domingo, 10 de maio de 2015

Dia da Cavalaria











COMENTO: Imagens copiadas de: ROOSEVELTS. Estas fotos foram enviados para o Imgur sem o devido crédito do fotógrafo. Houve empenho para rastrear o autor de cada original, mas não foi obtido resultado. Se você tiver qualquer informação sobre o autor de alguma das imagens, por favor envie e-mail para tips@rsvlts.com, assim as fotos poderão dar o reconhecimento a quem merece.
ATUALIZAÇÃO:  recebi, por correio eletrônico, um texto que não poderia deixar de publicar.
"Para um povo sem Historia conhecida.
Cada americano conhece o Álamo. Por aqui, é-se apenas capaz de saber a escalação da seleção brasileira em 195... ou da Escola Samba vencedora em ....
Era ele um jovem de dezesseis anos e já estava no bojo da Historia. Totalmente diferente de quem rebola a bunda em bailes funks, nessa idade.
Um Alferes de Cavalaria, no Passo do Rosário (lá na BR tem a indicação do lugar). Em feroz luta contra os castelhanos que queriam reivindicar aquela parcela do território, o Alferes tem seu pelotão dizimado numa emboscada. 
E abre o galope na pampa, para salvar a própria vida, depois de ter lutado o que podia ser lutado. 
Tem apenas 16 anos.
Dois gaúchos argentinos lhe partem ao encalço, para a degola. 
E o jovem galopa, galopa, perseguido cada vez mais de perto pelos dois machos criados... É só o verde da pampa e resfolegar de cavalos. Coração no máximo...
Um dos perseguidores lhe joga uma boleadeira, da qual o jovem consegue desviar o cavalo. Mas vai ser alcançado em breve...
Então decide tudo ou nada: 
De súbito estaqueia o cavalo e faz meia volta. Com um tiro de pistola na cara do oponente, recebe o primeiro, o qual tomba na relva. E o segundo já lhe vem por cima. Com o cano da pistola (um só tiro) se defende do violento golpe de sabre que lhe é desferido e, em seguida, fende o cranio do inimigo com a coronha da pistola descarregada.... 
Dois cavalos correm soltos pela Pampa... 
O menino de 16 anos ainda está assustado por tudo que passou... Ele está sozinho ainda. Aguardará a noite para, ao passo silencioso do cavalo, tentar retornar para o seu Esquadrão. Ainda sera General e estará presente em campo na maior batalha das America - Tuiuti. 
E ainda vai levar um tiro no maxilar, em meio a tormenta chuvosa que se desencadeou na batalha de Avaí. Amarrou o queixo caído com um lenço e ficou em campo, para não desestimular seus homens. Sofreu muito com posteriores cirurgia... 
Eu acho que esse país não lhe merecia. Que os jovens brinquem de skate ou brinquem de comunistas avançados. Que brinquem de serem bichas escandalosas... De corruptos, de Bolivarianos. Certamente Osório está bem longe.
C.A.B.Moreira 
(aquele a quem o conhecimento traz as alegria que compensa o sofrimento produzido pela percepção de estar cercado pela turba ignara, sejam analfabetos ou "doutores ")"
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domingo, 26 de abril de 2015

Castigo ou Ressocialização

por Óscar Henao Mejía
Me pergunto se o problema dos centros penitenciários no país é assunto de pouca monta para os políticos e líderes do Governo. Nas duas últimas décadas se vem anunciando medidas radicais que não logram materializar-se. Quem sabe não rendam tantos votos como se esperava.
As queixas permanentes, tanto dos recluídos quanto de seus familiares, relatam quadros dantescos que prometem mais danos que soluções. Denunciam graves deficiências em infraestrutura, iluminação, higiene, serviços sanitários, água potável, alimentação, e até mesmo condutas corruptas por parte dos membros de sua guarda. Não é outra a explicação dos motivos da venda de privilégios, o uso indevido de aparatos de comunicação, o ingresso de drogas, armas, e a cumplicidade nas fugas. Até dormir em um colchão sujo ou receber os raios do sol são assuntos de negócio nesses lugares de asfixiante amontoamento de gente.
Muitos passam pelo drama, reprovado pela Anistia Internacional, do confinamento solitário, que em alguns chega a desencadear o fenômeno da inseguridade ontológica - ficam isolados por tanto tempo, que duvidam de sua própria existência, e, existem mas sequer sabem onde estão -. Outros, vítimas de cartéis de falsos testemunhos, advogados sem ética ou da desesperante lentidão processual, padecem o pesadelo da detenção preventiva. Sua tragédia, que pode durar muitos anos, se agrava com o confinamento indiscriminado daqueles que protagonizaram transgressões menores com os que cometeram delitos atrozes, o que gera o efeito colateral das "cátedras para delinquir" que funcionam nos centros penitenciários.
Cabe nos perguntarmos, então, se nas condições subumanas reiteradamente denunciadas, que em muitas vezes levam até ao suicídio, são possíveis as alternativas de reabilitação e socialização. Sem condições respeitosas de dignidade humana, é impossível pretender a expectativa de ressocialização. A estadia humilhante em um centro carcerário gera psiquismos ressentidos. Contrariando a pretensão de uma saída para o exercício de melhores condições de cidadania; se devolve à sociedade sujeitos desadaptados e humilhados. Aqueles que delinquem se desvinculam do sentido de comunidade. Em outras palavras, eles desertam, de fato, de sua condição de cidadania. O sentido da reabilitação é devolve-los ao ser social, ao ser coletivo, à capacidade produtiva e à sensação de autoestima.
Não há alternativa entre reclusão e socialização. Irrefutavelmente devem ocorrer as duas coisas. A reclusão sem ressocialização se converte em um buraco sem fundos de recursos públicos, porque significa a perda de cidadãos íntegros em troca de sujeitos desadaptados. O sistema carcerário custa muito para que seus resultados acelerem a deterioração da sociedade e não o fortalecimento da comunidade. Sabemos que é a educação que pode favorecer o desenvolvimento dos países e, possivelmente, nenhum outro ponto possa ser mais urgente para a reivindicação dos que saíram dos cânones estabelecidos para a sã convivência. Falta um projeto no qual essas pessoas, com acompanhamento de especialistas, possam ter uma experiência construtiva.
Mais que aumentar o número de penitenciarias, o desejável é que em nosso país cada vez se necessite menos de vagas carcerárias. Para isso é que tem que apontar a cultura cidadã, a criação de oportunidades para todos e o saneamento dos mecanismos de justiça. O exemplo a seguir é o que nos apresentam os países nórdicos, especialmente a Finlândia, onde em função do espírito de comunidade que desenvolveram, os cárceres já não são tão necessários. Lá, a balança pesa mais para o lado da ressocialização do que para o lado do castigo.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
COMENTO: o texto expressa o otimismo do seu autor colombiano em relação à situação carcerária em seu país. Em um país que, apesar da desgraça promovida pelos narcobandoleiros (que contam com o apoio dos governos ditos bolivarianos, inclusive o brasileiro) a cultura popular é elevada, é possível sonhar com a equiparação aos padrões nórdicos. Já no caso brasileiro o buraco é mais embaixo. Um país com a economia, a educação, as condições de cidadania destroçadas não permite aos seus cidadão sonharem com uma atenção especial a seus presos. Por aqui, sequer temos condições de manter os condenados em reclusão, quanto mais pensarmos em ressocialização. Que fazer? Como solução, não sei, mas penso que para, pelo menos proporcionarmos uma retomada no sentimento de segurança social, nos resta seguir o caminho inverso das sociedades mais desenvolvidas. Investir na criação de mais vagas em presídios, dando ênfase à punição em uma tentativa de desincentivo à criminalidade. Muitas mães brasileiras ainda devem chorar!
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Exército, Desde Caxias, É de Caxias!

por Ivan Fontelles
O Coronel Moézia relatou:
“Lembro-me perfeitamente, que no já distante ano de 1957, quando ingressei no Exército, na Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo, era comum ouvir os Tenentes instrutores quando queriam nos incentivar, nos estimular, nos encorajar diante de uma situação ou um obstáculo de difícil transposição usar os seguintes argumentos:” 
“Vamos aluno, vamos em frente, o EB precisa de homens agressivos, corajosos, destemidos, obstinados, com vergonha na cara, nas suas fileiras, não de merdas! Vocês estão chegando aqui para nos envergonhar? Este Exército é de Caxias ou vocês pensam que ele é de Carmem Miranda?
Pois bem, vi recentemente um vídeo no Facebook em que o Ministro da Defesa em companhia dos três Comandantes das FFAA concedia uma entrevista a imprensa. Num dado momento uma repórter fez uma pergunta abordando declarações do lula, do stédile e suas implicações com a Segurança Nacional. Como a resposta não satisfez, a repórter insistiu na pergunta e o Ministro respondeu de maneira ofensiva e mal educada, atingindo diretamente os Comandantes militares presentes e abandonou intempestivamente a entrevista, deixando para trás os três militares.
Fiquei pasmo com o que vi. O safado não teve a menor consideração, a menor cerimônia em fazer aquela desfeita. Os Comandantes ficaram com a cara de bunda, engoliram o insulto, enfiaram a viola no saco e foram embora.

O Coronel Moézia relatou: “Lembrei-me de imediato de uma passagem no Rio Grande do Sul quando servi no antigo III Exército, no Rio Grande do Sul, comandado pelo Gen Edson Boscacci Guedes, cognominado “O último caudilho”, Cavalariano da melhor estirpe, de linha duríssima.
Fomos convidados para uma cerimônia na Assembleia Legislativa gaúcha onde o Exército seria homenageado. Num dado momento um Deputado discursando e fazendo referencias à Revolução de 1964 disse algo que o General não gostou por considerar suas afirmações mentirosas e ofensivas. Levantou-se interrompendo a alocução do Deputado aos gritos, mandou que o Deputado calasse a sua boca e disse que pensou que nós iríamos ser homenageados e não ser ofendidos e ordenou a todos nós que abandonássemos o recinto e assim o fizemos. Alguns de nós conseguimos dar um jeito de chegar perto do Deputado e demos-lhe uns solavancos uns pisões, uns chega para lá, nada que ele não pudesse aguentar. 
Puxa, que alegria, que vibração a gente ver naquele General, aquele nosso Comandante, confirmar com todas as letras as palavras daquele Tenente que sessenta anos atrás havia proferido:
“Vamos seus merdas! Este Exército ainda é de Caxias e não de Carmem Miranda!”
Depois de assistir vídeos como esse citado, é que devemos afirmar a eles, conscientemente!!!!
 Comandantes: O nosso Exército é de Caxias! Jamais os apátridas o mudarão! O nosso Exército nunca estará à serviço do comunismo ateu representado por bandeira de cor vermelha que significa o Sangue e o Suor da Gente Brasileira que eles, os apátridas, querem ver jorrar para a garantia da natureza corrupta do PT que deseja perpetuar-se no poder, caso o usurpasse desavergonhadamente.
Vida longa à minha PÁTRIA querida VERDE E AMARELA, SOB A ÉGIDE ORDEM E PROGRESSO!
Coronel Ivan Fontelles
Recebido por Correio Eletrônico
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domingo, 19 de abril de 2015

Dia do Exército Brasileiro

por Ney de Oliveira Wasak

“Nós somos da Pátria a Guarda”
“Fiéis Soldados”
Quão feliz é esta afirmação na canção do Exército, principalmente sabedores que o povo brasileiro confia em nós, conforme pesquisa amplamente divulgada.
Dia 19 de abril, dia do Exército Brasileiro, celeiro de tradições forjadas em Guararapes e que se perpetua através dos tempos, com participação marcante nos principais momentos da nossa história.
Lembremo-nos de Guararapes, onde uma eficiente luta de emboscadas, foi o expediente usado pelo povo em armas, para derrotar o poderoso invasor. Ali, derrotados por índios, negros e brancos, os holandeses perderam mais que duas batalhas, perderam o Brasil e a América do Sul.
Conforme afirmou Marechal Mascarenhas de Morais:
– “…forjou a Força Armada do Brasil e alicerçou para sempre a Nação Brasileira”.
Todas as vezes que foi necessário, tanto internamente quanto em lutas externas, nosso Exército se mostrou a altura, sendo conduzido por homens do quilate de Caxias e outros que se seguiram.
As lutas pela Independência, no período de 1825 a 1828 e também a Guerra do Paraguai, onde se apresentaram vários heróis de nossa Marinha e do nosso Exército.
Nossa República foi proclamada pelo insigne Marechal Deodoro da Fonseca.
Em 1935, o grupo chefiado por Luís Carlos Prestes recebeu a missão de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Ordens vieram de Moscou para que o PCB (Partido comunista Brasileiro) agisse o mais rápido possível. Luís Carlos Prestes cumpriu a ordem e desencadeou o movimento armado que vitimou centenas de pesoas. A chamada intentona comunista, que de maneira covarde matou quem estava dormindo, foi derrotada pelo Exército.
Na II Guerra Mundial, nossa Força Expedicionária Brasileira (FEB), mostrou ao mundo a coragem e a generosidade de nosso soldado, que até hoje é homenageado em terras italianas. Quando necessário a “Cobra Fumou”, quando a população solicitava recebia a ajuda.
Em 1964 a Nação em vias de se tornar uma ditadura comunista, exigiu que o Exército Brasileiro se apresentasse para o socorro do Brasil; a população, a Igreja e os jornais foram os porta-vozes do Brasil e o Exército não se omitiu e promoveu a Redentora de 31 de março de 1964.
Após a Contrarrevolução de 64, os comunistas não satisfeitos, iniciaram luta armada, usando a tática de guerrilha e terrorismo, uma luta suja aprendida na China, Coréia e Cuba. Praticaram assaltos a bancos, furtos, sequestros de pessoas e aviões, explosões de bombas em áreas públicas e outras ações terroristas, tudo isso para tomar o poder. Novamente coube às Forças Armadas, em particular ao Exército, agir e o fez com o ímpeto e coragem adequada derrotando o inimigo.
Magnânimo o governo militar, por decisão própria, anistiou os brasileiros que pegaram em armas contra o Brasil, permitindo o seu retorno e ocupação de cargos políticos.
Infelizmente, os apátridas da década de sessenta, permaneceram apátridas, usando de propaganda tentam modificar a história, mentindo para o brasileiro. Esses terroristas galgaram os maiores cargos políticos, com os quais tentam novamente fazer do Brasil uma ditadura comunista, não com voto, mas com manipulação da urna eletrônica.
A preparação comunista tem origem em 1935, e desde 1990 com a criação do foro de São Paulo, para agregar os partidos de esquerda da América Latina, com o objetivo de criar a república bolivariana e a União das Repúblicas Socialistas da América Latina. O atual governo do PT, corrupto, participa, propaga e defende o referido foro.
Não tenho autoridade para falar pelo Exército Brasileiro, mas conhecendo sua estrutura, tenho a certeza que o inimigo já foi identificado, bem como sua estrutura, efetivo e localização. O chamado exército de Stédile, a comando do apedeuta, composto de haitianos, cubanos, venezuelanos tenha certeza que no momento adequado serão desmantelados e derrotados, novamente.
O Brasil pode ter certeza que o Exército, que ocupa cada recanto de nosso território, nunca trairá o seu povo, o Exército nascido em Guararapes, composto de brancos, negros e índios é a verdade do Brasil em armas.
Hoje nos congratulamos com o Dia do Exército Brasileiro, e apesar das dificuldades impostas por ações revanchistas, estamos todos, na reserva ou na ativa, prontos a cumprir os desígnios do País e, se chamados, cumprirmos nossa missão.
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terça-feira, 14 de abril de 2015

O Motivo do Ódio

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Uma simples pesquisa na internet colocou a descoberto o motivo do imenso ódio nutrido por grande maioria de profissionais jornalistas, professores e "intelectuais" aos promotores da Contrarrevolução de 1964. Sentimento esse repassado a seus discípulos que sem nem mesmo saberem sobre seus reais motivos o alimentaram e reproduziram.
Não parece incomum o fato do Contragolpe de 1964 ter sido incentivado e apoiado pela grande maioria da população, com ampla divulgação favorável por parte de toda a imprensa — com exceção, é claro, dos pasquins sindicalistas comunistas — e logo depois passar a ser execrado pelos "formadores de opinião" em uma perseguição antimilitarista que se prolonga até hoje, alcançando até mesmo as Polícias Militares?
Pois a explicação para esse fato foi exposta recentemente.
Uma simples e justa Emenda Constitucional, a de nº 9 de 22 de julho de 1964, inverteu o apoio dos “intelectuais” brasileiros (jornalistas, professores e escritores) que passaram a hostilizar os militares, corroborando o esforço das “minorias esquerdistas” (socialista e comunistas) para chegarem ao Poder.
“Ditadura Militar”, “Anos de Chumbo”, “Redemocratização”, Caras Pintadas” “Comissão da Verdade”, Collor, Sarney, FHC, Lula e Dilma, enfim, tudo está explicado!
Este é um dos segredos mais bem guardados pelos nossos professores de história, beneficiados que eram.
A ponto de os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje — de modo similar aos macacos da experiência da escada e e o chuveiro frio — repetirem o processo de execração dos primeiros sem nem mesmo saberem o que o motivou.
A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 1934, tratando "Dos Direitos e das Garantias Individuais",  previa em seu artigo 113, inciso 36:
"Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor."
Na Constituição de 1937, a Constituição do Estado Novo, o assunto não é citado, mas na de 1946, que restaurou alguns dos direitos suprimidos no governo ditatorial de Getúlio Vargas, pode-se ler em seu artigo 203:
"Nenhum imposto gravará diretamente os direitos do autor, nem a remuneração de professores e jornalistas."
Por 30 anos foi uma farra de sonegação de impostos. Algumas faculdades chegavam a vender diplomas de jornalista — “até arcebispo era jornalista.” [1]
Porém, logo depois de assumirem o governo, os militares patrocinaram a Emenda Constitucional nº 9, com cerca de uma dúzia de alterações. Ela foi aprovada 81 dias depois de apresentada e uma de suas alterações se tornaria o maior erro deles. O artigo 203 da Constituição passou a ter a seguinte redação:
"Nenhum imposto gravará diretamente os direitos do autor, nem a remuneração de professores e jornalistas, excetuando-se da isenção os impostos gerais (art. 15, número IV)."
E o que diz o Art 15, nº IV? 
Art 15 - Compete à União decretar impostos sobre: ... 
IV - renda e proventos de qualquer natureza;
Assim, a EmC nº 9 passou a obrigar todo escritor, professor e jornalista deste país a pagar imposto de renda, algo que nenhum destes fazia desde 1934.
Jornalistas também não pagavam imposto predial [2], imposto de transmissão [2], imposto complementar [3], além de ter isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, e 50% de desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de diversões. [4] e [5] 
Devido a estas isenções na compra de casa própria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas, e a queda de 15% nos seus salários causou sérios problemas financeiros e familiares.
Some-se a inflação galopante que se seguiu, o baixo crescimento do PIB, e a soma disto tudo levaria uns 10 a 15 anos para jornalistas, escritores e professores recuperarem o padrão de vida que tinham antes do duro “golpe” financeiro que os militares causaram.
Assim, com esta medida os militares de 1964 antagonizaram, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual deste país, obrigando pela primeira vez jornalistas, escritores e professores a pagarem Imposto de Renda, a serem cidadãos responsáveis e solidários.
Antagonizaram aqueles que até hoje fazem o coração e as mentes das novas gerações.
Estes, obviamente, se revoltaram imediatamente. Afinal, “A maior parte da grande imprensa participou do movimento que derrubou o Presidente João Goulart e foi, sem dúvida, um dos vetores de divulgação do fantasma do comunismo”, conforme João Amado – Os Jornalistas e o Golpe de 1964:
“Grande parte dos jornalistas que tiveram suas crônicas coletadas para este livro, Alceu de Amoroso Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Newton Rodrigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram do apoio dado ao golpe.” ... “Jornalistas que apoiaram o golpe de 64, antes dele fazer aniversário, já eram adversários do regime que ajudaram a instalar”, ... “Ao perseguir figuras que nada tinham de comunistas ou subversivas, eram apenas liberais e até apoiaram o golpe, a ditadura, por assim dizer, perdia a razão.” afirma Thereza Cesário Alvim.[6] 
Óbvio. Quem se considera superior, a ponto de não pagar imposto de renda, não é socialista muito menos comunista. Verdadeiros comunistas são contra uma sociedade de classes, privilégios classistas, e renda mal distribuída para algumas classes.
Exigir que todos paguem Imposto de Renda não é perseguição, é justiça social.
Mas notem que Amado, professor de História, considera ter que pagar imposto de renda uma “perseguição” classista.
Antônio Calado, professor, escritor e professor escreveria:
“O Golpe foi certo, mas seus desdobramentos errados”.[6]
Calado se tornou um de seus grandes opositores, um ano depois.
Enquanto IPI e ICMS pagos pelas empresas servem para financiar infraestrutura, estradas, portos, etc., é justamente o imposto de renda que usamos para reduzir a pobreza, cuidar dos inválidos, pagar o Bolsa Família.
Nenhum jornalista, professor ou escritor, nem mesmo os de “esquerda” escreveram ao longo dos 30 anos de regalia, um artigo sequer contra este privilégio que desfrutavam.
Dispensar jornalistas cegos, professores paraplégicos, escritores com deficiências mentais de pagar imposto de renda seria mais do que justificável, afinal são estes que merecem ajuda para poderem competir com jornalistas, professores e escritores de posse de tudo que é necessário para serem autossuficientes do estado.
Mas é justamente o imposto de renda que nossos intelectuais brilhantemente conseguiram burlar, e por sinal reclamam até hoje.
Em 2013, a Revista Exame da Editora Abril, comentou esta isenção da seguinte forma.
“A isenção (infelizmente) foi revogada em 1964, por meio da Emenda Constitucional nº 9 de 22 de julho de 1964.”
Infelizmente para quem, cara pálida?
Alberto Dines, do Observatório de Imprensa, em 2012 comentou:
“Getúlio, muito inteligentemente, atuou para melhorar o padrão social do jornalista. A legislação do Getúlio deu grandes vantagens.”[7]
Em discurso no dia do Professor na Associação do Ensino Superior, conclama:
“Os professores mais antigos devem sentir saudades dos tempos em que os professores eram realmente respeitados e valorizados, como acontecia, por exemplo, durante a vigência da Constituição Federal de 1946, artigo 203.”
Mas, por que os militares foram tão burros, segundo Alberto Dines, de se indispor justamente com a imprensa?
Por que foram adotar esta medida logo no início, quando ainda estavam com outros problemas para resolver, e não somente uns 10 anos depois?
Duas possibilidades.
Uma é que este privilégio classista estava na garganta de todo militar, advogado, médico, enfermeira, bombeiro, policial, pela sua hipocrisia e pelo seu abuso onde até arcebispo estava sendo beneficiado.
A segunda hipótese, é que Castelo Branco de fato pretendia ficar 18 meses, somente até o fim de mandato de João Goulart. E queriam corrigir algumas coisas antes de saírem. Este por exemplo.
Como resultado, os prejudicados julgaram que os militares traíram justamente quem os havia inicialmente apoiado.
E não há ninguém mais odiado neste país que um traidor.
Não é de se espantar que passado 50 anos os militares continuem sendo perseguidos por comissões da verdade, reportagens, e tudo o mais possível, apesar dos militares hoje serem outros.
Prever o passado é um exercício fútil, mas se os militares tivessem sido mais maquiavélicos, não teríamos a reação contrária que surgiria logo depois, quando o imposto de renda de fato começou a ser cobrado.
Se os militares fossem de fato desonestos, como jornalistas, professores de história e escritores não param de divulgar, eles provavelmente teriam simplesmente se incluído nesta lista classista.
Os poucos jornalistas de direita da época, assim como boa parte da sociedade, ficaram mudos e inertes.
Já os jornalistas de “esquerda”,  sem perda de tempo passaram a influenciar toda uma nova geração de jornalistas contra os profissionais da caserna.
E essa súbita mudança de tom dos jornalistas, professores de Sociologia, História, Política e Ciências Sociais, pode ter assustado a ala mais radical do Exército, tendo sido um dos fatores que os levaram a não devolver o poder como Castelo pretendia, permanecendo nele por 21 anos.
Para encerrar, uma sugestão para os militares se redimirem e reerguerem a imagem do Exército e das Forças Armadas, seu orçamento e capacidade de combater o narcotráfico internacional e outros problemas: acho que deveriam propor a volta do artigo 203.
E desta vez, para garantir que ele nunca mais seja revogado, incluir a classe de militares, já que ética no Brasil não vale para nada.
“Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista, professor, militar, médico, enfermeiro, bombeiro e policial.” 
Algo para os jovens militares, jornalistas, médicos, enfermeiras pensarem.

OBSERVAÇÕES:
[1] O Luto dos Jornalistas: "Em Santa Catarina, antes da regulamentação, todo mundo era “jornalista”. Queriam os privilégios da isenção do Imposto de Renda e desconto de 50% nas passagens aéreas. Até o arcebispo tinha carteira de jornalista."
[2] Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - 1946 - Art 27 – Durante o prazo de quinze anos, a contar da instalação da Assembleia Constituinte, o imóvel adquirido, para sua residência, por jornalista que outro não possua, será isento do imposto de transmissão e, enquanto servir ao fim previsto neste artigo, do respectivo imposto predial.
[3] Lei nº 986, de 20 Dez 1949, que alterou a Lei nº 154, de 25 Nov 1947.
[4] Jânio de Freitas:  “Até a década de 60, os jornalistas gozaram do privilégio, por exemplo, de não pagar Imposto de Renda e de só pagar 50% das passagens aéreas. Uma das consequências, para citar uma de tantas, era o grotesco princípio de gratidão que proibia publicar-se o nome da companhia de avião acidentado.”
[5] Alberto Dines: "O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro era uma agência de viagens. Era uma corrupção tremenda."
[6] ALVIM, Thereza Cesário. O golpe de 64: a imprensa disse não. Civilização Brasileira, 1979.
[7] DINES, Alberto. Eles Mudaram a Imprensa. 2003. Pg. 169
Fonte:  adaptado do Blog do Kanitz
citado no Blog do Lício Maciel
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domingo, 5 de abril de 2015

Cidadão, Esse Cara é Você

por Carlos Brickmann
Dizem que, quando Maria Antonieta, rainha da França, soube que o povo se revoltava pela falta de pão, perguntou: "E por que não comem brioches?" Pouco tempo depois, perdeu o trono, a liberdade e a vida. 
Os poderosos se isolam e não entendem por que, quando não há comida em casa, os pobres não almoçam num bom restaurante. Nas manifestações, ficou clara a rejeição a tudo isso que está aí. E como reagem nossos poderosos?
A Petrobras, em crise, propõe o aumento do salário de seus diretores em 13%, para algo como R$ 123 mil mensais. Pode ser pouco diante do que se paga em empresas do mesmo porte; mas, diante da situação, parece deboche. No ano passado, os salários da diretoria já haviam subido 18%, contra 6,4% de inflação.
O Supremo Tribunal Federal cancelou todas as sessões nesta semana. Com isso, o inquérito sobre Jader Barbalho, por peculato, acabou. Está prescrito.
A Câmara Federal nomeou quatro deputados para visitar o então ministro da Educação, Cid Gomes, no Hospital Sírio-Libanês. Suas Excelências iriam conferir a avaliação médica do Dr. Roberto Kalil. Custo: R$ 6.500. Não é muito? Talvez. Mas qual a utilidade do passeio? Provar que um dos melhores hospitais do país estava errado? Que é que o deputado André Fufuca entende disso? E quem é que disse que se pode visitar um paciente sem autorização dele e do médico?
Lula, que, solidário, manteve os condenados do Mensalão no PT, disse: "Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu, indignado com a corrupção."
Pois é.
Ninguém me ama
Talvez nesse profundo desprezo pela opinião pública - que, diga-se, não é exclusivo da presidente - esteja a raiz da rápida queda da popularidade de Dilma. Datafolha e Ibope encontraram números parecidos: 12% aprovam seu Governo, 64% o reprovam. 
É muita gente contra! E 74% não confiam na presidente. 
Ninguém me quer
Até as piadas de salão, as mais comportadas, se aproximam do achincalhe. Uma está na coluna de Cláudio Humberto. "Como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai passar a Semana Santa no Exterior, a pergunta que não se cala: é Dilma quem assume o poder?"
De fracasso em fracasso
A decisão de admitir o debate sobre maioridade penal (hoje, abaixo dos 18 anos, o tratamento para infratores é diferente), tomada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, tem o objetivo único de impor mais uma derrota a Dilma e a seus aliados. A redução da maioridade penal tem sua lógica - se uma pessoa com 16 anos sabe votar, também sabe se está agindo corretamente; e vira reivindicação sempre que há um crime violento envolvendo menores. Mas, no fundo, não funciona. Com maioridade aos 16 anos, criminosos de 15 serão dimenor, e assim por diante. Além disso, se já não há prisões suficientes nem para adultos, onde colocar os adolescentes? Mas também não há lógica em deixar de isolar de alguma maneira aqueles que, de qualquer idade, sejam violentos. 
A discussão é outra, bem mais complexa; envolve, como nos Estados Unidos e Inglaterra, uma decisão judicial, que considere o infrator capaz ou não de diferenciar entre o bem e o mal. O problema é que, para derrotar Dilma, uma medida como essa pode ser aprovada como se fosse uma solução - e, sozinha, solução não é.
Me resta o cansaço
Da coluna de Lauro Jardim: "Antes do encontro com o diretório nacional do PT (...) em São Paulo, Lula teve uma reunião mais reservada, com um círculo mais próximo a ele. Nesta conversa mais íntima, não é que Lula tenha falado mal de Dilma. Falou horrores."
Mudando de conversa
Seja qual for a opinião do caro leitor sobre as manifestações, uma coisa é certa: ninguém gritou lemas em favor da reforma política ou do financiamento público de campanhas eleitorais. O povo pode ser surpreendentemente sábio: a principal fonte de corrupção das campanhas não é o financiamento público ou privado (o primeiro-ministro alemão Helmut Kohl caiu quando descobriram que recebia, além do financiamento público de lei, farto financiamento privado em caixa 2). O problema é o custo das campanhas. Num Estado como São Paulo, um candidato a deputado estadual sem núcleo fixo de eleitores vai gastar uns dois ou três milhões de dólares, percorrendo 645 municípios. Tem de buscar esses recursos em algum lugar; e quem o auxilia não o faz por puro espírito público.
A solução é criar algum tipo de voto distrital, em que as campanhas sejam feitas em regiões menores, onde o candidato já seja conhecido, a custo bem mais baixo. É difícil? É: os atuais parlamentares se elegeram pelo sistema atual. Por que irão mudá-lo, para correr o risco de enfrentar campanhas mais difíceis?
Aquele papo furado
Já se dá muito dinheiro público aos partidos - do fundo partidário, R$ 1,5 bilhão, ao horário eleitoral, que as emissoras, usando tabela cheia, descontam do Imposto de Renda. Não tem sentido estimular mais gente a viver às custas do Tesouro. 
E não há quem queira, sem retorno, pagar a campanha dos outros.

terça-feira, 31 de março de 2015

Governos Militares de 1964 a 1985

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ALGUNS NÚMEROS DOS GOVERNOS MILITARES NO BRASIL
Tem gente que não vai gostar do que vai ler!
- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;
- Criação de 13 milhões de empregos;
- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
- Estruturação das grandes construtoras nacionais;
- Crescimento do PIB de 14%;
- Construção de quatro portos e recuperação de outros 20;
- Criação da Eletrobrás;
- Implantação do Programa Nuclear - Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
- Criação da Embratel e Telebrás (antes não havia orelhões nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
- Construção das Usinas Angra I e Angra II;
- Desenvolvimento das Indústrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo); 
- Implantação do Pró-álcool em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool); 
- Construídas as maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú (imagine nosso país, hoje à beira de apagões energéticos, sem a "obra faraônica" de Itaipú);
- Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente da venda de café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
- Rede de rodovias asfaltadas passou de 3 mil para 45 mil Km; 
- Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
- Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
- INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
- Criação do FUNRURAL - a previdência para os cidadãos do campo;
- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
- Criação do FGTS, PIS, PASEP;
- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos);
- Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora e da Via Dutra;
- Criação da EBTU;
- Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza;
- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas - Viracopos, Salvador, Manaus); 
- Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari); 
- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que redundaram na descoberta da bacia de Campos em 1976; 
- Construção do Porto de Itaquí e do terminal de minério da Ponta da Madeira na Ilha de S. Luís no Maranhão;
- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
- Promulgação do Estatuto da Terra, com o início da Reforma Agrária pacífica;
- Polícia Federal;
- Código Tributário Nacional;
- Código de Mineração;
- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
- IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
- Reforma do TCU;
- Estatuto do Magistério Superior;
- INDA - Instituto de Desenvolvimento Agrário;
- Criação do Banco Central (Dezembro de 1964);
- SFH - Sistema Financeiro de Habitação;
- BNH - Banco Nacional de Habitação;
- Construção de 4 milhões de moradias;
- Regulamentação do 13º salário;
- Banco da Amazônia;
- SUDAM;
- Reformas Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;
- Ferrovia da Soja;
- Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;
- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
- Matriculas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
- Estabelecimentos de assistência médico sanitária com crescimento em números de 6 para 28 mil;
- Crédito Educativo;
- Projeto RONDON;
- MOBRAL;
- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança no Rio Parnaíba;
- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
- Construção da Ponte Rio-Niterói;
- Construção da rodovia Rio-Santos (BR 101);
- Construção da "Free-Way" Porto Alegre-Osório (100 Km em área de banhados);
- Impediram a implantação de uma guerrilha semelhante às "FARC" no Brasil;
- .......
Observe que muitas dessas realizações foram destruídas ou descaracterizadas após a "redemocratização", tendo sofrido, recentemente, tentativas de reconstrução sob nova paternidade. 
Fizeram a maior revolução industrial do Século XX, pegando um país com o 45º PIB do mundo, e 21 anos depois, entregaram aos civis com o 10º PIB do mundo.
O resultado posterior:

Vamos para 30 anos, sob autoridade civil e ainda estamos "correndo atrás", esperando para vermos alguma coisa útil construída no período.
E nem me venham com a conversa mole de que tudo o que foi feito "endividou" o país! O Canalha que governa "eçepaíz" desde 2003 (desde 2011 disfarçado de presidAnta) bradou ao mundo ter liquidado a dívida externa em fevereiro de 2008 - mentira reiterada em 2013 pela Vossa Governanta. Assim, a herança maldita dos militares não foi assim tão maldita!
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Vencidos e Derrotados?

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Filha de Himmler aos 81 anos: Ela trabalha com neo-nazistas e ajuda oficiais da SS escapar à justiça
por André Luiz
Gudrun Burwitz, filha
de Heinrich Himmler, 
tornou-se "avó" para 
uma nova geração de 
mulheres nazistas
Ao acenar para seus netos, Gudrun Burwitz aparenta a figura de uma mulher pronta para viver o resto de seus dias em paz e sossego.
Em vez disso, a filha de 81 anos de idade de Heinrich Himmler ainda trabalha em um ritmo impiedoso para manter viva a chama nazista.
A Sra. Burwitz sempre alimentou a memória de seu pai, acreditando que o homem que dirigia a Gestapo, a SS e o programa de extermínio que matou milhões de pessoas, dentre os quais judeus e outros grupos de minoria racial, era bom e digno.
Himmler e Gudrun nos anos de guerra.
Ele comandou a Gestapo, a SS
e o programa de extermínio que matou
 milhões de pessoas no Holocausto.
E apesar de sua idade avançada, ela continua a ajudar antigos integrantes do regime nazista para escapar à justiça.
Como a figura de liderança do sombrio e sinistro grupo Stille Hilfe – Ajuda Silenciosa – ela provê todo tipo de ajuda, inclusive financeira, aos ex-integrantes do nazismo.
O grupo formado em 1951 por um grupo de oficiais de alta patente das SS, na Alemanha, o grupo existe “para prestar assistência pacífica, mas ativa para aqueles que perderam sua liberdade durante ou depois da guerra por internamento, prisão, ou similar circunstância e que precisam de ajuda até hoje”.
A reunião do Partido Democrático Nacional (NPD), em Berlim demonstrando sob o slogan "Trabalhadores resistir - então e agora", em comemoração ao aniversário de 58 de revolta dos trabalhadores na Alemanha Oriental de 17 de junho de 1953
O Partido Nacional Democrata (NPD),
em Berlim protestando sob o slogan
"Os trabalhadores resistem",
na comemoração de 58 anos da revolta dos
trabalhadores na Alemanha Oriental,
de 17 de junho de 1953
O grupo, atualmente, está nas mãos da Sra. Burwitz. E seu trabalho tomou um rumo ainda mais sinistro. Ela tornou-se ‘avó’ para uma nova geração de mulheres nazistas com ideologia de Direita Radical. Esses discípulos de Hitler usam trajes tradicionais da Baviera e cabelos com tranças.
Andrea Roepke, pesquisadora especialista na vida da senhora Burwitz, afirma: “o Grupo Stille Hilfe não é apenas para prestar ajuda aos ex-nacional-socialistas, ele também financia o movimento neo-nazista.”
Gudrun Burwitz is fighting to keep Klaas Carel Faber (above), 89, from being extradited back to his homeland from Germany
Klaas Carel
 Faber
A Sra. Burwitz, que mora em Munique com o marido, está lutando para evitar que Klaas Carel Faber, 89, seja extraditado para a Alemanha. O holandês serviu nas fileiras da SS na Holanda, onde teria assassinado judeus indefesos a sangue frio.
E seu mais recente cliente é Soren Kamm, 90, um oficial da SS dinamarquês que teria cometido diversos assassinatos em sua terra natal, durante a Segunda Guerra, incluindo a execução de editor de jornal Carl Henrik Clemmensen em Copenhague. Em 1946, um tribunal dinamarquês condenou um dos comparsas de Kamm, Flemming Helweg-Larsen, à morte pelo mesmo caso, citando as mesmas provas. Helweg-Larsen foi executado no mesmo ano. 
Supporters shield the leader of the far-right extremist party, Udo Voigt (right), with signs as he gives a speech during the rally in Berlin on Friday
Apoiadores protegem com escudos
o líder do partido 
extremista de
extrema-direita, Udo Voigt (à direita), 

enquanto ele discursa em Berlim.
A Alemanha se recusa a executar um mandado de extradição emitido pela UE, embora Kamm tenha admitido sua culpa em uma entrevista de TV.
A Sra. Burwitz, a “Princesa do nazismo”, como um historiador a chamou, vive em uma casinha no subúrbio de Munique, com seu marido Wolf-Dieter.
“Eu nunca falo sobre o meu trabalho”, ela disse em entrevista ao um jornal britânico. “Eu só faço o que posso quando posso.”
Um funcionário da inteligência disse: “Ela tem mais de 80 anos, mas continua afiada. Ela gosta de fazer você pensar nela como uma senhora pacífica e calma, mas a realidade é outra”.
André Luiz, escreve sob a expectativa de contribuir com a memória da II Guerra Mundial e demonstrar que mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.
FONTE: Ecos da Segunda Guerra,
traduzido do original Dailymail
COMENTÁRIO:  transcrevo texto de Marcelo de Oliveira Cândido, recebido por e-mail:
Acho que chega não é?  Nem tanto ao Céu, e nem tanto a Terra!
É certo que a guerra é contada pelos vencedores, e aos perdedores, às batatas!
A história há de revelar, boa parte de verdades sobre a II Guerra Mundial, se bem que não toda, e infelizmente não para nós! (DC 2015)
O que faz (O ônus da prova é de quem acusa, não meu!) a filha de Her Himmler, não é de surpreender. Afinal, ela viveu esta parte da história, e entendo que é até coerente. Veja, ela além da vivência, tem informações/conhecimentos, que nem sonhamos!
Também, não acho que se justifique, uma perseguição ensandecida e porque não dizer irracional, a velhinhos de 90 anos de idade, ainda mais depois de meio século!
A II Guerra Mundial acabou sim. Pelo que sei, o Nacional Socialismo, surgiu como uma alternativa aos regimes comunista e Capitalista.
E o Nacional Socialismo surgiu de um povo, que mesmo tendo perdido a guerra (isto é, foi subjugado, humilhado e dilapidado), evidencia até hoje, que à época, inequivocadamente tinha massiva superioridade tecnológica face ao mundo. Isso faz pensar, se o Nacional Socialismo, também não acompanharia esta tendência. Será?
O fato é que os perdedores, e tudo o que eles representam, ficam até hoje sendo bode-expiatórios, dos vencedores. Ai [acima] está a reportagem, que apoia a minha afirmativa.
Incrivelmente, o maior vencedor, parece mesmo ter sido o comunismo, já que este regime Russo/Chinês, que matou 120 milhões de pessoas (e parece que a contagem continua), vem nos últimos anos, ganhando terreno principalmente na América Latina. E por absoluta incompetência dos capitalistas, que se desviaram totalmente de seu principal objetivo, que não é enriquecer!
Já o Socialismo Nazista - até onde sei - é responsabilizado por 25 milhões de mortes. Vejam que mesmo nesta contagem os Nazistas perdem! O que faz questionar, porque o Nazismo é proibidíssimo, e o comunismo não?
A resposta de fato é que um regime perdeu a guerra e o outro não!
No meu ponto de vista, a grande sorte dos comunistas, foi o surgimento do Nacional Socialismo Alemão. Vejam que sem ele, como iriam os comunistas Russos/Chineses desviar os olhares do mundo, às atrocidades contra os seus inimigos, e pior ainda, contra o seu próprio povo, cujo maior crime é não aceitar viver sobre a opressão do Estado totalitário de esquerda?
Também, elejo aqui o homem mais sortudo do mundo até esta data: Stalin!
Depois de todos os atrozes absurdos que ele fez, como estava do lado vencedor, morreu tranquilinho em casa, impune, e sem que a história (ainda), o tenha configurado como o verdadeiro crápula que foi!
Mas o cúmulo da sorte mesmo, foi ele (Stalin) ter sido contemporâneo de Hitler, pois como perdedor, o Führer Nazista absorveu tudo o que se pode imaginar de má sorte em moralidade e fama, desviando assim os olhares do mundo a Stalin, e porque não dizer também, a Mao Tsé-Tung, outro monstro sinistro, que inclusive enterrou boa parte da histórica cultura milenar, chinesa.
Não sei o que fica sendo “menos ruim”, se o assassinato de tantas pessoas, ou o da cultura e da história.
Encerrando este artigo, faço lembrar que 98% do povo mais adiantado do mundo, apoiavam o Nacional Socialismo e Adolf Hitler.
O que nos faz pensar por último: até onde pessoas, como a filha de Her Himmler, podem estar certas ou erradas?
Eu confesso que não sei. Mas de uma coisa eu tenho plena convicção:
- NÃO é possível de maneira alguma, julgar nem condenar atos de guerra como simples crimes.
Somente a história o fará!
Espero ter sido útil!
Marcello Cândido
Jurista, Psicólogo e Filósofo.
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sábado, 7 de março de 2015

Caçadores - Com a Mira no Dever

por Nelson Matta Colorado
O COPES (Comando de Operações Especiais) colombiano foi criado em novembro de 1984 e está subordinado à Direção de Segurança Cidadã. Seu primeiro desafio foi no ano seguinte, na tomada do Palácio da Justiça realizada pelo M-19. Os primeiros Comandos desse Esquadrão desembarcaram desde um helicóptero no teto do Capitólio em Bogotá.
Outra de suas missões importantes foi em 2008, na operação com o Exército e a Força Aérea, na qual foi morto, no Equador, o vulgo “Raúl Reyes”, um dos chefes das FARC.
Em cada disparo eles arriscam a própria vida e a de seus companheiros. Não é um oficio do qual se vangloriem, mas seu trabalho é tão especializado, que no país não mais de 20 o desempenham. Quatro deles estão no Valle do Aburrá e mantém atenção contínua nos 350 combos (grupos de delinquentes) daquela área.
- “Atirador, cada vez que você dispara, ¿faz isso para matar?”.
- “Nem sempre, mas é um estigma que carregamos”, responde o patrulheiro Guillermo*, que carrega consigo um rifle Sig Sauer 3.000 de calibre .308.
Seu rosto está lambuzado de pintura de camuflagem e veste um traje "guillie" - inventado há três séculos pelos caçadores escoceses - que o mimetiza com a vegetação da região.
Junto a ele, executando um exercício de observar um objetivo em um bosque de Altos de Niquía (Bello), está o patrulheiro Juan*, sua sombra, seu protetor, seu irmão, porque um atirador não é um lobo solitário, senão um binômio. Um é o observador, o outro dispara, igual aos leões quando saem a caçar.
Eles pertencem ao Comando de Operações Especiais (COPES), o grupo de assalto de elite da Polícia colombiana. Sua base está em Bogotá, porém em 22 de dezembro de 2013 o presidente Juan Manuel Santos, durante uma reunião do Conselho de Segurança, ordenou o translado de 20 unidades (duplas) ao Valle do Aburrá.
Pela primeira vez os combos que delinquem na zona enfrentam uma equipe altamente especializada. São muito poucos, porque não é qualquer um que pode integrar esta seleção.
“Como diz Sun Tsu em a ‘Arte da Guerra’: é melhor ir à luta com 10 tigres do que com 100 ovelhas”, recita o Major Byron*, Comandante do Esquadrão, enquanto inspeciona a seus rapazes no patio da estação policial de Bello.
Com um orgulho que lhe transborda no olhar, o Oficial os apresenta um a um: “veja jornalista, este é especialista em assalto urbano, aquele em combate fluvial, esse em explosivos com curso de enfermagem, o outro é Comando Jungla (de Selva), este aqui sabe Krav Magá (arte marcial militar de origem israelense), ele é 'expert' em abrir brechas, esse ali em desminagem, aquele maneja os dispositivos eletrônicos e as armas de apoio...”.
Todos exibem uniformes, arsenal e equipamento de intendência de última geração. A dotação destes 20 homens e três caminhonetes, custou 2.000 milhões de pesos (cerca de 2 milhões de reais), sem incluir salários nem alimentação, segundo o Major.
O secretário de Segurança de Medellin, Coronel (r) Sergio Vargas, diz que a Prefeitura pôs o equivalente a R$ 500 mil desse montante. “A Administração Municipal valoriza muito o trabalho do COPES. Eles participam em quase todas as operações de captura e apreensão contra o crime organizado, por seu alto nível de treinamento e especialização”.
Desde 2014, o Esquadrão executou as missões que mandaram ao cárcere os bandidos conhecidos como “Mayo” (bando de “Altavista”), “Pipe Rata” (da “Agonia”), “la Mona” (da “Convivir”) e “Ojón” (“os Camacoleros”), entre outros.
“O COPES nos dá a tranquilidade de que a operação sairá bem e com riscos reduzidos”, opina o General José Acevedo, Comandante da Polícia Metropolitana.
Os últimos a serem apresentados pelo Major são os patrulheiros Guillermo e Juan, dois dos quatro atiradores que existem na área metropolitana. Não lhes agrada ser chamados “franco-atiradores”.
“Pelos estatutos que nos regem, e em função dos direitos humanos, somos 'Atiradores de Alta Precisión' [TAP na sigla em espanhol]. Os franco-atiradores são os utilizados pelos grupos delinquenciais como assassinos”, explica Guillermo.

Questão de Psicologia
O binômio avança sigiloso pelo matagal. De repente se param quietos e apontam. Nossos olhos começam a duvidar de sua posição. ¿Onde estão? Desde o ar são invisíveis, pelo traje 'guillie', e em terra, o objetivo só os percebe quando já é demasiado tarde.
Os atiradores fazem aproximações profundas, são os que se aproximam do inimigo de modo avançado, para recolher informação útil ao resto da patrulha, que aguarda a 500 metros ou um quilômetro de distancia.
É uma técnica arriscada que se aprende com repetição e muito sacrifício. Guillermo relata que para ser COPES, o candidato deve ser aprovado em um curso de 4 meses no Centro Nacional de Treinamento e Operações Policiais (CENOP), em San Luis, Tolima.
É um inferno de trabalho físico, pressão psicológica, extenuantes jornadas carregando peso, explosivos, gases, saltos desde helicópteros, sendo levados ao limite pelos instrutores, em que uma das provas finais implica não dormir durante três dias.
A taxa de desistência é altíssima, em media, se inscrevem 80 e se graduam 20. Só ficam os mais duros. Por isso na Colômbia não há mais de 200 membros do COPES na ativa, segundo o Major Byron.
Guillermo é boiacaense, filho de uma professora e um camponês, tem 31 anos e assegura que está felizmente casado. É o primeiro e único policial de sua família.
“Um atirador tem que ser exato em sua maneira de pensar e atuar. Se um falha, está em jogo a vida dos companheiros e das pessoas que ele está protegendo no momento”, assinala.
Não lhe pesa a mão para combater uma ameaça. Seu recorde de disparo é de 800 metros, mas ele não se vangloria. “Eu tenho uma memória seletiva muito curta, prefiro não recordar de nada de meus procedimentos”.
A ideia do pós conflito motiva Guillermo a encher sua mente com melhores ideias que combater com a força. “Estamos ante uma mudança iminente, esperamos que nos chegue a paz, por isso, comecei a estudar Psicologia, estou no segundo semestre, pensando que me sirva para o trabalho com a comunidade”.

O lado duro da lei
Juan, bogotano de 28 anos, chegou à Força Pública por esses acasos do destino. Cursava o quinto semestre de Direito na Universidade Distrital, quando teve que resolver a questão do serviço militar.
Sem condições de alcançar a segunda categoria, resolveu prestar o serviço na Polícia. E portando o uniforme, representando o lado forte da justiça que antes estudava nas aulas, se sentiu completado.
Se destacou nas aulas práticas de tiro e os seus superiores o animaram a que se convertesse em atirador. Colocou esse ideal em sua mira, mas foi antes de chegar ao COPES que teve seu encontro mais próximo com a morte.
Em 2008 acompanhava um grupo de erradicação manual de cultivo de drogas em La Macarena, Meta, e durante uma caminhada foram emboscados pela guerrilha. Gritos, rajadas, explosões e, sobre a grama, o sangue e a vida de seu companheiro, o patrulheiro Chacón.
Não foi por vingança, mas algum tempo depois, já sendo atirador profissional, quis o azar que Juan regressasse a Meta para fazer seu disparo de maior alcance em uma operação. A 850 metros, em um área rural, caiu de bruços seu inimigo.
Atualmente, sua profissão está na moda. O filme “Franco-atirador” ["Sniper Americano", no Brasil], do diretor Clint Eastwood, tem sido aclamado pelo público e a crítica.
Ele narra a biografia do militar estadunidense Christopher Scott Kyle, apelidado de “a Lenda” e “o Demônio de Ramadi”. Durante seu serviço na invasão do Iraque, como atirador dos Navy Seals, o Pentágono lhe atribuiu 160 mortes confirmadas, com recorde de distancia de 2.100 metros, convertendo-se no 'sniper' mais letal nas guerras dos E.U.
Juan conhece bem essa historia, mas se recusa a mitifica-la. Para ele, o pior do trabalho é despedir-se da família quando surge o chamado para uma missão. Eles só sabem que ele é um policial comum e nada mais.
- “Nunca vamos com um pensamento de matar, isso é um equívoco que as pessoas imaginam. Se desafortunadamente nos toca fazer, fazemos, porém nossa tarefa vai mais além, queremos prestar um bom serviço e proteger aos nossos, porque somos uma família. Se temos que liquidar alguém, isso não nos dá gloria”.
- “Atirador, ¿quantos objetivos já liquidastes?”, lhe pergunto.
- “¿Não podemos mudar esta pergunta?”.
- “¿Por que?”.
- “Creia que tirar a vida de uma pessoa é algo que não se pode doutrinar a ninguém. Assim, quando eu faço meu disparo, não posso ficar conferindo se morreu ou não. Por que em geral ele está longe, há vento, bruma...”.
- “E cumprindo seu dever, ¿quantos disparos já fizestes?”.
- “Já gastei muita munição”.
Os atiradores afirmam que seu labor vai mais além de disparar, pois estão na primeira linha de risco, recolhendo informações.
Detalhes da reportagem podem ser vistos em vídeo, clicando AQUI.
* Identidades preservadas por nomes fictícios.
Fonte: tradução livre de El Colombiano
COMENTO: é só uma demonstração de que as estorias glamorosas que nos são mostradas, quase sempre são mentirosas. A missão de matar outros seres não é uma coisa comum! Infelizmente, para a segurança da sociedade em geral, ela deve ser cumprida. No Brasil, ainda não chegamos ao ponto de termos que regular esse tipo de atividade. Mas não falta muito para alcançarmos esse ponto crítico.
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