domingo, 8 de novembro de 2009

Plano de Cargos e Salários da PM e CBM do DF

.
Em cerimônia, com clima de festa e populismo, que lotou as arquibancadas do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília/DF, no dia 06.11.2009, o presidente Lula, Comandante Supremo das Forças Armadas (FFAA), sancionou a Lei que estabelece um novo Plano de Cargos e Salários para a Polícia Militar (PM/DF) e Corpo de Bombeiros Militar (BM/DF) do Distrito Federal. A maioria dos presentes era de policiais e bombeiros militares de folga, porém fardados.
A nova Lei, com teor até hoje nunca sonhado pelos integrantes das FFAA (posto acima aos 30 anos de serviço, promoção independente de vaga e etc, etc) beneficiará 15 mil policiais militares e sete mil bombeiros, cujos vencimentos de um Cabo estarão equiparados aos de um Tenente das FFAA; os de um Capitão da PM-BM/DF aos de um CMG/Coronel das FFAA e os de Coronel da PM-DF bem superiores aos de um General-de-Exército.
Lula e Dilma, que discursaram na ocasião defendendo a valorização dos policiais e bombeiros militares do DF, receberam um capacete amarelo dos bombeiros e um chapéu dos policiais militares. Lula, também, criticou a jornada de trabalho de 24 horas por 72 horas de folga imposta aos policiais e bombeiros militares, ele quer mudanças, acha injusta.
Para conhecimento do Comandante Supremo das Forças Armadas, Senadores e Deputados, os militares das FFAA:
- tem carga horária de 40 horas semanais, mais as escalas de serviços; e, quando em manobras (exercícios) ficam dias sem verem a família;
- os seus vencimentos não são calculados em cascata;
- não são promovidos a um posto acima ao completar 30 anos de serviço, independente da existência de vaga ou não; e, em conseqüência, no caso de estarem em sua graduação ou posto máximo, não recebem percentual correspondente ao soldo do posto acima nos seus vencimentos;
- apesar de terem vivência nacional, não recebem auxilio moradia, nem na ativa e nem na reserva;
- não têm risco de vida;
- não têm seguro de vida;
- para serem promovidos a General devem ter, no mínimo 40 anos de serviço e a coronel mais de 30 anos de serviço;
- as promoções não são automáticas, depende do número de vagas, habilitação e etc;
OBS:
1 - A nova Lei do Plano de Cargos e Salários da PM-BM/DF, sancionada pelo Comandante Supremo das Forças Armadas dá essas benesses acima mencionadas e muito mais, aos integrantes daquelas Instituições, em detrimento dos integrantes das FFAA;
2 - A MP que trata sobre a Remuneração dos Militares das FFAA está parada no Senado há nove anos.
Recebido por correio eletrônico do meu amigo Áureo.
COMENTO: a cerimonia teve duas finalidades
- a primeira, humilhar publicamente as FFAA, cumpriu-se conforme o planejado. Tanto o Comandante Supremo das FFAA (???) como a ministra Dilma, enalteceram a necessidade da valorização das referidas profissões. O novo PCS teve uma tramitação meteórica no Ministério do Planejamento, Casa Civil, Câmara dos Deputados e Senado, enquanto as MPs que tratam da remuneração dos integrantes das FFAA estão paradas há nove anos no Senado e nada é feito. E, também, porque o novo PCS cria uma diferença abismal entre os vencimentos dos integrantes das FFAA e os da PM/DF e BM/DF (reservas do Exército, Art. 144, inciso 6º da CF).
- A segunda, turbinar a campanha eleitoral da ministra Dilma Roussef à presidência da República em 2010, que não atingiu o objetivo. Conforme o jornal Correio Braziliense, de 07.11.2009, página 07, para uma platéia de sete mil pessoas, a maioria de PMs e de BMs fardados, o discurso da ministra Dilma não empolgou. Eles preferiram ovacionar Lula. Quem faturou politicamente foi Arruda, candidato a reeleição em 2010, que cumpriu mais uma promessa de campanha eleitoral passada, e entregou a conta para Lula. O tiro saiu pela culatra e o esperto apedeuta, Lula, foi usado e fez palanque para o Arruda.
Nada contra nossos irmãos da PM e do CBM do DF receberem vencimentos e benefícios justos ao seu valoroso trabalho. O problema é o descaso das autoridades políticas e dos chefes das Forças Armadas para com seus subordinados. E ainda querem que os militares das Forças Armadas atuem na segurança interna do país!!
.

La Prensa Argentina en Peligro

CÓMO EL KIRCHNERISMO HOSTIGA AL PERIODISMO
En momentos en los que el periodismo debería haber superado sus peores épocas de censura vernácula, a más de tres décadas de la más sangrienta dictadura militar sufrida por el país y, luego de haber sobrevivido a la infamia del menemismo, acechan preocupantes jornadas de persecución al periodismo crítico en la Argentina.
Desde que llegó al poder, el matrimonio Kirchner ha atosigado a la prensa de toda manera posible, mostrando un elocuente pico de virulencia en las últimas semanas.
Por caso, el bloqueo a los centros de distribución de periódicos como Clarín y La Nación y revista Noticias, muestra a las claras la intencionalidad de acallar a la prensa no adicta al kirchnerismo. Ojo, esto último se conoce públicamente porque ha trascendido a la sociedad. Pocos conocen los casos de aprietes oficiales a periodistas díscolos, ya sea a través de la extorsión más pura, ya sea a través del hostigamiento permanente.
Los trabajadores de Tribuna de Periodistas conocemos bien sobre estas cuestiones, ya que hemos sufrido el embate oficial desde el preciso momento que los Kirchner llegaron al poder en el año 2003.
Más allá de nuestro caso puntual, en días pasados pude hablar con media docena de colegas de medios de enorme relevancia, los cuales coincidieron en sostener que en las últimas semanas han comenzado a sufrir un incesante acoso por parte de funcionarios del gobierno de los Kirchner. Para que se entienda la magnitud de lo ocurrido, a dos de ellos les fueron "obsequiados" sendos CDs con imágenes de cámaras ocultas que los mostraban en situaciones privadísimas.
El resto de los colegas sufrieron hostigamientos de otra índole, no menos molesta: inspecciones impositivas, presión a través de sus editores y amenazas anónimas.
A todo lo antedicho habría que agregar la creciente persecución judicial que el oficialismo ejerce sobre algunos otros cronistas. En el caso de quien escribe estas líneas, el hostigamiento es inédito. Sólo por mencionar un dato, el jefe de Gabinete ha iniciado dos querellas por calumnias e injurias contra mi persona, la última de ellas a horas de que la presidenta Cristina Kirchner jurara que derogaría esas figuras penales a pedido de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos(¡!).
A ello se ha sumado la intrusión y destrucción de elementos de trabajo de mi domicilio y el acoso a través de organismos fiscalizadores del Estado.
Eso sin mencionar la cantidad de denuncias que llevo efectuadas ante la Justicia por amenazas, la última de ellas por parte de un funcionario de la Secretaría de Inteligencia del Estado (ex SIDE) apellidado Salinardi, quien admitió ante testigos que iba a "cortarme", dando asombrosos detalles acerca de mi rutina diaria a sus eventuales interlocutores.
De más está decir que todas y cada una de esas denuncias siempre han sido cajoneadas, aún cuando suelo presentar prueba concluyente sobre la identidad de los que me amenazan.

Peligro inminente
Hace unas horas, sujetos desconocidos se dirigieron a la casa de mi madre y preguntaron por mí a través del portero eléctrico. Cuando esta bajó a ver de quién se trataba, ya no había nadie. Lo mismo ocurrió hace unas semanas en el hostel donde solía hospedarme en Buenos Aires, justo antes de exiliarme en Uruguay. Dos sujetos poco amables preguntaron por mi persona; dijeron ser periodistas pero jamás dieron sus datos ni referencia alguna.
Lo más asombroso es que todo lo que me sucede hoy fue anticipado oportunamente por una importante fuente de Casa de Gobierno en septiembre de este año. "Tené cuidado, Christian, te quieren aleccionar por algunas notas que estás publicando. No sólo a vos, a varios periodistas de diversos medios. Estás en un listado de diez periodistas que van a escrachar (...) No te extrañe que te allanen tu casa y te rompan todo, es una de las cosas que están evaluando", aseguró el informante. Pocos días más tarde, ocurrió eso mismo.
Mientras escribo estas líneas, la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) se encuentra evaluando la situación de América Latina en general respecto al atosigamiento de algunos gobiernos para con el periodismo de estos lares. Como en los últimos años, es probable que emitan un documento crítico al respecto, especialmente en el tópico referido a la Argentina.
Sin embargo, de nada servirá lo que diga la SIP o cualquier otro organismo si no hay un involucramiento de la sociedad toda respecto a la libertad de prensa.
No debe olvidarse jamás un detalle no menor: el periodismo representa a los ojos de esa misma sociedad.
Christian Sanz

sábado, 7 de novembro de 2009

Mais um Glorioso Ato Guerreiro das FARC

.
Três adultos e dois meninos de uma mesma família foram vítimas de armadilhas explosivas no interior da Colômbia.
A família voltava de uma reunião na escola em que estudam os menores, ao anoitecer de quinta-feira (5/11), e se viram no meio de um campo minado, em um local a cerca de três horas de caminhada de Dabeiba, no noroeste do país.
Um casal de adultos e o primo do homem, morreram na hora e os dois meninos, com 10 e 12 anos de idade, além de verem seus parentes morrerem tiveram que aguardar, feridos, a luz do amanhecer para que um deles procurasse socorro em um sítio de familiares.
Além das mortes, a tragédia da família é aumentada pela dificuldade de resgatar os cadáveres pois o local não permite o acesso de veículos.
Leia mais no El Colombiano ou no El Tiempo e aqui (atualizado).
É mais um ato "revolucionário" dos apaniguados do Mico Mandante venezuelano, apoiados pelos patifes brasileiros que se recusam a denominar os bandidos colombianos pelo adjetivo correto: narco-terroristas.
.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Lula Vence Libéria e Arábia Saudita, e se Torna "Estadista do Ano"

Deu n'O Globo, em reportagem de hoje: Lula recebe prêmio de "Estadista do Ano" na Inglaterra.
Bom né? Aliás, poxa vida, é ótimo. Ah, não sejamos modestos, é magnificamente excelente!
Quando Obama fez aquela brincadeira de "o cara", muitos foram contra, dizendo que não era bem assim. Achei errado porque REALMENTE ele falou — independentemente do significado ou isso e aquilo.
Mas agora, quanto ao prêmio, sejamos honestos. Vale a pena saber que raio de coisa é essa.
Vamos por partes (trechos da reportagem):
"O prêmio anual foi concedido pela prestigiosa instituição Chatham House (Instituto Real de Assuntos Internacionais), para a qual o presidente brasileiro é "um dos principais facilitadores da estabilidade e da integração na América Latina". Lula concorreu ao prêmio ao lado do ministro saudita de Relações Exteriores, príncipe Saud Al-Faisal bin Abdulaziz al-Saud, e da presidente da Libéria, Elle Johsnson-Sirleaf." (grifos nossos)
Notem a lista tríplice de "estadistas" e países da qual Lula e o Brasil fazem parte. Além de nós, havia ARÁBIA SAUDITA e LIBÉRIA, duas ditaduras dessas que pegam pessoas no meio da rua, por qualquer motivo torpe, e os matam a pedradas. Só não espero que tenha sido uma votação muito difícil.
Bom, podem dizer que foi um lapso apenas deste ano, não é mesmo? A tal "prestigiosa" instituição teve um surto meio maluco. Vamos a outros vencedores:
"Nos anos anteriores, o prêmio foi concedido ao presidente de Gana, John Kufuor, em 2008, a Sheikha Mozah, uma das três primeiras-damas do Catar, em 2007, e ao ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano, em 2006." (grifos nossos)
Percebam, portanto, que a ideia não é premiar "estadistas" ou países proeminentes, mas talvez distribuir medalhinhas utilizando critérios pra lá de heterodoxos. Aliás, Lula está no poder desde 2003, e tomou surra de Gana, Catar e Moçambique nos três últimos anos (obviamente, uma galhofa, pois são três países deploráveis em comparação ao Brasil).
Vamos ao futebol, um clássico das analogias quando se trata do "estadista" ora premiado. Suponhamos um campeonato "mundial" com Palau, Vaticano, Formosa e Argentina. Nossos hermanos ganham e dizem: SOMOS CAMPEÕES DO MUNDO. Isso seria admissível? É mais ou menos por aí.
E, na comparação futebolística, coloquei países talvez melhores no esporte bretão que nossos concorrentes, da lista tríplice, quanto a qualquer critério correspondente à atuação dos Chefes de Estado. Arábia Saudita e Libéria? Países que espancam mulheres por andar na rua sem companhia? Chega a ser vergonhoso participar da cerimônia, sejamos honestos.
*******
Atualização: O Prêmio é patrocinado por, entre outros, Banco do Brasil, BNDES e PETROBRAS. Vejam por aqui.
Fonte: Imprensa Marrom
COMENTO: o comentário é de Acir Vidal, editor do Contra o Vento— Pra ver como é que anda este mundo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Concessão de Título de Cidadão Paulistano a Marighella

POR INICIATIVA DO VEREADOR PETISTA
ITALO CARDOSO
Câmara Municipal de São Paulo (número do projeto: PDL78/09 )
“Dispõe sobre a concessão de Título de Cidadão Paulistano a Carlos Marighella, “in memoriam”.
A Câmara Municipal de São Paulo decreta:
Art. 1º Fica concedido, “in memoriam”, o Título de Cidadão Paulistano a Carlos Marighella, pelos relevantes serviços prestados à comunidade.
Art. 2º A entrega da referida homenagem se dará em Sessão Solene, a ser convocada pelo Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, especialmente para esse fim.
Art. 3º As despesas decorrentes deste decreto legislativo correrão por conta das verbas próprias do orçamento, suplementadas se necessário.
Art. 4º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal de São Paulo, 29 de setembro de 2009. Às Comissões competentes.”
Ia escrever um comentário, mas tenho que ir vomitar!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Culturas Diferentes, o Crime é Permissível

por Janer Cristaldo
Acabo de ler reportagem no Estadão, de Felipe Recondo, com uma manchete no mínimo curiosa:
Na linha fina, leio:
Em Mato Grosso do Sul há indígenas presos por ter relações sexuais com menores de idade
Quanto ao texto:
Uma vistoria no presídio de segurança máxima de Dourados, em Mato Grosso do Sul, revelou uma realidade considerada grave pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ): índios da região são acusados e condenados por práticas que, muitas vezes, não são consideradas criminosas em sua cultura.
A metade dos índios presos nessa unidade é acusada de manter relações sexuais com menores de idade. Pelas leis dos brancos, a conduta é tipificada como estupro presumido, com pena de até 12 anos de prisão. Pelas regras dos índios, algo considerado normal.
Essa diferença cultural não é levada em consideração pelos juízes do Estado. Mesmo quando a suposta vítima diz que está casada por livre e espontânea vontade, o índio acaba condenado, com base no Código Penal.
Ou seja, o repórter assumiu que há leis para brancos e para índios no Brasil. Que índio pode ter relações com crianças. Branco não pode. Há quase duas décadas, escrevi artigo na Zero Hora, de Porto Alegre, intitulado “O território já está dividido”. Pelo jeito está mesmo. Pois quando em um território existem legislações distintas, é porque existem distintas nações.
Escreve o repórter: Alguns dos índios presos nem sequer sabem do que estão sendo acusados. "O maior problema que enfrentamos é o julgamento do índio como se ele fosse do nosso meio e compreendesse todo o nosso ordenamento jurídico", afirma o procurador da República Emerson Kalif Siqueira.
Para os brancos, o discurso é outro: a ninguém é lícito ignorar a lei. Como se um pobre mortal pudesse ter ciência do cipoal de leis deste país acometido por uma fúria legiferante. Continua a reportagem: Segundo o Estatuto do Índio, os juízes devem atenuar as penas de índios condenados por infrações penais, e sua aplicação deverá levar em conta o grau de integração cultural dos acusados.
Comentei, ainda há pouco, o assassinato de crianças sistematicamente praticados por tribos indígenas no país. A Igreja Católica, que luta contra o aborto por considerá-lo um assassinato, nada diz contra os bugres que se reservam o direito de matar filhos de mães solteiras, os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois.
Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que mataram os que nasceram com simples manchas na pele  essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
A prática do infanticídio já foi detectada em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás matam entre 20 e 30 por ano. Mas entre os sacerdotes que vociferam contra o aborto, você não encontra um só que denuncie estes assassinatos. E tudo isto sob os olhares complacentes da Funai, que considera que os brancos não devem interferir nas culturas indígenas.
O que o repórter do Estadão está afirmando, no fundo, é que índio tanto pode praticar pedofilia como matar à vontade. Faz parte de suas tradições culturais.
Fonte: Janer Cristaldo
COMENTO: é muito cômodo alegar "diversidade cultural" em benefício de pessoas que manipulam com destreza aviões, caminhonetes a diesel, celulares, internet e todos os demais acessos à cultura e informação, graças aos recursos destinados à Funai  verbas públicas, é claro.
Do blog do Previdi de 4 Nov 09: Está em O Globo de hoje:
Um homem de 27 anos foi preso nesta segunda-feira acusado de estupro. Ele estava beijando a namorada dele, que tem 13 anos, em um clube na área rural de Rondonópolis, em Mato Grosso. Os dois foram levados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania e, mesmo com o consentimento dos pais da garota, devido à nova lei publicada em agosto deste ano, o homem pode responder pelo crime. Se for condenado, pode pegar de 8 a 15 anos de prisão.
A mãe da garota disse que tinha conhecimento e autorizava o namoro entre os dois.
 Era do meu conhecimento. Eles namoravam na minha casa. Eu o considero um rapaz bom, respeitador, trabalhador  disse a mãe.
O delegado Eduardo Botelho, no entanto, disse que de acordo com a nova lei, mesmo com o consentimento dos pais, quem for flagrado mantendo relacionamento amoroso com uma jovem menor de idade deve ser preso.
 Com essa nova legislação, a pessoa tendo menos de 14 anos, tanto faz se ela consentiu ou não, se os pais dela consentiram ou não. O flagrante é obrigatório  explicou o delegado.
Quer dizer, o cara namorava uma guria e a estava beijando. Pode pegar até 15 anos de cana.
Agora, “manifestações de carinho e de afeto” entre casais do mesmo sexo, que podem fazer o que bem entenderem nas ruas, a qualquer hora, que não dá nada. E, olha, se tu passas olhando para uma dessas duplas escandalosas, periga chamarem a polícia e tu ires em cana.

Laboratorios e Irresponsabilidad

CÓMO NACE UN MEDICAMENTO INNECESARIO
EN PERJUICIO SOCIAL Y BENEFICIO CORPORATIVO
Existen varias ventajas con las que se cuenta cuando uno se comunica frecuentemente por medio de sus publicaciones, por ejemplo, el acceso directo a la opinión de la gente que a una la lee. Porque también hay muchísimas adversidades, sobre todo cuando se comulga con el ejercicio de la investigación y el análisis del "periodismo independiente", condición sine qua non presente en cada miembro del equipo de Profesionales que conforman Tribuna de Periodistas (aunque quienes no estén facultados para tal ejercicio ataquen sistemáticamente suponiendo que la gente es tonta y no puede distinguir la calidad entre un servicio de información y el otro). Y ni hablemos de los permanentes plagios que honestamente ya me tienen hasta la coronilla, pero claro, cuando alguien no puede crear ni analizar nada a la luz de un "foquito medianamente potente" en su interior, tiene que plagiar para auto-engañar su pigmea autoestima...
Bueno, Nidia (me digo), superemos la indignación y sigamos adelante.
Decía entonces, nada mas gratificante que poderse contactar con tantas personas cuyas ideas o emociones serían imposibles de conocer de otra forma, salvando a veces distancias enormes, y teniendo acceso en cierto modo a una porcioncita del mundo de ellas que no pueden expresarse, quizás como quisieran por diversas circunstancias.
Este acto simple de recibir tantos mails, favorece, al menos en mi caso, el acceso a innumerables datos que por falta de tiempo debido a mis múltiples actividades, me sería imposible encontrar.
Tal es el caso del material que me enviara hace bastante tiempo un lector "Marcos Andrés Nehoda" relativo a las investigaciones realizadas por una religiosa, "la Hermana benedictina Teresa Forcades I Vila", quién además es Médica y Doctora en Teología.
La Hermana Forcades, realizó una exhaustiva investigación a la que denominó "Los Crímenes de las grandes compañías farmacéuticas", donde encuentra innumerables ejemplos que prueban como las "mafias corporativas vinculadas a la salud humana", carecen por completo hasta del más ínfimo sentido de ética a la hora de planear estratégicamente sus siderales ganancias.
Narra la religiosa que en el año 1998, la compañía farmacéutica mas importante de los Estados Unidos, "Pfizer", lanzó a la venta el famoso paliativo para la disfunción sexual masculina, comercialmente conocido como "Viagra", lo que redundó en un éxito mundial tal que para 2001, mas de diecisiete millones de hombres de todo el mundo lo consumía, inclusive individuos cuyas edades no superaban los 16 años, suponiéndolo un activador de la potencialidad funcional en términos temporales inmediatos. [Léase: prolongar el ejercicio del "viva la Pepa" mas allá de lo que permite la naturaleza en un adolescente, lo que también redundó en varios casos de internación urgente a causa de trastornos cardiovasculares severos]
Pero lo mas interesante que encontró la Hermana Forcades fue que meses antes del lanzamiento al mercado del Viagra, en Cape Cod, New York, había tenido lugar el primer encuentro de nueve compañías farmacéuticas con médicos especialistas en diversas disciplinas, a efectos de planificar el hallazgo de factores determinantes de una "hipotética" disfunción sexual femenina. Dicho en castellano, las nueve corporaciones citaron a los Profesionales Médicos ofreciéndoles jugosas sumas y les propusieron: "pensemos qué podemos inventar, que no suene tan descabellado, barnizado con explicaciones científicas, para hacer creer a las mujeres que también pueden padecer el mismo trastorno de disfunción sexual así empiezan a comprar nuestros productos y seguimos incrementando nuestras ganancias".
Pero encontraron un primer problema serio: tal disfunción no existía de manera natural como es el caso de los hombres en relación a la erección. La cuestión anatómico-fisiológica de las mujeres tiraba por tierra toda posibilidad de sufrir de manera masiva este trastorno. Podía ser posible en patologías individuales y muy aisladas, pero nunca en una cantidad que pudiera redundar en extraordinarias ganancias como las Compañías deseaban.
Sin embargo, como la voracidad de estos especuladores no tiene límites, siguieron adelante con su proyecto y en 1998 se celebró en Boston la primera conferencia internacional para la elaboración de un consenso clínico sobre la disfunción sexual femenina, y un año mas tarde, se publicó en la revista "Jama" un artículo titulado: "Disfunción sexual en EE UU: prevalencia y variables predictivas".
En el mismo se aseveraba con "hipotética" objetividad científica, que un 43% de la población femenina de EEUU sufría la "nueva enfermedad", y que el proceso que permitía su identificación consistía en elaborar una lista de siete problemas considerados cada uno de ellos de suficiente peso como para justificar el diagnóstico.
La muestra fue de unas mil quinientas mujeres quienes completaron un cuestionario ad hoc, los que fueron evaluados de manera que "correspondieran" a las respuestas que serían de utilidad a las compañías para demostrar la necesidad de lanzar al mercado el nuevo fármaco, cuyo precio y dosis mensuales ya había sido acordado.
Una de las tantas "características" de la encuesta era su poco margen para aclarar aspectos relativos a la hipotética disfuncionalidad, característica que es mucho mas frecuente de lo que se cree en este tipo de estudios de campo.
Así por ejemplo, una encuestada solo podía responder "si" o "no" ante la pregunta de si no había sentido deseo sexual por cerca de dos meses en el último año, sin importar si había quedado viuda, si estaba depresiva porque acababa de enterrar a su hijo, por estrés, por una relación de pareja insatisfactoria, o lo que fuere que justificara su falta de deseo.
En octubre de 1999, se realizó el tercer encuentro sobre el tema, organizado por la Facultad de Medicina de la Universidad de Boston, promovido y financiado por dieciséis compañías farmacéuticas, del cual surgió el Fórum para la Función Sexual Femenina.
Este Forum celebró dos conferencias en Boston en 2000 y 2001, y para 2003 los instrumentos para la manipulación de los criterios médicos adaptándolos a las necesidades económicas corporativas estaba ya listo.
Gracias a la indignación y consiguiente protesta realizada en 2004 por la comunidad médica, se impidió la comercialización del primer medicamento destinado a paliar la disfunción sexual femenina.
Los profesionales, asimismo, alertaban sobre los efectos esperados luego de la implementación de dicho tratamiento en tanto, no solo se trataba de una burda mentira de las compañías farmacéuticas, sino que se exponía a la población femenina a incrementar de manera masiva el cáncer de mama y las enfermedades cardíacas.
En fin, comparaba esto con lo ocurrido hace poco en nuestro país sobre efedrina, medicamentos adulterados, etc. y pensaba: "al menos las mafias farmacéuticas estadounidenses parecen ser un poco mas creativas", digo, su accionar resulta menos burdo y mas elaborado cuando de dinero mal habido se trata.
Y por último me preguntaba, ¿cuántos medicamentos innecesarios de consumo masivo, creados con los mismos fines estarán ahora consumiendo los habitantes del planeta?
Nidia G. Osimani
Fonte: PeriodicoTribuna
COMENTO: por coincidência, a coluna do Claudio Humberto noticia que amanhã (5/11) e dia 6, em Brasília, Especialistas discutirão qualidade e trivialidade de patentes e acesso da população aos remédios no IV Seminário Internacional “Patentes, Inovação e Desenvolvimento".

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Mentira Como Rotina Tenta Camuflar a Grande Fraude

por Augusto Nunes
O perfil não autorizado de Dilma Rousseff, que será publicado no começo da semana, prova que entre a candidata à Presidência e as encarnações anteriores — a guerrilheira, a secretária municipal, a secretária estadual, a ministra de Minas e Energia e a chefe da Casa Civil — há uma única diferença relevante: as outras Dilmas não falavam. Depois que desandou na discurseira, o monumento à eficiência começou a escancarar perturbadoras rachaduras. E o Brasil que pensa vai descobrindo que a cria de Lula é um Pacheco de terninho que passou a vida conversando com o Conselheiro Acácio e mente compulsivamente para ocultar a grande fraude: a maior gerente-de-país desde o Descobrimento não existe. Nunca existiu.
Estava na primeira linha do perfil quando chegou este comentário do excelente jornalista Celso Arnaldo. Tudo a ver. Confiram. Volto no fim do texto.
Diante de uma fala gravada de Dilma, qualquer jornalista, mesmo completamente despreparado, se sente compelido a reescrevê-la, para não martirizar seu leitor com a tortura iletrada do pensamento da ministra.
Engano meu, pois há uma exceção: a tropa de choque do pessoal que cuida do site da Casa Civil. Já na primeira página, além do áudio da entrevista dela ao programa Bom dia Ministro, há a transcrição na íntegra da gravação. Eles não mudaram uma vírgula, uma respiração, erros de concordância e raciocínio que, enfileirados, iriam daqui a Brasília. Obrigado, Casa Civil! Vocês não sabem o que fazem.
Vejam o que ela responde a uma crítica sobre o Minha Casa, Minha Vida:

“Olha, não é isso que nós estamos vendo. Não é isso que a gente tá vendo e eu vou te falar a partir do que. Hoje, já tem mais de 400 projetos apresentados para a Caixa, “dominantemente” naquela distribuição em que zero a três é o pessoal que faz a moradia para renda de zero a três salários mínimos é a grande maioria. Lá dentro da Caixa já tem aprovado mais de 100 mil contratações. A gente não esperava que tivesse nenhuma casa pronta a não ser que essa casa tivesse começado a ser construída antes da gente lançar o programa, o que seria impossível porque, em média, você reduzindo o máximo que você puder toda burocracia que envolve a construção de casa, o nosso objetivo é chegar 11 meses, ou seja, dada a escolha do terreno até a hora que a chave foi entregue na mão da pessoa que vai morar, o mínimo é 11 meses. No Brasil nós estamos tentando reduzir isso porque era 22, nós estamos tentando chegar nessa meta de 11″.
Sobre um tal “anel de Belo Horizonte”:

“A boa notícia é o seguinte. O anel nós estamos agora com ele em fase final de aprovação. O Ministério dos Transportes já avaliou, nós consideramos que o projeto está bom, então ele entra no PAC, a gente considerando aquilo que ele vai ser licitado imediatamente, não vai ficar parado nem nada. Então, acho que essa é uma boa notícia”.
De novo sobre o Minha Casa:

“Porque nós não vamos ter de dar conta de resolver o problema de seis milhões de habitações. São seis milhões de lares, de moradias, de casas que falta no Brasil. Daqui para frente o que nós estamos fazendo é o seguinte: nós vamos provar para esse um milhão que é possível fazer. E vamos, eu acho, a partir do final desse programa, nós teremos de estar em perfeitas condições para iniciar já fazendo os outros seis milhões sem o que o déficit habitacional brasileiro não vai ser resolvido”.
Dispensa comentários, mas me permito um: já pensou se, na hora de defender a tese que nunca defendeu para o doutorado que nunca fez, a Dilma falasse desse jeito para a banca examinadora?
Não seria pau direto até na Uniban?

Dilma é isso aí. Sempre foi. Prisioneiro da formação intelectual indigente, Lula não sabe se alguém está pronto para lecionar em Harvard ou naufragar no Enem. É compreensível que tenha resolvido transformar em sucessora a companheira de cabeça confusa. Deve achar bonito o que Dilma diz. Deve achar que só uma sumidade consegue pilotar um projetor enquanto fala do PAC. Mas muitos espertalhões da base alugada montam frases com começo, meio e fim, e distinguem um cérebro em bom estado de outro severamente avariado. Essa gente já suspeita de que está a bordo do barco errado.
Nenhuma outra espécie de rato sabe desembarcar com tanta ligeireza.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um Herói de Verdade

por Ricardo Montedo
Pois, nestes tempos de desmoralização galopante das instituições nacionais e dos valores democráticos, de relativização do mérito e da verdade ao sabor de conveniências políticas, eis que o Brasil ganha um Herói. Sim, Herói, com maiúscula, Herói de verdade, não como esses que pululam em cada processo milionário da comissão de Anistia.
Trata-se do Suboficial da FAB MARCELO DOS SANTOS DIAS, membro da tripulação do C-98 que, graças a perícia de seus pilotos, conseguiu pousar num igarapé nos confins do Amazonas, após uma pane mecânica.
Segundo o relato dos sobreviventes, o militar foi o responsável direto pela evacuação célere de seis funcionários da FUNASA, enquanto o avião afundava no Igarapé Jacurapá, de forte correnteza. Exausto, não resistiu ao esforço e sucumbiu quando a aeronave foi arrastada pelas águas.
Santos Dias praticou um desses atos que surpreendem ao vulgo, pela coragem em abrir mão da própria sobrevivência para salvar outras vidas.
Morreu cumprindo seu dever de soldado, num ato de heroísmo que deve orgulhar não só aos militares, mas também a Nação.
Gestos assim extrapolam em muito o fato em si, pois atestam que o povo brasileiro, afinal, tem muito mais valor do que seus governantes, pelos descalabros sucessivos, querem nos fazer crer.
Que esses mesmos governantes tenham a dignidade de reconhecer o mérito deste cidadão fardado, e que o exemplo desse Herói maiúsculo os faça, ao menos por um instante, refletir sobre o que estão fazendo com esse povo sofrido, desiludido e desesperançado, mas ainda capaz de produzir heróis.

Taliban da Uniban Tem Medo de Coxas

por Janer Cristaldo
Gosto de citar uma frase que Roberto Arlt, considerado o Dostoievski argentino, coloca na boca de um de seus personagens: “A revolução, a faremos com os jovens. São estúpidos e entusiastas”.
Em minha vida, encontrei não poucos jovens maduros e sensatos e tive imenso prazer em confraternizar com eles. Mas, no geral, tenho de concordar com Arlt. E vou mais longe: estúpidos, entusiastas e senis. Prova disto é o recente episódio ocorrido em São Bernardo do Campo, no campus da Universidade Bandeirantes de São Paulo (Uniban).
Uma estudante do primeiro ano de Turismo quase foi linchada por uma multidão de estudantes no prédio onde estuda, por estar usando um minivestido. O fato ocorreu na semana passada e ganhou repercussão nesta semana pelo site YouTube, onde foram publicados vídeos que registraram o episódio. Leio na Folha de São Paulo:
Pu-taaa! Pu-taaa! Pu-taaa! Cerca de 700 alunos da Uniban, Universidade Bandeirante de São Paulo, campus de São Bernardo, pararam as aulas do noturno para perseguir, xingar, tocar, fotografar, ameaçar de estupro, cuspir. Tudo isso contra uma aluna do primeiro ano do curso de turismo, 20 anos, 1,70 metro, cabelos loiríssimos esticados e olhos verdes, que compareceu à escola em um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15, maquiagem de balada, na quinta-feira da semana passada (22). Michele Vedras (nome fictício inventado por ela em um blog) só conseguiu sair da escola sob escolta de cinco soldados da PM, duas mulheres inclusive, que tiveram de usar spray de pimenta para conter os mais exaltados e abrir caminho entre a massa. Vídeos do ataque circulam pela rede, um deles intitulado "A Puta da Uniban". (...) Presos na sala de aula, a turma e o professor ouviam os estudantes lá fora gritando. "Solta ela, professor! Deixa pra nós. Vamos estuprar!"
Mas em que país estamos? Certamente não é neste Brasil, onde a minissaia vige desde os anos 60 e fio dental nas praias não escandaliza mais ninguém. Mulher pelada está nas capas de todas as revistas, expostas publicamente nas bancas de jornais. O que gera efeitos curiosos. Os membros da Opus Dei, a organização aquela à qual pertence um dos líderes do PSDB, Geraldo Alckmin, quando andam pelas ruas trocam de calçada ao ver um quiosque. Para não ver as mulheres peladas. Malucos religiosos, entende-se. Mas ... universitários? Em um campus?
Em minhas universidades, lá nos anos 60 — isto é, há meio século — vivi cercado de minissaias e ninguém se espantava com isto. Quando professor, nos anos 80, minhas aluninhas não se furtavam de exibir o fundo de suas coxas aos professores. Eu lecionava na UFSC, onde muitos professores eram filhotes de padres, que das mulheres mantiveram distância em suas juventudes. Os ex-seminaristas subiam pelas paredes. Eu, que com mulheres sempre mantive um bom convívio, nem ligava. Para perplexidade de minhas discípulas. Certo dia, em plena aula, uma delas perguntou: “o professor não se comove quando mostramos as coxas?
Comoção nenhuma. “Estou aqui para dar aulas, não para olhar calcinhas 
 respondi. Vocês podem mostrar o que quiserem, isso não perturba minha aula. Agora, se for lá em casa ...” Semana seguinte, algumas atrevidas estavam lá em casa. Mas isto já é outra história.
Estou perplexo. Que a União e Estados caloteiem seus credores, que senadores e deputados e governadores roubem, que ministros sejam corruptos, que acadêmicos transformem seus estudos no Exterior em turismo pago pelo contribuinte, com isto já estamos acostumados. Faz parte do cotidiano da nação. Mas é insólito que universitários quase estuprem uma colega só porque ela mostra as coxas. Segundo uma universitária entrevistada pela Folha, os colegas da moça tentavam enfiar o aparelho celular no meio de suas pernas, para tirar fotos.
Com o assalto ao erário, com a extorsão do contribuinte, com a corrupção de “nossos” representantes, já me acostumei. (Ponho nossos entre aspas porque meus representantes não são. Já faz quase três décadas que não voto). Mas por essa eu não esperava. Que isso aconteça na Arábia Saudita, no Dubai, no Afeganistão, no Paquistão, até que entendo. Foi em Riad, creio, que a mulher de um diplomata brasileiro foi esbofeteada pela Polícia Moral por ter entrado em um shopping com o rosto descoberto. O Itamaraty, tão valente quando se trata de defender Chávez ou Zelaya, nem chiou.
Entendo até no Vaticano. Mas no Vaticano, apenas impediriam a entrada da moça. Nem cardeais nem bispos nem a Guarda Suíça tentariam enfiar celulares entre as pernas de uma turista de minissaia. O Vaticano, com todo seu obscurantismo, consegue ser mais moderno que os universitários da Uniban. A atitude destes alunos é típica dos taliban. Daqueles baitas machos que não temem explodir-se em nome de Alá, mas que se mijam de medo ao ver o rosto de uma mulher.
Os universitários da Uniban, pelo jeito, têm medo de coxas. Logo das coxas, esse território tão lindo e harmonioso de uma mulher.
Além de estúpidos, são senis.
Fonte: Janer Cristaldo
COMENTO: transcrevo parte de um texto do brilhante Augusto Nunes:
"Os estudantes da Uniban de São Bernardo engolem em silêncio mensalidades abusivas, professores medíocres e o sistema de ensino que fabrica fortes candidatos ao desemprego. Só não engolem uma jovem com a saia curtíssima. Os estudantes da Uniban aceitam com mansidão bovina a corrupção institucionalizada, os impostos extorsivos, os pelegos delinquentes da UNE, a roubalheira federal, a procissão de escândalos, a decomposição moral do Brasil. Só não conseguem controlar a indignação e domar a cólera se aparece uma jovem com as pernas à mostra. ... A Era da Ignorância vai tornando o país cada vez mais primitivo. Cada vez mais parecido com essa gente que o governa."
É pouco???????

Homenagens Póstumas

por Antônio Felipe Purcino
A segunda-feira será Dia dos Finados. Logo, esta coluna aproveita para render homenagens a algumas pessoas que realmente merecem ser lembradas neste dia em que louvamos a memória daqueles que nos deixaram.
— Cabo Valdeci de Abreu Lopes
Valdeci era um desses heróis anônimos que volta e meia estão garantindo a ordem nas ruas de Porto Alegre, quando os movimentos terroristas se insurgem, espalhando a anarquia por onde passam. Naquele 8 de agosto de 1990, Valdeci cumpria serviço no Centro de Porto Alegre. Depois de um confronto com a Polícia na Praça da Matriz, os bandidos sem-terra desceram a Borges de Medeiros. Lá, acabaram por encurralar Valdeci, que estava em seu posto de serviço. Mais de uma dezena de terroristas o cercaram e então, uma foice seccionou sua garganta. Valdeci chegou a ser levado para o Hospital de Pronto-Socorro, mas acabou falecendo. Hoje, um bloco de granito com uma placa em sua homenagem está no mesmo local onde este bravo policial caiu. Os sem-terra tiraram a vida de um marido e pai. Mataram de maneira covarde. Hoje, Valdeci é um mártir. Um herói anônimo que morreu de maneira torpe.
— João Arnaldo da Silva, Rafael Erasmo da Silva, Wágner Luís da Silva e José Wedson da Silva
Os quatro homens trabalhavam como seguranças em uma fazenda no agreste pernambucano. No final de fevereiro deste ano, estes homens, que protegiam a fazenda de novas invasões do MST, foram perseguidos e executados à queima-roupa por bandidos do MST. Executados, na plena acepção da palavra. Tal como animais eram abatidos cruelmente no começo do século passado. Os celerados do MST acabaram com mais quatro famílias. E ainda ousaram pedir proteção policial depois de matarem. O líder da célula terrorista local teve o desplante de dizer que não mataram pessoas comuns, mas sim pistoleiros. Apenas João era segurança profissional. Os demais faziam bicos de segurança para complementar a renda. Acabaram assassinados covardemente.
— Celso Daniel
O então prefeito de Santo André (SP) foi executado em circunstâncias ainda hoje não-esclarecidas. Mas tudo indica que gente do PT colaborou para a morte de Daniel.
— Anônimos de Cuba, União Soviética, China, Camboja, Albânia, Coréia do Norte e outros países
Os regimes comunistas foram responsáveis por mais de 100 milhões de mortes em suas ditaduras. China e URSS foram os recordistas em execuções, seja por fuzilamento, seja pela Revolução Cultural, inanição, nas gulags... O comunismo sozinho já produziu dezenas de holocaustos. E ainda existe quem acredita que "o socialismo é a maior declaração de amor à humanidade". Frase da porra-louca da camiseta branca Heloísa Helena e da baderneira de plantão, Fernanda Melchionna.
E homenagem especial para...
 A ética.
A ética é destroçada dia a dia, pelos governos do PT. Hoje o Brasil virou um balcão de negociatas, onde reinam Renans, Sarneys, Dirceus e tantos outros.
Antônio Felipe Purcino é Jornalista
Fonte:  Por Outro Lado

domingo, 1 de novembro de 2009

Declaração de Praga

DECLARAÇÃO DE PRAGA
Tendo em conta o futuro digno e democrata de nossa comum pátria européia,
— Considerando que as sociedades que esquecem seu passado carecem de futuro;
— Considerando que a Europa não se unirá a menos que seja capaz de unificar sua história, de reconhecer o comunismo e o nacional-socialismo como um legado comum e de conseguir um debate sincero e profundo sobre todos os crimes totalitários do século passado;
— Considerando que a ideologia comunista é diretamente responsável por crimes contra a humanidade;
— Considerando que a má consciência que se deriva do passado comunista é uma pesada carga para o futuro da Europa e para nossos filhos;
— Considerando que diferentes valorações do passado comunista ainda podem dividir a Europa em Ocidente e Oriente;
— Considerando que a unidade europeia foi uma resposta direta às guerras e à violência causada pelos sistemas totalitários no continente;
— Considerando que a consciência dos crimes de lesa-humanidade cometidos pelos regimes comunistas em todo o continente deve informar a todas as mentes europeias, na mesma medida que os crimes do regime nacional-socialista;
— Considerando que existem similitudes entre o nacional-socialismo e o comunismo no que se refere a seus caráter horrível e espantoso, e a seus crimes contra a humanidade;
— Considerando que os crimes do comunismo ainda necessitam ser avaliados e julgados desde os pontos de vista jurídico, moral e político, assim como do ponto de vista histórico;
— Considerando que tais crimes foram justificados em nome da teoria da luta de classes e do princípio da ditadura do proletariado, que utilizam o terror como método para preservar o poder dos Governos que o aplicaram;
— Considerando que a ideologia comunista foi utilizada como uma ferramenta em mãos de imperialistas na Europa e na Ásia para alcançar seus planos expansionistas;
— Considerando que muitos dos autores que cometem e cometeram crimes em nome do comunismo ainda não foram levados ante a justiça, e suas vítimas ainda não foram indenizadas nem satisfeitas;
— Considerando que o objetivo de proporcionar informação completa sobre o passado totalitário comunista, que conduza a uma compreensão mais profunda e ao debate é uma condição necessária para a futura integração de todas as nações europeias;
— Considerando que a reconciliação definitiva de todos os povos europeus não é possível sem um esforço potente para estabelecer a verdade e para restaurar a memória;
— Considerando que o passado comunista da Europa deve ser tratado a fundo, tanto na academia como ao público em geral, e as gerações futuras devem ter fácil acesso à informação sobre o comunismo;
— Considerando que em diferentes partes do mundo só uns poucos regimes totalitários comunistas sobrevivem, porém que, todavia, oprimem aproximadamente a um quinto da população mundial, e ainda se aferram ao poder cometendo delitos e impondo um alto custo para o bem-estar de seus povos;
— Considerando que em muitos países, apesar de que os partidos comunistas já não estão no poder, não se distanciaram publicamente dos crimes dos regimes comunistas nem os condenaram;
— Considerando que Praga é um dos lugares que sofreu tanto com o nazismo quanto com o comunismo,
Estando convencidos de que os milhões de vítimas do comunismo e suas famílias têm direito a desfrutar da justiça, da solidariedade, da compreensão e do reconhecimento de seus sofrimentos da mesma forma que as vítimas do nazismo foram moral e politicamente reconhecidos,
Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência europeia e o comunismo,
— Ante a Resolução do Parlamento Europeu sobre o sexagésimo aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 8 de maio de 1945, de 12 de maio de 2005,
— Ante a Resolução 1.481 da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, de 26 de janeiro de 2006,
— Ante as resoluções sobre os crimes comunistas adotadas por vários Parlamentos nacionais,
— Ante a experiência da Comissão pela Verdade e a Reconciliação na África do Sul,
— Ante a experiência dos Institutos da Memória e os Memoriais na Polônia, Alemanha, Eslováquia, República Checa, Estados Unidos, o Instituto para a Investigação de Crimes Comunistas na Romênia, os museus da ocupação da Lituânia, Letônia e Estônia, assim como a Casa do Terror na Hungria,
— Ante as presidências atuais e futuras na UE e no Conselho da Europa.
— Ante o fato de que 2009 é o vigésimo aniversário da queda do comunismo na Europa Central e Oriental, assim como dos assassinatos em massa na Romênia e no massacre da Praça de Tianamen em Pekin,
Pedimos:
1. Chegar a um entendimento entre todos os europeus de que os regimes totalitários nazista e comunista devem ser julgados por seus próprios méritos terríveis, por ser destrutivo em suas políticas de maneira sistemática na aplicação das formas extremas de terror, da supressão de todos os direitos civis e das liberdades humanas, começando pelas guerras de agressão e, como uma parte inseparável de suas ideologias, o extermínio e a deportação de nações inteiras e grupos de população, e que como tais devem ser considerados os principais desastres que frustraram o século 20,
2. O reconhecimento de que muitos crimes cometidos em nome do comunismo devem ser qualificados como crimes de lesa-humanidade, de modo que constituam uma advertência para as gerações futuras da mesma maneira que os crimes nazistas foram julgados pelo Tribunal de Nüremberg,
3. A formulação de um enfoque comum a respeito dos crimes dos regimes totalitários, incluídos os regimes comunistas, e uma versão europeia dos crimes comunistas, a fim de definir claramente uma atitude comum frente aos crimes dos regimes comunistas,
4. A introdução de uma legislação que permita aos tribunais de justiça julgar e condenar os culpados pelos crimes comunistas e compensar as vítimas do comunismo,
5. A garantia do princípio de igualdade de tratamento e não-discriminação entre as vítimas de todos os regimes totalitários,
6. A pressão europeia e internacional para a condenação efetiva dos crimes do passado comunista e da luta eficaz contra os crimes comunistas em curso,
7. O reconhecimento do comunismo como parte integrante e horrível da história comum da Europa,
8. A aceitação por toda a Europa da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo comunismo,
9. O estabelecimento de 23 de agosto, dia da assinatura do pacto Hitler-Stalin, conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop, como um dia de lembrança das vítimas dos regimes totalitários nazista e comunista, do mesmo modo que a Europa recorda as vítimas do Holocausto em 27 de janeiro,
10. A reclamação aos Parlamentos nacionais para que reconheçam os crimes comunistas como crimes contra a humanidade, e modifiquem a legislação pertinente,
11. O debate público sobre o mau uso comercial e político dos símbolos comunistas,
12. A continuação das audiências da Comissão Europeia com respeito às vítimas dos regimes totalitários, com vistas à elaboração de uma comunicação da Comissão,
13. O estabelecimento de comitês compostos por experts independentes nos Estados europeus que foram governados por regimes comunistas totalitários, com a tarefa de recolher informação sobre violações dos direitos humanos sob cada regime comunista totalitário em nível nacional, com o fim de colaborar estreitamente com o Conselho de Comitê de experts da Europa,
14. A elaboração de um claro marco jurídico internacional em relação a um acesso livre e irrestrito aos arquivos que contêm informação sobre os crimes do comunismo,
15. A fundação de um Instituto Europeu da Memória e da Consciência, que teria duas funções:
A) a de um instituto europeu dedicado à investigação dos estudos do totalitarismo, o desenvolvimento de projetos científicos e educacionais e o apoio à criação de redes de institutos de investigação nacionais especializados no tema da experiência totalitária,
B) e a de um museu memorial de âmbito europeu das vítimas de todos os regimes totalitários, com o objetivo de recordar as vítimas destes regimes e de dar a conhecer os crimes cometidos por eles,
16. A organização de uma conferência internacional sobre os crimes cometidos pelos regimes comunistas totalitários, com a participação de representantes de governos, parlamentares, acadêmicos, experts e associações, cujos resultados devem ser difundidos no mundo inteiro,
17. O ajuste e a revisão de livros de texto de história europeia, para que as crianças possam aprender e ser advertidas sobre o comunismo e seus crimes, da mesma forma que se lhes ensinou a compreender os crimes nazistas,
18. A abertura de um amplo e profundo debate em toda a Europa sobre a história europeia e a herança comunista,
19. A comemoração conjunta do 20º aniversário no próximo ano da queda do Muro de Berlim, do massacre da Praça Tianamen e da matança na Romênia.
Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência Europeia e o Comunismo, nos dirigimos a todos os povos da Europa, a todas as instituições políticas europeias, inclusive os Governos e os Parlamentos nacionais, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, o Conselho da Europa e outros órgãos internacionais pertinentes, e os exortamos a abraçar as ideias e as propostas enunciadas nesta Declaração de Praga, e a convertê-las em medidas práticas e políticas.
Tradução e comentários: Graça Salgueiro
Leia mais, no Notalatina, clicando aqui ou na figura abaixo:
Fonte: Notalatina,
citado em ViverdeNovo.

A Falta Que Nos Faz um Napoleão

por Janer Cristaldo
Entre 9 de fevereiro e 9 de março de 1807, Napoleão Bonaparte constituiu na França um sinédrio — conselho judeu de 71 membros — que sucedeu à Assembleia de Notáveis, que tinha por função oficializar as medidas de secularização em matéria de decisões doutrinárias, do ponto de vista da lei judaica. Ao sinédrio e aos notáveis, o imperador fez doze perguntas:
1. É lícito aos judeus casar-se com várias mulheres?
2. O divórcio é permitido pela lei judaica? O divórcio é válido sem que seja pronunciado pelos tribunais e em virtude de leis contrárias ao Código francês?
3. Uma judia pode casar-se com um cristão e uma cristã com um judeu? Ou a lei pretende que os judeus se casem apenas entre eles?
4. Aos olhos dos judeus, os franceses são irmãos ou são estrangeiros?
5. Em um ou outro caso, quais são as relações que a lei judia prescreve para com os franceses que não são de sua religião?
6. Os judeus nascidos na França e tratados pela lei como cidadãos franceses veem a França como sua pátria? Sentem a obrigação de defendê-la? Sentem-se obrigados de obedecer às leis e de seguir todas as disposições do Código Civil?
7. Quem nomeia os rabinos?
8. Qual jurisdição de polícia exercem os rabinos entre os judeus? Qual polícia judiciária é exercida entre eles?
9. Estas formas de eleição, esta jurisdição de polícia são desejadas por suas leis ou apenas consagradas pelo uso?
10. Há profissões que são proibidas pela lei dos judeus?
11. A lei dos judeus os proíbe de praticar usura com seus irmãos?
12. Ela proíbe ou permite praticar usura com estrangeiros?
A França vivia então um problema, as queixas permanentes dos departamentos do Leste contra os créditos dos judeus. Napoleão queria saber se os judeus que tinham nacionalidade francesa eram franceses ou estrangeiros que viviam sonhando com as colinas de Sion. É uma boa pergunta a se fazer aos judeus que vivem hoje no Brasil.
Leio no noticiário on line que a Justiça brasileira ordenou ao Ministério da Educação que marque outro dia  que não o sábado  para que 21 alunos de um colégio judaico de São Paulo façam o Enem. A prova está marcada para 5 e 6 de dezembro — sábado e domingo.
O sábado é o shabat, dia em que os judeus descansam. Do pôr do sol da sexta ao pôr do sol do sábado, não trabalham, não dirigem e não escrevem. Mais ainda: não acendem fogões, não ligam computadores, não portam qualquer objeto. Nem mesmo guarda-chuva. Aqui em meu bairro, majoritariamente judeu, quando chove aos sábados, os filhos de Israel, apesar de bem trajados, vestem capas de plástico, dessas que se compram a cinco reais nas bancas de jornais. Guarda-chuva tem de segurar. Não pode. Capa não precisa segurar. Então pode.
Vendo que seus alunos perderiam o Enem, o colégio Iavne apresentou a ação judicial. Na primeira instância, a Justiça não viu motivo para mudar a data. O colégio recorreu. E o Tribunal Regional Federal deu razão à escola. O juiz Mairan Maia escreveu que o MEC deveria permitir que a prova fosse resolvida pelos alunos do Iavne "em dia compatível com o exercício da fé". Seria um exame com "o mesmo grau de dificuldade. Ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa."
Onde estes senhores pensam que estão? Em Israel, onde o shabat é sagrado? Neste Brasil laico, nem mesmo o domingo, dia sagrado para os católicos desde Constantino, é dia em que qualquer atividade seja interditada. Israel é um Estado teocrático e os judeus brasileiros estão querendo impor seus dogmas a um Estado laico. A decisão do juiz Mairan Maia abre portas para que os muçulmanos exijam não fazer vestibular nas sextas-feiras, seu dia sagrado. Mais um pouco, e teremos vestibular em datas diferentes para católicos, judeus e muçulmanos. E também para os seguidores da Igreja Adventista, que descansam nos sábados.
Está faltando um Napoleão nestes trópicos, para bem dividir as águas. Os judeus com cidadania brasileira precisam decidir se respeitam as regras do país onde escolheram viver ou se preferem seguir regras escritas na Judéia há cinco mil anos.
Fonte:  Janer Cristaldo