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domingo, 5 de novembro de 2017

George Soros e Open Society Financiam a Nova Ordem Mundial

Quando, jovem e tardiamente, comecei a interessar-me pelo que acontecia no Brasil e no mundo, era pela imprensa que eu buscava informação e análise. Jornais, revistas e televisão eram as minhas fontes. Se os meios de comunicação e os seus comentaristas eram disfarçadamente parciais, política e ideologicamente engajados, tal me escapava. Tamanha era força da imprensa e do mito da imparcialidade que leitores como eu, o leitor médio, éramos incapazes de identificar qualquer viés político de esquerda no conteúdo que nos era apresentado. O que lá estava escrito nas publicações ou dito em imagens na tevê era, portanto, a representação fiel da realidade.
Com o passar dos anos, era natural que eu e tantos outros achássemos que nossas opiniões individuais eram nossas e não, como de fato eram, meras reproduções da posição política de jornalistas, comentaristas, enfim, de toda a fauna conhecida como formadora de opinião.
Quando os diretores e operários de esquerda da imprensa brasileira decidiam que tal e qual assunto deveria ser objeto de exposição pública e debate, expunham-no de uma maneira que o conteúdo direcionasse e definisse a opinião do leitor ou do espectador. Ao esconder-se sob o falso manto da imparcialidade, a empresa jornalística enganava os seus consumidores ao maquiar a forma de apresentar a informação e ao colocar especialistas de esquerda que defendiam a sua visão de mundo como se ambas, opinião e visão de mundo de esquerda, fossem a verdade e não a sua imitação fraudulenta.
Se até poucos anos atrás essa postura passava incólume, hoje, graças ao bom Deus, uma parcela cada vez mais numerosa da sociedade brasileira está sendo exposta a essa imitação fraudulenta da verdade empreendida por parte da grande imprensa e de organizações cada vez mais atuantes naquilo que se chama de debate público, que nada mais é, como sempre disse um amigo, debate publicado.
Os representantes dessas organizações têm uma espécie de sala VIP em grandes jornais e emissoras de tevê. Não importa o que digam e defendam, contam sempre com a valiosa ajuda dos grandes canais de comunicação e assim também conseguem influenciar a produção artística das empresas, como programas de auditório, séries e novelas. Dessa forma, o telespectador é submetido a uma grade de programação revolucionária que gradualmente faz cumprir o seu intento de destruir a imaginação moral, de mudar mentalidades e, portanto, a sociedade.
Várias dessas entidades que gozam de prestígio na tevê e na grande imprensa brasileira são financiadas por um bilionário húngaro-americano que tem como objetivo promover uma engenharia social mundial que atenda a sua agenda ideológica e empresarial. Para isso, George Soros não economiza dinheiro nem esforços. Graças aos vazamentos de documentos feitos no ano passado pelo Wikileaks e pelo DC Leaks foi possível constatar a dimensão, ainda que parcial, dessa drenagem de recursos para organizações, partidos e políticos de esquerda em várias partes do mundo, dos Estados Unidos, passando pela Hungria até chegar ao Brasil.
Dias atrás, foi noticiado que Soros fez nos últimos anos doações que somaram US$ 18 bilhões para a sua organização Open Society Foundations, nome inspirado no famoso livro A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (volumes 1 e 2), de Karl Popper, que deve estar se revirando no túmulo em virtude da homenagem.
Até mesmo para Soros essa doação para a sua própria fundação é algo impressionante e mostra a seriedade com que ele encara o trabalho desenvolvido pela Open Society. Como salientou o jornal de esquerda The New York Times, foi uma das maiores doações de dinheiro já feitas por um doador privado para uma única instituição nos Estados Unidos. Isso significa que haverá verba ainda mais farta para as esquerdas nativas potencializarem o trabalho revolucionário que já desenvolvem.
Nos Estados Unidos, há anos Soros é um dos maiores doadores do Partido Democrata. Na eleição presidencial passada, investiu muito dinheiro na campanha da candidata Hillary Clinton, que perdeu a eleição para Donald Trump. A vitória de Trump acendeu o alerta vermelho da organização, que passou a trabalhar com um “novo senso de urgência”, segundo disse ao New York Times o vice-presidente da entidade, Patrick Gaspard.
Aqueles documentos vazados no ano passado pelos sites Wikileaks e DC Leaks que eu mencionei mostraram o grau de influência de Soros sobre Hillary e o Partido Democrata, que receberam ambos cerca de US$ 25 milhões do bilionário para a eleição de 2016. Soros é, aliás, um dos maiores doadores de toda a carreira política de Hillary.
Como esse tipo de apoio nunca sai de graça e quem decide fazer o pacto uma hora terá de prestar contas a Mefistófeles (obrigado, Goethe), um dos e-mails vazados revelou que Soros, mediante um representante, enviou instruções a Hillary, então secretária de Estado do governo de Barack Obama, para intervir na política da Albânia, país onde ele tem negócios. Três dias depois da mensagem, o nome sugerido por Soros, Miroslav Lajcak, foi enviado pela União Europeia para mediar o conflito entre os rivais políticos albaneses.
Investindo o seu dinheiro de forma estratégica, Soros também teria orientado políticos do Partido Democrata para fazer valer seus interesses dentro e fora dos Estados Unidos, além de ter tentado manipular eleições na Europa. Ainda segundo os documentos vazados, através da Open Society, o bilionário financiou entidades em várias partes do mundo.
No Brasil e em outros países da América Latina, a Open Society injeta cerca de US$ 37 milhões por ano. A Fundação Ford, igualmente notória por financiar esquerdistas ao redor do mundo, destina US$ 25 milhões para organizações de esquerda de países latino-americanos.
Esse dinheiro só vai, porém, para iniciativas que atendam o grande projeto global de revolução social financiado por Soros, o que significa promover o aborto, a legalização das drogas e ataques sistemáticos a todos os costumes, tradições e instituições sociais que de alguma maneira ainda protegem a sociedade brasileira da ação revolucionária. Por isso, o apoio cada vez maior a grupos que usam o termo “mídia independente” para desenvolver de forma radical e inclusive pressionar o trabalho realizado pela grande imprensa.
Um desses projetos é a Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), que ficou conhecida nas manifestações de 2013 dizendo-se independente, mas que havia recebido US$ 80 mil da Open Society. Vinculado ao Fora do Eixo, entidade chefiada por Pablo Capilé, a Mídia Ninja inaugurou na semana passada a sua nova sede na região central de São Paulo. Para legitimar seu trabalho, reuniu a fauna e a flora artística de esquerda. Foi nesse evento que Caetano Veloso tentou ser humorista: “Algum conservadorismo é necessário. Pode não ser desejável, mas é necessário”. O cantor e compositor inaugurou com a frase um novo ofício: bedel do conservadorismo pátrio mesmo que ele não faça ideia do que seja conservadorismo.
Outra entidade que atua na seara da produção de conteúdo é a Agência Pública, do esquerdista Leonardo Sakamoto, que em cinco anos recebeu mais de R$ 1 milhão da Open Society. É com os dólares de Soros que a Agência Pública diz realizar um “modelo de jornalismo sem fins lucrativos para manter a independência”. Independência similar à da Mídia Ninja. Sakamoto é autor da célebre frase metafísica: o que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas.
Mas nessa relação entre imprensa, tevê e organizações financiadas por George Soros, destaca-se Ronaldo Lemos, comentarista da Globonews, cofundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio). O ITS Rio recebeu da Open Society US$ 350 mil entre 2014 e 2015. Lemos foi talvez o nome mais conhecido na elaboração e defesa do Marco Civil da Internet, que abriu a possibilidade de regulação e de controle pelo Estado e que foi usado pela Justiça como fundamento jurídico para suspender o aplicativo WhatsApp.
Outro destaque é a também comentarista da Globonews (e voz cada vez mais conhecida na defesa da legalização das drogas) Ilona Szabó de Carvalho, diretora-executiva e coordenadora do Programa de Políticas sobre Drogas do Instituto Igarapé. Também financiado pela Open Society, o Igarapé recebeu mais de R$ 670 mil entre 2014 e 2015.
Em abril de 2015, aliás, houve um evento simbólico dessa relação: Ilona organizou junto com Pedro Abramovay, sobre quem falarei mais adiante, um jantar para George Soros no apartamento do casal Florência Fontan Balestra e Fabiano Robalinho Cavalcanti, ambos do Instituto Igarapé. O encontro reuniu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jorge Paulo Lemann (3G Capital), David Feffer (Grupo Suzano), Celso Lafer (advogado e professor), Guilherme Leal (Natura), Ricardo Marino (Itaú-Unibanco), Olavo Monteiro de Carvalho (Grupo Monteiro Aranha), Luciano Huck, Carlos Jereissati (Grupo Jereissati), Raphael Klein (Casas Bahia e Kviv Ventures) e Beatriz Gerdau (Grupo Gerdau). Nesse jantar no Rio de Janeiro, Soros falou sobre a cultura da filantropia, o que significa que ele falou sobre a sua cultura de filantropia para pessoas muito influentes e com muito dinheiro. Além disso, ele participou de um seminário sobre drogas.
Ainda sobre o ITS Rio, junto com Ronaldo Lemos integram a equipe Eliane Costa, que foi gerente de patrocínio da Petrobras de 2003 a 2012 (ou seja, durante todo o governo Lula); Lucia Nader, que é Fellow da Open Society; e Ana Toni, que integra o conselho editorial do jornal socialista Le Monde Diplomatique Brasil e que atuou como diretora da Fundação Ford no Brasil de 2003 a 2011 (quase o mesmo período em que sua colega trabalhou na Petrobras).
A drenagem dos recursos de Soros também alimenta entidades criadas por aquelas já financiadas pela Open Society. O ITS Rio, por exemplo, criou o site Mudamos.org, que recebe dinheiro de Soros e orgulha-se de ter participado da criação do Marco Civil da Internet. O dinheiro entra por vários canais, mas converge para o mesmo duto. O idealizador do Mudamos.org é o sociólogo socialista Luiz Eduardo Soares. Ele foi secretário de Segurança Pública do governo Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, e secretário nacional de Segurança Pública do governo Lula, além de coautor do livro Elite da Tropa, que serviu de base para o filme Tropa de Elite. Soares é notório defensor da desmilitarização da Polícia Militar e da descriminalização das drogas, cuja proibição tem como consequência, segundo ele, a criminalização da pobreza, sem reduzir a criminalidade ou o consumo de drogas. Se a pobreza é criminalizada em função da proibição, o sociólogo está dizendo que os pobres são criminalizados por envolvimento com as drogas? Não seria esta uma posição altamente preconceituosa e falsa de alguém que se equilibra entre Karl Marx e Michel Foucault?
Outras organizações que receberam dinheiro de Soros para influenciar a sociedade brasileira para liberação das drogas foram o Movimento Viva Rio, que entre 2009 e 2014 recebeu US$ 107 mil para atuar na defesa da liberação das drogas; e o Instituto Fernando Henrique Cardoso, que recebeu US$ 111.220 entre 2015 e 2016. O ex-presidente tornou-se a voz mais famosa a defender a legalização.
Há ainda o Instituto Arapyaú, fundado por Guilherme Leal, um dos donos da empresa Natura e que, em 2010, foi candidato a vice-presidente de Marina Silva, que foi petista por 24 anos até pedir para sair em 2009. Um dos membros do conselho de governança é o petista Oded Grajew, idealizador do Fórum Social Mundial (a disneylândia do socialismo latinoamericano), ex-assessor especial do presidente Lula e coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, que recebeu US$ 500 mil da Open Society em 2014 e 2015.
A lista vai além. O projeto Alerta Democrático, que recebeu US$ 512.438 em 2014 da Open Society Foundations, tem na sua equipe o já citado petista Pedro Abramovay, que trabalhou no Ministério da Justiça nos governos Lula e Dilma e que é, vejam só, Diretor Regional para América Latina e Caribe da própria Open Society. Abramovay também foi diretor no Brasil do site de petições Avaaz, que ele definiu “como um movimento que tem princípios”, não uma rede social ou “um espaço neutro”. Por isso, só aceita petições de causas afeitas à ideologia e retira do ar qualquer petição que vá contra os princípios do movimento. Outro integrante da equipe do Alerta Democrático é o ex-BBB Jean Wyllys, que usa o seu mandato de deputado federal para fazer valer o projeto de engenharia social mediante mudança de comportamentos de cima para baixo pela ação do Estado.
O financiamento de organizações socialistas e comunistas por uma certa elite econômica nem é uma novidade histórica: os revolucionários russos foram financiados por grandes empresários para fazerem a revolução de 1917; os nazistas foram financiados por grandes empresários para conquistarem o poder em 1932; os petistas foram financiados por grandes empresários até conquistarem o governo federal em 2002 (a Operação Lava Jato apresenta cada dia mais a dimensão, por ora incalculável, desse financiamento).
A agenda de Soros e a das organizações de esquerda é uma só ou converge em muitos pontos, a depender da organização e do país onde está sediada. O bilionário financia projetos que se coadunam com sua visão revolucionária de mundo; os revolucionários aceitam a doação porque o dinheiro financia o seu projeto revolucionário de mudar o mundo.
O primeiro a denunciar o projeto global de Soros via financiamento de organizações de esquerda foi o professor Olavo de Carvalho, a partir do fim da década de 1990. Muitos artigos sobre o tema foram publicados no jornal O Globo e depois reunidos no livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, organizado por Felipe Moura Brasil e publicado pela Editora Record.
E por que Soros faz o que faz?
Algumas respostas foram dadas pelo autor de Por trás da Máscara, Flavio Morgenstern, no podcast do site Senso Incomum, e pelo também colunista da Gazeta do PovoAlexandre Borges:
Soros é, possivelmente, o indivíduo sem cargo eletivo mais influente do mundo. (…) 
George Soros se vê como um missionário das próprias utopias e não conhece limites para usar sua fortuna quase sem paralelo para influenciar a política, a imprensa e a opinião pública em diversos países, especialmente os EUA. Como ele mesmo disse, ‘minha principal diferença de outros com uma quantidade de recursos acumulados parecida com a minha é que não tenho muito uso pessoal para o dinheiro, meu principal interesse é em ideias.(…)  
A Open Society é uma ONG bilionária destinada a influenciar a opinião pública e a política no mundo. Ela está presente em mais de 70 países é tão poderosa que, em alguns regimes, é considerada um ‘governo informal’. Nos EUA, mantém o poderosíssimo Media Matters, que dá o tom de praticamente toda a imprensa americana, além de ser o principal financiador do The Huffington Post, um ícone da esquerda mundial.(…)  
O número de fundações, ONGs, sindicatos e veículos de comunicação que recebem dinheiro de George Soros ou de suas fundações é tão vasto que só um incansável pesquisador como David Horowitz para catalogar e publicar no seu portal Discover the Networks. Se você tiver curiosidade, é só clicar aqui.”

Depois de descobrir qual é a agenda dessas organizações, quem as representa e as financia, e a influência que exercem na política, na economia e na opinião pública no Brasil, cabe a você refletir se aquilo que você pensa sobre desarmamento, liberação das drogas, desmilitarização da PM, democracia e outros temas é o resultado de uma análise genuína baseada em informações precisas ou uma mera repetição de discursos ideológicos previamente criados por esses revolucionários financiados pelo grande capital que costumam criticar.
Porque as agendas políticas que hoje despertam paixões, que provocam “polêmicas” e discussões nas redes sociais são muitas vezes o resultado de um trabalho muito bem articulado de instituições e personagens que nem sempre aparecem ou que aparecem como especialistas imparciais. Convém ter isso em mente e estar sempre alerta antes de defender determinadas posições e de agir como inocente útil de uma ideologia e de um projeto político tão ocultos quanto infames. Não se enganem: hoje, em qualquer canto onde haja um projeto revolucionário, George Soros está lá.
Fonte:   Gazeta do Povo
COMENTO: em resumo, o problema reside no fato de que, junto com uma extensa agenda visando a destruição da atual sociedade, os pretensos líderes do futuro inserem algumas coisas simpáticas a todo mundo (ou quase). 
Assim, fazem com que seus objetivos aparentem não ser tão deletérios. Isto é facilmente verificável nas redes sociais, particularmente nas "notícias" da "grande mídia" e nos diversos comentários a elas referentes. Temas como "união gay", por exemplo, assunto que só diz respeito e interessa aos gays, (cerca de 10% da população, quando muito) é frequentemente exposto junto a outros temas relativos a drogas, aborto, racismo, feminismo e outros, sendo motivo de extensa discussão e da maioria dos comentários. Quando isso ocorre, as demais "demandas" sequer são notadas. Outro exemplo de objetivo maléfico a ser imposto à sociedade é o esforço pela "descriminalização" das drogas sob o argumento da liberdade de cada um dispor de sua vida e saúde como bem lhe aprouver. Faz tempo que George Soros incentiva essa ideia que aqui no Brasil, não por coincidência, tem o apoio de FHC. A experiência de Pepe Mujica liberar a venda de maconha no Uruguai já está mostrando o resultado catastrófico da iniciativa, mas os canalhas de sempre fingem não ver.

domingo, 30 de junho de 2013

Movimento Passe Livre, Foro de São Paulo e Constituinte

por Graça Salgueiro
Uma nova Constituição é o desejo mais caro do Foro de São Paulo há décadas, tendo sido implantado primeiro na Venezuela, seguido por Equador, Bolívia e Nicarágua, e que está na pauta de exigências das FARC para a Colômbia.
Membros do bando terrorista EZLN recebem membro do MPL Brasília no México, em 2007, e exibem bandeira do movimento. (Crédito da foto: Terceiro/Divulgação)
O mundo está apreciando as manifestações que estão ocorrendo no Brasil como um movimento surgido espontaneamente no seio de uma sociedade farta de tanta corrupção. Nós sabemos, porém, que não existe “geração espontânea” e que em todos esses movimentos surgidos no mundo atual, há alguém por trás comandando-os, ditando as palavras de ordem e financiando-os.
A cara mais visível do movimento brasileiro, que começou em São Paulo, é o “Movimento Passe Livre” (MPL) que afirma não ter líderes e que se inspira no Exército Zapatista mexicano do lendário sub-comandante Marcos, cujo lema é “abaixo e à esquerda está o coração”. “Abaixo” é a classe operária e proletária e “à esquerda” a orientação ideológica.
Como nos demais movimentos ditos “espontâneos”, o MPL além de ser financiado por entidades pertencentes ao mega-investidor George Soros, recebeu o respaldo do Foro de São Paulo (FSP) desde o início. Sua missão era colocar o povo nas ruas e criar o caos, daí porquê o motivo exibido inicialmente era apenas contra o aumento de R$ 0,20 das passagens dos transportes e que, atingido o objetivo, retirou-se alegando “infiltração da extrema-direita”. É curioso notar ainda a esse respeito, que os estudantes pagam meia-passagem e os trabalhadores que dependem dos transportes coletivos recebem vale-transporte, deixando claro que havia algo mais por trás do que uma indignação legítima a um aumento “abusivo”. Aliás, a única categoria que não se viu nas ruas foi a do trabalhador, que depende de ônibus diariamente.
Não podemos deixar de notar, também, que no encontro ocorrido na Câmara de Vereadores de Porto Alegre em fins de maio, que comentei em artigo anterior, constou no documento final o seguinte: “Os e as estudante e jovens da América do Sul, com sua alegria e vitalidade empreenderão a bela tarefa de trabalhar em rede latino-americana (...) que começará suas ações continentais nos próximos 8 e 9 de junho”. 
Outro dado importante, é o que consta da carta de intenções do próximo Encontro do FSP que será realizado em São Paulo entre os dias 31 de julho a 4 de agosto e que diz: “Os partidos políticos agrupados no Foro de São Paulo têm, portanto, o triplo papel: orientar nossos governos a aprofundar as mudanças e acelerar a integração, organizar as forças sociais para sustentar nossos governos ou fazer oposição aos governos de direita, e construir um pensamento de massas, latino-americano e caribenho, integracionista, democrático-popular e socialista. (...) Parte importante do aprofundamento das mudanças e premissa da construção de um pensamento latino-americano e caribenho, é a democratização da comunicação social e dos poderes judiciários” (Foro de São Paulo.org-2713 e http://archive.is/Pyff5).
Ontem (24/6) dona Dilma chamou para uma conversa, depois de um insosso e vazio pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, prefeitos e governadores de 27 unidades da federação nacional, onde apenas dois pontos são relevantes: a contratação de médicos estrangeiros (que por exigência de Cuba já se firmou contrato para exportação de seus agentes ao Brasil) e a convocação de um plebiscito popular para uma constituinte, visando as reformas políticas.
Ora, uma nova Constituição é o desejo mais caro do FSP há décadas, tendo sido implantado primeiro na Venezuela, seguido por Equador, Bolívia e Nicarágua, e que está na pauta de exigências das FARC para a Colômbia, na tal mesa de negociações de paz em Havana! Como disse Chávez em 2005 num encontro do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, as mudanças ocorridas na Venezuela seguiam mais rápidas porque era como se seu país andasse numa Ferrari enquanto o Brasil ia de Fusca, querendo dizer com isso que, como nosso país é muito maior que os demais, suas mudanças não poderiam se dar de forma tão rápida quanto os participantes daquele evento comunista desejavam.
Como bem explicou Olavo de Carvalho em seu artigo “Caos e estratégia (I)”, o Brasil está passando do período de “transição” para a fase da “ruptura”. Se o governo conseguir instalar essa tão desejada constituinte, estaremos a um passo de consolidar um regime socialista como determinou o FSP. A Venezuela com Chávez começou assim. É hora de pôr as barbas de molho e rezar. Muito.
Fonte:  Mídia Sem Máscara
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domingo, 20 de janeiro de 2013

"Novilíngua" Sapa Democracias

por Janer Cristaldo
Costumo afirmar que há décadas não leio ficções. Mas há aquelas que se impõem, às quais voltamos sempre. O livro mais importante do século passado, a meu ver, é 1984, de George Orwell, publicado em 1948. Em verdade, não é exatamente uma ficção. Mas um denso e premonitório tratado de linguística. Que é 1984?
Estamos em uma sociedade que, em 1948, Orwell situará trinta anos atrás. O mundo está dividido em três grandes superpotências — como hoje — em guerra permanente: a Eurásia, que situamos nas atuais Rússia e Europa; a Lestásia, coincidindo com a China e o Japão; e a Oceania, incluindo a Grã-Bretanha, as três Américas e Austrália. Há ainda um vago território em disputa, que inclui o Oriente Médio, a África e o Afeganistão.
A ação do romance transcorre em Londres, capital da Oceania. O personagem central é Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, cuja função é criar e divulgar inverdades. Winston relaciona-se com Júlia, "rebelde da cintura para baixo", o que, entre outras coisas, o levará à perdição, pois neste Estado não se admite relações mais sólidas entre um cidadão e outro do que as relações entre o cidadão e o Estado. Temos ainda Goldstein, de hipotética existência, membro de uma oposição subterrânea denominada Fraternidade.
Temos o Grande Irmão, de abstrata existência, tão abstrata que sequer talvez exista, ou pelo menos tenha deixado há muito de existir, mas que exige de todos amor e submissão. E temos outro elemento importante, o tecnocrata O'Brien, o mantenedor da Ordem, definida como eterna e imutável. Toda transformação, toda revolução, é impensável no universo orwelliano. A relação entre dominante e dominado será possível através da dor. Ouçamos O'Brien, enquanto tortura Winston:
"— O verdadeiro poder, o poder pelo qual temos de lutar dia e noite, não é o poder sobre as coisas, mas sobre os homens. Como é que um homem afirma seu poder sobre outro, Winston?
Winston refletiu.
— Fazendo-o sofrer.
— Exatamente. Fazendo-o sofrer. A obediência não basta. A menos que sofra, como podes ter certeza que ele obedece tua vontade e não a dele? O poder está em se despedaçar os cérebros humanos e tornar a juntá-los da forma que se entender. Começas a distinguir que tipo de mundo estamos criando?"
Às antigas civilizações fundadas no amor ou na Justiça, O'Brien contrapõe um mundo de medo, traição e tormento, onde o progresso será no sentido de maior dor.
"— Já estamos liquidando os hábitos de pensamento que sobreviveram de antes da Revolução. Cortamos os laços entre filho e pai, entre homem e homem, entre mulher e homem. Ninguém mais ousa confiar na esposa, no filho ou no amigo. Mas no futuro não haverá esposas nem amigos. As crianças serão tiradas das mães ao nascer, como se tiram os ovos da galinha. O instinto sexual será extirpado. A procriação será uma formalidade anual como a renovação de um talão de racionamento. Aboliremos o orgasmo. Nossos neurologistas estão trabalhando nisso. Não haverá nem arte, nem literatura, nem ciência.(...) Mas sempre... não te esqueças, Winston... sempre haverá a embriaguez do poder, constantemente crescendo e constantemente se tornando mais sutil. Sempre, a todo momento, haverá o gozo da vitória, a sensação do pisar um inimigo inerme. Se queres uma imagem do futuro, pensa sempre numa bota pisando um rosto humano — para sempre".
Para manter ad aeternum este poder, os tecnocratas de Oceania utilizam instrumentos simples e eficazes, ao alcance de qualquer ditador contemporâneo:
— a vigilância permanente, através de um aparelho emissor-receptor de TV, o olho onipresente do Grande Irmão. Permanentemente ligada, transmite o tempo todo propaganda estatal, enquanto ao mesmo tempo vigia o espectador involuntário.
— a destruição do passado, mediante o recurso elementar de controlar o registro da História, reescrever documentos e jornais, eliminar qualquer possibilidade de memória.
a criação de um novo vocabulário, a Novilíngua, ou melhor, a redução sistemática do acervo vocabular então existente. O discurso se reduz a slogans, o que permite dizer: guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força. As palavras se transformam em siglas, não temos mais socialismo inglês, mas Ingsoc. A palavra é substituída por módulos. Em vez de mau, temos inbom. Uma pessoa que desapareceu não é uma pessoa que desapareceu, é uma impessoa. Nunca existiu.
— a aniquilação imediata, através de uma eficiente polícia política, de toda e qualquer oposição ao sistema.
Objetivo final desta filosofia: a eliminação total daquilo que se convencionou chamar um ser humano.
Se és homem, Winston, és o último homem. Tua raça está extinta. Nós somos os herdeiros. Entendes que estás sozinho? Estás fora da história, tu és não existente". Mas o mais profético da obra de Orwell é certamente o newspeak. Ou novilígua. Eliminar palavras antigas e conferir-lhe nova forma e novo significado. É o que estamos vendo, em todos os países do Ocidente, através do politicamente correto.
Comentava ontem a nova mania na Alemanha, que pretende eliminar da literatura a palavra negro. Comentei ainda há pouco o ousado passo dos suecos, que pretendem eliminar da escola os pronomes ele e ela. Em Estocolmo, a pré-escola proíbe que crianças sejam tratadas como meninos e meninas. Em conformidade com um currículo escolar nacional que busca combater a "estereotipação" dos papéis sexuais, uma pré-escola do distrito de Södermalm, da cidade de Estocolmo, incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências aos sexos masculino e feminino. Os professores e funcionários da pré-escola Egalia evitam usar palavras como "ele" ou "ela" e em vez disso se dirigem aos mais de 30 meninos e meninas, de idades variando entre 1 e 6 anos, como "amigos".
O han e o hon (ele e ela), foram trocados pelo pronome neutro hen, palavra que não existe nos dicionários. Mas tampouco é nova. Foi proposta por Hans Karlgren em 1994. Mas já havia sido aventada por Rolf Dunas, no Upsala Nya Tidning, em 1966. Nesta proposta, hen era apresentado como substituição a han e hon e mais: henom substituiria henne/honom (dele/dela). A palavra parece ter sido inspirada no finlandês hän.
Chez nous, temos a homoafetividade e o poliamor. Homossexualismo já era. Agora vige homoafetividade. A velha poligamia morreu. Viva o poliamor. Negro é insulto. O correto agora é afrodescendente. (Como se não fôssemos todos afrodescendentes). Para o PT não existem mais crimes. Mas malfeitos.
O idioma fictício criado por Orwell só podia existir em um Estado totalitário, que controla inclusive a História, reescrevendo livros e jornais. Em 2013, estamos em pleno 1984 orwelliano. Removendo-se a palavra ou um de seus sentidos, as pessoas não podem se referir a algo. Logo, este algo não existe mais. Controlando a linguagem, o governo controla o pensamento. 
Alguns conceitos da novilíngua:
Duplipensar - Duplo pensamento, duplicidade de pensamentos, saber que está errado e se convencer que esta certo. "Inconsciência é ortodoxia".
Crimidéia - Crime ideológico, pensamentos ilegais.
Impessoa - Uma pessoa que não existe mais, e todas as referências a ela devem ser apagadas dos registros históricos.
Crimideter – Segundo Orwell, "faculdade de deter, de paralisar, como por instinto, no limiar, qualquer pensamento perigoso. Inclui o poder de não perceber analogias, de não conseguir observar erros de lógica, de não compreender os argumentos mais simples e hostis ao Ingsoc, e de se aborrecer ou enojar por qualquer trem de pensamentos que possa tomar rumo herético." - Como descrito pelo próprio autor no livro.
Negrobranco - A palavrinha tem dois sentidos mutuamente opostos. Quando é aplicada a um adversário, é o hábito de se afirmar que o negro é branco, apesar dos fatos evidentes. Quando aplicada a um membro do Partido, simboliza a lealdade de afirmar que preto é branco, se isso for exigido pelo Partido. Também significa acreditar que o preto é branco, ou até mais, saber que o preto é branco, e acreditar que jamais foi o contrário. 
Daí a afirmar que guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força, basta apenas um passo. 
Qualquer semelhança não é mera coincidência. O curioso é que a novilíngua contemporânea não é imposição de um Estado totalitário, mas de grupos de pressão vivendo em Estados democráticos. É a universidade, o mundo editorial e a imprensa que o impõem. 
Os jornais escrevem catilinárias contra o politicamente correto. Mas ai do jornalista que, na hora de publicar, não seja politicamente correto. Morto o comunismo, as democracias estão sendo sapadas desde dentro. É como se as viúvas do Kremlin, não mais dispondo de um instrumento para exercer sua tirania, pretendessem exercê-la sem o suporte do Estado. 
Se colar, colou. O pior é que está colando.
Fonte:  Janer Cristaldo
COMENTO:  há muito instala-se "neçepaíz" a "petralíngua" onde recursos irregulares ou ilegais são "verbas não contabilizadas"; bandidos que pretendiam transformar o Brasil em uma imensa Cuba são "lutadores pela liberdade"; sistemas de câmeras de vigilância, "chips" de controle e localização de pessoas e automóveis, além de aparelhos de televisão que entopem os cérebros das pessoas de "cultura concebida nos estúdios" (noticiários, novelas e talk-shows - nem vou citar os reality-shows - que só mostram futilidades) substituem o olho do Grande Irmão vigiando e controlando atos e pensamentos. E em Banânia, uma Comissão da Verdade busca reescrever a História recente do país, invertendo valores dos atores da luta ocorrida entre terroristas e servidores que, cumprindo ordens e os sagrados juramentos feitos com base em suas honras, evitaram a queda do país em mãos de malucos seguidores de uma ideologia fracassada, que ainda teimam em não ver sua idiotice.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O RS e Seus Ilustres Visitantes

por Políbio Braga
Depois de Battisti, chegou a vez do juiz Baltazar Garzón. Saiba quem é este juiz, suspenso das funções pela Corte Suprema da Espanha
Depois da visita insólita do terrorista e assassino italiano Cesare Battisti, agora o RS terá a oportunidade de receber outra visita controversa, neste caso a do juiz espanhol Baltazar Garzón, que será homenageado pelo governador Tarso Genro na terça-feira.
Baltazar Garzón virá com passagens, comida e casa pagos pelos contribuintes do RS. Ele apresentará a conferência Direitos Humanos, Desenvolvimento e Criminalidade Global, no auditório do Ministério Público Estadual. 
No release distribuído pelo Palácio Piratini, o governo não conta que o juiz foi suspenso da magistratura espanhola pelo prazo de 11 anos, por decisão tomada no dia 9 de fevereiro deste ano. A decisão foi do Supremo Tribunal da Espanha, no âmbito do Caso Gurtel. É que Baltazar Garzón foi flagrado ordenando escutas ilegais (grampos) sobre conversações entre prisioneiros e seus advogados. 
No Brasil e no RS dos governos do PT, escutas ilegais são justificadas pela necessidade de fazer justiça pelas próprias mãos, o que não passa de uma manifestação autoritária, fascista e inaceitável. 
Em 1999, Baltazar Garzón notabilizou-se pela perseguição a Pinochet. 
É possível que o governo local e seus aliados dentro e fora da mídia amestrada, aleguem que o juiz foi absolvido pelo mesmo STE, o que não é verdade. Baltazar Garzón, que tem 56 anos, não voltará ao exercício da função. A absolvição a que se referirão seus aliados locais, diz respeito a outra denúncia, que foi a de abusar da sua jurisdição ao investigar crimes do franquismo. 
CLIQUE AQUI para ler a notícia sobre a suspensão dos direitos do juiz espanhol. A notícia também reproduz vídeo com reportagem da TV de Portugal sobre o caso.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passarela de Fascínoras

por Gilberto Simões Pires
O Fórum Social Temático, para quem ainda não sabe, é o mesmo Fórum Social Mundial, cujo inicio se deu em 2001 por sugestão e vontade dos membros do ultra-comunista Foro de São Paulo.
A cidade de Porto Alegre, ao ser escolhida como sede do primeiro FSM, passou a ser conhecida mundo afora como a capital mundial do comunismo.
Isto mexeu de tal maneira com o coração e mente dos gaúchos, a ponto de exigirem que a capital do RS jamais deixasse de ser a sede única e definitiva do evento, que respira comunismo por todos os poros.
Com propósito provocativo, os comunistas decidiram que o FSM deveria ser realizado na mesma semana do Fórum Econômico Mundial, que acontece, tradicionalmente, em Davos, na Suíça. Mais: como contraponto foi cunhada a frase, sempre repetida a cada evento, de que - Um Outro mundo é Possível.
Assim, a partir do primeiro Fórum Social Mundial, Porto Alegre, que até então não recebia muitos turistas, passou a ser a passarela de desfile de grandes criminosos que habitam o nosso Planeta.
Todos eles, nas entrevistas concedidas aos frenéticos repórteres que cultivam a mesma ideologia do atraso, sempre dizem que, em Porto Alegre se sentem como se estivessem em casa. Que tal?
Contando com esse fantástico espírito de hospitalidade dos gaúchos, inúmeros desses facínoras sempre são recebidos com aplausos e com insistentes pedidos de autógrafos. É o caso de vários que já participaram do FSM, como, por exemplo, de José Bové, do ditador Hugo Chávez, de vários representantes do governo cubano e de inúmeros narcotraficantes das FARC. Todos, indistintamente, entraram e saíram de Porto Alegre sem receber uma única vaia.
Ontem, contando com enorme destaque por parte da simpática mídia do RS, foi a vez do ilustre assassino Cesare Batisti conhecer Porto Alegre, que agora, além de capital mundial do comunismo passou a ser, também, o paraíso dos facínoras. Educado e mostrando ser agradecido pelo apoio que recebeu no processo de extradição, o criminoso foi ao Palácio do Governo do RS para abraçar o governador Tarso Genro, que se empenhou para que Batisti permanecesse no Brasil. Bem ao contrario dos pugilistas cubanos, lembram?
O incontido entusiasmo do governador foi de tal ordem que, ao dar as boas vindas ao assassino italiano, disse que não foi ele e sim o povo brasileiro que resolveu mantê-lo no Brasil, em liberdade. Viva! Pelo visto não faço parte do povo brasileiro, não é mesmo? Você, leitor, faz?
Fonte:  Ponto Crítico
COMENTÁRIO: nem comento. Transcrevo o comentário do jornalista Políbio Braga:
A realização do Fórum Social Mundial no RS, custa aos contribuintes a quantia de R$ 3,6 milhões. São apenas gastos diretos, não estando computados eventos como os de terça-feira, no Piratini. É dinheiro do povo que conta com péssimos serviços de saúde, segurança e educação.
Nesta terça-feira, o governador Tarso Genro, que resolveu trocar a gestão estadual pela ribalta fácil, abriu as portas do Palácio Piratini para uma palestra para o FSM. Foi a deixa para receber o assassino italiano Cesare Battisti, que está em Porto Alegre. Ele é o Bové desta edição do FSM. Condenado à prisão perpétua na Itália, o bandido foi bem recebido no Brasil. A foto entre a criatura e o seu benefactor, Tarso Genro, está em todos os jornais.
Generoso com Battisti, a quem cumprimentou efusivamente no Palácio Piratini, o governador dos gaúchos não disse uma só palavra em favor do dissidente cubano assassinado esta semana pelos Castro, como também não informou se intercederá para que a blogueira Yoani Sanchez tenha atendido seu pedido de visto para vir ao Brasil.  
As reuniões que ocorrem no RS são um escárnio para os gaúchos e brasileiros que estudam e trabalham duramente para melhorar de vida, já que são afrontados pela escumalha da raça humana, incapaz de se mobilizar em Países que se negam a conceder-lhes o exigido Mensalão.
CLIQUE AQUI para examinar os trechos mais expressivos de reportagem da Band, inclusive cenas dos quatro túmulos de inocentes italianos assassinados por Battisti, que os matou a sangue frio, a pretexto de defender uma revolução comunista do gênero da que defendem muitos ativistas que em Porto Alegre participam do Fórum Social Mundial.
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sábado, 9 de maio de 2009

Você Sabe o Que É Memória Seletiva?

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A memória seletiva é o modo como a mente trabalha. Quer um exemplo? Você não se lembra nunca de tomar aquele remédio horroroso que o médico receitou para sinusite. Mas lembra todos os detalhes do dia em que conheceu seu marido/ esposa.
A memória seletiva também pode ser causada por uma doença degenerativa do cérebro. Bastante comum em idosos, ela não deve ser confundida com a amnésia senil. Exemplo: os idosos preferem lembrar episódios da infância e da juventude que correspondem ao 'tempo da felicidade': aquele em que eram ágeis, fortes, bonitos, potentes, com toda uma vida pela frente.
A memória seletiva também pode servir como desculpa para os cínicos. Algumas pessoas assimilam somente o que é importante para elas. Se alguém lhes pede para comprar pão, elas não lembram de jeito nenhum. Mas se perguntarem coisas que foram interessantes para elas, são capazes de lembrar detalhes, mesmo que tenha acontecido há muitos anos.
A memória seletiva não atinge pessoas apenas. Por vezes, ela incide até em instituições. Em especial, às que deveriam zelar pela memória do Brasil.
Vejamos um caso típico de memória seletiva:
Fechou suas portas no RJ, por falta de recursos, a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB), que guarda em seu museu o acervo de objetos utilizados e capturados pelos pracinhas na II GM. O museu possui 1.500 peças: são fotografias, armamentos, fardas, uniformes, e documentos com valor histórico inestimável.
A situação é crítica: as estruturas de madeira do museu estão sendo corroídas por cupins, enquanto a farda do Marechal Mascarenhas de Moraes, é devorada lentamente pela traças, indiferentes de estarem abrindo dezenas de buracos nos trajes que vestiram o Comandante da FEB.
A falência da associação aguça ainda o apetite de alguns colecionadores inescrupulosos, interessados no furto de relíquias a serem vendidas, depois, a peso de ouro pela internet.
O museu foi inaugurado em 1976, num terreno doado pelo governador Carlos Lacerda, e foi construído com as contribuições dos próprios veteranos.
Desde então, a Casa da FEB, foi sendo mantida sem qualquer apoio do Estado, vivendo das contribuições mensais oriundas das pensões dos pracinhas ainda vivos. Um caso raro num país onde os museus recebem polpudas verbas do governo e/ou estatais.
Mas, com o passar dos anos, os associados foram desaparecendo (o mais “jovem” veterano possui 84 anos). A receita da entidade foi diminuindo, diminuindo... até o limite do suportável.
A solução foi apelar para as autoridades, o que foi feito ao longo dos últimos anos.
Numa cerimônia no Itamaraty, um veterano, já octogenário, reuniu forças e literalmente agarrou o Presidente Lula e o Governador Sérgio Cabral pelo braço, implorando por ajuda. De nada adiantou. O estreito e modesto prédio de cinco andares que abriga a Casa da FEB, não poderá mais funcionar.
Você pôde notar que as nossas autoridades parecem não se importar com o destino da memória da FEB.
Será um caso de:
a. Memória seletiva;
b. Falta de recursos;
c. Falta de vergonha;
d. Desconhecimento da História;
e. Cinismo;
f. Todas as opções acima são verdadeiras
Vamos adiante, vejamos um outro exemplo:
Um projeto de Lei, enviado pelo Presidente Lula ao Congresso Nacional, reconheceu a responsabilidade do Estado pela destruição da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE). No projeto, foi proposta uma nababesca indenização de até R$ 36 milhões de reais à entidade, dentro dos recursos disponibilizados pela Comissão de Anistia da Câmara dos Deputados — mais conhecida como a sede do bolsa-ditadura.
O projeto prevê a reconstrução da sede da UNE, na Praia do Flamengo - RJ, onde funcionava em 1942 a Sociedade Germânia — um clube freqüentado por imigrantes alemães, muitos naturalizados brasileiros.
Na época, em virtude dos afundamentos de vários navios mercantes da nossa frota, os estudantes cariocas, liderados pela UNE, promoveram diversas passeatas que determinaram a declaração de guerra ao Eixo, em 22 de agosto.
Nesse mesmo dia, com a complacência da polícia, os estudantes ocuparam à força o prédio do clube, após seguidas ameaças aos seus proprietários. Como prêmio pela invasão criminosa, o presidente Getúlio Vargas desapropriou o imóvel, doando-o à UNE.
Mas o rompante patriótico dos estudantes durou pouco. Quando o governo lançou uma campanha de alistamento militar voluntário, para formar os quadros da Força Expedicionária Brasileira, foram pouquíssimos os estudantes que se apresentaram.
Como a campanha não apresentou o resultado esperado, foi determinado o alistamento obrigatório. Tal qual acontece até hoje, os filhos dos mais ricos e instruídos logo fizeram uso de “pistolões”, a fim de escaparem da prestação do Serviço Militar.
Os homens que nós levamos para a guerra não foram da elite; essa ficou na rua gritando que queria a guerra, mas na hora de ir, não foi, compreendeu! Contam-se pelos dedos os estudantes que nós tínhamos na FEB, agora, aqui na rua, gritando que queria a guerra, era só estudante....
...Foram para a Itália o agricultor de Minas; de São Paulo; o pessoal da Baixada Fluminense; comerciários; bancários; essa era a massa da FEB.” Relatou em suas memórias o já falecido general Meira Mattos, um dos principais biógrafos da FEB.
As baixas da UNE na II Guerra Mundial se limitaram a alguns universitários, com as gargantas acometidas pela faringite. Já as da FEB foram de 443 mortos.
A Divisão Brasileira ainda teve mais de 12.000 baixas em campanha: mutilação ou outras causas que incapacitaram milhares de jovens para o combate — e também para a vida futura.
Com papéis tão distintos, como justificar a tamanha disparidade no tratamento dado às sedes das duas entidades? Desconhecimento da História? Cinismo? Talvez. O paradoxo da postura governamental é um caso típico de MEMÓRIA SELETIVA.
O paradoxo dessa postura, ainda que absurda é compreensível: a UNE é comandada há quase vinte anos pela União Juventude Socialista (UJS), tentáculo estudantil do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — partido da base aliada do governo.
Com seus quadros aparelhados até o último fio de cabelo, foi-se a postura historicamente contestadora e atuante da entidade nos rumos da educação e da ética na política.
A UNE ignorou solenemente os maiores escândalos já vistos na história recente brasileira. Mensalões, valeriodutos, cartões corporativos, ligações petistas com o MST, Foro de São Paulo, etc...
A UNE limitou a sua ação ao que considera “temas de relevância”: o boicote ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENADE), o “passe-livre” e a adoção da meia-entrada nos cinemas...
No plano jurídico e moral, o “afago” generoso do governo à UNE, de R$ 36 MILHÕES DE REAIS, representa um triplo equívoco:
Primeiro por deixar de reconhecer a responsabilidade do Estado, durante a ditadura varguista, na arbitrariedade da desapropriação do clube;
Segundo por não devolver o terreno da Sociedade Germânia aos herdeiros dos seus legítimos proprietários;
E o pior, ao recompensar, por um patriotismo de passeata, justamente àqueles que se furtaram ao chamado cívico quando o Brasil mais precisou.
Já os pracinhas tentam uma última cartada. Em ofício, pediram ao Palácio do Planalto a doação R$ 300 mil reais para a entidade — menos de 1% da receita aprovada para a UNE. Mas o atendimento a e esse apelo é pouco provável.
A vitoriosa participação do Exército Brasileiro na II GM é uma passagem histórica ideologicamente desconfortável para a coligação de partidos de esquerda que governa o Brasil.
Mas nem tudo está perdido. A verba astronômica destinada à reconstrução da sede da UNE só será liberada na Câmara dos Deputados com o aval dos partidos de oposição.
E o mais importante: tornando público esse surto de memória seletiva, a ANVFEB poderá obter ajuda para continuar funcionando.
Discursando para os estudantes da UNE, o Presidente Lula afirmou que o Brasil é um país que não sabe transformar os seus mortos em heróis.
Raríssimas vezes esteve coberto de tanta razão.
Fonte: mensagem eletrônica
COMENTO: este texto, retirado de um "Power Point" que circula na internet, deveria ter sido postado ontem, em virtude dos 64 anos do final da 2ª GM, data denominada "Dia da Vitória", mas tive dificuldades em encontrá-lo. É a forma que me pareceu mais honesta de reverenciar os bravos que foram enfrentar o perigo desconhecido, imbuídos pelo desejo de liberdade ante a ameaça nazifacista. Me parece o melhor momento de lembrar o desprezo destinado aos heróis remanescentes daquela epopeia. No dia 21 de abril de 2009, faleceu no Rio de Janeiro o Maj Inf da FEB Joaquim Thiago da Fonseca. O herói da FEB morreu sem ver cumprida a promessa (mais uma) que recebeu do presidente brasileiro de ajuda à ANVFEB, já que em janeiro deste ano o Museu da FEB foi fechado. O acervo histórico foi transferido temporariamente para o Museu Militar Conde de Linhares (MMCL), subordinado ao Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), também no Rio de Janeiro. Essa é a retribuição que o país - que destina vultosas verbas a atividades sociais como a reunião de maconheiros e desajustados ocorrida há pouco tempo no Pará (Foro Social Mundial) - dá aos seus heróis.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Um Outro Pará é Impossível.

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Enquanto centenas de agentes da Polícia Federal e membros da Força de Segurança Nacional apoiados pelo Exército expulsam meia dúzia produtores de arroz da Raposa Serra do Sol, a guerrilha rural age impunemente no estado-símbolo do PT, o estado do Pará, governado por Ana Júlia Carepa, petista das mais radicais e grande dançarina de carimbó. Lá o que sobrou daquele "outro mundo possível", tão cantado e decantado no Forum Social Mundial, recentemente realizado em Belém, é a ação de uma guerrilha rural composta por 15.000 integrantes do MST, que desafia a lei, a ordem e a justiça, com total impunidade.
Os guerrilheiros já tomaram 15 fazendas apenas neste ano, que são mantidas com o uso de armamento pesado e trincheiras montadas à entrada das propriedades. Os mandatos de reintegração de posse não são cumpridos pela polícia da governadora petista.
Tarso Genro, ministro da Justiça, afirmou, recentemente, que iria enviar "vinte ou trinta homens da FSN para aliviar a tensão" no Pará. Quanta eficiência! O ministro também declarou: "Não vejo nenhum índice de aumento de violência [na atuação do MST]. O que ocorre é a mobilização dos movimentos sociais e em determinadas circunstâncias de maneira mais arrojada. Quando eles violam a lei e a Constituição os estados têm que operar”.
Para o Forum Social Mundial, lá realizado em janeiro, Tarso Genro enviou 220 homens da FSN para fazer a segurança de hippies, maconheiros, índios de calção Adidas, padres comunistas, bolivarianos e outros bichos-grilo que dançaram pelados e transformaram o Acampamento da Juventude em motel a céu aberto. O ministro da Justiça mandou um esquadrão anti-bomba, cinófilos (atuam com cães farejadores), e equipe de inteligência. Além disso, foram utilizadas 50 viaturas e dois helicópteros, além de farta munição para os fuzis 556 e pistolas ponto 40, utilizadas pela corporação.
Lula doou em patrocínios e investimentos a quantia de R$ 338 milhões para o Forum.
Para conter 15.000 guerrilheiros do MST, Lula e Tarso Genro mandam 30 homens. Para fazer a segurança presidencial, em qualquer deslocamento, é usado um contingente maior do que este. Com Lula, Tarso e Ana Júlia Carepa, um outro Pará é impossível. Que o sangue dos inocentes corra impunemente. Vermelho como as bandeiras do PT e do MST.
Fonte: Coturno Noturno
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Contraste!!

Dia 11 de fevereiro de 2009. 19.00 horas na cidade de Fortaleza. Estádio EUDORO CORREA. Perto de 1000 alunos do Colégio Militar de Fortaleza em forma. Alunos antigos e os novos que entraram pelo valor do mérito.
Arquibancada cheia com os familiares dos alunos. Centenas de mães e pais orgulhosos com os seus filhos.
Começa a solenidade de passagem de comando. Toque de corneta e o canto do Hino Nacional. Vibração. Todos cantam e o ar treme de brasilidade.
Ex-comandantes, generais e militares reformados. Palavra de despedida do comandante que sai.
O coronel orgulha-se de seus comandados. Lembra o que eles aprenderam.
Foram ensinados OS VALORES que dignificam o homem. Ressaltou a importância da família, célula mater da sociedade. Empolgava-se e empolgava os presentes. Era o civismo sendo pregado a céu aberto e todos enchendo o peito de ar verde/amarelo. O comandante que saía entregava ao que entrava a responsabilidade de formar o cidadão. Palmas e palmas, quando o comandante
terminou suas palavras.

É anunciado que o general comandante dos dois coroneis (o que entrava e o que saia) ia ler o elogio ao seu subordinado. Nova aula de civismo.
Confiança na formação do homem e cidadão. Enalteceu A PREGAÇÃO DOS VALORES ÉTICOS E MORAIS, que são os sustentáculos de uma sociedade organizada. Suas palavras comovem todos os presentes. Anuncia que os Colégios Militares do Brasil tinham conquistados 88 medalhas de ouro, das 300 a serem distribuídas pelo governo, na aferição da cadeira de matemática. Vitória do ensino responsável. Para um pouco e afirma que, em 2007 o prêmio de português foi levado em 1º lugar, por um aluno do Colégio Militar. Lembrou a existência do ITA e IME, como as melhores escolas de excelência do Brasil.
Ao terminar elogiou o coronel que saía, por ter cumprido muito bem a missão. Chamou a atenção para o novo comandante a fim de que não esquecesse: “aconteça o que acontecer OS VALORES pregados e amados no Exército são intocáveis”. A VERDADE é uma das vigas mestras que sustentam toda uma sociedade e A FAMÍLIA ORGANIZADA E AMADA, representa tudo de que uma sociedade digna precisa. Estes VALORES não podem deixar de estar presentes, em todo o momento. Palmas e palmas à nova aula.
Término da solenidade. Desfile dos jovens em continência ao novo comandante. Os antigos à frente e os novos, atrás. Meninos e meninas de 11 anos que estavam começando. A platéia de pé batendo palmas para os filhos.
Risos, alegria, fé no futuro e a certeza de que as nossas Forças Armadas são os sustentáculos do País, pois seus fundamentos estão apoiados nas colunas indispensáveis das VERDADE e FAMÍLIA.
ACREDITEM! HÁ NO BRASIL UM LOCAL ONDE AINDA SE FORMA O CIDADÃO. OS 12 COLÉGIOS MILITARES ESTÃO VIVOS!

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O documento Que Maravilha: Valores! - do GRUPO GUARARAPES, onde se enalteciam os valores morais ensinados nos Colégios Militares fica brilhante com o que aconteceu em Belém do PARÁ. Como seria bom, se no Brasil, só houvesse reuniões, onde todos os presente cantassem o HINO NACIONAL e batessem palmas aos VALORES ÉTICOS E MORAIS que devem nortear a vida de um povo e que a BANDEIRA presente não tivesse a cor do sangue, e sim, as cores amarela verde, azul e branca.
Um componente do GRUPO GUARARAPES foi procurado por jovens que estiveram no FÓRUM SOCIAL DE BELÉM. Voltaram tristes, decepcionados e até descrentes.
Vamos tentar descrever a podridão constatada por estes jovens, patrocinada pelo governo, que gastou a soma de 120 milhões de reais.
O pior de tudo foi a desorganização perfeita. Nada começava na hora e não se sabia o que ia acontecer. Mais da metade do que estava previsto não aconteceu. As tendas eram manejadas para uma propaganda da esquerda radical, que, cada dia mais, procura dividir a sociedade brasileira. Era uma festa aos quilombolas, aos cubanos, que gastaram cerca 50 milhões. MST, CAMPESINA, ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS "deitavam e rolavam". Chamava a atenção as tendas pela liberação do aborto e das drogas. Parecia o fim do mundo.
As festas representavam o ponto alto da tal reunião. Droga e bebidas corriam livres e os movimentos pelas liberações das mesmas eram badalados.
A liberação sexual livre e até casamento coletivo de gays aconteceram. Não entenderam a quantidade de brincos e outros objetos nas língua, orelha, nariz, feitos penduricalhos, além da tatuagem que deformava o corpo, em grande número de moços. Para os jovens foi apenas um carnaval sexual; havia movimento feminista em que as moças apresentavam-se com os seios de fora.
Não entenderam, também, os jovens.
Não conseguiram assistir a reunião com a presença dos Presidentes RAPHAEL CORREA, CHAVEZ, EVO MORALES, FERNANDO LUPO E LULA. Só podia entrar bandeira vermelha, pessoal do MST, CUT, PT, CAMPESINA. Era uma festa da esquerda deslumbrante, bancada pelo governo brasileiro. Nenhuma bandeira do Brasil, ali presente.
Era a desorganização perfeita e a depravação organizada. Não havia água para banho suficiente. A higiene era desprezada e olhe que lá se defendia o MEIO AMBIENTE. O que viram foi a escola perfeita da degradação ambiental.
Papel, camisinhas usadas (falam, em cerca de 40.000) rolando pelo chão, resto de comida e por aí afora.
A líder que representava a luta cristã era toda tatuada e com brinco até na língua!! Não podia, - pensam os jovens -, pronunciar o nome de JESUS.
FIM A DEVASSIDÃO QUE ACONTECEU EM BELÉM!!!!. O PARÁ MERECE MELHOR DESTINO!!!

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 125893, Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos 1.627 CIVIS – 48 da Marinha – 463 do Exército – 48 da Aeronáutica; total 2.186. In memoriam 32 militares e 2 civis.
batistapinheiro30@yahoo.com.br
17 de fevereiro de 2009
Fontes: 1º texto - Navegação Programada
2º texto - recebido por correio eletrônico

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

É Hora de Ler os Blogs de Opinião

por Jota Alves
Temos público para qualquer produto, qualquer tipo de show, de dança, de esporte, de partido político. Temos público para seguir e aplaudir fenômenos, heróis, gênios, demagogos, mentirosos oficiais, aloprados, sanguessugas, corruptores e corrompidos, mas não temos opinião pública, ou seja, aquele consenso em torno dos grandes problemas nacionais que fazia os intelectuais “esclarecidos” se manifestarem, criticar, sugerir e protestar. Que fazia sindicatos e suas centrais (CUT, Força Sindical,) e os estudantes e suas organizações, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), saírem às ruas e enfrentarem o establishment.
Hoje, se quisermos opinião, ponto de vista, critica fundamentada, temos que viajar pela internet à procura de blogs que estão substituindo os editoriais - o blog opinion - e os chamados artigos de fundo dos grandes jornais, cada vez menos lidos. Uma pequena e ilustrada parcela da população acessa os blogs que ainda não formam opinião pública. A totalidade das massas é educada pela TV que substituiu a Escola, a Igreja e o Exército como formadores morais e de opinião pública. E a TV brasileira não forma, não ensina e nem tem opinião. Mesmo sendo concessão pública, a nossa TV é um lucrativo negócio familiar ou de políticos que se perpetuam no poder exatamente porque comandam e ditam a informação, criam a “opinião pública” nacional, regional e local. As retransmissoras estaduais dos canais nacionais pertencem a políticos, seus familiares e laranjas. A opinião deles é a opinião dos patrões: prefeitos, governadores, deputados que pagam comerciais, que patrocinam programas e shows “sociais” e estão sempre de mãos dadas com o patrão maior, o poderoso chefão, o governo federal e suas estatais cheias de verbas publicitárias e mais o BNDES para socorrer as TVs em “dificuldades”, muitas das quais sonegam impostos e surrupiam a previdência social. As TVs e seus noticiários criticam no micro e apoiam no macro. Criticam e até desbancam empregados, mas não os patrões. Mostram-se independentes nos detalhes, mas se calam diante dos graves problemas nacionais. Raramente apontam culpados, como no caso da galopante destruição da floresta amazônica que vai continuar porque comandada ou acobertada por governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, policiais e donos de retransmissoras de TV, jornais e Rádios. É a ditadura da mídia oficializada.
Quer saber alguma inside story? Quer ler e aprender o que acontece ao redor e fora do poderzão brasileiro? Use a internet. Acesse os milhares de blogs e sites e vá filtrando, filtrando ate encontrar os que noticiam com transparência, que dão a informação completa: começo, meio e fim, que são o contrapeso para os noticiários de TV. O uso da internet faz-se cada vez mais necessário à medida que as TVs brasileiras se internacionalizam, adquirem retransmissoras locais e lutam para conquistar esse suculento filé do consumo e da audiência que é o brasileiro “morrendo de saudade” e que ao mandar dólares para o Brasil contribui para debelar a “crise” financeira (da especulação e da bandidagem), e que segundo o presidente Lula não passa de uma marola. Mas quem manda dinheiro engrossando o caldo de quase três bilhões de dólares anuais deve também observar, ler, se informar e se interessar pelos grandes e visíveis problemas brasileiros. Saudade só não basta.
A saudade da praia, do mar, do Flamengo, do Atlético, do Palmeiras, da comida caseira, das namoradas, dos parentes, dos amigos, as pressões da vida no exterior, levará o brasileiro a ver e se interessar cada vez mais por novelas, pelos eternos carnavais fora de época, os shows com fartura de bundas descendo em cima de garrafas, mulheres de ancas largas batizadas com nomes de frutas: melancia, melão, morango, abacate. Amenidades, superficialidades, crimes hediondos, violência, sangue, cosméticos, cirurgias plásticas, fofocas, milagres, casais lavando suas roupas sujas para audiências hipnotizadas e crentes, psicólogos, psiquiatras, “formadores de opinião”, exorcistas, é o que mais temos na TV brasileira e é isso que ela mostra para o brasileiro saudoso e distante. Ruim aqui, ruim aí. Opinião aqui? Opinião aí?
Os pouquíssimos programas de talk show em horários noturnos que se arriscam a levantar problemas nacionais não devem chegar a meio por cento da audiência geral. Quando Alexandre Garcia faz suas críticas e comentários contundentes no Bom Dia Brasil, por exemplo, a sua audiência é aquela de privilegiados que ainda estão em casa tomando o café da manhã. A grande massa já está nas fabricas, nas escolas, nos campos, nas estradas. Quando Arnaldo Jabor manda brasa no noticiário noturno da TV Globo a massa juvenil brasileira (que deveria se interessar por assuntos relevantes ao país) está saindo das escolas noturnas, ainda está trabalhando em seus “bicos”, está nos milhões de bares e barzinhos tomando choppinho, cervejinha, está nas discotecas, boates e bailes funk, ou nas igrejas.
Público nós temos pra dar, vender e consumir. Não temos mais é opinião pública e o que mais precisamos é de formadores de caráter e não de opinião, pois esta sumiu, escondeu-se, está com os rabos entre as pernas. O país está, literalmente, nas mãos da malandragem política, dos donos de castelos. Os movimentos “sociais” calaram-se ou foram calados por benesses, empregos, vantagens, delírios e saudosismo ideológico. As elites criticadas ontem ditam regras, mandam no Congresso, dominam as finanças e os negócios, estão no poder e o controlam. Um exemplo da confusão ideológica e moral que se abateu sobre o Brasil: índios, jovens, intelectuais, lideranças sindicais, ambientalistas, cientistas, se reuniram no nono Fórum Social em Belém, “onde os oprimidos têm vez” com agenda de preservação da Amazônia e contra o modelo neoliberal. Mesmo rejeitado por alguns setores, Lula se fez presente com doze ministros e uns duzentos funcionários públicos que fizeram arrastão nas tendas temáticas. Os astros do Fórum: Hugo Chávez comemorando dez anos de poder na Venezuela; Evo Morales da Bolívia, Lugo do Paraguai e Correa do Equador.
Queimaram a bandeira dos Estados Unidos, pois não interessa a historia de vida do presidente Barack Obama e o que sua eleição representa. “Um novo mundo é possível”, para isso é preciso derrotar o capitalismo. A solução é o socialismo tropical. Falaram do geral, do global, de sonhos desfeitos, buscam o tempo e as idéias perdidas, se esqueceram ou, propositadamente, não protestaram e nem tiraram uma resolução condenando o governo petista do Pará, estado líder em assassinatos de ambientalistas, sindicalistas, onde reina a impunidade em todos os setores da sociedade. A destruição da floresta continua acelerada; a prostituição infanto-juvenil é alarmante; um irmão da governadora é acusado de abuso sexual com crianças (deu na Record News); na mesma linha deputados, empresários, gente graúda; desmatamento e contrabando são praticados na cara de todo mundo. Falaram em socialismo (again?), mas não condenaram o banditismo político que manda no Pará. E o modelo econômico vigente hoje no Brasil? É ou não é neoliberalismo com jeitinho brasileiro? É ou não é malandragem político-ideológica ficar babando discurso contra os Estados Unidos, pregar o fim do capitalismo quando mantemos o nosso capitalismo selvagem, corrupto e destruidor de nossos imensos recursos naturais? Os que pregam o fim do neoliberalismo e novas práticas políticas estão no poder, como é o caso de Lula, e por que se juntaram a seus “inimigos” de ontem as sempre criticadas elites? E por que não fizeram nenhuma mudança estrutural, essencial e moral no poder e na política brasileira? Pesque na internet blogs brasileiros e estrangeiros que opinam.
Ainda há gente lúcida não contaminada pela malandragem política, ainda temos quem vê e enxerga o que está acontecendo no Brasil.
*Jota Alves criou o Dia do Brasil em Nova York,
promovido em setembro de 2008 em Xangai e em Moscou.
Foi Secretário de Governo em Mato Grosso.