segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As Realizações do "Cumpanhêru"

por Rivadavia Rosa
Como se vê a governança do "nunca vista antes" divulgou um livro de 310 páginas de grandes realizações numa transparência sem precedentes ...
Realmente o governo de sua excelência Da Silva é fabuloso. Adicione-se aos grandes feitos mencionados:
 A saúde pública que chegou à beira da perfeição;
 Segurança pública (e jurídica) em níveis "nunca vistos antes";
— Rodovias modernas e seguras, assim como demais obras de infra estrutura como portos, especialmente aeroportos; e não podemos esquecer, também:
As taxas de juros mais elevadas do mundo (além do podium na iniquidade) que transferem parte da renda/receitas da "burguesia" nacional para os solidários investidores estrangeiros, credores do Estado, que substituíram o ganancioso FMI, cujo efeito colateral estimulou os investimentos produtivos e, em consequência o crescimento do País, sem deixar é claro gerar os mais elevados lucros bancários do mundo, evitando a bancarrota do sistema financeiro, como está acontecendo no resto do mundo...
Os impostos, taxas e tarifas extorsivos que se apropria/expropria da maior parte da renda da sociedade (mais-valia), sobretudo da "burguesia" para gerar superavit primário e, como ninguém é de ferro a festança dos gastos públicos sem limites, promovida pelo governo "responsável e produtivo", resultando num fantástico círculo virtuoso do desenvolvimento, revelado no boom de crescimento mundial em que galhardamente superou o gigante Haiti; níveis tsunâmicos de corrupção apenas como corolário do fantástico desenvolvimento e da eficiente politica de redistribuição de renda.
Educação de primeiríssimo ní­vel que levará o País a superar muito breve os denominados "países ricos", quando na realidade, forte no assistencialismo demagógico, aprofundará o fosso em relação aos países desenvolvidos.
E não é tudo. Falta a edição de um decreto a exemplo de César que se auto declarou "Deus" e, a seguir um corajoso petista com o peculiar entusiasmo juvenil reencarnar Brutus ... e a história não o esquecerá. Será imortal.
Outras realizações de formidáveis sucessos contabilizadas até maio de 2006, pois com o novíssimo PAC — programa de aceleração da corrupção, digo, crescimento — houve efetivamente uma sucessão interminável de ações e politicas públicas que certamente por esquecimento não constaram do "livro das realizações governistas".
RESUMINDO: há sem dúvida uma grande afinidade, conhecidas como relações carnais com Cuba e China.
Confira o texto completo, clicando no enlace da
Ainda sobre o "registro das realizações":
A mulher que se dizia filha de Getúlio e o homem que se acha pai do Brasil Maravilha
Augusto Nunes
VEJA On-Line
Vim buscar a chave do Banco do Brasil”, comunicava a mulher negra e miserável que aparecia de vez em quando na minha casa em Taquaritinga. Eu tinha menos de 10 anos e era filho do prefeito. Ela tinha pouco mais de 40 e descobrira que era filha de Getúlio Vargas, de quem herdara o banco estatal. 
Só fiquei intrigado na primeira visita. Nas seguintes, até tentei esticar a conversa com a doce maluca antes de fazer o que minha mãe ordenara: devia recomendar-lhe que resolvesse o problema com meu irmão mais velho, funcionário da agência local. 
Pacientemente, Flávio explicava que não podia entregar a chave sem conferir a certidão de nascimento. A filha do presidente prometia buscá-la no cartório. Três ou quatro meses mais tarde, lá estava ela no portão para a reprise do ritual. 
Lembrei-me da doida mansa da minha infância ao saber que o presidente Lula registrou em cartório um Brasil que não há. 
É uma Pasárgada retocada por Oscar Niemeyer.
Tem trem-bala, aviões pontuais como a rainha da Inglaterra, rodovias federais de humilhar alemão, casa e luz para todos, três refeições por dia para a nova classe média, que reúne os pobres de antigamente.
Quem quiser ver mendigo de perto deve voar até Paris e sair à caça de algum clochard
A transposição das águas do São Francisco erradicou a seca e transformou o Nordeste numa formidável constelação de lagos, represas e piscinas. Os morros do Rio vivem em paz e quem mora nas favelas do Alemão não troca o barraco por nenhum apartamento de cobertura no Leblon.
No país do cartório, o governo não rouba nem deixa roubar, o mensalão foi coisa de Fernando Henrique Cardoso, os delinquentes engravatados foram presos pela Polícia Federal, os ministros são honestos, os parlamentares servem à nação em tempo integral e o presidente da República cumpre e manda cumprir cada um dos Dez Mandamentos. 
Lula fez em oito anos o que os demais governantes não fizeram em 500. 
A super executiva Dilma Rousseff precisa ser cautelosa para não ser eficiente demais: se melhorar, estraga.
Daqui a alguns anos, é possível que um filho do prefeito de São Bernardo do Campo tenha de lidar com um homem gordo, de barba grisalha, voz roufenha e o olhar brilhante dos doidos de pedra, querendo que a paisagem real seja substituída pela maravilha registrada no cartório
A cobrança da filha de Getúlio tropeçava na falta da certidão de nascimento que o pai do novo Brasil acaba de providenciar.
Ele vai avisar que governou a República e reclamar o que lhe pertence sobraçando um calhamaço cheio de selos, carimbos, rubricas e assinaturas.
“Nada é impossível”, disse Lula nesta quarta-feira.
Nada mesmo.
É possível até imaginar-se um ex-presidente, empoleirado num caixote na praça principal de São Bernardo, exigindo aos berros a existência de um Brasil que inventou.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mais Uma "Obra" do "Cara"!!

.— Cartões corporativos: governo Lula torrou R$ 350 milhões
Desde 1º de janeiro de 2003 e até o final de outubro deste ano, o governo Lula gastou R$ 350 milhões com cartões corporativos. Em 2010 a conta já ultrapassa R$ 71 milhões, segundo dados do Portal da Transparência. Só a Presidência da República consumiu quase R$ 16 milhões com cartões, este ano, em gastos “sigilosos”. Em 2007 (R$ 76 milhões) e 2010, o governo gastou mais de R$ 70 milhões com cartões.
 R$ 215 mil por dia
A média diária de gastos do governo com cartões corporativos em 2010 é de R$ 215 mil, o dobro da média dos últimos oito anos (R$ 111 mil).
 Meses de campanha
Em abril, a conta dos cartões corporativos do governo Lula totalizava R$ 11 milhões. Até novembro, o total pulou para R$ 71 milhões.
 Lula I x Lula II
Durante o primeiro mandato de Lula, cartões corporativos nos custaram R$ 78,4 milhões. No segundo mandato, triplicou: R$ 267 milhões.
COMENTO: é a ratalhada aproveitando para "raspar o tacho" enquanto há algum tempo disponível! Esse é o "cara" que possui 80% de aprovação popular e que voltará ao poder em 2014 com, no mínimo, 110% de votos válidos. E que faz discursos reivindicando a volta da CPMF por que perdeu 150 bilhões de arrecadação, que poderiam ser enviados para Cuba e outras ditaduras africanas ou da vizinhança (ninguém sabe a troco de quê?). Oposição neste país de merda? Nem pensar! O povo? Esse quer é ver o "Brasíu" campeão na Copa de 2014, e o resto que se phoda!!
Transcrevo, ainda, o extremamente pertinente comentário de um grande amigo meu:
"Todos sabem que sou "anti-todas as esquerdas". E não escondo isso. Não tenho vergonha de dizer que meu "ídolo", de direita, ainda é o Pinochet. No entanto, no Brasil, se escuta muito "choro e ranger de dentes", principalmente através de "escritos de pouca influência" mas, não vejo ninguém escrever nada admitindo que TUDO o que está acontecendo é "culpa" da nossa DIREITA (festiva), que não soube administrar todos os anos de poder. A esquerda (não festiva, inteligente, paciente e atuante), apesar de recente no poder, aprendeu tanto que, mesmo com  a infinidade de falcatruas que fez, continua com a "aprovação popular" ímpar. Lembram quando "eles" começaram a tomar conta da Imprensa? Lembram quando "eles" foram tomando conta dos sindicatos? Lembram quando "eles" tomaram conta das Associações de Bairro? Lembram quando "eles" foram se infiltrando na área do Ensino? Lembram quando "eles" distribuíam panfletos e fugiam da repressão? Lembram que no período eleitoral e fora dele "eles" ostentavam com orgulho (e coragem) a sigla do Partido ou a imagem de Guevara? Ficaria o dia todo aqui citando as ações (lentas e graduais) da Esquerda e, a incapacidade, a sonolência, a falta de engajamento e a arrogância da Direita. À  direita, hoje, resta trocar emails e divulgar textos indignados de redatores sem expressão (como eu estou fazendo) e, quem sabe um dia, começar a agir como o "inimigo". Mas, será que teremos a humildade de descer das "torres" e perder, perder, perder e aprender, até reconquistar o espaço que já foi "nosso"?  Isso vai demorar muuuiiito!! Aguardem o Lula em 2014 (de novo)!!!"

As Agruras do Novo Governador

por Carlos Chagas
Diplomado ontem (17/12) o novo governador de Brasília, Agnelo Queiroz, voltam-se as atenções para o primeiro dia de janeiro, quando assumirá. Fazer o quê, diante do caos em que se transformou a capital federal? Pode ser que ele saiba, mas quanto aos resultados, fica a interrogação. Senão vejamos:
O serviço de saúde pública naufragou. Hospitais e postos carecem de tudo, a começar pelos médicos, dos mais mal pagos de todo o país. As filas estendem-se desde o dia anterior. Intervenções de emergência são marcadas para seis meses depois, mas rotineiramente adiadas quando chega o dia. As UTIs não funcionam, faltam os remédios que o governo deveria distribuir gratuitamente. Equipamentos caríssimos permanecem nos caixotes por anos a fio. Acresce que não apenas a população de Brasília e do entorno goiano valem-se dos serviços locais, ou tentam valer-se. Municípios existem em Goiás, Minas, Bahia, até no Maranhão e no Piauí, cujos prefeitos, em vez de construir postos de saúde, compram ambulâncias: fica mais barato mandar seus doentes para Brasília. A única exceção em termos de saúde pública é o Hospital da Rede Sarah, uma referência mundial para doenças no aparelho locomotor, mas situa-se no plano federal, sem sofrer interferência do poder local. Ainda bem.
O trânsito virou uma loucura. Logo haverá mais veículos do que habitantes, no Distrito Federal, mas guardas, sejam do Detran ou da Polícia Militar, de jeito nenhum. Engarrafamentos multiplicam-se nas horas do rush e, no centro da cidade, estaciona-se até em fila tripla. Os transportes coletivos pouco ajudam ainda que a máfia das empresas de ônibus continue estimulando greves de motoristas e trocadores para conseguir sempre aumento de tarifas. Aliás, as mais caras do país. Na rodoviária do Plano Piloto as escadas rolantes não funcionam e a sujeira é uma constante, paraíso de drogados, desocupados e indigentes. Mil vezes reformada, ela permanece a mesma pocilga de sempre.
Em Brasília não há cracolândia definida. Espalha-se o uso do crack por todas as superquadras, setores habitacionais, centros comerciais, condomínios, invasões e cidades-satélites. Uma praga de fazer inveja aos antigos donos do Complexo do Alemão, pelo potencial de fregueses. Maconha e cocaína são oferecidas abertamente, até nos salões do Congresso.
Depois do pôr-do-sol tornou-se um risco ficar na rua, na periferia da capital. Sucedem-se os assaltos com abominável rotina, sem falar no temor dos pequenos comerciantes de terem confiscada a féria do dia por marginais de toda espécie, em especial menores de idade. Roubos em residências são freqüentes, nos bairros mais luxuosos não há casa onde não se encontre um segurança contratado. Desdobram-se as polícias civil e militar, mas o número de meliantes cresce em progressão geométrica, enquanto os agentes, sequer em progressão aritmética. Brasília acaba de ocupar os primeiros lugares nas estatísticas de assassinatos, estupros e sequestros-relâmpago.
Os tais quinze milhões de empregos que o governo Lula disse haver criado passaram longe daqui. Basta parar num sinal de trânsito qualquer para se contar o número de pedintes, camelôs que vendem panos de chão, bolas e bonecos de toda espécie. Além de mendigos e distribuidores de folhetos de propaganda. Com prevalência de maiores de idade, apesar da quantidade considerável de crianças e de velhos.
A maior área verde urbana do país consegue, também, tornar-se a maior concentração nacional de gambás e ratazanas, infestando os setores nobres de habitação, os bairros de classe média e as vilas mais modestas.
Como começamos, vamos concluir essa rápida resenha das agruras visíveis de Brasília com a saúde pública: os casos de dengue batem recordes a cada mês e até uma abominável bactéria infensa a antibióticos acaba de ser detectada, espalhando-se pelos hospitais locais.
O problema é que Agnelo Queiroz precisará enfrentar o maior de todos os males, invisível mas tão ou mais solerte que os demais: a corrupção. Antes, dizíamos que os corruptos vinham de fora, até chegavam às terças-feiras e iam embora às quintas, uma forma de os brasilienses revidarem a má-vontade e as agressões de jornalistas, empresários e bobalhões de São Paulo e do Rio. Infelizmente, não é mais assim. Já temos bandidos de colarinho branco estabelecidos em nossos limites. Um senador foi cassado, outro renunciou para não ser e um governador acabou preso. Imagine-se quantos sócios, coniventes, aproveitadores e asseclas orbitavam em torno deles. A maioria continua livre até das denúncias públicas, impávida, continuando a fazer negócios escusos, amealhando comissões e conseguindo contratos às custas dos dinheiros públicos e das contribuições privadas. Tem muita gente honesta no governo do Distrito Federal, mas, meu Deus, quantos ladrões, também!
O novo governador que se cuide, porque por muito menos Napoleão perdeu a guerra...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ganhei Coragem

por Rubem Alves
Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece“, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, ledor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos“. Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre que me calei: O povo unido jamais será vencido“: é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo“ tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo.  Não sei se foi bom negócio: o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de televisão que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse, na montanha, para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os 10 mandamentos. E há estória do profeta Oseias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras ideias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oseias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou. Passado muito tempo Oseias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oseias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre...“ 
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta. Mas sabia que ela não era confiável. O povo sempre preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhes contavam mentiras. As mentiras são doces. A verdade é amarga. 
Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos o circo era os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! 
As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos. 
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro O homem moral e a sociedade imoral observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis“ por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo. Meu amigo Lisâneas Maciel, no meio de uma campanha eleitoral, me dizia que estava difícil porque o outro candidato a deputado comprava os votos do povo por franguinhos da Sadia. E a democracia se faz com os votos do povo... 
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. 
Quem decide as eleições  e a democracia  são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido. O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham. Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus Cristo foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a Revolução Cultural na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O mais famoso dos automóveis foi criado pelo governo alemão para o povo: o Volkswagen. Volk, em alemão, quer dizer “povo“...
O povo unido jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos... Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio, não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol (tive a desgraça de viajar por duas vezes, de avião, com um time de futebol.). Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno“, à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção...“ Isso é tarefa para os artistas e educadores: O povo que amo não é uma realidade. É uma esperança.
(Folha de S. Paulo, 05/05/2002)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dois Patifes Boquirrotos

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1 - A arrogância e prepotência de D. Lula I
Em uma cerimônia hoje (14/12) nas obras de transposição do Rio São Francisco, Luiz Inácio Lula da Silva disse que a transposição do São Francisco era um sonho de D. Pedro I, que mesmo sendo imperador e filho de rei não conseguiu realizar este sonho, e que foi preciso o ele, Lula, filho de D. Lidu realizar esta transposição.
Muita prepotência, arrogância e ignorância de D. Lula I e único.
D. Pedro I tinha vinte e poucos anos de idade quando proclamou a independência do Brasil. Mesmo com toda a dificuldade de comunicação (ele não tinha um aerolula nem um vassourão da Dilma) e a vastidão do território brasileiro, foi capaz de manter a integridade do território nacional, impedindo que o Brasil se dividisse em inúmeras nações menores como aconteceu na América espanhola.
Ademais, mesmo outorgada, a constituição feita por D. Pedro I foi uma das mais liberais e modernas de sua época.
É muita prepotência de Luiz Inácio Lula da Silva acreditar que é mais capaz e mais competente do que aquele rapaz de vinte e quatro anos de idade que conseguiu fazer do Brasil uma grande nação.
A única coisa que posso dizer ao presidente é que vá estudar antes de falar as asneiras que anda falando.

2 - Respeito à Vida

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse, em palestra a empresários em São Paulo, que o país precisa reformular a legislação sobre o aborto. "Quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar? Meus amigos, vamos encarar a vida como ela é", afirmou. 
Fonte: Folha.com
Eu, governador, não tive uma namoradinha que precisou abortar.
Minha tentação é concordar com o governador Sérgio Cabral. Se quando grávida, dele a mãe dele tivesse abortado não estaríamos ouvindo esta asneira da boca deste desqualificado.
O aborto é crime. O aborto é assassinato de inocentes indefesos e não posso aceitar que uma autoridade constituída defenda um crime destes.
COMENTO:  duas declarações de dois patifes, eleitos e idolatrados por uma boa parcela dos canalhas que compõem nossa sociedade. Tais declarações mostram, mais uma vez, a total falta de caráter dos dois. Que fazer? O "povo" os admira!  Povinho de merda!!!
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WikiLeaks

por Francisco César Pinheiro Rodrigues
A divulgação de telegramas e outros registros das embaixadas americanas, revelando o que altos funcionários pensavam, sinceramente, sobre governantes estrangeiros, intenções e "acordos" secretos entre países, foi um dos acontecimentos mais importantes nesta década. A longo prazo, pesados os prós e os contras, a diplomacia deu um passo — ou melhor, sofreu um empurrão — à frente, não para trás. Quanto menos falsidade na comunicação entre governos, melhor. A verdade — não só "filosoficamente" —, aprimora, mais que a mentira, a convivência humana. E governos são produtos humanos, embora, por vezes, subprodutos.
Não é à toa que o fundador da WiliLeaks, Julian Assange, está sendo "caçado" pela justiça, seja qual for o motivo oficial. Sempre "da-se um jeito" de enquadrar um "abelhudo atrevido" que revela as entranhas dos governos. Ressalte-se, porém, que os EUA, no mega-vazamento, foi somente o "azarão", o "boi das piranhas", embora agindo como os demais países. Todas as embaixadas do planeta procedem na forma revelada pelo atual "escândalo". Deixemos, "please", de hipocrisias.
A liberdade de crítica mordaz era estimulada pela presunção, até hoje vigorante — doravante não mais... — de que a sinceridade da observação estaria protegida de modo absoluto pelo sigilo, geral e diplomático. Muita coisa vai mudar na rotina diplomática. Se possível, que mude também na mentalidade subjacente à rotina. Lembre-se, também, que quem traiu o dever de manter o sigilo não foi Julian Assange, e sim um analista de sistema, um militar de nome Bradley Manning, trabalhando para os americanos. Assange agiu apenas como um jornalista que divulga uma informação.
A estranhável acusação contra Assange — de estupro ou assédio — parece ser "providenciada", escolhida a dedo. É especialmente adequada, na justiça, para desmoralizar alguém porque em casos de estupro geralmente basta a palavra da vítima, ou suposta vítima. Ninguém acredita, a não ser com muita prova contrária — difícil de obter —, na negativa do acusado. Ao contrário do que acontece com o relato da vítima, especialmente se ela chorar ou parecer abalada ao depor. Tais crimes normalmente ocorrem sem a presença de testemunhas, circunstância ótima para a acusação. Leves marcas locais de violência podem ser improvisadas mecanicamente antes do exame pericial. Se, eventualmente, no caso, tais crimes sexuais ocorreram — repito que me parecem improváveis — darei minha mão à palmatória. Pondere-se que, mesmo absolvido o réu, em razão da dúvida, a desmoralização fica grudada nele até o fim da vida. Nele e em tudo o que ele fez ou fará.
Obviamente, existe um "lado mau", injusto, na difusão das opiniões francas dos embaixadores americanos. A injustiça, porém, como disse, está na exclusividade da exposição. Os Estados Unidos da América foram o único país submetido ao "raio-x" da sinceridade, do "soro da verdade". Suas entranhas foram expostas à visitação pública. E não há intestino algum isento de odores desagradáveis, seja no reino animal ou governamental. Se, com tais revelações "americanas" outros países também viram suas próprias fraquezas expostas, tais fraquezas não são, de modo geral, algo semelhante a condenações judiciais com trânsito em julgado. Não são "verdades científicas", irrefutáveis. São meras opiniões pessoais de embaixadores, com o direito à subjetividade inerente a todo ser humano. Certamente, nas embaixadas de muitos países, há opiniões bem agressivas — talvez com palavrões —, pondo em dúvida a paternidade de alguns políticos americanos, especialmente odiados.
Outro aspecto "mau" das revelações em exame foi desconsiderar, sem aviso prévio, o valor abstrato e universal da privacidade. Assim como a privacidade individual é considerada um direito humano fundamental — permitindo às pessoas falarem, reservada e sinceramente, o que pensam e sentem, no lar, no bar ou no escritório — é também direito da "pessoa jurídica", no caso o Estado — e sua extensão, as embaixadas — falar o que pensam e sentem os que ali trabalham. Embaixadas existem para representar um país e colher informações sobre o que ocorre localmente. Do contrário, para que serviriam? Wladimir Putin está furioso com o ocorrido mas precisa reconhecer que nas embaixadas russas espalhadas pelo mundo ocorre o mesmo comportamento que ocorria na embaixada americana de Moscou.
Por sinal, impressiona-me, agradavelmente, constatar que praticamente todas as críticas ou opiniões desagradáveis sobre governantes estrangeiros, que aparecem no WiliLeaks, são bastante coincidentes com o que pensam as pessoas bem informadas de todo o planeta. Há apenas franqueza, não má-fé. Isso é um ponto positivo para a diplomacia norte-americana. Não percebi mentiras ou juízos deliberadamente falsos transmitidos a Washington. É claro que as opiniões e informações relacionam-se com os interesses americanos mas não seria de esperar o contrário, em qualquer embaixada de qualquer país. Os embaixadores o são de seus respectivos países, não de um governo central mundial.
Vejamos, agora, o lado "bom" do vazamento promovido pelo WikiLeaks.
Primeiro, houve uma salutar "chacoalhada" no centenariamente desconfiado mundo da diplomacia, com o isolamento e a necessária hipocrisia no relacionamento entre as nações. Todos os países, impregnados doentiamente com o já meio caduco conceito de soberania absoluta — nem um pouco interessada no bem estar dos demais países — eram e ainda são obrigados a pensar somente nos seus particulares interesses, especialmente na área da segurança. "Quem cuidará de nós, se formos agredidos? Temos que proteger nossos segredos e, principalmente, conhecer os segredos dos nossos vizinhos, porque não vivemos em um mundo de anjos. Nossos espiões, mesmo quando, em casos extremos, envenenam e matam adversários, são nossos anjos da guarda. Matamos um ou outro, discretamente, mas salvamos milhares de nossos compatriotas".
Ocorre que os interesses estatais, de riqueza e segurança, já não parecem tão "particulares" assim, face à interdependência entre as nações. Cada nova antipatia internacional — decorrente de uma crítica pessoal mordaz divulgada — é um tremendo prejuízo, político e econômico. As nações, cada vez mais, percebem que não estão sozinhas. Dependem das demais. É preciso controlar a língua. O injuriado pode — se a má opinião saiu na mídia; se não saiu, não tem importância, é usual —, mudar sua política, com penosas consequências. Wladimir Putin, indignado, já deixou isso bem claro, quando leu o que o que diplomatas americanos pensavam dele.
O lema internacional, até recentemente quase absoluto, é "cada um que cuide do seu!". Só que como a globalização chegou no comércio, na informação, na cultura, nas viagens — aproximando cada vez mais os povos —, ela acabaria se insinuando também na diplomacia, tradicional foco de conversas secretas. Quase sempre impublicáveis porque, se conhecidas, seriam talvez mal utilizadas pelos demais países, todos eles potenciais inimigos.
Cada vez mais o mundo, instintivamente, antipatiza com "segredos". Parece pensar que "se algo é escondido, deve haver algo de errado". Quer conhecer os bastidores. Talvez isso explique a boa acolhida, pelo público, dos "reality shows", "Big Brother" e assemelhados — que detesto, mesmo sem ter conseguido assistir inteiramente qualquer um deles. O mundo de hoje cansou das "verdades oficiais", que presume falsas. Anseia pela "verdade verdadeira" em todos os setores.. E isso é salutar. Quanto menos inverdades, melhor, em um mundo recheado de mentiras despejadas na televisão, no rádio, na imprensa, no cinema, na internet, no relacionamento amoroso e até na conversa entre amigos. Cada mentira é uma distorção da realidade. Somadas, desenham um quadro falso do mundo em que vivemos. Como votar bem se nossos juízos são formados em dados mentirosos? Passado o atual choque de mal estar diplomático, o mundo provavelmente se tornará um pouco mais ético. Não tanto por virtude, mas por receio.
Mesmo que as embaixadas, doravante, tomem providências minuciosas para preservar seus segredos, sempre haverá o perigo, embora remoto, da ocorrência de "vazamentos". Um anônimo funcionário da embaixada pode — por falha técnica, vaidade, ganância ou idealismo — abrir a Caixa de Pandora dos vexatórios segredos de estado. Não é o embaixador, somente, que utiliza arquivos e computadores das embaixadas. Por isso, convém controlar a boca, a escrita e o próprio espírito da política externa porque "as paredes têm ouvido" e a mídia ama especialmente as verdades indiscretas. A usual maledicência e "complôs" estarão, doravante, menos presentes no mundo da diplomacia. Não, como disse, porque os diplomatas vão se transformar em santos, mas porque se os planos secretos forem divulgados os próprios embaixadores terão que abandonar às pressas os países, fugindo dos cuspes ou das balas. E aqui entramos em outro item — peço desculpas antecipadas — que tem me impressionado vivamente.
Esse "item" é a noção de que um governo mundial democrático — inevitavelmente menos carregado de segredos hostis porque menos compartimentado — é muito mais conveniente à humanidade que o atual sistema das "soberanias" isoladas, fechadas em grupinhos, escondendo intenções. Hoje pensa-se assim: "No meu curral, digo, no meu país, eu faço e desfaço. E não revelo o que pretendo fazer. Uso o chicote ou o açúcar conforme me der na veneta e ninguém de fora pode interferir porque o conceito amplíssimo de soberania me protege, embora não possa proteger meu povo de mim mesmo. Aliás, por que digo assim se eu sou o povo!"
Reconheçamos que, hoje, a felicidade, ou infelicidade, de uma nação está na sorte ou no azar de ter um bom ou mau governo. Os atuais governantes do Zimbábue, da Coréia do Norte, da Venezuela, do Irã e de Israel são exemplos gritantes do perigo da aceitação da soberania sem temperamentos. Se ocorrer uma Terceira Guerra Mundial, uma das causas principais está na atual rigidez do conceito de soberania. Com a difusão — praticamente inevitável — das armas nucleares —como impedir que um "patriota maluco" provoque um conflito, talvez radioativo, que redundará em guerra mundial? Será necessário seguir a rotina internacional, usual de, primeiro, esperar a morte previsível de milhões de seus soldados e civis para, em seguida, vencido o "maluco", puni-lo? Hoje, ele vive protegido pelo manto intocável da soberania.
Se o planeta recebesse alguns "retoques" legais e se transformassem em uma federação democrática mundial, não haveria clima e espaço para as atuais rivalidades alimentadas pela desconfiança entre os estados. Na federação brasileira, por exemplo, cada Estado — São Paulo, Rio, Ceará, etc. — não precisa espionar os demais Estado. Não precisa manter embaixadas em todas as unidades da federação. Cuida apenas da segurança interna, sem precisar de exército, aeronáutica e marinha (quando for, topograficamente, o caso). A dispensa de todo esse aparato, civil e militar, significa uma imensa economia. E não havendo desconfiança generalizada entre os Estados da mesma federação, não há guerra de informação. Eventuais divergências entre os Estados resolve-se no Congresso Nacional. O mesmo ocorre na federação norte-americana. Estados pobres, ali, não têm o mínimo receio de serem atacados por vizinhos Estados ricos. E não havendo embaixadas, não há porque a preocupação com "vazamentos".
Com perdão pelo interesseiro "enxerto" de tema, propaganda homeopática de uma ideia — "governo mundial" —, pouco prestigiada, é o caso de concluir que, a longo prazo, a WikiLeaks teve mais méritos que defeitos no incidente: "ventilou" quartos sempre fechados. Que os estadistas ofendidos ponham a mão na consciência, façam um auto-exame sincero e sigam suas vidas, consolados com a noção de que ninguém é perfeito. Que Sílvio Berlusconi siga, na vida privada, como é, o mesmo acontecendo com demais criticados no tabuleiro internacional.
Não sou admirador de Hillary Clinton, mas não há razão para ela renunciar ao cargo só pela vazão de uma prática que tem sido universal. E repito: os diplomatas americanos transmitiram impressões sinceras, sem exageros. Conforme viam, diziam. Pior seria se mentissem ao próprio governo, distorcendo a política externa americana.
Fonte:  Mundo RI
COMENTO:  são pontos de vista interessante os expressados pelo autor. Concordo plenamente com a opinião dele a respeito da documentação vinda a público indevidamente. Em primeiro lugar, Julian Assange somente divulgou os dados que lhe foram passados pelo verdadeiro "traidor", o soldado Bradley Manning que, a princípio, não deveria ter tido acesso aos mesmos. Em segundo lugar, praticamente nada do que foi divulgado era novidade para quem tem um interesse mínimo sobre notícias internacionais. Talvez a linguagem usada pela imprensa tenha sido um pouco mais "politicamente correta" do que a que foi usada pelos funcionários americanos ao se referirem aos diversos governantes citados. A novidade ficou por conta da comprovação do que também já se suspeitava sobre a estupidez que se apossa do ser humano em situação de guerra. "`Será que é um inimigo? Por via das dúvidas, vamos eliminá-lo, antes que ele nos elimine!" Esse é o resumo cruel da luta pela sobrevivência em conflitos armados. Gostem ou não os defensores dos 'direitozumanu". Por fim, ouso discordar ferrenhamente da ideia propagandeada de um "governo mundial". As vergonhosas decisões e atuações de órgãos como a ONU e OEA, só para ficar em exemplos mais conhecidos por nós, já demonstraram que, como os serem humanos, grandes seres jurídicos (formados por seres humanos, como não poderia deixar de ser) também se deixam levar por seus interesses mais imediatos em detrimento dos interesses alheios. Isso é o bicho gente!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os Cúmplices das FARC ... Persistem em Legitimar o Grupo Terrorista

Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido (*)
Tradução de Graça Salgueiro
Golpeadas as estruturas dirigentes, isoladas do mundo, sem indício de categorização política, as FARC e seus cúmplices nacionais e internacionais persistem, por todos os meios, para sair da lista de bandos terroristas. Os meios são audaciosos e demandam suma atenção do governo colombiano.
Para isso recorrem aos estabelecimentos de seu Plano Estratégico, à cumplicidade de Lula, Correa, Chávez e os demais mandatários servis de Fidel Castro, à propaganda gratuita que lhes fazem os “Colombianos pela Paz” e agora à jogada de mão dupla que pretende legitimar os terroristas e, ao mesmo tempo, re-legitimar a destituída senadora Piedad Córdoba.
É de se supor que o governo colombiano analisará com pinças cirúrgicas o oferecimento da libertação unilateral de cinco seqüestrados, com a brusca imposição de que este “gesto humanitário” será um desagravo à “agredida” pacifista.
A audaciosa proposta das FARC tem veneno implícito, pois busca obter rendimentos políticos e politiqueiros desde vários setores. 
Um, para avançar na legitimação do grupo terrorista com o apadrinhamento de Lula e da “compatriota” Dilma. 
Dois, para pressionar decisões jurídicas que devolvam a investidura de senadora a Piedad Córdoba, quer dizer, para que sirva de caixa de ressonância da estratégia do grupo terrorista e se legitime como a “porta-bandeira” da paz.
Três, para pôr o governo de Santos contra a parede, principalmente porque o “novo melhor amigo de Santos” faz parte da farsa, e assim Iván Márquez e os demais bandidos que vivem na Venezuela ficarão mais tranqüilos para continuar em contatos com o Movimento Bolivariano Clandestino e o governo chavista.
Quatro, para instigar os familiares dos demais sequestrados a pressionar o presidente Santos para que ceda à negociação
Cinco, para evitar que a pressão militar do Estado Colombiano chegue aos acampamentos de Cano e de Catatumbo
Seis, para aliviar a pressão internacional que Correa e Chávez ainda não resolveram, derivada dos computadores de Raúl Reyes.
Sete, se antecipar a que o governo colombiano, que por politicagem e tropeços de falsa diplomacia, não quis trazer à luz pública os explosivos segredos dos computadores de Jojoy e Tirofijo, que por razões óbvias contêm todos os elementos para a morte política das FARC e de seus cúmplices.
Oito, a ousada proposta das FARC coincide com a época natalina, do mesmo modo que pretendiam há um ano quando seqüestraram e degolaram o governador de Caquetá, porém já contavam com a estultícia funcional de um bispo no Vaticano e a cumplicidade do governo argentino para publicar um filme propagandístico e buscar a legitimação política das FARC.
As reflexões anteriores obrigam o presidente Santos e sua chanceler Honguín a restabelecer a atitude submissa frente a Chávez e os demais cúmplices das FARC, pois se não se deram conta o anúncio de Lula, Kirchner e Mujica de reconhecer o “Estado Palestino”, é uma mensagem clara e concreta para a Colômbia. Todos os governantes do Foro de São Paulo, comandados pela ditadura cubana, têm em mente dois passos claros:
Primeiro, legitimar as FARC como partido político sem rótulo de terroristas e segundo, reconhecê-las como força beligerante com domínio, o qual originaria uma guerra civil das FARC e dos comunistas latino-americanos contra a Colômbia, com o apoio dos governos pró-terroristas do hemisfério. Os governos da Argentina, Brasil e Uruguai acabam de confirmar qual é a intenção das FARC e de seus cúmplices. Então, presidente Santos, chanceler Holguín, ministros do gabinete, congressistas da República, abram os olhos e não vão morder a isca. Apertem a ofensiva militar, política e diplomática contra as FARC. Está em jogo a liberdade, a ordem e a democracia.
(*) Analista de assuntos estratégicos
Fonte:  Luis Villamarin
citado em Papéis Avulsos e

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nossos Medinhos e Gramsci

por Marcos Pontes
Em que se diferenciam as ditaduras vermelhas idealizadas pelo russo Lênin e o italiano Gramsci? Se bem que a idealizada por Lênin também foi implantada, enquanto que a de Gramsci nasceu em seus anos de cadeia. O brutamontes Mussolini deu a ele lápis, caneta, comida e todo o tempo do mundo para maquinar suas idéias. Entre tantas, talvez essa seja a maior burrice de Mussolini uma vez que a obra do Gramsci perdura ao passo que os malfeitos de Il Duce já se perdem no fog da história.
A principal diferença entre os dois modelos é o tipo de medo. Lênin impôs o medo palpável, o medo real das armas, da brutalidade dos agentes do estado, da KGB, do MVD, do Exército Vermelho, do sequestro, da Sibéria; já Gramsci, bem mais sutil e paciente, investiu no medo de assombração, aquele medinho escondido sem se saber exatamente do quê. O medo do desconhecido, das maquinações maquiavélicas, do preconceito no verdadeiro sentido, de coisa pré concebida e que, por isso mesmo, deveria ser evitada, desmontada e negada.
Ao ver o movimento gay, por exemplo, negar o modelo de família predominante como sendo uma coisa ultrapassada, percebe-se nas entrelinhas a revolução gramsciana, gritando em surdina que tudo o que já existia deve ser negado. Dos bancos das universidades, principalmente as de ciências humanas, às cartilhas da pré-escola a revolução gramsciana mostra suas garras encobertas por veludo. Temos que reaprender a ler para percebermos no sub-texto o pretexto da revolução embutido.
Sabendo que quem faz a cabeça do povaréu brasileiro são as novelas e o Jornal Nacional, aí a mente revolucionária investiu seus esforços sob o manto do politicamente correto, criando tabus modernos. Se antes da revolução feminista era tabu mulher “séria” sair de casa de calça comprida ou cantar o cara que lhe agradasse, depois da queima de sutiãs passou a ser feio discriminar as que tomassem a iniciativa, o mesmo acontece hoje em relação à erotização infantil, o homossexualismo, o aquecimento global, o consumo de carne vermelha, o consumo de supérfluos e por aí a fora.
Depois que criaram Xuxa, menina alguma quis mais ser Marie Curie. Pensar dói, mais fácil balançar a bundinha do que tentar interpretar um livro cheio de letras e palavras impossíveis; depois que inventaram Bruno Chateaubriand, nenhum menino sonhou em ser Garrincha. Pra quê suar, trabalhar pesado pra ganhar uns caraminguás e morrer de cirrose hepática se pode viver à champagne, morar na Zona Sul e aparecer cheio de glamour em qualquer programinha de celebridade?
Inverter os valores e criar medinhos contra o que está estabelecido é a tática gramsciana e na ponta de lança desse exército estão os gays que escrevem novelas e os jornalistas que fazem os jornais nacionais, não apenas o Jornal Nacional, por meio de releases enviados pelos todos poderosos assessores de imprensa. Jornalistas não precisam mais pensar, transformaram-se em copiadores que publicam o que as empresas, políticos, editoras e agências de notícias enviam. Não há sequer a necessidade de checar informações, já que suas fontes são as próprias personagens da notícia.
Não é à toa que Franklin Martins, um gramsciano profissional, foi alçado à condição de Göebbels particular de Lula nesses quase oito anos. Como poucos esse jornalista sabe manipular os medos coletivos. Por anos ele foi um dos editores dos jornais da Globo, conhece como pouquíssimos o inconsciente coletivo e sabe usar dos nossos medinhos em favor da causa revolucionária petista como nem o Maquiavel redivivo, Zé Dirceu, saberia fazê-lo. Dirceu é um executivo do mal, enquanto que Martins é um intelectual, portanto muito mais perigoso.
A propósito, se levantarmos todos os assessores de imprensa e dirigentes da área de comunicação social dos repetidos governos, desde Figueiredo, perceberemos que quase todos saíram dos quadros da Globo. Alexandre Garcia (Figueiredo), Antônio Brito (Tancredo/Sarney), Tereza Cruvinel (TV Brasil), Hélio Costa (Lula/Ministério das Comunicações), Franklin Martins e sabe-se lá quantos outros mais. Não entro no quartel dos que condenam a Globo, o Papa e a Coca-Cola por todos os males do país, isso também é hipocrisia coletiva, mas a Globo nos deve muito por ter formado esses mentores da revolução vermelha silenciosa que se instala aos pouquinhos e sem doer.
©Marcos Pontes

domingo, 12 de dezembro de 2010

Colunista Stalinista da Folha Defende Criminosos na Europa

por Janer Cristaldo
Leitor me pergunta se não vou comentar os feitos do australiano Julian Assange, o proprietário do site WikiLeaks, que hoje domina as páginas da imprensa internacional. Não, não vou comentar. Todos estão comentando. Apenas diria que considero espantoso um homem relativamente jovem, de 39 anos, conseguir afrontar todas as nações do mundo. Em verdade, os jornais estão exagerando em seus noticiários. Assange, até agora, não revelou nenhum segredo vital de Estado. Apenas fofocas diplomáticas. Diplomacia é a arte da mentira e é normal que, privadamente, diplomatas digam algumas verdades.
Os méritos não são apenas de Assange, mas do soldado que lhe passou a bagatela de 250 mil documentos, Bradley Manning. No que não há nada de espantar. Quando alguém detém uma tribuna importante, as informações lhe chegam espontaneamente. Assange, hoje no cárcere, é aquele através de quem o escândalo surge. Bradley é quem o fornece. Mas causa espécie ver os Estados Unidos querendo abafar a voz de Assange e jogando ao lixo a Primeira Emenda: "O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas."
Prefiro comentar o que ninguém comenta. Por exemplo, a coluna de hoje de Vladimir Safatle. Não bastasse a Folha de São Paulo ter um senador corrupto e um jornalista bolsa-ditadura entre seus colunistas, contratou agora às terças-feiras uma múmia stalinista. Isso, duas décadas depois da derrubada do Muro de Berlim. No caso, Vladimir Safatle, cujo prenome já denuncia sua estirpe. Professor no Departamento de Filosofia da USP, a universidade que introduziu o marxismo no Brasil, Vladimir não nega ao que veio. Autor de artigos confusos, nos quais é difícil perceber o que quer dizer, desta vez o jovem comunossauro foi explícito.
Os suíços aprovaram em referendo, no último domingo do mês passado com 53 por cento dos votos a favor e 47 contra, a expulsão do país, de estrangeiros condenados pela justiça. Serão expulsos da Suíça os emigrantes que tenham praticado crimes considerados graves, entre eles o assassinato, assalto à mão armada e tráfico de droga. Ficam impedidos de pisar solo helvético durante 5 a 15 anos ou 20 em caso de reincidência. Os estrangeiros foram responsáveis por 59 por cento dos homicídios em 2009. Fica também prevista a expulsão de estrangeiros que abusam da ajuda social.
Safatle toma a defesa dos criminosos e fala em nada menos que fascismo suíço. Como se fosse fascista um país que não deseja abrigar em seu território criminosos estrangeiros, em geral beneficiados pela assistência social. A Suíça assumiu a vanguarda desse processo. Há alguns dias, ela jogou na lata de lixo o que restava de sua democracia ao aprovar, por plebiscito, uma lei de dupla pena para crimes cometidos por estrangeiros. Um imigrante que, por exemplo, assalte um banco suíço especializado em lavagem de dinheiro, terá de cumprir a pena prevista no Código Civil e, posteriormente, ser expulso do país. Ou seja, ele cumpre uma dupla pena”.
O articulista fala, capciosamente, de bancos suíços especializados em lavagem de dinheiro. Ou seja, está conferindo a assaltantes de bancos o status de fautores de justiça. E considera pena a expulsão do país. Ora, expulsão não é privação de liberdade. Não sei se Safatle se deu conta, mas está considerando punição a devolução, com passagem paga, do imigrante ao país que o viu nascer. No fundo traiu-se, ao confessar que ser expulso de um país capitalista é punição.
Tal aberração jurídica simplesmente quebra o princípio fundamental da democracia, a saber, a isonomia diante da lei – continua o jovem comunossauro -. A noção de que todos, à exceção de inimputáveis, como as crianças e os loucos, estão submetidos às mesmas leis é a base da democracia. Mas, ao criar leis especiais para crimes de imigrantes, a Suíça quebra a isonomia entre delitos e penas e instaura um regime de discriminação legal”.
Ora, os suíços decidiram que não querem criminosos estrangeiros em seu território. As leis suíças são para os suíços. Por que se aplicariam a criminosos que não são suíços? No fundo, o antigo ódio de Marx à Europa, expresso na primeira fase do Manifesto: um fantasma ronda a Europa, o fantasma do comunismo. Como bom comunista que odeia a democracia européia, Safatle não se furtará a fazer a defesa do Islã:
Os helvéticos já tinham colocado um pé fora da democracia ao aprovarem, novamente por plebiscito, uma lei que proibia a construção de minaretes em mesquitas muçulmanas. Segundo eles, tais minaretes representavam o desejo expansionista e belicista do islã. Cartazes associando minaretes a mísseis foram espalhados pelos Alpes. Com isso, eles quebravam a ideia de que todas as religiões devem ter o mesmo tipo de tratamento pelo Estado (e, se for para falar em belicismo religioso, nenhuma religião passa no teste). Talvez o próximo passo seja a simples interdição para a construção de mesquitas. Afinal, para alguns, muçulmano bom é muçulmano invisível”.
O problema não é a construção de mesquitas. As mesquitas em verdade são madrassas, centros de doutrinamento islâmico. Os muçulmanos têm uma visão teocrática do Estado e pretendem, em uma Europa leiga, que os Estados se submetam a dogmas religiosos. Os árabes querem legislar em territórios que não os seus. Se um dia a Europa proibir a construção de mesquitas, estará apenas exercendo o direito de legítima defesa ante o totalitarismo islâmico. O mundo muçulmano não aceita igrejas católicas em sua geografia e Safatle jamais os acusaria de colocarem o pé fora da democracia. Por uma razão elementar: democracia é palavra proibida no mundo árabe.
Aqueles que realmente se preocupam com a democracia talvez devessem voltar seus olhos para Suíça, Holanda, Itália, Dinamarca. De lá vem a verdadeira ameaça” – escreve o jovem comunossauro. Fiel às suas origens marxistas, parafraseia o mestre: “Se lembrarmos dele, talvez sejamos obrigados a dizer que um fantasma assombra a Europa: o fantasma de uma nova forma de fascismo ordinário”.
Fascista é a Europa, que procura defender-se de totalitarismos. Onde terá pedido asilo a democracia? Certamente na China, Cuba ou Coréia do Norte.
COMENTO:  me permito discordar do termo usado por Cristaldo, quanto ao caso WikiLeaks. Me parece que Julian Assange somente fez o que se propôs por ocasião da criação do seu sítio: difundir dados que lhe sejam fornecidos e que interessem ao público em geral. Por outro lado, não posso ver mérito na atitude de Bradley Manning. Assange pode ter prejudicado as relações entre alguns dirigentes mundiais ao expor a hipocrisia que permeia a diplomacia global, mas quem não sabe que as relações entre países funcionam dessa forma? Quem desconhece o fato que as representações diplomáticas existem para defender os interesses de seus países em território alheio, além de colher informações que possam ser úteis nessa defesa? Por outro lado, o soldado Manning expôs sua face traiçoeira ao subtrair informações a que teve acesso, e que sabia serem capazes de causar problemas ao seu país. Expôs também, e isso é o que me parece mais grave, a fragilidade da segurança das informações norte americanas. Falharam os yankees ao deixarem de usar um dos princípios básicos do manuseio de inteligência: a "compartimentação". O acesso aos arquivos por parte de quem não tem a "necessidade de conhecer", particularmente no caso, por um militar aparentemente sem o comprometimento para com sua Instituição, me parece o fato mais grave no caso WikiLeaks. No mais, os dados revelados são irrelevantes em termos de importância geopolítica. Quanto à defesa dos criminosos a serem expulsos da Suíça, me parece que esse jogo de alegar firulas jurídicas é o mais utilizado, com êxito, pelos nossos 'advogados de porta de cadeia'. Tática alimentada pela infinita incapacidade de se fazer um trabalho bem feito que impera 'neçepaíz'. Já com os suíços essas firulas não funcionam. Não é à toa a diferença que nos separa!

Nova Derrota Judicial do Mensalão Gaúcho do PT

por Políbio Braga
Somente ontem  o Tribunal de Justiça do RS disponibilizou o acórdão através do qual impôs nova derrota ao Mensalão Gaúcho, comandado pelo PT, através dos autores da ação cível 10803073430,  movida pela gráfica Comunicação Impressa contra a revista Veja em Porto Alegre. A ação correu na 15ª Vara Cível. Não há mais recurso, porque houve unanimidade na 9ª Câmara Cível.
O julgamento ocorreu no dia 1º de dezembro, mas a mídia não apenas não cobriu o caso, como continua sem passar nenhuma informação sobre o assunto.
Veja referiu-se à empresa no âmbito de uma reportagem sobre o Mensalão Gaúcho. A matéria do jornalista Otávio Cabral,  fustigou os deputados Raul Pont e Elvino Bohn Gass, personagens principais de uma possível trama de uso de dinheiro público, confiscos salariais, prática de caixa 2 e abuso de diárias frias na Assembléia, tudo para financiar campanhas próprias e do PT. Veja também denunciou empresas que teriam fornecido notas frias e contribuído para o caixa 2 do PT e da DS.
O caso tramitou em segredo de justiça.
A apelação foi fulminada pela 9ª Câmara Civel. O advogado de Veja foi o Dr. Hélio Faraco de Azevedo.
- Esta é a segunda derrota – embora esta seja oblíqua - sofrida por Raul Pont e Elvino Bohn Gass esta semana. Também o Tribunal de Justiça desconsiderou sentença do juiz singular e mandou prosseguir a ação pela qual o ex-tesoureiro da DS, Paulo Salazar, o denunciante da reportagem de Veja, contou detalhes sobre o que viu e do que participou nos gabinetes de Pont e Bohn Gass entre 1998 e 2005.
CLIQUE AQUI para ler a íntegra do acórdão.
CLIQUE AQUI para examinar a reportagem da Veja.
Fonte:  Políbio Braga
COMENTO: este é mais um capítulo da novela gaúcha que retrata o "jeito PT de ser", e que já foi citada mais de uma vez aqui, aqui, aqui e aqui

sábado, 11 de dezembro de 2010

Governo Lança CD-ROM com Memórias da Luta Contra os Governos Militares


Agência Brasil
Oito mil escolas públicas de ensino médio de todo o país irão receber do governo federal um CD-ROM com a história de 394 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985). O trabalho, feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio do Ministério da Educação (MEC) e sob a encomenda da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, foi apresentado nesta sexta-feira (10) em Brasília.
O CD-ROM foi elaborado a partir dos arquivos do projeto Direito à Memória e à Verdade da SDH e outros documentos. Além da biografia dos perseguidos políticos, o CD vai permitir aos professores e estudantes conhecer o contexto histórico e cultural do período com acesso à cerca de 4 mil fotografias e ilustrações, 300 vídeos e mais 300 canções que fizeram parte dos protestos e da resistência à ditadura.
“Essa juventude hoje não conhece os anos difíceis que o país passou”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, no lançamento. Segundo ele, o CD-ROM “será festejado como um instrumento de transformação”. Para Haddad, há um efeito pedagógico e cívico na iniciativa. “Democracia se apropria com a cultura. Não é nata do ser humano”, disse ao enfatizar que os valores democráticos precisam ser ensinados.
O ministro Paulo Vannuchi enfatizou que o CD ROM é uma experiência “absolutamente pioneira” em projetos de memória. “Não lembro de ter ouvido falar em outro país”, disse. SDH e MEC também são parceiros na elaboração das diretrizes curriculares nacionais para direitos humanos.
O CD-ROM deverá virar um site a ser desenvolvido pela UFMG. O trabalho foi coordenado pela professora Heloisa Maria Murgel Starling do departamento de história da UFMG e contou com a participação de 15 estudantes de várias áreas, entre elas, história, direito e comunicação.
Para a professora, o projeto é uma “batalha ganha” na recuperação da memória da época da ditadura. “Ao abordar a cultura, o CD-ROM traz uma dimensão de esperança e dimensão lúdica. O conhecimento da história se dá não apenas pela fase dura e dramática, mas também pela enorme criatividade que existia no período.”
COMENTO:  duvido que o tal projeto revele que os "mortos e desaparecidos" lutavam pela transformação do Brasil em uma imensa Cuba, com todos os atrativos que só o comunismo possui. E nem me venham contar que 'o muro de Berlim caiu há mais de 20 anos'.  Vão dizer isso para esses canalhas que ainda sonham implantar o 'centralismo democrático' onde puderem, e que - infelizmente - estão tendo sucesso como "nuncantesneçepaíz".  Certamente, o 'projeto' intensificará na memória de jovens e crianças a desavergonhada mentira de que aqueles "jovens românticos, gentis e sonhadores" nunca roubaram ninguém.  Assaltos e roubos a bancos e estabelecimentos comerciais  nunca existiram, só houve "justas expropriações para financiar a luta popular". Assassinatos também só ocorreram por parte das forças governamentais. Os revolucionários só justiçaram a tiros e bombas aqueles que não concordavam com eles e queriam impedir a libertação do país. A política teimosa e burra de "não querer mexer em feridas", levada a efeito por quem combateu e ganhou a luta pelas armas pela manutenção da democracia brasileira, terminou permitindo que esses patifes consolidassem na memória da população mais jovem as suas mentiras. Hoje, de nada adianta o esforço de alguns em querer mostrar a "verdade sufocada" pela enorme pressão midiática sobre os 'corações e mentes' da população. Há que se concordar com a professora mineira. Ganharam mais uma batalha contra os que só souberam manejar as armas mas foram incompetentes com a caneta!
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre a Publicação de Ontem:

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Minha homenagem a quem se mete a ser o que não é, e que às vezes até pode se dar bem.

 

Montagem de fotos da internet, sobre a música "Me Tapo de Nojo", do Lobisomem! 
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Outra Trapalhada do General Genérico

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I - Jobim critica Médici...
Nelson Jobim (Defesa) provocou mal-estar sábado, na Academia Militar das Agulhas Negras, durante a formatura da “Turma General Emílio Garrastazu Médici”, ao criticar indiretamente o patrono – elogiado antes pelo Comandante do Exército pela “honradez, dignidade e patriotismo”.
     ...e o filho se retira
No discurso, que aliás não estava previsto, Jobim deixou claro que não aprovou a escolha do patrono, dizendo que o Exército “deve esquecer o passado”. Os generais nem o aplaudiram. E o convidado Roberto Médici, filho do ex-presidente, desceu do palanque e foi embora.
 
II - Um patrono que dignifica a escolha
"Os covardes morrem muitas vezes antes de sua morte; os valentes morrem uma única vez." Shakespeare.
Quando o Gen Bda Emílio Garratazu Medici comandava a AMAN eclodiu a Contra-Revolução de março de 64 que serviu como um decisivo antibiótico contra todos os ladrões de coloração vermelha que pretendiam tomar de assalto o poder aqui no Brasil para implantar um regime sanguinário igual ao de Cuba. O honrado militar manteve-se fiel ao Brasil e contra a canalha.
Anos depois, foi escolhido como o terceiro Presidente da era militar. Enfrentou todos os bandidos e bandidas que tentavam a todo custo com a ajuda da URSS e de Cuba retirar do poder aqueles que defendiam a Nação e procuravam reorganiza-la depois da desordem deixada pelo beócio que ocupara a Presidência da República.
Como Presidente da República soube honrar o cargo e se tornou o maior Presidente da história do Brasil.
De nada adianta homúnculos sem honra e dignidade tentar empanar o brilho de sua imagem porque estarão sempre abaixo da sola de seus coturnos.
Os feitos do Governo Médici não caberiam numa página de jornal quanto mais num pequeno espaço como esse. Suas realizações ainda são responsáveis pela sólida base em que o Brasil se apóia hoje, apesar das tentativas de degradação que assistimos diariamente por falta das necessárias complementações que o tempo exige.
O imenso esforço desprendido por seus auxiliares nas áreas da educação, saúde, transporte, comunicações, segurança, economia, indústria, ciência e tecnologia e que certos babacas acham que foram lavras de suas administrações só não conhece e louva quem não viveu a época ou se reveste de toda a má vontade possível.
Os bravos cadetes da AMAN são sábios e demonstraram seu respeito a quem merece de fato recebê-lo.
Que Jobim reverencie a súcia que lutou contra Medici pois são da mesma laia que ele. Quem frauda uma Constituição não tem moral para criticar quem fez do Brasil a 8ª economia mundial e nunca lançou mão da coisa pública em seu próprio proveito.
O Presidente Médici não tinha o hábito de se exibir. Era um homem discreto até quando ia assistir o seu Fluminense jogar no Maracanã com seu inseparável radinho de pilhas ao ouvido.
Certa vez, foi aplaudido de pé, ao ser descoberto entre as autoridades que se faziam presentes, por toda a multidão de torcedores.
Exatamente o inverso do blefe de Caetés que não pode comparecer a um estádio de futebol sem receber as merecidas vaias por ser quem é. O Presidente Médici morreu apenas uma vez.
por Lourinaldo Teles Bezerra
Osasco - SP
COMENTO:  inicio transcrevendo um texto que recebi por correio eletrônico, cuja autoria não me foi revelada.
" Senhores;
Tem certas situações que não podemos ficar calados, temos que nos manifestar !
Esse elemento Jobim vai dentro da ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS, criticar um Patrono de Turma? !
Criticar um General de Exército, ex Comandante da Academia Militar, ex Comandante do III Exército, Ex Presidente da República! ?
O Presidente Médici exigiu que, para sua posse na presidência, o Congresso Nacional fosse reaberto, e assim foi feito. Em 25 de Outubro de 1969, Emílio Garrastazu Médici foi eleito Presidente da República por uma sessão conjunta do Congresso Nacional, obtendo 293 votos, havendo 75 abstenções.
Esquecer o passado do General Médici é esquecer: 
QUE seu governo ficou marcado por um excepcional crescimento econômico que ficou conhecido como o milagre brasileiro. Houve um grande crescimento da classe média. Cresceu muito o consumo de bens duráveis e a produção de automóveis, tornando-se comum, nas residências, o televisor e a geladeira. Em 1973, passou a funcionar a televisão a cores no Brasil; 
QUE foi o período durante o qual o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro": crescimento econômico recorde, inflação baixa e projetos desenvolvimentistas como o Plano de Integração Nacional (PIN), que permitiu a construção das rodovias Santarém-Cuiabá, a Perimetral Norte, a Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói, e grandes incentivos fiscais à indústria e à agricultura foram a tônica daquele período;
QUE Nessa época, também foram construídas casas populares através do BNH; 
QUE No seu governo, concluiu-se o acordo com o Paraguai para construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, à época a hidrelétrica de maior potência instalada do mundo. No campo social, foi criado o Plano de Integração Social (PIS) e o Programa de Assistência Rural (PRORURAL), ligado ao FUNRURAL, que previa benefícios de aposentadoria e o aumento dos serviços de saúde até então concedidos aos trabalhadores rurais. Foi feita uma grande campanha de alfabetização de adultos através do MOBRAL e uma campanha para melhoria das condições de vida na Amazônia com a participação de jovens universitários chamado Projeto Rondon. Esse projeto foi reativado em 19 de janeiro de 2005, durante o Governo Lula.
Ao elemento Jobim para conhecimento: "BRASIL, AME-O OU DEIXE-O". Tá na hora do senhor deixá-lo."
E nem me venham com a estorinha de dívida externa, submissão aos interesses americanos, e outras lorotas. Nos últimos 25 anos, período de tempo superior ao da 'ditamole', não se tem notícia de realizações similares. Sequer foi feita a manutenção da rede rodoviária do país, somente 'operações tapa-buraco' normalmente superfaturadas e não fiscalizadas e, por isso, mal feitas. O agronegócio, que tem sustentado não só a alimentação, mas também a parte positiva da balança econômica nacional, sofre o descaso governamental e as agressões da 'cumpanherada' do MST. Itaipú, o 'projeto faraônico', é o que ainda tem evitado o colapso energético total do país, sofrendo a ameaça de termos que aumentar a participação paraguaia nos frutos atuais, graças à equivocada política externa levada a efeito de acordo com os ditames do Foro de São Paulo. No campo social, criou-se a distribuição de dinheiro público a título de auxílios, o que na realidade não passa de uma reles compra de simpatia (votos) sem nenhuma exigência de contrapartida por parte dos beneficiários (a frequência à escola e a atualização de vacinas não são fiscalizadas devidamente), além dos inúmeros casos detectados de fraudes - beneficiários que não deviam fazer jus ao benefício. O BNH faliu por incompetência gerencial dos "gestores políticos". O MOBRAL foi substituído pela 'aprovação seriada', somente com o objetivo de inflar os índices a serem apresentados ante organismos internacionais; e quanto ao Projeto Rondon, já não se ouve dele falar. Os índices mostrados recentemente pela OCDE/UNESCO mostram o compromisso governamental para com a melhoria da educação no Brasil. E, agora, vem um sujeito que confessou desavergonhadamente em entrevista ter adulterado dois artigos da Constituição Federal em vigor a partir de 1988, afirmar que o Exército deve esquecer o passado dizer que desaprova a escolha dos formandos da AMAN?  Ora, não faz parte das atribuições do Ministro da Defesa aprovar homenagens de formandos. Imagine o Ministro da Educação definindo os homenageados pelas turmas de formandos de Universidades Federais.  Para não me alongar mais, me permito a transcrever uma frase lida ainda hoje, sobre o assunto, de Carlos Esteves, de Rio Branco/AC
"O passado só é ruim para aqueles que temem sua própria história".

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