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terça-feira, 31 de março de 2015

Governos Militares de 1964 a 1985

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ALGUNS NÚMEROS DOS GOVERNOS MILITARES NO BRASIL
Tem gente que não vai gostar do que vai ler!
- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;
- Criação de 13 milhões de empregos;
- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
- Estruturação das grandes construtoras nacionais;
- Crescimento do PIB de 14%;
- Construção de quatro portos e recuperação de outros 20;
- Criação da Eletrobrás;
- Implantação do Programa Nuclear - Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
- Criação da Embratel e Telebrás (antes não havia orelhões nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
- Construção das Usinas Angra I e Angra II;
- Desenvolvimento das Indústrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo); 
- Implantação do Pró-álcool em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool); 
- Construídas as maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú (imagine nosso país, hoje à beira de apagões energéticos, sem a "obra faraônica" de Itaipú);
- Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente da venda de café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
- Rede de rodovias asfaltadas passou de 3 mil para 45 mil Km
- Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
- Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
- INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
- Criação do FUNRURAL - a previdência para os cidadãos do campo;
- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
- Criação do FGTS, PIS, PASEP;
- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos);
- Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora e da Via Dutra;
- Criação da EBTU;
- Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza;
- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas - Viracopos, Salvador, Manaus); 
- Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari)
- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que redundaram na descoberta da bacia de Campos em 1976
- Construção do Porto de Itaquí e do terminal de minério da Ponta da Madeira na Ilha de S. Luís no Maranhão;
- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
- Promulgação do Estatuto da Terra, com o início da Reforma Agrária pacífica;
- Polícia Federal;
- Código Tributário Nacional;
- Código de Mineração;
- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
- IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
- Reforma do TCU;
- Estatuto do Magistério Superior;
- INDA - Instituto de Desenvolvimento Agrário;
- Criação do Banco Central (Dezembro de 1964);
- SFH - Sistema Financeiro de Habitação;
- BNH - Banco Nacional de Habitação;
- Construção de 4 milhões de moradias;
- Regulamentação do 13º salário;
- Banco da Amazônia;
- SUDAM;
- Reformas Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;
- Ferrovia da Soja;
- Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;
- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
- Matriculas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
- Estabelecimentos de assistência médico sanitária com crescimento em números de 6 para 28 mil;
- Crédito Educativo;
- Projeto RONDON;
- MOBRAL;
- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança no Rio Parnaíba;
- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
- Construção da Ponte Rio-Niterói;
- Construção da rodovia Rio-Santos (BR 101);
- Construção da "Free-Way" Porto Alegre-Osório (100 Km em área de banhados);
- Impediram a implantação de uma guerrilha semelhante às "FARC" no Brasil;
- .......
Observe que muitas dessas realizações foram destruídas ou descaracterizadas após a "redemocratização", tendo sofrido, recentemente, tentativas de reconstrução sob nova paternidade. 
Fizeram a maior revolução industrial do Século XX, pegando um país com o 45º PIB do mundo, e 21 anos depois, entregaram aos civis com o 10º PIB do mundo.
O resultado posterior:

Vamos para 30 anos, sob autoridade civil e ainda estamos "correndo atrás", esperando para vermos alguma coisa útil construída no período.
E nem me venham com a conversa mole de que tudo o que foi feito "endividou" o país! O Canalha que governa "eçepaíz" desde 2003 (desde 2011 disfarçado de presidAnta) bradou ao mundo ter liquidado a dívida externa em fevereiro de 2008 - mentira reiterada em 2013 pela Vossa Governanta. Assim, a herança maldita dos militares não foi assim tão maldita!
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Segredos Brasileiros São Bisbilhotados Há Décadas

por Mário Chimanovitch
A denúncia do ex-técnico da NSA Edward Snowden de que os EUA usam métodos sofisticados para nos espionar, que gerou furor nos meios governamentais, não deveria ter causado tanta comoção.
Casos ocorridos nos anos 80 e 90, e até antes, mostram que os segredos políticos e tecnológicos do Brasil são bisbilhotados há décadas não só pelos americanos, mas também por franceses, israelenses e sabe-se lá quem mais.
Documentos ultra-confidenciais do extinto Serviço Nacional de Informações revelam que várias instituições do governo e indústrias estratégicas foram alvo permanente de espionagem externa  os mais visados eram o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e o Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).
Com o SNI voltado para o “inimigo interno”, a atividade de contraespionagem era praticamente nula no Brasil. Mesmo assim, vez por outra, investigavam-se agentes de “países amigos”, como John James Gilbride Jr., que também utilizava os nomes John Gilbraith ou Jack O’Brian.
Credenciado como vice-cônsul para assuntos econômicos, fachada comumente usada pela CIA no exterior, operou no Brasil de 1988 a 1992, nos consulados dos EUA no Rio e em São Paulo.
Estava empenhado em recrutar cientistas e pesquisadores do CTA, principalmente do programa aeroespacial. Deixou o país quando já estava “queimado” — ou seja, identificado como agente empenhado em ações prejudiciais a interesses brasileiros.
Apurou-se que Gilbride nunca fora diplomata de carreira. O assunto foi encoberto, já que o governo do Brasil queria evitar a eclosão de um escândalo diplomático.
O espião americano marcara almoço com importante cientista brasileiro numa churrascaria da Alameda Santos (SP). Os agentes brasileiros que o vigiavam descobriram ser impossível pôr escutas no local devido à fortíssima interferência das antenas de rádio e TV. Terminado o almoço, o americano despistou nada menos que 11 agentes.
O interesse estrangeiro recaía também sobre os centros de pesquisa de universidades como a Unicamp e a USP, com tentativas persistentes de aliciar técnicos e cientistas.
Entre 1983 e 1985, a então Telesp, hoje Vivo, teve roubados carros e macacões dos serviços de manutenção. Após os furtos, a Polícia Federal localizou gravadores em postes do Vale do Paraíba.
Esses grampos  especulou-se  objetivavam registrar telefonemas de pessoas ligados ao setor aeroespacial.

Morte Misteriosa
A misteriosa morte do tenente-coronel José Alberto Albano do Amarante, da Aeronáutica, em 3 de outubro de 1981, evidenciou a atuação de um espião do Mossad, o célebre serviço secreto de Israel.
Nos anos 70, o Brasil desenvolvia secretamente um programa nuclear para fins militares. Parceria com o Iraque assegurava os altos recursos financeiros necessários à sua execução; em troca, os iraquianos teriam acesso aos conhecimentos tecnológicos dos cientistas brasileiros.
O responsável pelo programa na Aeronáutica era Amarante, engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica visto como o pai da pesquisa nuclear no país.
Em outubro de 1981, ele foi atacado por uma leucemia galopante: morreu em dez dias. Sua morte passou a ser investigada pela Aeronáutica  teria sido contaminado de propósito por radiação.
A família acreditava que o cientista fora morto pelos serviços secretos de EUA e Israel, mas nada se comprovou. Na época, a mulher de Amarante contou que ele se queixava de ser seguido quando ia a SP ou ao Rio. Depois, quando seus restos mortais foram exumados para novo enterro no Rio, a família constatou sinais de violação da sepultura.
Amarante fundara o Laboratório de Estudos Avançados, grande centro de estudos destinado a se constituir na espinha dorsal da pesquisa nuclear do país. Seu objetivo era ambicioso: desenvolver o enriquecimento de urânio por raios laser (usados para detonar a reação nuclear), em vez do sistema de centrífugas, mais oneroso e lento.
No exterior, cresciam as suspeitas de que as experiências objetivavam desenvolver armas nucleares, o que sempre foi negado pelo Brasil.

Escutas no Hotel
As investigações sobre a morte de Amarante revelaram a existência de um misterioso personagem, Samuel Giliad ou Guesten Zang, um israelense nascido na Polônia, que lutara contra os alemães na Segunda Guerra.
O israelense, apelidado de “Mister Pipe” por fumar cachimbo, chegou a São José em 1979 para gerir o Hotel Eldorado, o principal da cidade, que hospedava muitos estrangeiros, civis e militares, envolvidos em atividades industriais e científicas na área.
Extremamente simpático, Giliad mancava de uma perna devido a um tiro levado na guerra, contava. Hábil, instituiu no Eldorado reuniões sociais de secretárias e gerentes de indústrias, gente solitária capaz de soltar a língua estimulada por drinques. Assim, tinha acesso a informações valiosas: sabia quais delegações visitavam quais indústrias da região e, sempre que possível, a razão das visitas.
O israelense tentou se aproximar de Amarante, mas o oficial o repelia: nunca atendeu a nenhum convite. Passou a frequentar o dentista que atendia Amarante, procurando marcar horários logo depois dos do oficial.
O coronel aborrecia-se com a insistência, e suas suspeitas cresceram quando o dentista o alertou das perguntas que Giliad fazia: “O que é que a Aeronáutica está construindo em Cachimbo (Pará)? Ouvi dizer que se trata de uma grande pista de pouso. Mas para que servirá, se já existem as de Manaus e Belém?”.
Era em Cachimbo que estava sendo preparado o local para a primeira experiência do projeto nuclear brasileiro.
Diante dessas perguntas, o alarme foi dado, e Giliad passou a ser vigiado de perto. Descobriu-se que ele tinha cinco passaportes com nomes diferentes e instalara escutas nos quartos e demais dependências do hotel, para ouvir hóspedes e empregados.
Após dois anos, o israelense bateu em retirada de forma hábil quando percebeu que a vigilância crescia: publicou anúncio num jornal local procurando uma acompanhante para dividir despesas numa viagem à Argentina.
O Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica errou ao responder ao anúncio enviando um agente (homem). Percebendo que fora desmascarado, Giliad deixou a cidade e desapareceu.
Foi durante a ação do agente israelense em São José que a mídia internacional revelou que o Brasil fazia remessas secretas de urânio enriquecido ao Iraque, disfarçadas em material bélico da Avibrás.
Foi também durante a sua estada na região que o “Latin America Weekly Report” noticiou a misteriosa morte de Amarante, expondo suas atividades secretas com impressionante riqueza de detalhes.
Finalmente, quando se divulgou, em 1981, a história das remessas secretas, o Mossad já sabia de tudo e as documentara com fotos. O episódio brasileiro, acreditam os especialistas, serviu como manipulação da opinião pública para que Israel justificasse seu bem-sucedido ataque aéreo ao complexo atômico de Tamuz, no Iraque.
COMENTO: texto interessante, mas o autor não tem bons conhecimentos sobre a atividade de contrainteligência desenvolvida no Brasil pré-ABIN. Para quem quer saber um pouco do trabalho nessa área, recomendo a leitura do excelente livro “A Contra-espionagem Brasileira na Guerra Fria”, escrito por JORGE DA SILVA BESSA, agente brasileiro aposentado.
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Volta às Armas (Governo Vai Investir R$ 30 Bi em Reaparelhamento das Forças Armadas)

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A indústria bélica está em polvorosa no Brasil. O governo vai investir mais de R$ 30 bilhões no reaparelhamento das Forças Armadas. Fusões e aquisições movimentam o mercado e atraem novas empresas, como a Embraer e a Odebrecht
Guilherme Queiroz e Carlos Eduardo Valim
Para a indústria de defesa brasileira, o nome Osório carrega um fardo histórico. Projetado pela extinta Engesa, em meados da década de 1980, era tido, à época, como um tanque inovador, mais moderno e mais barato que os concorrentes. Mesmo com credenciais como essas, o Osório não conseguiu sair do estágio do protótipo da Engesa.
Numa concorrência aberta pelo governo da Arábia Saudita, foi derrotado por um similar dos Estados Unidos, o M1 Abrams. Reza a lenda que foi uma jogada diplomática não muito leal dos americanos, que acusaram o Brasil de estar alinhado à antiga União Soviética. A derrota ajudou a precipitar a falência da então maior fabricante de blindados da América Latina, que havia investido US$ 100 milhões no protótipo do Osório.
Com a morte do tanque brasileiro, boa parte da indústria local de armamentos perdeu o rumo por muito tempo. Agora, quase duas décadas depois, o fracasso do Osório começa a ser exorcizado com um novo ciclo de investimentos. Nos próximos 15 anos, mais de R$ 30 bilhões devem ser gastos para reaparelhar as Forças Armadas. A boa notícia é que, em vez de ser gasto na compra de equipamentos de segunda mão, descartados por outros países 
 prática recorrente até há pouco tempo , esse dinheiro será aplicado na indústria nacional, chamada a desenvolver tecnologias para modernizar as obsoletas frotas do Exército, Marinha e Aeronáutica. “Saímos da vida vegetativa para o renascimento da indústria”, diz Carlos Pierantoni, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa (Abimde).
Eduardo Marson, da Helibras: 
a produção de helicópteros vai integrar 
fornecedores locais ao mercado mundial
A justificativa para o novo ciclo de investimentos está no plano do governo de estruturar uma capacidade dissuasória contra ataques à América do Sul.Temos recursos na região que serão objeto de disputa em 50 anos: água, solo, capacidade energética”, afirma o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A nova Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê duas frentes principais de investimentos: para o monitoramento das fronteiras e para a mobilidade de tropas.
A perspectiva de participar como fornecedor dos grandes projetos militares gera uma movimentação intensa no setor bélico brasileiro. Há duas semanas, o LAAD, maior evento de defesa da América Latina, realizado no Rio de Janeiro, reuniu 663 expositores de 40 países, o dobro de 2009.
Um dos “xodós” das Forças Armadas é o cargueiro KC 390, em desenvolvimento na Embraer, que deve consumir US$ 1,7 bilhão em investimento até o voo do primeiro protótipo, em 2014. Candidata a conquistar 30% do mercado mundial, a Embraer já soma 60 intenções de compra de oito países e dois parceiros internacionais na produção: a argentina FAdeA, para construção de partes da asa, e a tcheca Aero Vodochody, que fornecerá aeroestruturas. A Embraer também já mapeou oportunidades para investir em sistemas de defesa antiaérea e radares e desenvolve um veículo aéreo não tripulado em parceria com a gaúcha AEL Sistemas S.A.
As perspectivas de negócios são tantas que a empresa, sediada em São José dos Campos, criou em março uma divisão específica para executar sua estratégia no setor de defesa. “Estimamos participar de projetos com valor de até US$ 15 bilhões nos próximos 15 anos”, disse à DINHEIRO Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.
A empresa não tem medido esforços para demarcar território no setor.
Marco Mazzu, da Iveco: cerca 
de 100 empresas vão participar da 
construção do blindado Guarani
Em março, adquiriu a Orbisat, fabricante paulista de radares, por R$ 28,5 milhões. Neste mês, anunciou a aquisição de 50% da Atech, responsável pelo projeto básico do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que vai consumir US$ 6 bilhões.

Com a aquisição, um negócio avaliado em R$ 36 milhões, a Embraer ganha espaço para ser a gestora das próximas etapas de instalação de radares e integração dos sistemas. “As Forças Armadas darão esse papel a uma companhia brasileira”, diz o general Antonino Guerra, comandante de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército.
A Embraer não está sozinha nesse páreo.
Claudio Carvas, da Atmos: radares
meteorológicos de uso militar vão disputar
mercado de vigilância durante a Copa do 
Mundo de 2014e a Olimpíada de 2016

Segundo o general Guerra, empresas de outros segmentos demonstraram interesse no projeto. O grupo Odebrecht, potência nas áreas petroquímica e de infraestrutura, aposta muitas fichas na área de defesa. Em 2008, o grupo já havia fechado contrato, no valor de R$ 20 bilhões, com a francesa DCNS para construir submarinos convencionais e de propulsão nuclear, além do estaleiro em que serão fabricados, no Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro.
No ano passado, a Odebrecht assumiu a Mectron, fabricante paulista de mísseis, e firmou uma joint venture com a francesa Cassidian, braço de defesa do grupo EADS. Esses movimentos foram consolidados há duas semanas com a criação de seu braço bélico, a Odebrecht Defesa e Tecnologia. “Acreditamos nesse mercado, mas é um projeto de longuíssimo prazo”, diz Roberto Simões, presidente da nova divisão. Outras aquisições este ano, porém, não estão descartadas.
Nesta nova etapa para o setor, um dos maiores incentivos para as empresas locais é a exigência das Forças Armadas de um percentual mínimo de componentes nacionais nos projetos em curso. A Iveco, de Minas Gerais, fábrica de caminhões da Fiat, estima em um total de 100 as empresas brasileiras que participarão da produção do blindado Guarani, que começa a ser fabricado em Sete Lagoas (MG), no fim de 2012. O contrato de R$ 6 bilhões, firmado com o Exército, prevê a entrega de 2.044 unidades com 60% de índice de nacionalização. “Todas as tecnologias, de mecânica e eletrônica à fabricação do motor, foram desenvolvidas no Brasil”, afirma Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America. Outra empresa instalada em Minas que vê benefícios no índice de nacionalização é a Helibrás, fabricante do helicóptero EC-725 Super Cougar. A empresa tem uma encomenda de 50 aeronaves, que serão produzidas em Itajubá (MG).
Parte das peças serão importadas da matriz — seu principal controlador é a Eurocopter, do grupo EADS — e 50% dos componentes serão nacionais. Alguns helicópteros, porém, não devem ser produzidos no Brasil. Eduardo Marson, presidente da Helibrás, não vê nisso um problema. “Nossos fornecedores locais serão integrados à enorme cadeia global da Eurocopter”, diz.
Tornar-se fornecedor em escala global é o sonho de produção de qualquer fabricante que se preze. Ainda mais num segmento que movimenta US$ 1,5 trilhão por ano no mundo. Mas o mercado interno também pode garantir pedidos da indústria para o setor civil. A paulistana Atmos, por exemplo, que desenvolve radares meteorológicos para uso militar, já pensa numa nova finalidade para seus sistemas. “A Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016 vão impulsionar nosso mercado”, diz Cláudio Carvas, presidente da Atmos.
Diversificar mercados é também uma chance de as empresas se tornarem menos suscetíveis às restrições no orçamento do Ministério da Defesa, uma das primeiras pastas a sofrer cortes quando o governo precisa apertar o cinto. Em 2011, a tesourada atingiu R$ 4,3 bilhões dos investimentos, forçando o Ministério da Defesa a malabarismos para manter programas como o do blindado Guarani.
Por outro lado, o setor tem se mostrado otimista com a elevação dos investimentos, que quadruplicaram nos últimos cinco anos, chegando a R$ 7,7 bilhões em 2010. Segundo o Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri), entidade que mede e analisa orçamentos de defesa em todo mundo, o Brasil foi o principal responsável pela alta de 5,8% dos gastos militares da América Latina. “O Brasil está buscando projetar seu poder e influência por meio da modernização militar’’, constatou a entidade.

sábado, 12 de março de 2011

A Interminável Novela da Reequipagem da Força Aérea Brasileira

por Carlos Newton
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mais uma vez acenou um adeus às ilusões para a Força Aérea Brasileira, ao anunciar que a compra dos aviões não está prevista no Orçamento deste ano. Não temos previsões para a aquisição de caças neste ano”, disse o ministro, ao detalhar o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União de 2011.
Era óbvio que havia algo no ar, como dizia o Barão de Itararé. Na semana passada, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, já tinha afirmado para a então ministra das Relações Exteriores da França, Michèle Alliot-Marie, que a decisão sobre os caças iriam demorar meses. Três dias depois, a ministra francesa pediu demissão, após ser criticada durante semanas por sua ligação com o antigo regime tunisiano, mas isso já seria outra história, também interessante.
Como se sabe, na negociação para a compra de 36 caças para a FAB concorrem os aviões Rafale, da empresa francesa Dassault, os Super Hornet F/A-18, da americana Boeing, e os Gripen NG, da sueca Saab, tendo sido liminarmente afastados (sabe-se lá por quê) os mais fortes candidatos, os Sukhoi 30 MK-II, da russa Knaapo/Irkutsk, considerados os melhores caças da atualidade, com maior autonomia de voo etc. e tal.
Sobre essa interminável novela da reequipagem da Força Aérea Brasileira, o comentarista Flavio José Bortolotto afirma queo ideal seria via parceria com a Embraer, como boas tentativas já feitas no passado, que deram bons resultados. Quem tem autonomia, não depende de ninguém”. E o comentarista José Antonio completa, indagando:Incrível! Dizem que inventamos o avião. Por que não conseguimos construir nossos próprios caças?
Os comentaristas têm toda razão. Não dá para acreditar que a Embraer não tenha tecnologia para fabricar caças. É claro que tem. Pode participar da fabricação do caça AMX, pode criar o melhor avião de treinamento do mundo, o SuperTucano, pode fabricar sofisticados aviões de transporte, mas não pode fabricar caças? A tecnologia que lhe falta é para fabricação dos armamentos, que podem ser importados. Uma coisa nada tem a ver com a outra.
Mas o que falta é vontade política. Na semana passada, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, afirmou que o corte de R$ 4 bilhões no Orçamento deste ano do Ministério da Defesa vai afetar o programa de desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390, principal projeto da Embraer na área. Não é preciso dizer mais nada. Estamos voando para trás, tipo codinome beija-flor, como dizia Cazuza.
Fonte:   Blog do Ferramula

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FARC Tentaram Obter Dados Pessoais de Militares da Força Aérea Colombiana

por Unidad Investigativa
De toda informação que os órgãos de Inteligência vêm obtendo sobre os atos terroristas planejados pelas FARC  em resposta aos golpes militares que tem recebido  há uma que mantém as Forças Armadas em alerta.
Trata-se de dados sobre um plano da narcoguerrilha para se infiltrar na base de Apiay, localizada próximo (15 Km) a Villavicencio, onde funciona o Comando Aéreo de Combate nº 2 (CACOM 2) da Força Aérea Colombiana (FAC).
Esta é a unidade mais operacional e sensível do país, por que dali partiram os maiores golpes contra os criminosos das FARC. Por sua localização e tecnologia, foi uma das bases que os EUA pretendiam no frustrado acordo de cooperação militar, que o governo Obama pensa retomar.
O jornal El Tiempo estabeleceu que o alerta saiu de um dos computadores obtidos por ocasião da morte de Víctor Suárez, vulgo "Mono Jojoy", há quase três meses, no bombardeio ao seu acampamento em La Macarena (Meta).
Em um arquivo, "Jojoy" descreve como havia conseguido um contato dentro de Apiay para roubar  currículos dos pilotos militares da base, visando localizá-los e assassiná-los. O plano também visava a identificação de militares e contratistas estado unidenses que operam na base, além da sabotagem de aviões e helicópteros de combate que ali permanecem  entre 20 e 100 quando há operações especiais.
De acordo com os dados do computador de 'Jojoy', as FARC pagaram uma "entrada" de dez milhões de pesos (cerca de R$ 10.000,00) para recrutar o infiltrado, mas a operação  que ainda não se sabe até onde chegou  custou muito dinheiro mais.
Sequestro e atentado
O motivo? Incluía a intenção de sequestrar um empregado da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer)  fabricante de aviões de combate como os Tucano  e executar um atentado contra a base.
A surpresa é que no computador aparece o nome do suposto infiltrado: Ferney Ortiz Beltrán, técnico em aeronaves vinculado há 18 anos à Força Aérea e especialista na manutenção de aviões de alta tecnologia em Apiay.
A partir daí, as autoridades se deram conta de que Ortiz já aparecera como chefe de uma rede acusada por roubo de peças de aviões Tucano, para venda no mercado negro em Bogotá e Villavicencio, que vinha sendo investigada desde setembro de 2009.
Além disso, o civil já havia confidenciado a amigos sobre a 'missão que tinha', que incluía recrutar pessoal para sua execução, e para introduzir uma moto com explosivos em Apiay.
Conexão com "El Paisa"
Ortiz também teria dito que seu enlace com as FARC seria Hernán Velásquez, vulgo "El Paisa", chefe da 'coluna móvel Teófilo Forero', que atua no centro e no sul do país.
O técnico e outros cinco civis foram capturados na quinta-feira, 16, no interior da base, por agentes da CTI que os indiciou por roubo de peças dos Tucano, que foram vendidas por cerca de cem milhões de pesos (aproximadamente 100 mil reais). A captura foi anunciada sucintamente aos meios de comunicação, mas não foi revelado se ele será acusado por terrorismo com base na evidencia encontrada no computador de 'Jojoy' e pela informação de Inteligência contra ele que a Força Aérea conseguiu obter.
Por enquanto, até que seja estabelecido até onde chegou o plano criminoso, serão reforçados os procedimentos de segurança dos pilotos de guerra e do pessoal norte americano cujo governo já foi informado do caso, qualificado como de "Segurança Nacional".
FAC: todas nossas unidades estão blindadas
Existem diversos procedimentos de segurança que são revistos diariamente.
Fontes da Inteligência da Força Aérea Colombiana (FAC) asseguraram a El Tiempo que possuem complexos dispositivos de segurança para seus pilotos e bases em todo o país, que são revisados diariamente por especialistas: "Há protocolos estritos e secretos que garantem a blindagem das bases e a proteção da identidade dos pilotos".  E, ainda que admitam que conheceram a ameaça a Apiay pelos computadores de 'Jojoy', alegam que já seguiam a pista do infiltrado em função do roubo dos sobressalentes de aviação.
Outro alerta recebido sobre atentados, trata sobre computadores bomba.
"Um informante alertou que as FARC ordenaram que haja nos acampamentos computadores  isca com explosivos", diz uma fonte do Exército. E explica que foi determinada a introdução de mecanismo de ativação por altura nos mesmos, com o propósito de que explodam ao serem levados em aeronaves da FAC ou de outras forças de segurança.  
Por isso a atenção tem sido redobrada na apreensão de tais equipamentos.
Interceptam encomenda bomba dirigida a outra base
Há duas semanas, quando El Tiempo começou a indagar sobre o caso de Apiay, informaram na FAC que estavam cientes de que os meliantes das FARC buscam abater algum dos pilotos militares para mostrá-lo como troféu de guerra, devido a que tem sido eles que vêm bombardeando certeiramente seus acampamentos.
E ontem (17/12), isto ficou em evidência quando o DAS interceptou uma encomenda-bomba (12 Kg de explosivos) dirigida à Escola Militar de Aviação Marco Fidel Suárez, de Cali.
Segundo Felipe Muñoz, diretor do orgão de Inteligência, a carga explosiva ia em um ônibus da empresa Transur que partiu de Sílvia (Cauca), sem passageiros, rumo à capital do Valle.
"A instrução que o condutor tinha era a de levar a encomenda até a base", explicou Muñoz, acrescentando que, por esse fato foram detidas, com o apoio da Polícia, duas pessoas na esquina da Carrera 8 com a Calle 33 de Cali.
Por esse tipo de ameaças, faz um ano que o Comando da FAC tomou a decisão de não permitir a presença, em uma só base, de aviões Supertucano e o avião "Fantasma".
Em todo caso, após o episódio em Cali e até que Ferney Ortiz confesse até onde chegou seu plano, os protocolos de segurança em Apiay e de todas as bases do país serão reforçados.
Também será investigado se os apontados como cúmplices no roubo de peças de Tucano  Henry Ortiz Beltrán, José Luzardo Tarazona Prieto, Diego Gómez Viáfara, Llumer Zúñiga Possu e Heriberto Gamboa  possuem alguma informação sobre a infiltração das FARC.
Fonte : tradução livre do jornal El Tiempo

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lapa FA-03 — O Fuzil Bullpup Brasileiro

Eu não conhecia esse fuzil, soube dele ontem e resolvi pesquisar. Não achei nada produtivo em português e então traduzi da Wikipédia. Peguei umas imagens do fórum ZonaMilitar.ar também. Incrível como a industria bélica brasileira foi boa na época do regime militar, e agora não temos nada de interessante nem de destaque. Lá vai.
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O fuzil FA-03 foi um bullpup criado por Nelmo Suzano na sua empresa LAPA (Laboratório de Pesquisa de Armamento Automático, no RJ). FA-03 significa Fuzil de Assalto modelo 03 e leva o nome da empresa, LAPA FA-03.
O desenvolvimento e a produção do fuzil foram entre 1978 e 1983, e tiveram outros dois modelos (um de submetralhadora 9mm e outro de .22) com o intuito de ter armas domésticas e militares para venda e exportação. O FA-03 foi o único modelo bullpup feito pela LAPA.
Basicamente, o FA-03 não tinha nada de especial no seu mecanismo, era somente um fuzil de assalto com seleção de fogo baseado no sistema padrão operado por pistão com trava de ferrolho rotativo.
A característica mais interessante no FA-03 era a falta da posição safe para fogo. Nele, haviam três posições: semi-automático, automático e ação dupla.
O fuzil podia ser portado com segurança mesmo carregado, mas com o ferrolho em posição baixa. Pela idéia do criador, funcionava muito bem como a posição safe, pois para conseguir atirar nessa posição iria precisar de uma puxada bem forte e demorada no gatilho, o que não iria acontecer por acidente ou fadiga do mecanismo.
Isso também assegurava a impossibilidade de disparos acidentais quando o "martelo" se solta por algum problema técnico que a arma poderia ter.
É interessante notar que o primeiro disparo na posição de ação dupla é algo raramente usado em fuzis automáticos para fins militares. O maior experimento de um gatilho de dupla ação numa arma com fogo seletivo foi com a submetralhadora italiana M4.
Este sistema é criticado por especialistas e atiradores por induzir o soldado a ter muita auto-confiança, mantendo o dedo no gatilho mesmo quando não está apontando a arma para algum alvo. Enquanto alguns militares consideram isto como uma boa coisa, como prontidão para atirar, especialmente em operações militares. A prática de ficar com o dedo no gatilho não é estimulada, pois uma das regras fundamentais para a segurança de armas de fogo é "sempre manter o dedo fora do gatilho até estar pronto para atirar".
O fuzil LAPA FA-03 tinha um chassi feito de plástico que protegia o mecanismo da arma contra agentes externos (água, areia, poeira...) e diminuía consideravelmente o peso total da arma.
Originalmente o fuzil recebeu um sistema de alimentação por um carregador plástico, mas recebeu algumas mudanças para ser alimentado pelos carregadores STANAG para facilitar a exportação para países que usavam outros tipos de carregadores (quase sempre, o carregador do M-16).
Chamar o LAPA FA-03 de um fuzil "5.56x45mm OTAN" seria um erro, pois na época a munição padrão atual FN SS109 de 62 gramas ainda não havia sido lançada. Como o passo do cano era de apenas 1:12 (1 turno em 305 mm), o LAPA FA-03 poderia usar apenas a munição 5.56mm na variação M193 (55 gramas), que foi usada pelos EUA na Guerra do Vietnã.
Infelizmente isso também foi a causa do seu fim, porque o Exército e a polícia brasileira estavam acostumados a anos e anos com armas com um peso elevado como clones do FN FAL e Madsen M-50, feitas aqui mesmo no país.
Os membros das forças armadas que testaram o FA-03 e outras armas da LAPA nos anos 80 descartaram todas elas com a justificativa de que elas se pareciam com brinquedo (por conta do plástico e o design) e pelo baixo peso (todas as armas da LAPA eram feitas com o sistema de proteção em plástico, que apesar de diminuir o peso da arma, não afetava o controle dela em fogo automático).
Quando o FA-03 foi projetado, também era uma novidade pelo seu design bullpup. As únicas armas da época que tinham esse design, eram o FAMAS (França) e o Steyr AUG (Áustria). Mas quando o FA-03 chegou a ser oferecido, todo o mercado do mundo já havia sido tomado pela AUG, que até hoje permanece como a arma bullpup com mais sucesso já criada.
Como a produção era nula, para fins locais ou de exportação, a LAPA faliu rapidamente em 1983, com menos de 500 unidades do FA-03 produzidas no total, a maioria até hoje é guardada por forças policiais para uso especial.
Em serviço: supostamente até hoje, em pequenos números
Uso: supostamente por unidades especiais da polícia
Criador: Nelmo Suzano
Criação: 1970~1980
Fabricante: LAPA - Laboratório de Pesquisa de Armamentos Automáticos SC/Ltda
Produção: entre 1978 e 1982
Quantidade: menos do que 500
Peso: 3,5 kg
Comprimento: 738mm (29,07" polegadas)
Comprimento do cano: 490mm (19,3" polegadas)
Munição: 5.56x45mm (55 gramas, M193) diferente do padrão OTAN
Ação: recarga por ação de gás em ferrolho rotativo
Taxa de fogo: 650 disparos/minuto
Velocidade do projétil: 975m/s
Raio efetivo: 550m
Alimentação: carregador de 20 ou 30 cartuchos (STANAG 4179) ou carregador plástico próprio de 30 cartuchos
Miras: frontal fixa, traseira ajustável

Mais imagens:

Imagens do FA-03 supostamente modernizado, retiradas do fórum ZonaMilitar.ar:






Alguém conhecia?
Acho que não foi apenas o Osório que perdemos.
Hoje em dia a tendência é de que as armas sejam feitas de polímero de plástico, o que o FA-03 já trazia desde TRINTA anos trás e os caras que testaram não gostaram.
E a maior ironia é que o TAR-21 é muito parecido com ele, e o Brasil mostrou interesse em padronizar com ele ... sendo que tínhamos um bullpup anos atrás, e que provavelmente seria muito superior ao TAR-21, se tivessem investido em melhorar. Foda... Deveriam dar um jeito de criar um desses e largar o MD-97 e os projetos baseados no FAL.
Dá até tesão de olhar pra esse fuzil ... e enquanto isso o pessoal usando FAL e querendo padronizar com MD-97... Não dá pra entender como deixaram um projeto desse morrer.
Fonte: Fórum HardMob
COMENTO: Bullpup é uma configuração de fuzis, onde o gatilho se encontra à frente do carregador de munição, sendo que este é encaixado na coronha. Essa configuração permite manter o mesmo comprimento de cano, importante para a precisão do disparo, e mantém o fuzil em um tamanho mais compacto para uso em ambientes sem muito espaço. http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullpup
Os bostas "politicamente corretos" que "detonaram" essa idéia de um Fuzil de Assalto genuinamente brasileiro, certamente são os mesmos que negaram apoio à falecida ENGESA e quase extinguiram com a EMBRAER e a IMBEL.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Dizimada a Quadrilha nº 9 das FARC

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Um após o outro, como em um castelo de cartas, foram abatidos os subseqüentes chefes da quadrilha ou "Frente" nº 9 das FARC que agiam no oeste do departamento (estado) de Antioquia.
A "Operação Oriente" começou há pouco mais de um ano com ações de Inteligência envolvendo fontes humanas e técnicas.
Em uma segunda fase, um grupo de 36 combatentes de selva (grupo Jungla) da Polícia Nacional foi deslocado para caçar os bandidos em seu ambiente.
Em maio de 2009, tropas da IV Brigada descobriram na zona rural do município de Granada um esconderijo com armas e equipamentos de guerra da nona frente das FARC.
Com base em informações de desmobilizados que desertaram dessa frente, os soldados chegaram até o que era um dos "santuários" do grupo e acharam uma cova com munições, armas e outros elementos, na vereda La Mesa.
Na ação caíram 20.000 cartuchos de fuzil, seis fuzis, três mochilas, 16 granadas, 125 quilos de explosivo anfo, 25 minas antipessoal, uniformes e material de campanha.
Também se achou equipamento médico como seringas e pinças de cirurgia. Segundo o coronel Juan Pablo Rodríguez Barragán, comandante da IV Brigada, "con este hallazgo se ataca la capacidad de fuego de esta cuadrilla que hoy está diezmada por la ofensiva del Ejército".
Em 30 de outubro passado, no vilarejo San Ignacio, município de San Carlos, tropas da IV Brigada abateram Jorge Fader Alzate Salazar, vulgo "Coico", que era o técnico em explosivos e quarto na linha de comando da "Frente".
Na quarta-feira passada, 16 de dezembro, um bombardeio realizado pela Força Aérea e orientado pela Inteligência da Polícia de Antioquia, resultou na morte de Ruben Antonio Garcia, vulgo "Danilo", chefe da quadrilha, e mais nove bandidos entre os quais as autoridades presumem estar Luis Naranjo Garcia, o "Gabriel", e Libardo Lago Calvo, o "Salomón", 2º e 3º, respectivamente, na linha de mando do bando.
O bombardeio, feito por aviões Tucano (os mesmos empregados no ataque contra "Raúl Reyes") de fabricação brasileira, começou às 7:45h sobre o acampamento guerrilheiro localizado na vereda Santa Teresa, zona rural do município de San Roque, nos limites com Caracolí, San Rafael e San Carlos.
No dia seguinte, outros dois guerrilheiros da Frente 9 se entregaram aos militares da IV Brigada em San Luis: Jhon Wilmar Márquez, vulgo "Rubín", chefe de esquadra que militava há 9 anos nas FARC, e Libia Yuleda Márquez, que militou 16 anos na guerrilha.
Estes fatos não deixam dúvida sobre a derrota da Frente 9, que em finais dos anos 90, quando semeou o terror no Oriente, contava com cerca de 500 homens e em 2003 passou a ter uns 385. E hoje, depois dos golpes militares que vem recebendo e das sucessivas desmobilizações (deserções) de seus homens, mesmo tendo herdado os restos da Frente 47, conta tão somente com 35 guerrilheiros, segundo calcula o coronel Rodríguez Borbón.
Para esse militar, a morte de "Danilo" "representa uma baixa importante e desarticula finalmente o grupo que já vinha sofrendo inumeráveis baixas graças ao esforço da Policia, da Quarta Brigada e da Sétima Divisão do Exército".
Na operação de buscas levada a efeito logo após o bombardeio, foi encontrado um computador portátil, armamento, unidades USB e material de campanha.
O material de informática apreendido, certamente fornecerá dados relevantes para o combate e destruição total dos narco-terroristas colombianos.
Parabéns às forças de segurança da Colômbia.
Fonte: tradução livre de edições diversas de El Colombiano
cujas edições podem ser lidas AQUI, AQUI e AQUI.
Esta era a linha de mando da Frente 9 das FARC, que hoje está dizimada:
"Danilo" (esquerda acima), "Gabriel" (direita acima),
"Salomón" (esquerda abaixo), e "Coico" (direita abaixo).

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Falsa Indignação.

Da Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (aquele mesmo que se disse "surpreso" e "indignado") sabia desde segunda-feira que a Embraer anunciaria uma grande demissão no seu quadro de pessoal.
Anteontem, quando a empresa de aviação oficializou o corte de 4.200 funcionários, Lula se disse indignado, segundo relato do presidente da CUT, Artur Henrique, e comunicou que convocaria uma reunião com ministros para tentar reverter as demissões.
Na segunda-feira, numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, na sede do Banco do Brasil em São Paulo, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, antecipou aos demais participantes que a situação da Embraer, por depender muito do mercado externo, era complicada por conta da crise internacional e que haveria "expressivas demissões".
Estavam na reunião o ministro José Múcio (Relações Institucionais), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, os presidentes do Banco do Brasil e da CEF (Caixa Econômica Federal), Antônio de Lima Neto e Maria Fernanda Coelho, além de Henrique, da CUT, entre outros.
Na própria segunda-feira, Coutinho informou a Lula sobre as demissões na Embraer. Procurado pela Folha, o BNDES, por meio da assessoria, disse que Coutinho não se manifestaria sobre o assunto. O Palácio do Planalto também não se manifestou sobre o caso.
Na reunião do Conselhão, convocada para debater meios de aumentar a oferta de crédito no país, Coutinho disse que a Embraer alegou cancelamentos de pedidos de encomendas de avião para fazer um ajuste entre receita e despesa.
Coutinho teria dito também que o banco estudava uma forma de estimular as vendas da Embraer para companhias aéreas nacionais, como modo de compensar o encolhimento do mercado externo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Bombardier Leva Cérebros da Embraer

Nos próximos dias, cerca de 50 engenheiros desembarcam em Montreal para trabalhar em projetos da concorrente
por Patrícia Cançado
Em meados do ano passado, vários engenheiros da Embraer receberam uma ligação da canadense Bombardier. Do outro lado da linha, queriam saber se tinham interesse em se mudar para o Canadá para trabalhar em novos projetos da companhia. Meses depois, muitos deles estavam em Buenos Aires, onde a Bombardier alugou salas de um hotel para as entrevistas. Nos próximos dias, um grupo de cerca de 50 ex-funcionários da Embraer desembarca em Montreal, onde fica a sede da companhia. A maioria fará parte da equipe que vai desenvolver o CSeries, nova família de jatos lançada em julho e concorrente direto do ERJ 190/195 da fabricante brasileira.
Não se trata de um grupo qualquer de engenheiros. Eles são estratégicos para a Bombardier, que lançou com atraso o jato regional para até 130 passageiros — a Embraer enxergou o filão há quase uma década e hoje colhe os lucros da decisão. Os profissionais recrutados pelos canadenses acumularam experiência que poucos engenheiros aeronáuticos no mundo têm, pois estiveram envolvidos no projeto do avião de mesmo porte que revolucionou a aviação e a própria fabricante brasileira nos últimos anos.
"Eles não falaram explicitamente, mas o interesse por nosso know-how fica evidente, pois só estão contratando o pessoal que trabalhou no 190/195", diz um integrante do grupo, que pediu para não ser identificado. "A Bombardier quer entrar num mercado que só a Embraer atua."
A "missão" é cercada de discrição. Eles evitam falar do assunto por temer retaliação da Embraer. Segundo eles, quem deixa São José dos Campos para fazer avião em outro país é visto pela empresa — e até por ex-colegas — como traidor. "Normalmente quem está indo pede demissão, mas não conta que vai trabalhar na Bombardier." Procurada, a Embraer apenas disse, por e-mail, que "entende que a movimentação de profissionais seja uma característica comum no mercado, especialmente em um setor globalizado e específico como a aviação, onde as opções se restringem a poucas companhias".
O porta-voz da Bombardier, Marc Duchesne, confirmou somente que a companhia, terceira maior fabricante de aviões do mundo, procura profissionais experientes para programas recém-lançados, como o CSeries e o Learjet85.
Como se trata de um setor com poucos concorrentes, tirar um time grande de profissionais de uma vez só não é das atitudes mais bem vistas. No passado, uma tentativa semelhante de recrutar engenheiros da Embraer chegou à Organização Mundial do Comércio, provocando conflito diplomático entre os dois países. Por isso, desta vez o processo de seleção foi feito sem alarde.
Esse é o segundo êxodo recente de engenheiros brasileiros para o Canadá. A fuga de cérebros da Embraer começou no ano passado, com outros 50 profissionais. A fase atual do projeto do CSeries é minuciosa e também a que mais requer engenheiros. O avião está previsto para voar em 2013. O cliente inaugural deve ser a alemã Lufthansa, que encomendou 30 jatos, com opção de outros 30.
Boa parte da turma atual foi recomendada pela leva anterior. Em geral, a maior motivação não é salarial. Na Embraer, vários recebiam, em média, R$ 7 mil por mês, além de 13º salário e participação nos lucros. Na Bombardier, os ganhos anuais ficam, no mínimo, em U$ 90 mil (ou R$ 17 mil mensais), mas esses dois últimos benefícios não existem por lá e o custo de vida é mais alto. O que atrai é a oportunidade de experiência internacional, conhecimento profissional e fluência em inglês e francês. Acostumados ao rígido esquema de trabalho da Embraer, eles também sonham com carga horária mais flexível e estrutura menos hierárquica.
As contratações ocorrem no momento em que a Bombardier enxuga seu quadro. Na quinta-feira, ela anunciou um corte de mais de 1.300 funcionários — ou 4,5% da força de trabalho —, sinalizando o fim de um próspero período de vendas dos jatos Learjet e Challenger. Com a crise, a companhia espera queda na demanda por esses modelos, que estavam entre os preferidos de banqueiros e executivos. Ao mesmo tempo, a Bombardier confirmou que vai contratar 800 funcionários para trabalhar em suas novas apostas: CSeries, Learjet 85 e CRJ1000. Muito antes desse anúncio, vários brasileiros já sabiam que seria assim.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

China Ameaça Embraer por Tecnologia dos E-Jet

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O governo chinês resolveu jogar “duro” (para dizer o mínimo) e colocar a Embraer contra a parede. Com a aproximação do fim do contrato da joint-venture Harbin-Embraer Aircraft Industry Company, que se encerra em 2010, os chineses apresentaram uma lista de imposições, que consideram inegociáveis para a fabricante brasileira poder manter sua atividade no país. As condições, entretanto, soaram algo “unilaterais”, ao serem apresentadas em São José dos Campos. O ponto mais crucial é que, para a continuidade da joint-venture, a China Aviation Industry Corporation (AVIC) teria de receber da Embraer a licença para a produção local dos jatos comerciais da família E-Jet (como os Embraer 170 e 190). E não apenas isso, a empresa brasileira não apenas teria de permitir a produção dos aviões em Harbin, como também dar aos chineses ampla transferência de tecnologia, soluções de engenharia e produtivas destes aparelhos.
No caso de uma resposta negativa da Embraer, a China acena com ameaças de peso  estaria encerrada a joint-venture, estabelecida em 2002, e com ela a Embraer ficaria sem uma linha de produção de seus ERJ (hoje só produzidos ainda na China) e, ainda, os chineses iriam cancelar todos os contratos de aquisição de aeronaves já firmados e estimados em mais de US$ 3 bilhões. A maior preocupação da Embraer é perder um mercado potencial enorme (ainda mais, num momento de crise financeira global), ainda mais porque a companhia aérea Grand China Express admitiu o interesse em adquirir mais 100 aviões do Embraer 190 nos próximos anos. Se alguém, lendo isso, pensou na palavra “chantagem”  talvez não esteja muito longe da realidade.
Até o momento, a Embraer tem reagido com energia à investida chinesa. O próprio presidente da empresa, Frederico Curado, já descartou publicamente a instalação da linha de montagem dos Embraer 170/190 na China.
Para os especialistas, e certamente, para a direção da Embraer, não escapa à percepção que os Embraer 170/190 cobiçados pelos chineses de fato iriam concorrer diretamente com o jato comercial que vem sendo desenvolvido pela AVIC, o ARJ-21. Por que Pequim teria interesse num avião que seria competidor de seu próprio jato local!? Bem, a resposta (temida em São José dos Campos) pode ser que o ARJ-21 pretende ser primeiro avião comercial chinês de propulsão a jato, que apesar de estar em desenvolvimento desde 2002, até agora não decolou. Ter acesso à tecnologia dos E-Jet, extremamente avançada, seria o “sonho” dos chineses, para retificar os erros no seu avião e enfim colocá-lo em produção.
Nesta perspectiva, o interesse de Pequim não seria tão voltado à produção dos E-Jet, mas sim à possibilidade de se apoderar de sua tecnologia...
Pelos corredores da fabricante brasileira, não faltam aqueles que acreditam que, em boa medida, isto já ocorreu  vários itens de engenharia do ERJ-145 teriam “migrado” para fora das fronteiras da Harbin-Embraer e pousado no projeto da AVIC, o ARJ-21. Numa conversa informal com ASAS, um dos diretores disse mesmo que, desde o início da joint-venture, a Embraer se preparara para sofrer um certo “grau de pirataria”  mas que o nível desta “superou as previsões”.
Em sua atual forma, embora o ARJ-21 seja alardeado por Pequim como resultado em 100% da tecnologia aeronáutica chinesa, seu projeto revela inequívocas semelhanças com soluções de engenharia criadas pela Embraer no ERJ-145. E pior  tais similaridades só foram agregadas ao projeto chinês depois do início da produção na China dos ERJ-145...
Por fim, diante das posturas pífias e covardes do governo brasileiro diante de atitudes truculentas de governos estrangeiros contra empresas brasileiras atuando legitimamente em território de outros países, resta para a Embraer enfrentar a ameaça chinesa com sua própria coragem, determinação e diplomacia  pois de Brasília dificilmente virá alguma ajuda...
Fonte: Revista ASAS
COMENTO: Depois das bondades diplomáticas do Grande Guia para com os países africanos, a "doação de refinaria" para o cumpanhêro cocalero, a borrada nas cuecas (não a dos dólares, é claro) ante o grandalhão de fala fina equatoriano, a perspectiva de perdão da dívida de Itaipú, e outras graciosidades desse país montado na grana do pré-sal (último passo antes do país ficar no propriamente dito), nada mais natural que os cumpanhêro trabaiadô chinêis também quererem tirar uma lasquinha. Afinal, nóis tudo semu socialista!!!