segunda-feira, 6 de julho de 2009

A Atividade de Inteligência no Mundo Atual

por Francisco José Fonseca de Medeiros (*)
1. INTRODUÇĂO
Cada vez mais a atividade de Inteligência é discutida, estudada e aplicada no mundo atual. Na realidade ela existe desde os tempos bíblicos, quando Moisés enviou espiões para lhe trazer dados sobre o que poderia ser a “terra prometida”. Também, não dá para imaginar os romanos mantendo o seu império sem dados pertinentes e confiáveis, muito menos os exploradores portugueses sem os conhecimentos da Escola de Sagres. O fato é que nas últimas duas décadas, o número de informações cresceu mais do que nos últimos 5 mil anos. O homem sempre pesquisa dados e informações e procura segurança no seu dia-a-dia. Guardem esta idéia.
A atividade de Inteligência no Brasil tem início no governo democrático do presidente Washington Luís, que instituiu em 1927 o Conselho de Defesa Nacional. O objetivo era suprir o executivo com informações estratégicas.
Desde então vários órgãos se sucederam, acompanhando a conjuntura nacional e internacional. Em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, assim como as principais agencias do mundo, foi criado o Serviço Federal de Informações e Contra-Informações - SFICI, vinculado à estrutura do Conselho de Segurança Nacional. No final da década de 1950, o SFICI consolidou-se como principal instrumento de informação do Estado brasileiro. Seria sucedido pelo Serviço Nacional de Informações (SNI). Hoje a atividade de Inteligencia de Estado é exercida pela Agencia Brasileira de Inteligencia (ABIN) (1).

2. DESENVOLVIMENTO
Existem muitas discussões a respeito da denominação de Inteligência ou de informações. No Brasil buscou-se a tradução de intelligence, o que não agradou a todos. Conforme especialistas, Portugal continuou com o termo em inglês, por não concordar que a sua tradução mantinha a mesma idéia. Ficaremos com o que disse Sherman Kent, que Inteligência significa a organização (CIA (2), ABIN, etc.), o conhecimento como produto (Informe (3), Informação (4), Apreciação (5) e Estimativa (6), etc.) e a atividade como processo (ciclo da produção, medidas de proteção, etc.).
Segundo a ABIN, quando se trata de produção de conhecimentos voltados para a segurança do Estado e da sociedade, é consagrado o uso do termo "Inteligência". No entanto, hoje ele é muito mais amplo. Na realidade, esse já é um conceito em consolidação no Brasil.
A Inteligência deve coletar os dados e produzir conhecimentos necessários, relatando-os a quem couber decidir, que os avaliará e integrará aos outros fatores necessários à decisão ou ao planejamento estratégico da organização. Bem, é claro que antes de transmitir conhecimentos aos dirigentes, um órgão de Inteligência deve determinar o valor, a veracidade e a importância dos dados colhidos.
A Inteligência se desenvolveu nas guerras, particularmente na Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria (7). Nas últimas décadas, surgiram diversas denominações, tais como: Business Intelligence, Inteligência Organizacional, Inteligência de Estado, Inteligência Militar, Inteligência de Segurança Pública, Tecnologia da Informação, Inteligência de Compras, Inteligência Competitiva, Inteligência Empresarial, etc. Porém, tudo é uma adaptação da atividade de Inteligência “clássica" (8) à atividade de Inteligência específica.
No entanto, faz-se necessário diferenciar o que é um processo científico e metodológico de produzir um conhecimento de Inteligência e uma sofisticada ferramenta de coleta e armazenamento de dados. Também, há necessidade de uma uniformidade de definições para que todos falem a mesma língua e facilite a comunicação e a troca de dados tão importante para a Inteligência. Atualmente, discute-se uma consolidação doutrinária no âmbito do SISBIN.
Sobre a necessidade de um consenso terminológico na área de Inteligência, a professora Elaine Coutinho Marcial ressaltou essa precisão em recente dissertação com o título: “Utilização de modelo multivariado para identificação dos elementos-chave que compõem sistemas de inteligência competitiva”. Inclusive, ressaltou a carência de fundamentação teórica comprovada cientificamente.
Porém, tanto a metodologia científica para a produção de conhecimentos, quanto as ferramentas de coleta de dados são importantes dentro do processo, mas uma coisa é certa: um software é considerado inteligente por coletar dados, cruzá-los, compará-los, selecioná-los, mas nunca fará Inteligência, pois lhe faltam intuição, bom senso e experiência. Não sabe fazer a interpretação. O programa não diz o que fazer na hora certa, no momento apropriado, para que se possa tomar a decisão correta, ou seja, que fará a diferença. Por exemplo, após dados serem cruzados por softwares inteligentes, foi verificado que havia uma proporcionalidade no aumento de compras de fraldas e de cervejas. É o analista que sugere que os produtos devem estar mais próximos porque, provavelmente, são os homens que estão comprando as fraldas.
Além disso, não faz o acompanhamento da conjuntura, não possui relacionamentos com especialistas, não faz análise e síntese, muito menos o que deve ser protegido e como será feito. Isso quem faz é o homem. Assim, pode-se definir a atividade de Inteligência como sendo especializada, permanentemente exercida, com o objetivo de produzir conhecimentos de interesse da instituição/organização e a sua salvaguarda contra ações adversas.
Fazer Inteligência não é coisa de “inteligentes”. Aliás, é sempre confundida com a atividade cognitiva. Não é adivinhação ou contar o que já aconteceu. Precisa ter intuição, gostar e ter competência, traduzida em conhecimento, fruto de cursos e estágios, habilidade decorrente da experiência e atitude pró-ativa, com transparência e imparcialidade. Em síntese, precisa ter aptidão e ser técnico.
A fim de um melhor entendimento, a Inteligência é uma ferramenta de suporte à estratégia, porque realiza o monitoramento de forma contínua e sistemática, analisando as situações sob o enfoque social, político, econômico, tecnológico e militar, particularmente, na fase diagnóstica 9, buscando um planejamento mais eficaz que possa diminuir as incertezas para as decisões a longo prazo.
Bem, há necessidade de definirmos algumas coisas. No linguajar acadêmico dado é a informação em “estado bruto”, ou seja, não submetida à análise, síntese e interpretação. A informação já é submetida a algum trabalho de análise e interpretação. O conhecimento passa a ser dados e informações já submetidos à análise, síntese e interpretação necessários para a tomada de decisões. É o algo mais, ou seja, o e daí?
Na realidade, o que os chefes necessitam para apoiar a tomada de decisão é de Inteligência e não de informação, pois o método para a produção de conhecimentos é o conjunto sistematizado de procedimentos realizados pelo analista, fundamentados na metodologia 10 científica e no pensamento lógico, visando produzir um conhecimento objetivo, preciso e oportuno. As organizações que conseguem transformar dados e informações em Inteligência, e os protege da ação adversa, são as que ganham a competição. Isso é a síntese da Inteligência Competitiva.
Cabe à Inteligência identificar as ameaças e oportunidades no ambiente externo e as vulnerabilidades no ambiente interno da organização. As ameaças são atores, movidos por alguma razão, que realizam ações hostis com a possibilidade de comprometer a segurança dos recursos humanos, das informações, do material e das áreas e instalações por intermédio das vulnerabilidades. Essas ameaças, normalmente, aproveitam o relaxamento de pessoas responsáveis pela salvaguarda de dados e conhecimentos, de ações violentas geradas, ou não, por terceiros e dos efeitos lesivos dos acidentes naturais ou sinistros.
O fato é que o mundo mudou, a produção do conhecimento se tornou cada vez mais importante, exigindo do indivíduo e da organização ações voltadas para a antecipação e prevenção. Tornou-se um elemento estratégico e sua gestão e utilização para produção de Inteligência é elemento básico para o desenvolvimento estratégico das organizações, contribuindo para que a organização responda mais rapidamente às ameaças e oportunidades. Chefes tomam decisões muitas vezes errôneas e equivocadas, com consequente prejuízo, por falta de informações seguras.
A atividade de Inteligência é dividida no ramo Inteligência e no ramo Contrainteligência. O Decreto 4.376/2002, que regulamentou a Lei 9.883/1999 que criou o SISBIN, define Inteligência como a atividade de obtenção e análise de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado.
O mesmo Decreto define Contrainteligência (CI) como a atividade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, bem com o das áreas e dos meios que os retenham ou em que transitem (art. 3°, do Decreto 4.376/2002).
Cabe lembrar que a atividade de Inteligência deve ser desenvolvida, no que se refere aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, com irrestrita observância dos direitos e garantias individuais, fidelidade às instituições e aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado (Parágrafo Único do art. 3º da Lei 9.883/1999).
Bem, alguns conhecimentos de Inteligência possuem uma visão prospectiva. Uma das técnicas empregadas é a construção de cenários. Segundo Oscar Motomura (2008), a busca de resultados no curto prazo, comprometendo o futuro, não é absolutamente inteligente. Ainda, o mesmo autor (2003) diz que cenários são como sondas para o futuro. O seu valor está em sensibilizar os executivos para possibilidades que eles dificilmente perceberiam de outra forma. Reduzem as chances de surpresas indesejáveis e capacitam os executivos a tomar melhores decisões, em melhor timing.
“Nas próximas décadas, enfrentaremos surpresas inevitáveis nas esferas econômica, política e social. Cada uma delas modificará as regras do jogo tal qual praticado hoje. Todas estarão interligadas. Entender essas surpresas inevitáveis em nosso futuro é essencial para as decisões que devemos tomar no presente – não importando se somos líderes, executivos, governantes ou simplesmente indivíduos que se preocupam com suas famílias e sua comunidade”. Peter Schwartz – Cenários: As Surpresas Inevitáveis.
Os cenários têm o propósito de apresentar uma imagem significativa de futuros prováveis, em horizontes de tempo diversos. Podem projetar a organização em um ambiente daqui a alguns anos. Também, projetam formas de alterar essa imagem, visando assegurar um posicionamento mais favorável da empresa no futuro. É importante a distinção entre cenários e previsões. Estas não passam de simples extrapolações de tendências. A máquina pode fazer. Cenários são sistemas complexos, que buscam revelar sinais precoces de alterações do futuro. Utiliza, principalmente, a opinião de especialistas e pessoas de notório saber. O software pode ser usado como uma ferramenta.
Porém, muitas vezes, buscam-se resultados mais imediatos e a atividade de Inteligência produz um conhecimento com espaço temporal de até seis meses, onde o analista pode apresentar opiniões em sua conclusão.
Com o intuito de melhor entendimento, a CI é dividida em dois segmentos distintos, segundo a especificidade como Segurança Orgânica ou Corporativa e como Segurança Ativa. A primeira de caráter geral, e adotada por todos os integrantes da organização, aplica medidas preventivas de segurança aos recursos humanos, a informação, ao material e as áreas e instalações. A segunda, preditiva, requer pessoal e meios especializados por tratar com medidas destinadas a detectar, identificar, avaliar, explorar e neutralizar atos hostis de espionagem, terrorismo, sabotagem e ações psicológicas.
A proteção dos ativos é de fundamental importância para a vida de uma organização. Ela pode ter adquirido as melhores tecnologias de segurança, preparado seu pessoal muito bem para executar medidas de segurança e pode ter a melhor guarda para proteger as suas instalações. Mesmo assim ainda estará vulnerável. Isso porque, apesar de ser o mais importante, o fator humano é o elo mais fraco da segurança. É preciso criar uma mentalidade, incorporar a idéia, pois a informação privilegiada possui tanto valor que a hipótese de tê-la transforma o seu possuidor em um alvo altamente compensador. Assim, segurança precisa de conscientização, treinamento e educação. Traz resultados imediatos.
O desconhecimento sobre CI faz com que empresários, líderes, cientistas e pesquisadores deixem de conhecer mais uma forma de proteção de seus conhecimentos e ativos e até mesmo da própria integridade física contra atos de violência, sabotagem, espionagem e terrorismo, que existem de fato e são divulgados todos os dias.
Conforme ressalta Sanford Strong (2000) em sua obra “Defenda-se: um manual de sobrevivência contra a violência urbana”, os sociólogos especializados em avaliar as tendências no campo criminal são claros em suas previsões: “Nos próximos anos, os criminosos vão ser mais jovens e mais insensíveis do que hoje. Os crimes que testemunhamos até aqui são leves, em comparação com a onda de violência esperada”.
Nesse contexto, cresce cada vez mais os crimes cibernéticos. Segundo a mídia, os computadores brasileiros estão entre os mais infectados do mundo por programas que roubam senhas e vírus que destroem arquivos. Isso não só porque é mais fácil e menos arriscado, mas também porque o uso disseminado de programas piratas torna os computadores mais vulneráveis a ataques, já que, ao contrário dos programas legais, não são atualizados pelos fabricantes à medida que os criminosos inventam novas formas de infiltração.
O presidente Barack Obama reforçou a segurança virtual dos Estados Unidos. Ele anunciou em Washington a criação da agência federal de prevenção de ataques contra redes de computadores do governo e de empresas. “De agora em diante, as redes e os computadores do qual dependemos todos os dias serão tratados como deveriam: como recurso nacional estratégico”, afirmou Obama.
Vivemos novos tempos e uma nova ordem mundial. O conhecimento tecnológico é cada vez mais um produto comercial entre os Estados, as empresas e organizações. Não há dúvida de que, na atual conjuntura deste mundo globalizado, com rápidas mudanças, esses atores procuram mais eficiência para a proteção do conhecimento por eles produzidos e guardados.
Na atividade de Inteligência, existe uma íntima relação entre a consecução dos objetivos institucionais e os atributos pessoais que norteiam a execução das diferentes tarefas voltadas para o assessoramento da decisão. Fundamentalmente, estão agregados alguns princípios, tais como: da ética, do moral e da segurança.
Os segmentos da segurança têm, entre outros, os objetivos de prevenir os atos de espionagem, sabotagem e a ação de fenômenos naturais que possam causar a divulgação indevida, a destruição ou a adulteração do assunto sigiloso.
De acordo com Hércules Rodrigues de Oliveira (2009), Estados ou empresas buscarão adquirir o conhecimento de que necessitam onde quer que ele seja produzido, comprando-o ou roubando-o.
Seguindo esse raciocínio e longe das ficções dos cinemas, o Brasil tem se destacado em áreas estratégicas (aeroespacial, biotecnologia, matrizes energéticas, Tecnologia da Informação e biodiversidade), o que lhe dá vantagens competitivas no cenário internacional e torna o País, provavelmente, alvo de ações hostis como: a espionagem (11); a sabotagem (12); e a biopirataria (13).
A todo o momento a mídia noticia casos de espionagem e sabotagem. Assim, torna-se interessante saber que o ato de sabotagem pode variar desde uma pequena ação individual até uma de grande porte, integrando um plano de caráter estratégico. Pode ser ainda um ato deliberado para destruir idéias e/ou a reputação de organizações e de pessoas, praticado por motivos variados.
A espionagem utiliza práticas ilegais para acessar dados, informações e conhecimentos. Porém, cabe ressaltar que entorno de 90% do que se precisa pode ser coletado na Internet, em documentos públicos ou em entrevistas.
Os planos de sabotagem valem-se da espionagem para obter e atualizar dados, assim como para desenvolver procedimentos inerentes ao recrutamento de agentes para a sabotagem, que pode ser executado por elementos orgânicos ou não. Procura-se apresentar características de um acidente.
Não tenha tanta certeza que estará com os seus dados protegidos no seu computador, mesmo com antivírus e firewall instalados. Segundo uma pesquisa divulgada pelo provedor norte-americano Earth Link e pela fabricante de software de segurança Webroot, pelo menos um em três PCs têm programas espiões instalados. O spyware pode gravar e transmitir dados pessoais importantes sem que o dono do computador saiba.
O Brasil é o quarto país mais contaminado por vírus e programas capazes de furtar informações, alterar ou destruir dados dos computadores, segundo relatório divulgado pela Microsoft. Só o golpe da falsa página bancária é hoje o mais disseminado no Brasil. Foram 130 milhões de reais de prejuízo pelos bancos em 2008. O gasto com segurança digital chegou a 1,5 bilhão de reais.
Um dos mais conhecidos exemplos de captação de dados é o sistema Echelon. Acredita-se que a NSA (14) com a cooperação das agências equivalente nos Reino Unido (Government Communications Headquarters), Canadá (Communications Security Establishment), Austrália (Defence Signals Directorate) e Nova Zelandia (Government Communications Security Bureau), sejam os responsáveis pelo Sistema. Suspeita-se, que façam interceptação das transmissões telefônicas, de fax e até tráfico de dados da Internet, com o objetivo de procurar ameaças à segurança mundial.
Divulgou-se na mídia que nas High School americanas (segundo grau no Brasil) foi implantada uma nova grade curricular, contemplando matérias como terrorismo, cibercrime e armas nucleares, além do currículo tradicional.
Um exemplo citado nessa reportagem é de uma escola que oferece um curso de segurança interna de quatro anos, onde uma nova palavra foi incluída no vocabulário atual do curso: o agroterrorismo. Também, nesse sentido, foi criado pela Presidência da República o Núcleo do Centro de Coordenação das Atividades de Prevenção e Combate ao Terrorismo.
Hoje muitas pessoas conhecem o que significa engenharia social ou já ouviram falar dela. A Internet define como práticas utilizadas para obter acesso a informações importantes ou sigilosas em organizações ou sistemas por meio da enganação ou exploração da confiança das pessoas. Para isso, o golpista pode se passar por outra pessoa, assumir outra personalidade, fingir que é um profissional de determinada área, etc. Explora as falhas de segurança das próprias pessoas que, quando não treinadas para esses ataques, podem ser facilmente manipuladas.
Kevin D. Mitnick, um dos hackers mais famosos do mundo, em seu livro “A arte de enganar” afirma que os firewalls e protocolos de criptografia do mundo nunca serão suficientes para deter um hacker decidido a atacar um banco de dados corporativo ou um empregado revoltado determinado a paralisar um sistema. No livro, Mitnick fornece cenários realistas de conspirações, falcatruas e ataques de engenharia social aos negócios e suas conseqüências.
Convidando você a entrar na mente complexa de um hacker, o livro mostra como até mesmo os sistemas de informações mais bem protegidos são suscetíveis a um determinado ataque realizado por uma pessoa que se faz passar por outra, aparentemente inocente, para acessar dados e conhecimentos.
Dessa forma, a ABIN procurar sensibilizar para a proteção de conhecimentos sensíveis, por intermédio do Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento (PNPC), em parceria com instituições nacionais, públicas e privadas, que geram e detêm conhecimentos sensíveis e realizam serviços essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do País.
O PNPC prevê, entre outras atividades, a sensibilização de pessoas, a elaboração de diagnósticos e a normatização de procedimentos de proteção direcionadas para áreas e instalações, documentos e materiais, pessoas e sistemas de informação.
Nos casos mais simples, ou seja, para empresas que não desenvolvem projetos estratégicos, é o caso de implementar um programa de conscientização, que poderá ser composto de: programa educacional; plano de segurança orgânica; plano de contingências; plano de controle de danos; programa de treinamento continuado; e auditorias e visitas técnicas.
A grande vantagem de um programa de conscientização é que não visa somente à implantação de medidas de segurança. Busca, primordialmente, a criação de uma mentalidade e do comprometimento de todos.
Tudo tem início com uma auto-avaliação das condições de segurança na organização ou empresa, levantando ameaças e deficiências que afetem negativamente os recursos humanos, às informações, os materiais e as áreas e instalações. Tudo baseado na legislação em vigor.
Para a elaboração do plano de contingência são necessários que sejam levantados alguns itens básicos, tais como: quais são os sistemas críticos que garantem a continuidade do negócio da organização ou empresa; análise de risco e impacto na missão ou nos negócios; e homologação dos sistemas críticos por parte dos líderes ou executivos da organização ou empresa.
O objetivo do plano é tomar as providências imediatas, executando as medidas de recuperação dos sistemas corporativos, considerando o tempo de paralisação previsto para o restabelecimento da atividade, definidos no planejamento.
Finalmente, ao tratar das atividades de CI vale ressaltar a importância, em qualquer situação, das ações contra a propaganda adversa (15) e a desinformação (16).

3. CONCLUSÃO
A atividade de Inteligência é um fato consumado. É um campo que cresce dia a dia com a necessidade de diminuir as incertezas e melhorar a projeção das organizações ou empresas no futuro. Sem conhecimentos pertinentes e confiáveis, dificilmente será feito um planejamento estratégico que permita alcançar os objetivos estabelecidos.
O processo de globalização provocou significativas mudanças no relacionamento entre as organizações. Não há, provavelmente, mais lugar para métodos tradicionais que não evoluíram com a eficiência e eficácia exigida pela interligação das conjunturas interna e externa, promovendo ampla conectividade e compartilhamento de dados, informações e conhecimentos.
Diante de novas demandas sociais, econômicas, políticas, tecnológicas e militares e de situações cada vez mais complexas, as empresas e organizações devem valer-se de profissionais competentes de Inteligência e de novos métodos, técnicas e ferramentas que auxiliem a produção do conhecimento de Inteligência.
Há uma imensa “massa de informações” com a qual o profissional de Inteligência tem que lidar no seu trabalho, seja na produção ou na proteção dos conhecimentos. Certamente, violam o princípio constitucional da eficiência (art. 37, caput, CF) quando trabalham com esse “material” sem conhecimento técnico e experiência, acarretando grande desperdício de recursos humanos, materiais e financeiros.
Segundo especialistas, não há dúvida de que o mundo vai oferecer muitas oportunidades estratégicas ao Brasil nos próximos anos. A única incerteza é saber se saberemos aproveitá-las. Para isso, existe a necessidade da ação de líderes para iniciar as mudanças que farão a sua organização ou empresa ter maior representatividade e perspectivas em um ambiente cada vez mais competitivo. As mudanças precisam agregar valor, fazer a diferença, caso contrário, serão somente novidades.
Em um mundo globalizado, de extrema suscetibilidade a mudanças e, sobretudo, a crises é preciso estar preparado para monitorar o ambiente externo e se antecipar às ações dos oponentes ou concorrentes, prevendo a possibilidade de ameaças e oportunidades, bem como conhecendo muito bem as suas vulnerabilidades, para implementar com efetividade medidas que assegurem a salvaguarda dos conhecimentos e ativos das organizações.
O pessoal precisa saber contra o que se proteger, quais são as ameaças e o que fazer, quais são os controles e medidas a serem empregadas. Para isso é importante estabelecer diretrizes, normas e procedimentos compreensíveis e executáveis, baseados em uma autoavaliação real e objetiva.
Todas as oportunidades devem ser aproveitadas para abordar assuntos relativos à segurança. As ameaças e os riscos devem ser abordados e a comunicação bilateral estimulada, pois como normalmente se diz o fato do problema não ser do conhecimento de todos, não significa que não exista.
Assim, há a necessidade, antes de tudo, de executar um programa que eduque os integrantes de uma organização ou empresa. Que simplesmente não só sugira medidas de segurança, mas que mude a mentalidade da corporação, pois a segurança não depende apenas da tecnologia, mas, talvez, muito mais das pessoas. Do comprometimento de todos. Para isso é imprescindível a seleção e o constante treinamento do pessoal. Mais do que nunca, hoje a segurança é um fator estratégico.
O segredo para resultados imediatos está na conscientização, no treinamento e na educação, pois produzir um conhecimento de Inteligência e implementar medidas de segurança é uma questão, principalmente, de atitude.

Notas
1 A Agencia Brasileira de Inteligência (ABIN) é o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e é subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Substituiu o SNI.
2 Central Intelligence Agency (CIA), em português Agência Central de Inteligência, é um servico de Inteligencia dos Estados Unidos.
3 É qualquer dado que possa contribuir para o entendimento de determinado assunto, problema ou situação, depois de submetido à avaliação quanto à idoneidade de sua fonte, bem como à veracidade do seu conteúdo.
4 Conhecimento de um fato ou situação, resultante do processamento de todos os dados e informes disponíveis sobre determinado acontecimento, e que expressa a certeza do analista, devendo, sempre, atender uma necessidade de planejamento, de execução ou de acompanhamento de atos decisórios.
5 É o conhecimento resultante de raciocínio elaborado e que expressa a opinião do analista sobre fatos ou situações, passadas ou presentes, e os seus reflexos no futuro imediato.
6 É o conhecimento resultante de raciocínio elaborado e que expressa a opinião dos analistas de um grupo de trabalho sobre a evolução futura de fatos ou situações.
7 A Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991).
8 Inteligência de Estado, conforme foi criada pelas grandes potências no início da Guerra Fria.
9 Primeira fase do Planejamento Estratégico, segundo o método da Escola Superior de Guerra.
10 Fases do método: Planejamento, Reunião/Coleta, Processamento e Difusão.
11 A espionagem é a prática de obter informações dos rivais ou inimigos, sem autorização destes, para se alcançar certa vantagem militar, política, ou econômica. A definição vem sendo restringida a um Estado que espia inimigos potenciais ou reais, primeiramente para finalidades militares, mas ela abrange também a espionagem envolvendo empresas, conhecida como espionagem industrial.
12 A palavra sabotagem deriva de sabot, tamanco de madeira em francês, pois no seculo 18 e 19 estava associada com os operários que os usavam, que quando não estavam satisfeitos com as condições de trabalho, os atiravam entre as engrenagens das maquinas.
13 A biopirataria é a exploração, manipulação, exportação e/ou comercialização internacional de recursos biológicos.
14 NSA ou National Security Agency (Agência de Segurança Nacional), criada em 1952, é a agência de segurança americana responsável pela Inteligência de Sinais (SIGINT), isto é, Inteligência obtida a partir de sinais, incluindo interceptação e criptoanálise.
15 Busca afetar valores ligados a ordem, a ética e a liderança.
16 Busca induzir ao erro a tomada de decisão.

REFERÊNCIAS
-KENT, Sherman. Informações Estratégicas, Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro. 1967.
-MARCIAL, Elaine Coutinho. Utilização de modelo multivariado para identificação dos elementos-chave que compõem sistemas de inteligência competitiva. Dissertação. Universidade de Brasília. 2007.
-MITNICK, Kevin. SIMON William. A Arte de Enganar. Pearson Education do Brasil. São Paulo. 2006
-MOTOMURA, Oscar. Entrevista ao Instituto Ethos. 2008. Consulta em http://www.rts.org. br. Acesso em 13/06/2009.
-NAISBITT, John. ABURDENE, Patricia, Megatrends 2000: dez novas tendências de transformação da sociedade nos anos 90. São Paulo. 1990.
-OLIVEIRA, Hércules Rodrigues de. Artigo. 2009. Disponível em: http://defesabrasil.com/site/index.php/Noticias/Inteligencia/Inteligencia-de-Estado.html. Acesso em 14/06/2009.
-PACHECO Denílson Feitoza. Atividades de Inteligência e Processo Penal. Disponível em: http://www.advogado.adv.br/direitomilitar/ano2005. Acesso em 13/06/2009.
-SCHWARTZ, Peter. Cenários: as Surpresas Inevitáveis. Editora Campus. São Paulo. 2004
-STRONG Sanford. Defenda-se: um manual de sobrevivência contra a violência urbana. Editora Harbra. São Paulo. 2000.
(*) Francisco José Fonseca de Medeiros é coronel do Exército
e especialista na área de Inteligência.

A Hipocrisia e os Outros Golpes Que a OEA Não Vê.

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De Marta Colomina, no El Universal, um dos maiores jornais da Venezuela, em editorial deste domingo (5/7):
Desde a abrupta saída de Manuel Zelaya da presidência de Honduras circulam na internet numerosos informes de correspondentes estrangeiros, análises de especialistas e editoriais de jornais, contrariando a diplomacia internacional que qualifica o fato como um golpe de estado. Apresentam uma visão crítica das constantes violações constitucionais de Zelaya no seu exercício governamental e tem uma visão favorável do novo governo hondurenho, que definem como democrático por haver restituído o Estado de Direito.
Uma das análises mais difundidas tem sido a da costa-riquense Margarita Montes, cientista política do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Francizco Marroquin, que sustenta que pela primeira vez depois da “guerra fria”, um exército depõe um presidente democraticamente eleito para restaurar o Estado de Direito e não para rompê-lo, como era usual no passado. A especialista não define o ocorrido como um golpe de estado porque não cumpre com duas características dos velhos motins: a tomada do poder por parte do estamento militar e a quebra do Estado de Direito. Destaca que a ação das Forças Armadas se baseou em uma ordem judicial e “seu propósito foi restabelecer o império da Lei, o qual estava sendo violentado consistentemente pelo próprio presidente do Poder Executivo, ao não reconhecer e acatar as disposições do Poder Judiciário e do Poder Legislativo.”
Contrária às rápidas condenações de governos e organizações como a União Européia, Estados Unidos, ONU, OEA, ALBA, Grupo do Rio (que somente escutaram a Zelaya e não o outro lado), Montes pensa que Honduras sentou um precedente que passará a ser objeto de estudos em universidades e entre diplomatas e políticos de todo o mundo: pela primeira vez na América Latina o povo se rebela, sem derramamento de sangue e sem violência contra um Presidente democraticamente eleito, por violar disposições legais e a institucionalidade vigente no país. Com efeito, Zelaya não respeitou as resoluções da Fiscalização Geral, da Corte Suprema de Justiça, da Procuradoria Geral, do Comissionado para os Direitos Humanos, nem do Congresso. Se negou a prestar contas dos fundos do Estado e se empenhou em realizar uma consulta manipulada para buscar a sua reeleição, para a qual deu ordens ao Comandante das Forças Armadas que, ao negar-se a cumpri-las, desencadeou a crise. A Constituição hondurenha contém alguns artigos denominados pétreos (para evitar o caudilhismo), tais como: “ a democracia será sempre a forma de governo, o período presidencial durará quatro anos e não haverá reeleição.” Desde a associação de Zelaya com Chávez, a Honduras chegaram aviões com ativistas venezuelanos e “ajuda”, como os 100 tratores de petróleo de graça. Ali acamparam os juristas espanhóis Roberto Viciano Pastor e Rubem Martínez Dalmau, financiados pelos petrodólares chavistas, prontos para montar a Assembléia Constituinte em Honduras, como fizeram no Equador e na Bolívia. Estes juristas também assessoraram o candidato peruano derrotado, Ollanta Humala.
Afirma Montes que os organismos internacionais, governos e certa imprensa mundial condenam o ocorrido em Honduras, porque o analisam através do velho paradigma dos golpes de Estado. Não perceberam (ou não quiseram)que em Honduras, no domingo, o modelo foi rompido”. A OEA, convertida em um clube de presidentes e não de povos, hipocritamente se nega a reconhecer que se tirar do poder um Presidente eleito democraticamente é um golpe de Estado, também é um golpe de Estado quando este Presidente se transforma em um ditador em exercício, como está ocorrendo ostensivamente na Venezuela. Chávez fecha meios de comunicação, derruba o prefeito de Caracas, eleito com 700 mil votos para colocar no seu lugar uma usurpadora a mando de Obama (que quer distanciar-se do nefasto passado dos EUA), sem que Moratinos (ONU) e Insulza (OEA) se comovam, enquanto se horrorizam porque Honduras disse basta aos constantes golpes de Zelaya, eleito com 900 mil votos. A coragem dos hondurenhos assustou quem tem rabo de palha. Por isso, a reunião noturna da ALBA, onde o “pentelho” e “imoral” Insulza (conforme o próprio Chávez o tratava), que fez que não via os sucessivos golpes de Zelaya, consentiu quando o violador Ortega, o “democrata” Raúl Castro e o herói da quarta urna propuseram o embargo á Honduras, que eles mesmos qualificam de crime quando é aplicado à Cuba.
Honduras, sentencia a costa-riquense Montes, está dando ao mundo uma grande lição: “ainda que um Presidente tenha sido eleito democrática e legitimamente, não tem o o direito de desobedecer a Constituição. A mensagem de Honduras é simples: o voto popular não inclui uma licença para delinqüir e todo o esforço para governar pelo bem comum deve estar dentro do marco da Lei”. Que tomem nota Chávez e os podres lacaios que aplaudem seus constantes delitos.

ISTO É: Brasil Fez Acordo "Secreto" Com Irã

Deu na IstoÉ, em reportagem de Claudio Dantas Sequeira, trecho abaixo:
"O acordo secreto do Brasil com o Irã — Itamaraty ajuda Ahmadinejad a burlar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Segurança da ONU — No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que ele "é o cara", sob os holofotes da mídia internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as sanções americanas contra o regime iraniano. As linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada, foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores, protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das sanções dos EUA e das advertências do Conselho de Segurança da ONU, contrário às transações com instituições financeiras iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla cooperação entre os sistemas bancários brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU. Essa negociação com o Irã é como uma pescaria em águas turvas."
O Itamaraty, no entanto, não está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas relações com o mundo árabe abriu negociações com o Export Development Bank of Iran (EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas empresas em território dos EUA, as sanções proíbem cidadãos americanos de negociar com elas. Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a política externa dos Estados Unidos.
Amorim tem defendido abertamente a equidistância e o pragmatismo nas relações internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido silêncio sobre as negociações com o Irã não corresponde ao histórico da diplomacia brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou negócio com outros países.
"Esse gesto vai levantar agora muitas suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu país. Javedanfar prevê mais tensões na relação do governo Lula com Israel, que protestou contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o Departamento de Estado americano. Para o ex chanceler Lampreia, a diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele. E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê mecanismos financeiros para facilitar a exportação e a importação de bens e serviços, incluindo operações de reexportação para terceiros países (o que permite ao Irã escapar do embargo por uma triangulação comercial), a criação de joint ventures, a abertura de bancos iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos centrais para troca de informações sobre o sistema financeiro.
No documento bilateral, as autoridades também falam da "necessidade de buscar meios para superar os principais obstáculos" que impedem os negócios entre os dois países. Na prática, significa ajudar Teerã a obter crédito e garantias bancárias para investimento, que escassearam nos bancos europeus e americanos com a imposição das sanções. Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo, as iniciativas de cooperação não passam de artimanhas para ajudar o Irã a contornar as sanções e avançar no seu programa nuclear." (grifos nossos)

Pois é. Notícia péssima para os dias de hoje, não? Sim, eu sei, o Irã é uma nação soberana e, desse modo, o Brasil tem todo o direito de estabelecer negociações diplomáticas e/ou comerciais.
Mas alguém estava sabendo dessa? E por que, ao contrário do que sempre faz, o Itamaraty não alardeou a empreitada ou mesmo a expectativa de negócio?
E os termos são esses? Sim, eu sei, parece alarmista falar em "programa nuclear". Se tal acusação pesa contra o Brasil, eu mesmo dou risada. Mas falamos aqui do Irã, que sempre manifestou interesse quanto a isso.
Não precisamos desse tipo de problema. E justamente agora, quando aquele país vive um dos mais desagradáveis episódios de sua história.

domingo, 5 de julho de 2009

Comunistas Estão em Busca de Cadáveres

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O avião do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pousou em Manágua, capital da Nicarágua, depois de ser impedido de descer no aeroporto de Tegucigalpa. Zelaya partira mais cedo de Washington rumo a Honduras, a bordo de um avião venezuelano, acompanhado do presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D'Escoto, entre outras autoridades.
Pelo menos duas pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas após confronto entre as tropas militares e policiais de Honduras e manifestantes favoráveis de Zelaya, que aguardavam o retorno do presidente no aeroporto de Tegucigalpa.
Os choques aconteceram nos arredores do aeroporto. Por volta das 20h30, Zelaya informou que a aterrissagem de seu avião estava sendo impedida por veículos que foram colocados na pista.
As autoridades aeroportuárias de Honduras recusaram autorização de pouso ao avião que transportava Zelaya. A torre de controle do aeroporto de Tegucigalpa disse ao piloto que o avião corria o risco de ser interceptado se tentasse pousar, de acordo com um registro do áudio do sistema de comunicação do aeroporto, publicado em um website de aviação. O governo de Honduras anunciou que um novo toque de recolher entrou em vigor a partir das 18h30 (21h30 de Brasília) deste domingo.
Milhares de simpatizantes de Zelaya tinham se dirigido ao aeroporto, após uma marcha de um quilômetro, para recebê-lo. Uma emissora local mostrou milhares de simpatizantes de Zelaya tentando derrubar a cerca do aeroporto. No telhado do terminal aéreo, foram vistos vários atiradores.
Enviando comunicados a partir do avião, por meio da TV venezuelana Telesur, Zelaya ordenara aos militares a abertura do aeroporto, declarando-se o comandante supremo legítimo das Forças Armadas, e pediu lealdade aos hondurenhos.
Horas antes, o diretor da Aeronáutica Civil de Honduras, Alfredo San Martín, assegurara que o avião com o presidente deposto havia sido impedido de aterrissar no país e teria sido desviado rumo a El Salvador. Leia MAIS
MEU COMENTÁRIO (Aluizio Amorim): Os chavistas vagabundos estão fazendo agitação em Honduras em busca de cadáveres. E o fazem, principalmente, com a ajuda de Obama, a OEA, ONU, Human Rights e, de forma especial, com a manada de jornalistas financiados com os petrodólares do tirano da Venezuela que voltou a cassar o registro de várias emissoras de rádio venezuelanas.
MAS OS PRINCIPAIS CULPADOS SÃO OS JORNALISTAS MANCOMUNADOS COM OS COMUNISTAS.
A MAIORIA DOS JORNALISTAS SEMPRE FOI IDIOTA E CONTINUARÁ SENDO.
DENUNCIAREI AQUI NO BLOG TODOS ESSES ESTÚPIDOS QUE SÃO CONDESCENDENTES COM A TIRANIA COMUNISTA, COM O TERRORISMO E COM TUDO QUE HÁ DE MALDITO NO PLANETA. SÃO MENTIROSOS, PENAS ALUGADAS DE CHÁVEZ, DO TERRORISMO DAS FARC.
CUISP! CUISP! TENHO NOJO DESSA GENTALHA!
Fonte: Blog do Aluizio Amorim
COMENTO: é vergonhosa a atuação da grande imprensa brasileira ao denominar como "golpista" o atual governo hondurenho, ao mesmo tempo em que não se verifica crítica alguma contra as tentativas de intervenção do "Mico mandante" venezuelano e sua troupe de patifes no contra-golpe que os democratas de Honduras propiciaram ao aprendiz de ditador que pretendia se estabelecer naquele país. Nenhum destaque foi dado às prisões de nicaraguenses e um venezuelano que distribuíam dinheiro nas favelas de Tegucigalpa, incentivando pessoas a um grande ato público de recepção do presidente deposto.
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O Golpe Militar Inexistente e Outros Golpes Militantes

por Jorge Serrão
Os maiores inimigos do Jornalismo são a mentira, a manipulação política, os preconceitos ideológicos, a autocensura, a ignorância, a falta de humildade e o descompromisso com a Verdade — que é a realidade universal permanente. A mídia amestrada e abestada tupiniquim vem abusando, sistematicamente, de todos estes defeitos e vícios. O azar dos “gênios” do jornalismo é que os consumidores de notícias começam a perceber como, quando, onde, por que e por quem são enganados.
Os ditadores da nossa mídia ignorante produziram pelo menos três “pérolas”, dignas de serem saboreadas apenas pelos mais abjetos, estultos e imundos porcos da pocilga política brasileira. Inventaram um “golpe militar” em Honduras. Aceitaram e apenas descreveram, sem uma crítica mais contundente e objetiva, o pacto corleônico do chefão Lula com o poderoso José Sarney — o imortal que já morreu politicamente, mas que não larga o osso dos podres poderes. Foram coniventes com mais um golpe da “doutora” Dilma Rousseff, atenuando o papel da máquina do Bolcheviquepropagandaminister em fabricar mentiras históricas para serem repetidas até se tornaram “verdades”.
A notícia do “golpe militar” em Honduras foi mais uma prova de ignorância política ou de tosca manipulação ideológica — sempre com o intuito subliminar de desmoralizar os militares (que têm o dever constitucional de garantir a soberania nacional). A imprensa tupiniquim preferiu brigar com a notícia e explicar a queda de Manuel Zelaya da presidência de Honduras. Seria mais honesto explicar que o “mané” caiu porque tentou dar um golpe institucional, e não porque sofreu um golpe — que não pode ser definido como “militar”.
Mané Zelaya — um conservador picado pela mosquinha do poder que aderiu ao socialismo chavista — armou um referendo 171 para tentar impor a possibilidade de reeleição presidencial permanente ao povo hondurenho. Mané Zelaya desrespeitou o Supremo Tribunal Federal Hondurenho que já decretara a inconstitucionalidade do tal plebiscito. Guardiães da Constituição de Honduras, com base no artigo 272, os militares cumpriram a função legalista e apenas foram garantidores do processo de mudança de poder — entregue ao presidente do Congresso Nacional. Logo, ao contrário do que a mídia burra e preconceituosa desinformou, não houve “golpe militar” em Honduras.
Aqui no Brasil, temos assistido a repetidos “golpes militantes” — aplicados por verdadeiros meliantes da política tupiniquim. Diferentemente de Honduras, embora a Constituição daqui tenha um artigo 142 de cristalina interpretação, os servidores públicos fardados preferem passar fome em seus quartéis, enquanto aguardam um “clamor popular” solicitando que eles apliquem o poder constitucional contra as ações do governo do crime.
Aqui também, diferentemente de Honduras, o STF se limita a referendar as manobras do desgoverno, com interpretações constitucionais de conveniência. Graças a tanta omissão, os militantes golpistas deitam, rolam e se locupletam, até se eternizarem no projeto “socialista tupiniquim” de poder. O chefão aqui pode passar a mão na bunda do guarda. O oficial fardado — fadado à desmoralização histórica — ainda lhe pedirá desculpas por estar com o rabicó virado para receber quatro dedadas regulamentares.
Outro golpe meliante é a crise sem fim do Senado. Pior que isso só a (im)postura do chefão Lula em defender o indefensável José Sarney. Em O Globo de sábado, o chargista Chico foi mais que perfeito ao retratar Lula com o bigodão do Sarney (ou seria de um Adolf Hitler?). A ilustração atestou que ambos — unidos como se fossem unha e carne podres — representam o corleonismo político tupiniquim. Eis a vitória da vanguarda do atraso que nos desgoverna desde a Nova República. Lula e Sarney — filhotes da Ditadura, como diria o falecido Leonel Brizola.
Outro golpe militante de mestre (ou seria de doutorado 171) foi dado pela guerrilheira aposentada Dilma Vana Rousseff. Curiosamente e por ironia, a armação da “doutora” Dilma foi revelada pela Revista Piauí (editada por simpatizantes petistas). A Casa Civil veiculou a mentirinha de que Dilma era “mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira na Unicamp”. Pior ainda, publicaram o mesmo currículo maquiado na plataforma Lattes, do CNPq — que é a referência oficial em currículos acadêmicos.
O golpe acadêmico foi derrubado porque a Unicamp informou que não há registro de que Dilma tenha cursado o mestrado na instituição. Para complicar ainda mais, a mesma Unicamp revelou que Dilma começou o doutorado, mas não concluiu. O curioso é como ela começou um doutorado, sem ter sequer um mestrado? Enquanto o mistério do golpismo acadêmico não se desvenda, a Casa Civil prontamente altera os dados errados. Explica que Dilma (graduada em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas ela Universidade de Campinas.
Duro é suportar esse modelo stalinista de escrever e alterar a história conforme as conveniências político-ideológicas. Eis o método que permite golpes militantes — ou ações meliantes 171 — contra a verdade histórica. Eis por que é fácil usar o “golpe militar” (tão decantado pelos ideólogos e ignorantes afins) como argumento para justificar o corleônico golpe dos militantes contra o Brasil. Honduras condenou o golpismo. Quando o Brasil fará o mesmo combatendo a República Sindicalista do Crime Organizado?
Fonte: Alerta Total
COMENTO: não é à toa o crescimento vertiginoso dos gastos do desgoverno federal no quesito "comunicação social". Aí mais um motivo para a exigência de diploma, inscrição na "entidade de classe" e, quem sabe no futuro, uma "autorização partidária" para escrever e publicar suas ideias.
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Falou Tudo (ou Quase) Que os Brasileiros Honestos Gostariam de Dizer!

Senador Pedro Simon,
Estou me dirigindo ao senhor — com cópia para todos os seus comparsas — porque a ideia geral que o senhor tenta transmitir para o distinto idiota povo brasileiro é a de que o senhor é um político sério, honesto, patriota. Muita gente que eu conheço pensa que o senhor é um exemplo de político honesto. Por isto, e só por isto, estou me dirigindo ao senhor diretamente. Mas poderia me dirigir também ao senador Arthur Virgílio, Heráclito Fortes, Kátia Alves e alguns outros que tentam vender para o idiota eleitor brasileiro uma ficha limpa acima de qualquer suspeita.
A carreta carregada com toneladas de denúncias que o PT acaba de despachar sub-repticiamente para o distinto imbecil público brasileiro por ordens do senhor Lula da Silva estava carregada há décadas e transitando sem nota fiscal e na maior tranquilidade pela auto-estrada da imoralidade política brasileira já faz décadas. Sua excrescência senador José Sarney vem fazendo desse parlamento maior uma banca de negociatas com o dinheiro público desde que ai chegou, assim como fez do palácio do Planalto um balcão de negócios escusos e imorais durante o tempo em que foi presidente da república desta republiqueta de bananas.
Apesar de tudo, nenhum dos senhores que tentam iludir o distinto idiota público brasileiro se colocou contra este lamentável estado de putrefação em que sempre esteve mergulhado este prostíbulo chamado pomposamente de Senado da República. Sempre que uma crise — e são constantes as crises entre os senhores — surge, o senhor e alguns outros prestidigitadores vêm à público com cara de santa puta fingindo se colocar numa posição contrária ao estado permanente de imoralidades em que esse maldito parlamento que custa tão caro à nação sempre esteve mergulhado.
Ou será que os senhores senadores que se auto denominam acima de qualquer suspeita não sabiam que têm um plano de saúde imoral como este descrito abaixo ou quanto ganha o seu motorista — bem acima de um coronel aviador da aeronáutica treinado para pilotar um jato de combate —, a exemplos do senador José Sarney que não sabia que em sua conta era depositado o auxílio moradia e de sua filhinha sem vergonha que utilizava um deles como seu mordomo com salário de R$ 12.000,00?
Será que nenhum dos senhores que se dizem a fina flor da honestidade desse senado vagabundo sabia de toda esta coleção de falcatruas agora vinda à público graças a um gesto de vingança do PT por ordem de quem já disse acima?
Se não sabiam são todos idiotas. Se sabiam são todos cúmplices dos mesmos crimes. Eu prefiro acreditar na segunda hipótese.
Agora vejam com que cara os senhores vão ficar quando os mais bem informados sabem que toda esta campanha para desmoralizar o senado da república de bananas não é obra da mídia, como quer fazer crer o senador Sarney, e sim, da víbora que os senhores não tiveram condições morais de eliminar do cenário político brasileiro quando do episódio do escândalo do mensalão. A víbora chama-se PT-Partido dos Trabalhadores, cujo chefe, o senhor Lula da Silva, sabe até a composição química das fezes que os senhores cagam. Vejam só: um primata semi-analfabeto encurralou todos vocês como se fossem criancinhas assustadas.
Eu pergunto só por curiosidade: por que os senhores não levaram a sério a CPI dos cartões corporativos já que o festival de falcatruas ali existente é muito pior do que o que os senhores promovem no senado? Por que não conseguem instalar a CPI da Petrobrás quando se sabe que esta empresa está colocada à serviço e à benefício da quadrilha que dela se apossou com fins criminosos? Será porque firmaram um pacto de silêncio, uma omertá à la máfia siciliana?
Se é isto, acho que está na hora de lavar a roupa suja em público, já que o PT por ordem do chefe violou a omertá. Ou os senhores não sabem disso?
É muito triste para mim, um cidadão brasileiro de 66 anos de idade, ter que se dirigir aos senadores da república da sua pátria em termos que aos arrogantes e prepotentes podem ser considerados ofensivos. Mas não são. Apenas utilizei os termos apropriados para me dirigir, como sempre o fiz, a homens sem caráter e sem noção de decência e do cumprimento de uma missão.
Os senhores senadores e senhoras senadoras deveriam ter vergonha de si próprios.
Fonte: recebido por correio eletrônico.
COMENTO: deixo de citar o nome do autor do texto por não ter a autorização do mesmo para anuncia-lo, mas faço meus todos os adjetivos por ele usados para qualificar a corja instalada no valhacouto denominado Congresso Nacional.
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sábado, 4 de julho de 2009

A Vanguarda do Atraso e o Que Ela Faz no RS.

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O historiador Voltaire Schilling aguçou a curiosidade dos 400 comerciantes gaúchos que foram ouvi-lo neste sábado à tarde (27/6) em Gramado. Foi o dia mais frio (7 graus) do 7º Congresso Estadual da Federasul.
— A conversa de meia hora com o intelectual gaúcho foi toda ela centrada nos prejuízos econômicos que os sangrentos enfrentamentos políticos produziram no RS (revoluções de 1823, 1893 e 1923).
— O que sobrou de mais saboroso na palestra de Voltaire Schilling foi o rápido voo de pássaro que fez sobre as origens de boa parte do pensamento do chamado fundamentalismo xiita guasco de esquerda, um dos mais atrasados do planeta. Acompanhe a trajetória que originou este bolor fedorento e insuportável, abraçado por quase 1/3 dos gaúchos que seguem o PT e seus satélites tipo PCdoB, PSOL, PSTU e vez por outra PDT:
1) Aristóteles desenvolveu a ideia de que o homem que cumpre sua trajetória com sucesso na face terrestre é o intelectual, o que coloca como pária social o homem que produz riquezas, inclusive o comerciante.
2) A religião católica só enxergou lugar no céu para os puros que não fazem nada, reservando o inferno para os maus, sem prever lugar para os homens que produzem riquezas, mas corrigindo esta falha no ano 593, ao criar o purgatório para os comerciantes.
3) Marx e o comunismo defenderam a supressão dos impuros homens que produzem riquezas, condenando-os à morte e à extinção.
4) A fase atual é dos ambientalistas, dispostos a suprimir os homens que produzem riquezas da face do globo, porque todos eles querem implodir o globo terrestre.
— De uma ou outra forma, todas as correntes acima descritas (os defensores do ócio, os religiosos católicos, os comunistas e os ambientalistas) reuniram-se no PT, PSOL, PSTU e até no PDT do RS para azedar a vida social, política e econômica no RS, pelo menos até que ninguém mais trabalhe ou produza riquezas, voltando todos ao estado selvagem do ócio.
Fonte: Políbio Braga
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Histórias que a Mídia Não Conta

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Parte I 
por Arlindo Montenegro
Minha gente! Vou contar o que aconteceu pela segunda metade do século passado, do jeito que vi, vivi e senti. Naquele tempo eram os comunistas da União Soviética de um lado e os governantes norte americanos do outro lado do planeta, medindo forças, contando ogivas nucleares que somente as duas "potências mundiais" possuíam. O mundo vivia tenso enquanto eles ditavam as regras para os que estavam sob sua influência.
Por aqui, no hemisfério ocidental, os povos se reconheciam como integrantes da "civilização cristã". Na URSS e nos países onde os exércitos soviéticos impuseram sua forma de governo depois da Segunda Guerra Mundial, a prática de qualquer religião era proibida, como se a fé dos antepassados fosse um atentado contra o Estado, para quem toda religião era considerada como "ópio do povo". Por lá, os templos foram fechados e profanados e os religiosos enviados para os campos gelados da Sibéria e os judeus perseguidos como na Alemanha nazista.
Como Hitler, Lenin, Stalin e seus sucessores queriam dominar todo o planeta. E a URSS espalhava agentes em todos os países, para divulgar as “maravilhas de um mundo gentil, pacífico e grandioso proporcionado pelo estado comunista” que prometia o milagre da partilha: primeiro "a cada um segundo seu trabalho", e depois a igualdade total: "a cada um segundo sua necessidade". Com muita propaganda mentirosa.
Os ditadores das republiquetas caribenhas e sul americanas eram figuras grotescas, velhos oligarcas que se mantinham no poder apoiados em crendices, milícias e potentados oligarcas. Ao conhecer a História das Américas e do mundo, os estudantes de nível médio já eram informados sobre ditaduras e ditadores: Salazar em Portugal, Franco na Espanha, Duvalier no Haiti com seus tonton macute, Stroessner no Paraguai, Getúlio que havia reinado no Brasil, Perón na Argentina... e ditadores, nos ensinavam: eram o atraso!
Cuba, uma ilha do Caribe que a gente conhecia mais pelas histórias de piratas, funcionava econômica e culturalmente como protetorado norte americano, também tinha seu ditador: Geraldo Machado. Em 1933, um sargento de nome Fulgêncio Batista promoveu um golpe militar e tomou o poder. Dizem que ele conseguiu reduzir a influência dos norte americanos e melhorar a economia. O fato é que promoveu eleições e foi eleito. Em 1952, contou com apoio de vários partidos, inclusive o Partido Comunista Cubano, para dar novo golpe, promulgar uma Constituição e continuar mandando no pedaço.
Cuba ocupava o oitavo lugar entre as 20 maiores economias latino americanas. A grana dos negócios mafiosos, jogatina, drogas, prostituição e corrupção corria solta. No cenário da guerra fria, todos queriam uma boquinha e alardeavam boas intenções para mobilizar a classe média, os pobres e os estudantes contra o sargento ditador. No 26 de Julho de 1953, o estudante de direito Fidel Castro, com um grupinho, assaltou um quartel (Moncada) em Santiago, maior cidade depois de Havana. No entrevero Castro foi preso. Julgado e condenado a 15 anos.
Mas uns padres amigos da família pediram e Batista deixou o moço, descendente de aristocratas espanhóis, partir para o exílio no México onde ficou até fins de 1958, juntando exilados compatriotas, treinando táticas e técnicas militares para voltar a Cuba e enfrentar Batista. Percebeu que, com grana podia comprar, corromper, prometer, mentir, enganar e obter os apoios necessários.
Nesse meio tempo, em 1954, depois de andar feito hippie (mochileiro) pela Bolívia, Peru, Panamá, Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador e Guatemala, chegou ao México o argentino Ernesto Guevara, com intenção de seguir para os Estados Unidos e ganhar dinheiro. Conheceu Raul Castro e abraçou a aventura. Foi admitido por Fidel, para integrar o grupo (na maioria cristãos e contrários ao marxismo), na qualidade de médico.
Logo surgiram animosidades entre os conspiradores e o argentino que manifestava desprezo aos índios e aos negros. Não aceitava a disciplina militar e destratava os mesmos cubanos, como o negro Juan Almeida, que mais tarde seria Ministro das Forças Armadas. Mas Fidel Castro percebeu a sede de sangue que o estrangeiro tinha. Diferente dos seus homens, cujo patriotismo e religiosidade conservava alguns aspectos de respeito aos soldados do exército cubano que estavam prestes a combater.
Fidel Castro usou Guevara enquanto foi útil aos seus próprios intuitos ditatoriais. Fidel Castro comprou os comandantes do Exército Constitucional cujas unidades se entregavam, maioria das vezes, sem combate. Seu ponto forte foi a propaganda e a arrecadação de recursos financeiros da elite cubana e dos americanos cansados dos métodos de Batista, e de simpatias internacionais. A mídia norte americana “encarregou-se de forjar a imagem dos valorosos revolucionários” da Sierra Maestra.
“No dia 1 de janeiro de 1959, o regime de Batista caiu principalmente pela corrupção de suas forças, que aceitavam dinheiro de Fidel Castro para retirar-se sem luta...”
Logo após a fuga de Batista, os comunistas passaram a apoiar Fidel Castro e em pouco tempo a verdadeira face do regime revelou-se, na face de Guevara, o grande promotor da violência, assassinatos, tortura e prisões. Castro o senhor e Guevara o vassalo no reinado de terror imposto aos cubanos. Fidel Castro utilizou o instinto sanguinário do argentino como meio para alcançar seus fins, enquanto Guevara acreditava que a “violência revolucionária” era a melhor forma de manter o poder e “desde o começo, ligou-se ao aparato repressivo do bloco soviético, transportando a metodologia comunista para o cenário cubano.”
O homem que é cultuado por líderes de minorias raciais, hippies, alternativos e jovens, tinha, na verdade, uma mentalidade racista, patriarcal, despótica e arrogante, desprezando negros, jovens, “cabeludos”, música enfim, tudo aquilo que, dizem as esquerdas e desinformados em geral, Guevara simbolizaria.
Em 1958, o Presidente Juscelino enviou uma carta ao Presidente Eisenhower, demonstrando que o desenvolvimento “econômico e social da América Latina” era um problema político e estratégico para a segurança dos Estados Unidos. Propunha a “Operação Pan Americana” porque a propaganda comunista neste continente criava animosidades para com os EUA. A mensagem era: "Ajudem-nos ou não poderemos resistir ao comunismo!"
Em Janeiro de 1959, os guerrilheiros chegavam ao poder em Cuba. No Brasil, Juscelino tocava seu plano de “Avançar 50 anos em 5”. A indústria automobilística alemã, norte-americana e outras empresas multinacionais começaram a chegar, abrindo postos de trabalho e com isenção de impostos por 10 anos... Em Cuba, depois de fuzilar alguns milhares, sem julgamento, Guevara fechava fábricas e recebia os soldados russos. Nikita Kruschov gritava lá da URSS: “Se vocês atacarem Cuba, mando mísseis sobre Nova Iorque!
O guerrilheiro “comandante Marks, “o açougueiro” era um bandido sentenciado nos EUA e tornou-se, por sua ferocidade, homem de confiança e padrinho de casamento de Guevara. Era o encarregado dos tiros de misericórdia depois dos fuzilamentos. Foi substituído pelo “comandante” Ramon Mercader, o mesmo que tascou um machado na testa de Trotsky, por ordem de Stalin. Matar vicia! O jornal New York Times, repetiu exatamente o que já tinha feito, na década de 1930, encobrindo os crimes do regime de Stalin.
Enquanto isso, milhares de brasileiros se deslocavam em “paus de arara” por estradas de terra, migrando de todo lado para trabalhar na construção de Brasília ou nas fábricas de São Paulo. Asfalto só havia mesmo na Dutra, entre São Paulo e Rio. Mas sobrava orgulho, entusiasmo, fé e esperança em dias melhores. Em Cuba, Guevara enviava aqueles guerrilheiros que chegaram a Havana estuprando e saqueando, “como revolucionários” para matar inimigos na Republica Dominicana, Haiti, Panamá, Nicarágua... onde foram dizimados. E surgiam as Ligas Camponesas no Brasil, financiadas por Cuba! A URSS armou Cuba com ogivas atômicas. Crise! Os russos retiram as ogivas negociando com os EUA que a ilha não seria tocada. Só então, Kennedy lançou a “Aliança para o Progresso” numa reunião em Punta del Este, um programa de desenvolvimento com muita grana, para manter a América fora da influência comunista. Guevara estava em Punta del Este. Em seu discurso criticou a proposta de Kennedy. Logo depois foi recebido por Frondizi, Presidente da Argentina. De Buenos Aires foi para Brasília onde Jânio Quadros o condecorou com a “Ordem do Cruzeiro do Sul”.
Uma semana depois, Jânio renunciava sob fortes ataques. Frondizi foi derrubado sete meses depois. E mais tarde, Kennedy foi alvo do atentado em Dallas. Todos queriam as Américas como bloco democrático e desenvolvido. Depois de muito matar e desorganizar a economia de Cuba, Guevara lançou na Conferência Tricontinental, em Havana, seu grito de guerra para acabar com o imperialismo mundial, espalhando a guerra de guerrilhas em todos os continentes seguindo o exemplo de Cuba e do Vietnam.
Fidel começava a fritar seu concorrente. Como não podia dar bilhete azul ao argentino que já não era útil em Cuba, onde entrava em rota de colisão com outros membros do governo. Aquele concorrente em popularidade, que se dizia “sedento de sangue”, santificado pela mídia europeia e norte americana, abandonou Cuba e à frente de alguns soldados cubanos para fazer guerrilha no Congo. Fracassou. Foi expulso da África.
Mas Castro não o queria de volta. Então reuniu em Havana os chefes e representantes de todos os grupos armados que atuavam nas Américas num seminário que chamou “Organização Latino Americana de Solidariedade”. Guevara estaria no comando da guerra de guerrilhas “em algum lugar da América do Sul”. Fidel sabia que os “comandantes” guerrilheiros no Brasil, na Venezuela, na Colômbia, no Peru, no Equador, eram tão incapazes militarmente quanto Guevara. Que não contavam com recursos, nem ajuda das populações.
Mas aquela jogada era excelente para a propaganda cubana. E uma maneira de realizar finanças entre simpatizantes americanos, europeus e cobrar mais benesses da União Soviética. Naqueles dias uniam-se as estratégias de longo prazo dos controladores mundiais: o Kremlin, Londres, Pekim, ganhavam tempo com a violência espalhada e a instabilidade das economias menores, enquanto elaboravam os planos de globalização econômica.
Aquelas guerrilhas que entusiasmaram tantos jovens, resultaram no descrédito da metodologia guevarista. Logo após fracassar no Congo, ele morreu na Bolívia, abandonado pelos comunistas, abandonado por seu companheiro Castro. A “tão falada habilidade tática e estratégica encontra-se guardada junto com seus demais méritos, ou seja, na propaganda”, mobilizando a imprensa e intelectuais da Europa e das Américas. O mito cresceu para o consumo, gravado até em biquíni desfilado por Gisele Bundchen.
E esta mesma propaganda, abraçada pela “guerrilha” do PT, mobiliza jovens universitários, camponeses pobres e ONGs para defender o socialismo no Brasil, defender o bolivarianismo, defender as FARC, a cocaína e a maconha. Depois do panamericanismo, os poderosos dos EUA contaram com Fernando Henrique, Luis Inácio e outros brasileiros no “Diálogo Interamericano” para defender com unhas, dentes e muita grana, seus interesses por aqui.
O Conselho de Relações Exteriores (CFR) domina a imprensa. As fundações Ford e dezenas de institutos continuam espalhando a guerrilha cultural e ideológica, nas Universidades, no cinema, na tv... e no guevarismo lulista, agora com grana e apoio internacional.
Fontes de referência:
Artigo de Paulo Zamboni, no site “midia@mais;
Humberto Fontova, “O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram” – Editora “É Realizações”, São Paulo;
Rev. Bras. Polit. Int. vol. 51 nº 2 Brasília July/Dec. 2008, Antonio Carlos Lessa
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: quando vejo um jovem com a estampa d"El Chancho" estampada no peito fico incomodado pensando se o fato se deve a uma espécie de fanatismo ideológico ou simples ignorância sobre a real história do personagem, e ao mesmo tempo me pergunto que outra imagem, fora as religiosas, um jovem dos dias de hoje poderia estampar em seu peito se os heróis pátrios modernos são satanizados na mídia. Poderia alguém andar com a imagem de Médici, Fleury, Walter Pires, Newton Cruz, Curió, Lício Amorim, Ustra ou qualquer um dos muitos que lideraram a vitória na luta contra a peste vermelha, sem ser taxado de nazista, torturador, louco, e até mesmo acusado em processo por apologia ao crime? Enquanto isto, proíbe-se o cigarro e ministros marcham a favor da maconha. Qualquer coisa que faça menção positiva ao exército alemão é considerada propaganda a favor da matança de seis milhões de judeus, mas as manifestações populares contra o "cumpanhêro" Ahmadinejad, reeleito com mais de 60% de votos computados no mesmo dia das eleições, são "choro de perdedores". Por outro lado, o infame símbolo da foice e do martelo cruzados, representativo dos crimes de Stalin, Mao, Pol Pot, Fidel e outros, é propagandeado de todas as formas possíveis, até mesmo nas bandeiras e logotipos oficiais de partidos políticos brasileiros. Povinho de merda!!!
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Nos Toman el Pelo

DE CONFERENCIAS FALACES, GRIPES PORCINAS Y CACHETADAS A RANDAZZO
por Christian Sanz
"Nos están apretando, no nos dejan hablar de los pacientes que tienen síntomas de gripe A1H1. Si trasciende a la prensa, nos dijeron que nos echan a todos". El diálogo se dio hace unas horas, entre el editor General de Tribuna de periodistas y un importante funcionario del Sanatorio Trinidad de la localidad de Quilmes.
El facultativo habló con gran temor y admitió que había ya diez muertos por gripe porcina en el establecimiento donde se desempeña. "Nos obligan a decir que los decesos son por otras causas, ¡es algo terrible!", confesó.
La misma presión están sufriendo los médicos del Sanatorio Modelo de la misma localidad, donde se ocultan otros nueve fallecidos por el mismo virus. Pero no sólo en la provincia de Buenos Aires ocurre esto: en dos importantes hospitales de la Capital Federal se esconden las mismas estadísticas. ¿Habrá sido este el verdadero motivo de la renuncia de Graciela Ocaña a la cartera de Salud? ¿Habrá intentado desaparecer antes de que estalle por completo este escándalo?
La forma en que el kirchnerismo maneja los temas sociales más sensibles a la población, dista mucho de ser la adecuada. Sólo basta recordar cómo se han manipulado las cifras del Indec o la manera en que se han ocultado las estadísticas del Ministerio de Trabajo. Pareciera que la única estrategia firme del Gobierno es la de ocultar la realidad, aún cuando ya haya explotado en la cara de la sociedad.
Por caso, en el día de ayer, la presidenta Cristina Kirchner dio una conferencia de prensa — la segunda en lo que va de su mandato  y allí se explayó innecesariamente en una sopa de números y estadísticas irreales que terminaron por conspirar contra su propia memoria. Un dato no menor: a la hora de hablar de la gripe porcina, la primera mandataria directamente no quiso responder.
Otro punto a destacar de la conferencia ha sido el desagrado de su rostro frente a certeras preguntas de los pocos periodistas que pudieron interrogarla. El maltrato en algunas de las respuestas de Cristina, son emblemas de la intolerancia de los Kirchner.
Es que la idiosincracia kirchnerista es así, dicen que no hay manera de que el olmo regale jugosas peras y en este caso no hay excepción. Ciertamente, no existe la palabra "autocrítica" en el diccionario de los Kirchner.
El problema es más complicado de lo que parece: si el matrimonio presidencial no permite el disenso siquiera con sus propios funcionarios, ¿cómo hará pues para intentar un consenso de gobernabilidad con la oposición en lo que queda de su mandato? Un botón de muestra: la noche del domingo 28 de junio, mientras se iba conociendo la derrota del oficialismo en la provincia de Buenos Aires, Néstor Kirchner empezó a gritar a todos los presentes en el improvisado búnker del Frente para la Victoria ubicado en el piso 18 del Hotel Intercontinental. Los gritos culminaron en una elocuente cachetada al ministro del Interior, Florencio Randazzo.
Frente a lo sucedido, nadie se animó a pronunciar media palabra. Allí mismo, los presentes entendieron la lógica kirchnerista: la culpa siempre es de los otros, nunca de los Kirchner.
Sin embargo, la realidad es otra. Cabe preguntarse, ¿por qué en lugar de maldecir a ministros e intendentes no se analizó el desagrado social que provocó la campaña sucia del kirchnerismo? ¿No ha incidido negativamente la soberbia oficialista en el resultado? ¿Por qué no se habló del Indec o los fondos de Santa Cruz como parte de la lectura de la derrota K?
Dicen los médicos que, hasta que uno no admite que tiene una enfermedad, difícilmente pueda tratarla, y mucho menos curarla. Es el ABC en la resolución de cualquier tipo de problema: si no se lo identifica, no se lo puede resolver.
Por eso, mientras los Kirchner no reconozcan sus propios errores, no podrán salir de sus propios laberintos de cara al futuro vernáculo.
COMENTO: e por aqui, será que estamos sendo corretamente informados? E quanto à dengue? Ainda estará matando brasileiros?

Jornalista Quer Rasgar Constituição só Porque Foi Burra no Passado

por Janer Cristaldo
Tenho em Porto Alegre um grande amigo, hoje já entrado em anos, que tem dificuldade para caminhar cem metros. Precisa parar para respirar. Um enfisema deixou-lhe apenas 22% da capacidade pulmonar. Deixou de fumar talvez há uns trinta anos, mas já tarde demais. Tomou consciência dos estragos do fumo em um curso de prevenção ao tabagismo, quando teve ante os olhos os pulmões de um fumante e o de um não-fumante. Me procurou angustiado:
 Janer, tens de parar com o cigarro.
Ora, eu nunca havia fumado. Lá pelos dez anos, pus um cigarro na boca, não gostei e joguei fora na primeira tragada. Nunca mais pensei no assunto. Assim, quando vejo fumantes se queixando da propaganda, da influência do meio familiar, do convívio com fumantes, acho muita graça. Em meu clã, todos os homens fumavam e inclusive algumas tias. Cresci vendo filmes de bang-bang, onde não se sabia quem fumava mais, se o mocinho ou o bandido. Me criei entre adolescentes que julgavam ser o cigarro atestado de virilidade. Ninguém me convenceu. Não gostava e fim de papo.
Dito isto, nunca me ocorreu dizer a um adulto para não fumar. Se vejo uma menina de quinze anos fumando, alguma coisa me dói na alma. Ela talvez esteja buscando ser adulta, moderninha, ou algo do gênero, e não tem uma ideia precisa do preço a pagar. Adulto sabe o que faz. Se nada tenho contra fumantes, há algo no ex-fumante que me desagrada. É sua mania de cristão novo. Quer converter os gentios à sua nova crença.
É inacreditável que a medida do governo de São Paulo proibindo o fumo em lugares fechados tenha sido contestada pela Justiça 
 escreve Danuza Leão na Folha de São Paulo . Isso na contramão do mundo inteiro, que vem fazendo tudo que é possível para coibir o vício do fumo.
O fumo é um veneno, e quem fuma vai um dia pagar caro por ter achado alguma graça em acender um canudinho de papel cheio de porcarias, inalar a fumaça direto para os pulmões e depois soprar de novo a fumacinha; no mínimo, ridículo. Nos anos 40, todos os filmes mostravam os atores e atrizes fumando, e isso fazia parte do glamour da época. Lembro da cena de um filme em que o ator punha dois cigarros na boca, acendia os dois e passava um deles para a atriz com quem contracenava. Quanta burrice; quanta ignorância. Eu também fui burra e ignorante durante anos, e apesar de ter sido alertada por tanta gente, só parei de fumar no tranco, isto é, quando meus pulmões pediram socorro”.
Se a moça foi burra e ignorante durante anos, como ela mesmo confessa, não pode negar a ninguém o direito de incorrer na mesma burrice. Jornalista, Danuza parece ainda não ter descoberto, mesmo depois de velha, que existe algo em um Estado constituído que se chama lei. E que, entre estas leis, existem leis maiores e leis menores. Lei menor não revoga lei maior. Que ela considere o cigarro um veneno, tudo bem. Nem fumante discorda. Que pretenda passar por cima do Estado de direito para que as pessoas não fumem, vai uma longa distância.
José Serra não nasceu ontem. Ao propor a lei antifumo, sabia muito bem que ela teria pernas curtas. O que o candidato tucano quer é promover sua candidatura. Uma liminar já derrubou parcialmente sua estúpida proposição e pelo menos outras quatro estão a caminho. Enquanto isso, seu nome tem exposição na mídia e o insosso candidato poderá alegar mais tarde: eu tentei, os juízes é que me impediram.
Escrevia ontem o Estadão em editorial: “Ao impor medidas excessivamente severas, que entrariam em vigor no início de agosto, prevendo multas de até R$ 3 mil, fechamento de estabelecimentos comerciais por 30 dias e proibição de cigarros até em prédios residenciais, sob a justificativa de preservar a saúde da população, o governador feriu direitos individuais assegurados pela Constituição e foi muito além da esfera de competência dos governos estaduais”.
Pior ainda, a legislação proposta por Serra punia quem nada tinha a ver com o peixe. O fumante não é multado, mas o estabelecimento onde alguém fuma. Ou seja, se alguém quiser afundar um bar ou restaurante, basta ir até lá e puxar um cigarro. Serra anunciou que irá recorrer. Se recorrer, irá perder. Ou pretende um governador revogar leis federais? Se alguém quiser acabar com o fumo em lugares públicos, que busque o caminho adequado, o Congresso Nacional.
A quem aproveita a medida estúpida? Ao medíocre e inescrupuloso tucano, que divulga seu nome às custas de incomodações inúteis para milhares de pessoas. E à guilda dos advogados, que sempre aplaude a produção em série de leis anticonstitucionais.
Está aí uma coisa de que me arrependo muito: ter sido fumante 
 escreve Danuza . Quando vou subir uma escada ou mesmo uma pequena ladeira, e tenho que parar para respirar, sinto muita vergonha. Como eu gostaria de ser lépida e ligeira como já fui; e sei que a culpa disso não tem outra origem a não ser o cigarro”.
Que se arrependa à vontade. Que sinta vergonha até o imo. Que se fustigue com correntes, que dilacere suas carnes com chicotes. Ninguém a obrigou a fumar. Mas que não pretenda rasgar a Constituição só porque foi burra no passado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Exemplo de Honduras

Dessa lambança em Honduras  apesar de não suficientemente esclarecida em razão da patrulhada da esquerdalha  destaco dois fatos:
1) Não houve Golpe militar nenhum. A repetição desse mantra é obra da esquerdalha que domina a informação e ainda se borra de medo dos militares.  Why?
2) Chávez domina o espetáculo. Obama virou assessor dele. Ou bem existem assuntos internos de cada país ou bem existem as vontades da esquerdalha.
Millor tem razão: Democracia é eu mandar em você. Ditadura é você mandar em mim.
ONU — cuja assembléia é dirigida por um Sandinista — e OEA, que não é dirigida por ninguém, mostraram a cara.
O e-mail transcrito abaixo é de um advogado em Fortaleza.
Leiam.
GD./BYE
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Prezado amigo
Lamentavelmente, a esquerda é imbatível nos meios de comunicação globais.
In casu, as ações do Judiciário foram estritamente constitucionais.
Veja o que predica o art. 239 da Constituição hondurenha, considerada cláusula pétrea:
O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir essa disposição ou propuser a sua reforma, assim como aqueles que o apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de qualquer função pública”.
Mas não só ele.
Veja o que diz o art. 42:
La calidad de ciudadano se pierde (…) por incitar, promover o apoyar el continuismo o la reelección del Presidente de la República.
Dá para ser mais claro?
Portanto, oportuníssimo seu e-mail. Finalmente a verdade começou a emergir.
Abraços, Chicão.
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O EXEMPLO DE HONDURAS
Nivaldo Cordeiro
Como entender a brusca mudança de poder político em Honduras? Confesso-lhe, caro leitor, que fiquei surpreendido, mas desta vez positivamente. Os fatos ainda não estão muito claros, mas já permitem uma análise desde o estrangeiro. É isso que pretendo fazer aqui.
Começo sublinhando as declarações da deputada hondurenha Marta Lorena Alvarado, transcritas na Folha de São Paulo de hoje: “Aqui paramos Chávez e sua agenda. Isso é mais importante do que qualquer coisa, inclusive do que o reconhecimento internacional". Um fato desses é auspicioso e precisa ser acompanhado atentamente e apoiado pelos democratas de todo o mundo. Enfim alguém se dispôs a dar um basta à expansão da maré vermelha no continente.
E o que vemos? A covardia Urbi et Orbi. O novo governo hondurenho não recebeu apoio de ninguém. A razão principal, além do fato de que os Estados Unidos estão nas mãos da esquerda mais radical, dentro do espectro político daquele país, é que, depois de décadas de revolução gramsciana em toda a parte, o senso de perigo e o instinto do Bem e da ética em política perdeu-se. Vive-se diante da mística eleitoreira, como se qualquer aventureiro, porque formou uma maioria de votos em algum momento, tivesse a licença para fazer o que bem queira para se perpetuar no poder, inclusive negando a ordem constitucional que lhe deu o poder.
A minha amiga Graça Salgueiro, em artigo oportuno publicado no Mídia Sem Máscara, mostrou que a ação militar de deposição do presidente chavista foi um gesto legal, amparado constitucionalmente e ordenado pelo Poder Judiciário. Nem haveria que se falar em quebra da ordem constitucional, vez que as formalidades da transmissão de poder foram integralmente cumpridas. O que sublinho aqui é que, ainda que essas formalidades não tivessem sido cumpridas, os homens de bem, conscientes de seus deveres, deveriam ter agido da mesma forma e pôr o golpista para correr. Quero render a minha homenagem ao chefe do Poder Judiciário, que determinou, e ao comandante militar, que fez cumprir a grande ordem.
O formalismo eleitoreiro não pode ser biombo para esconder as trapaças da esquerda revolucionária, que ocupa posições em toda parte, encontrando terreno livre pela omissão daqueles que poderiam barrar o seu caminho. A pequena república de Honduras deu um exemplo ao mundo.
Desde que a esquerda aprendeu a dominar o jogo eleitoral, sujeitando-o aos seus projetos revolucionários, ela mesma deixando de lado o golpismo à moda de Fidel Castro, vemos o uso hipócrita esse discurso que exige a omissão daqueles que podem lhe obstar o caminho.
O uso da força para conter o mal é legítimo.
Meu temor é que a reação da esquerda em escala mundial acabe por fazer abortar a reação vitoriosa. Se ao menos os Estados Unidos apoiassem, o novo governo teria a chance de se consolidar, fazendo vingar a contra-revolução chavista. Mas nem isso nós temos, então tudo pode acontecer. Torço para que as convicções nacionalistas e democráticas do povo hondurenho o levem a cerrar fileiras com seus governantes, homens egrégios que tiverem que escolher o caminho mais difícil.
Nivaldo Cordeiro é economista
 e empresário livreiro.
Fonte: recebido por correio eletrônico,
do meu amigo Zé Carlos.

COMENTO: todavia, desavergonhadamente, nossos "jornalistas" televisivos continuam a denominar o novo governo hondurenho como "golpista".
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Perdió Kirchner

LA LECCIÓN QUE DEJAN LAS URNAS
Perdió el kirchnerismo. Se analice como se analice el resultado de las elecciones de ayer, el oficialismo salió fuertemente debilitado de una elección a la que presentó como una eventual "evaluación de gestión". Ciertamente, no han sido comicios de gran relevancia, sólo legislativos, pero — se insiste — el propio kirchnerismo les dio una magnitud inusitada desde el principio.
Haber logrado poco más del 30 por ciento de los votos en la provincia de Buenos Aires, es toda una derrota para el matrimonio presidencial, especialmente cuando se tiene en cuenta todo lo que se ha hecho para lograr una buena performance. Se ha adelantado la fecha de los comicios, se han inventando "candidaturas testimoniales", se apeló a confusas figuras de la talla de Nacha Guevara y hasta se promovieron maniobras de todo tipo, siempre reñidas con la ética y la moral.
Así y todo, el kirchnerismo fue vencido. En realidad, lo que sucedió es que el gobierno ha sido receptor de un claro mensaje por parte de una sociedad agobiada por diversos desatinos oficiales, como la manipulación del Indec, la intolerancia general, el discurso divisorio y la corrupción de ciertos funcionarios K.
Ha habido anteriormente otros signos de cansancio social, pero el matrimonio presidencial nunca los tuvo en cuenta. Parecen actuar los K bajo una especie de "sordera" que los ha llevado a creerse supuestos logros de gobierno que no son tales.
Los resultados de la elección no son la muerte de nadie y sólo deben ser interpretados como la expresión más cabal del fastidio generalizado. Deberá el kirchnerismo, a partir de hoy, cambiar algunas actitudes, aunque también a algunos funcionarios de primera y segunda línea.
Parte del hastío social tiene que ver con eso: no se toleran ya las actitudes de personajes de la talla de Guillermo Moreno, Ricardo Jaime, Aníbal Fernández y otros. Se acabó anoche mismo un estilo de hacer política, relacionado al patoterismo y la prepotencia.
Se terminó el apriete a través de la "caja" y la persecución infundada contra los "enemigos del modelo". A partir de hoy, la sociedad ha mostrado que no tolerará más ese tipo de situaciones.
Asimismo, los referentes más importantes del país están comenzando a mover sus propias fichas. Anoche mismo, so pretexto de felicitarlo, relevantes intendentes de la provincia de Buenos Aires han llamado a Francisco de Narváez para alinearse con él de cara a las elecciones del año 2011.
Otros, como Daniel Scioli, mastican su propia bronca por el retroceso sufrido al acompañar a Néstor K. Es el precio de la tibieza y la indecisión, situaciones de las que nunca se vuelve.
Es bien cierto que ha sido esta la lección más dura que ha tocado en suerte al oficialismo, pero también es una nueva oportunidad para cambiar el rumbo. Quedan aún dos años de mandato K y son más que suficientes para enderezar el timón y llegar a buen puerto.
¿Sabrá a partir de hoy el oficialismo tender una mano a la oposición política para juntos sacar el país adelante? ¿Tendrán los Kirchner la humildad que se necesita en estas cruciales horas de crisis financiera para convocar a sus "enemigos" del campo? ¿Estará esa misma oposición dispuesta a ayudar al kirchnerismo? Imposible saberlo ya mismo, habrá que esperar el lento paso de las horas... y los días.
Lo cierto es que, hoy la Argentina se presenta como una suerte de campo minado, donde cada paso debe ser dado a conciencia, bajo riesgo de pisar una inoportuna bomba. Saben cabalmente los Kirchner dónde deben pisar para lograr una exitosa misión, pero — contrario sensu — saben cómo provocar un desatinado estallido.
A ese respecto, sólo cabe preguntarse, ¿sabrá el gobierno estar a la altura de las circunstancias?
Christian Sanz

Sulgás e AES Querem US$ 1 Bi de Indenização da YPF

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Sulgás e AES Uruguaiana foram à Justiça da Argentina e ajuizaram ação própria contra a YPF, uma espécie de Petrobrás local, mas privada, espanhola, pedindo indenização de R$ 1 bilhão.
A Transportadora de Gás do Mercosul, TGM, pediu outros US$ 10 milhões da YPF.
 A controladora da YPF, a espanhola Repsol, que no RS é sócia da Petrobrás na Refap, de Canoas, já avisou sobre o assunto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos e provisionou dinheiro para fazer face a qualquer decisão judicial.
 O editor confirmou tudo nesta quarta-feira junto ao governo gaúcho, controlador da Sulgás.
 Acontece que AES Uruguaiana e Sulgás, ajuizaram a ação por lucros cessantes, como decorrência da falta de cumprimento no fornecimento de gás argentino durante os anos que vão de 2006 a 2008.
 AES Uruguaiana e Sulgás têm contrato em vigor com a YPF.
 A decisão das duas empresas de ajuizar ação na Argentina, só ocorreu depois que perceberam que o governo federal brasileiro não estava interessado em confrontar o governo argentino em busca de uma solução.
 A Argentina cortou o fornecimento de gás porque ficou sem gás, resultado de total falta de investimentos públicos e privados  conseqüência da desordem da economia argentina do período imediatamente pré e pós default. Até aí, AES Uruguaiana e Sulgás compreenderam as razões, conseguiram distratar fornecimentos justos com RGE, CEEE e AES, mas não resolveram seus próprios problemas de operações, porque os investimentos feitos foram enormes no RS.
As alternativas apareceram, inclusive a concordância dos argentinos em importar gás, acumulá-lo em Baía Blanca e depois remetê-lo a Uruguaiana, em troca da energia produzida pela AES, mas o presidente Lula e a ministra Dilma Roussef, mais interessados em trocar perna pelo mundo e atrás dos eleitores, nunca encontraram tempo para sentar com os Kirchner e resolver o problema.
Fonte: Políbio Braga
COMENTO: Os pedidos das empresas gaúchas para que a diplomacia brasileira agisse no sentido de negociar mudança na legislação do governo argentino (que havia sinalizado a possibilidade de mudanças, desde que solicitadas oficialmente) para resolver o problema da falta de gás e o cumprimento dos contratos, foram solenemente ignorados pelas "otoridades" federais. Os projetos e investimentos das empresas não fazem parte do PAC!