quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pobre Rio Grande!!!!

Nas suas leituras matinais, o PoPa (Pobre Pampa) viu que políticos estão sendo cada vez mais sinceros: O relator [Sérgio Moraes (PTB-RS) do caso do castelo] também mostrou que não está preocupado com a má repercussão de uma absolvição prévia, sem sequer ter começado a investigação do caso. "Estou me lixando para a opinião pública", afirmou Moraes aos jornalistas. "Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege."  No site da Veja, tem alguma informação interessante sobre o deputado que está se lixando para o eleitorado. O cara é fera:
O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS) é um estreante no Parlamento, mas já angariou um imenso prestígio entre seus pares. Em apenas dezessete meses de mandato, ele foi escolhido para um dos postos mais importantes do organograma da Câmara dos Deputados: a presidência do Conselho de Ética. O cargo, que garante visibilidade e poder, principalmente em decorrência dos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos, exige isenção para expurgar amigos e correligionários quando necessário. Seu ocupante deveria apresentar, além disso, uma biografia acima de qualquer suspeita. O deputado Moraes não tem esses requisitos.
O corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira, acusou-o de atrasar propositalmente a abertura do processo de cassação do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, envolvido em um esquema de desvio de dinheiro do BNDES. Moraes também já foi questionado por responder a ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas é bisonha: manter um telefone público na casa do próprio pai. A parte mais constrangedora do currículo do parlamentar gaúcho, porém, data do início de sua carreira política, quando ele foi acusado de receptação de jóias roubadas e de envolvimento com uma rede de prostituição – crime pelo qual chegou a ser condenado em primeira instância.
Moraes começou a pavimentar sua trajetória em Santa Cruz do Sul, situada a 155 quilômetros de Porto Alegre. A cidade deu a ele dois mandatos de vereador, dois de deputado estadual e dois de prefeito. Filho de um tropeiro e de uma dona-de-casa, Moraes não chegou a concluir o ensino médio e iniciou sua vida profissional como vendedor de consórcios. Sua fama na região adveio de suas atividades como empresário, mais precisamente como dono da boate Strattus 86, um conhecido ponto de encontro de garotas de programa no fim dos anos 80.
A mulher do deputado,
Neiva Marques, a Kelly:
ela também foi indiciada
Na época, o então vereador conciliava política e negócios com a ajuda da companheira, Neiva Teresinha Marques, conhecida como "Kelly", mãe de cinco de seus seis filhos. "Todo mundo ia lá. Tinha a noite do chucrute, a noite do chope, a noite da banda nativa. Nunca teve show de strip-tease nem programa sexual. Mas eu não poderia impedir que as pessoas saíssem dali e fossem para o motel", explica ele. A polícia, no entanto, descobriu que a casa de diversão não era um negócio tão inocente como afirma o deputado. Os investigadores identificaram uma casa nos arredores da boate onde moravam seis garotas de programa, três delas menores de idade. O local havia sido alugado por Moraes, mas no contrato de locação constava o nome de Kelly. Em depoimento, as jovens relataram suas atividades na boate Strattus 86 e, por causa dos depoimentos, Moraes foi indiciado, juntamente com a companheira, por lenocínio e favorecimento à prostituição.
As investigações ainda indicaram o envolvimento dele em outro crime cabeludo: receptação. Um conhecido ladrão da região, Edgar Silveira da Rosa, foi preso e contou à polícia que vendia jóias roubadas ao próprio Moraes no interior da Strattus 86. O ladrão era especialista em atacar famílias estrangeiras que moravam na cidade e narrou que negociava as jóias com o então vereador e suas colegas de trabalho. Além do depoimento do bandido, a polícia localizou uma vítima que contou ter pago ao deputado para "recuperar" suas jóias. Era a prova de que Moraes e suas garotas eram os destinatários finais da mercadoria roubada. O deputado foi acusado de receptação. "Era uma coisa braba", lembra, com economia de palavras, o delegado João José da Silva, responsável pela investigação e hoje aposentado. "Eu me limitei a fazer o meu trabalho."
Em 1987, Moraes e Kelly foram denunciados à Justiça por lenocínio, favorecimento à prostituição e receptação. Ele viu-se expulso de seu partido, o PMDB, e quase foi cassado pela Câmara de Vereadores. A sentença judicial veio três anos depois: absolvido das acusações de receptação e lenocínio, Moraes foi condenado a três anos e seis meses de prisão por favorecer a prostituição. Kelly recebeu a mesma pena do companheiro. Uma infinidade de recursos e dez anos depois, surgiu a sentença definitiva. A condenação por favorecimento à prostituição foi anulada em 1997 por insuficiência de provas. As testemunhas, curiosamente, mudaram seus depoimentos. Sobre as denúncias de lenocínio e receptação, o Tribunal não se manifestou. Os juízes alegaram que os crimes estavam prescritos. Do ponto de vista jurídico, portanto, o deputado Sérgio Moraes é um homem inocente. "Era tudo uma armação para me prejudicar", afirma ele, que preferiu não processar os supostos autores da conspiração.
Fonte: Pobre Pampa
DINHEIRO PÚBLICO PAGAVA ATÉ TELE-SEXO
O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS) é réu em um processo no Supremo Tribunal Federal com pedido de condenação pelo Ministério Público Federal por utilizar-se de bens ou rendas públicas em proveito próprio ou alheio, em 1997, quando ocupava a prefeitura de Santa Cruz do Sul (RS).
Na acusação, o MPF afirma que até contas de ligações para números de "conteúdo pornográfico", conhecidos como disque-sexo, eram pagas com dinheiro público. O deputado afirma que o telefone era de um armazém, que pertenceu a seu pai no passado, e que não tinha como controlar as ligações.
Moraes é relator no Conselho de Ética da Câmara do caso de Edmar Moreira (sem partido-MG). Ele ganhou espaço após dizer na quarta-feira (6) que Moreira é “boi de piranha" e fazer ataques à imprensa. Ele disse estar se “lixando” para a opinião pública e afirmou que a imprensa “bate”, mas ele “sempre se reelege". Nesta quinta-feira (7) ele retornou ao plenário para reafirmar suas posições e fez ataques a uma repórter do jornal O Globo.

COMENTO: lamentavelmente, a "parte" da opinião pública que não acredita nos que "batem" no deputado pertence à região de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, área de gente trabalhadora e honesta. Talvez não "acreditem" por não terem tempo de informar-se, atarefados que estão em suas lides, gerando riquezas para o país, e para pagar os vencimentos e mordomias de "parte da canalha que roi a economia e a democracia desta país". Com o destaque dado a esse mau representante, que não honra tantas personalidades vindas do sul, que deram brilho ao Congresso Nacional em outros tempos, espero que o eleitorado gaúcho, nas próximas eleições, dê a resposta merecida a esse calhorda, fazendo com que retorne ao seu bordel, de onde nunca deveria ter saído. Que me desculpem as putas de lá!

Bolsa Eleição

por Guilherme Fiuza
Esqueçam as mais de 100 mil pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família que têm carros, tratores ou motos importadas, como informou o TCU. Esqueçam as mais de 1 milhão que recebem a mesada governamental tendo renda acima do permitido.
Concentrem-se apenas nos 577 políticos eleitos que recebem o Bolsa Família. Repetindo: eleitos. Não-eleitos são milhares.
O Brasil tem 513 deputados federais e 81 senadores. Portanto, faltam só 17 bolsas família para os políticos que recebem a caridade de Lula encherem um Congresso Nacional inteiro.
Não dá para entender por que o governo popular sofreu aquele desgaste todo com o mensalão. Bastava o Ministério do Desenvolvimento Social (entenderam por que é Social, e não de serviço?) divulgar uma portaria com a seguinte regra: só receberão Bolsa Família os políticos eleitos para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal, e que votem com o governo.
Não teria erro. Seria a base parlamentar mais coesa da história. O nosso Delúbio nem precisaria se estressar com aquela complicação de mandar gerente de banco ficar pagando o pessoal na boca do caixa. Seria tudo certinho, direto na conta de cada um.
Claro que alguns iam reclamar que o dinheiro é pouco. Mas e a honra de ser um bolsista da família Lula? Isso não tem preço.
Enquanto não se faz essa correção de rumo, vem aí para votação o projeto do financiamento público de campanhas. Já estava na hora. As mesadas dos lobistas de empreiteira estão indo embora com as despesas com ex-mulheres e amantes, que nunca estão satisfeitas.
Você vai ter que contribuir só um pouquinho mais para um fundo de uns 2 bilhões de reais, que irão limpos para os galhardetes, marqueteiros e demais badulaques dos candidatos. O caixa dois passa a atender só aos favores informais e rolos pessoais — o que, afinal, faz sentido.
No futuro, porém, isso se tornará obsoleto, a confirmar-se a formidável expansão do Bolsa Família para a classe política. E os 577 eleitos de hoje serão só uma pálida memória de como a sociedade era injusta com os representantes do povo.
Fonte: Guilherme Fiuza,
citado em Reaja Brasil

O São Jorge do Planalto

por Augusto Nunes
Antes da revolução dos costumes desencadeada nos anos 60, as moças se casavam virgens, motel só aparecia em filme americano, drive-in era coisa da capital. Mas havia a zona do meretrício. Todo município com mais de 10 mil habitantes tinha pelo menos um bordel, camuflado em casas com uma luz vermelha na varanda, construídas no difuso território onde a cidade já acabou sem que tenha começado a zona rural. E havia na parede da sala o retrato de São Jorge.
Bonito, aquilo. Os trajes de guerreiro, o corcel colérico, a lança em riste, o dragão subjugado, as imagens beligerantes eram completadas pela expressão beatífica. Todo santo de retrato é sereno, mas nenhum se mete com monstros que soltam fogo pelas ventas. Só um São Jorge de bordel poderia arrostar tamanho perigo com aquela placidez no rosto que sublinhava o espetáculo da coragem.
Concentrado no duelo tremendo, o exterminador de dragões não prestava a menor atenção no que acontecia fora do retrato. Na sala, prostitutas e clientes negociavam o acerto que os levaria a algum dos quartos escurecidos pela meia-luz que eternizava o crepúsculo.
Deles não paravam de chegar sons muito suspeitos, mas o santo guerreiro nada ouvia. Estava na parede para proteger a zona do meretrício, não para vigiá-la. Quem luta com dragões não perde tempo com batalhas de alcova.
São Jorge de bordel era chamado naquele tempo todo homem que mantinha a cara de paisagem enquanto desfilavam a um palmo do nariz iniqüidades, bandalheiras e delinqüências. O filho abandonara os estudos, a filha se apaixonara pelo cafajeste do bairro, a mulher vivia arrastando vizinhos para o quarto do casal, o sobrinho furtara as economias da avó — e a tudo seguia indiferente o chefe de família.
Como um São Jorge de bordel.
Como um São Jorge de bordel continua agindo o presidente Lula, informou neste começo de maio a discurseira sobre a farra das passagens aéreas. A tunga escandalosa do dinheiro público teria feito até o santo do retrato esquecer o dragão para botar ordem na zona.
Pois o padroeiro dos pecadores federais não viu nada de errado. “Isso é mais velho que a descoberta do Brasil”, desdenhou ao quebrar o silêncio obsequioso que vinha observando desde o primeiro estrondo no Congresso.
Para Lula, a imprensa dá “um tratamento desproporcional” a ocorrências irrelevantes. “Guardar passagens para viajar à França é delicadíssimo, mas o cara levar a mulher para Brasília, dar passagem para sindicalista ir a Brasília, não vejo onde está o tamanho do crime”, espancou o idioma e a ética o São Jorge do Planalto.
O que não pode é viajar para o Exterior. Em território nacional, vale tudo. Que continuem viajando por conta da Câmara e do Senado parentes, vizinhos, jogadores de futebol, namoradas ou transeuntes com título de eleitor.
Eu, quando era deputado, muitas vezes convoquei dirigentes da CUT, dirigentes de outras centrais para se reunirem com passagens do meu gabinete”, confessou.
Para combater essa má vontade dos jornalistas com os pais da pátria companheiros, Lula anda prometendo criar o Dia da Hipocrisia. A data do novo feriado deveria cair no dia e no mês de 1993 em que Lula, ao explicar por que não tentara reeleger-se deputado, deixou claro que não via maiores diferenças entre o Congresso e uma casa de tolerância. Há uma maioria de 300 picaretas que defendem seus próprios interesses”, discursou.
Pelo menos 301, corrige o falatório irresponsável. Que outros santos nos protejam.
Fonte: Veja,
citado em Resistência Democrática

Aprovada Regra Permitindo que o Locador Não Renove o Aluguel, se Receber Proposta Mais Elevada

por Jorge Serrão
Os deputados deram ontem mais uma prova de que não representam os interesses populares — mas sim que trabalham para os grupos de pressão econômica que sustentam suas milionárias campanhas eleitorais. Atendendo ao poderoso lobby dos administradores de imóveis — no qual vários parlamentares têm interesse direto no bolso —, a Câmara dos Deputados aprovou ontem mudanças draconianas na relação entre locatários e proprietários, prejudicando ainda mais quem é obrigado a pagar aluguéis.
Uma alteração mandrake na Lei do Inquilinato de 1991 permitirá que o locador não renove o contrato de aluguel, se receber uma proposta mais elevada. O inquilino só poderá continuar no imóvel se cobri-la. A nova norma abre espaço para pressão espúrias dos administradores de imóveis para aumentar os valores dos aluguéis para muito além das regras previstas de reajuste. Basta que o locador do imóvel escale um “laranja”, que lhe faça uma oferta maior de aluguel, para prejudicar o locatário.
A armadilha aprovada ontem na Câmara ainda vai para o Senado, onde tem tudo para ser aprovada, se não houver pressão de inquilinos. O texto da nova Lei do Inquilinato também facilita a retomada do imóvel. A lei atual prevê a desocupação seis meses após o fim de todos os trâmites. Pelas novas regras, o juiz poderá determinar o despejo sem essa condição, respeitando 30 dias para a saída voluntária. No caso de renovação do contrato, o fiador também deverá reapresentar comprovação de renda.
O novo texto, que visa a adequar o texto às mudanças do Código Civil de 2002 e do Código de Processo Civil, será mais uma dor de cabeça para quem é inquilino — no País em que não existe política habitacional e nem respeito à segurança do Direito. Deputados e senadores, que não têm problema de moradia, dão a menor bola para o problema dos locatários, já que os financiadores de campanha deles são os administradores de imóveis.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: é a vingança dos canalhas por terem sido pegos nas recentes patifarias congressuais. E quem não estiver satisfeito, aproveite que o bispo-papão paraguaio está visitando o país e "vá se queixar para o bispo". Mas, antes, esconda mulher e filhas.

Carta aos Jovens

Gen Ref José Batista de Queiroz
Você, que hoje está iniciando a carreira das armas, certamente já ouviu muitas coisas sobre governos militares. Ouviu falar de ditadura, tortura, arbitrariedade. Só ouviu coisas ruins. Nunca falaram dos guerrilheiros, de suas atrocidades, de seus atentados. Nunca lhe contaram a verdade. Por isso, quero deixar pra você esta mensagem de 50 anos de caserna. Sou isento e equidistante de todas as paixões. Os extremos sempre me fizeram mal. Nasci e me criei no sertão mineiro. Lá estudei e trabalhei como camponês. Convivi com pessoas simples. No campo, a simplicidade é verdejante como relva nas veredas.
Um dia, ingressei no Exército, onde me ensinaram novamente as coisas do sertão e muitas outras. No Exército, senti-me como alguém que escala a montanha e descobre a planície. Na planície, a democracia e o comunismo travavam uma luta de vida e de morte. A gente estava entre o mar e o rochedo. Era uma realidade muito distante da de hoje.
Minha opção foi pela democracia, onde a liberdade tem a sua morada. Ela me recordava o passado. Tinha a magia dos campos, dos rios, das florestas. Tinha o cheiro da virtude e a beleza da oração. Era o útero materno da liberdade. Já o comunismo me dava a sensação de brutalidade, de escravidão, de truculência. Representava um mundo sem encanto, sem primavera. Mais parecia um deserto sem oásis, um mundo sem prece e sem Deus. Era a matriz da heresia e do profano.
Com o tempo, percebi que a democracia tinha suas falhas, suas injustiças, suas misérias. Neste mundo nada é perfeito. O que me parecia mais certo era corrigir os erros, melhorar a democracia, fazê-la produzir bons frutos. Substituí-la pelo comunismo seria o mesmo que trocar o vale pelo deserto, a esperança pela incerteza. Bani-la é abdicar da liberdade. A sua grande deficiência não está no conteúdo, mas nas pessoas que a fazem, nas instituições que a governam. O que ela precisa é de pessoas que lhe dão vida, energia e justiça.
No início dos anos 60, o sonho do comunismo alastrou-se pelo mundo, como as heras se alastram pelos muros. Muitos países acreditaram no canto da sereia. Muitos povos sentiram-se atraídos por miragens. Quem está à morte acredita até no milagre do diabo. O canto socialista ecoou como serenata aos ouvidos das democracias fragilizadas e moribundas. O Brasil era uma delas. Estava mórbido e enfraquecido. Suas Instituições tinham a solidez das cascas. Mais parecia uma árvore retorcida no cerrado, pronta a se entregar ao sopro do vento, do que um coqueiro ereto na praia, resistindo à ventania do mar. O comunismo usou o bem dourado da democracia — a liberdade — para infectar a sociedade e carunchar as instituições.
Ele nunca abre mão da liberdade quando está na oposição, mas sempre a excomunga quando está no poder. O comunismo rejeita o contraditório. Não aceita oposição nem pluralidade. Só aceita o partido único. Todos os países comunistas da época eram assim e agiam desta forma. Fidel Castro mandou executar milhares de dissidentes cubanos e Stalin milhões de cidadãos russos. O crime que cometeram as vítimas era opor-se ao regime.
No Brasil, o comunismo avançava a passos largos, ameaçando de escuridão a democracia e de morte a liberdade. Seus defensores sonhavam com a União Soviética, com a China, com Cuba e com todos os países onde a bandeira da liberdade tinha sido arriada para sempre. Seus ideais não eram os mesmos daqueles muitos brasileiros que deixaram o seu sangue e a sua vida em solo europeu na luta contra a tirania hitleriana.
Essa ameaça comunista às tradições de nosso povo gerou uma reação da sociedade. Todos foram às ruas de mãos dadas, contra o esmagamento da democracia no Brasil. Sem tiro e sem morte, o povo celebrou a vitória. Vitória do navio contra as ondas do mar, do barco contra o banzeiro dos rios.
Os solistas do comunismo ficaram tristes, frustrados e solitários. Era o fim de uma ameaça e o começo de uma luta. Luta em prol de homens livres, de uma sociedade aberta. O funeral da democracia foi interrompido pela vontade de um povo. Essa realidade também ocorreu em vários países.
Inconformados com a derrota, os radicais do comunismo iniciaram uma luta armada. Praticaram atos de violência, torturas, assaltos, assassinatos. Queriam o poder à custa de sangue. Diziam lutar pela restauração da democracia. Seus aliados e patrocinadores, porém, eram países comunistas, onde milhares de cidadãos foram executados. Seus líderes eram Stalin e Fidel Castro. Seu ideal era conquistar o poder e incinerar a liberdade.
Nesse confronto, houve mortes e excessos de ambos os lados. Ambas as partes desrespeitaram direitos humanos. Na época da colonização, da escravidão, da ditadura Vargas também houve desrespeito a esses direitos. Nunca ninguém falou nada. Toda guerra é violenta. Muitos perdem a vida. Só os tolos começam uma luta para perder. No final dos anos 70, o comunismo começou a apresentar sinais de decadência e disfonia. Os toques de alvorada tornaram-se inaudíveis e os de silêncio retumbantes. Os seus violinos deram lugar às rabecas. O mundo inteiro percebeu que o ideal comunista estava tão distante da realidade como o céu está da terra. Ele nada mais era do que uma miragem. Muitos brasileiros que acreditaram nesse sonho e lutaram por ele renunciaram a seus antigos dogmas e adotaram posturas mais realistas e modernas.
A democracia brasileira se restabeleceu. A incerteza deu lugar à esperança. O Brasil amadureceu e nós brasileiros também. O trabalho de todos era construir uma democracia mais sólida, mais justa, mais inclusiva.
A Lei da Anistia, promulgada em 1979, representava um ato de perdão e de conciliação de todos os que lutaram em campos opostos. Era uma reedição de Caxias na Guerra dos Farrapos e dos americanos na Guerra de Secessão. Era um convite de adeus ao passado, de união no presente e de construção do futuro. Brasileiros somos todos nós. Muitos dos que se encontravam exilados retornaram ao Brasil. Incorporaram-se à vida política, sem restrição ou constrangimento. Alguns foram até eleitos. O Brasil estava reformatando uma nova democracia.
Em meados dos anos 80, o mundo assistiu à derrocada do comunismo. Seus tempos de energia tinham chegado ao fim. Não era mais capaz de atrair nem empolgar as massas com seus dogmas. A essência de sua doutrina desmoronou-se aos olhos do mundo. Não passava de um castelo de areia.
No Brasil, até mesmo os comunistas mais radicais retiraram esse nome de suas siglas partidárias. Os militares recolheram-se aos quartéis, dedicando-se inteiramente às atividades profissionais. A Constituição de 1988 restabeleceu a plenitude democrática e o Estado de Direito. Os comunistas abandonaram a sua ideologia ortodoxa. Muitos migraram para outros partidos.
Em 2002, a esquerda chegou ao poder. O povo brasileiro assistiu a essa mudança com a naturalidade de um país amadurecido, preocupado em dar mais vigor à democracia, em construir um futuro melhor.
Ao contrário do comunismo, a democracia admite a alternância, a pluralidade, o contraditório. Alguns adversários, porém, aproveitando-se do poder, fazem tudo para obstruir a conciliação. Com espírito revanchista, querem a todo custo reinterpretar a Lei da Anistia e colocar militares no banco dos réus. Não estão interessados no futuro, mas no passado. Sua obsessão não são os problemas de milhões de brasileiros, mas a punição de meia dúzia de pessoas. Por meio delas querem atingir as Forças Armadas e todos os militares. Seu ideal não é a conciliação, mas a vingança, própria dos ditadores e dos regimes autoritários.
É muito difícil conviver com essas pessoas. Hoje se julgam donos do poder, donos do Brasil. Um dia, porém, não estarão mais lá. A democracia nos dá o direito da livre escolha. Uma escolha sem fraudes, sem mutilações. É o que desejamos e o que esperamos. Ela nos dá também esperança. A mesma dos rios que sonham com o mar, a mesma do sol que espera o dia. Esperança e futuro são indissociáveis. Estão ligados entre si como a montanha à planície, como o oceano à terra, como a vida à morte. As Forças Armadas são como águas que nunca param de correr. São Instituições permanentes, imantadas de vida, de tradições, de amor ao Brasil. Elas se destinam à defesa da Pátria, dos poderes constitucionais. É o que reza a Constituição. Elas representam a alma de nossa gente. Jamais permitirão afronta à Soberania e quebra da Unidade Nacional. Não são vontades destoantes e revanchistas que irão ofuscar as instituições militares. Por mais que queiram, não conseguirão sobrepor seu desejo de vingança ao espírito conciliador do nosso povo. Os homens são árvores que morrem, são vidas que acabam, são dias que anoitecem. Não são como as Instituições, que têm vida própria.
A democracia é mais forte do que eles. Ela é um patrimônio do povo brasileiro. É o altar onde brilha a nossa liberdade. É o núcleo de nossa história, a pedra que enfrenta o tempo. É na democracia que depositamos a nossa fé e esperança. Ela é o caminho de nosso destino e o desejo de nossa gente.
A maior arma da democracia não é a espada, mas o amor que o povo tem à liberdade. Esta é como o vento suave que roça o mar, a terra e o céu. Aquela é como a chuva forte que alimenta os campos, os rios e as matas.
A única maneira de nos afastarmos de ditaduras é aperfeiçoando o desempenho da democracia e iluminando o sorriso da liberdade.
Fonte: Ternuma

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Até Um Asno Saberia Que Iria Acontecer Isso. Menos o STF.

SEGUNDO DIA NA RAPOSA / SERRA DO SOL
por Izidro Simões
O Desembargador Jirair Meguerian, Presidente do Tribunal Regional Federal, por determinação do STF, está coordenando a “desintrusão” na Raposa/Serra do Sol. Seu Quartel General está montado nas instalações turísticas no aprazível Lago Caracaranã, município de Normandia, quase na fronteira do Brasil com a Guiana (ex-inglesa), cujo proprietário ali nasceu e, aos 86 anos de idade, foi expulso do que foi fundado pelo seu pai, de quem recebeu por herança.
Não está sendo nada fácil para o Desembargador. Ali mesmo nas vizinhanças do lago, há dois dias tenta convencer a dois casais de idosos, para abandonarem as suas terras. A recusa dos casais é porque não receberam nenhuma indenização, não tem para onde ir, nem casa para morar e nem recursos financeiros para isso, aos 75/77 anos de idade.
Na Raposa/Serra do Sol, os desdobramentos continuam sendo imprevisíveis e ninguém pode afirmar como, quando e de que maneira isso tudo vai terminar. Um outro dos vários idosos que moram na região, não quer sair porque é filho de branco com mãe índia, dizendo bem claro para Jirair Meguerian que de lá só sairá morto.
São vinte e oito pequenos fazendeiros (média de 200 cabeças de gado cada um), que não arredam do lugar em que geralmente nasceram. Até o segundo dia da “desintrusão”, Meguerian não conseguiu convencer ninguém à sair pacificamente e está sem argumentos melhores que uma Ordem Judicial, a Polícia Federal e as tropas da Força Nacional, numa truculenta operação de guerra, muito bem armada e municiada.
Meguerian, que já esteve várias vezes antes na área, já sabia do “abacaxi” que lhe deram para descascar e por isso está de semblante sempre carregado. Diferentemente dos Ministros do STF, que continuam lá em Brasília, ele está no vis-a-vis com os fazendeiros e com os índios das diversas etnias e diferentes ideologias e religiões. Sabe e sente na pele, os problemas que o STF criou.
O relator do STF, o piauiense Carlos Ayres Britto, nada sabe de pecuária, de agricultura e, evidentemente, de miscigenação racial. No caso em pauta, bateu o martelo numa data final que lhe veio à cabeça, talvez pensando que é rápido e fácil retirar bens pessoais (mobiliário, fogão geladeira etc) e que cerca de vinte mil cabeças de gado e cavalares é só ir empurrando pelas estradas afora. Talvez seja assim no Piauí, onde a tradição é a criação caprinos, mas a logística para gado e cavalos, é outra. Inclusive, não há em Roraima, no momento, caminhões suficientes para transporte tanto de bens quanto de animais.
A UNIÃO, abusada como sempre, não indenizou, não assentou em outra área, não promoveu os meios de transporte dos bens e gado, e quer que as pessoas (idosas na maioria) saiam de lá à toque-de-caixa e por seus próprios pés, enfrentando 40, 50, 60 quilômetros de caminhos até a cidade mais próxima, deixando para trás os bens que não tem como carregar!
Fonte: Blog do Puggina
COMENTO: é exemplar o empenho governamental ao destinar meios (Polícia Federal e Força Nacional) para "cumprir a ordem judicial" de desocupação das "terras indígenas" de Roraima. Pena que tal empenho não ocorra no cumprimento das mais de cem reintegrações de posse determinadas pela justiça, relativas às invasões do MST no Pará.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Estratagema de Lula, Piedad e Outros Conspiradores na Libertação do Cabo Moncayo

por Cel Luis Alberto Villamarín Pulido
Em contraste com as fortes declarações do Presidente Uribe no sábado passado em Facatativá depois referendadas na Espanha, segundo as quais a Cruz Vermelha e a Igreja Católica estão autorizadas apenas a contatar os terroristas em prol da libertação do cabo Moncayo e os demais seqüestrados, a senadora Piedad Córdoba viajou ao Brasil — sem que esteja claro quem financia suas tantas viagens ao exterior — pelo que se comenta, para coordenar com o governo brasileiro a logística da montagem pró-fariana.
A atitude desafiante da senadora liberal[1] é uma resposta calculada à determinação do mandatário colombiano, que citou no referido Conselho Comunal que, como ela está vinculada à FARC-política, o povo colombiano não quer festividades midiáticas em favor dos terroristas.
Além disso, a arrogante conduta de Piedad Córdoba coincide com as destemperadas e mal-intencionadas declarações do presidente Lula que, sem esconder sua simpatia pelas FARC, questiona por que não poderiam chegar ao poder pela via eleitoral?
Do mesmo modo que Chávez, Ortega e Correa, Lula “esquece” que as FARC são terroristas, seqüestradoras, genocidas, narcotraficantes, extorsionistas, etc.; porém, isso sim, as considera como uma força política rebelde, ao tempo em que, sem deixar de apoiar o bando delitivo em tudo, se faz de desentendido e afirma que sua intervenção dependerá da autorização do governo colombiano. Dupla moral em toda sua extensão! Típico comportamento de um marxista-leninista convicto!
A informação contida nos computadores de Raúl Reyes é muito comprometedora para esclarecer as verdadeiras intenções do governo brasileiro de Lula. Por exemplo, enquanto os linguarudos presidentes do Equador e da Venezuela tinham um de seus ministros de gabinete em tratos permanentes com as FARC, Lula tinha cinco deles e seu Secretário Geral, inclusive Marco Aurélio Garcia, que atua como o anfitrião de Piedad Córdoba neste périplo.
E vejam que coincidência: nos computadores de Reyes aparece escrito muitas vezes o nome do comunista Marco Aurélio Garcia como a conexão ideal como mensageiro entre as FARC e Lula, como o elo da cadeia de argúcias contra a Colômbia tecidas pela ala radical do PT, pelos comunistas brasileiros e pelo próprio Lula da Silva a quem grudaram a doença de Ernesto Samper, para dizer que “tudo foi feito pelas suas costas”... Esta é a prova inequívoca de que nesta “libertação unilateral” há um enorme gato preso. Tão grande quanto o elefante que grudaram em Samper.
As FARC e seu grupelho de proselitistas montaram outro episódio da comédia com a qual pretendiam pôr o governo Uribe contra as cordas durante a recente Cúpula das Américas; porém, como já se disse, a reluzente estrela midiática do presidente Barack Obama ofuscou o pretendido espetáculo.
Não obstante, a diplomacia das FARC continua com o desenvolvimento do Plano Estratégico enquanto a Chancelaria colombiana, os embaixadores e os cônsules continuam adormecidos sobre os lauréis da inaptidão e indiferença. O dardo que Piedad Córdoba soltou acerca da participação de alguns congressistas americanos na liberação de Moncayo, somada à existência de um território neutro dentro do Brasil, não é nada feito às pressas nem gratuito. É o resultado do trabalho diplomático de respaldo do governo Lula às FARC e ao lobby que o mandatário brasileiro fez dentro da bancada democrata norte-americana, com o objetivo de que se retirem das FARC o rótulo de terroristas e que, como ele mesmo diz, possam chegar ao palácio do governo na Colômbia para integrá-las a seu plano geopolítico de converter toda a América Latina em uma vassalagem à ditadura cubana e um retrocesso similar ao vergonhoso estado de miséria, atraso e ignomínia a que o sátrapa Fidel Castro converteu a ilha caribenha durante meio século, com o conto chinês de que tinha dignidade frente aos Estados Unidos.
Nessa ordem de idéias, não são gratuitas as condições desrespeitosas que Hillary Clinton, Nancy Pelosi e a bancada democrata imprimem ao TLC com a Colômbia. O argumento dos sindicalistas mortos é o produto da propaganda fariana e da dupla moral dos que dentro da Colômbia e nos acampamentos das FARC falam bestialidades contra o “império norte-americano”, e depois vão aos Estados Unidos com cara de cordeiro resmungão para buscar a queda do governo de Álvaro Uribe.
Porém — que curioso! — ninguém faz cair a ficha à caprichosa Secretária de Estado e ao séquito de democratas gringos anti-uribistas, que a forma de evitar as lamentáveis mortes de sindicalistas deve começar pela autodepuração dos sindicatos, que devem impedir que lhes ocorram casos como o da FENSUAGRO no qual os terroristas pertencentes ao Movimento Bolivariano e ao Partido Comunista Clandestino se infiltram entre eles e, portanto, se convertem em objetivo visível dos grupos de justiça privada, nascidos como conseqüência dos constantes abusos e atrocidades das FARC contra a população civil inerme.
Nos computadores de Raúl Reyes se encontraram sólidas provas das trapaças montadas por um acadêmico americano esquerdista em conchavo com alguns senadores democratas, e inclusive a existência de um projeto para conseguir que os terroristas libertassem os três norte-americanos seqüestrados, em troca de um favor político grande que seria o status de beligerância.
Nenhuma destas realidades deve causar estranheza. A frente internacional das FARC conta com o apoio de vários governos hemisféricos inclinados ao terrorismo. Há em andamento um complô contra a Colômbia, do qual os gestores do Foro de São Paulo não se arrependeram. E, além disso, as FARC tampouco renunciaram aos objetivos do seu Plano Estratégico.
Com o indício da libertação do cabo Moncayo e a entrega dos restos do major Julián Guevara, os terroristas e seus identificados cúmplices brincam com a dor humana, com a debilidade sentimental da opinião pública e com o futuro do país, pois continuam empenhados na imposição de um governo de transição para o Socialismo do Século XXI, do qual, como consta nos documentos eletrônicos de Raúl Reyes, as FARC e Hugo Chávez têm candidata própria, e agora de forma descarada se uniu a eles Lula da Silva.
Eis aqui outro beliscão na Chancelaria. É hora de os cônsules e embaixadores preguiçosos se mexerem. Que movam os fios que não moveram, para que a comunidade internacional pressione os terroristas das FARC para que cumpram o mandato do povo colombiano proclamado até a saciedade em 04 de fevereiro de 2008.
É também um chamado aos juízes e magistrados encarregados dos aberrantes casos das FARC-política, para que cessem o enfrentamento calculado contra o presidente Uribe e se dediquem a julgar e pôr atrás das grades aos que, além de estar conspirando com os terroristas e os governos marxistas, chamam as FARC com o qualificativo de “insurgentes”, e aos seqüestrados, de “prisioneiros de guerra” ou “presos políticos”.
O ético, o lógico e o que quer o povo colombiano, é que não haja nem mais seqüestros, nem mais FARC, nem governos com mentalidade arcaica na Colômbia. Quase seis décadas de terrorismo comunista têm aborrecido a todas as gerações de colombianos presentes. Só as FARC e seus paquidérmicos co-partidários e correligionários, continuam convencidos de que o comunismo tem vigência, que os terroristas representam os menos favorecidos, que a origem do conflito são as desigualdades sociais e não a ambiciosa estratégia do partido comunista para implantar uma ditadura similar à cubana, e que o problema do país é o presidente Uribe.
Nesse sentido, são cegos ante a realidade atual e ante a história. Enquanto milhões de pessoas odeiam e exteriorizam esse repúdio contra as FARC e seus comparsas, estes idiotas funcionais conspiradores procedem como os fundamentalistas talibãs, que se crêem guerreiros enviados do além e a solução para a miséria que, entre outras coisas, eles mesmos edificaram em parte com a violência irracional.
A Colômbia necessita do cabo Moncayo, do general Mendieta e de todos os demais seqüestrados livres, inclusive os que estão em cativeiro por razões extorsivas. Não necessita nem de palhaçadas nem de jogadas sujas por baixo da mesa dos confabuladores com as FARC. Não mais protagonismo midiático dos autodenominados Colombianos pela Paz. E não mais artimanhas enganosas para confundir os familiares dos seqüestrados ou ao povo colombiano em geral.
O acompanhamento internacional que a Colômbia requer, e isso quem tem a obrigação de consegui-lo é a Chancelaria e os corpos diplomáticos acreditados no exterior, é a luta frontal e associada de todos os países do hemisfério contra o terrorismo, somada ao investimento social nas zonas onde o terrorismo comunista tem impedido o acesso às facilidades do mundo moderno, graças à incompetência e falta de visão estratégica dos sucessivos governantes colombianos.
A Colômbia não necessita de senadores democratas gringos que venham legitimar os terroristas. Necessita que esses senadores deixem de lado o ânimo vingativo anti-Bush, contra o único aliado leal que os Estados Unidos têm na região, e em conseqüência aprovem o TLC; que não ameacem a conta-gotas o Plano Colômbia como se fossem migalhas de uma esmola necessária para eles. Além disso, que entendam e atuem em conseqüência contra o narcoterrorismo, pois se Lula não é sincero com Uribe, tampouco o será com Obama nem com ninguém. Ao fim e ao cabo Lula é um comunista formado na escola do utilitarismo marxista, e isso é o que sabe fazer.
É hora de a modorrenta diplomacia colombiana reagir e dar a entender ao mundo inteiro que as FARC encarnam o narcotráfico e o terrorismo, que o hemisfério americano está em grave risco de estabilidade e desenvolvimento, mesmo que Lula diga da boca para fora que está longe dos parâmetros da Guerra Fria. Ele e seus arcaicos seguidores marxistas-leninistas veneram o ditador Fidel Castro, projetam a expropriação da terra e demais recursos para transformá-los em uns estados parasitários, burocráticos e afastados do trem da história, que pretendem estatizar a economia, etc., etc. E daí, que tudo isso é nefasto para o mundo globalizado atual.
Ao pão, pão e ao vinho, vinho...
Cel Luis Alberto Villamarín Pulido
é analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.co.nr
[1] N. do E: O termo aqui significa “esquerdista”, como acontece nos EUA.
Fonte: El Tiempo
Tradução: Graça Salgueiro
Publicado em Mídia Sem Máscara
citado em Brasil Acima de Tudo
COMENTO: é o ponto de vista de um colombiano sobre as atitudes do presidente brasileiro. Uma mostra do que nossa "política externa" está fazendo em prol da imagem brasileira ante nossos vizinhos que não professam a ideologia idiota dos irmãos Castro.

Explicou, Tá Explicado!!!



Eu não acredito, que esta anta — me desculpe pela falta de educação por ele ser mais velho — foi ministro da Saúde em governo passado, o do FHC, o pavão mysterioso, e pretende ser o próximo presidente.

COMENTO: transcrevi "ipsi litteris" (acho que é assim) por não ter nada a comentar, acrescentar ou retificar!

Lula: A Nova Tradição

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O ciclo de escândalos do Congresso parece que ainda não terminou, e o foco agora se desloca, uma vez mais, para o Senado. E assim caminhamos, ora numa concha, ora na outra, mas sempre com o Legislativo à beira da desmoralização, enquanto o Executivo governa como quer. Quem retratou bem o espírito do tempo, como não poderia deixar de ser, foi ele, “O Cara”, o Apedeuta da Silva.
Resumiu a onda de críticas de que vem sendo alvo o Congresso como “hipocrisia”. E disse que assim se faz há mais de 40 anos. E admitiu que deu passagens para sindicalistas quando era deputado. Nem era necessário tal rasgo de sinceridade tão pretérita. Teria bastado ser sincero no presente: dá um avião inteiro de presente para um filho levar os amigos para o Palácio — coisa que Maria Victoria Benevides (aquela que fica nervosa quando lê a palavra “ditabranda”) julgou estar fora do alcance da Comissão de Ética Pública, que ela presidia — e vê a empresa do outro rebento receber uma injeção de R$ 10 milhões de uma concessionária de serviço público, de que o BNDES é sócio.
Uma geração — na verdade, duas — de sociólogos das universidades brasileiras se perdeu tentando explicar a “novidade” que o PT representaria na política brasileira. Lula foi mais sintético e exato do que todos eles — sejamos francos: ele nunca foi com a cara dos intelectuais e sempre os desprezou solenemente. No mais das vezes, fez um bem a si mesmo e ao país, diga-se.
Aquele discurso ideológico que tanto encantava os doutores do radicalismo, Lula o definiu como “bravata”. O discurso “denuncista”, que fez do PT suposto porta-voz da “ética na política”, tornou-se agora “hipocrisia”. O que mudou de um tempo para o outro? Simples: Lula passou a ser beneficiário dos usos e costumes aos quais supostamente se opunha. Mas também inaugurou a sua própria tradição de desmandos. Por razões que jamais suspeitaram, os talebans uspianos estava certos: o PT realmente inovou.
Ah, quantos tratados se escreveram e ainda se escrevem nas universidades brasileiras demonstrando que a “direita e os 'conservadores' tornaram 'naturais' as diferenças sociais”. Essa suposta “naturalização” da desigualdade seria um dos truques mais visíveis da Dona Zelite para conservar o poder. A patronesse dessa acusação, entre nós, é Marilena Chaui, mas a fala está em toda parte — no jornalismo, então, é mais freqüente do que errar a conjugação do verbo “ver” no futuro do subjuntivo. Lula, o “intelectual orgânico” — e reciclável — de sua classe não agiu como as antigas elites, não. Ele “naturalizou” a lambança e, por extensão, a corrupção. Pronto! Agora é traço do nosso caráter. Para Lula — o homem que viria mudar “tudo isso que está aí” —, a lambança no Congresso (e no Brasil) sempre foi e sempre será assim.
Muitos criticaram a fala presidencial. Mas, com efeito, nem todos criticam o lulo-petismo da mesma forma. Remanescentes ou herdeiros de certo pensamento de esquerda, sobretudo no jornalismo — eu disse “pensamento”; tirem o PSOL daqui, por favor —, pretendem que este Lula que aí está representa uma espécie de traição ou de variação teratológica do pensamento “progressista” — nem me perguntem o que eles acham que o Apedeuta deveria estar fazendo para não ser, então, um traidor. Lula teria, em suma, se acomodado ao velho patrimonialismo.
A acomodação aconteceu, claro. Mas é injusto não reconhecer que ele inovou a tradição e encarna, também, uma ruptura. De fato, expressões daquela tal “Zelite” continuam a capturar o estado, mas a mediação que importa é outra. Se, no velho modelo, os intermediários da transferência do público para o privado eram os políticos da “burguesia” ou da classe média, os novos mascates que negociam a coisa pública vêm dos sindicatos e das corporações. De fato, reformar a sociedade naquele velho modelo não era tarefa fácil. Na sociedade estamental-petista, a tarefa se mostra quase impossível. Porque esse modelo lulo-petista aniquilou também a crítica.
A imprensa é um bom exemplo de rendição — com as exceções de sempre. De fato, há certa fúria seletiva com o Legislativo (o “Velho Brasil) na exata medida em que há condescendência com o Executivo (o novo Brasil de Lula). A severidade, num caso, não é necessariamente evidência de severidade com a coisa pública. Imaginem um governo tucano ou democrata que retomasse um licitação da década de 80 para tocar Angra 3. E imaginem o dono da construtora como o maior financiador individual da campanha do presidente. Haveria um escarcéu. Seria um pandemônio. Por aqui, tudo está sendo encarado com, lá vai a palavra, “naturalidade”.
Lula inovou: ele funda uma nova dinastia patrimonialista: a sindical. E é ela que está no centro do poder agora — daí eu me incomodar com essa tese de que o Apedeuta da Silva apenas reciclou o antigo. Ele representa, de fato, uma inovação. Os velhos atores, como vocês notam, são apenas base de apoio do lulismo e nem mesmo ambicionam um vôo próprio. Lula inaugura uma tradição. E esse novo patrimonialismo, que permite à máquina sindical assenhorear-se do que é público e tratá-lo como coisa privada, conta com a simpatia de amplos setores da imprensa e do pensamento no Brasil.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ditabranda de Lula? Diretor da PF Acusado de Tortura

Dentre seus aliados mais próximos, o Presidente da República conta com figuras que integraram o Regime Militar. Nada disso, porém, causou revolta dentre aqueles que se ofenderam com o termo "ditabranda". Agora, a revista Carta Capital denuncia que o Diretor-Geral da PF supostamente estaria envolvido em caso de TORTURA. É a Ditabranda de Lula? Então, cadê a passeata?
Não vou falar de Cuba, fiquem tranqüilos: não passarão vergonha por isso, desta vez. Agora, passarão por culpa de Lula. Não são poucos os motivos que fazem do Presidente da República alguém envolvido até o pescoço com o que há de pior em termos de autoritarismo — e, de novo, não apelarei para a escumalha internacional (Chávez, Castro etc.). Vejamos:
— Ele freqüentemente se aconselha com Delfim Netto, que é nada menos do que um SIGNATÁRIO do AI-5, não apenas um simpatizante ou cumpridor do Ato. Delfim ASSINOU o documento. Mas, para quem foi à porta da FSP, isso não é mais grave do que usar o termo "ditabranda";
— O governo federal aloja em seus ministérios o PP, partido do Maluf, que veio do PPB, que veio do PDS que, bem sabemos, é a Arena puro-sangue. Que partido é esse? O partido de Medici, Costa e Silva e tantas outras figuras simpáticas. Mas isso é menos pior do que usar o termo "ditabranda";
— Também fazem parte do Ministério figuras como Edison Lobão, do clã político de José Sarney (ex-presidente da Arena e do PDS). Sarney, aliás, foi eleito Presidente do Senado com apoio do Governo. Mas, como sabemos, a palavra "ditabranda" é que não pode ser empregada;
— Já em 2002, para se eleger, o PT se aliou ao PL que, todos sabem, não nasceu de geração espontânea, mas sim de ramificações da mesmíssima Arena — vão buscar no tal "DNA político", tão caro aos que vêm aqui encher minha paciência. Mas inaceitável, mesmo, é o termo "ditabranda".
Carta Capital: Diretor da PF Acusado de Tortura
Não é nada tão grave quanto usar a palavra "ditabranda", sem dúvida, mas a revista Carta Capital — que pode ser tudo, menos do "PIG" — publicou a seguinte reportagem (de Leandro Fortes) sobre o Diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.
Trechos longos, mas necessários:
"O policial e a doméstica (...) A Corregedoria-Geral da PF, órgão responsável por investigar os crimes cometidos por policiais federais, arquivou, sem publicidade nem vazamentos, em 29 de janeiro, um processo de tortura supostamente praticada por ninguém menos que o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição. Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas. Embora o combate ao tipo de crime cometido na casa de Vó Chininha, então com 90 anos, seja de competência exclusiva das polícias estaduais, Corrêa achou por bem tomar as dores da família, logo depois de avisado do assalto pela mulher, por telefone, na manhã do dia 20 de março de 2001. Sem autorização ou mandado judicial, o delegado atropelou a autoridade da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e colocou uma equipe da DRE no encalço de Ivone da Cruz, na manhã do dia seguinte. A empregada foi encontrada em casa, um barraco no fundo da residência de uma amiga, num bairro de Alvorada, município pobre e violento da Grande Porto Alegre. Estava em companhia dos quatro filhos, todos menores de idade. Os dois policiais, lembra Ivone, chegaram em uma caminhonete de luxo branca, a qual ela iria reconhecer, depois, como uma Blazer. Ambos se identificaram como policiais civis, mas não apresentaram carteiras nem distintivos. Para Ivone, afirmaram estar ali para levá-la à 8ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, onde, na madrugada do dia 20 de março, ela tinha comparecido para falar, como testemunha, do assalto à casa de Vó Chininha. Naquela oportunidade, ela contou ao delegado civil Fernando Rosa Pontes que dormia no chão de uma sala, ao lado do quarto da idosa, quando foi acordada por dois homens armados. Eles roubaram dinheiro e objetos da casa. Depois, foram à cozinha comer e beber, antes de fugirem. (...) A doméstica foi levada a uma sala, nos fundos de um pátio, na Superintendência da PF, em Porto Alegre, onde um relógio na parede marcava meio-dia. Um círculo formado por quatro homens a aguardava. “A primeira coisa que fizeram foi me puxar pelos cabelos e me jogar de cara no chão”, conta. “Eu quis olhar para quem me bateu e levei um tapa forte na cabeça.” Em seguida, diz a empregada, foi algemada e colocada de joelhos. Seguiram-se, então, por aproximadamente seis horas, sessões de pancadas na cabeça, chutes, socos e violentos choques elétricos. “Eles tinham uma maquininha que encostavam nas minhas costas”, lembra Ivone. “A dor era tanta que desmaiei duas vezes”, afirma. Assim mesmo, não confessou crime algum. O relógio da parede marcava 18 horas quando, moída de pancada e apavorada, segundo conta, foi colocada em uma cadeira e a fizeram assinar um termo de declarações que começa pelas linhas seguintes: “Aos 21 (vinte e um) dias do mês de março do ano de 2001, na Sede da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal, no Estado do Rio Grande do Sul, onde presente se encontrava o Delegado de Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa”. O documento tem uma página e meia. Trata-se de um arrazoado de informações isentas de novidades prestadas por Ivone da Cruz, na condição de testemunha, em termos semelhantes aos do depoimento prestado por ela na Polícia Civil. Estranhamente, o termo, além de assinado por Corrêa e pela escrivã Aline Guerra Menchaca, tem também a assinatura de duas testemunhas. Três vizinhas de Vó Chininha, ouvidas como testemunhas pelo delegado Corrêa na Superintendência da PF, uma no mesmo dia, e outra, dois dias depois, não contaram com essa cautela. Uma delas, identificada apenas pelo nome de José Pessoa (RG 1016484378/SSP-RS), segundo Ivone, tinha a aparência de um mendigo. “Pegaram ele na rua, para falar que eu não tinha apanhado”, afirma. A outra testemunha foi o agente federal Gilberto Antônio Fritsch Feijó. Em seguida, Ivone foi deixada em um ponto de ônibus, com o dinheiro da passagem e um aviso: se denunciasse a tortura, os filhos pequenos sofreriam as consequências. Ouvido agora por CartaCapital, Corrêa declarou, em entrevista gravada no gabinete dele, ter interrogado todas as testemunhas no mesmo dia. Trata-se de uma contradição com o conteúdo do processo, e não é a única. A Polícia Federal, embora tenha sido reiteradamente solicitada, negou-se a disponibilizar a sindicância sobre a acusação de tortura contra Corrêa. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, a Corregedoria-Geral não podia “abrir uma exceção”, embora o processo estivesse arquivado. CartaCapital, contudo, teve acesso a todos os documentos graças ao advogado de Ivone da Cruz, Volnei Oliveira, que a atende gratuitamente em Alvorada. (...) Nos autos do Ofício 230/01, de 27 de março de 2001, Corrêa assinou o documento de remessa dos depoimentos ao delegado Fernando Pontes, da 8ª DP, no qual ele trata de produzir uma informação estratégica, haja vista a denúncia de tortura feita por Ivone, na mesma delegacia, uma semana antes. Temia, ainda, a possibilidade de ser processado por invadir a competência da Polícia Civil para atender a uma demanda familiar. Assim escreveu Corrêa:Conforme contato telefônico mantido, no qual, diante do acúmulo de serviço dessa Delegacia, V.Sa. solicitou que procedêssemos na oitiva (interrogatório) das pessoas envolvidas”. (...) Dois anos depois de passar pelo interrogatório da PF, Ivone ficou completamente cega. Começou a perder a visão, afirma, no dia seguinte às torturas. “Quando ela chegou em casa, estava toda roxa e em pânico”, conta Elisiane da Cruz, 24 anos, filha mais velha de Ivone. Na época, com 17 anos, Elisiane carregou a mãe para dentro de casa e percebeu que ela havia levado uma surra. Além disso, a empregada reclamava de uma dor insuportável na cabeça e de dificuldade de enxergar. Naquele momento, a menina tomou uma atitude rara e corajosa, contrária à vontade a mãe, e decidiu denunciar a tortura. No dia 22 de março, a filha levou a empregada outra vez à 8ª DP. Lá, Ivone da Cruz acusou Corrêa de tê-la torturado para forçar sua confissão. O diretor-geral da PF alega só ter entrado no caso porque, ao tomar conhecimento do assalto, soube, também, da impossibilidade de a Polícia Civil agir porque, naquela madrugada do assalto, tinha outras prioridades. Existia praticamente um clamor no prédio, porque Vó Chininha era como uma avó para todos os moradores, afirma. Então, liguei para o delegado e solicitei fazer as oitivas, com a autorização dele, conta. Apesar de ser uma atitude estranha deslocar agentes federais para buscar e interrogar uma empregada doméstica já interrogada pela Polícia Civil, a justificativa de Corrêa poderia até ser plausível, não fosse um detalhe. Da 8ª DP, Ivone foi encaminhada ao Departamento Médico Legal (DML) do Rio Grande do Sul. Um laudo, assinado, em 23 de março, pelos médicos Jorge Modjen da Silveira e Jorge Lazlo, constatou diversas escoriações na região lombar da empregada, segundo eles, provocados por “instrumentos contundentes”. O documento do DML forçou a Polícia Civil a abrir um procedimento de investigação interna, apesar de as supostas torturas terem sido realizadas nas dependências da Polícia Federal. Por quase quatro anos, o processo de apuração da denúncia contra Corrêa tramitou lentamente pela burocracia policial do Rio Grande do Sul. Em 4 de fevereiro de 2005, o delegado D’Artagnan Tubino, da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, decidiu ouvir, finalmente, o colega Fernando Pontes, da 8ª DP, responsável pela abertura do inquérito relativo ao assalto na casa de Vó Chininha. Pontes, então, desmontou o argumento primordial de defesa do delegado federal. Declaroununca ter solicitado” a Corrêa ouvir os envolvidos no crime, muito menos na sede da Superintendência da PF. Disse, apenas, ter uma “vaga lembrança” de ter sido solicitado um encaminhamento qualquer à PF, por razões que ele também disse não se recordar. O relatório final do delegado D’Artagnan Tubino, com novos depoimentos tomados com as testemunhas ouvidas pela PF, foi encaminhado à Justiça Federal do Rio Grande do Sul, em 13 de maio de 2005, quando Corrêa ocupava o cargo de secretário nacional de Segurança Pública, em Brasília. No texto, Tubino explicita a denúncia de tortura. Segundo ele, Ivone “foi algemada, espancada na cabeça e levou choques no estômago e nas costas”. Mas, inexplicavelmente, retirou do documento a parte do depoimento do delegado Fernando Pontes, da 8ª DP, onde ele dizia jamais ter combinado coisa alguma com Corrêa sobre levar os depoentes para a Superintendência da PF. Foi a vez, então, da Corregedoria Interna da PF, no Rio Grande do Sul, começar a investigar a denúncia contra Corrêa, por requisição do Ministério Público Estadual. Em 6 de julho de 2005, a promotora Dirce Soler encaminhou um pedido de investigação à Justiça Federal, tanto por conta da tortura como por causa da intromissão de Corrêa no caso. Ficou particularmente irritada ao saber que Corrêa entrou na história por ser marido da neta da vítima. “Ora, essa revelação, por si só, demonstra a necessidade de que as investigações sejam procedidas no âmbito da Polícia Federal! escreveu, assim mesmo, exclamativa, a promotora. No dia 20 de dezembro de 2005, após pouco mais de dois meses de trabalho, o delegado federal encarregado pela investigação, Sandro Caron de Moraes, produziu um relatório minguado, de duas páginas. Nele, faz um resumo acrítico e favorável à tese de Corrêa, de intromissão na investigação para garantir a integridade das provas. Por determinação do Ministério Público Federal, Ivone da Cruz foi reinquirida em 17 de agosto de 2006 para fazer o reconhecimento visual dos diversos agentes federais lotados na DRE da Superintendência da PF, quando da denúncia de tortura. Inútil, porque a empregada, àquela altura, estava completamente cega. “Meu Deus, como é que eu, sem enxergar, poderia reconhecer alguém?, pergunta Ivone, os olhos opacos virados para o teto, ao se lembrar do episódio. Incapaz de reconhecer os agressores, a doméstica passou seis anos à espera de ter a causa reconhecida na Justiça. Em vão. Em 11 de junho de 2007, o procurador da República Ipojucan Corvello Borba requereu o arquivamento do caso, por falta de provas. Borba reconheceu “a gravidade dos fatos”, mas nada pôde fazer com uma investigação feita pela PF, justamente a corporação acusada de patrocinar a tortura. O caso foi enviado ao então corregedor-geral da PF, em Brasília, delegado Ivan Lobato, em setembro de 2007, ainda na gestão do delegado Paulo Lacerda, mas poucos dias antes da posse de Corrêa como diretor-geral.Ele (Lobato) deveria ter arquivado imediatamente o processo, mas deixou, deliberadamente, o assunto em aberto”, acusa Corrêa. De fato, o arquivamento só ocorreu depois de Lobato deixar o cargo, ao fim do mandato de três anos, inerente à função. Para o lugar dele, o diretor-geral indicou um amigo dileto, o delegado Valdinho Caetano. E o assunto foi encerrado. Caetano tomou posse como corregedor-geral da PF em 5 de dezembro de 2008. Encontrou, segundo ele, 685 sindicâncias a serem analisadas, além de outros 200 procedimentos administrativos, para aplicação ou não de processos disciplinares, como era o caso de Corrêa. Para limpar a pauta, o corregedor organizou um mutirão e, no meio do trabalho, garante ter se surpreendido com a tal sindicância relativa à denúncia de tortura. “Nunca tinha ouvido falar no caso”, afirma Caetano, amigo de longa data de Corrêa, com quem se formou delegado na mesma turma de 1995 da Academia de Polícia de Brasília. Informado por Caetano da sindicância, inusitadamente, segundo o corregedor, encontrada entre a papelada da repartição, Corrêa conta ter avisado, posteriormente, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, do arquivamento do processo. A decisão, sem novo pedido de investigação, segundo o corregedor-geral, foi baseada no arquivamento do caso pela Justiça Federal. Procurado por CartaCapital, Genro desmentiu essa versão. De acordo com a assessoria de imprensa do ministro, ele só tomou conhecimento do fato ao ser avisado por CartaCapital. Assim, foi se informar sobre o processo com o diretor-geral na quinta-feira 19. Depois, declarou, via assessoria: “Confio nas decisões do Ministério Público e do Poder Judiciário”. Em um bairro poeirento de Alvorada, onde vive há oito anos, entrevada em um quarto, sob efeito de calmantes, Ivone da Cruz se mantém alheia às contradições das autoridades. Sobrevive com um salário mínimo da aposentadoria do INSS. Segundo ela, depois de ser torturada, nunca mais conseguiu trabalhar, por causa das dores de cabeça, da depressão e, finalmente, da perda de visão. Para tentar uma indenização, o advogado Volnei Oliveira teria de provar a relação entre a perda da visão e a tortura, tese prejudicada pelo arquivamento do processo. “A injustiça é pior do que a cegueira”, reclama Ivone, baixinho, com os punhos fechados sobre os olhos, numa tentativa inútil de esconder as lágrimas e a dor." (grifos nossos)
Para quem não sabe, Corrêa foi quem LULA E TARSO GENRO, dois progressistas, puseram no lugar de Lacerda na PF e é homem de confiança do Ministro da Justiça.
Mas errado, mesmo, é usar o termo "ditabranda".
Alguém fará passeata contra isso? Vão pegar o megafone? Vão até alguma sede da PF? Vão nada! Claro que não vão! Nem mandarão cartinha! Cadê os intelectuais? Não farão nada! Cadê o megafone? Nada, né? Nem vão usar as vítimas como massa de manobra partidária.
Isso porque são uns paus-mandados e têm uma indignação ideológica curiosamente seletiva. O compromisso não é com um ideal ou uma causa: o rabo é preso a um partido, uma legenda. É mesquinharia partidária, e não grandeza ideológica.
E usam os idealistas legítimos como manada.
Fonte: Imprensa Marrom
COMENTO: o artigo acima é do final de março de 2009, mas só tomei conhecimento do mesmo nesta data. E o mais interessante do caso é que não me lembro de ter lido nada na "grande imprensa". Terá sido falha minha ou as verbas governamentais de "comunicação social" falaram mais alto?

Um Outro Pará é Impossível.

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Enquanto centenas de agentes da Polícia Federal e membros da Força de Segurança Nacional apoiados pelo Exército expulsam meia dúzia produtores de arroz da Raposa Serra do Sol, a guerrilha rural age impunemente no estado-símbolo do PT, o estado do Pará, governado por Ana Júlia Carepa, petista das mais radicais e grande dançarina de carimbó. Lá o que sobrou daquele "outro mundo possível", tão cantado e decantado no Forum Social Mundial, recentemente realizado em Belém, é a ação de uma guerrilha rural composta por 15.000 integrantes do MST, que desafia a lei, a ordem e a justiça, com total impunidade.
Os guerrilheiros já tomaram 15 fazendas apenas neste ano, que são mantidas com o uso de armamento pesado e trincheiras montadas à entrada das propriedades. Os mandatos de reintegração de posse não são cumpridos pela polícia da governadora petista.
Tarso Genro, ministro da Justiça, afirmou, recentemente, que iria enviar "vinte ou trinta homens da FSN para aliviar a tensão" no Pará. Quanta eficiência! O ministro também declarou: "Não vejo nenhum índice de aumento de violência [na atuação do MST]. O que ocorre é a mobilização dos movimentos sociais e em determinadas circunstâncias de maneira mais arrojada. Quando eles violam a lei e a Constituição os estados têm que operar”.
Para o Forum Social Mundial, lá realizado em janeiro, Tarso Genro enviou 220 homens da FSN para fazer a segurança de hippies, maconheiros, índios de calção Adidas, padres comunistas, bolivarianos e outros bichos-grilo que dançaram pelados e transformaram o Acampamento da Juventude em motel a céu aberto. O ministro da Justiça mandou um esquadrão anti-bomba, cinófilos (atuam com cães farejadores), e equipe de inteligência. Além disso, foram utilizadas 50 viaturas e dois helicópteros, além de farta munição para os fuzis 556 e pistolas ponto 40, utilizadas pela corporação.
Lula doou em patrocínios e investimentos a quantia de R$ 338 milhões para o Forum.
Para conter 15.000 guerrilheiros do MST, Lula e Tarso Genro mandam 30 homens. Para fazer a segurança presidencial, em qualquer deslocamento, é usado um contingente maior do que este. Com Lula, Tarso e Ana Júlia Carepa, um outro Pará é impossível. Que o sangue dos inocentes corra impunemente. Vermelho como as bandeiras do PT e do MST.
Fonte: Coturno Noturno
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domingo, 3 de maio de 2009

Bolsa Família, um Exército de Dependentes...

Bolsa Família atingirá um em cada três brasileiros em 2010
"O Bolsa Família, maior programa social do governo Lula, atingirá em 2010, ano eleitoral, um em cada três brasileiros. Hoje o benefício já chega, direta ou indiretamente, a 29% da população — sendo que, em seis estados do Nordeste, mais da metade dos moradores vive do programa, segundo levantamento do GLOBO com base em dados oficiais.
No Maranhão, no Piauí e em Alagoas, de 58% a 59% da população dependem do Bolsa Família. Na cidade de Junco do Maranhão, 95,7% das famílias vivem do programa.
Para o governo federal, a grande abrangência é positiva, e os estados é que devem cuidar do combate às causas estruturais da pobreza."
Fonte: O Globo
Um único comentário meu (do Clausewitz):
► A reportagem acima, antes de ser o reconhecimento de uma vitória, reconhece a falência da economia nacional e a falência moral de um povo que se rendeu à especulação eleitoral de uma oligarquia em nível nacional ... o que eram no passado, oligarquias regionais que mantinham seus dependentes na situação de eleitores, hoje a tramoia transmutou-se para os píncaros da política maior ... a foto acima, igualmente transcrita do Jornal O Globo mostra uma realidade de miséria, que contrasta de forma brutal com o gigantismo da máquina governamental, presente em todos os níveis das administrações dos três poderes da república ... se a abrangência é positiva, sua capilaridade denuncia um país de miseráveis, visto que o benefício é consignado a famílias com renda per capita de até R$ 137,00 ou seja, 25% de um salário mínimo por pessoa, salário mínimo este que todos sabemos que não é representativo nem aqui, nem em Cuba ... portanto, se hoje 30% da população — cerca de 60 milhões de pessoas — estão nessa faixa de pobreza absoluta, e projeta-se que no próximo ano, mais 10 milhões sejam abrangidos, por terem entrado no escantilhão de miserabilidade, sendo que cada indivíduo deste montante sobreviverá com 1/4 de nada, há que se rever até que ponto nossa economia está no rumo certo ... claro que a reportagem omitiu o fato de que todo o percentual que não é abrangido é quem paga a folia, como aliás, sabemos que pagamos e também sabemos que a economia individual e coletiva da nação não está no rumo certo ... mas faltam — é claro — estudos que apontem para essa verossímil realidade, a qual sentimos no bolso, vítimas que somos de um fisco severo e mal usado ... como 2010 é ano em que os degredados eleitores do bolsa esmola votarão em favor de seus donos e que para esses donos, a grande abrangência do programa é positiva e os estados é que devem cuidar do combate às causas estruturais da pobreza, tudo como dantes na panela vazia de Abrantes ... pobre Brasil!!! quer dizer, miserável Brasil!!!
Fonte: Blog do Clausewitz
ATUALIZANDO:
1. Há ‘bolseiros’ que são donos de até 8 carros
Levantamento do Tribunal de Contas da União revela distorções graves nos programas sociais do governo Lula. No Bolsa-Família, por exemplo, que alcança mais de 13 milhões de pessoas situadas abaixo da linha da pobreza, há beneficiados que são proprietários de até oito automóveis. A descoberta foi possível com o cruzamento dos números de CPF dos beneficiados com o Renavam, cadastro de proprietários de veículos.
2. Cancelamento
O TCU tem informado o governo sobre as irregularidades no Bolsa-Família. Por isso, mais de 400 mil “bolseiros” já perderam o benefício.
3. Coordenação
O trabalho de fiscalização dos programas sociais é coordenado no TCU pelo ministro Augusto Nardes, que não se pronuncia sobre o assunto.
4. Tá feia a coisa
Só no DF, onde é pleno o emprego no setor público, e o governo Lula segue aumentando os gastos, 28 mil pessoas estão de mãos abanando.