quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Bode Expiatório Para Desviar o Foco do Mensalão

por Osmar José de Barros Ribeiro
Deem, a esta mensagem, o destino que julgarem conveniente.
Ao iniciá-la quero, a guisa de introito, deixar claro que, entre as coisas que me foram ensinadas na AMAN, as aprendidas dos exemplos de chefes e companheiros, as que absorvi pela leitura e, mais que isso, pelas que aprendi na vivência em diferentes cursos e funções, está uma regra muito simples: LEALDADE. Lealdade aos nossos princípios morais, lealdade para com os Irmãos de Arma, lealdade para com os subordinados. Aprendi que, certos ou errados, devemos ser coerentes com os princípios e com os valores que defendemos.
Bode expiatório para desviar
o foco do Mensalão
O Ustra foi e é, antes de mais nada, um Soldado. Leal a seus Chefes e aos seus subordinados muitos dos quais, no cumprimento de ordens emanadas das autoridades legais, encontraram a morte.
Ele não está sendo arrastado à rua da amargura por isso, mas para satisfazer a sede de vingança daqueles que, ontem derrotados, hoje estão no poder. Ele ocupa o lugar de Presidentes, Ministros e Comandantes que, estando mortos, não podem ser execrados como “sádicos torturadores”, a mentira que os comunistas espalham.
A História está sendo reescrita, graças à covardia de muitos, civis e militares, preocupados em “sair bem” na fotografia. A verdade é que não se deve julgar o passado com os olhos do presente. Quem viveu e sofreu aqueles dias, quando o temor de estar no lugar errado e na hora errada era a tônica, é que pode julgar os fatos. A grande e insofismável verdade é que a repressão aos bandidos da esquerda tinha todo o apoio popular.
Hoje, quando mais e mais evidente vai se tornando a responsabilidade do ex-presidente pela existência do “mensalão”, há que desviar a atenção do julgamento em curso no STF para outros temas e, aí, nada melhor que o Ustra, verdadeiro “boi de piranha”, para fazê-lo. Daí a exposição de cartazes financiados pela CUT, com o dinheiro dos nossos impostos, pela OAB/SP dirigida por um notório comunista e encabeçados pelo nome de Aton Fon Filho, um seguidor de Marighella, ex-cursilhista em Cuba como integrante do 1º Exército da Aliança Libertadora Nacional (ALN), assaltante e assassino.
O que querem? Pressionar a Justiça para a condenação do Ustra, quando melhor seria estarem em Brasília, pressionando pela condenação dos "mensaleiros".
Infelizmente, este é o Brasil dos nossos dias. Mas assim como à noite sucede o dia, a verdade surgirá.
Osmar José de Barros Ribeiro é Ten-Cel Inf (Ref)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Brasil Só Tem Munições Para Uma Hora de Guerra

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Exército sem capacidade de resposta, alertam generais
O Brasil só tem munições para uma hora de guerra, segundo uma reportagem da Globo, divulgada nesta segunda-feira.
Desde 2008, então com Lula da Silva no poder, a situação militar pouco evoluiu, mesmo depois de assinado um plano de Estratégia Nacional de Defesa (END), que previa o reequipamento das Forças Armadas, visando, simultaneamente, o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
O Exército, que possui o maior efetivo entre as três forças (203 mil militares), está em situação de degradação, com munições disponíveis para apenas uma hora de guerra, segundo relato dos generais.
Este braço armado, por exemplo, usa a mesma espingarda automática, o FAL (Fuzil Automático Leve), há mais de 45 anos. Por motivos estratégicos, os militares não divulgam o total em stock, mas mais de 120 mil unidades terão mais de três décadas de uso.
Carros, barcos e helicópteros são, também, escassos nas bases militares. O nível de obsolescência dos meios de comunicações ultrapassa os 92 por cento, sendo que mais de 87 por cento dos equipamentos nem pode ser mais usado, segundo um documento a que a Globo teve acesso.
E nem a roupa escapa. Até ao início de 2012, as fardas dos recrutas eram importadas da China e desbotavam após poucas lavagens.
A Estratégia Nacional de Defesa considera prioritárias a proteção da Amazónia, o controlo das fronteiras e o reequipamento das tropas, no sentido de garantir mobilidade e rapidez na resposta a qualquer risco, mas a defesa cibernética e recuperação da artilha antiaérea também estão entre as principais preocupações.
Mas apenas este ano vai ser testado o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que visa vigiar mais de 17 mil quilómetros de fronteiras com dez países. O teste ocorrerá na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e Bolívia.
O ministro da Defesa, Celso Amorim, já disse que quer elevar gradualmente os gastos com defesa para a média dos demais países do Brics (Rússia, Índia e China), que é de 2,4%, de modo a que o Brasil possa ter maior peso no cenário internacional.
«Perdemos a nossa capacidade operacional e a obsolescência é grande. Por isso, um dos nossos projetos visa a recuperação da capacidade operacional. Até 2015, deveremos receber 10 biliões de reais só para isso [quatro mil milhões de euros]», revelou o general Schneider Filho, responsável pelos estudos da END no Estado-Maior do Exército.
Relativamente às munições, o general Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, e que passou recentemente à reserva, garantiu que o Brasil «possui munições para menos de uma hora de combate».
«A quantidade que temos sempre foi a mínima. Ela quase não existe, principalmente para pistolas e espingardas automáticas. Os carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70, 80. Existe uma ideia errada de que não há ameaça. Mas se ela surgir, não teremos tempo para reagir», alertou o general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), que coordena todas as tropas do país.
«Nos últimos anos, o Exército só tem conseguido adquirir o mínimo de munição para a instrução. Os sistemas de guerra eletrónica (rádio, Internet e celular), a artilharia e os blindados são de geração tecnológica superada. Mais de 120 mil espingardas automáticas têm mais de 30 anos de uso. Não há recursos suficientes», defendeu Santa Rosa.
Fonte: TVI 24,
citado por Montedo
COMENTO: fiz questão de reproduzir a reportagem de um noticioso português para mostrar a ineficiência militar que os desgovernos do PSDB e do PT criaram para o Brasil. Quem quiser mais detalhes, acompanhe a série de reportagens do G1. É óbvio que tais dados deveriam ser tratados com discrição, sigilosamente até, a fim de preservar, pelo menos moralmente, a integridade nacional. Por outro lado, é certo que nossa deficiência militar não é segredo para nenhum país. Ou será que Evo iMorales se atreveria a invadir e estatizar as refinarias brasileiras se não tivesse certeza de que nossas 'autoridades' arriariam as calças? Ou será que o reprodutor paraguaio Fernando Lugo, forçaria o aumento no preço da energia elétrica de Itaipu? Ou que o atual presidente paraguaio fanfarronearia suspender o fornecimento dessa mesma energia elétrica?
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Atletas-Militares Conquistam Cinco Medalhas Individuais nos Jogos Olímpicos de Londres 2012

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Equipe de Voley Feminino - Medalha de Ouro

A Sargento FERNANDA GARAY, da Equipe de Vôley do Brasil, participante do Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento do Exército, recebeu apoio - salário, nutricionista, fisioterapeuta, técnico, local para treinar - em 2010. Em 2011, arrasou a China na final dos Jogos Mundiais Militares. Nestas Olimpíadas,  faturou o Prêmio Individual de Melhor Passadora  e liquidou as equipes da Rússia e dos EUA, colaborando com a conquista brasileira!

Medalhas Individuais
Ao subir ao pódio no último domingo (12), em Londres, para receber a Medalha de Bronze no Pentatlo Moderno, a pernambucana Yane Marques, 28 anos, encerrou com chave de ouro a melhor participação da delegação de atletas-militares do Brasil nos Jogos Olímpicos.

Cinco medalhas individuais – uma de ouro e quatro de bronze – foram conquistadas pelos 51 atletas da Marinha e do Exército que participaram das competições na capital inglesa. 

Se fosse uma nação, a equipe militar ocuparia a 47ª posição no ranking do quadro de medalhas, a frente de países como Venezuela, Índia, Bélgica e Filândia.

Judô
A primeira medalha brasileira conquistada por atleta-militar veio com Felipe Kitadai, no primeiro dia de competição do Judô. Nascido em São Paulo, Kitadai conquistou Medalha de Bronze.

Naquele mesmo sábado, 28 de julho, a piauiense Sarah Menezes ganhou a Medalha de Ouro também no Judô. 

O desempenho brasileiro na modalidade repetiu-se com os gaúchos Mayara Aguiar e Rafael Silva, o Baby, que obtiveram suas Medalhas de Bronze.

Pentatlo moderno
Na última prova dos Jogos Olímpicos, a sargento do Exército Yane Marques confirmou a expectativa de medalha.
Terceira colocada no ranking mundial, a militar conquistou o bronze, com 5.340 pontos. Coube a Yane – que obteve a primeira medalha brasileira no Pentatlo Moderno, modalidade que completou 100 anos em Olimpíadas – botar no peito a 17ª medalha conquistada em Londres pelo Brasil. Assim, o país fechou a participação em Olimpíadas com a sua melhor marca.
A carreira da primeira medalhista brasileira na história do Pentatlo Moderno começou a mudar há cerca de três anos. Em 2009, Yane foi uma das primeiras atletas a integrarem o Exército, que na ocasião tinha o objetivo de formar uma equipe forte para os Jogos Mundiais Militares do Rio 2011.
Como sargento da instituição, a atleta passou a contar com estrutura e apoio financeiro, elementos fundamentais em um esporte caro como o Pentatlo, que envolve cinco modalidades, recorda o treinador dela, Alexandre França.
Yane Marques avisou antes de competir: "Subir ao pódio não será surpresa". Ontem, depois de dar 15 tiros e correr 3.000 m, cruzou a linha de chegada, caiu no chão e desabafou: "Consegui".
Yane agora é medalhista olímpica. Ela alcançou medalha de bronze com o melhor desempenho em esgrima de sua vida; fez a melhor marca no Nado; superou-se no Hipismo com um cavalo de idade avançada; e soube controlar seu ponto fraco: a chamada prova "combinada", que reúne Corrida e Tiro.
Nossos Parabéns a esses atletas militares vencedores e aos demais que, sabemos, esforçaram-se ao máximo mas tiveram suas conquistas adiadas. Afinal, a conquista por eles de 5 dos 14 prêmios individuais (ou em dupla) obtidos representa mais de 35% do resultado positivo total brasileiro nesses Jogos Olímpicos. 
Aos "famosos de sempre", que contam com o apoio de times de renome, patrocínio de empresas e divulgação na grande mídia, dedico o vídeo abaixo:

Fonte:  publicações diversas
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PT Paga a Conta...

... de advogados dos réus do mensalão, mas despesas não aparecem na contabilidade petista entregue ao TSE. As velhas práticas, como o caixa 2, se repetem no partido?
por Izabelle Torres
Luiz Pacheco, advogado de José Genoino, admite receber do PT 
A presença do antigo comando partidário no banco dos réus por envolvimento no maior caso de corrupção da história recente do País pode não ter alterado as práticas do PT. O partido parece seguir omitindo da Justiça parte de suas despesas. Desta vez, a contabilidade suspeita se refere aos repasses aos advogados responsáveis pela defesa de petistas envolvidos no mensalão. 
Com honorários que variam entre R$ 600 mil e R$ 6 milhões, alguns advogados admitiram à ISTOÉ que parte da fatura é paga pela legenda. As prestações de contas do PT encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral nos últimos três anos, no entanto, não incluem nenhuma referência a pagamentos feitos a escritórios jurídicos que prestam serviços aos personagens do escândalo.
Questionado, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que em sua gestão “nenhum contrato foi assinado com advogados envolvidos na ação penal” do mensalão. Ocorre que, segundo funcionários do PT ouvidos por ISTO É, parte dos recursos para ajudar na defesa dos réus sai do diretório de São Paulo, abastecido financeiramente pelo PT nacional. Internamente, a conta que se faz é de que já foram desembolsados mais de R$ 3,5 milhões para a defesa de ex-caciques partidários. O PT tem bancado, por exemplo, a defesa do ex-presidente da legenda José Genoino e do ex-tesoureiro Delúbio Soares.
Arnaldo Malheiros diz que Delúbio é pobre e precisa do partido
Genoino é representado no processo por Luiz Fernando Pacheco, que cobra em média R$ 1,2 milhão para atuar em processos com a complexidade do mensalão. “O partido tem ajudado, porque o Genoino não é rico”, admite Pacheco, se referindo ao salário de R$ 8,9 mil que Genoino recebe no Ministério da Defesa. No caso de Delúbio, o advogado Arnaldo Malheiros sustenta que ele é “pobre” e vive exclusivamente dos rendimentos de uma pequena imobiliária virtual. Malheiros acredita que a dificuldade financeira do cliente justifica a ajuda dada pelo PT. O que ninguém sabe explicar, no entanto, é o motivo de a contribuição nunca ter aparecido na contabilidade petista.
COMENTO: e eu indago ao feroz e eficiente Leão da Receita Federal, possuidor do supercomputador T-Rex capaz de bisbilhotar qualquer um que movimente R$ 850,00/mensais em sua conta bancária com a ajuda do BC do PT e com superagentes secretos, se toda essa capacidade tecnológica será usada para investigar essa "operação" que tem tudo para ser uma grande lavanderia de dinheiro de origem duvidosa, para dizer o mínimo. Afinal, a "renda" desses advogados deve ser declarada e os valores devem constar, também, na declaração do pagador declarado. Não é difícil, mesmo para um leigo como eu. Ou será que os meios à disposição da Receita Federal só devem ser utilizados para a quebra de sigilo de possíveis críticos do governo? Se quiser ler mais a respeito dos itens destacados acima, clique neles
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domingo, 12 de agosto de 2012

A Chave Não Abre; Quebre-se a Porta

por Márvio dos Anjos
O que significa a aprovação de cotas de 50% de vagas das universidades federais para oriundos de escolas públicas? Essa é a pergunta que gostaria de fazer ao leitor, enquanto Dilma não sanciona a proposta.
Na sessão do Senado que aprovou as cotas, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que apenas um em cada 10 estudantes do país estuda em escola particular. Ou seja, como argumento temos aí o tremendo fracasso da escola pública do país nas aprovações, o que já é também responsabilidade do partido do ilustre senador. O que o Senado está nos dizendo é: o governo não tem condições de proporcionar ensino capaz de concorrer com as escolas particulares, e a melhor saída para o acesso do aluno estatal à universidade federal tem que ser o atalho.
Universidades foram concebidas como centros congregantes de inteligência. A pesquisa científica, o avanço tecnológico e a interpretação dos rumos da civilização brasileira dependem desse conceito meritocrático de “melhores se reunindo para pensar e contribuir melhor”. Se ela não opera assim é outra história, e aí é o caso de repensar o papel dela, e não o acesso a ela.
Não posso fechar os olhos para o fato de que hoje um diploma universitário é vital para o desempenho de uma carreira, e as federais são uma grife e tanto. Mas justamente quem mais fala em ir contra as leis do mercado — a chamada “esquerda”, recheada de tantos intelectuais e acadêmicos — prefere fazer “justiça social” pelo viés mais mercadológico da educação acadêmica: o de que ela tem que preparar — ou melhor, chancelar — para o trabalho.
Vê-se também que a esquerda, não raro laica e até antiteísta, aposta demais num argumento igual ao da “culpa judaico-cristã” que despreza: o de que oriundos de certa classe ou cor teriam um “pecado original” a ser expiado por meio de gambiarras baseadas em cor e classe. Paim ainda afirma que “a rejeição desse projeto significaria não querer que os negros, índios e pardos tenham acesso à universidade”, um argumento tão válido quanto o de um chaveiro ruim que, incapaz de fazer chaves que abram a fechadura, bota a culpa no “preconceito” da porta e a arromba. Caso aprovado, o projeto de cotas dá o recado: nas escolas públicas, só somos capazes de ensinar o jeitinho.
Márvio dos Anjos é  Diretor Editorial do Jornal Destak
Siga no Twitter: @marvio

Em Ritmo de Ganso

por Janer Cristaldo
Há muito a universidade vem absorvendo as deficiências do ensino secundário. O marco mais significativo ocorreu quando se começou a ensinar português nos primeiros anos de curso. Quando fiz vestibular — e já lá vai quase meio século — só entrava na universidade quem tivesse bom domínio do vernáculo. Hoje, a universidade está despejando fornadas de analfabetos. 
E não só a universidade. Ainda há pouco, eu comentava o caso de um professor de Direito Penal da PUC-SP, mestre e doutorando pela PUC-SP, pós-graduado em Direito Penal Econômico e Europeu pela Universidade de Coimbra, que grafou  “mal vizinho” e “mal pagador”. O analfabetismo já chegou à pós-graduação. Em país em que um presidente se gaba discretamente de sua incultura, nada de espantar.
Nada de espantar também que o Senado tenha aprovado, na noite de ontem (7/8), projeto que reserva metade das vagas nas universidades federais e nas escolas técnicas do país para alunos que cursaram todo o ensino médio em colégios públicos. Não bastasse o ensino superior ter passado a discriminar conforme a cor do aluno, agora os senadores estão empurrando para o ensino superior as deficiências do ensino público. Estudar em boa escola virou desvantagem. O preço é ser preterido no vestíbulo da academia. 
O projeto também segue agora para sanção presidencial. Na prática, ele mais do que dobra o total de vagas destinadas a cotas nas federais. O texto ainda prevê que as cotas devem ser prioritariamente ocupadas por negros, pardos ou índios. A divisão deve considerar o tamanho de cada uma dessas populações no Estado, segundo o censo mais recente do IBGE. Se houver sobra de vagas, elas irão para os demais alunos das escolas públicas.
Quanto ao mérito, esforço pessoal, cultura, estes critérios estão mortos e bem sepultados. Se você quer vencer na vida, seja incompetente. Do jeito como vão as coisas, quem souber flexionar corretamente um verbo ou distinguir adjetivo de advérbio, ainda será considerado uma sumidade das letras.
Se alguém acha que estou deplorando estes novos tempos, em muito se engana. Houve época em que eu não só torcia por um país melhor, como até lutava por isso. Há muito desisti. Sou hoje um mero observador. Se o povo elege medíocres que elaboram tais leis, é porque este povinho merece. Me reservo apenas o direito de ser culto e a esperança de que isto, em futuro próximo, não seja tipificado como crime. Só peço um tempinho para morrer antes. Os senhores legisladores não perderão muito por esperar. Não é para amanhã, mas também não farei os responsáveis pelos rumos do país esperar muito.
Ontem foi dia aziago para quem esperava melhores manhãs. Pois o mesmo Senado também aprovou, por 60 votos a favor e 4 contrários, o segundo turno da proposta de emenda constitucional que torna obrigatória a obtenção do diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão. O texto terá ainda de ser votado na Câmara dos Deputados, onde tramita uma proposta semelhante. E é claro que será mais uma vez aprovado.
Se alguém ainda não lembra, até 1969 era jornalista não quem tinha diploma, mas aptidão para o ofício. Como ocorre em todos os países do Ocidente. A conspiração contra o jornalismo vem de longe. Começou com a junta militar da ditadura — cujos nomes hoje ninguém lembra, mas passou à História como Junta dos Três Patetas — que instituiu a exigência de diploma. É curioso ver como as esquerdas, tão hostis ao regime militar, assumiram de corpo e alma esta medida ditatorial.
Em 81, ao voltar de Paris, fui entrevistado por um jornalista da rádio Universidade, de Porto Alegre. Perguntou-me como era a condição legal do jornalista na França. Por acaso, eu tinha no bolso uma agenda francesa destinada a jornalistas, que trazia o texto legal. Segundo o artigo L 761-2 do código do trabalho, “le journaliste professionnel est celui qui a pour occupation principale, régulière et rétribuée l'exercice de sa profession dans une ou plusieurs publications quotidiennes ou périodiques ou dans une ou plusieurs agences de presse et qui en tire le principal de ses ressources."
Traduzindo: jornalista profissional é aquele que tem por ocupação principal, regular e retribuída o exercício de sua profissão em uma ou várias publicações cotidianas ou periódicas ou em uma ou várias agências de imprensa e que disto tira o principal de seus recursos. E estamos conversados. (O grifo é meu).
Melhor tivesse ficado calado. O foquinha à minha frente encerrou incontinenti a entrevista. Eu havia dito o que ninguém queria ouvir. A exigência de diploma favorece uma guilda poderosa de analfabetos muito bem pagos, integrada por incompetentes que jamais pisaram em uma redação de jornal mas se julgam capazes de ensinar o que se faz em uma redação de jornal.
Me considero jornalista competente, não por acaso fui chamado a trabalhar nos dois mais importantes jornais do país. Nunca tive curso de jornalismo. O básico do ofício aprendi em seis meses de redação. Nenhum curso universitário supre o que se aprende em seis meses de redação. Sem falar que redigir é o mínimo que se pede de um jornalista. O que se pede, fundamentalmente, é domínio de sua área e isto nenhum curso oferece. Que pode escrever sobre economia ou ciências um novato que jamais estudou economia ou ciências?
Só vai escrever bobagem, é claro. Exemplo emblemático disto, que gosto de repetir, aconteceu em 1983, quando a Veja endossou como verdade científica uma brincadeira lançada pela revista inglesa New Science. Tratava-se de uma nova conquista científica, um fruto de carne, derivado da fusão da carne do boi e do tomate, que recebeu o nome de boimate. Se a editoria de ciências visse esta notícia num jornal brasileiro, evidentemente ficaria com um pé atrás. Para a revista, a experiência dos pesquisadores alemães permitia “sonhar com um tomate do qual já se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate. E abre uma nova fronteira científica".
Isso que a New Science dava uma série de pistas para evidenciar a piada: os biólogos Barry McDonald e William Wimpey tinham esses nomes para lembrar as cadeias internacionais de alimentação McDonald´s e Wimpy´s. A Universidade de Hamburgo, palco do "grande fato", foi citada para que pudesse ser cotejada com hambúrguer. Os alertas de nada adiantaram. Como se tratava de uma prestigiosa publicação europeia, a Veja embarcou com entusiasmo na piada. O jornalista responsável pela barriga foi promovido a editor da revista.
Em 2009, o Supremo Tribunal Federal decidira que a exigência do diploma, imposta no regime militar, atentava contra a liberdade de expressão. Em vão. A guilda insistiu na proteção dos seus e agora temos algo insólito no Direito Constitucional, uma profissão regulamentada pela Constituição. 
O senador Aloysio Nunes lembrou que se a emenda for aprovada pelos deputados, a profissão de jornalista será a única a constar na Constituição. "Existem médicos, advogados e outros profissionais que são bons jornalistas, sem a necessidade de ter um diploma específico. Será uma aberração colocar a profissão de jornalista na Constituição por razões meramente corporativas, para atender ao sindicalismo dos jornalistas, que é o mesmo que trabalha pelo controle social da mídia".
Para o senador, a proposta interessa sobretudo aos donos de faculdades privadas ruins, "arapucas que não ensinam nada e que vendem a ilusão de um futuro profissional. Não há interesse público envolvido nisso, pelo contrário, a profissão de jornalismo diz respeito diretamente à liberdade de expressão do pensamento, de modo que não pode estar sujeita a nenhum tipo de exigência legal e nem mesmo constitucional".
É voz que clama no deserto. O projeto obviamente será aprovado pelos deputados. Político não gosta de seres pensantes e, pior que tudo, independentes. O Brasil será, definitivamente, um dos raros países do mundo (os outros são ditaduras árabes ou ex-socialistas) a ter o diploma como conditio sine qua non do exercício da profissão. 
E assim vai meu amado país, em ritmo de ganso: um passo e uma cagada.
Fonte:  Janer Cristaldo
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sábado, 11 de agosto de 2012

O Epitáfio das Boas Intenções

por Carlos Chagas
Há uma pergunta que não quer calar: como fica o PT travestido de defensor do mensalão? Porque aos advogados dos mensaleiros, nada a opor. Cumprem função profissional, mesmo tapando o nariz e enchendo o bolso. Mas do partido que um dia se disse diferente, guardião da ética, artífice de transformações sócio-econômicas e crítico da corrupção, como justificar posicionar-se em favor do maior escândalo político jamais registrado na história da República?
Será que a preservação do poder vale tanto? Ou estarão, os companheiros, imaginando garantir o futuro pela adesão, no presente, às práticas que renegavam? Terá tudo começado após a eleição do Lula ou o germe já se encontrava inoculado desde antes? Porque passam recibo em posturas contra as quais se insurgiram quando de sua fundação?
Tanto faz, mas a verdade é que o vexame de os petistas virem a público defender o indefensável exprime um partido irrecuperável. Um grupo cuja máscara acaba de cair da face, revelando características que nem seus piores adversários ousavam mostrar. É triste para quantos se empolgaram com a criação abençoada pela Igreja e sustentada pela intelectualidade ávida de transformar o país. Pior ainda para os operários confiantes nas mudanças sociais sonhadas em meio ao pior dos pesadelos, tanto os da ditadura militar quantos os do neoliberalismo imposto pelas elites.
O mensalão surge como epitáfio para mais um aglomerado de boas intenções. Não dá para entender como o PT, nas últimas semanas, lança-se na sustentação de Dirceus, Delúbios, Valérios e companhia, já condenados no tribunal das ruas e prestes a receber sentenças da justiça institucionalizada. Pior será se os réus não forem punidos à altura de seus crimes. Nessa hipótese, mais instituições ficarão desmoralizadas, ainda que hoje valha à pena cuidar apenas da partidária. Desfaz-se a ideologia desse novo Terceiro Reich de Mil Anos, condenado a não durar sequer o tempo do antecessor. De 1933 a 1945 foi tudo para o precipício, mas de 2005 até agora, está indo tudo para o espaço...

Recordar é Viver

por Janer Cristaldo
Pronunciamento em rede nacional proferido em 12 Ago 2005 por Sua Excelência o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, desculpando-se pelo mensalão. Obviamente não pronuncia a palavrinha. Assume a atitude dos cornudos, que jamais pronunciam o nome do cornificador. Hoje, Lula nega o mensalão. Confia na falta de memória dos brasileiros.
"Companheiros, ministros e ministras,
Estou consciente da gravidade da crise política. Ela compromete todo o sistema partidário brasileiro. Em 1980, no início da redemocratização decidi criar um partido novo que viesse para mudar as práticas políticas, moralizá-las e tornar cada vez mais limpa a disputa eleitoral no nosso país.
Ajudei a criar esse partido e, vocês sabem, perdi três eleições presidenciais e ganhei a quarta, mantendo-me sempre fiel a esses ideais, tão fiel quanto sou hoje. Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento.
Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política e lutar ao lado do povo pobre e das camadas médias do nosso país. Eu não mudei e, tenho certeza, a mesma indignação que sinto é compartilhada pela grande maioria de todos aqueles que nos acompanharam nessa trajetória.
Mas não é só. Esta é a indignação que qualquer cidadão honesto deve estar sentindo hoje diante da grave crise política. Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação. Por ser o primeiro mandatário da nação, tenho o dever de zelar pelo estado de direito. O Brasil tem instituições democráticas sólidas. O Congresso está cumprindo com a sua parte, o Judiciário está cumprindo com a parte dele. Meu governo, com as ações da Polícia Federal, estão investigando a fundo todas as denúncias. Determinei, desde o início, que ninguém fosse poupado, pertença ao meu Partido ou não, seja aliado ou da oposição. Grande parte do que foi descoberto até agora veio das investigações da Policia Federal.
E vamos continuar assim até o fim, até que todos os culpados sejam responsabilizados e entregues à Justiça. Mesmo sem prejulgá-los, afastei imediatamente os que foram mencionados em possível desvio de conduta para facilitar todas as investigações. Mas isso só não basta. O Brasil precisa corrigir as distorções do seu sistema partidário eleitoral, fazendo urgentemente a tão sonhada reforma política. É necessário punir corruptos e corruptores, mas também tomar medidas drásticas para evitar que essa situação continue a se repetir no futuro.
Quero dizer aos Ministros que é obrigação do governo, da oposição, dos empresários, dos trabalhadores e de toda a sociedade brasileira não permitir que esta crise política possa trazer problema para a economia brasileira, para o crescimento deste país, para a geração de empregos e para a continuidade dos programas sociais. Temos que arregaçar as mangas e redobrar esforços. Peço que aumentem, ainda mais, a sua dedicação. Se atualmente vocês, ministros e ministras, trabalham até 11 h da noite, trabalhem um pouco mais, até meia noite, uma hora da manhã, porque nós sabemos que muito já fizemos, mas muito mais temos que fazer porque o Brasil precisa de nós.
Queria, neste final, dizer ao povo brasileiro que eu não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas, porque o povo brasileiro, que tem esperança, que acredita no Brasil e que sonha com um Brasil com economia forte, com crescimento econômico e distribuição de renda, não pode, em momento algum, estar satisfeito com a situação que o nosso país está vivendo.
Quero dizer a vocês: não percam a esperança. Eu sei que vocês estão indignados e eu, certamente, estou tão ou mais indignado do que qualquer brasileiro. E nós iremos conseguir fazer com que o Brasil consiga continuar andando para frente, marchando para o desenvolvimento, para o crescimento da riqueza e para a distribuição de renda. E eu tenho certeza que posso contar com o povo brasileiro.
Muito obrigado."
Fonte:  Janer Cristaldo
COMENTO:  e o patife canalha, nem ficou vermelho ao fazer esse discurso mentiroso. E o pior é que esse imoral pretende impor sua candidatura ao cargo máximo da administração brasileira. E para isso, conta com o apoio de uma inexistente oposição e uma massa cada vez maior de "usuários" das diversas bolsas populistas criadas não para resolver o problema da pobreza, mas sim para manter grande parte da sociedade na dependência das ações governamentais. Pobre país!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Bancada do PT Declara Guerra aos Atiradores Esportivos

Em pleno ano eleitoral, a bancada do PT na Câmara dos Deputados parece ter assumido a postura de franco combate à categoria dos colecionadores de armas e atletas de tiro desportivo, fazendo de tudo para evitar a aprovação de projetos de lei que os favoreçam, até mesmo com posturas pouco convencionais. A última manobra da bancada ocorreu no projeto de Lei 6.971/10, de autoria do Deputado Milton Monti (PR/SP), que concede autorização de porte de arma para a categoria.
Exaustivamente discutida na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, inclusive com a realização de audiência pública sobre seus termos, a proposta se mostrou absolutamente acertada e necessária, inclusive se destacando por não acrescentar armas em circulação, pois que estas já são possuídas pelos colecionadores e atletas. Contudo, diante da iminente aprovação na primeira Comissão em que tramita, o PT, através de requerimento do deputado Alessandro Molon (PT/SP), acolhido pelo deputado Ricardo Berzoini (PT/SP), agora quer uma avaliação do mérito da proposta também na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, onde espera derrubá-la.
Segundo o diretor para colecionadores e atletas da ONG Movimento Viva Brasil, Fabricio Rebelo, o requerimento consiste em uma exceção ao curso do processo legislativo, pois transfere para a CCJC uma análise que regimentalmente por regra não lhe cabe. "À Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, por regra, é reservada uma análise técnica dos projetos, sob o ponto de vista da Constituição Federal e suas garantias fundamentais; o que se pretende agora é que, além disso, a comissão também analise o mérito do projeto, isto é, sua adequação temática, o que é atribuição da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado", afirma Rebelo.
Para Rebelo, o requerimento pode até gerar um conflito na própria Câmara, já que põe em questionamento a análise específica realizada por uma Comissão. "Na prática, o que se quer é que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania reveja o posicionamento que a Comissão de Segurança Pública tomar, pondo em dúvida o acerto da decisão ali alcançada pelos deputados, o que não se apresenta sequer democrático", esclarece, acrescentando que a manobra "equivale a ficar revisando sucessivamente uma votação até que se alcance o resultado pretendido, jamais aceitando a derrota que faz parte do processo legislativo democrático".
O diretor do Movimento Viva Brasil ainda alerta para as consequências da manobra em pleno ano eleitoral. "Não parece algo muito inteligente de se fazer às vésperas de uma eleição, pois colecionadores e atletas representam uma grande parcela do eleitorado e têm mostrado grande força de influência e mobilização. Declarar guerra a eles pode resultar em grande prejuízo para os candidatos do partido no próximo pleito, a troco de quase nada, já que o projeto em questão é extremamente simples", conclui.
O presidente da entidade, o Professor Bene Barbosa, evita falar em ações de campanha contra o partido, mas não descarta: "O MVB é uma entidade essencialmente apartidária, mas quando um partido político assume franca campanha contra uma categoria que defendemos, não há como se manter imparcial. Caso o PT insista nessa absurda perseguição, não descartamos a possibilidade de nos engajarmos em campanhas contra seus candidatos; afinal, não abriremos mão da defesa da categoria e não permitiremos que quem contra ela se põe ganhe força", afirma Barbosa.
O requerimento para que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania também aprecie o mérito do projeto ainda não foi analisado pela presidência da Câmara.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Convênio Entre Receita e Ministério Público, que Quebra Coletivamente o Sigilo Fiscal, é Inconstitucional

por Jorge Serrão
Sem que a opinião pública e a mídia tenham dado a devida importância, o sagrado sigilo fiscal de cidadãos e empresas no Brasil já não existe mais desde 5 de junho de 2012. Foi quando a Secretaria da Receita Federal do Brasil, do Ministério da Fazenda, e o Conselho Nacional do Ministério Público firmaram, por prazo indeterminado, um convênio para “intercâmbio de informações de interesse recíproco” que, na prática, viabiliza a quebra coletiva do sigilo fiscal de pessoas físicas e jurídicas.
O fato gravíssimo é que o convênio número 0.00.002.000033/2012-81, por quebrar coletivamente o sigilo fiscal, é flagrantemente inconstitucional. Tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, tal sigilo só pode ocorrer de forma pontual ou individual, justificada em processo regular, devidamente fundamentada por decisão judicial recorrível. O Secretário da Receita, Carlos Alberto Freitas Barreto, e o presidente do CNMP e Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, deviam saber disto quando firmaram o convênio de cinco páginas, cujo extrato, com apenas nove linhas, foi publicado na página 147, seção 3, do Diário Oficial da União, número 118, em 20 de junho de 2012.
Por princípio, nenhum órgão público pode estar acima da Lei Maior. No entanto, não é isto que acontece no Brasil, nos últimos tempos. Da forma simplista e genérica como está escrita no convênio, o caminho fica escancarado para pedidos de quebra de sigilo coletivas. Por isso, tal acordo entre o Leão e o CNMP tem tudo para ser questionado no Supremo Tribunal Federal.
Sigilos quebrados
Pelo convênio, a Receita Federal poderá fornecer ao CNMP as informações cadastrais da base de dados dos sistemas Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
No caso dos contribuintes individuais, a promotoria fica com acesso ao número de inscrição, nome, situação cadastral, indicativo de residente no exterior, código e nome do país, nome da mãe, data de nascimento, sexo, código de natureza de ocupação, código da ocupação principal, endereço do domicílio fiscal, telefone, número do titulo de eleitor e data de inscrição no CPF ou da última operação de atualização.
No caso de pessoas jurídicas, os promotores podem ter acesso ao número de inscrição, indicador de matriz ou filial, nome empresarial, nome de fantasia, situação cadastral, data da situação cadastral, cidade no exterior, código e nome do país (caso o estabelecimento seja domiciliado no exterior), natureza jurídica, data de abertura, CNAE principal e secundário, endereço, telefone, e-mail, responsável pela PJ (com nome e CPF), capital social da empresa, quadro societário da empresa, dados do contador, porte do estabelecimento, opção simples nacional, sucedidas e sucessórias.
Só a Velhinha de Taubaté acredita que tais informações sigilosas, guardadas nos computadores do Serviço Nacional de Processamento de Dados (SERPRO), serão usados apenas dentro do estrito respeito à Lei. É o mesmo que acreditar, ingenuamente, que o sistema de governança do Crime Organizado, seja uma mera ilusão ou um devaneio de teóricos da conspiração. Mesma ingenuidade é crer que dados sigilosos não vazam de órgãos públicos, do Executivo, Legislativo e Judiciário, no Brasil.
Modelito globalitário
O mais curioso é que tal acordo obedece, direitinho, ao modelo globalitário de quebra dos sigilos e atentado contra a soberania individual. 
Deste mesmo sistema fazem parte os movimentos por “Justiça ou Transparência Tributária”. 
É o formato da Tax Justice Network — organismo transnacional que, em nome da boa intenção de combater o crime organizado global, acaba de levantar quem são e em que paraísos fiscais os grandes milionários ou bilionários de 139 países aplicam seu rico dinheirão. 
Brasileiros ricaços
Os brasileiros mais ricos têm uma fortuna estimada em US$ 520 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) depositados em paraísos fiscais.
Nossos ricaços movimentam o quarto maior volume de recursos no mundo.
Ficam atrás apenas de China (US$ 1,18 trilhões), Rússia (US$ 798 bilhões) e Coreia do Sul (779 bilhões).
Além dos brasileiros, adoram paraísos fiscais os ricos do México (US$ 417 bilhões), Venezuela (US$ 406 bilhões) e Argentina (US$ 399 bilhões).
Tax Justice Network
O resultado é do Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network.
Tal pesquisa foi realizada com com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (BIRD), do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e dos governos nacionais.
No total, os milionários de 139 países pelo mundo tinham entre US$ 21 trilhões e US$ 32 trilhões depositados em “offshores” ao fim de 2010.
Somente 100 mil pessoas, que formam uma elite financeira global, respondem por US$ 9,8 trilhões desse total.
Evasão e crise
O estudo revelou ainda que 50 bancos privados movimentaram US$ 12,1 trilhões, entre as fronteiras dos países, para seus clientes.
Os destaques ficam para gigantes como UBS, Credit Suisse e Goldman Sachs.
O economista James Henry comentou que o tamanho da fortuna em paraísos fiscais chama atenção em um momento em que muitos países precisam arrecadar impostos e cortar gastos para enfrentar seus problemas de endividamento.
Fonte:  Alerta Total

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quando Calote Vira Oniomania

por Janer Cristaldo
As piadas antigas são sempre atuais. Quem não lembra daquele senhor que foi queixar-se ao médico de que tinha sarna?
- Que sarna que nada – disse o médico. Um homem de sua condição social tem escabiose. 
A Folha de São Paulo de hoje (23/7) traz um caso interessante sobre como pintar com palavras eruditas o que vulgarmente atende por um nome bem banal. Nos traz a notícia de um contador de 31 anos que não conseguiu mais pagar a comida nem o passe de ônibus:
"Cheguei ao fundo do poço em três anos. Devia cerca de R$ 35 mil quando ganhava R$ 1.000 por mês." O contador, que não quer se identificar, participa de reuniões do Devedores Anônimos em São Paulo, um grupo de apoio a pessoas que sofrem de compulsão pelas compras (oniomania).
Em meus dias de guri, isso tinha outro nome. Quem assim se portava, só por eufemismo chamávamos de irresponsável. Na verdade, era um caloteiro. E merecia ser punido. Hoje é um oniômano. E faz terapia. Desde 2010 – prossegue o jornal - três grupos desse tipo foram abertos na capital paulista, na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o grupo mais antigo, que funciona nos Jardins desde 1998, aumentou o número de encontros de um para dois por semana desde janeiro.
Pelo jeito, ao lado dos equoterapeutas e bototerapeutas, temos agora os oniomanoterapeutas. Nestes dias de crédito fácil, a profissão tem futuro. Me pergunto como serão as reuniões desses grupos. Vai ver que discutem as melhores fórmulas de como rolar a dívida, de banco a banco, de cartão a cartão.
Ainda não decidi se sou honesto ou bobalhão. Nunca tive dívidas em minha vida. Jamais comprei além do que poderia pagar. Deve ser herança de meu pai. Camponês, se horrorizava ante a ideia de dever algo para alguém. É fácil. Basta não pretender dar passo maior que as pernas. Isso de comprar o que não se pode comprar está minando a economia de muitos países. Só vim a usar cartão de crédito há poucos anos. E isso porque hoje é impossível viajar sem cartão, mesmo que você tenha dinheiro a granel.
Foi esta mania que gerou a chamada crise do subprime nos Estados Unidos, desencadeada em 2006. Segundo leio na rede, os subprimes incluíam desde empréstimos hipotecários até cartões de crédito e aluguel de carros, e eram concedidos, nos Estados Unidos, a clientes sem comprovação de renda e com histórico ruim de crédito. Eram os chamados clientes ninja (no income, no job, no assets): sem renda, sem emprego, sem patrimônio. Essas dívidas só eram honradas mediante sucessivas "rolagens", o que foi possível enquanto o preço dos imóveis permaneceu em alta.
Quando os juros dispararam nos Estados Unidos - com a conseqüente queda do preço dos imóveis - houve inadimplência em massa. O que arrastou vários bancos para uma situação de insolvência, repercutindo fortemente nas bolsas de valores de todo o mundo.
A mesma mania está na origem da crise espanhola, o que fez muita gente devolver imóveis de alto preço que haviam comprado sem ter lastro. Sem ser economista, suponho que o mesmo fator terá gerado a crise na Grécia. O Brasil vai em bom caminho. Com São Paulo na liderança. Abençoado país este nosso. O que no Primeiro Mundo gera crise econômica, no Brasil é tratado como doença passível de terapia.
Não por acaso São Paulo abriga três grupos de Devedores Anônimos. Confesso jamais ter visto cidade onde tanta gente vive de aparências. Foram picados pela mosca azul, como diria o Machadinho. Status oblige. Conheci não poucos casos de perto. O mais emblemático foi o de um vizinho de bairro, em cujas festas caí meio por acaso. Era pessoa culta e generosa, gostava de gente em torno a si e de cozinhar para a alegria de seus convivas. Vivia confortavelmente em um apartamento de uns 150 m2, onde pelo menos uma vez por mês reunia seu povo. Sua mosca azul terá sido uma belíssima baiana. Que um dia deve ter-lhe sussurrado: quem sabe a gente compra uma casa em Alphaville?
Comprou. Agora havia mais espaço para os convivas, que podiam dançar em torno à piscina. Várias vezes fui convidado para tais festas, o que me gerava um problema. Não tenho carro e acabava pagando uns 300 reais de táxi. Ou seja: comer de graça chez mon hôte me custava bem mais caro do que pagar uma refeição em um bom restaurante. Mesmo assim, eu rumava a Barueri, que mais não fosse pelo prazer da festa.
Mon hôte era obcecado pelas cabrochas. “Foi por elas que vim para o Brasil”, costumava dizer. Suas festas eram sempre ornadas por negras tão lindas quanto sua companheira. Contratava garçons e banda de música. Mas o que é bom dura pouco, dizem as gentes.
Sufocado por dívidas, sem poder sequer pagar o condomínio, recorreu aos convivas. Fui sensível a seu drama. Em um primeiro momento, pensei em contribuir com cinco mil reais, a fundo perdido, em memória daqueles dias de festa. Na caminhada rumo ao banco, pensei melhor: peraí, eu não vivo em condomínio de luxo, não tenho carro nem piscina. Quem precisa de ajuda sou eu. Minha generosidade diminuiu para mil reais. Na hora de depositá-los, pensei mais uma vez: tampouco tenho condições de dar festas para 50 ou 60 pessoas. Repassei apenas 500 reais.
Pelo que sei, boa parte de seus convivas dele se afastaram. Se não todos. Houve quem contribuísse com remédios, mas não com dinheiro para a vida farta. Ele deve ter considerado que, na hora do infortúnio, os “amigos” se revelam como são e desaparecem. Ocorre que fere o bom senso pedir ajuda para viver em condomínio de luxo a pessoas que não têm condições de viver em condomínio de luxo. E que talvez neles jamais viveriam, mesmo que as tivessem. 
O mal parece ser universal. Na rica Suécia, me dizia um político: “Todo mundo é rico aqui, não é verdade? Todos têm carro, casa secundária, iate ou veleiro, não é verdade? Não é. Todos estão pendurados em empréstimos que jamais poderão pagar”. 
Não tenho ideia do que foi feito deste – como direi? – oniômano. Certamente não estará freqüentando grupos de devedores anônimos, não era homem de iludir-se com modismos. Tampouco tinha contatos com o poder, a ponto de viver de corrupção. Homem de saúde frágil e bastante além del mezzo del cammin di nostra vita, deve ter encontrado sua selva escura. Se é que ainda vive.
Eles são legião em São Paulo. O crédito fácil lhes dá uma ilusão de riqueza. Pelo menos por alguns anos. Até que a fonte seca. A imprensa fala em consumo compulsivo. Vá lá! Mas no fundo, no fundo mesmo, o que os impele a gastos além das posses é a maldita mania de status.
Deste mal não sofro. Nunca me ative a bens. Respeito o homem rico que vive com inteligência, mas estes são raros. O que mais grassa neste mundinho são os novos ricos, que vivem de aparências. As posses que uma pessoa possa possuir não me impressionam. Mas me rendo a uma virtude cada vez mais rara, a cultura. Virtude que não exige muito dinheiro. Mas é cada vez mais escassa. Meu anfitrião era homem culto. Mas deixou-se picar pela mosca azul. Ou talvez pelas cabrochas.
Clínicas privadas estão tratando a nova “doença” junto com a dependência química. Ora, dependência química é orgânica, ataca o organismo do doente. Consumismo depende de volição. Não ter vontade suficiente para deixar de consumir o que não se pode consumir, não me parece ser doença, mas falta de caráter. 
Mas, obviamente, tratar falta de caráter como doença é sempre mais civilizado.
Fonte:  Janer Cristaldo
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Campanha Petista no RS - Democracia é Para os Fracos

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A candidatura do deputado Daniel Bordignon pelo PT de Gravataí, RS, sede da GM, foi impugnada nesta tarde (3/8) pela juiza eleitoral da 71ª Zona Eleitoral, Eda Salete Zanatta Miranda.
Daniel Bordignon é líder da bancada do PT na Assembléia do RS.
Ele foi incluído na Lei da Ficha Limpa.
A impugnação do candidato, que era favorito nas eleições, foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral, PMDB e PV. Com o afastamento, o PT terá que escolher outro nome, mas qualquer que seja ele, não terá a embocadura política e eleitoral do deputado. Diante disto, o favorito para as eleições de outubro passa a ser o deputado Marco Alba, do PMDB.
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2. Juiz eleitoral cassa a candidatura do prefeito petista de Novo Hamburgo, Tarcisio Zimermann. Ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Foi impugnada neste sábado a candidatura do prefeito Tarcisio Zimermann pelo PT de Novo Hamburgo. O prefeito foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que significa que foi condenado por decisão colegiada. O juiz da 76ª Zona Eleitoral, Geraldo Anastácio Brandeburski Júnior, proferiu sua sentença num longo e consistente arrazoado de nove laudas, no qual não apenas destaca o fato que deu origem à impugnação, como também fundamentou com correção impecável a aplicação da Lei da Ficha Limpa sobre ocorrência pretérita, ou seja, de oito anos antes.
Tarcisio Zimmermann foi condenado nas eleições de 2004 e perdeu o registro, conforme acórdão do TSE de número 24.861, porque cometeu "conduta vedada" na ocasião (ele compareceu a um ato do setor público em período vedado pela lei).
O PT perdeu seu candidato a prefeito, e também perdeu a candidata a vice, Maria Lorena Mayer. Tarcisio Zimmermann avisou que continuará na campanha, enquanto recorre, mesmo sabendo que não tem qualquer chance de êxito. Ele conta fazer o que fez nas últimas eleições o deputado Daniel Bordignon, também do PT, de Gravataí, que só mudou o candidato à última hora, o que garantiu sua foto e seu nome nas urnas, no dia da votação, valendo o voto para seu indicado.
A coligação do prefeito era poderosa: PT, PRB, PDT, PTB, PR, PSB, PSD, PCdoB e PTdoB.
O candidato que disputa a eleição com a coligação "Meu Coração quer Mais", Paulo Kopshina, do PMDB, é agora a principal aposta eleitoral em Novo Hamburgo.
Zimermann era o candidato favorito em Novo Hamburgo, um dos municípios mais importantes da Grande Porto Alegre.
CLIQUE AQUI para ler o inteiro teor da sentença do juiz eleitoral. É um documento precioso para todos os que se interessam pelo Direito Eleitoral e pela correta aplicação da Lei da Ficha Limpa.
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O PV, Partido Verde de Gravataí, RS, acusa ativistas do PT pelo cerco ao caminhão de propaganda eleitoral da candidata socialista Anabel Lorenzi, ataque armado e agressões com cacetetes e barras de ferro contra seus militantes, sexta-feira (3/8), pouco depois que foi conhecida a impugnação da candidatura a prefeito do deputado Daniel Bordignon.
O PV pediu a impugnação de Bordignon e foi peça chave no processo de impeachment da prefeita do PT, Rita Sanco.
O caminhão teve o para-brisas quebrado e as lonas rasgadas. Os agressores foram identificados.
Um dos militantes do PV sobreu traumatismo craniano. O Partido avisou que reagirá diante de novos ataques armados. 
O clima político e eleitoral em Gravataí permanece muito tenso. Na noite de quarta-feira (1/8), o presidente do PT local, Carlito Nicolait, que quer suceder Bordignon como candidato, mas não pertence ao seu grupo político, foi baleado nas pernas, quando visitava um bar na vila Cohab. A mulher também foi ferida. O Jornal de Gravataí chegou a insinuar que pode ter sido fogo amigo.
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O PT parece ter perdido completamente o controle dos seus militantes e ativistas em Gravataí, município da Grande Porto Alegre, sede da GM, onde o Partido controlava a prefeitura há 14 anos e perdeu tudo no início deste ano quando a Câmara de Vereadores cassou a prefeita Rita Sanco.
A própria Rita Sanco só chegou a prefeita porque o candidato natural, o deputado Daniel Bordignon, hoje líder do PT na Assembléia, teve o registro impugnado.
Nesta eleição, o deputado candidatou-se novamente, mas na quinta-feira foi de novo impugnado.
A notícia provocou ira, desespero e violência. No sábado (4/8), ativistas do PT atacaram um carro de som do PV, um dos Partidos que ajudou a cassar Rita Sanco e pediu a impugnação de Bordignon, depredando-o e ferindo seus ocupantes. O PV apóia a candidata socialista Anabela Lorenzon. O caso foi parar na Polícia. O clima de tensão e de violência prosseguiu neste domingo (5/8), porque ao cair da noite um grupo de manifestantes petistas invadiu a área do comitê do candidato do PMDB, Marco Alba. A chefe de gabinete do deputado Daniel Bordignon na Assembléia, Daniela Michels, que estava com o grupo, não conseguiu escapar e foi detida pelos dirigentes do comitê até a chegada da Brigada Militar.
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E isto acontece não apenas por causa do julgamento do Mensalão, o que já seria suficiente para tirar qualquer um do sério.
Acontece que lideranças importantes do Partido apresentam desempenho eleitoral pífio, como é o caso do deputado Adão Villaverde em Porto Alegre, mas outros estão sendo impugnados em série – e em municípios importantíssimos.
No município de Sapiranga, no Vale do Sinos, o candidato Egon Kirchheim teve a candidatura cassada, o que levou o presidente do PT no RS, deputado Raul Pont, a chamar os membros do TRE de “um bando de sem vergonhas”.
As impugnações do prefeito Tarcisio Zimmermann, Novo Hamburgo, e do deputado Daniel Bordignon, Gravataí, foram duas péssimas notícias para o PT do RS no final de semana.
Ambos foram incluídos na Lei da Ficha Limpa, porque foram condenados em primeiro grau e por colegiado de grau superior.
Os dois líderes do PT eram os favoritos nas suas cidades, disseram que recorrerão e que continuarão em campanha.
Eles sabem que não terão chance de êxito nos recursos, mas esperam substituir seus nomes pelo de outros dois companheiros, na undécima hora, o que fará com que suas fotos e seus nomes constem da urna eletrônica, levando os eleitores ao engano, porque estarão votando em candidatos desconhecidos. 
Em Gravataí, os petistas perderam a esportiva e passaram a agredir fisicamente os adversários. Na sexta-feira, espancaram militantes verdes, quebraram o caminhão de som e ameaçaram todos com armas de fogo, e no domingo invadiram o comitê do candidato Marco Alba, que passou à condição de favorito.
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6. PT quis censurar jornal diário de Gravataí, mas juiz negou o pedido
O PT de Gravataí, RS, pediu busca e apreensão do Jornal de Gravataí, que noticiou a invasão do comitê central do candidato Marco Alba, PMDB.  Não levou.
Fonte:  Políbio Braga
COMENTO: aparentemente o único candidato petista que não enfrenta incômodos em cidade de grande eleitorado no RS é o prefeito de Canoas, Jairo Jorge. Possivelmente por ter domado a oposição com "métodos não ortodoxos" nas eleições passadas. E assim segue a vida. E o antigo Partido dos Trabalhadores, hoje Partido do Trambique assume sua característica de democrata sem igual, desde que lhe obedeçam. Bons tempos em que petistas xingavam militantes do antigo MR-8 de stalinistas. Stalin e Hitler teriam muito que aprender com as atitudes desses democratas.
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