Mostrando postagens com marcador Diálogo Interamericano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diálogo Interamericano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Guerra Cultural - Você Joga, Torce, ou Será a Bola?

por David Amato
A guerra mais importante é, sempre foi e sempre será a cultural. A maior prova disso é que, valendo-se da falta de escudos morais dos alheios, o movimento revolucionário irá repor as peças gastas por outras velharias com ares de novidade. Duvida? Então analise o seguinte:
O PSol já está consolidado e trabalha com a juventude, aproveitando a faixa etária de favelados mentais que estão na fase de se identificar com grupos, e não com a família e correlatos, ou seja, farão qualquer coisa pelo partido e seus ideais.
O REDE já existe, sendo a mais nova aposta do Diálogo Interamericano e demais movimentos globalistas de fachada ambientalista como o Clube de Roma, além de metacapitalistas como George Soros.
Lula já trabalha para substituir o Foro de São Paulo, que foi um sucesso, de modo a criar uma nova organização ainda mais coesa e poderosa, uma vez que até mesmo as contradições não-antagônicas presentes no Foro deverão ser eliminadas. A máfia, que já possui o poder, agora lutará para mantê-lo, custe o que custar.
O Projeto Eurasiano possui o poder de cooptar muitos conservadores, que são maioria no Brasil, através de um pseudo-conservadorismo que de quebra reduziria a agenda globalista a pó. Em um mundo de poderes nuclearizados e armados até os dentes, as novas guerras serão bastante diferentes da Primeira e Segunda Guerra, do contrário não sobrará nada nem ninguém.
O Islam continua agindo silenciosa e eficazmente e, para uma boa parcela de crentes desprovidos de qualquer senso crítico e guiados por charlatões, fazer uma manobra de conversão seria questão de dois toques, além da capacidade que o Islam possui de "botar ordem na casa", o que muito agradaria pessoas sufocadas pela criminalidade, principalmente em favelas, a.k.a. "comunidades".
A Igreja está tomada pelos três esquemas imperialistas e a maioria dos fiéis está mais preocupada em passar a mão na cabeça de Francisco, que é um Office-boy da ONU e do Clube de Roma, do que no mínimo expor e boicotar as partes envolvidas. A CNBB, cria da KGB, reina no Brasil, sendo o maior sustentáculo da quadrilha petista.
O NOVO, se não tomado por dentro por uma ala conservadora ou liberal provida de astúcia, não oferecerá qualquer resistência ao globalismo, porque é cria do próprio, doa a quem doer. Sem um ferrenho combate cultural, o NOVO será um PSDB 2.0 a serviço dos socialistas fabianos.
Então, em meio a tudo isso, temos libertários que não oferecem qualquer resistência aos esquemas de poder com seu eterno combate ao Estado, coisa que jamais conseguirão eliminar, principalmente porque a NOM (Nova Ordem Mundial) será sustentada por uma tecnocracia, sendo o Estado apenas uma fachada que cobrirá o verdadeiro esquema de governo mundial, que é científico e lastreado por mais de um século de estudos sobre a mente e o comportamento humano.
Temos liberais que só falam de economia, esquecendo-se que a esquerda ensinou sua economia, que é a arte do impossível e cuja síntese é o roubo, através da vertente cultural, e por isso mesmo as pessoas a praticam de maneira cíclica sem nunca ligar os pontos e entender porque vivem em meio à convulsão econômica e social.
Por fim, a ala conservadora dificilmente consegue estabelecer unidade, principalmente porque diferentes núcleos ficam brigando pelo posto de arautos da cristandade enquanto tudo ao redor desmorona.
Esses apontamentos não possuem nenhum alvo em especifico. São apenas um convite para que todas as partes comecem a entender quais são os times em jogo e suas estratégias, de modo a jogar também, e não fazer parte da ala espectadora, ou pior que isso, da torcida, seja qual for.
Entenda que VOCÊ é a bola, e que será chutado tantas vezes quanto for necessário até que o gol seja feito.
Com a oficialização do Rede Sustentabilidade, que já carrega no próprio nome uma histeria fomentada pelo malthusiano Clube de Roma, Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro), poderá exercer melhor o papel de Office-boy de figuras como George Soros.
Todavia, caso algum favelado mental, daqueles que dizem que PSDB é de direita, ousar falar que o Rede é "de oposição", tenha sempre este link, mostrando para quem quiser ver que Marina é membro do Diálogo Interamericano, ou seja, é uma serviçal da turma socialista fabiana.
Fim de conversa!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Um Super Segredo - Parte II

por Alex Montenegro
O Presidente Kennedy havia desafiado os banqueiros da Reserva Federal, assumindo por decreto o poder de emitir a moeda americana, o dólar. No dia 12 de Novembro, visitou a Universidade de Colúmbia e disse: "O alto cargo do presidente foi usado para fomentar uma conspiração para destruir a liberdade do povo americano e antes de deixar o cargo eu devo informar os cidadãos sobre esta situação." Dez dias depois, em 22 de Novembro de 1963, foi assassinado em Dallas. Ele sabia o que somente agora estamos começando a perceber.
O Sr. Henry Kissinger, cria dos Rockefeller e membro do CFR Conselho de Relações Exteriores, na esteira da revolução verde que idealizou, já havia dito: "Quem controla o abastecimento de alimentos controla as pessoas; quem controla a energia pode controlar continentes inteiros; quem controla o dinheiro pode controlar o mundo."
A frase final sublinhada, era cópia do que Mayer Rothschild havia dito um século antes. Kissinger sempre esteve a serviço do poder real. Kennedy tentou limitar aquele poder, sempre presente nos altos postos da administração, através do Conselho de Relações Exteriores e dos defensores das idéias da nova ordem mundial, perseguida pelo grupo Bilderberger.
Entre os Bilderberger, estão os Rockefeller e a rede internacional do anglo americano Instituto Tavistock é uma de suas ferramentas. Em sua auto biografia, David Rockefeller, em seu livro auto biográfico, admite conspirar por um governo mundial, uma estrutura econômica, política e religiosa única. Para financiar seus projetos utiliza as Fundações que dividem tarefas e especializações, marcando presença em universidades e instituições do mundo inteiro.
Além da Standard Oil Company, dividida em 30 empresas com nomes diferentes em diversos países, para escapar ao fisco dos EUA, atua no sistema financeiro internacional com o banco Chase Manhattan, associado ao banco JP Morgan, na construção civil, na indústria militar, aeroespacial, eletrônica, física de alta temperatura, materiais compostos, ótica, laser, processamento de dados (investimentos pesados na Intel e Apple Computer) e em todas as tecnologias nascentes, no campo da saúde e da agricultura. E muito mais... GE, NBC, RKO, Associated Press...
As fundações Rockefeller financiam universidades dos EUA e o Instituto Tavistock financia cientistas e pesquisadores no mundo, postados em laboratórios e Centros de Pesquisa, principalmente de certas vacinas, biotecnologia e projetos de eugenia, com vistas a reduzir a população mundial. O programa de desenvolvimento agrícola não é casual. Na Índia as sementes transgênicas da Monsanto, empresa relacionada com Rockefeller, continham espermicida. As políticas de venda de sementes patenteadas e agrotóxicos naquele país levou ao suicídio centenas de pequenos agricultores.
Associado a Bill Gates e à Fundação Bill e Melinda, David Rockefeller promoveu a distribuição de vacinas contra pólio contaminadas, que causaram mortes em países do chamado "terceiro mundo". Ainda exercem pesado controle sobre a educação com generosas doações para instituições de ensino, onde são implantados os programas de modificação comportamental da ONU.
Os Rockefeller apoiados no monopólio de grandes setores da riqueza capitalista e ao poder dos Bilderberger, impedem o desempenho independente das nações infiltrando ONGs e comprando consciências. Num de seus discursos na ONU, David Rockefeller expressou seu agradecimento "ao Washington Post, New York Times, à revista Time e outras grandes publicações, cujos diretores participaram de nossas reuniões e respeitaram o acordo de silêncio durante quase 40 anos. Com publicidade teria sido impossível desenvolver nosso plano para o mundo durante estes anos. Estamos no limiar da transformação global. Só precisamos de uma grande crise para que as nações aceitem a Nova Ordem Mundial."
O que acontece no Brasil e no mundo está inserido neste projeto ditatorial e ainda segundo Rockefeller: "trata-se de substituir a autodeterminação nacional praticada no século passado, pela soberania de uma elite de técnicos e financistas mundiais." O Diálogo Interamericano determinou. FHC e Luiz Inácio trabalharam unidos para a implantação do socialismo, criação da Unasul, abertura para o tráfico de armas e drogas, enfraquecimento das Forças Armadas, perseguição aos anti comunistas, bancarrota da economia, divisão de classes, ataque de MSTs e índios aos pequenos produtores... Tudo preparando o ambiente internacionalista para a Nova Ordem Mundial.
Neste exato momento, tendo em seus computadores o inventário da riqueza global, dominando governantes que lesam as pátrias e enganam os povos, retomam a Agenda 21 (Novembro/Dezembro 2015) sob a falsa alegação do aquecimento global e de que o CO2 é prejudicial para o planeta.
É a jogada para implementar o plano de opressão absoluta. Banqueiros, agências de inteligência, militares, cientistas, engenheiros, psicólogos e psiquiatras estão a postos, monitorando e controlando "todos" os aspectos da vida econômica, política, social e comportamental, cívica de cada um de nós. Contam também com o sistema em que um partido político, ou grupo, mantém controle completo. Controle completo.
Fonte:   ViVerde Novo

domingo, 28 de outubro de 2012

Aeromovel — Triunfo da Burocracia ou Traição a Serviço das Multinacionais?

por Gélio Fregapani
Na década de 60, Oskar Coester, um técnico aeronáutico, recebeu um desafio do presidente da Varig: "criar um sistema de transporte para seus passageiros, dos centros das grandes cidades até seus aeroportos em menos tempo do que os jatos levavam de uma cidade a outra". O sistema deveria ter "baixo custo de implantação e operação; ser seguro, confortável, confiável, rápido e não conflitar com o tráfego de superfície".
Ao observar um vagonete que rodava sobre trilhos, movido a vento como um barco, pela adaptação de um mastro e uma vela no trapiche do porto de Rio Grande (RS), Coester teve ali sua grande inspiração.
O vento seria produzido por um ventilador industrial comum acionado por um motor elétrico trifásico de baixa voltagem. Viria por um duto embaixo do trilhos. Se construído em um elevado evitaria interferir com o trânsito de superfície, Pronto, estava inventado o melhor sistema para o transporte urbano de passageiros.
O diretor da então Empresa Brasileira de Transporte Urbano encampou a ideia, e um aeromóvel construído em caráter experimental passou a funcionar em 1983 em Porto Alegre. Na linha simples conseguia a velocidade de 80 km por hora e o transporte de 136 passageiros por veículo articulado, (características desejadas) — nada impedindo que ele pudesse viajar muito mais rápido e com veículos de muito maior capacidade de transporte que este protótipo, mas ... Cloraldino Severo substituiu o então ministro Eliseu Rezende e acabou com o projeto. Por mais estranho que possa parecer Cloraldino Severo destruiu o protótipo e a linha e proibiu a os funcionários de falarem sobre o assunto e mandou queimar todo o material informativo sobre o aeromóvel existente no Ministério.
Cloraldino Severo foi forçado a dar explicações à sociedade gaúcha sobre os motivos que o levaram a boicotar o projeto. Resumindo as justificativas do ministro dos Transportes de Figueiredo para tão impatrióticos atos: ele disse ter suspenso o financiamento ao projeto por não acreditar que um "alemãozinho", em uma oficina de fundo de quintal, pudesse desenvolver um sistema de transporte coletivo de passageiros que viesse a competir com os sistemas já em uso, produzidos pelas grandes empresas multinacionais.
Já nessa época, o Estado brasileiro estava começando a ser demolido com a colaboração e o trabalho da cúpula da burocracia estatal e dos políticos cooptados e submetidos às determinações da nova "ordem". Ainda houve um ensaio de retomada do projeto, na nova República, inviabilizado pela inflação galopante.
No nosso País não deu, mas sim no estrangeiro: Coester implantou em 1989 numa linha de 3,5 km num parque de Jacarta (Indonésia), onde há centros de convenção, prédios culturais e uma universidade. Até hoje em operação comercial, e já transportou, sem falhas, mais de 14 milhões de passageiros.
Hoje todos aparentam estar preocupados com os transportes urbanos para a Copa eis uma oportunidade. Seria possível revolucionar o transporte coletivo no país, estimular a indústria genuinamente brasileira e gerar milhares de empregos com salários compatíveis às necessidades da população, através da ação combinada e coordenada de alguns de seus ministérios. O aeromóvel foi concebido para ser construído e implantado sem a necessidade da importação de um único parafuso, portanto, beneficiando 100% a indústria nacional tanto a da construção civil, a metalúrgica, a eletroeletrônica, a de autopeças e a mecânica, além da exportação, como já ficou demonstrado em Jacarta, e o preço do transporte por passageiro através do aeromóvel fica até três vezes menor do que o pago em qualquer linha de ônibus que cumpre o mesmo percurso
É claro, isto não interessa ao FMI ao Banco Mundial, ao BIRD e ao sistema financeiro, às poderosas corporações mundiais da área do transporte, à indústria (estrangeira) do petróleo, às concessionárias do transporte coletivo urbano às prefeituras com interesse na continuidade espúrios; à indústria automobilística, fabricante de chassis para ônibus; às distribuidoras estrangeiras de petróleo; aos fabricantes de pneus etc.; e ao Diálogo Interamericano, através de seus agentes e outros tantos. Para implantar este projeto (como para outros tantos­) é preciso coragem. Desde o Presidente Geisel não temos outro de coragem como a atual governante. Teria ela coragem para isto?
Fonte:  Comentário 149 - 21 Out 12
recebido por correio eletrônico

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Como Estamos Sendo Vistos - II

.
Brasil & EUA Accentuate the Positive
By SIMON ROMERO and JACKIE CALMES
Published: April 9, 2012
A primeira visita de Dilma Rousseff a Washington como Presidente do Brasil foi certamente cordial o suficiente.
Ela almoçou na Casa Branca na segunda-feira com o Presidente Obama. Os Estados Unidos anunciaram a abertura de dois novos consulados no Brasil em um esforço para atrair mais turistas brasileiros. E os dois países assinaram um acordo para apoiar o comércio da cachaça, bebida de cana do Brasil e Tennessee whiskey, bebida norte americana.
Mas a simpatia não disfarçou a sensação de que os Estados Unidos, cuja influência dominante na América Latina está em refluxo, e o Brasil, potência em ascensão do Hemisfério, ainda não se olham nos olhos em uma série de questões importantes, da diplomacia quanto ao Oriente Médio ao comércio com Cuba, passando pelas ambições brasileiras de obter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"Brasil vê-se como tendo chegado ou perto de chegar," disse Peter Hakim, presidente da organização Dialogo Interamericano, uma organização de investigação política de Washington. "Os Estados Unidos vêem o Brasil como grande, o país mais importante na América Latina, mas ainda não como uma potência global."
Essa lacuna foi revelada em notas em meio de notícias sobre a visita, no qual comentaristas lamentaram o fato de que a Sra. Rousseff não foi recebido com a pompa de um jantar de estado da Casa Branca, reconhecimento concedido pela administração de Obama para os líderes da Coreia do Sul, Índia e Grã-Bretanha.
"A realidade bilateral está longe de ser uma desgraça, apesar dos contenciosos, mas falta muito respeito mútuo", escreveu Caio Blinder, colunista da revista Veja, em um ensaio descrevendo o "downgrade" (não ser tratada com gala e jantar faustoso na Casa Branca) da visita da Sra. Rousseff.
Ainda assim, ambos os governos enfatizaram os aspectos positivos da visita da Sra. Rousseff, que veio um ano depois que o Sr. Obama visitou o Brasil. O nível de trocas diplomáticas, compartilhamento de informações militares de defesa, e comércio global é muito mais intenso do que com outras partes da América Latina, como Venezuela e Equador, onde as relações permanecem num ponto baixo.
Os Estados Unidos não tem um acordo de comércio com o Brasil, apesar de atingir tais negociações com 11 outros países na América Latina, mas o comércio com o Brasil, que recentemente ultrapassou a Grã-Bretanha como a sexta maior economia mundial, no entanto, está prosperando.
No início deste ano, os Estados Unidos ultrapassaram a China como maior mercado de exportação do Brasil, por causa das crescentes compras de petróleo brasileiro e bens manufaturados. No final do primeiro trimestre, a China recuperou o primeiro lugar, mas a relação tem problemas, com as tensões emergentes sobre as importações chinesas baratas e aquisição de terras por investidores chineses.
Enquanto isso, em 2011 os Estados Unidos tiveram um excedente comercial de mais de 8 bilhões de euros para com o Brasil, refletindo o aumento das exportações americanas ao maior país da América Latina.
Mas estas trocas comerciais padrões disfarçam tensão. A força da moeda do Brasil, o real, tem sido uma bênção para os brasileiros, influenciando os valores das propriedades em Miami e Nova Iorque. Ao mesmo tempo, o vigor do real tem limitado a competitividade dos exportadores brasileiros, tornando seus produtos mais caros nos mercados estrangeiros.
Obama e Sra. Rousseff se reuniram em particular por duas horas na Casa Branca e depois no Salão Oval para falar brevemente com os repórteres. Sr. Obama enfatizou "o extraordinário progresso que Brasil fez sob a Presidente Rousseff." A Sra. Rousseff ecoou suas chamadas para a continuação da cooperação econômica entre os países.
Sra. Rousseff também citou a produção de petróleo e gás como "uma tremenda oportunidade para favorecer a cooperação," com os Estados Unidos quanto ao fornecimento de equipamentos e tecnologia para extrair tais fontes de energia e, em seguida, comprar alguns do produto. Ela congratulou-se com as recentes reduções americanas nas pautas sobre etanol do Brasil.
No entanto, os olhos dos líderes raramente se encontraram, e a Sra. Rousseff olhou raramente para Obama quando ele falava. Ele olhou atentamente para ela durante suas observações, aquiescendo às vezes. Mas ele ficou imóvel quando ela expressou a preocupação de que a "política de expansão monetária" da América poderia prejudicar o crescimento das economias emergentes como a do Brasil. Política monetária é da responsabilidade do Federal Reserve; a Casa Branca e o Congresso lidam com política fiscal.
Não foram revelados avanços na política do Brasil quanto ao Médio Oriente, que parece ter sofrido um ajuste fino sob a Sra. Rousseff em relação ao seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que, em 2010, tentou forjar uma ambiciosa negociação de urânio com o Irã.
Enquanto o Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, claramente ignorou o Brasil em uma excursão recente à América Latina e o Brasil recentemente votou uma moção de censura ao Presidente Bashar al-Assad, da Síria, nas Nações Unidas, dilemas persistem em Brasília sobre intervir em conflitos do Oriente Médio.
Enquanto isso, Washington tem sido relutante em apoiar explicitamente a candidatura do Brasil para um assento permanente no Conselho de Segurança, mesmo depois que os Estados Unidos apoiaram a Índia há dois anos.
O Brasil também apoia a candidatura da Índia e argumenta que o Conselho de Segurança deve ser expandido para incluir vários novos membros. Mas Susan E. Rice, a embaixadora dos Estados Unidos para as Nações Unidas, criticou o Brasil, bem como a Índia e a África do Sul, durante seus mandatos temporários no Conselho depois que eles bloquearam, no ano passado, esforços para pressionar o governo do Sr. Assad.
Outras questões pesam sobre as relações, como uma nova lei da Florida, visando as empresas que fazem negócios com Cuba, impedindo os governos locais de contratá-las. A lei pode complicar as coisas para a Odebrecht, uma das maiores empresas de construção do Brasil, que está modernizando o porto de Miami ao mesmo tempo que está construindo o porto de Mariel em Cuba.
A Sra. Rousseff se concentrará no ensino superior, uma das áreas mais brilhantes da cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos, em uma visita na terça-feira a Harvard e M.I.T., onde ela vai discutir Ciência Sem Fronteiras, um programa que visa a enviar cerca de 100.000 brasileiros para estudar em universidades estrangeiras. Cerca de metade deles é esperada para estudar nos Estados Unidos.
"Ciência Sem Fronteiras vai fazer mais para promover as relações entre os dois países", disse Maurício Santoro, professor de relações internacionais na Fundação Getúlio Vargas, aqui, uma Universidade de elite "do que qualquer outro acordo diplomático sob discussão."
Fonte: tradução livre de  The New York Times - 10/04/12
COMENTO:  só estou publicando esses textos para prevenir possíveis 'notícias' da imprensa "chapa branca", dependente de verbas públicas, empurrando goela abaixo da população que a viagem da presidanta tenha sido um sucesso nos 'esteites'.
.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Cabeça da Medusa

por Arlindo Montenegro
Uns poucos grupos de militares da reserva puderam lembrar e comemorar a tomada do poder, que mudou a face da nação, abrindo as portas para as redes de comunicação, abrindo estradas e fazendo a economia da nação avançar, preservando a dignidade dos brasileiros. Melhor, preservando a vida e promovendo a pacificação.
Na imprensa, mesmo nos jornais e televisões que em 1964 agradeciam a ação das Forças Armadas  cuja firmeza, rapidez, senso de unidade e disciplina evitou o mal maior no mundo de então —, surgiram parcos comentários obedientes ao cabresto ideológico, lembrando a ditadura, torturas contra os inefáveis e "inocentes patriotas" assimilados pelo comunismo, armados e treinados por Moscou, Pequim e Havana.
Uma rede de televisão recentemente premiada pelos governantes com uma negociata envolvendo a Caixa Econômica Federal, agradeceu, lançando uma novela que pretende recuperar a história, de modo "isento", tão isento como a reportagem de um jornalista que entrevistou torturadores e torturados, vítimas da cruel ditadura militar, sem mencionar a causa das prisões! Presos por patriotismo? Presos por serem bons moços?
É bom lembrar que a palestra que o General Heleno prometia fazer, dentro do quartel, foi proibida! E foram proibidas outras reuniões comemorativas intra caserna, como em Fortaleza. Na tal reportagem como na novela em que prometem isenção, as imagens e a mensagem são contundentes contra à instituição militar, e a edição está proibida de deixar escapulir qualquer coisa que lembre o senso de disciplina que fez calar o General Heleno.
O que seria lembrado? A paralisia do país, o cerco feito pela CGT ao presidente Goulart, com apoio de congressistas que desejavam mudar de rumo e de patrão imperialista? Será que ele ia abordar as certezas atuais sobre a decisão tomada pelo Jango, para evitar uma guerra civil de longa duração? Ou que os profissionais das força armadas, por sua formação, por seu juramento à bandeira, por sua disciplina, por sua consciência sempre foram conselheiros na intimidade do núcleo de poder? Mas conscientes de que, acima de tudo, estava a soberania da nação.
Será que ele ia abordar a diferença entre o 31 de março de 1964, quando a cultura cristã era uma realidade, quando a ética e a moral de religiosos ainda incomodava os meios políticos ainda atentos aos valores culturais, hoje invertidos com a desmoralização da família, das leis e do mesmo estado apartado da nação?
Ou lembrar que hoje se sabe mais sobre a identidade e intenções do inimigo real que ilude a nação e explora a ignorância dos humildes? Que explora a estupidez geral produzida pela propaganda? Que explora a avidez dos que concentram a riqueza, aliados e dependentes dos que detêm o poder contra o bem estar das gentes e a evolução natural?
Será que ele ia dizer que os critérios de decisão são ditados pela ONU, por Londres, Nova Iorque, Washington, Wall Street em intimidade com Pequim, Moscou e Bruxelas? Que são valores contrários à nossa identidade cultural e soberania agonizante? Iria convocar as forças armadas para provocar uma guerra civil, provocar a invasão do território por forças da Venezuela e Cuba a serviço da ONU e das elites internacionais? Duvido! Quando muito ele iria lembrar a disciplina militar ferida e restaurada e a missão cumprida para proteger os brasileiros e preservar a dignidade e continuidade da nação em sua inteireza.
O confronto de 1964, repete-se agora. Encobertos os apelos ideológicos e afastada a ideia de forças políticas polarizadas entre duas potências, ambas militaristas e antagônicas. A grande farsa é agora um jogo aberto pelo poder de uma estrutura diabólica, pacientemente tecida para submeter as nações, reduzir as populações e decretar o governo internacional submetendo colônias de trabalho de uma "nova ordem mundial".
Será que os deputados, senadores, presidente que foram eleitos e ciscam nos terreiros de Brasília, têm consciência disto? Será que todos os coronéis, brigadeiros e almirantes têm consciência disto? Ou estarão conformados em seus postos de trabalho, esperando aviões, navios, tanques, armamento e decisões significativas para que possam cumprir seu dever constitucional de guardiães da nação e do território?
Os propósitos internacionalistas da elite capimunista, foram transformados em diretrizes, que Fernando Henrique e Luis Inácio receberam pessoalmente do Diálogo Interamericano patrocinado por Rockfeller. O sociólogo marxista e o operário, cumpriram direitinho, com financiamento e assistência das Fundações mantidas pelos banqueiros, pela elite política de Londres, Moscou e dos EUA.
O transe hipnótico promovido por Fundações e institutos que nem o Tavistock, se concretizou envolvendo as elites pensantes e gerencias empresariais intensamente treinadas para a reengenharia da sociedade. Hoje, graças à web se pode saber quase todos os movimentos do inimigo único, com um único propósito.
Mas a liberdade de expressão, a liberdade de escolhas, as iniciativas são exclusividade do estado. Quem for dissidente, quem pensar diferente, quem desejar preservar cultura, crenças, costumes e liberdade para educar os filhos, que se cuide. O estado-deus emerge com uma cabeça coberta por pensamentos-serpentes, que nem a cabeça da Medusa.
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

terça-feira, 15 de junho de 2010

Impostos e Investimentos

por Arlindo Montenegro
O Diário do Comércio noticiou recentemente, que os impostos já arrecadados pelo governo, já atingiram uma quantia muito superior a MEIO TRILHÃO DE REAIS! O jornalista Jorge Serrão publicou em sua página, Alerta Total, no domingo 6 de Junho, uma extensa lista dos impostos que todos os brasileiros pagam. Dizia entre outras coisas pouco comentadas, que:
"O fisco come, em média, 45% da riqueza das empresas de capital aberto (as S.A.s). Por setor, o tamanho da mordida é assustador. Telecomunicações: 63,8%. Bebidas e Fumo: 56,9%. Petróleo e Gás: 56,1%. Energia: 51,5%. Bens de Consumo: 42,7%. O consumidor final se ferra mais ainda. A carga de tributos sobre a conta de luz chega a 45%. Na conta telefônica, 38%. Na água, a mesma média. No gás, no mínimo, 25%."
A gente fica pensando: prá onde vai toda esta dinheirama? Isto porque cortaram o orçamento da educação, não realizaram as obras do conto do paco, a coisa do pré sal é que nem ficção científica, mas uma coisa está garantida: as viagens de sua incelença! E o passeio da enganadora que ele quer que o substitua no Planalto, mas que prefere um giro pela Europa a participar de um debate público previamente agendado.
Claro, é mais importante pedir a bênção aos controladores do mundo. A dinheirama dos cartões de crédito é ilimitada e secreta. Ninguém tem de prestar contas que venham a ser criticadas por blogueiros insolentes. Há grana de sobra para os agitadores do MST, para as ONGs laranja de políticos da esquerda, para os holandeses do Greenpeace, para os britânicos da WWF, para os missionários comunistas do CIR ... pagamos e eles gastam sem ter de prestar contas.
Os banqueiros internacionais estão garantidos. Vão ter seus bilhões de juros da dívida rolada, que deixou de chamar-se "dívida externa" e multiplicou-se com o governo pagando os juros mais altos do planeta.
O Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 foi anunciado no dia 7. As lideranças do setor reclamam da dificuldade de acesso aos recursos. A burocracia limita os recursos e reduz a capacidade produtiva. As políticas oficiais impedem a formação de renda própria pelos agricultores, uma garantia de preços mínimos que lhes garanta pagar os empréstimos. Os pequenos e médios produtores estão cada vez mais endividados. Cada vez mais trabalhando para pagar dívidas acumuladas.
As manchetes estão para a interferência do governante sabido e sagaz "resolvendo", isto é "trucando" sobre o milenar conflito entre Israelenses e Palestinos. Somente poucos blogueiros e nenhum dos economistas no plantão oficial demonstram o significado de tanto imposto sem nenhum resultado significativo para a educação, saúde, segurança, infra estrutura.
O imortal Sarney iniciou o endividamento interno que estava em $ 150 bilhões quando o Collor assumiu e zerou. Itamar retomou a prática e passou para o sociólogo do Diálogo Interamericano a dívida de $120 bilhões que o Sr. FHC passou ao ilustre atual, na casa dos $ 800 bilhões. O fundador do Foro de São Paulo, elevou a dívida a mais de 1 Trilhão e 500 Bilhões!
O mesminho que disse com a boca cheia que pagou a dívida externa e agora o Brasil emprestava para o FMI, apenas trocou (trucou) a griffe e as amortizações são de mais de 130 bilhões que estão sendo pagos com o nosso trabalho e impostos, pela metade e o saldo se soma aumentando o saldo devedor, mais e mais. Os juros? Modestos 8.75%!
É o que acontece neste milagre lulesco! Adiam a construção de hospitais, estradas, escolas. Engavetam os projetos de infra estrutura, cortam verbas orçamentárias e os programas de apoio aos pequenos empreendedores são burocratizados. É a marolinha que alimenta os embusteiros que se beneficiam das informações, do compadrio e dos negócios com governantes que só decidem e firmam contratos com a contribuição para as campanhas por baixo do pano.
Divida é dívida. E promessa de pagamento com o resultado do trabalho futuro. Esta coisa com nomes de FMI, Banco do Brasil, Banco Santander ou apelidos de dívida externa, interna, é maquiagem para esconder as tramoias contábeis. Com qualquer embalagem, não passa de grife de uma mesma rede de empresários, que vendem o mesmo produto e buscam lucro crescente, continuado em qualquer parte do mundo. Dívida é escravidão!
Juros são, mecanismo pernicioso e manipulado, sempre a favor do sistema financeiro global. Governantes irresponsáveis tomam empréstimos em nome da nação. Nação é o trabalhador produtivo, que no Brasil destes governantes coletivistas arrogantes, paga quase a metade do que produz em impostos. Se faltar dinheiro para pagar aos bancos, o governo não se avexa como o cidadão no fim do mês. É só aumentar os impostos, aumentar o preço da gasolina ou inventar uma taxação nova sobre qualquer serviço burocrático.
A liberdade de imprensa só existe ainda na internet, para denunciar o que os jornais e tevês mantidas pela propaganda governamental mantêm na espiral do silêncio assunto proibido. E é por isto que os poderosos manobram para limitar a livre expressão que este veículo proporciona. Enquanto trabalhamos os eleitos gerenciam os recursos. E fazem investimentos em estradas na Bolívia, para facilitar a circulação da cocaína. Fazem outros investimentos prioritários, vejam:

Fonte: ViVerdeNovo

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Melhor Para o Ignorantácio

por Jorge Serrão
O chefe da Passarinha, pela parabólica, manda avisar: a partir de janeiro, é a pobre da Dilmá quem vai apanhar... Uma grande revista de circulação nacional prepara uma série de reportagens batendo pesado na presidenciável petista. Motivo: a Dilmá não é a preferida da Oligarquia Financeira Transnacional para suceder $talinácio. Os controladores globais preferem alguém mais confiável para ser o fantoche deles por aqui. A instabilidade emocional da Dilmá joga contra ela.
O candidato ideal do sistema globalitário para ocupar o papel de Lula é Fernando Henrique Cardoso. O Diálogo Interamericano e o CFR (Council on Foreign Relations) confiam nele. FHC já foi testado e aprovado pelos clubes do Poder Real Mundial. Curiosamente, o retorno dele, em 2011, ao reformado Palácio do Planalto interessa, sobretudo, ao Grande Filho do Brazil. Sim, FHC é o candidato de Lula. A Dilmá é só para inglês ver. E para iludir os petistas inocentes que caem sempre no conto da cúpula petralha.
Até um Ignorantácio da Silva sabe que FHC é alternativa mais conveniente para o esquema globalitário ou mesmo para o atual Presimente.
Motivo 1: a partir de 2011, o presidente Henrique Meirelles já advertiu seu companheiro $talinácio, existe a previsão de uma crise econômica internacional que ao contrário da marolinha de 2008 pode prejudicar o Brasil. Nada mais perfeito para o plano de retorno de $talinácio, em 2014, do que ter um sucessor que vai arcar com o desgaste de gerenciar tal crise, enquanto a memória coletiva guarda a lembrança de “tempos bons” com Lula no poder.
Motivo 2: Lula e FHC parecem aqueles irmãos gêmeos da paródia novelesca Vim Ver Artista do Casseta & Planeta Urgente. Um vive sacaneando o outro, mas, no fundo, são a mesma coisa. Um com o verniz intelectual; o outro com a pintura da malandragem da grande escola da vida. Os dois, desde 1994, cumprem o roteiro imposto pelo Globalitarismo à Grande Colônia Brazil. Por fazerem o dever de casa direitinho, ambos sempre são considerados “personalidades” do mundo e agraciados com os mais vaidosos prêmios e títulos distintivos.
Motivo 3 para uma provável candidatura FHC: ele não gosta de José Serra. Problemas pessoais entre os dois sempre são mascarados pelos tucanos. E para piorar para Serra, a Oligarquia Financeira Transnacional também não confia nele. Tanto que armou com seu candidato em preparação Aécio Neves para que tirasse o time da sucessão antes do previsto. Assim, do mesmo jeito que a Dilmá, Serra fica exposto para tomar as pancadas previstas de janeiro para frente.
FHC versus um candidato PT-PMDB. Eis o cenário provável para 2010. Logicamente, a cenografia política sempre corre o risco de sofrer mudanças radicais. FHC prepara seu retorno cuidadosamente, mas pode desistir da briga, por algum motivo que só ele saberá. Os petistas fundamentalistas só precisam saber que a Dilmá é cabra marcada para perder. Mesmo que eventualmente ganhe a eleição.
Uma coisa é certíssima: o próximo governo com previsões de déficit publico fora de controle, dívida interna em elevação e crise externa no cangote tem tudo para ser pior que o atual. Quem ganha com isto? Lula, aquele que parece um Ignorantácio, mas que, na verdade, é o único Apedeuta que só sabe de tudo que lhe interessa.
Fonte: Alerta Total
.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

É a Educação, Estúpido!

por Jota Alves
É burrice achar que se adquire inteligência na universidade
(presidente Lula)
Bush pai, ligado aos magnatas do petróleo, inclusive com a família de Osama Bin Laden e vice-presidente de Reagan, concorria à reeleição. Prestigio em alta pelo desmoronamento da União Soviética e vitória na Guerra do Golfo (Iraque). Seu adversário Bill Clinton venceu e se reelegeu presidente dos Estados Unidos batendo nos gastos militares, no desequilíbrio fiscal e na queda do consumo. A frase de James Carlyle It’s the economy stupid fez a diferença.
Com as suas instituições solidificadas pela constituição de 17 de setembro de 1787, o país conseguiu avanços colossais em todos os ramos da atividade humana tendo como pilar a educação formal — aquela com a qual se adquire inteligência — que não é a mesma da esperteza, malandragem, jogo-de-cintura e chutômetro verbal.
Líder da economia de mercado, os EUA são uma nação declaradamente capitalista. Pode o Brasil com as suas instituições em frangalhos e a sua educação formal sendo desmoralizada com frases de botequim e gozações do primeiro mandatário do país dar-se ao luxo de achar que devemos tudo à Economia? Se há uma Economia brasileira, quais os seus pilares? Capitalista? Social liberal? Conservadora? Marxista? Caridosa? Mistura de quê com quê? Economia de nação ou de província capitalista? Economia elogiada por sua riqueza natural, produtora de matéria-prima e de pernas abertas para especuladores, picaretas internacionais e arquitetos de “crises”? A quem serve a Economia “brasileira”? Com a educação formal estruturada e a todo vapor e a maior produção universitária, científica e tecnológica do mundo, os EUA têm mesmo é que se concentrar na Economia. Qualquer queda no consumo do americano provoca abalo e derrota políticos.
Façam a cabeça dos políticos e magnatas brasileiros. Vaidosos, superficiais e corruptos por natureza eles serão sempre nossos porta vozes e aliados. Façam eles ocupados e orgulhosos de seus avanços econômicos ditados por nós. Se o brasileiro conseguir juntar Educação, Cultura, Civismo, Economia, teremos um adversário perigoso”. Dos arquivos já não tão secretos do pós-guerra, Grupo de Paris, Consenso de Washington.
E nossos dirigentes falam de Economia como se a dominassem, bem ao jeito do papagaio de pirata e de outros repetidores silvestres como o macaco-prego.
No Brasil não pode ser só a Economia.
Rico por natureza, mas, pobre de cidadania, caráter, ética e princípios, o Brasil de tantos bons títulos no exterior passa a ser chamado de: “Messalina sul americana de moral dupla”, país panetone, paraíso da corrupção de governo. No Brasil não é, não pode ser só a Economia. Mas, infelizmente, antes de Educação e Cultura, apenas itens de governo, está a bufunfa, a propina, o dinheiro dentro e fora do país, nas meias, cuecas e calcinhas. Onde a Economia é levada a sério não se perdoa roubo de dinheiro, principalmente público. O Brasil perde reputação que a propaganda oficial e o nacionalismo de futebol e de bandeira negam. Não adianta pré-sal; pré-ouro; pré-diamante; pré-gás, no nosso caso trágico o gogó de Ema está na Educação e na Cultura. Até o comunista Marx, financiado pelo capitalista Engels, se soubesse o que pode estar no DNA de povos e nações concordaria que cada caso é um caso, e que ideias e dogmas não se exportam como café e soja. Mas, no Brasil de Educação e Cultura colonial, superficial, desrespeitada por governantes é preciso detalhar as nossas culturas:
Qual a cultura política do brasileiro e a sua educação partidária, eleitoral? Qual a educação institucional do país e onde o limite entre liberdade e libertinagem, entre o certo e o errado? Por que essa pilhagem organizada em todos os poderes da República? Por que a impunidade, mãe da corrupção, é norma no país? Qual a cultura musical e televisiva do brasileiro? Se a universidade não é o lugar para criar inteligências, qual o lugar? Por que o presidente do país desmoraliza a cultura da escolaridade: “tem gente que pensa que a inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade, nada mais burro que isso.”
Por que professores, mestres, acadêmicos e a inteligentzia nacional não reagem aos ataques contra a educação formal desferidos continuamente pelo presidente do país? Qual o índice de produção cientifica e tecnológica do Brasil? Quais são e como estão os nossos produtos culturais? Por que a TV brasileira que tem boa qualidade técnica e péssima programação substituiu a escola, o cinema e os centros de cultura? Por que Serra, Dilma e Ciro Gomes só falam ao povo sobre possíveis avanços econômicos? Por que candidatos nunca conclamam o povo à ética, moral, princípios? Não dá Ibope, é caretice falar em honestidade, vergonha, honra? Por que não temos retentores morais? E quando os nossos recursos naturais estiverem mais exauridos o que restará do país outrora rico? Economia de que e para quem? Para mais corrupção? Quem controla a Economia que nos domina de fora pra dentro e de dentro pra fora? Economia baseada em petróleo? Economia para o esbanjamento brega de Dubai? Economia com base no petróleo e corrupta como a da Venezuela? De guerra como no Iraque? Da Indonésia ambientalmente estraçalhada?
Não foram os bilhões de dólares na guerra das estrelas nem a confusão ideológica de Gorbachev que diluíram a União Soviética. Foi a Cultura na união “forçada” de povos, línguas e dialetos. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi uma solução inteligente de Lênin naquele momento de guerra revolucionária. Stálin manteve acesa a chama patriótica entre diferentes e ganhou a guerra da Alemanha nazista. Não foi a Economia que acabou com a URSS rica em petróleo, gás, diamante, de sólida industrialização e educação formal. A União foi extinta pela força das raízes culturais dos povos que a integravam. Leningrado não voltou a ser Petrogrado por euforia política.
Uma só língua, um só povo, um país continental a padecer sob as mãos de muitos Pôncio Pilatos exatamente porque endeusamos uma Economia que não é nossa e desprezamos a nossa Educação e Cultura. Assessor de candidato a presidência do Brasil eu o faria repetir Educação e Cultura, estúpidos!
Jota Alves - graduou-se em Direito Internacional em Moscou. 
Criou o Dia do Brasil no exterior.
Ex-Secretário de Governo em MT.
.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

FHC, o Intelectual e a Maconha

por Ipojuca Pontes
Aos 78 anos, a maioria dos quais vividos na base do que o comediante italiano Totó chamou de “grandinare de brillante chimico” (tradução possível: “cascata”, sinônimo de conversa fiada), Fernando Henrique Cardoso vai ser a estrela de documentário nativo sobre a descriminalização da maconha, cujo uso, ainda considerado crime no nosso código penal (Lei 11343/2006), o ex-presidente tem como inimputável. Só como lembrete: embora negue, FHC declarou em New York que fez uso da cannabis sativa, o nome científico da velha “erva do diabo”. 
Para voltar às manchetes, além das que já industrializa numa bulha de mentira como o ex-pupilo Lula da Silva (usual devorador de bebidas destiladas e fermentadas), FHC vem considerando, com energia que dá para desconfiar, o ato de fumar maconha como um “problema de saúde pública”  o que significa encarar o viciado não como contraventor, mas um enfermo a merecer cuidados especiais do Estado. Em termos concretos, em vez dos rigores da lei a punir o consumidor, principal sustentáculo do narcotráfico, seriam instituídas “políticas públicas”, com a grana do contribuinte, para controlar, financiar, distribuir e tratar de milhões de viciados em todo território nacional. 
Projetemos aqui o quadro vivo, no futuro, mas já agora em andamento, do desempenho de uma dessas “políticas públicas” do Estado-Babá no campo do controle do vício, defendido por FHC: o dependente adulto (ou mesmo o pit-boy ou o pivete desvalido), depois de puxar a erva para ficar “numa boa”, cai na “pista” para “curtir o barato”. Como o dependente, de um modo geral, não é nem de longe o “bom selvagem” de Rousseau, na sua “curtição” pelas ruas ele tanto pode cair na exaustão e puxar um ronco quanto o mais rotineiro assaltar ou trucidar o próximo, para arrancar “algum”, se possível sem deixar vestígios.
Mais tarde, torrada a grana da vítima, mas sem ânimo (ou chance) para cometer um outro achaque, o viciado, com a carteirinha do PAD (“Plano de Apoio ao Drogado)” em mãos, passa no “posto oficial de saúde” para receber assistência psicológica, doses homeopáticas de conselhos fraternais e, como tratamento químico complementar, a cota de maconha ou de outra droga considerada ilícita o que na certa o conduzirá a novos crimes, pois o viciado, com ou sem tratamento, “sempre quer mais, e em maior escala” (Charcot, “Les maladies du Système Nerveux”).
No seu universo vocabular pedante, FHC classifica a prática acima descrita como “política de diminuição de dano”  artifício de linguagem na certa criado nos intestinos do “Diálogo Interamericano”, a entidade dos socialistas fabianos. Só para refrescar a cabeça do leitor: o DI, que tem em FHC um agente ativo, é uma organização globalista financiada pela Fundação Rockefeller, cujos objetivos básicos são, entre outros,
1) debilitar as Forças Armadas da América Latina,
2) promover a substituição do aparato estatal pelas ONGs esquerdistas (“sociedades de redes”) e,
3) liberar o uso da droga ilícita, a maconha incluída. 
Antes de dar tratos a bola, convém repassar alguns dados sobre o negócio da droga no Brasil: segundo relatório do “Escritório das Nações Unidas contra a Droga e Crime” (UNOFC), cerca de 80% do contrabando de armas, tráfico de mulheres e crianças, assaltos à mão armada, seqüestros, estupros, roubos e crimes de morte por execução violenta ocorridos em solo pátrio estão de algum modo ligados ao narcotráfico. Por sua vez, o citado relatório informa que em 2008 prevaleceu no país a supremacia do consumo da maconha sobre a cocaína, a primeira abrangendo universo de prováveis nove milhões de usuários e a segunda, mais cara, somando cerca de 870 mil dependentes.
Para o UNOFC, cujos dados são avaliados sempre para menos, o comércio da droga em escala mundial rendeu na temporada alguma coisa em torno de 400 bilhões de dólares. Segundo o relatório, o narcotráfico teria lucrado muito mais não fosse a “guerra total” de repressão às drogas empreendida pelos americanos, não só contra a produção, mas o seu consumo. As razões apontadas para a expansão do uso da droga nos últimos dois anos dizem respeito não ao fracasso da ação repressiva, mas a dois fatores considerados “decisivos” para que isso ocorresse: a qualidade do produto, de maior “pureza”, e a forçada queda no preço da cocaína, uma bem-sucedida estratégia dos traficantes levada adiante para a melhor oferta no mercado internacional.
Voltemos ao “cascateio” de FHC: em recente entrevista concedida à “Veja” (23/09/2009), o presidente de honra do PSDB se apresenta como o paladino da liberação da maconha em solo pátrio. Depois de tecer considerações negativas sobre o conceito de “guerra total” às drogas, defende a tese de que “o usuário da droga deve ser visto como um problema médico e o traficante como bandido” uma mistificação inapelável, óbvio, visto que o traficante não pode existir sem a grana do consumidor, tipo já classificado em estudos críticos como tendente ao “parasitismo social e à criminalidade”.
Na entrevista, pretendendo mudar o “paradigma” da abordagem convencional, o venturoso acadêmico puxa a brasa para a própria sardinha e dá a fórmula para se enfrentar a questão da droga. Diz ele: “Em vez de concentrar esforços na repressão, você poupa os recursos existentes para as campanhas educacionais e para a busca da redução do consumo”.
Bonito, é. Mas, bem examinada, há nesta fórmula a contradição enfrentada pela cobra de duas cabeças: na prática, enquanto o governo torra a grana do contribuinte em campanhas educativas em geral inócuas, na mídia, nos colégios e universidades, professores e intelectuais engajados mostram-se tolerantes (ou quando não coniventes) com o uso da droga, muitos deles como FHC e o seu Diálogo Interamericano, por exemplo empenhados na campanha aberta pela sua liberação. 
Neste sentido, convém lembrar que a expansão em massa do uso da droga nos colégios e universidades se deu a partir da ação dos pensadores da Escola de Frankfurt, vivendo nos Estados Unidos, no início dos anos 1960. Um deles, Herbert Marcuse, juntando Freud à Marx em “Eros e a Civilização” (a Bíblia dos drogados), promovia entre estudantes da Universidade de Berkeley, na Califórnia, o consumo da droga como “ato político” e instrumento da “contracultura” vale dizer, contra os valores da civilização ocidental. 
Levando adiante o seu discurso insensato na defesa do maconheiro, FHC radicaliza: “Mas não adianta a repressão ser dura com o consumidor. Se você o colocar na cadeia, ele vai continuar fumando, só pagará um preço maior por isso”. Bem, pergunto eu: e daí? Vai se deixar o viciado nas ruas, como de resto já está se deixando, para exercer livremente a sua criminalidade potencial? Neste caso, quem se responsabiliza pelas 50 mil mortes anuais provocadas pelo uso e tráfico da maconha, cocaína, crack e ecstasy no País? Os intelectuais revolucionários? Os legisladores engajados? Os professores permissivos?
Na defesa da descriminalização da maconha, o paladino do DI adota tom escorregadio, na base do “sim, mas...”, e cita como exemplo o caso de Portugal, que, em 2008, liberou em pequena quantidade o uso da droga ilícita e, segundo se diz, viu o seu consumo diminuir em 10%. Os dados de Portugal, que é um país de apenas dez milhões de habitantes, são recentes e na verdade ainda não permitem um exame acurado da questão. Mas, a persistir a experiência atual, como será a vida em Portugal nos próximos dez anos? 
Por outro lado, perito na desconversa, FHC não aprofunda a discussão. Por exemplo, não menciona os dados estatísticos da Holanda, país que liberou o uso da droga em 1976 e viu o seu consumo aumentar em 400%. Nem se reporta ao caso da Bélgica que, depois de liberar o uso da droga, teve de recuar e adotar severas medidas contra o seu consumo, tão logo a população indignada saiu de casa e, no que se chamou a “Batalha de Bruxelas”, tratou de expulsar os viciados das ruas da cidade. 
E tampouco revela que por trás do negócio bilionário do narcotráfico se esconde a ação revolucionária das FARC sob a guarda dos integrantes do Foro de São Paulo, a entidade supra nacional fundada por Lula da Silva e Fidel Castro, que tem por objetivo impor o socialismo na América Latina. 
Pior ainda: sequer questiona a denúncia do GAO (Government Accoutability Office), a auditoria geral do Congresso americano que associa atos como o da “materialização” do deposto Zelaya na Embaixada do Brasil, em Tegucigalpa, ao projeto de Chávez e das FARC (quem sabe monitorados por Marco Aurélio Garcia, o executivo do FSP e assessor de Lula para “assuntos revolucionários”) de fazerem de Honduras um posto avançado para a melhor distribuição da cocaína nos EUA  o que faz sentido. 
No final do “show” das Páginas Amarelas, FHC se atribui o direito de achar-se um homem superior, em contraposição ao “homem comum”. Ao ser indagado se o seu partido compartilharia de suas opiniões, ele blasona: “A maioria do PSDB pensa como o homem comum e o homem comum tem horror de pensar nesse assunto (liberação da droga). Mas (...) ou se toma consciência de que temos de fazer algo diferente de que temos feito, sem covardia e sem leniência, ou seremos irresponsáveis. Alguém tem de ter coragem de dizer essas coisas”. 
Ao refletir sobre o receituário de FHC relacionado à maconha, tive um agudo sentimento de horror. Palavra de honra! nunca vi tanta degradação moral saída da boca de um intelectual laico, e olha que sou um expert em ler todo tipo de estupidez. Como pode o sujeito que já foi presidente da República duas vezes, conhecendo os males humanos e sociais provocados pela droga, defender o seu consumo com argumentos tão falaciosos? Nem mesmo a irracional vontade “marxiana” de destruir a “sociedade burguesa” serve como justificativa. 
Talvez seja por causa de tais opiniões que grande parte da população brasileira manifesta o maior desprezo pelos seus intelectuais, especialmente os que se acham no direito de ditar regras e formar juízos, pessoas que, se nas suas vidas privadas são capazes das piores vilanias, em público, falando ou escrevendo, têm a pretensão soberba de conduzir os destinos da humanidade. 
Claro, o “homem comum” está coberto de razão: é preciso cada vez mais olhar esse tipo gente com muita cautela, sobretudo no que diz respeito aos seus diagnósticos em matéria de cultura, moral e política, pois, o mais das vezes, quando o intelectual salvacionista resolve “fazer algo diferente do que temos feito”, ficamos sempre a mercê das maiores desgraças e dos piores crimes. 
Que o digam Lenin, Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Che e Fidel, todos aplicados idealizadores de monstruosas experiências de engenharia social.

sábado, 19 de setembro de 2009

Guerra Econômica

por Pedro Chaves
Os exércitos modernos necessitam hoje, mais do que nunca, da colaboração de patriotas civis, para adquirir conhecimentos a respeito de uma nova e violentíssima forma de guerra.
É obvio que a economia sempre foi causa de guerras e um dos fatores decisivos para se obter a vitória militar. No entanto, era possível vencer o inimigo militarmente sem arruinar as finanças do país do exército vitorioso.
A guerra econômica moderna torna possível uma derrota aniquiladora de um exército e do país que ele representa, sem disparo de um tiro sequer.
No tabuleiro do jogo de xadrez do poder mundial, vence o contendor que consegue aniquilar o seu adversário com o menor custo material e psicológico possível.
Em homenagem ao general romano Quinto Fabio Maximo (chamado de Cunctator, que viveu de 275 a.C. a 203 a.C., e atacava Aníbal com táticas de guerrilha) fundou-se em Londres a Sociedade Fabiana, cujo o objetivo é manter a hegemonia inglesa sobre o mundo, utilizando a tática do desgaste contínuo.
Como uma Hydra, possui várias cabeças, sendo as mais terríveis, o CFR Council of Foreing Relations, o Diálogo Interamericano e a Comissão Trilateral.
O objetivo do monstro é destruir as soberanias nacionais para o estabelecimento do Governo Global Único, sob controle da Oligarquia Financeira Internacional, usando o nome eufemístico de Nova Ordem Mundial.
Para tanto é necessário destruir os exércitos nacionais. A melhor forma de ataque é levá-los à inanição. Corte de orçamento, de prestígio e de autonomia.
Vae Victis!

O filosofo e escritor inglês G. K. Chesterton em um de seus prefácios publicado na coletânea Maestro de Ceremonias, (ISBN 950-04-2767-2 p. 97 - 105), afirma que seu irmão Cecil Chesterton renegou o fabianismo porque compreendeu que a chamada Reforma Social tramava a implantação de um Estado Servil.
Dizia que o socialismo era a reforma social e esta significava escravidão. Para ele o vencedor de uma batalha é o general que pode seguir atacando. Indignava-se mais com o inimigo que escraviza do que com o bárbaro que mata.
Para bem estudar a guerra econômica é preciso inicialmente conhecer a Filosofia do Dinheiro. Com este título (versão espanhola Filosofia del Dinero ISBN 84-321-2567-9) o professor suíço-italiano Vittorio Mathieu publicou um livro magistral cuja leitura é imprescindível para o estudo da guerra de quinta geração, a chamada Guerra Econômica.
Segundo Mathieu, Dinheiro é qualquer coisa, fato ou circunstância que faz alguém trabalhar para outra pessoa. Moeda é o Dinheiro garantido. O garantidor pode ser público (v. g. o Banco Central do Brasil) ou privado (American Express).
Um país é soberano quando sua moeda é lastreada em seu poderio militar, ainda que o governo (Estado) tenha delegado o poder de emissão a bancos sob controle privado (como é o caso do Federal Reserve nos Estados Unidos da América).
A importância política de um país declina com a perda de seu poderio militar e, em consequência, o enfraquecimento de sua moeda. Exemplo disto é o fato de a libra esterlina ter perdido sua condição de moeda líder internacional, após a pífia atuação inglesa nas Guerras Mundiais do século XX.
A Oligarquia Financeira Internacional tenta hoje em dia, desesperadamente, enfraquecer a credibilidade do dólar americano, como forma de atacar a soberania dos Estados Unidos da América, em cuja administração já se infiltrou como uma tênia. Este fato está bem demonstrado no documentário (DVD) denominado The Obama Deception.
A única forma de um país defender sua soberania contra os ataques da Oligarquia Financeira Internacional (desejosa do Governo Global Único) é estabelecer um Núcleo Monolítico de Poder. Nos Estados Unidos da América o núcleo é o Pentágono; no Reino Unido é o Almirantado.
Cabe às Forças Armadas catalisar e garantir o Núcleo Monolítico de Poder brasileiro.
Caso não o façam, acabarão a soberania nacional e sua integridade territorial.

Um soldado é considerado valente quando enfrenta o inimigo com eficiência e eficácia. Coragem é a capacidade de compreender as ameaças reais, mesmo as de difícil identificação, e de agir conforme as circunstâncias, para assegurar o objetivo a aniquilação do inimigo. Assim sendo o soldado valente pode atacar, retirar-se ou optar por lutar até a morte na defesa de um ponto estratégico vital.
O santo Nuno Alvares Pereira, recentemente canonizado pelo Papa Bento XVI, na batalha de Aljubarrota, decidiu atacar os castelhanos, ainda que mais numerosos. Mais tarde já velho e viúvo resolveu tomar o hábito carmelita e, para surpresa do consagrante, vestiu-o por cima de sua armadura, dizendo Acaso a Pátria ainda venha precisar de mim...
Episódio de bravura também foi a Retirada de Laguna. Leônidas e seus trezentos espartanos decidiram morrer na defesa do desfiladeiro das Termópilas. Todos estes foram gestos de “valor” ou seja, de grande utilidade para os seus respectivos propósitos.
Este conceito de valor foi apropriado pelos comerciantes, banqueiros e economistas.
Para eles os “valores” são as utilidades. Entendem que o valor pode ser intrínseco (como o do ouro de uma moeda cunhada por um Estado que deixou de existir) ou extrínseco (como uma condecoração de mérito a combatente, muito embora confeccionada em metal ordinário). Desta forma vemos que o valor intrínseco também é chamado VALOR DE USO, ao passo que o valor extrínseco é chamado VALOR DE ESTIMA.
Toda a economia moderna e as finanças internacionais estão baseadas na tentativa de minimizar a importância do Valor de Uso e maximizar artificialmente o Valor de Estima. É por este motivo que uma caneta esferográfica de plástico tem o mesmo Valor de Uso que uma caneta de ouro e brilhantes, embora com preços diferentes. A maximização do valor de estima faz a caneta de luxo custar várias vezes mais que os insumos necessários para sua fabricação. A diferença é atribuída a uma percepção de elegância criada pela imagem da grife. A construção de uma imagem de marca requer vultuosos investimentos.
A Guerra Econômica é e será travada na mente das pessoas. O teatro de operações será o cérebro o, consciente e o subconsciente, e as armas a informação e a desinformação.
Pedro Chaves é Advogado.
Fonte:  Alerta Total

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Diálogo Interamericano e as Eleições de 2010

Prof. Marcos Coimbra
Há muito tempo, mais precisamente desde 1999, escrevemos neste espaço sobre o Diálogo Interamericano e sua influência sobre o Brasil. Em artigo publicado em 28.11.2002 no Monitor Mercantil, intitulado “O Diálogo Interamericano e FHC”, escrevemos:
O Diálogo Interamericano (DI) foi fundado em 1982, por iniciativa do banqueiro David Rockefeller. Seu endereço é 1211 Connecticut Avenue, Suite 510, Washington, DC 20036, tel. (202) 822-9002, Fax (202) 822-9553, site: www.thedialogue.org. É composto por cidadãos oriundos dos EUA, Canadá, México, América do Sul e Caribe. Seus dois objetivos principais são:
a) propiciar um significativo canal não governamental de comunicação entre líderes das Américas;
b)
providenciar análise substancial e propostas de políticas específicas, com o objetivo de resolver problemas regionais cruciais. Tudo isto dentro do receituário neoliberal, preconizando o fortalecimento das entidades de direitos humanos, o enfraquecimento das Forças Armadas, a necessidade de garantir o pagamento das dívidas externas e privatização de empresas estatais para abater dívidas e a questão das drogas, em especial no que afeta ao Poder Nacional dos EUA.

Suas principais fontes de financiamento são as Fundações Ford, MacArthur, a corporação Carnegie, American Airlines, Banco Itau, Bank America, Bank Boston, Chase Manhattan Foundation, General Eletric, Texaco, Time Warner, Trans-Brasil Airlines, USAID, BID, Xerox, Banco Mundial e outras. No ano de 1988, houve uma reunião ampla, já acrescida de novos membros, em Washington, quando então foram acordadas as políticas e estratégias a serem adotadas para domínio da América Latina e do Caribe, de onde surgiu a expressão Consenso de Washington”, porém do qual resultou, por escrito, apenas um documento modesto, informando sua realização, sem entrar em pormenores, em função da gravidade dos assuntos tratados e da necessidade de sigilo.
Infelizmente, apesar de todas estas evidências, a maioria do povo brasileiro desconhece o assunto e até intelectuais de porte ainda resistem em reconhecer o problema, classificando-o como integrante da “teoria da conspiração”. Ora, basta acessar a página do DI para verificar a autenticidade do aqui exposto. Na realidade, o Diálogo foi oriundo do Centro Woodrow Wilson, bem como é estreitamente ligado ao Council on Foreign Relations que exerce profunda influência sobre o Departamento de Estado dos EUA e de onde é proveniente o Embaixador Luis Felipe Lampreia, que foi ministro das Relações Exteriores de FHC e é atual presidente do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o qual patrocinou em conjunto com o Viva Rio e o Center on International Cooperation, encontros sobre “Transformações nos Arranjos Multilaterais de Segurança”, que tiveram a participação ativa do Sr. Marco Aurélio Garcia, eminência parda da “política externa” brasileira.
Na expressão econômica, no período FHC, quem comandou o Bacen foi o Sr. Armínio Fraga, que foi operador do megaespeculador Sr. Geore Soros. Agora, é o ex-presidente do Bank Boston, Sr. Henrique Meirelles, também integrante do DI, sendo assim ambos intimamente ligados a Walt Street. Um documento importante elaborado pelo DI foi “Los militares y la Democracia: El futuro de las Relaciones Civico-Militares em América Latina”, bem como o feito pelo Departamento de Estado, "Freedom From War" (documento nº 7277), ambos na linha de preparação da implantação de um Governo Mundial, com a recomendação de medidas para limitar a ação das Forças Armadas de todos os países à manutenção da ordem interna e de combate aos narcotraficantes e apoiar as forças de paz da ONU. Outras iniciativas como a proibição da fabricação de armamento exceto aqueles destinados ao uso pela ONU, em especial de ordem nuclear, destruição de todos os demais armamentos, desarmamento da população civil e submissão a todas as iniciativas da ONU, também estão no mesmo contexto.
Não é por acaso que no final de julho a candidata à presidência da República Sra. Dilma Roussef participou em Washington do Fórum dos CEOs (diretores-gerais), o qual reuniu 20 dos maiores empresários brasileiros e norte-americanos, tendo sido inclusive recebida pelo Presidente Obama. Uma das eminências pardas do encontro, nem sempre citado no noticiário, mas sempre presente em todos os fóruns de poder global, foi justamente o presidente do DI Sr. Peter Hakim. A fachada do encontro foi estimular a parceria entre governo e setor privado do Brasil e dos Estados Unidos, por meio de projetos e revisão de regras que interfiram na ampliação do fluxo comercial entre dois países, porém seu objetivo principal foi a ação de representantes dos clubes de poder global em torno da sua candidatura presidencial em 2010. São ainda notórias as ligações dos também candidatos à presidência da República, Srs. José Serra e Aécio Neves, a este esquema de poder global da oligarquia financeira transnacional.
Ora, os vastos recursos naturais possuídos pelo Brasil são fruto da ambição dos principais países do mundo, sendo muito importantes no momento atual, em que o mundo atravessa uma das mais sérias crises não só no campo econômico-financeiro, como também de ordem política, psicossocial, militar e científico-tecnológico. Não é coincidência o sucateamento das Forças Armadas, a desmoralização das principais Instituições Nacionais, a ausência de um Plano Nacional de Desenvolvimento, o estímulo ao surgimento de óbices à coesão social, caracterizados pela demarcação contínua de terras indígenas em regiões ricas em minerais estratégicos, com o surgimento de “enclaves territoriais”, o surgimento de movimentos quilombolas em áreas estratégicas, o progressivo abandono dos Objetivos Nacionais Permanentes, a entrega da Amazônia e a implantação de uma ditadura constitucional no país, de caráter populista.
Resulta então que a Nação não possui sequer um candidato viável para as eleições presidenciais de 2010, comprometido com os interesses nacionais vitais. Cabe às forças vivas do país procurar a solução para esta dramática situação.
Marcos Coimbra
é Conselheiro Diretor do CEBRES,
Professor de Economia e autor do livro Brasil Soberano
Endereço eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: e aí? Quem se habilita?