sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Luta de Classes no Brasil

por Olavo de Carvalho
A luta de classes, no Brasil, não é entre operários e patrões. É entre o Lumpenproletariat que Marx abominava e a maioria da população, especialmente a classe média, aí incluída uma boa parcela do operariado, se não ele todo.
Cada uma dessas facções tem seus aliados permanentes. A primeira tem, acima de tudo, o governo e os partidos de esquerda que o dominam. Aí mesclados, vêm logo os intelectuais acadêmicos e os estudantes universitários. Destes últimos, cinqüenta por cento, segundo um cálculo otimista (v. Blog Portal Exame de Ordem), são analfabetos funcionais. Excluídos irremediavelmente da alta cultura, e não tendo a menor idéia de que são vítimas de si mesmos, encontram no ódio projetivo à sociedade o alívio de uma culpa recalcada no mais fundo do seu inconsciente.
Sentem por isso uma afinidade instintiva com os bandidos, drogados, narcotraficantes, prostitutas, prostitutos e outros marginais. A terceira faixa de aliados do Lumpen são as ONGs, as fundações bilionárias e os organismos internacionais, que não cessam de nos impor leis e regulamentos que praticamente inviabilizam a ação da polícia e desarmam a população, a qual assim não tem meios de defender-se nem de ser defendida.
Em seguida, vem a grande mídia, que, mesmo onde discorda do governo em algum ponto de seu específico interesse, não deixa de fazer eco passivo aos mesmos critérios de julgamento moral que orientam os governantes, aplaudindo, por exemplo, a senadora Benedita da Silva quando esta se debulha em lágrimas por um bandidinho estapeado e amarrado a um poste e não diz uma palavra quanto à menina queimada viva no Maranhão ou, mais genericamente, quanto aos setenta mil brasileiros assassinados por ano.
O alto clero católico, por meio da CNBB, comunga dos sentimentos da senadora Benedita. Vêm, por fim, os patrões, os capitalistas, os burgueses. Estes não costumam pronunciar-se de viva voz nessas questões, mas, como aliados e colaboradores ao menos passivos do governo, dão sustentação econômica e psicológica à política pró-Lumpenproletariat.
A outra facção  o restante da população brasileira  encontra apoio em mais ou menos uma dúzia de jornalistas, radialistas e blogueiros execrados pelo restante da sua categoria profissional, entre os quais eu mesmo, o Reinaldo Azevedo, a Rachel Sheherazade, o Felipe Moura Brasil, o Rodrigo Constantino, a Graça Salgueiro. Tem também algum respaldo  tímido  nas polícias estaduais, em alguns púlpitos evangélicos isolados e em dois ou três parlamentares, como Jair Bolsonaro e Marcos Feliciano, que na Câmara Federal imitam João Batista pregando aos gafanhotos. That’s all, folks.
Nada caracteriza melhor a presente situação do que a total inversão das proporções, em que os nominalmente desamparados recebem todo amparo do establishment e a população inerme se torna a imagem odienta do opressor capitalista.
No caso do garoto amarrado no poste, a reação indignada contra os populares que ousaram “fazer justiça com as próprias mãos” partiram especialmente de pessoas que, quatro décadas atrás, faziam exatamente isso. Mas ninguém, no Parlamento ou na mídia, terá a coragem de espremer a presidente Dilma na parede com a pergunta: Quando você assaltava bancos, estava cometendo uma injustiça ou fazendo justiça com as próprias mãos? Tertium non datur.
No entender do nosso governo, só quem tem o direito e até o dever de fazer justiça com as próprias mãos quando acha que a Justiça falha são os terroristas de esquerda, como José Genoíno e a própria Dilma. Esses têm o direito até de condenar à morte e executar a sentença. Os outros têm a obrigação de aceitar resignadamente o homicídio, o roubo, o estupro como se fossem fatalidades da natureza.
Mais significativo ainda é que, quando a Rachel Scheherazade, com lógica inatacável, explicou a agressão ao delinqüentezinho como reação espontânea e quase inevitável de uma população desprovida de proteção estatal, os mesmos que criaram essa situação tenham saído gritando “Apologia do crime! Apologia do crime!”, como se eles próprios não viessem há décadas fazendo a apologia dos terroristas que um dia, sentindo cambalear muito menos do que hoje a ordem legal, tomaram a justiça nas suas próprias mãos.
Todas as ideias e atitudes do grupo pró-Lumpen, especialmente as dos professores e estudantes universitários, explicam-se por dois fatores igualmente endêmicos: o analfabetismo funcional e o fingimento histérico. Ambos, intimamente associados, deformam o sentido de todas as comunicações verbais e invertem a ordem da realidade. À aliança de marginais, governo, ONGs, capitalistas, igreja, mídia e intelectuais, chamam “povo oprimido”. Ao restante, “minoria privilegiada”.
De todas as classes que compõem a sociedade brasileira, só uma ainda não tomou partido nessa guerra: as Forças Armadas. Seu silêncio pode tanto refletir uma indecisão perplexa quanto um ódio contido. Na primeira hipótese, quando acabará a indecisão? Na segunda, ódio a quem? As Forças Armadas são o fiel de balança. O futuro depende inteiramente delas.
Olavo de Carvalho é Jornalista e Filósofo.
Fonte:  Alerta Total
COMENTO:  ouso sugerir que a omissão da categoria castrense em intervir na atual situação do país se deve à segunda hipótese. E o ódio seria dirigido à grande parcela hipócrita da sociedade que permitiu que os militares fossem execrados e adjetivados com as mais cretinas e mentirosos qualificações negativas nos últimos anos. Depois de quase trinta anos após o término do "período militar"  sem que se visse uma única grande realização dos governantes do período da "nova república" , assistem a deterioração de sua profissão, de suas Instituições, de seu status, com a complacência bovina dos que foram beneficiados pelas obras saneadoras adotadas no período 1964-85 e que se recusam a sair em sua defesa. Não interferirão para não colocarem em risco a única coisa que lhes restou: sua honra. A "sociedade civil organizada" que saiu às ruas clamando por "anistia geral e irrestrita", "diretas já" e outras patifarias urdidas pelos canalhas atualmente empoleirados nos palácios governamentais que se livre por si mesma das garras do Foro de São Paulo, a nova fonte ideológica e estratégica dos nazi-comunistas.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A Situação Venezuelana e a Ajuda do Patife!



Eis como o Grande Canalha pensa ajudar o desenvolvimento da Democracia!
Enquanto na Venezuela a população é agredida pela polícia bolivariana, por aqui os patifes violentos destroem patrimônios públicos e privados, com subsídio estatal.
E assim segue o enterro da Democracia na América Latrina.
Veja mais sobre a situação venezuelana clicando neste enlace para a emissora colombiana NTN24!
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Mais uma Morte de Comerciante em Porto Alegre

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Albino Lauthert da Silva, 59 anos, dono do Minimercado 57, na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, 2670, Bairro Rubem Berta, Zona Norte da Capital, foi morto a tiros no peito e na cabeça pouco depois das 7h. Ele recém havia aberto o comércio quando dois homens e uma mulher entraram atirando. Ainda não se sabe se os criminosos anunciaram o assalto, mas assim que balearam a vítima, fugiram do local. Eles não teriam levado nada do minimercado.
Em seguida, cerca de 100m de distância do estabelecimento, um homem foi encontrado morto próximo a uma parada de ônibus na mesma avenida. A polícia acredita que seja um dos envolvidos no ataque ao Minimercado 57. O homem morto perto da parada ainda não foi identificado.
Segundo testemunhas que estavam no local do crime, havia dez anos que Albino não era vítima de assalto em seu comércio.
Fonte:  Zero Hora
COMENTO:  A cerca de uma década, bandidos quase o mataram, no mesmo local. Depois de dolorosa recuperação, voltam os marginais e repetem seu ato, agora, com fatídico sucesso. Que Deus receba o meu Amigo e Compadre Albino. E dê suporte emocional à sua esposa Aninha e filhos.
O mesmo jornal, Zero Hora, noticia que tivemos, aqui no RS, outro assassinato de pequeno comerciante (pequenos empresários burgueses, na visão do atual comando do país e do estado), em Bento Gonçalves. No caso de Porto Alegre, aparentemente um dos criminosos morreu nas proximidades do fato. Vejo preocupação da polícia em investigar como ocorreu essa morte (do suposto bandido - digo suposto por não haver certeza de que tenha efetivamente participado da morte de meu Compadre). 
Vejo noticiários onde Autoridades e Imprensa se preocupam com o LADRÃO maltratado em SC e lembram o outro do RJ e isso me dá a certeza de que vivemos em um país onde todos os Direitos são direcionados para os governantes=meliantes que só se preocupam em extorquir quem trabalha e produz, a fim de sustentar parasitas e dar bem estar aos criminosos! E as autoridades policiais e a imprensa preocupadas em identificar e punir quem castiga ladrões que são apanhados, fazendo o que o Estado deixa de fazer.
A notícia do dia é sobre um jogador de futebol ter sido xingado por alguns idiotas da torcida de outro país. E ao ver uma besteira de alguns torcedores tornar-se importante, gerando "indignação nacional", me indago: qual a importância dada ao meu Amigo morto? E ao outro comerciante também morto? Certamente o nosso "Leviatã Aleijado Brasileiro" - que só se presta à parte boa de suas funções - sentirá somente a falta de dois 'otabuintes' (contribuintes otários) que são extorquidos diuturnamente em taxas, tributos, impostos, contribuições e outras denominações dadas ao roubo do que produzem, para que seja feita a "distribuição de renda" na forma de simples e mera compra de votos, para manter os patifes de sempre empoleirados no poder. 
No RS o fato se mostra mais grave, na medida em que a polícia é tolhida no cumprimento de seu dever por determinação do seu chefe maior, que procura utiliza-la somente em proveito de seus objetivos políticos; e os cofres públicos já foram devidamente esbulhados pela distribuição de recursos aos "cumpanhêrus" de várias estirpes. Os bandidos que apanharam da população tiveram muito melhor sorte que os cidadão mortos nas ações das "vítimas da sociedade", que sempre encontram canalhas de sua mesma laia que lhes advoguem direitos superiores aos demais cidadãos, aos quais só resta 'pagar a festa'.
Malditas autoridades que se tornam ilegítimas por sua completa inutilidade, e por só enxergarem os cidadãos de bem como fonte inesgotável de recursos a serem roubados!
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Por Que Cuba é Pobre

Uma dica: não é por causa do bloqueio americano.
Como escreve João Pereira Coutinho:
O embargo americano existe, sem dúvida, e deve ser condenado pelo seu óbvio anacronismo [...]. Mas é preciso acrescentar a segunda parte da frase: só existe o embargo americano. Que o mesmo é dizer: todo mundo que é mundo mantém relações com Cuba e nem assim a ilha se converteu numa espécie de Suécia do Caribe.
Antes de 1959, o problema de Cuba era a presença de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos.
O embargo americano é obsceno, mas não é a raiz da pobreza cubana. De fato, como indica Coutinho, os cubanos podem comprar produtos americanos pelo México. Podem comprar carros do Japão, eletrodomésticos da Alemanha, brinquedos da China ou até cosméticos do Brasil.
Por que não compram? Porque não têm com o que comprar. Não é um problema contábil ou monetário — o governo cubano emite moeda sem lastro nem vergonha. O que falta é oferta. Cuba oferece poucas coisas de valor para o resto do mundo. Cuba é pobre porque o trabalho dos cubanos não é produtivo.
A má notícia para os comunistas é que produtividade é coisa de empresário capitalista. Literalmente. É o capital que deixa o trabalho mais produtivo. E é pelo empreendedorismo que uma sociedade descobre e realiza o melhor emprego para o capital e o trabalho.
Mesmo quando o governo cubano permite um pouco de empreendedorismo, ele restringe a entrada de capital. Desde que assumiu o poder em 2007, Raúl Castro já fez a concessão de quase 170.000 lotes de terra não cultivada para agricultores privados. Só que faltam ferramentas e máquinas para trabalhar a terra. A importação de bens de capital é restrita pelo governo. Faltam caminhões para transportar alimentos. Os poucos que existem estão velhos e passam grande parte do tempo sendo consertados. Em 2009, centenas de toneladas de tomate apodreceram por falta de transporte.
Campanhas internacionais contra a pobreza global se esquecem dos cubanos. Parece que o uniforme dos irmãos Castro tem o poder de camuflar a pobreza em meio a discursos de conquista social. Dizem que Cuba tem medicina e educação de ponta. Ainda que fosse verdade, isso seria bom apenas para o pesquisador de ponta. E triste para o resto da população que vive longe da ponta, sem acesso a informação aberta ou aos medicamentos mais básicos, como analgésicos e antitérmicos. É como na saudosa União Soviética. A engenharia era de ponta. Colocava gente no espaço e tanques na avenida. Só não era capaz de colocar carro nas garagens nem máquina de lavar nas casas.
Cuba vai enriquecer quando a sua população se tornar mais produtiva para trabalhar e mais livre para empreender. Ou seja, quando houver capitalismo para os cubanos.
Leia também: Capitalismo para Cuba

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A "Bolsa-Web" Petista - O Retorno em Ano Eleitoral

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por Reynaldo Rocha
Há um movimento nas redes sociais comandado pela tropa de “soldados da web” do PT que saiu em defesa de Dilma e do lulopetismo neste ano de eleições. E que invade blogs independentes para ofender e provocar comentaristas não alinhados com o pensamento único.
Nada disso é novo. Há anos sei o que é isso e como funciona. Assim como o titular deste blog.
Reinaldo Azevedo publicou na terça-feira (28/01) um post em que explicita este comportamento e o acusa de tentar impedir a interação entre quem tem ideias (nós) e quem segue cartilhas e ordens (eles). É verdade.
O aviso, certamente, será útil para muitos. Não pensem que estamos, comentaristas, imunes às agressões ou mesmo ameaças.
Não estamos, nem estivemos nestes anos negros. É uma prática comum aos milicianos de plantão, que usam a rede para tentar pasteurizar a corrupção e implantar um regime protoditatorial.
Só discordo da opção de Reinaldo Azevedo, a quem respeito sempre! Não preciso que me “protejam” de ataques e ameaças. Deixem-me escolher o que farei ou como agirei, dentro das regras de cada espaço.
Mas é importante que todos saibamos de mais esse desvio de caráter da canalha petista, que paga por opiniões amestradas e defesas do indefensável.
Não é lenda urbana nem desconfiança exagerada. A coisa tem nome, identidade e regras, como se vê nos sites do tal movimento do PT para tomar de assalto a internet.
Nada contra usar a web. Tudo contra falsificar a opinião e o número de aderentes (Modess) a partir de uma trupe paga e dependente de neurônios.
É a censura às avessas. Se não se pode (ainda, nos sonhos deles) censurar, que ao menos se emporcalhe o espaço de debates.
Alguns colunistas ─ a exemplo de RA ─ não permitem a entrada dos ratos nos ambientes. Outros oferecem o espaço em troca de surras de rabo de tatu e abraços de jegue, o que só excita os pretensos invasores em busca de masoquismo. E outros tentam uma convivência com alguém que tenha um mínimo de respeito pelo espaço democrático que disponibilizam.
2014 é guerra. E não será por uma tropa de descerebrados que vamos abandonar nossa frente de luta. Nem deixar de ridicularizar os filhotes de Dilma.
Sei que quase nada se aproveita depois de eliminados os palavrões. Quando assim acontecer ─ se houver algo a responder ─ estaremos por aqui.
Sempre. Eles são pagos. Nós somos livres.
(artigo enviado por Mauro Julio Vieira)
COMENTO: comentários de leitores sempre são bem vindos por aqui. Desde que mantenham um mínimo de compostura em seu linguajar e argumentos. Mal educados e patifes são sumariamente deletados. Dito isso, quero destacar que o que me incomoda nas atitudes desses canalhas beneficiários do que denomino "bolsa web" é serem pagos com verbas públicas, que deveriam ser empregadas em benefício da sociedade e são simplesmente roubadas ao serem desviadas para assalariar quem fale bem a respeito desse desgoverno desenvolvido pela quadrilha ora empoleirada no poder.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Vítimas do Terrorismo - Fevereiros

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Neste fevereiro de 2014, reverenciamos a todos os que, em fevereiros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

20/02/70 – Antônio Aparecido Ponce Nogueira (Sargento PM – São Paulo) 
Morto pelo terrorista da VPR Antônio Raimundo de Lucena em abordagem policial ao "aparelho" do grupo, no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

12/02/71 – Américo Cassiolato (Soldado PM – São Paulo) 
Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.

28/02/71 – Fernando Pereira (Comerciário – Rio de Janeiro ) 
Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

01/02/72 – Iris do Amaral (Civil – Rio de janeiro) 
Morta durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marino Floriano Sanchez, Romeu Silva, Altamiro Firezo, Irene Dias (na época com oito anos) e Rodolfo Archmman.
Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Nogueira Cabral (“Chico”, “Alfredo”), ambos da ALN. A família de Antonio Carlos Nogueira Cabral foi indenizada de acordo com a Lei 9140/95.

05/02/72 – David A. Cuthberg (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro) 
A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA” o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:
Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.
A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
- Adair Gonçalves Reis (“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN;
- Antônio Carlos Nogueira Cabral (“Chico”, “Alfredo”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Aurora Maria Nascimento Furtado (“Márcia”, “Rita”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Carlos Alberto Salles (“Soldado”) – VAR-PALMARES;
- Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”), da ALN, que efetuou os disparos com a metralhadora;
- Getúlio de Oliveira Cabral (“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Hélio Silva (“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES; 
- James Allen Luz; e
- Lígia Maria Salgado da Nóbrega (“Ana”, “Célia”, “Cecília”), da VAR PALMARES, que jogou os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses” (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95).

18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva (Cabo PM – São Paulo) 
Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi (Civil – São Paulo) 
Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95) e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

28/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira (Soldado PM – Goiás) 
O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano.
Protegido pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo entretanto localizado por populares que, indignados, auxiliavam a polícia. Arno travou, ainda, intenso tiroteio com seus perseguidores, antes de tombar sem vida. Com dificuldade, a polícia impediu a violação do corpo.

21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira (Comerciante – São Paulo) 
No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir.
Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo.
O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), Francisco Emanuel Penteado (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), Francisco Seiko Okama (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95) e Ronaldo Mouth Queiroz (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 Fev 73 o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo Frateschi. Manoel Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que aguardam uma indenização do governo.

22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia (Civil – Rio de Janeiro) 
Por vingança foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa.

25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de Polícia – São Paulo) 
Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército.
O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior que viajava, seguidamente de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde estava noivo.
O levantamento de sua vida no Rio de Janeiro foi feito pela terrorista Bete Chachamovitz, da ALN, que repassava todos os dados para um comando terrorista chamado “Getúlio de Oliveira Cabral”.
No dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro e Bete avisou o comando terrorista da chegada do delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.
No domingo, dia 25, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou com um amigo. Quando voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento visual do delegado e o apontou para os seus assassinos que se encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica com a rua República do Peru.
Do carro saltaram três terroristas. Um deles trazia uma esteira de praia, enrolada debaixo do braço. Dentro da esteira uma carabina calibre 12. Um dos assassinos deu o primeiro tiro nas costas, derrubando-o e atirando-o a alguns metros de distância. Um segundo atirou perfurando seu pulso direito e enquanto que o terceiro assassino aproximou-se e deu-lhe dois tiros no rosto com uma pistola 9mm. O Dr. Octávio morreu instantaneamente.
O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público”.
O comando terrorista que assassinou o Dr. Octávio estava assim constituído:
- Bete Chachamovitz – ALN;
- Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”) – ALN;
- James Allen Luz (“Ciro”) – VAR PALMARES;
- José Carlos da Costa (“Baiano”) – VAR-PALMARES;
- Merival Araújo (“Zé”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Ramires Maranhão do Vale (“Adalberto”) – PCBR;
- Ranúsia Alves Rodrigues (“Florinda”) – PCBR (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95); e
- Tomaz Antônio da Silva Meirelles Netto (“Luiz”) – ALN.

Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: A Verdade Sufocada
COMENTO: por uma questão de justiça, também lembrarei aqui alguns membros de organizações terroristas que foram "justiçados" por seus companheiros de luta. Para isso, reproduzo um desses "justiçamentos", ocorrido numa noite qualquer de fevereiro de 1971, conforme relatado no Projeto Orvil, denominado pela imprensa como o livro secreto do CIE. Em suas páginas 658 e 659 podemos ler:
A AP condena e executa Antonio Lourenço. 
Fevereiro de 1971, cerca de oito horas da noite. 
A tortuosa trilha que conduzia da localidade de Santa Filomena à localidade de Bacabeira, no município de Pindaré-Mirim, no Maranhão, ao invés das promessas de um encontro amoroso, traria a morte inesperada e violenta a "Fernando”, nome de guerra do militante da AP, Antonio Lourenço
Antonio Lourenço não foi vitima de um assalto ou de uma ação de vingança pessoal. A AP, olvidando sua origem católica e seu idealismo humanista, condenara "Fernando" a morte. A desdita de "Fernando" foi ter sido preso e retornado à militância, o que o colocou sob suspeita de ser um agente policial
O Comitê Regional da 8ª Região, coordenador das atividades da AP nos Estados do Maranhão e Piauí foi o responsável pela condenação de Antonio Lourenço. Esse CR-8, constituído a partir de dezembro de 1970, era composto pelos militantes Rogério Dolne Lustosa que usava, também, o nome frio de José Severino Nascimento e mais seis militantes [Maria Dolores Pereira Bahia, Manoel da Conceição Santos, Ana Maria Gonzaga, Antonio Lisboa Rodrigues Brito, Carlos Fernando da Rocha Medeiros e Luis Morais dos Santos]. 
O assassinato foi planejado pelo comitê seccional de Santa Inês, subordinado ao CR-8. Luzia Saraiva Lima, membro do comitê, seduziu Antonio Lourenço com promessas de amor e o conduziu para a trilha onde já se encontrava um grupo chefiado por Ana Maria Gonzaga. O grupo era constituído por Joaquim Matias Neto, Antonio Lisboa Rodrigues Brito, Deoclécio Ramos Tavares, João Batista, Francisco Vitório dos Santos e um agricultor de Bacabeira conhecido como "Chico Brabo". Um outro grupo, constituído por Luís Morais dos Santos, Antonio Pereira Campos, Antonio Moralino, "Osmar" e um camponês de Santa Filomena, postou-se em outra estrada, visualizando uma alternativa, caso o "casal de amantes” optasse por outro caminho. 
Antonio Lourenço e Luzia tomaram a trilha que conduzia a Bacabeira, sendo “surpreendidos” pelo primeiro grupo que lá se colocara. Antonio Lisboa Brito deu um tiro de rifle 44 na barriga de Antonio, que, aturdido e sem entender sua sina, levou um segundo tiro, de revólver 38, de Joaquim Matias Neto, caindo ao solo. Ato contínuo, todos os participantes do grupo caíram sobre o condenado, estrangulando-o e trucidando-o a porretadas até a morte. 
Restava dar sumiço ao corpo. O cortejo macabro levou os despojos de "Fernando" para a "roça" de Antonio Lisboa, onde foram colocados numa cova, cobertos com palha e incendiados. Após cobrirem a sepultura, resolveram disfarçar o improvisado jazigo plantando feijão sobre ele. 
A terra, adubada com os restos de Antonio Lourenço, continuou, indiferente aos desígnios vingativos da AP, a produzir feijão. 
A pena de morte, vinculada à Lei de Segurança Nacional constrangia a sociedade e era alvo constante da orquestração comunista, entretanto, utilizada sob o eufemismo de "justiçamento", era aplicada sem o menor embaraço, a qualquer suspeita não comprovada que pudesse colocar em risco a "causa revolucionária". Assustadora é a coerência comunista. - Projeto Orvil, pag 658/659.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Psicologia Soviética ou Psico-Pilantragem?

por Heitor de Paola
A Omissão da Verdade do Ministério da Injustiça acabou de perpetrar mais uma manobra tipicamente soviética: a Clínica do Testemunho. Dá vontade de rir e até parece uma psico-palhaçada, mas é para valer, uma forma tipicamente soviética de angariar “testemunhos” dos que pleiteiam uma vida boa sem trabalhar auferindo mimos da anistia a guerrilheiros e terroristas que queriam levar este país a um paraíso à cubana.
No jornal O Globo (onde mais?) de domingo (19), sob o pomposo título “Tocando as feridas em busca da redenção”, fala-se que os “torturados da ditadura procuram clínica do testemunho, oferecidas pelo governo para aprender a lidar com o que viveram”. 
Tadinhos, não? Só queriam o bem de nosso país e os malvados militares os prenderam e torturaram sem nenhum motivo, só por sadismo típico de milicos! Eles nem conseguiam falar sobre o que aconteceu de tão traumatizados! Mas, felizmente, o governo da República popular socialista conseguiu alguns pseudo-psicanalistas abnegados que, gratuitamente, os ajudam a “superar seus traumas”. Quatro “testemunhos” são relatados. 
No mínimo um parece palhaçada, pois acusa os milicos de responsáveis por seu pai cornear sua mãe e estabelecer nova família na região do Araguaia, onde pacificamente lutava pela reforma agrária! Atenção esposas corneadas do Brasil, uni-vos e entrem com pedido de indenização porque a culpa é dos milicos! Palhaçada? Não, não é: é método soviético de extorquir informações da mesma forma que se fazia nos famosos “julgamentos de Moscou” na década de 30.
Outro se declara um herói: como sua clandestinidade ameaçava sua família, entregou-se heroicamente no I Exército, hoje Comando Militar do Leste.
Todos os quatro — e pode-se imaginar quem mais procura esta “clínica” —, faziam parte de respeitáveis instituições democráticas: Ala Vermelha do Partido Comunista, VAR-Palmares, guerrilha do Araguaia e Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
Por que será que os milicos implicaram com pessoas tão bondosas e abnegadas que só pensavam no bem do Brasil, militantes em tais instituições beneficentes, comparáveis às Santa Casas e Beneficências que viviam à custa de santos doadores como Fidel Castro, Mao Zedong, Nikita Kruschev, Leonid Brejnev, Yuri Andropov e tantos outros incontáveis que só queriam o bem da humanidade, eliminando todos os desgraçados exploradores do povo (“apenas” cerca de 130 milhões). 
Milicos malvados! É claro que pessoas tão bondosas tenham ficado traumatizadas (a teoria do trauma foi abandonada há mais de cem anos!) com a incompreensão de suas maravilhosas intenções e os julgassem apenas assassinos, ladrões, sequestradores e o escambau!
Uma pérola da reportagem:
os trabalhos clínicos são acompanhados por um trabalho teórico que servirá como uma espécie de guia para o tratamento não apenas de outras vítimas da ditadura como o das vítimas da “ditadura social que existe até hoje, dos Amarildos, decorrentes de uma ainda forte repressão”, comenta Maria Beatriz Vannuchi, “psicanalista” (sic) de São Paulo, que acrescenta: Precisamos lidar de forma mais abrangente com esta catástrofe social”.
Ué, desde 85 não tem mais milicos no poder e há dez anos o PT está lá! Como pode? Aí estamos de acordo: desde 85 o Brasil vive uma catástrofe social de grande envergadura, cada vez mais aprofundada pelo petismo, depois do desastre do tucanato!
Será coincidência que tantas notícias sobre a “ditadura” surjam recentemente, logo quando os milicos e os civis reacionários se preparam para comemorar os 50 anos da Contra-Revolução de 1964?
* * *
Estas “clínicas” são a consequência lógica do que venho denunciando há anos: a invasão das instituições psicanalíticas, psiquiátricas e psicológicas pelo marxismo cultural, baseado nas teses da Escola de Frankfurt e seus principais expoentes: Erich Fromm, Herbert Marcuse e também pela influência direta de analistas formados em Buenos Aires, onde estudaram com Marie Langer a qual, de psicanalista virou guerrilheira na Nicarágua sandinista.
Outra fonte veio da Inglaterra por um grupo que levou para um congresso em Cuba um “trabalho” em que louvava os excelentes cuidados prestados pelo governo cubano, que eliminava a necessidade de tratamento para os nascidos depois da revolução que seriam, pelos bons tratos que lhes eram dispensados, mentalmente sadios. Tais instituições tornaram-se filiadas ao comunismo, contando inclusive com ensino de marxismo e o patrulhamento ideológico típico dos comunistas, o que foi uma das razões de eu ter me afastado de todas elas.
Heitor de Paola é Escritor
Fonte:  Heitor de Paola
citado no Alerta Total
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pedrinhas: Mais Uma Ponta dos Icebergs do Caos

por Marco Antonio dos Santos
Os acontecimentos no complexo penitenciário de Pedrinhas no Maranhão são apenas mais uma das inúmeras pontas de icebergs que estão imersos no caos das más políticas públicas ou da ausência delas nas administrações federal e estaduais desde 2003.
Para qualquer setor que se olhe — saúde, educação, economia, social, defesa ou segurança — o que se observa são iniciativas desconexas, traduzidas em programas pouco transparentes, embora se afirme o contrário, sempre citando números elevados para os investimentos previstos para aplicação e que, quase rotineiramente, passado algum tempo, são constatados escândalos envolvendo desvios fraudulentos.
Inúmeras são as demonstrações inequívocas de que o país navega sem rumo definido, a não ser em direção ao tal padrão FIFA, que ninguém sabe bem a quem ou ao que serve tal paradigma. Bem, talvez alguns saibam. Mas que custa caro, ah, isso custa.
A única política, nem clara e nem transparente a bem da verdade, mas bem identificada pelos efeitos nefastos que está trazendo aos cidadãos, é a do desarmamento civil. Essa é inegável, sempre sob a ótica de que desarmando o cidadão de bem, em prazo que ninguém é capaz de prever, também os bandidos ficarão, como que por encanto, desarmados, vem sendo empreendida com eficaz empenho dos burocratas sem visão a serviço da mediocridade dos mentores da ideia.
Ninguém defende melhor a si próprio, a seus entes queridos e aos seus bens do que o próprio indivíduo ameaçado. Isso é antológico.
Mas o estatismo impregnado na cabeça dos socialistas ultrapassados, com visão de fins do século XVIII, que ocupam o governo, republicanamente eleitos, convém afirmar, persistem na intenção de manter a tudo sob controle, pessoas, bens, produção e economia, como se isso fosse possível. Daí o intento de penhora da vida do cidadão às forças de segurança do Estado. Pedrinhas é o paradigma do fracasso na busca desse objetivo.
O resultado é claro: não reaja, não faça nada, leve dinheiro para dar aos bandidos, não frequente lugares bucólicos isolados, não saia a noite; negando ao brasileiro o direito de ir e vir, à propriedade e à legítima defesa, em última instância.
Mais um dos resultados dessa desorientação aí está.
Facções criminosas dominam os presídios, estabelecendo todos os ditames de conduta aos presos que passam a ter missões a cumprir nos "saidões" (matando policiais, magistrados, promotores e indivíduos incômodos; praticando roubos e furtos, sequestrando etc); cedendo suas companheiras para abuso de chefões durante períodos de visita; traficando drogas; comandando suas organizações e outras ações delituosas de dentro dos estabelecimentos penais; corrompendo policiais e agentes penitenciários a quem são oferecidas apenas duas oportunidades: aceitar ou morrer. E por aí vai.
O que o país precisa é de governo.
Governo que tenha capacidade de prever e empreender políticas antidrogas e de prevenção ao uso delas; políticas de segurança e ordem publicas integradas à outras de cunho social com objetivos bem definidos e não apenas para dar dinheiro sem retorno; políticas de saúde pública que reduzam a violência vista nas portas de hospitais públicos diariamente; políticas de repressão aos tráficos de pessoas, drogas, armas (as armas que desequilibram a segurança pública são pistolas semiautomáticas, fuzis, metralhadoras, granadas, artefatos explosivos com meios de lançamento e outros itens bélicos contrabandeados, não os "revolverzinhos" 38 do cidadão) e pirataria; políticas anticorrupção e contra corrupção efetivas, não os arremedos divulgados; políticas de desaparelhamento político da administração pública que tragam competência à gestão de setores técnicos do governo, como SENAD, SENASP, DPF e DEPEN, independentes de cotas partidárias que nutrem feudos ineficientes e corruptos; e políticas penitenciárias que diferenciem pessoas atuantes no crime estruturado, de praticantes ocasionais de delitos, de criminosos passionais e de portadores de síndromes associadas à violência. ...
É bem oportuno lembrar, tal e qual em situações de crise congêneres, no episódio presente do complexo prisional de Pedrinhas, as autoridades, como que em passes de mágica desaparecem. Filho feio não tem dono, como diz o dito popular. É bom ser mandatário em coquetéis, solenidades e viagens ao exterior. Aliás, alguém tem visto a Secretária Nacional de Segurança Pública por aí? Ou a presidenta e seu ministro da (in)Justiça?
É fato também que o Legislativo não faz a sua parte e o Judiciário tenta remendar o processo dentro do que é possível no estamento legal brasileiro.
O importante é que a avalanche da desagregação social ganha dimensão de incontrolabilidade e se aproxima rápida. Estão sendo ignorados os sinais de 20 de junho de 2013, quando as massas começaram o processo de tomada das ruas.
O poder das massas, embora democrático, não é bom quando não institucionalizado sob o manto da democracia.
Talvez, tenhamos um caos de violência em junho/julho de 2014 se persistirem os fatores determinantes agora vistos, depois o Brasil terá eleições. É bom pensar em quem votar.
As situações que aí estão são de total responsabilidade dos políticos que aí também estão.
Com diz um dito do interior: se não podemos trocar a carniça, troquemos as moscas.
Marco Antonio dos Santos, Empresário
 e professor, é Analista de Inteligência estratégica
Fonte:  Alerta Total
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Honi Soit Qui Mal y Pense!!



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Vítimas do Terrorismo - Janeiros

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Neste janeiro de 2014, reverenciamos os que, em janeiros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima - (Marinha Mercante - Rio Negro / AM)
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, o qual, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a falecer no dia 10/01/68.
04/01/69 - Waldemar Carneiro de Brito - (Soldado PM/CE - Fortaleza/CE)
Na madrugada de 4/01/69, por volta de 2h, quatro integrantes da Ação Libertadora Nacional invadiram a FENACE (Feira Nacional do Ceará) na Avenida Bezerra de Menezes, bairro de São Gerardo, onde encontravam-se expostas várias armas, como metralhadoras, revólveres e munições, para se apossar do material exposto. O Soldado Waldemar Carneiro de Brito, vigia do estande da Polícia reagiu ao assalto, havendo uma troca de tiros com os guerrilheiros, que usavam máscaras e revólveres. O PM levou três tiros e veio a falecer. Uma ação totalmente inútil pois os bandidos nada levaram, e se levassem nada poderia ser usado pois as armas e munições estavam todas inutilizadas.
07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida - (Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
Uma bomba jogada por terroristas, embaixo de uma viatura policial, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou a jovem Alzira, de apenas 18 anos de idade, uma vítima inocente que na ocasião transitava na rua.
11/01/69 – Edmundo Janot - (Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que havia montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria (Subinspetor de Polícia) e José Antunes Ferreira (Guarda Civil) – BH/MG
Durante a abordagem de um um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo, identificado por Pedro Paulo Bretas, “Kleber”, a equipe de segurança foi recebida por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva, “Cesar” ou “Miranda”, que, com onze tiros, mataram o Subinspetor Cecildes Moreira da Silva, que deixou viúva e oito filhos, e o Guarda Civil José Antunes Ferreira, ferindo, ainda, o Investigador José Reis de Oliveira. No interior do “aparelho”, foram presos o assassino Murilo Pinto Pezzuti da Silva e os terroristas do Colina: Afonso Celso Lana Leite, ”Ciro”; Mauricio Vieira de Paiva, ”Carlos”; Nilo Sérgio Menezes Macedo; Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, “Pedro”; Jorge Raimundo Nahas, “Clovis” ou “Ismael”; Maria José de Carvalho Nahas, “Celia” ou “Marta”, e foram apreendidos um fuzil FAL, cinco pistolas, três revólveres, duas metralhadoras, duas carabinas, duas granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino - (Sargento PM – São Paulo / SP)
Morto a tiros por terroristas.
07/01/71 – Marcelo Coimbra Tavares - (Estudante – 14 anos - MG)
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Participaram da ação: Milton Campos de SouzaNewton Moraes, Aldo Sá Brito, Marcos Nonato da Fonseca e Eduardo Antonio da Fonseca.
18/01/72 – Thomaz Paulino de Almeida - (Sargento PM – São Paulo / SP)
Morto, a tiros de metralhadora, no bairro Cambuci, por um grupo terrorista que roubou o seu carro.
Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Movimento de Libertação Nacional (Molipo).
Otávio Cabral, em biografia de José Dirceu, o envolve indiretamente nesse crime:  Segundo o depoimento do fiscal de obras Lazaro Finelli, dois homens tentaram roubar o Fusca do policial Thomas Paulino de Almeida, que reagiu, dando um soco no rosto de um deles [José Dirceu]. O outro rapaz, então, atirou na cabeça do PM, que morreria no local” (CABRAL, Otávio. Dirceu a Biografia – Do Movimento Estudantil a Cuba. Da Guerrilha à Clandestinidade. Do PT ao Poder. Do Palácio ao Mensalão. Record, Rio, 2013, pag 88-89)
As famílias dos assassinos João Carlos Cavalcante Reis e Lauriberto José Reyes foram indenizadas pela Lei nº 1.140/95.
20/01/72 – Sylas Bispo Feche - (Cabo PM São Paulo / SP)
O cabo Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda, quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente, metralhado por eles.
Os assassinos do cabo Feche, ambos membros da Ação Libertadora Nacional (ALN), mortos no tiroteio que se seguiu, foram Gelson Reicher, “Marcos”, que usava identidade falsa com o nome de Emiliano Sessa, chefe de um Grupo Tático Armado (GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o seqüestro de um médico; e Alex Paula Xavier Pereira, “Miguel”, que usava identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, com curso de guerrilha em Cuba e autor de mais de quarenta atos terroristas, inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro.
As famílias dos assassinos Gelson Reicher e Alex Paula Xavier Pereira foram indenizadas pela Lei nº 9.140/95.
25/01/72 – Elzo Ito - (Estudante – São Paulo / SP)
Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militaresmorto por terroristas que roubaram seu carro.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA
COMENTO: por uma questão de justiça, também lembrarei aqui alguns membros de organizações terroristas mortos por seus companheiros de luta. Para isso, reproduzo um fato, ocorrido em 1970, conforme relatado no Projeto Orvil, denominado pela imprensa como o livro secreto do CIE. Em sua página 520 (486),  podemos ler:
"Pretendendo aumentar a potência de fogo do grupo, foi realizado, por volta das 14 horas do dia 25 de janeiro, um assalto à Fábrica do Andaraí, do Exército. O alvo eram as metralhadoras das sentinelas que se mantinham nas ruas. Divididos em dois grupos, os assaltantes esperavam um sinal de Carlos Eduardo Fayal de Lira para iniciar a ação, atacando simultaneamente os dois soldados. Dado o sinal, o grupo chefiado por Paulo Henrique Rocha Lins acovardou-se e não atacou a sentinela. O segundo grupo, chefiado por Fayal de Lira agrediu a coronhadas o soldado George de Souza, ferindo-o na cabeça e retirando-lhe a metralhadora. Durante a fuga, no interior do Volkswagen usado na ação, Mário de Souza Prata, ao tentar desengatilhar a arma, provocou um disparo, atingindo mortalmente Luiz Afonso Miranda Costa Rodrigues, que se encontrava no banco dianteiro. Por volta das 16 horas, o carro foi encontrado na Rua Teodoro da Silva, com o cadáver de Luiz Afonso no banco dianteiro."
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Tuma Jr. Lança Livro com Ataques a Lula - "O Barba"

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O ex-secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior lançou ontem (14/12/13) o livro Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado, no qual ataca Luiz Inácio Lula da Silva e acusa o partido do ex-presidente, o PT, de utilizar a máquina do governo federal para montar dossiês contra adversários.
Tuma Júnior, que é delegado, foi secretário do Ministério entre 2007 e 2010, durante o segundo mandato de Lula na Presidência da República. Na época, foi demitido por suspeitas de envolvimento com a chamada máfia chinesa. Parte do conteúdo do livro foi revelada na edição da semana passada da revista Veja.
Em uma das acusações mais polêmicas feitas no livro lançado ontem, o delegado afirma que Lula foi informante da ditadura. Segundo escreveu Tuma Júnior, o então líder sindical repassava dados sobre greves sob o codinome de "Barba" ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), onde atuava seu pai, Romeu Tuma. O petista ficou preso em 1980 por 30 dias no DOPS, após greves no ABC.
Segundo Tuma Júnior, ao dar informações ao governo militar, Lula garantiu "privilégios" na prisão. O livro do delegado lista como privilégios noites de sono em um sofá do DOPS e uma visita à mãe, dona Lindu, que estava gravemente doente.
Procurado, o Instituto Lula informou ontem que o ex-presidente não iria fazer comentários.
Reputações. 
Boa parte do livro é dedicada ao que o delegado chama de "assassinato de reputações". Diz que o então ministro da Justiça e hoje governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, o assediava para que deixasse vazar documentos que prejudicariam adversários. Ele cita o caso do cartel que começou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 2008.
Segundo Tuma Júnior, "começou a sair na imprensa que vinha informação da Alstom envolvendo os tucanos. Um dia chegou o documento da Suíça, em nome da secretaria. Falei para não mandarem para o Ministério Público ainda: 'Lacrem o envelope, tragam para mim e avisemos ao ministro, porque chegou a bomba dos documentos da Alstom'", escreve. As informações tinham como alvo principal Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo tucano de Mário Covas. Eram relatórios enviados voluntariamente pelo país europeu. O ex-secretário de Justiça relata que, mesmo sendo documentos compartilhados por poucas pessoas, eles acabaram vazando mesmo assim.
Ele também critica a ação de parte dos promotores paulistas. "É importante registrar: no Ministério Público de São Paulo existe uma ala que sempre protegeu tucanos de alta plumagem".
Tuma Júnior também acusa outro ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, de pedir que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), fosse investigado após dizer que Lula sabia do mensalão. A ordem ao ministro, diz Tuma Júnior, teria sido dada por Gilberto Carvalho, braço direito do ex-presidente. Carvalho afirma que vai processar o delegado.
'Armação'. 
O ex-secretário Nacional de Justiça atribui a sua demissão do cargo, em 2010, a uma "armação" do governo Lula com o Estado.
Em 5 de maio de 2010, o jornal publicou reportagem revelando que a Polícia Federal tinha interceptado gravações e e-mails ligando-o a Li Kwok Kwen, o Paulo Li, acusado de ser um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.
A quadrilha era suspeita de ser especializada em contrabando de telefones celulares e venda de vistos permanentes.
"A pergunta que faço é: o que era mais importante para o Estadão noticiar? A foto do 'chefe da máfia', um chinês, com o secretário Nacional de Justiça na China, ou entregando um presente para o presidente Lula (...)? Eu respondo: é óbvio que, se não fosse armação do governo com o jornal, se o indivíduo fosse mesmo um mafioso, o Lula estaria na capa do Estadão e não eu", escreve, referindo-se ao fato de o então suspeito de integrar a máfia chinesa aparecer em várias fotos ao lado de autoridades da República. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Direito à Memória Verdadeira

por Roberto Maciel
Rui Patterson, que escreveu o artigo intitulado 2014, o Ano que já Começou, é advogado, penso que um bom advogado e um homem aparentemente preocupado com a legalidade e os direitos humanos.
O texto dele é incisivo, mas esconde, mais do que revela, o passado, inclusive o seu. E quem esconde o passado, camarada, tem culpa no cartório!
Rui, um senhor de ralos cabelos brancos, deve ser um vovô bondoso. Mas Rui foi um terrorista, pegou em armas e foi detido pela ditadura. Não vamos inverter, ele não pegou em armas contra a ditadura, a ditadura é que teve que detê-lo na criminosa senda armada em que se aventurou.
Dilma não é uma guerreira assumida, é terrorista, Rui, sem eufemismos. Entre os "desaparecidos", seria bom contabilizar o milhão de dólares do cofre do Adhemar de Barros e o jovem Kosel Filho, pulverizado por uma bomba, ação planejada por Vanda.
Quem é Vanda, Rui? E que fez você para mourejar numa prisão e de lá sair sem um arranhão? O passado vai ser reescrito Rui, e vai-se chegar cada vez mais próximo da verdade.
E biografias não autorizadas começarão a surgir, não adianta o que se escreva nos dias atuais.
Roberto Maciel é General de Divisão, na reserva.
Fonte:  Alerta Total
COMENTO: não reproduzi o texto de Rui Patterson por não concordar com o escrito. Mas me reservo o direito de fazer um alerta aos jovens que forem estudar o mesmo, nos mesmos termos em que tentei, sem sucesso, comentá-lo no blog em que foi publicado: ao lê-lo com atenção, verificamos que a adjetivação utilizada nos dá uma boa mostra dos objetivos do autor. 
O texto distribuído pela Secretaria de Educação baiana é "valioso e único material valioso sobre o período" — livros como "Combate nas Trevas" de Jacob Gorender ou "A Verdade Sufocada" de Carlos Alberto Ustra, ou mesmo o recente "ORVIL" não existem para o autor —; Universidades e sindicatos são "santuários de democracia e representação popular"; o período de 21 anos (1964/85) é um "longo período de arbítrio", deixando de ser consideradas todas as boas realizações — não as citarei por serem de fácil identificação pela internet, mas peço que procurem lembrar alguma grande realização governamental "pós-ditadura", ou seja depois de 1985. 
O AI-5 que durou dez anos efetivamente tem sua face cruel se o examinarmos fora do contexto daquela época, mas nos dias de hoje seus artigos 8º e 10º (pesquisem, não acreditem no que é "falado") em muito auxiliariam o combate à corrupção que atualmente aflige o país. 
o período de 28 anos de 1985 a 2013 não é citado como sob vigência de uma democracia decepcionante (são citadas a inflação do governo Sarney, as maracutaias de Collor, a "juventude colorida de caras pintadas" — omitindo a participação de PT e PCdoB na liderança das entidades promotoras das "manifestações populares" —, FHC, "doutor-sociólogo, de colarinho branco" -?-). 
Por fim, Luis Inácio, "sertanejo e operário, a partir da criação de verdadeiro trabalhismo, enfrentou a elite ..." (sertanejo que com 14 anos de idade já manuseava torno mecânico onde acidentou-se perdendo o dedo mínimo? Operário que 12 anos após o acidente citado já participava da diretoria do sindicato ficando à disposição deste? e o que seria o "verdadeiro trabalhismo"?); ele se elege "incluindo cerca de 40 milhões de pessoas à sociedade de consumo" (sociedade de consumo simbólica do capitalismo tão criticado, em que essa parcela da população é inserida graças a auxílios financeiros que não permitem sua emancipação financeira nem proporcionam condições de escapar da dependência governamental com recursos retirados dos impostos extorquidos da "burguesia", também tão criticada). 
No esforço de evitar duas grandes injustiças do texto, temos o dever de apontar a omissão em citar o papel da Dona Rose, aquela, compensando com amor e dedicação as agruras que a oposição (existe isso?) impunha ao Grande Cachaceiro, ops, Timoneiro; e ao não referenciar o desempenho desse herói macunaímico como araponga (nesse caso o termo é aceitável) do DOPS paulista. 
Os louvores a Luis Inácio — em contraste com a depreciação a tudo o que lhe antecedeu — tem continuidade com Dilma, "mulher e guerreira assumida ... [que] demite ministros e outros tantos" e enfrenta "tempos de severa recessão". Será essa Dilma a mesma que faliu uma lojinha de "1,99" que lhe pertencia, fazendo o mesmo com as finanças municipais de Porto Alegre na época em que foi Secretária de Administração? 
E os "ministros e outros tantos" demitidos serão os mesmos que o Diário Oficial publica terem sido "exonerados a pedido" (possibilitando seu posterior retorno a outros cargos públicos "de confiança")? E, para encerrar, temos que a "severa recessão causada pela banca internacional atingindo todos os países" tem afetado perversamente o Brasil com maior contundência pois fechamos a fila dos países "em desenvolvimento" (nova denominação do "país do futuro", aquele que nunca chega). 
Temo pelos estudantes que recebem os ensinamentos proporcionados por esses "sobreviventes [que] continuamos fazendo história, marcando presença no “chão da escola” da educação básica".