domingo, 26 de abril de 2009

CNPq Financia Melhor Turismo

por Janer Cristaldo
Em fevereiro passado, o CNPq anunciou a cobrança dos bolsistas que não voltaram para o Brasil. Os casos analisados em 2008 somam R$ 22 milhões. Alguns estudantes desistiram do curso. O CNPq pretende reaver cerca de R$ 22 milhões referentes a 65 bolsas de estudo concedidas a universitários que estudaram em outros países, mas que não concluíram a pós-graduação ou não voltaram ao Brasil. Muitos dos processos são de bolsas concedidas há anos, no entanto, só em 2008 foram finalizados e encaminhados ao Tribunal de Contas da União. Desde 2002, a CGU recebeu processos do CNPq que totalizam cerca de R$ 71 milhões (valor corrigido). Com o recurso, seria possível pagar 300 bolsas no exterior.
Na ocasião, manifestei meu ceticismo aos bons propósitos do CNPq. Se um bolsista, tendo concluído seu doutorado, recebe boa oferta de trabalho no Exterior, qual instância, humana ou divina, o obrigará a ressarcir a União? Terá seus bens executados no Exterior? Será pedida sua extradição? Qualquer destes procedimentos custará bem mais caro que o valor da bolsa.
Na ocasião, o Estado de São Paulo citou o caso do advogado Cláudio Rollemberg, de quem estão sendo cobrados R$ 608 mil (em valores corrigidos). O advogado foi para a França em 1991 fazer um mestrado em direito internacional. Até hoje, 18 anos após a obtenção da bolsa, ainda não conseguiu elaborar um ensaiozinho de 400 ou 500 páginas. Mas não pretende devolver um centavo à União. Só entregará sua tese quando conseguir elaborá-la e estamos conversados. Devo, reconheço, mas não pago. Sua atitude é a mesma dos deputados e senadores, que declararam não saber que não podiam levar mulher, filhos, sogras e amantes para Paris e Miami. Diz que quando assinou o contrato não foi avisado de que poderia ser obrigado a devolver os valores caso não cumprisse as obrigações. "Todo mundo entendia que era gratuito, que era uma questão ideológica".
Leio hoje na Folha Online que o TCU condenou a pesquisadora Ana Maria dos Santos Carmo a devolver R$ 489 mil ao CNPq, por descumprir um compromisso firmado com a instituição. Nada menos que US$ 223 mil, ao câmbio de hoje. A estudante não retornou ao Brasil após concluir seus estudos de pós-doutorado nos Estados Unidos, em química de solos, custeados pelo conselho. Carmo alega a falta de emprego em sua área de trabalho. Até se dispõe a pagar o montante, desde que parcelados em US$ 100 mensais. Em apenas 2.230 meses, a dívida estaria quitada. Ou seja, em pouco mais de 185 anos, os cofres públicos seriam ressarcidos. Proposta generosa, não chega sequer a dois séculos. O CNPq não gostou e sugeriu à moça outro parcelamento, de US$ 860,36 mensais. Não vai levar. Nesses termos, a pesquisadora prefere não pagar.
E daí? Irá o CNPq entrar com um processo de cobrança internacional? Vai constituir advogado nalgum Estado americano para executar a dvedora? Pedirá aos Estados Unidos a extradição da universitária inadimplente? Segundo o TCU, Carmo garantiu que, concluído o curso, retornaria ao Brasil. Garantiu como? Disse “te juro que eu volto”? Ou assinou um termo de compromisso? A verdade é que a farra da bolsa no Exterior é tão ou mais vasta que a farra das passagens aéreas e o Estado não tem meios de coibi-la. A cobrança do CNPq é meramente retórica.
Na quinta-feira, eu comentava outra anomalia da universidade brasileira, a dos doutorandos carecas, pessoas que defendem tese já em idade de aposentar-se. A Folha noticiava — como se fosse um caso de suscitar admiração — o caso de um senhor que concluiu mestrado aos 63 anos e doutorado aos 68. Ora, segundo o TCU, o retorno exigido dos pesquisadores tem como objetivo disseminar e aplicar os conhecimentos adquiridos pelo estudante em benefício da sociedade brasileira. Como vai um professor em idade de aposentadoria aplicar os conhecimentos adquiridos em benefício da sociedade brasileira? A nortear-se pelos critérios do TCU, todo professor que defende tese e logo se aposenta também deveria devolver o que nele foi investido. Estes não são poucos no universo acadêmico nacional. Postulam o título para garantir uma aposentadoria mais gorda.
A farra com o dinheiro dos contribuintes que hoje fazem os parlamentares há muito vem sendo feita junto ao CNPq. Se deputados e senadores, que representam o eleitorado brasileiro, não estão nenhum pouquinho propensos a devolver o dinheiro gasto em turismo aos cofres públicos, por que razões devolveria o despendido em uma bolsa um profissional que não representa nada, nem mesmo a entidade que o enviou ao Exterior?
O CNPq fala em 65 bolsistas inadimplentes. A cifra é tímida. Escândalos no Brasil são como filhos de bispo, escrevi ontem. Você puxa um e vem uma fieira. O Estado tem bolso grande e ninguém cuida. Por outro lado, que moral tem um Estado — cujos credores estão morrendo às dezenas de milhares, sem que lhes seja pago o que Estado deve — para exigir cobrança de quem quer que seja? Este Estado não tem moral nem mesmo para cobrar o Imposto de Renda. Eu não sonego porque não posso. Mas considero que sonegar, neste país nosso, é legítima defesa do patrimônio.
Há um clamor nacional contra os deputados e senadores turistas. Que vai dar em nada, é claro. Mesmo que sejam cortadas as passagens aos familiares, amigos e prostitutas, nada impede que o parlamentar continue viajando a pretexto de congressos, viagens de observação e estudos por países cuja língua desconhece e não tem interesse algum em conhecer. O turismo de luxo virou objeto de desejo e nossos representantes, afinal de contas, são seres humanos, como se justifica o ex-bispo presidente do Paraguai, Dom Fernando Lugo, el semental de la Pátria. Acontece que o Congresso é a bola da vez dos jornalistas.
As viagens se tornaram constrangedoras para os senhores deputados. Hoje, quem quiser conhecer as prestigiosas capitais do Primeiro Mundo, seus monumentos, restaurantes e gastronomia, melhor fará se optar pelo magistério universitário. É a fórmula mais confortável de viajar pelo mundo sem pagar um vintém do próprio bolso.

Petistas Eufóricos com o Desempenho de Dilma Anunciando Doença

por Fernando Rodrigues
Ninguém vai dizer isso em público, mas todos os principais assessores palacianos e o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estão eufóricos com o desempenho da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao anunciar que se submeterá a um tratamento preventivo depois da descoberta de um câncer em seu sistema linfático.
A frase lugar-comum “o limão vai virar uma limonada” foi muito ouvido hoje (26 Abr 2009) quando petistas de alto coturno e gente do Planalto comentavam a entrevista de Dilma Rousseff no sábado (24 Abr 2009).
A avaliação geral é que Dilma ganhou uma oportunidade única para receber solidariedade geral por enfrentar publicamente a doença. Há muita confiança no diagnóstico segundo o qual o câncer estava em estágio muito inicial e a possibilidade de cura é alta — 90%, segundo os médicos.
O resultado da biópsia — realizada nos Estados Unidos — foi considerado muito positivo pelos médicos brasileiros. Por estar em um estágio inicial, a recomendação vinda dos EUA era quase ambígua, falando sobre a recomendação de uma quimioterapia preventiva. Ou seja, será um tratamento que pode realmente apenas garantir a Dilma mais segurança, pois há a chance de o câncer ter sido completamente extirpado com a retirada do nódulo na região de sua axila esquerda.
Neste fim de semana, Dilma já recebeu mensagens de solidariedade dos presidentes dos dois principais partidos de oposição, PSDB e Democratas. Ambos, Sérgio Guerra (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM) deram declarações aos jornais desejando pronto restabelecimento da ministra.
Lula telefonou para Dilma depois da entrevista de sábado cumprimentando sua ministra pelo desempenho ao falar sobre como será o tratamento.
A ministra será apresentada a partir de agora por aliados como uma pessoa com coragem de enfrentar em público uma doença que muitos até hoje não gostam de pronunciar o nome. Sua face humana será ressaltada.
Fonte: Blog do Fernando Rodrigues
COMENTO: diferentemente do ditado de Nelson Rodrigues, a petralhada não é solidária nem no câncer. O que vale é a busca do "pudê". Desde sempre, os fins justificam os meios, até a exploração de uma doença tão terrível como a que atingiu Dilma Roussef. Mesmo que a cura seja certa, é terrível a simples suposição de que o fato possa ser explorado politicamente. Esperamos que tal patifaria não passe de suposição.

Até Que Enfim, Apareceu um Jornalista Que Honra a Profissão!

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No dia 20 de abril de 2009, finalmente apareceu um jornalista com coragem suficiente para dizer o que todos os profissionais de comunicação social não submetidos às propinas governamentais já deveriam ter dito.
O jornalista Luiz Carlos Prates, no programa Jornal do Almoço, transmitido pela RBS/SC, falou pouco mas conseguiu traduzir a indignação de todos os idiotas que pagam impostos para a manutenção do país e veem seu dinheiro ser jogado ao léu por uma corja de safados.
Assista o vídeo:
Fonte: RBS/SC,
citado por Alerta Total
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O Brasil e a Lógica do Genocídio

por Maria Lucia Victor Barbosa
A lógica do genocídio consiste na destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Foi posta em prática pelo comunismo e pelo nazismo, sistemas que utilizaram, entre outros métodos, a revolta das massas contra determinados “malditos” que deveriam ser aniquilados ainda que isso fosse absurdo. “Creio porque é absurdo”, eis o primeiro princípio da crença ideológica formulada por Tertuliano em sua época.
A fé no absurdo se obtém através da mentira calcada num malabarismo vocabular, no qual as palavras são pervertidas para provocar um entendimento desfocado da realidade. Algo, como se nota, muito utilizado em propaganda e nos discursos de cunho totalitário.
Assim, os campos de concentração soviéticos seriam “obra de reeducação” e os carrascos “educadores aplicados em transformar os homens de uma sociedade antiga em homens novos”. Na China, a vítima do campo de concentração era denominada de “estudante que deveria estudar o pensamento justo do partido e reformar seu próprio pensamento imperfeito”. O nazismo pregava que “os judeus não são humanos”. Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus, inclusive de crianças judias, nas câmaras de gás, porque era como se dissessem: “vocês não têm direito de viver, vocês são judeus”.
A lógica terrorista do genocídio implica, pois, o exercício do terror através de um grupo designado como inimigo. Desse modo, a segregação baseada em classe se torna muito similar à segregação por raça. Tudo é justificado por um ideal, ainda que absurdo. A sociedade nazista deveria ser construída em torno da “raça pura”. A sociedade comunista futura com base no povo proletário, purificado de toda “escória burguesa”.
As monstruosidades cometidas pelo nazismo e pelo comunismo teriam ficado para trás, enterradas no século passado e servindo como advertência para que não se cometa mais abominações como a do holocausto? Teria o ser humano evoluído através da experiência aterrorizante dos horrores cometidos em passado recente? Estaria agora o homem mais compassivo, menos preconceituoso, menos sujeito à crença no absurdo na medida em que obteve espetacular evolução na ciência, na tecnologia, nos meios de transporte e de comunicação?
Nada indica que houve progresso em termos humanísticos. Exemplo disso foi a Conferência contra o Racismo (20/04 a 24/04) promovida pela ONU. Aberto o evento pelo presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caiu por terra qualquer boa intenção que o Organismo possa ter tido, pois o que se ouviu se enquadrou na mais pura lógica do genocídio.
O déspota de fato do Irã mencionou amor e destilou ódio. Simulou humildade dizendo que perdoava os que o tinham insultado, mas os qualificou de ignorantes com sorrisos de escárnio. Acusou Israel de racista sendo ele ferrenho racista, contumaz torturador, opressor das minorias. Mas, segundo Ahmadinejad, se Israel é racista deve ser destruído. Como sempre ele negou o Holocausto, afirmando que o Estado de Israel foi criado “sob o pretexto do sofrimento de todos os judeus e da ambígua e duvidosa questão do Holocausto”. E aproveitando o momento, além de seus ataques a Israel o perigoso homenzinho defendeu o direito do Irã de controlar a tecnologia nuclear.
O discurso pleno de violência contra os judeus provocou a retirada coletiva dos representantes da União Européia e vários protestos, entre os quais, o do sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz, Elie Wiesel, que disse em relação a Ahmadinejad: “Sua presença é um insulto à decência e à humanidade”. O próprio secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, expressou seu constrangimento ao criticar o iraniano: “deploro o uso dessa plataforma pelo presidente iraniano para acusar, dividir e incitar.
A imensa delegação brasileira chefiada pelo ministro da igualdade racial, Edson Santos, não se moveu do salão de conferência e Santos ainda criticou a retirada dos europeus. Reação de se esperar, pois o Brasil, sob a influência de Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, e sob o comando do governo petista de Lula da Silva, tem mostrado acentuada tendência ao antissemitismo. Note-se que Lula, que já deve ter dado volta ao mundo várias vezes, inclusive para visitar ditaduras islâmicas do Oriente Médio e ditaduras Africanas, nunca foi a Israel. Além disso, o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém não condenou o governo genocida do Sudão. Aliás, nossa diplomacia sempre se absteve de tocar na questão dos direitos humanos, pisoteados em países como China, Cuba ou Coréia do Norte.
Dia 6 de maio, o Brasil receberá com pompas e honras o patrocinador terrorista do Hezbollah, do Hamas, da Jihad Islâmica. Será a consagração em solo pátrio da lógica do genocídio sob a aparência de negócios com o Irã. Indiferente, o povo pensará que está sendo homenageado um técnico importante de futebol. No encontro pode ser que Lula, num agrado ao companheiro Ahmadinejad, ataque de novo os irracionais brancos de olhos azuis, pois os petistas, sejamos justos, sabem de forma exponencial acusar, dividir e incitar.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
Fonte: Ternuma
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sábado, 25 de abril de 2009

O Cínico do Mês - Domingos Dutra (PT-MA)

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Acabei de ler este artigo do Clovis Rossi na Folha de São Paulo, vale a pena vocês lerem também.
O texto:
Estou abrindo uma subscrição pública para comprar uma casinha para o pobre deputado Domingos Dutra (PT-MA), que diz temer ser obrigado, "daqui a pouco, a andar de jegue, morar em casa de palafita e mandar mensagens por pombo-correio".
Coitadinho. Não sei se choro de dó ou recomendo o ilustre pai da pátria para o Prêmio Nobel do Cinismo, a ser ainda criado, mas que será, fatalmente, atribuído a um congressista brasileiro (ou a todos eles de cambulhada).
O coitadinho do Dutra só esqueceu que:
1) tem casa de graça em Brasília, paga por nós;
2) tem uma verba para gastar com correspondência que daria para inundar de papel uma cidade pequena;
3) carro é o que não falta para os pais da pátria. Se faltasse, o gordo salário que ganham daria para comprar ao menos um.
É, portanto, de um cinismo imbatível, digno de prêmio. Aliás, o seu partido, o PT, enchia a boca antigamente para reclamar dos privilégios de que gozavam os parlamentares (os "300 picaretas" de Lula, lembra-se?).
Chegou ao poder e lambuza-se no gozo das vantagens a ele inerentes, para não falar nos trambiques que levaram o procurador-geral da República, com o aval do Supremo Tribunal Federal, a rotular suas principais lideranças de "organização criminosa".
Mas o coitadinho do Dutra não está sozinho na disputa pelo Nobel do Cinismo. O líder do PTB, Jovair Arantes, aquele mesmo que confunde as "coisas" públicas com as suas "coisas", agora pergunta, ante a ameaça de cancelamento das passagens para parentes de deputados: "Não posso mais trazer minha filha para dormir comigo?".
Pode, Arantes. É só pagar a passagem, como fazemos todos os mortais comuns. Repito: essa gente toda acha que maracutaias, trambiques e privilégios são direitos adquiridos. O Nobel do Cinismo seria pouco.
Fonte: Politicagens, Politiqueiros...
COMENTO: CAMBADA DE SEM VERGONHAS!!!!!

O Tiro no Pé do Vaidoso

Newton Cardoso é um desses políticos que, emoldurados no discurso de Jarbas Vasconcelos, fazem a má fama do PMDB.
No início do ano, Newtão abespinhou-se com uma reportagem de Veja. A notícia tratava do divórcio do ex-governador mineiro.
A deputada Maria Lúcia Cardoso (MDB-MG), ex-mulher de Newtão, trava com ele uma disputa judicial doméstica. Briga pela pensão.
Em 2006, numa declaração à Justiça Eleitoral, Newtão estimara seu patrimônio em R$ 12,7 milhões. Veja sustentara que a cifra era mais gorda: R$ 150 milhões.
Newtão chamou a imprensa para uma coletiva. Desmentiu a revista. Mas o fez de forma surpreendentemente inusitada. Disse: "A revista escondeu meu patrimônio. Minha fortuna é muito maior do que o que eles falaram". Espanto (!), pasmo (!!), estupefação (!!!).
Veja anotara que Newtão possuía 25 automóveis. E ele: são 150.
A revista contara 70 fazendas. E o ex-governador, em timbre exaltado: "Não tenho só essa merda de setenta fazendas. São 145, sendo que em uma delas foram encontrados dois poços de petróleo".
Newtão foi explícito a mais não poder: disse que não tem um, mas dois apartamentos nos EUA ...
... Na Europa, não tem apenas um apartamento e um hotel em Paris. É dono também de um imóvel em Roma. Na Bahia, uma praia. Em Angra dos Reis, uma ilha.
Pois bem, nas pegadas do strip-tease patrimonial de Newtão, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu fixar a pensão que ele deve pagar à ex-mulher.
Eis o valor: R$ 116 mil mensais. Ou paga ou vai em cana. Maria Lúcia Cardoso achou pouco. Vai recorrer. Exige R$ 500 mil por mês.
Justo, muito justo, justíssimo. A deputada informara nos autos que a fortuna do ex-marido oscilava entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões.
A julgar pelo que diz Newtão, a mira de sua ex-mulher está muito próxima não da mosca, mas do olho da mosca.
O ex-governador não há de ficar contando os centavos numa hora dessas. Isso é coisa que o contribuinte mineiro deveria ter feito antes de elegê-lo e reelegê-lo. Como não fez ...
Fonte: Blog do Josias de Souza
COMENTO: como escreveu Arlindo Montenegro do ViVerdeNovo, "Só para constar, o baiano, ex-Prefeito de Contagem, de Beagá, Governador de Minas e finalmente Deputado Newton Cardoso, em 20 anos de politicagem, conseguiu mais que um castelo. Ele mesmo declarou que entre seus caraminguás se contam: 150 automóveis, 145 fazendas, dois poços de petróleo, dois apartamentos nos EUA, um apartamento e um hotel em Paris, um imóvel em Roma, uma praia na Bahia e uma ilha em Angra dos Reis. Omitiu a informação sobre as contas com pequenas economias no Brasil e no exterior. Tá vendo como fazer política dá lucro!" Perfeito. Acrescentar o que mais?

Eu Sei o Que Vai Acontecer Amanhã.

Eu tenho um certo poder de vidência, vou repartí-lo com vocês, meus amigos blogueiros e visitantes contumazes, vamos lá:
Nos próximos dias teremos:
— Mais um escândalo no senado federal;
— Mais uma operação da PF, com grampos, com políticos (de qualquer esfera) e empresários envolvidos;
— Daniel Dantas terá mais um Habeas Corpus para depor;
— Hugo Chaves falará mais uma merda;
— Evo Morales também;
— Lula dirá que a crise não existe mais;
— Também dirá que ele vai falar com Obama (sobre qualquer coisa);
— Mais algum Governador será cassado;
— A Coréia do Norte responderá à ONU que faz o que ela quer;
— A Coréia do Sul tremerá de medo;
— A GM pedirá mais dinheiro para o governo dos EUA;
— O CQC vai colocar aquela Maysa nos seu top 5;
— O Gilmar Mendes vai mandar soltar algum corrupto, por que "é inconstitucional";
— O Mântega vai dizer que vamos crescer 4% esse ano (na parte da manhã);
— E que vamos crescer 1,5% esse ano (à tarde);
— A Dilma inaugurará alguma obra;
— Lula dirá que o Governo precisa baixar os impostos;
— Lula dirá que os Bancos precisam diminuir o spread bancário;
— Lula dirá que o desmatamento na Amazônia precisa diminuir;
— Lula dirá que o pobre precisa de escola;
— Lula dirá que o pobre precisa comer melhor, 4 refeições por dia;
— Lula dirá que as empresas precisam contratar mais;
— Acontecerá alguma reunião de cúpula das Américas e nada será decidido, apenas a data da próxima cúpula das Américas;
— Morrerão mais pessoas no Iraque em razão de algum louco-bomba;
Sou vidente ou não sou?
COMENTO: eis aí uma descrição bem-humorada do padrão da "nossa imprensa". Assuntos repetitivos, sem um aprofundamento das questões, sem cobrança de "soluções", sem jornalistas que coloquem o "entrevistado" contra a parede, exigindo respostas coerentes, etc.

Foro de São Paulo Lança Ofensiva Contra UnoAmérica

por Alejandro Peña Esclusa
Caracas, 21 de abril – Em razão das investigações empreendidas pela União de Organizações Democráticas da América (UnoAmérica) sobre o massacre de Pando, Bolívia, o Foro de São Paulo lançou uma feroz ofensiva contra nossos delegados na Argentina, cujo propósito é impedir que a investigação chegue a seu fim. Os fatos são os seguintes:
1. Na última semana de março de 2009, organizações de direitos humanos associadas à UnoAmérica e provenientes de Argentina, Colômbia, Venezuela e Uruguai, chegaram à Santa Cruz para iniciar uma investigação sobre os fatos ocorridos no estado de Pando em setembro passado. Delegados dessas organizações viajaram a La Paz, El Porvenir, Cobija e Brasiléia para levantar um informe de campo.
2. Em 30 de março, estas organizações ofereceram uma coletiva de imprensa em Santa Cruz, na qual informaram haver recolhido “elementos suficientes de juízo e probatórios que envolvem diretamente o governo de Evo Morales no planejamento e execução de homicídios, seqüestros, lesões pessoais e demais violações aos direitos humanos, ocorridos na localidade de El Porvenir e outros lugares”.
3. Em tal coletiva de imprensa, se adiantou que a investigação será apresentada em um informe técnico a distintos organismos nacionais e internacionais, e será a base para realizar denúncias contra o Estado Boliviano ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Corte Penal Internacional. Adicionalmente, se disse que a UnoAmérica denunciaria o papel do enviado da UNASUR, o argentino Rodolfo Mattarolo, na elaboração de um informe enviesado e fraudulento sobre o ocorrido em Pando.
4. Imediatamente depois, o governo de Evo Morales, assim como seus aliados da esquerda internacional — particularmente as páginas eletrônicas vinculadas ao regime castro-comunista cubano — começaram uma campanha de desprestígio contra a UnoAmérica, baseada exclusivamente em mentiras e calúnias.
5. No passado 16 de abril, policiais enviados desde La Paz invadiram um hotel cruzenho e executaram três cidadãos, cujo objetivo — segundo o presidente Evo Morales — era “a tomada violenta do poder”. O procedimento utilizado para neutralizar os jovens não contou com uma ordem judicial de busca e apreensão; não se permitiu ao Ministério Público nem à Polícia de Santa Cruz intervir na operação; e deliberadamente foram desconectados os sistemas de segurança, vídeo e vigilância do hotel.
6. Em 21 de abril, o diário argentino esquerdista “Página 12”, publicou uma reportagem caluniosa contra a UnoAmérica onde se vinculade forma vil e irresponsável – nosso delegado na Argentina, Jorge Mones Ruíz, com os presumíveis terroristas abatidos na semana passada em Santa Cruz.
Tudo o que foi dito acima evidencia que o Foro de São Paulo está preocupado com as investigações que UnoAmérica realiza sobre o massacre de Pando, as quais põem a descoberto não só a responsabilidade do governo de Evo Morales, como a cumplicidade do Foro de São Paulo em encobrir a verdade do ocorrido, e em encarcerar injustamente o governador Leopoldo Fernández e outras vítimas inocentes.
É de se esperar que o Foro de São Paulo — auxiliado por sua rede internacional de meios de comunicação — continue inventando fábulas para atacar a UnoAmérica. Entretanto, as organizações não-governamentais pertencentes à UnoAmérica não se deixarão amedrontar e continuarão lutando para defender a liberdade e a democracia na América Latina.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Voe Planaltur, a Agência Mais em Conta

por Janer Cristaldo
Neste Brasil ninguém morre de tédio, costumo afirmar. Em qualquer órgão público onde alguém descubra um só caso de corrupção, você vai puxando o fio e descobre que não é apenas um caso, mas quatro ou cinco. É quando uma certa inquietação toma conta da guilda. Você puxa mais um pouco a fieira e lá vem a corporação toda pendurada. Que é que é que fiz de errado? — perguntam-se as inocentes alminhas. Afinal, todo mundo não faz isso? Você olha mais a fundo no balaio e descobre que corrupção era a regra e retitude, se é que ainda existe, é exceção.
Descobriu-se, cá e lá, que alguns deputados e senadores desviavam verbas destinadas a passagens para turismo de parentes e amigos. Os jornais investigaram mais a fundo e concluíram que não eram alguns deputados e senadores, mas quase todos. Quase todos, por enquanto. Não seria de surpreender que fossem todos. Até mesmo o presidente da Câmara, Michel Temer, admitiu ter viajado com sua mulher à França e com seu irmão à Bahia. Afirma que usou a cota porque "havia o entendimento de que era um crédito do parlamentar".
A Câmara tem um Conselho de Ética, órgão responsável por julgar eventual quebra de decoro dos deputados. Pois descobriu-se que esse Conselho emitiu pelo menos 35 passagens para o exterior em seus próprios nomes ou no de terceiros, incluindo parentes, amigos e funcionários, para destinos como Londres, Paris, Milão, Miami e Buenos Aires.
A União tem um órgão cuja função é fiscalizar a aplicação do dinheiro público, o Tribunal de Contas da União. No ano passado, a despesa com passagens aéreas para os nove ministros do TCU chegou a R$ 720.344,38, o que representa aumento de 45,2% em relação a 2007 e corresponde a uma média de R$ 80 mil anuais por integrante da corte. Neste imenso Boeing da alegria onde todo mundo viaja, nem mesmo as reservas morais da nação resistiram ao apelo da Europa maravilhosa. Até mesmo o impoluto Fernando Gabeira admite que destinou passagens a uma de suas filhas. Protógenes Queiroz, o campeão da luta contra a corrupção nas altas esferas, recebe passagens da deputada Luciana Genro, a paladina gaúcha que combate governo e partidos em nome da honestidade.
Ontem, assistimos ao espetáculo comovente de ver um calejado senador chorando em plenário. Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal. Segundo o senador, de R$ 3.800 brutos, ele paga contas de condomínio (R$ 1.100) e de gás (R$ 75,46), entre outros gastos. A deputada não disse quais são as despesas dela. Os dois moram no mesmo local.
Em verdade, o senador teve de admitir morar em imóvel próprio na capital para rebater uma denúncia maior, de um ex-assessor, de que alugava o seu apartamento para uma embaixada para receber o auxílio-moradia. "Eu preciso até provar que moro no meu apartamento, o que é uma coisa incrível", afirmou. Para livrar-se de uma calúnia, o ilustre senador teve de admitir participar da corrupção. A que ponto chegamos. É de cortar o coração. 
Se todos os digníssimos representantes do povo e seus fiscais fazem, por que não o fariam até mesmo deputados cujos mais nobres ideais são terminar com os privilégios das elites? É o caso de Nazareno Fonteles, do PT piauiense, que emitiu cinco bilhetes em nome de terceiros para Miami. Alguém ainda lembra deste senhor? Eu lembro. É aquele que, há cinco anos, apresentou no Congresso, o nobilíssimo projeto de Lei Complementar, que estabelecia um limite máximo de consumo aos brasileiros e a tal de Poupança Fraterna. Para que se tenha uma idéia do espírito generoso do deputado, transcrevo os itens iniciais de seu generoso projeto:
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º Fica criado o Limite Máximo de Consumo, valor máximo que cada pessoa física residente no País poderá utilizar, mensalmente, para custear sua vida e as de seus dependentes.
§ 1º O Limite Máximo de Consumo fica definido como dez vezes o valor da renda per capita nacional, mensal, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em relação ao ano anterior.
Art. 2º Por um período de sete anos, a partir do dia primeiro de janeiro do ano seguinte ao da publicação desta Lei, toda pessoa física brasileira, residente ou não no País, e todo estrangeiro residente no Brasil, só poderá dispor, mensalmente, para custear sua vida e a de seus dependentes, de um valor menor ou igual ao Limite Máximo de Consumo.
Art. 3º A parcela dos rendimentos recebidos por pessoas físicas, inclusive os que estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte ou definitiva, excedente ao Limite Máximo de Consumo será depositada, mensalmente, a título de empréstimo compulsório, em uma conta especial de caderneta de poupança, em nome do depositante, denominada Poupança Fraterna.
Da proposta do sublime Nazareno resultava que seriam poupadores na Poupança Fraterna — isto é, seriam confiscadas — todas as pessoas que tivessem, em 1999 e a preços daquele mesmo ano, rendimentos mensais superiores a R$ 5.527,00. É o tipo da proposta que jamais encontrará acolhida entre seus pares, para os quais 5 mil reais é argent de poche. Quanto a passagens a Miami, bom, passagem não é rendimento. É apenas um instrumento para o adequado exercício da deputação. No caso, enviar amigos a Miami.
Os tempos são bicudos e o turismo internacional se ressente da crise. Se você gosta de cultivar o espírito e agraciar o estômago nas lojas e restaurantes da Europa e Estados Unidos e hoje não está conseguindo viajar, tome uma providência urgente ano que vem. Candidate-se a deputado ou senador e goze — você, sua mulher, sua sogra, seus filhos, suas amantes — das regalias da PLANALTUR, a agência de turismo mais em conta nestes dias de recessão. Se antes existia um vazio legal quanto à existência da generosa agência, agora ela foi legalizada. Voe tranqüilo, sem a desagradável sensação de estar sendo financiado pelo contribuinte. Em verdade, está. Mas agora é legal, digno e justo.
COMENTO: surgiram algumas figuras do denominado "Baixo Clero", ou devíamos dizer "gente da mais baixa qualificação" ("paralamentares" com vida política inócua, mais voltada para seus interesses próprios), reclamando terem famílias e, assim, exigindo que sejam mantidas as "cotas" de viagens para suas esposas, amantes, filhos, casos, amigos, capangas, cães, papagaios e periferias. Esses CRETINOS, eleitos por eleitores também CANALHAS, deviam pensar nisso quando de suas candidaturas. Alguém lhes devia lembrar que eles foram eleitos, sua caterva não recebeu nenhum voto e, dessa forma, não possui direito nenhum. Além do mais, esses SEM-VERGONHAS recebem Auxílio-Moradia ou apartamento funcional para residirem com suas famílias em Brasília, sede do seu local de trabalho, onde devem permanecer por toda sua legislatura. Qualquer explicação, "regulamentação", negociação, ou coisa que o valha só pode ter a denominação de PATIFARIA. Esses CALHORDAS pensam ser donos das verbas públicas disponibilizadas por Orçamento ao Congresso. Esquecem que são designados pela sociedade para exercerem um cargo público temporário, para servirem ao povo. O povo sofrido, assaltado diariamente via impostos e taxas criados por esse grupo de SAFADOS, é o PATRÃO, não o contrário.

O Que é, o Que é?

Durante as comemorações do Dia do Índio em Roraima, alguns indígenas portavam a seguinte bandeira:
Ao observarmos o contorno em amarelo da bandeira acima, deparamo-nos com a área demarcada para a Terra Indígena da Raposa/Serra do Sol.
A foto foi publicada no site do Jornal Folha de Boa Vista para ilustrar a notícia sobre as comemorações do Dia do Índio.
A pergunta que não quer calar:
Se tem território próprio, população própria, lei que exclui a entrada de pessoas, bandeira própria... 
O que é então? É uma nova nação, uma nova pátria ou um novo país.

Fonte: GPS do Agronegócio
com indicação do meu amigo Felix M.
COMENTO: é o resultado de uma grande farsa tornada realidade pela falta de compromisso para com a nacionalidade, por parte de dez ministros da corte suprema do país.
ATUALIZANDO:  o uso da "bandeira" já se consolidou!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dissidente Posto, Dissidente Morto!

Notícias do Caribe dão conta de que o ex-dirigente cubano Carlos Lage D'Ávila, teria sido suicidado, ops, teria cometido suicídio.
O democrático e transparente governo do paraíso socialista não confirma nem nega a notícia.
Carlos Lage, e o ex-chanceler cubano Felipe Perez Roque foram destituídos pelos irmãos Castro, acusados de corrupção e conspiração "anti-revolucionária" que teria sido maquinada pelo governo venezuelano.
Fonte: Radio Santa Fé
e Notícias 24
COMENTO:  em um texto anterior, comentei que esse é o destino dos "cumpanhêros" que ousam discordar dos chefes do Foro de São Paulo. Enquanto servem à causa são prestigiados, logo que demonstram algum descontentamento são acusados e "condenados" rapidamente por corrupção e só se salvam se fizerem uma autocrítica confessando sua traição "à revolução". Se não forem convincentes na autocrítica, estão sujeitos ao "extremo arrependimento" que acometeu o "cumpanhêro" Lage. Há casos em que o descarte é mais simples, o dissidente é assaltado e/ou sequestrado, e morto por "criminosos comuns" (pessoas que possam ter assistido algo comprometedor também podem ser vítimas de "crimes comuns").
É bom que o "cumpanhêro" Felipe Perez Roque fique atento para também não arrepender-se em demasia.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Q Ki é Isso Cumpanhêru????

GABEIRA, O VERDE IMPOLUTO
por Janer Cristaldo
Comecei a sentir o tempo em um distante ano dos 80, quando lecionava na UFSC, em Santa Catarina. Eu ia para a universidade de ônibus quando, a meu lado, ouvi uma confidência surpreendente de uma aluna para outra:
— Eu conheci um cara que viveu 64.
Não foi um tapa na cara, mas o que senti soou mais ou menos como se fosse. Naquele momento, me dei conta que minha geração já passara, que minha memória era depositária de acontecimentos históricos e que não pertencia mais àquele mundo a meu lado. Em 64 eu tinha 17 anos e, bem ou mal, estava envolvido nos acontecimentos de então. Digo isto para introduzir Gabeira no assunto. Porque se há jovens que sequer têm ideia do que foi 64, certamente tampouco terão ideia de quem foi Gabeira ou do que fazia nos anos 60.
Bolchevista e terrorista, Gabeira, se alguém não mais lembra, militava no movimento terrorista MR-8, responsável pelo sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969. Gabeira é também um dos responsáveis pela sobrevida política dessa excrescência chamada José Dirceu, que foi banido do país em troca da libertação de Elbrick. Após o sequestro, Gabeira foi fazer turismo ideológico em Cuba, foi depois para o para o Chile e acabou caindo na social-democracia sueca, onde, ao que tudo indica, tornou-se mais cordato.
Mas nada justifica seu passado. O sequestro do embaixador ocorreu no final dos anos 60. Gabeira era jornalista e, por uma questão de ofício, pessoa bem informada. Ao aderir a um movimento stalinista, já era grandinho suficientemente para ter plena consciência das purgas de Stalin nos anos 30, dos gulags, da affaire Kravchenko, das denúncias de Kruschov no XX Congresso do PCUS, em 1956. Se optou pelo terrorismo, não foi por falta de informação.
Ano passado, ao ter notícias das bolsas-ditadura recebidas por Ziraldo e Jaguar — isso sem falar nas milhares de outras — Gabeira deitou verbo contra os dois vigaristas do Pasquim. Pois não é que a Folha de São Paulo nos noticiou, em maio passado, que seria julgado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça um pedido seu para que a União considerasse o tempo em que foi exilado, na época da ditadura militar, para efeitos de aposentadoria.
Entusiasmado com o dinheiro fácil das bolsas-terrorismo, Gabeira deixou cair a máscara de neo-impoluto e mostrou ao que vinha. Ao mesmo tempo em que se sentia moralmente obrigado a denunciar os colegas de vigarice. Na ocasião, afirmou não ter condições de demonstrar no que trabalhou. “Eu pedi para contarem, para efeito de aposentadoria, os anos que passei no exílio. Foram nove anos. Não tenho condições de demonstrar claramente que eu trabalhei. Os dois jornais em que trabalhei, o Binômio e o Panfleto, foram empastelados. O Diário da Noite e o Última Hora fecharam. Para pedir aposentadoria, preciso disso”.
Precisava mas nem precisava. No mês anterior, fora contemplado com uma bolsa-terrorismo o gaúcho Diógenes Oliveira, militante petista gaúcho e ex-secretário de Transportes da Prefeitura de Porto Alegre, que conseguiu uma indenização retroativa de R$ 400 mil e rendimento mensal vitalício de R$ 1.627,72 por, supostamente, ter sido obrigado a abandonar, em 1966, o emprego que tinha na Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). Diógenes, hoje sessentão, integrou a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e participou de vários atentados terroristas. Foi preso e exilado em 1969, voltando ao País em 1979. Coincidentemente, o mesmo ano em que Gabeira volta ao Brasil, após ter degustado o amargo caviar do exílio no paraíso nórdico.
Diógenes, na verdade, não perdeu o emprego na CEEE por perseguição política, "por ser sabedor de que a Polícia Política do Regime Militar tinha conhecimento de suas atividades e que, em conseqüência, estava prestes a ser preso", como alega. A CEEE enviou um ofício à Comissão de Anistia desmentindo. E afirmou que Diógenes abandonou o emprego. Mesmo assim, foi regiamente indenizado e bem aposentado.
Gabeira, o impoluto, queria na época indenização pelos dias bem vividos no paraíso social-democrata. Se a moda pegasse, todo lavador de pratos que saiu do Brasil naqueles anos iria querer o seu. Por outro lado, as novas gerações já estão imbuídas da consciência de que investir em terrorismo sempre garante uma velhice tranquila. Ante o ridículo — e a incongruência — de seu pedido, o impoluto deputado acabou desistindo da bolsa-terrorismo. Mas só desistiu após ter sido flagrado pela imprensa.
Agora, resvalou de novo. Foi flagrado desviando passagens para viagens de sua filha ao Exterior. Pego com a boca na botija, Gabeira não perdeu no entanto a complacência de seus colegas de jornalismo e é visto, até hoje, como arquétipo de honestidade. Gabeira afirmou que discursará da tribuna da Câmara amanhã, quarta-feira. Disse que vai reconhecer um erro e iniciar uma batalha na Casa. Sem ser católico, parece ter intuído muito bem o sacramento da confissão. Basta pedir perdão pelos pecados e a absolvição é automática.
Mas não se dá por achado. Admite o erro de ter cedido passagens da cota a que faz jus como deputado para que familiares viajassem ao exterior. Mas pretende convencer a direção da Câmara a modificar as regras que disciplinam o uso das passagens, com as quais presenteou sua filha.
Promete devolver o valor gasto aos cofres públicos e não mais se fala no assunto. "No meu caso, há um ou dois bilhetes para familiares", disse. "Vou falar como um deputado que errou. Mas que não se compromete com o erro". Um ou dois bilhetes? Se foram tão poucos, como não lembrá-los? Que mais não seja, não poderia perguntar à filha? Ela certamente lembra. É bom que o deputado pesquise a fundo sua generosidade familiar, financiada pelo contribuinte. Pode ocorrer que sejam mais as passagens.
Gabeira não precisou a data ou o destino das passagens aéreas nem informou quem as utilizou, para proteger a privacidade das pessoas, porque, segundo ele, elas "não sabiam que era irregular". Santa inocência, a destes filhos que ignoram que o pai lhes paga passagens que são irregulares. O deputado disse considerar "inaceitável" a decisão da Mesa da Câmara na semana passada, ou seja, a decisão de legalizar definitivamente doação de bilhetes para parentes, assessores e correligionários dos deputados e senadores, para que a imprensa não mais reclame. Mas o probo deputado só considerou a decisão inaceitável após ser flagrado cometendo a irregularidade que agora o escandaliza. Repete-se a estratégia de quando pediu a bolsa-terrorismo.
Em um acesso — tardio, é verdade — de escrúpulos, o ex-terrorista diz que tentará mudar as regras pela via conciliatória. Se for malsucedido, cogita recorrer ao STF. "Senão abandono o mandato, termino o mandato discretamente e vou abandonar a política".
Melhor que a abandone logo, porque as mordomias para parentes e companheiros já foram sacramentadas. O Congresso tem uma noção muita rígida — e inamovível — de direitos adquiridos. Não voltará atrás.
Claro que não vai abandonar coisa nenhuma. Gabeira não desconhece a curta memória das gentes. Sabe muito bem que daqui a um ano não se fala mais no assunto. E continuará gozando da inexplicável e paradoxal reputação de reserva moral da nação.
Fonte:  Janer Cristaldo

Carta Aberta aos Jornalistas Brasileiros

por Arnaldo Jabor
Prezados jornalistas,
Escrevo estas mal traçadas linhas porque não suporto mais ver vocês perdendo tempo ao criticar o Senado e a Câmara. Está na hora de alguém (no caso, eu) mostrar como vocês são ingênuos, esquemáticos e (por que não dizê-lo?) burros. Ficam reclamando nos jornais e TV que os parlamentares têm verbas sem fim, dezenas de assessores, notas fiscais falsas, aviões para as amantes, roubalheiras com empreiteiras e outras minúcias. Vocês, jornalistas, não entenderam ainda que o mundo de um deputado ou senador é diferente do mundo humano? Vocês não sabem o que é a mente de um deputado.
Nós somos escolhidos entre os mais espertos dentre os mais rombudos e boçais. A estupidez nos fornece uma estranha forma de inteligência, uma rara esperteza para golpes sujos e sacos puxados. Nós somos fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões. Nós somos a covardia, a mentira, a ignorância. Nós somos a torta escultura feita de palha e barro, de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos.
Para nós, "interesse nacional" não existe.
Querem o quê? Que pensemos no interesse de um "grande Outro" que não conhecemos? Ora, poupem-nos! Isso não existe dentro deste Congresso — só na imaginação de um ou outro parlamentar intelectual, que se sente aqui como donzela em puteiro. Estamos aqui para lucrar; se não, qual a vantagem da política? Somos uma frente natural contra o "progresso". Defendemos o atraso e a lentidão em todas as siglas, do DEM ao PT e, principalmente, no delicioso paraíso de pecados do PMDB, todos unidos contra o tal "interesse nacional".
Nós temos um tempo diferente do vosso. Sabemos que os brasileiros vivem angustiados, com sensação de urgência. Problema deles: apressadinhos comem cru. Este termo "urgência" quer nos transformar em servidores da sociedade civil. Ela é que nos serve. Que nos interessa a pressa nacional? Nosso conceito de tempo é outro. É doce morar lentamente dentro dessas cúpulas redondas, não apenas para maracutaias tão "coisas nossas" — é um vago sentimento de poesia brasileira. Queremos saber se nosso curralzinho está satisfeito conosco. Temos o direito de viver nosso mandato com mansidão, pastoreando nossos eleitores, sentindo o frisson dos ternos novos, dos bigodes pintados, das amantes nos contracheques, das imunidades para humilhar garçons e policiais. Detestamos que nos obriguem a "governar". Não é preguiça — porque gastamos mil horas em comissões e conchavos —, é por amor ao fixo, ao eterno. E preciso confessá-lo: nós temos a fantasia sexual de "sermos" a sociedade.
Será que vocês não entenderam ainda que nada nos dobrará? Que nós não combinamos bem com estas cúpulas futuristas do Niemeyer, pois só pensamos em preservar o passado? Futuro para nós é mais grana no bolso e mais "pudê", sempre. Será que vocês não sacaram ainda que nós não estamos na Câmara de Londres, nem na França ou USA? Nossa única "democracia" é um vago amor pelos amigos, uma poética queda para a camaradagem, a troca de favores, sempre com gestos risonhos, abraçando-nos pela barriga, na doce pederastia de uma sociedade secreta. Vocês não imaginam a delícia de serem chamados de "canalhas", o prazer de sentir-se superior a xingamentos, superior à ridícula moralidade de classe média. Nossa única moralidade é vingar-nos de inimigos, cobrar lealdade dos corruptores ativos, exigir pagamentos de propina em dia. Vocês não conhecem a ventura de chegar em casa, com os filhinhos vendo TV, com a grana quentinha no bolso — uma propina gorda de empreiteira. Vocês não sabem o que é bom...
Me dá muito prazer também, escribazinhos de jornal e tagarelas da TV, me dá grande volúpia rir de vossos rostos retorcidos, no afinco de achar o adjetivo que poderia nos desmascarar. ... Nada nos atinge.
Vocês são uns rancorosos. ... Têm inveja de nossos privilégios e imunidades, têm inveja de nosso cinismo, de nossa invulnerabilidade.
Às vezes, até acho que fazemos um desafio proposital ao desejo golpista de muitos, para ver até onde os defensores de uma nova ditadura aguentarão nossa falta de vergonha. Por vezes, alguns fracotes têm uns "frissons" de responsabilidade, uns discursos mais acesos, mas tudo se dilui na molenga rotina dos quóruns, nas piadas dos saguões, nas coxas de uma secretária que passa.
O Lula já entendeu tudo. ... Ele é mais inteligente que vocês. Ele sacou que não adianta nos contestar. Por isso, ele nos usa gostosamente para seus fins pessoais... Grande Lula! Que bem que ele nos fez... Lula nos fez florescer como nunca antes neste país, desde Cabral...
Nós nos refazemos como rabo de lagarto; vejam o Renan, líder do PMDB, vejam Collor, Roriz, Lobões, Maluf, todos regidos pelo grande timoneiro do atraso, o eterno Sarney.
Ouso mesmo dizer que estamos até defendendo uma cultura! O país não se governa apenas por novos slogans da moda; um país são séculos de hábitos e cacoetes sagrados. Vocês sabem o que é a beleza do clientelismo? Sabem o que são séculos de formação ibérica, onde um amigo vale mais que a dura impessoalidade dos cruéis saxões? A amizade é mais importante que esta bobagem de interesse nacional! O que vocês chamam de irresponsabilidade e corrupção do Congresso é a resistência da originalidade brasileira, é a preservação generosa do imaginário nacional!
Há em nós a defesa de 400 anos de patrimonialismo!
E tem mais: tentem esculachar o Congresso... Cuidado!
Sereis chamados de "fascistas", de amigos da ditadura...
A democracia é para nós apenas um pretexto para a zorra absoluta. 
Ha-ha-ha!!! Que ironia: nós somos o símbolo da liberdade! Ha-ha-ha.....!!!
Vocês me dão pena... Acham que podem nos atingir ... somos eternos.
Desistam logo, idiotas...!
Cordialmente,
Fulano, Beltrano e Sicrano.
Diretor-geral do Atraso,
o diretor do Departamento do Baixo Clero e
o diretor-geral de Negócios Escusos...

Tudo Pelo Social!

por Arlindo Montenegro
Acabo de saborear um café forte, com pouco açúcar e acendi o primeiro cigarro. Dei uma tragada e deitei-o no cinzeiro onde vai ficar esquecido até o fim. Meu avô fumava cigarros de palha. Minha avó mascava fumo de rolo. Ambos viveram mais de 90 anos. Mas eram outros tempos, outras as crenças, outros costumes, outras atividades e hábitos alimentares.
Há dias li sobre o grande esforço, árduo trabalho que o Fernando Henrique e seus áulicos estão fazendo para legalizar a maconha. Eles devem estar certos. As drogas presentes na cabeça da juventude americana, embalada pela música de Joplin, Hendrix e outros roqueiros presentes no festival de Woodstock em 1969, espalharam a contra cultura e o “faça amor, não faça a guerra” pelo mundo. 
Desde então os filmes americanos começaram a explicitar o sexo, as carreirinhas de pó e a “inocente” utilização da maconha, que ganhou status de droga mística, capaz de curar asma — o que justificava seu uso pelo guerrilheiro Guevara — e também aliviar as dores do câncer. Santo remédio! No Maranhão usam para espantar mosquitos!
O que deixa um nó na cuca é que maconha, cocaína, heroína, LSD, êxtase, crack e os cambau, rolam solto destruindo os neurônios e mobilizando zilhões de dólares para financiar guerrilhas e políticos em suas campanhas de todos os matizes. A lavagem destas grandes fortunas pesa nos balanços dos bancos e contas secretas internacionais.
Por outro lado, abre-se a guerra contra as fábricas de cigarro e os plantadores de fumo, os fabricantes de isqueiros e toda a cadeia geradora de empregos e pesados impostos. Primeiro proibiram fumar nos restaurantes. Depois vieram os fumódromos nas empresas. 
O socialista fabiano FHC assina embaixo e proclama a decisão da ONG “Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia”: “a repressão e criminalização das drogas não tem obtido sucesso”. Olhe bem que estes caras decidem a portas fechadas, decidem e publicam a opinião, depois forçam os legisladores descerebrados a firmar projetos de lei, pré elaborados. Para alegria dos seguidores militantes de seus partidos.
Os comunistas fracassaram na conquista do poder pelas armas e sua política foi um desastre para os povos vitimados por tantos ditadores que nunca anistiaram nenhum opositor — vide Cuba até hoje! Agora, mordendo e soprando, disseminam a política das drogas. O veneno que semeiam segue o raciocínio discutido pelos que distribuem a ração de opinião pública pela mídia.
Repetem o discurso: a cadeia produtiva de cigarros, cigarrilhas, charutos é nojenta e nociva! Espalha fedor e vive do lucro contra a saúde! Deve ser criminalizada pesadamente!" [Mas] Os cocaleiros do Evo Morales, os camponeses que fornecem coca para as FARC e barões da coca colombiana, os pobres paraguaios comerciantes da maconha de melhor qualidade... Ah! São uns pobres coitados que devem ser defendidos, apoiados. 
Ou seja, o problema é a repressão às drogas! Vamos descriminalizar! Fico pensando se os que fomentam esse debate não são mais criminosos. E se a poluição atmosférica proporcionada pelo cigarro é mais letal que a poluição das fábricas e dos escapamentos de automóveis, gazes de lixões tóxicos, acidentes diversos, queimadas, vulcões, puns...?
As fábricas pagam impostos e a maconha não. Quem fuma cigarro ainda pensa. Usuários de drogas ficam “fissurados” e incapazes de censura... os neurônios se corrompem e só o fumacê pra aliviar a deprê. Imagino as outras drogas mais fortes e ativas ... aquelas que provocam estados que conduzem aos crimes mais abjetos.
Será que querem votos para o PSDB fabiano? Ou para o PT radical? Sabe-se lá que intenções misteriosas rolam nos circuitos neuronais dos nossos senhores! O fato é que a poluição sonora e ambiental que criaram com suas políticas infecta todos os lares, impede o pensamento livre, impede o desenvolvimento saudável.
Implantam-se os novos costumes para uma geração medrosa e abúlica. Uma geração que atenda aos propósitos da ditadura servil, esta sim, ampla geral e irrestrita! É o que eles querem e ponto final.
As milícias de deputados, senadores, juízes, acadêmicos, jornalistas, pesquisadores, palpiteiros estão a postos. É mais fácil submeter empresas, empregados e cidadãos que pagam pesados impostos, que perturbar governantes e produtores de drogas com o poder financeiro imensurável. É mais fácil manter as polícias impotentes. É mais fácil criar uma juventude livre de repressões, alegrinha.
E de lambuja, incrementar o eleitorado. Os traficantes cumprem um papel social nas “comunidades” que alivia muito das responsabilidades do governo eleito: promovem shows, bailes, distribuem cestas básicas, dão emprego para a moçada, incrementam o comércio e até contribuem nas eleições. 
Tudo pelo “social”. É a palavra de ordem.
Fonte:  ViVerdeNovo
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

Políticos Temem Que Vaze Lista Dos Que Receberam Doações da Camargo Corrêa

por Jorge Serrão
Uma verdadeira operação abafa já está montada para que não vaze na imprensa uma relação de políticos de todos os partidos que recebiam contribuições, em Real e em Dólar, do grupo Camargo Corrêa. As 54 folhas de papel ofício, apreendidas pela Operação Castelo de Areia na casa do diretor Pietro Bianchi, ainda não foram anexados ao processo do caso pela procuradora federal Karen Kahn.
A torcida e a pressão para que isto não aconteça são enormes. A listinha de contribuições financeiras, feita pela própria empreiteira, envolveria mais de mil políticos de todas as agremiações e ideologias, da base aliada à oposição. O documento mais comprometedor da Operação Castelo de Areia tem 20 nomes de políticos subvencionados por página. Se vazar, transformará outros escândalos em pequenos delitos.
Em conversas gravadas pela Polícia Federal, diretores da Camargo Corrêa revelaram que havia doações a políticos “por dentro”, registradas na Justiça, e “por fora”, para formação de caixa dois de campanhas eleitorais. Nas eleições municipais passadas, a Camargo Corrêa repassou “por dentro” 7,4 milhões de reais aos políticos. O suspeito de coordenar tal operação era o diretor da empreiteira, Fernando Botelho.
A PF chegou a prender Fernando Dias Gomes, da auditoria, Dárcio Brunato, da controladoria, e Raggi Badra Neto, da divisão de obras públicas. Mas agora o principal alvo das investigações sobre o financiamento a políticos é Pietro Bianchi, que tem cargo de consultor, e em cuja residência foram apreendidas as 54 folhas de papel ofício que os políticos detestariam que viessem à tona.
Fonte: Alerta Total

Menores, Infratores e Uma Visão de Primeiro Mundo

por Arthurius Maximus
Os EUA são sempre muito criticados por terem a maior população carcerária do planeta. Mas, diferentemente de países como o Brasil em que os bandidos são considerados sempre elementos passíveis de recuperação, nos EUA se o indivíduo mostra-se arredio às investidas do sistema para ressocializá-lo, o seu lugar é atrás das grades mesmo (de preferência para sempre).
Estarão eles errados?
Acho que não.
É imperativo que o Brasil deixe de lado a hipocrisia, a influência das Igrejas e das entidades que vivem da miséria dos menores abandonados e delinqüentes; sendo capaz de compreender, de uma vez por todas, que o elemento que comete crimes continuadamente não é passível de recuperação (seja que idade tenha). Mesmo que estivesse preso numa cadeia na Suíça (que mais parece um hotel cinco estrelas do que uma prisão), esse elemento voltaria para o crime. Pois essa é a sua natureza.
O grande neurologista brasileiro, Carlos Bacelar, dizia que estudos científicos mostraram que cerca de três por cento da população mundial era constituído por psicopatas. Esse número é algo na casa dos 180.000.000 de pessoas. Quase um Brasil de indivíduos propensos a cometer atos de violência e que não são dotados de qualquer remorso ou sentimento por suas vítimas.
Sejam por causas genéticas ou ambientais é importante que uma nação identifique esses elementos e retire-os do meio de sua sociedade para que seja proporcionada a devida proteção para o cidadão de bem. E é assim que os EUA e muitos outros países lidam com o problema. Se o elemento mostra-se reincidente, o encarceramento é aplicado sem pudores. Mas, isso soluciona a problemática da violência?
Claro que não.
A violência é um mal inerente ao ser humano. No entanto, atitudes assim enviam uma clara mensagem de que o Estado não agirá com paternalismo em relação ao delinqüente. O objetivo é isolar esses elementos e proteger a sociedade deles; evitando que novas vítimas venham a perecer sob as ações daquele indivíduo. É o direito a proteção que a sociedade tem e que o Estado deve garantir.
Ao assistir um documentário no canal Discovery hoje (14/02/09) vi um projeto de recuperação de jovens infratores que é realizado nos EUA e tem um grande sucesso. Sob o nome de “SISTEMA IMPACT”, os condenados (até sete anos por crimes sem violência) têm as penas reduzidas a seis meses se aceitarem participar do programa voluntariamente.
O sistema funciona apoiado em uma duríssima disciplina militar. Pior do que o treinamento dos fuzileiros. Os jovens passam por uma bateria de exercícios físicos intensos, condicionamento militar a disciplina e a autoridade e são acompanhados por guardas “linha-dura” que fariam qualquer sargento maníaco parecer um anjo.
Ao contrário daqui, ao invés das associações de classe tentarem combater o projeto pela aparente “violação de direitos” e “humilhações” que os jovens sofrem ao se depararem com as exigências disciplinares severíssimas, por lá a sociedade entende que esse é o único caminho para doutrinar e recuperar jovens que tenham entrado para o mundo da delinqüência por problemas estruturais familiares e falta de limites impostos em seu ambiente. A obediência, a autoridade e a disciplina imposta jamais podem ser contestadas. Os jovens devem pedir permissão para tudo. Até para ir ao banheiro é necessária uma autorização de um guarda-monitor. O adolescente rebelde aprende normas éticas, respeito à autoridade e a viver em sociedade; compreendendo os limites que isso pode representar. Estuda e pode obter o diploma do ensino médio e ainda faz cursos profissionalizantes. Ao sair em liberdade; é encaminhado para um emprego de acordo com as aptidões adquiridas no sistema.
Cada jovem pode desistir do programa a hora que quiser. Nesse caso, ele voltará para um presídio comum onde cumprirá a pena restante integralmente. Além disso, a cada desistência pretendida, os jovens são orientados quanto a seu potencial pelos instrutores e instados a continuarem no programa para se tornarem pessoas melhores. Há um apoio psicológico constante e reforço em atividades acadêmicas e laborais. O nível de desistência gira em torno de trinta por cento. Mas a reincidência no crime é baixíssima, o que calou a maioria dos opositores do programa.
Infelizmente um programa assim é simplesmente impossível de ser implementado por aqui graças ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e dos oportunistas idiotas que enxergam nos menores infratores apenas vítimas inocentes de uma sociedade vil. Como se ser pobre desse automaticamente uma licença para matar. Se fosse assim, não teríamos inúmeros menores de classes mais favorecidas no mundo do crime. A falta de punição e de cobrança por seus atos é o elemento fomentador fundamental para que a violência esteja em alta entre os jovens. Após o ECA, toda quadrilha tem pelo menos um menor para assumir “os serviços” e escapar ileso para cometer mais crimes.
Qualquer um membro dessas entidades que se dizem protetoras do menor ficaria possesso ao ver os métodos usados no “Sistema Impact” (que também inclui uma exaustiva rotina de trabalho pesado e duro). E certamente ganhariam na justiça o direito de retornar a meninada para o ócio improdutivo como forma de “protegê-la” dos terríveis maus tratos.
Enquanto eles trabalham para recuperar os que ainda podem ser recuperados e merecem uma segunda chance, por aqui tratamos como coitados e adotamos a tática da impunidade total; o que só aumenta a violência e a predisposição dos jovens para o crime.
Mas, a verdade é uma só: O “Sistema Impact” funciona e tem pleno êxito por lá. Falta apenas alguém de coragem e sem a hipocrisia própria daqueles que têm objetivos escusos camuflados por trás de suas “boas intenções”, para implementar um projeto assim aqui no Brasil.
Mas, para isso, muita coisa tem de mudar. Pense nisso.
Fonte: Visão Panorâmica
COMENTO: leia mais a respeito do assunto na página de onde este texto foi copiado.