terça-feira, 30 de agosto de 2016

A Remuneração dos Militares e os Gastos do Governo

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pelo Gen Div Eduardo Castanheira Garrido Alves
A forte crise econômica que se abate sobre o País requer medidas de contenção de gastos, no âmbito da administração pública. Independentemente dos fatores que deram origem à atual crise, seus reflexos são sentidos diretamente por grande parcela da população brasileira, quer pela perda de poder aquisitivo, ocasionada pelo retorno da inflação, quer pela redução da oferta de emprego, levando à mudança de hábitos de consumo e à busca por novas alternativas de renda.
O Governo Federal tem anunciado, entre outras reformas, a necessidade de uma Reforma Previdenciária que se traduz em mais um grande esforço ao qual todos os cidadãos brasileiros serão submetidos. A argumentação está em que o Tesouro Nacional não tem como arcar com os elevados déficits gerados pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e pelas pensões pagas às pensionistas de militares.
Quando se fala em reduzir despesas, é importante destacar que os militares já vêm contribuindo com esse esforço, desde a edição da Medida Provisória (MP) nº 2.131, de 28 de dezembro de 2000, que reestruturou a remuneração nas Forças Armadas, extinguindo vários benefícios.
Com a edição da MP nº 2.131, de 2000, foram extintos os direitos: ao adicional de tempo de serviço; ao auxílio-moradia; à pensão para as filhas; ao acúmulo de duas pensões militares; à contagem em dobro do tempo de serviço para licença especial não gozada; ao recebimento de proventos do posto acima na inatividade; à contribuição para pensão militar de dois postos acima; e à licença especial. Essas mudanças foram implementadas sem regras de transição, ou seja, tiveram efeitos imediatos a partir da publicação da MP – atual MP 2.215-10, de 2001.
O esforço dos militares das Forças Armadas para a contenção de gastos do Governo pode ser traduzido em números. Entre 2003 e 2015, os gastos com inativos militares e pensionistas foram reduzidos em 20% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), passando de 0,73% para 0,51% do PIB. Para o mesmo período, os gastos com aposentados e pensionistas do RGPS, por exemplo, aumentaram em, aproximadamente, 19%, passando de 6,24% para 7,42% do PIB.
Anualmente, o Ministério da Defesa encaminha ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão o “Estudo Atuarial das Pensões Militares”, que é um dos anexos ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, levado ao Congresso Nacional. Esse documento aponta a tendência de redução dos gastos com nossos pensionistas, ratificando a efetividade da MP 2.215-10, de 2001. Essa tendência foi corroborada pela Nota Técnica Conjunta nº 4/2016 do Congresso Nacional, de 25 de maio de 2016, ao analisar o PLDO 2017, que retrata a redução da diferença entre receitas e despesas do sistema de pensões militares de R$ 11,52 bilhões em 2016, para R$ 8,22 bilhões em 2050.
É indiscutível uma diminuição dos gastos públicos e de uma melhor eficiência e efetividade no emprego de seus recursos públicos, mas no que se refere aos militares das Forças Armadas, faz 16 anos – desde dezembro de 2000 – que as medidas necessárias para a redução de gastos com inativos e pensionistas foram tomadas, com reflexos bastante significativos, que implicaram na supressão de vários direitos dos militares das três Forças, com a consequente perda de poder aquisitivo, de renda e de formação de patrimônio da categoria.
Fonte:  EBlog

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Invasão Islâmica da Índia: O Maior Genocídio da História

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O artigo que se segue é uma versão em português de Islamic Invasion Of India: The Greatest Genocide In HistoryEste artigo apresenta um resumo de quase 10 séculos de invasões, jihad e domínio islâmico sobre a Índia Histórica (que compreendia os países atuais do Afeganistão, Paquistão, Índia e Bangladesh), destruindo a civilização que permeava esta região.
O que existia da civilização hindu foi destruído, e, aquilo que restou, foi corrompido pelo islã. Por exemplo, práticas tais como o jauhar (auto-imolação ou suicídio das mulheres hindus para evitar a escravidão e o estupro) e o sati (auto-imolação da mulher hindu na pira funerária do marido) surgiram nesta época. A herança islâmica foi o extermínio de centenas de milhões de hindus, estupros em massa de mulheres e a destruição de milhares de templos, universidades e bibliotecas hindus e budistas. A exemplo do que foi feito sobre os escravos africanos negros, os escravos hindus também eras castrados. 
O massacre sistemático ao longo dos séculos criou os romas (ciganos), destruiu o Afeganistão hindu e budista, tornando-o muçulmano, bem como levou a criação recente de dois países muçulmanos, o Paquistão e Bangladesh, cujas populações são compostas pelos milhões de hindus que foram convertidos ao Islã pela espada durante este período. 
Para o Islã, tudo o que não fosse islâmico pertencia a uma época de ignorância - jahiliyya - e devia ser destruído (ou ser apropriado culturalmente e considerado como se pertencesse ao Islã). Pode demorar, mas o destino inevitável de qualquer civilização que caia sob o jugo do islã é o aniquilamento
Deve ser mencionado que as atrocidades também atingiram os siques, que foram terrivelmente perseguidos pelo Império Mongol.
INVASÃO ISLÂMICA DA ÍNDIA: O MAIOR GENOCÍDIO DA HISTÓRIA
O historiador muçulmano Firishta (nome completo Muhammad Qasim Hindu Shah, 1560-1620), o autor do Tarikh-i Firishta e do Gulshan-i Ibrahim (N.T.: duas obras históricas clássicas acerca da conquista da Índia pelo Islã), foi o primeiro a dar uma ideia do tamanho do banho de sangue ao qual a Índia esteve submetida durante o domínio muçulmano. Ele declarou que mais de 400 milhões de hindus foram assassinados durante a invasão e ocupação muçulmana da Índia. Sobreviventes foram escravizados e castrados. Acredita-se que a população da Índia era de 600 milhões à época da invasão muçulmana. Em meados dos anos 1500, a população hindu era de 200 milhões.
Mapa mostrando a localização aproximada do Rio Indo, o berço da civilização hindu, e as regiões que o
cercam: o 
Sinde, o Punjabi e a Cashemira
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À época em que os britânicos chegaram às praias da Índia, e após séculos de lei islâmica governando a Índia, a população hindu já não se comportava como era a sua norma anteriormente à chegada do islamismo. Os hindus se comportavam como muçulmanos. Há muitos relatos testemunhais dos arquivos britânicos de incidentes horrendos envolvendo hindus, que chocaram os britânicos devido à sua crueldade. Os britânicos, por vezes, se referiam a estas pessoas como 'selvagens'. Sim, qualquer um que se contamine por associação com a 'cultura' islâmica torna-se, verdadeiramente, manchado e brutalizado. Isto é exatamente o porquê desta contaminação ser tão prejudicial e perigosa.
Hoje, como outras culturas com sua alma tão massacrada pelo Islã, a Índia não é de fato uma nação hindu. A Índia é uma sombra do Islã, uma versão “hinduficada" do Islã, aonde toda a atrocidade humana foi copiada e adotada. Tal brutalidade era previamente estranha na cultura hindu. Associadamente à pestilência maometana estrangeira, estes hábitos islâmicos tornaram-se adotados e aceitos como uma parte 'normal' da cultura indiana. Porém, se observarmos a cultura indiana pré-islâmica, ela era em geral uma cultura benevolente de conhecimento e aprendizado, muito mais do que é hoje.
Uma das consequências da jihad islâmica contra a Índia foi ter feito com que o Rio Indo ficasse sob controle muçulmano (Paquistão). A primeira figura que ilustra este texto mostra também alguns outros lugares mencionados neste artigo.
Desde a época da dinastia Omíada (661 a 770 DC) ao último imperador mogol (N.T.: espécie de governante muçulmano), Bahadur Shah Zafar (1858), com seus governantes tão enaltecidos como grandes líderes pelos próprios historiadores indianos, cidades inteiras foram incendiadas e suas populações massacradas, com centenas de milhares de mortos a cada campanha, e números similares deportados como escravos.
Na sua extensão máxima, o Império Mogol (ou Mugal), 1526 - 1827, ocupou toda a Índia Histórica (que inclui 
os atuais Afeganistão, Paquistão, Índia e Bangladesh), exceto a porção mais ao sul da Índia.
Os maiores genocídios do século XX, o sofrido pelo povo judeu (e outras minorias) nas mãos dos nazistas (o Holocausto), 6 milhões; bem como o extermínio dos armênios, gregos e assírios da Anatólia perpetrado pelos turcos (o Genocídio Armênio, dos Gregos Pontios e Assirios), 3 milhões; são minúsculos se comparados com o genocídio ocorrido na Índia Histórica, ao longo de quase 8 séculos.
O Genocídio dos Hindus na Índia foi de proporções ainda maiores. A única diferença foi a de que ele continuou por 800 anos, até que os regimes islâmicos brutais finalmente prevaleceram em uma luta de vida ou morte contra os siques no Punjabi, e contra os exércitos maratas hindus em outras partes da Índia, no final dos anos 1700.
Pintura de Edwin Lord Weeks
Nós reunimos evidência literária do maior holocausto do mundo a partir de relatos testemunhais históricos de época. Os historiadores e biógrafos dos exércitos invasores e governantes subsequentes da Índia deixaram relatos bem detalhados das atrocidades cometidas nos seus encontros rotineiros com os hindus da Índia.
Estes registros de época enalteciam e glorificavam os crimes que eram cometidos, e o genocídio de dezenas de milhões de hindus, estupros em massa de mulheres e a destruição de milhares de templos e bibliotecas hindus e budistas, foram bem documentados e oferecem prova sólida do maior genocídio do mundo.
Dr. Koenraad Elst, em seu artigo “Was There an Islamic Genocide of Hindus?” (Houve um Genocídio Islâmico de Hindus?), declara:
"Não há estimativa oficial do total de hindus mortos nas mãos do Islã. Um primeiro vislumbre de testemunhos importantes de cronistas muçulmanos sugere que, em mais de 13 séculos e em um território tão vasto como o subcontinente (N.T.: indiano), guerreiros sagrados muçulmanos mataram muito mais hindus do que os 6 milhões do Holocausto. Ferishtha lista diversas ocasiões quando sultões bamanis (N.T.: pertencentes ao Sultanato de Bamani) na Índia Central (de 1347 a 1528) mataram 100.000 hindus, número que estes estabeleceram como quota mínima para fins de punição aos hindus. E veja que estes sultões representavam apenas uma dinastia provincial de terceira grandeza. Os maiores massacres ocorreram durante os eventos que se seguiram: ataques de Mahmud Ghaznavi (cerca de 1000 DC), conquista da Índia setentrional por Mohammed Ghori e seus lugares-tenentes (1192) e durante e sultanato de Delhi (de 1206 a 1526)."
Em 1752, o governador muçulmano capturou mulheres siques e deu-lhes a opção de converter ao islão ou terem seus bebês massacrados. Elas se recusaram, o que levou ao massacre de cerca de 300 bebês através de cortar fora membros dos seus corpos ou empalar os bebês com lanças. Órgãos internos foram retirados, com os bebês ainda vivos, e enrocados no pescoço das mães. Ainda assim, elas não se converteram ao islão. Elas foram posteriormente escravizadas sexualmente.
Ele também escreve em seu livro "Negation in India" (A Negação na Índia):
As conquistas muçulmanas, até o século 16, foram, para os hindus, uma luta pura da vida e da morte. Cidades inteiras foram incendiadas e a população massacrada, com centenas de milhares de mortos em cada campanha, e números semelhantes de pessoas deportadas como escravos. Cada novo invasor fez (frequentemente de forma literal) seus montes de crânios hindus. Assim, a conquista do Afeganistão no ano 1000 foi seguida da aniquilação da população hindu. A região ainda é chamada Hindu Kush (ou Indocuche), o que significa "Carnificina dos Hindús."
Will Durant argumentou em seu livro de 1935 "The Story of Civilisation: Our Oriental Heritage" (A História da Civilização: Nossa Herança Oriental) (pág. 459):
A conquista maometana da Índia é provavelmente o acontecimento mais sangrento da História. Os historiadores e eruditos islâmicos registraram com grande alegria e orgulho os massacres dos hindus, as conversões forçadas, o sequestro de mulheres e crianças hindus para mercados de escravos e a destruição de templos promovida pelos guerreiros do Islã durante o período de 800 a 1700 DC. Milhões de hindus foram convertidos ao Islã pela espada durante este período.
François Gautier em seu livro "Rewriting Indian History" (Reescrevendo a História Indiana) (1996) escreveu:
Os massacres perpetuados por muçulmanos na Índia não tiveram paralelo na História. Foi maior do que o Holocausto dos judeus pelos nazistas ou o massacre dos armênios pelos turcos. Maior ainda do que o massacre de populações nativas sul-americanas pelos invasores espanhóis e portugueses.
Mogois carregam a cabeça decepada de dois siques 
para serem vendidas no mercado
O escritor Fernand Braudel escreveu em "A History of Civilisations" (A História das Civilizações) (1995) que o domínio islâmico na Índia como um "experimento colonial" foi "extremamente violento" e que "os muçulmanos não conseguiam dominar o país exceto através de um terror sistemático. Crueldade era a norma - incêndios, execuções sumárias, crucificações ou empalamentos, torturas inventivas. Templos hindus foram destruídos para dar lugar a mesquitas. Em certas ocasiões havia conversões forçadas. Se sequer houvesse o suspiro de um levante, ele era reprimido, instantaneamente e com selvageria: casas eram incendiadas, o interior do país era arrasado, homens eram mortos e mulheres levadas como escravas."
Alain Danielou em seu livro "Histoire de l’Inde" (História da Índia - Editions Fayard, Paris) escreve:
"Do tempo em que os muçulmanos chegaram, por volta de 632 DC, a história da Índia torna-se em uma série longa e monótona de assassinatos, massacres, espoliações e destruição. É, como de costume, em nome de uma 'guerra santa' da sua fé, do seu Deus único, que os bárbaros têm destruído civilizações e dizimado raças inteiras."
O Grão-Mogol e sua corte retornam da Grande Mesquita de Delhi, 
quadro a óleo de Edwin Lord Weeks (1918)
Irfan Husain em seu artigo "Demons from the Past" (Demônios do Passado) observa:
"Mesmo levando em conta que eventos históricos deveriam ser julgados no contexto de seu tempo, não se pode negar que naquele sangrento período da história, nenhuma misericórdia foi demonstrada aos hindus, desafortunados o suficiente por estarem no caminho, quer dos árabes conquistadores do Sinde e Punjabi meridional, quer dos asiáticos centrais que atacaram desde o Afeganistão. Os heróis muçulmanos que tanto despontam em nossos livros de história cometeram alguns terríveis crimes. Mahmud de Ghazni (Gázni), Qutb-ud-Din Aibak, Balban, Mohammed bin Qasim, e o sultão Mohammad Tughlak, todos têm as mãos manchadas de sangue que a passagem dos anos não limpou. Vista aos olhos hindus, a invasão muçulmana foi um desastre não mitigado."
"Seus templos foram nivelados ao chão, seus ídolos esmagados, suas mulheres violentadas, seus homens mortos ou tornados escravos. Quando Mahmud de Ghazni (Gázni) entrou em Somnath em um de seus ataques anuais, ele matou todos seus 50.000 habitantes. Aibak matou e escravizou centenas de milhares. A lista de horrores é longa e dolorosa. Estes conquistadores justificaram seus atos alegando que era seu dever religioso matar os descrentes. Escudando-se na bandeira do Islã, eles alegavam estar lutando por sua fé quando, na realidade, eles estavam apoiando assassinato puro e pilhagem ..."
8 de novembro de 1675. Dois carrascos colocam uma
serra-dupla sobre a cabeça de um sique chamado Mati Das
e perguntam se ele abraçaria o islão ou a morte.
A sua escolha é evidente.
Uma amostra de um testemunho de época relata acerca dos invasores e governantes, durante as conquistas indianas.
O governante afegão Mahmud al-Ghazni invadiu a Índia não menos do que 17 vezes entre 1001 e 1026 DC. O livro Tarikh-i-Yamini, escrito por seu secretário, documenta vários episódios de suas campanhas militares sangrentas:
"O sangue dos infiéis fluía tão copiosamente [na cidade indiana de Thanesar] que as fontes de água perderam sua cor, para não dizer sua pureza, e as pessoas não podiam beber delas. ... Os infiéis desertaram o forte e tentaram cruzar o rio agitado, porém muitos deles foram mortos, levados ou afogados. ... Cerca de 50.000 homens foram mortos.
No registro de época Taj-ul-Ma'asir, escrito por Hassn Nizam-i-Naishapuri, é declarado que quando Qutb-ul Din Aibak (de Turko – de origem afegã e o primeiro Sultão de Delhi - de 1194 a 1210 DC) conquistou Meerat (Mirat), ele demoliu todos os templos hindus da cidade e erigiu mesquitas no seu lugar. Na cidade de Aligarh, ele converteu os habitantes hindus ao Islã pela espada e decapitou todos aqueles que continuaram fiéis à sua própria religião.
Batalha de Chamkaur, onde 43 siques enfrentaram 1 milhão
de mogois, 6 de dezembro de 1705, em Chamkaur, Punjabi
O historiador persa Wassaf escreve em seu livro Tazjyiat-ul-Amsar wa Tajryiat ul Asar que quando Aladdin Khilji (um afegão de origem turca, segundo governante da dinastia Khilji da Índia - de 1295 a 1316 DC) capturou a cidade de Kambayat à entrada do Golfo de Cambay, ele matou os habitantes hindus masculinos adultos para a glória do Islã, fez rios de sangue, enviou as mulheres do lugar com todo o seu ouro, prata e jóias à sua própria casa, e fez cerca de 20.000 virgens hindus como escravas particulares.
A Índia tem uma história cultural longa e profunda. O hinduísmo começou por lá em torno de 1500 AC e o budismo em torno do século 6 AC. Esta cultura evoluiu através de impressionantes conquistas intelectuais, religiosas e artísticas. Antes e depois dos primeiros anos do Islã, os eruditos indianos levaram seu trabalho em ciência, matemática (o zero, a álgebra, a geometria, o sistema decimal, os assim-chamados algarismos 'arábicos' são na verdade de origem hindu), medicina, filosofia, etc., às cortes de outros (inclusive muçulmanos, por exemplo, em Bagdá).
Outros vinham às universidades da Índia. Crianças indianas (rapazes e moças) eram educadas através de um sistema de educação relativamente disseminado, em uma variedade de temas tais como, por exemplo, ciência, medicina e filosofia. A arte e a arquitetura indianas eram magníficas. Eles eram um povo próspero. Então veio o Islã, trazendo: matança, escravidão, estupro, violência e pilhagem; destruição dos sítios religiosos, da arte e da arquitetura; pobreza, exploração, humilhação, fome, conversão forçada, declínio do interesse intelectual, destruição social e piora das condições sociais. Para o Islã, tudo o que não fosse islâmico pertencia a uma época de ignorância - jahiliyya - e devia ser destruído (ou ser apropriado culturalmente e considerado como se pertencesse ao Islã). O massacre criou os romas (ciganos), destruiu o Afeganistão hindu e formou o Paquistão (Cashemira) e Bangladesh. 
O custo das invasões muçulmanas é massivo se contado em vidas, riqueza e cultura. Estimativas sugerem de que de 60 a 80 milhões morreram nas mãos dos invasores e governantes muçulmanos, apenas no período entre 1000 a 1525 (isto é, ao longo de 500 anos, a população diminuiu) (Lal, citado em Khan, p. 216). Impossível, você há de pensar. Na guerra de independência de Bangladesh, em 1971, o exército paquistanês muçulmano matou entre 1,5 a 3 milhões de pessoas (principalmente muçulmanos) em apenas nove meses (Khan, p. 216). O mundo fez vista grossa - mas, não é sempre assim quando são muçulmanos praticando violência? (o número real de hindus brutalmente assassinados por muçulmanos encontra-se ao redor de 400 milhões, não 60 a 80 milhões, como afirmou Firishta, mencionado no primeiro parágrafo).
Baseados nos números disponíveis, o número de indianos escravizados foi enorme.
A conquista muçulmana da Índia foi provavelmente a mais sangrenta da história:
Os historiadores e eruditos islâmicos registraram com grande entusiasmo a matança dos hindus, conversões forçadas, sequestro de mulheres e crianças hindus para serem levadas aos mercados de escravos, e a destruição dos templos promovida pelos guerreiros do Islã durante 800 a 1700 DC. Milhões de hindus foram convertidos ao Islã pela espada neste período (historiador Durant, citado em Khan, p. 201).
Rizwan Salim (1997) escreve o que os invasores árabes realmente fizeram:
"selvagens com um nível civilizacional muito baixo e nenhuma cultura digna de nome, provindos da Arábia e da Ásia Ocidental, começaram a entrar na Índia do início do século em diante. Os invasores islâmicos demoliram incontáveis templos hindus, espatifaram incontáveis esculturas e ídolos, pilharam inúmeros fortes e palácios de reis hindus, mataram um vasto número de homens hindus e sequestraram mulheres hindus. Porém muitos hindus não parecem reconhecer que os pilhadores muçulmanos estrangeiros destruíram a evolução histórica da civilização mentalmente mais avançada da Terra, a cultura mais ricamente imaginativa, e a sociedade mais vigorosamente criativa" (citado em Khan, p. 179)." 
1745. Bhai Taru Singh, 26 anos, tem o seu cabelo
e o couro cabeludo arrancados por se recusar 
a converter-se ao islamismo.
O cabelo é sagrado para os siques.
É claro que os indianos pré-Islã lutavam entre si, porém não era prática escravizar, assolar, massacrar ou destruir sítios religiosos, ou destruir colheitas ou fazendeiros. As batalhas eram geralmente conduzidas em terreno aberto, entre militares (Khan p. 205-207). Não havia o conceito de "butim" (pilhagem), portanto os indianos não estavam preparados para o massacre do Islã. Indianos locais foram forçados a fugir para a selva ou para as montanhas, ou encarar exploração e impostos terríveis, assassinatos ou escravização, enquanto sua sociedade era diminuída e destruída. Os muçulmanos constantemente atacavam a população idólatra local, bem como lutavam uns contra os outros, em constantes revoltas promovidas por generais, chefes e príncipes, durante todo o tempo de domínio islâmico (Khan, p. 205).
Escravidão
Inicialmente, a Índia correspondia à parte do atual Paquistão, Bangladesh/Bengala e Cashemira. No Afeganistão, o hinduísmo e budismo floresciam anteriormente à conquista islâmica (século 7). No Século 16, o Afeganistão encontrava-se dividido entre o Império Mogol da Índia e os safávidas da Pérsia (N.T.: ambos muçulmanos, ou seja, o hinduísmo e o budismo foram erradicados no Afeganistão).
Inicialmente, os omíadas (N.T.: que pertenciam ao califado Omíada, século VIII) concederam aos hindus o status de dhimmi (N.T.: cidadão de segunda classe), possivelmente devido ao seu grande número, resistência ao Islã e seu valor como reserva fiscal. Isto viola o textos Islâmicos bem como a lei islâmica Sharia que demandam morte ou conversão a idólatras e politeístas. Quando o sultão Iltumish (1236) foi questionado do porquê de não ter sido dada aos hindus a escolha entre morte ou Islã, ele respondeu:
"Porém, neste momento na Índia, os muçulmanos são tão poucos que são como sal em um grande prato. Entretanto, após uns poucos anos, quando na capital e nas regiões e em todas as cidades pequenas, quando os muçulmanos estiverem bem estabelecidos e o exército maior, será possível dar aos hindus a escolha entre morte ou Islã" [citado em Lal (c), p. 538] (será que não podemos aprender nada desta afirmação?).
A despeito de seu suposto status de dhimmi, assassinato em massa, conversão forçada em massa e escravidão ostensiva com a resultante conversão forçada ao Islã, foram praticados ao longo de todo o domínio islâmico. Mesmo no século 20, uns tantos exigiam aos idólatras/politeístas que se convertessem ou morressem. Homens e guerreiros hindus foram mortos, bem como mulheres e crianças escravizadas. Escravidão eunuca era praticada entre os jovens.
Mogois despedaçando crianças vivas, estátuas em cera na Índia
Mais frequentemente, os números reais dos hindus mortos não são informados, apenas comentários tais como 'incontáveis escravos/cativos', ou 'todas as mulheres e crianças foram levadas'. Onde números são registrados, eles são aterradores. Juntamente com as pessoas, os muçulmanos levaram tudo que puderam - moedas, jóias, túnicas, mobiliário, ídolos, animais, colheitas, etc. ou os destruíam.
Os governantes muçulmanos eram estrangeiros. Até o século 13, a maior parte dos escravos era enviada da Índia, porém, após o Sultanato de Dehli (1206), eles passaram a ser mantidos na própria Índia para trabalhar para o Sultanato, serem vendidos por lá mesmo, ou enviados para outro lugar. Escravos de outra parte eram importados e exércitos muçulmanos foram compostos por uma ampla gama de grupos de escravos estrangeiros 'convertidos' ao Islã e 'hindus ou indianos conversos'.
Escravos eram o butim prometido por Alá, e obtê-los era uma forte motivação para a jihad.
"Escravos eram tão abundantes que eles se tornaram muito baratos. Homens... eram degradados. ... porém esta é a divindade de Alá, que provê honra de sua própria religião e degrada a infidelidade" [cronista muçulmano Utbi, acerca do ataque escravagista de Ghazni promovido pelo sultão Subuktigin (942-997) em Sookdheo, p. 166].
Em Sinde (primeira área atacada com sucesso), a primeira comunidade 'muçulmana' era composta principalmente de escravos forçados ao Islã e por um pequeno número de senhores árabes (Khan, p. 299). Inicialmente, escravos eram forçados a migrar da Índia. Por exemplo, Qasim (árabe), o conquistador de Sinde, enviado por Hajjaj bin Yusuf Sakifi, do califado de Walid I, escravizou 300.000 pessoas durante uma campanha de três anos (de 712 a 715) (Khan, p. 299; Trifkovic, p. 109). Guerreiros muçulmanos vieram de toda parte para compartilhar desta jihad. Qasim foi subitamente chamado de volta e executado (possivelmente sendo atirado no covil de um animal) por supostamente violentar duas princesas Sindes destinadas ao harém do califa [Lai(c), p. 439].
Os turcos-gaznévidas de Ghazni, Afeganistão (de 997 a 1206), que subjugaram o Punjabi
Através de 17 ataques (de 997 a 1030), o sultão Muhmud Ghazni (um turco do Afeganistão, 997-1030) enviou centenas de milhares de escravos para Ghazni (no Afeganistão), o que resultou em uma perda de cerca de dois milhões de pessoas devido a assassinatos e escravidão, seguida de venda para fora da Índia (Khan, p. 315). Cronistas (tais como, Utbi, secretário do sultão), forneceram alguns números. Por exemplo, de Thanesar, o exército muçulmano trouxe 200.000 cativos a Ghazni. Em 1019, 53.000 pessoas foram levadas. Certa vez, a quinta parte pertencente ao califa foi de 150.000, sugerindo portanto um total de 750.000 cativos. Quinhentos mil foram levados em uma campanha (em Waihind) [Lai(c), p. 551]. Registra al-Utbi, secretário de Muhmud:
"Espadas cintilavam como relâmpagos no negrume das nuvens, e fontes de sangue fluíam como a queda de um enxame de estrelas. Os amigos de Alá derrotavam seus oponentes. Os muçulmanos deflagraram sua vingança sobre os inimigos infiéis, matando 15.000 deles. Tornando-os comida de feras e aves de rapina. Alá também derramou sobre seus amigos uma tal quantidade de butim, além de quaisquer cálculos, incluindo 500.000 belos escravos, homens e mulheres." (Khan, p. 191).
Os gaznévidas governaram no ‘Sultanato Islâmico do Punjabi’ até 1186. Ataques em Cashemira, Hansi e distritos de Punjabi, resultaram em assassinatos em massa e escravização, por exemplo, de uns 100.000 indivíduos em um ataque ocorrido em 1079 no Punjabi [Tarik-i-Alfi em Khan, p. 276-7; Laj(d), p. 553].
"Mesmo um cidadão comum, muçulmano pobre, tornava-se dono de numerosos escravos." [Khan, p. 103; Laj(c), p. 537]. 
O sultanato de Dehli foi estabelecido sob os governantes gaznévidas (turcos) Muhammad Ghauri (afegão) e seu comandante militar e futuro governante Qutbuddin Aibak (de 1206 a 1210). Decapitações em massa, escravização, conversões forçadas, pilhagem e destruição de templos continuaram. Escravos eram incrivelmente abundantes. Em 1195, Aibak levou 20.000 escravos de Raja Bhim e em 1202 levou 50.000 de Kalinjar [Laj(c), p. 536].
Durante os séculos 13 e 14, sob o governo de Khilji e Tughlaq, o escravagismo cresceu à medida que o Islã se expandiu. Milhares de escravos eram vendidos a baixos preços, todos os dias (Khan, p. 280). A captura de escravos por Alauddin Khilji (de 1296 a 1316) foi espantosa. Ele algemava, acorrentava e humilhava os escravos [Laj(c), p. 540]. 
A noiva se joga na pira funerária de seu marido.
 Pintura em miniatura originado no período da
dinastia Safavid, primeira metade do Sec 17.
 (Atribuída ao pintor Muhammad Qasim.)
Somente no saque de Somnath ele "levou cativo um grande número de donzelas elegantes e bonitas, totalizando 20.000, além de crianças de ambos os sexos. Mais do que a pena pode enumerar. O exército maometano levou o país à ruína total, destruiu as vidas dos habitantes e pilhou as cidades, capturando a sua prole." [historiador citado em Bostom, p. 641; Lai(c), p. 540].
Muitos milhares foram massacrados. Alauddin Khilji (de 1296 a 1316) possuía 50.000 escravos masculinos jovens a seu serviço pessoal, sendo que 70.000 escravos trabalhavam continuamente em suas construções [Laj(c), p. 541].
Mulheres praticavam o jauhar (auto-imolação ou suicídio para evitar a escravidão e o estupro) e o sati (N.T.: auto-imolação na pira funerária do marido).
O sufista Amir Khusrau comenta: "Os turcos, sempre que os agrada, podem capturar, comprar ou vender qualquer hindu" [Lai(c), p. 541].
Escravizados e castrados
Por todo o mundo islâmico, os conquistados eram castrados, inclusive na Índia. 
Sultão Ala Ud Din posto em fuga;
Mulheres de Ranthambore cometem Jauhar
Isto era feito para que os castrados guardassem os harens, provessem prazer carnal aos governantes, e fossem devotados a estes já que eles não tinham esperança de terem uma família deles. E, é claro, isto rapidamente reduzia a prole dos conquistados. A castração era uma prática comum por todo o domínio muçulmano, possivelmente tendo contribuído para o declínio da população da Índia de 200 milhões em 1000 DC para 170 milhões em 1500 DC (Khan, p. 314).
Akbar, o Grande (1556-1605), possuía eunucos. Said Khan Chagtai (um oficial do Jahangir, filho de Akbar) possuía 1200 eunucos. No reino de Aurangzeb, em 1659, na cidade de Golkunda (Hyderabad), 22.000 meninos foram emasculados e dados a governantes e governadores muçulmanos ou então vendidos (Khan, p. 313).
Guarda eunuco
O sultão Alauddin Khilji (de 1296 a 1316) possuía 50.000 meninos a seu serviço pessoal. O sultão Muhammad Tughlaq (de 1325 a 1351) possuía 20.000 e o sultão Firoz Tughlaq (de 1351 a 1388) possuía 40.000. Firoz Tulghlaq gostava de colecionar meninos sob qualquer forma e possuía 180.000 escravos no total [Lal(c), p. 542]. Vários comandantes subordinados a vários sultões eram eunucos. Historiadores muçulmanos registraram a paixão que tinham os sultões Mahmud Ghazni, Qutbuddin Aibak e Sikandar Lodi por homens jovens atraentes. O sultão Mahmud era apaixonado pelo seu comandante hindu Tilak (Khan, p. 314).
N.T.: por mais paradoxal que possa parecer, a colonização britânica da Índia salvou a Índia e o hinduísmo. A chegada dos britânicos destruiu o Império Mogol. Se os britânicos não tivessem chegado, o destino da Índia seria o de se tornar totalmente islâmica.
O que resta saber é se os indianos irão continuar o negacionismo histórico ou se eles irão encarar a verdade histórica de frente.

Referências e links:
1) Bostom, A. G. ‘The Legacy of Jihad: Islamic holy war and the fate of the non-Muslims.’ Prometheus Books. New York. 2005.

2) Brahmachari, Dr. Radhasyam. Como os Sikhs rebateram a brutalidade dos invasores muçulmanos estrangeiros e se tornaram governantes na Índia. Texto em inglês, em dez partes. Parte1Parte 2Parte 3, Parte 4, Parte 5Parte 6Parte 7Parte 8Parte 9, e Parte 10.

3) Braudel, Fernand. A History of Civilisations. Penguin Books, New York 1995)

4) Brutalidade do ISIS é Copia do que os Mugais Fizeram com os  Sikhs no Punjab, em inglês. 

5) Danielou, Jean. Histoire de l’Inde. Editions Fayard, Paris.

6) Durant, Will. The Story of Civilization. Vol. 1: Our Oriental Heritage. New York: Simon and Schuster, 1935.

7) Elst, Dr Koenrad. Negationism in India, Voice of India, New Delhi.

8) Elst, Dr Koenrad. “Was There an Islamic Genocide of Hindus?” (article)


9) Gautier, François. ‘‘Aurangzeb, as he was according to Mughal Records’’, ‘FACT – India


10) Gautier, François. Rewriting Indian History, Vikas Publishing House, New Delhi 1996

11) História da Jihad contra os Hindus da Índia, Paquistão e Bangladesh (638 - atualmente). em inglês.

12) Husain, Irfan. “Demons from the Past” (article in the ‘Daily Times’, Pakistan, August 30, 2004.

13) Khan, M. A. ‘Islamic Jihad: A legacy of forced conversion, imperialism and slavery.’ iUniverse, Bloomington, IN. 2009.

14) Lal, K.S. Growth of Muslim population in India (A.D. 1000-1800). Voice of India, New Delhi.

15) Lal [a], K.S. Muslims invade India, p 433-455 in Bostom (1) acima.

16) Lal [b], K.S. Jihad under the Turks and jihad under the Mughals, p 456-461 in Bostom (1) acima.


17) Lal [c], K.S. Slave-taking during Muslim rule, p 535-548 in Bostom  (1) acima.


18) Lal [d], K.S. Enslavement of Hindus by Arab and Turkish invaders, p 549-554 in Bostom (1) acima.


19) Lal [e], K.S. The Origins of Muslim slave system, p 529-534 in Bostom (1) acima.


20) Naqib, Ahmad ibn; Reliance of the Traveller: A classic manual of Islamic sacred law; Amana Publications, Maryland, USA, 1994. (
em árabe, com alguns textos em Inglês, comentários e anexos editados e traduzidos por Nuh Ha Mim Keller Al-Misri)

21) Sookhdeo, P. ‘Global Jihad: The future in the face of Militant Islam.’ Isaac Publishing. 2007.


22) The Hindu Holocaust Museum website.


23) The ‘Hindu Wisdom’ website.

24) Stephen Knapp website.

25) Tráfico Islâmico de Escravos Indianos, em inglês. 

26) Trifkovic, S. ‘The sword of the prophet.’ Regina Orthodox Press, Inc. 2002.

27) Ye’or, Bat. ‘Islam and Dhimmitude: Where civilisations collide’. Fairleigh Dickinson University Press 2002, reprint 2005.(
traduzido do francês para o inglês por Miriam Kochan e David Littman)

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Daniel Ortega Retoma o Rumo Ditatorial na Nicaragua

por Daniel Armirola Ricaurte
Restam somente dois opositores em um Legislativo (Assembléia Nacional) de 92 Deputados na Nicarágua. O fato, que parece ter saído da obra "O Outono do Patriarca" onde Gabriel Garcia Márquez aborda a solidão do poder encarnada em um ditador, da uma mostra do que atualmente ocorre naquele país. 
Daniel Ortega não se cansa de acumular controles sobre as Instituições que um povo tão golpeado historicamente como o nicaraguense vem tendo tanto trabalho para construir.  No último 30 de julho, foi a vez do pouco que restava de democrático no Poder Legislativo.
Naquele dia, o Tribunal Eleitoral da Nicarágua despojou de seus assentos os 27 Deputados do Partido Liberal Independente (PLI), a principal força de oposição ao mandatário, e que estava sob controle do mais conhecido líder da oposição, Eduardo Montealegre.
Precisamente ante as próximas eleições presidenciais de novembro, a Corte Suprema — apontada como sob controle de Ortega, por decisões como a de 21 de outubro de 2009, a qual permitiu que ele se reelegesse, ao declarar inaplicável o artigo 147 da Constituição nicaraguense, que proíbe a reeleição contínua —, já havia afastado Montealegre da liderança do partido em 8 de junho.
Com aquela decisão, a justiça nicaraguense deixou a oposição sem um candidato para participar das eleições presidenciais. Mas isto não é tudo! Em 15 de junho, a mesma corte impediu outro líder opositor, Luis Callejas, de candidatar-se às eleições.
"Hoje, Daniel Ortega está fechando as portas da via eleitoral na Nicarágua. Hoje, ele roubou do povo seu direito de votar livremente, assim como, antes, roubou seu voto mediante fraudes eleitorais", expressou Montealegre, ante a reiterada perseguição.

¿Um salto para o passado? 
Agora, com a decisão de 30 de julho do Tribunal Eleitoral, somente dois deputados opositores, do Partido Liberal Constitucionalista, permanecem a postos, ainda que certamente sua influência seja mínima.
Enquanto isso, Ortega começa a recordar aos nicaraguenses como age uma ditadura dinástica de direita, a da família Somoza. Nomeou a sua esposa, Rosario Murillo, como candidata a vice-presidente na chapa em que concorrerá à reeleição.
Desde os anos 30 e até finais dos anos 70, quando triunfou a "revolução sandinista", os ditadores do clã Somoza repartiam o poder entre seus familiares como se fosse um presente. Por ironias da história, um personagem de esquerda, filho da "revolução", agora se comporta como aquela tirania familiar.
"Para os nicaraguenses, que crescemos sob a sombra de uma ditadura dinástica, batizada por meu pai como "a estirpe sangrenta dos Somoza", a nomeação da esposa de um governante autoritário como candidata a vice-presidente, tem a ressonância inevitável de um passado funesto. Com Daniel Ortega e Rosario Murillo, a roda da história está voltando a um ponto de partida que acreditávamos ter enterrado", escreve o jornalista Carlos Chamorro ao iniciar um artigo sobre a situação atual de sua nação, publicado no El País (Espanha)
Em entrevista ao El Colombiano, Cairo Manuel López, ex-presidente da Assembléia Nacional (1990-1997) e docente da Universidade Centroamericana, considerou que outra similitude com o passado nefasto do país poderia começar se ele continuar por esse caminho: o confronto.
"Se não ocorrer um processo democrático transparente nas próximas eleições, o ambiente seguirá se tensionando na Nicarágua. Mais ainda, dadas as previsões, a nação entraria em uma crise econômica em 2017. Algo que poderia afiançar a crise social que começa a apresentar-se atualmente", advertiu.
Desde ha mais de dez anos, o próprio sandinismo já começava a mostrar suas reservas ante um Ortega que elimina todo indício de oposição. Apesar de proibidos, esses setores da esquerda mantém sua mobilização nas ruas e se esforçam para que Ortega não degenere o país a um cenário igual ao que já se viu com Somoza.
"Não há em quem votar, nem porque votar", disse na quinta-feira (4/8/16) durante uma marcha em Manágua, a ex guerrilheira Dora Maria Tellez, fundadora do Movimento Renovador Sandinista (MRS), que teve seu registro cancelado pela justiça eleitoral antes das eleições municipais de 2008. 
"Já não há um processo eleitoral, o que há é uma fraude que Daniel Ortega cometeu. Ele já nos roubou as eleições", acrescentou à EFE.

Sinal já visto na A.L.
O autoritarismo, a obsessão pelo poder, a acumulação de todas as prerrogativas em uma só pessoa, a perseguição aos opositores, entre outros comportamentos, são sinais que para Juan David Escobar, diretor do Centro de Pensamento Estratégico da Universidade EAFIT, estão se reiterando nos últimos anos na América Latina, em especial com governos do denominado "Socialismo do Século XXI".
"O que Ortega está fazendo com a Nicarágua era previsível por duas coisas: sua formação ideológica, em primeiro lugar. Suas ideias sobre gestão pública, obviamente, vem de uma corrente comunista, que vê a democracia como um adjetivo, ao invés de algo real. Por último, não surpreende isso de querer perpetuar-se no poder. É parte do script já visto nos casos de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, Evo Morales e Rafael Correa", argumentou. 
"Creio que também há um elemento pessoal nesse autoritarismo que se vê na Nicarágua. Ortega deve ver a si mesmo como o salvador da nação. Se fosse somente uma pessoa que pensasse fazer uma boa gestão pública, teria desistido do poder depois do fracasso de seu primeiro governo (1985-1990), não só por ter destroçado o país com suas políticas, além de ter sido acusado por corrupção e de abuso sexual contra sua enteada", acrescentou.
"Porém, seu ego é tão grande que disse, depois de tudo isso 'o problema não é comigo, e inclusive eu sou a solução'", concluiu Escobar. 

A estratégia 
¿Como  Ortega subjugou os diversos setores para, gradualmente, acumular o poder que hoje ostenta em excesso e que já mostra tendências ditatoriais? Desde Manágua, Cairo López deu a resposta: 
"Por um lado houve a falta de transparência do Conselho Supremo Eleitoral nas eleições anteriores (2012).  E a Frente Sandinista havia cooptado o poder Judiciário em um acordo com o Partido Liberal Constitucionalista (PLC). De modo que pouco a pouco Ortega foi restringindo o quadro democrático na Nicarágua controlando os demais poderes do Estado".
"Porém se deve acrescentar a importância da sujeição da Polícia Nacional, a negociação com atores relevantes no país, como a Igreja Católica — o Cardeal Miguel Obando aparece em todos os atos políticos de Ortega —, e setores do empresariado privado. Estes últimos tem obtido altas posições em agências do Estado e estão substituindo o papel tradicional dos partidos".

Resposta internacional 
¿Frente a esse comportamento ditatorial que mostra Ortega, pode a América Latina atuar em defesa dos valores democráticos? Especialistas não se poem de acordo.
Para Escobar, "uma reação internacional se torna muito difícil porque Nicarágua responderá que o povo pode votar e há Instituições. São temas sensíveis que ninguém quer tratar na região, portanto, haverá críticas mas não muito espaço para fazer pressão. A única opção é que, como na Guatemala, se forme um movimento cidadão que busque mudanças". 
Para López, entretanto, "só o fato da mídia mundial informar sobre essa situação, significa que se poderá fazer maior pressão externa para que a Nicarágua retome o caminho democrático que havia adotado em 1990".

ORTEGA Desconfia do Sandinismo
· A candidatura da primeira dama, Rosario Murillo, à Vice presidência da Nicaragua  por decisão de seu marido e candidato à reeleição, Daniel Ortega, é por “desconfiança” e “medo” a outros quadros do oficialismo, disse a EFE um ex deputado opositor. A postulação de Murillo, que exerce 50% do poder na Nicaragua, também por decisão de Ortega, criará também grandes problemas internos no país. A dinastia volta a ressurgir com força”, declarou à EFE o dissidente sandinista Víctor Hugo Tinoco.
CONTEXTO DA NOTICIA
CRONOLOGIA - Ortega Degenera o Sandinismo
1961 - Carlos Fonseca, Santos López, Tomás Borge, Germán Pomares e Silvio Mayorga criam a Frente Sandinista de Libertação Nacional, seguidora do líder Augusto C. Sandino, o qual susteve uma guerra de guerrilhas contra a intervenção dos EUA e foi assassinado em 1934.
Janeiro de 1985, Ortega toma posse no seu
primeiro governo, marcado por escândalos. 
1974 - Membros da família Somoza governaram em forma dinástica; impondo governantes fantoches, desde 1934, acumulando uma das maiores fortunas do continente. A Frente Sandinista sofreu dificuldades desde 1961, mas em 1974 começou a se recuperar.
1979 - Após uma longa luta sustentada contra o Estado, a Frente Sandinista logrou derrotar a ditadura de Anastasio Somoza Debayle e a dinastia da família Somoza. Foi estabelecido um governo revolucionário e o sandinismo governou até o ano 1990, apesar das ações violentas dos “Contra”.
1990 - Depois de um governo marcado por escândalos de corrupção, Ortega entrega o cargo máximo à centro-direitista Violeta Chamorro após a derrota da Frente Sandinista nas eleições. Inicia uma era de governos de direita que terminará em 2006, enquanto o sandinismo enfrenta choques internos.
2007 - Na época das eleições de 4 Nov 2006, só restavam no seio da FSLN três dos nove comandantes da Direção Nacional dos tempos da revolução. Ortega havia exercido uma liderança impositiva que o levou de novo ao poder, porém não pretendia parar por aí.

Alguns dados: 
62,4% da votação, foi o que obteve a Frente Sandinista de Ortega nas eleições de 2012.
425 milhões de dólares foi o que a Nicaragua pagou à Venezuela em 2015 por importar petróleo.
16 anos foi o tempo em que esteve Anastasio Somoza no poder, tempo que Ortega poderá superar.
25% foi a redução, no ano passado na exportação de alimentos da Nicaragua para a Venezuela.
Sete vezes  Ortega postulou a Presidência: 1984, 1990, 1996, 2001, 2006, 2011 e 2016.
Fonte:   tradução livre de El Colombiano




segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Equação Militar

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por Sérgio Paulo Muniz Costa
Quando se pensa uma democracia, vem-nos logo à mente o voto, as instituições, a representação, o governo responsável e a alternância no poder.
Sabemos que existem outras condicionantes: as sociais, expressas na igualdade de oportunidades, no desenvolvimento humano e na redução das desigualdades; bem como as econômicas, traduzidas no direito de qualquer pessoa trabalhar e produzir para viver dignamente e prosperar.
Tudo isso e muito mais converge numa prática comum continuamente exercitada que parte do pressuposto da falibilidade do sistema e da necessidade de sua constante reforma.
Assim, uma democracia são muitas coisas e se fosse possível sintetiza-la numa única palavra, esta seria participação, materializada no concurso de todos os cidadãos nos negócios públicos, na promoção do bem comum e na geração de riqueza.
No caso do Brasil, para que a cidadania se confirme por meio da participação na coisa pública, é preciso que a sociedade seja adequadamente informada dos grandes temas do interesse nacional, e não desinformada pelas conveniências do poder, do corporativismo ou do simplismo.
E para tanto, há que se trazer a público o essencial de questões aparentemente restritas a setores do Estado ou do governo, mas que na verdade dizem respeito à sociedade como um todo. 
É o que está faltando na mirabolante proposta anunciada pelo governo de manter os militares na ativa até os 65 anos de idade, com “adaptações na carreira”, no contexto da reforma da previdência.
Uma solução que vai na contramão de qualquer noção de produtividade pela qual o País clama, na medida em que encherá a caserna de idosos e idosas sem condições de acompanhar a atividade-fim das forças singulares e irá gerar mais despesas com instalações, alimentação, saúde e material de consumo, transformando os combatentes que envelhecem no que jamais foram: burocratas, dos quais o País tem uma quantidade mais do que razoável.
Respondendo à clássica pergunta dos anos 50: “Forças Armadas para quê?“, elas servem para fazer a guerra, a atividade humana mais perigosa, tanto do ponto de vista individual como coletivo.
Nesse aspecto, a sociedade brasileira precisa de um choque de informação sobre a sua segurança nacional, que é o produto, bem e serviço que as Forças Armadas oferecem, pelo qual ela paga e vai muito além de eventuais participações em missões de paz, ocupações de favelas, campanhas assistenciais ou contribuições ao desenvolvimento do País.
É preciso desmontar o mito maravilhoso de que o Brasil desfruta de quase 150 anos de paz regional por que é uma nação pacífica.
Este é o efeito. A causa é outra: a incontestável superioridade militar regional do Brasil e o seu ponderável poder para dissuadir eventuais agressões. A paz se assegura com o preparo para a guerra, e ninguém descobriu até hoje outra forma de fazê-lo.
De todo esse dispositivo armado do Brasil, a principal arma é o seu componente humano, sendo desnecessário repetir aqui as especificidades da profissão militar que limitam, em qualquer força armada do mundo, o tempo efetivo de serviço. A guerra é antes de tudo uma questão de fôlego, do general ao soldado.
Porém, o maior mal que se causa a um exército do qual todos saem tarde é que cada vez menos bons entrarão nele cedo. Se a perspectiva de um exército envelhecido, traz, de imediato, a perda de credibilidade da força como elemento de combate, o mal mais duradouro é o afastamento dos melhores candidatos à carreira de oficial combatente.
Da visita do General Dwigh David Eisenhower, Supremo Comandante Aliado na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, que veio ao Brasil em 1946 e conheceu a nova Academia Militar das Agulhas Negras, à época denominada Escola Militar de Resende, o General Pedro Aurélio de Góes Monteiro, destacado chefe militar brasileiro durante o conflito, colheu a observação de que ela formava melhores tenentes que a sua congênere norte-americana, West Point, mas que esta preparava melhores generais.
O comentário do general norte-americano, independentemente do acerto quanto à formação de oficiais e generais, serve de base à reflexão sobre a carreira profissional das pessoas sobre cujos ombros recairão graves responsabilidades na maior de todas as crises para um país: a guerra. É uma questão cujas decisões não se aplicam ao presente, mas a gerações e ao futuro do País no médio prazo.
O que se quer do oficial combatente, não só do Exército Brasileiro, como da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira, é a máxima proficiência em cada etapa da carreira.
E isso não se assegura impondo-lhe a permanência cada vez maior nas fileiras, mas exatamente o contrário, admitindo-se a evasão com proventos de inatividade proporcionais ao tempo de serviço, e com programas de inserção profissional no mercado de trabalho, como acontece nas forças armadas dos países mais avançados que dependem de dispositivos militares críveis com elevado grau de prontidão e resposta.
Se estamos discutindo o presente do País, o Brasil precisa de menos funcionários e de mais trabalhadores.
E se estamos discutindo o seu futuro, é preciso alertar que o Brasil na medida em que se desenvolver e atingir seus objetivos de crescimento econômico e influência internacional, terá, inevitavelmente, maiores desafios na área de defesa que precisam ser visualizados desde já.
O Brasil precisa voltar ao tempo, não tão distante, em que encarava os seus problemas de frente, em busca de soluções e não de projetos de poder.
Com problemas proporcionais ao seu tamanho, o Brasil não tem problema pequeno, que no caso da Defesa Nacional, além de enorme, é permanente, simplesmente como acontece a qualquer unidade política soberana.
É um erro grosseiro querer resolver problemas antigos com velhas ideias. O que se vai conseguir com isso é trazer problemas maiores, desenterrando velhos e criando novos. Por sinal, como aconteceu nos anos 90 do século passado.
No início daquela década, com propostas ingênuas de drástica redução de efetivos e criação de forças profissionais dotadas de meios de deslocamento que as fariam mais caras e menos eficientes do que o dispositivo existente para as estratégias de presença e dissuasão que o Brasil prioriza.
E no final da década, quando a insensibilidade e o descaso da elite política para com a Defesa Nacional funcionaram, tanto no meio civil como no militar, como eficientíssimos cabos eleitorais de Lula, que já ouvira de Fidel Castro a recomendação de agradar os militares, peça-chave de seu projeto de poder.
Os militares não precisam ser agradados. Eles necessitam dos meios e condições para cumprirem suas missões constitucionais, a via pela qual verdadeiramente se exerce e se confirma a subordinação do poder militar ao poder civil.
No grande sistema de equações que é o Brasil, a militar, a exemplo das demais, emprega as mesmas variáveis – pessoas, recursos e políticas – com as mesmas constantes – nação, estado e soberania - e quem governa o País haverá de lidar com umas e com outras, variáveis e constantes, sem embaralha-las.
Mas para isso, será preciso antes de tudo saber que a equação militar é diferente.
COMENTO: Além da questão da idade, onde alguns ingênuos acreditam que Forças Armadas compostas por sexagenários poderiam cumprir suas funções constitucionais, já está dando nojo essa mentira deslavada de que militares são responsáveis por problemas na Previdência. 
MILITARES NÃO FAZEM PARTE DO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO!!
E as Pensões recebidas pelas viúvas - e algumas filhas remanescentes do corte ocorrido em 2000 - são plenamente cobertas pelos descontos que os militares sofrem especificamente para isso, desde seu ingresso na carreira até morrerem. O militar que morrer aos 75 anos, terá contribuído, no mínimo, por 55 anos para a Pensão de sua esposa, que lhe sobreviverá por mais poucos anos. E esta continuará contribuindo para as futuras Pensões de outras beneficiárias. 
O que existe na realidade é o total descontrole na administração do sistema previdenciário, do qual, repito, os militares não fazem parte. Gastos mal feitos, desvios de verbas para obras faraônicas, leniência ao não cobrarem "grandes contribuintes inadimplentes" (clubes de futebol são reconhecidos sonegadores seguidamente premiados por perdões e "renegociações de dívidas" não cumpridas) e pagamentos de benefícios a quem nunca ou pouco contribuiu com o INSS (aposentadorias rurais, "donas de casa", jovens aposentados por incapacidade física causadas por acidentes - destaque aos acidentes com motocicletas). Saliento esses tipos de beneficiários sem emitir valor de juízo sobre serem tais benefícios justos ou não, mas somente para apontar pontos onde falha o ingresso de recursos para a previdência. Nem vou entrar na seara dos "anistiados políticos" - pesquisem as indenizações e pensões vitalícias! - e "aposentadorias proporcionais" e correspondentes pensões de políticos e servidores do legislativo, como vimos recentemente.