quarta-feira, 8 de outubro de 2008

BOLÍVIA: e a Revolução Segue se Espalhando...

por Rebecca Santoro
Baseado no artigo:
Segundo dois guardas florestais de Pando que estiveram naquele departamento durante ‘o massacre dos campesinos’ (pelo qual o prefeito de Pando está sendo acusado de ‘genocídio’ pelo governo de Evo Morales), o senhor Miguel Chiquitín Becerra, ex-prefeito de Cobija e aliado de Morales, mandou recrutar centenas de pessoas, em Riberalta, alguns dias antes, dizendo que seriam conduzidas a um Congresso, em Pando, pela qual a participação renderia 200 bolivianos para cada um dos presentes. “Enganaram os camponeses, pagaram-lhes 200 bolivianos (30 dólares) para vir a um suposto congresso, mas, na realidade, queriam tomar a prefeitura e tirar o prefeito (governador)”, relata uma testemunha a um repórter do jornal Clarín (21-09-2008).
No caminho, na fazenda de Becerra, ele e o ministro Juan Ramón Quintana (acusado de ser o artífice da “ditadura militar” e da “guerra psicológica” que Pando vive), em pessoa, entregaram um rifle e uma caixa de munição para todos os homens, que seguiram adiante até Filadélfia — município que, de acordo com várias testemunhas, tem sempre muita gente armada e no qual também há a presença de muitos cubanos e de venezuelanos. Para não serem confundidos entre a população local, durante o premeditado e previsível conflito, todos receberam distintivos especiais (fizeram o pessoal de ‘alvo mártir necessário’?).
Enquanto isso, a prefeitura de Pando já tinha informações sobre a marcha dos campesinos. Por isso, organizou-se uma espécie de bloqueio, para tentar deter este grupo de cerca de 200 campesinos, que foram, então, recebidos pelos ‘bloqueadores’ de Pando com paus e pedras, por volta das três horas da madrugada. Entretanto, como eram em número muito menor, os ‘bloqueadores’ tiveram que recuar. Mas, foram surpreendidos por mais e mais campesinos que atiravam com armas de fogo contra eles. Correram, então, para a cidade de Cobija, aonde chegaram por volta das 5 horas da manhã.
“A violência começou quando os camponeses mataram à queima-roupa o engenheiro Pedro Oshiro, em frente a uma valeta que os separatistas haviam cavado em plena rodovia, na altura de Três Barracas, para impedir o avanço camponês”, diz, ao Clarín, um jornalista local — que se auto-exilou na cidade brasileira de Brasileia. O engenheiro foi baleado na cabeça. Morreram, também, uma defensora de Pando — conhecida como Martina — que apanhou e teve seu corpo queimado e, sem confirmação, um padre da cidade que tentava amenizar a situação.
A notícia da vinda da ‘marcha campesina armada’ alarmou os moradores de Cobija, que pegaram suas armas e saquearam uma loja que vendia armamentos, da qual levaram 25 armas, entre pistolas e rifles, mais munição. Ali perto, em Porvenir, os campesinos já haviam tomado a praça do povo. Quando a ‘resistência’ de Cobija chegou, começou um intenso tiroteio no qual morreram uns quatro ou cinco campesinos. Estes últimos, quando perceberam a enorme reação dos cidadãos locais, e por estarem em menor número, começaram a debandar em fuga. Mas, os moradores de Cobija e de Porvenir, perseguiram os agressores que fugiam.
Sem conhecer direito a região, muitos elementos que estavam em fuga se viram obrigados a ter que atravessar o rio Tahuamanu a nado. Enquanto nadavam em fuga, 10 ou 15 pessoas foram mortas — por tiro ou por afogamento — e, em sua maioria, tiveram seus corpos levados pela correnteza do rio. Algum tempo depois, começaram a aparecer os corpos em vários locais. Mas, as identidades destes mortos é que começaram a surpreender.
Campesinos? Bem, um deles, por exemplo, portava a identificação de atirador do Exército boliviano. Outros cinco nomes da lista de mortos/desaparecidos são de homens que haviam invadido uma reserva florestal de Pando, no mês passado (ou seja, não tinham vindo com os campesinos, mas já estariam infiltrados na região). E, mais recentemente, os parlamentares Oscar Urenda e Mario Cronembold confirmaram a denúncia de que outros seis mortos seriam militares venezuelanos — cujos corpos acabaram sendo trasladados da Bolívia para a Venezuela, é claro, ilegalmente, com a conivência do Serviço de Aeroportos Bolivianos (Sabsa) e a participação da empresa funerária Señor de Malta. Conclui-se, portanto, que, pelo menos até agora, que 16 dos mortos nos conflitos em Pando não se tratavam de campesinos. Quantos campesinos, afinal, teriam realmente morrido no que Morales está chamando de ‘massacre dos campesinos’?
O próximo departamento a sofrer com os ataques dos massistas (partidários do Movimento ao Socialismo — MAS — que apoiam Morales) é Santa Cruz, que está sendo cercado (e isolado) por cerca de 50 mil militantes pró-Evo. Até agora, 40 mil pessoas da Confederación de Indígenas del Oriente Boliviano (CIDOB), da Coordinadora de Pueblos Étnicos de Santa Cruz (Cepes), da Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia (CSUTCB) e da Federación Nacional de Mujeres Campesinas Indígenas Originarias de Bolivia Bartolina Sisa (familiares me parecem estes nomes...) estão bloqueando os acessos a Santa Cruz. São aguardados mais 10 mil militantes dos setores colonizadores, cocaleros e (cooperativistas) mineiros. Mais desgraça? Provavelmente sim, pois está difícil sair o acordo entre os prefeitos dos municípios que se pretendem autônomos e o presidente Evo Morales.
Assim se divide um país. Assim acontece em todos os lugares vitimados pela desgraça comunista. Mas, parece, não há olhos para ver nem ouvidos para ouvir — principalmente por parte dos governos de países vizinhos. Para muitos, o comunismo morreu e, junto com ele, a tal da Guerra Fria, não é mesmo?
Entretanto, coincidentemente ou não, a Rússia elegeu a Bolívia para recuperar sua presença política e econômica na América Latina. “Estou certo que, agora, vamos recuperar os anos perdidos” declarou ao jornal El Diário o embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Rússia na Bolívia, Leonid E. Golubev, que também adiantou que seu país se empenhará, ao lado dos bolivianos, para apoiar a reivindicação de recuperação de uma saída para o mar.
A Bolívia, aliada ao Peru, perdeu sua saída para o mar, depois da chamada "Guerra do Pacífico", contra o Chile, no período 1879/1883. Desde então, os bolivianos tentam, pela via diplomática, recuperar sua saída para o mar. Evo Morales e Michelle Bachelet, presidente do Chile, estabeleceram um acordo com uma agenda de 13 pontos, na qual consta a reclamação marítima boliviana.
Clique para ampliar
Atentem para o teatro boliviano, senhoras e senhores, porque lá se passa uma amostra do que aqui poderá vir a ocorrer. Nosso consolo é que, por motivos óbvios, o Brasil ficará por último. Então, não se preocupem, pelo menos os três próximos Carnavais estão garantidos.
Vejam os três vídeos abaixo e saibam o que realmente se passa naquele país:
BOLÍVIA - PARTE 1 - A EVOLUÇÃO DA REVOLUÇÃO COMUNISTA DE EVO
BOLÍVIA - PARTE 2 - ATAQUE A CAMPESINOS INOCENTES?
BOLÍVIA - PARTE 3 - O VERDADEIRO MASSACRE DE PANDO
COMENTÁRIO EXTRAÍDO DO BLOG COTURNO NOTURNO:
Como se sabe, a UNASUL enviou uma comissão de inquérito ás mortes ocorridas em Pando, que a Rebecca Santoro tão magistralmente comenta neste artigo.
Mas o que ninguém tem conhecimento ou é assunto muito restrito, é que quem comanda e chefia essa comissão investigadora da Unasul, é um velho e conhecido terrorista com dezenas de mortes no seu curriculo, Rodolfo Matarollo que defendia a tese da "guerra popular prolongada".
Pode ler aqui, o artigo publicado no Blog de Heitor de Paola.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

El Oscuro Origen del Dinero de la Valija de Antonini Wilson

Es todo mentira. Las conversaciones en Miami entre Guido Antonini Wilson, Carlos Kaufmann, Franklin Durán, Moisés Maionica y sus socios son falsas. Todo se armó para complicar al gobierno kirchnerista desde el Departamento de Estado de EEUU.
No hubo valija con 800 mil dólares ni comunicaciones entre Claudio Uberti y Néstor Kirchner el día del decomiso del dinero. Tampoco existió un jet privado alquilado por Enarsa desde el cual bajó el maldito maletín el 4 de agosto por la madrugada.
El abogado Guillermo Ledesma también mintió, cuando aseguró que Antonini Wilson le confesó que tenía el visto bueno de Julio de Vido y Claudio Uberti a la hora de tranquilizarlo. Lo mismo hizo Victoria Bereziuk cuando, bajo juramento, declaró que Antonini Wilson estuvo al día siguiente en Casa de Gobierno.
Más allá de la ironía, ¿nos toman por idiotas? ¿Alguien cree por asomo las imbecilidades pronunciadas por el kirchnerismo, especialmente a través del ministro de Justicia, Aníbal Fernández?

Grabaciones calientes 
En los últimos días se han dado a conocer interesantes revelaciones a través de puntuales grabaciones que involucran a funcionarios venezolanos y argentinos, en el marco del proceso judicial que se lleva a cabo en Miami. El explosivo contenido de algunas de ellas aún no se ha dado a conocer, pero promete traer nuevas jaquecas al kirchnerismo.
Por caso, en una de las grabaciones en poder de la fiscalía, uno de los acusados afirma que "hubo más maletas volando hacia la Argentina" y que el envío de "fondos adicionales" desde Venezuela fue mucho más amplio y comenzó bastante antes de que se descubrieran aquellos 800.000 dólares en el Aeroparque de la Ciudad de Buenos Aires.
Como mencionara oportunamente Tribuna de periodistas, Antonini Wilson viajó seis veces a la Argentina entre marzo de 2006 y agosto de 2007. Todos sus pasos por Buenos Aires duraron unos pocos días y dos de ellos apenas unas pocas horas. Evidentemente el "empresario" era sólo un mensajero. Pero bien pudo haber otros maleteros y otras maletas. De hecho, este periódico ya señaló oportunamente a otro personaje chavista: Alex Del Nogal, quien también realizó interesantes viajes a la Argentina entre los años 2005 y 2007.
Un dato llamativo: ¿Por qué Antonini Wilson contrató para que lo defendiera a la abogada Theresa van Vliet, quien se desempeñó como jefa del área de lucha contra el narcotráfico y consejera senior para litigios sobre corrupción y lavado de dinero del Departamento de Justicia durante la presidencia de Bill Clinton?
No es menor el conocimiento que posee Antonini respecto a los movimientos de dinero y su uso discrecional, en determinados casos, por parte de la denominada boliburguesía venezolana y también del gobierno de Hugo Chávez. No casualmente estuvo tantos años estrechamente ligado a dos de los acusados y detenidos en Miami, y también hoy ex amigos, como Carlos Kaufmann y Franklin Durán. Por tal motivo, probablemente, haya preferido estar asesorado por una profesional como la doctora Van Vliet, experta en esas cuestiones de transporte y lavado de dinero de dudoso origen.
Que las traídas a la Argentina no son las únicas maletas que vuelan desde Venezuela lo demuestra también lo ocurrido en diciembre de 2007, cuando un avión Hércules de la Fuerza Aérea Venezolana fue agredido a pedradas por enfurecidos ciudadanos en el aeropuerto de la ciudad boliviana de Riberalta, ante la creencia de que traía armas enviadas por Hugo Chávez.
Tal como comentó el colega Carlos Machado en enero de este año, la aeronave se vio obligada a despegar rápidamente y luego descendió, casi sin combustible, en una ciudad brasileña. Pero en el apuro por levantar vuelo dejó en tierra, para su mala suerte, a un individuo que casi fue linchado por los pobladores y que tenía en su poder una maleta, ésta con 870.000 dólares. Se trata de Luis Michel Klein Ferrer, un capitán de la aviación adscripto a la Dirección de Inteligencia Militar (DIM), quien inicialmente declaró que ese dinero había sido girado por su gobierno como ayuda para unos emprendimientos en esa ciudad.
Lo concreto, es que ese dinero provenía de una partida de 10 millones de dólares, los cuales se destinarían a dos cosas: una parte, para la campaña de Cristina Kirchner; la otra, para la formación de "círculos bolivarianos" en el país del Altiplano. De hecho, el capitán Klein Ferrer llevaba un tiempo en Bolivia para encargarse del adoctrinamiento de esos círculos, a la vez que realizaba tareas de inteligencia en la embajada de su país. Pero aquí también tuvo mala suerte: el gobierno de Estados Unidos lo acusó penalmente de sembrar micrófonos en la delegación diplomática norteamericana en La Paz. Se pudo saber que actualmente Klein Ferrer se desempeña en la embajada venezolana en Ecuador.
Otra particularidad interesante aparece en torno al abogado defensor contratado por el uruguayo Rodolfo Wanseele Paciello. Se trata de Orlando Do Campo, quien ya había intervenido en el equipo de abogados que participó en la defensa y las apelaciones del caso de cinco cubanos detenidos en Miami y acusados de terroristas por el gobierno norteamericano, actualmente condenados a varios años de reclusión.
Es también el mismo abogado que intervino en la defensa del puertorriqueño convertido al islamismo José Padilla, acusado por Estados Unidos de terrorismo, de estar vinculado a la organización Al Qaeda y de intentar colocar una bomba sucia en una ciudad del país.
Ergo, los movimientos de todos estos personajes son más que sintomáticos respecto a sus propias andanzas. Sin embargo, han ingresado y salido de la Argentina sin inconveniente alguno, especialmente Antonini Wilson.
El kirchnerista juez Daniel Petrone intenta demostrar en estas horas que es independiente y que avanzará sobre los verdaderos responsables del ingreso del dinero a la Argentina. Si es así, ¿por qué no ha llamado a declarar aún al oscuro Julio de Vido, mencionado por Antonini Wilson de manera insistente?
Es una de las tantas preguntas que deberá responder el magistrado a la hora de explicar lo mal que ha llevado adelante este expediente.

Concluyendo 
A pesar de la insistencia en afirmar que el dinero ingresado a la Argentina provenía de la petrolera estatal venezolana PDVSA, se sabe que el avión alquilado por Enarsa hizo una escala en Santa Cruz de la Sierra, lo cual hace presumir que los dólares colectados tuvieron su origen en fondos del narcotráfico, específicamente de las FARC.
Esta sospecha se acrecienta si se tiene en cuenta que el "cerebro" de la operación fue el General Henry Silva Rangel, señalado hace unos días por el gobierno norteamericano por sus fluidos contactos con el mundo del tráfico de estupefacientes.
A su vez, si se tiene en cuenta el testimonio de algunos intermediarios en la recaudación de dinero para la campaña de Cristina Kirchner en 2007, los cuales se refirieron a "dinero del narcotráfico venezolano, colombiano y mexicano", todo cierra.
La clave está en un artículo de diario El Tiempo de Bogotá, publicado hace unos meses, donde se habla sobre la aparición de un nuevo cartel colombiano de la droga con nexos en Venezuela. Está integrado por unos 1.200 hombres y liderado por los hermanos Víctor y Miguel Mejía Múnera, conocidos como "los mellizos".
De acuerdo al periódico mencionado, este cartel controla la Banda de los generales, "una organización de narcotraficantes de Venezuela y de la que, según investigaciones, forman parte oficiales activos y retirados de ese país".
La información está a la vista, la evidencia también, lo único que falta es voluntad concreta para investigar de manera independiente.
¿Será Justicia?
Christian Sanz

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Por Que a ABIN Não Pode “Grampear”?

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Sempre estranhei, lendo jornais, que a ABIN — Agência Brasileira de Inteligência — não pode fazer escutas telefônicas, mesmo autorizadas por um magistrado. Somente a Polícia Federal teria esse poder; sempre, porém, com permissão judicial e desde que a prova visada não seja possível obtê-la por outros meios jurídicos, os “normais”: testemunhas, documentos e perícias.
Procurando, na internet, a base legal para essa proibição, não a localizei. Isso não quer dizer, necessariamente, que não exista. Minha busca foi muito rápida. Na Constituição Federal inexiste essa proibição, o mesmo ocorrendo na “Lei da Escuta”, a de nº 9.296/96. Estaria ela em algum decreto, dos inúmeros que correm por aí? Talvez... Vou continuar procurando. Se localizada a proibição na legislação ordinária, basta nova lei para cancelar a restrição.
De qualquer forma, com ou sem lei, é ridícula a proibição de escuta telefônica por parte do órgão máximo de inteligência (leia-se informação) de qualquer país, seja ele qual for. Note-se que uma agência de informação tem, também, como missão, fazer a contra-espionagem.
Alguém imagina que a CIA, a Scotland Yard, o MI5 inglês (Security Service), a Sûreté francesa, os serviços secretos da Rússia, China, Espanha e inúmeros outros países estão manietados pela proibição de ouvir uma escuta telefônica, autorizada por um juiz? Atrevo-me a dizer — desconheço os detalhes, um tanto secretos, do que ocorre em todos os países acima mencionados — que pelo menos em boa parte deles é até mesmo dispensada a autorização judicial, respondendo o agente por qualquer abuso cometido. Mesmo porque não está afastada a hipótese, embora remota, de um alto magistrado, nesses países, “sair da linha”, abusar de seu poder, até mesmo pressionado por alguma chantagem, ameaça de morte a um familiar, ou insuportável necessidade. Um voto de desempate em um tribunal máximo qualquer pode trazer grande prejuízo a um país. Se a coação for descoberta depois da decisão, ninguém, de boa-fé, negará ao prejudicado o direito de invalidar a decisão. A escuta comprovaria a pressão contra o magistrado
Se, mero exemplo, o serviço de inteligência vem a saber, de fonte razoavelmente confiável, que planeja-se — nacionais e estrangeiros — montar um artifício nuclear para ser detonado no país, ou em outro, estaria tal serviço impedido de se informar melhor ouvindo os telefones de alguns suspeitos? 
Se, no Brasil — mera especulação, claro —, houvesse fortes indícios de que uma multinacional de petróleo está montando um poderoso esquema de suborno para garantir-lhe — via lei ou decretos — uma vantagem econômica relacionada com o “pré sal”, estaria a ABIN impedida de obter provas desse plano mediante escuta telefônica, com autorização judicial?
A continuar essa proibição — atualmente verdadeira ou lenda — a ABIN, com 1.600 funcionários, terá muito pouca utilidade. Se qualquer particular “pode’ — na prática, no mundo real — contratar um detetive para grampear o telefone do cônjuge supostamente infiel, por que o órgão máximo da informação não poderia fazer a escuta quando altos interesses nacionais estão em jogo?
Alguém dirá que a Polícia Federal já tem esse poder de fiscalizar assuntos secretos. Pergunta-se: e quem investiga a Polícia Federal? Não seria melhor um mecanismo de “freios e contrapesos” na área de informação? Eventuais abusos da Polícia Federal seriam denunciados pela ABIN, e vice-versa. Conceder o monopólio da investigação a uma única entidade é conceder a esta um poder que melhor conviria ser neutralizado por outra entidade, no caso a ABIN.
A proibição contra a ABIN parece tão ingênua quanto a situação retratada na velha anedota: em um determinado país os agentes secretos têm, na lapela, um distintivo dizendo: “Serviço Secreto”. Ora, o secreto, por natureza, é secreto.
E a possibilidade de abusos? Há, claro, tal possibilidade, como há a possibilidade de um paciente, não tão grave, morrer na mesa de operação, de um avião cair, de um cidadão ser atropelado, e tudo o mais de riscos que nos rodeiam. Havendo abuso, que seja punido. E para evitar tais abusos é só a autoridade não conversar coisas comprometedoras, ou pecaminosas, pelo telefone. Se os diálogos telefônicos forem límpidos e transparentes não haverá interesse em alguém gravar coisa alguma.
Quanto à exigência de primeiro colher provas em outras fontes — para só depois pedir a escuta —, cabe aqui repetir o que já disse em artigos anteriores: mesmo que várias pessoas — geralmente subordinados, ex-funcionários — tenham conhecimento direto de grandes desvios financeiros, rarissimamente elas aceitam servir como testemunhas. Sabem que suas vidas estarão em perigo. Se não suas vidas, seus empregos, e tudo o mais. Além disso, meliante esperto não deixa prova documental de suas falcatruas. E não me venham falar em “programa de proteção à testemunha”, porque a mudança de identidade, de residência, de rosto (conforme o caso) é um sacrifício excessivo para se exigir de alguém que teve a infelicidade de presenciar infrações praticadas por violentos ou poderosos. Ele prefere silenciar.
Em um país em que o desvio do dinheiro público é quase um “esporte nacional”, inspirando, em alguns basbaques, até admiração, — significaria “gênio financeiro” — com pouca conseqüência, quer penal, quer de devolução do dinheiro —, não é sábio pressionar no sentido da limitação dos poderes da ABIN, como tem ocorrido recentemente. Quando houver abuso, que se o puna, sem impedir o uso.
O jornal “O Estado de S. Paulo”, de hoje, 7/9/08, informa-nos que, segundo cálculo de engenheiros da Polícia Federal, quinze bilhões de reais foram desviados de obras públicas. Isso numa pesquisa que vai de 2.000 a 2.008, só em obras contratadas com recursos da União. Estados e Municípios estão fora da contagem. Quase tudo em superfaturamento. Não é à-toa que a lavagem de dinheiro era um artigo de primeira necessidade, porque não havia como justificar o ganho frente ao Imposto de Renda. E por falar em “lavagem de dinheiro”, melhor seria — sob o ponto de vista prático —, permitir seu retorno ao país, pagando as multas devidas, cancelando-se a conotação penal. Do contrário, nem o dinheiro volta, nem haverá castigo penal porque os crimes prescreverão na arrastada tramitação dos inúmeros recursos judiciais.
Fonte: Mundo RI - 8 Set 08

Reavivando a Memória

Está difícil chegar a uma conclusão sobre o já "abafado" caso da Operação "Soltaeagarra"
Principalmente sobre a idoneidade dos vários envolvidos, desde as "vítimas" do grampo divulgado até o suposto "bandido da estória", o tal magnata da telefonia, passando pelos dirigentes da Operação e dos órgãos envolvidos, e os interesses que podem ter influenciado a mesma. 
Assim, republico um artigo da Folha de São Paulo, de 08 MAI 2002.
Degradação do Judiciário
Dalmo de Abreu Dallari
Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.
Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.
Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.
Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.
Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente — pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga —, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.
É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.
É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em "inventar" soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, "inventaram" uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.
Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.
Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um "manicômio judiciário".
Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no "Informe", veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado "Manicômio Judiciário" e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que "não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo".
E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na "indústria de liminares".
A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista "Época" (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público — do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários — para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na "reputação ilibada", exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou "ação entre amigos". É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.
Dalmo de Abreu Dallari, 70, é professor da Faculdade de Direito da USP
Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina).

ATUALIZAÇÃO FEITA EM OUTUBRO DE 2009:   gostaria que o professor Dallari se manifestasse sobre a recente nomeação do ministro José Antonio Dias Toffoli para o STF. Lembrando que o novo ministro foi advogado do partido político do presidente da República e, por duas vezes, foi reprovado em concursos para Juiz de primeira instância.  E aí, professor, que me dizes??

domingo, 5 de outubro de 2008

Corações e Mentes

Estou lendo a excelente biografia — "Hugo Chávez sin uniforme" —, escrita pelos jornalistas venezuelanos Alberto Barrera Tyszka e Cristina Marcano. O livro é ótima fonte de referências para quem quiser entender como funciona a cabeça desse sujeito cujo projeto de vida era chegar ao Palácio Miraflores, fosse através dos tanques, fosse através do voto.
Às folhas tantas, os autores se debruçam sobre as investidas de Chávez no sistema educacional, mediante a produção de um material didático orientado para a "revolução bolivariana". Diante da forte resistência dos pais, que saíram às ruas tão logo tiveram conhecimento do conteúdo desses novos livros, o histriônico presidente declarou: "No soy monedita de oro para caerle bien a todos". Subiu nas tamancas, empertigou-se, resistiu e lançou bravatas. Mas a revolta foi tão contundente que precisou recuar.
Nada há de original na tentativa de Chávez. Ela não chegou aos extremos inicialmente previstos, mas é certo que a educação venezuelana, hoje, inclui os elementos essenciais da doutrinação marxista. A propósito é bom lembrar que durante boa parte do século 20, os comunistas da América Latina prepararam-se, lutaram, viveram, mataram e morreram pela "revolução". Esse era o ânimo das alianças libertadoras nacionais (ALNs) e grupos assemelhados que infernizaram décadas da história política continental e deram causa aos governos militares surgidos entre os anos 60 e 80 do século passado. Na expectativa dos revolucionários, a luta armada deveria levar ao alçamento em armas e a isso o povo era convocado em sucessivos e inúteis manifestos. O povo jamais lhes deu bola. Não lhes deu bola nem mesmo quando essa convocação foi exercida contra governos que suprimiam liberdades públicas. Ainda assim, seu credo lhes preserva a absoluta certeza de agirem pelo povo, com o povo e para o povo, cujo santo nome usam absolutamente em vão. E dane-se o povo se duvidar disso.
A guinada metodológica que os está levando ao poder pela via mais fácil do voto surgiu com a leitura da obra de Gramsci, cuja metodologia implica a conquista de corações e mentes através da infiltração nos meios culturais. Infiltração, aliás, que não preservou e não preserva sequer a Igreja e seus seminários e que, obviamente, inclui os sistemas de ensino público e privado. Acertou na mosca, portanto, a revista Veja, em sua recente matéria sobre a doutrinação marxista nas escolas brasileiras. A reportagem "Prontos para o século XIX" é uma descrição correta e tardia do que está em curso há quase quatro décadas nos educandários brasileiros e dos países vizinhos, porque a orientação é a mesma para todos, com êxito que se comprova a cada eleição.
Note-se: o processo denunciado pela reportagem está em curso na rede pública — o que se poderia justificar pela falta de tutano político dos gestores que, gradualmente, entregaram essa rede ao comando dos sindicatos funcionais — e está em curso na rede privada, inclusive nas escolas confessionais, como bem identifica a matéria. Há vários anos, escrevi artigo com o título "Alerta aos pais", no qual observava que quem matricula um filho de seis ou sete anos em escola particular, o faz tendo em conta a orientação filosófica ou religiosa que ela segue. Se essa pessoa for católica, evangélica ou israelita, provavelmente optará por um estabelecimento de igual confissão. A criança, nessa idade, não tem um miligrama de marxismo no cérebro. É bem provável que já ame o Brasil, creia em Deus, no valor da solidariedade, na dignidade da pessoa humana. Seus pais a ensinaram a respeitar a propriedade alheia. Exercem o direito de ter seu filho educado em fidelidade à fé, princípios e valores que adotam e seguem.
A escola está autorizada a educar tais crianças, mas não recebeu procuração para as manipular, para as influenciar politicamente, ou para lhes meter na cabeça idéias que os pais não querem ver lá dentro. É preciso pôr freio nesse tipo de estupro mental. Se os colégios querem formar marxistas e socialistas, que o informem com clareza. É perfeitamente legítimo fazê-lo. Eduquem assim os filhos dos pais que o desejarem. Mas mudem de nome. Que passem a se chamar Colégio Che Guevara, Faculdade Karl Marx, Escolas Reunidas Mao-Tse-Tung, Curso Técnico Luiz Carlos Prestes. E deixem de usar, para fins impróprios, nomes com significado religioso.
O Colégio Anchieta de Porto Alegre contestou a matéria da Veja sem a responder. Considerou parcial e insignificante o fato de um de seus professores atacar em aula os empresários e suas máquinas pelo desemprego que produzem e convocar os estudantes, filhos de empreendedores, a questionar os pais sobre se eles estão fazendo isso. O Sinpro/RS, sindicato dos professores de escolas particulares, veio em apoio aos colegas, num texto maluco que defende com unhas e dentes a liberdade de cátedra (como autorização para um professor ensinar uma idiotice daquelas) e trata de maneira jocosa a liberdade de expressão usada pela revista. Dois pesos, duas medidas.
São esses gênios da lógica que comandam as corporações que dirigem a política educacional que forma a mentalidade das crianças brasileiras. São esses talentosos mestres e suas idéias que levam o Brasil à 76ª posição no ranking da Unesco e situam nosso padrão educacional atrás da Bolívia, do Paraguai e do Equador.
Percival Puggina

Roubalheira dos Amigos do Dr Lula da Silva

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O relatório do Tribunal de Contas da União sobre os gastos públicos no Pan-2007, divulgado hoje (26/27 Set 08), é ainda parcial, porque faltam dados não só do Ministério do Esporte como também das diversas estatais que apoiaram o evento.
O Ministério tem 30 dias para apresentar suas contas definitivas e as estatais, 15.
Seja como for, há dados que dão a medida do descalabro cometido com o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho.
Sabe quanto custou aos cofres públicos a diária de cada atleta hospedado na Vila Pan-Americana?
A incrível quantia de R$ 1.137, 00 por dia, repita-se, algo muito superior ao que cobram os melhores hotéis cariocas, como, aliás, o relatório faz questão de observar.
Mas há muito mais.
O documento faz referências a gastos ‘despropositados’ e volta a mencionar o escândalo cometido com o sistema de credenciamento, originalmente orçado em R$ 55.000,00 e que chegou à casa, pasme, de nada mais nada menos do que 26,7 milhões de reais.
O cálculo, repita-se, ainda parcial estima em 3,3 bilhões de reais o total de dinheiro público gasto no evento, alguma coisa de assombroso numa competição da terceira divisão internacional e de apenas duas semanas.
Lembremos que, segundo o orçamento inicial, os gastos públicos seriam da ordem de R$ 523,84 milhões.
Há casos ainda como os de materiais importados, dardos, varas de salto e material para o taekwondo, encontrados pelos fiscais do TCU nos depósitos do Comitê Olímpico Brasileiro, que simplesmente não foram usados porque chegaram ao país depois do fim dos Jogos.
Não é mesmo de se tirar o chapéu para Carlos Nuzman e Orlando Silva?

Novo Ministro da Cultura — Mais um Militante da Luta Armada no Poder

"Ministro receberá indenização por exílio durante o regime militar. 
Valor é de 270 salários mínimos; ministro foi preso e exilado nos anos 70.
SALVADOR. O novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu ontem uma boa notícia: a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em visita à capital baiana, anunciou a concessão ao ministro de uma indenização de 270 salários mínimos, no valor aproximado de R$112 mil. Para obter a reparação, Juca relatou que foi processado pelo regime militar, perseguido e condenado diversas vezes, e que a vida no exílio teria provocado grande sofrimento e desequilíbrio em sua família, levando sua mulher, na época, a cometer o suicídio (...). "
(Trecho de matéria publicada no jornal O Globo)
Quem é:
Juca Ferreira — João Luiz Silva Ferreira foi envolvido pela subversão muito cedo. Seu pai militou na juventude no partido comunista. O ambiente familiar facilitou, a Rádio de Havana era ouvida diariamente e militantes do PCB circulavam pela sua casa com freqüência. Em 1966 já estava pronto para militar no movimento estudantil. Seu recrutamento foi feito por José Carlos Prata.
Em 1967 filiou-se ao Partido Comunista. Logo foi eleito secretário político da Direção Secundarista. Foi militante da dissidência do PCB, do PCdoB, do PCBR e do MR-8.
Ingressou na Escola Técnica Federal da Bahia em 1967 com o firme propósito de fazer militância política (recrutamento de novos militantes para a luta armada), já que ali se formava boa parte do operariado baiano para o Pólo Petroquímico.
Em 1968, comandou uma greve na escola, na primeira grande manifestação estudantil baiana.
Nessa época, Juca Ferreira começou a defender a luta armada e decidiu romper com o Partidão. Ao lado das atividades no movimento estudantil, ele começou a participar de treinamentos para a luta armada. Usava a fazenda do pai, em Alagoinhas, para treinar tiro. Seus irmãos Airton e Júlio também participavam da luta armada.
Logo teve que ingressar na clandestinidade. Acabou indo para o Rio de Janeiro, onde passou a ter contatos mais atuantes na luta armada e aderiu à Dissidência do Rio de Janeiro (DI/GB), que depois iria se transformar no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Passou a manter contatos com Vladimir Palmeira, Franklin Martins e uma série de outros que acabaram seqüestrando o embaixador americano. Com esses contatos logo passou a ser o secretário político do MR-8.
Em dezembro de 1968, Juca Ferreira afirma que foi eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o que é contestado por ex-militantes do movimento secundarista.
De volta a Salvador, em outubro de 1970, a polícia encontrou-o na casa dos pais, durante uma rápida visita, quando foi preso. Na prisão encontrou-se com o seu delator e o convenceu a mudar seu depoimento, inocentando-o. Em conseqüência acabou sendo solto e, novamente, voltou para a clandestinidade.
No Rio de Janeiro passou a desenvolver uma série de ações armadas, em geral assaltos a bancos, fábricas, supermercados.
Com a prisão de vários militantes, a estrutura do MR-8 estava esfacelada. Muitos haviam sido presos, alguns mortos e outros se refugiado no exterior. Nessa ocasião, a organização contava, apenas, com pouco mais de 15 militantes para realizar suas atividades, passando a atuar "em frente" com outros grupos. Em contrapartida, crescia o grupo do MR-8 no exterior, que contava com os militantes que fugiram para o Chile e com a adesão de membros de outras organizações. Grande parte do comando estava no Chile e as palavras de ordem do MR-8 passaram a ser ditadas daquele país.
As divergências eram evidentes e havia uma divisão clara entre "militaristas" — que defendiam o imediatismo revolucionário — e "massistas" que, primeiro, queriam preparar melhor as massas.
Em novembro de 1972, em Santiago do Chile, a organização convocou uma assembléia-geral, com o comparecimento de seus principais militantes, onde se oficializou o "racha". Em dezembro, durante três dias, os "massistas" realizaram reuniões preparatórias para a assembléia que fariam ainda nesse mês, a qual foi denominada Pleno.
No artigo primeiro dos "Estatutos Provisórios" aprovados no Pleno, o MR-8 definia os objetivos da organização:
"Somos uma organização política marxista-leninista, cuja finalidade é contribuir para a criação do partido revolucionário do proletariado no Brasil, que assuma a vanguarda da luta da classe operária e da massa explorada, pela derrubada do poder burguês, pela supressão da propriedade privada dos meios de produção e pela construção da sociedade socialista como transição para a abolição da sociedade de classe e o ingresso numa sociedade comunista."
Em 1973, João Luiz Silva Ferreira — Juca Ferreira — fugiu para o Chile para encontrar companheiros de exílio e assumiu papel de destaque.
Após o Pleno, a organização desenvolveu suas novas atividades com a direção geral dividida em duas seções:
a) do exterior (no Chile): composta por João Luiz Silva Ferreira (Juca Ferreira), Carlos Alberto Vieira Muniz, João Lopes Salgado e Nelson Chaves dos Santos;
b) a do interior (no Brasil): composta por Franklin de Souza Martins e Sérgio Rubens de Araújo Torres.
Em fevereiro de 1973, Franklin retornou ao Brasil, instalando-se em São Paulo e estruturando um Comitê Regional, dirigido por José Roberto Monteiro e Albino Wakahara, que passou a imprimir o jornal O Manifesto.
A queda do presidente Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, dificultou os planos iniciais da organização, com seus militantes fugindo do Chile e se reagrupando em Paris.
João Luiz Silva Ferreira (Juca Ferreira), ao ser surpreendido pelo golpe contra Allende, seguiu para a Suécia onde viveu sete anos. Durante esse tempo, fez um curso de nove meses para se formar em sociologia na Sorbonne.
Com a anistia, Juca Ferreira voltou ao Brasil em 1981 e hoje é ministro do governo Lula.
Fontes:
— "Tentativas de tomada do poder "- Projeto Orvil
— Ustra, Carlos Alberto Brilhante: "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça"
— Emiliano, José: "Memória do Movimento Estudantil Vermelho - a esquerda bem informada"

As Previsões da Mãe Dedé

por Adriana Vandoni
Mãe Dedé vai fazer uma previsão para as eleições em algumas capitais:
Em São Paulo, Marta e Kassab se elegem para o segundo turno. A diferença entre os dois, “independente de posição” (pode ser Kassab em primeiro) não passará de 2%. Kassab vencerá no segundo turno e implantará o programa “Cara Limpa”, proibindo o uso de botox em São Paulo. Marta muda de São Paulo.
Em Cuiabá, segunda capital mais importante destepaíz, pro meu blog, Wilson Santos (PSDB) ganhará ainda no primeiro turno. Não pelos méritos de sua campanha, que diga-se de passagem, foi assim, assim, mas pelo pouco carisma do adversário Mauro Mendes (PR). O cara olha zangado pra câmera que parece querer trucidar o eleitor.
No Rio de Janeiro, Gabeira e o Eduardo Paes irão para o segundo turno. Crivela, desencantado, fundará uma nova igreja, a Igreja Universal de Deus é o cacete, em associação com padre Marcelo, para tentar dissociar seu nome do bispo Edir Macedo.
Padre Marcelo ainda não deu resposta porque já está estudando outra proposta, feita por Alckmin e Gabriel Lu Chalita. É para fundarem a Igreja do Reino do Deus é Pai e Serra é o Capeta.
Em Porto Alegre, Fogaça e Rosário vão para o segundo turno. Manuela Dávila volta pra Brasília e recebe propostas de posar nua para a Pravdaboy, a Playboy russa. Hahaha. Seu namorado continuará sem querer ‘intrometer’ nas posições dela.
Em Curitiba, bem, lá não tem graça. Beto Richa (PSDB) passará a perna no companheiro Álvaro Dias e será o próximo candidato ao governo do Paraná. Requião é declarado louco, internado em um hospício, mas foge para a Venezuela do seu amigo Chávez. Ah, ele levará tooooda a família junto. Todos empregados, claro, pelo nepobolivarianismo.
Em Belo Horizonte Marcio Lacerda ganhará no primeiro turno, mas há dúvida. Se não vencer, perderá no segundo e chamará Ciro Gomes pra juntos saírem xingando os jornalistas do país. Aécio, para não se envolver, se internará em uma clínica e fará uma plástica.
No Recife, enquanto os tubarões atacam os membros dos banhistas na praia da Boa Viagem, outro petista João é eleito e mantém os tubarões petistas na prefeitura atacando os fundos do povo. Eduardo Campos se achará o próprio vice da Dilma e brigará com Ciro, que xingará os jornalistas.
Em Salvador o malvadinho vai ganhar, apesar do copioso choro de João Henrique, que vagará pela cidade dizendo: Berro pelo aterro, pelo esterro. Berro por meu berro, pelo meu erro...
Em Fortaleza, Luziane Lins será eleita prefeita e continuará administrando o puteiro. Ciro Gomes xingará os jornalistas e chamará Flora (personagem da esposa Patrícia Pilar), para exterminá-la.
Adriana Vandoni é Economista e
 Especialista em Administração Pública.

Democracia Representativa, o Engodo!

por Arlindo Montenegro
O Governo Federal, na pessoa de D. Luis 51, com auxílio de seus ministros, da rede Globo e da imprensa amestrada, quer que todos os brasileiros acreditem que neste País vai tudo bem, muito bem, bererembembem. Na Europa, onde alguns bancos já foram socorridos e nacionalizados pelos governantes, para não quebrar, o Sarkozy se reúne neste fim de semana (aqui eleitoreiro) com a Merkel da Alemanha e outros governantes para estudar uma ação emergencial conjunta.
Nos aqui, estamos atolados em carreatas, o Exército ocupando quase 500 municípios, para refrear a verdadeira guerra eleitoral. Os "melhores" e os mais safados deste País estão disputando os melhores empregos, os mais bem pagos para não fazer nada.
O tsunami que devasta com a economia mundial não importa. O nosso Presidente diz e seus ministros repetem e a rede Globo mostra e os jornais publicam, que os efeitos da crise, pra não dizer passa moleque dos controladores financeiros do mundo, surtirão pouco efeito por aqui. Quase não serão sentidos. Será um estrago mínimo. Os candidatos, empenhados na "grande festa da democracia representativa", nem sabem o que está rolando no mundo. Pra quê?
Para lembrar somente, vamos reproduzir algumas notícias pouco destacadas sobre as eleições deste Domingo, 5 de Outubro de 2008:
Os diretores de bancos brasileiros estão pedindo penico e com grave diarreia. Os pequenos estão se afogando e esperando a tábua de salvação governamental. Por isso, contrataram com o Sindicato dos Bancários uma grevezinha. Enquanto a greve for mantida, não serão efetuados saques substanciais. Ou seja, uma greve artificial. O Banco do Brasil está parado de cabo a rabo, isto porque o sindicalismo é controlado por uma "joint venture" entre o PT e o PPS (nome de fachada do Partido Comunista) com ajuda do solene ministro Berzoini que já foi presidente do Sindicato em São Paulo.
Vamos votar obrigatoriamente no pleito livre para "escolher" entre corruptos, pedófilos, analfabetos. Tô brincando não! Se quiserem a notícia em fonte confiável vão ao endereço:

É guerra? Já existem mortos e feridos:
"O candidato a vereador Valter de Oliveira, que concorria pelo PHS em Santo André, SP, foi encontrado morto dentro de seu próprio carro na madrugada da Sexta-feira. Ele era diretor da Central Única das Favelas do ABC (CUFA). O corpo estava amarrado e com um corte profundo no pescoço;" "O candidato tucano à Prefeitura de Embu (Grande SP), Paulo Martins, foi vítima de um atentado na madrugada deste sábado." Foram doze tiros em frente à casa onde ficaram dois feridos. "Um candidato a vereador de Sooretama, ES, foi baleado com sete tiros durante um comício. Está internado e corre risco de morte. Em Cotia, SP, tiros num comício do PTB atingiram um jovem de 18 anos de raspão." "O candidato a vereador em Mesquita, RJ, Gilson Gonçalves de Carvalho, do PSDB, foi assassinado nesta quarta-feira, por volta das 12h."
Em Porto Ferreira, São Paulo, onde sete Vereadores, (incluindo o Presidente da Câmara que distribuía propinas a seus pares numa mansão às margens do rio Mogi Guaçu) foram flagrados em farras com menininhas entre onze e dezesseis anos. Foram condenados a penas que chegavam a 37 anos. Mas só o garçom cumpriu a pena. Quatro daqueles vereadores farristas, pedófilos e corruptos, estão recorrendo das sentenças e são candidatos nestas eleições.
Vamos parar por aqui. Porque se fizermos o levantamento do Norte, Nordeste e cafundós, daria um livro grosso, pesado, enfadonho, com muito mais pedofilia, bandidagem, tráfico e outros comportamentos virtuosos comuns entre os que fizeram da política a farra mais bem remunerada deste país, com as vantagens de foro privilegiado. Eles mesmos fazem as leis, não é?
Falei de fraude? Bom, existem livros, sites, afirmações dos fabricantes das maquininhas de votar, repetições de engenheiros de informática, processos arquivados no TRE sobre fatos constatados... Somente o TRE, teimosamente e em dispendiosa campanha por televisão, radio e jornais, afirma que o processo eleitoral é seguro. Não vou falar das fraudes que as pessoas que vão ser "eleitas livremente" no pleito obrigatório, estão viciadas em cometer. Isto é público e notório.
Os caras não fazem nada!
Comecem olhando no endereço abaixo, visitando Natal, no RN. Os vereadores devem estar na praia com menininhas:

A ONG "Transparência Brasil" divulgou um levantamento que mostra: dos 3.000 projetos apresentados entre 2005 e 2008 pelos vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, apenas cerca de 200 (4 anos, média de 50 por ano) foram propostas que se transformaram em leis de impacto sobre a administração da cidade. O resto era irrelevante: homenagens, nome de rua, criação de mais feriados no calendário municipal... Enfim o Rio é a Cidade Maravilhosa! Não tem necessidade desta trabalheira legislativa.
Um detalhe curioso é: os carinhas do Mato Grosso, do Amazonas, do Maranhão e do Piauí fazem doações a eles mesmos para as campanhas eleitorais. 111 parlamentares candidatos, afirmaram não possuir bens. Mesmo assim se auto doaram mais de Cem Mil Reais cada um para a própria campanha. Devem ter ganho na Loteria!
A bandidagem? Improbidade Administrativa? Foi a Associação dos Magistrados do Brasil quem divulgou. Puta lista! Com luminares como Rosinha Garotinho do PMDB, Jorge Roberto Silveira do PDT, Alcides Rolim do PT... São 37 candidatos de 47 cidades com mais de 200 mil habitantes. No primeiro levantamento entre 401 candidatos, 60 estão com a "ficha suja", respondem a inquéritos. Imagina o que não acontece nas cidades menores, onde a vigilância é tardia ou falha mesmo. Me calo sobre os candida(tos e tas) à Prefeitura de São Paulo.
Neste universo tem gente respondendo por tudo. Até por crime de apropriação indébita previdenciária!
As ruas estão sujas, com toneladas de santinhos. Os soldados armados até os dentes já estão a postos. A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, já concedeu uma liminar à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, liberando a venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições, no Estado de São Paulo. Assim quem quiser pode molhar o bico à vontade!
Segunda feira, estaremos comemorando ou chorando ou indiferentes. As verdades que devemos enfrentar vão doer nos bolsos e nas mesas cada vez mais. Por enquanto há o emprego temporário das festas natalinas, com muitos comes e bebes importados para as mesas da classe média ampliada pelo governo: quem ganha "500 páu" por mês já é classe média! E viva a megalomania presidencial! Muitos presentes e festejos vão ser pendurados nos cartões de crédito... Pagar a conta depois é outra coisa! O negócio e "relaxar e gozar" agora. Amanhã é outro dia...
Por fim, lembro um conselho de Tomás de Kempis (da Imitação de Cristo): "Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz."

Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Operação "Salva-Dantas"??

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O Boletim HS LIberal é publicado por uma pessoa evidentemente simpatizante do "socialismo". Todavia, é interessante ver o posicionamento desse blogueiro, quanto a alguns temas atuais:
"Operação Salva Dantas
"É um momento triste na história da República: ele mostra que Dantas conseguiu uma ampla influência no Judiciário, em três partidos políticos e em grande parte da mídia". É o que afirma o jornalista Luis Nassif, em entrevista à IHU On-Line. Para ele, recente matéria bombástica da revista Veja ofereceu forte munição de apoio ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity.
A Veja da semana passada denunciou, sem provas, um suposto esquema de escutas que visariam tanto o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) como integrantes do palácio do Planalto. A suspeita provocou imediata reunião do presidente Lula com o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, e a suspensão de parte da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Para Nassif, trata-se de uma mal-disfarçada operação para livrar Dantas do processo que lhe movem a Polícia Federal o Ministério Público, por formação de quadrilha e delitos afins. Os objetivos da operação seriam a Abin e o delegado Paulo Lacerda, justamente os atores mais atuantes contra o banqueiro. No lugar de Lacerda, foi nomeado Wilson Trezza, um ex-subordinado ao OpportunityO jornalista destaca que há outro aspecto a ser levado em conta: a Operação Satiagraha foi muito abrangente. Ela entrou no seio da corrupção brasileira e desnudou pesados esquemas com envolvimento de magistrados, políticos e empresas jornalísticas.
Segundo Nassif, a estratégia jurídica do dono do Opportunity consiste em tentar comprovar que Paulo Lacerda havia interferido na Operação Satiagraha para poder anular o inquérito. Para ele, outro cacife de Dantas é a obcecada defesa assumida pelo ministro Gilmar Mendes.
Gilmar dá sempre um jeitinho
Para Fernando de Barros e Silva, na Folha de S Paulo de 1º de setembro, nem todos têm a OPPORTUNITY, como Gilmar Mendes, de ter uma conversa ilegalmente revelada, onde o conteúdo é conveniente para os dois grampeados. “É a primeira vez”, diz.
Diversos blogs políticos vêm divulgando um diálogo público em que o ministro Joaquim Barbosa flagra o seu colega Gilmar em constrangedor e habitual jeitinho. Foi esse mesmo talento para o jeitinho que rendeu ao atual presidente, como dizia o jurista Dalmo Dallari, o passaporte para o STF. Eram, então, anos tucanos. Segundo Dalmo, Gilmar costumava "inventar" soluções jurídicas no interesse do governo FHC. Por isso, “não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a normalidade constitucional”. Premonição? Para Nassif, Gilmar é obcecado na defesa do banqueiro Daniel Dantas.
Já no Supremo, o ministro causou grande polêmica com procuradores da República quando defendia seus ex-colegas de governo FHC, como o ex-ministro Raul Jungmann e outros, processados por lesão ao patrimônio público e à probidade administrativa.
Há poucos dias, membros do Ministério Público Federal e procuradores da República reafirmaram que “as instituições democráticas foram frontalmente atingidas pelas decisões liminares proferidas, em tempo recorde, pelo presidente do STF”. Eram liminares para soltar o famigerado banqueiro, dono do Opportunity. E do Brasil?
Em Boletim H S Liberal você terá acesso a todas as fontes desta postagem.
Fonte: Recebido por correio-eletrônico

Mercosul Quer um Fundo Para Preservar Memoria de Vitimas de Ditaduras

Representantes de los países del Mercosur debatieron hoy la posibilidad de crear un fondo económico oficial para financiar proyectos destinados a preservar la memoria de las víctimas causadas por las últimas dictaduras militares.
El asunto fue planteado en la primera jornada del XIII Encuentro de Altas Autoridades en Derechos Humanos y Cancillerías del Mercosur y Estados Asociados, que fue inaugurado hoy en la ciudad brasileña de Porto Alegre (sur).
Según dijeron a Efe fuentes de la Secretaría Especial de Derechos Humanos del Gobierno brasileño, que organiza la reunión, el fondo sería creado con aportes de los cuatro países fundadores del bloque (Argentina, Brasil, Uruguay y Paraguay) y también de los estados asociados (Chile, Bolivia, Perú, Ecuador, Colombia y Venezuela).
La intención sería financiar trabajos artísticos o periodísticos sobre las dictaduras y las persecuciones que sufrieron millares de personas a lo largo de las décadas de los años 60, 70 y 80, durante las que imperaron los Gobiernos militares en la región.
Según las fuentes consultadas por Efe, hubo "acuerdo pleno" en torno a la creación del fondo, pero ahora cada país deberá estudiar cuánto dinero puede aportar para ese proyecto, que sería presentado a los jefes de Estado del bloque en la próxima cumbre semestral, que se celebrará en diciembre en la ciudad brasileña de Salvador.
Otro asunto discutido durante la primera jornada del encuentro fue la posibilidad de interconectar todos los bancos de datos sobre derechos humanos que existen en los países del Mercosur, a fin de que puedan ser usados por tribunales en eventuales procesos.
También se aspira a que el acceso a esos bancos de datos sea "realmente universal", de modo que todos los ciudadanos de la región tengan "derecho" a conocer la historia, dijeron las fuentes.
El encuentro será clausurado mañana, cuando las autoridades del Mercosur debatirán en Porto Alegre una amplia agenda, que entre otros asuntos incluye políticas dirigidas a niños y adolescentes, diversidad sexual y derechos de personas con deficiencias.
Otro punto en la pauta es la posible creación de un Instituto de Políticas Públicas en Derechos Humanos del Mercosur, un proyecto que también se pretende plantear en la próxima cumbre semestral.
COMENTO: Dinheiro é bom. Os capitalistas que o digam, e os "comunistas" confirmam, particularmente se for dinheiro público. A comunistada brasileira, não satisfeita em explorar as burras estatais, estão exportando "know-how". Interessante que não se vê iniciativas de criação de "bancos de dados unificados" com a finalidade de unificar a possibilidade de cobrança de multas por delitos de trânsito ou combater o tráfico de armas e de drogas no "Merdosur". Isto, certamente, não atende aos interesses de algumas "autoridades dessepaíz", detentoras de poder suficiente para que nem se toque no assunto.

Vítimas do Terrorismo — Outubros

Neste outubro de 2008, reverenciamos a todos os que, em outubros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos - SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP.
No início de outubro /68, um "Tribunal Revolucionário", composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Manéco) e Ladislau Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele "seria um agente da CIA".
Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite).
O capitão Chandler quando retirava seu carro da garagem para seguir para a Faculdade, foi assassinado, friamente, com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua esposa Joan e seus 3 filhos.
O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
Diógenes José de Carvalho Oliveira, também conhecido como Diógenes do PT, na década de 90 ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes. Diógenes foi o Presidente do Clube de Seguros da Cidadania de Porto Alegre, órgão encarregado de coletar fundos para o PT.
João Carlos Kfouri Quartin de Morais é, atualmente, Professor Titular de Filosofia e Ciências da UNICAMP e, Ladislau Dowbor é Professor Titular de Economia da PUC/SP e trabalha no Instituto de Economia da UNICAMP.

24/10/68 - Luiz Carlos Augusto - civil - RJ
Morto, com um tiro, durante uma passeata estudantil.

25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil - RJ
Morto, com 4 tiros de pistola Luger 9mm, durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ.
Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson) ambos integrantes da Organização Terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

04/10/69 - Euclídes de Paiva Cerqueira - Guarda particular - RJ
Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães.

06/10/69 - Abelardo Rosa Lima - Soldado PM - SP
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag.
Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique), Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos, militantes das Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

07/10/69 - Romildo Ottenio - Soldado PM - SP
Morto quando tentava prender um terrorista.

31/10/69 - Nilson José de Azevedo Lins - Civil - PE
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma.
Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar, militantes do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

27/10/70 - Walder Xavier de Lima - Sargento da Aeronáutica - BA
Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador.
O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) militante do PCBR o atingiu, covardemente, com um tiro na nuca.
Atualmente, Theodomiro é Juiz do Tribunal Regional do Trabalho, em Recife/PE.

22/10/71 - José do Amaral - Suboficial da reserva da Marinha ? RJ
Morto por terroristas da VAR PALMARES (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares) e do MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas de segurança Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.

--/10/71 - Alberto da Silva Machado - Civil - RJ
Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.

01/10/72 - Luiz Honório Correia - Civil - RJ
Morto por terroristas quando do assalto a Empresa de Ônibus Barão de Mauá.

06/10/72 - Severino Fernandes da Silva e José Inocêncio Barreto - Civis - PE
Mortos por terroristas durante agitação no meio rural.

Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA