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segunda-feira, 7 de abril de 2014

General Augusto Heleno Ribeiro - Entrevista à Rádio Sara Brasil DF FM

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O programa "Ronda da Notícia", apresentado pela rádio Sara Brasil DF (99,7 FM), divulgou na manhã de 05 Abr 14 uma entrevista feita com o General da Reserva Augusto Heleno Ribeiro.
O Oficial falou sobre diversos assuntos em uma entrevista de aproximadamente hora e meia.
Abaixo, o áudio da entrevista. Para orientar o ouvinte que não disponha de tempo suficiente para ouvir toda a entrevista em uma só vez, apresento um resumo dos assuntos abordados com a contagem de tempo aproximada em que foram tratados.
Vale a pena dedicar seu tempo para ouvir as opiniões muito bem fundamentadas desse profundo conhecedor dos diversos problemas que afligem nosso país.
00:01:35 - 00:09:00 - As verdades que vem sendo escamoteadas à sociedade em função da Comissão Nacional da Verdade não ter intenção de mostrar a verdade. O único militar que a CNV poderia convocar para contar "sua verdade" seria o traidor Carlos Lamarca. Sobre "militares pedirem desculpa". Sobre as negociações para se chegar à Lei da Anistia e o posicionamento revisionista e revanchista de alguns beneficiados por ela.
00:10:00 - 00:15:00 - Quanto tempo de restrições à liberdade teríamos se alguma das organizações comunistas do tempo da luta armada tivesse chegado ao poder? As lideranças "revolucionárias" e seu comportamento pós-anistia.  
00:15:40 - 00:35:00 - Missão no Haiti. Aprendizado para a implantação de UPPs no RJ. Só a UPP não é suficiente; a presença de outras instâncias do Estado é fundamental. 
00:36:30 - 00:45:00 - Autonomia e politização das Polícias Militares. Valorização profissional das polícias como fator de motivação para o bom recrutamento dos policiais. A autorização dos "bicos" como forma de compensação dos baixos salários das polícias militares. 
00:46:30 - 00:57:00 - A questão da "formação" dos Secretários de Segurança. A conscientização de que cada policial é um representante do Estado perante a opinião pública. O problema da PM-DF (reivindicações de paridade salarial com funcionários do DETRAN e DER). Distorções salariais entre carreiras que exercem funções equivalentes. 
01:02:00 - 01:07:00 - A questão da menor "antiguidade" do Comandante (56º/57) como forma de desmotivar a oficialidade na PM/DF. Promoções no EB (limites da autoridade ao efetiva-las) sem influencia política externa. 
01:10:00 - 01:19:00 - O uso do EB em missões subsidiárias, fora de sua missão constitucional. Prós e contras. A parte do EB nas obras de transposição de águas do rio São Francisco. Operações de segurança para a Copa do Mundo, uma decisão tardia.
01:20:00 - 01:28:00 - Abandono governamental da Amazônia. Política indigenista caótica, com uso de laudos antropológicos irreais, que se resume a distribuição de terras; não há intenção séria de atender as necessidades indígenas (saúde, educação, energia elétrica, etc).
Aproveite!
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ideia Para o Congresso

por Pedro Luiz Rodrigues
Tenho uma ideia que me parece muito boa para dar aos nossos queridos deputados e senadores, todos, tenho certeza, muito sensibilizados pela intensidade das manifestações de rua por maior transparência e por melhor uso das verbas públicas, cuja origem é, evidentemente, o bolso de todos nós.
Nos últimos anos tornou-se hábito, péssimo por sinal, o de se governar pela propaganda. Governo federal, governos estaduais, o GDF, as estatais, o poder Legislativo o poder Judiciário, passaram a gastar fortunas com marqueteiros, consultores e filmes de propaganda e publicidade que fazem veicular nos horários ou páginas mais nobres e caras de nossos meios de comunicação.
Às vezes somos, leitores, ouvintes, telespectadores, alvo de uma verdadeira lavagem cerebral. A Caixa, agora, coloca dez vezes seguidas a propaganda do cartão da bolsa-móveis, para estimular as já endividadissimas famílias recentemente chegadas à casse média a gastar cinco mil reais comprando geladeiras, torradeiras, micro-ondas, cafeteiras, chaleiras, fornos e fogões, televisores, cadeiras, mesas, bancos, sofás, tudo a juros muitíssimo camaradas.
A Petrobras, estatal que conta com minha simpatia desde menino, é outra. É anúncio atrás de anúncio, falando de sua gente competente, feliz, sorridente. Acho muito bonito, mas cá entre nós, diante da situação não muito espetacular das finanças e da produção da empresa nos últimos tempos, melhor seria botar a dinheirama toda gasta com anúncios para melhorar seu próprio desempenho.
Bom, voltemos à ideia original.
Em nome da transparência e para saber o quanto gasta o governo para enfeitar suas (in)ações, o parlamentar ousado poderá apresentar um projeto que obriga, no final de cada anúncio, anunciar o quanto custou a campanha como um todo e, em particular, a inserção. Pode tudo ser muito discreto, no canto da página ou da tela. O problema seria com os anúncios e o merchandising (aquilo que o locutor fala como se fosse de sua autoria, mas que é pago pelos cofres públicos) nas rádios, que teriam de ser ditos em voz alta.
Assim, o cidadão paciente, num domingo, poderia tentar calcular a fortuna que é gasta para o governo nos convencer de que ele é o máximo.
Eu, na verdade, preferiria que em vez de anúncios todo o tempo sorridentes, visse nossa infraestrutura modernizada, os alunos aprendendo e todos bem atendidos nos hospitais e todas as demais repartições do serviço público.
Além do mais, o Tribunal de Contas da União, verdadeiro São Jorge defensor da correção e do bom uso do dinheiro da viúva, poderia atuar para limitar os óbvios excessos nessa área. Uma boa medida, que poderia ser determinada hoje mesmo, seria a de publicar semanal ou mensalmente o quanto cada órgão do governo ou empresa estatal (ou de economia mista) gasta, e em muitos casos, desperdiça, com tanta propaganda.
Além do mais, entupir a imprensa com dinheiro de anúncios do Estados pode parecer uma tentativa de silenciar as críticas.
Outra ideia: transferir pelo menos metade do que se gasta nessa área para assegurar o passe livre do transporte dos estudantes. Outra parte poderia ser destinada para o programa de compra de livros didáticos.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Programa Nota Legal do GDF

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Em meados de 2008, o então Governador do Distrito Federal José Roberto Arruda criou o Programa Nota Legal, com o objetivo de diminuir a sonegação fiscal por meio da ajuda da população. Como em outras Unidades da Federação, a ideia é motivar os cidadãos a exigirem documento fiscal por ocasião de suas aquisições comerciais. Em troca, parte dos impostos são devolvidos aos cidadãos na forma de utilização de créditos no pagamento do IPTU e IPVA. Os não contribuintes desses impostos podem receber seus créditos em conta bancária.
Acreditando na seriedade do programa, este idiota que aqui tecla acumulou alguns reais em créditos. Não sendo  proprietário de imóvel e possuindo um carro velho já isento de IPVA, não sou contribuinte de tal imposto e do IPTU.
Posto isso, dois problemas me surgiram:
1. Verificando meus créditos no Nota Legal, observei que no mês de novembro passado existem cupons fiscais emitidos por uma grande rede de supermercados que geraram zero (R$ 0,00) de crédito com a explicação de que: "Não foi possível atribuir créditos. Devido ao sigilo fiscal, a SEF/DF não está autorizada a informar o motivo da não geração do crédito nos casos que envolvem informações fiscais do estabelecimento." É pouco? 
2. Iludido com a propaganda governamental, tentei resgatar o valor a que teria direito no "Nota Legal" via depósito em conta bancária e (surpresa!) descobri que não posso fazê-lo por possuir um veículo cadastrado em meu nome (aquele isento de IPVA)!
Em contato com a SEF/DF me ratificaram o impedimento mesmo eu tendo alegado que tal decisão contraria o Art 6º da Lei que cria o programa, o Art 6º do Decreto que regulamenta tal Lei, e o Art 14-A da Port nº 4-SEF/DF, de 4 Jan 2012, que estabelece os procedimentos relativos ao Programa. Gentilmente a atendente me informou que as opções que me restam são: indicar, no ano que vem, alguém para quem repassar o valor dos meus créditos, ou deixar de utilizá-los.
Os fatos narrados me deixaram a nítida impressão de que a Secretaria da Fazenda não tem muito interesse nesse Programa. A página na internet volta e meia não funciona, as consultas são complicadas e as reclamações tem solução morosa. Sem contar a demora na situação de "efetuando cálculo" relativa a documentos fiscais em processamento, tudo, é óbvio, devidamente justificado pela legislação, aparentemente criada visando mais o emperramento burocrático que o interesse da sociedade. 
Não sei se é orientação do governo atualmente administrado pelo petista Agnelo Queiroz ou se o programa tem sido sabotado por funcionários do GDF, mas certamente a intenção que se apresenta é a de não incentivar a participação da sociedade no programa. Talvez acreditem que a fiscalização pelos funcionários seja suficiente. Ou a arrecadação que ocorre já está "de bom tamanho".
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

PF Detona Nova Fraude Contra a União no DF

por Fernando Mello (Folha de S. Paulo)
Fraudes em pareceres técnicos de órgãos da União provocam prejuízos milionários ao erário, segundo documentos inéditos da Polícia Federal. A Operação Porto Seguro, que desarticulou um grupo acusado de vender pareceres do governo, não foi a única a demonstrar os desvios de recursos causados por documentos fraudulentos.
Relatório de outra investigação da Polícia Federal, a Perímetro, mostra que uma área de 344 hectares, cujo valor foi avaliado em R$ 380 milhões, seria liberada pela União para uma empresa privada após fraude em documentação. O terreno seria repassado a uma construtora.
Os peritos da PF descobriram que os laudos técnicos elaborados pela SPU (Secretaria de Patrimônio da União) eram irregulares. Por exemplo, a medição do terreno deveria ter sido feita para o lado esquerdo do terreno, mas os técnicos da União foram para o lado direito, aumentando o tamanho da terra e, com isso, o prejuízo.
A Polícia Federal chamou a perícia de “um fato incomum”. Segundo os peritos, a SPU passou a considerar referências diferentes na medição do terreno, o que propiciou um “plus agrário”.
A história remonta à construção de Brasília. Naquela época, foram medidos 1.807 hectares, e o governo pagou uma indenização pela terra à família dona do local.
Ocorre que a SPU fez novas medições em 2008 e concluiu que a área a ser desapropriada seria de 2.152 hectares. A SPU atribuiu a diferença a avanços tecnológicos. Ou seja, deveria ser devolvida uma área de 344 hectares ao espólio da família dona da terra.
A PF chamou a justificativa tecnológica de “falaciosa”. “Os presentes métodos de medições de terra são mais precisos. No entanto, o excesso não se dá pela melhoria dos métodos geodésicos, mas parte dele se dá pela alteração deliberada de limites”, escreveram os peritos.
De acordo com a PF, a SPU “executou uma demarcação de terras sem o formalismo necessário, eivada de vícios materiais graves”.
A PF viu “inovação artificiosa do estado do marco pertencente ao limite fundiário do imóvel”. O laudo 1.185 vai além. Afirma que os integrantes da comissão de demarcação da SPU não tinham “habilitação formal para os atos”.
EX-DEPUTADA ENVOLVIDA
A Polícia Federal indiciou sete servidores públicos, entre funcionários da Secretaria de Patrimônio da União e da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).
Uma das indiciadas foi a superintendente da Secretaria de Patrimônio da União do Distrito Federal, Lucia Helena de Carvalho, ex-deputada distrital pelo PT, sob acusação de formação de quadrilha e fraude processual. Apesar do indiciamento, ela permanece no cargo.
A SPU afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não iria se pronunciar sobre o relatório da PF porque não teve acesso ao material.
Sobre a servidora Lúcia Helena de Carvalho, o órgão informou apenas que ela “continua exercendo sua função”. Lúcia Helena não respondeu aos contatos da reportagem.
A Companhia Imobiliária de Brasília afirmou que “toda a documentação emitida pela empresa e a atuação de seus empregados encontram-se rigorosamente de acordo com o que preceitua a lei.
COMENTO:  outros detalhes podem ser lidos em Guardian DF.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dilma: é APAGÃO Mesmo! A-PA-GÃO, Entendeu?

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1. Apagão: 70% do DF fica sem energia
O Distrito Federal (DF) sofreu um apagão nesta quinta-feira (4). A falta de energia atingiu 70% das regiões administrativas de Brasília, inclusive o Congresso Nacional. As únicas localidades que ficaram com luz foram: Asa Sul, Sia, Gama e Santa Maria. “Foi um problema em uma das linhas de transmissão”, informou a assessoria da CEB. “[Parece] que foi desdobramento do primeiro problema, mas ainda não temos confirmação”, completou ao garantir que o sistema está voltando nos diversos pontos. O problema já dura mais de uma hora em algumas localidades.

2. Lobão: Frequência de quedas de energia no país são 'coincidência'
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) afirmou nesta quinta-feira que as falhas dos últimos dias no fornecimento de energia elétrica aconteceram por “coincidência”. Ele negou que há um aumento considerável da frequência das quedas. “Foi uma mera coincidência”, disse. “São episódios que lamentavelmente acontecem”, completou. Hoje, o ministro se encontrou com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em Brasília, para discutir a falha que provocou queda de energia em áreas das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste e estados de Rondônia e Acre.
COMENTO: Lobão, cabra safado, graças a mais uma "mera coincidência" de tua incompetência somada à ineficiência da CEB, grande parte de Brasília  capital desta merda de país  teve um apagão que se prolongou das 13:00h às 20:00h. 
A CEB, já demonstrou ser somente um grande cabide de empregos públicos, não tendo capacidade para gerenciar a energia elétrica do DF, e o (des)governador petista deve providenciar sua privatização imediatamente a fim de que os seus clientes possam ter um atendimento minimamente decente. 
O Brasil necessita urgentemente de um Ministro de Minas e Energia, mas que tenha energia para desempenhar seu cargo e não essa toupeira que só sabe falar fiado. 
Pede pra sair, falastrão!
Dilma, o que está ocorrendo são APAGÕES, palavra que não gostas mas que expressa a incompetência dos teus subordinados!
É APAGÃO, entendeu? A-PA-GÃO!!
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

É o Cúmulo da Falta de Vergonha

Médicos do DF brigam na Justiça pelo curioso 'direito' de não assinar o ponto
Os médicos foram dispensados pela Justiça do controle eletrônico de frequência no Hospital de Base de Brasília — o maior da capital — implantado a partir desta segunda-feira, conforme mandado de segurança obtido pelo Sindicato dos Médicos do DF sob alegações no mínimo curiosas: "além de transtornos e confusão", a exigência para documentar o comparecimento ao trabalho poderia "prejudicar o atendimento aos pacientes". 
Argumenta também que o controle de frequência "pode provocar prejuízo aos servidores, no fechamento dos contracheques".
A medida foi concedida pela 1ª Vara da Fazenda Pública do DF e deve ser contestada pela Secretaria de Saúde. 
Única unidade da Federação que tem número de médicos contratados superior aos padrões mínimos recomendados pela Organização Mundial de Saúde, o Distrito Federal paga salários aos mais de 6.300 médicos que atuam em 17 hospitais e algumas unidades públicas de saúde, mas a reclamação mais frequente dos usuários é que eles não são encontrados em seus locais de trabalho. 
A implementação de controle de frequência nas unidades de saúde pública do DF sempre foi motivo de resistência dessa categoria. Há alguns anos, o então secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, tentou implementar o ponto e determinou a exposição da escala dos médicos nas portarias das unidades, e acabou trocando sopapos com o então presidente do sindicato.
COMENTO:  não me espanta um sindicalista sem ética defender supostos "direitos" espúrios de sua categoria profissional, como ora está ocorrendo com os médicos do DF. 
O pedido de trinta dias para "adaptação" revela o segredo de Polichinelo que pretensamente se oculta na questão: alguns canalhas pagos para trabalharem nos hospitais públicos do DF deixam de exercer suas atividades, pagas com verbas públicas, no horário em que lá deveriam estar, para trabalharem em outros locais. Por isso o temor de que a implementação da medida possa causar prejuízos nos contracheques dos malandros. 
O que me deixa pasmo é a conivência de funcionários do judiciário que se prestam a avacalhar com a imagem que a sociedade tem sobre a justiça! 
Que fundamento jurídico um juiz pode ter encontrado para determinar a suspensão do controle de frequência de médicos aos seus locais de trabalho. 
Não sei qual é o mais imoral, se o sindicalista ou o juiz. É a falta de escrúpulos dominando o serviço público no país, exemplo deixado pelo Cachaceiro. E os bobos que pagam impostos sustentando toda essa farra.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Novo Governador: A Intervenção Vermelha no DF

por Mino Pedrosa
Na 2ª feira, 19 de março, tomou posse o novo governador do Distrito Federal Swedenberger Barbosa, o Berger, braço direito da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. O estopim foi a Operação Monte Carlo, onde o PT de Brasília aparece em maior destaque do que o objetivo do Palácio do Planalto em atingir a oposição liderada por Demostenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). O Palácio do Planalto sinalizou através do ministro Gilberto Carvalho que entregaria Agnelo Queiroz à própria sorte. Mas a estratégia do PT comandada por José Dirceu foi a de nomear o interventor, na tentativa de estancar a sangria que Agnelo vem provocando na Capital da República desde a posse no início de 2011. A posse de Berger foi concorrida com direito a discurso de Gilberto Carvalho e a presença do Ministro das Comunicações Paulo Bernardo.
O Grupo Delta Engenharia, considerado hoje o maior fornecedor do Governo Federal, foi atingido em cheio pela Monte Carlo, por suas operações de propina com o GDF e o Governo de Goiás. O contraventor Carlos de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o diretor da Delta Engenharia no Centro Oeste, Cláudio Abreu, tinham uma sociedade em Brasília e em Goiás. Carlinhos despachava numa sala onde funciona a empreiteira com outros negócios, inclusive locadora de veículos, flagrados pelo Ministério Público Federal.
As investigações em que aparece o GDF estão guardadas a sete chaves pelo procurador geral Roberto Gurgel. Ali aparecem envolvimentos de parlamentares distritais, empresários de Brasília chegando a alcançar a porta do Palácio do Planalto. Diante disso, Gilberto Carvalho, que hoje é o verdadeiro porta-voz político de Dilma, resolveu atender a estratégia colocada por José Dirceu.
Berger assume tirando todos os poderes do secretário de Governo Paulo Tadeu, do vice-governador Tadeu Filipelli, e colocando o governador Agnelo na sombra, funcionando apenas como porta-voz das decisões do Planalto. Sem o poder de governador, Agnelo começa a contagem regressiva para que a Justiça seja feita em seus processos de envolvimento com corrupção desde a época em que esteve à frente do Ministério do Esporte.
O soldado quatro estrelas João Dias, que acumulou os segredos das mazelas de Agnelo em sua trajetória politica, entregou à Justiça um dossiê e assiste com total segurança o momento em que será deflagrado o novo escândalo no GDF.
O Palácio do Planalto na tentativa de minimizar o impacto de um novo escândalo, não vai conseguir apagar todos os rastros deixados por Agnelo e sua turma. Nos próximos dias, Paulo Tadeu, que tem um mandato de deputado federal, retorna ao Congresso. Rafael Barbosa, secretário de Saúde, também deixará o Governo. O vice-governador Tadeu Filipelli sairá pela porta dos fundos do Buriti para assumir o Ministério dos Transportes, numa manobra do vice-presidente Michel Temer. O resultado desta dança de cadeiras é um novo Governo no Distrito Federal.
O Ministério Público é o principal colaborador deste projeto de Dilma, guardando na gaveta o que poderia ser o segundo maior escândalo da história da Capital Federal, que nos últimos quatro [anos? governos?] vivencia momentos de degradação da cidade por péssima ingerência, mergulhada em denúncias que baixam a estima da população.
Berger é considerado homem de Lula e Zé Dirceu. Este último esteve recentemente em Brasília para prestar solidariedade a Agnelo, bombardeado diariamente com as denúncias de corrupção durante toda a sua vida política.
O MPF deixou vazar parte do inquérito da Operação Monte Carlo que alcançava o senador Demóstenes Torres, numa relação de amizade com Carlinhos Cachoeira, e o Governador de Goiás Marconi Perillo. Mas, em Brasília, Cachoeira operava com a indústria farmacêutica, lixo e lixo hospitalar, locadora de veículos, segurança e um forte esquema de contravenção de onde saem os pagamentos de propina para funcionários públicos.
Cachoeira tem como tentáculos Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, Claudio Abreu, da Delta Engenharia, e outro amigo conhecido como Lenine. Os três são considerados pelo MP os articuladores da organização criminosa no DF.
A Delta Engenharia tem um vasto currículo de escândalos. No Governo do Rio de Janeiro foram mais de R$ 600 milhões sem licitação com a ajuda de Sérgio Cabral. Em Goiás, o governador Marconi Perillo é o padrinho da Delta. E no Governo Federal quem abre as portas para as transações é o ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado do Mensalão José Dirceu.
Foi no Governo do PT que a Delta alçou seu grande voo. O presidente Fernando Cavendish declarou que é fácil abocanhar grandes obras: “é só comprar um senador que as coisas acontecem. Escolhe a obra que quer, paga para o senador, e ele se encarrega do jeitinho com o Governo.”
Esta declaração em qualquer país do mundo seria motivo para prisão sumária. A Revista Veja tem a gravação de Cavendish bravateando e colocando preço nos parlamentares do Congresso Nacional.
A Operação Monte Carlo revela ainda o chefe de Gabinete de Agnelo Queiroz, Claudio Monteiro, o Buchinho, operando em parceria com o Dadá na coleta de propina com a contravenção instalada em Brasília. Monteiro usava até celular internacional para se comunicar com o Dadá e fugir do grampo oficial da Polícia Federal. Mas num descuido foi flagrado operando e deixou brecha para que Agnelo fosse visualizado na investigação.
Outro que ajudou a visualizar o Governador nas investigações do MP, na escuta autorizada pela justiça, foi Marcello de Oliveira Lopes. O agente de polícia matrícula 43280-6, citado no inquérito como Marcelão, abocanhou através da Agência Plá de Comunicação e Publicidade dois contratos milionários com a ajuda do chefe de gabinete do governador Cláudio Monteiro: um na Terracap e outro na CEB. Marcelão foi nomeado no último dia 16 de fevereiro, para um CNE 07, na Subsecretaria de Assessoramento Especial da Casa Militar, ao lado do Coronel Leão. Marcelão, flagrado nas investigações colocando Dadá e Claudio Monteiro para abrirem portas do GDF para a Agência Plá, faz parte com esses dois de um esquema de arapongagem em cima dos classificados por eles mesmos de inimigos do Governo Agnelo. Usam grampos, quebram sigilos de contas de telefone e e-mails, para se cacifarem com o governador e conseguirem emplacar seus negócios. Dadá era frequentador assíduo da Agência Plá e recebia propina de Marcelão.
Carlinhos Cachoeira é dono de laboratório em Goiás, e entrou em parceria com a União Química, velha conhecida de Agnelo Queiroz, no caso Daniel Tavares que acusou o Governador de receber propina do Laboratório, na produção e venda de Genéricos para o Governo.
Num país cansado de tantos escândalos, a população de Brasília demonstra que não aguenta mais. O Palácio do Planalto tomou essas medidas, porque em menos de três anos a Capital da República teve quatro governantes e está à beira do quinto. A intervenção vermelha do PT sai exatamente no instante em que o Fantástico da noite deste domingo, 18, revelou ao país, práticas de corrupção muito conhecidas do brasiliense. O sentimento da população candanga, nesta segunda-feira, é de desabafo, pois o escândalo mostrado em rede nacional pela TV aconteceu no Rio de Janeiro, e não em Brasília, mas flagrou empresas que operam também no Planalto Central e a maneira como os saqueadores dos cofres públicos agem sem qualquer escrúpulo, falando de ética no mercado.
Que mercado é esse, o da corrupção? A falta de vergonha é tanta que se estivéssemos, por exemplo, no Japão não haveria adagas para tanto haraquiri.
Fonte:  Quid Novi

domingo, 29 de janeiro de 2012

Em Brasília, Governo do PT Destrói 450 Barracos e Prende 29. Fala aí, Esquerda Seletiva.

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Uma megaoperação do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo do Governo do Distrito Federal removeu 70 famílias e destruiu 450 barracos de uma invasão na Fazenda Sálvia, de propriedade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento e Gestão. O latifúndio de 306 hectares, localizado na DF-330, entre Sobradinho e Paranoá, estava ocupado desde a última sexta-feira por invasores que se diziam interessados em participar de um programa de reforma agrária.
Na última quarta-feira, a SPU pediu ao Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo que interviesse na área para remover a invasão. Os trabalhos, coordenados pela Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), começaram às 9h50. Um grupo de 450 homens, formado por policiais militares, civis e federais, fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) e da SPU e bombeiros foi destacado para a retirada. Os servidores da Agefis derrubaram os 450 barracos e tiveram o auxílio de três tratores. Caminhões do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU) retiraram o lixo do local.
Durante a desocupação, a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) prendeu 29 pessoas acusadas de invadir com intenção de ocupar terras da União, crime descrito no artigo 20 da Lei nº 4.947, de 1966. As penas para quem comete o delito são de seis meses a três anos de prisão. Cada um dos acusados poderá responder em liberdade, caso uma fiança de R$ 1 mil seja paga. Três pessoas também responderão pelo crime de desacato a autoridade, descrito no artigo 331 do Código Penal. As penas são de seis meses a dois anos. Leia mais no Correio Braziliense
COMENTO:  Pinheirinho nos outros é refresco. E aí Presidente Dilma e "cumpanherada", não vão chamar de 'barbárie' essa desocupação? Não vão comentar a falta de preparação de um lugar para alojarem os desalojados? E aí, ministra Maria da Foice e Martelo, ops, do Rosário, a senhora acredita que, como em SP, essa desocupação aconteceu sem a preocupação com de salvaguardar o direito das famílias? Não é que eu seja a favor de "ocupações", mas me preocupa o silencio da "grande imprensa", particularmente a televisiva, logo após o espetáculo que fizeram com o caso de SP, como se o cumprimento de ordem judicial fosse crime.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Brasília que Poucos Conhecem.

por Mino Pedrosa
QL 12 conjunto 4 casa 2 - Península dos Ministros - Lago Sul - Brasília /DF 
Nos últimos anos, Brasília vive momentos de total degradação política. Arapongagem, com grampos, chantagens, extorsão e por aí vai... Isto porque a corrida para o Governo do DF começa com métodos nada ortodoxos. O camarada Agnelo Queiroz, governador do DF desde janeiro de 2011, ex-PCdoB e agora petista, pelas mãos de Lula, herdou o serviço de alguns pontos chamados por seus companheiros, de aparelhos”, onde empresas contratadas passam o tempo todo bisbilhotando a vida alheia. 
Foi descoberta, no coração de Brasília, uma mansão alugada pelo grupo de Agnelo e Filipelli, onde funciona o “aparelho”, conhecido na ditadura como esconderijo dos chamados pelos militares de “subversivos.”
É na QL 12, conjunto 4, casa 2, na Península dos Ministros, no Lago Sul, bairro onde residem praticamente todas as autoridades que comandam o país, que está instalada clandestinamente a TRUESAFETY, empresa de monitoramento de informação e contra informação, comandada pelo ex-delegado da Polícia Civil, Celso Ferro, e o militar da ABIN – Agência Brasileira de Informações Acir Pitanga Seixas.
Os serviços oferecidos pela TRUESAFETY em seu site oficial.
O bairro da Capital Federal abriga as residências oficiais do Senado e da Câmara, dos Tribunais e ministros de Estado. Por ali, também moram empresários que convivem com o Poder. O resultado é um bairro realmente nobre, no qual não se identifica exatamente quem é Governo e quem não é, o que supostamente garantia o anonimato e a segurança das autoridades.
Vista do Google de parte do terreno da mansão da TRUESAFETY 
A casa da QL 12 é confortável e dotada de infra-estrutura para assistir a vídeos e material colhido pela TRUESAFETY. Tem vários cômodos, todos rigorosamente monitorados, inclusive com salas de análise de informações. Por lá, já passaram visitantes ilustres como, Agnelo, Filipelli, ex- governador José Roberto Arruda, autoridades federais, senadores, deputados e empresários. Todos estão gravados no acervo da TRUESAFETY. Baseado neste material, a Polícia Federal tem um forte dossiê com todas as personalidades que estiveram na “casa”. André Clemente, ex-secretário de Fazenda do Governo de Rogério Rosso, faz parte deste acervo, com conversas nada ortodoxas.
Na crise do Mensalão do DEM, onde o então governador José Roberto Arruda era investigado pelo Ministério Público e Polícia Federal, a TRUESAFETY atuou, contratada por Arruda, no trabalho de contra informação. O alvo era a procuradora que comandava as investigações Raquel Dodge. Ali o trabalho foi preciso. A procuradora, antes de estourar o escândalo do Mensalão do DEM confidenciou toda a operação a uma amiga que reside no exterior. A amiga, a diplomata Maria Helena Pinheiro Penna é irmã do então secretário de Planejamento e Gestão de Arruda, Ricardo Penna. Raquel teria alertado a irmã de Penna de que o escândalo havia alcançado o amigo de muitos anos. Com essas informações Arruda começou a preparar sua defesa para quando o escândalo estourasse.
A procuradora Raquel Dodge, a amiga diplomata Maria Helena Pinheiro Penna e o ex-secretário de Planejamento e Gestão do Governo Arruda, Ricardo Penna.
Raquel esteve no Rio de Janeiro e foi acompanhada por arapongas passo a passo, às vésperas da Operação Caixa de Pandora. O hotel, os telefonemas durante a madrugada com amigos do Ministério Público, tudo estava ao alcance da TRUESAFETY. Arruda teve informações privilegiadas e na última hora cancelou sua viagem para o Rio de Janeiro, onde faria o contato com a turma do Metrô. Mas os arapongas não pararam por aí. Houve tentativa de monitorar os ministros do STJ – Superior Tribunal de Justiça. O ministro Fernando Gonçalves e a procuradora Raquel Dodge montaram estratégia para flagrar Arruda no caso do ex-governador tentar corromper os envolvidos na investigação. Mais uma vez, Arruda foi informado e não compareceu ao encontro marcado no STJ.
Com estes dados, a procuradora e o ministro levantaram suspeita de que quem vazava as informações era o então presidente do STJ Cesar Asfor Rocha. Na verdade, Raquel omitiu a relação íntima com a irmã de um dos investigados – Ricardo Penna.
Políticos como ex-presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, também foram vítimas de monitoramento. Arruda precisava se segurar no partido a todo custo. As informações privilegiadas eram e são até hoje, a moeda de troca do ex-governador. E, o escândalo da Pandora continua se arrastando, sem denúncias do MP.
Arruda ainda escapa
dos inquéritos
Não é por acaso que este “aparelho” está instalado na Península dos Ministros. A família do presidente do Senado, José Sarney, está no rol dos monitorados pela TRUESAFETY. A residência de Sarney fica a poucos metros do “aparelho” comandado pelo ex-chefe da Inteligência da Polícia Civil do DF, Celso Ferro. Em 2010, os arapongas monitoraram a empresa Trier Engenharia, que contribuiu para campanha de Dilma e Agnelo e, segundo o dossiê na PF, tem ligações com o presidente José Sarney.
A TRUESAFETY conta também com a ajuda de alguns jornalistas contratados para fazer “consultorias”. A turma que “assessora” Agnelo, segundo depoimento de um dos integrantes, apelidou o “aparelho” de “Casa da Maldade”. Equipamentos de escuta telefônica e outros usados na covarde arapongagem ficam sob os cuidados de pessoas, que para saquear o Governo, colecionam invasão de privacidade como moeda de troca para arrancar dos cofres públicos o que desejam. 
Ali, após matéria publicada no jornal O Globo, onde o jornalista e ex-companheiro de Agnelo, José Seabra Neto, denuncia o governador do DF por práticas ilícitas, foi planejada uma das covardes emboscadas a fim de levar o jornalista para cadeia e desqualificar o depoimento considerado pelas autoridades como crime. Em qualquer país onde exista Democracia Agnelo estaria fora do Governo.
O depoimento de uma pessoa que fez parte da reunião que planejou a emboscada de Seabra revela o seguinte: conhecendo os hábitos do jornalista, o grupo decidiu plantar uma menor de 14 anos no porta-malas do carro de Seabra, colocar droga (cocaína) embaixo do banco e organizar uma blitz no trajeto de sua residência. Providenciaram um profissional para fazer cópia da chave do carro do jornalista e monitoraram os passos dele, aguardando o momento de colocar o plano em prática.
Tudo estava preparado e tido como certo, não fosse José Seabra ter se excedido na bebida e quebrado a rotina. Os “companheiros” do jornalista planejaram desqualificar o depoimento dele e desmoralizá-lo dentro da delegacia. Chegaram até cogitar “quebrar” as duas pernas do “amigo”, entregando-o aos presidiários. O excesso na bebida fez bem a Seabra que foi salvo graças a isso: voltou para casa em outro carro, pois não tinha condições de dirigir.
No depoimento, a testemunha que fez parte desta reunião, explica que o imóvel da QL 12 é conhecido como “Casa da Maldade”, porque durante toda a campanha de Agnelo e Filipelli foi de lá que saíram planos contra todos os adversários.
José Seabra Neto, escapou por uns goles a mais
Aliás, os planos continuam saindo do Lago Sul. O “aparelho”, comandado por Celso Ferro, tem no seu portfólio serviços ao ex-governador José Roberto Arruda, ao atual governador Agnelo Queiroz e também a pessoas que fazem oposição ao atual Governo do DF.
A denúncia de Seabra causou um reboliço no quadro político no Distrito Federal. José Seabra Neto, dono do semanário “Jornal da Quadra”, decidiu romper um pacto de silêncio e acusou Agnelo Queiroz (PT) de usar caixa dois para se eleger governador do DF na campanha eleitoral do ano passado. Numa entrevista exclusiva ao Globo, em abril passado, Seabra disse que recebeu R$ 50 mil por semana durante toda a campanha para produzir edição semanal de 100 mil exemplares do “Jornal da Quadra”, com matérias favoráveis a Agnelo e contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), principal adversário na disputa. Os pagamentos não constam na prestação de contas de Agnelo à Justiça Eleitoral.
- Sou testemunha ocular. Eu recebi dinheiro para fazer um jornal para apoiar Agnelo Queiroz. Nós tirávamos 100 mil exemplares por semana. O pagamento era feito semanalmente em espécie, R$ 50 mil - disse Seabra ao Globo.
Ao todo, ele teria recebido R$ 800 mil entre junho e novembro de 2010 para produzir 16 edições do jornal e distribuir os 100 mil exemplares principalmente no Plano Piloto. Segundo o empresário, o caixa dois tinha como coordenador o delegado da Polícia Civil Miguel Lucena, diretor da Companhia de Planejamento do Distrito Federal - Codeplan. Seabra disse que recebia envelopes com o dinheiro das mãos de Lucena ou de outros emissários do delegado. Na época, Lucena era coordenador de Inteligência e Segurança da campanha de Agnelo.
Agnelo escalou seu advogado Luiz Carlos Alcoforado para rebater as acusações. Coordenador jurídico e responsável pela prestação de contas de Agnelo, Alcoforado negou qualquer irregularidade. Já Miguel Lucena confirmou, na ocasião, que teve vários encontros com Seabra durante a campanha, mas negou que tenha dado dinheiro ao empresário.
Como se vê, os personagens envolvidos na questão são os mesmos que a Revista Eletrônica Quidnovi vem revelando nos dois últimos meses.
Alguns dos equipamentos usados na “Casa da Maldade” pela empresa de Celso Ferro, ao custo de R$ 500,00 ao dia, são de propriedade da Polícia Civil de Brasília. Com intuito de fazer rastreamento de grampos o empresário cresce os tentáculos na arapongagem, sendo também o intermediário na compra de equipamentos sofisticados israelenses.
Enquanto isso, o jornalista José Seabra Neto, tirou do ar seu site combativo, e parece ter feito às pazes com o governador Agnelo. Agora, Seabra tem o patrocínio do GDF num blog que apóia novamente o Governo de Agnelo e Filipelli.
Fonte: Quidnovi
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cadáver da Operação Shaolin Assombra Palácio do Planalto e Governador do DF


por Mino Pedrosa
Um processo explosivo que está na Justiça Federal tem em seu conteúdo ligações perigosas entre o Palácio do Planalto, o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, o secretário da Presidência da República Gilberto Carvalho e a ex ministra da Casa Civil Erenice Guerra envolvidos no desvio de milhões de reais dos cofres públicos através de ONGs especialmente criadas para esses expedientes.
Luiz Carlos Coelho de Medeiros e sua irmã Vera Lúcia Coelho de Medeiros faziam o trabalho de acompanhamento de emendas parlamentares destinadas às ONGs montadas para desviar milhões em verbas públicas. O presidente Lula determinou a nomeação de Vera Lúcia para a Casa Civil, subordinada diretamente a Erenice Guerra, na época secretária executiva no Palácio do Planalto.
O descontingenciamento ficava sob a responsabilidade de Erenice Guerra e Vera Lúcia, que se gaba de desfrutar uma intimidade com o presidente Lula. Dalí as emendas eram liberadas e encaminhadas para Agnelo que ocupava a pasta dos Esportes.
Agnelo tinha como um dos coordenadores da operação, na Esplanada dos Ministérios, Luiz Carlos Medeiros, que fazia a verba chegar às mãos dos dirigentes das ONGs, que no final da história retornavam com parte do dinheiro para o então ministro, segundo depoimentos de dois integrantes do bando que saqueava os cofres públicos.
Tudo isso parece estar sob controle de Gilberto Carvalho na Justiça. Mas os dirigentes que operavam para Agnelo estão tirando noites de sono do governador.
O processo que está sob sigilo na Justiça relata uma história triste e capaz de revoltar qualquer pessoa de bem. Uma delegada da cidade-satélite de Sobradinho, no entorno de Brasília, recebeu denúncia de abuso sexual de menores adolescentes. A partir daí iniciou investigação com escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, e coleta de informações de orgias organizadas por empresários. O que a delegada não esperava era deparar-se com um escândalo nacional que passava pelo Palácio do Planalto, Ministério dos Esportes e pelo Governo do Distrito Federal.
A delegada que queria desvendar um crime local de abuso sexual, confrontou-se com informações que fugiam de sua competência. Foi então obrigada a enviar o inquérito para a DECO – Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil do DF, sob a batuta do delegado Jean Carlo. Aí, começa uma profunda investigação que resultou em ameaças e assassinatos colocando duas testemunhas sob proteção da Polícia Federal.
Jean Carlo escalou dois agentes de sua confiança para infiltrar no bando. Tudo era gravado, filmado, documentado e passado para um grupo de inteligência da Operação batizada de Kung-Fu. O delegado Jean Carlo, tinha o controle absoluto de tudo, mas não poderia contar com a descoberta da verdadeira identidade de um de seus agentes infiltrados no bando: Luiz Carlos, o Clark, que foi assassinado durante a Operação.
A morte de Clark aconteceu em outubro de 2009. Como o agente trabalhava infiltrado na Operação Kung-Fu, o diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, esteve no local do crime e deu declaração de que o policial poderia ter sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Mas o corpo de Clark foi encontrado entre os dois bancos da frente do carro da Polícia Civil descaracterizado, um Clio prata placa JFT 7515-DF, numa estrada de terra atrás do Condomínio RK, próximo à DF-001 e do Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército (CIGEx), em Sobradinho.
O corpo do agente estava sobre a marcha, com a cabeça voltada para o banco de trás. Além disso, havia uma marca de tiro no peito e quatro cápsulas de bala no chão do carro. Clark foi encontrado com uma arma na mão e estava com o pulso quebrado, o que foi omitido pela perícia no laudo final.
O depoimento da testemunha Michael Vieira da Silva chamou a atenção dos investigadores. O ex-integrante do bando das ONGs, disse que ele próprio teria sido vitima de João Dias, um dos dirigentes da ONG Instituto Novo Horizonte e soldado da PM lutador especialista em artes marciais. João Dias desfruta de um padrão de vida incompatível com o que possa receber em sua função pública: confortável mansão, carros importados e um temperamento capaz de intimidar qualquer pessoa que queira ter vida longa.
Segundo Michael, João Dias o forçou a fazer um depoimento, por escrito, retirando o nome de Agnelo da trama.
João, através de um golpe marcial, quebrou o pulso da testemunha tal qual o do agente Clark encontrado morto. Todas essas informações estão à disposição da Justiça nos depoimentos de Michael.
Michael Vieira da Silva contou que outro colaborador do delegado Jean Carlo, Geraldo Nascimento de Andrade, também estava marcado para morrer. O delegado Jean Carlo decidiu resgatar o agente infiltrado e Geraldo, ex-integrante do bando cooptado pela polícia, e colocá-los sob o Programa de Proteção a Testemunha.
Geraldo, ex-participante da ONG, cooptado pela polícia, foi informado pela esposa de um dos integrantes do bando que sua fotografia já estava nas mãos de matadores contratados para fazer o “serviço”.
A esta altura, a Operação Kung-Fu se transforma em Shaolin e sai da Polícia Civil do DF e vai para a Justiça Federal. Lá permanece na mesa do juiz substituto da 10ª Vara enquanto durou a campanha para o Governo do DF.
Joaquim Roriz, candidato que disputava com Agnelo Queiroz a vaga no Palácio do Buriti, colocou o depoimento de Michael em seu horário eleitoral na TV. Em contrapartida entra em cena a história contada pela Revista Quidnovi na semana passada sob o título Voz de Prisão.
Mais uma vez João Dias, pesadelo de Agnelo, é um dos protagonistas da história. Até chegar ao corre corre na padaria no Sudoeste, bairro nobre de Brasília, muita coisa havia acontecido e está vindo à tona agora.
Marcelo Toledo e o doleiro Fayed chamaram João Dias para se juntar ao grupo que tentava conseguir a alto custo a Secretaria de Segurança Pública, o DF-Trans e a Seguradora do BRB.
Foi oferecido para João, a Seguradora do BRB que poderia gerar de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhões ao mês para o esquema. João topou o negócio, mas por pouco tempo. Numa conversa com Miguel Lucena, presidente da Codeplan, foi prometido uma posição melhor dentro do Governo. Miguel pretendia assumir a Secretaria de Segurança Pública e deixar a Codeplan nas mãos de João Dias.
Lucena levou João Dias para enfrentar Toledo e Fayed, que tinham nas mãos gravações comprometedoras de caixa 2 na campanha de Agnelo. O delegado Lucena traçou o plano com João para dar voz de prisão ao doleiro e a Toledo por tentativa de extorsão. Chamou Fayed para tomar um vinho na Padaria Pães & Vinhos, no Sudoeste, enquanto João Dias ficou do lado de fora aguardando o momento de entrar em cena.
Em paralelo, Toledo telefona para Lucena e começa uma discussão. Em seguida, Toledo chega a padaria a fim de colocar um ponto final na tão esperada resposta de Agnelo.
O que Toledo não sabe é que a Seguradora do BRB não pode ser dada a ele, nem por Agnelo, porque está nas mãos do vice Tadeu Filipelli e do grão mestre da maçonaria da Loja Grande Oriente do Brasil, Jaffé Torres. Lucena começa a discutir e o resultado foi parar na 3ª DP. Lá, João Dias demonstrava prestígio com o governador. Exigia que fosse feito um Boletim de Ocorrência colocando Agnelo e Lucena como vitimas de extorsão.
João falava alto e ditava as regras. Mas o delegado Onofre de Moraes não podia fazer o BO porque não estavam na Delegacia nem Lucena nem Agnelo. João Dias então deixa a delegacia dizendo que daria o prazo de uma semana para tudo ficar resolvido. E garantia ter Agnelo em suas mãos.
Agora, Onofre, está investigando o caso em sigilo e deve colocar no inquérito o depoimento de todos os personagens.
No final da tarde desta 2ª feira (29/8), o governador de Brasília Agnelo Queiroz, durante a inauguração de uma pequena reforma no Hospital da Ceilândia, mostrou-se descontrolado. Xingou os pacientes que cobravam mais atenção da área da Saúde. Disse que os pacientes eram mercenários. O motivo desse descontrole poderia até ser a questão do Sistema de Saúde do DF que está falido. Mas, na verdade, o que incomoda Agnelo é o rumoroso processo que tramita na justiça federal, e que agora poderá vir à tona.
Hoje Agnelo deverá ter uma nova dor de cabeça. Conforme revelou o Quidnovi, na semana passada, o governador continua nomeando todas as pessoas envolvidas em escândalos que possam derrubá-lo da cadeira do Buriti. Segundo o Diário Oficial do DF de 13 de janeiro de 2011, Vera Lúcia foi nomeada para um CNE 07, como assessora especial da Secretaria de Estado e desenvolvimento Urbano e Habitacional. No DODF de 10 de março de 2011, Vera Lúcia foi remanejada para um cargo de natureza especial com CNE 05. Ela agora é Ouvidora da Secretaria de Transparência e Controle do GDF. Ou seja, escuta as denúncias contra o Governo para que possam ser apuradas.

Fonte: Quid Novi
COMENTO: reafirmo que o relato é pesado e que, infelizmente, faltam dados que poderiam melhorar a credibilidade sobre o relatado, como a especificação de datas, mas é mais um fato que, certamente, não constará nas notícias divulgadas pela "grande imprensa", nem terá uma apuração promovida por algum "procurador justiceiro"!
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Hipocritamente Corretos

Governo do Distrito Federal distribui kits com utensílios para uso ilegal de drogas
Um kit distribuído pelo governo do Distrito Federal tem feito sucesso em regiões onde o consumo de drogas cresce substancialmente. Batizada pelos viciados como “Kit Nóia”, a seleção contém itens para qualquer boca de fumo. É para qualquer país europeu, dos mais liberais, morrer de inveja: vem com cachimbo para fumar crack, seringa individual para aplicação de drogas injetáveis, canudo para aspirar cocaína, preservativo e ainda um protetor labial.
Para os idealizadores pela implantação do projeto no DF, a distribuição do kit não é um estímulo aos dependentes de entorpecentes. A intenção, segundo o GDF, é preservar a saúde do usuário para que, quando ele decida abandonar o vício, não esteja contaminado.
Segundo servidores que distribuem o material, os brindes do programa de “Redução de Danos” só são entregues após um longo discurso, como o da possibilidade de uma overdose e até mesmo da morte.
Os governos petistas não têm tido sorte com a implantação de kits inovadores. Antes do projeto de Agnelo Queiroz (PT), governador do DF, o governo federal também entrou em polêmica por conta da distribuição em escolas do Ensino Fundamental do que ficou conhecido como “kit gay”. Após convênio firmado entre o Ministério da Educação e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos), surgiu a ideia de um kit de material educativo (?) composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que seria distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país, pelo programa Mais Educação (para nossos governantes, ser viado é cultura ?*).
Após grande polêmica causada, principalmente entre os evangélicos, a presidenta Dilma Rousseff decidiu suspender a distribuição no Brasil. No DF, ainda não há números oficiais que revelam a quantidade de dependentes químicos que já receberam o auxílio para o uso dos entorpecentes ilegais (para eles ilegalidade também é cultura ?).

***
Para a patifaria reinar à vontade, nada melhor do que uma sociedade desmantelada.
* A palavra viado passou a ser considerada comprovante de "preconceito" (preconceituosos, no caso, são os que não gostam do que eles gostariam que gostassem). Chamá-los de viado, para os seus simpatizantes, seria uma espécie de achincalhe, de deboche. Assim poderia ser considerado, caso os "politicamente incorretos" os chamassem apenas de homossexuais, que é a palavra correta. Porém, como o taxam de gays, não há nada que comprove qual seria a grande diferença entre chamá-los de viados ou gays, pois as duas palavras são igualmente 'apelidos'. A única diferença é que resolveram impor a troca do apelido mais antigo, que foi repelido, pelo mais modernoso.
Esse mesmo tipo de hipocrisia leva muitos a chamarem a empregada doméstica de 'secretária' e os negros de afro-brasileiros. Pelo jeito, ser politicamente correto é o mesmo que ser hipócrita.
COMENTO:  é grande a preocupação com o bem estar dos viciados em drogas ilícitas. Enquanto isso, os fumantes são segregados como leprosos, os pacientes de doenças 'normais' não conseguem atendimento e os prontos-socorros se entulham de acidentados, particularmente motociclistas. Mas a atenção se volta para o bem-estar dos drogaditos. Campanhas para conscientizar motociclistas, mostrando as perdas em vidas, em atendimentos médicos (emergências abarrotadas) e em previdência social (invalidez precoce, suspensão de atividades, dor familiar, etc) nem pensar! Afinal, as verbas publicitárias do veículo que não é 'red bull' mas também te dá asas, é enorme. Os jovens que continuem morrendo em duas rodas, desde que as vendas e os lucros continuem aumentando! Da mesma forma, incentiva-se o uso de drogas que se sucedem ao da maconha e das bebidas alcoólicas, disfarçando com o mentiroso discurso contra o cigarro em público, mas sem abrir mão dos impostos que fumo e bebidas proporcionam. E tem idiota que acredita!!!  Povinho de merda!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

As Agruras do Novo Governador

por Carlos Chagas
Diplomado ontem (17/12) o novo governador de Brasília, Agnelo Queiroz, voltam-se as atenções para o primeiro dia de janeiro, quando assumirá. Fazer o quê, diante do caos em que se transformou a capital federal? Pode ser que ele saiba, mas quanto aos resultados, fica a interrogação. Senão vejamos:
O serviço de saúde pública naufragou. Hospitais e postos carecem de tudo, a começar pelos médicos, dos mais mal pagos de todo o país. As filas estendem-se desde o dia anterior. Intervenções de emergência são marcadas para seis meses depois, mas rotineiramente adiadas quando chega o dia. As UTIs não funcionam, faltam os remédios que o governo deveria distribuir gratuitamente. Equipamentos caríssimos permanecem nos caixotes por anos a fio. Acresce que não apenas a população de Brasília e do entorno goiano valem-se dos serviços locais, ou tentam valer-se. Municípios existem em Goiás, Minas, Bahia, até no Maranhão e no Piauí, cujos prefeitos, em vez de construir postos de saúde, compram ambulâncias: fica mais barato mandar seus doentes para Brasília. A única exceção em termos de saúde pública é o Hospital da Rede Sarah, uma referência mundial para doenças no aparelho locomotor, mas situa-se no plano federal, sem sofrer interferência do poder local. Ainda bem.
O trânsito virou uma loucura. Logo haverá mais veículos do que habitantes, no Distrito Federal, mas guardas, sejam do Detran ou da Polícia Militar, de jeito nenhum. Engarrafamentos multiplicam-se nas horas do rush e, no centro da cidade, estaciona-se até em fila tripla. Os transportes coletivos pouco ajudam ainda que a máfia das empresas de ônibus continue estimulando greves de motoristas e trocadores para conseguir sempre aumento de tarifas. Aliás, as mais caras do país. Na rodoviária do Plano Piloto as escadas rolantes não funcionam e a sujeira é uma constante, paraíso de drogados, desocupados e indigentes. Mil vezes reformada, ela permanece a mesma pocilga de sempre.
Em Brasília não há cracolândia definida. Espalha-se o uso do crack por todas as superquadras, setores habitacionais, centros comerciais, condomínios, invasões e cidades-satélites. Uma praga de fazer inveja aos antigos donos do Complexo do Alemão, pelo potencial de fregueses. Maconha e cocaína são oferecidas abertamente, até nos salões do Congresso.
Depois do pôr-do-sol tornou-se um risco ficar na rua, na periferia da capital. Sucedem-se os assaltos com abominável rotina, sem falar no temor dos pequenos comerciantes de terem confiscada a féria do dia por marginais de toda espécie, em especial menores de idade. Roubos em residências são freqüentes, nos bairros mais luxuosos não há casa onde não se encontre um segurança contratado. Desdobram-se as polícias civil e militar, mas o número de meliantes cresce em progressão geométrica, enquanto os agentes, sequer em progressão aritmética. Brasília acaba de ocupar os primeiros lugares nas estatísticas de assassinatos, estupros e sequestros-relâmpago.
Os tais quinze milhões de empregos que o governo Lula disse haver criado passaram longe daqui. Basta parar num sinal de trânsito qualquer para se contar o número de pedintes, camelôs que vendem panos de chão, bolas e bonecos de toda espécie. Além de mendigos e distribuidores de folhetos de propaganda. Com prevalência de maiores de idade, apesar da quantidade considerável de crianças e de velhos.
A maior área verde urbana do país consegue, também, tornar-se a maior concentração nacional de gambás e ratazanas, infestando os setores nobres de habitação, os bairros de classe média e as vilas mais modestas.
Como começamos, vamos concluir essa rápida resenha das agruras visíveis de Brasília com a saúde pública: os casos de dengue batem recordes a cada mês e até uma abominável bactéria infensa a antibióticos acaba de ser detectada, espalhando-se pelos hospitais locais.
O problema é que Agnelo Queiroz precisará enfrentar o maior de todos os males, invisível mas tão ou mais solerte que os demais: a corrupção. Antes, dizíamos que os corruptos vinham de fora, até chegavam às terças-feiras e iam embora às quintas, uma forma de os brasilienses revidarem a má-vontade e as agressões de jornalistas, empresários e bobalhões de São Paulo e do Rio. Infelizmente, não é mais assim. Já temos bandidos de colarinho branco estabelecidos em nossos limites. Um senador foi cassado, outro renunciou para não ser e um governador acabou preso. Imagine-se quantos sócios, coniventes, aproveitadores e asseclas orbitavam em torno deles. A maioria continua livre até das denúncias públicas, impávida, continuando a fazer negócios escusos, amealhando comissões e conseguindo contratos às custas dos dinheiros públicos e das contribuições privadas. Tem muita gente honesta no governo do Distrito Federal, mas, meu Deus, quantos ladrões, também!
O novo governador que se cuide, porque por muito menos Napoleão perdeu a guerra...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Exército e a Mudança da Capital Federal

por Manoel Soriano Neto
Brasília, “a Capital da Esperança”, é fruto do idealismo de pró-homens como José Bonifácio, que lhe sugeriu o nome, e da férrea determinação em construí-la, do presidente Juscelino Kubitschek.
Outros insignes patriotas também muito contribuíram para que hoje, majestática, em excepcional região geoestratégica – o Planalto Central Brasileiro – se encontrasse Brasília, a “Cidade Monumento”, tombada pela ONU, em 1987, como “Patrimônio Cultural da Humanidade”.
É nosso intuito relembrar, de forma assaz breve, a saga de militares do Exército, precursores da mudança da capital brasileira, mencionando os seus respeitáveis nomes.
Impende lembrar, inicialmente, que o ilustre historiador Francisco Adolfo de Vargnhagen, Visconde de Porto Seguro, também tenente-coronel do Corpo de Engenheiros de nosso Exército Imperial, cujo nome consta dos “almanaks” da Força, desencadeou, no século passado, vigorosa campanha pela mudança da capital para o Planalto Central, área por ele percorrida, ficando célebre o ofício que enviou, em 1877, da Vila Formosa da Imperatriz , ao ministro da Agricultura, expondo as vantagens da dita mudança.
Entretanto, a primeira medida efetiva visando à interiorização da capital da República, somente se concretizaria por força do texto da Constituição de 1891, em decorrência de uma emenda constitucional de autoria do tenente do Exército, Lauro Müller.
Em maio de 1892, foi criada uma comissão para explorar o Planalto Central, região prevista na citada Carta Magna de 1891, com vistas à localização do futuro Distrito Federal. Tal comissão foi chefiada pelo engenheiro belga, naturalizado brasileiro, diretor do Observatório Astronômico e Major-honorário do Exército, Dr. Luiz Cruls, e procedeu à demarcação, durante nove meses, do que ficou conhecido como “quadrilátero Cruls”.
Em 1893, no governo do marechal Floriano Peixoto - o brasileiro mais entusiasta pela transferência da capital - foi formada nova comissão, sendo Cruls outra vez chamado para chefiá-la, com a incumbência de escolher, na região anteriormente demarcada, a definitiva área do futuro município neutro, os trabalhos, iniciados em 1894, foram interrompidos, por dificuldades financeiras, em 1897, quando do governo de Prudente de Morais.
Ressalte-se que quase todos os componentes das duas comissões eram militares ou servidores civis do Exército. Assim, o relacionamento com o Dr. Cruls era excelente, máxime porque ele fora 1° Tenente do Exército da Bélgica, era Major-honorário de nosso Exército e lente da Escola Superior de Guerra, tendo inclusive recebido, em 1895, a honorificência de Tenente-Coronel-Honorário do Exército Brasileiro. A Comissão Exploradora de 1892, era basicamente militar, tanto que dezesseis dos seus vinte e dois membros eram oficiais do Exército ou funcionários do Ministério da Guerra, isso sem contar o contingente de apoio e segurança, também da Força. Entre os oficiais que serviram sob as ordens de Cruls, merecem ser citados o major médico Dr. Pedro Gouvêa, o capitão Pedro Cordolino de Almeida e os tenentes Augusto Tasso Fragoso, Hastimphilo de Moura, Antônio Cavalcanti de Albuquerque e Alípio Gama.
Hoje, o augusto nome de Luiz Cruls foi resgatado pelo Exército Brasileiro, que concedeu, em 1999, à 11ª Região Militar, sediada em Brasília, a denominação histórica de “Região Tenente-Coronel Luiz Cruls” e o respectivo estandarte histórico.
Na relembrança da memória de Luiz Cruls, merecem ser transcritas as palavras do saudoso historiador militar general Hans Gerd Haltenburg, contidas em seu precioso arquivo:Foi Soldado. Alma de Soldado, soube cumprir missões. Aprendeu a amar a nova Pátria. Aqui casou. Aqui deixou descendentes. Aqui repousa. Morreu pelo Brasil”...
Após a interrupção dos trabalhos da segunda Comissão Cruls, o assunto  da mudança quedou esquecido. Isso se deveu, fundamentalmente, ao saneamento e à modernização do Rio de Janeiro e às concomitantes restaurações das fortalezas daquela cidade e reequipamento da Marinha, ocorridos no princípio do século, além da evolução tecnológica dos meios bélicos, o que invalidava, em parte, as estratégias de defesa da capital da República. Diga-se, por ilustração, que a Constituição de 1946 restabeleceu o artigo referente à mudança da Capital para o Planalto Central, eis que havia sido suprimido pela Constituição de 1937.
Somente em 1946, o assunto volta à baila, quando o presidente general Eurico Gaspar Dutra constituiu uma comissão de estudos para a localização da nova capital, cuja chefia coube ao general Djalma Poly Coelho. O relatório da comissão ficou pronto em agosto de 1948 .
Em 1953, forma-se a Comissão de Localização da Nova Capital, presidida pelo general Aguinaldo Caiado de Castro, chefe da Casa Militar do presidente Vargas, que concretizou, integralmente, os objetivos previstos, coroando-os com um minucioso levantamento fotogramétrico dos cinco sítios escolhidos pela Comissão Poly Coelho.
Em 1955, convidado pelo presidente Café Filho, assume a presidência da mencionada comissão, o general José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Ela foi responsável pela exata escolha do local, onde hoje, portentosa, se ergue Brasília. Em 1955, partem de Formosa, em um comboio de seis jeeps, o general José Pessoa, o governador em exercício, Bernardo Sayão, o notável geopolítico marechal Mário Travassos e o capitão Dr. Ernesto Silva . A comitiva passa por Planaltina e chega, após 4 horas de viagem, à parte mais elevada do Sítio Castanho, atrás de onde hoje se encontra o “Memorial JK”, memorável ato histórico de presença que foi protagonizado por quatro insignes brasileiros, três dos quais eram oficiais do Exército e que caracterizou a escolha e “posse” do precitado Sítio, para a construção de Brasília. Muito importante é dizer-se que, por solicitação do general José Pessoa, o então governador de Goiás, José Ludovico de Almeida, exarou um decreto declarando de necessidade e utilidade públicas e de conveniência ao interesse social, toda a área onde se sediaria o Distrito Federal. À tarde de 30 de abril de 1955, um sábado, reuniram-se o governador José Ludovico e o general José Pessoa para acerto de detalhes do decreto, linhas atrás referido, o qual foi assinado no dia seguinte, 1° de maio, com data de 30 da abril, causando grande surpresa, mas impedindo a especulação imobiliária que adviria, caso esse ato legal fosse do conhecimento da população. José Pessoa, acendrado patriota e idealista, assim antevia o radioso futuro do Planalto Central: “O altiplano brasileiro sempre exerceu poderoso fascínio sobre os nossos primitivos habitantes, como se deu na era aurífera de São Paulo e Minas e não tenhamos dúvida de que o mesmo acontecerá, num futuro próximo, com aquele Planalto, será com sangue novo que lhe faremos o povoamento e grandeza”.
Por derradeiro, frise-se que quando se iniciou a construção da Capital Federal, em 1956, as primeiras moradias de Brasília, as dos candangos, foram as barracas verde-oliva do Exército, trazidas em enorme quantidade para o Planalto, por ordem pessoal do ministro da Guerra, general Henrique Lott, outrossim, ele deu prioridade máxima à construção de quartéis, determinando a imediata criação/instalação da 6ª Companhia de Guardas, a primeira Organização Militar do Exército no Distrito Federal, porquanto era um ardoroso admirador do obstinado ânimo do presidente Juscelino, como nos ensina o emérito historiador, Dr. Jarbas Silva Marques. Aduza-se que os invulgares nomes de Floriano Peixoto, Tasso Fragoso, Eurico Dutra e José Pessoa são denominações históricas de Organizações Militares do Exército Brasileiro. Mais recentemente, outras denominações foram concedidas, para a 11ª Região Militar, de Brasília, “Região Tenente-Coronel Luiz Cruls”, para a 3ª Brigada de Infantaria Motorizada, de Cristalina, “Brigada Visconde de Porto Seguro” e para o 11° Depósito de Suprimento, de Brasília, “Depósito Marechal Mário Travassos”, Organizações aquarteladas no Planalto Central Brasileiro, cujos Patronos tanto contribuíram para a criação de Brasília.
Eis, em síntese, mesmo que imperfeita e incompleta, o que foi, através de várias épocas, a participação do Exército, pelo benemérito labor de alguns de seus abnegados integrantes, na mudança da capital do País, inaugurada em 21 de abril de 1960 e consolidada pelos primeiros governos da Revolução de 31 de março se 1964. De Vargnhagen, ainda ao tempo do Império, a Lauro Müller e Floriano Peixoto, passando por Cruls até o general Dutra e deste a Poly Coelho, Caiado de Castro, José Pessoa, Mário Travassos, Ernesto Silva e Henrique Lott, muito foi feito pelo invicto e glorioso Exército Brasileiro, com vistas à materialização do sonho de interiorizar-se a capital do Brasil.
Eis por que os militares da Força Terrestre Brasileira, desde sempre, ufanam-se em pertencer à “mais lídima e representativa das instituições nacionais - o verdadeiro índice do povo brasileiro” -, no dizer do inesquecível sociólogo Gilberto Freyre.
Manoel Soriano Neto é Cel Refo do EB, 
de Infantaria e Estado-Maior,
e Historiador Militar.
Fonte:   Usina de Letras