domingo, 8 de julho de 2012

A Falácia da Previdência

por Mauricio Alves
Veja realizou recentemente duas reportagens sobre o assunto, e deveriam ser cotejadas. Se a situação previdenciária é tão grave, por que o Governo não a entrega às diversas categorias profissionais para sua gestão?
Entrevistou essa figura desconcertante do ministro Garibaldi. Como o próprio disse, nada entendia de previdência. Aliás, essa é a assustadora administração petista imposta ao Brazil...
De onde vem o rombo da Previdência?
Esses fantoches, supõem que todos nós somos idiotas, e espargem o veneno da mentira insistente... até que pareça verdade. É a conhecida ideologia em martelá-la à exaustão.
Aí exaurem os cofres públicos, surrupiando matreiramente seus recursos em malas, cuecas, pacotes, nas garagens, enfim, não há limites. Alguém deve ser responsabilizado...
Conhecidos ventrículos alardeiam, então que a Previdência não aguenta...
Ora, a prorrogação da DRU (Desvinculação das Receitas da União), permite o assaque de 20%, ou seja 1/5 do Orçamento da União, agora somados aos da Previdência Social para serem gastos à vontade da Presidente... Antes a incidência da DRU era apenas sobre a receita tributária. Malandramente, resolveram fundir coisas distintas: tributos com as contribuições previdenciárias. Aumentaram o “bolo”. Significa apossar-se indevidamente dos descontos efetuados aos salários dos trabalhadores, contribuições dos empresários, além de transferências das diversas loterias, obras civis, etc. Uma fábula!
Essa é a violência contra a Previdência, prevista para garfar-lhe 62 BILHÕES, exatamente o déficit anunciado. Popularmente, isso se chama ROUBO! Isso mesmo, o trabalhador está sendo TUNGADO em sua aposentadoria, atendimento à saúde, além do sofrimento no pensionamento de suas viúvas, e ainda a sobrevida de seus netos...
Nem se precisa falar no CÂMBIO PREVIDENCIÁRIO, quando as contribuições em salários mínimos se transformam no garfário FATOR PREVIDENCIÁRIO!!! Explicando: Paga-se em uma moeda e recebe-se noutra diferente, e mais fraca!...
Aí nossa imaginação fica impregnada de minhocas... Será que não se vê essas aberrações?
O antigo teto da previdência eram de 20 salários mínimos. Lembram-se? Reduziram para 10 S.M.  Para onde foi a diferença?
Agora, o Governo investe contra o Servidor Público de Carreira, reduzindo-lhe suas aposentadorias, ajustando-as àquelas minguadas, e miseráveis, quase impossíveis de serem conseguidas, igualando-as àquelas pagas pelo famigerado INSS...
Saliente-se, pois, que jamais o segurado, beneficiário da Previdência recebe o teto de sua contribuição...
Tenha-se, em conta, que a MOEDA de contribuição não é a mesma utilizada NO PAGAMENTO da retribuição das aposentadorias; isto porque, além do valor de referência, instituíram uma outra armadilha, que reduz o direito de seu alcance máximo, denominada FATOR DE REFERÊNCIA...
Além disso, o Governo, "dono da VERDADE", instituiu indenizações, aposentadorias, pensões, sem nenhuma contribuição daqueles que tanta desgraça trouxeram ao País, quando não esconderam suas preferências de VENDILHÕES DA PÁTRIA! É passado recente, daí concluir-se que tivemos em DITA MOLE, e não uma ditadura!
Para reforçar essas MENTIRAS graciosas, esse menestrel, engraçadinho, apareceu confessando que nada entendia de Previdência (Revista Veja-amarelas), e assim continua ventriculando suas fanfarrices, acomodado em suas polpudas aposentadorias de ex-governador, ex-ParlamenTar, e etc. A partir de um seminário, saltitou - EUREKA! A libélula transformou-se um sabichão!
Desconhece, certamente a origem da previdência, que não era estatal, mas dava certo...
Nos bons tempos, quando o Brasil, era grafado com “Z”, época, quando então instituiu-se a demagogia no País, capitaneado pelo espertalhão, Getulio Vargas, resolveu estatizar as Caixas de Aposentadorias e Pensões, disseminadas pelas diversas categorias profissionais, originadas das Caixas de Socorro, advindas da solidariedade dos trabalhadores, nascida na Inglaterra, quando as famílias se cotizavam para atender os acidentados no trabalho, ou seus mortos...
Entre nós, a derradeira e renitente foi a Caixa de Aposentadoria dos Ferroviários, que sobreviveu a sucessivos absurdos!
Aquele ditador vislumbrou, com sua perspicácia ladina, um magnífico curral eleitoral, se instituísse um órgão estatal centralizador dessas “Caixas”, que mais tarde, evoluíram nas diversas instituições de previdência: IAPAS, INAMPS, etc.
Os recursos arrecadados eram astronômicos! Foi o começo do fim... A partir daí, todos dela tiraram seus "quinhões".
Serviu, preliminarmente, à construção da CSN, depois Brasília, investiu-se na Rodovia Trans-Amazônica, Ponte Rio-Niteroi, Hidrelétricas de Três Marias, Itaipú, etc. E nada retornou aos cofres... PREVIDENCIÁRIOS!
Diga-se, ainda que no caso dos Servidores da União, havia então, o IPASE (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado), então mantido com 5% das contribuições dos funcionários públicos. Vale dizer que esses recursos eram suficientes para pagar as aposentadorias e pensões, além de custear seu Plano de Saúde... Esses recursos eram aplicados, sobretudo no financiamento de imóveis e automóveis, com juros módicos... Havia rentabilidade... Aí, mais uma vez, no Brasil, como tudo que dá certo não serve ao Governo, "amontoaram" os demais outros institutos, até essa famigerada Previdência Social de nossos dias, que quando permite o cidadão aposentar-se, aplica, impiedosamente, seu torniquete financeiro, levando-os à míngua!
É como aquele clássico desmoronamento, que apesar da carga de explosivos, insiste de pé...
Quem se lembra do TETO MÁXIMO da Previdência? Eram 20 salários reduziram para 10 salários mínimos e, além de caparem essa diferença grotescamente, criaram uma nova moeda - SALÁRIO DE REFERÊNCIA. Aonde foi parar essa diferença? Deixemos de ser idiotas!
Por que o aposentado do Serviço Público, golpeado pelo STF do Jobim, tem que continuar pagando a Previdência? Ele já não pagou sua aposentadoria? E, com sobras?
Recebi, após aposentado com 36 anos de contribuição, o saldo do PASEP, equivalente ao FGTS, o valor de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais)... Minha filha, com 10 anos de serviço particular, levantou o Fundo de Garantia, que lhe proporcionou a aquisição de um apartamento em local nobre de Vitória...
Nossa contribuição, que não é pouca, avança sobre a totalidade dos vencimentos, não temos a contribuição PaTronal, Fundo de Garantia, nem ParTicipamos de multas rescisórias.
Quando FHC, Patrono da Maconha, chamou-nos de vagabundos, levantei no SIAFI, nossas contribuições, em todas as Unidades da Federação, em uma Conta-Corrente, no Tesouro Nacional, intitulada CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SERVIDOR PÚBLICO. Resultou essa busca que em todas elas, sem nenhuma exceção, apresentava SALDOS CREDORES! Nem mesmo nas menores delas, tais como Campos dos Goytacazes/RJ e Vitória/ES, eram deficitárias!
E, mais alentador para nossa glória: SEM A CONTRIBUIÇÃO PATRONAL!
Ora, Senhor repórter, por conseguinte, onde está esse ROMBO fajuto?
Para ingressar no SPF, tem que se submeter aos concursos públicos, onde certamente são selecionados os melhores, salvo a criação da vergonhosa criação dos cargos em comissão (?), modalidade em que, no mínimo, se esperava inteligências brilhantes, ao invés de espertos cabos eleitorais .
Indaga-se: E, daí para frente, quem serão os novos funcionários públicos?
Se já não está bem, vamos piorá-lo! Aliás, ultimamente, exemplos de corruPTos é amazônico...
Sem as garantias oferecidas pelo serviço público, tudo será nivelado, igualzinho... Ninguém é de ferro!
Eis a diferença... Irão sim, todos se locupletarem à vontade!

Maravilha! Ninguém reporá nada, tudo se reduzirá a um MENSALÃO brasileiro!
Imagine-se a procura por um simples uniforme de “guarda”; sim, de um guarda-chuvas, mas invertido, canalizado para receber as águas do proPinoduTo!
Lastimável, que esse imaturo repórter, não buscasse verdadeira história da previdência, servido apenas de caixa de ressonância à essa monumental PaTifaria, endossando esse lamentável desserviço à Pátria.
Publiquem os nomes desses 318 votantes a favor para que a população e eleitores os conheçam, e lhes deem os merecidos castigos, se tiverem coragem.

Que Deus tenha piedade de nosso Brazil, e ilumine o Senado Federal para apagar esse triste projeto de derrocada pública!
Mauricio Alves é Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil.
Fonte: Alerta Total
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sábado, 7 de julho de 2012

Viagem a Moscou e Pequim de uma Prostituta Gaúcha

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por Janer Cristaldo
O leitor deve estar espantado com o título. Desde quando prostitutas viajam tão longe? Viajam sim, e muito. 
Citei rapidamente em crônica passada, sem deter-me no assunto, As Muralhas de Jericó, do comunista gaúcho Josué Guimarães, que morreu em 1986. São relatos de sua viagem à União Soviética e China comunista em março-abril de 1952, como correspondente especial do jornal Última Hora, do Rio de Janeiro. O livro foi escrito em junho daquele ano e só publicado em 2001, doze anos após a queda do muro de Berlim e dez anos após o desmoronamento da União Soviética. Só agora fui ler o livro. É leitura atrasada, mas nem por isso inútil.
Se olharmos para o século passado, temos de concluir que foi o século que mais prostituiu escritores na História. A revolução de 17 constituía um marco de definição obrigatória para todo intelectual. O craque de 29, a ascensão do nazismo, a nova sociedade soviética da qual ainda não se conhecia os gulags, todos estes fatores levaram os homens de idéia a defender – ou pelo menos a simpatizar com – o socialismo pregado por Marx. No continente europeu, uma intensa agitação intelectual conduziu os escritores, artistas e pensadores à ação política. "Que homem generoso – pergunta-se Sábato em Apologias y Rechazos  –, que jovem idealista não se inclinaria a julgar como uma grande esperança aquele acontecimento histórico?"
Até aí, tudo muito compreensível. Ocorre que, mal instalada a revolução, Lênin já mostrou as garras, fuzilando oponentes. Como teve vida curta após 17, não pode matar muita gente. Stalin, seu sucessor, fez nada menos que 20 milhões de cadáveres. E o “homem generoso”, de que falava Sábato, continuou prestando seu apoio à revolução e mesmo negando que na União Soviética houvesse gulags, fuzilamentos sumários, tortura, miséria e fome. O regime de Stalin patrocinou então visitas a Moscou, cercando seus convivas de mordomias, para mostrar as excelências do socialismo.
Neste turismo ideológico embarcaram os mais reputados escritores do século. Entre nós, Jorge Amado, Graciliano Ramos e algumas dezenas de intelectuais menos conhecidos. No Rio Grande do Sul, a honraria coube a Josué Guimarães. Como ainda não havia se estabelecido o conflito sino-soviético, o escritor comunista estendeu sua viagem a Pequim.
Na apresentação do livro, Maria Luiza Ritzel Remédios afirma que o autor-narrador parece sentir-se como o Josué da Bíblia que, no comando dos israelitas, penetrou a citadela inexpugnável, pois ele está a alcançar a União Soviética até então separada do mundo ocidental. E aqui já vai um equívoco da prefaciadora. Os anos 50 constituíram talvez o auge da influência de Stalin no Ocidente. Escreve Josué:
“Este livro tem a pretensão de derrubar as muralhas que separam, praticamente, o Ocidente do Oriente, fazendo deste mundo um só. Para tanto faltam engenho e arte. Porém, se não tiver a força e a magia das trombetas do Profeta, se não for capaz de destruir as muralhas simbólicas que hoje têm o nome de Cortina de Ferro, que pelo menos sirva para tirar desse muro de indiferença uma única pedra. Só isto justificaria a veleidade de publicá-lo. Pois a fresta assim aberta daria para que duas mãos se apertassem, fraternalmente, iniciando uma era de compreensão e vontade, únicos sentimentos que ainda poderão devolver a Paz aos homens”.
No fundo, Josué quer absolver Stalin dos crimes tremendos de que, já na época, era acusado. Ao falar da Muralha da China, Josué a define como um símbolo de defesa de um povo que, até hoje, não encontrou segurança e que sabe que nenhuma barreira material será capaz de deter a ambição de outros povos, o desejo de destruição de outras gentes. Talvez seja a Muralha, nos dias de hoje, um símbolo muito vivo para os chineses. (...) está a ensinar-lhes que só uma coisa poderá deter uma agressão: é a união de todos, o trabalho de sol a sol e um sentimento de igualdade que lhes dê força e independência”.
Em 52, Mao estava plenamente empenhado na formidável tarefa de matar chineses. Mas nada disso interessa a Josué. Em seu turismo, o autor tem a ventura de ver o Grande Timoneiro na Praça Vermelha:
“Mao Tse-tung já chegou. Daqui se avista o presidente cercado de seus auxiliares e do general Chu Têh (...) Sou capaz de distinguir o seu famoso sorriso daqui de onde estou. Ambos já tiveram a cabeça a prêmio, na sede de vingança do exilado de Formosa. Pela de Mao Tse-tung, que, antes de mais nada, é um intelectual dos mais puros, foi oferecida a quantia de 250 mil dólares”.
O intelectual dos mais puros matou 65 milhões de compatriotas seus. Em Moscou, então, tudo é lindo.
“O nível cultural do povo soviético talvez seja hoje um dos mais elevados do mundo. Tive grande preocupação em observar este aspecto. (...) Uma tarde, a delegação brasileira, ao deixar o Hotel Nacional, teve a atenção de todos despertada para uma aglomeração à porta de uma livraria que nós havíamos visto várias vezes. Homens e mulheres disputavam a primazia na porta e muitos outros saíam de lá de dentro empunhando um livro qualquer. Fomos nos informar do que havia. E o espanto foi tanto, para nós, brasileiros, que ninguém comentou o sucedido depois, ruminando lá as suas incompreensões e engolindo seco seu espanto. Tratava-se, simplesmente, de mais uma edição de um livro sobre filosofia, disputado de tal maneira que me lembrou episódio igual, numa banca de São Paulo, no dia em que saiu uma edição nova da revista Grande Hotel, uma cretiníssima coleção de histórias de amores mal correspondidos de mistura com a vida secreta de Hollywood e conselhos sobre a melhor maneira de encontrar um marido.
“E seriam intelectuais os que tanto esforço faziam para comprar um pesado livro sobre filosofia? A resposta é negativa e verdadeira. Talvez seja difícil para nossa mentalidade compreender o interesse do operário de uma fábrica qualquer por um assunto sério, de cultura. Ou o desejo da moça que dirige um trem elétrico subterrâneo – naquele esplêndido Metrô de Moscou – em comprar um livro que trata de problemas transcendentais, fora das coisas diárias ou das estórias de casamentos frustrados. Mas para eles isso é uma coisa natural e não representa nenhum esnobismo ou atitude”.
Nenhuma palavrinha sobre as prisões de intelectuais e dissidentes, que há muito vinham sendo enviados para os gulags. Este é tom sempre baboso do livro. Tudo é grandioso, eficaz, inteligente, tudo é esperança no futuro e no homem novo, nas observações de Josué. Nenhuma palavrinha sobre a sufocação da literatura por Zdanov. Nenhuma menção ao desastre na agricultura provocado por Lyssenko. 
Se na época os crimes de Mao eram pouco conhecidos, sobre os crimes de Stalin o autor não podia alegar desconhecimento. Pois três anos de sua viagem, havia estourado em Paris a chamada affaire Kravchenko, depois da qual não mais era permissível a uma pessoa informada ignorar o que ocorria na União Soviética. Já falei de Kravchenko. Falo de novo. Particularmente porque jamais li qualquer menção de algum autor gaúcho – e muito menos nacional – a este personagem.
Em 1949, Victor Kravchenko, alto funcionário soviético, denunciou em Paris os crimes de Stalin. Tendo trocado a URSS pelos Estados Unidos, relatou esta opção em Eu escolhi a liberdade, livro em que denunciava a miséria generalizada e os gulags do regime stalinista. O livro foi traduzido ao francês em 1947 e teve um sucesso fulminante. A revista Les Lettres Françaises publicou três artigos difamando Kravchenko, apresentando-o como um pequeno funcionário russo recrutado pelos serviços secretos americanos. Kravchenko processou a revista, no que foi considerado, na época, o julgamento do século. No banco dos réus estava nada menos que a Revolução Comunista. 
Em seu testemunho, Kravchenko trouxe ao tribunal Margaret Buber-Neumann, mulher do dirigente comunista alemão Heinz Neumann, como também o ex-guerrilheiro antifranquista El Campesino, ambos aprisionados por Stalin em campos de concentração. Kravchenko, que perdeu toda sua fortuna produzindo provas no processo, teve ganho de causa. Recebeu da revista francesa, como indenização por danos e perdas ... um franco simbólico.
A história de Kravchenko é fascinante, envolve diversos países, desde a finada União Soviética até Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, e até hoje não houve cineasta que ousasse transpor sua odisséia para as telas. Seu livro rendeu-lhe boa fortuna. Levado à falência com os custos do processo, foi morar no Peru, onde investiu em minas de ouro e de novo enriqueceu. Acabou suicidando-se em um hotel em Nova York. A partir de seu processo, ninguém mais podia negar o universo concentracionário soviético. 1949 é a data limite para um homem que se pretenda honesto abandonar o marxismo. Três anos depois, Josué ainda louva a União Soviética de Stalin. 
Há um detalhe curioso em As Muralhas de Jericó. Tendo sido escrito em 1952, permaneceu inédito por meio século, só tendo sido publicado postumamente em 2001. Ora, de 52 para cá, muita água correu sob o moinho da História. Em 1956, Nikita Kruschov denunciou, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, os crimes de Stalin. Não era a CIA, muito menos a imprensa capitalista ocidental que os denunciava, mas o mais alto dirigente soviético. Kravchenko era um dissidente, mas Kruschov era o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Se a affaire Kravchenko, apesar da farta abundância de provas, deixara alguma dúvida em comunistas mais testarudos, a partir do XX Congresso nenhuma dúvida mais era permissível.
Em 89 caiu o Muro e em 91 desmoronou o império tão amado por Josué. Seria mais que oportuno, para a imagem póstuma do escritor, que seu depoimento permanecesse inédito. Mas pelo jeito a viúva acreditou nas potocas do marido. 
Aconselho vivamente os leitores a comprar o livro de Josué. Para ver quanto um escritor pode ser venal, a ponto de vender a alma por uma viagenzinha.
Fonte:  Janer Cristaldo

Enquanto as FARC Atacam, os Defensores da Ordem Legal Purgam na Cadeia!

A Colômbia sob o governo de Álvaro Uribe era o único país latino-americano que vinha tomando uma atitude firme e coerente em face da subversão comunista coadjuvada pelo bloco bolivariano, travando contra as FARC uma vitoriosa guerra, em visível contraste com a política entreguista e concessiva dos governos anteriores.
Contudo, colaboradores da narcoguerrilha aninhados em movimentos de direitos humanos e ONGs da mesma orientação, prevalecendo-se de uma brecha deixada por Uribe — a transferência do foro militar para a alçada civil — vêm obtendo das instâncias judiciais a prisão de milhares de militares, acusando-os da prática de crimes diversos.
Entre eles encontra-se a elite das Forças Armadas, cujos membros são detentores de uma inigualável folha de serviços prestados à Colômbia e, por consequência, ao continente. Assim, nada menos que seis Generais, trinta Coronéis, centenas de oficiais e suboficiais figuram entre os 2.420 militares atualmente presos.
Estão, por exemplo, nessa situação, o General Del Río e o Coronel Plazas, ambos da reserva. O primeiro foi o mais destacado comandante militar colombiano na luta contra a subversão, tendo sido destituído pelo governo claudicante do ex-presidente Andrés Pastrana por imposição das FARC. 
E o segundo ficou imortalizado pela sensacional invasão e resgate, em 1985, do Palácio de Justiça (foto), ocupado por terroristas do M-19. Enquanto o General Del Río aguarda na prisão há cinco anos por julgamento, o Coronel Plazas foi recentemente sentenciado a pagar 30 anos de reclusão por conta de uma acusação cujo autor se desconhece.
Figuram ainda, entre os presos, um Coronel (Hernán Mejía) que foi um dos militares mais condecorados, considerado um dos maiores oficiais colombianos de todos os tempos (na prisão há cinco anos aguardando julgamento), e o Major responsável pela organização e execução da espetacular "Operación Jaque (Xeque-Mate)", em decorrência da qual foram libertados, sem necessidade de um só tiro, Ingrid Bettancourt e diversos reféns da narcoguerrilha.
Enquanto defensores da Pátria são assim jogados inexoravelmente nas prisões, ex-guerrilheiros ocupam cada vez mais posições de destaque no cenário político, chegando alguns deles à desfaçatez de propor o desarmamento das pessoas honestas. E os ataques terroristas crescem ao mesmo tempo em todo o país, um dos quais foi perpetrado recentemente em movimentada artéria de Bogotá, ceifando a vida de dois guarda-costas do ex-ministro da Justiça, Fernando Londoño, ferindo a este e diversas pessoas do público.
A ofensiva contra as Forças Armadas adquiriu tal proporção que “El Tiempo”, o principal jornal colombiano, noticiou em sua edição de 25 de junho de 2012, que dos 2.420 militares atualmente presos, somente 16% foram julgados. E que outros cinco mil encontram-se sob investigação. Mas que os atualmente presos que assinarem um termo de aceitação prévia de culpa — de acordo com o referido jornal, 2.200 já o fizeram — terão suas penas mitigadas.
Segundo o jornal, essa clamorosa situação levou o presidente da Associação Colombiana de Oficiais da Reserva, General Jaime Ruiz, a declarar: “Os militares não estão combatendo. Como o país se encontra hoje e com as garantias que está dando a seus soldados, não vale a pena defendê-lo”. A esta declaração — que ele diz traduzir o pensamento dos oficiais da ativa que não podem falar — soma-se uma dura carta enviada pelos militares da reserva ao presidente Juan Manuel Santos, na qual a certa altura dizem: “A Colômbia é o único país do mundo que enfrenta um conflito armado com legislação de paz e sem foro militar”.
“El Tiempo” conclui: “O certo é que muitos dos militares que ontem foram heróis públicos hoje estão na iminência de passar a metade de suas vidas na cadeia”.
Nossa conclusão é que, em nome dos “direitos humanos”, está sendo sacrificada a liberdade não só de valorosos militares injustamente punidos por terem ousado punir a subversão em defesa da Pátria ameaçada, mas a de 45 milhões de colombianos agredidos pelas FARC e que consideram suas Forças Armadas como a instituição de maior credibilidade do País.

COMENTO: que ninguém se iluda, o Foro de São Paulo — que muitos ingênuos afirmam não existir mas que está realizando nos presentes dias seu 18º Encontro em Caracas/Venezuela — tem sua estratégia muito bem elaborada e sua execução conforme o planejamento encontra-se em franco andamento. Ou alguém pode pensar em coincidências a proposta citada de "desarmamento" dos cidadãos colombianos. Aqui no Brasil, perderam o plebiscito mas impuseram de fato esse crime contra a democracia e a cidadania, dificultando ao máximo a aquisição de armas para defesa pessoal dos cidadãos de bem. E o que dizer sobre a proposta em andamento sobre a extinção da Justiça Militar no Brasil — quanto às inúteis e onerosas Justiça Eleitoral e Trabalhista não se fala em extinção.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

“Phoda-se” o Brasil

por Adriana Vandoni
Não há mais dúvida sobre a tentativa indecorosa de Lula em interferir no julgamento do mensalão. O assédio do ex-presidente foi confirmado por alguns outros ministros do Supremo e sua atitude não deveria ser surpresa a ninguém. Em seu primeiro ano de governo, ao ser informado que a Constituição não o permitia expulsar do país um jornalista norte-americano que relatou seu apreço pelo álcool, Lula exclamou: “foda-se a Constituição”.

Essa expressão foi a que regeu seus dois governos, aliás, foi a regente de sua vida. “Foda-se”. Já comentei antes com vocês e sempre volto nesse tema. Lula não tem noção de moral ou de ética simplesmente por não ter sido programado para isso. Lula não recebeu referência desses conceitos básicos.
Para Lula, transgredir regras é “driblar o destino”, é “se dar bem”, “ser esperto”. Há tempos que me convenci que Luiz Inácio é um salafrário congênito. Foi programado desde antes da concepção para ser um delinquente. Para sua família, achado nunca foi roubado. E o produto de um roubo, se usado para fins eleitos pela família como nobres, é perdoado e exaltado.O livro com a biografia de Lula, apesar de romancear passagens de sua vida, revela o ambiente delinquente e sem parâmetros de moralidade em que Lula se criou, onde o roubo e o desvio de conduta eram encarados como sorte, como uma esperteza ou malandragem a ser utilizada como um drible à pobreza. Não há em sua programação princípios fundamentais como o respeito ao próximo.
Lula é uma massa amorfa moldada pelo que há de pior no ser humano. E seus dois governos foram assim. Por ignorância, má fé ou simplesmente por amoralidade, tentou desestabilizar todas as Instituições democráticas. De Agências Reguladoras, Congresso Nacional e Justiça, seu governo tentou desmoralizar, infelizmente com algum êxito, é verdade.
Lula não driblou seu destino, como gosta de afirmar sua malta. Ele forjou uma vida se apossando do que não é dele. Foi programado para isso: para não ter caráter e “foda-se” o resto.
Adriana Vandoni é Economista.
Fonte: Alerta Total

Irã Treinará Serviço Secreto Boliviano

26/06/2012 - 10h52
Os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e da Bolívia, Evo Morales, assinaram em La Paz, um acordo que permitirá ao Irã, treinar espiões para o serviço secreto boliviano. O objetivo principal é formar oficiais militares da Bolívia para as operações de combate ao narcotráfico.
Imagem da Internet

De acordo com o Memorando de Entendimento assinado pelos dois presidentes, dez militares da Bolívia serão treinados em operações de inteligência e planejamento de ações na selva.
Também serão realizados cursos semestrais na Bolívia e no Irã. Teerã entregará ainda todos os equipamentos de comunicações necessários para a força antidrogas da Bolívia.
Este é o primeiro acordo de cooperação militar assinado pelos dois países.
Em 2007, quando visitou a Bolívia pela primeira vez, Ahmadinejad ofereceu um amplo plano de ajuda econômica de US$ 1,1 bilhão. Até o momento, um hospital e três processadoras de leite foram construídos.
O apoio iraniano é uma alternativa a escassez de recursos dos Estados Unidos para a Bolívia desde a expulsão da DEA norte-americana daquele país.
Evo Morales lembrou que o acordo sai justamente depois de a Bolívia ter sido advertida por Washington para que não fortalecesse suas relações com o Irã.
Segundo Ahmadinejad, "Irã e Bolívia estão contra qualquer colonialismo de certos estados que se opõem a nossa liberdade".
Na sua avaliação, há uma agressão permanente contra a sua pessoa, o seu governo e o Irã.

Esta foi a terceira visita de Mahmoud Ahmadinejad à Bolívia desde 2006.
Há um ano, o ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, esteve em La Paz.
Contra ele há uma ordem de prisão internacional por conta do ataque terrorista contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994. Vahidi é considerado o mentor do atentado que deixou 85 mortos, seis deles de nacionalidade boliviana.
Venezuela
Antes de desembarcar no Brasil para a Rio+20, Ahmadinejad também visitou a Venezuela.
De acordo com o presidente da Comissão de Política Exterior da Assembleia Nacional da Venezuela, Luis Acuña, "o Irã é um país amigo da Venezuela e as relações estão fortalecidas. Ahmadinejad e Chávez são amigos".
Os dois países decidiram construir em conjunto aviões não tripulados, o que provocou reações em Washington que prometeu monitorar a situação uma vez que o Irã está sob sanções internacionais.
A parceria entre Irã e Venezuela resulta ainda na construção de indústrias processadoras de leite e farinha e fábricas de tratores e veículos.
Fonte: Info Rel
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Guerra Pela Água: Brasil Precisa Proteger Seus Aquíferos

por Eco4u
Com duas das maiores reservas de água potável do mundo, o Brasil deve avaliar desde já como irá proceder, em um futuro muito próximo, com relação ao fornecimento de água para outros países e como fará a proteção destas reservas. Neste blog já escrevemos sobre a “Guerra pela Água”, e não é ficção científica, já é prevista em planos de defesa de alguns países.
Afinal, o que é o aquífero Alter do Chão?
“Com status de celebridade depois de ser eleita pelo jornal inglês The Guardian como a praia mais bonita do Brasil, a pequena e encantadora vila de Alter do Chão, localizada à margem direita do rio Tapajós, a 32 quilômetros de Santarém, ainda não tomou conhecimento de mais um título que a coloca em posição de enorme destaque no cenário internacional.
Embora Alter do Chão seja a referência daquele que já é apontado pelos pesquisadores como o maior aquífero do Brasil e, muito provavelmente, do globo, sua população continua alheia ao fato e, por falta de informação, está longe de poder avaliar a importância que ele tem num planeta em que a água doce é cada vez mais escassa e já se tornou um bem estratégico de alto valor comercial.
De acordo com José Ribeiro dos Santos, engenheiro operacional da Cosanpa em Santarém, tudo começou na década de 1960, quando a Petrobrás e a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, empresa do Ministério de Minas e Energia), em trabalho conjunto de pesquisa, perfuraram naquela área um poço com cerca de 1.500 metros de profundidade. Até onde se sabe, não foram ali encontrados indícios da presença de minérios ou de hidrocarbonetos.
Os pesquisadores foram surpreendidos, porém, pela presença de um gigantesco lençol de águas subterrâneas, que estudos posteriores puderam dimensionar com mais precisão. Historicamente, considerava-se que o aquífero Guarani, localizado no Sul e Sudeste do país, era o maior do Brasil. Hoje, esse título pode pertence ao aquífero de Alter do Chão. Com 437.500 quilômetros quadrados de extensão e espessura de 545 metros, ele detém um volume de água superior ao do Guarani, este um pouco mais extenso, porém com menor espessura.”

Fonte: Folha do Progresso
Dados preliminares divulgados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apontaram o Aquífero Alter do Chão como o maior depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86.000 quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada sob os Estados do Amazonas, Pará e Amapá. “Essa quantidade de água seria suficiente para abastecer a população mundial durante 500 anos”, diz Milton Matta, geólogo da UFPA.
Em termos comparativos, Alter do Chão tem tem quase o dobro do volume de água do Aquífero Guarani (com 45.000 quilômetros cúbicos). Até então, Guarani era a maior reserva subterrânea do mundo, distribuída por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A água desses reservatórios é bem mais limpa que a dos rios e está menos sujeita à contaminação.
Na primeira fase da pesquisa, que custará cerca de US$ 300 mil e durará oito meses, os pesquisadores vão sistematizar os dados sobre o reservatório, fazer o cadastramento de poços e mensurar a profundidade deles. A segunda fase do levantamento vai durar cinco anos e foi orçada em US$ 5 milhões. Nessa etapa, será feito um minucioso estudo usando geofísica.
É evidente a importância deste aquífero bem como o Guarani, com implicações inclusive de segurança nacional, já que a escassez de água potável no planeta começa a se fazer sentir em alguns locais (como o Iêmen). Não irá demorar muito para que a importância de reservas como essas sejam mais importantes que poços de petróleo. Deve o Brasil estudar a exploração dos aquíferos, sua importância estratégica e sua proteção, e que isso seja feito imediatamente.

Eco4u é um blog informativo sobre o meio ambiente
Fonte: Alerta Total

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lupicínio Rodrigues o Novo Mártir de 64

por Janer Cristaldo
Há dez anos, eu me perguntava quem seriam realmente os vencedores de 64. Os militares brasileiros costumam gabar-se de ter vencido o confronto que culminou com a chamada Revolução de 64. Graças à ação das Forças Armadas, foram derrotados os comunistas e compagnons de route que tentavam transformar o país em uma Cuba meridional. Na época, cabia a pergunta: foram?
Enquanto os militares foram demonizados pelas esquerdas e jogado na horda dos vilões da História, os comunistas que assaltaram o poder foram mimados com indenizações milionárias, que até hoje pesam no bolso do contribuinte. Foi Millôr Fernandes quem melhor resumiu a situação: "A luta armada não deu certo e eles agora pedem indenização? Então, eles não estavam fazendo uma rebelião, mas um investimento". 
Até aí nada de novo. A este investimento, deu-se o nome de bolsa-guerrilha. Há quem prefira bolsa-ditadura. Ou ainda bolsa-companheiro. Em 2010, Veja denunciava os absurdos patrocinados pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, criada em 2001, que até então havia gasto, em nove anos, nada menos que R$ 2,4 bilhões, distribuídos entre mais de 14 mil brasileiros supostamente prejudicados por perseguições movidas pela ditadura militar brasileira. A quantia, suficiente para alimentar durante um mês 12 milhões de beneficiários do Bolsa-Família, estabeleceu um recorde internacional: nenhum país gastou tanto com reparações.
A revista fazia uma comparação com as indenizações da Alemanha pagas aos judeus em função da Segunda Guerra. O país contemplou Israel com cerca de R$ 9,8 bilhões como reparação simbólica pelo massacre de 6 milhões de judeus. Se fosse repartido em fatias idênticas, cada família atingida pelo Holocausto teria recebido R$ 1.633,00. Já as indenizações pagas no Brasil, se igualmente divididas entre os favorecidos, renderiam R$ 171,4 mil por cabeça. Desequilíbrios provocados pela aplicação de critérios duvidosos, contudo, resultaram em diferenças abissais entre os companheiros de folha de pagamento.
Há quem julgue que estas benesses são obra do PT. Em verdade, a bolsa-ditadura foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, em 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Marxista de formação, FHC quis premiar os bravos camaradas que lutavam pela instauração de um regime soviético no país. Enquanto o Exército nacional não tinha verba sequer para alimentar seus soldados, o então presidente FHC assinou uma Medida Provisória que ampliava a definição e os direitos dos anistiados políticos.
Servidores públicos civis que haviam sido punidos por adesão a greve foram reintegrados a seus cargos. Políticos, civis e militares que já haviam sido readmitidos passaram a pedir indenização financeira à União – hipótese que era vedada na regulamentação da anistia de 2001. As esquerdas e simpatizantes, que viviam protestando contra o arbítrio das medidas provisórias, contra esta não tiveram objeção alguma.
A bolsa-ditadura, em si escandalosa, provocou mais indignação quando foram beneficiados Ziraldo e Jaguar, cartunistas, que ganharam pensões mensais de R$ 4.365,88 e ainda exatos R$ 1.000.253,24 de indenização para cada um. Dona Dilma, a ex-guerrilheira então ministra da Casa Civil recebeu indenizações por três diferentes estados – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – que somaram R$ 72 mil. O jornalista e imortal Carlos Heitor Cony ganhou indenização retroativa de R$ 1.417.072,75 e reparação mensal de R$ 19.115,19.
Mas o caso que mais causou mal-estar, pelo menos entre os círculos militares, foi a indenização de R$ 300 mil à viúva e aos filhos do terrorista Carlos Lamarca, pelos dez anos em que estiveram exilados em Cuba. Capitão do Exército, Lamarca desertou da corporação para ingressar na luta armada, na qual foi um dos mais ativos militantes da oposição ao regime militar. Foi ainda o executor de um companheiro de armas, morto indefeso e a coronhadas.
A decisão de indenizar os familiares de Lamarca foi tomada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. De uma penada, um colegiado de civis humilhou as Forças Armadas e reduziu a cacos sua hierarquia. Os generais chiaram. No Rio, disse o general Luiz Cesário da Silveira Filho: "Tudo o que é falta grave que pode ser cometida esse assassino cometeu. E está sendo premiado aí! É lamentável, lamentável! Espero que não vá até o final esse processo. Pode dizer: os generais de Exército, os generais da ativa do Alto Comando do Exército estão indignados. Causou profunda indignação na Força". 
Leônidas Pires Gonçalves, ex-ministro do Exército, declarou: "Não me sinto bem tendo como conviva, mesmo morto, um desertor, traidor, ladrão e assassino frio do tenente Mendes, que se ofereceu para defender seus soldados". Ele se referia a Alberto Mendes Júnior, o tenente que participou do cerco a Lamarca e foi morto a coronhadas, indefeso, em 1970. Tarde piaram os generais. A vendeta via Direito Administrativo das esquerdas não teve mais volta.
Sobrou até indenização de R$ 59,4 mil para o deputado José Dirceu - hoje considerado pelo Ministério Público Federal como chefe da quadrilha do mensalão - por ter sido obrigado a abandonar o País por onze anos, no regime militar. "O Estado brasileiro cassou minha nacionalidade e me baniu do País", afirmou o petista que, entre outras façanhas, trabalhou para os serviços de inteligência cubanos. A verdade é bastante diferente: José Dirceu era preso político e saiu do país em 1969 com mais 14 pessoas em troca da liberdade do embaixador norte-americano Charles Elbrick, sequestrado por um grupo ligado ao MR-8. Saiu porque quis e mediante outra ação criminosa. Lula, o patrono dos mensaleiros, percebe cerca de R$ 5 mil por mês, por uma prisão de 31 dias em 79. 
Enfim, nada de novo. Estou apenas repassando uma lição de história recente. Questão de refrescar memórias. Em verdade, quero falar de outra coisa. Meio século se passou desde então, e de repente ainda surgem vítimas desconhecidas da ditadura. Leio hoje no Portal Terra, texto de José Ribamar Bessa Freire, professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO), que nos traz uma notícia insólita: Lupicínio Rodrigues teria sido preso e torturado, durante meses, pela ditadura. Diz o professor: 
- A Comissão da Verdade não sabe, mas depois do golpe militar de 1964, o compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974) foi preso e permaneceu vários meses trancafiado, primeiro no Quartel da PE, no centro de Porto Alegre e, depois, no presídio da Ilha da Pintada, apesar de nunca ter tido qualquer atividade política. Lá, foi humilhado, espancado e torturado, teve a unha arrancada para não tocar mais violão e contraiu uma tuberculose agravada pelo vento frio do rio Jacuí. 
Ora, convivi não diariamente, mas noturnamente, com Lupicínio, quando batia o ponto no Bar da Adelaide, na Floriano Peixoto, aquecendo as cordas vocais antes de ir para o Chão de Estrelas. Lupi era um desses homens cuja ausência em seus botecos – por três dias que fosse – causaria alarme em seus amigos. Vivia rodeado de jornalistas, músicos, cantores e gente da noite. Impossível imaginar Lupicínio trancafiado por vários meses sem que toda Porto Alegre soubesse. 
Muito menos no quartel da PE ou na ilha da Pintada - o professor certamente quis dizer ilha do Presídio -, por onde passaram boa parte dos comunistas gaúchos, entre eles pelo menos dois de meus colegas de Filosofia. Jamais ouvir falar, por parte de nenhum dos detidos na ilha, qualquer menção a Lupicínio. Seria mais ou menos como se Chico Buarque ou Caetano Veloso tivessem sido torturados durante meses sem que a imprensa nacional soubesse.
Segundo o professor, a confidência lhe teria sido feita por um dos filhos de Lupicínio, Lôndero Gustavo Dávila Rodrigues, também músico, 67 anos, que hoje trabalha como motorista na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
- "Pra quem tem dinheiro ou diploma, a prisão política pode até ser uma medalha, tem algo de heroico. Mas para as pessoas humildes, como ele, que não se metia em política, a prisão é sempre uma humilhação, algo que deve ser escondido, esquecido" - conta o filho de Lupicínio, a quem conheci recentemente, quando ele, dirigindo o carro da Universidade, veio me buscar para participar de uma banca de mestrado lá em Seropédica.
Preso por quê? Continua o professor:
- Tudo isso por causa de uma ligação pessoal dele com Getúlio Vargas, relação que acabou sendo herdada, posteriormente, por Jango e Brizola. Segundo Lôndero, Lupicínio, que já era um compositor consagrado em 1950, fez um jingle para a volta de Getúlio Vargas, com aquela marchinha de carnaval de Haroldo Lobo, que foi também gravada por Francisco Alves: "Bota o retrato do velho outra vez / Bota no mesmo lugar / o sorriso do velhinho / faz a gente trabalhar".
Como não é possível encontrar nenhum gesto de oposição por parte de Lupicínio ao regime militar, muito menos nenhuma ideologia de esquerda, foi preciso desenterrar Getúlio Vargas de sua tumba para justificar a suposta prisão do compositor.
Consultei amigos de minha geração, gaúchos que conheceram e conviveram com Lupi. Nenhum tem notícia desta prisão. Impossível conceber a prisão por meses de um homem público – mais que um homem público, um boêmio eternamente presente na noite porto-alegrense – sem que ninguém dela tivesse conhecimento. 
Pelo jeito, o Lôndero está de olho em uma bolsa-ditadura. Repasso a história ao conhecimento dos gaúchos e porto-alegrenses que conheceram Lupi de perto.
COMENTÁRIO: vou só transcrever o publicado no Blog do Prévidi:
Escreve a Maria Lúcia Sampaio: A prisão do Lupicínio é mentira!
Conversei com três amigos que pesquisam música do RS e eles me confirmaram. E olha só, uma resposta à esta bobagem, nos comentários do post: Nassif eu já tinha lido isso no Facebook e como sou gaúcha e acompanhei durante muito tempo a vida do Lupi, fiquei em dúvida sobre a veracidade de tal escrito. Pois bem, mandei e-mail para um amigo que conheceu bem Lupicínio e é um grande amigo de Rubens Santos, que foi parceiro e conviveu com Lupicínio quando se mudou para Porto Alegre.
Coloco aqui a resposta deste amigo que ficou indignado com o que leu:
"Esse José Ribamar é o Sarney? De qualquer forma merece entrar para a Academia Brasileira de Letras, onde estão os piores ficcionistas da praça. O cara que deu as informações, se é que existiu, ouviu alguma coisa do Lupi e saiu por aí a dar aula. Quase tudo errado. Vamos lá.
1 - Lupicínio só teve uma esposa, chamada Cerenita. Não existe Emília alguma na vida dele, nem amante (que as teve às dúzias).
2 - Lupi só teve um filho – Lupicínio Jorge Quevedo Rodrigues, o “Lupinho", que é o proprietário do bar “Se acaso você chegasse”, na Av Venâncio Aires (Bairro Santana), cuja temática é a vida e trajetória do Lupi.
3 - Lupi nunca morou em Rio Pardo.
4 - Getúlio pouco conhecia o Lupi, até porque foi para o RJ em 1930, para assumir a Presidência, enquanto o Lupi só ficou famoso depois da gravação de “Nervos de Aço” pelo Francisco Alves, em 1947 (uma gravação meses antes, por Deo, não emplacou).
5 - Em 1939 Lupi passou algumas semanas no RJ, onde fez contato com Chico Alves, que gostou de várias músicas e passou a gravar alguns anos depois. Nessa ocasião Lupi estava de férias, pois já era funcionário da Universidade Federal (ganhava duzentos mil réis, e a passagem de navio foi cento e setenta mil réis).
6 - Lupi nunca pediu demissão, mas se aposentou direitinho pela UFRGS (aliás, o falso requerimento não tem rima nenhuma!).
7 - Esta tal de Oração dos Paraquedistas parece que não tem música. O cara deve ter feito uma salada de frutas com a música do Vandré.
8 - A música “Calúnia”, de Lupi com o meu amigo Rubens Santos, é de 1955, sendo gravada em 1958. E o que pode ter com o golpe de 1964? Premonição?
9 - E a letra de “Vingança” tem menos ligação ainda com qualquer coisa ligada a problemas militares, já que foi feita depois que alguns amigos contaram a Lupi terem visto a prostituta Mercedes (a Carioca) chorando num bar depois que fora desprezada pelo compositor, razão da traição que lhe fizera justo com outro amigo.
10 - Pior porém é a citação de que ele teria escrito “Vingança” dois anos antes de morrer. Ora, a canção foi gravada em abril de 1951 pelo Trio de Ouro, e em maio pela Linda Batista. Lupicínio morreria só 23 anos depois, em 27 de agosto de 1974.
11 - A música “Retrato do Velho” não tem nada a ver com Lupi. Foi composta por Haroldo Lobo (o pai do Edu) e Marino Pinto.
12 – Para não ficar a vida toda desmentindo o falso depoimento do tal Lôngaro e do “Sarneyzinho”, informo que na Ilha da Pintada não tem e nunca teve prisão.
Mareu Soares"
--
João Carlos Machado Filho envia: "'Perfeito o desmentido sobre a "história" da prisão do Lupi, o quente. Só um pequeno engano, do autor dos desmentidos. O pai do Edu Lobo não é o Haroldo Lobo e sim o Fernando Lobo, autor de um dos clássicos da nossa música: Chuvas de Verão. Só para corrigir.'"

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quanto Mais Tripudiarão Sobre Nossa Paciência

por Valmir Fonseca
Amiúde, encontramos militares, mormente da Reserva, e civis, que estão possessos de indignação. Os revoltados, em alto e bom som, esbravejam contra tudo e contra todos, e motivos não faltam. Ensandecidos enumeram um rosário de patifarias no varejo e no atacado e, também, as infames cusparadas na face dos militares.
Coitados, falam de roldão sobre a Comissão da Verdade, muitos nem sabem dos Comitês pró–Comissão que foram criados em cada estado, e que realizam mutirões para coletar as vítimas da repressão e os seus algozes. Sem contar a turma do “esculacho”, pronta para denegrir e crucificar a quem caiu na sua alça de mira.
Aqui e acolá surgem, em grupos, com palavras de ordem, ou desordem, com pichações, com escárnio, infernizando a vida de quem participou, honradamente, na luta contra a subversão, e mesmo daqueles, que apenas passaram por perto. Mas, ai dos vencidos.
Outros enrubescem, lembrando o caso do Cadete Lapoente. Que vergonha. E dos militares com propaganda no uniforme da tropa de pacificação do EB nos morros do Rio de Janeiro.
E relembram como as instituições militares caíram nas mãos do famigerado Grupo “Tortura Nunca Mais” e na sanha de seus acólitos, inclusive dos membros de altíssimo coturno do desgoverno.
Também os mais otimistas comentam com tristeza o que esperam do julgamento do Mensalão, pois são tantos os Ministros do STF nomeados pelos desgovernos, que só por milagre poderá acontecer algo de depreciativo para os acusados de maior relevância.
Se o Dirceu for sacrificado, o que ninguém espera, continuará nos bastidores, desempenhando o seu conhecido papel. Se absolvido, sabe–se lá, não será o nosso próximo Vice?
E a CPMI do Cachoeira?
A água despenca aos turbilhões, e vemos nadar, sofregamente, um cardume de tubarões, nadadeira dorsal à mostra, prontos para estraçalhar aqueles peixinhos que podem trazer-lhes algum problema, e nada mais. Breve, da enxurrada, sobrará na terra árida da falta de justiça, um miserável filete.
Aos poucos, os exaltados vão baixando o tom de voz, e a indignação passa à decepção, à tristeza, à magoa, pois aos canalhas de hoje juntam–se os de ontem, e lembram como a metamorfose atacava ao Sarney, à Roseana, ao Maluf, ao Collor e uma melancolia angustiada invade o coração daqueles amarrotados brasileiros, ao vê-los, lépidos, sorridentes e calorosamente abraçados.
É triste, mas é a mais pura verdade.
Resta esperar um tsunami, não um vagalhão de águas arrasador, que desabe sobre o Brasil varonil, porém uma onda de moralidade que se abata sobre a canalhice trigueira, e faça uma faxina no mar de lama que encobre a nossa terra.
O Brasil é um botim valioso, rendoso, tanto que unem–se os mais deploráveis e velhacos nativos, para cada um sacar o que puder.
Para alguns, basta saciar a sedenta vaidade mas o poder não vem só, traz mordomias, adoradores e riquezas; para outros, move a cobiça, a presença na mídia, a proximidade com o poder e suas vantagens, como a impunidade.
Todos, independentemente da raça, da cor, da crença, da ideologia, são abomináveis patifes, dispostos a pegarem o que puderem, enquanto não houver um pingo de dignidade e de homens com um mínimo de determinação dispostos a dar um basta em tamanho descalabro.
Sim, nós nascemos assim, sem vergonha, sem atitude, e vamos vivendo como zumbis, ou ao que tudo indica sucumbiremos na mais nojenta cova rasa.
Valmir Fonseca Azevedo Pereira, presidente do Ternuma,
é General de Brigada Reformado.
Fonte: Ternuma
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Golpe do Pecúlio Falido

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Nesta época de vacas magras, os vigaristas aproveitam para obter alguma vantagem dos "desesperados" em busca de algum troco a mais. Assim, volta a fazer vítimas o velho golpe do "recebimento de passivos de uma entidade de previdência privada falida".
Vejam a figura abaixo (clicando nela, deve aumentar).
Em contato com o telefone citado na correspondência, o golpe fica claro: se depositar o valor da "habilitação" o recebimento do valor é imediato. Se não quiser pagar, o recebimento será por meio de "precatório" e todo mundo sabe que isso é demorado, para não dizer impossível. A atenciosa "atendente da empresa" não é capaz de dizer com certeza qual a entidade está efetuando a reparação ("é uma que quebrou há bastante tempo, eu não tenho a documentação aqui comigo ... parece  que é a CAPEMI ..." mas se você cita DELFIM ela concorda) mas cita o nome de um advogado e a matrícula do mesmo na OAB/SP (o advogado realmente existe e, possivelmente seu nome está sendo usado indevidamente e, nesse caso, deveria processar os vigaristas) responsável pelo processo.
Assim, prevendo que eu não tenha sido o único alvo desse pessoal, transcrevo informação publicada em março deste ano no sítio do Centro de Pagamento do Exército (CPEx), a respeito desse tipo de fraude.
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Golpe contra militares e pensionistas!
FenaPrevi alerta sobre carta falsa para tentativa de golpe!
A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) divulgou alerta sobre correspondência fraudulenta enviada a pessoas físicas com o nome da entidade. Trata-se de mais uma tentativa de golpe com base em falsa expectativa de direitos previdenciários.
Na carta, falsa, o destinatário é informado a respeito de “ÚLTIMA NOTIFICAÇÃO DE RESGATE” de suposto plano de aposentadoria complementar (ou de seguro de vida), em consequência de pretensa interdição judicial relacionada a pedido de decretação da falência de empresas nela mencionadas. Porém, a FenaPrevi lembra que a expedição de qualquer correspondência nesse sentido não está entre as suas atribuições e competências e recomenda que as instruções apresentadas na carta sejam ignoradas.
Nos últimos meses, proliferaram tentativas de golpes envolvendo a menção a planos de previdência. Tradicionalmente, as pessoas são abordadas por meio de cartas enviadas por correios ou por e-mails. É solicitada a realização de um depósito prévio com promessa de recebimento de um pagamento decorrente de suposta vitória em uma inexistente “Ação Pública”.
São citadas ações judiciais inexistentes e apresentados valores supostamente corrigidos até o fim do ano passado, destinados, exclusivamente, a atrair pessoas incautas e motivá-las a fazer depósito em conta bancária com vistas ao pagamento prévio de pretensas despesas , em geral, em valor acima de R$ 3 mil. São, também, usadas expressões jurídicas como “Pagamento Judicial”, “Acordo Judicial”, “2ª Instância” e “V.S. foi beneficiado”, colocando-se telefone para eventuais contatos.
O propósito dos estelionatários é estimular as vítimas a pagar logo as custas. Mas trata-se de um golpe e não haverá qualquer liberação de dinheiro após o depósito, porque os processos são falsos. Então a recomendação é que as possíveis vítimas desses golpes evitem o contato com estes estelionatários. Mas guardem o envelope e a carta para entregá-los às autoridades policiais. O site da Susep, a autarquia que fiscaliza e regula o mercado segurador, enumera diversos golpes semelhantes que estão ocorrendo no mercado de seguros e de previdência privada.
COMENTO:  é conhecido o adágio de que 'malandro demais se atrapalha'. Assim agem os vigaristas. Oferecem uma vantagem e alguns incautos caem na armadilha sem nem mesmo se darem ao trabalho de tentar lembrar se realmente poderiam ser beneficiárias do prometido. Um exemplo: se você nunca foi associado a algum plano desses que faliram, é claro que não pode haver "ação pública" em que você é beneficiado, principalmente se você nunca patrocinou tal ação. Mas tem gente que acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Lula, Tarso, etc ...
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domingo, 1 de julho de 2012

Quem Fundou a UnB Foi Juscelino

por Vicente Limongi Netto
Darcy Ribeiro não fundou a UnB coisíssima alguma. Os venais patrulheiros espalham mentiras que vão pegando, prejudicando a legítima história dos fatos e do próprio Brasil. 
Na Biblioteca Central da UnB tem fita gravada e a transcrição da conferência de Ciro dos Anjos, ex-secretário particular de JK, realizada no auditório da reitoria, em que relatou, mais uma vez, os fatos que alguns pretendem negar. 
Vitor Nunes Leal, ex-ministro do STF, que também confirmou a versão ao ex-reitor José Carlos Azevedo, havia pedido demissão da chefia da Casa Civil de Juscelino e sabia que o presidente queria a sua volta. Chamado por JK para procurá-lo, passou antes no escritório do também ex-ministro do STF, Osvaldo Trigueiro, que confirmou essa história, relatando sua preocupação de receber um convite irrecusável de Juscelino. 
Trigueiro aconselhou-o a iniciar a conversa sugerindo a JK a criação de uma universidade em Brasília, medida inaceitável para o presidente. Leal lembrou-lhe que o epitáfio escolhido por Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, e consta da sua sepultura em Montebello, diz o seguinte: "Aqui jaz Thomas Jefferson, autor da Declaração da Independência Americana, do Estatuto da Liberdade Religiosa na Virgínia, e pai da Universidade de Virgínia", e não menciona ter sido presidente dos EUA. 
JK chamou Ciro e deu-lhe a missão de elaborar os atos da criação da UnB, cujo marco inicial foi o radiograma de JK ao ministro da Educação, Clóvis Salgado, datado de 2 de abril de 1960: 
"Ministro Clóvis Salgado, a fim de completar panorama cultural nova capital não posso deixar de fundar a Universidade de Brasilia portanto peço estudar plano e redigir mensagem a ser enviada ao Congresso tendo em vista desse objetivo pt Precisamos porém criar universidade em moldes rigorosamente modernos pt Gostaria remeter mensagem congresso dia 21 abril pt sds JK". 
Não tem amparo nos fatos e é rigorosamente falso atribuir a Darcy Ribeiro a iniciativa de criação da UnB. Foi Juscelino quem a teve e determinou todas as providências para criá-la, e foi Clóvis Salgado que as levou a bom termo. 
Na comissão criada, em que Darcy era o único sem curso superior, seu papel foi secundário, e de secretário, talvez. Quem se interessar em detalhes, pode consultar, além do depoimento de Ciro dos Anjos, na biblioteca da UnB, o de Clóvis Salgado, e historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais, com perto de 10 horas de duração, que integra o projeto "História Viva" daquela universidade. 
Em artigo na Folha de São Paulo de 15 de setembro de 1986, na sua costumeira vesânia, Darcy afirmou ser o fundador da Universidade nacional da Costa Rica, mas nesse país não há tal universidade. Há apenas a localizada em Heredia, fundada em 1970, pelo padre Benjamin Nunes Gutierrez. 
Jamais revelaram por que Darcy Ribeiro, que nunca conseguira entrar em uma universidade e nem possuía curso superior, integrou a comissão instituída por JK. Ciro dos Anjos, nascido na cidade em que nasceu Darcy, Montes Claros, Minas Gerais, insinuou que lhe cabia a explicação por tê-lo incluído na comissão e sugerido seu nome para reitor quando não havia candidato a esse cargo e a UnB só existia no papel.
COMENTO:  com este texto fica exposta mais uma das muitas mentiras dos esquerdistas, criadores de ídolos com pés de barro. O que não é novidade para quem se dá ao trabalho de analisar com cuidado tudo o que dizem fazer ou ter feito. Só sabem adonar-se do trabalho alheio.
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Vítimas do Terrorismo - Julho

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Neste julho de 2012, reverenciamos aos que, em julhos passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos dos direitos humanos" dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
25/07/66 - Edson Régis de Carvalho (Jornalista - PE) e Nelson Gomes Fernandes (Almirante - PE)
Mortos em decorrência do atentado a bomba no Aeroporto de Guararapes, em Recife, contra o então candidato à Presidência da República, general Costa e Silva.
Além das duas vítimas fatais ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda e Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil que teve a perna direita amputada.
"Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas de Gorender, é Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome Chico, que viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES". 
(Nos Porões da Ditadura - de Raymundo Negrão Torres).
01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen (Major do Exército Alemão)
Morto no Rio de Janeiro onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que cursava a mesma escola.
Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e o agrônomo José Roberto Monteiro, ambos da organização terrorista denominada COLINA — Comando de Libertação Nacional.
11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento (Motorista de táxi - RJ)
Morto a tiros quando conduzia em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.
Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.
24/07/69 -Aparecido dos Santos Oliveira (Soldado PM - SP)
Neste dia, em ação de "frente", foi assaltado o Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, de onde foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
— Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
— Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
— Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado da então Força Pública do Estado de São Paulo, atual PMESP, Aparecido dos Santos Oliveira que, já caído, recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.
15/07/70 - Isidoro Zamboldi (Guarda de segurança - SP)
Ferido pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
(O Guarda sobreviveu aos disparos da terrorista, conforme consta no ORVIL-Errata nas publicações posteriores à 1ª Edição, em função de entrevista de um dos autores com a suposta vítima)
01/07/71 - Jaime Pereira da Silva (Civil - RJ)
Morto por terroristas, na varanda de sua residência, durante tiroteio entre terroristas e policiais.
__/07/73 - Francisco Valdir de Paula (Soldado do Exército-região do Araguaia - PA)
Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA
COMENTO: por uma questão de justiça, também lembrarei aqui alguns membros de organizações terroristas que foram "justiçados" por seus companheiros de luta. Para isso, mostro o relato do "justiçamento", de Salatiel Teixeira Rolim (o "Chinês"), membro fundador do PCBR, ocorrido em 23 Jul 73. Próximo ao meio do vídeo, podemos ver e ouvir a "justificativa" dada por um criminoso que, infelizmente devido aos assuntos aqui tratados, está sendo citado com mais frequência do que deve. Um patife como esse, indevidamente beneficiado pela lei de anistia (que exclui os praticantes de "crime de sangue") devia ser relegado ao esquecimento!
Há, também, o caso da morte alegadamente acidental de Elizabeth Mazza Nunes, mulher do dirigente da VPR Alípio Antonio Nunes Neto, em junho/julho de 1968, e o sumiço dado ao corpo por Dulce Maia, Pedro Lobo, Onofre Pinto, Eduardo Collen Leite, o Bacuri, e Yoshitane Fujimori, sem que tivessem a humanidade de avisar a família.

Imagens da Folha de São Paulo, edição de 5 Jul 1998, páginas 18 e 19.
Para "abafar o caso", Alípio Antonio Nunes Neto, o viúvo, foi enviado para Paris, retornando depois ao Brasil, tendo falecido em 2010 no Rio de Janeiro.
Em 1979, após a anistia, outra patifaria para com a família Mazza: um irmão de Elizabeth procurou o advogado José Carlos Dias, da Comissão de Justiça e Paz, uma das principais fontes à época sobre desaparecidos, posteriormente Ministro da Justiça no mandado de FHC, e ouviu outra versão: Elizabeth fora morta por militares na fronteira com o Paraguai, ao tentar sair do país em 1968 ou 1969. A versão mais verossímil do caso pode ser lido em: Profissão Repórter.
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