segunda-feira, 6 de agosto de 2012

É a Política, Animal (*)

(*) versão gaudéria adaptada da expressão “É a economia, estúpido”, de James Carville
por Glauco Fonseca
Enquanto Carminha e Nina aumentam os decibéis e a grossura na novela das nove, minutos antes, no Jornal Nacional, observamos que a educação vai à breca, que a saúde já foi e que as telecomunicações só não foram ainda porque o bom senso empresarial, desta vez pelo menos, falou mais alto e na hora certa. 
Preferimos futebol e o rebolado da Isis Valverde a tomar pé da greve de sessenta dias de professores universitários federais, optamos sempre pela reprise do joguinho aquele, ao invés de tentarmos entender porque os telefones celulares não funcionam e, sempre que possível, preferimos A Fazenda do que sabermos o que realmente acontece nas emergências hospitalares país afora, que era um problema do SUS e já se transformou num problema social de proporções arrepiantes.
Quando o filho do Lula ganhou dez milhões de presente da Telemar, para montar um canal de TV que já saiu do ar há tempos, a gente não fez nada. A Anatel, que deveria fiscalizar a implantação de metas de qualidade e universalização, foi tão aparelhada e tão desautorizada que até a Erenice Guerra mandava mais do que ela, lembram? Não lembram? Claro que não. Afinal, é a política, não é mesmo, estúpido? 
A gente só começa a se lembrar das coisas quando o aparelho da gente fica sem sinal, quando se tenta reclamar e os “contact centers” dão uma banana pra gente ou quando a conta chega errada e sequer o Bispo pode aceitar nossa queixa. A Anatel e a eminente desordem no sistema brasileiro de telecomunicações tem nome: Política. Política ruim, nojenta, suja, mas política.
Ainda que a gente não espere que aconteça, vai ter de entrar num hospital para alguma coisa. Munidos de nossas carteirinhas do caríssimo plano de saúde, ou de um robusto e valente talão de cheques, ainda assim vamos ouvir uma pessoa sofrida tendo que nos informar que “não há leitos nem nos corredores, com ou sem convênio, com ou sem dinheiro”. 
Nesta situação, lembrar-nos-emos do Tufão, o traído, o corno, o idiota. Somos como ele, que habitam portarias de hospitais e, mesmo que saibamos há tempos que a saúde no Brasil é caótica, preferimos o noticiário esportivo ao de política. Pois é a política, seu animal, que regula tudo isto. Agora é tarde e para arrumar toda esta zorra vai levar dezenas de anos e muita gente morrendo, seja com carteirinha do SUS na mão, seja com punhados de dólares.
E a greve dos professores universitários inviabiliza a vida e os projetos de milhares de estudantes. Há dois meses! O governo terá de arrumar 4,2 bilhões de reais para agradar a turma de grevistas e isto sairá do nosso bolso sem que signifique uma hora a mais de aula, um segundo a mais de qualidade no ensino, um dia sequer de avanço na estrutura educacional superior do país. A greve, promovida por lideranças ligadas ao PT, à CUT e aos sindicatos visceralmente ligados ao governo federal, meteu a faca no peito deste e levou a melhor. O país observa atônito que manda mesmo quem tem os bilhões que foram repassados de nossos bolsos para organismos cuja real atuação está sempre ligada a questões de interesse sindical ou específico, e jamais aos interesses maiores, da sociedade brasileira.
Isto tudo, seu estúpido espectador de novelas, de Big Brother e de joguinho de terceira divisão, é a política!
Saber de política, entender de política, estar a par do que acontece na política também é...política! Quem esfriou a Anatel para ganhar canal de TV para o seu “Ronaldinho”, sabe tudo de política. Aqueles que propalam que a “saúde no Brasil está próxima da perfeição” entende tudo de política. E aqueles que dizem que a qualidade da educação no país melhorou, são experts em política.
Nós, que não queremos saber de política, é bom não precisarmos de hospital, tomara que não precisemos de telefone nem de profissionais qualificados para nos prestarem serviços.
Afinal, somos todos Tufões, certo?
Fonte:  Blog do Prévidi
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domingo, 5 de agosto de 2012

Carta Aberta a um Fanfarrão (Um Estrume, na Linguagem das Baias)

por Jorge Alberto Forrer Garcia
Peço desculpas aos meus amigos advogados, que são muitos, mas entendam ... certas coisas não se pode aguentar.
Como sua opinião "A herança da ditadura nos quartéis" foi publicada em "O Globo" e na Internet em 19 de julho de 2012, e como o jornal não aceitaria termos politicamente incorretos que vou usar, estou me valendo só da Internet. Como se trata da sua opinião, resolvi responder-lhe com a minha, apenas, minha opinião.
Sr. Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Rio de Janeiro.
Se o senhor ficou estarrecido, e outras pessoas, como você diz, com o refrão repetido pelos soldados em exercício de corrida pela via pública, é porque não conhecem nada da rotina militar em tempo de paz.
Os cânticos e refrãos (se aceita "refrães") para marcha e corrida são uma das mais antigas tradições militares mundiais, existindo uns para o "passo ordinário" (a marcha comum) e outros para o "passo acelerado". E o instrutor da tropa não "retruca", como você diz. O instrutor responde ou motiva. Não é o caso de um instrutor "retrucar".
Associar o refrão cantado pelos soldados a um determinado quartel do Exército, sem apresentar qualquer prova de que os soldados tivessem alguma coisa a ver com a instalação citada em seu artigo, deixa-nos todos no campo do "ouvir dizer".
Pois é. O fato, quando chegou a seus ouvidos, serviu-lhe como uma luva ideológica. Ora vejam! O presidente de uma entidade de classe atacando uma instituição tida como permanente pela Constituição Brasileira.
Aproveitar-se da oportunidade que um conceituadíssimo jornal lhe oferece para difundir ideias denegridoras, não é algo que deva se permitir um presidente de entidade de classe, nem ver segundas intenções num refrão que nada tem de conspirativo. Esses refrãos muitas vezes já são de há anos conhecidos ou são adaptações de outros, ou se pede para os soldados comporem os próprios, para seus pelotões.
Nem usar isso como argumento para a dita "Justiça de Transição", que poucos brasileiros sabem o que é. Eu, por exemplo, entendo que a justiça de transição é uma forma de violentar, aos pouquinhos, com "jeitinho", como se não o percebêssemos ... as instituições militares permanentes, que combateram a subversão e o terrorismo e venceram àqueles que queriam implantar o comunismo no Brasil.
No dizer de suas próprias palavras, "As Forças Armadas são uma instituição nacional, devendo servir para defender o país contra agressões externas; e, no plano interno, garantir a ordem democrática e o estado de direito". E não foi isso que as Forças Armadas fizeram em março de 1964, a fim de que fosse garantida a ordem democrática, tendo em vista a quebra do estado de direito que estava sendo gestada dentro do próprio governo, com a subversão da ordem e a implantação de um regime socialista/comunista? Lembra-se do dizer de Prestes: "... já temos o governo, só nos falta o poder. ...", ou, ainda "...já temos o poder, só nos falta exercê-lo ...".
Quanto ao Presidente Emílio Garrastazu Médici ter sido recentemente paraninfo de uma turma de oficiais do Exército, eu — falo por mim — que sou de outra turma, acho que foi uma belíssima escolha. Afinal, foi Médici quem pegou o "pião na unha" e derrotou a subversão e, ainda mais, há quem diga, com muito bons argumentos, que se ele tivesse sido candidato a eleição direta para presidente da república naquela época, teria sido eleito com facilidade, tal a admiração que tinha da massa (a boa massa, é claro. Não essa manipulável).
Comparar o Direito Brasileiro com os direitos de cada um dos países vizinhos? Tem gente que não vai gostar. Creio não se tratar de uma boa comparação. É a minha opinião, por favor aceite que posso externa-la. Quem conhece um pouco da história, saberia que os brasileiros pensam diferentemente de seus irmãos sul-americanos. A tal da "hispanidad" que vem da formação histórica de nossos vizinhos de colonização espanhola, é um exemplo de como somos diferentes.
Sobre os arquivos ou decretos secretos do regime militar saiba que eles são muito bem conhecidos ... por quem a eles deve ter acesso, não a qualquer um. E, depois de muitas negaceadas, quem acabou proibindo o acesso a mais documentos desse tipo foi o próprio poder executivo, com o apoio de ex-presidentes que teriam algo o que perder, se os documentos viessem à tona. Não seria o caso de se retomar essa questão com a ajuda da OAB-Rio?
Ao contrário do opinado por esse presidente de entidade, não há nada fora dos eixos no Exército nem na formação de seus oficiais e soldados. Sabemos fazer isso muito bem. Muitas vezes outras instituições nacionais vieram até o Exército para aprender como é que atua o ensino militar. Sugeriria a V. Sa. que estudasse o que a ONU pensa de nossos militares. Verá que somos considerados muito bem preparados. O que nos atrapalha é essa canalha movida à ideologia e a dinheiro, que nos arrosta diuturnamente, querendo que mudemos o foco na nossa Academia Militar e tenhamos — no final — uma tropa de "cordeirinhos" e não de leões.
Nos objetivos da Comissão da Verdade, que li e reli, não me pareceu que ela tivesse sido criada para imiscuir-se na condução das Forças Armadas. Qual seria a sua opinião se os militares deitassem falação sobre como devem ser formados os advogados no Brasil? Qual seria sua reação se os militares viessem a público opinar sobre a conveniência ou não da existência do "Exame da Ordem"?
Agora o senhor entendeu, não é mesmo, senhor doutor advogado, a provocação que lhe fiz? Um militar da Reserva falando de coisas da advocacia. Que é isso? Pois não é bem o que o senhor fez em seu artigo? Um advogado querendo dar lições aos militares sobre como preparar os seus recursos humanos?
Regra básica do Direito que qualquer soldado aprende no quartel é aquela que diz: "decisão da justiça não se discute, cumpre-se ..." Qualquer soldado sabe disso, principalmente quando volta do "Capa Preta" (justiça militar). Mas essa lição o senhor, com toda a sua arrogância de presidente de entidade de classe, parece não ter aprendido, pois, ao emitir sua opinião, desacredita até uma decisão do Supremo Tribunal Federal a respeito da Lei da Anistia. O senhor acha que os militares não percebem, mas nesse seu texto fica nítida a "campanha" para — mais adiante — reformar aquela lei. É o que eu disse anteriormente: "vão nos botando, devagarinho ..."
Em outras palavras, fica proposto um questionamento seu: Quem é que vai educar os militares?
O senhor acha que está falando com crianças? Com que autoridade moral fala assim para com os militares? Quem lhe reveste de autoridade para falar em nome da sociedade brasileira? Você pode — quando muito — estar falando pela sua entidade profissional e se, por isso, o senhor goza de alguma regalia constitucional, os militares tem, também na Constituição, a prerrogativa de constituírem uma Instituição Permanente, com base na hierarquia e na disciplina. Entenda-se bem: disciplina ... e não subserviência! Os que pensam que essa guerra ideológica está ganha, lembrem-se de um conhecido preceito militar: não convém espezinhar o adversário tido como vencido.
Ao final, quanto à "... a formação dos militares [...] não deve(r) ser monopólio de viúvas de uma era tenebrosa que os brasileiros não querem mais de volta", respondo. Foram essas "viúvas" que impediram que hoje fôssemos um país comunista. Admita. Seus próprios companheiros de ideologia já o admitiram. Veja o que diz Aarão Reis Filho, ex-integrante da organização subversivo-terrorista denominada Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), hoje professor universitário, em seu livro A Revolução Faltou ao Encontro: "As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no País, por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra."
Não é preciso se reformar e adequar as Forças Armadas à democracia. No dizer de um amigo, as Forças Armadas sabem que não podem ter estatura maior que a do País a que servem. A menos que, por "reformar" se possa entender reaparelhar e por "adequar" se entenda adequar os salários. Quem sabe se possa — no que diz respeito ao salário dos militares — finalmente cumprir o que diz a Lei? Se não nos atrapalharem, é claro...
"Não chores meu filho...
Não chores que a vida...
É luta renhida que aos fracos abate...
E aos bravos e aos fortes só faz exaltar!!!
(Refrão adaptado por um tenente dos versos de I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, cantado nos momentos mais difíceis da vida militar)
Jorge Alberto Forrer Garcia é Coronel Reformado.
COMENTO: se alguém interessar-se pelo texto desse bosta alçado à presidência da OAB/RJ, pode conferir em O Globo. Esse advogado pretendente a alguma boquinha estatal citou, entre outras asneiras uma suposta cantoria de soldados durante exercício físico (corrida). Afirmo "suposta" e adjetivo como "asneira" por que o fato foi atribuído a militares de Infantaria e os versos tratavam de "Esquadrão". Qualquer um que tenha prestado o Serviço Militar Inicial aprende que "Esquadrão" é a denominação de subunidade de Cavalaria.
A boa educação do Coronel Forrer Garcia o impediu de tratar de assuntos afetos à OAB mas eu não tenho tais escrúpulos e sugeriria ao abobalhado advogado carioca que, na falta do que fazer, ao invés de dar pitaco no que não entende, se dedicasse ao melhoramento da formação ética de seus companheiros de profissão. Que tal intensificar o ensino de disciplinas direcionadas à honestidade e à ética (a boa ética, não a dos stalinistas que parece ser a praticada pelo tal Damous) a fim de que a sociedade não tenha o dissabor de engolir fatos como profissionais que cobram caríssimo trabalharem para clientes que não possuem fonte de renda legal. Se não possui renda legal, terá que honrar os honorários com recursos de onde? E aí a dúvida: receber algo obtido ilegalmente não é previsto na legislação como "receptação"? Vai à luta Damous, como se diz popularmente, "vai procurar tua turma"!!

sábado, 4 de agosto de 2012

Cresce "Deserção" nas Forças Especiais Colombianas

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Por insegurança jurídica e ofertas de trabalho, Unidade de Elite do Exército Colombiano perde quase um homem por dia.
"Tenho uns fuzis que necessito vender para poder pagar um advogado. São da operação contra 'Alfonso Cano'. Eram dos guerrilheiros".
Estas palavras deixaram perplexo a um comerciante que foi abordado pelo Capitão das Forças Especiais Juan Miguel Cabrera. Dias mais tarde, o condecorado oficial morreu em um estranho acidente de trânsito perto de Villavicencio. Em seu carro encontraram granadas e três fuzis.
Cabrera fez parte do seleto grupo de militares que participaram na Operação 'Odiseo', contra o número um das FARC, em novembro de 2011. Até o último mês de junho, seu currículo estava cheio de condecorações, apesar de enfrentar vários processos judiciais. Seu advogado lhe pedia 50 milhões de pesos (cerca de 50 mil Reais) e ele, asseguram vários de seus conhecidos, não tinha esse dinheiro.
"Por cada operação que fazemos há um processo judicial. Desde que estourou o 'boom' dos 'falsos positivos', todo morto em combate é um ato ilegal. Para nós se acabou a presunção de inocência e sempre vamos ser culpados", assinala um dos 25 'Comandos' com que El Tiempo falou em diferentes zonas do país.
Ainda que, para as autoridades a hipótese mais provável seja a de que o Capitão Cabrera morreu traficando armas, oficiais, suboficiais e soldados da Unidade de Elite do Exército afirmam que ele não era um delinquente e que o que fez foi uma ação desesperada.
Quase 200 a menos neste ano
Somente neste ano, 190 homens dos Grupos Especiais pediram baixa. Entre eles havia caçadores, metralhadores, "mestres de corda" e "primeiros homens" (os que se lançam do helicóptero quando se inicia uma operação). Todos são chaves para operações como a de 'Alfonso Cano' ou as de resgate de sequestrados.
Estes homens recebem um treinamento seleto ministrado por instrutores nacionais e internacionais, e a preparação de cada um pode custar até 30 milhões.
"É claro que não se está velando pela moral da tropa. ¿Como se explica que os homens que tem dado os grandes triunfos ao Exército, que são a elite, tenham que pagar até 9 milhões de pesos mensais em advogados?", questiona um militar.
Para o Ministério de Defesa, essa insegurança jurídica é uma dor de cabeça, por isso continua trabalhando para obter a reforma da Justiça Penal Militar e assim ter regras jurídicas claras para operar.
Porém não só a parte jurídica está provocando essa 'deserção'. Atrativos contratos no Afeganistão e Emirados Árabes Unidos também estão influenciando. As empresas que buscam contratistas para prestar segurança terceirizada nesses países estão pondo seus olhos nos homens das Forças Especiais da Colômbia. "Eu ganhava 1,6 milhões de pesos (cerca de R$1.600,00) no Exército, e em um mês saio para os Emirados com 2.500 dólares mensais livres", conta um Soldado.
O caso contra Cabrera
O Capitão Juan Miguel Cabrera tinha uma investigação por uma operação contra 'Pastor Alape', em Puerto Berrío (Antioquia), em outubro de 2011. A possível irregularidade na retirada de um cadáver (do local do combate?) colocou ele no olho do furacão. O advogado que conseguiu lhe cobrava 50 milhões de pesos (cerca de 50 mil reais). Logo após sua morte, 60 lanceiros, 13 suboficiais e 3 oficiais tiveram que passar pelo polígrafo (detetor de mentiras) para descartar uma infiltração.
Defesa técnica
DEMIL não dá conta para tanto caso
Mensalmente é feito um desconto nos soldos dos militares para ter defesa jurídica em caso de alguma investigação. Essa defesa é feita pela DEMIL, que segundo os uniformizados consultados, não dá conta para todos os processos. Somente por 'falsos positivos' há 10.000 investigações. Os militares dizem que as Forças Especiais, por participar em operações de alto risco e impacto, têm que estar blindadas juridicamente, o que os obriga a recorrer a advogados externos que cobram entre 40 e 50 milhões de pesos. DEMIL é uma associação de advogados que assessora juridicamente os militares porém é independente do Exército. Há um ano foi questionada por funcionar dentro de uma unidade militar.
'Temos uniformizados suficientes'
Segundo o Ministério da Defesa, o pessoal das Forças Especiais muda de forma constante, mas isso não quer dizer que haja risco de ficar sem uniformizados para as operações. O ministro, Juan Carlos Pinzón, recordou que o governo está fazendo um investimento de um bilhão de pesos em habitações estatais e próprias, educação e saúde, e que um vice ministério se encarrega deste tema. "Somos conscientes de que temos que melhorar a qualidade de vida dos uniformizados", destacou.
Fonte:  tradução livre de  El Tiempo
COMENTO: definitivamente, a situação dos militares em toda a América Latrina subjugada pelo Foro de São Paulo está se deteriorando. O atual presidente colombiano, parece mais um agente da corja que se infiltrou no governo de Álvaro Uribe e conseguir alcançar o poder. Desde sua posse está destruindo tudo que Uribe construiu na luta contra os narcobandoleiros das FARC, ELN e similares. Por outro lado órgãos como a Fiscalia (similar às nossas Procuradorias) conduzidas por funcionários mais interessados nos direitos dos bandidos do que no sucesso da luta contra os criminosos - o esforço dos patifes é internacional, não respeitando fronteiras nem idiomas - contam com a pusilanimidade de comandantes mais apegados a  suas sinecuras do que à honra de defender seus subordinados (o que não é exclusividade colombiana), o que resulta no temor dos militares colombianos em envolverem-se em combate e terminarem processados, e condenados, como simples homicidas. Como apregoava o "porco Guevara" "faremos  dois, três, mil Vietnãs na América Latina" (talvez a frase não seja nesses termos, mas a ideia é essa). Estão conseguindo!
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Jipeiros de Santo Antonio da Patrulha/RS, o Retorno

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Invernão! Um bom programa para quem está à toa é fazer uma trilha. Motorizado, é claro! Para quem não tem uma boa grana para investir em uma máquina que o leve por "qualquer terreno", a dica é dar um jeito de ser convidado por um dos muitos apreciadores de "adrenalina na veia" para participar de um dia de muita lama e poeira. Foi o que fiz. 
Como no verão passado, lá me fui com o sobrinho para "fazer uma trilha" desta vez nas proximidades de Santo Antonio da Patrulha/RS!
Diferente da vez anterior, agora fomos dar uma voltinha pelos morros que circundam a cidade. 
Aproveito para agradecer a excelente companhia dos membros do Clube dos Jipeiros de Santo Antônio da Patrulha. 
Trata-se de um divertimento sadio onde a camaradagem e a diversão se sobrepõem à competição.

Boa visão nem sempre é possível!
A limpeza às vezes fica um pouco prejudicada!
A estrada parece boa ...
E com pouco movimento.
Uma vista da lateral!
Piloto e co-piloto!
Não é "fora de foco"! É "tremida" por que não para de sacudir!
A estrada parece uma "fri-uêi"!
Quem quer moleza, lá em baixo parece que tem!
Para de sacudir, pô!!!
Aqui a estrada estreitou, acho que é "mão única"!
Será que o mundo está acabando por aqui?
Uma parada para planejamento!
Até aqui, tudo bem!
Vamos em frente!!
Até onde der!!
Ainda bem que não tem pedágio!
Mais uma parada estratégica!
Decisão tomada ...
Vamos em frente!!
Bem enfileirados para parecer bastante gente!
Pobre suspensão!!!
Oba!  Água para lavar os "autos" ...
Bastante água ...
Bastante mesmo ...
Até um pouquinho demais ...
É água que não acaba nunca ...
Afinal ...
Chega de água !!!!!
Chão seco, de novo!
Querem mais???
Então tá!!!
Veículo de jipeiro não pode ficar limpo por muito tempo!
Vamos à cata de um barrinho!!

E não tem pedágio mesmo!!
Deu "pobrema"!
Guincho acionado!
Equipe unida, mas ...
O esforço é só para manobrar o "paciente".
Sem tração dianteira (quebrada), é melhor não prosseguir.
É só achar espaço para manobrar, de volta!
Pena, mas é fim de festa!
Uma última imagem, antes do retorno.
De volta a uma estrada "normal", resta apreciar o por do sol!
Lindo, no inverno gaúcho.
Um restinho de luz.
E o dia termina.
Aos companheiros de "aventura off road", meu muito obrigado por um dia de bastante suor, lama e boas risadas. Infelizmente, a quebra de uma mola da suspensão e da tração dianteira da nossa viatura nos impediu de terminar o percurso. Mas conseguimos retornar "rodando" até a cidade, graças à habilidade do meu sobrinho. Mesmo com o problema, foi um dia excelente! Qualquer dias desses volto a Santo Antonio da Patrulha para mais uma "trilha".
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Esquerdas Analfabetizam Universidade

por Janer Cristaldo
Após terminar Direito e Filosofia, comecei a trabalhar em jornal e passei duas décadas afastado da universidade brasileira. Digo da brasileira, porque nesse período tive quatro anos na Université Sorbonne Nouvelle, em Paris. Da qual também mantive distância. Nesses quatro anos, tive só 16 horas de aula, das quais apenas quatro foram muito úteis. Em verdade, nunca pensei em fazer doutorado. Queria apenas curtir Paris. Se a condição para uma bolsa era defender uma tese, tudo bem. Foi o que fiz. Só então fiquei sabendo que um doutorado servia para lecionar.
Em 81, a Folha da Manhã fechou as portas. A Caldas Júnior estava à beira da falência. Eu, que enviava uma crônica diária para Porto Alegre, fiquei pendurado no pincel. Às margens do Sena, mas desempregado. Meu orientador ofereceu-me mais um ano de pesquisa, mas recusei. Estava longe de minha mulher — que tivera de retomar seu trabalho após dois anos comigo em Paris — e com vontade de voltar. Acabei mudando de mala e cuia para Florianópolis, onde passei a lecionar literatura na UFSC, como professor visitante. Foi meu retorno à universidade.
Fiquei perplexo. Boa parte de minhas aluninhas, em final de curso — de Letras — não tinha noções mínimas de vernáculo. A meu ver, não podiam sequer ter entrado na universidade. (Digo aluninhas, pois os varões eram raros). Certa vez, ao reprovar uma negrinha em último ano de curso, tive de ouvir choro e ranger de dentes. “Racismo, professor, racismo. Eu nunca tirei zero nesta universidade”.
Então é porque teus professores não leem tuas provas — respondi. Chamei-a ao estrado. E mostrei a ela o colar de zeros que havia distribuído a mais doze alunas brancas. Não fossem elas, provavelmente seria processado por racismo.
Mais tarde, reprovei a sobrinha de um deputado. Foi, a meu ver, o gesto que me fez ser ejetado da universidade. Não sabia que a festa de formatura da moça seria a festa do ano da cidade, e que 300 convites já haviam sido enviados. Se soubesse, com mais prazer a teria zerado. Resumindo: ao voltar à universidade, nos anos 90, descobri que tivera melhor formação no ginásio Nossa Senhora do Patrocínio, em Dom Pedrito, no início dos 60. Em trinta anos, o ensino universitário havia decaído irremediavelmente.
Leio recente pesquisa segundo a qual apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (INAF) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e a organização não governamental Ação Educativa.
Ou seja, mais de um terço dos universitários são analfabetos funcionais. O que não me espanta. Isto eu já havia constatado na universidade, há mais de vinte anos. Segundo outra pesquisa também recente, Lula está em primeiro lugar em votação do programa televisivo “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”. Quando um analfabeto é considerado o maior brasileiro de todos os tempos, isto significa que para os brasileiros ser culto é o que menos importa. O que importa é ter sucesso.
A História é uma eterna luta entre alfabetizados e analfabetos, dizia Nestor de Hollanda, de saudosa memória. Em seu livro A Ignorância ao Alcance de Todos, o autor defendia a tese de que os analfabetos estavam avançando inexoravelmente em todas as áreas. Dito e feito. Agora tomaram os campi de assalto. Por obra dos legisladores nacionais, um analfabeto de pai e mãe já pode ostentar em seu currículo um diploma de curso superior. A reprovação, único instrumento eficaz de controle da qualidade de ensino, virou coisa do passado. Se no secundário está se tornando proibida, nos cursos superiores é cada vez mais rara e mesmo inexistente.
Conta-me um amigo, professor de universidade privada, que não pode reprovar nem mesmo alunos que jamais assistiram a suas aulas. O ensino virou um teatro, onde o aluno finge que aprende e o professor finge que ensina — disto está consciente todo professor que costuma olhar-se no espelho antes de entrar em sala de aula. Mas, segundo Hollanda, havia alguma esperança. Alguns alfabetizados já haviam se infiltrado nos quartéis.
Em recente postagem no Facebook, Anselmo Heidrich retomou uma entrevista de Veja, de novembro de 2008, que explica em boa parte a decadência do ensino nacional. Segundo a antropóloga Eunice Durham, professora da USP e ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) no governo Fernando Henrique, a responsabilidade desta catástrofe deve ser atribuída aos cursos de pedagogia.
— As faculdades de pedagogia formam professores incapazes de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria. Mais grave ainda, muitos desses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade. Chegam aos cursos de pedagogia com deficiências pedestres e saem de lá sem ter se livrado delas. Minha pesquisa aponta as causas. A primeira, sem dúvida, é a mentalidade da universidade, que supervaloriza a teoria e menospreza a prática. Segundo essa corrente acadêmica em vigor, o trabalho concreto em sala de aula é inferior a reflexões supostamente mais nobres. 
Não por acaso, só fui reprovado uma vez em minha vida em meus cursos universitários. Foi na Filosofia da UFRGS — então URGS — na cadeira de pedagogia. A faculdade só oferecia licenciatura e os alunos foram obrigados a assistir às aulas das pedagogas. Masturbação acadêmica total. As professoras, que não tinham conteúdo nenhum a oferecer, abominavam as aulas expositivas e se compraziam a ensinar ridículas técnicas de ensino, em geral de extração ianque. Me opus violentamente ao embuste e fui solenemente reprovado. Devo ter sido o primeiro — e talvez o único — acadêmico a ser reprovado naquele curso.
Tive de repetir a cadeira. A situação era tão tensa que, ao encontrar-me com a professora, eu e ela éramos acometidos de taquicardia. “Professora — sugeri — acho melhor aprovar-me logo, esta situação faz mal para nós dois”. Ela concordou comigo. Fiz, no ano seguinte, uma formatura individual. 
O problema ocorre basicamente nas tais de ciências humanas. Cursos que, a meu ver, se fossem extintos seria uma benção para o país. Prossegue a professora Durham:
— Há dois fenômenos distintos nas instituições públicas. O primeiro é o dos cursos de pós-graduação nas áreas de ciências exatas, que, embora ainda atrás daqueles oferecidos em países desenvolvidos, estão sendo capazes de fazer o que é esperado deles: absorver novos conhecimentos, conseguir aplicá-los e contribuir para sua evolução. Nessas áreas, começa a surgir uma relação mais estreita entre as universidades e o mercado de trabalho. Algo que, segundo já foi suficientemente mensurado, é necessário ao avanço de qualquer país. A outra realidade da universidade pública a que me refiro é a das ciências humanas. Área que hoje, no Brasil, está prejudicada pela ideologia e pelo excesso de críticas vazias. Nada disso contribui para elevar o nível da pesquisa acadêmica.
Tampouco por acaso, o rebotalho da História — os velhos marxistas — até hoje dominam “as Humana”, como se dizia — e escrevia, juro — na UFSC. Foram “as Humana” da USP que difundiram o marxismo no ensino universitário brasileiro, em detrimento de conhecimentos banais — mas fundamentais — como o bom manejo do vernáculo.
A repórter pergunta o que, exatamente, se ensina aos futuros professores. Responde Durham:
— Fiz uma análise detalhada das diretrizes oficiais para os cursos de pedagogia. Ali é possível constatar, com números, o que já se observa na prática. Entre catorze artigos, catorze parágrafos e 38 incisos, apenas dois itens se referem ao trabalho do professor em sala de aula. Esse parece um assunto secundário, menos relevante do que a ideologia atrasada que domina as faculdades de pedagogia.
— Como essa ideologia se manifesta?
— Por exemplo, na bibliografia adotada nesses cursos, circunscrita a autores da esquerda pedagógica. Eles confundem pensamento crítico com falar mal do governo ou do capitalismo. Não passam de manuais com uma visão simplificada, e por vezes preconceituosa, do mundo. O mesmo tom aparece nos programas dos cursos, que eu ajudo a analisar no Conselho Nacional de Educação. Perdi as contas de quantas vezes estive diante da palavra dialética, que, não há dúvida, a maioria das pessoas inclui sem saber do que se trata. Em vez de aprenderem a dar aula, os aspirantes a professor são expostos a uma coleção de jargões. Tudo precisa ser democrático, participativo, dialógico e, naturalmente, decidido em assembleia.
Se hoje um terço dos universitários são analfabetos funcionais, não é preciso ir muito longe para saber quem os analfabetizou. O pior é que a peste, apesar da queda do muro de Berlim e do desmoronamento da União Soviética, não dá sinais de arrefecer neste país que aspira a pertencer ao Primeiro Mundo, mas ainda vive a reboque da História.
Fonte:  Janer Cristaldo
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vítimas do Terrorismo - Agostos

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Neste agosto de 2012, reverenciamos a todos os que, em agostos passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus assassinos, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil, desprezando os direitos humanos verdadeiros e os princípios realmente democráticos.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão:
20/08/69 - José Santa Maria (Gerente de Banco - RJ)
Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente.
25/08/69 - Sulamita Campos Leite (Dona de casa - PA)
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles.
Morta na residência dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência, uma carga de explosivos escondida pelo terrorista.
31/08/69 - Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM - MA)
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.
12/08/70 - Benedito Gomes (Capitão do Exército - SP)
Assassinado por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.
19/08/70 - Vagner Lúcio Vitorino da Silva (Guarda de segurança - RJ)
Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR8, ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos.
Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém chegados de curso em Cuba.
29/08/70 - José Armando Rodrigues (Comerciante - CE)
Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, de onde foram roubados 32 mil cruzeiros sem qualquer reação, ele foi seqüestrado, barbaramente espancado, conforme laudo cadavérico, e assassinado a tiros tendo seu corpo lançado num precipício, na Serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE.
Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), recém chegados de curso em Cuba; José Sales de Oliveira, Carlos Timoschenko Soares de Sales, Francisco William de Montenegro Medeiros e Gilberto Telmo Sidney Marques, todos militantes da ALN.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.

Fonte: texto adaptado de TERNUMA
COMENTO: por uma questão de justiça, também lembrarei aqui alguns membros de organizações terroristas que foram "justiçados" por seus companheiros de luta. Para isso, relato mais um desses "justiçamentos". Trata-se de Amaro Luis de Carvalho, o "Capivara", dirigente do PCR, com cursos em Cuba e na China. Ele foi preso do dia 27 Jan 1970 por sequestro de avião em São Paulo e por ter organizado um foco de subversão em Pernambuco onde era líder camponês do Sindicato Rural de Barreiros, tendo sido responsável pelo trabalho militar das ligas camponesas coordenando ações em Pernambuco e Goiás. Ele cumpria sua pena de dois anos de reclusão na casa de detenção de Recife, quando foi morto. Sua morte, ocorrida em 22 Ago 1971, foi atribuída aos seus próprios companheiros de prisão, por represália política. A necropsia, assinada pelos legistas Nivaldo José Ribeiro e Antônio Victoriano da Costa Barbosa indicava “hemorragia pulmonar, decorrente de traumatismo do tórax, por instrumento contundente, o que também consta no atestado de óbito”. Houve denúncias de que os matadores teriam sido Dercílio de Brito, Odilon Marculino e Severino Caboclo, mas nada foi provado. A imprensa divulgou a versão de ataque cardíaco: "Coração trai Capivara a dois meses da liberdade" (Diário da Noite, 24/08/1971); e "Líder do Terror Morreu na Casa de Detenção" (Diário de Pernambuco, 24/08/1971).
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