terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Limites a Chavez

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O rolo compressor do bonapartismo chavista destruiu mais um pilar do sistema de pesos e contrapesos que caracteriza a democracia. Na Venezuela, os governantes, a começar do presidente da República, estão autorizados a concorrer a quantas reeleições seguidas desejarem.
Hugo Chávez venceu o referendo de domingo, a segunda tentativa de dinamitar os limites a sua permanência no poder. Como na consulta do final de 2007, a votação de anteontem revelou um país dividido. Desta vez, contudo, a discreta maioria (54,9%) favoreceu o projeto presidencial de aproximar-se do recorde de mando do ditador Fidel Castro.
Outra diferença em relação ao referendo de 2007 é que Chávez, agora vitorioso, não está disposto a reapresentar a consulta popular. Agiria desse modo apenas em caso de nova derrota. Tamanha margem de arbítrio para manipular as regras do jogo é típica de regimes autoritários compelidos a satisfazer o público doméstico, e o externo, com certo nível de competição eleitoral.
Mas, se as chamadas "ditabrandas" — caso do Brasil entre 1964 e 1985 partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça —, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.
Em dez anos de poder, Hugo Chávez submeteu, pouco a pouco, o Legislativo e o Judiciário aos desígnios da Presidência. Fechou o círculo de mando ao impor-se à PDVSA, a gigante estatal do petróleo.
A inabilidade inicial da oposição, que em 2002 patrocinou um golpe de Estado fracassado contra Chávez e depois boicotou eleições, abriu caminho para a marcha autoritária; as receitas extraordinárias do petróleo a impulsionaram. Como num populismo de manual, o dinheiro fluiu copiosamente para as ações sociais do presidente, garantindo-lhe a base de sustentação.
Nada de novo, porém, foi produzido na economia da Venezuela, tampouco na sua teia de instituições políticas; Chávez apenas a fragilizou ao concentrar poder. A política e a economia naquele país continuam simplórias — e expostas às oscilações cíclicas do preço do petróleo.
O parasitismo exercido por Chávez nas finanças do petróleo e do Estado foi tão profundo que a inflação disparou na Venezuela antes mesmo da vertiginosa inversão no preço do combustível. Com a reviravolta na cotação, restam ao governo populista poucos recursos para evitar uma queda sensível e rápida no nível de consumo dos venezuelanos.
Nesse contexto, e diante de uma oposição revigorada e ativa, é provável que o conforto de Hugo Chávez diminua bastante daqui para a frente, a despeito da vitória de domingo.
Fonte: Folha de São Paulo - Editorial de 17 Fev 09
citado em Coturno Noturno

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Baião do Pernambucano Doido

por Percival Puggina
Suspeito que a conexão em 4 megas não está me ligando ao mundo com velocidade compatível. A dissertação de Lula sobre a crise da economia mundial, expectorada em evento do Sebrae no dia 4 de fevereiro, só agora chegou ao meu e-mail. De duas uma: ou voltamos aos tempos das diligências ou meus fornecedores de insumo informativos entraram na moda das férias coletivas. Seja como for, o grande guru de Garanhuns viveu momento de copiosa inspiração perante aquele auditório do Sebrae, repleto de empresários.
Você sabe que quando a economia andou bem e o emprego cresceu, Lula desfilou como pai dos recém-empregados, esperança dos desempregados e provedor dos sem maior interesse nisso. As vagas criadas nada tinham a ver com as empresas, seus acionistas, seus empresários, sua disposição para o investimento e sua criatividade. Os empregos nasciam das mãos dadivosas do presidente. Agora que a vaca, o boi, o touro e o terneiro foram para o brejo, os culpados pelo desemprego são os empreendedores. E Lula desfila pelo país a cobrar soluções criativas desses sanguessugas da mais valia, incapazes de coisas tão elementares quanto pagar a folha de pessoal sem faturamento. Pois eis que o presidente subiu nas tamancas e resolveu lecionar sobre a crise de 1929. Disse ele: "Temos que reconhecer que a situação é delicada, que essa crise é possivelmente maior que a crise de 1929 e temos que reconhecer que o Roosevelt só conseguiu resolver a crise de 29 por causa da 2ª Guerra Mundial. Como não queremos guerra, queremos paz, nós vamos ter que ter mais ousadia, mais sinceridade, mais inteligência, por que eu não admito que uma guerra, para resolver um problema econômico, tenha seis milhões de mortos" (Estadão Online, 04/02/2009). Decida o leitor sobre o que é pior nesse baião do pernambucano doido, se o atropelo da história ou se o completo desalinho dos argumentos.
Eu guardo em meu site (www.puggina.org) um colar, tão longo quando precioso e bem humorado das pérolas de nosso presidente. Tendo colecionado todas ou quase todas, posso afirmar que desta vez Lula se superou. O discurso, certamente acolhido com prolongados aplausos por uma platéia contagiada pela basbaquice (esse troço quando vem de cima pega), justificaria um motim da inteligência, da imprensa e da academia nacional. No entanto, como mencionei no início do texto, só fui topar com alguma repercussão do fato, duas semanas mais tarde, simultaneamente com notícias sobre o baixo desempenho de nossos estudantes nas provas do Enem. Queríamos o quê?
Por fim, a bem da verdade, reconheça-se que o presidente, sobre os próprios disparates, arranca uma conclusão correta: não será preciso matar seis milhões de judeus nem promover uma guerra para resolver a atual crise da economia mundial. Isso ele não admite. Ufa!
Fonte: Percival Puggina - 22 Fev 09
COMENTO: (comentários recebidos no correio eletrônico - autor desconhecido)
1. A Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939, não teve absolutamente nada a ver com a crise americana de 1929;
2. A Segunda Guerra Mundial foi motivada pelas condições impostas à Alemanha pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918;
3. A Segunda Guerra Mundial encerrou com perto de 52 milhões de mortos, quase dez vezes mais que o número que o boçal falou;
4. Seis milhões foram as vitimas do Holocausto, patrocinado pelos nazistas. O boçal confundiu tudo o que a Assessoria dele o informou (tenha paciência, não queira que ele decore tudo que lhe passam).
5. Em 1929, o mundo não tinha e nem imaginava o que seria uma economia globalizada;
6. Franklin D. Roosevelt resolveu a crise americana diminuindo custos e impostos, e reduziu drasticamente as despesas do governo, exatamente o contrário do que o boçal e seus ministros estão fazendo;
7. Pela declaração imbecil, Lula imagina que a crise só será extinta por meio de uma guerra mundial, mas ele, "o grande pacifista e magnânimo líder" não admitirá uma guerra mundial para que a crise seja solucionada;
E essa merda já atingiu 84% de popularidade...

Está em Miami o Cubano Devolvido a Fidel

Perdeu, perdeu, Tarso! 
Capitão-do-mato de Chaves e dos irmãos Castro!
A liberdade venceu!!
Após seu colega, Rigondeaux finalmente está livre
Quase um ano e meio depois do ostracismo forçado em Cuba, onde foi proibido pelo ditador Fidel Castro até de treinar, o campeão olímpico cubano Guilllermo Rigondeaux está em Miami, segundo reportagem do jornal americano de língua espanhola El Nuevo Herald.
Ele se encontrou com o antigo companheiro de equipe Erislandy Lara, com quem foi "despachado" do Brasil, a pedido da ditadura cubana, depois de fugirem da concentração no Pan do Rio, em 2007 e se envolverem num nebuloso caso com duas mulheres, falta de passaporte e de dinheiro e tentativa de deserção.
Rigondeaux vai retomar a carreira através da agência alemã Arena Box Promotion. Há várias semanas corriam rumores de que ele teria fugido de Cuba para o México e de lá para Miami. Erislandy Lara fugiu para a Alemanha também via México em 2008 e, retomou a carreira.
Fonte: Coluna do Claudio Humberto
COMENTO: confirma-se, assim, que nosso ministro da (in)justiça não passa de um idiota capitão-do-mato dos incompetentes irmãos Castro. E nenhum "enviado especial" de nossas grandes empresas de comunicação financiadas com verbas públicas, dos muitos que estão no exterior, terá tempo e/ou disposição para procurar os atletas cubanos para informar-se e informar o País sobre o que efetivamente ocorreu. Como se todos já não conhecessem a verdade da estória. E nenhum dos merdas que parasitam no congresso nacional se esforçará em pressionar o desgoverno por mais essa que deveria ser uma vergonhosa ação governamental, se houvesse, ainda, vergonha nesta terra de ninguém!!!

Lupi Trama Contra 'Mandato' do Patronato no Codefat

Manobra envolve controle de patrimônio de R$ 158 bi do FAT
Uma manobra do ministro Carlos Lupi (Trabalho) ateou fogo no Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Criado para gerir as verbas do FAT, cujo patrimônio atual passa de R$ 158 bilhões, o conselho tem composição tripartite.
Integram-no quatro representantes do governo, quatro das centrais sindicais e quatro de organizações patronais.
Governo, trabalhadores e patrões revezam-se na presidência. A dança de cadeiras ocorre a cada dois anos.
Hoje, responde pela presidência do conselho Luiz Fernando Emediato. Representa a Força Sindical. Vem a ser a central sindical presidida pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o ‘Paulinho da Força’. É filiado ao PDT, partido do ministro Lupi.
Pois bem, o mandato de Emediato expira em agosto. Pelo rodízio, vai ao comando do Codefat um representante do patronato.
São as seguintes as entidades patronais com assento no Codefat: CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio). CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) e CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Entre as quatro confederações, só a CNA ainda não logrou ocupar a presidência do conselho. O que faz da entidade uma candidata natural à cadeira.
No momento, a CNA é presidida por Kátia Abreu (DEM-TO). Trata-se da senadora que relatou a emenda da CPMF, convertida numa espécie de Waterloo do governo.
O que fez Lupi? Enviou à Casa Civil de Dilma Rousseff um decreto que versa sobre o Codefat. O texto tem um pedaço inocente e outro esperto.
Na parte inofensiva do decreto, Lupi sugere a ampliação do Codefat. Em vez de quatro representantes de cada setor, haveria seis. No naco esperto, o ministro Lupi acaba com o rodízio na presidência do conselho. O Codefat passaria a ter um presidente fixo, imutável.
Quem? O próprio ministro do Trabalho passaria a exercer as funções de mandachuva do conselho.
Dilma levou o pé atrás. Até as centrais, incluindo a Força Sindical do pedetista Paulinho, olham de esguelha para a manobra. O patronato nem se fala.
Na última segunda (16), Kátia Abreu foi a Lula, junto com três diretores da CNA. A senadora evitou tratar do tema na conversa com o presidente. Mas, decidida a arrastar a presidência do Codefat para a sua CNA, Kátia Abreu pega em lanças, nos subterrâneos, contra a manobra de Lupi. Vale-se de um argumento técnico: cabe ao Codefat, além de ditar as diretrizes, fiscalizar a alocação das verbas do FAT.
Alçado à presidência do conselho, o ministro do Trabalho se converteria numa espécie de fiscal de si mesmo. De resto, os opositores da idéia de Lupi argumentam que o ministério do Trabalho já desempenha a secretaria-executiva do Codefat.
A despeito das reservas de Dilma, Lupi mira as arcas do FAT num instante em que a crise global deu ao Fundo de Amparo ao Trabalhador especial realce.
Abastecido, sobretudo, pela coleta do PIS e do PASEP, o FAT converteu-se em colchão para atenuar os efeitos da ex-marolinha sobre a economia brasileira.
Pela lei, o dinheiro do fundo é direcionado ao custeio do seguro-desemprego e do abono salarial. De resto, pelo menos 40% do bolo do FAT vai para as arcas do BNDES, para financiar projetos empresariais considerados de relevo para o desenvolvimento econômico.
Em 31 de dezembro do ano passado, o saldo de recursos do FAT anotado na escrituração do BNDES era de notáveis R$ 116,2 bilhões. As cifras do FAT são grafadas sempre assim, na casa dos bilhões.
Noves fora o patrimônio de R$ 158 bilhões, o fundo dispõe de orçamento anual de R$ 42 bilhões. Daí o olho gordo de Lupi, gestor de um ministério cujo orçamento gira em torno de R$ 1 bilhão por ano.
Para que o decreto de Lupi se converta em realidade, é preciso que Lula aponha o seu jamegão sobre o documento. O texto chegou ao Planalto faz cinco meses. A julgar pela demora, Lula está pensando mais de dez vezes antes de chancelar a esperteza de seu ministro.

Falsa Indignação.

Da Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (aquele mesmo que se disse "surpreso" e "indignado") sabia desde segunda-feira que a Embraer anunciaria uma grande demissão no seu quadro de pessoal.
Anteontem, quando a empresa de aviação oficializou o corte de 4.200 funcionários, Lula se disse indignado, segundo relato do presidente da CUT, Artur Henrique, e comunicou que convocaria uma reunião com ministros para tentar reverter as demissões.
Na segunda-feira, numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, na sede do Banco do Brasil em São Paulo, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, antecipou aos demais participantes que a situação da Embraer, por depender muito do mercado externo, era complicada por conta da crise internacional e que haveria "expressivas demissões".
Estavam na reunião o ministro José Múcio (Relações Institucionais), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, os presidentes do Banco do Brasil e da CEF (Caixa Econômica Federal), Antônio de Lima Neto e Maria Fernanda Coelho, além de Henrique, da CUT, entre outros.
Na própria segunda-feira, Coutinho informou a Lula sobre as demissões na Embraer. Procurado pela Folha, o BNDES, por meio da assessoria, disse que Coutinho não se manifestaria sobre o assunto. O Palácio do Planalto também não se manifestou sobre o caso.
Na reunião do Conselhão, convocada para debater meios de aumentar a oferta de crédito no país, Coutinho disse que a Embraer alegou cancelamentos de pedidos de encomendas de avião para fazer um ajuste entre receita e despesa.
Coutinho teria dito também que o banco estudava uma forma de estimular as vendas da Embraer para companhias aéreas nacionais, como modo de compensar o encolhimento do mercado externo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Congresso Engaveta Leis de Moralização da Política

Carnaval. Boa hora para esmiuçar o "Samba do Legislativo Doido". É o hino do bloco dos sujos. Serve de enredo para a “Unidos da Desfaçatez”.
Começa com o ruído das ruas. Um batuque algo desconexo. Intima o Congresso ao centro da roda. Põe os parlamentares para rebolar. Súbito, acaba em cinzas.
Vão abaixo três passagens acrescentadas recentemente ao velho samba:

1. Compasso do voto aberto:
Em 5 de setembro de 2006, a Câmara aprovou, em primeiro turno, emenda constitucional extinguindo o voto secreto no Legislativo.
Coisa urgente e necessária. Sob a sombra do voto secreto, os deputados tinham acabado de absolver o 11º colega mensaleiro.
Na bica de um reencontro com as urnas, que se daria dali a um mês, a Câmara produziu uma votação apoteótica: 383 a zero.
O voto aberto convertera-se em súbita unanimidade. Faltava apreciar a emenda em segundo turno. Mas a excitação do plenário prenunciava uma barbada. Engano.
Já lá se vão dois anos e cinco meses. E nada da segunda votação. Levada à gaveta ainda na presidência de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a emenda do voto aberto nunca mais viu a luz do Sol.
Sob Arlindo Chinaglia (PT-SP), permaneceu em cativeiro. Em pleno vigor, o voto secreto, depois de socorrer a turma do mensalão, rendeu duas absolvições a Renan Calheiros.
Michel Temer (PMDB-SP), o sucessor de Chinaglia, ainda não fez menção de abrir a gaveta. Natural. As ruas silenciaram.

2. Compasso do suplente:
Em 9 de abril de 2008, a comissão de Justiça do Senado aprovou um projeto que impõe limites à farra dos suplentes.
Relator, Demóstenes Torres (DEM-GO) pegara pesado. Sugerira a extinção pura e simples do suplente. Em casos de vacância, iria à cadeira do Senado o deputado federal mais votado. Mais: senador que aceitasse cargo de ministro teria de renunciar ao mandato.
Não se chegou a tanto. Mas avançou-se. A proposta aprovada na comissão de Justiça manteve os suplentes. Só que converteu-os em “senadores-tampão”. Morrendo o titular, o suplente ocupa a cadeira no Senado apenas até a eleição seguinte. Mesmo que o pleito seja municipal. Proibiu-se, de resto, o suplente-parente.
A votação se deu sob pressão das ruas. Três meses antes, Edison Lobão Filho (MA) assumira a cadeira de Edison Lobão (PMDB-MA), o pai, convertido em ministro de Lula. Lobinho chegara como o 174º suplente a ganhar os corredores do Senado sem ter amealhado um mísero voto. E trazia consigo um pegajoso rastro de denúncias.
Pois bem, aprovada na comissão, a proposta foi à mesa de Garibaldi Alves, que presidia o Senado. Dali deveria ter seguido para a votação em plenário.
Não seguiu. Daqui a um mês e meio, a gaveta da suplência fará aniversário de um ano.
Sucessor de Garibaldi, José Sarney parece mais propenso a passar a gaveta na chave do que a abri-la.

3. Compasso do ficha suja:
Em 8 de julho de 2008, empurrada pelo noticiário, a comissão de Justiça do Senado, de novo ela, aprovou um projeto redentor.
O texto, produzido por Demóstenes Torres, de novo ele, resultara da fusão de 21 propostas. Dormitavam nos escaninhos do Senado. Eis a principal novidade: políticos de ficha suja seriam impedidos de disputar eleições depois de condenados na primeira instância do Judiciário.
Acabava o lero-lero de que, para inabilitar um candidato picareta, era necessário aguardar pela manifestação de todas as instâncias judiciais — da primeira à última.
A inovação chegava em boa hora. Avizinhavam-se as eleições municipais de 2008. Só no Congresso, havia 88 candidatos a prefeito — onze eram réus em ações penais. Aprovou-se na comissão de Justiça um requerimento de urgência, para que o projeto fosse direto para o plenário do Senado.
Porém... Porém, ao passar pela mesa de Garibaldi, a proposta escorregou para a gaveta. E lá permanece há seis meses e 22 dias, agora sob Sarney.
Assim se desenrola, em ritmo de partido baixo, o “Samba do Legislativo Doido”.
Quando a rua batuca, cantarola-se Noel: "Agora vou mudar minha conduta..."
Mexe daqui, rebola dali, a coisa caminha bem até o instante em que soa a pergunta: "Mas com que roupa?" Nesse ponto, o Congresso engata o breque. E opta por permanecer nu.
Fonte: Blog do Josias de Souza
COMENTO: Comentar o que? Dizer que o povinho de merda que elege esses crápulas é o culpado, é chover no molhado!!!

O Galo da Madrugada e os Patos do Dia Inteiro...

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Mal se recuperou do descanso nas praias da Bahia, o eterno turista Lula da Silva já está descansando no hotel de trânsito "privê" do Exército lá no Guarujá, recuperado e transformado num spa de algumas muitas estrelas, não fosse o serviço de hotelaria lembrar um monastério, tal o serviço de primeira grandeza sempre de canina fidelidade.
Lula deverá burlar a imprensa lá acampada em busca de um flagra da cor da sunga presidencial e em busca de uma migalha do aceno do sempre risonho presidente que não gosta de ler e que vive fingindo que tem pânico dos amigos repórteres e deverá ir assistir o desfile das escolas de samba do grupo especial do carnaval no Rio, acompanhado de parasitas de diversos graus de parentesco e um batalhão de seguranças, taifeiros, motoristas e demais profissionais bem remunerados a custa do quinhão tributário que todos nós pagamos.
Enquanto isso, há mais de mil quilômetros de distância de um grande país entregue às moscas, a terrorista da madrugada grassa irreconhecível pelos palanques do carnaval pernambucano, junto a parasitas de diversos graus de parentesco e mais um batalhão de parasitas de diversos escalões dos governos federal e estadual.
A conta disso quem paga? os patos que não são só da madrugada e sim do dia inteiro, ou seja, nós.

O MST e Suas Aulinhas

por Sérgio da Costa Franco*
Está em pauta o assunto das aulinhas itinerantes que o Estado custeia para os filhos dos combatentes do MST. E escrevemos “combatentes”, porque esse movimento nada tem a ver com a pacífica reivindicação de terras agricultáveis, pois se converteu em agressiva milícia, que interrompe estradas, ocupa repartições públicas, invade e depreda fazendas produtivas. Seus integrantes podem ter sido, nos primeiros tempos, lavradores sem terra, ansiosos por obter uma gleba própria, onde fixar-se e trabalhar na agricultura.
Hoje não passam, em sua maioria, de aventureiros recrutados na periferia das cidades, sob a liderança de revolucionários encapuzados, que lhes prometem benesses de terra doada e de vida fácil. A maior parte deles não têm a menor experiência de trabalho agrícola, de que são prova os numerosos assentamentos improdutivos, que apenas sobrevivem pelo auxílio governamental, pela distribuição de cestas básicas e dos benefícios sociais do bolsa-família e assemelhados.
Dias atrás, respondendo a uma crítica deste gênero, houve um funcionário do Incra que argumentasse com o suposto sucesso de colonização da Fazenda Annoni, após 40 anos de sua implantação. Quase nos sentimos inclinados a intervir no debate para comparar o caso da Annoni com episódios antigos da implantação de autênticas e vitoriosas colônias: Erechim, com assentamento iniciado em 1910, já se tornava município emancipado e próspero em 1918; Santa Rosa, iniciada em 1914, alcançava a emancipação em 1927. Para não lembrar os casos mais remotos de São Leopoldo, Santa Cruz, Caxias, Garibaldi e Bento Gonçalves. A diferença básica é que os “sem-terra” daqueles idos tempos trabalhavam no eito, lavravam o solo, erguiam suas próprias casas. Os de hoje, acampados em barracas de lona, próprias para os rápidos deslocamentos, ocupam-se de escutar sermões e discursos inflamados, em repetir refrões e palavras de ordem. Armados de foices e facões, que apenas servem para enfrentamentos com a polícia. Além de, obviamente, receberem os auxílios governamentais que a demagogia consolidou e perenizou.
Os colonos do passado não esperavam que governos lhes dessem aulas e professores. Eles mesmos, logo que puderam, contrataram seus mestres-escola. E não era muito difícil fazê-lo porque não eram itinerantes, nem viviam cuidando de invasões sucessivas, aqui e ali, em outro propósito se não as pressões políticas.
Em tese, proporcionar escola e ensino aos filhos desses aventureiros seria gesto de humanidade e dever da administração pública. Mas, obviamente, dentro dos esquemas de rede oficial, com professores selecionados em concurso, fiscalizados e supervisionados na forma do regulamento. Entretanto, o MST conseguira o privilégio de selecionar os próprios professores e administrá-los, como se fosse uma autarquia estatal, e receber dos cofres do Estado, por uma interposta organização, o respectivo pagamento. O resultado é que o Estado estava subvencionando a difusão de doutrinas revolucionárias, um subproduto fossilizado do maoísmo e do stalinismo. Em providência oportuna e meritória, o Ministério Público Estadual interferiu no assunto, para que os alunos dessas fantásticas aulinhas itinerantes sejam absorvidos pela rede escolar oficial, como é direito elementar de todas as crianças. Mesmo os nômades, como os ciganos, cuidam de deixar nas cidades alguns habitantes fixos, que cuidem de matricular e manter seus filhos em aulas regulares. Mas, ao que parece, o MST não está interessado em educar para a civilidade e a democracia.
* Historiador

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Em Ritmo ... em Ritmo de Festa!

No país do samba e do trio elétrico, não se fala em outra coisa além do tão esperado carnaval. E até a justiça já subiu no ombro do bandido para comemorar mais um ano de tananana ... tananananana!
E é certo que os profissionais de segurança pública terão — e muito — trabalho garantido para todos os dias da folia. Como serei um destes e estarei de plantão em uma das tantas cidades de Minas, reforço dicas e explico o porque você deveria segui-las.
— Se beber, não dirija pelo amor de Deus!
Pois bem, já escrevi um outro artigo sobre a não tão nova lei de trânsito. Pelo amor de Deus, evite beber e dirigir porque senão vai dar trabalho para muita gente (inclusive para mim) e ficar com o bolso mais leve. O resultado é Multa de R$ 955,00 + fiança + diárias de pátio + 1 ano de suspensão da carteira, fora o chá de cadeira que irá tomar na Delegacia. Acredite, não vai ser uma boa pedida.
— Use camisinha!
O motivo de reforçar este jargão banal é óbvio. Você deve usar camisinha para evitar filhos, não contrair doenças, etc... Mas o motivo do meu pedido é porque não quero ver ninguém brigando depois com a namorada/esposa/amásia e acabar sendo enquadrado na Lei Maria da Penha. Juízo crianças...
— Fuja de rixas!
Brigas só servem para estragar a sua festa e a dos outros, além de virar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência). Em certos casos, pode haver detenção simples então, é melhor pensar duas vezes se quiser passar os dias da festa atrás das grades.
— Não use drogas...
Tá bom. Sei que estou pedindo um pouco demais porque tudo hoje em dia se resume a drogas. Cigarro, cerveja e até shows e micaretas, ainda que não pareçam, alguns são verdadeiras drogas. Evite ao máximo fazer uso de maconha, crack, loló, cocaína e outros entorpecentes em locais fechados ou com outras pessoas porque isto pode causar problemas e até caracterizar associação para o tráfico. Além do que, ficar drogado no meio da multidão e dar trabalho para pessoas legais como eu, não tem a menor graça!
— Não se aproveite do descuido das pessoas para cometer crimes!
Só porque um carro ou outro possa estar destrancado (e com os vidros abertos e com a chave na ignição), ou uma carteira querendo cair do bolso do folião ou então se encontrar um IPHONE caído no chão, não significa necessariamente que você deva roubá-lo ou furtá-lo. Seja uma pessoa melhor e evite também cometer esses e outros crimes. Pegar mesmo que seja uma lata de cerveja escondido, pode lhe botar atrás das grades e sem fiança. Se for roubar, que seja um beijo e nada mais do que isto, hein?
Brincadeiras a parte, certamente que estou sendo um pouco otimista com os meus singelos e bem humorados pedidos, mas espero de verdade que neste carnaval, as pessoas tenham um pouco mais de consciência e consigam se divertir sem estragar a diversão dos outros. E quando digo dos outros, estou incluindo a minha, okay?
Bom carnaval para todos!
Obs: Releia as dicas até decorá-las.

Elite Privilegiada

O TEXTO QUE SE SEGUE, ERRONEAMENTE ATRIBUÍDO A LUIS NASSIF, QUE NEGA SUA AUTORIA, CIRCULA NA INTERNET DESDE 2006. 
OBVIAMENTE, LUIS NASSIF TEM QUE RENEGAR UM TEXTO FALANDO MAL DO SEU PATRÃO E QUE, SEGUNDO ELE, É PRECONCEITUOSO E MAL REDIGIDO. 
DA MINHA PARTE, GOSTEI DO TEMA E DO TEXTO, POR ISSO ESTOU PUBLICANDO-O.
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."Muitos se dizem aviltados com a corrupção e a baixeza de nossos políticos. Eu não, eles são apenas o espelho do povo brasileiro: um povo preguiçoso, malandro, e que idolatra os safados. É o povo brasileiro que me avilta!
Não é difícil entender porque os eleitores brasileiros aceitam o LULA e a quadrilha do PT como seus líderes. A maioria das pessoas deste país faria as mesmas coisas que os larápios oficiais: mentiriam, roubariam, corromperiam e até matariam. Tudo pela sua conveniência.
Com muitas exceções, os brasileiros se dividem em 2 grupos :
1) Os que roubam e se beneficiam do dinheiro público, e
2) Os que só estão esperando uma oportunidade de entrar para o grupo 1.
Por que será que o brasileiro preza mais o Bolsa Família que a moralidade?
Fácil: Com a esmola mensal do bolsa família não é preciso trabalhar, basta receber o dinheiro e viver às custas de quem trabalha e paga impostos.
Por que será que o brasileiro é contra a privatização das estatais?
Fácil: Em empresa privada é preciso trabalhar, ser eficiente e produtivo; senão perde o emprego. Nas estatais é eficiência zero, comprometimento zero e todos a receber o salário garantido, pago com o imposto dos mesmos idiotas contribuintes.
Para mim chega! Passei minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar os outros. Resultado: Hoje sou chamado de 'Elite Privilegiada'. Hoje a moda é ser traficante, lobista, assaltante e excluído social.
Por isso, tomei a decisão de deixar de ser inocente útil, e de me preocupar com este povo que não merece nada melhor do que tem. Daqui pra frente, mudarei minha postura de cidadão. Vou me defender e defender os direitos e interesses da nossa 'Elite Privilegiada'.
1) Ao contrário dos últimos 20 anos, não farei mais doações para creches, asilos e hospitais. Que eles consigam os donativos com seu querido 'governo voltado para o Social'.
2) Não contribuirei mais com as famosas listinhas de fim de ano para cesta de natal, de porteiros manobristas, faxineiros e outros (O Abílio tinha razão). Eles já recebem a minha parte pelo Bolsa-Família.
3) Não comprarei mais CDs e não assistirei a filmes e peças de teatro dos artistas que aderiram ao Lulismo (lembra: 'tem que por a mão na merda!').
Eles que consigam sua renda com as classes C e D, já que a classe média que os sustentou até hoje não merece consideração.
4) Não terei mais empregados oriundos do norte-nordeste (curral eleitoral petista). Eles que utilizem um dos 'milhões de empregos gerados por este governo'!
5) Depois de 25 anos pagando impostos, entrarei no seleto grupo de sonegadores. Usarei todos os artifícios possíveis para fugir da tributação, especialmente dos impostos federais (IR). Assim, este governo usará menos do meu dinheiro para financiar o MST, a Venezuela, a Bolívia e as 'ONG´s fajutas dos amigos do Lula'.
6) Está abolida toda e qualquer 'gorjeta' ou 'caixinha' para carregadores, empacotadores, frentistas, e outros 'excluídos sociais'. Como a vida deles melhorou MUITO com este governo de esqu(m)erda', não precisam mais de esmolas.
7) Não comprarei mais produtos e serviços de empresários que aderiram ao Lulismo. É só consultar a lista da reunião de apoio ao Lula, realizada em Setembro/06. Como a economia está 'uma beleza', eles não estão precisando de clientes da 'Elite Privilegiada'.
8) As revistas, jornais e TV´s que defenderam os corruptos em troca de contratos oficiais estão eliminadas da minha vida (Isto É, Carta Capital, Globo, etc). A imprensa adesista é um 'câncer a ser combatido'. As TV´s que demitiram jornalistas que incomodaram o governo (lembra da Record com o Boris Casoy?) já deixaram de ser assistidas em minha casa.
9) Só trabalho com serviços públicos privatizados. Como a 'Elite Privilegiada' defende a Privatização, usarei DHL ao invés dos Correios, não terei contas na CEF, B.Brasil e outros Órgãos Públicos Corruptos.
10) Estou avisando meus filhos: Namorados petistas serão convidados a não entrar em minha casa. E dinheiro da mesada que eu pago não financia balada e nem restaurante com petista. Sem Negociação.
11) Não viajo mais para o Nordeste. Se tiver dinheiro, vou para o exterior, se não tiver vou para o Guarujá. O Brasil que eu vivo é o da 'Elite Privilegiada', não vou dar PIB para inimigo.
12) Não vou esquecer toda a sujeira que foi feita para a reeleição do 'Sapo Barbudo', nem os nomes dos seus autores. Os boatos maldosos da privatização (Jacques Wagner, Tarso Genro, Ciro Gomes), a divisão do Brasil entre ricos e pobres (Lula, José Dirceu), a Justiça comprada no STF (Nelson Jobin), a vergonha da Polícia Federal acobertando o PT (Tomás Bastos), a virulenta adesão do PMDB (Sarney, Calheiros, Quércia), a superexposição na mídia do Lula (Globo).
Sugiro que vocês comecem a defender sua ideologia e seu estilo de vida, senão, logo logo, teremos nosso patrimônio confiscado pela 'Ditadura do Proletariado'
Estou de luto! O meu país morreu!
— EU DESISTI DO BRASIL!!!"
Fonte: recebido por correio eletrônico - Autor desconhecido

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Brasil Virou um Grande PMDB

por Arnaldo Jabor
Estamos anestesiados diante da vida política do país.
A entrevista de Jarbas Vasconcelos na revista "Veja" desta semana é uma rara ilha de verdade neste mar de mentiras em que naufragamos. Precisávamos dessas palavras indignadas que denunciam a rede de mediocridade política e de desagregação de poderes que assola o país, do Congresso ao Executivo.
De dentro de casa, Jarbas berrou: "O PMDB é corrupto!" E mostrou como esse partido nos manipula, sob o guarda-chuva do marketing populista de Lula.
O que Jarbas Vasconcelos atacou já era voz corrente entre jornalistas, inclusive o pobre diabo que vos fala.
Mas sua explosão é legítima e incontestável, vinda de um dos fundadores do MDB, depois transformado nesta anomalia comandada pelo Sarney, que é o líder sereno e hábil da manutenção do atraso em nossas vidas. Duvidam? Vão a São Luís para entender o que fez esse homem com seu jaquetão impecável há 40 anos no poder daquele estado. Jarbas aponta: "A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador Sarney, (...) que vai transformar o país em um grande Maranhão".
Mais que um partido, o PMDB atual é o sintoma alarmante de nossa doença secular. Era preciso que um homem de estatura política abrisse a boca finalmente, neste país com a oposição acovardada diante do ibope de Lula.
Estamos aceitando a paralisia mental que se instalou no país, sob a demagogia oportunista deste governo. O gesto de Jarbas é importante justamente por ser intempestivo, romanticamente bruto, direto, sem interesses e vaselinas.
É mais que uma entrevista — é um manifesto do "eu-sozinho", um ato histórico (se é que ainda sobra algo "histórico" na política morna de hoje). E não se trata de um artigo de denúncia "moral" ou de clamor por "pureza": é um retrato de como alianças espúrias e a corrupção "revolucionária" deformaram a própria cara da política brasileira. Com suas alianças e negaças, o governo do PT desmoralizou o escândalo!
Lula revalidou os velhos vícios do país, abrindo as portas para corruptos e clientelistas, em nome de uma "governabilidade" que nada governa, impedido pela conveniência e pelos interesses de seus "aliados". É como ser apoiado por uma máfia para combater o mal das máfias.
Jarbas não tem medo de ser chamado de reacionário pelo povão ou pelos intelectuais que ainda vivem com o conceito de "esquerda" entranhado em seus cérebros, como um tumor inoperável.
Essa palavra "esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais e "santifica"qualquer discurso oportunista. Na mitologia brasileira, Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder. A origem quase "cristã" desse mito de "operário salvador", de um Getúlio do ABC, dá-lhe uma aura intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora.
A última vez que vimos verdades nuas foi quando Roberto Jefferson, legitimado por sua carteirinha de espertalhão, botou os bolchevistas malucos para correr.
Depois disso, chegou o lulo-sindicalismo, ou o peleguismo desconstrutivo, que empregou mais de cem mil e aumentou os gastos federais de custeio em 128 por cento.
O lulismo esvazia nossa indignação, nossa vontade de crítica, de oposição. Para ser contra o que, se ele é "a favor" de tudo, dependendo de com quem está falando — banqueiros ou desvalidos? Ele põe qualquer chapéu — é ecumênico, todas as religiões podem adorá-lo.
Ele ostenta uma arrogância "simpática" e carismática que nos anestesia e que, na mídia, cria uma sensação de "normalidade" sinistra, mas que, para quem tem olhos, parece a calmaria de uma tempestade que virá para o próximo governante.
Herdeiro da sensata organização macroeconômica de FHC, que, graças a Deus, o Palocci manteve (apesar dos ataques bolchevistas dos Dirceus da vida), Lula surfou seis anos na bolha bendita da economia internacional, mas não aproveitou para fazer coisa alguma nova ou reformista.
Lula tem a espantosa destreza de nos dar a impressão de que "tudo vai bem", de que qualquer critica é contra ele ou o Brasil.
Como disse Jarbas em sua entrevista, o governo do PT "deixou a ética de lado e não fez reformas essenciais, nem nada para a infraestrutura, e o PAC não passa de um amontoado de projetos velhos reunidos em pacote eleitoreiro (...), e o Bolsa Família, que é o maior programa oficial de compra de votos do mundo, não tem compromisso algum com a educação ou com a formação de quadros para o trabalho".
A única revolução que deveria ser feita no Brasil seria o enxugamento de um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado de privilégios, um Estado que só tem para investir 0,9% do PIB. A tentativa de modernização que FH tentou foi renegada pelo governo do PT. Lula fortaleceu o patrimonialismo das velhas oligarquias, e o PAC é uma reforma cosmética, como a plástica da Dilma, que ele quer eleger para voltar depois, em 2014. O único projeto do governo é o próprio Lula. Em cima dos 84% de aprovação popular, nada o comove. Só se comove consigo mesmo.
Lula se apropriou de nossa tradicional "cordialidade" corrupta para esvaziar resistências. Assim, ele revitalizou o PMDB — o partido que vai decidir nosso futuro! Hoje, não temos nem governo nem oposição — apenas um teatro em que protagonistas e figurantes são o PMDB.
E no meio disso tudo: o Lula, um messias sem programa, messias de si mesmo.
Oitenta e quatro por cento do povo apoia um governo que acha progressista e renovador, quando na verdade é ultraconservador e regressista.
Nem o PT ele poupou para "conservar" a si mesmo. O PMDB é sua tropa de choque, seu "talibã" molenga e malandro.
Agora ... tentem explicar este quadro que Jarbas sintetiza com a clara luz de sua entrevista para um pobre homem analfabeto que descola 150 reais por mês do Bolsa Família.
Vivemos um grande autoengano.
Fonte: O Globo - 17 Fev 09
citado em BOOTLEAD
COMENTO: reitero o que escrevi ontem, e que hoje foi reforçado pela apresentação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/PR), apoiada imediatamente por Valdir Raupp (PMDB-RO), extinguindo a famigerada "Verba Indenizatória" em contrapartida do aumento do subsídio dos senadores para R$ 24,5 mil mensais. Alguém duvida que tal medida será votada e aprovada em ritmo de urgência, em detrimento aos diversos Projetos de Lei que são de interesse da sociedade mas que dormem nas gavetas do Congresso Nacional? Por acaso Jarbas Vasconcelos falou alguma novidade ao apontar seus companheiros de partido como desonestos? Será que ele descobriu isso só agora, quando teve algum interesse contrariado? Por acaso alguém não sabe que PSDB, PMDB, DEM, PTB, PP, PPS, PCdoB, e as demais quadrilhas existentes no cenário político, lideradas pela maior de todas, que já se denominou "dos Trabalhadores" e agora é conhecida como "dos Trambiqueiros", não tem outro objetivo que o de locupletar seus membros às custas dos idiotas pagadores de impostos?
Será que ainda há quem seja ingenuo o suficiente para acreditar na existência de algum político interessado nos destinos do País e no bem estar da população?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Contraste!!

Dia 11 de fevereiro de 2009. 19:00 horas na cidade de Fortaleza. Estádio EUDORO CORREA. Perto de 1000 alunos do Colégio Militar de Fortaleza em forma. Alunos antigos e os novos que entraram pelo valor do mérito.
Arquibancada cheia com os familiares dos alunos. Centenas de mães e pais orgulhosos com os seus filhos.
Começa a solenidade de passagem de comando. Toque de corneta e o canto do Hino Nacional. Vibração. Todos cantam e o ar treme de brasilidade.
Ex-comandantes, generais e militares reformados. Palavra de despedida do comandante que sai.
O coronel orgulha-se de seus comandados. Lembra o que eles aprenderam.
Foram ensinados OS VALORES que dignificam o homem. Ressaltou a importância da família, célula mater da sociedade. Empolgava-se e empolgava os presentes. Era o civismo sendo pregado a céu aberto e todos enchendo o peito de ar verde/amarelo. O comandante que saía entregava ao que entrava a responsabilidade de formar o cidadão. Palmas e palmas, quando o comandante
terminou suas palavras.

É anunciado que o General comandante dos dois coronéis (o que entrava e o que saia) ia ler o elogio ao seu subordinado. Nova aula de civismo.
Confiança na formação do homem e cidadão. Enalteceu A PREGAÇÃO DOS VALORES ÉTICOS E MORAIS, que são os sustentáculos de uma sociedade organizada. Suas palavras comovem todos os presentes. Anuncia que os Colégios Militares do Brasil tinham conquistados 88 medalhas de ouro, das 300 a serem distribuídas pelo governo, na aferição da cadeira de matemática. Vitória do ensino responsável. Para um pouco e afirma que, em 2007 o prêmio de português foi levado em 1º lugar, por um aluno do Colégio Militar. Lembrou a existência do ITA e IME, como as melhores escolas de excelência do Brasil.
Ao terminar elogiou o Coronel que saía, por ter cumprido muito bem a missão. Chamou a atenção para o novo Comandante a fim de que não esquecesse: “aconteça o que acontecer OS VALORES pregados e amados no Exército são intocáveis”. A VERDADE é uma das vigas mestras que sustentam toda uma sociedade e A FAMÍLIA ORGANIZADA E AMADA, representa tudo de que uma sociedade digna precisa. Estes VALORES não podem deixar de estar presentes, em todo o momento. Palmas e palmas à nova aula.
Término da solenidade. Desfile dos jovens em continência ao novo Comandante. Os antigos à frente e os novos, atrás. Meninos e meninas de onze anos que estavam começando. A platéia de pé batendo palmas para os filhos.
Risos, alegria, fé no futuro e a certeza de que as nossas Forças Armadas são os sustentáculos do País, pois seus fundamentos estão apoiados nas colunas indispensáveis das VERDADE e FAMÍLIA.
ACREDITEM! HÁ NO BRASIL UM LOCAL ONDE AINDA SE FORMA O CIDADÃO. OS DOZE COLÉGIOS MILITARES ESTÃO VIVOS!

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O documento Que Maravilha: Valores! — do GRUPO GUARARAPES, onde se enalteciam os valores morais ensinados nos Colégios Militares fica brilhante com o que aconteceu em Belém do PARÁ. Como seria bom, se no Brasil, só houvesse reuniões, onde todos os presente cantassem o HINO NACIONAL e batessem palmas aos VALORES ÉTICOS E MORAIS que devem nortear a vida de um povo e que a BANDEIRA presente não tivesse a cor do sangue, e sim, as cores amarela verde, azul e branca.
Um componente do GRUPO GUARARAPES foi procurado por jovens que estiveram no FÓRUM SOCIAL DE BELÉM. Voltaram tristes, decepcionados e até descrentes.
Vamos tentar descrever a podridão constatada por estes jovens, patrocinada pelo governo, que gastou a soma de 120 milhões de reais.
O pior de tudo foi a desorganização perfeita. Nada começava na hora e não se sabia o que ia acontecer. Mais da metade do que estava previsto não aconteceu. As tendas eram manejadas para uma propaganda da esquerda radical, que, cada dia mais, procura dividir a sociedade brasileira. Era uma festa aos quilombolas, aos cubanos, que gastaram cerca 50 milhões. MST, CAMPESINA, ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS "deitavam e rolavam". Chamava a atenção as tendas pela liberação do aborto e das drogas. Parecia o fim do mundo.
As festas representavam o ponto alto da tal reunião. Droga e bebidas corriam livres e os movimentos pelas liberações das mesmas eram badalados.
A liberação sexual livre e até casamento coletivo de gays aconteceram. Não entenderam a quantidade de brincos e outros objetos nas língua, orelha, nariz, feitos penduricalhos, além da tatuagem que deformava o corpo, em grande número de moços. Para os jovens foi apenas um carnaval sexual; havia movimento feminista em que as moças apresentavam-se com os seios de fora.
Não entenderam, também, os jovens.
Não conseguiram assistir a reunião com a presença dos Presidentes RAPHAEL CORREA, CHAVEZ, EVO MORALES, FERNANDO LUPO E LULA. Só podia entrar bandeira vermelha, pessoal do MST, CUT, PT, CAMPESINA. Era uma festa da esquerda deslumbrante, bancada pelo governo brasileiro. Nenhuma bandeira do Brasil, ali presente.
Era a desorganização perfeita e a depravação organizada. Não havia água para banho suficiente. A higiene era desprezada e olhe que lá se defendia o MEIO AMBIENTE. O que viram foi a escola perfeita da degradação ambiental.
Papel, camisinhas usadas (falam, em cerca de 40.000) rolando pelo chão, resto de comida e por aí afora.
A líder que representava a luta cristã era toda tatuada e com brinco até na língua!! Não podia — pensam os jovens —, pronunciar o nome de JESUS.
FIM A DEVASSIDÃO QUE ACONTECEU EM BELÉM!!!!. O PARÁ MERECE MELHOR DESTINO!!!
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 125893, Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos 1.627 CIVIS – 48 da Marinha – 463 do Exército – 48 da Aeronáutica; total 2.186. In memoriam 32 militares e 2 civis.
batistapinheiro30@yahoo.com.br
17 de fevereiro de 2009
Fontes: 1º texto - Navegação Programada
2º texto - recebido por correio eletrônico

Não Tem Mais Jeito!!!

Nem bem os idiotas pagadores de impostos puderam comemorar uma vitória, mesmo que pequena, ao ser anunciado que a Câmara de Deputados vai, no futuro, permitir que os cidadãos confiram como os deputados gastam a famigerada "verba indenizatória", hoje cotada em 15 mil reais por mês, e já aparecem os safados querendo boicotar a ideia.
Primeiro não queriam que fosse divulgado o CNPJ dos fornecedores das Notas Fiscais usadas para obter as indenizações. Claro, isso possibilitaria a apresentação de "notas frias", a sonegação de impostos por parte dos "fornecedores", enfim a continuidade da maracutaia.
Frustrada a tentativa de continuidade do embuste, graças à pressão de parte da imprensa — fato raro nos dias de hoje — aparece outro "iluminado" com outra ideia brilhante: o líder do PSDB, José Aníbal, pretende simplesmente extinguir a verba indenizatória. Aparentemente uma boa idéia, mas como nada pode ser feito de forma honesta no valhacouto em que se transformou o Congresso Nacional, o patife quer a incorporação do mesmo valor de 15 mil reais mensais aos subsídios dos Deputados.
Fácil não é? Assim eles continuam a embolsar o valor, agora de forma legalizada, sem a necessidade de justificativas aos palhaços pagadores da farra.
Por essas e outras, não consigo entender o alvoroço feito em torno das declarações do senador Jarbas Vasconcelos, acusando os membros do seu partido, PMDB, por viverem em função de negociatas e corrupções. Por acaso ele falou alguma novidade? Será que ele descobriu isso só agora, quando teve algum interesse contrariado? Por acaso alguém não sabe que PSDB, DEM, PTB, PP, PPS, PCdoB, e as demais quadrilhas existentes no cenário político, lideradas pela maior de todas, que já se denominou "dos Trabalhadores" e agora é conhecida como "dos Trambiqueiros", não tem outro objetivo que o de locupletar seus membros às custas dos idiotas pagadores de impostos?
Que ingenuidade e bobagem é essa de alguns andarem bradando aos céus por nomes e provas? Será que ainda há quem seja ingênuo o suficiente para acreditar na existência de algum político interessado nos destinos do País e no bem estar da população?
E alguém acha que esse povinho — milhões que Marx denominava "lumpens" —, sustentado por bolsas-misérias pagas com as migalhas que sobram dos grandes roubos, está interessado em mudanças?
Classe média, vocês "sifu"!!

Agora a Inês é Morta

O ex-procurador-geral da União Jefferson Carlos Carús Guedes é vítima do “estado policial”. Ele teve de se demitir em novembro em meio a denúncias que agora se revelaram infundadas. Ontem, o Tribunal Regional Federal anulou o processo em que ele sequer teve direito à defesa prévia.
Fonte: Coluna do Claudio Humberto - 19 Fev 09
COMENTO: Sobre o caso, procurei na internet mais alguma coisa sobre o assunto e encontrei centenas de artigos contando sua desdita, inclusive, diversos comentários de pessoas que o conhecem, dando depoimento sobre sua integridade moral.
O volume de notas encontradas demonstra que a indiciação — como desdobramento de investigação da Polícia Federal exatamente sobre corrupção — foi amplamente divulgada, com ênfase ao fato de ser ele o criador de uma equipe anti-corrupção na Procuradoria-Geral da União, insinuando carência de probidade na tal equipe.
Talvez não tenha sido persistente o bastante na busca, mas sobre a anulação do processo, nada encontrei no dia de hoje.
Terá sido o ex-procurador vítima de alguma armação exatamente por agir contra a corrupção?

Visite o Site da Vergonha Na Cara

.por Alamar Régis Carvalho
Em 2004, já com um público leitor muito grande, eu, como todo brasileiro indignado com a pouca vergonha que não acaba mais em nosso país, com a safadeza política interminável e com todos esses absurdos que a gente vê a todo momento, na política brasileira, apresentei uma proposta através de um e-mail circular, enviado para todo o meu universo de amigos. 
Foi um dos e-mails que mais teve repercussão, entre todos os que já enviei. Inclusive cheguei a reenviá-lo, reformulado, e com novas colocações, por duas vezes.
Muita gente retransmitiu para as suas listas de conhecidos, alguns jornais publicaram, teve gente que imprimiu afixou em quadros de avisos de instituições públicas e até um amigo, do Rio Grande do Sul, que mandou imprimir em gráfica e distribuiu... enfim, foi uma coisa impressionante, que eu não esperava e nem pretendia que tivesse uma abrangência tão considerável.
A minha lista de amigos teve um crescimento enorme (um dos motivos para ser tão grande hoje), e eu, sinceramente, fiquei impressionado com a repercussão.
Nunca tive qualquer pretensão político partidária, embora tenha sido convidado certa ocasião, por duas vezes, por duas das maiores expressões políticas do Pará, ambos dizendo que eu levava muito jeito para coisa e, inclusive, um deles afirmando que poderia fazer de mim o deputado mais votado. Êita!!! é mole?
Consegui não me deixar tentar. Certamente estaria muito rico hoje e, quem sabe, dono de algumas emissoras de televisão e rádio, coisa que eu gosto muito, porque sou de televisão, adoro fazer televisão, tenho uma experiência enorme em TV e sou até conhecido, de Norte a Sul do País, por conta da televisão.
Mas foram tantos os e-mails chegados, inclusive de pessoas pedindo o meu telefone celular e de casa, a fim de conversar melhor sobre a idéia.
Desembargadores, Juízes, Advogados, alguns políticos e principalmente artistas, dentre eles, uma das maiores estrelas do cenário artístico nacional, que não quero dizer o nome aqui, para não parecer presunção.
Todo mundo dizia: Vamos levar esta idéia em frente! Isto é o que sonha todo brasileiro. Tome a frente disto, já que você é o pai da idéia.
Gente disposta a elaborar os estatutos, outros se oferecendo para cuidar da legalização...
Mas, sinceramente, a minha idéia não foi a de criar partido nenhum, principalmente porque já vi muitos deles nascerem, cheios de demagogias e hipocrisias, se dizendo salvadores da Pátria, depois entraram nos mesmos vícios e safadezas daqueles os quais tanto criticaram.
Não seria mais um?
Se você analisar bem a história recente do Brasil, deve se lembrar do tempo ARENA e MDB. O MDB, que virou PMDB depois, era crítico veemente da situação da época, protestava contra a ARENA, que era o partido dos governos militares, protestou contra a construção da hidrelétrica de Itaipu, qualificando-a como obra faraônica (imagine o Brasil, hoje, sem Itaipu), falava em democracia e em liberdade e prometia mudar o País, caso chegasse ao governo, fazendo daqui um paraíso, talvez melhor que a Suíça.
Com o governo José Sarney, ele chegou e tornou-se o maior partido do Brasil. Vivíamos a era cujo grande nome era o velho Ulysses Guimarães, o homem forte de Brasília.
O País virou primeiro mundo? A corrupção acabou? A política moralizou-se? O que nós temos hoje, de destaque, no Brasil, algo maravilhoso, que ficou na história, que tenha sido construído pelo PMDB? Coisa nenhuma.
Aí começaram a aparecer as oposições ao PMDB. Surgiu a dissidência, chamada PSDB. Novos salvadores da Pátria, o horário do TRE cheio de gente inflamada, mostrando dossiês contra os governantes do PMDB, acusando todo mundo de corrupto e safado e, o velho discurso: Se eu chegar ao governo, tudo vai mudar.
Não vimos nada em nossos estados e em nossas cidades, elegendo os palhaços do horário do TRE.
Veio o Fernando Collor, disposto a colocar o Brasil no Primeiro Mundo. Até que conseguiu alguma coisa, abrindo o mercado para os importados, inclusive obrigando a nossa indústria a fazer carros que prestam (hoje a nossa indústria automobilística é muito boa) graças a pressão dos maravilhosos carros importados que começaram a entrar. O PC Farias deitou e rolou, não resolveu nada e foi até botado pra fora do Palácio do Planalto.

Depois veio a era PSDB, com o Fernando Henrique reeleito e tudo. O PSDB foi um racha do PMDB, também prometendo salvar a Pátria. Os bancos passaram a mandar no Brasil e tudo passou a ser feito, como é até hoje, conforme as suas conveniências. A corrupção não acabou, a impunidade revoltante sempre foi uma marca terrível.
Há muito tempo, desde os tempos de governo militar, temos visto uma nova personagem, também prometendo salvar a Pátria, com o seu partido criticando tudo, atacando tudo, condenando a impunidade, a corrupção e tudo o que se fazia antes, inclusive o império dos bancos, que era o PT do Lula. De repente o PT chega ao governo, o Lula está aí, em segundo mandato.
Resolveu o problema do Brasil?
Não. O PT passou a fazer tudo aquilo que condenava antes, inclusive a manutenção do império dos bancos no País, que hoje está maior do que nunca. A FEBRABAN dá as ordens, já que o controle remoto do País está na Avenida Paulista e não na Praça dos Três Poderes.
Inteligentemente uma bem sacada jogada de marketing foi colocada em prática: "Vamos agradar pobre, porque pobre é a esmagadora maioria e é quem dá quantidade dos votos que elegem." Até aí tudo bem. Mas, oferecer educação para o pobre? Dá condições de saúde para pobre? Dar meios para ele se habilitar, crescer e adquirir condições para sair da pobreza e andar com as suas pernas?
Não, nada disto, "basta dar um dinheirinho pra ele que tá tudo bem, ele fica alegre". O futuro dele e dos seus filhos, já é outra conversa.
Os vícios continuam os mesmos, a safadeza continua a mesma, a corrupção não pára nunca.
Acabamos de ver o tal deputado, dono do castelo, que o Fantástico mostrou, chegar à condição de Corregedor da Câmara dos Deputados. Veja bem, gente, de CORREGEDORRRRRR!!!!
É muita cara de pau, dos nossos políticos, uma coisa desta! É uma subestime e um deboche para com o povo brasileiro.
É a mesma coisa que deixar raposa tomando conta de galinhas ou cachorro tomando conta da lingüiça.
Esta semana vimos a bombástica entrevista do Senador Jarbas Vasconcelos, na revista VEJA, denunciando: O PMDB é corrupto!!!! Você viu a cara do Senador José Sarney, do Renam Calheiros e de outros na televisão? Como sempre o "Nada a declarar".
Uai, declarar o quê? Diante de fatos, que argumentos teriam eles a declarar?
É claro que vão calar a boca dele, como calaram a do Roberto Jefferson. Cadê ele? Sumiu né? Não falou mais nada, tá tudo bemmmmmm.
Criamos o site do Partido Vergonha na Cara, sem maiores pretensões, sinceramente. Apenas uma idéia para ser apreciada pelo povo brasileiro, com um espaço para as pessoas se cadastrarem em um banco de dados que colocamos lá, apenas para avaliarmos se existe, de fato, muita gente indignada com essa pouca vergonha que não acaba nunca.
Se você concorda com as idéias, por favor, entre lá no site, que é o www.partidovergonhanacara.com e faça a sua inscrição, colocando os seus dados, principalmente escolaridade, localidade onde mora, etc. Não se preocupe, porque ninguém está assumindo qualquer compromisso de filiação partidária, porque ele não é partido político nenhum. Apenas uma idéia.
Se você achar que ela é boa, DIVULGUE, passe este e-mail em frente.
Caso tenhamos um número grande de inscrições, um milhão de pessoas, por exemplo, já é motivo para começar algum movimento para a possível legalização de um partido, obviamente sem donos, sem caciques e sem xerifes. Mas, se não tiver a resposta que imaginamos que possa ter, não tem problema nenhum, tiraremos o site do ar, ninguém fala mais nisto e valeu pela experiência.
Concluo afirmando que aqui não tem ninguém que pretenda ser líder político, que queira aparecer às custas disto, que pretenda ser dono de partido, que pretenda estar liderando pessoas e muito menos que pretenda, também, entrar na mamata, para se beneficiar do erário.
Trata-se apenas de uma idéia.
OBSERVAÇÃO FINAL: Se você quiser colocar a idéia no seu blog ou fazer qualquer tipo de divulgação, não é preciso pedir autorização. Primeiro porque o PVC não tem dono, segundo que é para ser divulgado mesmo.
Para a sua apreciação
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
alamar@redevisao.net
www.partidovergonhanacra.com
www.redevisao.net
www.alamar.biz

Uma Geração Sanguessuga

por Olavo de Carvalho 
Se querem saber por que a direita no Brasil é tão fraca, tão vacilante, perguntem a si próprios quantos liberais e conservadores, no seu círculo de conhecidos, têm alguma daquelas virtudes mínimas requeridas de um militante comunista.
Quando François-Noël Babeuf (1760-1797) fundou a primeira organização comunista de massas, ele fixou algumas regras para identificar os militantes capacitados e distingui-los dos oportunistas e aproveitadores. Essas regras foram absorvidas depois pela Primeira Internacional de Karl Marx e se tornaram parte integrante da tradição comunista. São até hoje um dos fatores essenciais que dão força e consistência ao movimento revolucionário. Filippo Buonarrotti, no livro que consagrou à epopeia babeufista, resume algumas delas.
— Devoção aos princípios da organização e disposição de sacrificar a eles o interesse pessoal e os prazeres.
— Coragem, desprezo pelo perigo e pelas dificuldades.
— Paciência e perseverança.
— Respeito pela hierarquia.
— Inviolável respeito à palavra dada, à promessa e aos votos.
— Nenhum desejo de brilhar, de dar impressão ou de se impor.
São normas de senso comum, sem as quais nenhuma organização pode prosperar, nenhum movimento político pode crescer, nenhum grupo humano pode avançar um passo sem tropeçar em dificuldades invencíveis e assistir, impotente, à vitória do inimigo perseverante, devotado, disciplinado e organizado.
Se o PT chegou aonde chegou, não foi pelos ardis maquiavélicos dos ladrões que o lideram. Foi graças ao esforço devotado de milhares de militantes anônimos que durante décadas ofereceram generosamente ao partido seu dinheiro e suas horas de trabalho, enfrentando toda sorte de riscos e dificuldades sem outra esperança senão a de que o socialismo petista pudesse dar a todos uma vida melhor.
Se querem saber por que a direita no Brasil é tão fraca, tão vacilante, tão incapaz de erguer a cabeça e enfrentar o adversário com algum sucesso, perguntem a si próprios quantos liberais e conservadores, no seu círculo de conhecidos, têm alguma daquelas virtudes mínimas requeridas de um militante comunista. Quantos aceitam sacrificar mesmo um pouco de suas ambições capitalistas do presente para assegurar que a democracia capitalista continue existindo no futuro? Quantos não tremem de pavor ante a mera possibilidade de ser, não digo assassinados, não digo surrados, não digo perseguidos, mas simplesmente xingados ou desprezados pelos esquerdistas?
Quantos não evitam a companhia de seus correligionários mais corajosos, só para não ser rotulados de extremistas junto com eles, mesmo sabendo que o rótulo é injusto? Quantos entendem a diferença entre defender a liberdade de mercado e beneficiar-se dela deixando a outros menos beneficiados, ou não beneficiados de maneira alguma, o encargo de defendê-la?
Minha experiência, nesse sentido, foi bem decepcionante. Durante muitos anos fui praticamente o único, na grande mídia, a defender os valores que a esquerda odeia — pelo menos o único a defendê-los com alguma eficiência, erguendo a discussão para um plano de exigência intelectual e de franqueza verbal em que meus adversários sentiam falta de ar e preferiam abandonar a luta. Rompi a marteladas o manto de chumbo com que a ideologia dominante esmagava, ora sob insultos atemorizantes, ora sob afetações de desprezo olímpico, toda veleidade de oposição.
Contra tudo e contra todos, abri um espaço. Quem veio ocupá-lo? Um exército de militantes, de combatentes, de homens valentes dispostos a honrar o exemplo do antecessor? Sim, vieram alguns com esse espírito, e muito me orgulho deles. Mas em geral o que vi foi uma horda de oportunistas esfomeados, que na atmosfera mais respirável que se abria não viam um horizonte de luta, mas um mercado, uma promessa de lucros fáceis, uma oportunidade de subir na vida sem fazer força.
As palavras conservadorismo, liberalismo, democracia, não atingiam os seus corações como um chamamento ao dever: afagavam seus ouvidos como um sussurro sedutor, rebrilhavam em seus olhos como cifrões esculpidos em ouro. Eles entravam em campo, decididos não a continuar o que eu havia começado, mas a explorá-lo em proveito próprio, vendendo logo a primeira colheita em vez de replantar as sementes.
Para isso, tinham de transmutar o fruto do meu trabalho em um produto menos ácido, mais palatável, próprio a ser consumido como divertimento intelectual em vez servir de combustível e munição. Não vinham lutar ao meu lado, mas tentar ocupar o meu lugar o mais rápido possível, chutando para um canto o pioneiro incômodo e substituindo ao seu discurso exigente e implacável o estilo castrado e acomodatício dos oportunistas e dos sedutores.
Fonte: Diário do Comércio em 12/02/2009
citado em Ternuma