quinta-feira, 19 de junho de 2008

Jonerval, o “Novo Homem” Prometido Pelas Esquerdas, Mais Moralista do Que Elas...

Você conhece o Jonerval?
Não? Há um vídeo no Youtube (acima) em que ele concede uma entrevista a um repórter da Rede TV. Ele tinha acabado de ser preso por roubar R$ 14. Não era a primeira prisão.
Jonerval inaugura uma categoria nova no Brasil — quem sabe um novo padrão de civilização. Depois do “homo faber” e do “homo ludens”, do homem que labora e do homem que se entrega aos jogos lúdicos, temos, com Jonerval, o “homo latro”, o “homem ladrão”.
Não! Ele não disfarça nem busca subterfúgios. É ladrão assumido — nesse sentido, é também um “homo verus”, um homem sincero. Diz ele: “Eu não gosto de trabaiá, não, rapaz, eu sou ladrão”.
Jonerval parece ter tido aula de dialética com os professores petralhas. Diz ao repórter: “Se eu não roubar, nenhum de vocês tem trabalho. Ceis tão tudo desempregado se eu não roubar, se o outro não roubar... Gero emprego pro repórter, pra polícia, pro escrivão, pra delegado, pra juiz, pra promotor. Tudo através de mim, que sou ladrão. Estou contribuindo para o bem de todos, né?”
E isto aí. Uma das coisas que a esquerda sempre prometeu quando chegasse ao poder era criar o “novo homem”.
É Jonerval. Com um pouco de estudo, estaria debatendo a aplicação da Lei de Falências. E ele também é um exemplo, né? É o ladrão sincero.

O Estado Patrocinando Assassinatos

por Márcio Accioly
São visíveis os sinais embrionários de generalizada convulsão social em todo o Brasil. Não vê quem não quer. Num país onde a bandidagem e a ladroeira têm posições garantidas, os desmandos cometidos no campo alimentado pela impunidade servem apenas de adendo a situação que se torna insustentável. O desrespeito é geral.
Veja-se, agora, o que aconteceu no Rio de Janeiro com a entrega de três jovens pobres e negros, por militares do Exército, a uma facção criminosa rival. Dois dos rapazes moravam no morro da Providência, em áreas dominadas por traficantes. Eles foram detidos por suposto desacato a integrantes do Exército.
Para que sofressem um “susto”, e aprendessem a “respeitar” arbitrários milicos, foram entregues aos seus “inimigos” (traficantes do Morro da Mineira), torturados e mortos. É inaceitável uma coisa dessas! Que se pode fazer?
De imediato, a Rede Globo pegou carona no caso e desancou o Exército, esquecendo ter florescido justamente por conta do regime autoritário que levou 21 anos (1964-85), vazando lama por todos os lados em cima da instituição.
Pior: o ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB-RS), apareceu travestido de Rambo da democracia a exigir “investigação rigorosa” para punir culpados. E quando é que foram feitas investigações assim, reclamadas pelo ministro, com relação a ele próprio que confessou ter enxertado de forma irregular alguns artigos na Constituição?
Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, chamou os militares de “bandidos”, destilando veneno por todos os poros. Mas não lembrou que é acusado de enriquecimento ilícito, sem dar resposta satisfatória, fato sempre cobrado pelo jornalista Hélio Fernandes na sua coluna da Tribuna da Imprensa (RJ).
A onda que irá nos engolir, excelências, é a da impunidade. É o fato de circular abertamente a certeza de que somos conduzidos por bandidos, assaltantes dos cofres públicos a desconhecerem qualquer noção administrativa. Só querem se arrumar.
Que horror, que horror! Dois dos jovens tiveram as mãos decepadas. Um outro, teve a perna cortada a facão, na altura do joelho. Que Estado Democrático de Direito é esse? Com os marginais soltos e abrigados em altos postos, levando todos os recursos financeiros públicos do país enquanto a população é tratada dessa maneira?
O presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), mais uma vez, não sabia de nada. Mas o jornal O Globo perguntou, na primeira página de sua edição da terça-feira (17), “por que o presidente autorizou essa ação num morro do Rio, para ajudar o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ)”, candidato a prefeito da chamada Cidade Maravilhosa?
Talvez, agora, os que defendem a presença do Exército como força policial, nos morros do Rio de Janeiro, repensem a estratégia e a estupidez da proposta. Não faltaram avisos de que uma desgraça poderia acontecer. Aconteceu. E o Exército sai profundamente desgastado do episódio. Não é esta sua função.
Enquanto isso, o governador carioca está passeando em Berlim, juntamente com o secretário de Transportes, Júlio Lopes, com quem foi fotografado diante do portão de Brandemburgo dentro de um velo táxi.
Diz ele que está na Europa observando o que tem sido feito por lá, em termos de melhoria no trânsito, a fim de transplantar benefícios para o cenário do Rio de Janeiro. Sua excelência só não conseguiu, ainda, viajar mais do que o presidente da República.
Afinal, seu mandato se iniciou em 2006 e o de Dom Luiz Inácio em 2003. Terá tempo. Nossos dirigentes se divertem. Os que sustentam esse luxo, com os exorbitantes impostos, penam na insegurança e pagam a conta com a própria vida.
Márcio Accioly é Jornalista
Fonte:  Alerta Total 

De Bolsos Cheios

Petistas usam norma do Banco do Brasil para ganhar uma pomposa ajuda financeira.
O Banco do Brasil, criado em 1808 com a chegada da família real, sobreviveu à monarquia, resistiu a três ditaduras e, em tempos democráticos, consolidou-se como a maior instituição financeira do país. Controlado pelo governo federal, seu principal acionista, o banco também tem um longo histórico de interferências políticas.
Toda vez que o poder muda de mãos, praticamente todos os seus dirigentes, independentemente da qualidade da gestão, acabam substituídos. Em junho de 2003, para dar mais segurança à diretoria e evitar que os executivos fossem abandonados à chuva a cada troca de governo, o BB criou o Programa de Alternativas para Executivos em Transição, apelidado de PAEx.
Ele prevê que o presidente, vice-presidentes, diretores e gerentes executivos que deixarem o banco recebam o equivalente a doze salários e um benefício proporcional ao tempo de serviço, que pode chegar a 80% de um salário, por ano trabalhado.
Até agora, cinqüenta dirigentes já aderiram ao PAEx, recebendo em média 300.000 reais cada um. A boa intenção do governo, porém, vem sendo usada por um grupo de espertalhões para subverter a essência do programa e encher os bolsos de dinheiro.
O caso mais emblemático envolve o atual vice-presidente de crédito do BB, Adézio de Almeida Lima. Ele está no banco há 35 anos e, graças à sua militância no PT, eliminou etapas na carreira. Antes de Lula tomar posse, Adézio era gerente executivo. Em 2003, assumiu o cargo de vice-presidente, com um salário de 27.000 reais, por indicação do PT de Minas Gerais. Em agosto passado, ele aderiu ao PAEx. Embolsou, no total, mais de 800.000 reais. Dias depois da aposentadoria, porém, Adézio reassumiu o mesmo cargo, indicado como funcionário de confiança do presidente do BB, e manteve o salário de 27.000 reais. Investigado no escândalo dos aloprados, quando petistas ligados ao comitê de campanha do presidente Lula foram presos comprando um falso dossiê contra tucanos, Adézio era superior hierárquico de Expedito Afonso Veloso, um dos mentores da operação. Procurado por Veja, ele mandou dizer, por meio da assessoria de imprensa do BB, que o caso "é pessoal" e que não se manifestaria.
O programa criado para dar mais estabilidade a executivos em transição também tem servido para tornar mais confortável o exílio de petistas enroscados em escândalos de corrupção. É o caso do ex-diretor de marketing do BB Henrique Pizzolato. Depois de receber um "empréstimo" de 326.000 reais do empresário Marcos Valério, o operador financeiro do mensalão, Pizzolato aderiu ao PAEx uma semana depois de descoberto. Em vez de ser sumariamente demitido, ele foi premiado. Embolsou 365.000 reais do banco na condição de diretor que estava indo embora. As regras do PAEx excluem do programa quem responde a processos administrativo, judicial ou trabalhista. O processo contra Pizzolato só foi aberto depois que ele já havia enchido os bolsos. O BB afirma que, tanto no caso de Adézio como no de Pizzolato, as normas do programa foram respeitadas. Agora, além de ser da Maria, do João e do Pedro, como apregoava a campanha publicitária recente, o Banco do Brasil também é do Adézio, do Pizzolato e de outros vários aproveitadores.
Fonte:  Veja

Quem é Dom Erwin Kräutler

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Kräutler nasceu em Koblach, na Áustria, no dia 07 de dezembro de 1939. Fez seus estudos iniciais em Koblach (1945-1951) e Feldkirch (1951-1958). Ingressou na 'Congregação do Preciosíssimo Sangue'. Em Salzburg, realizou seus estudos de filosofia (1959-1962) e teologia (1962-1965). No dia 7 de março de 1965, em Salzburg, foi ordenado padre. Foi, então, enviado ao Pará como missionário em 1965, onde seu tio Eurico Kräutler era bispo.
Foi vigário Cooperador de Altamira-PA (1965-1979); Pároco de São Francisco Xavier de Souzel (1979-1980); Reitor da Escola Apostólica São Gaspar, Altamira, PA (1967-1974); Professor de Filosofia Educacional e Psicologia Educacional no Instituto Maria de Mattias, Altamira, PA (1966-1980); Ecônomo da Prelazia de Xingu, PA; Encarregado Pastoral de Vila Vitória.
Bispo Coadjutor da Prelazia de Xingu (1981); Bispo Prelado do Xingu 'pleno iure' a partir de (1981/2008); Presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) (1983-1991); Responsável pela dimensão Missionária (1995-2003); Delegado à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

— 1987/1988 - Brasil: República Plurinacional
O controvertido bispo austríaco, confesso adepto da Teologia de Libertação, é bastante conhecido por sua postura a favor da criação de nações indígenas independentes. O bispo era o presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), quando em agosto de 1987, foi apresentada pelo CIMI uma emenda popular à Assembléia Nacional Constituinte que tentava introduzir na nova Constituição Brasileira o conceito de plurinacionalidade para os indígenas e o de soberania restrita para suas reservas. A emenda sugeria:
Artigo 1º - O Brasil é uma República Federativa e plurinacional ...
Artigo 2º - Os membros das Nações Indígenas possuem nacionalidades próprias, distintas entre si e da nacionalidade brasileira, sem prejuízo da sua cidadania brasileira.
Os demais artigos, estabeleciam que os recursos naturais do solo, subsolo, cursos fluviais, lagos localizados em seus limites dominiais, os rios que nela têm nascente e foz e as ilhas fluviais e lacustres são bens das 'nações' indígenas.
Em julho de 1988, ainda como presidente do CIMI, protocolou na Assembléia Nacional Constituinte, a Sugestão Popular nº S-001 que ratificava a emenda popular do CIMI e que era firmada por milhares de austríacos. 'Curiosamente' a cidade austríaca onde as assinaturas foram colhidas foi Feldkirch, onde Krautler havia realizado seus estudos secundários (1951-1958).

— 2008 - Indígenas e Belo Monte — Covardia Criminosa
O engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, coordenador dos estudos de inventário da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, foi a Altamira convidado pelos organizadores do 'Encontro Xingu Vivo para Sempre' para apresentar os estudos que estão sendo feitos sobre aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte. O encontro foi organizado pela Arquidiocese de Altamira e teve a participação de aproximadamente duas mil e quinhentas pessoas, entre representantes de populações indígenas e ribeirinhas, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pesquisadores que discutiram projetos hidrelétricos e seus impactos na Bacia do Rio Xingu. Na terça-feira, 20 de maio, após ter realizado sua apresentação o engenheiro Rezende estava assistindo à exposição do terceiro palestrante, quando um grupo de índios o puxou pela camisa e o derrubou no chão e começou a golpeá-lo com bordunas e facões até ser cortado por um deles.
O bispo de Altamira Dom Erwin Krautler, presidente do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), lamentou a agressão, mas questionou a postura do engenheiro durante o encontro. "Os índios não queriam matar esse homem. Por outro lado tenho que dizer que o homem não usou de pedagogia para com os povos indígenas. Ele não entendeu a alma kaiapó, senão não teria acontecido nunca um incidente como este", disse, ainda, que viu o fato como uma defesa dos indígenas — "Os índios se sentiram provocados".

— 2008 - Pará: Bispo do Xingu acusado de vender madeira doada
"O diretor do Ibama em Altamira (PA) Roberto Scarpari estaria envolvido com o bispo Dom Erwin Krautler na venda de madeira apreendida e doada à Prelazia do Xingu. A denúncia de moradores ao jornal 'O Impacto' diz ainda que o bispo, que se diz ameaçado de morte, teria vendido apenas créditos dessa madeira, o que configuraria crime de falsidade ideológica e formação de quadrilha. O diretor do Ibama seria conivente. Dom Erwin Klauter foi acusado de comprar facões para que índios agredissem engenheiros da Eletronorte em Altamira — um engenheiro quase perdeu o braço, como mostrou o Jornal Nacional". (Cláudio Humberto)
"A população de Altamira, no Oeste do Pará, questiona junto ao diretor do Ibama daquele Município, Roberto Scarpari, onde foram parar os 5.000 metros cúbicos de madeira apreendida no Município, e que posteriormente foi doada, através de termo de ajuste de conduta, à Prelazia do Xingú. Outra acusação, relata que a Prelazia vendeu a empresas locais apenas créditos dessa madeira, podendo incorrer no crime de falsidade ideológica, bando ou quadrilha". (Manoel Cardoso - Jornal O Impacto - 14/06/2008 - Edição nº 687)
Fonte: Hi7.Co
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'Ad Aeternum'

por Olavo de Carvalho
Ao longo dos tempos, a militância socialista usou de dois meios preferenciais de luta, juntos ou alternados: o assassinato e o roubo, ou, mais genericamente, a crueldade e o embuste. A primeira fez as glórias da esquerda cubana, o segundo as da brasileira.
Nenhum governo da América Latina pôde jamais competir com o de Fidel Castro em brutalidade, nem com o de Lula em safadeza. O primeiro ficou no poder por quarenta anos enviando 100 mil cubanos ao outro mundo e mais 100 mil para a cadeia. O segundo mantém-se no alto das pesquisas conservando fora da cadeia todos os que deveriam estar nela — uma longa lista que começa nos ministros que falsificam documentos para legitimar a fragmentação do território nacional, passa pelos familiares do presidente transfigurados em milionários da noite para o dia e culmina nos terroristas estrangeiros aos quais o partido do senhor presidente prometeu e jamais negou solidariedade.
Em qualquer democracia normal, um só dos crimes desse governo — o laudo falso em prol da doação de Roraima, por exemplo — bastaria para levar o presidente ao impeachment e seus assessores ao cárcere. Aqui, centenas desses episódios acumulados provocam, no máximo, uns resmungos preguiçosos, umas gesticulações de vago descontentamento, umas simulações pusilânimes de protesto cívico e, coroando tudo, a firme decisão de não fazer nada.
Nada? Estou sendo injusto. As elites falantes dêfte paíf fazem alguma coisa, e até uma coisa revolucionária, inédita: chamam de 'normalidade institucional' o direito concedido a uma agremiação partidária de roubar o quanto queira, de distribuir a seus cúmplices estrangeiros o patrimônio nacional, de tratar como parceiros e amigos os terroristas que armam e adestram os quadrilheiros locais para que espalhem o terror nas ruas, de destruir a cultura nacional no altar da propaganda comunista e do mais vulgar show business politicamente conveniente, de abafar investigações e censurar notícias, de usar a burocracia estatal como secretaria do partido, de ofender toda semana os sentimentos morais e religiosos da população, de gastar dinheiro público numa orgia carnavalesca onde a esposa de um ministro se esfrega despudoradamente num governador e respectiva digníssima, etc.
Cada um desses episódios daria um livro, como o mensalão deu O Chefe, de Ivo Patarra. Todos juntos formariam uma enciclopédia da patifaria como jamais se viu no mundo. Mas como se convencionou que a soma desses descalabros constitui a 'normalidade institucional', toda alternativa ao presente estado de coisas parece medonha ameaça de golpe, hipótese que inspira um sacrossanto horror e conduz inevitavelmente à conclusão de que o lulismo é uma fatalidade cósmica inelutável: ruim com ele, pior sem ele. E assim vão se passando os dias, o chefe cada vez mais poderoso, os políticos 'de oposição' cada vez mais colaboracionistas, a elite cada vez mais acanalhada e subserviente, a 'sociedade civil' cada vez mais atrelada às ONGs esquerdistas bilionárias, a vontade popular cada vez mais débil, mais fácil de desviar contra alvos fictícios e bodes expiatórios, entre os quais ela própria.
O senhor Lula diz que ele e José Serra inauguraram um novo modo de fazer política. É verdade, com a ressalva de que ele não falava de duas pessoas, mas de dois partidos, gêmeos nascidos do ventre da USP. E esse novo modo consiste no seguinte acordo: nós dois vamos à ONU, pegamos cada um uma cópia do receituário globalista para a destruição das soberanias nacionais e da civilização judaico-cristã e o aplicamos no Brasil à risca, mas fazendo de conta que seguimos duas políticas diferentes e trocando uns tapinhas de vez em quando. Como prêmio, a mídia internacional dirá que somos maravilhosos e exibirá ao mundo nossa alternância no governo como prova de maturidade democrática. Os brasileiros, idiotas, dirão que é 'normalidade institucional' e, temendo rompê-la, nos manterão no poder ad aeternum.

Senhor Comandante do Exército,

Os abaixo-assinados, ministros da Guerra e do Exército na paz e na guerra, na ditadura e na democracia, encaminham-lhe a presente solicitação: afaste a tropa dos morros cariocas, Exército não é polícia. Pedimos que faça isso porque sabemos como vai acabar essa irresponsabilidade de engajar recrutas no interesse das quadrilhas políticas do Rio de Janeiro. Daqui de nosso posto de observação, vemos o que vai acontecer, mas não podemos revelar.
Decidimos relembrar um caso do nosso tempo, o dos maconheiros do 1º Batalhão de Infantaria Blindada. Em 1971, um capitãozinho de 29 anos arvorou-se em polícia, prendeu quinze soldados, baixou-lhes o pau e morreram quatro. Um IPM de fancaria concluiu que dois desertores haviam matado os colegas. Tudo mentira. Tivemos que ouvir calados vários sermões daquele bispo comunista de Volta Redonda. O comandante do quartel acabou condenado a sete anos de cadeia (pagou seis meses) e o capitão a 84 anos (pagou menos de um décimo). Um comando incapaz contribuiu para a morte dos soldados e destruiu a carreira do capitão.
Pense na educação que demos ao tenente da chacina da Mineira. Ele tem 25 anos e não o formamos para trilhar a senda da delinqüência policial.
General Enzo: não somos meganhas. Oito signatários deste apelo foram ministros durante a última ditadura. Eles insistem para que se registre: a militarização das operações de segurança nacional foi saudada por todo o grande empresariado e todas as grandes empresas de comunicação do país. Repetindo: todas. (Nessa época o senhor era um capitão-aluno do Instituto Militar de Engenharia, e perseguia radicais aritméticos.) Quando o povo foi para a rua e nós voltamos para os quartéis, a conta ficou toda conosco. Mesmo assim, ninguém teve a ousadia de apedrejar nosso glorioso quartel-general.
No caso dos três garotos presos no Morro da Providência, posteriormente achados num lixão, o escriba do Comando Leste disse que "os elementos detidos foram encaminhados à presença do comandante da tropa que, depois de ouvi-los, determinou que fossem liberados. Após a liberação, as tropas do Exército não voltaram a ter contato com os elementos citados".
Falso, eles foram entregues aos Amigos dos Amigos, no Morro da Mineira. Essa nota ofendeu os fatos e o pundonor da tropa. Peça aos escribas que abandonem a expressão "elemento". Isso é linguagem de delegacia. O Brasil é povoado por cidadãos. Elementos são o cobre, o lantânio, ou mesmo o molibdênio.
Oferecemos duas propostas e uma excentricidade. Vão enumeradas, para sua escolha:
— Dos generais Eurico Dutra e Costa e Silva: "Retire o contingente, em silêncio, sem comentários. Garantimos que ninguém vai cobrar."
— Dos generais Henrique Lott e Walter Pires: "Telefone para o governador Sérgio Cabral e avise que, a partir de agora, o general do Comando Leste dará entrevistas na Europa e o mandatário subirá o morro."
— O general Orlando Geisel sugere o cerco e ocupação de dois próprios estaduais. Primeiro, toma-se a Assembléia Legislativa. Depois, passa-se ao segundo objetivo, que só será revelado após a consecução do primeiro.
Seus camaradas subscrevem-se, respeitosamente.
Elio Gaspari é jornalista

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Há Justiça e Justiça. Qual Será Aplicada?

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Mesmo com a maior boa vontade, não é possível elaborar uma justificativa lógica para o incidente dos três moradores da favela da Providência, mortos por bandidos do morro da Mineira. Todavia, o jornal Folha de São Paulo de hoje, 18 Jun 08, publicou que até a noite anterior “nem a Polícia Militar nem a Civil haviam feito investida na favela para tentar prender traficantes da Mineira, que são apontados como assassinos. Ninguém da favela foi preso ou formalmente apontado pelo crime. A Secretaria da Segurança informou ontem que não havia nenhuma operação em curso ou prevista para a Mineira. Por enquanto, a 4ª Delegacia de Polícia focou suas ações na investigação dos militares."
Por outro lado, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República já anunciou a criação de uma comissão para investigar o grave incidente, acompanhar os inquéritos em andamento e empenhar-se para que os procedimentos judiciais resultem em punição exemplar e ágil.
E o atual ministro da Justiça, afirmou que as Forças Armadas não são aptas a atuar na segurança pública e que esta visão é a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como se este, a exemplo de outras vezes, não soubesse da presença militar na favela em questão. Foi atribuída, ainda, ao ministro a afirmação de que as Forças Armadas vão tomar duras providências para punir os responsáveis pelo crime.
Pelo andar da carruagem, percebe-se a ênfase na “punição exemplar e ágil” contra os militares envolvidos no caso.
É interessante a postura governamental, como é costume, “aferrando-se de costas para a parede”, ao explicar que o Exército não participa de ações de segurança no morro da Providência, mas sim de uma “ação subsidiária”. Mais ou menos o mesmo argumento de que “dossiê” é diferente de “banco de dados”. Evita-se também ilações de favoritismo político em prol de um Senador candidato a prefeito da cidade nas próximas eleições, alegando que os estudos e o contrato foram efetuados em 2007, precedendo qualquer motivação quanto às eleições de 2008. No papel, tudo bem, mas na prática ficam as indagações. Se não é uma “ação de segurança”, o que fazem os militares do Exército armados na área, revistando moradores, etc, se ali não é uma “área militar”? Ou é?
O Exército pode não ter tido visão eleitoreira em 2007, até por que, como instituição nacional permanente não será candidato a nada, mas o mesmo pode ser dito quanto ao Senador, futuro candidato pelo mesmo partido do vice-presidente da República e ex-ministro da Defesa? É só verificar as palavras do próprio, aqui: “A iniciativa é legítima e conta com a aprovação do Presidente da República e da população beneficiada, cuja opinião não foi seriamente consultada. Aos que acusam minha iniciativa de manobra política, eu indago se, por acaso, o interesse dos políticos só é legítimo quando tratam de obras para os ricos. Acaso o ato político por excelência não é aquele que leva à gratidão do povo, e, por meio desta, à renovação ou à conquista de novos mandatos? Não é para servir ao povo que o político existe? Se for assim, então o projeto é, sim, político.”
Muito é falado a respeito do uso das Forças Armadas no controle da violência social, particularmente no Rio de Janeiro. O sucesso no Haiti, apesar das críticas dos eternos inimigos dos militares, é usado como argumento para a atuação na segurança interna. Esquecem os apoiadores da ideia que as situações são muito diferentes. No Haiti, há o apoio legal da ONU para qualquer ação violenta. E no âmbito nacional? O que existe é uma grande intenção de colocar as instituições militares em descrédito. Os cretinos politiqueiros querem é usufruir do prestígio e da “mão de obra fácil” dos militares, sem arcar com o alto preço da violência que pode advir de ações militares. Por isso os poucos chefes militares que ainda preocupam-se com suas instituições têm-se mostrado arredios ao emprego das mesmas contra os criminosos organizados que, em última instância, não deixam de ser cidadãos brasileiros.
O risco da tropa se envolver com o mundo ilegal é outra realidade. Se ocorre em instituições muito bem prestigiadas em termos materiais (bons salários, boas condições de trabalho que estimulam o bem servir), a classe política aí está como um bom exemplo, muito fácil seria corromper profissionais mal pagos e com pouca confiança em suas chefias.
Por outro lado, a presença do Exército junto à sociedade, particularmente nas favelas do Rio de Janeiro, incomoda muita gente. É fatal ao tráfico de drogas e armas, refletindo-se na diminuição do fluxo de recursos para os verdadeiros patrões, encastelados em bairros nobres e palácios estatais. Daí as “manifestações populares” pedindo a saída dos militares do morro da Providência para que seja novamente instaurada a liberdade comandada pelos bondes, milícias, etc.
Como afirmou a cientista política Maria Celina D'Araújo, do Centro de Pesquisa e Documentação Histórica da FGV, “estão brincando com as Forças Armadas como se elas fossem uma agência a ser usada a serviço de qualquer problema social, econômico, de transporte ou de saúde. Claro que em todo mundo elas podem cooperar nessas atividades, mas aqui estão banalizando isso.”
Espera-se que as investigações sejam conduzidas com a lisura que qualquer investigação criminal requer, apurando todas as responsabilidades sem que a “punição exemplar e ágil” limite-se aos militares envolvidos no caso, eis que eles podem alegar que somente erraram o local onde liberar os seus detidos.
Por fim, indago com o jornalista Jorge Serrão, por que não foi criada uma comissão do governo federal para apurar, a tortura sofrida por jornalistas de O Dia, por grupos pára-militares de milícias, na favela do Batan, em Realengo?
Quem vai apurar este outro crime?
A líder da Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Cocal, na região de Rosário Oeste (MT), Helena Souza Ferreira, de 45 anos, foi assassinada com um tiro no tórax no sábado.
Helena tinha feito denúncias no Ministério Público Federal (MPF) contra o Incra e o Movimento do Trabalhadores Sem Terra (MST).
Ela liderou por seis meses um movimento que rompeu com o MST e fez denúncias de possíveis irregularidades na demarcação de terras.
Será que a Presidência da República vai instituir uma comissão especial para apurar tal crime hediondo, de natureza político-ideológica?
A dona Helena era integrante da direção estadual do MST. Por problemas disciplinares e políticos foi afastada temporariamente da direção ficando apenas como simples “acampada” (na realidade, “invasora de propriedade privada”, o termo mais correto).
Ela não aceitou tal decisão e começou a fazer uma articulação no acampamento alegando que o MST não estava cumprindo o seu papel de fazer reforma agrária.
Como prova do funcionamento do modelo de “Justiçamento Social” do MST, a revoltada sem terra acabou sete palmos abaixo dela...
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terça-feira, 17 de junho de 2008

Uso Politico do Exército

"O Exército está lá desde o ano passado, à revelia do próprio secretário de Segurança. O que foi feito é um acordo lateral, uma promiscuidade política"
(Chico Alencar deputado federal pelo PSol/RJ)
Imagem da Internet
PERGUNTAS SEM RESPOSTAS:
— Se o país não decidiu oficialmente usar o Exército para fazer a segurança pública, por que o presidente Lula autorizou essa ação num morro do Rio para ajudar o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ)?
— Por que a única ação do Exército em área de violência, em todo o país, acontece justamente onde há projeto eleitoral?
— Qual foi o objetivo dessa decisão?
— Qual a participação efetiva, nesta iniciativa, do ex-ministro da Defesa José Alencar, colega de partido de Crivella?
— O que o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, acha disso?
— O congresso Nacional foi ouvido?
— A operação militar, nesses moldes, tem amparo na Constituição?
— Como é exatamente a atuação dos oficiais e soldados do Exército no Morro da Providência?
— Quem controlava e fiscalizava essa operação?
— Havia integração com a polícia do Rio?
Fonte: O GLOBO - 17 Jun 2008
COMENTO:  O pior disso tudo é que esse tal Crivella criticou de forma caluniosa, em um programa eleitoral, a atuação do Exército Brasileiro por ocasião da Guerra do Paraguai!!

Tragédia Anunciada.

Da Folha de hoje, mostrando o tiro no pé que o "melancia", um autêntico "baba-ovo" do governo Lula, decidiu dar na instituição mais aprovada pelos brasileiros:
Em parecer encampado pelo Comando do Exército, em Brasília, o Comando Militar do Leste (CML) alertou para os riscos da participação militar no projeto Cimento Social no morro da Providência, no Rio. Foi, porém, voto vencido. O Palácio do Planalto seguiu a sugestão do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), e o projeto virou convênio dos ministérios de Cidades e da Defesa. O comandante do CML, General-de-Exército Luiz Cesário da Silveira Filho, enviou o parecer ao comandante do Exército, general Enzo Peri. Discorreu sobre os riscos do contato de militares com bandidos, falou sobre a possibilidade de haver tiroteios e até mortes de civis com balas perdidas. Seu temor era que os militares estariam em áreas conflagradas, mas sem flexibilidade legal para real combate ao crime. Cesário é a maior autoridade do Exército na região que abrange Rio, Minas e Espírito Santo. No documento, ele considerava equivocada e arriscada a atuação da Força nas obras e na segurança de pessoal na favela. Enzo, porém, não teve margem para negociar. Prevaleceu a decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se comprometeu a apoiar a ideia de Crivella, aliado federal e pré-candidato a prefeito pelo PRB, que ganhou visibilidade para seu projeto paralelo ao das obras do Estado (aliado ao Planalto) ou da prefeitura (de oposição). No final, foram definidos 50 militares de várias patentes da área de engenharia e mais um efetivo de 200 homens responsáveis pela segurança dos colegas, das casas, do equipamento e do material das obras. Uma das funções dos engenheiros e seus subordinados é, em tese, ensinar a população a melhorar e manter suas próprias casas. Ontem, em meio à crise, três importantes autoridades do Exército no Rio estavam fora da cidade: Cesário, que estava em Portugal; o comandante da 1ª Divisão de Exército, general Rui Monarca da Silveira, na Argentina; e o chefe da Inteligência, coronel Braga Neto. Uma das preocupações do general Cesário era justamente o sempre indefinido poder do Exército em situações do gênero e o temor de que os militares ficassem de mãos atadas para combater o crime. A rigor, os militares que estão na Providência não podem fazer repressão ou prevenção de crimes, a não ser em situações flagrantes e evidentes, como ver uma pessoa portando arma de fogo ostensivamente ou cometendo delito. Esse tipo de limitação causa claro desconforto entre os militares, que reclamam estar sujeitos a freqüentes provocações e até ameaças de moradores. O clima estava tenso nas últimas semanas. Um tenente da engenharia foi ameaçado de morte, o que o afastou do local e levou à abertura de um inquérito policial militar. Houve outras detenções no período. A Folha apurou que ao menos dois veículos militares — um caminhão e um jipe — foram atingidos por disparos de traficantes, desde o início da atuação do Exército no morro.
Fonte:   Coturno Noturno

Cada Força no Limite de sua Atribuição Constitucional

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Controvertidas as declarações dos senhores governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e seu secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Um chama os 11 militares presos de marginais e o outro diz que o Exército não está preparado para fazer policiamento ostensivo. Não foi a instituição militar que se ofereceu para patrulhar e dar proteção às obras em andamento nos morros cariocas. O governador do estado, por não confiar em suas polícias, ou com o objetivo de desmoralizá-las perante a população, requisitou a presença do Exército para fazer este tipo de operação. A instituição militar do estado, tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil, tem preparo e é capacitada para este tipo de atuação. Chamar o Exército e a Força Nacional de Segurança para atuar no Estado do Rio de Janeiro é se declarar incompetente, incapaz de gerir os seus meios de ação policial. Se o estado pagasse um salário condizente com o papel que desempenha o policial, não se verificaria tantos desvios de conduta e desconfiança de quem comanda. ......
O que o estado deve compreender é que o policial não é uma máquina movida a pilha ou corda, ele tem família para sustentar e é um indivíduo com dignidade. Deve parar de requisitar as FFAA e a Força Nacional de Segurança.
O Exército como força singular tem um perfil diferente de atuação. É preparado para o combate, com o objetivo claro de aniquilar o inimigo. A FNS não ganha o suficientemente bem, e ainda é mal orientada no seu trabalho. É comum passar-se de ônibus, onde está presente essa força, e o que se vê são homens fortemente armados, de costas para a rua com a arma apontada para as entradas e saídas de morros. O vagabundo passa por trás do soldado e bate em seu ombro.
“- Companheiro, cuida da retaguarda, senão vai perder parte desse traseiro!”
O circo montado nestes últimos dias, com o assassinato brutal de três moradores do Morro da Providência, não se sabendo se são realmente jovens inocentes, ou traficantes que permeiam as ruas do bairro, reacendeu o furor da mídia, que encontrou no episódio mais um estopim para dar continuidade a sua sana de desmoralização das FFAA. Uma horda de desocupados, com pedras e paus nas mãos, aos gritos e o slogan de “A ditadura voltou!”, desceu o morro e ousou afrontar o quartel do Comando Militar do Leste. A esquerda festiva está ouriçada. A OAB que só se manifesta para defender marginais, tomou a frente em defesa dos ‘pobres’ moradores do Morro da Providência, que no seu entendimento estão sendo agredidos com a presença do Exército. Outras instituições ditas defensoras dos direitos humanos acompanham replicando a mesma tese, com ofensas às FFAA e exigências de saída dos militares dos morros cariocas. ‘Os moradores dos morros e favelas cariocas querem viver livres, sob a proteção das milícias e dos traficantes da área.’
“- Aqui no morro não tem violência. A brutalidade só aparece quando vem a polícia, e agora, os soldados do Exército!” Protestam os paus mandados dos dirigentes de associações de moradores de favelas.
Este lamentável episódio vai servir de lição. Aceitar tudo que o governo manda fazer, sem ao menos ponderar, mostrando o contraditório da presença militar em certas atividades, não condizentes com o papel constitucional das FFAA, resulta num entrave que só se presta para denegrir a imagem da instituição militar. Bem provavelmente seja este o objetivo desse governo de corruptos, de recalcados, que não se conformaram com a derrota imposta nos anos 60 e 70 pelas FFAA. Os ex-terroristas, assassinos e seqüestradores, hoje no poder, querem por que querem a cabeça dos militares. E as terão se uma nova ordem não for estabelecida na cúpula de comando das FFAA.
Faz-se necessário, urgentemente, que o Alto Comando das FFAA se reúna e dê um ultimato aos atuais comandantes militares. Ou eles se assumem como dirigentes máximos da instituição militar, ou entreguem os seus cargos. Tem-se que endurecer o comando. A ofensiva parte de todos os lados. Agora de dentro da própria instituição. Começou com o açodamento dos dirigentes dos controladores de vôo que desafiaram a autoridade militar, com desacato e desautorizando os chefes, chegando ao limite de convidar instituições estrangeiras para interferir nos órgãos de orientação do tráfego aéreo. A reação foi pífia, chegando ao ponto do comandante da Aeronáutica oferecer promoções até a patente de coronel para que os amotinados arrefecessem a baderna do caos implantado nos aeroportos. E a ameaça de prisão dos amotinados, ficou no carnaval de um comandante da Aeronáutica aparecer no Cindacta–1 agarrado na saia de uma promotora de justiça militar.
Banalizou-se a outorga de medalhas militares, condecorando-se até a primeira-dama, só porque ela elogiou o curso de formação de aviadoras militares. O comandante da Marinha teve o desplante de viajar até Mato Grosso para entregar uma Medalha de Honra da Pesca a um senador, só porque o parlamentar elogiou a sua performance numa pesca de lambaris. O comandante do Exército de tanto insistir na entrega de uma medalha à ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Russeff, que ela aceitou a honraria, (...). Vieram os travestis, fazendo a cirurgia de mudança de sexo e querendo continuar na ativa, como se as FFAA fossem a casa das loucas abichonadas. Dois sargentos se transverteram em cantoras líricas e passaram a andar fardados em boates imitando a Cássia Eller. Agora alguns militares extrapolaram o seu dever e provocaram o assassinato de três indivíduos moradores no Morro da Providência. Quando se teve a oportunidade de agir com firmeza, atuou-se de maneira moderada. Se tivessem imitado o endeusado líder das esquerdas Che Guevara, hoje não teríamos no poder essa gang de corruptos, posando de vítimas da ‘ditadura militar’ e heróis nacionais. Os nossos inconseqüentes militares tratam neste momento de se defender, jogando a culpa uns nos outros. “Nós apenas dirigíamos a viatura, e nem sabíamos para onde ia!” Alegam os espertos. Servidores do Ministério da Defesa, pela segunda vez em oito dias, fazem passeata na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro. Centenas, diferente dos minguados militares da reserva e aposentados, que quando fazem manifestação pública; é para dar visibilidade a sua candidatura a um cargo no Legislativo. Os servidores pleiteiam equiparação salarial com os militares. Só não dizem que recebem Fundo de Garantia, não tiram serviços, e nem são deslocados de uma cidade para outra, à sua revelia.
Com tanta fraqueza o poder militar está se esfacelando. Um general chegou a ser proibido de participar de uma reunião numa tribo indígena em Roraima. O Comandante Militar da Amazônia depois de chamar de caótica a ação do governo nas terras indígenas, está proibido de fazer novas declarações em público. Agora os trabalhadores das obras do PAC no Morro da Providência ameaçam cruzar os braços enquanto o Exército não deixar o local.
As coisas estão andando conforme o figurino traçado pelos comuno-petistas do governo Lula. Não demora e as FFAA serão desativadas e a segurança do país passará para as mãos dos sem-terra no campo, e da Polícia Federal nas cidades. A Gestapo comandada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, já está mandando mais do que as FFAA. Para coroar a tomada definitiva do poder pelos comunistas, só falta acontecer a prisão de um general ou de um membro do Supremo Tribunal Federal. Presos e algemados. E jogados na parte de trás de um camburão.
O governador do Estado do Rio de Janeiro, puxa-saco assumido do presidente Lula, é o mentor da presença do Exército nos morros cariocas. Desapontado por um fato isolado, chama os militares de marginais.
As milícias que atuam livremente na cidade, atormentando a população tanto quanto os traficantes, extorquindo e matando no atacado, são tratadas com menos furor verbal; e a repressão se faz de maneira discreta, quase omissa.Que os nossos chefes militares aprendam a lição. Papel de polícia, cabe à policia. Essa de viver bajulando os poderosos de plantão, distribuindo medalhas e honrarias sem critério, termina transformando as FFAA brasileiras em organizações menores, desacreditadas perante o conceito da nação. Vamos preservar a instituição, sendo mais responsáveis.
E a última questão que está no ar: Além do tenente que entregou os três indivíduos presos no Morro da Providência para marginais de outra facção criminosa para serem castigados, quem mais vai responder pelo delito? Só esse oficial? Não está havendo protecionismo e acobertamento de autoridades de nível superior? “Há algo de podre no reino da Dinamarca!”.

José Geraldo Pimentel - Cap Ref EB
Rio de Janeiro, 17 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ciclos Que se Renovam

por Daltro Wesp
Na construção da nacionalidade brasileira e principalmente na fixação das fronteiras no Sul do Brasil, os movimentos militares sempre tiveram papel de vanguarda. Nos primórdios do descobrimento, os portugueses instalavam fortificações e efetivos de defesa do território frente à ousadia ocupacionista da França, Holanda e Espanha. Os militares conquistaram e delimitaram nossas vastas fronteiras. Muitas vezes não eram militares de carreira, mas pessoas que compunham temporariamente as Forças Armadas. Esta trajetória é coroada de atitudes corajosas, desprendidas de muitos sentimentos que hoje sequer podemos imaginar. Os homens daquela época doavam a vida pelas causas e os bens materiais. Levavam os filhos nas expedições, a família, os amigos, num rumo que muitas vezes não prenunciava volta.

Registros
As primeiras expedições exploradoras, colonizadoras, da instalação dos governos gerais, dos vice-reinados, as Entradas, as Bandeiras, a fixação dos marcos derivados dos tratados entre as duas coroas da Península Ibérica, a descoberta do ouro, as missões religiosas de catequização, o cumprimento das determinações do rei português, o movimento dos tropeiros, foram empreendimentos pela costa e interior do Brasil que sempre se fizeram acompanhar de efetivos militares. As armas da época faziam parte dos instrumentos a serem transportados. É inegável que a visão militar de ocupar para assegurar o território para a coroa portuguesa é fato significativo no processo da construção da história brasileira.

Século 19 e 20
No início do século 19, enquanto os vice-reinados espanhóis na América se conflagravam em lutas fraticidas, o império português e posteriormente brasileiro, consolidava pacífica e diplomaticamente a unidade do território nacional. Após a independência, a espada de Caxias pacificou o Maranhão, o Pará, a Bahia e o Rio Grande do Sul.
Os conflitos com o Uruguai e Argentina e posteriormente com o Paraguai, também foram resolvidos no emprego da arte militar. Após a guerra maldita, a questão militar, o golpe da Proclamação da República, a Revolta da Armada, a Revolução Federalista, Canudos, a Revolta dos 18 do Forte, a Coluna Prestes, a Revolução de 23 no Rio Grande do Sul, a Pacificação de 27, a Revolução de 30, 32, a Intentona de 35, o Integralismo de 37, o Estado Novo, a participação na Segunda Guerra Mundial, as candidaturas militares de Eduardo Gomes, Eurico Dutra, Henrique Lotti, a deposição de Café Filho, a Revolta dos Sargentos, a Legalidade, a Redentora de 1964, são alguns dos episódios que contemplam a participação dos militares na formação do Brasil.

Desgaste
Quem viveu o período do início dos governos militares sabe muito bem o quanto à sociedade brasileira apoiou-os, até o ano de 1973. Daí em diante, a oposição se fortaleceu nas urnas, principalmente como decorrência da redução do crescimento econômico, aumento da inflação, das dívidas interna e externa, em vista da guerra dos seis dias entre Israel e a comunidade árabe, que elevou o preço do petróleo no mercado internacional e desestabilizou a economia mundial, dentre as quais a brasileira. A partir de 1973, se fortalece o discurso de oposição e enfraquece o apoio ao regime militar e o conceito destes perante a opinião pública.

Propaganda odiosa e mentirosa
Já faz muito tempo que vivemos um ciclo cultural da dualidade, que parece estar findando. Até nos livros de história do ensino público atuais, os militares são escrachados, enquanto os seguidores do comunismo internacional que queriam implantar uma ditadura totalitária no Brasil são mostrados como os grandes defensores da democracia. Esta propaganda de massa criou uma grande mentira.

Ventos novos
Pela primeira vez, nos últimos 30 anos, uma pesquisa de opinião pública mostra as Forças Armadas como a instituição mais confiável no Brasil. O trabalho foi executado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, com 1.500 maiores de 18 anos, de todas as regiões do país, entre 29 de maio e 02 de junho. As Câmaras de Vereadores e dos Deputados são instituições vistas por 68% dos brasileiros entrevistados, como não confiáveis. Quem diria!
Os detratores estão na rabeira e os detratados, no pleno gozo da simpatia do povo brasileiro. Prestes deve estar se retorcendo e Castelo Branco, rindo.
Fonte:  Jornal O Nacional - 13 Jun 08
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domingo, 15 de junho de 2008

Pugilistas Deportados Para Cuba: Acabou a Farsa Oficial

por Rebecca Santoro (*)
Todos lembram do episódio em que dois boxeadores cubanos, Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, fugiram do controle da delegação cubana, durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado. Fatos dessa natureza são considerados pelo governo cubano como deserção. Os dois foram presos pela Polícia Militar, em Araruama, e entregues à Polícia Federal que, a serviço do ministro Tarso Genro e da solidariedade do partido do presidente Lula ao ditador comunista Fidel Castro, deportou os pugilistas, em tempo recorde, de volta a Cuba, num aviãozinho cedido pela Venezuela do companheiro Chavez.
Em março deste ano, Erislandy Lara, depois de ter amargado, sob as ordens do governo de Cuba, a exclusão de todos os eventos esportivos, dos treinos e ainda a proibição de ter qualquer emprego, fugiu da ilha prisão em uma embarcação que levou 12 horas para chegar ao México. Diferentemente do que aconteceu aqui no ano passado, Lara recebeu um visto do consulado alemão e embarcou com passagem aérea de primeira classe para Hamburgo.
Logo depois da deportação dos pugilistas, Tarso Genro concedeu entrevista no Programa do Jô, em que disse que os dois haviam se arrependido da fuga e manifestado vontade de retornar a Cuba — nessa hora, inclusive, fez apologia do sentimento de falta da pátria que acometeria os fugitivos, citando exemplo pessoal. O ministro disse também que a rapidez da operação teria sido provocada pela vontade recíproca, dos pugilistas e do governo de Cuba, de ver os dois atletas de volta ao país, por razões políticas, certamente (teve que confessar), mas também por razões esportivas. É muita desfaçatez mesmo!
Tarso ainda teve coragem de apresentar como grande iniciativa a do Congresso de enviar parlamentares à Cuba para verificar as condições de vida dos dois atletas. Dois meses depois da deportação o embaixador de Cuba no Brasil, Pedro Núñes Mosquera, disse ao presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Vieira da Cunha (PDT-RS), que o governo cubano vetaria a viagem de uma comissão de deputados brasileiros a Havana, que não queria nenhum brasileiro entrevistando os boxeadores e que o assunto estava encerrado.
Hoje, na Alemanha, Lara disse que ele e seu companheiro Guillermo Rigondeaux perderam tudo o que tinham quando voltaram para Cuba. Foram excluídos das lutas, dos treinos e proibidos de arranjar emprego. Sem saída, Lara vendeu a única coisa que lhe sobrara, uma motocicleta, para sustentar a mulher, Marita, e os filhos, Erislandy Júnior e Roberlandy. Os três tiveram que ficar em Cuba, porque uma fuga, como a que fez, poderia ser arriscada demais para as crianças. Não há planos, por enquanto, de tentar trazer a família para junto de si, revelou o boxeador. Ele disse também que pretende voltar ao Rio de Janeiro 'de cabeça erguida', para visitar o Cristo Redentor. Guilhermo Rigondeaux continua na ilha prisão, sem trabalho e sem perspectivas, nem de futuro e nem de fuga de Cuba.
Portanto, está definitivamente desmontada a farsa arquitetada pelo governo petista, pelas mãos de Tarso Genro, em torno da deportação dos pugilistas cubanos, na qual diziam, com ares de cínica inocência, que os boxeadores teriam voltado à 'pátria' por livre e espontânea vontade, mesmo que os dois tenham assinado quaisquer documentos com declarações nesse sentido — para o que teriam sido coagidos sob chantagem do governo cubano em relação a suas famílias.
O que dirá Tarso Genro agora? Deixa a gente adivinhar: ele vai dizer que agiu dentro da lei e que não tem culpa do que aconteceu aos dois atletas em Cuba; que o governo de Fidel tinha pleno direito 'democrático' e 'soberano' de não permitir a 'interferência' de comissão de parlamentares brasileiros em visita aos pugilistas em Cuba; e que o atleta que fugiu, agora, de Cuba para a Alemanha, o teria feito por simples ambição capitalista, de olho no salário que receberia por lá lutando boxe.
Mentiu! Mentira! Mentem o tempo todo! A prova está nas declarações que Tarso Genro deu no programa do Jô, vídeos abaixo, e o que disse o pugilista Erislandy Lara, depois que conseguiu fugir de Cuba. Assistam aos vídeos e relembrem sobre o ocorrido em Liberdade Nocauteada e Fatos e Versões.
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Força: A Parteira das Revoluções

por Maria Lucia Victor Barbosa
É profundamente lamentável que não tenhamos instituições e partidos de oposição com determinação para barrar a corrupção obscena que se desenrola diante das vistas dos poucos brasileiros perceptivos e, portanto, capazes de avaliar o que realmente se passa no governo e no seu partido, o PT.
Os últimos dias têm ilustrado com claras evidências a bandalheira oficial e foram ricos em notícias escandalosas, que rapidamente se apagarão da memória coletiva sem maiores problemas ou conseqüências.
Em todo caso, quem tomou conhecimento, ainda que só pela TV, do depoimento da ex-diretora da ANAC Denise Abreu, que na Câmara discorreu sobre as pressões da Casa Civil e a interferência “imoral até ilegal” do compadre do presidente da República, Roberto Teixeira, com relação ás negociações ou negociatas que culminaram com a compra da Varig pela Gol, deve ter desconfiado, e esse é o ponto mais grave, que desta vez Lula da Silva não poderá dizer que não sabia de nada. Impossível ele afirmar que jamais conheceu o homem que o sustentou durante tantos anos, que priva de sua intimidade, que freqüenta seus palácios. Entretanto, pede-se o impeachment da governadora Yeda Crusius por suposto envolvimento em corrupção de alguns de seus auxiliares enquanto o nível federal fica acima de qualquer suspeita, aconteça o que acontecer de mais escabroso e escancarado.
A questão é que não existe quem enfrente com coragem a desonestidade que apodrece o país e o PT se preparou muito bem para assumir o poder, dele não pretendendo sair tão cedo. Agora está tudo contaminado, corrompido, achincalhado. A propaganda é asfixiante e Lula da Silva, bem orientado e tarimbado nas lides sindicais e populistas, agrada com seus discursos a todas as classes.
Note-se que nem uma palavra foi dita sobre o compadre Teixeira, porém, segundo o presidente, atacar Dilma Roussef, coitadinha, é abominável. São intrigas da oposição porque ela é candidata à presidência da República.
Outra imoralidade da semana apareceu nas notícias sobre a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), fundada pelo atual presidente do PT Ricardo Berzoine.
Segundo Hélio Malheiros, irmão de Luís Eduardo Malheiros, ex-presidente da entidade que morreu em acidente de carro em 2004, ele “tinha de ceder às pressões políticas e, muitas vezes, se via obrigado a entregar valores de grande monta para as campanhas eleitorais do PT, desviando recursos que eram destinados à construção das unidades habitacionais” (O Estado de S. Paulo. 07/06/2008).
Aqui se configura mais ações do tipo mafioso, como se o Brasil tivesse se transformado num grande e impune “sindicato do crime”. Naturalmente, os acusados negarão até a morte o caixa dois para campanhas de companheiros, especialmente as de 2002.
Diante das pressões palacianas para negociatas, onde não falta o compadrio capaz de abrir latas e arrombar portas, nenhum espanto da sociedade como um todo. Nenhuma reação partidária mais veemente. Nenhuma instituição a demonstrar indignação.
Coroando a semana tivemos a aprovação na Câmara, por dois votos, da famigerada CPMF rebatizada de CSS. O presidente da República mais uma vez se fez obedecer por um Congresso venal, mas diz para efeitos externos que não quer o imposto. Contraditoriamente exalta a aberração tributária como se fosse o elemento salvador da Saúde.
Como é óbvio Lula da Silva e seu governo, não contentes com arrecadações cada vez maiores, não abrem mão do imposto, em que pese sabermos que as vultosas quantias arrecadadas dificilmente irão tirar a Saúde da UTI.
Enquanto falcatruas explodem na imprensa e factoides entretêm a população desviando o foco para outros temas, a inflação vai crescendo e juros subindo.
Diante disso está faltando uma nova pesquisa para mostrar que, simultaneamente, aumentou a popularidade de LILS, algo que provaria “cientificamente” que nosso povo adora inflação e impostos. É o povo categoria “mulher de malandro”, povo que gosta de apanhar.
Tem mais. E é algo gravíssimo que passa despercebido do respeitável público: a sanha dos ditos movimentos sociais como o MST e a Via campesina. Financiados e estimulados oficialmente seus integrantes avançaram recentemente sobre 18 Estados. Como onda de violência avassaladora eles invadiram usinas hidrelétricas, ocuparam e destruíram estações experimentais, bloquearam ferrovias, dominaram fazendas, obras, rodovias, indústrias, como seguissem a palavra de Karl Marx: “a força é a parteira das revoluções”. Ninguém do governo se manifestou.
O que está realmente por trás do vandalismo revolucionário apelidado de movimento social? Isso é tema para outro artigo. O que se sabe, porém, é que o PT se preparou longamente para chegar ao poder e não pretende deixá-lo tão cedo. O PT não dá ponto sem nó e o MST é uma de suas crias. Reflitamos sobre isso.
COMENTO: Quando surgem versões rocambolescas sobre os "assassinatos" de João Goulart, Juscelino Kubitschek, Zuzu Angel e outras "vítimas da ditadura", sempre aparecem diversos meios de comunicação social para repercutir o boato e fixar na população a imagem dos militares associada a criminosos (vã tentativa já que se verifica, a cada pesquisa feita por entidades diferentes, que os militares nunca perderam o respeito da sociedade). Por outro lado, as diversas mortes violentas de pessoas envolvidas com manipulação de "recursos não contabilizados" em campanhas eleitorais petistas só são destaques até o surgimento de alguma "suspeita de crime político", passando as investigações automaticamente ao regime de "sigilo judicial". E nunca mais se fala no assunto. Pergunta-se como andam os processos sobre os assassinatos de Toninho do PT (Campinas-2001); Celso Daniel (Santo André-2002) e as seis pessoas envolvidas nas investigações; Luis Eduardo Saeger Malheiro, Marcelo Rinaldo e Alessandro Bernadino (dirigentes da Bancoop, em Pernambuco-2004); e Neylton Souto da Silveira (Salvador - Fev 2007)???
E por falar em sigilo judicial, qual terá sido a causa da absolvição dos quatro "bandidos que extorquiam" o padre petista???
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sábado, 14 de junho de 2008

Kortinas de Humo

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EL GOBIERNO ALLANA MEDIOS DE PRENSA ADVERSOS
En el marco del gran temor oficial por la posibilidad de algún "desmadre" el fin de semana — tal cual fue anticipado por este periódico en el día de la fecha —, han comenzado a generarse ciertos "manotazos de ahogado" por parte del kirchnerismo a efectos de que no se filtre más información a la sociedad respecto a la delicada situación oficial.
Han reaparecido, a ese respecto, dos cortinas de humo, por un lado han comenzado nuevamente los incendios provocados por el propio gobierno (1); por el otro, se realizan en estas horas puntuales allanamientos contra ciertos medios y periodistas acusados de "revelar secretos de Estado". Algunos de ellos son: Juan Bautista Yofre (periodista y ex funcionario menemista), Roberto García (director de Ámbito Financiero, aún no confirmado) y Héctor Alderete (Presidente de Seprin.com). Asimismo, se está llevando a cabo la misma medida en sendos hogares paternos, de Iván Germán Velázquez y Pablo Alfredo Carpintero, ex agentes de la SIDE que dejaron el Gobierno luego de negarse a hackear mails a pedido del matrimonio Kirchner. Ambos — entrevistados oportunamente por Tribuna de Periodistas (2) — fueron acusados paradójicamente por hackear los correos electrónicos de ciertos funcionarios. Otro que sufrió el allanamiento de su domicilio es el siempre sospechado general Daniel Reimundes, quien se desempeñó como secretario general del Ejército bajo el mandato de Ricardo Brinzoni.
¿Adónde terminará esta movida? difícil saberlo, sólo puede decirse que son medidas que intentan tapar algunos datos de la coyuntura actual. Entre otros:
— El inesperado desabastecimiento nacional.
— El descontrol de los que protestan contra el gobierno.
— La increíble baja en las encuestas por parte de Cristina (oculta el kirchnerismo medición hecha por Datamática, donde la imagen de Cristina araña el 8% en algunas provincias).
— El insólito sobreseimiento de Nilda Garré por el envío de material bélico a EEUU a precios ínfimos.
— La denuncia del empresario Antonio Mata a revista Noticias de que un funcionario del oficialismo le pidió 6 millones de dólares para poder ingresar con su nueva empresa al país, Air Pampas.
— La embestida que está por sufrir un importante ministro a causa de la enorme cantidad de irregularidades que acumula en su haber (sus iniciales son AF).
— Etcétera.
En estas mismas horas, el grupo de tareas kirchnerista — el D2 santacruceño, ampliamente denunciado por este periódico (3) — está preparándose para contener cualquier tipo de desborde que pudiera generarse el fin de semana. Durante esta semana, hubo un intenso cruce de "carpetas" entre los integrantes de D2 y la Casa Rosada. Allí se esconden secretos inconfesables de diversos enemigos K e incluso de ciertos funcionarios oficiales que se ocupan de la seguridad del "matrimonio presidencial".
La desconfianza no tiene límites y se teme que alguna persona de aparente confianza pueda "conspirar" contra el kirchnerismo o filtrar información a la prensa independiente.

Gran Hermano K

La acusación por "revelación de secretos de Estado" que intenta impulsar el gobierno, de la mano de la impresentable jueza Sandra Arroyo Salgado — una de las pocas magistradas que se animó a hacer tarea tan sucia — es una medida anacrónica en pleno Siglo XXI. En tal sentido, ¿Qué es secreto de Estado y qué no? ¿Cuál es el límite que determina que un algo pueda contarse o no? ¿Significa esto que no pueden publicarse escándalos o negociados que involucren al gobierno?
El kirchnerismo, que se jacta de su lucha por los Derechos Humanos, en los hechos se muestra peligrosamente cercano a la dictadura militar, con un férreo control sobre la oposición y los medios. Ni hablar de la cooptación de la Justicia Federal y el Consejo de la Magistratura, amén de la insólita decisión del ministro de Justicia, Aníbal Fernández, de que las fuerzas de seguridad deben informarle todo tipo de medidas que se estén a punto de tomar por pedido de funcionarios judiciales.
Se avanza en estos días sobre la Oficina Anticorrupción y la Defensoría del Pueblo de la Nación. ¿Adónde piensa llegar el gobierno para desactivar cualquier atisbo de denuncia contra sus funcionarios?
Una cosa es segura: cuando el matrimonio Kirchner deje el poder, deberá recorrer incesantes juzgados por los desaguisados que hoy cometen, junto con algunos de sus funcionarios.
Mientras tanto, parecen decididos a inventar las cosas más insólitas para acallar a aquellos que critican la corrupción oficial. Insólitamente, en la causa que tramita en el juzgado de la jueza Arroyo Salgado no hay más pruebas que el testimonio "secreto" de un grupo de agentes de la ineficiente Secretaría de Inteligencia (ex SIDE), presumiblemente arengados por el oscuro Fernando Pocino, no casualmente uno de los pocos personajes que logran pertenecer al círculo íntimo de Cristina Kirchner.
¿Realmente cree el oficialismo que logrará frenar al periodismo crítico con medidas como la descripta? ¿Piensa ciertamente que frenará los enojos de la sociedad con palabras vacías de contenido como hizo hasta ahora?
La gente ya no cree en los fantasmas que agita el gobierno, sabe que son cortinas de humo utilizadas para tapar hechos de corrupción que han superado a la criminal entrega menemista. Una frase, pronunciada por una de las pocas fuentes oficiales que se animan a hablar con este medio, resume la locura oficial: "Es increíble lo que puede hacer el temor por inexistentes fantasmas. Pero más increíble es que, a falta de ellos, se los invente".
Christian Sanz
(1) Ver Periodico Tribuna
(2) Ver Periodico Tribuna
(3) Ver Periodico Tribuna

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