sexta-feira, 25 de abril de 2008

Acredite Eles Existem!

por Marco Antonio dos Santos
Você quase não os vê (porque são poucos, para um Brasil tão grande), mas eles existem. Aliás, insistem em fazê-lo.
Eles estão sempre prontos na hora que o Brasil precisa de alguém:
— eles estão lá na Fazenda Jarinã-MT;
— Aceitam morar na Amazônia e em outros lugares inóspitos e insalubres;
— insistem em continuar cumprindo com suas atribuições constitucionais, apesar de anos a fio de orçamentos gradativamente depauperados;
— fazem questão de constituir famílias (são ousados) e de tentar sustentá-las com os minguados salários; substituem forças de segurança em greve, cujos integrantes recebem vencimentos superiores aos seus (e ainda se julgam com direito de majora-los), só porque acreditam ser essa sua missão diante da Nação que os paga (ainda que mal) e os alimenta (parcialmente);
— constantemente têm atirados ao rosto questionamentos a respeito de sua utilidade e procuram justificá-la perante os ignorantes, revanchistas e derrotados no campo da luta ideológica e que se vingam lançando sobre eles falsas acusações difusas nas quais espelham, em realidade, o medo que a sociedade os chame de volta, como sempre o fizeram no passado histórico (aliás, a Nação tem o estranho hábito de recorrer a eles nos momentos de perigo);
— porque agem assim? Porque acreditam em valores e têm princípios. Além disso, a hierarquia lhes impõe submissão. A disciplina, o silêncio;
— perigo haverá quando deixarem de acreditar nos valores, perderem os princípios (como muitos segmentos da sociedade já o fizeram), a hierarquia for quebrada, a disciplina não mais justificar o silêncio e não puderem cumprir a missão que a Nação lhes atribui, por terem exaurido suas forças;
— agora, a elite conjuntural governante (ou desgovernante) parece ter um grande problema: como conceder a esses estoicos anônimos, que não têm o direito de greve ou de reivindicação por meio de outros movimentos paredistas (e nem devem tê-los, acredito) a correção do desgaste nos vencimentos (muito inferiores aos de categorias afins)? Afinal, eles já deveriam ter desaparecido (embora sejam partes de uma Instituição Permanente, como reza a Carta Magna), mas insistem em ter os maiores índices de aprovação popular nas pesquisas comparativas em relação a outros segmentos da chamada sociedade organizada.
— Alegam, os usuários do poder, falta de recursos, comprometimento do superávit primário, dificuldades com a previdência etc, toda uma ladainha que já beira as raias do ridículo, que a sociedade já reconhece como esfarrapadas, enquanto promovem desmandos e beneficiam bandidos e terroristas com polpudas indenizações vitalícias.
Em realidade, é preciso tirar-lhes os brios e os méritos, humilhá-los ainda mais, quebrar-lhes o ânimo. Quem sabe, assim, desistam de existir.
Mas parece que eles têm uma infinidade de vidas. São piores que a fábula das sete vidas dos gatos. Quando morrem, apenas se reagrupam na eternidade. Eles acreditam na Justiça e no ciclo da História. Talvez tenham aprendido a lição e não deixam que ela se repita. Um de seus antigos chefes já advertiu para a cólera das legiões.
Eles são os militares!
Apenas querem cumprir sua missão. Os políticos ainda não perceberam que o risco é infinitamente menor quando eles estão equipados com as melhores armas e idéias que a Nação puder lhes dar, conforme, sabiamente, profetizou o General Douglas MacArthur.
São preparados para sobreviver na adversidade. Alimentam-se da fé em suas crenças. Não pedem muito, apenas o mínimo — o respeito —, sem humilhações.
O perigo existirá quando acreditarem que estão por isso sós.
Marco Antonio dos Santos é empresário e professor

Ianomâmi! Quem?

Nos tempos da infância e da adolescência que passei em Manaus, minha cidade natal, nunca ouvi a mais leve referência ao grupamento indígena denominado “Ianomami”, nem mesmo nas excursões que fiz ao território, acompanhando o meu avô materno, botânico de formação, na sua incessante busca por novas espécies de orquídeas.
Tinha eu absoluta convicção sobre a inexistência desse grupo indígena, principalmente depois que aprendi que a palavra “ianomâmi” era um nome genérico aplicado ao “ser humano”.
Recentemente, caiu-me nas mãos o livro “A Farsa Ianomami”, escrito por um oficial do Exército Brasileiro, de família ilustre, o Coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto.
Credenciava o autor do livro a experiência adquirida em duas passagens demoradas por Roraima, a primeira, entre 69 e 71, como Comandante da Fronteira de Roraima/2º Batalhão Especial de Fronteira, a segunda, quatorze anos depois, como Secretário de Segurança do antigo Território Federal.
Menna Barreto procurou provar que os “ianomâmis” haviam sido criados por alienígenas, com o intuito claro de configurar a existência de uma “nação” indígena espalhada ao longo da fronteira com a Venezuela. Para tanto citou trechos de obras publicadas por cientistas estrangeiros que pesquisaram a região na década iniciada em 1910, notadamente o alemão Theodor Koch-Grünberg, autor do livro "Von Roraima zum Orinoco, reisen in Nord Brazilien und Venezuela in den jahren 1911-1913".
Embora convencido pelos argumentos apresentados no livro, ainda assim continuei minha busca atrás de uma personalidade brasileira que tivesse cruzado a região, em missão oficial do nosso governo, e que tivesse deixado documentos arquivados na repartição pública de origem. Aí, então, não haveria mais motivo para dúvidas.
Definido o que deveria procurar, foi muito fácil selecionar o nome de um dos “Gigantes da Nacionalidade”, embora pouco conhecido pelos compatriotas de curta memória: Almirante Braz Dias de Aguiar, o “Bandeirante das Fronteiras Remotas”.
Braz de Aguiar, falecido em 17 de setembro de 1947, ainda no cargo de “Chefe da Comissão Demarcadora de Limites — Primeira Divisão”, prestou serviços relevantes ao país durante 40 anos corridos, sendo que destes, 30 anos dedicados à Amazônia, por ele demarcada por inteiro. Se, nos dias correntes, o Brasil já solucionou todas as pendências que recaiam sobre os 10.948 quilômetros que separam a nossa maior região natural dos países vizinhos, tudo se deve ao trabalho incansável e competente de Braz de Aguiar, pois de suas observações astronômicas e da precisão dos seus cálculos resultaram mais de 500 pontos astronômicos que definem, juntamente com acidentes naturais, essa longa divisória.
Todas as campanhas de Braz de Aguiar foram registradas em detalhados relatórios despachados para o Ministério das Relações Exteriores, a quem a Comissão Demarcadora era subordinada.
Além desses relatórios específicos, Braz de Aguiar ainda fez publicar trabalhos detalhados sobre determinadas áreas, que muito contribuíram para desvendar os segredos da Amazônia.
Um desses trabalhos denominado “O Vale do Rio Negro”, classificado pelo Chefe da “Comissão Demarcadora de Limites — Primeira Divisão” como um subsídio para “a geografia física e humana da Amazônia”, foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores no mês de janeiro de 1944, trazendo no seu bojo a resposta definitiva à indagação "Ianomâmi! Quem?".
No tocante às tribos indígenas do Vale do Rio Negro, incluindo as do tributário Rio Branco, afirma o trabalho que “são todas pertencentes às famílias Aruaque e Caribe, sem aludir à existência de alguns povos cujas línguas se diferenciam profundamente das faladas pelas duas coletividades citadas”. Prossegue o autor: “Tais povos formam as chamadas tribos independentes, que devem ser consideradas como restos de antigas populações cuja liberdade foi grandemente prejudicada pela ação opressora de vizinhos poderosos”. Também os índios “Tucanos” constituem uma família a parte, complementa o trabalho.
Dito isto, a obra cita os nomes e as localizações das tribos aruaques no Vale do Rio Negro, em número de treze, sem que da relação conste a pretensa tribo “Ianomami”.
Em seguida, foram listadas as tribos caribes, bem como a sua localização: ao todo são sete as tribos, também ausente da relação o nome “Ianomami”.
Dentre as chamadas tribos independentes do Rio Negro, em número de cinco, também não aparece qualquer citação aos “Ianomamis”.
Para completar o quadro, a obra elaborada por Braz de Aguiar ainda faz menção especial ao grupo “Tucano”, pelo simples fato de compreender quinze famílias, divididas em três ramos: o oriental, que abrange as bacias dos rios Uaupés e Curicuriari; a ocidental, ocupando as bacias do Napo, Putumaio e alto Caquetá, e o setentrional, localizado nas nascentes do rio Mamacaua.
Os “Ianomamis” também não apareceram entre os “Tucanos”.
Para completar a listagem dos povos da bacia do Rio Negro, a obra ainda faz menção a uma publicação de 1926, composta pelas “Missões Indígenas Salesianas do Amazonas”, que descreve todas as tribos da bacia do Rio Negro sem mencionar a existência dos “Ianomamis”.
Assim sendo, pode-se afirmar, sem medo de errar, que esse povo “não existiu e não existe” senão nas mentes ardilosas dos inimigos do Brasil.
Menna Barreto e outras fontes fidedignas afirmam que coube a uma jornalista romena, Claudia Andujar, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “Ianomami”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a Venezuela.
Interessante ressaltar que a jornalista que “inventou” os “Ianomamis” não agiu por conta própria, mas inspirada pela organização denominada “Christian Church World Council” sediada na Suiça, que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: “Comitê International de la Defense de l´Amazon”; “Inter-American Indian Institute”; “The International Ethnical Survival”; “The International Cultural Survival”; “Workgroup for Indigenous Affairs”
e “The Berna-Geneve Ethnical Institute”.
Releva, ainda, destacar o texto integral do item I, das “Diretrizes” da organização referentes ao BRASIL: “É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígines, para o seu desfrute pelas grandes civilizações europeias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”.
Ficam assim bem caracterizadas as intenções colonialistas dos membros do “Christian Church World Council”, ao incentivarem a “invenção“ dos ianomâmis e a sua localização ao longo da faixa de fronteiras.
Trata-se de iniciativa de fé púnica, como soe ser a artificiosa invenção de um grupo étnico para permitir que estrangeiros venham a se apropriar de vasta região do Escudo das Guianas, pertencente ao Brasil e, provavelmente, rica em minérios. O ato se reveste de ilegitimidade passiva e de impossibilidade jurídica.
Sendo, pois, um ato criminoso, a criação de “Reserva Ianomâmi” deve ser anulada e, em seguida, novo estudo da área deverá ser conduzido para o possível estabelecimento de novas reservas, agora descontínuas, para abrigar os grupos indígenas instalados na mesma zona, todos eles afastados entre si, por força do tradicional estado de beligerância entre os grupos étnicos “aruaques” e ‘caribes’.
Outras providências legais devem ser adotadas, todavia, para enquadrar os “zelosos” funcionários da FUNAI que se deixaram enganar e os “competentes” servidores do Ministério da Justiça que induziram o Ministro da Pasta e o próprio Presidente da República a aprovarem a decretação de reserva para um grupo indígena inexistente. Sobre estes últimos poderia ser aplicada a “Lei de Segurança Nacional”, artigos 9 e 11, por terem eles contribuído para um futuro seccionamento do território nacional e um possível desmembramento do mesmo para entrega a outro ou outros Estados.
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN!
Roberto Gama e Silva
é Almirante Reformado
Rio de Janeiro, em 21 de abril de 2008.
Fonte:  A Continência
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Mais uma Carta para o Senador Amazonense!

Senador Arthur Virgilio
Desde a criação da legendária Flotilha do Amazonas, em 1868, passando pela permanência tenaz dos nossos Soldados de Selva — em sua esmagadora maioria de origem indígena — até a contribuição mais recente da FAB, onde pontificaram os velhos hidroaviões Catalina do não menos épico Correio Aéreo Nacional, sem esquecer a epopeia do Marechal Rondon, sabe-se que a efetiva presença do Estado na Amazônia tem sido das Forças Armadas. Inclusive, assinale-se, na assistência médico-hospitalar e muitas outras ações cívico-sociais aos nossos irmãos ribeirinhos.
Qualquer amazônida sabe disso melhor do que ninguém.
Acrescente-se que a Constituição da República reza no seu art. 91:
  • "O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático e dele participam como membros natos: (...)
  • VIII - os Comandantes da Marinha do Exército e da Aeronáutica.
E mais adiante, o § 1º do mesmo artigo, inciso III, elenca as competências do Conselho:
  • "III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre o seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteiras e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo; (...)."
Vale dizer, a Constituição não dispensa, em matéria de soberania, a opinião daqueles que têm a missão constitucional de garanti-la.
Dessa forma, por primeiro na qualidade de cidadão brasileiro, por segundo como antigo Tenente da Flotilha do Amazonas (1970-1971) e Comandante Naval da Amazônia Ocidental (1998-1999), devo expressar a V. Exa minha decepção pelas injustas palavras de V. Exa proferidas da Tribuna do Senado, entendendo como indisciplina o patriótico alerta do General Heleno, Comandante Militar da Amazônia, sobre os perigos da demarcação de reservas indígenas em faixas de terra contínuas e de fronteiras, discurso onde não faltaram ressentidos e cansativos chavões revanchistas, que de muito já deviam estar superados. Logo de um representante do Estado do Amazonas? Lamentável.
23/04/2008
Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (RM1)
Rua Visconde de Pirajá, 228, ap.404, Ipanema, RJ, CEP 22410-000
COMENTO: É inconcebível que um Senador não conheça dispositivos Constitucionais, assim, só podemos entender o discurso do "líder do PSDB" (o partido que estava costurando aliança com o PT em Minas Gerais) como mais um "ato falho" que revela sua repulsa aos que evitaram que aliados do seu pai transformassem o Brasil em uma imensa Cuba. E ainda se diz "democrata"!!!!
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Selva!

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A empresária paulista Ana Prudente, que visitou o Comando Militar da Amazônia recentemente, gravou, no dia 12 de abril de 2008, em Maturacá/AM, um vídeo que comprova que os índios (brasileiros, acima de tudo) estão com o Exército Brasileiro e não abrem.
As imagens comprovam que é quase total a presença dos indígenas nos Pelotões de Fronteira brasileiros.
As cenas, de arrepiar quem ama o Brasil.

"Mora na cidade? Tua praça de guerra é dentro de um Shopping Center? Marcha carregado por um automóvel? Bate continência pro porteiro na guarita do prédio? Executa manobra de ataque ao entregador de pizza? Então, veja um pouco da vida como ela é... depois mande um Cala Boca Magda (sic) pros arautos do nonsense (again)..."

Ligações Perigosas.

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Em 7 Mar 2007, a coluna Radar publicava esta nota:.
Delcidio Amaral apresentará neste mês no Senado um projeto de lei destinado a fazer barulho. O projeto, escrito pelo advogado Ricardo Tosto, anistia aqueles brasileiros que possuem bens não declarados no exterior, incentivando-os a legalizá-los e a trazê-los de volta ao país. Estima-se que 100 bilhões de dólares de brasileiros flutuem no exterior. Pelo projeto, bastaria apresentar à Receita uma declaração retificadora, pagando 5% do valor declarado.
Hoje o advogado, que é conselheiro do BNDES nomeado por Lula, foi preso pela PF na Operação Santa Teresa, justamente por fraudes no banco.
É famoso, o rábula, por também ter movido ação contra o irmão do prefeito assassinado Celso Daniel, em nome de José Dirceu, como informa Nariz Gelado.
Bem, a mídia prefere lembrar que ele é advogado da família Maluf.
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terça-feira, 22 de abril de 2008

Até Doutora em Economia Invade Terras Com a Via Campesina

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Uma doutora em Economia, a funcionária pública Clarisse Chiapini Castilhos, 57 anos, servidora da Fundação de Economia e Estatística, foi uma das 700 mulheres da Via Campesina que invadiram e ocuparam a Fazenda Redenção, em Rosário do Sul, entrando em confronto com a Brigada Militar. 
Há muito tempo se sabia que o MST e a Via Campesina não conseguiam mais sem-terra para suas invasões. O Brasil e o RS tornaram-se muito urbanos (75% da população vive nas cidades) e o campo não depende mais de mão-de-obra extensiva para produzir. O que tinha que acontecer no meio rural já aconteceu. As alternativas para a Via Campesina e o MST são buscar inocentes úteis ignorantes ou agitadores letrados para encorpar suas marchas, ocupações e confrontos, todos com o objetivo de implementar a ditadura e o comunismo.
No caso da Redenção, além de Clarisse, de um grupo de 25 mulheres que se apresentaram na delegacia de Livramento por ocasião dos embates da Redenção, oito mulheres declararam sua condição de professores ou bacharéis. Clarisse embarcou num ônibus, em Viamão, na noite anterior à ocupação. Ela perdeu um MP3 durante os embates com a Brigada e foi na delegacia reclamar.
A Polícia de Livramento e a Brigada Militar não identificaram as 700 mulheres da Via Campesina. A equipe desta página foi até a delegacia de Livramento e descobriu que apenas a líder, Irma Ostroski, 36 anos, resultou presa, mas foi libertada pelo juiz de Rosário do Sul em menos de 24 horas, logo depois que recebeu um pedido do ministério da Justiça para aliviar a mão. Irma foi presa porque agrediu com uma roçadeira o coronel Lauro Binsfeld, que foi ferido no braço. Irma mirou o pescoço do coronel. Há 20 anos, em Porto Alegre, agentes do MST degolaram o soldado da Brigada Militar. Irma participou das manifestações da época. Ela tem treinamento militar no Vietname e Cuba.


CLIQUE AQUI para conhecer a líder Irma Ostroski, raramente fotografada em eventos do MST e da Via Campesina. Examine também as outras fotos da invasão de Rosário.
CLIQUE AQUI para ver a lista detalhada das 25 invasoras que se queixaram da Brigada Militar.

E-mail Para o Senador Arthur Virgílio

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"Senhor senador Arthur Virgílio
"Não estou defendendo o governo Lula, que não tem autoridade e se pela de medo das casernas. O general Heleno tem razão, porque a política indigenista do presidente Lula é caótica. Mas embora tenha razão, não acho que devesse ter falado, porque não é papel dele falar. Lutei muito por democracia no país e não considero justo que voltemos ao tempo dos pronunciamentos militares de caráter político. Se está na reserva, tem liberdade de fazer isso. Mas, se está no serviço ativo, não."
Estas palavras mostram claramente que, por mais que se queira o contrário, a classe política brasileira não sabe o que é servir, apenas servir-se. O senhor, que de virtude tem apenas sua oposição política — que por certo é oportunista — ao desgoverno petista, deveria ter vergonha de dizer-se democrata. Insinuar que a manifestação de um General em entrevista a um canal de televisão, trazendo a público a posição do Exército Brasileiro sobre assunto que é de sua responsabilidade, diretamente relacionado com a missão constitucional das FA, é ameaça à democracia, é a mais pura e cristalina demonstração de seu perfil anti-democrático! Ora, onde já se viu tamanho contra-senso? Amordaçar uma instituição e um segmento da sociedade e dizer que isto é defesa da democracia! Isto é um absurdo!
Pense melhor antes de dizer asneiras, reveja seus conceitos, o senhor que se diz um "lutador por democracia", porquanto, de fato, quem se pela de medo da verdade e do prestígio dos militares não são apenas os petistas e seus aliados, é a podre classe política brasileira em geral, em cujo meio sobressai a figura de vossa excelência!
Saiba, se é que já não sabe, que é dever das Forças Armadas falar à sociedade e alertá-la para os perigos e ameaças que a rondam, já que é seu papel defendê-la destes perigos e ameaças, dentre elas a pusilanimidade e a falsidade de políticos sem caráter.
General de Brigada Paulo Chagas"
Fonte: Ternuma
COMENTO: faço minhas as palavras do Gen Paulo Chagas! As atitudes desse senador melancia só confirmam o que eu digo há tempos: PT e PSDB são as duas faces da mesma moeda falsa com que os comunistas estão comprando a parcela miserável e ignorante de nossa população!
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Recebido por e-mail:
"Nesta estória toda da Amazônia, podemos tirar uma pequena grande lição: se o PT faz isto com os militares, o Senador Arthur Virgílio já entra colocando os militares no lugar onde eles, do PSDB, nos haviam colocado, ou seja, NA LONA, QUEBRADOS, SEM EQUIPAMENTOS, DESPROVIDOS DE QUALQUER PRESTIGIO NO GOVERNO... O que ele, Arthur Virgílio falou é nada mais nada menos do que o pensamento do PSDB: "militares existem só para cumprir o que os políticos mandam, obedecer ordens, nem defender a integridade do território nacional podem!!!!!!"
ATENÇÃO, NÃO VAMOS CAIR NA ARMADILHA DE SAIR DE UM PARA VOLTAR AO OUTRO.....TEMOS QUE ACHAR UMA SAÍDA QUE EXISTA..."

Policiais Vivem o Inferno em Roraima

Agência Fenapef
Upatakon. Esse é o nome da operação que levou para o estado de Roraima cerca de 150 policiais federais que acompanham o impasse entre índios e arrozeiros na reserva Raposa Serra do Sol. Mas enquanto índios e arrozeiros se estranham, e governo e STF não se entendem, os policiais sofrem com a falta de planejamento da operação e infra-estrutura básica para suportar o trabalho na região. A Federação Nacional dos Policiais Federais está lá e acompanha de perto o dia-a-dia dos federais deslocados para Roraima.
Os policiais federais que estão em Roraima para a operação são divididos em três grupos. Um fica em Boa Vista, outro em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e o outro na terra indígena Surumu. Segundo um "engraçadinho" integrante da coordenação da operação, os três locais são denominados, respectivamente, de paraíso, purgatório e o inferno. E a vida no purgatório e no inferno não é fácil.
Surumu fica a cerca de 150 quilômetros de Boa Vista. Apesar da relativa proximidade a energia é produzida por gerador que é desligado a meia-noite. O calor é insuportável e não há alojamento para os policiais. Alguns se amontoam em uma maloca indígena onde descansam em redes ou sacos de dormir, já que o DPF não forneceu colchões. Outros penduram redes nos lugares que sobram e ali descansam do jeito que podem tentando amenizar o calor e conviver com os mosquitos.
A única agente que participa da operação na terra Surumu dorme na maloca e utiliza um banheiro cedido pela Funai na casa de uma indígena.
Para os policiais que estão em Pacaraima a situação não é muito mais fácil. Quarenta policiais estão amontoados em duas casas que servem de alojamento para a PF e num pequeno hotel onde ficam três em cada quarto. Detalhe: nas casas destinadas para alojamento não há camas, não há móveis, não há nada.
O caos não para por aí. Segundo apurou a Fenapef, até o momento 22 policiais, 12 da PF e 10 da Força Nacional de Segurança, foram parar no hospital, que não tem médico, por conta de intoxicação alimentar provocada por comida contaminada. A carne consumida no local, por exemplo, não tem procedência e tão pouco onde ser armazenada.
TRABALHO — Na terra Surumu e em Pacaraima o trabalho dos policiais consiste em acompanhar a situação de longe. Em turnos de 6 horas durante 24 horas do dia eles revistam veículos tanto na entrada da reserva quando na fronteira com a Venezuela. A medida tem o objetivo de não deixar circular armas na região.
Mas antes de iniciarem o trabalho os policiais tiveram um curso de 4 dias — Controle de Distúrbio Civil — para atuar na desocupação da área ou na manutenção da paz entre indígenas e arrozeiros que estão na terra. Ocorre que não há escudos para todos os policiais que fizeram o curso e uma das armas não letais que deveria ser usada nestas operações está vencida. Sim, o famoso spray de pimenta foi comprado em 2004 e venceu em dezembro de 2007.
Esse detalhe, somado as precariedades as quais estão submetidos os policiais mostram o grau de amadorismo usado no planejamento, logística e execução da operação Upatakon. Não há camas, não há comida decente, não há alojamento, não há médico. O resultado de tudo isso se reflete na moral dos policiais.
Muitos não receberam diárias, outros foram deslocados para uma operação e quando chegaram ao local descobriram que iam para Roraima. Vários deles chegaram ao estado sem as vacinas básicas e tiveram de tomá-las por lá mesmo o que é um perigo.
Com isso o número de federais que querem juntar as coisas e dar meia volta é grande, mas como missão é para ser cumprida todos permanecem lá firmes e trabalhando pelas próximas semanas.
O diretor de Relações do Trabalho da Fenapef, Francisco Carlos Sabino que está na região avalia a situação vivida pelos federais como degradante. Para ele, a responsabilidade por este quadro caótico é da coordenação da operação. "Se não tem condições de coordenar que peça para sair daqui", diz Sabino.
Francisco Sabino ressalta também que acredita que o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa não deve estar informado sobre os problemas enfrentados pela PF em Roraima. "O diretor-geral foi agente federal e sindicalista e acredito que ele não saiba dessa situação, porque se soubesse certamente já teria feito algo".
O diretor de Relações de Trabalho diz que é importante que outros policiais que por ventura sejam convocados para a operação fiquem atentos. "Antes de vir é preciso garantir todas as condições de trabalho e o pagamento das diárias", diz.
Fonte:  Fenapef
COMENTO: Eis a vantagem dos servidores civis em relação aos militares das Forças Armadas. Ao enfrentarem dificuldades, há quem se interesse em cobrar soluções aos seus dirigentes. É só mais um pouquinho de pressão sindicalista e essa "missão" será repassada ao Exército! Quem no Brasil além dos militares que lá servem ou serviram, tem ideia das dificuldades enfrentadas pelos integrantes das diversas guarnições dispersas na Amazônia? Pior: quem se interessa em minorar essas dificuldades? Pior ainda: quem se interessa por qualquer coisa??? Será que o gerador de energia em pane — "descoberto" na visita que o "gen érico" e a mãe do PAC fizeram a um Pelotão isolado na Amazônia — já foi consertado?  Duvido!!  Estão certos os sindicalistas da Fenapef ao cobrarem condições mínimas de trabalho para seus companheiros! Afinal, como se ouve muito nos quarteis: "quem paga a missão, dá os meios"!  Pena que essa retórica castrense não se reflita na prática!
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O Lamentável Caso Isabela

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Sem dúvida, o "caso Isabela" chocou a população brasileira pela violência injustificável contra um pequeno ser indefeso.
Todavia, a "cobertura jornalística" que duas emissoras de televisão estão dando ao caso, transformando em notícia desde o comparecimento à missa pela morte da menina até os comentários e "achismos" de vizinhos e outras pessoas sem habilitação para isso, além da exibição de "imagens exclusivas" que nada acrescentam ao processo informativo de seus espectadores me fazem suspeitar que anda "correndo um jabá por fora" a fim de manter o foco neste caso e fazer com que questões como as CPI dos Cartões e das ONG, a dengue, as estrepolias do MST e outras sejam deixadas de lado.
Os "antecedentes" das emissoras não fazem essa hipótese incrível! São extremamente dependentes dos "recursos públicos de comunicação social".
Não me parece uma atitude jornalística deixar equipes de plantão em frente a prédios residenciais, mostrando algumas pessoas desocupadas "manifestando indignação (leia-se buscando aparecer frente às câmeras)", enquanto os policiais ali presentes não reprimem os vandalismos cometidos (pichações, tentativas de arrombamentos contra os portões, etc) pelos manifestantes (na maioria crianças nitidamente incentivadas por pessoas mais velhas).
A Polícia paulista aparenta estar realizando um trabalho de alto nível técnico-profissional (a constante presença da imprensa, sem o afã de atrapalhar, certamente terá contribuído para isso) e, assim, o conjunto da sociedade deveria aguardar o final do processo na sua fase policial e, posteriormente, no âmbito do judiciário.
Aos manifestantes, uma sugestão: canalizem suas energias contra os traficantes de drogas que ambicionam roubar-lhes os filhos, denunciando-os à Polícia; sejam enérgicos contra os transgressores do trânsito que com vocês convivem, antes que alguma desgraça os retirem desse convívio; cobrem, dos políticos que elegeram, soluções para a falta de educação, trabalho, saúde, segurança, moradia, etc.
Quem sabe, na próxima rebelião em presídio a população se faça presente cobrando o exercício da autoridade no sentido de coibir os danos ao patrimônio público (queima de colchões, quebra de paredes e equipamentos) ao invés de "negociações" de melhorias na comida, aumento das "visitas íntimas", transferências de presos e outras reivindicações carcerárias.
Que tal, nas próximas eleições surgirem páginas no Orkut lembrando as patifarias dos diversos candidatos que sempre nos são impostos goela abaixo pelos "partidos políticos (ramos diferentes da mesma quadrilha de patifes que domina o país)"?
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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Dinheiro Sobrando só Para Quem Reza na Cartilha do PT

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Dinheiro para Lula e digníssima família gastar, sem limites, e sem controle do TCU; protegido com o selo de secreto, segurança nacional, etc., pelo glorioso general do PT, chefe da ABIN — tem e sobra. O general puxa-saco, segundo revelação de conhecida cartomante, é um arquivo vivo, e terá o mesmo destino dado ao ex-prefeito petista Celso Daniel. O tempo está em contagem regressiva: é só dar uma de ‘cabo’ Anselmo e ... cair nos braços da KGB petista!
Dinheiro para distribuir com ONGs e movimentos paramilitares que destroem fazendas e centros de pesquisa no campo, não falta. Dinheiro para comprar os meios de comunicação, e divulgar mentiras e crescimento econômico, que cresce sem investir, sobra aos turbilhões nos cofres públicos. Dinheiro para criar novos ricos — ex-terroristas, homicidas, seqüestradores e assaltantes de bancos — deságua pelos quatro cantos. Dinheiro do BNDES para doar a amigos presidentes de países terceiros mundistas, existe com fartura. Dinheiro para pagar altos salários para militantes e agregados a partidos que dão apoio político ao governo, sai pelo ladrão.
E dinheiro para reajustar os salários dos militares? Este está fora de cogitação. Sabem por quê? Por que não temos lideranças militares. O ministro da Defesa é uma marionete nas mãos da equipe econômica do governo. E os comandantes militares são umas vacas de presépio, covardes, lenientes, que vivem se borrando nas calças, pouco se lixando com a tropa. Só querem saber de garantir o seu emprego, ainda que recebendo salários inferiores aos dos secretários especiais da presidência da República. Dizer que são humilhados é pouco! Um simples assessor especial ajudante de ordens do senhor presidente da República, ganha mais do que esses falsos chefes militares. Por isso continuo a dizer: Para ter como comandantes militares indivíduos relapsos, frouxos como essas porras loucas, nojentas, pusilânimes, submissas, e todos os adjetivos chulos que se possa empregar para defini-los — antes não tê-los!
Nós militares e a nação brasileira estamos órfãos de pai e mãe. Precisamos de uma liderança com o espírito de luta e garra do General de Exército Augusto Heleno, Comandante Militar da Amazônia, para passar o Brasil a limpo!
Chega de sermos espoliados por essa cambada de corruptos, cuja ética e moral é roubar!
José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB

Intolerancia K — Patti, Bonasso y la Autoridad Moral

Como ya hemos dicho en muchísimas ocasiones en este mismo sitio, una de las principales banderas que enarbola el Frente Para la Victoria es la de arrogarse, como nadie, la defensa de los derechos humanos.
En este sentido, sería interesante que el kirchnerismo explique qué entiende por estos, ya que en ningún momento se preocuparon por los "derechos humanos" de las víctimas del terrorismo durante la década de los 70, sólo por citar un ejemplo.
Todo lo contrario ocurre con los terroristas montoneros, quienes fueron, son y serán delincuentes, por más que hoy se los pretenda hacer ver y prestigiar como si hubiesen sido los Granaderos a Caballo del General San Martín.
Esto lleva a la justicia a actuar en forma totalmente parcial, y perseguir a cualquier persona que desde el golpe de Estado de 1976 hasta 1983 haya vestido un uniforme. No ocurre lo mismo con los integrantes del ERP, Montoneros, FAR y otras agrupaciones subversivas de la época.
El caso más claro, palpable y actual es la persecución política que sufre Luis Patti. Llegado este punto, para evitar alguna mala interpretación de algún lector "distraído" o mal intencionado, me siento en la obligación de aclarar dos cosas:
En primer lugar, no comparto en lo más mínimo la ideología del señor Luis Patti, ya que el solo hecho de pronunciarse en varias oportunidades como "justicialista" y "menemista", es motivo más que suficiente para que política o filosóficamente no coincida con él.
En segundo lugar, no es mi intención, en este artículo, opinar sobre la manera de proceder de Patti o los motivos que se le imputan, con los que estoy en total desacuerdo, sino el trato de desigualdad que se le da ante la Justicia, y en consecuencia, hacia la opinión pública.
Lo curioso de este caso, y motivo central de la nota, es que, quien impulsa la expulsión de Luis Patti del Congreso Nacional es nada más ni nada menos que Miguel A. Bonasso, quien argumenta, entre otras cosas, que Patti no posee "autoridad moral" para ejercer el cargo de Diputado de la Nación.
Veamos pues, quien fue Miguel Bonasso en su época de "joven idealista" hoy devenido en diputado y asesor presidencial.
Con el alias de 'Cogote' integraba el comando de montoneros en el área de prensa e inteligencia. Ya electo diputado — gracias a una lista sábana — realizó más de veinte viajes a Cuba para entrevistarse con su actual jefe máximo, Fidel Castro.
En los '70 dependía directamente de los jefes de la inteligencia montonera Rodolfo Walsh y Horacio Verbitsky, quienes tenían a su cargo la elección de los blancos para sus atentados, pese a lo cual fue Secretario de Prensa del presidente Héctor Cámpora.
Como integrante de la 'Columna Capital' de Montoneros habría participado del asesinato de José Ignacio Rucci, dos días después de la asunción de Juan D. Perón en septiembre de 1973. Faltaban tres años para la llegada de los dictadores Jorge Videla, Orlando Agosti y Emilio Massera.
El objetivo montonero era "tirar un fiambre en la mesa de negociaciones de Perón" ya que este se negó a asignarles 400 cargos electivos que quisieron exigirle en las listas con que ganó las elecciones. El día de la asunción de Perón, durante su discurso en la Plaza, los montos cantaban: "¿Qué pasa ... qué pasa General, que está lleno de gorilas el gobierno popular?"
Fue 'guionista' de la película Iluminados por el fuego, donde el protagonista es el soldado conscripto trotskista Edgardo Esteban, actual periodista, nunca combatiente, un "cobarde" según los testimonios de sus camaradas de trinchera.
Bonasso lideró la llamada 'Rebelión de los tenientes' que se alzó contra la cúpula de montoneros en 1979 en disidencia con lanzar una segunda contraofensiva. Curiosamente la mayoría de los que se rebelaron con Bonasso siguen vivos. Se sospecha que actuó como "topo" en el regreso de los primeros combatientes preparados en Cuba y Argel, señalando a sus camaradas para ser detenidos.
Este individuo tuvo la autoridad para liderar el movimiento de legisladores que prohibió la asunción de Luis Patti al Congreso aduciendo que no tenía capacidad moral para el cargo haciendo un inodoro con los 400.000 votos con los que Patti fue elegido legítimamente.
Cabe recordar, que el señor Bonasso hoy no posee ninguna agrupación política, ya que el partido que creó, Diálogo por Buenos Aires, carece de la cantidad mínima de afiliados. Este señor, que participó de secuestros, asesinatos y torturas, ¿tiene autoridad moral para ejercer el cargo de Diputado y además decidir quién puede serlo o no?
Para finalizar, sería bueno que el señor Bonasso, quien se benefició por el indulto presidencial de Carlos Menem, y gracias a ello hoy está en libertad y cobra un suculento sueldo, más viáticos, más asesores, más un despacho que pagamos todos, nos diga en qué benefició a los argentinos con su labor en estos años que ocupó una banca, cuáles fueron sus logros, y por qué debemos sentirnos orgullosos de tener representantes del pueblo como él.
¡Ah! Y como si todo esto fuera poco, dentro de algún tiempo será acreedor de una jubilación de privilegio.
Pablo Dócimo
NOTA:
Todo individuo que se sienta mal tratado o injuriado por la prensa, tiene — de acuerdo a nuestro manual de Estilo — el pertinente Derecho a réplica. Por tal motivo, invito, personalmente, al señor Bonasso, en caso que considere que algo de lo aquí expuesto sea falso, injurioso o perjudique su integridad moral, a realizar una entrevista para poder ejercer dicho derecho.
COMENTO: Pobre América do Sul onde só são copiados os maus exemplos!!!!

domingo, 20 de abril de 2008

A Farda Abafa ou Não o Cidadão??

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A jornalista Dora Kramer escreveu hoje no Estadão:
"No começo, era quase uma formalidade disciplinar e, objetivamente, a repreensão do presidente Lula ao comandante da Amazônia, general Heleno Augusto, por causa das críticas à política indígena, não teria potencial para mais.
Mas a reação dos presidentes de clubes militares politiza e desvia o episódio do rumo inicial. Dá a nítida impressão de que aguardavam um pretexto para externar suas insatisfações com o governo. Falam de índios, mas parecem querer mesmo é falar mal do presidente.
Exercício livre a qualquer cidadão. Menos aos militares, cuja intromissão na política não é experiência que o Brasil suporte repetir. O ponto final no tom de embate de fardados em direção ao Planalto é o desfecho ideal."
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Certamente, a competente jornalista, tem pouco conhecimento, mesmo teórico, sobre o sentimento de ser militar. 
Aparentemente, esqueceu-se de que militares também são cidadãos "destepaíz". Ou não?
O que poderia servir como parâmetro de supressão de direitos básicos aos militares? Já não basta serem "cidadãos de segunda categoria" no que diz respeito às condições de trabalho ("salários" baixos, condições insalubres sem compensação financeira, horários irregulares — sempre em detrimento do profissional, afinal são "militares 25 horas por dia" —, impossibilidade legal de associação sindical, obrigatoriedade de movimentações "por necessidade do serviço" — em detrimento do mínimo bem estar familiar, dificultando a educação de filhos, profissionalização do cônjuge, aquisição de moradia, ... —, e por aí vai).
O que define ser cidadão? Por acaso, para ser militar não é obrigatória a nacionalidade brasileira? O militar não é coagido, como os demais eleitores, a escolher um dentre os diversos safados empurrados goela abaixo da população pelos "partidos políticos" (ramos diversos da mesma quadrilha que pesteia o país)? O militar é isento de algum imposto (como são os integrantes da "quadrilha dos anistiados")? O fato de ser militar profissional, cumprindo suas obrigações, ultrapassando expectativas devido às carências do seu material de trabalho, já não é demonstração de amor a "essepaíz"?
Há algum caso conhecido de alguém ascender à carreira militar desbordando a via do concurso e comprando votos por meio de alguma "bolsa-favor" ou fazendo comícios eleitoreiros disfarçados de "inaugurações de obras" (quase sempre ou já em andamento desde governos anteriores ou que não terão continuidade) ou sendo simplesmente "nomeado por Q.I."?
Os militares são profissionais por opção e assim permanecem, depois de seu ingresso, por toda a extensão de suas vidas.
“A carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples emprego, uma ocupação, mas um ofício absorvente e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas do dia, nos impondo também nossos destinos."
"A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra pele, que adere à própria alma, irreversível para sempre.” (Gen Octávio Costa)
Seria tedioso transcrever aqui os artigos do Estatuto dos Militares que tratam "Das Obrigações e dos Deveres dos Militares", que deveriam ser do conhecimento de todos os que se pretendem como "Comandante Supremo" das Forças Armadas, e que compreensivelmente talvez não seja do conhecimento da profissional de imprensa. Mas lembro que o Art. 35 daquele diploma legal reza que: "A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do militar e decorre, exclusivamente, da estrutura hierarquizada das Forças Armadas"; e que o item que fala em "acatar as autoridades civis" não significa acompanhar as estrepolias praticadas por essas autoridades.
Os militares "são militares" e os políticos, de todos os níveis, "estão em seus cargos" durante e até o final de seus mandatos, que poderão ou não serem renovados pelo voto popular (ou por alguma nomeação por Q.I.).
Para não me estender mais gostaria de lembrar a solene frase do Marechal Osório, patrono da Arma de Cavalaria, origem do Gen Heleno: "A farda não abafa o cidadão no peito do Soldado".
Assim, já é hora de dar término à discriminação aos militares na hora em que reclamam qualquer coisa tida como normal aos detentores de "cidadania" e só lembrarem dos mesmos nos momentos de resolver os problemas criados pela incompetência dos governantes das últimas três décadas, que destruíram os sistemas brasileiros de saneamento básico, de saúde, viário, de segurança, etc.

sábado, 19 de abril de 2008

Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil — Nota Oficial

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O Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, criado em 22 de abril de 1997, representando suas quatorze entidades regionais, diante da gravidade das situações geradas pelo episódio da demarcação de terras indígenas em Roraima, RESOLVE expedir a seguinte Nota Oficial:
1 — REAFIRMAMOS que o território brasileiro é indivisível e intocável e nos declaramos prontos a atuar, se necessário e em qualquer cenário, juntamente com nossos representados, sempre que convocados para manter a nossa unidade política, fazer respeitar o princípio da soberania nacional e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem.
2 — REITERAMOS, porque oportunos, os termos da “Declaração da Amazônia Brasileira”, emanada do VI Encontro Nacional de Oficiais da Reserva do Exército — VI ENOREX, realizado em 16 de Outubro de 2004, na cidade de Manaus.
3 — REPUDIAMOS, energicamente, qualquer tentativa, explícita ou velada, de impedir, limitar ou dificultar o acesso de cidadãos brasileiros, no pleno exercício de seus direitos constitucionais, a qualquer região do solo pátrio, em especial às nossas Forças Armadas.
4 — REPELIMOS, veementemente, qualquer interpretação da chamada Declaração da ONU Sobre os Direitos dos Povos Indígenas, de 13 de setembro de 2007, que viole a soberania do Estado Brasileiro sobre a totalidade de seu território e de suas riquezas, bem como restrinja, a qualquer título e sob pretexto algum, a atuação das Forças Armadas do Brasil no cumprimento de suas missões constitucionais.
5 — REGISTRAMOS, enfaticamente, nossa concordância e integral apoio às manifestações e posicionamentos do Exmo. Sr. General-de-Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Comandante Militar da Amazônia, no que se refere à manutenção da soberania nacional, em toda a sua plenitude, nas chamadas terras indígenas, como de resto em toda a Amazônia Brasileira.
6 — LOUVAMOS, gratificados, a coragem cívica, o destemor pessoal, a grandeza de propósitos e a reconhecida competência profissional do ilustre General Heleno, cuja estirpe caracteriza os mais dignos herdeiros de Caxias.
7 — ASSINALAMOS, pesarosos, que a sociedade brasileira padece em meio a uma crise onde o civismo, a moral, a ética e os bons costumes estão sendo suplantados pela febre do sucesso rápido, do ganho fácil, da vitória e do poder a qualquer preço. 
8 — PROCLAMAMOS, finalmente, que nós, da Reserva Atenta e Forte, estamos organizados e atuando intensamente para manter, preservar e difundir os princípios, valores e atributos assimilados durante a nossa permanência na ativa do Exército Brasileiro. A liberdade e a democracia se mantêm através de um permanente estado de vigilância. Não podemos esquecer que a desordem institucional e a omissão dos homens de bem é que conduzem os incompetentes e os tiranos ao poder.
Rio de Janeiro, 18 de abril de 2008,
Sérgio Pinto Monteiro - 2º Ten R/2 Art - Tu 1961
Presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil

ENTIDADES FILIADAS AO CNOR

Associação dos Oficiais da Reserva da Amazônia – AM

Associação Brasileira de Oficiais da Reserva do Exército – ABORE – SP
Associação dos Ex-Alunos do CPOR/RJ (*)
Associação dos Oficiais da Reserva do Exército – BH – MG
Associação dos Ex-Alunos e Amigos do CPOR/PA
Associação dos Ex-alunos do CPOR/R
Associação dos Oficiais da Reserva do Estado da Bahia
Associação dos Oficiais da Reserva do Exército de Brasília – DF
Associação Mato-Grossense de Oficiais da Reserva – MT
Associação do Ex-Alunos do NPOR de Natal – RN
Associação dos Ex-Alunos do NPOR de Petrópolis – RJ
Associação dos Oficiais da Reserva de Ponta Grossa – PR
Associação Paraibana de Oficiais da Reserva – PB
Associação dos Ex-Alunos do NPOR de Pelotas – RS
Associação Juizforana de Oficiais da Reserva do Exército – MG (em fase de filiação)
(*) Em processo de mudança para :
Associação dos Oficiais da Reserva do Exército - RJ
http://www.cnor.org.br/
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A Verdade ou Força da Força!

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A reação do presidente Lula às declarações do Gen Heleno, que retratam a posição do Comando e do Alto Comando do Exército, bem como da parte esclarecida da sociedade brasileira, demonstra muito bem o respeito, se não o temor, que o governo petista e seus aliados têm das possíveis e necessárias manifestações dos Soldados com relação aos assuntos que constitucionalmente lhes dizem respeito, como profissionais e como cidadãos.
Diversos órgãos da mídia, formadores de opinião e representantes políticos manifestaram-se a respeito deste episódio e, principalmente, a respeito do conteúdo das declarações em entrevista na televisão e em palestra proferida pelo General no Clube Militar, a Casa da República!
O que temem o presidente e seu governo? A verdade, ou a força da Força?
Certamente que as duas, porque se confundem! Eles entendem perfeitamente que as FFAA são representações legítimas, honestas e ordeiras da Sociedade, com a qual se confundem e na qual se inserem por identidade, origem e destinação.
Ninguém é Soldado por interesse pessoal, mas pela vocação de servir, pelo amor à Pátria, e pelo compromisso com a missão que lhe incumbe a própria sociedade. Desta forma, dentro da esfera de suas responsabilidades constitucionais, o Soldado é o melhor interlocutor da nação, não lhe sendo permitido omitir-se perante quaisquer ameaças ao patrimônio e aos legítimos anseios e necessidades do povo a que serve e em nome do qual empunha as suas armas.
Assim foi no passado e assim será enquanto houver vida e liberdade, soberania, lei, ordem e instituições a defender, por mais que temam ou reajam os que se sentem ameaçados em seus projetos de conquista do poder por vias que não representem o interesse nacional.
A tão temida força da Força não está no poder das armas, mas no prestígio conquistado pelo irrestrito cumprimento do dever constitucional, com base não apenas na hierarquia e na disciplina, mas no princípio da autoridade, que faz do Soldado um escravo dos limites da lei e da ordem, e na tradição, esculpida em exemplos de atenção, amor e sacrifícios pela Pátria.
Não serão, portanto, as reações de qualquer dirigente político que farão calar os Soldados nos assuntos que lhes são afetos, pois que não são intrusos na construção da opinião pública, nem instrumentos das políticas de governo, como pensa o Sr presidente, mas fiéis e legítimos interlocutores da maior e melhor parcela da sociedade brasileira, democraticamente comprometida com os princípios fundamentais do Estado, muito clara e expressamente declarados na Constituição Federal.
O Brasil precisa e quer saber a opinião de seus Soldados e assim será!
Gen Bda R1 Paulo Chagas

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A Ditadura dos Espertos

por Rebecca Santoro
Vamos começar do começo, para que as carapuças possam ser encaixadas, bem precisamente, em quem realmente couberem. A Lei 10.559/02, que regulamenta e institui a concessão de reparação econômica a todos os perseguidos políticos pelo Estado brasileiro, do período que se estende de 18 de setembro de 1946 a 5 de outubro de 1988 (e que apresentarem requerimento e documentação comprobatória junto à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça), foi aprovada, por unanimidade, pelo Congresso Nacional, e originada pelas Medidas Provisórias 2151/01, 2151-3/01 e 65/02 de iniciativa do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ora, na ocasião da aprovação desta lei, nada estava mais claramente implícito de que o que se pretendia, no futuro, era mesmo recompensar a irmandade comuno-socialista pelo fato de não terem vencido a luta armada para implantar o comunismo no Brasil, em nenhuma das tentativas que fez. Seria uma espécie de prêmio por serviços prestados, já que, finalmente, a esquerda chegara ao poder pelo voto 
— produto da ignorância, vítima da propaganda enganosa desta mesma esquerda e pela qual grande parte da imprensa foi corresponsável. O futuro, hoje, está aí, para quem quiser comprovar o que estou dizendo, de modo que não é necessário dar mais explicações. Tanto é que as pessoas, que foram vítimas de atentados terroristas ou de ferimento em combate contra os comunistas, que entram com reivindicações por reparações receberam verdadeiras ninharias, ainda mais se comparadas ao que é dispensado à cumpanherada.
Não é à toa que, no período determinado na lei, devem ter morrido, ao todo, cerca de 500 pessoas, de um lado e de outro, em 40 (1988-1946) anos! São cerca de 13 mortes por ano! Ô ditaduras sangrentas essas nossas, hein?! O que vemos, hoje, acontecer nos perímetros urbanos de nossas grandes cidades é o quê, então? Um holocausto? Uma hecatombe? Esses cidadãos que morrem hoje na mão de assaltantes é que deveriam ter os sustentos, e com luxo, de suas famílias, pelo Estado e pelo resto da vida. Entretanto, em se tratando de Brasil, não seria nem um pouco surpreendente se houvesse uma corrida aos matadores de aluguel... Aqui, tudo é burlável e manipulável na mão de gente esperta!
Não é preciso ser nenhum gênio para saber que a coisa toda terminaria no que está acontecendo hoje, com farta distribuição do erário às "vitimas" da "ditadura". Não havia ninguém ingênuo no Congresso quando a lei foi aprovada. Mas, verdade deve ser dita: de 2000 ao início de 2002, na gestão do presidente FHC, foram concedidos aproximadamente R$ 7,5 milhões em indenizações; no governo do presidente Lula, em apenas um ano, já havia sido concedido o montante de cerca de R$ 42 milhões e, a partir de 2003, sob a direção de Márcio Thomaz Bastos e, depois, de Tarso Genro, já foram pagos R$ 1,68 BILHÕES!
O propósito, que hoje se sabe ilusório, da lei da anistia era o de que os brasileiros pudessem, TODOS, esquecer o passado e partir para o futuro "grandioso" e "harmônico" que o esperava. Para isso, todos os crimes que haviam sido cometidos pelos participantes da luta armada, contra a vida de civis, contra a vida de inimigos de combate, contra o patrimônio público e particular, tudo para fazer do Brasil uma enorme Cuba, deveriam ser, e realmente o foram (pelo menos no sentido legal), esquecidos. O mesmo deveria acontecer em relação aos que, em nome do Estado (ou abusando de autoridade), tivessem praticado a tortura — o único crime de que conseguem acusar, diga-se de passagem, os militares e, mesmo assim, não aplicada à população em geral, mas contra os camaradas da luta armada, que eram seus inimigos de combate.
Há honrosas exceções entre esses camaradas. Pessoas que têm a hombridade de assumir o que realmente estavam fazendo e o que pretendiam, sem ver nisso motivo, inclusive, para se vangloriar ou para mentir, ou ainda para se esconder atrás de escudo de herói de democracia. Muito menos motivo para se locupletar de pensão vitalícia paga pelo povo trabalhador do país. Há alguns nomes a citar, mas um que não pode deixar de ser mencionado é o do atual deputado Fernando Gabeira, que considera ter lutado pelo que acreditava ser o correto e da maneira que achava ser conveniente à época, deixando bem claro que o fez por opção e que o povo brasileiro não deva pagar por isso. Para ele, as indenizações deveriam ser restritas a casos graves.
Desde 2001, segundo dados da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, foram autuados 60,3 mil processos, dos quais já foram analisados 37,2 mil, tendo sido 24,6 mil deferidos e 12,7 mil recusados. A meta da Comissão é encerrar os trabalhos até o final do governo Lula e, se a proporção dos deferimentos continuar a ser a mesma, ou seja a de 66%, as despesas pagas com indenizações somarão a astronômica quantia de R$ 4 bilhões. Sem falar nas pensões vitalícias, que representam uma despesa mensal aos cofres públicos de mais de R$ 28 milhões.
Mas essa situação absurda não precisaria ter chegado tanto assim às raias da fraude descarada sobre o erário. Já em 2005, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, entrou com uma representação questionando o cálculo das indenizações. Entre os problemas encontrados e citados no relatório, que só foi elaborado em 2007, estavam a concessão de reparação econômica sem caracterização da condição do anistiado, a definição do valor da prestação mensal em desacordo com a Lei 10.559/2002, inconformidades na ordem de tramitação dos processos e a desconsideração da situação econômica atual da pessoa (em relação ao valor definido na prestação mensal).
Para Furtado, "A legislação prevê apenas ressarcir quem perdeu emprego por causa da perseguição militar... Não leva em conta a possibilidade dela (a pessoa) ter arrumado uma nova colocação um mês depois da demissão e que, na época e/ou hoje possa ter um bom emprego". Em compensação, Furtado também discorda do texto da lei da anistia em si, porque "não prevê o ressarcimento de quem tenha sofrido tortura ou tenha sido preso e humilhado", não havendo, portanto, a possibilidade de que haja indenização por danos morais. 
Mas, quanto a isso (a indenização ou a reparação pública por danos morais), o procurador não precisa se preocupar, porque — e isso não acontece somente aqui no Brasil — a carruagem caminha exatamente neste sentido, ou seja, no sentido de que o acusado pelo crime de tortura tenha que vir a público desculpar-se do ato praticado e, em alguns lugares, venha mesmo a ser julgado e condenado por este crime (muitas vezes testemunhado somente pela pessoa que diz ter sofrido a tortura). Entretanto, sequestradores, assassinos, assaltantes e tutti quantti das milícias armadas da esquerda jamais terão que vir a público pedir desculpas pelos crimes que cometeram (e muito menos vir a devolver o que eventualmente tenham roubado). Essa não é uma balança justa, é? Ainda mais porque no caso destes crimes não se trata somente de palavras de um acusador contra o acusado, mas de fatos documentados, registrados, inclusive, em alguns casos, por jornais da época.
Resumindo: a lei da anistia e a regulamentação das indenizações estão sendo usadas como instrumento de vingança e de intimidação para aqueles que porventura ousem lutar novamente contra a uma eventual investida comunista para dominar o país. Vingança covarde, porque realizável a partir da boa fé daqueles que confiaram que o que se pretendia era seguir em paz e democraticamente.
Correto estava Reinaldo Azevedo no seu artigo "Escolhas, história, mentalidades": "Ora, quem, sob a guarda do estado, morreu ou foi torturado merece, sim, indenização — se morto, a família pode e deve obter o benefício. Mas quantos são estes? Os 13 mil já agraciados? Lula? Ziraldo? Carlos Heitor Cony? Jaguar? Tenham paciência... Há uma certa incapacidade de considerar, por exemplo, que lutar ou não lutar — por uma ideologia ou mesmo contra uma ditadura — é, antes de tudo, uma questão de escolha. E temos de arcar com o peso de nossas escolhas".
As duas últimas indenizações escandalosas que aconteceram no país beneficiaram os pseudo perseguidos, e por isso mesmo enriquecidos, não se pode negar, Ziraldo e Jaguar — dois dos mais famosos e bem-sucedidos cartunistas brasileiros. Vão receber cada um mais de R$ 1 milhão de indenização e uma pensão vitalícia de mais de R$ 4 mil por mês (a mesma que recebe o atual presidente da república).
A respeito da chuva de críticas que recebeu, Ziraldo declarou que está se "lixando pra todo mundo" — é a cara de seu petismo. Mas Jaguar escreveu um pequeno texto irônico na coluna Opinião, do jornal carioca O Dia, publicado no último dia 9 deste mês. Nele, o cartunista afirma que, quando foi preso, por volta de setembro/outubro de 1969, trabalhava como chargista no jornal 'Última Hora' e também como editor de humor (e proprietário) do jornal 'Pasquim', cujo primeiro número havia saído em 20 de junho daquele ano. No dia seguinte à prisão, Jaguar foi demitido do Última Hora.
Sobre o Pasquim, ele diz, acredite-se, o seguinte: "vendia muito, mas não tinha anúncios, a grana era pouca (além de pessimamente administrada)". E continua: "Fui dar com os costados pra lá de Caxias, num buraco chamado Lote 15. Foi dureza, em todos os sentidos". 
Mas, o engraçado é que parece que Jaguar é mais uma daquelas figuras nacionais que se especializou em adaptar o discurso sobre um fato (e não sobre uma opinião, o que poderia ser normal), de acordo com o que lhe pareça conveniente, mesmo que seja preciso distorcer a realidade. Pois não é que ele fala sobre esse mesmo período do Pasquim, da prisão e da saída do Última Hora de maneira completamente diferente em uma entrevista que deu à Revista UM, voltada para o público masculino, em abril de 2006?! Vejam alguns trechos abaixo:
SOBRE A ENTRADA DE ZIRALDO
— "No primeiro número, eu pedi um desenho para o Ziraldo, ele falou que estava muito ocupado mas eu 'então posso usar um desenho seu já publicado?', e ele 'pode, não tem problema'. Aí, quando o jornal deslanchou, porque ele começou com 10, 14 mil exemplares, e seis meses depois estavam fazendo a festa dos 100 mil exemplares, o Ziraldo entrou e participou, mas só depois do terceiro número que ele mandou desenhos originais".
SOBRE A GRANA
— ENTREVISTADOR: Deu para ganhar dinheiro com o Pasquim?
— JAGUAR:  Muita grana.
— UM:  Só com venda?
— JAGUAR:  Vendia 220 mil exemplares! A gente ganhava muito dinheiro e gastava para caralho. Cada um gastava da sua maneira. O Tarso alugava avião, comia a Candice Bergen, alugava uma suíte em um hotel e enchia de mulher. A minha curtição era a seguinte: eu aluguei uma casa em Arraial do Cabo e ficava lá a semana inteira tomando cana com os pescadores. Cada um tinha o seu estilo.
SOBRE A MULHERADA
— ENTREVISTADOR: A mulherada ficava em volta do pessoal do Pasquim?
— JAGUAR:  Muito. A gente vivia fotografando mulher pelada. As mulheres ficavam andando peladas pela redação....
SOBRE O COMPROMISSO COM OS LEITORES
— "Por exemplo, para você ver como era um jornal diferente: Ivan Lessa, que é um gênio, quando começou a responder as cartas, os leitores participavam, havia uma empatia, e chegavam sacos de cartas. Sabe o que o Ivan fazia? Jogava tudo fora, inventava as cartas e respondia. Era muito engraçado". 
SOBRE A CENSURA
— ENTREVISTADOR: O Pasquim só foi possível por causa daquela época?
— JAGUAR:  Acho que sim. "Inclusive a gente não teve muita solidariedade (por parte da imprensa, em geral), aliás, nenhuma... Quando a gente era apreendido (o jornal), a grande imprensa publicava assim: 'um certo semanário'. Não dizia nem o nome. E toda hora o jornal era apreendido".
— "A censura foi uma escalada. Primeiro não tinha censura, porque era 'só um jornalzinho de Ipanema'. Quando o jornal cresceu, não dava mais para fechar porque a gente tinha feito contato com o Washington Post, o Le Monde, e ia dar uma repercussão internacional. Então eles botaram a censura... Nossa primeira censora foi a Dona Marina... Mas eu trabalhava com a garrafa de uísque, e quando ela terminou o trabalho (no primeiro dia) disse 'será que eu poderia tomar um uisquinho?', e eu 'claro, Dona Marina, como não?' Aí tomamos um uisquinho, brindamos. No dia seguinte, tinha em cima da mesa dela uma garrafa de uísque e gelo. Ela era alcoólatra! Ficava de porre e aprovava tudo! Foi demitida, né... O próximo censor foi um cara do caralho, o general Juarez. E aí, a coisa mais surrealista, eu e o Ivan Lessa levávamos o material para ser censurado na garçoniere dele, sentávamos num sofá na sala, e ele cortava as matérias assim, para você ver como era um cara legal, ele botava a lápis o que achava que tinha censurado, e eu e o Ivan discutindo 'não, o que é isso, general?'. Se ele se convencia, apagava. Se ele não se convencia, passava a caneta... Até que ele foi demitido. Por que ele foi demitido? Eu fui entrevistar uma negra, Angela Gillian, que era uma mulata bonita para caralho, americana. Ela chegou, mulataça, com um bundão enorme, e 'eu queria dar uma entrevista para o Pasquim', e eu 'por que'? ... 'eu queria fazer uma denúncia de que esse país é um país racista'. Eu falei 'eu também acho'. Então fiz a entrevista, que foi ótima. Eu falei 'isso não vai passar porra nenhuma'. Eu mostro a entrevista para o general Juarez, ele lê e 'eu também acho que essa Angela está certa!'. E eu 'o senhor acha?', ele 'acho!'. Saiu o jornal e ele estava demitido... Mas mesmo assim havia os caras que se afeiçoavam ao Pasquim, e esses caras eram demitidos pelo general Bandeira, que era um filho da puta. Morreu há uns cinco anos, e eu 'já morreu tarde'. Não tem esse negócio, não, morte não absolve, que vá para a puta que o pariu!" 
SOBRE A PRISÃO
— "Quando a gente estava preso (Nós todos, 11 caras do Pasquim), na madrugada, 4 horas da manhã, abrem a porta… Aí o cara falou assim: 'olhe aqui, se arrumem que vocês vão ser trocados pelo embaixador que foi sequestrado pelo Gabeira e não sei quem, e vocês vão ser trocados e vão para a Argélia daqui a duas horas'. Aí eu me levantei e disse 'olhe aqui, eu só vou debaixo de porrada, tem que me matar. Porra, eu tô aqui e amanhã vou estar andando de camelo no deserto do Saara, vá para a puta que o pariu!', virei para o lado e dormi.
— ENTREVISTADOR: Vocês ficaram quanto tempo presos?
— JAGUAR:  Mais de dois meses. Nós não fomos torturados, a única tortura era ter de conversar com os milicos. (FIM)
Como se pode apreender dos trechos acima citados, fica claro que havia censura. E ninguém nunca negou que tenha havido. Cá pra nós, da maneira com que foi feita, não adiantou muita coisa. Não foi por outra razão que a esquerda acabou vencendo a guerra intelectual, de propaganda. Agora, também fica explícito o fato de que, para o pessoal do Pasquim, dinheiro não faltava. Aliás, sobrava. E fica claro igualmente que houve que se arrumar verba para bancar as primeiros publicações. De onde teria vindo esse capital? De onde veio exatamente eu não sei (uma vez que a pergunta é tabu em todas as entrevistas que pude ler a respeito do Pasquim). Eu só sei que na biografia de um dos fundadores do Pasquim, a do jornalista Tarso de Castro — A Vida de Um dos Mais Polêmicos Jornalistas Brasileiros —, escrita pelo jornalista Tom Cardoso, cita-se uma história de que Tarso teria financiado a viagem da jornalista Martha Medeiros para Paris com parte do dinheiro que a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) havia roubado do cofre de Adhemar de Barros (aquele assalto do qual teria sido a mentora e depositária da guarda do dinheiro a atual ministra da Casa Civil, Dilma Roussef). "Reza a lenda", ressalva Tom Cardoso.
Verdade ou não, o fato é que os 11 do Pasquim estavam na lista de prisioneiros políticos que deveriam ser libertados e embarcados para a Argélia, em troca da libertação do embaixador norte-americano que havia sido sequestrado, em operação que resultou no assassinato do motorista e segurança do embaixador, e que teve a participação de Fernando Gabeira, hoje deputado federal pelo Partido Verde, e do nosso ilustríssimo jornalista Franklin Martins, hoje ministro da comunicação social de Lula. Quer dizer que querem convencer que os 11 do Pasquim estavam na lista dos revolucionários dos prisioneiros que deveriam ser soltos só por pura e simples admiração por parte dos terroristas? Havia tão poucos presos políticos importantes, assim, para a causa revolucionária, que dava pra gastar cartucho com gente que se admirava, é?
De modo que, como dizem, "onde há fumaça, há fogo" e, em se juntando uma informaçãozinha aqui e outra ali, a gente acaba percebendo que a perseguição ao Pasquim não haveria de ter sido tão somente por causa de suas piadas, de suas charges ou até mesmo por causa de seu conteúdo político. "Follow the Money" (siga o dinheiro), já dizia o informante dos dois jornalistas que investigaram o Watergate de Nixon.
Já o eloquente Ziraldo "o Brasil me deve isso" (eu não devo nada) e "que se lixe todo mundo" (já eu não posso mandar ele se lixar, tenho que pagar), entre outras coisas, foi presidente da Funarte, no governo do maranhense José Sarney, e, mesmo lá, conseguiu ser demitido por excesso de notas de restaurantes, de viagens e de outras despesas consideradas desnecessárias (1). Ziraldo Alves Pinto também está envolvido no escândalo do Festival de Humor de Foz do Iguaçu (clique na imagem ao lado).
A que ponto chegamos sob a ditadura da democracia do voto popular direto!
Rebecca Santoro
(1) A Superintendente da Funarte, Maria Luiza "Lulu" Librandi foi quem denunciou o cartunista. Ziraldo chamou Lulu Librandi de "filha da puta" e a considerou responsável pela morte de seu papagaio. Processado, Ziraldo foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização a Lulu. Fugiu anos a fio dos Oficiais de Justiça e a primeira parcela só foi paga mediante a iminência de um mandado de prisão.
Fonte:  Rebecca Santoro
COMENTO: Não estranharia se na próxima data histórica das Forças Armadas, os dois sofridos torturados forem condecorados com alguma medalha de mérito militar!!!
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