeiras, tendem a desaparecer por completo nos países socialistas, e muito particularmente na RDA. Mas, decorridas quatro décadas, essa mesma Alemanha Ocidental 
 eis a grande verdade  não resolveu problemas vitais do povo alemão que vive na região ocidental. Mais do que isso. Hoje a República Federal da Alemanha  RFA , como todo mundo capitalista, é um país atormentado por uma crise de vastas proporções, crise política, econômica, social e moral.
A realidade alemã ocidental hoje reflete a crise que avassala o sistema capitalista. Na RFA a situação social também vem se agravando. Progressivamente aumenta a pobreza. Os sindicatos da RFA estão prevendo que até 1990 cerca de 100 mil pessoas perderão seus empregos, atualmente, por força da automação. Afora, evidentemente, o desemprego resultante da crise do capitalismo que existe na RFA e em todo o ocidente capitalista, e que vai continuar.
Os meios de comunicação de massa do Ocidente já decretaram que nos países socialistas não há liberdade para os cidadãos e que, especialmente, inexiste liberdade de imprensa. Também decretaram que os direitos humanos não são respeitados no mundo socialista. Daqui cinco anos, na RDA, não haverá mais desconforto habitacional 
 todas as famílias terão sua casa.
A história é mulher loureira, dizia um escritor pelo qual não tenho maior apreço. Mas tinha razão. Pinheiro Machado fala com a certeza dos donos da verdade. Os comunistas sempre depositaram uma fé cega na História e olhavam com um misto de piedade e asco para quem não participava de suas crenças. No entanto, aí está: uma só Alemanha, rica e poderosa, para a qual o regime soviético já não passa de uma mancha do passado.
Longa é a jornada de um comunista até o entendimento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Farsa Desmontada em 35 Segundos

“A senhora é socialista?”, pergunta o repórter a Dilma Rousseff. “Sou”, confessa a entrevistada que aprendeu ainda na adolescência nos anos 60 que, no Brasil, “socialista” é o esconderijo vernacular em que se enfurna todo comunista. Em seguida, o jornalista quer saber se Dilma faz restrições à legislação sobre o aborto. Então, adoçando a segunda confissão com eufemismos como “descriminalização”, a chefe da Casa Civil revela que é a favor do aborto.
Se Dilma mantivesse o que disse há pouco mais de três anos na sabatina na Folha, a primeira resposta apenas atestaria que a candidata de Lula continua estacionada na metade do século passado. Como a ditadura militar acabou há muito tempo, ela pode defender sem sobressaltos a ditadura do proletariado. Também está liberada para permanecer distante da religião e discordar das concepções do Vaticano sobre a interrupção da gravidez. O que transforma o vídeo em prova do crime é a comparação entre o que disse e o que anda dizendo nesta temporada de caça ao voto.
Com duas respostas, a Dilma de verdade implode a metamorfose malandra forjada para transformar em democrata desde criancinha uma autoritária juramentada - e apresentar como católica praticante alguém que nunca recitou a segunda parte do Salve Rainha.  Os 35 segundos valem por uma biografia, 10 reportagens, 500 comícios. Dilma Rousseff mente até quando diz bom-dia. Se for vitoriosa na eleição, o Brasil não terá escolhido uma presidente. Terá optado pelo salto no escuro.
COMENTO:  na Coluna do Claudio Humberto de hoje, 5/10, o Governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), chamou de "fascista" a "campanha" afirmando que Dilma Rousseff (PT), é favorável à legalização do aborto. Ora Governador; o vídeo acima não faz parte de nenhum 'dossiê' fabricado na Casa Covil, e fascista é a atitude de quem anda mentindo para todos os lados, usando discursos diferentes, de acordo com a platéia. A mim pouco importa a questão do aborto. O que marca a sua candidata na minha opinião é a extrema cara-de-pau de dizer ora uma coisa, ora outra.  Isso é coisa de quem não tem um mínimo de vergonha na cara, como aquele sujeito que chamava o "bolsa-escola" de assistencialismo e depois o transformou no carro chefe da maior cooptação de votos como "nuncantisneçepaíz" foi vista.  Esse tipo de atitude falsa, mentirosa, sem-vergonha, é a marca da pessoa. Assim vem sendo tratados todos os problemas nacionais nos últimos sete anos e meio. Nunca há um responsável. O responsável, "mudou de ideia". O presidente foi traído. Nunca houve reunião "com essa pessoa". Não existe 'dossiê', é só um 'banco de dados'. E por aí vai...
Governador, aproveite seu tempo e trate de governar Pernambuco, pois foi reeleito para isso. Não esqueça que 'quem se mistura com porcos, acaba comendo farelo!"