domingo, 7 de setembro de 2008

O Grampo Que Abafou o Grito do Ipiranga

por Vania Leal Cintra
Essa conversa de grampos metidos entre nossos Poderes não é de hoje e está ficando um bocado comprida. Mas o que tenho a dizer é bem curto. Não é bem este o meu estilo, que é um estilão “aula-chata”, quatro ou cinco páginas de texto...; mas, hoje, assim será — rápido e rasteiro. Ou mais ou menos. É que:
1. ontem perguntei ao menino da 4ª série quais atividades a sua Escola, que é uma Escola pública, indicou para a semana. E ele me disse que nenhuma em especial. Perguntei-lhe, então, se sabia qual momento da História brasileira se comemora (ou se deveria comemorar) no próximo domingo. Ele me disse que não sabia. Expliquei-lhe rapidamente — ou tentei lhe explicar, uma vez que para explicar um Sete de Setembro, que não é uma data qualquer, algumas outras referências várias e muito “complexas” se fazem necessárias — e ele, educado como é, concordou com tudo. Talvez guarde o que lhe disse, nos ouvidos, nos miolos e no coração. Talvez não. Perguntei-lhe, de quebra, adivinhando-lhe a resposta, se a Escola lhe havia pedido durante o último mês algum trabalho sobre os índios. O menino sorriu e balançou a cabeça afirmativamente. Estudioso e caprichoso como é, seu trabalho foi considerado “Excelente!”. E eu... Bem, eu me calei;
2. garimpando entre jornais, revistas, resenhas e boletins corporativos, grupos de discussão etc., referência festiva ao Dia da Independência apenas encontrei uma única, intitulada “Brazilian Day em Nova York reúne mais de 1 milhão de pessoas” — que diz de artistas brasileiros, que foram dar um passeio, e da comunidade de exportados e exilados por motivos pecuniários. É possível que eu não tenha tido muita sorte ou tenha desistido depois de pouco esforço. Mas a verdade é que a brisa que a Bandeira do Brasil beija e balança nenhum hino, nenhuma fanfarra, nenhum brado retumbante já me traz;
3. e, ora, vejam só: a discussão sobre o destino das terras de Roraima começava a pegar fogo bem no meio daquela que sempre foi a “Semana da Pátria”... e nos pregam um grampo bem pregado. E, por causa do grampo, ou a pretexto do grampo, um General do Exército de nosso Governo nos recomenda boca fechada;
4. enquanto isso, a notícia de que as FFAA são designadas para policiar o boca-a-boca das eleições em outubro — e não no meio do mato, mas em pleno meu Rio de Janeiro cercado de todos os lados por nuvens de pó e os fuzis das milícias — mais ainda me atrapalha a digestão.
Agora me pergunto, a mim mesma, com imensa vontade de perguntar a vocês todos — pois talvez alguém tenha as respostas que eu, de verdade, não tenho:
1. as fardas estarão preservando os direitos-cidadãos, ou sua presença significa um recurso extremo utilizado para que se garantam eleições viciadas, em que a disputa se dá, sem alternativa, entre partidos ou candidatos que apresentam as propostas alienadas de sempre, que desde sempre alienam os cidadãos, tal como ocorre em qualquer país insignificante mal governado ou desgovernado?
2. por que estamos nós, brasileiros de fato, fincados no Brasil, todos nós há tanto tempo de boca fechada, que de tão fechada mais parece ter sido algum dia por alguém muito bem grampeada?
3. há quanto tempo, tempo precioso, absolutamente perdido, os homens e as mulheres do Exército de Caxias e das duas outras Armas não poderiam ou deveriam estar sendo convocados a, pelo menos durante a Semana da Pátria, esclarecer nossas crianças, em nossas Escolas, sobre o significado da Independência Nacional? Não o são porque os Comandos consideram que o serviço que prestam à Nação é árduo e já é suficiente? E, mesmo que não formalmente convocados, por que Oficiais da Reserva não se oferecem, amparando a missão do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, valendo-se de seu conhecimento e experiências e desses programinhas de voluntariado do tipo “Faça Parte”, “Amigos da Escola” ou sei lá mais quê, para despertar ou estimular o sentimento nacional na meninada — e até mesmo na professorinha, que não sabe, não pôde e não tem como saber o que é que “Brasil” exatamente significa, e muito menos conhece ou compreende quais possam ser seus reais valores?
Porque se sentiriam hostilizados? Porque seu tempo de serviço à Pátria terminou? Porque dar uma aula numa Escola básica ou secundária, mesmo que em uma única semana no ano, não seria tarefa considerada tão digna e tão nobre? Porque nada teriam a dizer? Ou, ao contrário, teriam muito? Por que, então, mantêm-se calados e inertes, sugerindo-nos, mesmo que tacitamente, que também nos aquietemos e fechemos a boca, para que nela não entrem moscas, ou que apenas cochichemos entre nós, em segredo e como que envergonhados, as razões que foram aquelas a que dedicam ou dedicaram suas vidas?
4. e o tal do grampo? Afinal, que faz esse grampo no Supremo? Ele nada ouve que já não tenhamos ouvido, de um jeito ou de outro. O grampo preocupa mesmo alguém? Se preocupa, essa preocupação se deve a quê? E a que serve exatamente? Ou a quem serve? Serve, por acaso, a que tentemos, nós aqui, resolver intrigas palacianas ou a que consigamos manter autoridades consciente e permanentemente voltadas a questões que nos são estruturalmente vitais e às decisões que exigem absoluto discernimento entre o bem e o mal nacionais?
Não. Essa preocupação apenas desvia a nossa atenção para as eternas e fúteis futricas de comadres fantasiadas de gente importante, que permitem a venda de fotos coloridas postas em noticiários ditos democráticos — enquanto interrompe, sem qualquer cerimônia, a discussão sobre o comércio do território nacional, e de setores considerados estratégicos porque assim o são, no atacado e no varejo; enquanto todas as vozes que pronunciam as palavras Pátria e Soberania, e ousam atrapalhar, nos últimos tempos, certas vidas tão “merecidamente” tranqüilas, são sorrateiramente varridas e recolhidas a um saco feito de material opaco e resistente, que é bem fechado, porque sem oxigênio nenhuma combustão se faz, e bem grampeado, para que nada dele exale.
Algum tempo atrás, em certo ano, e, por decorrência, nos anos imediatamente subseqüentes, umas explosões em Nova Iorque foram capazes de obscurecer o brilho de nossos Setembros, quase eliminando-os de nosso calendário. Nossos Setembros puderam ser, então, por muitos, considerados irrelevantes.
Hoje... caramba, que grampinho mais providencial, esse, não? E nossa gente estará mesmo preocupada com ele? A troco de quê? Ou apenas está aborrecida com a falta do que mais fazer, porque o Dia da Independência caiu num domingo e não foi possível aproveitar um feriado prolongado bem longe de todos os nossos — e só nossos — tumultos e perturbações?
Vania Leal Cintra é Socióloga.
Fonte: Alerta Total

sábado, 6 de setembro de 2008

De Igual

por Dora Kramer
A linguagem solta e a abordagem livre sobre qualquer tema — sem a menor preocupação com restrições de cerimonial — dão ao presidente Lula uma enorme vantagem em relação aos demais personagens do primeiro time da política.
Em compensação, não lhe dão o direito de pedir respeito quando se dirigem a ele como fez o goleiro Júlio César, aborrecido com as críticas de Lula aos jogadores da seleção brasileira de futebol.
"Vai morar na Argentina. Renuncie à Presidência e talvez o Brasil melhore em alguma coisa", disse o jogador, em estado de descortesia explícita.
Mas é difícil cobrar do esportista um pingo de educação para com o presidente da República se o próprio não se preocupa com a altura dos padrões.
Três dias antes, por exemplo, dissera em ato oficial que pensava que o mar fosse salgado "por causa do xixi que as pessoas fazem aos domingos nas praias".
Quando a conversa chega nesse ponto, o respeito não pode mais ser exigido porque já foi atirado no lixo.

Fonte: O Estado de São Paulo - 6 Set 08
COMENTO: Efetivamente uma grande descortesia e manifestação de falta de educação do jogador Julio César. Os argentinos, apesar de sua arrogância e antipatia, não merecem que se rogue uma praga dessas contra eles!!!!
A PROPÓSITO

CBF queima Júlio César

Nota emitida pela CBF, isolando Júlio César por ter criticado Lula e impondo, de certa forma, a lei da mordaça na Seleção. 
Quem é Rodrigo Paiva, o "pelego" da Nike na Seleção, para falar em nome de todos os jogadores?
Declaração de um jogador não expressa a opinião dos demais integrantes da Seleção Brasileira
A CBF esclarece que o episódio das críticas feitas pelo presidente Lula à Seleção Brasileira, e que foi destaque nos jornais neste sábado, foi divulgado de uma maneira que absolutamente não reflete a opinião de todos os jogadores e integrantes da Seleção. 
Ao contrário, o técnico Dunga e diversos jogadores que deram declarações sobre o assunto manifestaram claramente ter entendido o direito que o presidente Lula tem de expor o que pensa sobre a Seleção Brasileira, sejam as opiniões favoráveis ou não. Pelo mesmo motivo, em um país em que há liberdade de imprensa e reconhecimento ao direito de expressão, deve ser entendida a declaração do goleiro Júlio César, ainda que todos os jogadores e integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não concordem com o seu teor.
Rodrigo Paiva
Chefe de Comunicação da CBF
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Atualizando: Cheira à politicagem da pior espécie, com pressões de ministros e cartolas, obrigar um jogador a retirar críticas feitas a um presidente imbecil, que mete o nariz onde não é chamado para ofender profissionais. Lula fez isto contra professores e jogadores de futebol, apenas nos últimos três dias. O goleiro da seleção brasileira, Júlio César, foi obrigado a se arrepender das declarações contra Lula e pressionado a pedir desculpas. Teve que dar entrevista convocada pela assessoria de imprensa da CBF, que na verdade é exercida por um funcionário da Nike. Mas Júlio César não deixou barato: "Eu aproveito publicamente para pedir desculpas ao presidente. Mas se ele fizesse isso também, acho que seria legal da parte dele. Dá uma ligada aqui para o Dunga ou Ricardo Teixeira e peça desculpas".

Muito Bem Lembrado (ou Esquecido?)!!

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Fingindo que não existe (05.09.08 - 14h35)
Enquanto o Brasil discute a autoria criminosa dos grampos telefônicos que ultrajaram a privacidade de autoridades e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, posa de fulanização da solução para o imbróglio, ninguém se preocupou com os militares brasileiros que estão em missão humanitária no Haiti.
O país foi atingido pelo furacão Gustav e pela tempestade tropical Hanna, e o presidente René Preval pede ajuda ao resto do mundo para minimizar o enorme estrago causado pela natureza, que causou dezenas de mortes. Como os militares brasileiros no Haiti não rendem notícias, o negócio é esquecê-los.
Fonte: Ucho Info
COMENTO:  efetivamente, sequer a página do Exército dedicou alguma nota sobre as conseqüências da passagem dos fenômenos meteorológicos pelo Haiti. A preocupação com os subordinados é grande!! 
E a nossa "grande imprensa", preocupadíssima, só fala nos possíveis danos em New Orleans e Miami!! 
Eita povinho de merda!!!!!

A Problemática Indígena no Brasil

1. Considerações Preliminares
A Constituição Federal de 1988, em seu Capítulo VIII — Dos Índios — nos artigos 231 e seus parágrafos, e 232, estatui normas a respeito do assunto. O “caput” do precitado art 231 reza, “ipsis verbis”: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”. É preciso que se atente para a expressão “os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”; ou seja, ocupavam, em 5/10/1988, quando da promulgação de nossa Lei Magna. Assim, os índios brasileiros só teriam direito às terras que ocupassem naquela data, como assinalou, com acurácia, o eminente jurista Ives Gandra. Entretanto, por força de uma muito complacente, liberal e abusiva legislação infraconstitucional (Decreto 1775, de 8/1/1996, que dispõe sobre a demarcação de terras indígenas) com base em laudos antropológicos da Fundação Nacional do Índio — FUNAI —, eles passaram também a ter direito às terras que dispunham no passado longínquo (“imemoriais”), de dificílima precisão, evidentemente. Por isso, os indígenas são donos, hoje, de 13% do território nacional, discriminando-se, de forma injusta, o restante da população brasileira. A propósito, aduza-se, por ilustração, que está em curso um processo semelhante, “mutatis mutandis”, de concessão de terras a comunidades quilombolas (para não falar nas famigeradas cotas raciais para ingresso nas Universidades, de sedizentes negros ou “afro-descendentes”) processo esse que também vem sofrendo acerbas críticas de acendrados patriotas que não desejam ver o amado Brasil em desagregação social e, mais ainda, fracionado em sua inigualável integridade territorial, herdada de nossos avoengos lusitanos.
Em decorrência do anteriormente exposto, foram demarcadas, em área contínua e em faixa de fronteira (!), descomunais Reservas Indígenas, como as Ianomâmi (uma etnia “inventada” por antropólogos, como nos deu conta o saudoso Coronel Carlos Alberto Menna Barreto, em seu livro “A Farsa Ianomâmi) e Raposa Serra do Sol, nas “orelhas” ou “chifres” do estado de Roraima, correspondendo a quase metade de seu espaço territorial. Isso equivale a uma verdadeira “reterritorialização” do mais jovem e pobre estado brasileiro, que se inviabilizou como ente autônomo da Federação, só e tão somente só para a satisfação de interesses escusos da ONU e de nações hegemônicas, igualmente com espeque em controvertidos argumentos, repise-se, de antropólogos da FUNAI, de que os silvícolas necessitam “perambular”, para sobreviver...
Traçadas essas observações iniciais, para melhor entendimento do tema, passemos a analisá-lo em maiores detalhes.
2. Aspectos Históricos de Relevância
a. A causa indígena remonta à nossa proto-história, devendo-se fazer menção à Igreja Católica, particularmente ao pioneirismo dos jesuítas da Companhia de Jesus que, desde o século XVI, deram proteção aos aborígines brasileiros, tudo fazendo para livrá-los da escravidão e da perseguição praticada por não-índios. Extraordinária, nesse sentido, foi a abnegada atuação dos padres José de Anchieta e Antônio Vieira. Digno de nota, outrossim, foi o processo de evangelização desenvolvido por jesuítas, franciscanos, salesianos, dominicanos, capuchinhos e outros, o que pode ser considerado como a gênese da integração dos silvícolas à civilização trazida pelos portugueses, integração essa que correntes neo-humanistas (tendo à frente a FUNAI, o CIMI — Conselho Indigenista Missionário, ONGs, nacionais e estrangeiras, e diversas outras Entidades) vêm duramente criticando. A causa em comento, hoje umbilicalmente ligada à ambientalista, foi percucientemente estudada por eminentes brasileiros e estrangeiros, por meio dos mais diversos vieses, como o Marquês de Pombal, José Bonifácio, um dos maiores adeptos da tese de integração dos índios ao todo nacional; o escritor José de Alencar e os poetas Gonçalves Dias e Basílio da Gama, inspiradores do “indigenismo”, uma corrente da literatura brasileira; os escritores Gilberto Freyre e Antônio Calado; os sertanistas irmãos Vilas Boas; o etnólogo Darci Ribeiro; o médico Noel Nutels; os cientistas e pensadores Lévi-Strauss, Curt Unkel e Von Ihering, e tantos outros. Entretanto, o mais gigante deles foi o insigne Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, chefe do Serviço de Proteção aos Índios — SPI. Ele labutou com afinco naquele órgão, afirmando, desde sempre, que o fazia “para a realização do sonho de José Bonifácio”, na formulação de uma política cujo escopo era “a incorporação definitiva e espontânea do índio à civilização brasileira” (o atual presidente da FUNAI, demonstrando um total desconhecimento histórico, para dizer o mínimo, vem distorcendo o pensamento do ínclito Marechal, que sempre lutou, com muito afã, pela aculturação dos índios!). O seu lema: “Morrer se preciso for; matar, nunca!
b. Como hoje se evidencia, o sonho de José Bonifácio e de Rondon não foi concretizado, mercê do ideário neoliberal, internacionalista e entreguista, dos responsáveis pela condução da política indigenista brasileira, que visa, de forma sectária, a apartar as tribos, da comunidade nacional. Tal política é, portanto, “lamentável para não dizer caótica” (como afirmou, recentemente, o General Heleno, Comandante Militar da Amazônia), bastando observar-se um único exemplo: os indígenas de Roraima constituem somente 9% da população do estado e ocupam quase 50% de seu território, em duas colossais Reservas que fazem fronteira com países vizinhos, como já assinalamos, e cujo subsolo é riquíssimo em minerais estratégicos, de terceira geração. Acrescente-se que, em todo o Brasil, onde são apenas uma parcela de 0,2% da população, os índios estão estabelecidos em uma área total, que tende a se ampliar, de 1 milhão e 114.000 km2, correspondente a 13% de toda a extensão territorial brasileira. Algo, pois, está errado e urge que seja consertado o quanto antes, para evitarmos surpresas funestas à Soberania Nacional, como foi a recente Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU, com o absurdo voto do Brasil.
3. O País Traído
a. A implosão da brasilidade
O nosso País é fruto do “luso-tropicalismo”, como nos ensinou Gilberto Freyre. A consolidação da nacionalidade brasileira se fez, basicamente, por uma intensa miscigenação e pelas notáveis unidades lingüística e territorial, processo que foi consubstanciado com a chegada da Corte portuguesa, em 1808, há duzentos anos, tudo redundando na invejável Unidade Nacional deste País-continente. Diga-se que o Marquês de Pombal, em 1759, não mais permitiu que o País tivesse dois idiomas, instituindo o Português como língua oficial do Brasil, eis que o “nheengatu”, língua indígena tupi, conhecida como “língua-geral”, crescia entre a população, chegando a superar o idioma lusitano. Em suma, a nossa nacionalidade é de extração essencialmente portuguesa. Ela não provém das malocas indígenas, nem das cubatas africanas ou de outras etnias que, inegavelmente, também muito contribuíram para tal. É disto que devemos nos ufanar, máxime no presente ano, quando celebramos o duocentenário da vinda de Dom João para o Brasil.
Desafortunadamente, entretanto, maus brasileiros desejam implodir esse belo legado lusitano, na tentativa (que vem obtendo êxito, consigne-se) de conceder aos diversos grupos indígenas, um status totalmente diferenciado do restante da população, como se não fôssemos uma só Nação e um só Povo. Assim, deturpam, propositadamente, o conceito semântico de “Nação”, a fim de estendê-lo aos aborígines, com o intuito de conceder-lhes auto-determinação e soberania territorial em relação ao Estado brasileiro, em frontal testilha com os artigos 1º e 4° da CF/88, o que pode redundar no fracionamento das unidades territorial e lingüística, alcançadas com ingentes sacrifícios por nossos ancestrais, ao longo de pouco mais de cinco séculos. É disto que passaremos a tratar.
b. A Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas
1) Como se não bastasse a aprovação do Decreto 5051/2004, que promulgou a lesiva e inconstitucional Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho — OIT —, com relação aos “povos indígenas e tribais”, na qual é repetida, exaustivamente, a expressão “povos indígenas” (que é uma porta aberta para a criação de enclaves ultranacionais, com vistas à internacionalização da Amazônia), a ONU aprovou, em 13 Set 2007, com o voto do Brasil, a Declaração em epígrafe, que beneficiará 370 milhões de indígenas em todo o mundo.
2) O grande objetivo deste Protocolo internacional é o enfraquecimento dos Estados Nacionais, crime de lesa-pátria, com a intenção de secessioná-los, por meio de ações independentistas de etnias tribais, criando-se Estados dentro de Estados. Aduza-se que já existem estudos no sentido de serem instaladas, em algumas aldeias das terras indígenas brasileiras, zonas francas de livre-comércio com o Exterior, operadas pelos índios, com vistas à exploração de minérios e da fauna e flora da biodiversidade amazônica; tudo isso faz parte do que hoje se denomina de “guerra ou estratégia de quarta geração”, ou seja, quando um Estado Soberano sofre uma “invasão branca”, por parte de entidades e organizações, normalmente a serviço de potências globais, como ONGs — predadoras e espiãs. Elas são como “tropas de ocupação”, sucedâneas de adestradas e bem equipadas tropas de um Exército invasor, com o desiderato de impedir, no caso, o desenvolvimento e o usufruto, pelos brasileiros, da Hiléia Amazônica, visando à sua internacionalização. Os pregoeiros desses despautérios, que vêm brandindo, iterativamente, argumentos favoráveis à causa ambientalista-indigenista, tão em moda, hodiernamente, citam exemplos de velhos Estados como a Espanha (onde existem províncias com elevado grau de autonomia), como o Vaticano, na Itália, vários Principados, etc, que podem conviver com as populações das Nações hospedeiras. Para eles, nada há de novo ou de anormal, se forem criadas “Nações Indígenas” no Brasil, pois acreditam no velho mito de que “o bom selvagem deve ser segregado dos males do mundo”, como preleciona uma malsinada antropologia de cariz ideológico e antipatriótico, empalmada pela FUNAI, CNBB, CIMI, Ministério da Justiça, “et caterva”.
3) Tudo começou no ano de 1993, declarado pela ONU, como “Ano Internacional dos Povos Indígenas”, quando foi elaborada uma minuta sobre os Direitos desses Povos, origem da dita Declaração, à qual o Brasil sempre se opôs. Porém, de uma hora para outra, de forma estupefaciente, votou a favor da mesma, que foi aprovada por 143 países, com 11 abstenções e apenas 4 votos contrários: os do Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália.
4) A Declaração é composta de 6 Partes, com 15 parágrafos “preambulares” e 30 “operativos”, cujos termos integrais poderão ser compulsados no portal da ONU: www.onu-brasil.org.br.
Mas atentemos somente para três dos ditames insculpidos nessa infeliz Resolução: “Os indígenas terão livres estruturas políticas, econômicas e sociais, especialmente seus direitos a terras, territórios e recursos”.
Observação: assim, ficam criados Estados dentro de Estados Nacionais e/ou estabelecidos enclaves no País considerado, onde os índios poderão reivindicar a independência.
“Os indígenas têm direito à auto-determinação, de acordo com a lei internacional”. Observação: por este mandamento, os silvícolas é que arbitrarão, autônoma e livremente, as suas relações com os Estados nos quais habitam.
“O Estado deve reconhecer a necessidade de desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas”.
Observação: eis uma cláusula de gravíssima implicação para as FFAA, que terão, v.g., de desativar e retirar os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) e as Bases Aéreas, das terras indígenas (TI).
E saliente-se, por muito relevante, que a precitada Declaração, se aprovada pelo Congresso, nos termos abaixo transcritos, incorporar-se-á à Constituição, “ex vi” da Emenda Constitucional 45/2004, já recepcionada pela CF/88, em seu § 3º, do art 5°, com a seguinte dicção: “Os Tratados e Convenções Internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quartos de seus membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”. Ora: uma legislação recém-incorporada à Lei Maior, que dá ensejo à fragmentação de nosso território e à luta fratricida, afigura-se falsa, deletéria e ilegal e se conflita, relembre-se, com os mandamentos dos artigos 1° e 4° da mesma Carta Magna.
5) Muito mais poderia ser dito acerca das esquipáticas regras da Declaração, a qual dará ensejo, com certeza, a reivindicações territoriais, que poderão amputar partes da Amazônia, como bem observou o eminente Professor, Dr Marcos Coimbra, alertando que pode ocorrer no Brasil, um “processo de balcanização”, com a eclosão de movimentos separatistas indígenas, mercê da falta de visão (proposital?) estratégica das autoridades governamentais e da atual política externa brasileira. É válido, pois, concluir-se, que vários “Kosovos” poderão surgir na Amazônia brasileira, nas reservas indígenas de Roraima e em outras áreas, como por exemplo, na “Cabeça do Cachorro”, na região dos “Seis Lagos”, onde se encontra a maior jazida de nióbio do mundo — mineral estratégico da maior importância para a tecnologia aeroespacial.
O País foi traído, portanto, de forma torpe e covarde...
4. Conclusão
a. As despretensiosas considerações expendidas no presente trabalho possuem o viso de tão somente trazer algumas e poucas achegas a um complexo e amplo problema que se constitui, hoje, na maior ameaça à Soberania Nacional — o primeiro dos “Fundamentos” da Constituição Brasileira, conforme o inciso I, do artigo 1º, de nossa “Lex Legum”.
b. Existem, hoje, cerca de 700.000 índios no Brasil (há quem aumente bastante esse número), cuja população vem crescendo a 3,6% ao ano, bem acima da média anual do restante do País, que é de 1,3% . A população índia, cuja maior concentração se encontra na Amazônia, está distribuída em mais de 200 tribos, muitas das quais poderão se transformar em “Nações”, com o apoio da ONU e de países centrais, caso o Congresso venha a aceitar a catastrófica Declaração, aprovada pela Organização das Nações Unidas (com o voto antipatriótico do Brasil), comentada, de forma perfunctória e incompleta, linhas atrás.
c. Mas a situação pode ainda ser revertida, caso os Ministros do STF e os Congressistas tenham um mínimo de patriotismo e se mirem em edificantes exemplos da história-pátria. A propósito, em 1890, Quintino Bocaiúva, Ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros, numa interpretação canhestra de fraternidade continental, propôs a cessão à Argentina, do território a oeste dos atuais estados do Paraná e Santa Catarina, conhecido como de “Palmas” ou das “Missões”, o que estrangularia o espaço territorial do RS. A mãe de Quintino era argentina e, naturalmente, o sentimento filial pesou em sua desastrada iniciativa, a qual, pasmemos (!), foi aprovada pelo Ministério, com a exceção do voto de Benjamin Constant. Entretanto, foi fortíssimo o clamor popular e a infeliz idéia acabou sendo derrotada na Câmara dos Deputados, de forma rotunda e acachapante, por 142 votos contra apenas 5. Posteriormente, o ilustre Barão do Rio Branco, com a sua proverbial competência, defendeu a nossa causa, obtendo brilhante vitória diplomática (diga-se que Quintino Bocaiúva viria, em corajosa e pública auto-crítica, a se arrepender da proposta que apresentara).
d. Destarte, é preciso que pugnemos, com denodo constante, a fim de que o Supremo Tribunal Federal reveja a demarcação das inconcebíveis e gigantescas reservas indígenas de Roraima e que o Congresso Nacional, espelhando-se no Parlamento de 1890, rejeite a calamitosa Declaração da ONU. Que permaneçamos em verdadeiro apostolado cívico, como incansáveis militantes/ativistas de uma cruzada em prol da Soberania Nacional (princípio basilar que sobrepaira às Constituições de todos os Estados Nacionais), usando os meios de que dispomos, como a internet, para que não sejam consumadas novas traições ao Brasil.
A Unidade Nacional e o bendito solo da Pátria Brasileira, herdados de nossos avós, devem ser legados, como os recebemos, a nossos filhos a aos filhos de nossos filhos!
BRASIL ACIMA DE TUDO! SELVA!
Manoel Soriano Neto – Coronel Reformado,
Historiador Militar. 
 (msorianoneto@hotmail.com)

Você Já Foi a Roraima?

por Maria Lucia Barbosa
Enquanto o escândalo que envolve espionagem do presidente do STF e de altas figuras da República, espera para ser suplantado pelo da semana seguinte, a conflituosa questão da Reserva Raposa Serra do Sol deixou de freqüentar os noticiários. Espera-se pela decisão do STF para saber se apenas alguns poucos índios poderão ficar sobre uma imensa área de Roraima enquanto rizicultores serão expulsos.
Também no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o governo quer agraciar índios aculturados que hoje preferem um Pajero ao Pajé, com vastidões territoriais. Isso sem falar nos quilombolas, ou seja, aqueles que se dizem descendentes dos escravos e que também terão sua vingança contra o branco mau.
Parece que um frenesi de redenção populista acometeu o governo Lula. Todas as “dívidas” históricas devem ser pagas, inclusive, a países latino-americanos. Para a Bolívia, onde habita um povo sofrido e governa um companheiro com o charme politicamente correto da descendência indígena, o governo Lula doou instalações da Petrobrás com prejuízo de um bilhão e quinhentos milhões de dólares para o Brasil. Muito também já foi doado a países africanos e agora se prepara a doação de Itaipu para o presidente, ex-bispo e companheiro Fernando Lugo.
Recordemos que nas colônias da América Espanhola, por volta de 1771, o mestiço denominado crioulo, meio espanhol, meio índio, ao mesmo tempo dominado e discriminado pelo europeu que lhe negava acesso às esferas mais altas do poder, e dominador e discriminador em relação ao “mau selvagem”, descarregou sobre este seu complexo de inferioridade.
A partir de 1810, porém, quando se inicia o processo de independência das colônias hispânicas, uma ideologia inversa à que existia fez com que os crioulos de declarassem “índios de honra”. Emergiu o “bom selvagem” que passou a ser cantado em verso e prosa.
No Brasil não havia as civilizações adiantadas dos Astecas, dos Maias, dos Incas e nossos índios se encontravam no nível pré-histórico. Hoje devem restar poucas tribos em estado primitivo, mas, mesmo assim, parece haver um propósito da parte do governo Lula de exaltar o mito do “bom selvagem”. De novo a velha tática de dividir para governar que joga negros contra brancos, pobres contra ricos e agora índios contra “não índios”, termo que é mais uma pérola da língua petês.
Muito a propósito, um amigo virtual, Gilberto, de Curitiba, me perguntou: “Você já foi a Roraima”? Disse-lhe que não e ele seguiu pelo e-mail dizendo:
Eu já fui, na década de 70, quando esses arrozeiros estavam desbravando aquela região sem estradas, sem médicos, sem comunicações.
Sobrevoei a região até a fronteira da Venezuela. Dava medo. Estávamos em um monomotor e eu sabia que se tivéssemos uma pane, desceríamos em um ermo onde ninguém nos acharia antes de sermos comidos pelas feras ou pelos mosquitos.
Foi ali que os arrozeiros se estabeleceram. Pacificamente, sem matar um só índio, até porque sobra terra para pouco índio (menos de um por quilômetro quadrado).
Esse pioneiros, se fossem do MST, teriam toda proteção do governo petista porque seriam sem-terra ocupando uma área abandonada, de acordo com o direito de posse garantido pela Constituição.
Mas eles não são do MST. Não vivem sustentados pelas bolsas-esmolas nem comem o que lhes é enviado pelo governo em cestas básicas. Os arrozeiros prosperam com seu trabalho e sua coragem, o que é um crime aos olhos da esquerda.
Então, devem ser expulsos para em seu lugar virem os índios que nada farão com aquela terra, exceto vender seus recursos para quadrilhas de brancos e comprar caminhonetes importadas, como tem acontecido em todas as reservas indígenas.
Outro dia assisti a um documentário sobre esse caso e achei muito emblemática uma passagem: depois de um monte de asneiras de antropólogos sobre a preservação da ‘cultura indígena’, o documentário passou a mostrar um bando de índios entrando num barco a motor e se embrenhado pela floresta para caçar macacos. Sim, matar macacos para comer faz parte da ‘cultura indígena'.
Mas como aqueles índios caçaram? Caçaram com espingardas modernas que não davam a mínima chance aos nossos pobres primos arborícolas. Ao final, voltaram no mesmo barco a motor e, chegando à maloca, o chefe do bando disse: ‘agora, de acordo com nossa cultura, vamos fazer sopa de macaco'.
Que lindo, é preciso preservar isso, uma atividade tipicamente indígena, herdada de ancestrais milenares: barco a motor e caça com espingarda.
Agora imagine se os luminares do PT resolverem restaurar as culturas indígenas destruídas pelo branco no Brasil? Uma das primeiras coisas que retornará será o canibalismo praticado pelos tupinambás. E se os mexicanos, seguindo o exemplo, resolverem restaurar a antiga cultura asteca, haja coração, no sentido mais lato da expressão.
Será, pergunto, que os petistas sonham em restaurar o comunismo tribal em pleno século 21?
Duvido, eles adoram as delícias do capitalismo. E os índios também.
Maria Lucia é socióloga, professora, escritora.
Fonte: Alerta Total

El Eslabón K Que Faltaba

MAFIA DE MEDICAMENTOS Y APORTES DE CAMPAÑA K
LOS VÍNCULOS ENTRE CLAUDIO UBERTI Y SEBASTIÁN FORZA
por Christian Sanz
El elocuente silencio del kirchnerismo respecto al triple crimen de los tres "empresarios" de General Rodríguez, es un fuerte indicio de lo comprometido que se encuentra el gobierno en esa trama. A ese respecto, es dable mencionar que, en las últimas horas, la preocupación comenzó a hacerse carne por varios motivos:
1 - El rápido avance de la causa judicial, que ya ha comprobado que existe una fuerte relación entre ciertas droguerías y la compra de grandes cantidades de precursores químicos en países de oriente para su exportación a México y Colombia. Esas droguerías pertenecerían a importantes políticos que pondrían al frente a jóvenes testaferros. Esto demostraría lo publicado por Tribuna de Periodistas a horas de cometido el crimen de los "empresarios": que la mafia de los medicamentos y la línea del narcotráfico van de la mano.
2 - El rumor de la aparición de ciertas fotografías que fueron tomadas el 5 de octubre de 2007 en el hotel Sheraton en el marco de la campaña recaudatoria de Cristina Kirchner. Hay fotos de la Presidente con Sebastián Forza (1), Ariel Vilán y hasta con un agente de la ex SIDE que fue nexo para ingresar dinero de cárteles de Colombia y México a la Argentina.
3 - La demostración cabal del vínculo entre Claudio Uberti y varios de estos jóvenes testaferros, especialmente Forza. Hay media docena de comunicaciones telefónicas que lo demuestran. Esto probaría que el dinero que ingresó a la Argentina a través de las valijas de Guido Antonini Wilson era efectivamente para Cristina.
Este último dato es el que más desvela al kirchnerismo y podría ser el detonante para que termine de explotar el escándalo en su faz política.

Antonini Wilson y el dinero negro 

El 4 de agosto de 2007, Guido Antonini Wilson viajó a la Argentina trayendo una valija con U$S 790.550 en un avión fletado por el gobierno argentino — detalle que no debe perderse de vista —, como parte de una serie de entregas de dinero para la campaña de Cristina Kirchner. El dato fue confirmado posteriormente, por los implicados, ante la Justicia de Estados Unidos y provocó un tembladeral político sin parangón en nuestro país.
El dinero provino de las FARC — producto de la venta de estupefacientes — y de cárteles de droga mexicanos y fue gestionado, entre otros, por Claudio Uberti, ex encargado de Control de Obras Viales.
Uberti, es dable mencionarlo, es el mismo funcionario al que hace pocos meses "alguien" intentó asesinar a través de falsos policías y que, a partir de ese hecho, vive totalmente recluido. Como se dijo anteriormente, se ha comprobado fehacientemente que Uberti y Forza mantuvieron contacto permanente, al menos en la víspera de la campaña recaudatoria de Cristina. También se ha probado que algunos viajes de Uberti a Venezuela fueron en realidad "triangulados" a México.
Un dato: según fuentes de Inteligencia de Venezuela, el verdadero motivo por el cual Uberti no fue designado embajador argentino en Caracas — cargo que fue ocupado finalmente por Alicia Castro — es por sus lazos con el narcotráfico mexicano, dato que hubiera comprometido fuertemente al gobierno de Hugo Chávez.
Por lo antedicho, Uberti debería ser llamado a declarar en la causa por la muerte de los tres empresarios de inmediato. Allí deberá explicar, entre otras cosas, la participación de Forza en fiestas privadas donde también pudo verse a su malograda secretaria, Victoria Bereziuk.

Oscuros aportes de campaña

Lo que han descubierto los investigadores hasta ahora es sólo la punta del ovillo de algo que presume ser aún más impresionante: el aporte de dinero a la campaña kirchnerista por parte de cárteles de la droga. Y no sólo se habla de la recaudación del año 2007, sino también de las campañas de 2003 y 2005.
No casualmente, en 2004, el entonces ARI de Elisa Carrió denunció a Uberti por participar en manejos turbios de la recaudación electoralista del kirchnerismo, junto con el sicario kirchnerista Rudy Ulloa Igor.
Lo que aún no se entiende es cómo no se ha puesto el foco en la droguería San Javier, una de las firmas que aparece en el 90% de los negocios turbios del PAMI. Esta firma pertenece a Carlos Torres  quien sugestivamente aportó dinero para la campaña de Cristina bajo apellido "Torresín"  junto a Néstor Lorenzo, asimismo denunciado por oscuros negociados en el PAMI hace unos años.
Lorenzo es también titular de Multipharma SA otra de las firmas perseguidas por la justicia: posee dos juicios ejecutivos a partir de mayo de este año, después de haber emitido 133 cheques sin fondo por $ 4.300.000 y fue una de las firmas vinculadas al rubro medicamentos que llevó a la mesa del proselitismo kirchnerista un aporte de $ 310 mil el 19 de octubre de 2007 y otro de $ 60 mil el 28 de diciembre pasado.
La contribución es mayor si se agrega que el propio Torres hizo un aporte a título personal de $ 170 mil, cobrados el 29 de octubre por el comando de campaña de Cristina de Kirchner, según la declaración del oficialismo en la confusa — y falaz 
 rendición de cuentas de campaña.

Concluyendo

Mientras la aparición de un anónimo recibido por Graciela Ocaña — donde se detalla el presunto negociado de dos droguerías y una farmacia con fenilpropanolamina — promete traer nuevos dolores de cabeza al kirchnerismo, se empiezan a conocer nuevos datos sobre los aportes a la campaña de Cristina. Se ha comprobado que muchos de los que pusieron dinero no poseen patrimonio suficiente para justificarlo — hay uno de ellos que ya se ha "quebrado" y admitió que sólo puso su nombre, no el dinero — y se demostró que la rendición de gastos del Frente para la Victoria es irreal. Por caso, se aseguró que Sebastián Forza había aportado dinero en efectivo, cuando él mismo aseguró — y luego se comprobó — que lo había hecho a través de cuatro cheques.
Hace pocas horas, un oficial de la Policía Federal ha puesto en manos de la Justicia un listado con cruce de llamados que puso nervioso a más de un funcionario. No sólo Néstor y Cristina Kirchner se verían comprometidos con las revelaciones surgidas de esa nómina, sino que puntuales funcionarios del Ministerio de Salud quedarían mal parados al haber hecho la vista gorda respecto a los onerosos negociados efectuados merced al superintendente de Salud, Héctor Capaccioli, otro sospechado recaudador de campaña.
No es poco.
Christian Sanz
(1) Hay fotos de Forza incluso con Julio de Vido y otros funcionarios.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Caso ABIN & STF & Grampos & Jornalistas

por "Guedão"
Tenho alguma experiência na atividade de Inteligência. No Exército, desde o nível unidade (Batalhão) até o nível Exército, no CIE. Principalmente por isso fui chamado a trabalhar na ABIN, em 1998, e lá permaneci por nove anos seguidos. Fui da área de Inteligência Externa e da Escola de Inteligência.
Durante todo esse tempo pude observar que seus servidores, na imensa maioria, são pessoas corretas e trabalhadoras, interessadas no serviço que fazem e procuram fazê-lo com qualidade. Não interessa se são faxineiros, vigilantes, analistas, administrativos. São todos passageiros desse Jumbo chamado Inteligência de Estado. Se falhar o "motor" caem TODOS, se o piloto não souber navegar, uma hora vai cair por falta de combustível.
Eventuais desacertos nos resultados dos serviços prestados são de ocorrência da FALTA DE RUMO geral que impera na Agência por culpa ÚNICA e EXCLUSIVA do cliente e RESPONSÁVEL principal, o Presidente da República.
Um antigo chefe militar, com o qual trabalhei no CIE, dizia com muita ênfase e propriedade: "Inteligência não tem Arma, tem ALMA". Referia-se ao fato de que militares de diferentes Armas e Serviços prestavam serviço na área de Inteligência e tinham todos o mesmo propósito que engrandece o "Soldado do Silêncio": prestar serviço de qualidade para a autoridade superior, a fim de facilitar tomada de decisão. Sem alarde, sem regalias, em silêncio.
Asseguro que a ABIN sempre teve alma e acho que tem, ainda. Sim, digo a ABIN dentro da lógica que não permite separar o servidor da organização ou instituição a qual presta seus serviços.
Dito isto vamos ao caso que está repercutindo, em conseqüência de matéria assinada publicada na revista Veja.
Segundo a revista, a ABIN teria "grampeado" o ministro Gilmar Mendes e o Senador Demóstenes Torres, de Goiás. Transcreve-se na Veja diálogo telefônico cuja duração seria aproximadamente de 30 minutos.
Par mim é muito estranho aparecer no "mesmo pacote" o nome do José Dirceu, chefe conhecido do serviço de inteligência paralelo que o PT mantém há muito tempo com o objetivo principal de destruir imagens e reputações e encobrir mazelas partidárias. Isso tem cheiro forte de "estória de cobertura" para desviar a atenção e merece ser investigado...
A fonte dos jornalistas seria um "servidor da ABIN" que teria participado da operação que resultou no tal "grampo". A tempestade desencadeada, a partir da queixa que os "grampeados" fizeram ao Presidente da República, é retrato fiel do desgoverno atual. Apuração rigorosa, suspensão, sindicâncias, MP, DPF, o escambau a quatro. Muito dinheiro vai ser gasto a troco de NADA.
SE foi vazamento proposital de alguém da ABIN — tenho muitas dúvidas sobre isso — vai ficar por isso mesmo e nada será apurado. Em outras ocasiões, também em razão de noticiário da Imprensa, houve "vazamentos" e nada foi apurado.

A "rápida ação" do Presidente deve-se ao fato de que a ABIN tem endereço, CNPJ, Comando, etc. Vai-se direto aos diretores — que também têm endereço, missão, CPF, etc. — e pronto: a providência foi tomada. O lulla agiu com energia. Tal energia nunca aparece quando a "coisa" atinge a "cumpanherada": nem MST's, nem "mensaleiros", nem doleiros de cuecas "bancárias", nem malas com milhão, nem lulinhas, nem dilmas e dossiês, nem Freud's , ... nem ... nem ... nada ou ninguém.
Conclusão: o poder de coerção desse governo e sua "energia" só podem ser aplicadas sobre "alvos" conhecidos, legais e não-integrantes da "cumpanherada".
Vamos aos autores da matéria: Expedito Filho e Policarpo Júnior. O Expedito, segundo MINHA fonte, pegou "carona" na matéria do Policarpo e seu nome está lá por esta razão. Parto do princípio que isso é verdade, até prova em contrário.
Fato: jornalista e "arapongas" são inimigos figadais.
O jornalista infere que o pessoal da Inteligência detém conhecimentos que fariam a redenção do jornalista SE neles colocasse as mãos. Atribui ao Oficial de Inteligência um poder que não existe. Em palestra na ABIN, Eliane Cantanhede, jornalista conhecida, disse: "A coisa que eu mais tenho vontade é de colocar as mãos naqueles papeizinhos que o Gen. Cardoso recebe todos os dias. Ia dar cada matéria". ... Entenderam?
O Policarpo é mau jornalista e mau caráter: não respeita princípios elementares de sua profissão. Não verifica fontes e, quando faz isso, continua "fiel" ao que se propunha a escrever ante de verificar a veracidade do que diz/dirá. Para ele a notícia tem sempre dois lados: a do Policarpo e a do Júnior. Ademais ele se diz "mestre" em matérias sobre Inteligência. Já publicou outras matérias sobre o tema. Alardeia tal fato nas peladas no Iate Clube de Brasília.
Ele foi responsável direto pela demissão do Cel De Cunto da chefia da ABIN em 2000.
Explico: Policarpo foi até a ABIN com pauta que incluía "grampos" contra o Itamar Franco, armadilhas contra o procurador Luiz Francisco — a ABIN teria escalado uma Cabo PM para ir ao motel com o Procurador para ... para ... imaginem (???) — e outros assuntos.
O então diretor da ABIN abriu-lhe as portas da agência e ele teve o acesso que pediu, a fim de "esclarecer" os fatos. Soube, por exemplo, com provas factuais e documentais, que a tal Cabo PM não trabalhava mais na agência e nem nunca havia sido empregada em trabalhos desse tipo por não haver como, em razão de não ser metodologia da agência agir daquela maneira. Conversou com quem quis — em especial com o Vice-Diretor de então, que lhe deu TOTAL atenção — viu o que quis, foi informado, com evidências objetivas, da falsidade dos assuntos de sua pauta, ou seja: foi tratado como profissional correto e de respeito cujo objetivo era informar bem aos leitores da Veja.
O resultado: em matéria de capa, em novembro de 2000, a Veja publicou TODAS as falsidades que o Policarpo tinha na pauta mostrada na ABIN. Para salvar a face — a dele NÃO tem salvação — colocou no ÚLTIMO parágrafo algo assim: Consultada, a direção da Agência negou os fatos apresentados, o leitor tire suas conclusões. Crápula, canalha, cínico e mentiroso. Ainda é, aposto.
Nada disso tem/terá solução enquanto o jornalista tiver "diploma para ser irresponsável" e não puder ser confrontado com as mentiras que escreve ou diz.
Constitucionalmente é o ÚNICO cidadão que pode mentir e atribuir sua mentira a outrem, sem ter obrigação de dizer quem seria o "outrem" — Art 5º, XIV, CF 1988.
Mente e fica por isso mesmo. Ganha dinheiro com isso. Destrói reputações, imobiliza organizações e instituições, coloca na "praça" informações de qualquer natureza, mesmo aquelas de interesse nacional ou protegidas pela Justiça. Faz o que quer, sob a cobertura da Lei. Tudo em "nome da liberdade de Imprensa", valor caro de qualquer democracia, ainda que incipiente. Nem índio, por aqui, tem essa liberdade. ... Nem menor.
Em minha opinião isso está errado. Liberdade, sim. Irresponsabilidade, não. Juiz, Presidente, Ministro, Delegado, Promotor, "Zé Mané", todos estão impedidos, por lei, de mentir e/ou de agir de má fé em suas atividades. Jornalista PODE. Pode TUDO, acho.
Toda a "brabeza" do lulla e inconveniências pelas quais estão passando o Lacerda e o Campana seriam resolvidas — sem gastos supérfluos ou noticiário idem — com a resposta de uma simples pergunta ao Policarpo: Quem lhe forneceu isso? Continuaria protegido o direito que ele tem até de mentir, mas ele e o informante "infiel", de algum modo, pagariam pela inconfidência. Ele, pecuniariamente, por exemplo; o "infiel" na cadeia.
Em minha opinião, deveria ser criado urgentemente algum mecanismo legal que possibilitasse as pessoas e Instituições saberem de onde vêm denúncias e acusações estampadas na mídia que atingem indistintamente vagabundos e pessoas honestas, bem como Instituições. O STF agiu rápido no caso das algemas, deveria fazer o mesmo agora.
Ou se faz isso ou TODOS continuaremos reféns de vagabundos que vão desde seqüestradores e ladrões de galinha até jornalistas do jaez desse Policarpo e outros que têm por aí.
Eu considero uma vergonha a ABIN ser investigada pelo DPF "em rigoroso inquérito". Se há algo que o pessoal da ABIN conhece bem é o DPF. ... Para o bem e para o mal.
Por último: cabe aos integrantes da agência eliminar de seu meio — se for o caso presente e sempre — gente que se presta ao papel de jogar na lama o nome da agência e o de TODOS que lá trabalham.
O único patrimônio que a ABIN tem é sua credibilidade. Nenhuma Agência de Inteligência sobrevive ao mau-caratismo de seus integrantes. Um só que seja. Isso é privilégio exclusivo do PT.
No cheers! GD./BYE

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

1968: 40 anos do AI-5

por Félix Maier
O Jornal da Câmara, de 2/9/2008 — (Geral: Câmara dos Deputados, 2 de setembro de 1968) —, lembra que neste dia, em 1968, o deputado pelo MDB, Márcio Moreira Alves, proferiu um discurso em que atacava a ditadura militar por ter invadido a Universidade de Brasília no dia 29 de agosto. No dia seguinte, 3/9, Moreira Alves voltou à carga e pediu aos pais que boicotassem as festividades do Sete e Setembro, não deixando seus filhos assistirem aos desfiles, e finalizou afirmando que o Exército era um "valhacouto de bandidos". Não se sabe porquê, a gravação original deste "pinga-fogo" de Moreira Alves sumiu misteriosamente da Câmara, segundo afirmou o ex-senador Jarbas Passarinho.
O Jornal da Câmara apresentou a opinião de outros palestrantes, além de Passarinho, que participaram do seminário "Brasil: 1968-2008", ocorrido no Interlegis/Senado Federal, no dia 26 de agosto, como os historiadores Carlos Fico, da UFRJ, e Estevão de Rezende Martins, da UnB. (Participaram do seminário, ainda, os cientistas políticos Paulo Kramer e David Fleischer, da UnB, e o jornalista José Nêumanne Pinto, do Estadão; o cineasta Wladimir de Carvalho não pôde comparecer ao evento, por estar sofrendo de forte dor de coluna.) Invertendo fatos históricos, Carlos Fico afirmou em sua palestra (a qual eu assisti) que a ditadura militar foi quem promoveu a violência em 1968, não os terroristas, ao invadir a UnB e censurar a peça "Roda Viva" de Chico Buarque, e que a fala de Moreira Alves foi apenas uma deixa para fechar ainda mais o regime. Como se pode deduzir, Carlos Fico, à moda de Hobsbawn, analisa a História apenas sob a ótica marxista, pinçando fatos a seu favor.
O ano de 1968 contém uma agenda muito mais ampla e macabra do que a apresentada pelo Jornal da Câmara, que lista apenas sete datas (a conta do mentiroso...), muito bem escolhidas, ideologicamente falando. Foi um ano em que começaram a proliferar muitos grupos terroristas, especialmente no Rio e em São Paulo, sob as ordens de Cuba, de acordo com o que foi deliberado pela OLAS, em 1966, fundada sob inspiração de Salvador Allende, para "criar vários Vietnãs na América Latina", segundo afirmou Fidel Castro na ocasião. Com a morte de Che Guevara na Bolívia, em 1967, muitos estudantes latino-americanos queriam ser iguais ao guapo jovem de boina vermelha, que havia se tornado um mito entre a estudantada.
Carlos Fico afirmou, ainda, que não havia necessidade de implantar uma ditadura para combater os grupos terroristas. Que isso poderia ter sido feito dentro do regime democrático. Jarbas Passarinho rebateu o historiador relativista no seminário aludido, afirmando que o habeas corpus, por exemplo, mandava soltar terroristas sanguinários, como Carlos Marighela, e que havia, sim, necessidade de endurecimento do governo, com leis especiais, afirmando que a Colômbia “nunca editou seu AI-5” e o resultado aí está: as FARC já aterrorizam toda a nação há 44 anos.
Vejamos quais foram os principais acontecimentos de 1968, que justificaram a criação do AI-5:
No dia 1º de maio, em um comício na Praça da Sé, em São Paulo, o Governador Abreu Sodré e sua comitiva foram expulsos da tribuna, a qual foi utilizada por agitadores para ataques violentos ao Governo militar.
No dia 26 de junho, o soldado do Exército, Mário Kosel Filho, foi explodido pela VPR de Carlos Lamarca em uma guarita do QG do então II Exército, onde tirava serviço de sentinela. Nesse mesmo dia (mera coincidência?), realizava- se no Rio a "passeata dos 100 mil", reunindo estudantes, padres, artistas, "intelectuais" e outros.
No dia 22 de julho, a VPR rouba nove fuzis tipo FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo.
No dia 10 de agosto, a ALN de Carlos Marighela assalta o trem-pagador Santos-Jundiaí, ação que rendeu ao grupo NCr$ 108.000.000,00 e consolidou sua entrada na luta armada. O ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes Ferreira, foi um dos que participaram daquele assalto, fugindo em seguida com a mulher para Paris, com documentos falsos. Em Paris, o "Ronald Biggs" caboclo viria a participar da Frente Brasileira de Informações (FBI), criada em 1968 em Argel, Argélia, sob inspiração de Miguel Arraes, ligada a organizações de esquerda, de oposição ao governo militar do Brasil, órgão que tinha por objetivo promover a desinformatsya, tanto no Brasil, quanto no exterior. "Marcito pinga-fogo" também foi um ativo militante da FBI, junto com Fernando Gabeira e Francisco Whitaker Ferreira, Frente essa que teve o apoio ostensivo do guru marxista francês Jean-Paul Sartre e as bênçãos do bispo vermelho D. Hélder Câmara.
No dia 20 de agosto, foi morto por terroristas o soldado da Polícia Militar de São Paulo, Antônio Carlos Jeffery.
No dia 12 de outubro, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Rodney Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais.
No dia 7 de setembro, foram assassinados o soldado da PM de São Paulo, Eduardo Custódio de Souza, e o Sr. Estanislau Ignácio Correa, ocasião em que os terroristas levaram seu automóvel.
Nesse mesmo ano de 1968, houve um crescendo na agitação estudantil de todo o País, fruto da "Revolução Cultural" implementada na China por Mao Tsé-Tung, com os famigerados "livros vermelhos", que atingiu também Paris, quase derrubando o Governo Charles de Gaulle, e pela OLAS de Cuba, como já foi citado acima. Em Paris, os estudantes eram influenciados pelas idéias neomarxistas de Marcuse e pelo líder estudantil Daniel Cohn Bendit, além de movimentos mundiais contra a Guerra do Vietnã, contestada principalmente pelos negros americanos.
Muitos estudantes, brasileiros ou não, queriam ser os "novos guevaras", após o "martírio" do Che na Bolívia, em 1967. A agitação estudantil era insuflada principalmente pela Ação Popular (AP), pela Dissidência da Guanabara (DI/GB), pelo Comando de Libertação Nacional (COLINA), pelo Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e pela Ala Marighela (posterior Ação Libertadora Nacional — ALN). Os principais líderes estudantis eram Vladimir Palmeira e Franklin Martins, da DI/GB, e José Dirceu, da ALN.
No dia 28 de março de 1968 foi morto no Rio o estudante Edson Luís de Lima Souto, em um choque de estudantes contra a polícia. Durante seu enterro, foi depredado um carro da Embaixada americana e incendiado um carro da Aeronáutica.
No dia 31 de março, uma passeata de estudantes contra a Revolução deixou uma pessoa morta e dezenas de policiais da PM feridos no Rio.
No dia 19 de junho, liderados por Vladimir Palmeira, presidente da UNE, 800 estudantes tentaram tomar o prédio do MEC no Rio, ocasião em que três veículos do Exército foram incendiados
No dia 21 de junho, no Rio, 10.000 estudantes incendiaram carros, saquearam lojas, atacaram a tiros a Embaixada Americana e as tropas da PM, resultando 10 mortos, incluindo o sargento da PM, Nélson de Barros, e centenas de feridos. 
No dia 22 de junho, estudantes tentaram tomar a Universidade de Brasília (UnB).
No dia 24 de junho, estudantes depredaram a Farmácia do Exército, o City Bank e a sede do jornal O Estado de S. Paulo.
No dia 26 de junho ocorreram a "passeata dos 100 mil", no Rio, e o assassinato do soldado Kozel Filho, como já afirmado acima.
No dia 3 de julho, estudantes portando armas invadiram a USP, ameaçando colocar bombas e prender generais.
No dia 4 de julho, a "passeata dos 50 mil" tinha como principal bordão "só o povo armado derruba a ditadura".
No dia 29 de agosto, houve agitação no interior da UnB, ocasião em que foi preso o militante da AP, Honestino Guimarães, presidente da Federação de Estudantes Universitários de Brasília (FEUB), o qual, desde então, foi dado como desaparecido. O deputado Mário Covas foi à UnB para lhe prestar solidariedade.
No dia 3 de outubro, choques entre estudantes da USP e do Mackenzie ocasionaram a morte de um deles, baleado na cabeça.
No dia 12 de outubro, realizou-se o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP. A polícia prendeu os participantes, entre os quais Vladimir Palmeira, José Dirceu e Franklin Martins. Nesse Woodstock tupiniquim, foram encontradas drogas, bebidas alcoólicas e uma infinidade de preservativos usados. Havia até uma "escala de serviço" de moças para atendimento sexual. Os líderes estudantis, em acordo com Marighela e com o governo de Cuba, haviam chegado à conclusão de que o estopim para a luta armada viria de uma prisão em massa de estudantes, envolvendo comunistas e inocentes úteis, e jogaria essa massa nos braços da luta armada.
No dia 15 de outubro, estudantes tentaram tomar o prédio da UNE, queimando carros oficiais. Fernando Gabeira participou do ato terrorista.
Para analisar aqueles "anos da matraca", especialmente o quentíssimo ano de 1968, convém lembrar duas passagens de José Antonio Giusti Tavares, em seu livro Totalitarismo Tardio - O caso do PT
"Juízos de valor acerca de condutas do passado devem ser feitos não a partir de parâmetros éticos do presente, mas da contextualização da conduta na sua própria época, e nela, por comparação com condutas diferentes".
"Os historiadores e os cientistas sociais devem cumprir pelo menos dois requisitos básicos da epistemologia e da ética das ciências humanas:
1) evitar tanto quanto possível qualquer restrição ou seleção dos fatos brutos e, 
2) ao apresentá-los, distinguir sempre, tanto quanto possível, entre fatos e interpretações".
Seria importante o Jornal da Câmara difundir todos esses fatos ocorridos ao longo de 1968, não apenas aqueles que atendam a algum propósito ideológico. No entanto, tenho que concordar com o Jornal em pelo menos um aspecto: "a verdadeira história ainda não foi contada".
Por que a Câmara não começa, enfim, a contar toda essa história, de verdade, ao invés de contá-la pela metade, sonegando informações históricas importantes ao povo brasileiro?
Fonte: Ternuma

Câmara Tira do Ar Páginas Sobre Comunismo e Capitalismo e Faz Mea-Culpa.

MAS AINDA HÁ ERRO
Lembram-se do Plenarinho, aquelinha pagininha da Câmara dos Deputados voltadinha às criancinhas que estavazinho ensinandozinho quão bonzinho é o comunismozinho e que o capitalismozinho é uma coisinha muito ruinzinha? Publiquei ontem dois posts a respeito, vejam (e aqui).
Tão logo escrevi o primeiro, acusando a empulhação ideológica, as pessoas que cuidam do site mudaram o conteúdo da página sem nem avisar os eventuais leitores. Como informei, sempre faço PDF das barbaridades que encontro em sites oficiais. Publiquei o segundo post apontando o expediente e as novas distorções.
Pois bem. Agora a Câmara decidiu tirar do ar as duas páginas dedicadas ao capitalismo e ao comunismo. A redação do site admite num texto publicado hoje às 15h37: Analisamos que, mesmo sem intenção, produzimos uma matéria tendenciosa, que apresentou apenas os pontos positivos da teoria e não apontou os pontos negativos dos sistemas comunistas estabelecidos ou já extintos na história da humanidade. Portanto, em respeito aos nossos internautas mirins, resolvemos retirar a reportagem do ar, assim como a outra matéria da série, "Sobre o capitalismo".
Tá. Mas ainda não posso deixar o pessoal do Plenarinho em paz. Li outras coisas ali muito complicadas. Tratarei disso outra hora. “Comunismo” e “capitalismo” viraram agora apenas dois verbetes, que tentam ser secos, objetivos.
O site define assim o “Capitalismo”: “Sistema social que valoriza bastante o capital. Os meios de produção (bancos, financeiras, fábricas, lojas comerciais, supermercados, etc.) estão nas mãos das empresas privadas ou de pessoas que contratam mão-de-obra em troca de salário”. Xiii, Marquim...
Capitalismo não é um “sistema social”, mas econômico. E a definição de “meios de produção” está errada. Os “bancos, financeiras, fábricas, lojas comerciais, supermercados”, caros plenaristas, não são os “meios de produção, mas o capital. É o capital traduzido no aparato produtivo. Os “meios” são os meios propriamente ditos, os objetos e instrumentos de trabalho que servem à produção. Sim, claro que sei de onde vem a besteira: da vulgata marxista segundo a qual, no capitalismo, a burguesia é “dona dos meios de produção”.
Há duas ignorâncias que se espalharam mundo afora sem que os “usuários” das teorias tenham se ocupado jamais de ler os textos originais: marxismo e psicanálise. E a vulgarização de leituras erradas destas duas teorias produz um mal imenso. No primeiro caso, temos a esquerdopatia vigente nas escolas e até num site da Câmara dos Deputados. No segundo caso, temos a leniência doméstica com a delinqüência juvenil porque os pais sempre acreditam que seu pimpolho malcriado foi vítima de algum “trauma” e que reprimir a sua falta de compostura é autoritarismo... Ah, bem, a terceira praga é o sociologismo, segundo o qual o indivíduo nunca é responsável pelo ato que pratica. O meio é que condiciona seu comportamento.
A soma dessas três vulgaridades é nefasta para o país.
Mas volto ao ponto. Ok. Melhor que a Câmara tenha decidido tomar alguma providência e tenha reconhecido que o material estava distorcido. E que fique uma lição: produzir material didático, voltado para crianças — e, portanto, pedagógico também —, é coisa séria, alheia à ligeireza.

A educação e os “dois lados”
Só para arrematar: mesmo no texto em que a Câmara assume que o material era tendencioso, há embutido um problema fundamental da nossa educação: a idéia de que tudo “tem dois lados”. Assim, vejam lá, o erro estaria em ter mostrado apenas os aspectos positivos do comunismo... Não! O que o site publicou não eram “aspectos positivos”, mas “aspectos mentirosos”, de propaganda.
Sem contar que há um problema que é de natureza ética e que nada tem a ver com a neutralidade de quem escreve para crianças ou lhes dá aula: o eventual aspecto positivo de uma teoria que depende de uma tirania ou de algum mal essencial para existir não é “aspecto positivo” coisa nenhuma. Quando muito, é só uma das faces — a edulcorada — do mal.
Claro, isso não se debate exatamente em pedagogia ou didática. Tem a ver com as ciências morais.

Este Não é o Meu Exército!!!!

No Exército Brasileiro, ninguém rouba cofres cheios de dólares, ninguém é mentor de atentados terroristas, nele os guerreiros não são formados em Cuba e não matam a sangue frio por uma ideologia vermelha fracassada. 

EU TIVE ORGULHO DE TRAJAR ESSA FARDA, POR ELA SOFRI, TOMEI RALO, PASSEI MADRUGADAS NAS GUARITAS, COMI NO RANCHO E COM ELA PRESTEI MEU DEVER PARA COM A PÁTRIA E COM A SEGURANÇA NACIONAL.

VER ESSA FOTO FAZ O MEU CORAÇÃO VERDE OLIVA CHORAR.
Sd Uchida
2º Batalhão de Guardas

Cadeia Para Ele

por Olavo de Carvalho
Entre lágrimas de ódio cívico que deixarão insensível a cruel humanidade mas devem comover tremendamente a ele próprio, o editor do Hora do Povo, Carlos Lopes, acusa o senador Álvaro Dias de uma calúnia inominável: atribuir um crime de assassinato em massa ao inocentíssimo Josef Stálin.
Segundo Lopes, o extermínio deliberado de seis a nove milhões de ucranianos pela "arma da fome", em 1932-33, jamais aconteceu. Foi uma balela criada pelo ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, depois perfidamente alardeada ao mundo por William Randolph Hearst, empresário de mídia pró-nazista, e pelo livro Harvest of Sorrow, de Robert Conquest, que a cândida opinião acadêmica do Ocidente acha um grande historiador mas que na verdade fez esse serviço sujo como agente de desinformação a soldo de dois órgãos da espionagem britânica, o MI-5 e o IRD (Information Research Department), tal como denunciou em 1978 o respeitável jornal The Guardian.
Nenhum assassinato em massa pode ter ocorrido na Ucrânia naqueles anos — prossegue Lopes — pois, "como registram os censos" (sic), a população do país aumentou "em 3.339.000 pessoas entre 1926 e 1939".
Não me espantei, é claro, de ler essas coisas no Hora do Povo, jornal pertencente a um grupo de terroristas mais ou menos aposentados que, entre uma indenização e outra do governo brasileiro, embolsaram uma considerável propina de Saddam Hussein. Entre outros feitos notáveis, a publicação celebrou Stálin como "o maior democrata da humanidade", e incitou seus leitores, se algum existe, a matar o colunista Diogo Mainardi.
Mas, como até os comunistas mais psicóticos podem dizer alguma verdade de vez em quando, concedi ao sr. Lopes o benefício da dúvida e fui verificar suas fontes. Comecei pela matéria do Guardian (27 Jan 1978). Ela não diz nada de Robert Conquest ter trabalhado no MI-5, apenas no IRD  e o IRD não era um órgão da "espionagem britânica" e sim do Foreign Office (Ministério das Relações Exteriores). Conquest largou o emprego em 1956 e só publicou Harvest of Sorrow em 1986. Poderíamos forçar a imaginação até além da dose de demência usual no jornalismo esquerdista, e admitir a hipótese de que o IRD pagasse pelo serviço entregue com um pequeno atraso de 30 anos. Mas nem toda a loucura do mundo tornaria isso possível, pois o IRD foi extinto em 1978.
A denúncia do extermínio em massa não foi obra nem de Goebbels nem de Hearst. Foi publicada em maio de 1933 — meses antes de que Goebbels se tornasse ministro da propaganda, um ano antes de que a notícia saísse nos jornais de Hearst — e, por ironia, foi escrita pelo correspondente do próprio Guardian em Moscou, Malcolm Muggeridge, que estava no local dos acontecimentos e viu tudo.
Por fim, "os censos". Lopes menciona-os no plural, mas não cita nenhum. Nem poderia. O Livro Negro do Comunismo cita-os todos, diretamente das fontes soviéticas abertas após o fim da URSS, e são justamente esses dados demográficos que provam a liquidação sistemática da população ucraniana (confiram na p. 185 da edição Robert Laffont). O sr. Lopes teve boas razões para permanecer vago e esquivo ao falar de "os censos".
Com exceção do Holocausto judeu, não há caso de homicídio em massa mais claramente documentado e provado do que a fome ucraniana. E nenhum historiador sério jamais pôs em dúvida que se tratasse de operação deliberada. Mesmo a Assembléia Nacional Russa, ao protestar em abril deste ano contra o uso do termo "genocídio" a respeito, não teve a ousadia de negar os fatos nem o plano macabro que os gerou. Só o que conseguiu alegar foi que o crime não teve caráter "étnico", e sim político, de guerra de classes. Mesmo que admitíssemos a validade dessa alegação, ela não tornaria o episódio menos monstruoso, nem menos criminosa a tentativa de encobri-lo retroativamente mediante mentirinhas tolas. A lei que puniu o editor Siegfried Ellwanger por negar o Holocausto judeu aplica-se com precisão milimétrica ao sr. Lopes.

Tribunal Popular e Revolucionário Argentino

por Graça Salgueiro
Bem, o tema principal das denúncias de hoje é a situação vexatória, humilhante e indigna que estão passando os militares argentinos com esses absurdos processos a que estão sendo submetidos. Não vejo aqui no Brasil — me refiro à grande mídia de modo especial — qualquer comentário sobre estes tribunais revolucionários” que começaram no ano passado sob a orientação do proto-comunista e midiático juiz Baltazar Garzón.
Eu venho acompanhando a situação dos militares argentinos desde que iniciou-se a “Dinastia K”, onde a primeira iniciativa foi trazer de volta ao poder TODOS os companheiros “ex” terroristas. Daí por diante, começou o inferno para os combatentes. Revogaram a Lei de Anistia, que passou a valer apenas para os que assassinaram, torturaram, seqüestraram, praticaram em média sete atentados terroristas por dia e que, tal como aqui, são chamados de “jovens idealistas”. Os militares e demais defensores da lei e da ordem foram excluídos — desanistiados —, processados e presos “preventivamente”, e os julgamentos mais parecem um circo macabro, onde a maioria das testemunhas é falsa; e lá está o dedo sujo e cínico de Baltazar Garzón!
E nos dois últimos meses sentaram no banco dos réus do Tribunal Popular e Revolucionário Argentino, os generais Luciano Benjamín Menéndez, de Córdoba e Antonio Domingo Bussi, ex-governador eleito democraticamente de Tucuman, ambos octogenários, ambos condenados à prisão perpétua. Em sua defesa, o general Menéndez deu esta bela aula de amor à Pátria com a serenidade e a altivez de um soldado que sabe ter cumprido seu dever. O general Bussi em sua defesa afirmou que “era uma guerra contra um bando de delinqüentes marxistas-leninistas” e que “os ideólogos da subversão, hoje estão no governo”. Do mesmo modo que aqui no Brasil.
Eu assisti o julgamento pela CNN em Espanhol e chorei junto com o velho general Bussi. A foto que ilustra a edição de hoje é a evidência mais clara de que estas condenações são uma radiografia do ódio que move o espírito de um comunista. Nesta matéria há um relato sucinto sobre o episódio. Turbas enfurecidas com o resultado do veredicto — que não definiu no momento se permitia prisão domiciliar ou se os mandava para uma penitenciária federal —, gritavam levantando cartazes com fotos de suas “vítimas”. Queriam sangue. Queriam, se pudessem, trucidar os velhos generais com as próprias mãos, pois é esta a “justiça” que eles crêem e conhecem; é este o direito que eles se atribuem. Não importa se os condenados são dois homens velhos, cansados e doentes, como o general Bussi que usa sonda nasal e tem dificuldade para falar. O que importa é a vingança, é o ódio à verdade, é o apego ao mal.
Se forem mandados para a Penitenciária Marcos Paz II, como tem sido com quase todos esses condenados, a vida deles não dura muito tempo mais; serão mais duas mortes anunciadas. Há poucos dias recebi um relatório da Argentina, onde se apontava que até o ano passado já estavam no cárcere — mesmo antes do julgamento, como o Padre Christian Von Wernich que ficou três anos preso antes de ser condenado à prisão perpétua — 94 militares dos quais, de março até agosto de 2008, já haviam falecido 40! Desses, tenho nítida lembrança de alguns por falta de atendimento médico, um envenenado com cianureto e outro enforcado.
E hoje um dos filhos do general Bussi, Luis José Bussi, informou ao jornal La Gaceta de Tucuman que seu pai “está em estado de choque, muito desorientado, muito mal e deslocado da realidade”, depois de saber que o juiz Alfredo Terraf confirmou que vai pedir sua prisão numa penitenciária. Por isso solicitou a ajuda de uma psicóloga no domingo, pois não quer entender as implicações da sentença que lhe impuseram de ter cometido um crime de “lesa humanidade”. Além disso, Bussi filho queixou-se de que a assistência médica oferecida pelo Exército a seu pai deixa muito a desejar, pois os profissionais que o assistiam antes iam vê-lo todos os dias e os de agora só vão três vezes na semana. Ordens da ministra montonera da Defesa, Nilda Garré.
É impossível tomar conhecimento destas coisas com frieza e distância, como se elas não roçassem na nossa realidade. São nossos vizinhos de fronteira. São soldados de valor que lutaram para erradicar o terrorismo e a subversão do meio de sua gente e venceram, do mesmo modo que os nossos soldados. Mas também do mesmo modo cometeram dois erros fundamentais para que a fênix ressurgisse das cinzas: perderam a batalha no campo das idéias e cometeram o erro de acreditar que lidavam com pessoas normais e bem intencionadas perdoando-lhes todas as atrocidades cometidas. Hoje são eles os condenados. Hoje são eles que, novamente, estão sendo vitimados só que com o respaldo legal de uma justiça torpe, venal e comprada. E é preciso que o Brasil saiba disso, com todos os detalhes porque eles não voltaram em férias mas para ficar e destruir o que de bom existe na civilização judaico-cristã, eles que idolatram assassinos e odeiam a Deus.
Fonte: Notalatina
COMENTO: Isto é o futuro desejado por Tarso Genro et caterva aos que combateram e venceram os terroristas brasileiros, mas não souberam fazer o "aproveitamento do êxito".