terça-feira, 25 de maio de 2010

Respeitem Lício Maciel, Herói Nacional!


Graça Salgueiro relata a humilhação que um coronel da reserva com mais de 80 anos passou nas mãos de uma juíza presunçosa e despreparada, e de familiares de terroristas abatidos no Araguaia:
"No dia 3 de março passado, o Tenente-Coronel da reserva do Exército, Lício Augusto Maciel, compareceu a uma audiência na 29ª Vara do Tribunal de Justiça Federal para depor no processo aberto pelas famílias dos guerrilheiros do Araguaia, e contar "aonde" foram enterrados os corpos dos terroristas abatidos. O processo foi aberto em 1982 na 1ª Vara de Justiça Federal de Brasília, posteriormente passou a correr em segredo de justiça e acabou arquivado. Em 2009, a "Comissão de Familiares dos Mortos na Guerrilha" entrou com um pedido de punição ao governo brasileiro na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que abriu um processo contra o governo brasileiro cobrando a punição dos responsáveis pelas mortes no Araguaia, bem como a entrega dessas ossadas.
A notícia deste depoimento não saiu em nenhum jornal nacional, como também, mesmo não estando correndo mais sob segredo de Justiça, não foi permitida a presença de pessoas à audiência que ocorreu a portas fechadas. As únicas presenças permitidas foram as do Coronel Lício e dos defensores dos terroristas, notadamente os familiares de Maurício Grabois, cognomes "Mário", o "Velho" e tantos outros mais. O circo macabro fora armado para derrotar o Coronel Lício e por isso apareceu, que nem ele sabe por arte de quem, um advogado jovem e despreparado que não conhecia nada da história, tampouco o defendeu; quando abriu a boca foi para dizer não só uma bobagem como uma mentira a respeito do seu cliente.
Contou-me o Coronel Lício que a advogada de defesa dos terroristas não o encarou uma só vez, e a juíza, por sua parte, quis impedi-lo de contar os fatos tais como sucederam, sendo necessário ele se exaltar e dizer que já que estava ali iria falar tudo o que sabia. A uma certa altura a juíza lhe pergunta "onde" estavam enterrados os terroristas e ele disse, ironicamente, "aqui" apontando para o bolso da calça. Houve tumulto, a advogada considerou desrespeito e o bobalhão advogado disse que "seu cliente estava brincando".
Ora, se há uma coisa com que o Coronel Lício nunca brincou foi com os fatos acontecidos naquele inferno no meio das selvas amazônicas, vivendo como bichos, com muitas armas improvisadas, ele e seus bravos homens, que respeitavam a vida daqueles que se apresentavam como seus inimigos. E a maior prova desse respeito pela vida humana é o Sr. José Genoíno, que não levou um tapa sequer para entregar todo o serviço e agora se diz "barbaramente torturado", chavão combinado por todos os comunistas depois que saíam da prisão.
A família de Maurício Grabois reclama o corpo dele e do seu filho André, cognome "Zé Carlos" ou "Zequinha", mas por que não reclamam a quem os deixou entregues à própria sorte e fugiu para o refúgio seguro dos aparelhos das cidades? Por que nunca cobraram a responsabilidade da dupla João Amazonas e Elza Monerat? Eles sim, é que deveriam responder por estas ossadas, uma vez que cada um cuida dos seus mortos, como faziam os militares em combate com os seus soldados mortos e feridos!
Ademais, pelo tempo decorrido é provável que esses cadáveres, abandonados pelos seus próprios companheiros — é bom que se ressalte — tenham sido comidos pelos animais da selva.
Esta gente que se diz "defensora dos direitos humanos" mostrou, com o abandono a que relegaram seus companheiros, que a vida era e é uma coisa menor e sem importância diante da "causa", como sempre foi na mentalidade comunista em qualquer lugar do mundo.
Finalmente, a juíza que inclusive ameaçou chamar um segurança para "controlar" aquele octogenário, orgulho nacional, perguntou "quantos terroristas ele havia matado". Ora, quando se está em combate não se mata, sobretudo quando se é atacado primeiro, mas se "abate". Então, o Cel Lício respondeu que, conforme Luiz Maklouf diz em seu livro "O coronel rompe o silêncio", foram 16. Ele, entretanto, não afirma nem nega e não há necessidade de fazer esta contabilidade porque havia dois lados em uma guerra, onde uns venceram e outros foram vencidos.
Vitória Grabois, uma das presentes à audiência, disse que aquele depoimento comprovou a "caducidade" do Cel Lício, apegando-se apenas aos seus 80 anos, entretanto, esta afronta obedece a dois princípios: primeiro, desacreditar o depoimento de quem viveu os fatos que narrava e que não coincidiam com as versões espalhadas pelos comunistas, e segundo, desmoralizar este que é o nosso maior herói vivo.
Quanto ao Estatuto do Idoso que deveria ter sido alegado para impedir o Cel Lício à tamanha exposição desnecessária, sequer foi lembrado pelo advogado que foi representá-lo, tampouco respeitado pela juíza daquele Tribunal. E quanto ao Exército Brasileiro, sinto vergonha das atitudes tomadas em relação àqueles que, no passado, cumprindo ordens superiores, salvaram nosso país de ser mais um satélite da URSS ou uma ditadura castro-comunista.
Com o veto final à revogação da Lei da Anistia dado pelo STF, este caso deveria ser arquivado definitivamente, entretanto, a juíza disse que vai convocá-lo mais uma vez. Para que, afinal? Já não basta o massacre sofrido num depoimento que começou às 3 horas da tarde e terminou às 10 da noite? Respeitem o Coronel Lício, cambada de revanchistas!"

Como Lula Superou o Mensalão

por Cristiano Romero e Raymundo Costa
Passados cinco anos da crise do mensalão - o escândalo que derrubou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao nível mais baixo de seus dois mandatos -, fatos novos vêm à tona: como a proposta de renúncia ao cargo e a candidatura à Presidência feita a Lula por aliados, a tentativa de Delúbio Soares de beneficiar um banco estrangeiro em troca de auxílio financeiro ao partido, e a peregrinação do empresário Marcos Valério no Banco Central para tentar mudar a lei de liquidação bancária.
O pior momento político do presidente Lula, em quase oito anos de mandato, ocorreu no dia 11 de agosto de 2005, quando o publicitário Duda Mendonça, instigado pelo senador Antônio Carlos Magalhães, deu um depoimento-bomba à CPI dos Correios. No testemunho, Duda associou a campanha presidencial de 2002 a crimes eleitorais e financeiros revelados no escândalo do mensalão.
Foi ACM quem convenceu Duda a contar "toda a verdade" à CPI dos Correios, uma das três criadas pelo Congresso em 2005 para apurar o mensalão, que eclodiu há exatos cinco anos. Duda não fora convocado pela CPI para depor. Em 11 de agosto, no entanto, após várias conversas com ACM, o publicitário decidiu ir à comissão. Antes, pediu proteção.
Num depoimento de quase dez horas de duração, Duda confessou ter recebido R$ 15,5 milhões do PT em 2003, em recursos de caixa 2, como pagamento da campanha presidencial do ano anterior. Do total, R$ 10,5 milhões foram depositados numa conta no exterior. O depoimento levou a crise do mensalão para dentro do Palácio do Planalto e derrubou a popularidade do presidente ao nível mais baixo desde que assumiu o cargo - 28%, segundo as pesquisas do Datafolha em outubro e dezembro de 2005, índice impensável para o Lula de hoje em dia (de acordo com pesquisa de abril, o presidente é aprovado por 73% da população).
Nos últimos três meses, o Valor Econômico conversou com os principais personagens da crise do mensalão para investigar por que a oposição desistiu de levar adiante a proposta de impeachment, que passou a ter "prova material", segundo avaliação de integrantes do próprio governo, após o depoimento de Duda; como o presidente Lula atuou politicamente no seu pior momento; que fatos passaram ao largo das três CPIs; quem foram e como atuaram os "bombeiros" da crise.
A apuração revela que o governo acreditou mais na possibilidade de impeachment do que a oposição. Mostra, ainda, como o governo Lula mudou de rumo após aquela crise, dando mais poder ao movimento sindical.
Durante a crise, um grupo de assessores e ministros, batizado de "Grupo das 8", referência ao horário em que eles se encontravam toda manhã, se reunia, numa sala contígua ao gabinete presidencial, para monitorar as CPIs e bolar estratégias de reação. O grupo era formado por Gilberto Carvalho (chefe de gabinete) e os então ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Ciro Gomes (Integração Nacional), Tarso Genro (CDES), Jaques Wagner (Coordenação Política) e Antônio Palocci (Fazenda).
O IMPEACHMENT BATE À PORTA
O governo Lula balançou no dia 11 de agosto de 2005, quando Duda Mendonça deu seu depoimento à CPI. No dia seguinte, após longo e calculado período de alheamento, Lula e o governo passaram a tratar o impeachment como uma ameaça concreta.
A corte de Lula compreendera exatamente a gravidade das confissões feitas por Duda. Além dos participantes habituais do Grupo das 8, apareceram na Granja do Torto outros auxiliares da copa e cozinha de Lula, como Clara Ant (assessora especial e tomadora oficial de notas nas reuniões), Marco Aurélio Garcia (assessor internacional) e o sempre discreto ministro Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência), o encarregado, no Palácio do Planalto, de manter a sintonia fina com os movimentos sociais.
Lula não mediu palavras: o depoimento de Duda fora "um desastre" e era "evidente" que o publicitário havia se acertado com a oposição. O presidente estava certo. Duda fora convencido pelo senador pefelista Antônio Carlos Magalhães (morto em 2007) a contar "toda a verdade" à CPI.
ACM afastara-se do governo após as eleições municipais de 2004. Lula e o oligarca baiano haviam se aproximado em 2002, nas eleições presidenciais, e selaram a união em convescote na casa de praia de Duda, em Salvador. No ano seguinte, José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil, ajudara o senador a se desvencilhar da acusação de ter mandado "grampear" metade da Bahia. Dois anos depois, a disputa pela prefeitura de Salvador, um feudo carlista, novamente colocou ACM e Lula em rota de colisão.
O clima era de funeral no dia 12 de agosto de 2005, uma sexta-feira. Para os principais integrantes do Grupo das 8, a crise havia chegado ao gabinete do presidente da República. Agora não havia mais como Lula continuar a fazer de conta que a crise não era com ele, como fizera até então.
Poucos dias depois, ainda no calor provocado por Duda, ao fim das reuniões da manhã no Palácio do Planalto, Lula chamou um auxiliar direto à sua sala e disse: "Foram lá ontem à noite falar comigo", contou o presidente. Segundo Lula, para propor que ele renunciasse publicamente à campanha pela reeleição no ano seguinte. Esse gesto diminuiria o ímpeto da oposição em levar adiante um processo de impeachment. "Esses caras são gozados. Eles não conhecem a minha ligação com o povo. Isso não vai acontecer! Vou ganhar a eleição desses filhos da mãe!", disse em seguida um Lula indignado. O assessor, atônito, dirigiu-se a alguns dos integrantes do Grupo das 8 e deu seu testemunho: "Não sei quem foi lá ontem, mas o cara não gostou da sugestão não".
Numa primeira versão da história, contada com rigor de detalhes por um assessor de Lula logo após os acontecimentos, Dilma foi ao presidente, acompanhada de Palocci, para lhe dizer que, depois do que Duda contou ao Congresso, seu governo tinha chegado ao fim da linha e que o melhor a fazer naquele momento seria renunciar, não ao direito de se candidatar à reeleição, mas à própria Presidência. Ao gesto ousado de Dilma, Lula teria reagido com um riso contido e a frase: "Vocês não me conhecem".
Mais recentemente, uma nova versão do episódio, disseminada pelo próprio Lula entre assessores, fala apenas em renúncia à candidatura. A conversa teria ocorrido na Granja do Torto. O temor do impeachment era muito forte dentro do Grupo das 8, mas a iniciativa de verbalizá-lo ao chefe teria sido tomada por Palocci, Thomaz Bastos e Dilma sem consultar os outros integrantes do grupo.
Ao mesmo tempo em que reagia, irritado, à sugestão de desistência da candidatura, o próprio Lula alimentava essa possibilidade, possivelmente para testar seus aliados. É um velho hábito. Em 1998, quando julgava que tinha poucas chances de derrotar Fernando Henrique Cardoso nas urnas, Lula aventou a ideia de fazer prévias para a escolha do candidato do PT. Imediatamente, três postulantes se apresentaram, entusiasmados: Tarso Genro, Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque. A partir dali, Lula ficou sabendo quem eram os interessados em disputar sua hegemonia no partido.
Fonte: Brasil Verdade
COMENTO: leia o restante do texto na fonte. Vale a pena. Possibilita a percepção dos métodos desse que se finge apedeuta mas que age maquiavelicamente, e com muita inteligência, diga-se de passagem - Golbery se orgulharia de sua criação. Observa-se, ainda no texto completo, a incompetência, ou seria conivência, do que se tem por oposição política à quadrilha petista. Por fim, a matéria permite que se anteveja o que poderá ser usado na campanha eleitoral deste ano, com o uso das "massas", leia-se CUT, MST e afins. Bando de safados!!!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Sequestro do Embaixador

por Rogério Mendelski
O caso do sequestro do embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, ocorrido no Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1969, voltou a ser assunto na imprensa brasileira a partir de um comentário de Marta Suplicy, num encontro com petistas, no domingo passado, em São Paulo. Marta fez uma provocação perguntando: "Todo mundo aqui já ouviu falar do Gabeira? Do Gabeira ninguém fala. Esse sim sequestrou. Ele era o escalado para matar o embaixador". A ex-prefeita de SP valeu-se desse argumento para defender Dilma Rousseff, que vem sendo citada como ex-terrorista pela Internet. Mas a defesa de Fernando Gabeira veio de quem era um dos responsáveis pelo sequestro, o jornalista Franklin Martins, ministro da Comunicação Social da Presidência. "Gabeira - disse Martins - não foi escalado. Não tinha ninguém escalado para matar. A participação do Gabeira era ser basicamente o responsável pela casa (onde Elbrick estava aprisionado)." Na verdade, se havia (ou não) alguém escalado para matar o embaixador, o escolhido ainda é uma incógnita, mas Elbrick seria sim, "justiçado" caso o governo militar não libertasse 15 presos envolvidos em ações contra o regime. E a ameaça foi considerada tão séria que os militares aceitaram as exigências do comando sequestrador, enviando os 15 prisioneiros nomeados pelos sequestradores para o México, dois dias após a ação. O manifesto dos sequestradores - redigido por Gabeira e Franklin, jornalistas - deixava claro que o embaixador seria morto se, em 48 horas, o governo militar não atendesse à reivindicação de libertar os 15 presos. "Se a resposta for negativa ou se não houver nenhuma resposta nesse prazo, o sr. Burke Elbrick será justiçado. Queremos lembrar que os prazos são improrrogáveis e que não vacilaremos em cumprir nossas promessas. Agora é olho por olho, dente por dente. Ação Libertadora Nacional (ALN) - Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8)". Foi a primeira ação "oficial" do MR-8, criado durante o sequestro, que iria substituir a DI/GB, a Dissidência da Guanabara, onde Franklin Martins era um dos chefes, junto com Fernando Gabeira. A data 8 de outubro da sigla MR-8 homenageava o dia da morte de Che Guevara, na Bolívia, em 1967. O embaixador foi libertado no dia 7 de setembro, às 18h30min, com um ferimento na cabeça, provocado por uma coronhada desferida pelo sequestrador Manoel Cyrillo no momento do sequestro, ao ser jogado no chão de uma Kombi e levado para uma casa, na rua Barão de Petrópolis, em Rio Comprido.

Sem visto
Franklin Martins e Fernando Gabeira por sua ação contra o embaixador Charles Elbrick não podem entrar nos EUA. Os dois são lembrados pelas atuais posições que ocupam no cenário político brasileiro. Todos os que participaram de atentados contra diplomatas norte-americanos estão na mesma situação.

O cônsul japonês
Depois da ação exitosa do primeiro sequestro, outros três diplomatas foram sequestrados. O segundo ocorreu em São Paulo, no dia 11 de março de 1970, e a vítima foi o cônsul-geral do Japão, Nobuo Okuchi. A ação foi de responsabilidade da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) "Comando Lucena", uma homenagem ao terrorista Antonio Raimundo Lucena, morto em 20 de fevereiro. A exigência para a libertação do cônsul era enviar para o México cinco prisioneiros: Chizuo Osava, Otávio Ângelo, Damaris de Oliveira Lucena, Maurina Borges Silveira (madre superiora do Lar Santana-SP) e Diógenes José de Carvalho Oliveira. Libertados, o cônsul deixou o cativeiro no dia 15, quatro dias depois. Se o governo não atendesse a exigência, a casa onde estava o diplomata seria dinamitada.

O embaixador suíço
Giovanni Enrico Bucher, embaixador da Suíça no Brasil, foi sequestrado no dia 7 de dezembro de 1970, na rua Conde de Baependi, nas Laranjeiras (RJ). No ato, o agente da PF, Hélio Carvalho de Araujo, segurança do diplomata, foi atingido por Carlos Lamarca com dois tiros pelas costas, vindo a morrer três dias depois. O sequestro durou 40 dias, mas os sequestradores conseguiram a libertação de 70 presos que viajaram para o Chile. O embaixador Bucher foi libertado no dia 16 de janeiro de 1971.

O embaixador alemão
Numa operação semelhante às duas anteriores, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollenben, foi sequestrado no dia 11 de junho de 1970, dia do jogo Inglaterra x Checoslováquia, na Copa do México. A ação teve um morto e dois feridos graves. O agente da PF, Irlando de Souza Regis, que estava no carro do embaixador levou três tiros disparados por Eduardo Leite, o "Bacuri", morrendo na hora. Outros dois agentes, Luiz Antonio Sampaio e José Banharo da Silva, numa Variant que vinha atrás do carro de Von Hollenben, foram metralhados por José Milton Barbosa, mas sobreviveram. A exigência dos sequestradores era a libertação de 40 presos que foram para a Argélia. No dia 15 de junho o embaixador ganhou a liberdade.

O cônsul dos EUA
A VPR tentou sequestrar o cônsul dos EUA em Porto Alegre, Curtis Carly Cutter. Na noite do dia 4 de abril de 1970, os sequestradores abordaram o veículo do cônsul, uma enorme SW Plymouth, com um Fusca. O cônsul jogou seu carrão sobre eles, destruindo o VW e ainda atropelando Fernando Pimentel (atualmente político em Minas Gerais e ex-prefeito de BH). Felix Rosa Neto atirou contra o veículo de Cutter tendo a bala atingido o ombro do diplomata. O sequestro fracassou e todos os envolvidos foram presos, uma semana depois, pelo delegado Pedro Seelig, do DOPS gaúcho.
COMENTO: o texto serve como memória de uma pequena parte dos crimes cometidos por bandidos que hoje estão aboletados em cargos governamentais - nem todos alcançados com o voto popular, mas por indicação de algum "cumpanhêru" - ou foram agraciados com a bolsa-anistia, criada pela "constituição cidadã", regulamentada (dentro dos parâmetros constitucionais, diga-se de passagem) por Fernando Henrique Cardoso e "executada" pela quadrilha do Apedeuta. Sempre me pergunto a razão pela qual a OAB, o MP, a PGR ou algum jurista, político, magistrado, jornalista ou qualquer merda dessas que vivem cagando pareceres sobre o que é "direito" nunca questionou o descumprimento constitucional das indenizações que são pagas à bandidagem "cumpanhêra" - as condições dos benefícios afrontam claramente as condições estabelecidas no caput e no § 1º do art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CF/88.  Povinho de merda!!!!!

domingo, 23 de maio de 2010

A Mídia é Amestrada, Amedrontada ou Engajada?

Imagem: site Miséria.
Não, o blog não está guinando para o estilo "mundo-cão". A imagem esta aí para chamar a atenção dos leitores para este texto.
Foi notícia nacional de grande repercussão ontem o sequestro e agressão brutal sofridas pelo jornalista Gilvan Luiz, editor do jornal Sem Nome, de Juazeiro do Norte (CE) na quinta-feira(20). A vítima foi encontrada desacordada e amarrada, com diversos ferimentos. Relatou à polícia que foi espancando, levou coronhadas de revólver e chutes. Mais uma brutalidade dessas que, infelizmente, fazem parte do dia-a-dia dos brasileiros.
Ocorre que o jornalista e seu periódico são críticos ferrenhos da atual administração da cidade e tal fato tem sido citado na mídia como uma possível motivação para o crime, embora não existam até o momento quaisquer provas.
O que chamou a atenção deste editor é que a grande maioria dos jornalistas não cita o partido a que pertence o prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana Neto. Ele é do PT. A pergunta que não quer calar: fosse o prefeito do DEM ou do PSDB, a mídia, pautada e pressionada pela máquina petista teria tantos cuidados? Duvido.
Leia a notícia aqui, aqui, aqui, aqui e, ainda, aqui.
Confira a matéria no blog de Ricardo Noblat, um dos jornalistas mais importantes do país.
Uma das honrosas exceções.

O Complexo de Vira-Lata Foi Aposentado Pela Síndrome do "Com-o-Brasil-Ninguém-Pode"

por Augusto Nunes
“Se o acordo for ignorado, vamos reagir”, avisou Celso Amorim. “Se vierem as sanções, os Estados Unidos vão se dar mal”, rosnou Marco Aurélio Garcia. “Vou esperar para ver o que vem”, completou Lula com cara de quem acordou invocado. Os recados do chanceler de bolso, do conselheiro para assuntos cucarachas e do presidente da potência emergente deixaram claro que a trinca recém-chegada de Teerã não estava para brincadeira. As demais nações que endossassem o acordo com os aiatolás atômicos. Se falassem em sanções contra o Irã, o desacato internacional ao Brasil e à Turquia não ficaria sem resposta.
É possível que tenham ocorrido falhas na tradução. É possível que os gringos tenham imaginado que o repertório de retaliações do Brasil não vai muito além do boicote à Copa do Mundo e do cancelamento do Carnaval. O fato é que ninguém deu importância às frases ameaçadoras. Com o apoio das nações que efetivamente influenciam os destinos do mundo, o governo americano substituiu o acordo malandro por outra rodada de castigos aos iranianos provocadores. Restou a Lula botar a culpa nos ianques, proclamar-se vitorioso e bater em retirada.
O problema do país tropical, confirmou o mais recente dos incontáveis fiascos internacionais da Era da Mediocridade, não é o complexo de vira-lata. Essa disfunção, diagnosticada por Nelson Rodrigues, só deu as caras entre 1950, quando a derrota na final contra o Uruguai transformou o brasileiro no último dos torcedores, e 1958, quando a Seleção triunfou na Copa da Suécia. O verdadeiro problema nacional é o contrário do complexo de vira-lata: é a síndrome de com-o-Brasil-ninguém-pode.
Aprende-se ainda no útero que a nossa bandeira é a mais bonita do mundo, embora ninguém se atreva a sair por aí tentando combinar camisa azul, calça verde e paletó amarelo. Aprende-se no berço que o nosso hino é o mais bonito do mundo, muitos sustenidos e bemóis à frente da Marselhesa. Aprende-se no jardim da infância que Deus é brasileiro, e portanto o país do futuro pode esperar que o futuro chegue dormindo em berço esplêndido.
Já chegou, acredita Lula, portador da síndrome em sua forma mais aguda. Ele decidiu que o país com quem ninguém pode é presidido por um governante que pode tudo. Acha-se capaz de solucionar conflitos cujas origens se perdem no tempo com fórmulas tão singelas quanto as usadas nos anos 70 pelo dirigente sindical escalado para entender-se com os patrões. Não enxerga diferenças entre povos divorciados por ódios milenares e um casal em crise. Dá palpites em conflagrações exemplarmente complexas com a desenvoltura de doutor no assunto. Essa mistura de ingenuidade, soberba e ignorância acabou produzindo uma forma muito singular de mitomania.
No cérebro de Lula, vale repetir, a área reservada à acumulação de conhecimentos é um terreno baldio. Por não ter assistido a uma só aula de geografia, ainda sofre para descobrir no mapa-múndi onde fica o Oriente Médio. Mas promete encerrar com duas conversas confrontos sobre os quais nada sabe. Por nunca ter lido um livro de história, ignora que o Irã é a antiga Pérsia, confunde o xá com chá, não faz a menor ideia de quem foi Khomeini. Desconhece o passado que produziu os ahmadinejads do presente. Mas chama de amigo um vigarista juramentado que promoveu a parceiro preferencial.
Entre os flagelos que atormentam o Brasil figuram mais de 10 milhões de analfabetos, um sistema de saneamento básico que só cobre metade das moradias, cicatrizes apavorantes no sistema de saúde e de educação, favelas miseráveis penduradas em morros sem lei, fronteiras fora do alcance do Estado, zonas de exclusão que encolheram o mapa oficial em milhões de quilômetros quadrados, a violência epidêmica, a corrupção endêmica, o primitivismo político, uma demasia de carências a eliminar. O presidente faz de conta que isso é conversa de inimigo da pátria e capricha na pose de conselheiro do mundo.
Candidato a secretário-geral da ONU, Lula já é um dos favoritos na disputa do título de idiota útil da década.

sábado, 22 de maio de 2010

Blog “Cara Nova no Congresso” Foi Removido

por Lord
O Cara Nova no Congresso era um blog que nasceu do "Fora Sarney" e dedicado a "limpar e higienizar" o congresso nacional, que foi tomado por corruptos, espertalhões, oportunistas, corporativistas, enfim bandidos de toda espécie. E neste sentido incomodei muita gente.
Entre outros os principais objetivos do blog eram:
— Denunciar corruptos
— Listar políticos com ficha suja
— Lutar pela aprovação do Ficha Limpa
— Defender a idéia de que podemos abrir mão do Senado sem nenhum prejuízo
— Defender a idéia do voto distrital.
Foram 10 meses, mais de 31.000 visitas das quais mais de 20.000 visitas únicas. Enfim era um blog de sucesso, e seguido por mais de 90 pessoas que tinham as mesmas preocupações minhas.
Para mim não está claro o motivo da remoção. Mas é certo que incomodei muita gente, as visitas originadas do Senado e da Câmara Federal eram diárias.
Neste tempo apoiei o “Brava Gente Brasileira” e “Blogs Pela Democracia” porque blogueiros se tornaram uma força no contexto político do país. Porque Informações que não chegavam ao conhecimento de muitos internautas, porque os meios de comunicação não divulgam, estão, agora, sendo alvo de discussão aberta. E os blogueiros que escrevem ou tratam de política — como eu —, estão coletando informações, expondo a podridão para que os cidadãos passem a conhecer melhor seus governantes.
O debate que provocamos pode não ter a mesma força que a multidão em protesto nas ruas, mas a mudança se inicia a partir da informação e reflexão, e é isso que nós blogueiros oferecemos e ir às ruas sem opinião em nada contribui para as mudanças no cidadão, e muito menos na sociedade.
Nós, blogueiros, estamos, pelo menos, tentando fazer isso!
Não desisto, perdi uma batalha, mas não perdi a guerra.
Hoje mesmo abri um novo blog em outro servidor, com o mesmo nome:
Que coloco à disposição de todos para divulgar seus trabalhos, suas lutas e campanhas.
Lord
caranovanocongresso@hotmail.com e caranovanocongresso@sapo.pt
Recebido por correio eletrônico

Diplomacia Farofeira

por Reinaldo Azevedo
O maestro do vexame de agora é Celso Amorim. Abaixo, atualizo a lista de seus desastres. Certamente falta coisa, mas vamos lá:

NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!! Culpa do Itamaraty, não de Seixas Corrêa.

OMC DE NOVO
O Brasil indicou Ellen Gracie em 2009. Perdeu de novo. Culpa do Itamaraty, não de Gracie.

NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil — do Mercosul, apenas um: a Argentina. Culpa do Itamaraty, não de Sayad.

ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia. 

CHINA
O Brasil concedeu à China o status de “economia de mercado”, o que é uma piada, em troca de um possível apoio daquele país à ampliação do número de vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A China topou, levou o que queria e passou a lutar … contra a ampliação do conselho. Chineses fazem negócios há uns cinco mil anos, os petistas, há apenas 30…

DITADURAS ÁRABES
Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio.

CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância… No Irã, agora, ele tentou ser rival de Barack Obama…

ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, o país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur — mais de 300 mil mortos! Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da FARC. Já escrevi muito a respeito.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos. 

UNESCO
Amorim apoiou para o comando da Unesco o egípcio anti-semita e potencial queimador de livros Farouk Hosni. Ganhou a búlgara Irina Bukova. Para endossar o nome de Hosni, Amorim desprezou o brasileiro Márcio Barbosa, que contaria com o apoio tranqüilo dos Estados unidos e dos países europeus. Chutou um brasileiro, apoiou um egípcio, e venceu uma búlgara.

HONDURAS
O Brasil apoiou o golpista Manuel Zelaya e incentivou, na prática, uma tentativa de guerra civil no país. Perdeu! Honduras realizou eleições limpas e democráticas. Lula não reconhece o governo. 

AMÉRICA DO SUL
Países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, promove a entrada do Beiçola de Caracas no Mercosul. Quem está segurando o ingresso, por enquanto, é o Parlamento… paraguaio! A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.

CUBA, PRESOS E BANDIDOS
Lula visitou Cuba, de novo, no meio da crise provocada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Comparou os presos políticos que fazem greve de fome a bandidos comuns do Brasil.

IRÃ, PROTESTOS E FUTEBOL
Antes do apoio explícito ao programa nuclear e do vexame de agora, já havia demonstrado suas simpatias por Ahmadinjead e comparado os protestos das oposições contra as fraudes eleitorais à reclamação de uma torcida cujo time perde um jogo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

OEA Ignora Calote dos Precatórios e Defende Celerados Que Quiseram Destruir o Brasil

por Janer Cristaldo
Anistia, dizem os dicionários, é o ato pelo qual o poder público declara impuníveis, por motivo de utilidade social, todos quantos, até certa data, cometeram determinados crimes, em geral políticos, seja fazendo cessar as diligências persecutórias, seja tornando nulas e de nenhum efeito as condenações. A anistia anula a punição e o fato que a causa. Só tem sentido quando torna nulas as condenações das duas ou mais partes em beligerância. Foi o que ocorreu com anistia concedida pelo governo João Baptista Figueiredo em 1979, para conciliar a sociedade brasileira. Foi também o que aconteceu na Espanha, em 1977, quando o Parlamento espanhol, dois anos após a morte de Franco, decretou anistia a todos os envolvidos na Guerra Civil Espanhola, que ocorreu entre 1936 e 1939.
Ocorre que, para as esquerdas, a anistia tem de ser unilateral. Só os assassinos de esquerda devem ser anistiados. Os de direita, jamais. As esquerdas consideram impunidade a anistia concedida ao adversário. Ocorre que anistia não é julgamento, muito menos absolvição. É um acordo mútuo entre facções que se combateram. Eu ignoro teus crimes, tu ignoras os meus, e a vida recomeça. Este é o sentido da anistia. Que até hoje as esquerdas não entenderam. Ou não querem entender.
No Brasil, os antigos terroristas, hoje encarapitados em ministérios e contemplados com gordas indenizações, querem revogar a lei de anistia de 1979. Ou melhor, reformulá-la. Anistia para nossos crimes, tudo bem. Anistia para os crimes dos militares, nada feito. A questão foi parar no Supremo Tribunal Federal, onde o desejo de vendeta das esquerdas foi derrotado por sete votos a dois. Mas para bom militante, sentença do STF e papel higiênico dá no mesmo. 
A luta continua na OEA (Organização dos Estados Americanos). Para quem a decisão de suprema instância de um país soberano — ou supostamente soberano — continua sendo equiparada a papel higiênico. A OEA, ignorando solenemente a decisão do STF, quer uma nova definição sobre a Lei de Anistia para o início do próximo semestre, antes das eleições presidenciais. Nos próximos dias, o governo brasileiro sentará no banco dos réus da Corte Interamericana de Direitos Humanos para a última audiência em relação à Lei de Anistia.
Mês que vem, uma missão da Comissão de Direitos Humanos da OEA visitará o Brasil para tratar do assunto e a entidade promete intensificar a pressão sobre o País diante da recusa do STF em permitir o julgamento de casos de tortura durante o regime militar. Para a OEA, poder judiciário brasileiro não tem poder algum.
Na Espanha, foi um pouco diferente. O juiz Baltasar Garzón, para quem o planeta é sua comarca privada, decidiu revisar a lei de 1977, que anistiava os envolvidos na Guerra Civil. Foi suspenso de suas funções por seus pares. Garzón foi acusado de prevaricar porque negou a lei de Anistia, ao decidir investigar os crimes do regime franquista. Bem entendido, Garzón queria incriminar os últimos sobreviventes que lutaram ao lado de Franco. Os que mataram em nome de Stalin e do comunismo ficam fora de seus ímpetos justiceiros. Em momento algum estiveram na mira de Garzón os assassinos de Paracuellos del Jarama.
Mas os anistiados, anistiados estão, e não se fala mais no assunto, decidiu a Audiência Nacional. Desculpem-me os humanistas de plantão, mas sou defensor incondicional de Franco. Franco matou? Matou. Não há guerra sem mortes. Mas matou para defender a Espanha, vítima de uma brutal invasão soviética. Em 1937, a União Soviética já havia colocado na Espanha pilotos de guerra, técnicos militares, marinheiros, intérpretes e policiais. A primeira presença estrangeira em terras de Espanha foi a soviética, com o envio de material bélico e pessoal militar altamente qualificado, em troca de três quartas partes (7.800 caixas, de 65 quilos cada uma) das reservas de ouro disponíveis pelo Banco de España. Pagos adiantadamente.
Neste mesmo ano, a URSS já tinha na Espanha mais de cem aviões de combate. Os mais utilizados foram os I-15 (biplanos), conhecidos com Chatos, e os I-16 (monoplanos), conhecidos como Moscas. No ano seguinte continuaram chegando à zona republicana mais aviões soviéticos, entre estes vários bombardeiros, cada vez mais aperfeiçoados, alguns ultrapassando a velocidade de 300 milhas, como os Katiuska.
Franco salvou a Espanha das ambições continentais de Stalin. Salvando a Espanha, salvou a Europa. Dominasse Stalin a Espanha, Portugal cairia no dia seguinte. Dominada a península, teria controle do mar do Norte, Atlântico e Mediterrâneo. França e Itália ficariam estranguladas. E todo o sul da Europa estaria dominado por Moscou. Este é o homem que Baltasar Garzón quis julgar postumamente. Curiosamente, a OEA não deu um pio sobre a decisão da Audiência Nacional de suspender o juiz de suas funções.
Aqui no quintal, a OEA sente-se mais à vontade. Verdade que não disse água quando os credores de precatórios — calote de 60 bilhões de reais aplicado pelo Estado brasileiro aos brasileiros — pediram junto à entidade que declarasse violação aos direitos humanos no Brasil a falta de pagamento de precatórios alimentares. Só no Estado de São Paulo, 500 mil pessoas têm recursos a receber do Erário. Outros 35 mil são credores da capital paulista. Nos dois casos, 70% têm mais de 65 anos. Só no Estado faleceram, antes de terem recebido seus precatórios de natureza alimentícia, vinte e cinco mil aposentados e pensionistas.
Pessoas estão morrendo sem receber o que lhes é devido, e os herdeiros pouca esperança têm de receber o que o Estado lhes deve. Isto a OEA ignora. Mas defende as pretensões dos celerados que um dia, à semelhança dos comunistas espanhóis, pretenderam reduzir o Brasil a uma republiqueta socialista tropical.
Os espanhóis não caíram nesta trampa.
COMENTO: é só o que faltava! A OEA que reluta em aceitar a eleição do Presidente de Honduras, ocorrida livremente, ao mesmo tempo em que se faz de morta quanto ao feudo dos irmãos Castro como se por lá tudo andasse às mil maravilhas, pretende se imiscuir em um assunto interno brasileiro, totalmente resolvido desde a década de 70.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Marinha de Guerra Chinesa Perturba Mares Conflitivos

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Segundo o “The New York Times”, a Marinha de guerra chinesa está expandindo sua presença em mares estratégicos, desafiando a hegemonia da marinha americana.
Marinha chinesa intensifica presença
em águas conflitivas
A China comunista alega se tratar de medidas de defesa em alto mar. Porém na prática está se instalando em águas altamente conflitivas, como as do Golfo Pérsico, que pouco têm a ver com sua defesa, mas sim com um plano de expansão e de hegemonia planetária.
Em março, dois modernos navios de guerra chineses ancoraram pela primeira vez em Abu Dhabi, no Golfo Pérsico.
Pequim fez saber privadamente a altos oficiais americanos que não quer mais a presença deles no Mar da China onde o regime marxista mantém tensas relações com Taiwan.
Manobras frente a Taiwan
Para o jornal americano, a China acalenta “intenções agressivas” em relação aos EUA e outros países.
O almirante Robert F. Willard, chefe do comando naval americano no Pacífico declarou ante o Congresso em Washington que os recentes desenvolvimentos navais chineses atingiram um patamar “muito alarmante.”
"A China testou mísseis mar-mar de longo alcance, desenvolve um porta-aviões e uma sofisticada frota de submarinos destinados a agir nas áreas mais conflitivas dos mares asiáticos."
Nave de guerra chinesa 
em Nova Zelandia
“A modernização naval da China aparece como concebida para desafiar nossa liberdade de ação na região,” acrescentou.
As Filipinas e o Japão são dois dos países vizinhos visados pelo expansionismo maoista.
O ministro da defesa japonês Toshimi Kitazawa denunciou em abril manobras intimidatórias de frotas chinesas perto demais do Japão. As naves de guerra chinesas praticaram manobras provocatórias contra os navios japoneses enviados para garantir as fronteiras.
Em Washington, Lee Kuan Yew, ex-chefe de governo de Singapura pediu que os EUA mantenham sua presença na região pois está altamente preocupado com o expansionismo naval de Pequim.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Bando de Safados: Vão à PQP!!!

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse em Recife que "Lula está acima do bem e do mal" e que a popularidade do petista em Pernambuco é merecida. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), declarou por sua vez que "Lula virou uma entidade. Lula não vai se repetir nem hoje nem amanhã nem nunca: é um episódio na história do Brasil".
Ora, nunca houve presidente na história do país que estivesse tão comprometido com a corrupção e com o acobertamento de corruptos. Dada sua popularidade graças às esmolas jogadas ao povão, político algum ousa denunciá-lo. Lula goza de uma imunidade conferida pelo populismo. Todos os crimes lhe são perdoados.
Com oposição assim, o PT pode até dispensar sua base aliada. Serra acha que está disputando o governo. Em verdade, está reforçando a candidatura de Dilma. E ainda há quem julgue que voto servirá para algo nestas eleições.
Fonte: Janer Cristaldo,
citado por BOOTLEAD.
COMENTO: e ainda há amigos meus que acreditam que há "oposição", democracia, livre arbítrio e outras balelas nesse país. Ô povinho de merda que olha mas não vê nada!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um Comunista Absolutamente Exemplar

por Percival Puggina
Meus leitores habituais talvez recordem do artigo que escrevi recentemente com o título "Os Culpados Pela Pobreza". Nesse texto, entre as causas da constrangedora miséria persistente no país, incluí os luxos e requintes de certos palácios construídos para acolher os altos escalões dos poderes da república. E citei como exemplo o prédio do TSE em Brasília, "uma obra de R$ 328 milhões na qual o escritório do comunista Oscar Niemayer abocanhou R$ 5 milhões, graças ao monopólio de projetos que estabeleceu sobre a Capital". Esse relato suscitou reação indignada de um leitor que se confessou comunista e me interpelou sobre a fonte de tão destrambelhada e escandalosa informação. Esclareceu-me que Niemayer era um comunista convicto, que vivia com simplicidade e destinava seus bens aos necessitados. E me adiantou que havia tentado, sem êxito, falar com o mestre (com quem sugeria manter relações de camaradagem) para adverti-lo sobre minhas aleivosias. Niemayer não o atendera, disse-me, por estar hospitalizado.
Em resposta, indiquei-lhe algumas palavras que, digitadas no Google, lhe forneceriam, em abundância, a confirmação do que eu escrevera. Horas depois o velho comunista retornou em outro tom. Se Niemayer havia cobrado aquele robusto valor era porque o projeto valia isso mesmo, tanto assim que a proposta fora aceita pelo governo. Pronto! De uma hora para outra, perante o mesmo fato, a indignação desapareceu dando lugar a uma justificativa. Sem se dar por vencido, contudo, fez emergir nova suspeita sobre meu texto: de onde tirara eu que o velho arquiteto exercia um monopólio sobre os projetos públicos na capital da república? Que irresponsabilidade minha! Com toda a paciência, ensinei-o a encontrar ainda mais abundante informação sobre o assunto.
Quando eu estava dando o papo por encerrado, o sujeito volta à cena, numa repetição da farsa anterior, transmudando a indignação em explicação: Oscar Niemayer era o maior arquiteto do país e tinha todo o direito de projetar em Brasília quantos prédios quisesse. E, mais uma vez, fingiu-se de vitorioso, "denunciando" que um dos relatos sobre esse monopólio estava em coluna do jornalista Cláudio Humberto ("jornalista do presidente Collor, Dr. Puggina, que horror"!). E com esse achado na gaveta dos argumentos ele pretendeu desqualificar dezenas de informações sobre o mesmo assunto. Camarada é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito.
Achei-me, então, no direito e na obrigação de desmascarar toda aquela retórica de botequim da Lapa. Mostrei-lhe o quanto sua ética estava submetida ao partido, à ideologia e à propaganda. Disse-lhe que os comunistas nunca agiram de outro modo. Afirmei-lhe que, com essa ética, haviam matado 100 milhões de pessoas no século passado sem que uma sequer lhes pesasse na consciência porque, afinal, tudo se tornava justo e santo no sagrado interesse do partido e da ideologia. E lhe pedi, dado que ele me alinhava entre seus desafetos, que, tendo oportunidade, me poupasse a vida.
Por que relato este diálogo travado por e-mail? Porque eu o considero absolutamente característico da moralidade dos militantes comunistas, que muitos insistem em afirmar que, ou não existem, ou, se existem, são diferentes disso aí.
Percival Puggina é arquiteto, escritor,
e titular do site www.puggina.org.
Fonte: Blog do Percival Puggina
COMENTO: por coincidência, encontrei hoje este texto que se relaciona com o anterior no que diz respeito ao centenário comunista adorador do vil metal. "Comunista brasileiro? Pffuu!!"

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Ouro e a Esquerda.

Doc nº 128 – 2010
Quem vai aos livros de História sente que há uma atração da esquerda pelo ouro (dinheiro). Todos sabem que Stalin foi um assaltante de banco a mandado de Lenine. Ele partia de que os fins justificam os meios, sejam eles honestos ou não. Aqui no Brasil, vamos encontrar a mesma teoria e tivemos no período após 1964 assaltos a bancos, carro pagador, trem, residências, etc. atrás de dinheiro (ouro).
A coisa no Brasil vem de longe. Há um livro “Camaradas”, de William  Waack, que conta como Carlos Prestes desviou dinheiro para Moscou, que lhe tinha sido dado por Getúlio para a compra de armas na Argentina, para apoio à revolução de 1930. É o célebre caso do "Ouro de Moscou". Resumindo-se a história: “Prestes encontrou-se duas vezes com Getúlio, com passaporte falso fornecido por Osvaldo Aranha. Ficou certo de que receberia dinheiro para em Bueno Aires comprar armas. Recebeu 800 contos de reis equivalentes a 80 mil dólares. Na época era uma fortuna. Ficou com o dinheiro e não comprou armas. ... Em 1931, uma mensagem cifrada informa que um mensageiro (Carlos Prestes) levava seu próprio dinheiro para a Internacional. Tratava-se de 20 mil dólares do fundo recebido de Getúlio Vargas, dezesseis meses antes. Foi premiado em Moscou, recebendo um apartamento para morar, que era artigo de luxo naquela época”. (Camaradas – Fontes arquivos da KGB).
A Intentona comunista de 1935, no Brasil, toda ela foi financiada por Moscou e seus agentes. Prestes recebia 200 dólares mensais. No livro "Ouro de Moscou", do argentino jornalista Isidoro Gilbert, encontramos: "em 1935 foram enviados, destinados à insurreição brasileira, 22.000 dólares. O portador argentino que levava o dinheiro ao Brasil denominava-se “Carmen”".
“Em 27 de novembro de 1962, um avião da VARIG cai perto de Lima (Peru). Morre Raúl Cepero Bonilla, presidente do Banco Nacional de Cuba. Foi encontrada sua pasta e dentro dela: relatórios do advogado comunista Carlos Franklin Paixão de Araujo, acusando Julião e Clodomir Morais de corrupção e malversação dos fundos recebidos (de Cuba). Detalha as festas e bacanais sem nenhum pudor”. (Livro Revolução Impossível de Luís Mir).
Após a contra revolução de 1964 soube-se de envio de dólares para o Brasil, mandado por Fidel que depois acusou Leonel Brizola de desvio dos mesmos. Fala-se em uma importância de 200 mil dólares. Eles que são comunistas  que se entendam.
“Um tempo depois do golpe de Pinochet, o PCUS decidiu enviar, via Buenos Aires, dois milhões de dólares de auxílio à esquerda chilena. O dinheiro foi guardado por ilegal(?) da KGB e um jornalista soviético”. “O dinheiro jamais chegou às mãos dos agentes especiais. Nunca se soube o que aconteceu com esta fortuna”. (Ouro de Moscou – Isidoro Gilbert)
No Brasil, somas enormes foram roubadas de bancos e residências. Mais de dois milhões de dólares e até hoje não se sabe onde se encontra o dinheiro.
O Mensalão, as cuecas, as meias, as cafetinas, as casas de luzes vermelhas, os carros, os dólares no exterior, as malas e aviões cheios de dinheiro não são nada mais nada menos do que o Deus Ouro para a esquerda. Pensem em 2010. Eles estão por aí: querendo mais OURO.
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES!
Fonte: Grupo Guararapes
COMENTO:  parodiando "Bento Carneiro" (personagem de Chico Anysio), eu diria "comunista brasileiro? pffuu!!" Há no mundo maior exemplo de comunista louco pelo vil metal do que Oscar Niemeyer? O arquiteto copiou os pombais da Praça Vermelha (particularmente sua falta de ventilação devido ao clima moscovita) e os instalou em pleno cerrado brasileiro, recebendo por isto vultosa remuneração. Posteriormente, desenhou o conjunto que abriga a Procuradoria-Geral da República, também na capital federal. Contam que no projeto inicial não havia previsão de banheiros, e que quando foi alertado para isso, o patife teria respondido que projetava obras de arte e não cagadouros. É claro que recebeu pela "obra" — aqui entendida no sentido coprológico da palavra — e os cagadouros foram acrescidos por algum outro arquiteto, mediante pagamento adicional. E o canalha continua a dar palpites sobre a vida da cidade, como se fosse proprietário dela; e "arquitetando obras" como o trambolho (Biblioteca Nacional) instalado ao lado da Catedral Brasiliense, ou o malogrado projeto da "Praça do Povo", felizmente rejeitado, sempre ao módico preço de milhões de reais. Vá ser comunista assim no inferno (parece que nem o Capeta quer o centenário comunista por perto)! Outros exemplos são explicitados pela avidez na busca da "bolsa-anistia" que, desavergonhadamente beneficia a cambada que até pouco tempo atrás queria socializar a riqueza da burguesia. Será que eles ainda mantém esse "ideal"? Duvido!!

domingo, 16 de maio de 2010

Sancho Pança Nunca Mentiu

por Janer Cristaldo
Tanto El País como Le Monde elegeram Lula, no ano passado, como o personagem do ano. Ao conferir-lhe o título, estes prestigiosos jornais omitiram sua incultura, sua conivência com a corrupção e seu acobertamento de corruptos, desde a proteção a José Sarney e seu clã a sua leniência com mensaleiros e os ditos aloprados. Tampouco fazem qualquer alusão à desbragada corrupção familiar, quando um filho de Lula recebeu o aporte de R$ 5 milhões para sua empresa só porque era filho de Lula. Quaisquer destes fatos manchariam irremediavelmente a reputação de qualquer dirigente europeu. Em Lula, sequer fazem mossa.
Tenho minha tese a respeito desta reverência incondicional ao Supremo Apedeuta. Os europeus sempre tiveram o coração à esquerda. Sempre acariciaram a idéia de um presidente operário. Là bas, loin de nous. Desde que não seja na Europa. Aconteceu com Lech Walesa, filho de um carpinteiro e mecânico de carros. Mas Polônia é Leste europeu, não é a boa Europa de cá. Operário na presidência na América Latina? Louvado seja. Se for operário, ipso facto é louvável, digno e justo. Mesmo que louve e apóie tiranos que os europeus abominam, como Castro, Chávez ou Ahmadnejad. Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.
El País enviou ao Brasil seu fundador e ex-diretor Juan Luis Cebrián, para uma entrevista com Lula. Que não veio, evidentemente, para colocar o entrevistado contra a parede. As perguntas que urgiam ser feitas não foram feitas. O jornalista voltou a seu país saudando Lula como um Sancho Pança quando governador da Isla de Barataria. Que tinha este nome “pela barateza com que se lhe dera o governo”, como escreve Cervantes. Neste episódio, o autor do Quixote satiriza a nobreza espanhola, já que o humilde Sancho se mostra audaz e judicioso e impõe uma lição de cordura aos nobres ociosos e desonestos. Ora, cá entre nós, o Sancho de Garanhuns, mal acedeu ao governo, adquiriu todos os vícios da “nobreza” tupiniquim: corporativismo, compadragem, leniência com o crime, proteção de corruptos. Na verdade, é um Sancho às avessas. Se Cebrián quis homenagear Lula elevando-o à condição de Sancho, na verdade reduziu o Brasil à condição de Barataria.
Isto é o de menos. O que surpreende é ver um jornalista com tal currículo aceitar como fatos as mentiras deslavadas de Lula. Como esta:
- Minha trajetória, meu perfil político, minha vida no sindicato, a criação do PT, caracterizam-me, sem dúvida, como um esquerdista. Mas o próprio PT é uma novidade na esquerda mundial. Nasceu contra todos os dogmas dos partidos marxistas-leninistas, que obedeciam fielmente à Rússia ou à China.
Ora, o DNA do PT é marxista-leninista. O partido nasceu em 1980, nove anos antes da queda do Muro, onze anos antes da dissolução da União Soviética, quando nenhum partido de esquerda ousaria denunciar como tiranias os regimes de Pequim e Moscou. Foi constituído basicamente por egressos do marxismo e trotskismo e militantes da esquerda católica. A carta programática do PT foi originalmente socialista. Mesmo após a queda do Muro e o desmoronamento da URSS, não ouvimos de nenhum dirigente petista um único pio contra as tiranias comunistas. Silêncio obsequioso e total. O máximo que um petista ousa falar é em “desvios do stalinismo”, sempre preservando o sagrado nome de Lênin, outro assassino de mão cheia. Crimes do comunismo é expressão que jamais maculará os castos lábios de um petista.
Sancho Pança não mentia. Que Cebrián desconheça o DNA do PT até que se entende. Mais difícil é entender como um jornalista experiente possa imaginar que, antes do desmoronamento do comunismo, apparatchiks marxistas fizessem críticas à China ou Rússia. Mas tudo fecha. Cebrián é jornalista que dedicou sua vida a combater Franco, o homem que salvou a Espanha e a Europa das garras de Stalin.
Lula, por sua vez, pertence àquela estirpe que cria uma mentira e passa a nela acreditar. O apedeuta pode ser apedeuta, mas sabe muito bem que o PT não “nasceu contra todos os dogmas dos partidos marxistas-leninistas, que obedeciam fielmente à Rússia ou à China”. Pelo contrário, desde o berço o partido afirmou estes dogmas. Num passe de mágica, Lula muda a biografia do PT.
Cebrián engoliu bonitinho a potoca. Todo jornalista brasileiro tem consciência desta inverdade, que aos céus clama desmentido. Mas nenhum ousou denunciá-la. Daqui pela frente, o PT passa a ser um partido que sempre lutou contra o comunismo.

sábado, 15 de maio de 2010

Anistia é Irrestrita e Entrou na CF Antes de 1988

A anistia concedida em 1979 a crimes políticos e conexos cometidos durante a vigência do regime militar foi admitida na Constituição vigente por meio da mesma emenda constitucional que convocou a assembléia nacional constituinte, em 1985. O arremate dado pelo ministro Eros Grau em seu voto sobre a revisão da Lei de Anistia arrancou elogios de pelo menos três dos mais experientes ministros do Supremo Tribunal Federal na sessão desta quarta-feira (28/4). “Foi o voto mais brilhante do ministro Eros Grau em toda a sua atuação na corte”, disse o ex-presidente da corte, Gilmar Mendes. O julgamento será retomado nesta quinta-feira (29/4).
O relator foi cumprimentado também pelo ministro Marco Aurélio, que fez questão de elogiá-lo quando o fim da sessão já era anunciado pelo presidente da corte, Cezar Peluso, abrindo caminho para os louvores de Gilmar Mendes e do próprio presidente da corte.
Em voto lido em mais de três horas, Eros rejeitou cada um dos argumentos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que alegou descumprimento de preceitos fundamentais da Constituição pela Lei 6.683, editada em 1979. A lei perdoou crimes cometidos por militantes e militares durante a luta contra a ditadura depois do golpe de 1964. Foram cobertos atos praticados entre 2 de setembro de 1964 e 15 de agosto de 1979, quando a norma passou a valer.
Para a OAB, o perdão não poderia incluir crimes de lesa-humanidade cometidos por agentes do Estado, como torturas, seqüestros, estupros e assassinatos. A entidade afirma que os crimes dos agentes do regime não foram políticos, nem conexos, e que tratados internacionais e a própria Constituição brasileira proíbem anistia a atos dessa natureza. Além disso a OAB questionava a legitimidade do Congresso Nacional que aprovou a lei em 1979, ainda sob o regime de exceção.
No entanto, para o ministro relator, único a votar na sessão desta quarta, a anistia foi confirmada pela Constituição justamente na Emenda Constitucional 26, de 1985. A EC 26, já na fase de transição para a democracia, convocou a Assembléia Nacional Constituinte que elaborou, aprovou e promulgou a Constituição de 1988. Para Eros, o parágrafo 1º do artigo 4º da emenda repetiu o que cravou o artigo 1º da Lei 6.683/1979. Ou seja, a anistia prevista na lei foi incorporada à Constituição, esvaziando os argumentos da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental da OAB.
“Esse argumento, na minha opinião, poderia estar no início do voto”, disse o ministro Gilmar Mendes, ao reconhecer a força do raciocínio. O ministro lembrou que o fenômeno da Emenda 26/1985 é estudado hoje até mesmo fora do país. No Brasil, é fruto de doutrina do jurista Tercio Sampaio Ferraz, citada por Eros, que a define como um marco fundante da nova ordem constitucional do país.
Legitimidade
O voto rebateu também a acusação da OAB de que, embora fruto de um pacto social, a lei de 1979 foi aprovada por um Congresso ilegítimo, formado por senadores nomeados pelo regime e sancionada por um general não eleito pelo povo. Eros confrontou a alegação dizendo que, se o argumento fosse levado ao pé da letra, todas as leis anteriores a 1988 teriam de ser confirmadas novamente pelo Legislativo. Nesse caminho, segundo o ministro, o próprio perdão concedido aos crimes cometidos por revolucionários contrários à ditadura também cairia.
A Lei 6.683 perdoou crimes cometidos a partir do Ato Institucional 1, que oficializou o golpe militar em 9 de abril de 1964, até a sua sanção pelo presidente João Baptista Figueiredo, em 28 de agosto de 1979. Entre militantes presos, exonerados de funções públicas ou exilados devido à corrente política que defendiam, foram beneficiados pela anistia 4,6 mil pessoas. O perdão permitiu o retorno ao país de perseguidos políticos conhecidos, como Miguel Arraes, Leonel Brizola, José Dirceu, Vladimir Palmeira, Fernando Gabeira e Betinho — o “irmão do Henfil” —, além do ex-ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, e do ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação. A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, presa e torturada, depois da lei, mesmo não tendo sido exilada, pôde voltar às suas atividades normais.
Conquista
Em longa digressão histórica, Eros bateu forte no que chamou de “OAB de hoje contra a OAB de ontem”. Segundo ele, a entidade desprezou o processo histórico pelo qual ela mesma conquistou a anistia. “Reduzir a nada essa luta é tripudiar contra os que, com assombro e coragem, na hora certa, lutaram pela anistia”, disse. “É a página mais vibrante de atividade democrática da nossa história.”
Na contextualização histórica da medida, Eros chegou a afirmar que a concessão do perdão aos militares foi o preço pago por quem queria o fim da violência. “Os subversivos tiveram que ceder à autoanistia dos militares”, resumiu. “É uma lei-medida, não uma regra para o futuro. É preciso ser interpretada segundo o momento em que foi editada.”
Rebatendo outro argumento a favor da revisão, o voto contradisse afirmações de que outras ditaduras sulamericanas tiveram seus agentes punidos mesmo depois das anistias. Segundo ele, Argentina, Uruguai e Chile editaram leis que revogaram as anistias, antes que os tribunais passassem a limpo os atos dos repressores. “Nem mesmo o STF está autorizado a reescrever leis de anistia. Só ao Legislativo incumbe escrever leis”, defendeu.
Antes de entrar no mérito de seu voto, Eros rejeitou as preliminares alegadas pela Advocacia-Geral da União, e foi acompanhado pela maioria dos ministros. O governo federal alegou falta de controvérsia sobre o assunto nos tribunais, omissão da Ordem em não refutar todo o ordenamento jurídico decorrente da Lei de Anistia, como a EC 26/1985, e não só a Lei 6.683, a falta de indicação dos responsáveis pelos abusos e a prescrição dos crimes.
Apenas o ministro Marco Aurélio reconheceu que, passados 31 anos da edição da norma, não seria mais cabível à corte opinar sobre o assunto. “Não vejo como o STF pode dar um ato declaratorio constitutivo negativo. ‘Justiça e segurança jurídica’ é um binomio. Se potencializarmos a justiça, não teremos o término dos processos. O caso é mais afeito à segurança jurídica”, afirmou.
Revisão da História
Antes da manifestação dos ministros, as partes envolvidas dividiram a tribuna em sustentações orais. O advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, afirmou que a intenção da OAB é fazer retroagir uma determinação feita quase dez anos depois pela Constituição Federal. No artigo 5º, incisos XLII e XLIV, o texto constitucional de 1988 classificou como insuscetíveis de anistia a tortura e os crimes hediondos. A Lei de Anistia foi publicada em 1979, e produziu efeitos antes da determinação constitucional atual. “Não há expressa retroatividade da impossibilidade de anistia”, disse em sua sustentação oral.
Adams também afirmou que a lei afastou os efeitos penais dos crimes, o que não quer dizer que eles serão esquecidos. “O governo não está inerte quanto a ações compensatórias às famílias das vítimas”, disse.
A mesma linha defendeu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para quem uma revisão da lei, agora, poderia atrapalhar os esforços para revelar crimes contra militantes. O receio é que haja sonegação de documentos e informações em poder de quem pode ser incriminado caso a anistia caia. “Não é aceitável fazer análise atemporal da norma, que foi aprovada inclusive pela OAB”, afirmou.
A avaliação se refere a pareceres do ex-ministro Sepúlveda Pertence, então conselheiro federal da OAB, e do advogado Sérgio Tostes, representante do Instituto dos Advogados do Brasil, que entenderam, em nome das entidades, que a lei abrangeu todos os crimes cometidos durante o regime, inclusive “ações degradantes de violência física e moral”, como citou Gurgel.
O parecer de Pertence, aprovado pelo Conselho Federal e entregue ao Senado, afirmou também que o então projeto de lei, pela primeira vez, ampliava “o conceito de crime comum conexo a crimes políticos, para beneficiar com a anistia, não apenas os delitos comuns de motivação política, mas também os que tenham com os políticos qualquer tipo de relação”.
Já no documento emitido pelo Instituto dos Advogados do Brasil, também enviado ao Senado em 1979, o advogado Sérgio Tostes afirma que a lei “deve também abranger todos aqueles que, de uma forma ou de outra, estiveram envolvidos no processo de exacerbação de ânimos”.
Clique aqui para ler o voto do ministro Eros Grau
Clique aqui para ler o parecer da OAB a favor da Lei de Anistia
Clique aqui para ler a Emenda Constitucional 26/1985