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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sobre a Morte de Alberto Nisman - Cristina Kirshner Envolvida?

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Stiuso: "Os Kirchner tinham Serviços paralelos que lhes 'resolviam' os problemas"
O ex espião falou com La Nación, em sua primeira entrevista desde que regressou ao país
É manhã de domingo. Um homem chega a um bar na Calle Echeverría, em Belgrano. Se senta à mesa do fundo, à esquerda do salão, em uma cadeira que lhe permite ver a porta de entrada. Veste roupa informal: jeans, sapatos e jaqueta esportiva. Abre o diário Clarín e pede dois croissants de manteiga, um café com leite e água sem gás. Passará cerca de uma hora lendo minuciosamente as noticias, com os óculos apoiados na ponta do nariz. Antonio "Jaime" Stiuso parece um homem comum e não um ex agente temido por políticos, juízes e empresários.
O identificamos e nos aproximamos até sua mesa, e ainda que a principio tenha rido ante a proposta de responder algumas perguntas e sido conclusivo ("não falo com a imprensa, somente com a Justiça", disse) finalmente concordou. Quando viu o telefone celular na mesa, reagiu: "¿Por que me gravas?". Depois se tranquilizou quando a jornalista guardou o telefone. Foi se acalmando aos poucos, a medida que se sucediam as perguntas: "¿Como estás?", "¿Quando voltastes?", "¿Como te sentes?". Se permitiu, então, algumas respostas mais concretas. As primeiras à imprensa depois de seu regresso ao país, em fevereiro passado. Afirmou que está "tranquilo" agora que a ex presidente Cristina Kirchner "perdeu seu poder", porque, disse, nem ele nem sua família sofrem mais ameaças. Apontado como armador de "carpetazos" ("finalizamentos" irregulares) contra opositores durante o kirchnerismo, disse que naqueles anos havia um "serviço de inteligencia paralelo" que se ocupava dessa tarefa e do qual, garante, ele não fez parte.
Seu rosto parece muito com o retrato falado difundido pelo então ministro Gustavo Béliz em 2004: o mesmo corte de cabelo, agora um pouco grisalho e magro, com olheiras e um olho caído. Minguém o reconhece: é só mais um lendo o jornal. É difícil não imaginar que ele observou detidamente cada um que tenha adentrado ao bar.
Durante anos, sua relação com o casal Kirchner se manteve em bons termos. O ex presidente havia apresentado Stiuso a Nisman para que trabalhassem ombro a ombro, ainda que o ex agente agora o negue. Uma série de escândalos relacionados com Cristina, em 2014, lhe valeu a acusação de que seria ele quem vazava aquelas informações o que lhe custou a aposentadoria.
Ele lamenta a morte de Nisman, mas acredita que esse desfecho era inevitável: "as gravações que tinha como provas envolviam o Governo", afirma; as acusações contra o kirchnerismo são parte da estratégia judicial que prepara. Descontraído, riu várias vezes e se esquivou com habilidade de muitas perguntas. Depois de tudo, segundo ele mesmo afirma, a sua "é uma profissão que nunca se abandona".
- ¿Como estás?
- Bem, muito tranquilo agora.
- ¿Quando voltastes ao país?
- Voltei depois do aniversário de Cristina (19 de fevereiro). Estive nos Estados Unidos com asilo por todas as ameaças que recebemos, tanto eu como minha família. Ameaças de morte do governo anterior.
- ¿A que te dedicas agora?
- Trabalho em minha empresa, que tenho desde 1997 e na qual sempre trabalhei.
- ¿Se pode deixar de ser do serviço?
- Não, é uma profissão que nunca se abandona.
- ¿Que opinas sobre a causa AMIA?
- Que as coisas não foram bem feitas. Veja que em todos os países do mundo em que houve ataques terroristas a situação se manejou de outra maneira. Aqui nunca se pode esclarecer nada porque os governos sempre trataram de esconder as coisas, de subornar juízes, pressionar funcionários.
- ¿Que te parece o memorando com Irán?
- O governo anterior quis fazer crer que os iranianos não tiveram nada que ver, que a culpa foi dos sírios. ¿Não te parece estranho que Timerman tenha negociado este memorando em Alepo (Siria), onde os sírios supostamente só patrocinaram o encontro?
- ¿Que houve com Alberto Nisman?
- O mataram. Eu podia ter terminado como ele. Houve perseguição, o ameaçaram muitas vezes, tanto a ele como a mim, ameaçaram a sua família.
- ¿E por que seguiu adiante então?
- Porque era seu trabalho e porque o não seguir adiante não implicava que viveria. Nas gravações que tinha como evidencia envolvia o Governo. De uma forma ou outra teria ocorrido o mesmo. Ele antes de fazer a denuncia já havia comentado com alguns jornalistas, era assunto sabido.
- ¿E tu, por que te salvastes?
- Porque não puderam me encontrar, me fui a tempo.
- Quer dizer que foi o governo de Cristina que o mandou te matar.
- Isso!
- ¿Suspeita da figura de Lagomarsino?
- Eu suspeito de todos.
- Tu fostes o último a quem Nisman telefonou, mas não o atendestes. ¿Por que?
- Porque não escutei o telefone, estava no modo vibrador.
- Nisman e Arroyo Salgado foram aliados de Cristina. Sem ir mais lonje, Arroyo Salgado foi quem mandou tirar as calcinhas da filha de Herrera de Noble. ¿Que houve?
- Isso não tem nada que ver, eles cumpriam com seu trabalho. Eu também já tirei pentes de casas para tratar de identificar filhos de desaparecidos. Alberto era uma pessoa muito inteligente, muito bom no que fazia. Ele investigou o que pediram, encontrou evidencias contra o Governo e as fez públicas.
- ¿Acreditas que vão esclarecer a morte de Nisman?
- Creio que em algum momento vamos saber. A Alberto lhe inventaram uma "estória" depois de falecido, trataram de desmerecer tudo o que havia feito. Agora que já não estão no poder, a "estória" se esvai.
- Dizem que tu armavas os "carpetazos" para Néstor e Cristina, contra os opositores...
- Isso é mentira, eu não armava nenhum "carpetazo", eu não entendo de política, eu fazia outras coisas: me ocupava de coisas exteriores, de inteligência, contrainteligência, terrorismo. Os Kirchner não utilizavam a SIDE porque tinham seus serviços paralelos, com gente que investigava para eles e lhes armava seus próprios "carpetazos".
- ¿Quem estava a cargo desse serviço de inteligencia paralelo?
- Isso eu direi quando me chame a Justiça.
- ¿Oscar Parrilli?
- Parrilli é um palhaço, não podia manejar nada.
- ¿Conheceu a Néstor e Cristina?
- A ela, a vi uma vez somente, a ele nunca o vi.
- As escutas passarão de novo para a AFI (Agência Federal de Inteligência). ¿Qual tua opinião?
- Que nada muda. Não é um buraco negro, como todos dizem. O sistema funciona assim: há uma central que grava as conversações, o "grampo" se pede por ordem da Justiça às companhias telefônicas, que as desviam à "ojota" (Direção de Observações Judiciais -  central de interceptações).
- ¿Tu nunca grampeastes telefones ilegalmente?
- Tem que ter um equipamento especial. Não contávamos com esse equipamento, mas esse serviço de inteligência paralelo manejado por Cristina o possuía.
- ¿Qual tua opinião sobre a detenção de Pérez Corradi?
- Me parece que é um peão. Eu detive o verdadeiro rei da efedrina, Mario Segovia, em 2008; e aí estourou o tema da mafia dos medicamentos. De todo modo, a mim nunca deram ordem de buscar a Pérez Corradi.
- ¿Acredita que Aníbal Fernández está implicado?
- (Dando de ombros.) O que eu tenha que dizer farei na Justiça.
- Dizem que fostes tu quem informou sobre o dinheiro de José López, e que por isso o pegaram.
- Não, eu não tenho nada que ver. Agora aparecem todas estas coisas porque Cristina já não tem o aparato do Estado e não pode forçar o silenciamento.
- ¿Por que te removeram da SI?
- Quiseram fazer crer que eu era o demônio e que com minha saída tudo seria transparente. O problema foi que começaram a aparecer as denuncias contra Cristina e isso a incomodou; através da mídia fez recair em mim uma serie de acusações.
- ¿Que sabes de Cristina para que tenha se enfurecido tanto?
- Pergunte a ela.
- ¿Mudou a situação com a criação da AFI?
- A AFI segue sendo o mesmo que antes era a SIDE, porém com gente de Cristina, que agora suponho será gente de Macri. Me tiraram, a mim e a muitos que estávamos desde bastante tempo para poder por a sua gente.
- ¿Conhece a Aníbal Fernández?
- O vi em um par de oportunidades. Uma vez com Alberto (Nisman), e ele estava nos gravando. Aníbal era um dos que mais queriam, junto com Cristina, que eu voltasse ao país para me assassinar. Agora que estão fora do governo não veio me visitar. Ninguém veio me visitar. Eles pensaram que seriam eternos, já não tem poder, não tem o aparato do Estado.
- ¿Cristina não tem poder?
- ¿Te parece que sim? Já era, agora é só uma mulher louca, sem força, sem o aparato do Estado.
Fonte: tradução livre de  La Nación
COMENTO:   para melhor entender este tema, recomendo as leituras nos atalhos que se seguem. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Qual Será o Futuro do Serviço de Inteligência Argentino

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Preocupação pelas futuras designações na Agencia Federal de Inteligência
Questionam a designação do novo titular do organismo e reclamam ao Parlamento assumir seu papel ante “os danos que o velho sistema de inteligencia nacional produziu na confiança cidadã”.
As organizações que integram a Iniciativa Cidadã para o Controle do Sistema de Inteligencia expressaram sua “profunda preocupação” pela decisão anunciada pelo recentemente eleito presidente da Nação em relação à designação dos que terão a responsabilidade de dirigir a Agencia Federal de Inteligência.
Através de um comunicado, a entidade sustenta que “o diretor proposto pelo presidente eleito carece de formação e conhecimentos sobre o funcionamento do sistema de inteligencia, estando assim gravemente em duvida sua idoneidade profissional para desempenhar um cargo tão delicado. O único atributo invocado pelo Presidente eleito é que a pessoa designada é um homem de sua confiança, e isto não pode ser de nenhuma maneira o único atributo exigível ou esperado para quem deve conduzir o sistema de inteligencia nacional, cuja missão essencial é detectar ameaças à defesa nacional e à segurança interior”.
No comunicado se indica que “a flamante Agencia Federal de Inteligencia foi criada por lei a princípios deste ano para substituir a velha SIDE, em seguimento de uma grave crise institucional que pôs em evidencia os vínculos espúrios entre os serviços de inteligência nacionais e alguns setores da justiça federal, e a falta de competência de um organismo que tem estado historicamente aproximado à espionagem política. Podemos identificar como alguns dos objetivos da reforma empreendida a redefinição da estrutura institucional, a redução do uso de fundos reservados, o estabelecimento de maiores exigências para a entrega e controle de ditos fundos, a limitação do conceito de secreto, o fortalecimento da condução política do organismo. Também dispôs o repasse das escutas telefônicas da ex SIDE ao âmbito da Procuración General de la Nación, o que entendemos ter sido um intento de dar luz a uma de suas práticas mais obscuras”.
Sabemos que a lei por si mesmo não modifica práticas de forte enraizamento institucional, e sabemos, também, que a implementação da nova lei e seu decreto regulamentador estão muito longe do esperado. Daí o desafio ainda pendente de construir um sistema de inteligencia eficaz e respeitoso dos princípios do estado de direito, e abandonar definitivamente o velho modelo que fazia da ex SIDE um recurso estratégico para que o Poder Executivo Nacional interviesse ilegal e ilegitimamente sobre a arena política, o que ao mesmo tempo permitia intromissões indevidas no sistema judicial”, agrega o comunicado, que adverte que “seria uma verdadeira mudança democrática se aqueles que ocupem a Presidência da Nação prescindissem destes mecanismos para o exercício do poder”.
Acrescenta o texto da Iniciativa Cidadã para o Controle do Sistema de Inteligencia que “a nova lei - lamentavelmente - não estabelece requisitos especiais para ocupar a Direção e Subdireção Geral da AFI, nem garante nenhum tipo de estabilidade para o cargo, porém dispõe que suas nomeações devem gozar da aprovação do Senado da Nação”.
Se sustenta que “o risco de que as atividades de inteligência comprometam a privacidade e os direitos dos cidadãos e que por suas formas de trabalho - amparadas no segredo - violentem a vida política e democrática do país, exige que a decisão sobre os que devem conduzir o organismo seja responsabilidade do PEN [Poder Executivo Nacional], assim como também de um órgão do Congresso da Nação”.
Assim mesmo se reclama ao Congresso da Nação que “assuma com responsabilidade seu papel, considerando os danos que o velho sistema de inteligência nacional produziu na confiança cidadã contra as instituições do Estado, e as ameaças que representaram para a governabilidade democrática”.
Fonte: tradução livre de Parlamentario
COMENTO:  pelo jeito, os "hermanos" sofrem a mesma síndrome que conduziu ao desmantelamento do Serviço de Inteligência brasileiro.
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Escândalo Sobre o Financiamento das Madres de Mayo


Foto: AP Photo/Rodolfo Pezzoni,DyN
Buenos Aires, 16 dic (EFE) - O ex-procurador da Fundação Madres de Plaza de Mayo, Sergio Schoklender, semeou hoje (16/12) nova polêmica com revelações sobre o suposto financiamento irregular da organização com assaltos e seus vínculos com guerrilhas latino-americanas.
Assaltos e armas
Schoklender, acusado de malversação e desvio de fundos públicos destinados a um plano de habitações das Madres de Plaza de Mayo, sustenta que a organização liderada por Hebe de Bonafini chegou a financiar-se com assaltos e ocultou armas na universidade.
Tanto Madres de Plaza de Mayo como outras organizações humanitarias e o governo argentino tem optado por manter silencio ante as revelações de Schoklender, que adiantou em um par de entrevistas divulgadas hoje (16/12) parte do conteúdo de um livro que publicará em breve.
Suposto contato com as FARC
Segundo o ex-procurador, a organização Madres de Plaza de Mayo manteve contato com as Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC) com o objetivo de treinar jovens para um movimento na Argentina que derivaria na “revolución”.
Certamente que é um erro, porém não viram outra forma de resistência”, afirmou hoje em declarações à cadeia Radio 10, nas quais assegurou que o “contato com essas organizações se faziam na Venezuela”.
Além disso, em uma entrevista com o escritor argentino Martín Caparrós publicada hoje (16/12) em seu blog Pamplinas, afirmou que durante a vigência das leis do Ponto Final e Obediência Devida se chegou a planejar o sequestro do repressor Emilio Massera, porém foi a própria Hebe de Bonafini quem freou o plano.
Assegurou que, “como nos velhos tempos”, roubavam
Se referiu também ao financiamento das Madres de Plaza de Mayo. Quando tínhamos que sair para arrecadar, saíamos a arrecadar como nos velhos tempos: choreo (roubo)”.
Em negócios, em supermercados melhor. Tratávamos de que fossem lugares que representassem mais a concentração oligárquica, não a farmácia da esquina
, aclarou na entrevista com Caparrós.

Foi um brevíssimo tempo (…) se pagava a luz, os gastos médicos das Madres, o gás da casa, a água, como podíamos”, insistiu nas declarações à Radio 10.
Hebe de Bonafinicertamente sabia, ficava implícito que o dinheiro aparecia magicamente. Ela sabia de onde vinha, dizia 'não me digas o que fizestes'”, acrescentou.
Isso durou muito pouco, foi muito breve e equivocado, porém foi certo, porém depois, durante muitíssimo tempo, eu financiava e sustentava desde o cassino. Eu ia, trabalhava, eu sou um brilhante jogador de black jack, e trabalhava todas as noites para poder pagar as contas no dia seguinte”, afirmou à cadeia de radio.
Sergio Schoklender conheceu Bonafini quando ele cumpria uma pena por parricídio, começou uma estreita amizade com ela e ao sair da prisão se converteu em seu braço direito à frente da Fundação Madres de Plaza de Mayo.
Fonte:  tradução livre de Noticias 24
COMENTO:  o sujeito cumpriu parte de uma pena por ter auxiliado um irmão a assassinar seus pais, o que não garante boa índole. Mesmo assim, foi entronizado na cúpula da organização da sra Hebe Bonafini.  Tem fundamento! Lá, como por aqui, o que interessa é "la revolución" e os aliados, tendo utilidade, podem vir de qualquer lado.
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domingo, 8 de novembro de 2009

La Prensa Argentina en Peligro

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CÓMO EL KIRCHNERISMO HOSTIGA AL PERIODISMO
En momentos en los que el periodismo debería haber superado sus peores épocas de censura vernácula, a más de tres décadas de la más sangrienta dictadura militar sufrida por el país y, luego de haber sobrevivido a la infamia del menemismo, acechan preocupantes jornadas de persecución al periodismo crítico en la Argentina.
Desde que llegó al poder, el matrimonio Kirchner ha atosigado a la prensa de toda manera posible, mostrando un elocuente pico de virulencia en las últimas semanas.
Por caso, el bloqueo a los centros de distribución de periódicos como Clarín y La Nación y revista Noticias, muestra a las claras la intencionalidad de acallar a la prensa no adicta al kirchnerismo. Ojo, esto último se conoce públicamente porque ha trascendido a la sociedad. Pocos conocen los casos de aprietes oficiales a periodistas díscolos, ya sea a través de la extorsión más pura, ya sea a través del hostigamiento permanente.
Los trabajadores de Tribuna de Periodistas conocemos bien sobre estas cuestiones, ya que hemos sufrido el embate oficial desde el preciso momento que los Kirchner llegaron al poder en el año 2003.
Más allá de nuestro caso puntual, en días pasados pude hablar con media docena de colegas de medios de enorme relevancia, los cuales coincidieron en sostener que en las últimas semanas han comenzado a sufrir un incesante acoso por parte de funcionarios del gobierno de los Kirchner. Para que se entienda la magnitud de lo ocurrido, a dos de ellos les fueron "obsequiados" sendos CDs con imágenes de cámaras ocultas que los mostraban en situaciones privadísimas.
El resto de los colegas sufrieron hostigamientos de otra índole, no menos molesta: inspecciones impositivas, presión a través de sus editores y amenazas anónimas.
A todo lo antedicho habría que agregar la creciente persecución judicial que el oficialismo ejerce sobre algunos otros cronistas. En el caso de quien escribe estas líneas, el hostigamiento es inédito. Sólo por mencionar un dato, el jefe de Gabinete ha iniciado dos querellas por calumnias e injurias contra mi persona, la última de ellas a horas de que la presidenta Cristina Kirchner jurara que derogaría esas figuras penales a pedido de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos(¡!).
A ello se ha sumado la intrusión y destrucción de elementos de trabajo de mi domicilio y el acoso a través de organismos fiscalizadores del Estado.
Eso sin mencionar la cantidad de denuncias que llevo efectuadas ante la Justicia por amenazas, la última de ellas por parte de un funcionario de la Secretaría de Inteligencia del Estado (ex SIDE) apellidado Salinardi, quien admitió ante testigos que iba a "cortarme", dando asombrosos detalles acerca de mi rutina diaria a sus eventuales interlocutores.
De más está decir que todas y cada una de esas denuncias siempre han sido cajoneadas, aún cuando suelo presentar prueba concluyente sobre la identidad de los que me amenazan.

Peligro inminente
Hace unas horas, sujetos desconocidos se dirigieron a la casa de mi madre y preguntaron por mí a través del portero eléctrico. Cuando esta bajó a ver de quién se trataba, ya no había nadie. Lo mismo ocurrió hace unas semanas en el hostel donde solía hospedarme en Buenos Aires, justo antes de exiliarme en Uruguay. Dos sujetos poco amables preguntaron por mi persona; dijeron ser periodistas pero jamás dieron sus datos ni referencia alguna.
Lo más asombroso es que todo lo que me sucede hoy fue anticipado oportunamente por una importante fuente de Casa de Gobierno en septiembre de este año. "Tené cuidado, Christian, te quieren aleccionar por algunas notas que estás publicando. No sólo a vos, a varios periodistas de diversos medios. Estás en un listado de diez periodistas que van a escrachar (...) No te extrañe que te allanen tu casa y te rompan todo, es una de las cosas que están evaluando", aseguró el informante. Pocos días más tarde, ocurrió eso mismo.
Mientras escribo estas líneas, la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) se encuentra evaluando la situación de América Latina en general respecto al atosigamiento de algunos gobiernos para con el periodismo de estos lares. Como en los últimos años, es probable que emitan un documento crítico al respecto, especialmente en el tópico referido a la Argentina.
Sin embargo, de nada servirá lo que diga la SIP o cualquier otro organismo si no hay un involucramiento de la sociedad toda respecto a la libertad de prensa.
No debe olvidarse jamás un detalle no menor: el periodismo representa a los ojos de esa misma sociedad.
Christian Sanz
Buenos Aires - Argentina
info@PeriodicoTribuna.com.ar


domingo, 25 de outubro de 2009

Emilio Pérsico, ¿Otro Narco K?


MARIHUANA Y CAMIONETAS OFICIALES, LO QUE NO SE CUENTA
por Christian Sanz
La aparición de drogas en una camioneta del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación, manejada por Pablo Pérsico, hijo del dirigente Emilio ídem (1), dejó al descubierto una trama de narcotráfico que intenta ser minimizada en estas horas, pero que traerá en el mediano plazo un gran dolor de cabeza al kirchnerismo, ya que desde el gobierno siempre se estuvo al tanto de lo ocurrido.
Tribuna de Periodistas consignó oportunamente esta situación - en febrero de 2009 - al comentar que la Secretaría de Inteligencia (ex SIDE) había dado al kirchnerismo una carpeta con información acerca de las actividades del hijo de Pérsico, siempre amañadas por su padre, protegido merced a su cargo como subsecretario de Comercialización de la Economía Social del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación, del cual finalmente debió dimitir.
En tal sentido, es menester señalar que lo secuestrado en el operativo de marras no fueron "cinco plantitas de marihuana", como han consignado algunos medios de prensa, sino 308 kilos de ese estupefaciente. Algo peor aún: no es la primera vez que esto ocurre, sólo se trata de la única ocasión en que la maniobra pudo ser detectada. Hubo desde principios de 2009 muchos otros envíos de droga, no sólo marihuana, sino también cocaína y pasta base.
"Lo que pasó con el hijo de Pérsico era algo que todos sabíamos, pero no se podía mencionar. Hay muchas denuncias al respecto, buscálas y vas a ver", confesó con temor una fuente de segunda línea del Ministerio de Desarrollo Social. 
Lo cierto es que, efectivamente, al chequear el referido comentario, este cronista se ha encontrado con media docena de denuncias hechas en ese mismo ministerio por voces anónimas, aunque con gran precisión. El modus operandi siempre ha sido el mismo: el uso de camionetas oficiales sin identificación. 
Se sospecha que podría tratarse de una suerte de delivery de drogas, donde se proveía a diversos interesados a través de vehículos oficiales que jamás provocarían la sospecha de la Policía ni ninguna otra fuerza de seguridad.
Esto remite a otras dos cuestiones que no deben pasarse por alto. Por un lado, si bien Pablo Pérsico finalmente quedó imputado por "tenencia y tránsito de estupefacientes con fines de comercialización" - y su padre debió renunciar el mismo día -, la utilización de una camioneta oficial - perteneciente a la cartera social - para fines no oficiales, constituiría una malversación de los fondos del Estado. 
Por otro lado, se hace necesaria una investigación profunda sobre David Yane (2), concuñado de Pablo Pérsico y propietario del lugar donde se secuestró la marihuana. Es que, según fuentes consultadas por este medio, Yane sería la cara visible de un negocio de narcotráfico que tiene a los Pérsico - padre e hijo - como cabeza ejecutora. Al menos desde comienzos del año 2009, como puede verse en el informe que los espías argentinos acercaron a desinteresados funcionarios de Casa de Gobierno.
¿Cómo entender tal desinterés? según fuentes oficiales, lo más granado del kirchnerismo ha dado protección integral al líder del Movimiento Evita, a cambio de ciertos favores específicos. Uno de ellos tiene que ver con las desapariciones de Julio López y Luis Geréz, acerca de las cuales el oficialismo aún tiene mucho que explicar.
Se insiste en un dato no menor: las fuentes que confiesan esto último, no sólo son oficiales, sino que son de primer nivel.

Concluyendo
En las últimas horas, comenzó a circular una curiosa versión acerca de que el arresto de Pablo Pérsico, podría ser parte de una interna para apropiarse del reparto de una millonaria caja de dinero que estaba a cargo de su padre. Se trata de 1.500 millones de pesos destinados a cooperativas que se disputan en estas horas empobrecidos intendentes del conurbano bonaerense y corruptas agrupaciones sociales.
Más allá de la - muy probable - interna, la realidad obliga a una investigación exhaustiva, no sólo por la gravedad de lo sucedido, sino por las crecientes sospechas acerca de la protección que altos funcionarios kirchneristas han refrendado para con el narcotráfico.
¿Tendrá algo que decir el jefe de Gabinete, Aníbal Fernández, acerca de esto último?
Christian Sanz
(1) Emilio Miguel Ángel Pérsico, CUIT 20-12707443-8. Su salario como funcionario en el Ministerio de Desarrollo Social de la Nación ascendía a $16.361,71.
(2) David Yane, CUIT 20-26058143-1, domiciliado en la calle 40 N°1533 de La Plata.
Buenos Aires - Argentina
info@PeriodicoTribuna.com.ar

sábado, 10 de outubro de 2009

Medicamentos Truchos y Aportes a la Campaña K

LOS NOMBRES QUE FALTAN PARA ENTENDER LA TRAMA
A medida que pasan los días, el escándalo por el blanqueo de dinero en torno a la campaña del Frente para la Victoria del año 2007 se hace más y más elocuente. No sólo se va demostrando lo que Tribuna de Periodistas anticipó hace más de un año respecto a los oscuros fondos detrás del financiamiento de marras, sino que el oficialismo comienza a mostrar signos de fuerte preocupación por el curso del expediente que duerme en el escritorio de la jueza Federal María Romilda Servini de Cubría.
Se trata de una causa judicial que demuestra que, más de la mitad de los fondos aportados, fueron canalizados a través de firmas relacionadas con la industria farmacéutica que a su vez están sospechadas de graves delitos. ¿Cómo puede explicar el kirchnerismo el hecho de haber aceptado esos fondos? El propio jefe de Gabinete, Aníbal Fernández, admitió en su momento que la droguería de Sebastián Forza - una de las firmas que puso dinero - tenía una docena de causas por adulteración de fármacos.
La verdadera trama se encuentra, no en las empresas aportantes, sino en los personajes que se encuentran detrás de ellas. Las caras visibles, una docena de jóvenes de entre 25 y 30 años, nada tienen que ver con los negocios que se cocinan en las más altas esferas. ¿De qué negocios hablamos? de cuestiones de diversa índole: adulteración de medicamentos, sobreprecios en negocios con el Estado y hasta lavado de dinero del narcotráfico.
Por caso, presume la embajada de Estados Unidos que el dinero para la campaña de Cristina provino de las FARC de Colombia, vía gestión de Hugo Chávez - el ingreso de la valija de Guido Antonini Wilson estaría en esa línea - y dos cárteles de la droga de México, uno de ellos sería el de Sinaloa, dirigido por Joaquín Chapo Guzmán Loera.
En tal sentido, en la mira de los investigadores aparece el nombre de un agente de la ex SIDE que aún no puede mencionarse. "Este tipo en 2007 ofició de nexo entre las FARC, los narcos mexicanos y el gobierno de Kirchner para hacer llegar colaboraciones para la campaña (de Cristina) y para protección. Traían dólares de la droga y luego canalizaban la plata a través de donaciones de perejiles", aseguró a ese respecto uno de los investigadores del caso a quien escribe estas líneas.

Pacto con el diablo
Desde el mismo momento en que asumió la primera magistratura, Néstor Kirchner demostró una política en favor del crecimiento del narcotráfico en la Argentina. No sólo por el hecho de haber puesto en cargos de gran relevancia a personajes relacionados al tráfico de estupefacientes, sino por respaldar disparatadas medidas que sólo han ayudado a ingresar drogas ilícitas a nuestro país. Esto ha vuelto a la Argentina un territorio fértil para que se asienten diversos personajes relacionados con la mafia y el narcotráfico.
Por caso, en los últimos meses han ingresado al país siete "capos" de la droga colombiana sin que la Dirección Nacional de Migraciones se hubiera percatado de ello. ¿Cómo es esto posible, cuando la embajada de Estados Unidos ha advertido - y viene advirtiendo - acerca de este tipo de ingresos?
En el mismo sentido, aún nadie entiende cómo es posible que no se termine de reglamentar la ley de precursores químicos que fue sancionada en el año 2005 y que frena el impresentable ministro de Justicia, Aníbal Fernández. En una puja que este venía sosteniendo con el titular de la Secretaría de Lucha contra las Drogas y el Narcotráfico (Sedronar), José Granero, por el manejo de los precursores, finalmente el kirchnerismo decidió torcer el brazo a favor del primero, al dejarlo en manos del Instituto Nacional de Tecnología Industrial (INTI).
¿Cuál es el interés del ministro de Justicia respecto al manejo de los precursores químicos? Es una pregunta que intriga incluso al ex embajador norteamericano Earl Antony Wayne, quien no dudó en planteárselo a Fernández en persona hace unas pocas semanas.
"Si se limitara la venta de precursores, especialmente la efedrina, ya no habría interés en venir a nuestro país por parte de los narcos foráneos. Como podrás ver, lograr detener el ingreso de estas mafias es más fácil de lo que parece", admitió una fuente del Sedronar a este periódico.
Ese es justamente el quid de la cuestión: ¿cuál es el interés en que no se reglamente la mencionada ley?
Es una pregunta que debería responder el kirchnerismo a pleno.

Hablando de aportes a la campaña
En el marco de la tarea de recaudación para la campaña de Cristina Kirchner a fines de 2007, el nombre que aparece con insistencia feroz es el de Héctor Capaccioli, megasospechado ex superintendente de Servicios de Salud y hombre del riñón del auto-renunciado Alberto Fernández (1).
Capaccioli ha sido la misma persona que Sebastián Forza mencionó como "intermediario necesario" respecto a cualquier ilícito vinculado a la venta de medicamentos o adulteración de fármacos. Sospechosamente también es la persona que la ministro de Salud, Graciela Ocaña, suele omitir a la hora de denunciar ciertos negociados a través del PAMI o IOMA.
Es Capaccioli la persona que, sin parangón en la historia política argentina, se encargó de recaudar dinero para la campaña de Cristina Kirchner. ¿Qué significa esto? históricamente, jamás un superintendente de ninguna área se hizo cargo de tarea semejante.
Casualmente, merced a su gestión, la mayor cantidad de aportantes a "la causa" fueron laboratorios medicinales y/o personas vinculadas a estos. Existe una denuncia puntual impulsada por legisladores de Coalición Cívica que traerá grandes dolores de cabeza, a Capaccioli en particular y el kirchnerismo en general, sobre todo cuando se termine de comprobar que varios de los aportantes jamás podrían haber puesto dinero por no tener patrimonio suficiente que lo justifique (2).
El primero de ellos ha sido Gabriel Brito, titular de la firma Global Pharmacy, quien aportó a este periódico - antes que a ningún otro medio - profusa y comprometedora documentación que demuestra a las claras el ilícito mencionado en estas líneas.
Mal que le pese al oficialismo, Brito es el primero de una serie de arrepentidos que han comenzado a contactarse con los medios.

Concluyendo
Para que termine de cerrar el círculo de desaguisados relacionados con la salud pública, la Justicia debería agregar a su lista de personas y hechos a investigar los siguientes nombres:
Julio Trotta: posee dos jugosos contratos de locación en el PAMI e hizo un pequeño aporte para la campaña de Cristina K.
Luciano Di Césare: uno de los que maneja el PAMI de Capital Federal a través de su gente DOSUBA, la Obra Social de la UBA. Dos de los personajes cuestionados que ingresaron a la Superintendencia de Servicios de Salud, eran de su riñón: uno es Pedro Insausti, contador de la Facultad de Medicina (3); el otro es "el Pampa" Armagno, funcional a los negocios de Carlos Rojo.
Carlos Rojo: es el hombre que maneja hoy el PAMI en Capital Federal y el Hospital de Clínicas. Puso en su momento en el Hospital Francés a Carlos Camilo Castrillón quién, después de quebrar el hospital, maneja el jugoso presupuesto de la Secretaría de Hacienda de la Facultad de Medicina. Su otro ladero es Enrique Parafioriti.
Carlos Zamparolo: estudiante crónico de Medicina y parte de el presente engranaje de corrupción.
Asimismo, habría que enfocarse en las figuras de Edgardo Knopoff y Fernando Scopinaro, ambos laderos del ex gerente Néstor Vázquez.
En idéntico sentido, tendrían que analizarse los contratos hechos con la firma Núcleo Farma, cuyo titular es el mega sospechado Martín Magallanes - salpicado fuertemente en el triple crimen de General Rodríguez de agosto de 2008 - y manejada a través de testaferros que encubren al poderoso Carlos Rojo.
Si la Justicia avanza sobre estos nombres, especialmente sobre el de Rojo - increíblemente callado en los medios y hasta por la ex ministra Graciela Ocaña -, terminará de entender los negociados hechos en torno a la adulteración de medicamentos y los aportes de campaña al Frente para la Victoria.
No es poco.
Christian Sanz
(1) Se cree que el verdadero motivo de la renuncia de Fernández estaría relacionado a la inminente explosión del escándalo de las droguerías "truchas" y sus negociados con organismos del Estado.
(2) Uno de ellos es el agente de la ex SIDE que gestionó el dinero de las FARC y los narcos mexicanos.
(3) "Insausti es conocido en la Facultad de Medicina por llevar una bolsa con más de cien mil razones que repartió durante por lo menos seis meses a los 'muchachos'. Fue quién inspiró un par de Convenios entre Capaccioli y la Facultad, para realizar como siempre algún lavadito y luego negocios entre él mismo (en verdad Rinaldi, el lo activó dentro de la Facultad) y Néstor 'superpoderes' Vazquez", admitió una importante fuente de información a este periódico.
Buenos Aires - Argentina
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domingo, 27 de setembro de 2009

Cómo la SIDE Kirchnerista Espía en Secreto a Funcionarios y Periodistas



EL PROYECTO VAMPIRO, ENTREVISTA A IVÁN VELÁZQUEZ
por Christian Sanz
Uruguay es un país extraño, una suerte de postal de ciertas ciudades argentinas de los años 60 y 70, donde muchos argentinos gozan de pasar sus vacaciones. Allí, en un lugar llamado Florida, al que se llega luego de varias horas de viajar en micro, se encuentra detenido Iván Germán Velázquez, tildado como un súper hacker en un expediente judicial impulsado por la Secretaría de Inteligencia - ex SIDE - a efectos de despegar a sus propios funcionarios de un escándalo mayúsculo, ampliamente relatado en Tribuna de periodistas.(1)
Quien escribe estas líneas estuvo el pasado jueves 17 de septiembre visitando a Velázquez en el patio del lugar donde se encuentra detenido desde hace ocho meses por una causa de mega espionaje relacionada con el expediente que tramita en la Argentina. Lo primero que sorprendió a este cronista fue verlo bien vestido - con saco y camisa - y de buen semblante, lejos de la imagen caída que uno esperaba en situaciones como la que le tocan en suerte al ex agente de la SIDE.
Allí, Velázquez contó a este periodista parte de una trama de película sobre cómo, entre otras cosas, un grupo de espías argentinos diagramó en el más estricto secreto un proyecto de mega espionaje e intercepción de correos electrónicos de funcionarios, jueces y periodistas.
Asimismo, mostró partes del libro que está a punto de publicar sobre su paso por la Inteligencia vernácula, llamado Inteligenci@: de la SIDE al exilio, el cual está plagado de documentos y se acompaña con un CD que contiene detalles de cómo se espía a funcionarios y personas relevantes merced a un grupo de forajidos que ha copado la ex SIDE hace varios años. Todo con la venia oficial del kirchnerismo.
A continuación, se ofrece una apretada síntesis de la historia que Velázquez ha contado a este periodista y que es parte de la obra que publicará en estos días.
La viveza criolla del espionaje
Mucho se ha hablado en todos los medios de la existencia de una "Unidad de Inteligencia Irregular" que, con el objetivo de conspirar políticamente, habría realizado durante los últimos dos años la "interceptación" de teléfonos celulares, mensajes de texto y correos electrónicos de casi la totalidad de la clase política argentina, en una maniobra que algunos analistas han catalogado como la mayor operación de espionaje de la historia argentina, o como algunos se han atrevido a denominarlo el Watergate sudamericano, lo que terminó en una causa radicada por la propia Secretaria de Inteligencia (ex SIDE) en el Juzgado Federal nº 1 de San Isidro a cargo de la jueza títere, Sandra Arroyo Salgado de Nisman y que tendría como presuntos imputados de dicha "conspiración" al ex jefe de la SIDE, Juan Bautista Yofre, al ex director de contrainteligencia de la Policía de Seguridad Aeroportuaria (PSA) Iván Germán Velázquez, al subdirector de la PSA Pablo Carpintero, al ex secretario general del ejército Gral. Daniel Reimundes y a los periodistas Héctor Alderete, Roberto García, Edgar Mainhard, Darío Gallo y Fernando Ortíz Zabala, entre otros.
Sin embargo, esa faceta que ha trascendido por - y a través de - los medios oficialistas y que ya se ha transformado en cualquier cosa fuera de lo que realmente es, tiene una arista oculta y con una trama secreta que, no sólo es diametralmente opuesta de lo que se trata de hacer trascender públicamente, sino que además de involucra a funcionarios de todos los colores y jerarquías. Tiene un comienzo tan antiguo como la caída de las Torres Gemelas, en el marco del gobierno del entonces presidente de la Nación, Fernando De La Rua.
Corría el año 1999, cuando desde la "Sala Patria" de la ex SIDE ubicada entonces en la base de la calle Coronel Díaz, se había formado - en conjunto con algunas agencias de Inteligencia extranjeras tales como el BND alemán, la MOSSAD israelí, la CIA norteamericana y el CESID (hoy CIN) español - una especie de "mesa de trabajo" abocada al esfuerzo en tareas de Reunión e Inteligencia en materia antiterrorista, que estaba entonces conformada por agentes de la ex SIDE que habían participado durante las tareas de Inteligencia sobre los atroces atentados contra la embajada de Israel en Buenos Aires y la sede de la mutual judía AMIA - cuya tarea era prever lo que algunos dieron por llamar "la hipótesis del tercer atentado" -, grupo que posteriormente se denominaría "Centauro" y que dependería de la Dirección General de Contraterrorismo y Contraproliferación - DGCNTRATER. Este se encargaría del monitoreo de probables actividades terroristas en la región, con claro epicentro en las zonas de la Triple Frontera, Monte Caseros y parte del Noroeste argentino.
Para estas tareas, hasta el momento nobles, como es el combate al terrorismo y la investigación de los atentados contra instituciones israelíes en la Republica Argentina, los ingenuos servicios de inteligencia extranjeros - que desconocen la idiosincrasia de los espías argentinos - habían donado todo tipo de tecnología que iba desde micrófonos láser y microondas Direccionales, teleobjetivos digitales de última generación, valijas y escucha de telefonía celular analógica-digital, hasta armamento - que finalmente no se concretó - y vehículos, por aquellos días, último modelo.
En torno a este último obsequio, hay una anécdota que muestra a las claras cómo se manejan algunos funcionarios argentinos: con la excusa de una revisión del Plantel Automotor de la ex SIDE por parte de los responsables de la Comisión Bicameral para el seguimiento de las Actividades y Organismos de Inteligencia, un el flamante Honda Civic color rojo fue a parar a manos de unos de los senadores de esa comisión, con la excusa de una "revisión técnica" a los talleres que la ex SIDE tiene en un galpón sobre la Av. Montes de Oca. Ese legislador usaba el vehículo para ir diariamente desde su departamento a lo de su amante y ocasionalmente para cumplir con su concurrencia a la sede legislativa que como Senador de la Nación le competía.
Desmadre total
En el año 2001 comenzó con la agitación contestataria por parte de las "Organizaciones Sociales Sindicales Territoriales y Combativas", catalogación que la entonces SIDE había configurado para estructuras como la Central de los Trabajadores Argentinos (CTA) liderada por Víctor Degenaro, la Federación por la Tierra, la Vivienda y el Hábitat (FTV) conducida por el entonces concejal del FREPASO Luis Ángel D`Elía, la Corriente Clasista y Combativa (CCC) del mítico Carlos Nolasco "perro" Santillán y su vertiente territorial afiliada al Partido Comunista Revolucionario (PCR), liderada por el matancero Juan Carlos Alderete, el Movimiento de Desocupados de la CCC, entre otras tantas decenas de estas organizaciones que iban multiplicándose conforme se agravaba la situación social en el país y que bajo la excusa de transformarse en un "amenaza a la seguridad interior al orden constitucional" y a la "paz interior", comenzaron, tanto ellas como sus dirigentes - bajo órdenes del Director de Operaciones, Antonio Horacio Stiuso - seguidas, intervenidas e infiltradas hasta el hartazgo.
Pero pese a todos los esfuerzos y órdenes de búsqueda y Reunión de Información (O.R., Orden de Reunión en la jerga de la Inteligencia) que se emitían, los núcleos de estas estructuras estaban conformadas por células impenetrables, lejos del alcance de la infiltración por parte del factor humano y las escuchas telefónicas sólo producían horas de material "blanco", es decir, nulo y carente de valor como información de Inteligencia. Por todos lados se había puesto un alerta y se sabía - y palpaba en el aire- que el estallido social era algo que iba a suceder de un momento a otro.
Para ese entonces, la casualidad juega su pase y uno de los informantes que la ex SIDE mantenía dentro de la CCC del "perro" Santillán, bajo el nombre de cobertura de "Federico Carrasco", eleva en el mes de octubre a su agente controlador Ignacio Gastón Vélez, nombre operativo del entonces agente de la SIDE Iván Germán Velázquez, un parte impreso que los manifestantes denominaban "plan de lucha escalonado" que no era otra cosa que una hoja impresa desde una computadora con el formato de una cuenta de e-mail, donde además de detallarse todas las actividades que se tenían previstas para el mes de octubre, contenía una dirección de correo electrónico (cccmesafederal@cuidad.com.ar) desde donde se impartían las órdenes hacia otras direcciones de correo electrónico correspondientes a referentes barriales y dirigentes políticos a lo largo y ancho de todo el territorio nacional, en una maniobra cuasi militar de "pinza", que cercaba todo el conurbano bonaerense en varios anillos hasta confluir en la mismísima Plaza de Mayo. La orden de ese e mail que incluía textualmente "apretar a Hugo Moyano para que ponga guita y los micros" llevaba la firma de una tal "Margarita" que no era otra persona que la responsable de prensa de la CCC y miembro del PCR, Margarita Peñalillo.
Para ese entones, las presiones de Stiuso por información - que al día de hoy no se sabe si la elevó al Poder Ejecutivo, ya que se habría anticipado con información A1, el golpe institucional que se gestaba, paso por paso - eran un fastidio y la base de Coronel Díaz un hervidero de insultos; pero el parte de operaciones piquetero había mostrado la cadena de mandos y el medio de transmisión - hasta ese momento insólito para la propia ex SIDE - por el cual circulaban tanto las ordenes como los informes de situación inherentes a cada una de las mesas barriales o células contestatarias: el correo electrónico.
El Proyecto Vampiro
El impreso con las direcciones de mails y el plan de lucha que había recibido el jefe de departamento, Carlos Bilbao - de manos de Velázquez -, había ido y vuelto tan rápido, pasando por la Dirección de Análisis, que la reunión entre el jefe de Departamento, el jefe de División, Javier Peyte, otro agente de iniciales R.B. e Iván Velázquez en el primer piso del bar "Bartolomeo" ubicado a pocas cuadras de la base de Coronel Díaz, versó sólo y específicamente sobre una orden directa de Stiuso: intervenir como sea - entiéndase: no legalmente - todas las casillas de e-mail vinculadas al impreso en cuestión.
Pese a los cambios que se produjeron en la Base motivados por los celos de Stiuso y su pelea con los entonces Directores Patricio Pfinnen y Víctor Ruiz por las disidencias entre las pistas sirias e iraníes en torno al atentado a la AMIA, y que terminara con las renuncias de estos dos últimos - y meses después del Jefe de Departamento -, se decidió por orden de los nuevos mandos, esta vez a cargo de los Jefes de Departamento y de División - la base, por castigo de Stiuso para con Pfinnen y Ruiz, había perdido el rango de "Dirección" para transformarse en un "Departamento" y a depender de la Dirección de Operaciones bajo órdenes directas de Stiuso - de las áreas 31 y 32 a cargo de Raúl Maytel y Alejandra Ravenna, darle curso urgente a la interceptación de e-mails, con lo que se comenzó a experimentar con técnicas de rootkits, fuerza bruta, administradores remotos y técnicas avanzadas de clonación que más tarde serían conocidas con el nombre de "Phishing" en lo que se denominara "Proyecto Vampiro".
Luego se chequearon los servidores de la Base y ahí apareció la paranoia de Jaime: como eran mantenidos por una empresa de origen americana, la CIA eventualmente podía tener acceso remoto desde el exterior, lo cual provocó que echara al personal de mantenimiento perteneciente a esa empresa privada y se lo reemplazó por una solución casera, el personal de confianza que tuviera conocimientos de informática, en el más absoluto secreto y operando sólo unas pocas personas. Por lo general los fines de semana, cuando la totalidad del personal no estuviera presente, especialmente los que no eran de confianza de Antonio Horacio Stiuso; entre ellos los agentes Maximiliano La Regina, María Zoee Ballarino, Alejandro Cutrin, Adriana Mazza, Ramos Mendoza, Carlos Alberto Álvarez - esposo de Adriana Mazza -, Adriana Anselmo, Susana Ianigro, y otros que, por el hecho de que de la noche a la mañana se movió la cámara de seguridad del pasillo, fueran trasladados o despedidos como Matilde Cárrega, Rodrigo Bonini, Rolando Backering, Roberto Boujon y Fabián Campos entre otros. Ahí se desarrollaron dos sistemas que al día de hoy siguen interceptando las cuentas de correos electrónicos de toda la dirigencia política argentina y de los países limítrofes, el Interceptor Vampiro Activo o "I.V.A.N.", encargado de atacar cuentas y servidores; y el sistema pasivo, encargado de recibir los mensajes interceptados mediante un mecanismo man-in-the-middle o "I.V.A.C", siglas de Interceptor Vampiro Captor-pasivo.
Así empezó primero con el terrorismo, luego con una suerte de asuntos internos - con la excusa de que se estaba filtrando información - espiando a todos los agentes y ex agentes de la ex SIDE. Uno de los primeros que culminó con una sanción fue el caso de la ex agente Matilde Cárrega, quien desde su casilla personal (doree007@hotmail.com) envió un mensaje al foro del sitio SEPRIN donde criticaba a Stiuso y a los virtuales jefes de la base de Coronel Díaz: Alejandra y Raúl, lo que para ella terminara en un sumario. Hoy quizás a través de esta investigación se esté enterando por qué y cómo se la reprendió.
Lo propio se hizo contra Adriana Anselmo, de quien decían que tenia HIV/SIDA y que hacía "macumbas", llegando incluso hasta la persecución contra el mismo Pocino y Massino a quienes se rastreaba a través de la cuenta de Silvia Cucovaz y de Susana Mancusso de la base Billinghurst. A esta última además se la mandaba a seguir con vehículos de Contrainteligencia a boliches swingers, adonde concurría sobre la calle Anchorena en compañía de Alberto D`eramo y José Villalba. Hay mucho aún sin contar sobre - contra - el ex socio de Stiuso, Allan Bogado. Entre aquellos que interesaban a Stiuso resaltaba un mail: (fronteranorte@arnet.com.ar) de donde este decía que podía obtener data de la droga que secuestraba la Gendarmería y los operativos que realizaban "para tener a todos agarrados de las pelotas" - en referencia a los altos mandos de la GNA -, mientras que por otro lado jugaba a ser amigo del jefe de inteligencia de la GNA, Cte. My. Jorge Tapia y su obstinada obsesión de ingresar a los mails corporativos de la firma DATUM & WAYS.
Luego siguieron los jueces. Entre sus favoritos estaban Daniel Rafecas y Raúl Zaffaroni, quienes tenían por ese entonces como claves de sus correos ams..... y feu..... A este último, Stiuso no se cansó de espiarlo junto a una de sus tantas parejas, el periodista de Página/12, Cristian Alarcón Casanovas, llegando incluso a comisionarle a Velázquez los seguimientos que devinieron en encuentros sexuales, entre estos, uno en un hotel de Mar del Plata y otro en Colombia donde - en ambas ocasiones - se los filmó en situaciones privadas. Esos tapes, Velázquez jamás se los entregó a Stiuso y eso terminó provocando una serie de enfrentamientos e internas que, luego de que se ordenara espiar a Daniel Santoro - de quien decía que es "un hijo de puta al que voy a matar", junto con Héctor Magneto -, derivaron en una pelea que terminó con la ex SIDE accediendo a las casillas del propio CEO de Clarín. El escándalo fue tal, que varios integrantes de esa base renunciaron en lo que culminó con la publicación de intimidades de muchos políticos, entre los que se encontraban Juan José Bautista Pampuro - que en ese entonces era Ministro de Defensa -, de las intimidades del ex fiscal Pablo Lanusse y otras personalidades. Este hecho fue conocido como el "destape del 2006" (2).
No casualmente el 1º de mayo de 2006, por orden de Stiuso, se trasladan los "vampiros" - que semanas antes tenían siete "Eudoras" (programa similar al Outlook Express) -, se destruyen los CD´s en trituradoras especiales y se cierra la base Coronel Díaz, pero no sin que antes Velázquez se llevara las únicas copias de los 6 años de archivos sobre las "debilidades" de la clase política argentina, quedándose Stiuso sin el preciado material con el que tenía pensado extorsionar a diestra y siniestra; razón por la cual iniciara una cacería feroz contra Velázquez.
Es dable mencionar que Velázquez fue quien provocó que se vetara la norma promovida por Stiuso y Toma, conocida como "Ley Espía", con la cual se pretendía espiar y almacenar las comunicaciones telefónicas y conexiones a Internet de toda la población, lo que incluía el registro de todos los sitios visitados por el usuario como así también los chats mantenidos, obligando a las empresas prestatarias de estos servicios a almacenarlas por un período de 10 años, en un negociado en el cual Stiuso, mediante su empresa y "socios" pretendía ganar cientos de millones de dólares suministrando a las empresas prestatarias los servicios de telecomunicaciones, el asesoramiento técnico y los medios de almacenamiento - o soporte magnético - donde este mega back-up iba a ser almacenado. Todo a través de sus firmas, las cuales iban ser concesionarias directas, en ese entonces Digital Tape y American Tape, con sede en Buenos Aires y Miami. Finalmente la "Ley Espia" fue vetada, Stiuso perdió millones, cerró una base operativa y se quedó sin archivos para extorsionar a las libertades individuales sin que nadie lo supiera.
Joaquín Pereira, Fernando Pocino, Stiuso y la PSA
En octubre de 2005, aunque ya Velázquez prestaba asesoramiento en el área de Delitos Complejos de la PSA, no es sino hasta mayo de 2006 cuando efectivamente se asimila como oficial de esta recientemente creada fuerza de seguridad, luego del escándalo de las valijas con droga a España, en el controvertido affaire Southern Winds, pasando a colaborar en la creación de lo que posteriormente sería el Área de Contrainteligencia, sector encargado de las tareas que iban desde Asuntos Internos hasta labores anticontrabando y antiterrorismo. Sin embargo, los problemas recién comenzaban y un viejo conocido de Velázquez cuando este revisto en las filas del Ejército argentino, el Sub.My. Joaquín Conrado Pereira aparecía en escena nuevamente, en esta ocasión en representación del mando unificado de la SIDE - Pocino-Stiuso-Gobierno - a solicitar que se autorizase a la ex SIDE a operar a los "vampiros" desde el Aeropuerto Internacional de Ezeiza. A cambio, la ex SIDE "no molestaría más". Esta vez, pese a la resistencia, la orden era incondicional y las negativas las sostuvo durante un tiempo hasta que la ex SIDE - por sus propios medios y con el agente y parteneire de Stiuso en el negocio del contrabando y el trafico de drogas, Alejandro Patricio, como representante de la misma en la sede del Aeropuerto Internacional - logró su cometido generando un juego del gato y el ratón que culminó con persecuciones, hostigamientos y amenazas de proporción y tiroteos que obligaron a que los integrantes de la Contrainteligencia de la PSA se vieran obligados a cumplir trabajos sucios y "favores", tanto al mismo Presidente - entonces Néstor Kirchner - como a la ministra de Defensa, Nilda Garré, a quien, a través de su secretario de Asuntos Militares de dicha cartera, Germán Montenegro, solicitaba el "monitoreo" (eufemismo para no decir "espiar") a personalidades como los integrantes de la Unión de Promociones, pasando por la ex funcionaria Andrea Prodan; sin contar el tener que hacer "los pedidos" de la ex SIDE, que incluían a todo el orbe político y hasta la propia casilla de Maximo Kirchner (unmitovivo@hotmail.com) donde Stiuso tenía particular interés en las relaciones de este con Walter Abarca y Rudy Ulloa Igor.
Pero la ex SIDE al parecer temía constantemente la inestabilidad de Velázquez, quien ya en el 2006 había pateado el tablero por la ilegalidad de las operaciones de la Secretaría. La primera semana del mes de abril de 2008, alertado por ex-colegas de la propia ex SIDE, le avisan que esa noche lo iban a secuestrar y asesinar. Hasta ese momento, no existía ninguna causa penal armada en su contra.
Un día más tarde - véase el diario Página/12 donde Marcelo Sain diplomáticamente dice que Velázquez fue separado de su cargo por "ir a increpar personalmente a un alto funcionario de la SIDE" -, Velázquez junto a sus subalternos entraron a punta de pistola a la "cueva" de la ex SIDE en Ezeiza llevándose, a modo de seguro de vida y en una camioneta, todo el material y archivos, así como equipos tecnológicos que a la fecha permanecen ocultos en algún lugar del continente cual "caja de pandora" a la espera de ser abiertos.
Semanas más tarde, Velázques sería acusado por el Gobierno kirchnerista de espionaje a políticos, del intento fallido de derrocamiento de Nilda Garré y de instigar el levantamiento del campo contra el gobierno de CFK. Todo armado en un paquete por Stiuso y Pocino y cocinado por la jueza-títere Sandra Arroyo Salgado de Nisman.
Sin embargo, recurriendo al sentido común, surgen tantos interrogantes que cabe hacer un alto para preguntarse:
1-¿Por qué a Velázquez se lo requiere en un pedido de extradición por "presunta violación del articulo 222" y no por el "allanamiento" y secuestro ilegal a una oficina de la Secretaria de Inteligencia? convengamos que el muy "ortodoxo" método de Velázquez y sus subalternos no fue el más legal y convencional de un procedimiento.
2-¿Por qué la ex SIDE no radicó la denuncia por estos hechos? ¿O acaso no podía justificar legalmente lo que había en esas computadoras?
3-¿Por qué la jueza esperó un término de 2 años para dar comienzo a las pesquisas y demás actuaciones? ¿Acaso durante ese período-ventana de 2 años Stiuso y Pocino se beneficiaron con esa información? Porque, en ese caso, estamos ante un flagrante caso de omisión de los deberes de funcionario público; en este caso el de la jueza Arroyo Salgado de Nisman, que tenía la obligación de haber denunciado el supuesto primer hecho delictivo y no haber esperado un plazo de 2 años.
4-Cabe nuevamente preguntar: ¿Stiuso y Pocino se beneficiaron o estaban involucrados desde el 2006 al 2008 con supuestas tareas de espionaje realizadas ilegalmente por una unidad de Inteligencia? ¿Por qué la jueza omite escuchas comprometedoras con el propio entorno presidencial y hasta con el propio Néstor Kirchner, como lo fue cuando este pidió "chupar" ilegalmente el correo electrónico laotrafaa@yahoo.com.ar, desde donde se enviaba spam con fotos del piloto Tango 02, desnudo junto a una lista de amantes homosexuales porque, según decía, era el favorito de su esposa?
5-¿Por qué si según Velázquez se utilizaba tecnología y equipos de la SI para las supuestas tareas de espionaje, esta no denunció esa falta de equipos, máxime cuando estos están por encima de los 100 mil dólares? ¿O no se denunció porque no convenía a la SI, sabiendo que se complicaría con las operaciones e interceptaciones que esta realizaba y realiza?
6-¿Donde está el proceso contra el suboficial del Ejército y agente de la SI que interceptaba los mails, tanto desde la comodidad de su casa en Caseros, como en los domicilios de sus amantes en Palermo y Mar del Plata y reportaba a la SI a través de la cuenta marianomejia32@gmail.com?
Reunión en Caballito Blanco
Corría mayo del 2006 cuando el entonces Sub. Of. (R) y agente de la SI Joaquín Conrado Pereira, quien se desempeñó en la ex Jefatura II de Inteligencia del ejército argentino - quien se encuentra actualmente indagado por la ubicación del cuerpo del mítico líder guerrillero erpiano, Roberto Mario Santucho, junto a la causa de DD.HH, por las desapariciones de los guerrilleros atacantes al RIM 3 Gral. Belgrano con asiento en la Tablada, que según grabaciones él mismo delata que estuvo involucrado en las ejecuciones y posterior desaparición de los guerrilleros del MTP, Provenzano y Samojedny -, cuando, a raíz de un colapso nervioso provocado por el cierre de la base conocida como Coronel Díaz y el escándalo de la divulgación de mails personales - que incluyeron a políticos, empresarios y periodistas - fuera internado en el Hospital Militar Central, haciendo un cuadro de preinfarto del que luego de recuperarse promoviera en el un rotundo cambio.
Un día miércoles de ese mes, después de ser dado de alta, un llamado telefónico efectuado por el Tcnl. Pablo Quiroga -íntimo de Pocino y Pereira - le avisaba a primera hora de la mañana que se preparara para encontrarse en horas del mediodía para almorzar en la confitería Caballito Blanco ubicada en la esquina de Sánchez de Bustamante y Alvear, a sólo 50 metros de la base Billinghurst, con algunos de los jefes que querían hablar con él, entre ellos el Director General de Reunión Interior, Fernando Gonzalo Pocino; el Director de la base Billinghurst, Gustavo "el mono" Quintana/Queirolo y la jefa de Departamento de dicha base, Maria Fernanda Madina/Madeo; quienes degustando de una entrada lo estaban esperando en una mesa.
Iniciada la conversación el punto era claro: la difusión de los mails había partido de la SIDE de Stiuso y para proteger los intereses corporativos de "La Casa", Pereira tenía que inculpar a la Jefatura III de Inteligencia del ejército, en ese entonces a cargo del Gral. Br. Osvaldo Montero - su antecesor, el Gral. Br. Mauricio Fernández Funes "Fefu", era primo de la jefa de Departamento de la base Billinghurst y a quien habían invitado un par de meses antes a la base donde habían conversado sobre que había que colaborar mutuamente y todas esas elocuentes frases que los ingenuos se tragan antes de que los agentes de la SI que carecen de códigos asesten la puñalada por la espalada - quien llevaba unos pocos meses en el cargo; y de la palabra a la acción al día siguiente de esa reunión, la Ministra de Defensa Nilda Garré había solicitado al J2 - jefe de Inteligencia militar - el listado secreto de todos los agentes de Inteligencia del ejército argentino amenazando con allanar la propia jefatura y Campo de Mayo en busca de equipos de interceptación de mails y escuchas de telefonía celular de los que dicha institución dispone.
Es así, ante esta embestida de la que el Ejército no tenía idea a que se debía que el J2 imparte la orden de redoblar la guardia perimetral del Área Militar de Campo Mayo con especial énfasis en la entonces CRIM - Central de Reunión de Inteligencia Militar - hoy denominada CIM, ante la sospecha de que agentes de la ex SIDE se infiltrase en el perímetro y "plantaran" material a los efectos de involucrar al Ejército en una maniobra totalmente ajena al sólo fin de cubrir la espalda de la SI. Pero el generalato astuto, previendo la jugada de algunos traidores dentro de sus filas, durante la noche en que se trató el tema en una reunión en el 7mo piso - como medida de seguridad - se dejó a Pereira y Quiroga sin conocimiento de nada, ya que se sospechaba que su tarea consistía en embarrar la cancha involucrando al Ejército en un escándalo de - y armado por - la propia ex SIDE para salvar su imagen. Sin embargo, Quiroga y Pereira se encontraban juntos reunidos y en contacto permanente por Nextel con Fernando Pocino, tratando de informarle a este último todo dato de interés o novedad que pudiera obtener por parte del Ejército.
Pero, más allá de la tarea asignada por la SI, consistente en involucrar al ejército en una sucia operación, Joaquín Pereira tenía sus propios planes.
Casado en segundas nupcias, 6 hijos de varias relaciones y dos amantes - una en Palermo de nombre Sara y otra en Mar del Plata de nombre Alejandra Ibaldi -, llevaba un estilo de vida que no podía sustentar bajo ningún punto de vista con su sueldo de suboficial retirado rondando los 2.500 pesos y tenía su propio jueguito personal del que le podría sacar provecho; en primer lugar, desplazar al hombre mejor preparado intelectual y profesionalmente para ocupar la jefatura de inteligencia del EA, el Coronel Juan Carlos Martene, en ese entonces subjefe de Inteligencia militar; y por otra parte "pasar a retiro" al Gr. Br. Osvaldo Montero, para nombrar en su lugar con ayuda de la Ministra de Defensa Nilda Garré, quien está ampliamente influenciada por Pocino ya que una de las hijas de la ministra está en pareja con este ultimo; a un hombre que sirviera a todos menos al propio Ejército, hecho que se logró luego de una amplia campaña de desprestigio contra Montero, nombrando en su lugar al actual Director de Inteligencia Militar, Gral. Br. Cesar Santos Milani, íntimo amigo de Pereira y con quien se jactaba de haber combatido juntos a la guerrilla en Tucumán entre otras "tareas" - con lo cual este pudo volver a tener un poco de respiro económico al volver a recibir los sobres con dinero de los fondos reservados de la ahora flamante Dirección de Inteligencia Militar - en tanto que la SI sacó provecho al tener a alguien que constantemente o cenaba en Puerto Madero o visitaba la base Billinghurst, a tomar café y charlar con el íntimo amigo el Gral. Milani, el propio director de la base con quien se conocían desde que este ultimo - "el mono " Gustavo Quintana/ Queirolo - había hecho la colimba teniendo al entonces Sub. Tte. Milani como instructor.
El paquete había cerrado perfecto. La Inteligencia militar se encontraba ahora bajo las directivas de la ex SIDE a la espera de hacer el trabajo sucio que esta última le ordenara. Ahora compartían tareas y todo lo que se elevaba a la SI a través de diversas cuentas y se centralizaban en marianomejia32@gmail.com a cargo de Pereyra; todo era visto tanto por Milani como Garré, Pocino y Stiuso. Sin embargo, ninguno de ellos fue imputado en la causa armada por la ex SIDE y la jueza-titere Arroyo Salgado; tampoco indagaron a Garré, quien tenía de manos de su Director Nacional de Inteligencia Estrategica Militar (DNIEM) Carlos Aquilar y del Secretario de Asuntos Militares, un IVAC (Interceptor Vampiro Captor-pasivo) en dicha oficina desde donde se seguían "chupando" todas las cuentas de la Unión de Promociones y Militares entre las que se encontraban las del propio Gral. Br. Montero (omontero@fibertel.com.ar y osvaldomontero@hotmail.com) las de la ex funcionaria de Garré que denunció una serie de maniobras non sanctas por parte de la Ministra, Andrea Prodan (andreaprodan@arnet.com.ar y prodanf@hotmail.com) y otro interceptor de la ex SIDE en Ezeiza que interceptaba al propio director Nacional de Inteligencia Estratégica Militar a través de su cuenta aguilarcarlosanibal@hotmail.com. Todo ello generando un intenso tráfico de correos electrónicos que iban desde diversas cuantas, centralizándose a marianomejia32@gmail.com. O la jueza no ve todo este caudal de información o se habrá transformado en inexistente, porque la Ministra de Defensa, además del espionaje doméstico, había ordenado espiar a todos los países limítrofes con énfasis en Chile y sólo dejó trascender el cuento de ser víctima y culpar a aquellos que se negaron a cumplir lo que denunció hace más de un año: que la ex SIDE venía espiando a Alberto Fernández y Carlos Stornelli. Fernández, insólitamente aseguró que hace unas semanas se enteró, alegando que no tenía conocimiento de que el ex Director de Contrainteligencia de la PSA Iván Germán Velázquez era funcionario del Estado argentino. Sin embargo, si se busca por Internet, aparece su nombre junto al de Pablo Carpintero y cuatro personas más que son nombradas bajo decreto presidencial en un documento público que lleva la firma del entonces presidente Néstor Kirchner, el entonces jefe de gabinete Alberto Fernández y el ex Ministro del Interior Aníbal Fernández.
Ahora, hasta donde se puede ver, la ex SIDE, a través de la prensa oficialista y sus operadores conocidos, viene hablando de una "banda de hackers". Sería interesante saber quiénes son esos "hackers", porque hasta donde se ve y se sabe, hay escritores, periodistas, un oficial Mayor y hasta el propio Velázquez que estudió Ciencias Políticas... y ninguno, a excepción del Stiuso, tiene una carrera en ingeniería en sistemas, informática o telecomunicaciones; algo que, de ser cierto, dejaría sin "partícipe necesario" a la causa armada por la jueza-títere Sandra Arroyo Salgado.
También es irrisorio cuando se insiste en hablar de una "banda de hackers integrada por ex agentes de Inteligencia". Sería interesantísimo que la jueza explicara cuáles son, dado que hasta el momento de la causa todos los supuestos implicados eran oficiales en actividad y parte de una estructura legal y gubernamental de Inteligencia y funcionarios de una fuerza de seguridad bajo las ordenes del Ejecutivo ejerciendo cargos como ser el Director y Subdirector de Contrainteligencia de la PSA, en tanto que el resto, a excepción del Gral. Daniel Reimundes, que fuera Secretario General del Ejército, son periodistas. ¿Acaso estos "ex agentes existieron" o son también como el terrorista iraní que el fiscal Alberto Nisman, esposo de la jueza Arroyo Salgado, tiene guardado en un placard?
¿Realmente era como todo parece indicar, una unidad de Inteligencia que fue presionada a realizar el trabajo sucio ordenado desde la Presidencia a través de la dupla Stiuso-Pocino hasta que ese sector dijo basta, se reveló y pasaron a ser perseguidos, con una causa como "paraguas" armada por la propia ex SIDE a través de "su jueza" Sandra Arroyo Salgado?
Lo cierto es que hasta el día de hoy - y esto es gravísimo - se siguen monitoreando los correos electrónicos de docenas de dirigentes y funcionarios sin que nadie diga nada y sin que el kirchnerismo haya advertido a estos la anómala situación. Uno de los tantos, es el caso de Luis D'elía, quien aún conserva su mismo correo y contraseña, lo cual permite a la SI controlar todos sus movimientos. El kirchnerismo lo sabe, pero jamás se lo hará saber, como hace con todos sus ministros y secretarios, a quienes tiene bajo estricto control.
Concluyendo
Lo aquí relatado es una síntesis apretadísima del libro que Iván Velázquez se apresta a publicar de manera inminente, titulado "Inteligenci@: de la SIDE al exilio". Allí, el ex Director de Contrainteligencia de la PSA cuenta todas sus vivencias a lo largo de una década de espionaje y operaciones clandestinas que van desde operaciones contra el terrorismo hasta un tópico que apareció a partir del año 2002: aprietes, extorsiones y asesinatos.
Asimismo, la obra cuenta con listados de jueces y fiscales que gozaban y gozan de la "cadena de la felicidad", esto es, sobres con dinero que les paga la ex SIDE. También hay un interesante listado de periodistas pagos al servicio de la SI.
"El libro incluirá un CD con fotos de todo tipo de personalidades en situaciones comprometedoras y videos de cámaras ocultas de funcionarios recibiendo coimas o paseando en sus autos en horario nocturno por la zona roja, luego de salir de reconocidos boliches porteños. Habrá infaltables escuchas telefónicas que van desde amantes despechadas hasta actos puros de corrupción y un dossier especial que incluye un informe secreto sobre los fondos de Santa Cruz, la carpeta secreta sobre el matrimonio Kirchner y otras perlitas que además de hacer que esta edición se agote provocará la rotura masiva de molinetes del Aeropuerto Internacional de Ezeiza", admitió Velázquez a este periodista.
Por lo visto, se vienen días aciagos, no sólo para ciertos funcionarios de la ex SIDE, sino también para el mismísimo matrimonio presidencial.
Christian Sanz
(1) Ver Periodico Tribuna.com.ar/Articulo=4078
(2) Ver Periodico Tribuna.com.ar/Articulo=2225
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