segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Berlim: o Muro Caiu ou Foi Derrubado?

por Francisco Ferraz
Certas datas não devem e não podem passar em branco, despercebidas. Ontem, 9 de novembro de 2009 foi uma delas. Há vinte anos o muro de Berlim foi derrubado, pelos berlinenses ocidentais e orientais. Esta é a primeira observação que cabe fazer. Costuma-se dizer que o “muro caiu”, que ocorreu “a queda do muro”, mas na realidade, o muro foi derrubado.
Porém se empreendermos uma análise mais detida, as duas expressões estão corretas e representam o verdadeiro significado daquele momento histórico.
O muro foi derrubado, no seu significado histórico, pela resistência silenciosa do povo da então chamada Alemanha Oriental. Sua reação, na noite de 9 de novembro de 1989, foi primeiro de incredulidade, a seguir de curiosidade, logo depois de felicidade, exaltação, alívio, emoção e outros tantos sentimentos de semelhante natureza.
E o muro foi derrubado fisicamente, pelas picaretas, martelos e pelas mãos, dos berlinenses do leste e do oeste. Foi derrubado fisicamente quando os guardas de fronteira, tão confusos quanto o povo, tentavam, formando uma corrente humana, impedir a passagem pela porta de Brandenburgo. Não aguentaram muito, e nada mais fizeram a não ser unir-se aos que passavam.
Mas o muro também caiu. Caiu pela absoluta e total falência do sistema comunista.
O socialismo stalinista que, com correções cosméticas ainda sobrevivia caiu, desmanchou-se. Caiu primeiro na Hungria quando o povo começou a atravessar a fronteira rumo à Áustria e ninguém o impediu; a seguir na Polônia, e depois na Alemanha Oriental, dando início a um “efeito dominó” que não poupou nem a União Soviética, e que, como num passe de mágica, varreu o comunismo da face da terra. Para ser preciso permaneceram ainda a China, Cuba e Coreia do Norte.
Mas a China sempre foi mais China que comunista, e, àquela altura já começava a trilhar um novo rumo; Cuba ficou totalmente inviabilizada sem a ajuda econômica soviética, aguardando a morte dos Castro para ter a sua “glasnost” e “perestroika”; e a Coreia do Norte, nominalmente governada pelo partido comunista, mas na realidade por um monarca despótico e absoluto, fruto de um sistema — quem diria — de socialismo dinástico.
Tantas décadas de disputa por armas nucleares, por sistemas de ataque e de defesa com mísseis de longo alcance, médio alcance, e curto alcance, pela grande controvérsia da “guerra nas estrelas”, pela NATO e pelo Pacto de Varsóvia, pela Guerra Fria com seus espiões e seus momentos de suspense, quando o mundo se aproximava da guerra nuclear.
Essas décadas de disputa e conflito, de encontros e desencontros, de intervenções políticas e militares, abertas ou às escondidas, adotadas igualmente pelos dois blocos antagônicos, e que fizeram a história do século XX, não produziram os protagonistas da queda do muro.
O muro não caiu por que a Alemanha do leste ou o mundo comunista fora derrotado numa guerra. Não foram militares os seus protagonistas, nem foram armas convencionais ou nucleares a causa da queda. Também não foi o capitalismo que derrotou o socialismo, como alguns apregoam.
O socialismo se esvaiu. Morreu de um misto de anemia, desilusão e perda de vitalidade. Talvez, em termos médicos, devíamos chamar de morte por falência de múltiplos órgãos...
Seus protagonistas foram pessoas comuns, cansadas ao ponto da exaustão com uma sociedade que não possuía mais uma utopia coletiva, e que não permitia aos seus cidadãos uma utopia particular, privada. Essa a explicação porque na Alemanha a “derrubada ou queda do muro” ocorreu sem derramamento de sangue.
Ninguém estava obrigado a deixar a Alemanha Oriental.
O povo podia revoltar-se contra os que abandonavam o país e contido a avalanche, os militares podiam ter recebido ordens de fechar a fronteira, e até mesmo usar armas.
Nada disso aconteceu. Ao contrário o sangramento transformou-se em hemorragia incontrolável. A União Soviética quem sabe, poderia conter seu povo.
Será? Não sabemos.
Mas a União Soviética tinha fixado uma tradição para lidar com os arroubos de liberdade nos países da Europa do Leste. A URSS não hesitou em 1956 em esmagar com seus tanques e metralhadoras o levante húngaro. Tampouco teve dúvidas em invadir a Tchecoslováquia com seus tanques na “Primavera de Praga” de Dubchek.
O fato é que os líderes não se atreveram. Nem lá, nem nos demais países ditos socialistas, nos quais, nenhum dos homens-mito da semana anterior, os Grandes Líderes do partido, tentaram alguma reação séria. Ou calavam-se e discretamente retiravam-se do poder para suas casas, ou, como Caesescu, protagonizavam fugas humilhantes, que, no seu caso lembrou Mussolini, fugindo disfarçado de soldado alemão, até ser preso e fuzilado por guerrilheiros italianos.
Aliás, o fim de Caesescu e sua esposa, fuzilados depois de uma frustrada fuga, foi muito semelhante ao de Mussolini e Clara Petacci, inclusive na falta de respeito com os corpos.
O socialismo caiu com o muro. Caiu sem lutar, caiu sem nem mesmo tentar reagir. Como se explica isso? Essa é uma questão que ainda pede por interpretações inteligentes.
Um sistema como o soviético, que conquistou o poder pela mobilização popular nas ruas, pela conquista dos militares e pelo uso da força, entregou-se para quem...?
Salvo a Polônia com Lech Walesa, não me recordo de nenhum líder anti-socialista que tivesse algum poder para enfrentar o poderoso partido comunista e derrubar o governo.
Não é este o local para uma análise mais aprofundada, mas não se pode esquecer a analogia histórica com a revolução francesa e a revolução russa. Nos dois casos, a revolução se consumou como vitória dos revolucionários, sem uma reação à altura do poder econômico e militar, que o regime derrubado possuía. Quando o assalto ao poder é enfrentado, há luta, há sangue, há mortos, até que o conflito tenha um vencedor. Quando um sistema cai com essa facilidade, sem assalto ao poder, cai porque chegou a um grau de decadência interna de desmoralização, de desconhecimento do povo que governa, que já nenhuma reação é possível.
Foi o que ocorreu com Nicolau II, Louis XVI e os líderes dos países socialistas. Não entenderam que eram prisioneiros de um processo histórico silencioso criado por eles mesmos. Na medida em que implantaram a ditadura e não permitiam a livre expressão do pensamento, não tinham como conhecer o sentimento e o pensamento do seu povo.
Foi este processo histórico silencioso que o conforto do servilismo dos auxiliares, e o hábito de interpretar a ausência de contestação com aceitação, apoio e lealdade popular que vinha minando a sua legitimidade. Viam a realidade com olhos de quem não quer ver, ou melhor “por el color del cristal con que se mira”. Não perceberam que comandavam uma elite que estava tão distanciada do povo. Que acreditavam e apostavam na imemorial deferência e no respeito quase religioso que o povo (francês e russo) tinha em relação aos seus monarcas.
Até o momento em que algum ato político coletivo de contestação foi praticado e não foi contido (mesmo porque já não podia mais ser contido).
É ai que a realidade começa a importunar suas vidas até o momento em que vão perdê-la na guilhotina (Louis XVI), ou por fuzilamento (Nicolau II, Caesescu, Mussolini).
Mas voltemos a 9 de novembro de 1989.
Na madrugada do dia 10 e, ao longo dos próximos dias, Brabants (os carros que a Alemanha Oriental fabricava, de péssima qualidade, feios e inconfortáveis) atravessavam a fronteira, carregando famílias inteiras, atemorizadas de que o governo e o partido reagissem e novamente bloqueassem a fronteira.
Aproveitavam a chance para escapar antes que os tanques, que haviam silenciado Budapeste e Praga, viessem silenciar Berlim. À medida em que o tempo passava e nem o partido nem o governo reagiam, foram sentindo que não havia mais Alemanha Oriental nem Ocidental. Sentiam-se alemães.
Víamos nas reportagens de TV, os cidadãos que vinham da Alemanha Oriental deslumbrados, quando trocavam sua moeda por marcos (1 por 1), e quando inundavam as lojas, as padarias, os bares, as livrarias sem poder esconder o tocante sentimento de encanto, descoberta, surpresa diante da livre quantidade de alimentos e da variedade, qualidade e preço acessível dos produtos de consumo, que encontravam em Berlim Ocidental.
Essa a data que a humanidade comemorou ontem e que passou quase desapercebida no Brasil. Nem de longe teve uma cobertura que se aproximasse daquela que prodigalizam ao Carnaval.
É fundamental assinalar que ela é uma das grandes datas da sofrida história da luta pela liberdade na história. É uma data que merece ser refletida por quem ama a liberdade para todos, a democracia e o estado de direito.
É também uma data que merece muita reflexão por parte dos ditadores que ainda existem, e daqueles que tentam tornar-se.
O povo não esquece. É capaz de viver sem liberdade por longo tempo. Na URSS, morto Lênin, a utopia socialista, foi abandonada, cedendo lugar ao oportunismo, a corrupção, e a tirania totalitária.
Gerações se sucederam protegidas dos livros, modismos, pensamentos e realizações do mundo Ocidental. Nos países socialistas não chegava nem o texto escrito, nem a voz, nem a imagem do mundo ocidental. Jovens envelheceram dentro deste sistema.
Apesar de tudo, quando a primeira oportunidade surgiu, o povo correu atrás da liberdade e da legitimidade de lutar por sua utopia pessoal e familiar.
Alguns dos líderes aposentados pela história, ao se referir sobre seu povo, devem ter usado a clássica frase de Talleyrand, sobre os Bourbons que retornavam do exílio:
Não aprenderam nada, não esqueceram nada
A mídia brasileira deve dar uma cobertura maior ao evento. Mas suspeito que se concentrará muito mais na reprodução do espetáculo da comemoração alemã, do que na reflexão sobre o significado da data.

domingo, 15 de novembro de 2009

Eike Material Boy.

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Segundo Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, a cantora Madonna chegou à casa do bilionário Eike Batista, anteontem, no Rio, com muitas ideias na cabeça e US$ 3 milhões já arrecadados entre outros empresários brasileiros para financiar os projetos sociais que pretende implantar no Brasil. ... 
E o que pretende Madonna no Brasil? "Ela acha que, se não prepararmos as nossas crianças para olharem para dentro delas, não adianta irem à escola porque não chegarão a lugar algum", disse à coluna um dos convidados. A cantora quer desenvolver um projeto para treinar professores para uma nova disciplina que seria adotada em escolas que acolhem crianças em regiões de risco da periferia das duas maiores capitais brasileiras. 
"É um olhar moderno para aquela cadeira de moral e cívica da década de 60", diz um dos presentes. ... 
Eike Batista perguntou quanto ela já tinha arrecadado no Brasil. "US$ 3 milhões", respondeu a cantora. E de quanto ela precisa? "US$ 10 milhões." Eike então anunciou que estava completando os recursos, doando naquela mesma hora US$ 7 milhões à cantora. Para espanto geral, Madonna começou a chorar. .................. 
Enquanto isso, o Jornal do Amapá denuncia que meninas de nove e dez anos estão sendo estupradas por garimpeiros, no Garimpo de Lourenço, no município de Calçoene. É o final do ciclo do ouro na região. 
Nos anos oitenta, o Garimpo foi uma das jóias da coroa do grupo empresarial de Eike Batista. A sua empresa, Novo Astro, arrancava até uma tonelada de ouro por mês. Quando o filão esgotou, em 1995, Eike Batista levou as escavadeiras e deixou a miséria para trás. Quem quiser detalhes, é só ler a reportagem publicada em O Globo, em outubro do ano passado. Não há notícias de que Eike Batista tenha aplicado um mísero centavo para recuperar a região. Quanto mais construir uma escola para as crianças que, hoje, são estupradas. ............... 
Eike Batista é um doador contumaz. Deve ser a sua maneira de conviver com a senda de ilegalidades que as suas empresas deixam para trás, por onde passam. Considerado o campeão dos crimes ecológicos e ambientais no Brasil, comprou elogios do ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, ao doar mais de R$ 11 milhões ao Ibama, sem ter pago, ainda, mais de R$ 30 milhões em multas. ...................... 
As empresas de Eike Batista são as maiores consumidoras de carvão vegetal no Brasil. A produção de carvão vegetal é uma das maiores empregadoras de mão-de-obra infantil, quase escrava, no Brasil. Não se tem notícia de que o empresário tenha doado um tostão furado para resolver este problema. As crianças carvoeiras não vão para a escola. Normalmente, vão para o hospital, com os pulmões dilacerados. 
Fonte:  Coturno Noturno
COMENTO: as disciplinas de Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política Brasileira), como se deduz de suas denominações, tinham por objetivo formar cidadãos com uma noção mínima de honra, moral, ética etc., bem como proporcionar aos jovens noções de como se estrutura a sociedade. Tidas como "ranço autoritário", foram extintas por lei proposta pelo democratíssimo Raul Pont, integrante de uma das alas mais radicais da quadrilha, ops, partido, hoje no governo. Fico imaginando qual seria o "olhar moderno" a ser implementado pelo projeto da "material girl".
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O Focinho dos Porcos

por Ralph J. Hofmann 
O poder, por mínimo que seja, nas mãos de certos tipos de servidores públicos, cria delírios autoritários. Dê um pouco de autoridade aos mesmos e viram tiranetes.
Acabo de ler algumas reportagens desta semana sobre as novas tomadas adotadas pelo ABNT. Refletem desde um intenso narcisismo até o exercício do poder pelo poder, sem contar que poderão representar uma mina de ouro para fabricantes destes componentes.
Pareceria lógico adotar a tomada universal, já que, há anos os consumidores brasileiros compram equipamentos importados e nacionais com este modelo. As “réguas” que usamos para plugar nossos computadores, impressoras, estabilizadores, “no-breaks” quase todas vem com tomada universal. Os prédios novos quase todos têm tomadas universais. O bom senso faria com que adotássemos este modelo. Poderíamos, isto sim, fazer com que os fabricantes os produzissem segundo normas e materiais mais rigorosos.
Mas não. A ABNT tudo sabe tudo pode, acaba de decidir soberanamente, e pior, tem autoridade para tanto. Até 2011 todos os brasileiros que possuem qualquer tralha elétrica terão de se adaptar. Adaptadores para o novo modelo apenas estarão disponíveis até 2013.
Naturalmente cada residência terá de se adaptar. Para manter-se dentro da lei os proprietários de imóveis vão ter de mexer nas paredes. Assim por alto eu diria que para um apartamento de dois quartos e sala, pelas horas de trabalho, materiais e incômodo serão uns R$ 2.000,00. Será que dá para atrasar algumas prestações da casa própria para pagar isto?
Mas muitos vão fazer uma gambiarra para resolver o problema. Os burocratas, na ânsia de nos proteger de nós mesmos terão criado um novo fator de risco dentro de casa. 
Parece que os visionários alegaram que não adotaram nenhum modelo dos que existem mundo afora para proteger a indústria nacional. Por aí se vê como vivem nos seus casulos estas tecno-antas. Não se lembram dos vídeo cassetes. No começo comprávamos nos Estados Unidos ou na Europa, levávamos para o geninho do bairro e ele fazia funcionar. Depois os japoneses, taiwaneses e coreanos passaram a fornecer os aparelhos com uma chaveta de três posições. Pal-M, Pal-N e NTSC. Depois nem chaveta havia. O aparelho detectava qual o sistema do videocassete e se adaptava sem interferência.
Então vejamos. Para exportar vamos ter de fornecer com o plugue do país de destino, o que já fazemos. E o pessoal de fora, da China et al.? Dentro de uma semana já preparará os aparelhos para o Brasil na nova norma. O maior e mais dispendioso problema vai ficar para o consumidor dentro de sua casa. 
Esta história de reserva de mercado com diferença tecnológica eu já vi antes. Havia três normas técnicas para conexões de ferro maleável na Europa. Todas eram variáveis da norma ISO, casos específicos da mesma. O fabricante brasileiro para qual eu trabalhava situou sua norma técnica na faixa de incidência de duas delas. A terceira, a italiana, teve de ser produzida à parte. Mas mesmo assim, como queríamos o mercado nos adaptamos. Quem pode mais chora menos.
Ou seja, é uma norma muito bonita, é um produto muito bonito, mas para que serve?
Para que um grupo de indivíduos possa ter justificado anos de reuniões, viagens, pesquisas, diárias, visitas a fabricantes para obter informações. 
Tendo produzido esta mistura de focinho de porco (literalmente) com boca de sanguessuga o que vão fazer a semana que vem para justificar suas pobres existências? O que vão fazer que fira os bolsos do contribuinte apatetado com mais este ataque?
Fonte:  Opinião Livre

sábado, 14 de novembro de 2009

Tribuna, Siempre Primero

TESTIGO RESERVADO ADMITIÓ VÍNCULO ENTRE SEBASTIÁN FORZA Y EL VALIJERO UBERTI
TESTIGO RESERVADO ADMITIÓ VÍNCULO ENTRE SEBASTIÁN FORZA Y EL VALIJERO UBERTI

En el día de la fecha, domingo 8 de noviembre de 2009, diario Perfil publicó en su portada una impactante noticia relacionada con los supuestos contactos entre el ex valijero kirchnerista Claudio Uberti y el asesinado — en el marco del triple crimen de Gral. Rodríguez — Sebastián Forza (1).
Según el matutino, un testigo de identidad reservada declaró "que el ex funcionario kirchnerista conocía al empresario de la efedrina. El nexo habría sido Victoria Bereziuk, su secretaria".
La nota, firmada por los respetados colegas Emilia Delfino y Rodrigo Alegre es reveladora y comienza con un dato elocuente: "El financiamiento de la campaña Cristina Presidenta aparece cada vez más ligado al Triple Crimen de General Rodríguez, al mismo tiempo que se revelan nuevos lazos entre ese episodio y el entorno kirchnerista.
El empresario Sebastián Forza, uno de los tres asesinados como parte de una presunta pelea por el control del mercado de medicamentos y efedrina, no sólo figura en la lista de aportantes del oficialismo. También hacía negocios con obras sociales K como La Bancaria, y organismos controlados por el ex jefe de Gabinete Alberto Fernández, como el Hospital Francés.
PERFIL ahora pudo comprobar que, además, en la causa aparece nombrado el ex funcionario kirchnerista Claudio Uberti, obligado a renunciar tras el escándalo de la valija de 800 mil dólares de Antonini Wilson. El dato provino de la declaración de un testigo de identidad reservada, y va en línea con la hipótesis de que la valija podría ser parte de fondos destinados ilegalmente a financiar la campaña electoral. El testigo declaró que Forza habló con Uberti, entonces titular del Organo de Control de Concesiones Viales (OCCOVI) y encargado de las relaciones con Venezuela, durante 2007 y que habría mantentido una relación cercana con la secretaria del ex funcionario,Victoria Bereziuk, quien también viajaba con Antonini en el vuelo privado que aterrizó en Aeroparque el 4 de agosto de 2007, proveniente de Caracas."
Lo interesante del caso es que Tribuna de Periodistas contó exactamente lo mismo hace más de un año, el 29 de agosto de 2008 (2), sobre la base del testimonio de dos investigadores separados de sus cargos luego de haber descubierto semejante revelación.
Así se comentó oportunamente a través de las virtuales páginas de este periódico: "Existe una demostración cabal del vínculo entre Claudio Uberti y varios de estos jóvenes testaferros, especialmente (Sebastián) Forza. Hay media docena de comunicaciones telefónicas que lo demuestran. Esto probaría que el dinero que ingresó a la Argentina a través de las valijas de Guido Antonini Wilson era efectivamente para Cristina. Este último dato es el que más desvela al kirchnerismo y podría ser el detonante para que termine de explotar el escándalo en su faz política."
Lo interesante del caso es que, el mismo día que este cronista publicó el referido artículo, un colega de editorial Perfil lo llamó para interiorizarse en el caso, pero jamás se atrevió a publicar una sola línea sobre el tema.
¿Qué habrá cambiado desde ese momento a la fecha para que hoy sí sea un tema relevante a nivel periodístico?

Concluyendo
Mientras se siguen acumulando evidencias que muestran a las claras la mano de funcionarios kirchneristas detrás del triple crimen de Gral. Rodríguez, a la vez que esto se vincula con el financiamiento del Frente para la Victoria del año 2007 — con el consecuente blanqueo de dinero espúrio —, la Justicia duerme el sueño de los justos.
En estas horas, el fiscal de Mercedes a cargo de la indagación del triple asesinato, Juan Bidone, intenta mostrar una imagen mediática de independencia profesional, pero la realidad es que el expediente que lleva adelante no ha avanzado demasiado. Por caso, aún no se ha atrevido a llamar a declaración indagatoria a ninguno de los principales sospechosos de haber operado como autores intelectuales del conmocionante episodio.
Un dato en ese sentido: pocos saben que un conocido operador judicial kirchnerista ha metido sus narices en el asunto hace unos meses a pedido de un conocido ministro de la Nación que aparece rozado fuertemente en el triple crimen. El denunciado operador ha presionando al fiscal Bidone con datos precisos sobre su vida privada. Casi lo mismo le sucedió en su momento a la fiscal Ana María Yacobucci, quien debió renunciar al expediente de marras por temor a las represalias oficiales.
Sólo resta una última pregunta: ¿se atreverá Bidone a patear el tablero o seguirá con su comportamiento errático, el cual lo ha enfrentado hace pocas horas con los familiares de las víctimas del triple crimen?
El tiempo dirá...
Christian Sanz
(1) Ver Diario Perfil
(2) Ver Periodico Tribuna

Em Apoio à Greve de Fome de Battisti

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

"Este blog demonstra apoio incondicional ao assassino e terrorista Césare Battisti, neste episódio extremo em que buscando levar a sociedade às lágrimas, imolou sua alma nas mãos daquele que por diversas vezes quis parecer com Jesus e algumas vezes com o próprio Deus."
"Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência (Lula) e do Povo Brasileiro". Assim iniciou oficialmente sua romaria em direção à perda de calorias.
Estima-se, portanto, que se depender de mim; das pessoas que não são do PSOL, do PT, da base parlamentar alugada e das pessoas que não fumam maconha ou crack, Battisti inaugurará a ala do cemitério Campo da Esperança destinada aos que possuem visto garantido para o inferno.
Estima-se também que recebendo o ilustre hóspede em greve de fome, enquanto estiver vivo, a penitenciária da Papuda venha a ter seu nome de batismo reformulado, afinal não estará mais papuda após o ato de redução calórica do ex-integrante do PAC. Que tal "Miss Uniban"? Ou quem sabe "Spapuda??
Enquanto Battisti não chega ao fim da greve, vamos à nossa feijoada sabatina.
Adaptado de parte do texto do Clausewitz.
COMENTO: Sugiro que, como incentivo ao sacrifício do valente grevista, seja cortada a água potável em sua cela. Sugiro, também, que o senador dublê de palhaço, não o das cuecas vermelhas, mas o do PSOL, também entre em greve de vencimentos até que ocorra a reintegração do bandido italiano à sociedade (isto é, depois de pagar sua pena na Itália); e que o ministro da justiça também faça parte, peremptoriamente, desse movimento. Conclamo a esses bostas, ops, heróis que não se intimidem e se mantenham firmes, sem comida ou bebida, até o final dessa luta.
Leia mais na Fonte: Blog do Clausewitz

Um Cara de Sorte Para o Azar do Brasil


Um gigantesco busca-pé: tudo ver com o Rio de Janeiro e o Brasil.
Há quem afirme que Lula é um sujeito de sorte. Outros o consideram um baita pé-frio. De minha parte, acho que Lula é um cara de muita sorte para o azar do Brasil.
A reportagem de capa da revista britânica The Economist junta duas coisas: sorte e azar. A pauta da reportagem aconteceu muito antes do apagão e a revista chegou às bancas justamente nessa hora, digamos assim, trágica para o governo de Lula e seus petralhas aloprados. Provavelmente, Lula abandonará o seu preferido refrão: "como nunca antes neste país", justamente pelo fantástico colapso de energia elétrica, um gigantesco apagão que escureceu quase a metade do país simultaneamente.
Os editores da The Economist construíram a pauta embalados pela onda politicamente correta que toma conta do planeta. Está na ordem do dia um estranho "mea-culpa" de europeus e americanos anglo-saxões, justamente eles que formataram a civilização ocidental cuja característica principal - por enquanto - ainda é a democracia e a liberdade.
Um dos efeitos mais deletérios da onda politicamente correta é encontrar-se, por exemplo, no coração da Suíça, mesquitas que reúnem milhares de muçulmanos dirigindo impropérios à civilização ocidental. Alguns países europeus estão inclusive alterando o próprio direito, adequando-o aos ditames do Alcorão, o livro-guia dos terroristas fanáticos.
Virou moda descobrir por aí - e isto é típico de jornalistas - oásis de desenvolvimento. Daqui a pouco será Burkina Faso a bola da vez da prosperidade mundial, ou alguma outra republiqueta que, como o Brasil, sequer possui tratamento de esgoto em suas cidades. Quando se encontra um lugar no Brasil cujos dejetos da população não são lançados em sarjetas, córregos e rios, tal fato é comemorado e rende uma boa pauta para os jornais.
Os editores da prestigiosa publicação deveriam saber que esta pujança econômica brasileira que destacam tanto soa algo surrealista para os brasileiros que não fazem parte da nomenklatura lulística. Deveriam saber que esta pujante Nação não consegue sequer eliminar o diminuto e quase imperceptível mosquito da dengue. Esta pujante Nação também não consegue fabricar nada que requeira tecnologia de ponta. Isto só é feito aqui pelas empresas estrangeiras, como a indústria automobilística e ainda assim o Brasil é o único país do mundo que fabrica veículos 1.0 sem qualquer item de segurança e as estradas são verdadeiros matadouros.
Durante seus 500 anos de vida, o Brasil ainda não conseguiu fabricar coisas como tesouras de cabeleireiros e equipamentos semelhantes, como cortadores de unha. Não descobriu e não produz nenhum medicamento importante, muito menos equipamentos hospitalares. A não ser que uma empresa estrangeira radicada aqui faça isso.
No tocante à ciência e tecnologia o Brasil é zero. Nas universidades continua o domínio das viúvas do comunismo. A produção acadêmica em sua maioria pode ir para o lixo. Não há nenhuma contribuição digna de nota dos (argh!) pensadores e pesquisadores brasileiros.
Desde os governos militares não foi feita nenhuma grande obra de infra-estrutura de vulto, tanto é que de repente metade do Brasil mergulhou na escuridão e até agora não há um técnico governamental capaz de esclarecer as razões do inusitado apagão.
Tem razão The Economist quando se refere às bases daquilo que é qualificado de desenvolvimento brasileiro que foram construídas a partir do Plano Real que liquidou com a inflação e com o enlouquecido overnight. Refere-se também aos mecanismos de controle da política econômica que Lula, o beneficiário disso tudo, vê como empecilho à consecução do projeto de poder eterno do PT.
Os preclaros editores da vetusta publicação britânica devem louvar-se não apenas em porta-vozes do oficialismo, mas ouvir com muita atenção um diminuto grupo de brasileiros que tem carradas de razão para ver estupefato essa fantasiosa visão do Brasil.
No mais, o que está absolutamente correto por parte de The Economist, é a capa desta edição em que a famosa estátua do Cristo Redentor é transformada num gigantesco busca-pé. Tudo a ver com o Rio de Janeiro e o Brasil.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Vampiro Argentino

por Percival Puggina
É de espantar que ainda hoje Che Guevara seja idolatrado como se houvesse sido um benfeitor da humanidade. Os jovens que o cultuam são incapazes de apontar com o nariz para que lado fica a Bolívia e não conseguiriam escrever meia página sobre os acontecimentos de 1959. Mas adoram o Che. Foram iludidos por professores que ensinam História como se estivessem tentando passar adiante uma nota de três dólares, os falsários.
Quando caiu Fulgêncio Batista, houve um regozijo mundial. O fato foi festejado na OTAN e no Pacto de Varsóvia, em Washington e em Moscou. E até em Santana do Livramento, lá em casa, onde ninguém era comunista. O mundo ganhara bem sucedido exemplo do clássico direito de resistência à tirania, ensinado por Aristóteles, Tomás de Aquino e Francisco de Vitória. No entanto, meses depois, o apoio do Ocidente aos revolucionários provinha apenas de grupos esquerdistas e de certos intelectuais engajados.
Os principais comandantes da Revolução vitoriosa eram os irmãos Fidel e Raúl Castro, Huber Matos, Camilo Cienfuegos e Che Guevara. Reconhecidos como comunistas, apenas Che e Raúl. Fidel negava-o jurando em cruz, pela vida da mãe. Huber Matos e Camilo eram democratas que pegaram em armas na forma do direito clássico (resistência à tirania, na justa medida, em nome de um bem superior, etc.). Quando Huber Matos percebeu que havia, conforme suas próprias palavras, uma “segunda agenda”, secreta, comunista, enviou carta ao amigo Fidel apontando os desvios. E foi parar diante de um tribunal revolucionário. Em dezembro de 1959 condenaram-no a 20 anos de prisão, que cumpriu integralmente. Camilo Cienfuegos, outro liberal da equipe, ao retornar desse julgamento para Havana, evaporou-se no ar.
Resumindo: dos cinco comandantes, dois eram democratas (Huber e Camilo), dois tinham um projeto de poder (Fidel e Raúl), e o outro só curtia guerrilha mesmo (Che). Os Castro implantaram o comunismo em Cuba, leitor, porque nada concentra mais o poder almejado por ambos quanto um totalitarismo desse tipo. Não por acaso, aliás, Cuba e Coréia do Norte se tornaram monarquias com sucessão por consanguinidade. Comunismo com absolutismo monárquico. É o orgasmo do poder! Pergunte ao seu professor, meu jovem. Não. Pensando melhor, pergunte nada, não. Apenas responda: quantos cubanos teriam apoiado a revolução se soubessem que iriam acabar como cidadãos de segunda classe, destituídos até do direito de resistência à tirania que os oprime? E lá estão eles, presos numa ilha de onde só se sai passando pela segurança do Estado no aeroporto, ou jogando-se ao mar, ou para a vida eterna. O que muitas vezes dá no mesmo.
E o Che? Che queria outra coisa. Queria o sangue de proprietários, burgueses, capitalistas, como ele mesmo confessou à mulher em carta de 28 de janeiro de 1957: “Querida vieja: aquí en la manígua cubana, vivo y sediento de sangre, escribo estas ardientes líneas inspiradas en Martí”. E apesar de ter bebido hectolitros de puro plasma cubano, africano e boliviano, morreu com sede, o vampiro argentino.
Não o socorrem as lições dos clássicos sobre resistência à tirania. Elas só se aplicam em favor de causas nobres e a situações extremas, sob severíssimas imposições de ordem moral. Jamais – jamais! – podem servir para justificar a obra sanguinária de quem lutou para impor um totalitarismo infinitamente pior do que aquilo contra o que dizia lutar. E depois, insaciável, saiu pelo mundo a fazer a mesma coisa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Base da Russia na Amazônia Será “Maior Aeroporto da Bolívia”

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O presidente socialista boliviano Evo Morales anunciou com euforia que a Rússia vai instalar na Bolívia uma base que será “centro para a manutenção dos aviões russos que voam na América do Sul”, informou a imprensa nacional, com base em despacho da France Press.
Oficialmente não se tinha notícia desse trânsito de aviões russos no continente. Mas, a perspectiva é que venha a ser intensa, se é que não está havendo já em surdina ou na ilegalidade.
Aeroporto de Chimoré, Fonte: Google Maps
A base será construída em Chimoré, província de Cochabamba, ao pé dos Andes e já em região amazônica. A Rússia aproveitará as instalações deixadas no local pela agência antidrogas americana (DEA), expulsa do país pelo líder bolivariano.
Chimoré fica no centro geográfico da Bolívia, e portanto do continente sul-americano. Desde ali, os russos poderão atingir quase qualquer ponto do território brasileiro.
Há dois meses, o presidente Lula visitou essa recôndita localidade cujas atividades são em geral pouco conhecidas. Ali foi recebido festivamente pelo líder socialista boliviano.
O presidente Lula em Chimoré, foto Ricardo Stuckert
“Esta pista pertencia aos gringos, e é agora dos bolivianos”, festejou Morales. Em fevereiro, segundo o “Correio Braziliense”, o presidente boliviano assinou “importantes acordos de cooperação militar e energética com Moscou”.
Desconhece-se o que é que a Bolívia ofereceu à Rússia, exceção feita de seu território e matérias primas estratégicas, das quais precisa o Kremlin para reconstruir o potencial militar nuclear dos tempos da falida URSS.
Segundo Morales, em Chimoré será construído o “maior aeroporto da Bolívia”, e a cidade transformar-se-á em “pólo de desenvolvimento regional”. Descontando eventuais euforias verbais, fica a pergunta: o que é que os russos vão montar lá para fazer da pequena localidade um centro de intenso tráfego aéreo? Quantos russos serão transportados para Chimoré?
A “cooperação energética” com a Rússia e com o Irã não é segredo para ninguém: esses países querem urânio e materiais nucleares para construir ou reconstituir seu arsenal de armas atômicas.
Se o plano se desenvolver, a segurança do continente vai ficar abalada, pois obviamente, outras potências mundiais, inimigas ou amigas da Rússia e do Irã, quererão se aproveitar das instalações ou quererão se opor a elas.
Morales acrescentou que assim que o aeroporto de Chimoré for ampliado, constituirá “uma alternativa aos demais aeroportos da Bolívia para a importação de produtos”. Sugeriu assim que o interesse de expansão russo é premente.
Morales estranhamente não quis especificar se os aviões russos serão civis ou militares. O esclarecimento era indispensável, aumentando as suspeitas de um uso com forte dose militar.
Obviamente a UNASUL nem se interessou por saber o que lá vai ser feito. A única indignação é com a Colômbia porque tem acordos de uso de bases com os EUA.
Dois pesos e duas medidas que podem trazer funestas conseqüências para o Brasil e o continente todo.
indicado pelo meu amigo Áureo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Apagão e a Farsa da "Boa Gestora"

Ninguém sabe a causa do apagão que atingiu DEZESSEIS ESTADOS do Brasil. O problema é que "ninguém", mesmo, sabe de nada.
A imprensa procurou ontem Edison Lobão, o apadrinhado de Sarney que ocupa a pasta das Minas e Energia, mas ele estava ... dormindo. Não é piada. Perguntem pra CBN. Parece galhofagem de minha parte, mas isso realmente aconteceu.
E o buraco é bem mais embaixo.
Nunca antes na história deste país (inevitável a frase ...) a usina de Itaipu foi completamente desligada. Nunca. É um recorde da incompetência. Dez anos depois do outro apagão, provocado por um raio em Bauru, temos esse agora que praticamente afetou o país inteiro (em termos populacionais, alguém consegue fazer uma conta proporcional razoável?).
Mas vamos à politicagem e, nesse sentido, ao silêncio necessário. A pré-candidata do PT à presidência da república é considerada — pelos próprios petistas, por óbvio — uma "boa gestora". Mas, até hoje, qual a única coisa gerida por ela? Nunca foi eleita, nunca nem concorreu a nada. Única e tão-somente "geriu" pastas ligadas à energia.
No RS, acho que ainda filiada ao PDT, uns dizem que "evitou" a chegada do apagão (talvez o raio de Bauru não chegou até lá). E, com esse mérito, foi ao Governo Federal. Depois que todos foram exonerados ou demitidos pelos mais variados escândalos (a maioria por conta do Mensalão), Dilma foi chamada às pressas para a Casa-Civil. Ali nascia a "lenda da boa gestora".
Em 2007 (dia 30/01), por exemplo, saiu a seguinte reportagem, publicada na insuspeitíssima (sic) Agência Brasil (trechos a seguir):
"Dilma descarta risco de apagão caso economia cresça de forma acelerada — A ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil da Presidência da República, afastou hoje (30) a possibilidade de falta de energia no país nos próximos anos. De acordo com a ministra, o governo federal prefere “dar a força de sua opinião baseada na definição do Ministério de Minas e Energia”, que prevê a produção de energia suficiente para cobrir a demanda nos próximos anos. Dilma se referia a um relatório elaborado pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, segundo o qual o crescimento acelerado da economia entre 2007 e 2010 poderia fazer com que o sistema elétrico opere no limite, havendo risco de apagão (...) A ministra reiterou que o país conta com um conjunto de obras propostas, que serão realizadas através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo federal na semana passada. De acordo com ela, essas obras, que incluem a construção de novas usinas hidrelétricas, garantem “um grau de suficiência do país em matéria de energia num horizonte para além de 2010”. (grifos nossos)
Que ironia trágica. A "boa gestora" deixou um legado desastroso no Ministério das Minas e Energia para capitanear o PAC (ou ser mãe?). Em 2007, comecinho do ano, anunciava a construção de hidrelétricas. Hoje, sabemos, nada saiu do papel. De novo, falhou miseravelmente como "gestora". Não sabe gerir nada. A Dilma "mãe do PAC" sabotou a Dilma ministra incompetente do setor energético? E o pior é que sua declaração servia para tentar desmentir uma previsão negativa do Ministério da Fazenda. Estava mentindo.
O pior: não houve crescimento acelerado, mesmo assim houve uma pane dos diabos ainda inexplicada!
E, sim, Dilma é incompetente. Senão vejamos trecho do quanto publicado por Guilherme Fiuza, que aborda uma grande lambança cometida exatamente pelo ministério dessa gestora sem qualquer compromisso com a noção:
"Dilma é inocente (...) A única verdade incontestável no currículo de Dilma Rousseff — fora as que ela mesma cria — é ser uma militante.
Venerável Caetano: política é a única coisa que a ministra-chefe da Casa Civil fez até hoje. Quem lhe disse que Dilma é gestora? Lula? Os jornais? Procure saber você mesmo. Descubra, se puder, uma única experiência de gestão bem-sucedida da suposta dama de ferro. (...) Avalie a gestão mais conhecida de Dilma Rousseff, à frente do Ministério das Minas e Energia (na Casa Civil ela só conspira, faz campanha e brinca de mãe do PAC, portanto não conta). Caetano, você ouviu falar que as concessionárias de energia elétrica estão devendo bilhões de reais ao consumidor, por cobranças excessivas na conta de luz? Pois bem: isso é uma das obras-primas da famosa gestora Dilma Rousseff. Copiando o populismo tarifário argentino, a candidata de Lula baixou na marra o preço da energia — como sempre, em nome do povo. É o crime perfeito: o povo fica feliz agora, e se dá mal mais tarde, com a falência das empresas do setor, que acabarão sendo socorridas pelo Tesouro — isto é, por todos nós.
Desta vez, as empresas deram um jeitinho, dentro do fantástico modelo criado pela gestora Dilma, de já ir abatendo o prejuízo no caminho. O contribuinte vai se ferrar lá na frente, e o consumidor já vai se ferrando agora. Um lembrete: ambos são a mesma pessoa — você —, vítima da grande gestora. Alguém tem notícia de que a cobrança exorbitante e ilegal será devolvida às vítimas? Alguém ouviu alguma garantia nesse sentido da ministra mais poderosa do governo? Ninguém tem, ninguém ouviu. Por uma razão simples: Dilma Rousseff não é uma autoridade de fato, não está administrando (gerindo!) os problemas do Brasil. Está cuidando do seu projeto eleitoral. Fazendo política — que é o que se dispõe a fazer. Nada disso aparece na pasmaceira que é o debate político brasileiro. Todos os gatos por aqui têm status de lebre. Maluf inventa o “gestor” Celso Pitta, e a manada só grita depois do cofre arrombado." (grifos nossos)
Talvez possam acusar Fiuza de carregar nas tintas, mas não se pode dizer que errou nos fatos. Aliás, alguém consegue apontar UM — não pedi dois — ACERTO GERENCIAL de Dilma Roussef? Tentaram vendê-la como intelectual, ela própria acenava positivamente quando a apresentavam como mestre e doutora. A farsa foi descoberta e, então, trataram de minimizar.
Agora, a gestora fabricada foi desmentida publicamente  ontem, ao menos, por dezesseis Estados. E, somando a isso a cagada das tarifas e o fiasco completo do PAC, pode-se dizer que mais um diploma é falso. Agora, o da vida prática.
Improvisaram uma candidata. Puseram o interesse partidário à frente do compromisso com o país e, inegavelmente, estamos vendo isso.
Dilma falhou nas Minas e Energia. Dilma falhou como "ministra do PAC". Ainda que a "culpa" pelo apagão seja um raio que tenha caído exatamente sobre Bauru, por que nada foi feito de 1999 pra cá? O que justifica tamanha incompetência?
Que raio de "gestora" é essa?
COMENTO: Programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pela Empresa Brasil de Comunicações - EBC, em 29 Out 09:
"RÁDIO CAPITAL AM-SÃO PAULO (SP):
— FRANCISCO: É ótimo saber que a ministra está com bastante saúde e disposição, acompanhando as obras do PAC em todo o país, e dando essa entrevista, para mostrar como o dinheiro é aplicado. A minha pergunta é sobre eletricidade, pois o Brasil viveu um apagão em 2001, já foram concluídas sete novas usinas e agora são construídas mais sete hidrelétricas pelo país todo. Eu tive a oportunidade de ir a Porto Velho há duas semanas e conheci as obras impressionantes de duas usinas no Rio Madeira, que começarão a fornecer energia, dentro de dois ou três anos. Santo Antônio e Girau, essa energia vai servir, não só para o norte do país, como para todas as demais regiões. Isso pode significar a completa certeza, de que não teremos um novo apagão?
 MINISTRA (Dilma Roussef): Pode sim, pode significar essa certeza. Primeiro porque nós estamos sistematicamente fazendo como se faz na bicicleta, a gente não pode parar de construir usinas hidrelétricas, usinas térmicas, usinas eólicas, enfim, todas as fontes de preferência renováveis, para garantir que o Brasil não tenha apagão. Além disso, você veja, que essas duas usinas que você visitou, que são Santo Antônio e Girau, que são grandes usinas hidrelétricas, elas vão produzir mais de seis mil megawatts, as duas juntas. E uma linha de transmissão, que vai sair lá de Porto Velho e parar em São Paulo, em Araraquara, vai carregar essa energia, e distribuir pelo sistema interligado brasileiro. Então, nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão, é que nós hoje voltamos a fazer planejamento. ..."
É pouco???????????

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Todos Devedores

por Arlindo Montenegro
Há 20 anos, no 9 de Novembro de 1989, caia o Muro de Berlim, caiam as máscaras do estado igualitário da economia marxista. Imediatamente, os países anexados ao sistema soviético depois da guerra, ganharam independência do totalitarismo comunista.
Os cidadãos comemoraram a volta da liberdade de expressão religiosa, opinião, iniciativas individuais, escolhas sufocadas durante décadas, sempre reprimidas com a intervenção de tanques e tropas soviéticas, como aconteceu na Hungria, na Polônia, na Checoslováquia.
Como num passe de mágica, as verdades sobre massacres como a de Katyn, campos de concentração e trabalhos forçados, envenenamento de opositores políticos, extermínio de populações inteiras como na Ucrânia e crimes de lesa humanidade, foram escondidas, negadas ao conhecimento das novas gerações, por uma máquina de propaganda colossal, dedicada a repetir uma mentira cínica: o comunismo acabou!
Que nada! A besta continua atuante no Kremlin onde a KGB associada à máfia russa dá as cartas, chegando a cortar o fornecimento de gás para a Ucrânia e parte da Europa, esmagando a Geórgia e prestigiando Cuba, Chávez, Correa, Evo, a Coréia do Norte a China e o Vietnam, as guerrilhas das FARC e o narcotráfico, todos os que mantêm milhões de pessoas sob tiranias comunistas.
A besta apenas colocou uma máscara. E negociou a mais estreita colaboração com seus velhos colaboradores e financiadores, que apareciam como inimigos apenas por motivos estratégicos. Agora, que os Rotschild e seus banqueiros associados, todos integrantes do clube fechado dos Bilderberger — algumas centenas de famílias reais e usurários que desprezam o humanismo — já alcançaram a conditio sine qua non para impor suas condições ao mundo.
Cobram as dívidas do ilusionismo chamado “moeda, dinheiro”, depois de esconder sistematicamente o ouro que sustentava os valores monetários e declarar uma crise de insolvência mundial. A coisa é mesmo diabólica e parece conspiração. É sim a conspiração entre poderosos para ampliar seu poder e submeter irremediavelmente todos os povos à ditadura globalitaria, à nova ordem mundial.
Todos e cada cidadão, mesmo os que estão por nascer já “devem” e são cobrados pelo “sistema” desta sociedade anônima que usurpou todo o esforço econômico do trabalho humano. Como aconteceu? Pense aí: dinheiro, se gera aonde? Por que todos devemos e nunca conseguimos pagar? Me ensinaram que o dinheiro emitido pelo Estado, tinha um “lastro ouro” para garantir sua validade. O ouro em barras estava guardado na Casa da Moeda.
O dólar era a moeda forte porque no Fort Knox estava a maior reserva de ouro em barras do planeta. Se um arquivo aqui da memória pessoal estiver correto, li sobre a transferência de barras de ouro do tesouro brasiliano para o Fort Knox.
Mas olhe, as reservas de ouro do mundo inteiro garantem apenas cerca de 10%, talvez menos, do valor atribuído ao dinheiro que circula de mão em mão. E pior, as grandes operações que transferem “fortunas” e “controles” sobre o patrimônio de pessoas e nações, são apenas anotações eletrônicas, contábeis.
O ouro ficou esquecido no passado. O dólar passou a ser a referência. E é apenas um papelzinho verde, sem lastro. Lembro que na minha infância, era comum que as vizinhas trocassem 3 ovos por 1 chícara de açúcar ou 1 litro de farinha por meio quilo de arroz ou feijão. No passar dos dias os “mil réis” viraram Cruzeiros com uma desvalorização de mil por cento. E começou a zoeira que deixava a gente que nem tonto, sem saber quanto ganhava, quanto devia.
As perdas acompanhavam as novas denominações da moeda: cruzeiro novo, cruzeiro de novo, cruzado, cruzado novo, cruzeiro de novo outra vez, cruzeiro real (em 93, quem se lembra?) e finalmente no governo Itamar Franco, o Real. Tudo sob referência do “lastro” dólar, papel pintado de verde emitido pela Federal Reserve, empresa particular que empresta e cobra juros do governo americano e de todos os países.
Agora a coisa é assim: o ouro existente no mundo, num ponto do tempo, garantia supostamente, o lastro de 100 moedas, que estavam no cofre do banqueiro. Ele emprestou 10 moedas para 10 países (ou pessoas) diferentes. Cada tomador devolveu as 10 moedas, mais 1 a título de juros. O banqueiro ficou com as 100 moedas iniciais com lastro real e mais 100, sem lastro. De onde surgiram? Aí, emprestou as 200, para receber outras 200 de juros e assim sucessivamente.
Emprestou para países em guerra, ganhando dos dois lados. Emprestou para garantir os comunistas, para garantir o nazismo, para a segunda guerra mundial, para viagens espaciais, para guerrilhas comunistas, para ditadores corruptos, para narcotraficantes... sempre ganhando os juros, as taxas de risco e os cambau. Daí inventou as bolsas de valores, para ganhar dinheiro com o que vai ser produzido no “futuro”, talvez na Lua ou no planeta Marte.
Em pouco tempo, resolveu cobrar e os tomadores não têm como pagar, nem os minérios, nem o feijão, soja ou petróleo que produzem, nem com os tecidos, nem as mercadorias industriais alcançam o volume astronômico da dívida. E quanto mais dívida, mais empréstimo para sobreviver e pagar mais juros.
Até os dias atuais, em que todos devem até as calças que vestem, as casas onde moram, a educação dos filhos, a saúde, a segurança, a própria vida, os pensamentos, os sonhos, a independência e soberania nacional... E quem quiser uma ilustração desta realidade do globaritarismo capimunista, governo real que subjuga e aterroriza, de modo ilustrado e didático, pode ver no endereço:
Esta é apenas uma das fontes de informação para a perplexidade.
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

Uma Terra Engraçada, Um Povo Omisso e Um País Medíocre

por Arthurius Maximus
O Brasil é um país lindo. Belas praias, belas mulheres, um povo sorridente, paisagens deslumbrantes, uma economia crescente e pronta para produzir boas oportunidades de vida e de negócios. Desde que você tenha estômago para encarar o desafio de empreender num mar de corrupção e sob leis que tornam o empreendedorismo um pecado.
Dizem que o Brasil é pacífico e até que aqui não há terrorismo. Mas, em muitas cidades, o povo só pode ir as ruas quando os terroristas deixam e mesmo assim; deve tomar extremo cuidado para não ser atingido por armas de guerra, granadas ou bombas incendiárias atiradas no transporte público.
Falam também em um povo pacífico, ordeiro e sempre disposto a ajudar. Mas se esquecem que esse comportamento pacífico do brasileiro pode disfarçar uma enorme omissão, que o comportamento ordeiro pode significar na verdade uma covardia extrema para mudar o seu destino e a disposição em ajudar pode mascarar apenas a resignação de um povo que desistiu de lutar por uma vida melhor.
Outra coisa que dizem também por aí; é que o Brasil é uma democracia. Mas eles esquecem que, numa democracia, as leis devem ser respeitadas e que o seu descumprimento é punido com rigor. Como uma nação em que o congresso recusa-se a cumprir uma ordem da máxima corte de justiça, achando-se acima da lei, e colocando o país a beira de uma crise institucional e de uma ação militar para restaurá-la (basta que o STF ordene a prisão da mesa do senado e ela se recuse a se entregar. Quem será chamado? Isso mesmo, leitor, o Exército terá o dever constitucional de restaurar a normalidade legal) pode ser chamada de democracia?
Você, leitor assíduo do blog, pode achar um exagero e imaginar que eu estou apenas me lamuriando. Você, que chegou aqui vindo dos buscadores da Internet e é esquerdista de carteirinha, pode achar que eu sou um membro desiludido da burguesia reacionária anti-Lula e que beijo os caminhos por onde FHC passa.
Na verdade; nenhuma das duas coisas. Sou apenas um brasileiro comum; habitante de uma grande cidade e que tem uma boa memória. Isso, muitas vezes, é por si só uma terrível maldição. Pois, da mesma forma como a ignorância e a alienação podem ser tratadas como bênçãos (afinal, se você desconhece um problema; ele não existe até arrebentar na sua cara), uma boa memória pode trazer lembranças que as outras pessoas não têm e essas lembranças podem acabar te jogando na vala comum dos “chatos de galocha” e dos “desmancha prazer”.
Esse efeito é muito simples de explicar: Quando todo mundo comemorava a vitória do Rio na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014; eu estava cético e me preocupava com o “banho de sangue” dos cofres públicos que essas competições representariam. A exemplo do que aconteceu nos jogos do PAN; inúmeras promessas foram feitas e o famoso “legado dos jogos” era cantado e decantado em versos e em prosa. Ai de quem fosse contra a verdade absoluta do verdadeiro paraíso em que a cidade do Rio seria transformada pelo PAN. A verdade foi bem outra. As obras custaram 300% acima do orçamento inicial e a cidade faliu. Uma epidemia de dengue, logo após os jogos, matou mais de trezentos cariocas e a coisa só não foi pior porque o governo federal foi obrigado a intervir (pela prefeitura carioca; não havia epidemia e nada precisava ser feito).
A verdade, mais uma vez, mostra que minha memória estava correta em lembrar desse ocorrido. A polícia carioca prendeu mais 30 pessoas, ligadas a empreiteiras, que fraudavam licitações e se preparavam para “entrar na festa” da Copa e das Olimpíadas. Sem contar que esse mesmo grupo já atua há 20 anos e pode ter desviado mais de 100 milhões de reais (só aqui no Rio e nos últimos dois anos). O mais engraçado; é que elas estão sendo investigadas em outras ocorrências e já são famosas no que fazem. Mas o Estado e a União continuam contratando seus serviços.
Um outro exemplo claro de que minha memória é uma maldição; é o aumento das contas de luz de residências e indústrias do Rio e de mais trinta outros municípios. Lembram-se quando Lula cedeu aos paraguaios e salvou o presidente Lugo de uma crise ao render-se a absurda reivindicação de revisão dos preços que o Brasil paga ao Paraguai pela energia elétrica que compra de Itaipu? Com o tratado em pleno vigor e com o país já pagando os preços internacionalmente cobrados pela energia ao nosso vizinho pidão; Lula jurou que pagar aos paraguaios três vezes mais do que o correto não encareceria as contas de luz dos brasileiros. Em palavras dele era “uma decisão política e que o Tesouro deveria arcar”. Pois é; o tempo passou, o Tesouro diminui, a retenção da restituição não colou e … “Olha o aumento da energia aí gente!”
O governo autorizou um aumento geral das contas de luz por “elevação das despesas com Itaipu”. Não é lindo? Agora, caro leitor, eu; você e o seu vizinho vamos pagar ainda mais para que Lugo consiga manter a sua fantasia “cucaracha” e pagar as pensões para os seus filhos ilegítimos.
Sabe o que é mais engraçado ainda? Quase nenhuma linha sobre isso na imprensa e, quem noticiou, passou tão rapidamente pala frase “aumento de despesas com Itaipu” que só um telespectador que estivesse bem atento captaria essa “mensagem subliminar“ de que estão metendo a mão no meu bolso mais uma vez.
Enquanto isso; o povo continua com sua vidinha simples, ordeira e feliz. Omisso e alienado, construindo um país corrupto e medíocre e numa terra engraçada.
Fonte:   Visão Panorâmica

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lula e Obama

por Paulo Sant'Ana
Ali onde medra a competência, pois justamente ali viceja por conseguinte a incompetência. Nascida justamente da arrogância e autossuficiência da competência. 
Meus ouvidos já surdos pelas cirurgias têm conseguido ainda captar nas ondas sonoras impropriedades de causar revolta.
Quem cala consente, quem não cala dissente.
Quem cala não quer entrar na briga. Quem não cala arrisca a sua pele mas atende a um dever de consciência.
Olho-me no espelho periodicamente e me orgulho de não ter calado na maioria das vezes.
E me envergonho enrubescido das vezes em que por covardia calei.
Firme-se em pé o leitor ou a leitora, cuidado para não tombar, cheio de cuidados abordo a notícia: Lula prometeu que vai telefonar para Barack Obama, aconselhando-o a implantar o Sistema Único de Saúde (SUS) nos EUA.
Pergunta óbvia minha: os norte-americanos tolerarão entrar numa fila que demora seis anos para se submeterem a uma cirurgia de urgência?
Os norte-americanos tolerarão as longas e angustiantes filas das emergências?
Os hospitais norte-americanos suportarão as baixas e ridículas compensações para seus serviços da tabela massacrante do SUS?
Os médicos norte-americanos aceitarão pouco mais de R$ 20 por cada cirurgia que intentarem?
Os norte-americanos, ao contrário dos brasileiros, entenderão que é melhor ser atendido pelo SUS do que pelo convênio?
Quem me leu acima pode ter pensado que sou rigoroso demais com o SUS. E sou, porque na maioria das vezes desconheço os relevantes serviços prestados pelo SUS à sociedade brasileira.
Ainda mais significativos são os serviços prestados pelo SUS porque sobre ele foram derrubados milhões e milhões de pessoas que têm direito a atendimento de saúde sem terem jamais recolhido um tostão à previdência. Ou seja, coube ao SUS suportar a imensa carga dos que não são segurados e que, pela pobreza, pela miserabilidade, pela orfandade social, tinham de ter atendimento em algum lugar: no SUS.
Isso, no entanto, não me impede de considerar que, se Lula aconselha Obama a adotar o SUS, é absolutamente certo que o presidente brasileiro não conhece a face escura do SUS, parece que só leva em conta as virtudes do SUS.
Mesmo assim, não me espanta que Lula dê assim atenção aos problemas dos outros países, mete-se nos assuntos internos de Honduras e agora, supremo atrevimento, quer ajudar a resolver o grande problema da saúde norte-americana.
Lula é um universalista.
Eu só queria que ele desse mais atenção ao drama dos aposentados brasileiros que percebem mais de um salário mínimo, ganhando consciência de que seus ganhos estão minguando até a miserabilização pela ausência de reajustes minimamente dignos.
Quem sabe, o Obama telefona para o Lula e oferece a ele para que adote no Brasil o sistema de aposentadorias norte-americano?

É Muita Falta de Vergonha na Cara!

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"As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e “sem história”, os quais chama de “piolhentos”, de “anões”, de “suínos” e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico."
(NELSON RODRIGUES)
A falta de vergonha na cara a qual me refiro não é da "doutora" que não se sabe o nome legítimo e que mente descaradamente sobre qualquer assunto e quando necessário apela para o golpe baixo sem o menor constrangimento, e sim dos que ainda acreditam que esta figuraça que aparece discursando à frente de um mega poster dos canalhas Marx e Lênin, pode comandar os destinos "dezzti paíz". 
O fragmento acima pertence a um texto do dramaturgo Nélson Rodrigues escrito há 40 anos que exprime sem deixar a menor sombra de dúvidas, o grau de imbecilidade que atinge o esquerdopata brasileiro. Claro que se Marx vivesse nos dias atuais e tivesse em mãos o poder tão desejado pelos socialistas, no mínimo estaríamos sendo perseguidos pelo fato do mesmo considerar-nos um "povo piolhento" e "sem história".
Leia o texto completo na