sábado, 11 de outubro de 2008

Uma Suspeita Inconveniente

por Edvaldo Tavares
Fotografias obtidas de satélites, em dias de boa visibilidade, sobre países europeus, têm acusado imagens muito estranhas que foram denominadas de estrelas químicas ou "chemtrails", que podem ser entendidas como rastros ou vestígios químicos. Essas marcas estranhas foram observadas sobre o Canal da Mancha, Itália, Inglaterra, França, ilhas Canárias e Oceano Atlântico e estranhamente estão sendo ignoradas pelos veículos de comunicação, apesar de muita gente tê-las visto. Imagens fornecidas pelo satélite Meteosat registraram também essas trilhas no lado ocidental da península Ibérica.
Esses vestígios misteriosos poderiam ser confundidos com os gases e vapores emitidos pelos aviões, que no céu formam rastros de muitos quilômetros de extensão. Algumas características diferenciam essas marcas químicas das condensações habituais emitidas pelos aviões. Na composição química desses misteriosos registros são encontrados polímeros constituídos de filamentos de silício, o dibromoetano (EDB) que é um pesticida proibido, células humanas, entre estas células sanguíneas, glóbulos vermelhos e brancos. Foram detectados também os elementos químicos bário e alumínio e uma larga escala de substâncias não identificadas.
Aviões com dispositivos especiais, com a finalidade de aspersão de produtos químicos, não identificados, promoveram a fumigação de toneladas desses agentes químicos na atmosfera em diversas partes do mundo durante muitos dias.
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O que dizem os governos dos países desenvolvidos
Diante dessas misteriosas comprovações, quando questionados, o Parlamento Europeu, Italiano, Grego e os governos americanos, espanhol e alemão, procuram ignorar os questionamentos. Quando respondem, contestam com as seguintes argumentações: "as estrelas são parte de estudos para contrastar o efeito da invernagem"; "são condensações normais da aviação comercial"; "fazem parte de estudos para combater o terrorismo". Não é fornecida uma resposta consistente capaz de convencer e sustentar a verdade dos fatos.
Na falta da confiança nas argumentações governamentais, surgem suspeitas que os rastros químicos espalhados pelos céus de diversas partes do mundo, são registros de parte de projetos secretos com a finalidade de estudar e controlar o clima. Há a considerar a especulação de que façam parte de projetos de guerra biológica com o emprego de agentes patogênicos, capazes de causar doenças.
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Controle climático — a nova arma de guerra
Existem tratados e convenções internacionais proibindo o estabelecimento de projetos objetivando o controle climático. A posse desse controle conferiria ao seu detentor o poder de destruição de massa, mais poderosa e eficiente do que o emprego do arsenal nuclear.
Diferentemente da ação destruidora e contaminação ambiental promovida pelas radiações liberadas pela explosão de artefatos nucleares, os equipamentos que causam o descontrole climático com finalidade de conquista de vastas áreas terrestres com suas riquezas intactas promovem seca, inundação, tornados, ciclones e diversas catástrofes ambientais, ficando intactas as variadas riquezas à disposição dos poderosos "donos do clima" e candidatos a tomada da posse do mundo.
Reina uma dúvida de que existe verdadeiramente um aquecimento global, a confundir a natureza. Desequilíbrios climáticos são responsáveis por diversas catástrofes, constantemente veiculados nos órgãos de comunicação, resultantes do acúmulo de gás carbono liberado das queimadas, dos desmatamentos e dos resíduos da queima de combustíveis fósseis.
As nações pobres que apresentam riquezas em seu território e as em desenvolvimento, que lutam para alcançar o estágio de potência desenvolvida, entre elas, o Brasil, devem ficar atentas a esta nova arma que está sendo empregada pelos países desenvolvidos, com tendências hegemônicas, que não medirão esforços para serem os senhores absolutos do planeta.
Edvaldo Tavares é Ten Cel Méd do EB
Fonte: BOOTLEAD
COMENTO: Será mais um capítulo das inúmeras "Teorias de Conspiração" que vagam pela rede mundial ou haverá algum fundo de verdade no relato??

Pequeno Burguês Mentiroso

Flavio P. Ramos (*)
A mentira e a farsa sistemática, com grande dose de compra de votos e com o pseudo-assistencialismo, têm sido a tônica do megalomaníaco fronteiriço Lula, que a afinidade, a inexperiência dos jovens e o comprometimento dos comparsas e aproveitadores interessados colocaram no poder — o pior dos presidentes que esse pobre país conhece.” FPR
Atribuir ao alcoolismo crônico, já mundialmente conhecido, ou à compulsão patológica de mentir e se sentir impune e amado, motivo para ajuda psiquiátrica, tratando-se do presidente da república, é caso para “impeachment” e reclusão em manicômio judiciário.
“Paguei a dívida externa do Brasil”. MENTIRA!
“O Brasil melhorou no meu governo”. MENTIRA!
Já fomos a oitava economia do mundo nos governos militares, e agora?
“Vou destinar os lucros do petróleo do pré-sal para a educação.” MENTIRA!
Não há como perfurar para explorar economicamente o petróleo na área do pré-sal, que fica a mais de seis mil metros de profundidade, no governo Lula, nem no próximo — há diferença entre sondagem e perfuração em nível de produção. Nenhum poço foi perfurado nessa área ainda. O que apareceu na televisão foi um engodo — o óleo era de um poço em águas de pouco mais de mil metros (nossa fonte é um engenheiro altamente especializado em corrosão e perfuração em águas profundas). 
Portanto, é MENTIRA que os lucros serão usados pelo governo Lula em educação. Lula mentiu e “jogou para a galera”.
Segundo nossa fonte, que é engenheiro e nordestino como o presidente, mas não é ignorante nem viaja na maionese, não há como esconder mais essa MENTIRA. O engenheiro está revoltado com o comportamento presidencial, que mostra o lado vergonhoso da conseqüência do voto de cabresto e da fanfarronice de Lula que está “poluindo a imagem do nordestino.”
“Liberdade de Imprensa e a TV Brasil é do povo.” MENTIRA!
Nem nos mais duros momentos da história do Brasil houve tanto patrulhamento contra os membros da imprensa. A bem da verdade, nunca tantos se venderam e foram ameaçados de demissão, e até demitidos. A TV Brasil está sendo usada para propaganda comunista e para enaltecer as “qualidades pessoais de Lula” forjadas por especialistas (Duda Mendonça e outros), para reforçar falsa imagem de LULA.
Como enaltecer Luiz Carlos Prestes “O cavaleiro da esperança”? Esperança de quê? De tornar o Brasil comunista e súdito da ex-União Soviética? Prestes foi um tenente do Exercito Brasileiro, onde ingressou por livre vontade e de onde saiu como DESERTOR. Prestes e seus comparsas invadiam e saqueavam fazendas por onde passavam, amedrontando os fazendeiros, abatendo gado e destruindo plantações (Não parece coisa de filme de cangaceiro e do MST?). Essa é a parte da História que a esquerda maligna esconde.
“Lula é popular no exterior”. MENTIRA!
É motivo de chacota de todos que ouvem as suas asneiras de improviso, como “De álcool eu entendo”. Lula é o presidente bufo, alcoólatra e ignorante de um país do clube dos corruptos e subdesenvolvidos chamado Brasil. É a prova viva de que “todo país tem o governo que merece”. Será?
“Estamos cuidando das florestas Brasileiras e protegendo os índios com assentamentos em reservas.” MENTIRA!
Estamos entregando as florestas brasileiras — a floresta Amazônica é apenas uma delas — e os recursos minerais e hídricos, além das plantas medicinais e madeiras nobres, a ONGs estrangeiras — e ainda, dando a essas ONGs dinheiro público, dos impostos mais altos do hemisfério, nosso rico e suado dinheiro.
Esse hipócrita falastrão se dizia contra as privatizações. MENTIRA deslavada!
Com a Lei 11.284, assinada em 2 de março de 2006, o governo Lula abriu um sério precedente legal, que privatiza as florestas brasileiras — um crime contra a Soberania Nacional cometido insanamente pelo Presidente da República, que desrespeita a Constituição e a Soberania Nacional.
Grampos telefônicos não são ordenados pelo governo Lula? MENTIRA!
Os órgãos envolvidos são subordinados ao presidente Lula e seus gestores nomeados por LULA.
Os grampos telefônicos estão monitorando os que podem comprometer essa farsa. “Não admito grampos telefônicos.” MENTIRA!
A ABIN é subordinada a ele e o Ministério da Justiça e a Policia Federal, também.
Não sabia de nada. MENTIRA!
“As maletas da ABIN não servem para escutas, esse não é o enfoque do problema.” MENTIRA.
Escutas são feitas nas centrais operadoras, diretamente do sistema telefônico, diretamente nas linhas  não são necessárias maletas ou outros equipamentos. Telefones celulares são ainda mais facilmente grampeados. Nossa fonte é técnico inscrito no CREA e demonstrou como é feito. É dessa forma que os bandidos clonam e ouvem linhas telefônicas celulares dos cidadãos do bem.
As pesquisas apontam Lula como sendo o presidente de maior prestígio popular. MENTIRA!
A amostra de apenas 2.000 pessoas é pouco em relação à população votante do Brasil. E mais: responda, por favor, QUANTAS VEZES VOCÊ, SEUS FAMILIARES, AMIGOS e CONHECIDOS FORAM PESQUISADOS?
Por mentiras medíocres como essas, qual é a credibilidade interna e externa que esse senhor pode ter?
O governo do PT (e seus comparsas aliados políticos da quadrilha oficial) é honesto e todos têm mãos limpas. MENTIRA!
Como explicar o enriquecimento deste senhor e sua parentela, especialmente o do Lulinha?
E a ministra Dilma Rousseff, candidata de LULA, conhecida ladra, apanhada quando roubava Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo?
Eleições limpas. MENTIRA! 
São piadas de mau gosto os escândalos financeiros. O portfólio dos antigos e atuais ministros, e que estão no poder e o de assessores diretos do presidente mostram o perfil da quadrilha, no passado e hoje.
Onde estão os “sérios” diretores de jornalismo das emissoras de televisão que não mostram? E a Polícia Federal?
Será que Lula tem bola de cristal? Já afirmou publicamente que o próximo presidente será uma mulher.
Por que esses fatos aqui apresentados, não afetam o grosso do povo brasileiro?
As emissoras de TV estão cooptadas e qualquer jornalista que ouse falar contra Lula é demitido. Os que eram comunistas e mudaram de idéia ‘enfiaram a viola no saco’ para não admitirem a asneira que fizeram e para conservarem seus empregos, mordomias e sinecuras em órgãos públicos. Qualquer membro da Imprensa que denunciar a corja do poder dominante está sujeito a ser morto ou a desaparecer — e o ato criminoso ser atribuído a envolvimento com drogas ou simples atentado “por engano”.
É só olhar para o passado dessa corja para ver do que são capazes, ainda mais com o poder nas mãos.
Lula vai apoiar Evo Morales, eleito pelos plantadores de coca, que têm o mesmo nível cultural de Lula e de Evo, com apoio logístico de Chavez (interferência em assuntos internos de um outro país). Lula vai ajudar o “colega”, que já mostrou a que veio, quando desapropriou as refinarias da Petrobrás, descumpriu os acordos no preço do gás natural e usa essa matéria-prima como móvel (objeto) de chantagem, ameaçando o parque industrial brasileiro.
Foi com falsas denúncias, MENTIRAS engendradas pelo PT, hoje descartadas, que o presidente Fernando Collor foi afastado do poder. O presidente Fernando Collor foi absolvido pelos tribunais por falta de comprovação das acusações forjadas que foram a ele imputadas.
Lula e seu Ministro Guido Mantega, em transmissão em rede pelas emissoras de televisão, garantiram que a crise da economia americana não afetaria significativamente o Brasil. MENTIRA!
Manchete de O Globo, de 21 de setembro de 2008: “Crise: empresas perderam US$ 215 bilhões no Brasil”. Isso até esta data e só na bolsa de São Paulo. Os economistas projetam um crescimento ainda menor para a economia brasileira, de até 2 por cento contra os cinco por cento em 2008.
A população culta e economicamente ativa do Brasil não merece tantas MENTIRAS e FALCATRUAS!
Estou pasmo diante do perigoso quadro de ameaças externas e internas, que o povo não é capaz de perceber. É a “Síndrome de Estocolmo”, ou outro fenômeno?
Forças Armadas estão esperando o quê? E os nobres militares que compõem a reserva moral das FFAA, por vocação e amor ao Brasil, onde estão? Será que estão todos na reserva ou reformados?
Democracia existe sem compra de votos, sem uso da máquina pública, sem terrorismo aliado, sem ameaça à segurança nacional e pessoal e com o direito de ir e vir garantido pelo Estado. Democracia existe com imprensa livre, sem grampos nos telefones e com garantia dos direitos individuais. Parece que aqui só há direitos humanos para os bandidos e criminosos do colarinho branco.
Governantes: só homens dignos e de reputação ilibada podem ter o direito de governar. O Supremo Tribunal Eleitoral têm de impugnar os criminosos candidatos e mostrar ao povo quem são eles.
“Não basta que presidentes e outros políticos sejam honestos, eles têm de parecer ser honestos”, inspirar confiança, sem clientelismos, favorecimentos ou compra de aliados entre o povo ignorante.
Cumprir a Constituição: um dever de todos os Brasileiros. O resto é o resto. É MENTIRA.
(*) Flavio P. Ramos 
é Professor universitário e
Editor do Portal www.mensageiro.com.br

Começou a Vindita

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Os vencedores da revolução anticomunista de 1964 concederam aos derrotados uma generosa anistia ampla, geral e irrestrita. Em outros países, na grande maioria dos casos, os vencedores de qualquer revolução, ao invés do perdão concediam aos derrotados a honraria de um pelotão de fuzilamento.
Passados alguns anos, os perdoados pagaram com uma tapa no rosto àqueles que lhes deram a mão trazendo-os de volta à pátria querida. Sedentos de ódio e vingança, após conquistarem o poder, partiram para a revanche sem pudor e sem piedade. Começaram a chover as acusações levianas e mentirosas de prisões de inocentes, maus tratos a presos e assassinatos cometidos somente pelo lado do antigo regime denominado por eles de “ditadura militar”. Os inocentes anjinhos subversivos da época não cometeram nenhum crime queriam apenas salvar a “democracia brasileira”.
Agora, acaba de ser condenado pela Justiça o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra por ter sido acusado de tortura, passados mais de 40 anos, quando estava simplesmente cumprindo ordens superiores, num órgão das Forças Armadas, legitimamente criado para se opor às forças do mal que estavam, naquela época, firmemente dispostas a transformar a nossa pátria num satélite do comunismo internacional, ideologia contrária à índole do povo brasileiro.
As Forças Armadas foram ultrajadas e ofendidas pela sentença do Juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, pois os militares dessas Forças foram formados e orientados, desde os primeiros bancos escolares militares a cumprir ordens dos seus superiores, condição basilar da doutrina militar em qualquer parte do mundo. Caso não haja uma reação imediata e enérgica dos comandantes militares em defesa da honra do Cel Ustra, as Forças Armadas brasileiras estarão irremediavelmente caminhando para a sua extinção. Tudo que nós, militares, aprendemos irá por água abaixo e o Art. nº 142 da Constituição Federal de 1988, perderá o sentido.
José Batista Pinheiro - Cel Ref EB

Nossa Democracia é Um Arraso

por Márcio Accioly
É possível que a crise econômica a se abater sobre o planeta promova, finalmente, algum tipo de mudança no Brasil. Torçamos para que traga saldo positivo. Num país dirigido de fora para dentro, onde as chamadas autoridades sabem quase nada de coisa nenhuma, providências, como se sabe, demoram além das medidas.
O presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), depois de classificar o início da tempestade econômica como “gripezinha”, “marola” e “marolinha”, ainda não se fixou na impressão de ter exata consciência da gravidade do cenário que se vive.
Não se sabe a razão de o Brasil estar sempre na contramão de todos os outros países: enquanto os juros são reduzidos nos diversos quadrantes, os nossos não param de subir. A população está sendo garroteada alegremente, sem tugir nem mugir.
Ainda bem que não existem fissuras no chamado Estado Democrático de Direito. Na madrugada de sexta-feira (10), o “empresário” Marcos Valério foi preso outra vez em Belo Horizonte, numa operação chamada de Avalanche, deflagrada pela Polícia Federal.
Admira o fato de ele, na ocasião, não estar com habeas corpus preventivo no bolso, verdadeiro descuido que terminou por encaminhá-lo às grades. Marcos Valério, como alguns recordam, foi acusado de ser operador do mensalão, escândalo em que o governo supostamente pagava a parlamentares para aprovar projetos de seu interesse.
Ao ser preso naquela ocasião, o “empresário” mandou recado para altas figuras da administração federal, ameaçando contar o que sabia se não fosse solto imediatamente. Comportamento igual ao do então senador Luiz Estêvão (PMDB-DF), cassado e preso, mas imediatamente solto depois de ameaçar “derrubar a República”.
Apesar de condenado pela Justiça, Luiz Estêvão continua solto. No mês passado, uma casa de sua propriedade foi fechada pela Polícia ao se constatar que ali funcionava, em plena Península dos Ministros (Distrito Federal), um cassino. São coisas que se forem contadas por aí o cidadão pode até ser chamado de mentiroso.
Mas tudo finalmente é válido para se conseguir o desejado. E o envolvimento do público com o privado não tem delimitação. Todos se recordam do artigo escrito pelo hoje ministro Mangabeira Unger, publicado na Folha de S. Paulo do dia 15/11/05, dizendo ser “o governo Lula o mais corrupto de nossa história nacional”.
Da mesma forma que existem artigos contra, cartas a favor são também contabilizadas: o noticiário informa que o deputado federal Eduardo Paes (PMDB), que disputa com Fernando Gabeira (PV) o segundo turno das eleições municipais no Rio de Janeiro, enviou missiva chorosa a Dom Luiz Inácio com pedido de desculpas.
O parlamentar, quando no PSDB, combateu duramente o presidente da República, a quem chamou de “omisso” e “mentiroso” na CPI dos Correios, além de “chefe de quadrilha”. Sem contar que defendeu investigações “sobre o contrato da Telemar com a Gamecorp, empresa do filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva.
Eduardo Paes negou que tenha escrito a Dom Luiz Inácio. Dizem que escreveu mesmo a dona Marisa Letícia, mulher do presidente, a qual não perdoa o parlamentar por causa das acusações ao filho.
Carta por carta, Eduardo Paes poderia citar companhia ilustre. O artifício foi muito usado para alcançar objetivos. O escritor francês Voltaire, anticlerical e agnóstico, escreveu ao papa Bento XIV (1745), “beijando humildemente seus sagrados pés” e implorando a bênção. Queria a Academia Francesa e terminou conseguindo.
Nossos políticos querem apenas gerenciar recursos financeiros públicos.
Márcio Accioly é Jornalista.
Fonte: Alerta Total

Lá, Como Aqui!!

Há quem considere os argentinos arrogantes, mas se eles portam-se com ufanismo, isto se deve ao seu alto padrão cultural. É só verificar os níveis educacionais alcançados pela população argentina, compará-los com os nossos e verificaremos o abismo que nos separa.
A Argentina, como o Brasil, possui imensas riquezas naturais e um povo extremamente trabalhador e ordeiro, e que infelizmente se deixa governar, sucessivamente, por governantes que não fazem jus a esse título, por isso as freqüentes crises enfrentadas e superadas por nossos heroicos vizinhos.
A Argentina, como o Brasil, sofreu na segunda metade do século passado o problema do terrorismo comunista.
Lá, como aqui, os terroristas foram derrotados pelas armas e retornaram qual falsos filhos pródigos, clamando por anistia e perdão, fingindo adotar um comportamento civilizado em busca do poder pela forma democrática.
Lá, como aqui, haviam preparado o terreno junto às camadas mais pobres da sociedade, convencendo-as de que o paraíso só seria alcançado quando "eles" estivessem no poder. E esta preparação foi feita "nas bases", isto é, nas favelas e, principalmente junto às crianças, nas escolas cuidadosamente infiltradas por docentes-militantes. E, também, por meio dos veículos de comunicação de massa, também infiltrados. Exatamente como aqui.
Lá, como aqui, eles conquistaram o poder com o voto das camadas mais pobres da sociedade e, então, mostraram sua verdadeira face.
Lá, como aqui, dedicaram-se a implantar como norma governamental o desvio de recursos financeiros públicos, a corrupção mediante compra de votos de parlamentares em proveito de iniciativas espúrias, as eleições fraudadas com verbas de "caixa dois" ou provenientes de outras fontes ilícitas  vide as maletas do venezuelano atualmente sendo processado nos Estados Unidos e do qual nossa imprensa não toma conhecimento  e a degradação das Forças Armadas, além de outras iniciativas com o objetivo de extinguir qualquer tipo de oposição "de direita".
Lá, como tentam aqui, tornaram sem efeito a Lei de Anistia na parte relativa aos que os combateram conseguindo, por meio de manobras jurídicas muito bem planejadas e executadas, caçar, humilhar e condenar alguns dos que os venceram pela força das armas.
Porém, lá, diferentemente daqui, há uma sociedade inteligente, bem instruída, atenta aos passos que são dados pela camarilha hoje no poder. E essa sociedade manifesta-se ruidosamente ao notar que alguns limites estão sendo ultrapassados.
Dentre outras organizações argentinas que se opõem "de verdade" ao governo, além de partidos políticos — diferentemente daqui onde as "oposições" não passam de ramos da mesma quadrilha, ou de comunistas disfarçados com diferentes nomes (socialista, trabalhador, popular, democrático, etc) ou de simples malfeitores interessados somente no acesso às burras públicas (no popular: ladrões)  existe na Argentina a ASSOCIAÇÃO DE FAMILIARES E AMIGOS DOS PRESOS POLÍTICOS DA ARGENTINA (AFyAPPA), formada por "familiares y amigos de miembros de las Fuerzas Armadas, de Seguridad, Policías y Personal Civil, que se encuentran injustamente detenidos y/o procesados, por haber cumplido con el sagrado deber de defender a la Patria durante la Guerra contra el Terrorismo en la Década del 70".
No dia 06 Out 08, na comemoração do Dia Nacional de Homenagem às Vítimas do Terrorismo, promovido pela AFyAPPA na Plaza San Martin, em Buenos Aires, entre outras atividades, foi exibido um vídeo alusivo aos crimes cometidos pelo terrorismo.
Observe que, lá como aqui, os "jovens idealistas" eram insanamente violentos e sem escrúpulos na perseguição aos seus oponentes. E queriam ser tratados com ternura.
Mas o povo argentino não se deixa enganar facilmente. Assim como estão sendo processados os "militares torturadores", a população já está se movimentando para que os processos cheguem aos "lutadores pela libertação". Assista:
"Acto de homenaje a las victimas del terrorismo"
Plaza San Martin 2008 - Video que alli se exhibio

Vemos, assim, que temos muito o que aprender com nossos vizinhos portenhos!!
Fontes:  AFyAPPA e SINCENSURA.TV

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Prohibido Preguntar

ECHAN A CHRISTIAN SANZ EN CONFERENCIA DE HIJO DE JULIO LÓPEZ
El jueves 18 de septiembre de 2008, se cumplieron dos años de la desaparición de Julio López. Por tal motivo, su hijo Rubén organizó una conferencia de prensa en la calle 137 entre 60 y 61, de la ciudad de Los Hornos, La Plata.
Con unos pocos medios de prensa presentes y la insólita organización del periodista Alfredo Silleta, otrora especialista en sectas, este cronista estuvo en la conferencia, la cual dio comienzo a las 19.30 hs.
Las primeras preguntas fueron retóricas y hasta innecesarias: "¿Cómo te sentís?", "¿Crees que tu papá esta vivo?". En esa línea se plantearon todos los interrogantes — con respuestas obviamente previsibles —, a lo cual se sumaron las declaraciones vacías del propio Rubén López:
— "La búsqueda continúa como desde el primer día".
— "A mi viejo lo busco con vida y ojalá lo pueda encontrar".
— "(La policía y la Justicia) están haciendo cosas, pero todavía mi padre no apareció con vida ni se encontraron a los responsables de su detención".
Así se desarrolló la conferencia, sin mayores novedades ni emociones ... hasta que este periodista comenzó hablar.
"Yo quisiera saber por qué nunca me respondiste los ofrecimientos de evidencia que te hice y que prueban que el gobierno de Néstor Kirchner estuvo detrás de la evaporación de tu padre", fue lo primero que dije.
Rubén López resopló con incomodidad y esquivó la respuesta: "Mirá Sanz, lo que vos ofreciste está en la causa judicial". Nada comentó acerca de su falta de respuesta a mis reiterados ofrecimientos.
Luego de una serie de vacuas preguntas de otros colegas, insistí: "¿Por qué no se profundiza la 'pista Atalaya'?". La respuesta fue nuevamente a desgano: "Lo de Atalaya se está investigando. Informáte mejor".
Cabe a esta altura abrir un paréntesis para explicar de qué estamos hablando. Cuando Julio López se evaporó el 18 de septiembre de 2006, no pocos testigos lo vieron caminando por las calles de la localidad de Atalaya. No estaba secuestrado ni parecía presionado por nadie.
Es dable recordar que, el 23 de septiembre de 2006, se hizo un rastrillaje en la finca de un funcionario justicialista llamado Rubén Darío Durso. Allí, dos perros detectaron el rastro de Julio López en un colchón donde este habría dormido durante varios días y ladraron cuando se les hizo oler una gorra gris con visera y un pantalón jogging gris de marca Adidas.
Los policías que llevaron adelante la medida, Adrián Badano y Eduardo Pérez, fueron conminados inmediatamente a suspender el operativo luego del hallazgo.
En el mismo sentido, existe media docena de testigos que dan fe del paso de Julio López por Atalaya, uno de ellos es Rodolfo Buzeta, entrevistado oportunamente por este periódico y fallecido hace unos meses. Buzeta juró haber visto a López un día después de su desaparición: el 19 de septiembre a las 9 de la mañana. ¿Dónde lo vio? cerca del Camino de los Silos, una bifurcación de la ruta 11 para ingresar a Atalaya o la localidad de Magdalena.
Volvamos ahora a la conferencia de Rubén López, donde insistentemente intenté conseguir una respuesta concreta por parte de la familia y no lo logré. "¿No evaluaron la línea de que tu papá se haya ido de manera voluntaria? Vos sabés que ese día, por cómo se vistió, se preparó para no volver", sugerí.
Sin mirarme, con evidente enojo, Rubén aseguró que "se va a investigar todo lo que haya que investigar". Insistí con elocuencia: "esto es una gran mentira, acá está todo armado y vos lo sabés".
No hubo oportunidad de decir mucho más: con gran malhumor, el hijo del desaparecido Julio López dio por terminada la conferencia. Los medios se acercaron a hablar informalmente con él y yo hice lo mismo: "¿vos sabés que el Gobierno del entonces presidente Néstor Kirchner está seriamente comprometido en la desaparición de tu papá?".
Fue el punto de ebullición: Mientras se acercaba a mi persona con intenciones de golpearme, Rubén me echó en cara haber sido "irresponsable" por haber asegurado a los medios que la familia López se había borrado durante las primeras semanas, inmediatamente después de la desaparición de Julio ídem.
Como era de esperar, fui invitado a "retirarme" del lugar, lo cual hice sin dudar y con gran enojo a cuestas. El sostenimiento de la mentira, a esa altura, era insoportable.

Finalmente, preguntas sin respuestas
Los dos años de investigación de la desaparición de Julio López parecen haber servido sólo para acumular miles de fojas reunidas en 26 cuerpos, 70 anexos y 48 legajos en los que se mezclan declaraciones testimoniales, documentación con los resultados de más de 500 rastrillajes, y pistas falsas que desviaron la investigación.
En tal contexto, la familia se ha manejado, por lo menos, sospechosamente. Junto con el gobierno kirchnerista y el juzgado a cargo de la causa, Rubén López debería responder varias preguntas:
— ¿Por qué el hijo del desaparecido albañil aseguró que se juntaba una vez por semana con el juez Arnaldo Corazza, mientras que funcionarios de su mismo juzgado juran que no es verdad?
— ¿Por qué la familia no hace marchas ni participa de ellas?
— ¿Por qué jamás se interesaron en la evidencia ofrecida por este medio y que demuestra que el kirchnerismo tiene demasiado que ver en la "evaporación" de Julio López?
— ¿Por qué la familia posee teléfonos celulares entregados y mantenidos por la SIDE? ¿A cambio de qué se han entregado esos aparatos?
— ¿Para qué se insiste en allanar el penal de Marcos siendo que jamás se ha encontrado evidencia alguna? ¿Por qué el secretario del juzgado, Edgardo Duró, aseguró a este medio que "nos exigen seguir ciertas líneas de investigación que no conducen a nada"?
— ¿Por qué el kirchnerismo se ha negado a crear una comisión especial que hiciera un seguimiento de esta causa de acuerdo a lo propuesto por la diputada Nora Guinzburg (1)?
— ¿Qué papel le cabe a Nilda Eloy en el "armado" de la declaración de Julio López y su posterior desaparición?
— A qué se debe que la familia López haya designado a un abogado tan oscuro como es Alfredo Gascón Cotti, defensor de corruptos de alto vuelo (2)? ¿Quién paga sus costosísimos honorarios?
La mentira por la desaparición del anciano albañil ha llegado a un nivel tal, que no puede sostenerse más. La sociedad comienza a desconfiar de la información oficial y la incomodidad se apodera de ciertos "cómplices" de la trama. Lo mismo comienza a ocurrir con los medios de información, que cuestionan lo que se ha dicho hasta ahora.
Enhorabuena. Es hora de hablar con la verdad, por más dolorosa que esta sea.
Christian Sanz
(1) Ver Periodico Tribuna-Articulo=2817
(2) Ver De Igual a Igual

Prisão de Marcos Valério Visa Desgastar Lula

por Jorge Serrão
Aproveitando que o desgoverno petista anda baratinado com a “marola” econômica que sacode os mercados financeiros, a Polícia Federal prendeu hoje empresário Marcos Valério, que responde a ação no Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão, no qual é acusado de ser operador do esquema. Valério cansou de advertir que, se fosse preso, levaria mais gente com ele. Era a senha para se manter livre até hoje. O seu recado era para cima, na direção do Palácio do Planalto.
Em meio à crise, Lula pode ser alvo de uma ação psicológica para desgastá-lo. Novas “surpresas” podem pipocar. Incluindo Marcos Valério foram presas hoje 17 pessoas em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Segundo investigações da Polícia Federal, o grupo criminoso é composto por empresários, despachantes aduaneiros, advogados e policiais civis e federais. Todos praticavam extorsão, fraudes fiscais e corrupção.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou que a Operação Avalanche tenha qualquer vínculo político partidário: É uma operação normal, com delitos normais, que, segundo informações que me chegaram da operação, não tem qualquer vínculo com qualquer atividade partidária ou política”. O motivo pelo qual Tarso fez tal ressalva sobre a prisão de Valério e companhia é que não ficou claro.
Fonte: Alerta Total 
COMENTO: Será que que essa "operação normal, com delitos normais" — já chegamos ao ponto de delitos serem considerados "normais" — tem algo a ver com a certeza revelada ontem de que a decisão sobre o próximo candidato petista ao cargo de Presidente da República já foi tomada?? E Marcos Valério? Cumprirá sua promessa de "entregar o jogo"?? Eis uma boa oportunidade de algum delegado da PF, Procurador Público ou Juiz sério (se é que ainda se pode encontrar algum) oferecer uma boa negociação de "delação premiada" ao carequinha mineiro.

Delenda Est Legionis!

por Heitor De Paola
Delenda est Cartago!
Com esta frase (Cartago precisa ser destruída!), que se tornou proverbial, Catão, o Velho, terminava seus discursos no Senado Romano. Embora as duas partes estivessem em paz desde o fim da Segunda Guerra Púnica, Roma não conseguia ficar tranqüila, pois mesmo com todos os embargos e imposições que o tratado de paz fixado entre as duas cidades na última guerra, Cartago, superando todas as adversidades, voltara a prosperar. Catão advertia que o perigo continuava, depois de ter visitado Cartago e de lá trazer frutas que mostravam o reerguimento do inimigo. O tratado impedia Cartago de fazer a guerra a qualquer nação sem autorização do Senado, mesmo se atacada, e Roma preparou um ardil para justificar seu ataque e o desencadeamento da Terceira Guerra Púnica. Desencadeada em 149 a.C. terminou com a total destruição de Cartago e seu solo foi salgado para que nada mais nascesse lá.
Esta lembrança vem a propósito da campanha de ódio desencadeada  na verdade, nunca suspensa, sempre esperando as melhores oportunidades — pelo dois últimos governos contra as Forças Armadas, particularmente o Exército. Já se viu que uma nação que governa contra suas próprias forças armadas vai mal e tende à autodestruição. A experiência foi terrível nos Estados Unidos com a campanha contra a Guerra do Vietnam e a retirada das tropas desmoralizadas exatamente quando estavam perto da vitória. Fui testemunha do desprezo com que eram tratados os bravos soldados que defenderam seu País com o próprio sangue. Em visita ao Memorial dos mortos da guerra em Washington, D.C., em meio às lágrimas dos familiares vi veteranos aleijados esmolando e passando uma lista de assinaturas para pedir maior assistência por parte de um governo que os abandonara. Anos mais tarde vi o renascimento do orgulho nacional da era Reagan. Depois de levados novamente a realizar atos temerários que deram errado nos oito anos Clinton, Bush levantou novamente sua moral no Iraque e no Afeganistão.
Interessante notar que a Segunda Guerra Púnica teve como um dos seus Generais mais importantes Quintus Fabius Maximus Verrucosus, o Cunctator ('retardador') que jamais enfrentou as tropas de Aníbal de frente, sempre negando batalha. Dele deriva o nome da Sociedade Fabiana à qual pertence o primeiro Presidente a atacar nossas Forças Armadas, FHC. Tipicamente fabiana foi a decisão de deixar para Lula vetar a modernização da Força Aérea, o Projeto FX, que FHC teria vetado de qualquer modo. Mas retardando ao estilo fabiano e deixando para o próximo governo, saiu de bonzinho e não enfrentou diretamente o inimigo. Foi dele a iniciativa de abrir os processos de indenização das "vítimas da ditadura", um monte de terroristas e parasitas aproveitadores. Mas, o serviço mais porco, mais uma vez ficou para Lula!
Em dois artigos anteriores (aqui e aqui) já abordei este tema como um estratagema para dividir as Forças Armadas ou para dar a falsa impressão de revanchismo. Também Olavo de Carvalho abordou o tema de sua forma contundente usual.
Existem outros aspectos pelo quais o assunto deve ser abordado. Um deles, que se refere simbolicamente ao Vietnam, foi a ida de Lula e grande entourage a Ho Chi Mihn City e sua lacrimejante visita ao nonagenário Vo Nguyen Giap com todos os salamaleques comuns entre terroristas comunistas e com direito a apresentação de sua provável candidata Dilma Roussef, uma "admiradora" do velho General. As palavras de Lula foram eloqüentes: um panegírico abjeto e rasteiro ao chefão comunista que teria "derrotado" os americanos. Estes, como sempre, nem interpretaram a viagem como uma declaração de guerra, que agora foi desencadeada pelos aliados do Foro de São Paulo Morales e Chávez. Nunca deve ser esquecida a frase de Che Guevara: 'é preciso criar vários Vietnans na América Latina', o que começa a ocorrer agora com a indefectível aliança com os russos cuja presença na Venezuela, inclusive com cruzadores nucleares e bombardeiros estratégicos TU-160. (É estranho o silêncio dos nacionalistas e de nossos militares que tanto se preocuparam com a reativação da IV Frota Americana na região).
O segundo ponto é o uso de falsos testemunhos de "torturados" e familiares, o que repete situações passadas como, por exemplo, no caso Herzog. A denúncia do três mosqueteiros, Sobel, Arns e Wright ficou provada recentemente como sendo um fake pois nenhum dos três sequer viu o corpo da vítima. Denúncias baseadas em depoimentos secretos levantaram parte da intelectualidade brasileira contra o DOI-CODI, o que é mentira porque a prisão de Herzog foi no DOPS. Da mesma forma o caso Zuzu Angel, baseado exclusivamente em suposições delirantes e fantasiosas a respeito de um atentado por parte do Exército.
Criados os heróis é preciso criar também os vilões, pois acusações generalizadas contra o Exército não têm abalado a confiança da população nesta instituição — todas as pesquisas de opinião mostram um índice de confiança acima de 75%. O papel foi atribuído principalmente ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Para isto levantam-se "experts" da ONU e o onipresente Juiz espanhol Baltazar Garzon, e toda a Nova Ordem Mundial interferindo em nossas leis e querendo levar este e outros casos para o Tribunal Penal Internacional.
Fonte:  Jornal INCONFIDÊNCIA
COMENTO: Infelizmente, a tarefa de criação de vilões têm recebido o auxílio de membros do poder judiciário que aceitam simplesmente os testemunhos das supostas vítimas como provas suficientes em processos contra o Coronel Ustra, ignorando os depoimentos de defesa e a falta de provas concretas. Assim, deve ter ocorrido no processo em que ele foi condenado ontem, noticiado amplamente como uma vitória dos antigos terroristas, que "Fechou uma porta do passado e abriu outra, a do começo do fim da impunidade", conforme a guerrilheira Criméia Alice Schmidt de Almeida, dando a entender que novos processos deverão ser iniciados.
A estória que deu origem ao processo, segundo o Cel Ustra, ocorreu da seguinte forma:
"Ao final de dezembro de 1972, a gráfica clandestina do PCdoB foi localizada e ‘estourada’. Os responsáveis por esse ‘aparelho de imprensa’ eram Maria Amélia Teles e seu marido César Augusto Teles. Na ocasião, estavam com eles os dois filhos do casal — Janaína, de 5 anos, e Edson Luis, de 4 anos, além de Criméia Schmidt de Almeida, irmã de Maria Amélia, que se fazia passar por babá das crianças. Os adultos foram presos e as crianças, como não poderiam ficar sozinhas na casa, foram conduzidas para o DOI. Ao chegarem, entrevistei o casal e lhes disse que as crianças não poderiam permanecer naquele local. Perguntei se tinham algum parente em São Paulo que pudesse se responsabilizar por eles. Responderam que as crianças tinham tios em Minas Gerais. Pedi o telefone deles para avisá-los do que acontecia e indagar se poderiam vir a São Paulo para receberem os dois filhos do casal. Feito o contato, esses familiares pediram alguns dias de prazo para viajar à capital paulista. Decidi que, enquanto aguardávamos a chegada dos tios, as crianças permaneceriam sob o cuidado do Juizado de Menores. Nesse momento, Maria Amélia e César Augusto pediram para que seus filhos não fossem para o Juizado. Uma policial militar, que assistia ao diálogo, se ofereceu para ficar com Janaína e Edson Luis até a chegada de seus tios, desde que os pais concordassem com o oferecimento, o que foi aceito na hora pelo casal. Movido mais pelo coração do que pela razão, achei que essa era a melhor solução. As crianças foram levadas para a casa da agente. Para que não sentissem a falta dos pais, diariamente eram conduzidas ao DOI para ficar algum tempo com eles. Isso se repetiu até a chegada dos parentes. Nesse dia, Janaína e Edson Luis foram entregues aos seus tios, na presença dos pais. Em abril do corrente ano, fui surpreendido com uma Notificação Judicial onde, em uma extensa acusação de 46 páginas, eu era acusado dos crimes de tortura, seqüestro, cárcere privado dessas crianças e de tortura de seus pais e de sua tia Criméia."
Houvesse o Cel Ustra entregue as então crianças ao Juizado de Menores, talvez tivessem sido melhor criadas, evitando que fossem nos dias atuais depor contra aquele militar, alegando torturas recebidas (memória prodigiosa daquelas crianças de 4 e 5 anos de idade).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Atitudes Dignas

por Emerson Rogério de Oliveira
Jornal O SUL, de 04 Out 2008
Relembro um fato inédito que chamou a atenção dos presentes à cerimônia de entrega de medalhas, realizada no dia 25 de Agosto de 2005, por ocasião das comemorações do Dia do Soldado, em Brasília. Com a presença de Ministros de Estado, Comandantes das Forças Armadas, convidados e familiares, foi entregue a Medalha do Pacificador. 
Depois do
dispositivo pronto, um senhor idoso, apoiado em uma bengala, vestindo roupas escuras e gravata preta, portando em seu peito a Medalha do Pacificador, atravessou toda a frente do dispositivo até o local onde estava a autêntica espada do Duque de Caxias. Com lágrimas nos olhos, retirou a medalha do peito, elevou ao alto, à frente, à esquerda e à direita. Depois de beijá-la, colocou-a no seu antigo estojo e a depositou aos pés da coluna onde estava a espada de Caxias.
Voltou, passou silenciosamente pela frente do dispositivo, indo sentar-se na arquibancada de cimento, diante do palanque.

Perguntado por que devolveu a medalha, respondeu que ela havia sido desonrada e desprezada, em flagrante desrespeito à figura do insigne patrono do Exército, o Duque de Caxias, por já ter sido distribuída a pessoas que não mereciam tal honra. Disse mais, que, se a recebeu num ato solene, seria justo devolvê-la também num ato solene.
Esse senhor idoso é o Coronel de Infantaria Reformado/Inválido Cícero Novo Fornari. Na época tinha 74 anos, desses, 43 de serviços prestados ao Exército e à Pátria.
A imprensa divulgou o fato em poucas linhas, mas eu o destaquei pela sua atitude digna e corajosa em meu livro Trincheiras Abertas, que lhe chegou às mãos por um amigo. Em dia recente, ligou-me de Brasília, onde mora, para agradecer-me e perguntar-me se eu tomara conhecimento do que lhe aconteceu depois daquele fato. Respondido que não, contou-me que, durante um passeio com a esposa pelas ruas de Brasília, resolveu entrar em uma loja de antiguidades — uma mistura de velhos objetos com brechó. Apoiado pela bengala visitava prateleiras e balcões, olhando as mais variadas quinquilharias e artigos ali expostos, parando em frente a uma redoma de vidro onde estavam diversas medalhas militares, cuidadosamente alinhadas num feltro verde. Atento, o dono da loja aproximou-se, cumprimentou-o e passou a discorrer sobre o histórico das medalhas, as suas origens, quem as mereciam ..., e, por fim, perguntou se ele desejava comprar uma. Apesar de não ter obtido resposta, sabia que iria negociar com aquele homem calado, pois já vira aquele brilho nos olhos de muitos clientes. Abriu a tampa da redoma e continuou com a explicação, mostrando-lhe a medalha da Primeira Guerra Mundial, da Segunda, do Serviço Amazônico.
Tentava cativar aquele cliente que parecia paralisado, que ainda não abrira a boca, mas também não tirara o brilho dos olhos, e, então, o vendedor apontou o dedo para uma Medalha do Pacificador e perguntou se ele lembrava do caso daquele Coronel do Exército que devolveu a sua Medalha do Pacificador numa cerimônia em Brasília, depositando-a junto à espada de Caxias, sob o olhar e o silêncio dos presentes. 
O Coronel levou um choque. Ergueu a cabeça para aquele homem gentil e educado, que evocava lembranças de um fato da sua vida. Valeu-se da bengala para melhor firmar as pernas trêmulas das muitas jornadas, e contendo a emoção falou pela primeira vez desde que entrara naquela loja: "Não me lembro, mas deve ter sido um velho "gagá", meio maluco, pra fazer isso!"
Surpreso, o dono da loja retrucou-lhe com veemência, dizendo que ele estava enganado, pois o Coronel era um homem honrado e tomou uma atitude digna naquele dia, uma vez que essa medalha passou a ser concedida a pessoas que não preenchiam os requisitos para tal, perdendo, assim, o seu valor.
O Coronel sorriu, mostrou-lhe a identidade, e disse-lhe: "Pois saiba o senhor que esse Coronel está à sua frente. Fui eu quem devolveu a medalha".
O coitado do homem ficou pasmo, olhou para a identidade, olhou para o Coronel e, num gesto largo e espontâneo, abraçou-o. Imediatamente pegou a medalha, empertigou-se, esboçou um gesto solene e prendeu-a no peito do Coronel, dizendo-lhe: "Ela é sua! Estou devolvendo-a para o lugar de onde nunca deveria ter saído".
A surpresa agora era do velho e experiente militar. Quis impedir-lhe o gesto, mas não conseguiu. Tentou pagar-lhe o valor da medalha, também não conseguiu. E o vendedor, com um sorriso largo, disse-lhe: "Coronel, o senhor mereceu essa medalha pelo seu trabalho e dedicação à Pátria. Estou feliz por devolvê-la".
Os dois velhos emocionados se abraçaram. O Coronel agradeceu-lhe, juntou-se à mulher e, com passos lentos, auxiliados pela bengala, retirou-se da loja, levando a sua Medalha do Pacificador no peito. Certamente também levava os olhos marejados. 
Atrás dele, um homem feliz pelo resgate que fizera naquela tarde observava-o partir, tendo a certeza de que aquele foi o seu melhor negócio do dia.
Gesto isolado, sem pompa e sem testemunhas. Mas nobre e grandioso, porque esculpido na dignidade das suas atitudes, provando que os valores morais são cultuados por homens, não por sombras. Nem tudo está perdido. 
Emerson Rogério de Oliveira
Militar Reformado e Escritor

O Que é o Midia Sem Máscara?

Mídia Sem Máscara é um website destinado a publicar as idéias e notícias que são sistematicamente escondidas, desprezadas ou distorcidas em virtude do viés esquerdista da grande mídia brasileira. Embora sem recursos para promover uma fiscalização ampla, Mídia Sem Máscara colhe amostras, que por si só, bastam para dar uma idéia da magnitude e gravidade da manipulação esquerdista do noticiário na mídia nacional.
O fenômeno do controle esquerdista já vem durando tanto tempo, são tantos os fatos que foram sonegados do público ao longo de mais de vinte anos, que torna-se tão importante restaurar o passado quanto denunciar o presente. Estamos tão preocupados com os jornais velhos quanto com os jornais do dia. Afinal, a acumulação do que os jornais velhos disseram forma o fundo de crenças que constitui a base de julgamento das notícias do dia. Não adianta corrigir esta ou aquela notícia em particular, se os critérios consolidados por uma longa repetição de mentiras já embotaram a sensibilidade do público.
Mas os exemplos são em quantidade ilimitada. Desde a década de 80 os brasileiros estão privados de informações, por exemplo, sobre tortura e mortes de prisioneiros em Cuba, sobre as contínuas fugas de funcionários importantes do regime cubano, sobre o envolvimento pessoal de Fidel Castro no tráfico de drogas etc. Estão privados de informações sobre os contínuos preparativos da China para uma guerra nuclear, sobre o apoio da Rússia e da China aos movimentos terroristas, sobre as novas e mais temíveis funções da KGB etc. Estão privados de informações até mesmo sobre a direita norte-americana, cujos atos e palavras só nos chegam na sua versão monstruosamente distorcida fabricada pelos Clintons et caterva. Estão privados de informações sobre praticamente tudo o que os historiadores descobriram, ao longo de mais de uma década, em pesquisas nos arquivos de Moscou.
A simples enumeração desses temas ausentes na nossa imprensa já basta para provar: na grande mídia brasileira não existe jornalismo nenhum. Existe apenas manipulação a serviço da esquerda.
Essa manipulação é geral e não está limitada aos militantes ou colaboradores de um partido. A corrente que nos domina hoje é constituída da totalidade da oposição esquerdista dos anos 70, que se diversificou em agremiações distintas para poder mais facilmente dominar o conjunto sem dar uma impressão demasiado flagrante de controle monolítico. Mas o controle monolítico existe. A uniformidade da censura seletiva nos vários jornais e canais de TV é evidente demais para que alguém possa negá-la com honestidade. Mais notável ainda é a unanimidade das reações da imprensa diante de qualquer ameaça comum ao esquerdismo dominante. Como a última campanha eleitoral para presidência demonstrou, as várias facções da esquerda estão separadas apenas por picuinhas, mas cada vez mais unidas no propósito de caluniar, criminalizar e excluir do processo político qualquer coisa que seja ou pareça direitista.
O movimento comunista sempre teve, dentro de suas fileiras, uma divisão entre esquerda e direita. Isso faz parte até do vocabulário historicamente consagrado com que os líderes do Partidão rotulavam as dissidências internas: “desvio pequeno-burguês de esquerda”, “revisionismo de direita”, etc. A esquerda brasileira se prevalece da total ignorância popular sobre a história do movimento comunista para nos impingir, a título de “direita”, a sua própria ala direita, isto é, o tucanato. Tudo o que esteja portanto à direita do tucanato já não é uma direita legítima — é uma facção marginal, criminosa, que deve ser reprimida, calada e excluída da vida pública … em nome do pluralismo e da democracia.
Toda a mídia nacional é instrumento dócil a serviço dessa manobra. O pior é que, ao mesmo tempo, os jornais que a isso se prestam são ainda rotulados de “conservadores” pela própria esquerda, que assim se serve gostosamente de instrumentos “acima de qualquer suspeita”.
Em muitos outros países há também um controle esquerdista da mídia. Mas em parte alguma ele é completo e abrangente como no Brasil. Em toda parte há jornais, revistas, estações de rádio e TV, teses acadêmicas e sobretudo livros, muitos livros que denunciam o estado de coisas, lutam para mudá-lo e com freqüência o conseguem. A derrota da CNN, que baixou para menos da metade da audiência da conservadora FoxNews graças às denúncias do jornalista Brent Bozell, é um exemplo de como é possível cortar ao menos alguns braços do Leviatã.
No Brasil, os poucos que tentam enfrentar essa situação são vítimas do ódio, da covardia e da mesquinhez dos expedientes a que homens poderosos têm recorrido para os calar. A má vontade surda e cega — quando não a ironia e a chacota — que os indiferentes e alienados opõem aos seus esforços, são indescritíveis.
O que torna as coisas ainda mais difíceis é que nos últimos anos o estímulo geral à expressão de crenças esquerdistas encorajou todos os analfabetos do país a dar opiniões. Cada um deles, armado do sentimento de certeza que lhe infunde o fato de estar do lado da maioria falante, recorre com a maior sem-cerimônia ao argumentum ad ignorantiam ("isso nunca chegou ao meu conhecimento, portanto isso não existe") e é reforçado nesse vício pela totalidade da mídia que lhe sonega, precisamente, os conhecimentos que ele não deseja ter.
Será preciso mais do que esse hábito generalizado para explicar o descenso abissal das capacidades intelectuais no país, justamente na década em que as verbas de “educação” foram centuplicadas, a indústria livreira progrediu formidavelmente, o ensino universitário cresceu como nunca e já não há mais de dois ou três por cento de crianças fora da escola primária? Não, os brasileiros não estão emburrecendo por falta de livros, jornais ou escolas. Estão emburrecendo porque em vez de educação e informação receberam propaganda esquerdista e se acostumaram a identificá-la com a cultura e a inteligência.
Contra tudo isso, quê podemos fazer? Mídia Sem Máscara é composto de colaboradores que trabalham de graça, por generosidade, patriotismo e senso do dever. Os assuntos abordados em Mídia Sem Máscara versam desde política e economia até cultura geral e religião. Aqui você encontrará resenhas de livros, traduções de notícias e artigos inéditos no Brasil, análises econômicas e reproduções de alguns trechos da mídia nacional que passam despercebidos aos olhos do grande público.
Pouco nos importa a desproporção de forças. Quando os grandes se acovardam, os pequenos têm de dar o exemplo.

Editor: Olavo de Carvalho
Redação: Paulo Diniz Zamboni e Gerson Faria

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Por Que Temos Vergonha dos Nossos Espiões

por Ricardo Amaral
O Brasil tem 1.400 agentes secretos e não sabe o que fazer com eles. Não sabe porque não levou a sério um problema que todos os países têm de enfrentar um dia: a segurança do Estado e o papel dos serviços de inteligência. Há agentes secretos por todo o planeta. Podem ser úteis, mas nunca são populares. Inspiram repulsa por ser espias, dedos-duros, aves de rapina. Os nossos não são falcões nem abutres. São arapongas. São patéticos.
O Brasil é uma das mais dinâmicas economias do mundo. Fazemos negócios com quase todos os países. Temos recursos naturais estratégicos, setores de excelência tecnológica na indústria e na agricultura. Temos o privilégio e o ônus de incorporar a maior parte da Amazônia — e temos alguns vizinhos em situação de instabilidade. São razões, nenhuma delas imprevisível, para investir num serviço de inteligência digno do nome. Razões para proteger o Estado e a democracia que construímos.
Por vários motivos, não tratamos o tema com profundidade no momento adequado — a Assembléia Nacional Constituinte, há 20 anos. O ímpeto democratizante dos constituintes não foi o bastante para enfrentar um dado daquela conjuntura: mesmo derrotados politicamente, os militares ainda exerciam forte influência no governo José Sarney (a posse do presidente civil, com a morte de Tancredo Neves, foi decidida pelo ministro do Exército, Leônidas Pires). Inteligência e segurança do Estado eram assunto para generais. O tabu ficou intocado com a preservação do Serviço Nacional de Informações e da Lei de Segurança Nacional.
Havia outro motivo para que o assunto fosse esquecido: 21 anos de ditadura acabaram provocando, no imaginário político brasileiro, uma nefasta confusão entre Inteligência e repressão, entre autoridade e arbítrio. A sociedade se recusou a discutir o problema, como se Inteligência e segurança não fossem tão necessárias numa democracia quanto eram vitais para o governo autoritário. Da mesma forma, nunca promovemos um debate real sobre o papel das Forças Armadas.
O Brasil nunca discutiu seriamente como deve funcionar a Inteligência na defesa do Estado democrático.
Essa atitude evasiva permitiu que o ex-presidente Fernando Collor de Mello decretasse, demagogicamente, a extinção do SNI, em 1990, sem colocar nada sólido no lugar. Os remanescentes da “comunidade de informações” continuaram agindo sem controle, mesmo depois da criação da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN dos 1.400 arapongas, em 1997. A criação da agência, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi uma idéia bem-intencionada, mas de resultados cosméticos. Pode-se dizer o mesmo do Ministério da Defesa, uma obra em construção. Até a posse do ministro Nelson Jobim, no ano passado, os Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica despachavam com o presidente como se fossem ministros. Não são, mas convencê-los disso é parte do ofício de Jobim.
A tarefa de construir um aparelho eficaz e democrático de Inteligência e segurança do Estado fica mais difícil à medida que a ABIN se confunde com seus malfeitos. Cada relatório estúpido e cada ação arbitrária dos arapongas — como as campanas ilegais em parceria com a Polícia Federal na Operação Satiagraha — contribuem para desacreditar a atividade. Na raiz do problema está a falta de legitimidade do aparato de segurança do Estado, que não é fruto de um momento especial, como foi a Constituinte, nem de uma discussão com o Congresso e a sociedade sobre seus objetivos e limites. Para que precisamos de Inteligência? A quem prestará contas? Qual o limite entre a segurança do Estado e o direito do cidadão?
O presidente Lula nunca leu um relatório da ABIN. Já está no quinto diretor-geral da agência e deve continuar improvisando. O governo FHC não se saiu melhor. Quem não se lembra das fitas da privatização das teles, que a ABIN achou “embaixo de um viaduto”? Não é necessário dividir o mundo e o país entre amigos e inimigos, comunistas e capitalistas, para organizar um bom serviço de Inteligência. O primeiro passo é não ter vergonha de enfrentar o problema. Afinal, uma das obrigações do Estado democrático é se defender — para poder defender os cidadãos.

Crise e Fanfarronices

"O BRASIL NÃO SENTIRÁ A CRISE"
(Dr Lula da Silva, "o economista")
por Jarbas Passarinho
A sucessão periódica de crises da economia mundial faz renascer o debate ideológico e dá lugar às previsões contrastantes entre masoquistas e otimistas exacerbados dados às bazófias. A crítica fundamental de Marx, ao capitalismo, previa seu colapso, porque trazia no seu imo contradições que proviriam das leis irredutíveis do desenvolvimento econômico. Freariam, com o tempo, as forças produtivas, sem as quais seria impossível expandir a economia. Excelente analista do capitalismo liberal, não imaginou que o capitalismo evoluiria, criando os bancos centrais, os multilaterais, os fundos de pensão, o FMI e as sociedades anônimas. Errou na profecia, a mais ingrata das profissões. Bobbio, citando outro escritor, advertiu: “A arte do profeta é perigosa e é melhor ficar longe dela”. Machado de Assis ironizou o que teve origem nas Sibilas de Cumas, num de seus apreciados contos, A cartomante, de final inesperado e trágico.
Nosso presidente, se os leu, discrepou, cedendo à profecia que tem sido desmentida com freqüência e produzido fanfarrões. Quando a crise se instalou nos Estados Unidos, ele aproveitou para fustigar Bush, recomendando tratar melhor do seu país. Que imitasse o Brasil, cuja situação econômica o torna inatingível à crise americana. O Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz discordou da bravata. Ensinou que “a economia mundial é interdependente, os mercados são voláteis e em um mundo onde cada um tem suas obrigações, ninguém está a salvo”. Lula, todavia, aborrece o realismo e insistiu, conquanto menos eufórico, que “a crise não atravessaria o Atlântico”. Não deve ter sido o mesmo pensamento o do Meirelles, presidente do Banco Central, ao recomendar cautela quanto ao otimismo. De fato, a crise atravessou o Atlântico e instalou-se na Europa. A mídia afirmava que o Brasil fora afetado pelo menos de duas maneiras: a perda das linhas de crédito, das empresas exportadoras nacionais, no mercado externo, e a necessidade de o Banco Central leiloar bilhões de dólares, das reservas, com dois objetivos. Um, a compensação da falta de crédito externo das exportadoras. Outro, tentar impedir o crescimento da cotação do dólar e assim evitar vultoso déficit na balança comercial.
Ademais, duas empresas de grande porte, a Sadia e a Aracruz, que apostaram na continuação da queda da cotação do dólar no mercado futuro, perderam cada uma delas mais de US$ 700 milhões. O presidente já não podia esconder na peneira do otimismo o sol da verdade. O Brasil já estava afetado pela crise, mas debitou o prejuízo das empresas citadas “à ganância e ao risco de jogada de cassino”. Os bancos menores cessavam de contratar crédito consignado aos ativos e aposentados servidores públicos por falta de recursos para esse fim. Bancos tradicionais da América continuavam a quebrar e a levar o pânico ao mercado asiático, sobretudo em Hong Kong. Contrariando a expectativa de Lula, não só a crise atravessara o Atlântico, chegando à Europa, como atingira o Pacífico e o Mar da China.
O presidente passou então ao que lhe é mais familiar e costumeiro, com grande repercussão popular. Atacou os Estados Unidos, preferentemente na figura do presidente Bush e sua política econômica. Eles fazem a burrice lá e nós temos de pagar por isso, disse em outras palavras, com o mesmo sentido crítico. Quando, porém, a economia americana ia bem, nos seis anos que governa, beneficiou a nossa política econômica. Aproveitou-se para fazer crescer as reservas, tão úteis no nível que têm hoje, e no socorro que tem proporcionado à agricultura, aos bancos e a todos que a falta das linhas externas de financiamento tem prejudicado.
Então, tudo lhe parecia perfeito, e apreciei ler o que dissera a uma revista semanal de grande tiragem: “Basta de atribuir aos países desenvolvidos a culpa pela pobreza dos subdesenvolvidos”. Do mesmo modo, a resposta que deu, em 2006, ao Le Monde em Paris: “Antiamericanismo e revolução são termos arcaicos”. Ao lado disso, a bazófia: “Nos próximos dois anos, o Brasil vai produzir a maior parte do gás que consumimos”. Quase todo ele vem da Bolívia, custando mais caro para atender ao ultimato do “irmão pobre, Evo Morales”. A generosidade tem, porém, um lado comprometedor. Se o reajuste foi justo, prova que os antecessores de Lula praticavam a essência do imperialismo, ao explorar o mais fraco.
Quanto à crise da economia mundial, já não haverá dúvida de que o Brasil, a despeito da sua economia bem conduzida, já vem pagando sua parte nos efeitos indesejáveis. A agricultura, no prazo limite para o plantio da próxima colheita, tem que receber reforço expressivo de investimentos brasileiros, ou a escassez de produção causará inevitável inflação. Os bancos maiores compram as carteiras de crédito dos menores em dificuldade, graças aos bilhões de dólares que o Banco Central liberou, parte do que é retido como compulsório dos grandes, mas aumenta os juros. As ações na bolsa caem dia a dia, porque os correntistas estrangeiros vendem suas ações. O presidente, afinal, se dá conta de que o Brasil não corresponde à bazófia de ser inatingível. Beneficiamo-nos dos bons tempos da economia saudável dos americanos. Agora, já sofremos pela incompetência do companheiro Bush ou se trata de um dos ciclos fatalistas de Marx? Resta um consolo: o Brasil estacionou no ranking da corrupção. Permanece no 72º lugar no mundo, o mesmo de 2007.
Fonte: Correio Braziliense - Quarta-feira, 08 outubro 2008

Exército Brasileiro é Bi-Campeão da 24th Army 10-Miler

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Washington - DC (EUA) - A equipe do Exército Brasileiro sagrou-se campeã da 24 th Army 10-Miler, realizada em 5 Out 08, em Washington. Com saída e chegada no Pentágono, Quartel-General do Exército Americano, o percurso de dez milhas passa pelos principais pontos turísticos da cidade, como por exemplo, o Capitólio. Trata-se da maior corrida militar do mundo em número de participantes, cerca de 30 mil atletas convidados, de países com os quais os EUA mantêm relações diplomáticas. O Brasil venceu a competição, tornando-se bi-campeão.
A Classificação individual foi a seguinte:
Lugar Geral - Sd Reginaldo Campos Júnior
Lugar Geral - Sd Josueldo F. do Nascimento
Lugar Geral - Sd José Gutemberg do Nascimento
Lugar Geral - Sgt Marcelo Vecchi
26º Lugar Geral - Cb Weder Dias do Nascimento
Além da premiação da Classificação Individual Geral e por Equipe houve também premiação dos competidores por faixa etária, e os atletas da equipe do Exército Brasileiro obtiveram o seguinte resultado:
Faixa Etária - 20 a 24 anos
1º Lugar - Sd Reginaldo Campos Júnior
3º Lugar - Cb Weder Dias Ferreira
Faixa Etária - 30 a 34 anos
1º Lugar - Sd José Gutemberg Ferreira
Faixa Etária - 35 a 39 anos
1º Lugar - Sgt Marcelo Vecchi.
Mais informações acesse o site: www.armytenmiler.com.
COMENTO: Como é costume, nenhuma linha sobre o fato pode ser encontrada nos veículos da nossa imprensa.

Lei Existe Apenas Para Otários

por Márcio Accioly
No “paraíso” chamado Brasil, depois das suspeitíssimas urnas eletrônicas registrarem mais um espetáculo de entretenimento para a mundiça geral, eis que nos deparamos com a falta de repercussão de matéria veiculada na Carta Capital, em que o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, sai mais sujo do que poleiro de pato.
No país da galhofa, onde o crime organizado se encontra instalado com várias quadrilhas (assaltando os cofres públicos nacionais sem parar), a situação é grave. Com relação ao STF, não é esta a primeira vez em que se levantam suspeitas contra alguns dos quase deuses que o habitam.
Nós já tivemos, inclusive, a confissão de crime por parte de um seu então presidente, Nelson Jobim, que disse ter enxertado quando deputado, na nossa desmoralizada Constituição Federal, artigos que saíram de sua brilhante cachola e que não passaram pelo plenário. Como é que se pode exigir o cumprimento de leis pelos cidadãos comuns?
O presidente do STF está sendo acusado não apenas de quadrilheiro pela Carta Capital, mas no site do jornalista Paulo Henrique Amorim, o que é dito de Gilmar Mendes deveria ser objeto de investigação e esclarecimento. Vale a pena ler o que tem sido ali publicado.
As acusações contra Gilmar Mendes vêm de longe. Em artigo na Folha de S. Paulo, (08/05/02), o jurista Dalmo de Abreu Dallari, sob o título “Substituição no STF”, disse o seguinte a respeito da ida de Mendes para aquela corte:
Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.
São pilhas e pilhas de denúncias contra o presidente do STF, inclusive a de que assessores seus se encontraram com advogados de Daniel Dantas (num restaurante em Brasília), além da suspeita de que estaria envolvido em negócios escusos no Mato Grosso, liberando a construção de hidrelétricas mal explicadas.
Afinal de contas, como é possível verificar tudo isso? Será que se pretende cair no esquecimento? Como é possível um país, mesmo governado por salafrários dos mais variados naipes, larápios que nunca são atingidos ou impedidos, sobreviver diante de tanta ignomínia?
Na conversa gravada entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o presidente do STF é tranqüilizado com relação à possibilidade de impeachment, bem no auge da crise gerada pela sua determinação para que o banqueiro Daniel Dantas fosse solto pela segunda vez.
Mas a revista Época já havia denunciado na edição do dia 22/04/02 (Dalmo Dallari cita isso em seu artigo), o mesmo tipo de operação irregular que a Carta Capital aponta agora em sua repetição: desvio de dinheiro público para pagamento de cursos numa empresa de sua excelência, o IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público.
Num país de maioria analfabeta, no qual se contam em números isolados os que possuem noção de cidadania, preocupa a ausência de ordem jurídica por falta do cumprimento da legislação por quem deveria ser o primeiro a defendê-la.
A grande imprensa age por conveniência. Quem repercutirá caso dessa natureza, correndo o risco de amanhã ou depois ser punido por alguma instância superior, já que tantos têm o rabo preso? A desmoralização das instituições se generaliza.
Márcio Accioly é Jornalista.