sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Cabeça da Medusa

por Arlindo Montenegro
Uns poucos grupos de militares da reserva puderam lembrar e comemorar a tomada do poder, que mudou a face da nação, abrindo as portas para as redes de comunicação, abrindo estradas e fazendo a economia da nação avançar, preservando a dignidade dos brasileiros. Melhor, preservando a vida e promovendo a pacificação.
Na imprensa, mesmo nos jornais e televisões que em 1964 agradeciam a ação das Forças Armadas  cuja firmeza, rapidez, senso de unidade e disciplina evitou o mal maior no mundo de então —, surgiram parcos comentários obedientes ao cabresto ideológico, lembrando a ditadura, torturas contra os inefáveis e "inocentes patriotas" assimilados pelo comunismo, armados e treinados por Moscou, Pequim e Havana.
Uma rede de televisão recentemente premiada pelos governantes com uma negociata envolvendo a Caixa Econômica Federal, agradeceu, lançando uma novela que pretende recuperar a história, de modo "isento", tão isento como a reportagem de um jornalista que entrevistou torturadores e torturados, vítimas da cruel ditadura militar, sem mencionar a causa das prisões! Presos por patriotismo? Presos por serem bons moços?
É bom lembrar que a palestra que o General Heleno prometia fazer, dentro do quartel, foi proibida! E foram proibidas outras reuniões comemorativas intra caserna, como em Fortaleza. Na tal reportagem como na novela em que prometem isenção, as imagens e a mensagem são contundentes contra à instituição militar, e a edição está proibida de deixar escapulir qualquer coisa que lembre o senso de disciplina que fez calar o General Heleno.
O que seria lembrado? A paralisia do país, o cerco feito pela CGT ao presidente Goulart, com apoio de congressistas que desejavam mudar de rumo e de patrão imperialista? Será que ele ia abordar as certezas atuais sobre a decisão tomada pelo Jango, para evitar uma guerra civil de longa duração? Ou que os profissionais das força armadas, por sua formação, por seu juramento à bandeira, por sua disciplina, por sua consciência sempre foram conselheiros na intimidade do núcleo de poder? Mas conscientes de que, acima de tudo, estava a soberania da nação.
Será que ele ia abordar a diferença entre o 31 de março de 1964, quando a cultura cristã era uma realidade, quando a ética e a moral de religiosos ainda incomodava os meios políticos ainda atentos aos valores culturais, hoje invertidos com a desmoralização da família, das leis e do mesmo estado apartado da nação?
Ou lembrar que hoje se sabe mais sobre a identidade e intenções do inimigo real que ilude a nação e explora a ignorância dos humildes? Que explora a estupidez geral produzida pela propaganda? Que explora a avidez dos que concentram a riqueza, aliados e dependentes dos que detêm o poder contra o bem estar das gentes e a evolução natural?
Será que ele ia dizer que os critérios de decisão são ditados pela ONU, por Londres, Nova Iorque, Washington, Wall Street em intimidade com Pequim, Moscou e Bruxelas? Que são valores contrários à nossa identidade cultural e soberania agonizante? Iria convocar as forças armadas para provocar uma guerra civil, provocar a invasão do território por forças da Venezuela e Cuba a serviço da ONU e das elites internacionais? Duvido! Quando muito ele iria lembrar a disciplina militar ferida e restaurada e a missão cumprida para proteger os brasileiros e preservar a dignidade e continuidade da nação em sua inteireza.
O confronto de 1964, repete-se agora. Encobertos os apelos ideológicos e afastada a ideia de forças políticas polarizadas entre duas potências, ambas militaristas e antagônicas. A grande farsa é agora um jogo aberto pelo poder de uma estrutura diabólica, pacientemente tecida para submeter as nações, reduzir as populações e decretar o governo internacional submetendo colônias de trabalho de uma "nova ordem mundial".
Será que os deputados, senadores, presidente que foram eleitos e ciscam nos terreiros de Brasília, têm consciência disto? Será que todos os coronéis, brigadeiros e almirantes têm consciência disto? Ou estarão conformados em seus postos de trabalho, esperando aviões, navios, tanques, armamento e decisões significativas para que possam cumprir seu dever constitucional de guardiães da nação e do território?
Os propósitos internacionalistas da elite capimunista, foram transformados em diretrizes, que Fernando Henrique e Luis Inácio receberam pessoalmente do Diálogo Interamericano patrocinado por Rockfeller. O sociólogo marxista e o operário, cumpriram direitinho, com financiamento e assistência das Fundações mantidas pelos banqueiros, pela elite política de Londres, Moscou e dos EUA.
O transe hipnótico promovido por Fundações e institutos que nem o Tavistock, se concretizou envolvendo as elites pensantes e gerencias empresariais intensamente treinadas para a reengenharia da sociedade. Hoje, graças à web se pode saber quase todos os movimentos do inimigo único, com um único propósito.
Mas a liberdade de expressão, a liberdade de escolhas, as iniciativas são exclusividade do estado. Quem for dissidente, quem pensar diferente, quem desejar preservar cultura, crenças, costumes e liberdade para educar os filhos, que se cuide. O estado-deus emerge com uma cabeça coberta por pensamentos-serpentes, que nem a cabeça da Medusa.
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

quinta-feira, 7 de abril de 2011

31 de Março (E Daí?)

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Em ocasião anterior, me atrevi a escrever alguma coisa sobre o perfil, o comportamento, os anseios e as “mesmices” dos Militares da Reserva, candidatos a cargos eletivos.
O documento, por ter sido extenso, foi meio cansativo mas, mesmo assim, foi lido e comentado por centenas de amigos espalhados por esse Brasil e, da maioria, só recebi comentários de apoio ao que escrevi, em contrapartida ao silêncio dos candidatos (não todos).
Hoje, não aguentei, tive que voltar a “dizer” algo (por escrito) sobre os acontecimentos do último “31 de Março”.
Na troca de mensagens, eu e vários amigos, não poupamos críticas aos atuais Chefes Militares e demais Comandantes de todos os escalões. Muito justo, visto que, todos, ficamos estupefatos e frustrados, tanto pela “ordem” emitida como pelo cumprimento da mesma, sem uma “rebelião”, por menor que fosse. Doeu em nossa “cepa” guerreira, a marginalização de uma atuação que, em última análise, recolocou o País e, por extensão, a sociedade no rumo correto. Doeu no cerne de nossa formação, sermos execrados, não pelos atuais ocupantes do poder mas, pelos próprios irmãos de farda. Feriu tanto, que diversos camaradas manifestaram a intenção de “não mais adentrar em um recinto militar”.
Mas, credito todos esses excessos ao emocional abalado do momento. Logo voltaremos ao normal e, assim sendo recuperaremos a lógica, o bom senso e a lucidez, entendendo e perdoando os irmãos de farda. Afinal, os tempos são outros e, principalmente, os guerreiros são de outra “cepa”.
No meio disso tudo, me restam algumas perguntas que, por necessidade de uma resposta clara, tenho que dividir com todos pois, a dificuldade sempre deve apontar soluções e novas atitudes, nunca o desânimo e a aceitação da derrota.
Espaço, em meios de comunicação, se compra, não é verdade??? Então, cadê o Clube Militar, o Mova ou seja lá a agremiação que for, que não se dispôs a comprar um espaço em Jornais ou em canais de televisão, para reivindicar o “nosso” direito de comemorar a “nossa” Revolução???
Não havia dinheiro em caixa??? Cadê os Militares da Reserva que buscam espaço e projeção política??? Estes, visando votos futuros, poderiam, usando todos os meios possíveis, convocar os “da Reserva” e a população em geral, para um ato público. Fosse na praça, na rua ou no Inferno mas, tinham que fazer alguma coisa. Será que faltou ideia, coragem ou vontade??? Poderia ser um fracasso??? É claro que poderia mas, e daí???
Daí, que vou continuar indignado e sem respostas, né????
Deboni 
Recebido por correio eletrônico
COMENTO:  dá para discordar??? Por que as comemorações da data devem ser feitas em e por entidades públicas??? Realmente está nos faltando criatividade!!
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Carta ao Gen Div Ref Francisco Batista Torres de Melo

Prezado Amigo
Tomei conhecimento através de vários comunicados de leais Soldados Brasileiros, da proibição em todas as Unidades Militares do País das tradicionais comemorações do dia 31 de março, dia da Contra-Revolução que salvou o Brasil de ser hoje uma miserável e torturada Cuba. Pelos jornais – melhor seria dizer folhetins financiados pelo dinheiro público – soube que até mesmo o General de Exército Augusto Heleno teve que renunciar às homenagens do dia. 
Há somente três anos dirigi a palavra a centenas de oficiais das Forças Armadas no Comando Militar do Leste a convite de seu então Comandante, Gen Ex Luiz Cesário da Silveira Filho e do Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa, Gen Ex Paulo Cesar de Castro. Pela primeira vez um ex-comunista falava à alta oficialidade sobre o real significado da Contra-Revolução de 64. Hoje, três anos depois, nem mesmo vocês podem se dirigir a seus colegas de armas.
O que mais me chocou, no entanto, foi a notícia das ocorrências no 23º BC, oportunamente denominado Batalhão Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, onde, como o caro amigo sabe, estive preso de 10 de outubro a 20 de dezembro de 1965.
Imagino como o amigo dever ter sentido com a recusa, triste ao que consta, do Comandante que, ao obedecer a ordem superior, cancelara a justíssima homenagem ao Patrono da unidade. Como o conheço bem, um homem sentimental e entusiasmado pelos seus feitos, imagino a decepção que dever ter sentido com esta recusa.
Na época de minha prisão o hoje Ilustríssimo Patrono do Batalhão, presidia nosso País, eleito pelo Congresso Nacional contando inclusive com o voto do ex-presidente JK, então Senador por Goiás. Lembro como nós, da esquerda ‘pelo povo’ ficamos decepcionados com o rapidíssimo desenrolar dos acontecimentos nos últimos dias de março e primeiros de abril de 64. Não conseguíamos acreditar que a população do Brasil em peso apoiava um movimento de ‘milicos reacionários’ que tomavam o poder para ‘manter as oligarquias e os privilégios, contra os legítimos interesses do povo’ que, por alguma mágica ou alquimia, só nós sabíamos quais eram.
Por estas sendas cheguei a Vice-Presidente da UNE e fui incumbido de levar a palavra da Une – e sigilosamente da AP, Ação Popular – aos estudantes do Ceará. Minha prisão nesta unidade serviu-me de lição, muito embora casmurro que sempre fui, levei mais dois anos para ver a degradação à qual a militância comunista me levara, e só ao desencadearem a ‘luta armada’ consegui perceber.
Mas certamente uma das maiores lições foi ter o privilégio de conhecer seu ilustre pai, com sua vasta cabeleira branca que me visitara sem poder me dirigir a palavra, nem eu a ele. Não obstante, percebi em seus olhos a simpatia e a confiabilidade que pude atestar pouco tempo depois. Quando fui solto me dirigi à loja As Duas Torres, de propriedade de seu pai e fui tratado com carinho, respeito e confiança a tal ponto de me oferecer o quanto eu precisasse para voltar ao sul sem mesmo aceitar um recibo, pois, como me disse, irmãos não deixam de pagar a irmãos – ele e meu pai eram maçons.
Caro amigo, não se deixe abater pelos acontecimentos de ontem, a verdade sempre prevalecerá, apesar de certas ‘comissões’ que jamais aceitariam um testemunho como o meu.
Um grande e afetuoso abraço do amigo
HEITOR DE PAOLA
Ex-preso político do Batalhão Castelo Branco
Fonte:  Heitor de Paola

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais um Chefe de Quadrilha Prestando Contas ao Capeta

 DURANTE UN AÑO se realizaron labores de Inteligencia que permitieron al Ejército abatir al segundo del Quinto frente, conocido como "Hermes" o "la Muerte". Cayó tras el disparo de un francotirador.
Um ano de trabalhos de Inteligência e nove dias de espera em três locais estratégicos foram suficientes para que o vice-chefe da Frente 5 das FARC, um dos mais ativos na 'grande Urabá, fosse abatido pelo Exército Colombiano.
Héctor Úsuga, vulgo "Hermes" ou "a Morte", caiu na mira de um franco-atirador da Força Tarefa Conjunta "Nó de Paramillo" da 7ª Divisão do Exército Colombiano, subordinada ao Comando Conjunto Caribe.
"Foi feito um reconhecimento da área onde (ele) delinquía. Em entrevistas feitas com desmobilizados (ex-guerrilheiros)  que haviam trabalhado com ele, nos foi dito que (ele) não saia de alguns locais específicos. Fomos fechando esses quadrantes. Chegamos a determinar sua rotina e (avaliamos) que não ultrapassavam seis lugares. Selecionamos três e infiltramos três grupos especiais nesses locais. Foi só esperar e dar o golpe preciso."
Assim, o Comandante da VII Divisão de Exército, General Manuel Guzmán, descreveu a operação militar executada na tarde de segunda-feira (4/4), no município de El Zancón de Tierralta (Córdoba).
"O sujeito apareceu em um dos locais e chegou com vários guerrilheiros. A tropa os deixou seguir e um franco-atirador o identificou e o liquidou no meio de seus escoltas (guarda-costas). Depois disso houve troca de disparos, mas os bandidos fugiram", acrescentou.
"Hermes" estava há 26 anos na guerrilha e era considerado o vice-chefe da Frente 5 das FARC, dirigida por seu irmão, vulgo "Jacobo Arango", também era chefe de finanças do Bloco Norte-ocidental, que agrupa dez "frentes" de narcoguerrilheiros.
Além disso, segundo informaram as autoridades, ele estava encarregado da "companhia mista financeira Patricia Ocampo", que negocia pasta de coca e a distribuição de armamento para quadrilhas de criminosos em Córdoba e Urabá anioquenho.
O Prontuário
O objetivo era neutralizar esse chefete. Foi um golpe com repercussões estratégicas pelo seu parentesco com "Jacobo Arango" e por ser homem chave de "Isaías Trujillo", analizou o General Guzmán.
O Comandante Militar acrescentou que com esse golpe também serão afetadas as quadrilhas que operam no sul de Córdoba e no Urabá antioquenho, pois sendo Úsuga o responsável pelas finanças do Bloco Norteocidental, era o contato com elas para negociar armas e pasta-base de coca.
As ações do meliante morto incluíam "reténs" (bloqueio de estradas para efetuar sequestros ou roubos), ataques guerrilheiros, sequestros e assassinatos. Em 1987 ele participou de um ataque que as FARC fizeram ao município de Saiza (Córdoba), seis anos depois, em 1993, esteve à frente da emboscada contra tropas da 11ª Brigada no município de La Rica de Montelibano (Córdoba) onde resultaram feridos vários soldados.
A esses ataques se somam 'reténs' e sequestros realizados entre 1993 e 1995 na região do Troncal do Caribe, entre Porto Valdívia e Tarazá (Antioquia) e em El Pescado, Km 9 e Monteblanco (Antioquia)
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Outro atentado guerrilheiro atribuído ao bandido morto é a tomada da base militar de Piedras, em Carepa (Antioquia) em 1998, onde foram assassinados 20 soldados e outros 12 foram sequestrados. Também o acusam pela queima de vários veículos na estrada entre Dadeiba e Carepa.
Trabalhos em Paramillo
O General Guzmán manifestou que suas tropas estão em alerta para continuar as operações no Nó do Paramilo e em outros locais onde se observe movimento dos narcoguerrilheiros.
"Estamos com as tropas em alerta. No 'Nó do Paramillo' estamos fazendo operações militares há cinco anos para neutralizar as ações da 5ª Frente das FARC".
As frentes 18 e 58 das FARC e a 'coluna móvel Mario Vélez' do mesmo grupo de malfeitores também estão na mira do Exército e com o objetivo de avançar sobre elas, também se desenvolvem trabalhos de Inteligência.
O alto oficial insistiu na desmobilização dos guerrilheiros, e também fez um chamado aos que estão na 'quinta frente' para que se entreguem em função da queda de seu chefe, "Hermes" ou "la Muerte".
Guzmán assegurou que foi uma operação "nitidamente do Exército, em qualquer sentido de que se analise. O que se deve destacar é que tomamos a determinação de infiltrar unidades na própria área onde operam os bandidos".
Logo após o abate de Úsuga e da troca de tiros com os guerrilheiros, os soldados da "Força Tarefa Conjunta  Nó do Paramillo" apreenderam dois fuzis M4, um fuzil AK-47, carregadores, 185 cartuchos de diferentes calibres, equipamentos de comunicações e material de intendência.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
 

Mensagens ao Reitor da Universidade de Coimbra

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I - CARTA ABERTA AO PROF. JOÃO GABRIEL SILVA,
MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Na condição de professor universitário venho perante Vossa Excelência manifestar a minha perplexidade - e porque não dizê-lo-, indignação, diante da concessão do título de doutor honoris causa, pela instituição que ora Vossa Excelência representa, ao ex-Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Tomando como referência o significado que tem, para nós brasileiros, a Universidade de Coimbra, entendo que a iniciativa destoa aberta e completamente de toda a sua tradição. Aprendemos que as personalidades que lideraram o processo da Independência e que assumiram os destinos do novo país - a começar do Patriarca, José Bonifácio - formaram seu espírito na Universidade de Coimbra. Aplaudimos com entusiasmo a concessão daquele título a ilustres representantes da contemporânea cultura brasileira, a exemplo do saudoso Miguel Reale. Em eventuais excursões a Portugal, todo membro da comunidade acadêmica brasileira sente-se no dever de conhecer a instituição que consideramos parte integrante de nossa história.
A concessão do mencionado título contraria frontalmente toda a idéia que nós fizemos da Universidade de Coimbra pelo fato, sobejamente conhecido, de que o ex-Presidente sempre se vangloriou de não haver freqüentado qualquer curso. Insistentemente, perante a nossa juventude, buscou inculcar a noção de que o sucesso pessoal independe de qualquer esforço no sentido de aprimorar o conhecimento. E, sobretudo, por uma administração desastrosa em matéria educacional.
No plano estritamente político, notabilizou-se por institucionalizar a corrupção, alegando inclusive tratar-se de fenômeno arraigado, que não lhe competia combater.
Esteja certo de que, com esse passo temerário, de um só golpe, a Universidade de Coimbra deu-nos uma clara demonstração de não ter qualquer compromisso com o respeito à memória que seus antecessores souberam construir.
José Carlos Aleluia, é professor universitário, 
Membro da Comissão Executiva do Democratas e
 Presidente da Fundação Liberdade e Cidadania
Fonte:  Blog Democrata
II - Repasso abaixo para os meus correspondentes o comentário que enviei à Universidade de Coimbra a respeito do título concedido ao pilantra mor brasileiro.  Otacílio
"Senhor Reitor da Universidade de Coimbra:

Jamais em meus 67 anos de vida julguei possível testemunhar uma instituição do nível da Universidade de Coimbra jogar na cesta do lixo o seu prestígio internacional ao conceder o título de Doutor Honoris Causa a um semi-analfabeto, sobretudo levando-se em conta a justificativa de tal homenagem, ou seja, a luta pela erradicação da miséria. Não houve absolutamente luta contra a miséria, mas sim, a sua perpetuação através de um programa de compra de votos denominado Bolsa Família, cujo valor não excede R$ 120,00 mensais por família. Entender que este valor - que é pago com o dinheiro dos contribuintes brasileiros, portanto, uma esmola ao invés de um programa contra a miséria - seja justificativa para a concessão de tão alta honraria, é abrir mão do bom senso e da inteligência e utilizar o prestígio dessa nobre instituição para a promoção da mediocridade. 
Não houve, em verdade, nenhum combate à miséria no Brasil, porque o Brasil continua sendo um dos países mais miseráveis do mundo, rivalizando com aqueles da África que Portugal "colonizou". A miséria atual no Brasil não é diferente da existente em Moçambique e Angola como pode ser comprovado por qualquer pessoa que visite o país e se dê ao trabalho de subir os morros das milhares de favelas existentes em todas as suas grandes cidades, a começar pelo Rio de Janeiro, e a percorrer os sertões do nordeste onde 50% da sua população sobrevive como animais. Em verdade, o senhor Lula da Silva comprometeu o futuro do Brasil com sua péssima administração. O crescimento médio do PIB nos seus oito anos de governo foi de pouco mais de 4%, inferior a média da América Latina no mesmo período. E os serviços públicos essenciais, como educação, saúde e segurança pública são considerados como os piores do mundo. Em renda per capita o Brasil ocupou em 2010 a 71ª posição no ranking mundial e o país se situa entre os últimos avaliados pela ONU em IDH-Índice de Desenvolvimento Humano. 
O que justificaria, portanto, a concessão de tal honraria? A meu ver, talvez os bilhões de dólares que Portugal quer emprestado do Brasil, já que não quer se submeter às saudáveis normas de gestão pública exigidas pelo FMI para a concessão de empréstimos. 
Como brasileiro esclarecido, deploro, portanto, ver essa instituição lançar na sarjeta o seu passado glorioso e o seu prestígio com a concessão imerecida de tão importante título.
Otacílio M. Guimarães"
Recebido por correio eletrônico
COMENTO:  transcrevo dois textos relativos ao assunto. O primeiro, uma explicação feita pelo editor do blog Coturno Noturno: "Está explicado o verdadeiro motivo para homenagem feita ao "Doutor" Lula pela Universidade de Coimbra. 10% do alunado da prestigiosa universidade (apenas no Brasil) é composta por bolsistas brasileiros. Nem a Espanha, ali ao lado, manda tanto aluno para a UC. As bolsas são pagas pelo governo brasileiro. Ontem, 900 bolsistas brasileiros formaram uma barulhenta claque paga para aplaudir o doutoramento do iletrado. Juntos estes bolsistas recebem, por ano, da Capes, cerca de U$ 20 milhões para estudar lá fora. O quanto é pago para Coimbra não é conhecido, mas deve ser basicamente a mesma coisa. Quem não fala inglês, francês ou italiano, costuma buscar o canudo em dinossauros como Coimbra em Portugal, Lion na Espanha ou o Museo Argentino, no vizinho ao lado. O único ônus é ter que, uma vez na vida e outra na morte, aplaudir um Lula virando doutor. Mas, como diria o poeta português Fernando Pessoa, tudo vale a pena, se a bolsa, ops!, se a alma não é pequena."
A segunda explicação foi feita por um leitor da Coluna do Claudio Humberto: "Progresso no Ensino - Caro CH, é notória a melhoria do ensino no nosso país. Alias reconhecimento até no exterior desta considerável melhoria. É um avanço para um país jovem em transformação. Não precisamos de estatísticas para avaliar a real melhoria da educação, basta um exemplo; a quem nós brasileiros julgávamos ser uma pessoa não estudada, em Portugal ela é considerada Doutor. Nunca imaginava que havia uma melhoria tão grande na qualidade de ensino. Parabéns aos brasileiros e aos demais países se esforcem para melhorar.... Wilson Miranda - Brasilia - DF"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Flavio Alcaraz Gomes - 25 Maio 1927 a 5 Abr 2011

Flávio Alcaraz Gomes em foto de 1986 - Foto:Dulce Helfer
O jornalista e radialista gaúcho Flávio Alcaraz Gomes, 83 anos, morreu às 9h30min desta terça-feira em Porto Alegre. Ele estava em casa na companhia da esposa e dos filhos. 
Há 10 dias, ele retornou do hospital Moinhos de Vento onde passou um mês internado para o tratamento de uma pneumonia. O corpo será velado a partir das 16h no Crematório Metropolitano. A cerimônia de cremação ocorrerá na quarta-feira às 11h.
Considerado um dos grandes nomes do jornalismo no Estado, Flávio Alcaraz Gomes foi diretor das rádios Guaíba e Gaúcha e correspondente internacional da empresa jornalística Caldas Jr. e autor de livros sobre as coberturas que fez ao longo da carreira.
Entre suas obras estão Diários de um Repórter, Eu Vi! Itinerários de um repórter, Morrer por Israel e Transamazônica — A redescoberta do Brasil. Atualmente, estava vinculado à TV Pampa, no programa Guerrilheiros da Notícia.
Trajetória
Nascido em 25 de maio de 1927 em Porto Alegre, Flávio iniciou sua carreira como repórter no jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre. Após se formar em Direito pela UFRGS, em 1949, foi estudar na universidade de Sorbonne, em Paris.
De volta à Capital, trabalhou no Correio do Povo. Em 1957, passou a ser diretor comercial da recém-fundada Rádio Guaíba. Em 1958, cobriu a Copa do Mundo na Suécia. No evento esportivo de 1970, no México, coordenou as emissoras de rádio do Brasil.
Em 1967, viajou à Europa para cobrir a guerra do Vietnã. No entanto, ao chegar em Roma, descobriu que era iminente a explosão de uma guerra entre Israel e Egito, Jordânia e Síria e foi um dos poucos a estar na Guerra do Seis Dias.
Na década de 1970, cometeu um homicídio e foi condenado a 10 anos de prisão.
Fonte:  Zero Hora
COMENTO:   O falecido jornalista marcou minha lembrança pela cobertura do sequestro do cônsul do Brasil no Uruguai pelos guerrilheiros tupamaros. Emocionante, também, foi acompanhar seus boletins radiofônicos durante a cobertura que ele fez da Guerra do Vietnã.
 

O Colégio dos Presidentes

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“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.
(Gen Walter Pires, ex-Ministro do Exército)
*Cel Leonardo Roberto Carvalho de Araújo
Neste 31 de março, último dia do mês em que o Velho Casarão da Várzea completou seu 99º aniversário como colégio e 139º como escola, a capital gaúcha pode se orgulhar de ter o único educandário brasileiro onde estudaram oito presidentes da República, um vice-presidente e um primeiro-ministro.
A história começou com o Marechal João de Deus Menna Barreto, aluno da Escola Militar do Rio Grande do Sul, que estudou no Casarão da Várzea até 1893 e presidiu o Brasil como membro da Junta Governativa Provisória que assumiu a presidência após a derrubada de Washington Luís, em 1930, e preparou a posse do Dr. Getúlio Dornelles Vargas.
Vargas, por sua vez, fora Sargento do Exército e aluno da Escola Preparatória e de Táctica, que saíra de Porto Alegre e, entre 1898 e 1903, esteve sediada em Rio Pardo, retornando nesse último ano ao Casarão da Várzea. Desligado dessa escola, Getúlio Vargas veio servir no 25º Batalhão de Infantaria, aquartelado no prédio da Várzea em 1900.
Em 1905, com o fechamento da Escola Militar da Praia Vermelha, no RJ, o Casarão da Várzea passou a sediar a Escola de Guerra, que aqui ficou até 1911. Nesse período, as arcadas do velho prédio viram o aluno - e futuro Marechal e Presidente – Eurico Gaspar Dutra ali estudar.
Na segunda década do Séc. XX, em 1912, foi criado o Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), o qual foi o berço escolar dos presidentes Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, Marechal Arthur da Costa e Silva, General Emílio Garrastazu Médici, General Ernesto Geisel e General João Baptista de Oliveira Figueiredo.
Completando a galeria, as salas de aula do centenário Colégio também testemunharam os estudos do Primeiro-Ministro Dr. Francisco de Paula Brochado da Rocha e do Vice-Presidente General Adalberto Pereira dos Santos.
*Chefe da Seção de Comunicação Social CMPA
FFAA – Esteios de uma Nação
Apesar dos ingentes esforços midiáticos e governamentais de desmoralizar as Forças Armadas Brasileiras (FFAA) elas continuam sendo consideradas as instituições mais confiáveis na opinião dos brasileiros honestos e trabalhadores que não se deixam seduzir por cantilenas fáceis e ultrapassadas ou “Bolsas Esmolas” que estimulam o ócio e aliciam eleitores. O gráfico abaixo dispensa comentários.
Ensino e Pesquisa – Competência e Excelência
Ao longo da história, tanto na área de ensino ou pesquisa os estabelecimentos subordinados às FFAA sempre se destacaram como os melhores do Brasil. O CMPA não é uma exceção. Basta observarmos os últimos resultados no vestibular da UFRGS deste ano. Dos 131 alunos que prestaram o vestibular, após concluir o 3º Ano em 2010, 81 foram aprovados, um índice de aprovação de 61,83%. Isso parece incomodar os governistas que não conseguem alterar o quadro de franca decadência da rede de ensino nacional. “Nunca na história desse País” se observou uma degradação tão grande na área do ensino brasileiro e, em vez de tentar encontrar soluções para o problema, os “companheiros” atacam e condenam a metodologia adotada em instituições modelo como a nossa em vez de procurar aprender com a experiência castrense investindo pesadamente na educação. Logicamente, isso não é uma prioridade já que a massa ignorante é muito mais fácil de ser manipulada e dominada.
Mídia Amordaçada e Submissa

Em contraposição à falta de investimentos na área do ensino vemos o governo federal ser extremamente generoso com a mídia televisiva. Renegociando dívidas aqui, comprando um banco quebrado ali, de maneira a poder controlar a mídia e tornando-a um órgão de comunicação estatal com o objetivo de conquistar os “corações e mentes” dos incautos brasileiros através de programas alinhados com o pensamento da camarilha dominante.
Blog e Livro
Os artigos relativos à “3ª Fase do Projeto–Aventura Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Amazonas I” estão reproduzidos, na íntegra, ricamente ilustrados, no Blog Desafiando o Riomar desenvolvido, recentemente, pela minha querida amiga e parceira de Projeto Rosângela Schardosim. O Blog contempla também as duas fases anteriores de minhas descidas pelo Rio Solimões e Rio Negro de caiaque.
O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br), Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre ou ainda através do e–mail: hiramrsilva@gmail.com
Do blog: Desafiando o Rio-Mar do Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar (IDMM)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E–mail: hiramrs@terra.com.br
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Revolução Fracassada — (O Brasil: De 1964 Aos Nossos Dias)

por André Soares
A derrota é o ônus dos que têm a coragem de lutar e não desmerece aquele que lutou com bravura e perdeu com honra, pois este é o apanágio dos nobres de caráter, que dignificam a própria derrota ante a vitória do seu oponente. A revolução fracassada, ao contrário, é a luta perdida contra a “vitória” da mediocridade, que vitima as sociedades e está contaminando o Brasil.
“O que há de errado com os medíocres?”  A princípio, nada! Mediocridade não é crime e não desabona seus protagonistas, mas ser medíocre é ser sem relevo, sem expressão, sem projeção, sem destaque, sem razão ... sem tesão!
A “vitória” da mediocridade não impedirá que no futuro próximo o Brasil goze de maior projeção no cenário internacional e ascenda ao círculo das maiores potências econômicas mundiais, como se está alardeando, pois a “filosofia” da mediocridade possibilita obter certos “benefícios”, e o crescimento financeiro-econômico é certamente o principal deles. Nesse sentido, o Brasil está demonstrando ser um dos melhores países do mundo para se ganhar dinheiro, pois ganhar muito dinheiro no país está cada vez mais fácil. Entretanto, o que está se tornando cada vez mais raro é que isso se dê honestamente  aí, está quase impossível. Evidentemente que esse pequeno e irrelevante “detalhe” sequer preocupa, ou incomoda os medíocres, pois este estado de coisas apenas sinaliza que a “vitória” da mediocridade está próxima.
O Brasil está se transformando no paraíso dos medíocres, os quais já dominam quase completamente todas as expressões da vida nacional, não se restringindo apenas aos políticos, os quais inclusive são injustamente acusados de serem os únicos, pois continuam sendo legitimamente eleitos por uma sociedade de eleitores igualmente medíocre, confirmando as palavras do sábio filósofo ao demonstrar que: “... cada povo tem o governo que merece ...
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Alarmismo? Teoria da conspiração?
Não! Apenas a verdade de que a “vitória” da mediocridade tem um preço  o futuro. E este não será o futuro das gerações atuais porquanto estas estão se esbaldando na mediocridade e, evidentemente, não estarão mais aqui quando o país se exaurir e a “festa” acabar.
Mas, “lutando” contra a “vitória” da mediocridade se insurge no país a revolução fracassada — a revolução dos outros medíocres, os perdedores por opção. Seu contingente é enorme e estão por toda parte. São facilmente identificados, pois sua principal “ação de combate” é reclamar. Reclamam de tudo, de forma indiscriminada e compulsiva. Afinal, tudo está errado, o mundo está errado! Soluções? Conhecem todas e resolvem qualquer contencioso nacional e internacional com um discurso teórico-abstrato afiadíssimo e impecável. Adoram o “campo de batalha” e arriscam-se perigosamente contra o “inimigo” atacando-o com sua verborragia retórica das tribunas, principalmente das salas de aula, das assembleias, e do parlamento. Os medíocres “sem-tribuna” conspiram a sua “revolta” nos bares, nos restaurantes e clubes, circunscritos às “corriolas” e aos embriagados. Atualmente, atacam massivamente no mais sangrento dos “campos de batalha” — a internet. São “exércitos” e mais “exércitos” de medíocres lutando bravamente na web, mobilizando cada vez mais “guerreiros” medíocres. Todavia, a despeito de possuírem um efetivo monstruoso e do inigualável espírito “combativo”, se deparam com sua única vulnerabilidade, porém insuperável  encontrar um líder que os comande.
O final da luta da revolução fracassada contra a “vitória” da mediocridade condena o Brasil ao inescapável futuro de que “... será preciso perder, para dar valor ...”. Este cenário de “metástase” não será alterado, mesmo com os ingentes e pontuais esforços dos poucos cidadãos e instituições dispostos ao “bom combate”, pois estes estão cegos pelo “pecado da ingenuidade”, achando que vencerão este “câncer” com aspirina. Se a “luz da esperança é a última que morre”, oxalá que os nobres cidadãos do país despertem da ilusão, pois para evitar o futuro infeliz é preciso lembrar que, se a derrota é o ônus da luta, a vitória também tem o seu ônus, e este é saber e aceitar que “é muito perigoso libertar quem prefere a escravidão”.

domingo, 3 de abril de 2011

Mensalão - Saiu o Relatório Final da Polícia Federal. Pimentel, Lula e Jucá Também Serão Denunciados ao STF.

É devastador o relatório final de 332 páginas que acaba de sair da Polícia Federal sobre o Mensalão e que já está nas mãos do Procurador Geral da República. Ele amplia a responsabilidade do PT e do governo Lula no mais escandaloso esquema de corrupção política da história brasileira e que objetivou enfiar os congressistas no bolso do Planalto. Roberto Gurgel terá que encaminhar ao ministro os nomes dos novos mensaleiros cujas identidades foram desvendadas no relatório. No relatório do delegado Luiz Carlos Zampronha, recheado de novas provas materiais e testemunhais (100 testemunhas), eis a constatação que resume de forma definitiva o esquema da corrupção aberta pelo governo do PT e pelo PT: 
- Foi o mais amplo, complexo e mais geral esquema de corrupção da história da república.
. Este relatório da Polícia Federal vai alterar o rumo do julgamento dos mensaleiros no STF, que já parecia ir morrendo nas mãos do ministro Joaquim Barbosa, atacado pelo “esquecimento” e pela tentativa do próprio Lula de considerar tudo uma farsa contra o seu governo.
. Entre os novos mensaleiros que receberam o dinheiro da corrupção do Mensalão estão o ministro Fernando Pimentel e o líder do governo no Senado, Romero Jucá. O relatório também identifica o ex-presidente Lula como um dos principais beneficiários do Mensalão. Em depoimento na Polícia Federal, Fred Godoy, comensal dos Lula, confessa que recebeu R$ 98 mil da corrupção para pagar despesas da campanha de 92, de Lula. O PT do RS também recebeu dinheiro sujo do Mensalão. O presidente do Partido na época, Davi Stival, prometeu cortar a cabeça, caso ficasse provado o crime. Ele foi julgado e transacionou a pena em troca de cestas básicas. No RS, na mesma época, o PT conduziu seu próprio Mensalinho, conforme denúncia do ex-tesoureiro da DS, Paulo Salazar.
. “Há muito tempo peço que Lula seja incluído como o verdadeiro líder da organização criminosa”, disse ao editor o advogado Luiz Francisco Barbosa Correia, que defende o ex-deputado Roberto Jefferson.
. A denúncia aceita em 2007 pelo STF indiciou quadrilheiros e inclui o ex-ministro José Dirceu como o chefe da quadrilha. No relatório final, cuja íntegra foi analisada e divulgada pela revista Época deste sábado, foram adicionados 17 novos nomes. Os mais conhecidos são o ministro Fernando Pimentel, o senador Romero Jucá, o deputado Vicentinho, a ex-ministra Benedita da Silva e até o ator Paulo Betti.  Todos receberam dinheiro sujo da corrupção manejada através do Valerioduto.
. O relatório da Polícia Federal descobriu que as agências do lobista Marcos Valério, SMP e DNA, receberam R$ 350 milhões do governo Lula, a maior parte dos quais vieram através do Banco do Brasil (R$ 65 milhões) através do Fundo de Publicidade da Visanet. O dinheiro saía da Visanet para as contas da SMP e DNA, depois iam para o Banco Rural e dali para as contas da corrupção. A Polícia Federal também descobriu e apresentou provas de que Zé Dirceu e Delúbio pediram dinheiro ao Banco Opportunity, de Daniel Dantas, que fechou contratos de fachada com Marcos Valério, no valor de R$ 500 milhões, para desviar dinheiro sujo para o PT.
CLIQUE AQUI para ler a reportagem completa de Época, que revela fac símiles de documentos, fotos e trechos originais do relatório da Polícia Federal.
CLIQUE AQUI para ler tudo sobre o Mensalinho Gaúcho do PT, conforme denúncias do ex-tesoureiro da DS, Paulo Salazar. O texto completo é do capítulo do livro O Eixo do Mal, que o editor lançará até junho. Reserve seu exemplar (R$ 50,00) pelo e-mail polibio.braga@uol.com.br O editor já contabilizou 2.350 reservas comprovadas.
Fonte:  Políbio Braga
COMENTO: a respeito do aparente descaso quanto aos trâmites do julgamento do Mensalão, circula na rede mundial uma excelente ideia "em agosto, será prescrito o crime de formação de quadrilha do mensalão. Para pressionar o ministro Joaquim Barbosa, decidimos enviar muitos telegramas para fazer uma boa pilha em sua mesa de trabalho. Ele precisa dimensionar o ônus da absolvição. Vários grupos vão enviar seus recados no mesmo dia: 3 de abril, domingo. Telegrama é simples, barato e tem peso. Telegrama fonado: Capitais e regiões metropolitanas - 3003 0100  Todas as demais localidades brasileiras - 0800-725 7282   Telegrama na web correios.com.br/   End: Supremo Tribunal Federal - Praça dos Três Poderes - 70175-900"  
É HOJE!!! Se deixarmos que o crime prescreva e o processo seja arquivado, os canalhas virão a público, como já é costume, gritando que foram absolvidos. O que será mais uma grande mentira, na qual os idiotas mal informados acreditarão!! 
O Blog Casa da Mãe Joana publicou até um excelente modelo de texto a ser enviado ao STF:
"Ao 
Ministro Joaquim Barbosa
STF – Praça dos Três Poderes
70175.900 – Brasília, DF
gabminjoaquim@stf.gov.br
Na qualidade de cidadão comum mas cônscio de seus deveres com a Nação, quero ufanar-me pelo Brasil, não nas Copas Mundiais, mas por sua postura, sua honestidade e, principalmente, por sua justiça. Portanto, venho, em nome deste desejo, solicitar que V.Excia. se digne a dar andamento, com a urgência que o assunto requer, para julgar os envolvidos no processo chamado de “mensaleiros” para que as responsabilidades recaiam em quem de direito e não em quem sempre arca com tais impasses – os cidadãos de bem que, mesmo revoltados com tantas injustiças e desmandos eternos, continuam trabalhando em prol do país, contribuindo com seu suor, apesar de tantas lágrimas.”
Quem puder e tiver disposição, que participe dessa passeata “telegráfica”, com qualquer texto – o importante será o número de manifestações a chegarem lá, para denunciar o maior imbróglio do governo Lula que hoje ele classifica de inexistente para proteger seus comparsas.
Quanto ao Mensalinho do PT no RS, que retrata o  "jeito PT de ser", já foi citada mais de uma vez aquiaqui, aqui, aqui e aqui.
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sábado, 2 de abril de 2011

A Legião de Leões de Circo

por José Geraldo Pimentel (*)
Eu tenho que refazer os meus conceitos sobre o que seja o sentimento de brasilidade, de amor à farda, de muitas coisas pequenas que insisto em guardar com carinho numa gaveta ou numa caixa de papelão.
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Lá vem o velho chavão: ‘com muito orgulho’, ‘orgulho de ser brasileiro‘. Se fosse um homossexual, com muito ‘orgulho de ser gay‘! No Brasil tem-se orgulho de tudo, menos, é claro, de ser negro. Se o sujeito chega perto de você e o chama de negro,... Já era! Você pensa logo em amealhar uns trocados sem acertar na loteria; porque trabalhando duro, ninguém fica rico!
Saindo das recordações pessoais, gostaria de mergulhar em alguns fatos que vêem me intrigando ultimamente. Falar o que penso, por exemplo. Imaginei que escondido em algum lugar houvesse, por exemplo, companheiros de farda que não estariam satisfeitos com tudo de ruim que vem desabando sobre as nossas cabeças. Pensei que haveria nalgum canto perdido neste Brasil imenso, uma pessoa que fosse, pudesse estar inconformada com as pauladas que todos os dias são desferidas contra as Forças Armadas. As ofensas são abertas, partem de pessoas esclarecidas, empostadas em cargos relevantes da república, e nada. Nenhuma reação. Raríssima, com conseqüência para os minguados insatisfeitos. O restante da ‘legião’ de milicos fica no seu canto acuado. Isso me faz ver diante de meus olhos, não um Exército de soldados briosos, orgulhosos de suas fardas; mas uns leões de circo. Rugem, mas não mordem. Confesso que tenho entrado furtivamente no depósito aonde são deixadas as jaulas, e futucado com vara curta esses outrora valentes soldados. Mas nada. Nenhuma reação. Só medo e recolhimento a um canto.
O indivíduo é como os animais. São valentes enquanto estão amarrados com correntes curtas. Meu cão Spit, um bichinho preto, digo, negro, trazido de Portugal por uma de minhas filhas, comporta-se como uma fera feroz ao me aproximar de outro cão, seja pequeno ou enorme. O moleque late desesperado, querendo partir para o ataque. Eu, cuidadoso, algumas vezes me aproximo do outro animal, também preso numa corrente, claro, e ao cruzar por ele, meu cãozinho cessa de latir e continua feliz, como querendo demonstrar que apenas gosta de presepada. Não é de briga realmente. Gosta de se exibir. Mas o nosso soldado não reage, nem quando é chamado de ’bando’, de ’covarde’, desafiado com termos como: ‘não tenho medo de confrontamento’. Estaria sofrendo da Síndrome de Estocolmo?
Esta semana parecia que os nossos soldados iriam dar um bote em cima do ‘inimigo’ e cravar uma dentada daquelas de arrancar a orelha. Mas nada. Foi só chegar o dia 31 de março e o meu cão Spit, tão valente em outros tempos, recolheu-se à sua insignificância mórbida e enfiou o rabo entre as pernas. Gritei:   Estou no mato sem cachorro!
O meu bichinho de estimação era um cagão como tantos outros que vejo trancado numa jaula de circo.
Desisto de fazer traquinagem. Nada de imitar os meus tempos de garoto quando pulava o muro do meu vizinho e ia furtar frutas em seu quintal. Não quero mais me envolver com essas feras de araque, que só pensam naquilo. Esclarecendo. Em se dar bem quando passarem para a reserva. Um cargo comissionado num pais estrangeiro. Um pró-labore em uma estatal. Dinheirinho sagrado que cai muito bem no bolso desvalido de um milico faminto!
Voltando à prática do racismo. Em minha opinião, racistas são os aproveitadores que se imaginam entrando em uma universidade despreparados, analfabetos de pai e mãe, só porque Deus lhes deu o dom de ter nascido negro. Nem pensa em pleitear um ensino fundamental de primeira qualidade para disputar uma vaga em igualdade de condições com os ‘branquicelas de olhos azuis’! Nem pensa em qualificar-se profissionalmente para disputar um emprego numa empresa, ou habilitar-se, através de concurso, para chegar a um cargo de funcionário público. Quer entrar pela porta dos fundos, beneficiado pela imoralidade de uma reserva destinada às pessoas de cor. Nunca pensei que ser negro, fosse uma deformidade genética. É-se branco, negro, amarelo, de qualquer raça! Apelar para a lei do menor esforço não é nada edificante!
 Vou processar o deputado por ter me chamado de negra! Diz a espertinha, querendo safar os prejuízos de seus shows, com uma atitude nada digna de uma pessoa comum.
 Vou processar o deputado por homofobia. Ele me chamou de veado! Aí está certo. Um homem é um homem, independente de sua preferência sexual. Mas quer compará-lo a um animal, vai muito longe.
Ganhar dinheiro de maneira ilícita, não é nada honroso. Essa moda de levar vantagem em tudo caiu no gosto popular. Tem até oficial general que por eu ter censurado a sua atitude menos corajosa ao deixar o seu público no sereno sem apresentar a palestra tão ansiosamente esperada, me ameaçou de processo.
“Não repita acusações infundadas porque irei processá-lo por calúnia e difamação.”
A ‘acusação infundada’ a que se refere é a transcrição de um texto intitulado “Testemunho sobre a personalidade do Gen Heleno” escrito por um vice almirante, filho de um ex ministro do Exército, ao qual o general serviu como ajudante de ordem. Não inventei. Toda a matéria que escrevo é fundamentada em artigos postados na imprensa, e assino embaixo com nome e posto, nunca uso do recurso do anonimato.
Mais um que quer assaltar a minha algibeira. Não sabe, sabe, mas finge desconhecer que milico é um desprotegido dos deuses. Ando mais na pindaíba do que o ilustre general que só se apresenta com o uniforme de campanha. Aquela coisa de família pobre que faz as crianças ir para a escola com um pé no chinelo, disfarçando a falta de um calçado. Com este recurso duas crianças podem assistir às aulas usando o mesmo calçado. Inteligente.
Mas não é só o general que quer mamar nas minhas tetas. Um capitão da Aeronáutica me ameaçou de processo.   “Vou tomar muita cerveja às suas custas!” Disse.  Pode! Assim termino pedindo falência.
Maltratar os velhinhos caiu no gosto popular. O general de chama de velhinho caquético, portador de bengala para me apoiar e coisas que aborrecem aos mais passadinhos pelo tempo. Diz textualmente:
 Gostaria de saber dos seus feitos quando estava na ativa. Pela sua arrogância, deve ser herói de guerra ou algo parecido.”
Putz grill! Vou fazer uma plástica e encher a cara de botox, como aquela ex primeira dama, que foi agraciada com uma medalha por ter elogiado a entrada da mulher no quadro de aviadores da Força Aérea Brasileira.
O capitão referido acima também só se dirige a mim chamando de velho. E o sujeito tem 52 anos, não é nenhum garotão de Ipanema! Ser velho é sinal de experiência de vida, e quando mete o pau em certas criaturas miúdas, com embasamento e dados concretos, indica que o ‘velhinho’ ainda está bem lúcido.
Esse general me faz lembrar o comunista João Mangabeira. Levou a garotada para a selva, e quando pressentiu a aproximação das forças militares, picou a mula, deixando-a entregue às traças!
O general diz em seu e-mail malcriado que me mandou:  “... não teria qualquer prazer em liderar gente da sua espécie.”
Não caio em qualquer esparrela. O exemplo do João Mangabeira é elucidativo. Jamais eu o seguiria. Há líderes e líderes!
É essa constatação que demonstra o estado de desânimo e baixo astral em que se encontram as FFAA. Desaparelhadas, tropa passando fome com salário aviltante, e instrução deficiente por falta de manutenção em tempo integral dos recrutas nos quartéis. Pergunto: Vossa Excelência conhece os problemas da tropa, ou sabe através de leitura de denúncias em jornais? Não basta estar sentado atrás de uma mesa confortável, num gabinete refrigerado, para estar a par da situação de seu Exército.
Não repetiria as suas palavras:  “ Lamento muito que você tenha sido tão mal formado ao longo da carreira.”
As FFAA dão o melhor dos seus esforços na formação de seus quadros. Com Vossa Excelência deve ter acontecido a mesma coisa. Infelizmente, como Vossa Excelência mesmo diz:  “ A tropa, em qualquer situação, é o reflexo de seus chefes.”
E pare de rugir atrás das grades. Estou cheio de ameaças. Um capitão que diz ser formado em engenharia, raivoso porque fiz elogios nada simpáticos à guerrilheira que hoje preside o país, já me ameaçou de morte.   “ Você vai aparecer com a boca cheia de formigas e não vai saber de que morreu!”
 ‘Elementar, meu caro Watson!’ Desde quando ‘presunto’ sabe de que morreu!
 Urrr!
(*) É Cap Ref EB
COMENTO:  não o conheço pessoalmente, mas tenho grande respeito pelo General Heleno. Por outro lado, não poderia deixar de divulgar o posicionamento do Capitão Pimentel, que expressou o descontentamento ou a frustração de grande parte dos militares que aguardavam um ato de liderança no passado dia 31 de Março, como ratificação de que nossos antigos líderes da segunda metade do século passado não agiram de forma errada. Entende-se que o cumprimento da disciplina e da hierarquia levaram tanto o General Heleno quanto o Comandante Militar do Nordeste a cancelarem as solenidades que haviam previsto em comemoração à data, em virtude da ordem dada para esse cancelamento. É difícil entender a expedição de tal ordem! Lendo o texto sobre a "personalidade do Gen Heleno", nada encontrei que  o desabonasse, assim, não entendi a relatada ameaça de processo que teria sido feita ao Pimentel.  Quanto ao puxa-saco da FAB que fica latindo como o cãozinho do Pimentel, não sei de quem se trata mas manifesto aqui o meu solene desprezo.

Áudio Revela Corrupção do Governador de Brasília

Será complicadíssimo para o PT explicar que o governador que o Partido elegeu em Brasília não passa de um corrupto do mesmo naipe do governador anterior, José Arruda, que acabou preso e cassado pela Câmara Distrital.
— Está tudo gravado.
Brasília não tem mais por que ser governada por políticos, porque a corrupção tomou conta do aparato público estadual e só uma intervenção federal, com um governador militar, será capaz de impedir que os políticos continuem saqueando o povo brasileiro.
— Em entrevista gravada, divulgada neste sábado (26/3) em Brasília pelo jornal Extra, o empresário José Seabra Neto detalha como recebia o dinheiro que ele diz ser de caixa 2 das campanha do governador petista Agnelo Queiroz. Na conversa, Seabra Neto indica a conta onde depositava o dinheiro não registrado na Justiça Eleitoral. Em troca de pagamentos em dinheiro, ele publicava reportagens favoráveis ao então candidato ao governo do Distrito Federal. A bolada, pacotes de R$ 50 mil, iam para a conta da empresa de Seabra Neto no Banco de Brasília (BRB). Ele afirma que se o Ministério Público quiser ouvi-lo sobre os pagamentos de caixa dois ele poderá confirmar a história da qual diz ser "testemunha ocular".
CLIQUE AQUI para ouvir o áudio da corrupção em Brasilia. Agora chegou a vez do governador do PT, Agnelo Queiroz, que não escapará da cassação.
COMENTO: Políbio Braga não pode sequer ser taxado como "de direita". Todos sabem sobre suas ligações políticas ao PDT de Leonel Brizola, que não é a mesma coisa que o "PDT de Lupi o falso" como é bem conhecido o lambe-botas petista. Jornalista experiente e sério, me pareceu um tanto quanto ingênuo ao afirmar que "Agora chegou a vez do governador do PT, Agnelo Queiroz, que não escapará da cassação." Meu prezado Políbio, "neçepaíz" só se cassa quem não tiver padrinhos no Partido único (verdadeira denominação para a quadrilha hoje no comando do "centralismo democrático"). Mas fica aqui o registro do áudio, para ratificar que a impunidade dos "cumpanherus" é a única certeza no Brasil atual.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vítimas do Terrorismo – Abril


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Neste abril de 2011, reverenciamos a todos os que, em abris passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
14/04/69 – FRANCISCO BENTO DA SILVA (Motorista - SP)
  LUIZ FRANCISCO DA SILVA (Guarda bancário –SP)
Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto.
04/04/71 – JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ (Major do Exército – Rio de Janeiro)
No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa em Campo Grande/RJ. A 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou um casal, de táxi, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a “senhora” de possíveis riscos.
Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua “barriga”, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
Destino perverso esse que compensou com uma reação de ódio e violência o gesto de bondade tão característica do major Martinez. Ele deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena pensão, criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis. Com o apoio de familiares e amigos, suplantou a dor, os traumas decorrentes da morte violenta e inesperada e as dificuldades resultantes da ausência do chefe de família.
A família do major Martinez não pediu, nem vê razão em homenagens. Apenas quer guardar a lembrança do esposo dedicado e pai carinhoso que ele foi.
Profissional competente, dedicado e leal, atleta exemplar, amigo afável e educado, “Zazá” , como era carinhosamente chamado por seus amigos, será sempre lembrado com muito carinho por todos aqueles que com ele conviveram.
07/04/71 – MARIA ALICE MATOS (Empregada doméstica – Rio de Janeiro)
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.
15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN (Industrial – São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo.
A pedido de Carlos Lamarca, os terroristas escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os colaboradores da OBan. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O primeiro escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
A partir da segunda quinzena de janeiro de 1971, iniciaram-se os levantamentos do industrial paulista, dos quais participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e Laerte Dorneles Méliga (recentemente nomeado Diretor do SERPRO, empresa governamental de processamento de dados ligada à Receita Federal - DOU nº 34 de 17/02/2011), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, covardemente assassinou Boilesen. Quando o carro de Boilesen entrou na Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela, disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen. Este saiu do automóvel que dirigia e tentou correr em direção contrária aos carros. Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando, Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta, junto de um Volkswagen. Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da face esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do cadáver. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”.
Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Caídas, duas senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida numa perna. Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:
“Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
10/04/74 – GERALDO JOSÉ NOGUEIRA (Soldado PM – São Paulo)
Morto quando da captura de terroristas.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de:  A Verdade Sufocada