segunda-feira, 28 de março de 2011

Dona Esther, Minha Mãe

por Humberto Aquino,
 Brasília, DF
Dona Esther, ariana nascida em Tuparaí, 1º distrito de Itaqui, em 28 de março de 1921, nesta segunda-feira de já outro século atinge seu nonagésimo aniversário.
Na pia batismal e na certidão de nascimento recebeu o nome de Esther Gonçalves dos Santos, mudando para Esther dos Santos de Aquino, ao casar com meu pai, Mercês Marques de Aquino, no já distante setembro de 1946. Desse casamento, que durou cinqüenta e cinco anos, até a morte de seu cônjuge, em outubro de 2000, nasceram dois filhos, que casados já lhe brindaram com dois netos, duas netas, três bisnetas e um bisneto.
Minha mãe teve seus rudimentos culturais adquiridos na Escola XV de Novembro, lá mesmo em Tuparaí e aos vinte e seis anos casou com um peão campeiro, seis anos mais velho, peão esse que se transformou em carpinteiro e mudou para a cidade, para propiciar uma possível ascensão social a seus filhos que, se na campanha continuassem, talvez nem passassem, também, do segundo livro.
Mas Dona Esther não é de se laçar com sovéu curto, pois é extremamente lépida, ágil e a imobilidade, se a ela for aplicada, certamente a matará.
Dona de casa dedicada à família, em todos os sentidos. Ainda na década de sessenta meu pai, à época dos IAP... – IAPB, IAPC, IAPI, IAPETEC, etc. – sofreu um acidente que lhe impediu de trabalhar por quase dois anos e o instituto previdenciário ao qual era vinculado, o IAPI – Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários – só lhe pagou uns dois ou três meses, acredito que nem isso, só vindo a receber o que lhe era devido mais de dois anos após tendo, inclusive que entrar na justiça e também teve de ir a Porto Alegre para resolver o impasse.  
Foi um período muitíssimo doloroso para todos nós, não só pelo sofrimento físico de meu pai, também pela falta de dinheiro do arrimo da família. Não pudemos nesse período, eu e meu irmão, desfilarmos no dia da Independência, pois não havia dinheiro para a aquisição dos tênis conga, dos jalecos e das calças azuis e, além disso o sonho de integrar a banda do São Patrício foi por água abaixo, pelo preço do uniforme.
Mas minha mãe, entretanto, não se achicou. Fazia rapadurinhas, docinhos, bolinhos, pirulitos, que entregávamos nos bares e bolichos de Itaqui. Seu Luís Camargo, açougueiro, fiava a carne, de segunda, é lógico, por ser mais barata e a ela eram acrescidas vísceras, que também eram mais em conta, como tripas, cabeças, fígado, rins e tudo o mais que não aumentasse ainda mais a conta. Desse período, apesar dos maus bocados vividos, ainda guardo boas recordações, recordações de orgulho de uma dona de casa que, ao ver o barco adernar, ao invés de se ajoelhar e clamar aos céus por socorro e rezar pedindo proteção, pegou nos remos, assumiu o timão e dirigiu esse barco, enfrentando todas as adversidades e todas as tempestades a seguro porto, sem que nada de mal acontecesse a nenhum passageiro dessa embarcação.
Essa é dona Esther, minha mãe. Católica praticante, suas práticas religiosas são sinceras, humildes e de extrema pureza. Viu seu maior sonho ser realizado: visitar o santuário do Padre Reus e também o túmulo do Padre Cláudio Mascarello, capelão da Rede Ferroviária, que em todas comemorações de São João oficiava missa na capela São Pedro.
Moradora há mais de cinqüenta anos à Rua Coronel Fernandes, esquina Antônio Neto, quando para lá mudamos, a vizinhança ainda era parca e espalhada e as touceiras de maricás e unhas-de-gato eram componentes majoritários dos terrenos do bairro nos finais dos anos cinquenta e na década de sessenta.
Dona Esther é extremamente conhecida, pois ela se faz conhecer. Se não a visitarem, ela visita, mesmo quem não a visita. Quando menos idosa não se pejava em andar a pé a cidade toda, pois não tinha paciência em esperar os ônibus, raríssimos em quantidade, demorados nos horários e bastantes antigos.
Quando da febre das tele-motos, dona Esther mais uma vez não se achicou e, até pouco tempo, era fiel passageira desse meio de transporte, rápido, barato mas, paradoxalmente, nem sempre seguro.
Essa aí é minha mãe, minha primeira alfabetizadora, pois antes dos cinco anos, graças a ela aprendi os rudimentos da leitura, ainda pela cartilha do “B + A = BA”, ensinamento basilar, que jamais me afastou dos livros, do letramento e da leiturabilidade. Com ela também aprendi a amar, pois como nunca a vi enraivecida ou eivada de rancores, rogando pragas ou tramando maldades de qualquer natureza, fiquei vacinado contra tais práticas e tais comportamentos.
Desejo, enfim, de coração, do meu e todos os meus, toda a sorte de felicidades para minha mãe, dona Esther, neste seu nonagésimo aniversário, incluindo nesses desejos meus paralelos e descendentes, filhos, noras, netos, seus cônjuges e bisnetos: Josenilda (Jô), Janaína (Jana), Rafael (Rafa), Érico, Isabela (Isa), Adalberto (Bebeto), Maria, Timóteo, Luciane, Rogério, Juliana (Juju), Carolina (Carol), Camila e Eduardo.
Com sua bênção, minha mãe! Feliz aniversário!
Recebido por correio eletrônico do meu Amigo Humberto Aquino
COMENTO: o Jornal A Verdade, da cidade de Itaqui, tem o Aquino como colaborador desde seu número um, há dezessete anos, pois seu primeiro exemplar foi às bancas em 29 de janeiro de 1994. É de autoria, dele o slogan do jornal: "QUE A VERDADE PREVALEÇA SOBRE TUDO E SOBRE TODOS'! Pois o jornal A Verdade, publicou no sábado (26/3) e eu não poderia deixar de repercutir aos meus amigos, esse lindo texto de meu Amigo descrevendo a excepcional trajetória de vida traçada por sua Mãe. Quero aqui, também, me incluir entre os "paralelos" do Aquino e expressar meus Parabéns a ela por seus anos bem vividos e fazer votos de que Deus permita que ela continue por muitos anos difundindo esse primoroso exemplo de como viver a vida. Meus respeitos, Dona Esther e Feliz Aniversário!!

domingo, 27 de março de 2011

Obama e a Tenda à Prova de Escuta em Hotel no Rio

Foto: Casa Branca/Governo dos EUA/foto: Pete Souza
A Casa Branca divulgou uma foto de uma tenda à prova de escuta que o presidente americano, Barack Obama, usou quando esteve no Brasil para manter discussões seguras com seus auxiliares sobre a operação militar na Líbia.
Segundo o correspondente da BBC em Washington Rajini Vaidyanathan, esta foi uma das raras ocasiões em que o governo dos EUA divulgou imagens de uma dessas tendas, instalações para troca de informação confidencial batizadas de Sensitive Compartmented Information Facility (SCIF, na sigla em inglês).
As SCIFs são tidas como os locais mais seguros do mundo para se manter conversações à distância; elas são à prova de grampos e de som e são protegidas contra a ação de hackers.
A foto divulgada pela Casa Branca mostra Obama ao telefone, ao lado do conselheiro de segurança do governo americano, Tom Donilon, à direita e o chefe de Gabinete da Casa Branca, Bill Daley, à esquerda.
Anel
Segundo o governo dos EUA, eles mantinham uma conferência com a secretária de Estado do país, Hillary Clinton e o secretário de Defesa, Robert Gates, entre outros, de dentro de seu quarto de hotel, no Rio de Janeiro. É possível ver o carpete estampado do hotel.
As SCIFs formam uma espécie de anel de ondas eletrônicas que impede que sinais entrem ou saiam da tenda, exceto as comunicações criptografadas enviadas por uma linha segura via satélite.
Para entrar em uma SCIF, é necessária uma combinação de senhas, crachás e dados biométricos. Tais tendas são sempre transportadas durante as viagens presidenciais e vem se tornando, com o tempo, cada vez menores e mais portáteis.
Fonte:  BBC/Brasil
COMENTO:  sem fazer juízo de valor, mas tente imaginar o que pensaria um funcionário do hotel ao ver uma "barraca" dessas montadas na sala de um dos apartamentos.  Não posso afirmar que exista alguma similaridade nos equipamentos, mas o antigo líder líbio e atual ditador árabe em rota de queda livre, Muammar Kadaffi sempre foi considerado excêntrico, atualmente maluco, por permanecer alojado em uma "tenda" instalada nos jardins de onde se hospedava.  Há quanto tempo será que existem essas tais de SCIF?  Será que só o Hussein norte-americano as possui?  Será que o "irmão, camarada e grande líder" do pinguço brasileiro já não possui alguma coisa similar há bastante tempo?  Grana para equipamento não é problema para o ex grande condutor do povo, atualmente adjetivado como bandido sanguinário, terrorista, criminoso, genocida, ........
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A Verdade Manipulada

por Arlindo Montenegro
É cada dia mais importante identificar fontes de informação honestas e independentes. A mídia que invade cada espaço das nossas vidas descarrega um tsunami de informações aterrorizantes. É notável a semelhança entre as pautas dos veículos formadores de opinião pública, no mundo inteiro. Mesmo assunto, diferentes versões.
Política, economia, notícias, tudo quanto é repetido pela grande mídia, é manipulado pelas mesmas fontes, todas de propriedade de grandes corporações e dirigidas por agentes da elite globalitária e seu complexo industrial militar, com assessoria direta de acadêmicos, serviços de inteligência e Fundações.
Três agências aparecem todos os dias em nossos jornais, radios, televisões: New York Times, CNN e Washington Post. Todas estão relacionadas com indústrias Farmacêuticas, Financeiras, Xerox, IBM, Ford, Phillip Morris, Fundação Rockfeller, Fundação McArthur, CFR, FMI... e muito mais, que indicam os membros dos conselhos de administração das empresas que alimentam o mundo com notícias.
Notícias manipuladas para homogenizar a opinião pública sobre assuntos de interesse mundial. A imprensa "imparcial"!! A serviço da Coca Cola, Johnson & Johnson, Rand,  GM e até de Universidades cujos Presidentes do Conselho são também ligados ao Federal Reserve.
E o governo? Para maquiar, distorcer, esconder as falcatruas governamentais, utiliza-se jornalistas simpáticos, bem pagos como consultores ou assessores de alguma instituição governamental, ou agentes infiltrados, como aconteceu no Watergate, quando se revelou que 400 jornalistas trabalhavam para a CIA. E os jornalistas também se alimentam da citação de "analistas militares", que defendem as políticas do governo.
As mídias alternativas, frequentemete são financiadas por ONGs, mantidas por Fundações "filantrópicas", com a mesma finalidade, como disse George Bundy, quando presidente da Fundação Ford: "Tudo o que a Fundação faz é tornar o mundo seguro para o capitalismo." Estava dizendo que isto era feito, induzindo cobertura jornalística, orientando a interpretação e a análise crítica.
Esta mesma estrutura de pesos pesados, exporta e determina a pauta de jornais e programação de televisão. É a fonte dos seriados policiais e de costumes que popularizam o sexo, drogas e violência. E programas para dementes como o big brother. E tudo é copiado para o exercício das "relações sociais"...
Os assuntos tabu são tratados com um sumiço ou umas balas na cara, como fizeram recentemente com o advogado blogueiro do Rio de Janeiro, que denunciava uma linha de conduta que mesmo o ministro da Justiça reconheceu recentemente: a associação de governantes com os narcotraficantes. Pior ainda quando as ferramentas de manutenção da indigência mental são controladas por psicopatas.
Salvo raros momentos de exceção, os governantes têm condenado este país ao atraso, em decorrência de seus equívocos hegemônicos ou ideológicos, sempre na dependência de modelos importados e extemporâneos. A indigência de idéias e a pobreza da escola, mantém o campo aberto para as aventuras personalistas e amorais.
O país se desenvolve lentamente, conforme admite mais investidores estrangeiros, promovendo fusões e venda de empresas que não vão subsistir à competição dos gigantes internacionais, que acorrem com mala e cuia para garantir os ganhos de bilhões em dividendos, lucros, juros no domínio da agroindústria, mineração, metalurgia, infra estrutura, sem transferência de tecnologia, sem restrições ambientais.
Tudo isto assegura o tal "pibão" que assegura o pagamento da dívida pública e reservas para que os investidores remetam seus lucros em moeda forte para a matriz. Estes governos fornecem proteção política sem precedentes para os estrangeiros. Mas quando se trata das garantias e direitos da propriedade privada dos nacionais, no campo ou na cidade, o papo é outro.
Após o domínio econômico, virá o domínio político totalitário do governo mundial, cujo projeto caminha a passos largos. Carecemos fundamentar nossas escolhas e decisões em valores e princípios, em vez de obedecer normas internacionais e doutrinação ideológica. Assim poderemos contribuir para mudar o jogo do poder.
Fonte:  ViVerdeNovo
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

sábado, 26 de março de 2011

Mais Benesses Para Criminosos

por Lourinaldo Teles Bezerra
Acho que todos aqui já estão cansados de saber que no Brasil quem mais tem direitos assegurados são os criminoso de todos os tipos. Existe uma entidade somente para cuidar de seus direitos: Secretaria dos Direitos Humanos (entenda-se direitos dos bandidos) que é subordinada ao Ministro da Justiça. Em todos os estados da Federação também existem secretarias desse tipo para complementar a federal em sua missão "humanitária" em favor de marginais de alta periculosidade ou não. As vantagens que existem dentro do sistema prisional para quem se "hospeda" em seus "hotéis" só são empanadas pelas péssimas condições de alojamento dentro das unidades prisionais. 
Muito bem.  Ocorre que um deputado petista da Bahia, Amauri Teixeira, apresentou um projeto de lei aprovado simbolicamente na noite desta quarta feira, 23/03/2011, pela Câmara dos Deputados, que dá mais um benefício aos prisioneiros do Estado, não levando em consideração que o mesmo precisaria cumprir sua pena integralmente para que a sociedade sentisse que o grau de impunidade no Brasil estaria diminuindo. Mas, a proposta do parlamentar é muito benéfica para o apenado e passa a falsa sensação de que, com essa medida, estaremos recuperando um marginal e transformando-o em um cidadão de verdade. Trata-se do PL 7824/2010 que reduz a pena do réu em um dia para cada doze horas de estudo em qualquer nível: do básico ao universitário.
Quero deixar muito claro que eu não sou contra que um condenado estude. Muito pelo contrário, todos deveriam ser obrigados por lei a estudar enquanto estivessem presos para que seu tempo fosse aproveitado juntamente com o trabalho, que também deveria ser obrigatório para todos, apenas separando o criminoso comum dos criminosos pertencentes ao crime organizado que merecem maior atenção. O que me deixa estarrecido é a compulsão desses fazedores de leis por medidas que visem diminuir as penas dos criminoso e nunca aumenta-las. Nunca se viu um PL ser aprovado, mesmo de brincadeira, para que as penas de estupradores, latrocidas, sequestradores, pedófilos homicidas e tantos outros criminosos hediondos fossem aumentadas de acordo com o grau de seus crimes.
O STF considerou inconstitucional a retirada da progressão de pena para crimes hediondos por considerar que todos tem os direitos iguais. Ora, meus senhores togados, quem deveria ter seus direitos igualados deveriam ser os cidadãos de bem e não quem comete crimes pois no momento que são condenados os réus deixam de ser iguais a mim ou a você e vão para um presídio cumprir sua pena. Só para se ter uma ideia da benevolência dos petistas para com bandidos, foi Dilma Rousseff quem ganhou disparada dentro das penitenciárias e cadeias de todo o Brasil nas últimas eleições. Ponto final!!!!
COMENTO:  não há como discordar de alguma parte do texto. Efetivamente, o que se vê nos meios estatais que deveriam preservar os cidadãos de bem é a enorme preocupação para com os sujeitos que decidiram viver à margem da lei — por isso denominados marginais. É lógico, são eleitores também, bem como suas famílias. Destaquei em colorido a parte do texto em que o autor se declara diferente das pessoas  que cometem crimes e são condenadas e deixei de destacar o restante da frase para não melindrar as pessoas a quem ele se dirige — os senhores togados — que, por sua postura, me parece não quererem se diferenciar dos tais "marginais", preferindo "considerar que todos tem direitos iguais".

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ministérios à Profusão

por Marcos Pontes
Deu trabalho, mas o tema sugerido pelo @ivomarcelino, além de bastante curioso é oportuno. De fato, ele propôs três subtemas referentes à quantidade de ministérios existentes no Brasil hoje e desde o governo petista anterior, ou matriz do atual. A pesquisa foi grande, mas valeu a pena pela riqueza de surpresas que trouxe.
Não vi porquê me prender na composição de gabinetes de republiquetas como Bolívia, Zimbábue ou Venezuela. Já que o ex-presidente apelou para o rodriguiano conceito de complexo de vira-lata para tentar desmerecer a seus opositores e era diretamente assistido pelo megalômano Celso Amorim, nada mais justo que nos comparar com grandes potências, a começar pelos Estados Unidos. Embora odiados pelos vermelhinhos, embora não dispense jeans e produtos eletrônicos vindos da maior potência do mundo, o que lhes enche de recalque e inveja, os EE.UU. não se tornaram o que são sem o mínimo senso de organização governamental.
Eis que descubro que o gabinete é formado por apenas 15 ministérios, dentro dos quais alocam-se as diversas agências. Não há uma determinação legal rígida sobre o limite numérico da quantidade de ministérios ou quais seriam eles, mas o bom senso faz com que governo após governo este número pouco oscile, seja o partido ocupante da Casa Branca Democrata ou Republicano.
Não bastasse os Estados Unidos terem praticamente a mesma extensão territorial do Brasil, uma população 50% maior e diversificação de serviços e indústrias de fazerem o Brasil parecer o Ver-O-Peso, o país verte o traje de xerife mundial e cuida de todos os seus interesses com apenas 15 ministérios.
E mais: com o mínimo de cargos comissionados. Estes, sim, são limitados por lei e fiscalizados pelo Congresso. Longe de ser essa farra de nomeações de amiguinhos sem o mínimo preparo administrativo para tomarem conta das pastas em que se apegam como carrapicho em rabo de gato. Quem manda nas pastas são os profissionais de carreira, vida privada fiscalizada e produtividade como determinante para manter-se nos cargos, sem essa farra de estabilidade que mantém moscas mortas se sentindo intocados.
E que tal o Japão? Numa área do tamanho de Pernambuco, mas uma população próxima à do Brasil, uma das três maiores economias do mundo, mesmo depois da catástrofe do mega-tsunami, os nipônicos são gerenciados por apenas 8 ministérios, mais o gabinete do primeiro-ministro. E aí temos muito o que aprender como, por exemplo, com o Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca, ao contrário de nosso governinho vermelho que cria um ministério para a agricultura e outro para a pesca quando poderia criar uma só pasta para ocupar-se de toda a produção de alimentos e subsistência interna, além de cuidar das exportações da área.
A Alemanha, outro país que tem história conturbada e ainda teve que reorganizar-se depois da reunificação, após a queda do Muro, em 1989, conta com 16 ministérios. Vários deles contam com mais de uma ocupação que, porém, se complementam, o que deve dar celeridade nas decisões, planejamento multidisciplinar e evita guerrinhas internas.
Por exemplo, o Ministério da Economia é também da Tecnologia; há o Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais, sem esse aglomerado de Agricultura e Desenvolvimento Agrário; Educação e Pesquisa, sendo que o segundo, no Brasil, seria inócuo, uma vez que pesquisa por aqui é coisa pífia.
A França, berço dos vermelhinhos modernosos, não é exemplo para esta suruba ministerial brasileira. A mãe da república moderna também conta, entre seus 14 ministérios, os de múltiplas funções, como o da Indústria, Comércio e Cooperativas, o da Educação, Juventude e Desportos, o do Ambiente, Terras e Desenvolvimento Agrário e o de Finanças e Desenvolvimento Econômico, além de outros. Dentre todos, existe um que cuida de suas possessões estrangeiras, o das Ilhas Phoenix e Line, algo parecido com o que ocorre no Reino Unido, que, entre seus 23 ministérios, incluídos os gabinetes do Primeiro Ministro e o do Vice-Primeiro Ministro, tem as patas para a Irlanda, para a Escócia e para o País de Gales.
Os governos petistas demonstram seu despreparo e incompetência em administrar a coisa pública desde essa sopa de letrinhas que constituem a Esplanada dos Ministérios. Não bastassem os muitos ministérios, ainda cria secretárias com status dos mesmos, além de direção de órgãos federais, como o Banco Central, uma manobra de Lula para blindar o Henrique Meireles, dando-lhe foro privilegiado, outra aberração democrática em que cidadãos são separados numa casta superior, como se seus eventuais crimes fossem de menor importância, quando deveriam sofrer penalidades agravantes, caso algum um dia fosse condenado pela Justiça, outro reino de portas cerradas para os párias que formam o grosso da sociedade.
Não sei quem criou a terminologia “aparelhar o estado”, numa referência à prática petista de colocar companheiros desempregados em cargos comissionados a torto e a direito, mas faz muito sentido. “Aparelhos” eram outro nome dados às células comunistas nos anos 60 e 70. Aparelhar o Estado nada mais é do que criar células ocupadas por ex-terroristas armados com fuzis e que hoje se armam com o talão de cheques e cartões corporativos para fazerem reféns todos os cidadãos desse surrupiado país.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quem Poupa o Lobo Mata as Ovelhas

por Luís Mauro Ferreira Gomes (*)
Aquele que busca a verdade, seja ela científica ou filosófica, deve, antes de qualquer consideração, assegurar-se de que mantém a mente livre de ideias preconcebidas e daquelas a que não se tenha chegado por meio da comprovação ou do raciocínio lógico.
É fundamental que as premissas das quais partimos não sejam falsas, o que invalidaria todo o esforço empreendido para se chegar à verdade.
Reconhecemos que tudo isso é tão óbvio e já foi repetido tantas vezes, por tantas pessoas, que deveria ser desnecessário abordá-lo aqui.
Mas não é assim. Muitos de nós deixaram-se influenciar pela propaganda do inimigo a tal ponto, que perderam a capacidade de distinguir o falso do verdadeiro.
Acreditar nas próprias mentiras é uma bobagem e um vício muito prejudicial à compreensão da realidade, mas transformar em suas verdades os “slogans” subversivos da propaganda ideológica adversa não é mais um vício no processo de busca da verdade nem uma ingenuidade de cidadão desavisado, é uma completa estupidez suicida.
Infelizmente, é o que vem acontecendo de forma paroxística no Brasil destes tempos conturbados em que vivemos.
Temos visto recrudescer, outra vez mais, campanha sórdida e violenta contra as Forças Armadas Brasileiras. 
Tudo começou com a descabida insistência do governo em implantar a dita comissão da verdade. A mentira já começa nos argumentos usados em sua defesa. O ministro da justiça, o desconhecido Senhor José Eduardo Cardozo, disse a O Globo (edição de 16 de março de 2011) que “é um dever do Estado criar a tal comissão”. Talvez ele pense que “L’État c’est lui(**). A maioria esmagadora do eleitorado nem desconfia de que assunto se trata, e todas as pessoas esclarecidas e dotadas de honestidade de propósito rejeitam a comissão, como o comprovam as cartas aos leitores em todos os jornais. 
Disse ainda o ministro que “a sociedade brasileira quer a verdade”. Sim, todos queremos a verdade, mas a verdade resguardada pelos cuidados a que nos referimos no início deste artigo. Somente os bandidos, os terroristas, os subversivos de ontem, hoje travestidos de “autoridades”, querem a mentira do ministro.
Todos os brasileiros, inclusive os militares, queremos, sim, a verdade, mas a verdade completa, não a verdade unilateral do governo, como a quer, também, Senhor José Dirceu. Disse ele em seu Blog de 10 de março: 
Querem a reciprocidade, investigar a oposição e a resistência à ditadura? Investigar quem foi preso, torturado, condenado? Quem foi demitido e exilado, perseguido e viu sua família se desintegrar? Quem teve que viver na clandestinidade e no exílio para não ser preso e assassinado?
Não, Senhor Dirceu, não queremos investigar nada disso. Queremos que sejam investigados quem roubou, quem assaltou, quem sequestrou, quem assassinou, quem justiçou seus próprios companheiros suspeitos de traição, quem praticou atos de terrorismo, quem explodiu bombas, quem optou, voluntariamente (ou seduzido por mentores irresponsáveis), por pegar em armas contra o Estado para implantar uma ditadura do proletariado no País. Queremos saber quem matou pessoas como Pedro Funchal Garcia, entre tantos outros. Queremos que todos saibam quem praticou todos esses crimes. 
Nós queremos resgatar a verdade, a começar pela exposição da mentira que serve de base para a própria tentativa de criar-se essa comissão da “verdade”.
Como norma, os militares não torturam ninguém. E se alguns o fizeram, esses casos excepcionalíssimos, estatisticamente insignificantes quando comparados com o universo dos integrantes das Forças Armadas, seriam as exceções a confirmar a regra. A maioria dos casos de tortura que houve durante os chamados Governos Militares foi praticada por civis, sem qualquer amparo institucional. A tortura, sempre condenável, era uma prática comum nas delegacias, herdada do passado anterior à Revolução Democrática de 31 de Março, cujo aniversário comemoraremos no último dia deste mês. Era tortura como a que ainda hoje existe por aí e só causa arrepios quando a vítima é terrorista. Não vemos ninguém preocupado com os outros criminosos, os comuns, que foram torturados naquela época e continuam a sê-lo, ainda hoje. Por que não procuram julgar os presidentes destes tempos pelos casos de tortura existentes nas delegacias de polícia? 
Mas qual seria a causa dessa nova onda antimilitarista? Entre as possibilidades existentes, destacaremos duas:
1) Alas mais radicais do PT podem querer criar uma situação de fato que impeça o governo de desistir, forçando-o a criar a comissão;
2) A situação econômica é muito grave, decorrente, entre outros desmandos, dos gastos irresponsáveis do antecessor para eleger o governo, que talvez enfrente forte insatisfação popular e grande perda de popularidade e, por isso, queira prevenir-se, mantendo as Forças Armadas acuadas. 
Seja qual for a razão, é preciso dar um basta no assédio moral que algumas autoridades vêm praticando não somente contra os que os combateram e os venceram, mas contra todos os militares de uma forma geral.
É inaceitável que dinheiro público possa ter sido usado para subornar um empresário e forçá-lo a editar uma novela sem nenhum compromisso com a verdade, em que se denigrem as Forças Armadas, apresentando os militares de forma caricata como monstros torturadores, numa inversão de papéis, onde os bandidos são apresentados como heróis e estes, como vilões. É preciso que se tomem medidas judiciais para que a verdade seja preservada e as ofensas reparadas.
E o ministro da defesa? Este, pelo menos, não engana mais. Surgiu cheio de bravatas até ser confrontado pelo Alto-Comando do Exército. Ao tentar reagir, percebeu toda a sua fragilidade. Mudou de tática. Aproximou-se dos Militares e passou a fazer um discurso próximo do que nós pensamos. Foi a maneira que encontrou para se blindar contra o próprio presidente, com quem o expediente funcionou. 
Foi, assim, tornando-se cada vez mais poderoso e poucos viam que a fonte do seu poder eram as Forças Armadas. Quando, no ano passado, em meio à crise do III PHDH, os Comandantes Militares renunciaram a seus cargos, sentindo-se poderoso, acompanhou-os no ato, roubando para si os bônus do fato, cuja importância residia na renúncia dos Comandantes e não na do ministro. A sua participação no episódio permitiu-lhe, ainda, um ajuste de contas na disputa por espaço político com o então ministro da justiça, o Senhor Tarso Genro.
Enquanto fingia ser amigo dos militares, trabalhou para a neutralização das Forças Armadas, por meio da estratégia nacional de defesa e da nova estrutura do seu ministério, com as quais usurpou várias competências constitucionais do presidente da república. Talvez por ignorância total, o Senhor da Silva o aceitou.
Ao assumir a presidência, a Sra. Dilma Rousseff viu-se obrigada a mantê-lo no cargo por pressão do antecessor, possivelmente relacionada com a mal explicada insistência pela escolha dos Rafales. 
Ela sustou a compra dos aviões e desprestigiou-o, recebendo os Comandantes Militares a sós, apesar da insistência com que o Senhor Jobim se quis fazer presente. A imprensa começou, então, a noticiar que poderia ser substituído. Mais uma vez, percebendo a sua fragilidade e, coerente com o seu caráter, imediatamente mudou de tática novamente. 
Pressuroso, aceitou o Senhor José Genoíno, guerrilheiro, mensaleiro petista, réu em processo no STF, derrotado nas eleições passadas para deputado federal, como seu “assessor especial”, aquilo que a sabedoria popular convencionou chamar de “aspone”.
Passou, também, a defender a criação da comissão da verdade contra a vontade dos militares, que, atendendo a solicitação do próprio ministro, já se haviam manifestado desfavoráveis, ainda no ano passado, pelas razões já expostas acima. 
Quem sabe, tenha ele próprio vazado o documento, ajudando a deflagração de intensa campanha sobre o fato em todos os meios de comunicação.
Onde está o “amigo dos militares”, o “melhor ministro da defesa que já tivemos”, como o conseguiram ver alguns amigos de extrema boa fé?
Felizmente, os militares estão sós outra vez. Antes sós do que mal acompanhados. Talvez, agora, possam fazer o que precisa ser feito, sem intermediários.
Respeitamos a hora de calar. Depois veio a hora de falar e continuamos calados. Veio a hora de gritar e permanecemos mudos. Agora é a hora de bater, e bater com todas as nossas forças, em defesa dos nossos valores, das nossas tradições, da nossa honra e da nossa dignidade. Não somente por nós, mas, também, por aqueles que nos antecederam, cuja herança não temos o direito de aviltar. 
Os atuais governantes não são racionais nem têm bons sentimentos. Estão completamente dominados pelo ódio e cegos pela ideologia. Deles nada obteremos, sendo bons moços. É impossível conciliar-se com quem não quer conciliação. 
Fomos generosos: demos-lhes a anistia. Responderam com a difamação, a injúria e a calúnia. Chegou a hora de lhes tomar o que lhes demos, de lhes impor limites. De estabelecer fronteiras das quais não os deixaremos passar.
Vencer eleições, ainda que não tivessem usado recursos ilegais, não lhes daria o direito de delinquir nem salvo conduto para violentar a Constituição. 
Todos os brasileiros têm o dever de usar todos os meios à sua disposição para exercer o direito de legítima defesa da Pátria.
Matemos o lobo, antes que ele mate as ovelhas.
Esta é a hora de bater. Se a perdermos, somente restará a hora de morrer. Morrer de vergonha. Pelo menos, os que ainda a têm.
(*) O autor é Coronel-Aviador reformado e, atualmente,
 Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa
Notas do autor:
(*) Aforismo inspirado na citação de Victor Hugo “Une bonne action peut donc être une mauvaise action. Qui sauve le loup tue les brebis” (Uma boa ação pode ser uma má ação. Quem salva o lobo mata as ovelhas).
(**) Ele é o Estado: alusão ao Rei de França Luís XIV que, supostamente, teria dito “L’État c’est moi” (O Estado sou eu).
Fonte:  Incognitus XIV

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Fome Batendo na Porta dos Militares!

por José Geraldo Pimentel
Quem tem fome, tem pressa, dizia o Betinho. Eu começo a acreditar que a fome primeiro ataca o estômago, depois a mente e por último a vergonha. Não é à toa que algumas mulheres, levadas pelo desespero, caem na prostituição; uma opção de vida nada dignificante. A maioria das mulheres, mesmo nas condições mais miseráveis, vão à luta, trabalham e conseguem administrar a família. E como têm mulheres desempenhando o papel de provedoras do lar! A minha ex-diarista é uma dessas mulheres que sustentam a família. É casada e vive com o marido. Em seu caso o esposo faz biscates, mal conseguindo levar uns trocados para casa no final do dia. Mas a Margareth consegue todos os dias o suficiente para garantir as despesas com o alimento, fecha o mês pagando rigorosamente as contas de luz, água e gás. E ainda compra as ‘coisas’ que vê nas casas de suas patroas. Se põe na cabeça que tem que adquirir um rádio de cabeceira, pode anotar que em poucas semanas o aparelho estará entrando pela porta da frente de sua casa. Sem comprar à prestação, ‘deixando’ o lucro com as financeiras! Como diz orgulhosa.
Eu tenho muita admiração por esta mulher valente.
Minha preocupação é descobrir que a esposa de um militar — independente de posto ou graduação — seja flagrada no calçadão de Copacabana, rodando bolsinha. A tentação é enorme. Se as mulheres dos militares aceitarem a sugestão do ilustre ministro da Fazenda, Guido Mantega, que no cargo de ministro do Planejamento, recomendou que as mulheres dos oficiais fossem ‘à luta’, para ajudar no orçamento familiar, não vai ser nada bom para o conceito dos militares, que já anda caidinho com tanta humilhação patrocinada por Paulos Vannuchi, Tarsos Genro, Lulas da Silva, promotores estaduais chinfrins de São Paulo, presidentes da OAB, e uma trupe de canalhas que não se emendam, achando que podem tudo! A má fama é tamanha que se escreveu uma novela que irá ao ar no próximo dia 31, contando “as barbaridades praticadas pelos militares, contra jovens indefesos que lutavam pela liberdade de seu país!” Atualmente é moda reescrever-se a história, malhando os militares.
Na época, que eu saiba, nenhuma mulher atendeu ao apelo do ministro Mantega. O que se viu foram as mulheres arregaçarem as mangas e partirem para as ruas, batendo com colheres e paus em panelas, fazendo a maior arruaça em Brasília. Acamparam em praça pública e mantiveram o protesto até sair um reajuste salarial. Pequeno e parcelado em suaves prestações, mas saiu. As autoridades militares não aprovaram a ideia, mas se beneficiaram da atitude das ‘guerreiras’, como passaram a ser chamadas essas bravas mulheres. O dia escolhido para as manifestações mais acaloradas era quase sempre na troca da Bandeira Nacional, na Praça dos Três Poderes.
O silêncio se abateu sobre as ‘guerreiras’ depois que foram obrigadas a desmontar o seu acampamento. Quase não se houve mais falar nessas senhoras.
Que diferença que existe entre a mulher de um político, de um dirigente sindical, de um diretor de estatal, de um empresário, de um empreiteiro, que vivem mamando nas tetas do governo; e uma mulher de um militar. As mulheres dos militares contentam-se com a mesada que os maridos lhes dão no final do mês. Elas correm felizes para as lojas de departamentos onde se anunciam promoções. Sabem de todos os preços dos gêneros alimentícios. Compram sempre onde há promoção. E não reclamam da vida. Chegam em casa com enormes sacolas pesadas, com o feijão, o arroz, a carne moída, o pedaço de frango, o peixe e os legumes e frutas que conseguiram por ‘preços mais em conta’. Dificilmente vão ao cabeleireiro. Tingem o cabelo em casa. Fazer as sobrancelhas e unhas, o fazem em casa. Depilar o corpo, nem pensar. Muitas evitam freqüentar a piscina de seus condomínios, por razões óbvias. Queixam-se, mas são felizes! Nunca aceitaria de seu esposo um presente que fosse conseguido de forma não convencional. Seus maridos não compactuam com os processos de licitações fraudulentos. Não sabem o que seja o benefício de um tráfico de influência, tão em moda nos bastidores da agiotagem política do submundo das administrações municipais, governamentais e federais. A Casa Civil da Presidência da República na gestão da atual presidente da república (presidenta como gosta de ser chamada), tornou-se referência neste método de ação criminosa. Que o diga o filho do presidente Lula, que se beneficiou com este tipo de operação, quando a companhia de telefonia, devedora dos cofres públicos, passou a ser credora de um empréstimo acima de 7 bilhões de reais. E o primogênito do presidente, sócio da Oi, encheu as burras com tanto dinheiro! Os gastos com os chamados cartões corporativos da presidência da república, transformados em ‘segredo de Estado’ por um general de Exército muito zeloso das maracutaias presidenciais, chegaram só no ano passado, 2010, ao valor astronômico de 80 milhões de reais. O ex-presidente Lula e sua consorte gastadeira, e inútil como primeira dama, sabe como gastar, sem fazer cerimônia. Tão esperto que baixou um decreto estabelecendo as mordomias que os ex-presidentes têm direito. Auto beneficiou-se de maneira despudorada. Ele é dos que dão um tostão para o miserável, e embolsa dez tostões. Com a Bolsa Família tornou-se o "Robin Hood" tupiniquim. Mas não ajuda só os desempregados, que não veem espaço para ganhar um emprego — emprego garantido só para a malta de comuno-petistas e assemelhados que poluem em torno do Palácio do Planalto. Não se tem notícia de um deputado que tenha perdido uma eleição  um ex-sindicalista, ou amigo do rei  que não tenha arranjado uma boquinha’ no governo. A demanda é tamanha que a cada dia se cria um novo ministério, ou secretaria especial. E tão especial que os detentores desses cargos se nivelam em valores remuneratórios aos comandantes militares, a subespécie da carreira de Estado. Oficias das Forças Armadas recebem salários inferiores aos pagos aos agentes federais, sejam da Polícia Federal, Policias Militar e Civil de Brasília, e Policia Rodoviária. Tem ascensorista do Congresso Nacional que tem salário superior aos proventos de um coronel do Exército.
Militar ganha pouco, mesmo sendo de carreira de Estado, porque o contingente das FFAA é grande, alegou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, quando se discutia o reajuste salarial há três anos atrás.
Militar é assim mesmo. Acredita em Papai Noel.
Promete-se reequipar as FFAA, construindo submarinos, até um movido a energia nuclear, aviões de caça de última geração, e material ultramoderno de uso terrestre. Só promessas. Mas não se fala em reajuste salarial, porque esta promessa costuma ser cobrada. Não tocando no assunto, não se assanha as abelhas!
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Leia o restante do texto em Pequenas Histórias

terça-feira, 22 de março de 2011

A Visita de Obama e a Humilhação dos Ministros de Dilma

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Pelo menos quatro ministros do PT foram revistados pela segurança americana de Obama, antes de participarem de ato empresarial em Brasília. Eles estavam em território brasileiro. Foram humilhados, mas só se retiraram depois que o ato foi todo "abrilhantado" em inglês. Conta o repórter do Estadão deste domingo, que viu tudo: "Lula, que tripudiou durante oito anos porque seu chanceler, Celso Lafer, foi obrigado a tirar os sapatos ao entrar nos EUA, logo depois do atentado às torres, deve ter se virado no caixão". Os ministros de Dilma, repetindo Bozó, depois do mal feito, retiraram-se do local em sinal de protesto. CLIQUE AQUI para ler toda a escabrosa história sobre a humilhação nacional protagonizada por ministros do PT que não se dão ao respeito.
O governo da presidente Dilma Rousseff certamente soube que o presidente Barack Obama ordenou atos de guerra a partir do território brasileiro, logo depois que chegou a Brasília nesta sexta-feira. Ele fez isto a partir do escritório montado no Air Force One. Dali ordenou os ataques aos exércitos do ditador Kaddafi, o "amigo do peito" de Lula, o padrinho da própria presidente Dilma Roussef e quem a escolheu e elegeu em 2010.
O PT e seus satélites de esquerda, inclusive PCdoB e PSB, não tossiram e nem mugiram.
— O editor aproveita a nota para repor a verdade sobre duas outras informações que circulam e que muita gente também parece não querer respeitar:
1) Dilma não está proibida de visitar os EUA, até porque ela foi com Lula à Casa Branca, onde beijou a mão de Obama, antes das eleições e, depois de eleita, voltou aos EUA, pois foi flagrada fazendo compras na 5ª Avenida, em companhia de Marta Suplicy.
2) Obama não quis vir ao Brasil enquanto Lula estava no Planalto, porque Lula é um boquirroto, afrontou os americanos até ser desmoralizado no Irã, e depois disto virou pó junto à comunidade internacional, restando-lhe a amizade de ditadores em fim de carreira, como Kadaffi e Fidel.
— O presidente Barack Obama veio fazer negócios no Brasil e se garantir de petróleo do pré-sal. É claro que pragmaticamente foi bem recebido por Dilma Rousseff, que teve total cobertura do PT, que descobriu o valor e os prazeres que bastante dinheiro em caixa ou no bolso podem proporcionar.
CLIQUE AQUI para ler a entrevista exclusiva de Obama para a revista Veja desta semana.
CLIQUE AQUI, também, para ler "O Brasil é um País à parte", de Roger F. Noriega e Marc Fogassa, ex-embaixador na OEA e ex-secretário de Estado Adjunto, para o Estadão de sábado.
CLIQUE AQUI para saber "O que é novo e relevante na vinda de Obama", de Paulo Storo, diretor do Brazil Institute Woodrow Wilson International Center for Scholars, Estadão de sábado.
COMENTO: acho que os seguranças yankees agiram certo. Eu também não permitiria o ingresso de qualquer um dos quatro "ofendidos" em minha casa, sem uma revista, na entrada e na saída. Na realidade, eles só fingiram indignação quando se deram conta de que o discurso seria em inglês e eles não entenderiam patavina do que seria dito. Muito melhor assistir em casa pela televisão do que arriscar a ser indagado por algum repórter sobre "o que achou do discurso" e se sair com uma besteira (o que não é incomum tratando-se de quem se trata). Por outro lado, a determinação do ataque à Líbia, partindo desde território brasileiro é algo que pode ser visto tanto como grosseria, quanto por premência de tempo (os EUA não aceitariam agir politicamente a reboque dos demais atacantes). Mas também pode ter sido proposital, a fim de mostrar claramente ao "Cara" (o amigo e irmão de Kadafi) o real sentimento que Obama tem por ele. Afinal, não é possível aceitar que o Presidente dos EUA foi "pego de surpresa" quanto à decisão de atacar ou não a Líbia. Nessa só acredita quem for muito ingênuo. Enfim, espero que Obama tenha conseguido seu verdadeiro intento que era o de vender seus aviões ao Brasil, com a vantagem de se desfazer de seus navios de guerra desativados sem o custo de ter que desmontá-los. Se isso se concretizar, vai ter bebum enchendo a cara pelo desgosto de ver sua propina em Euros franceses ir pelo ralo. Sifu!!!

A Máfia do Dendê Volta a Assaltar Cofres Públicos

por Janer Cristaldo
Na Folha de São Paulo, edição de ontem (16/3), Mônica Bergamo publicou uma dessas notícias cujos protagonistas prefeririam não ver na imprensa. A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão e criar um blog. A ideia é que o site "O Mundo Precisa de Poesia" traga diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras.
Não é de hoje que a chamada Máfia do Dendê vem metendo a mão no bolso do contribuinte. Em 2007, o Ministério da Cultura autorizou os produtores do músico baiano Caetano Veloso a usar os benefícios fiscais da Lei Rouanet para bancar os shows de divulgação de seu último CD, o “Zii e Zie”. Caetano transferiu do meu, do seu, do nosso bolso, nada menos que R$ 1,7 milhão, através do programa Bolsa-Gigolôs da Artes, também conhecido como Lei Rouanet.
Na ocasião, Juca Ferreira, o então ministro da Cultura, declarou que a Lei Rouanet não tem nenhum critério estabelecendo que os artistas bem-sucedidos não podem ter seus projetos aprovados. “No ano passado, quando eu intervi para aprovar o show da Maria Bethânia, já tínhamos aprovado projetos da Ivete Sangalo, artista mais bem-sucedida comercialmente em todos os tempos. Não podemos sair discricionariamente decidindo, sem critérios.
Em 2006, a irmã do irmão já recebera R$ 1,8 milhão. Outra contemplada com a Bolsa-Gigolô das Artes foi a empresa da cantora Ivete Sangalo, que captou R$ 1.950.650,84 para realizar seis shows em Recife, Manaus, Salvador, Florianópolis, Vitória e Brasília. Como disse um jornalista na ocasião, a Princesinha da Axé Music, Ivete não ficou bem na foto ao ser pilhada nesta história, logo ela que vivia na cozinha de ACM e passou a ter as benesses do Ministério da Cultura no Governo do PT. Não ficou bem na foto mas levou a grana e isso é o que importa.
Em 2009, foi a vez do ex-ministro Gilberto Gil ser contemplado com R$ 445.362,50 pelo Bolsa-Gigolô das Artes, para a realização do DVD "Gil Luminoso", sobre sua trajetória artística. Eita, Brasil generoso! Neste país, até vaidades pessoais merecem o patrocínio do Estado. Desde que o pavão seja amigo da Corte, é claro.
Na ocasião, disse o secretário-executivo do Ministério, Alfredo Manevy: “O dinheiro público se justifica porque aumenta a possibilidade de atender a quem não tem acesso a esse tipo de show. Não há problema em um artista consagrado receber recursos públicos, desde que isso se converta em benefícios para a população”.
Como se uma ode a si próprio, feita pelo capo baiano, trouxesse algum benefício para a população. Agora Maria Bethania rides again. A sanha dos baianos é insaciável. Milionários, apelam ao bolso dos sofridos contribuintes para alimentarem os seus. Para a criação de 365 vídeos nos quais a irmã do irmão exibiria sua voz mafiosa – perdão, maviosa – foi contratado o cineasta Andrucha Waddington, casado com a atriz Fernanda Torres. 
Tutti buona gente! O cineasta considera um equívoco a polêmica em torno da decisão do Ministério da Cultura, que autorizou a irmã do irmão a captar R$ 1,3 milhão para o projeto do blog milionário. "Parece que internet não é um meio válido. Lá no blog, os vídeos vão ser vistos por milhões, e de graça. Preciso trabalhar com uma equipe, com o mesmo padrão de qualidade dos meus filmes".
Desde quando algo que custa R$ 1,3 milhão é de graça? Só no bestunto de parasitas que acham que dinheiro do Estado cresce em árvores. Ontem ainda o Ministério da Cultura pôs as barbas de molho e divulgou nota. Que a aprovação do projeto pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) "não garante, apenas autoriza a captação de recursos junto à sociedade. Os critérios da CNIC são técnicos e jurídicos; assim, rejeitar um proponente pelo fato de ser famoso, ou não, configuraria óbvia e insustentável discriminação”.
Coitadinha da Maria Bethania, tão discriminada na vida. Algumas vozes de capi menores já surgem em defesa da Máfia do Dendê, alegando que renúncia fiscal não é dinheiro público. Como que não é? Renúncia fiscal é imposto que é desviado da União para o bolso dos assaltantes do Erário. Portanto, dinheiro público.
A Internet tem uma vocação para a gratuidade. Os blogs, que surgiram inicialmente como páginas de adolescentes, se revelaram como instrumentos eficazes de expressão e hoje todos os jornais os utilizam. Que um jornalista receba pelo blog que produz, se entende. Ele está exercendo sua profissão. O que não se entende é que uma baiana queira ser financiada pelo contribuinte para tecer loas a si mesmo.
Não bastasse o contribuinte financiar as vaidades de diretores e atores do cinema e teatro nacionais, não bastasse financiar silicone e hormônios para travestis, terá de financiar uma máfia que não têm pudor algum em enfiar a mão em seu bolso.
Que o mundo precise de poesia, se entende. Já Bethânia é perfeitamente descartável. Por muito menos que isso, os Estados Unidos declararam sua independência.

LA GRANDE FAMIGLIA
Charles Pilger me escreve:
Janer
Tem mais um tempero nessa história aí: os vídeos serão produzidos pela Conspiração Filmes, que tem como sócio-fundador o Lula Buarque de Holanda, que é sobrinho do ministra Ana de Holanda.
Nada de espantar, Pilger. Le famiglie sono grandi. O Ministério da Cultura, o dileto dos comunistas, sempre foi ocupado por il capo de tutti i capi. No caso, a irmã do stalinista Chico Buarque de Holanda. Na Itália, a Máfia é iniciativa privada. Mais honesta, não usa o Estado para locupletar os bolsos.
Dona Dilma sequer tem cem dias de governo e já tem corrupção das gordas em seu ministério.

PANACAS CULTUAM VIGARISTAS QUE LHES BATEM AS CARTEIRAS
Voltando à vaca fria: o Ministério da Cultura (MinC) é tão pródigo que já nem sabe com qual mão dá milho aos porcos. Leio na Folha de São Paulo de hoje (18/3): na nota em que a assessoria de comunicação do MinC tentava explicar a falcatrua da musa da Máfia do Dendê, estava escrito que o projeto de Bethânia, aprovado para captação pela Lei do Audiovisual, havia sido aprovado pela CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura). Acontece que a CNIC só analisa projetos que se utilizam da Lei Rouanet.
Na verdade, a grana foi subtraída do bolso do contribuinte através da Lei do Audiovisual, que é gerida pela Ancine (Agência Nacional de Cinema). Os assessores de imprensa do MinC redigiram uma errata na noite de anteontem. Mudam as moscas. O substrato emético aquele continua o mesmo. A roubalheira é tamanha que o Minc já nem sabe quais armas usou no assalto.
O cineasta Andrucha Waddington, responsável pela produção de vídeos da decana da Máfia do Dendê, deixou claro que já tinha perdido a paciência. Ou os estribos. "Parece que eu tô roubando alguém", disse. Claro que está. Por que raios há de o contribuinte arcar com o financiamento de uma cantora de sucesso?
Costumo afirmar que, no Brasil, quando se puxa um fio de meada, vem um novelo junto. Bethânia teve liberados 1,3 milhão de reais para seu projeto, dos quais 600 mil iriam para sua modesta poupança. No prazo de um ano, isto dá 50 mil reais por mês, bolo de cédulas de fazer inveja até a deputados ou senadores corruptos. A deputada Jaqueline Roriz é moça tímida, de ambições modestas. Recebeu apenas um mísero pacotinho de 50 mil. Este é o pacote que Bethânia abiscoita. Por mês.
Fosse só isso, seria só isso e nada mais. Puxado o fio, veio o novelo atrás. Ainda na Folha de hoje, leio que o Minc já autorizou Bethânia a captar R$ 10,5 milhões para seis projetos culturais desde 2006. O que, de lá para cá, dá a bela soma de mais de dois milhões de reais por ano. Poucos são os deputados corruptos que conseguem levantar, no ano, tal bolada. A mesquinharia e ganância dos baianos da Máfia do Dendê é tão desmesurada que, mesmo milionários, avançam no dinheiro público.
Neste Brasil permissivo, onde em se roubando tudo dá, milhões de panacas pagam caro para comprar CDs e assistir shows de vigaristas que, antes mesmo do espetáculo, já lhes bateram a carteira.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Marcha da Família em São Paulo

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No dia 19 de Março de 1964, por iniciativa da neta de Rui Barbosa, as ruas de São Paulo foram tomadas por centenas de milhares de estudantes, donas de casa, operários... pedindo a queda do governo Goulart

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Subsídios Para a "Comissão do Revanchismo" Analisar

1. Uma vítima da Comissão de Anistia

por Bruno Abbud
Em 19 de março de 1968, Orlando Lovecchio Filho chegou a São Paulo por volta da 1h da manhã, depois de passar o fim de semana em Santos, onde morava a família. Acompanhado de dois amigos, deixou o carro no estacionamento do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, número 2073, como fazia quase todos os dias – aos 22 anos, morava num prédio sem garagem perto dali. Como fazia todos os dias, Lovecchio subiu até o térreo do edifício e seguiu em direção à saída da Rua Padre João Manoel.
Como fazia todos os dias, passou os olhos pelas grades e paredes de vidro do consulado dos Estados Unidos que ficava no caminho até a porta do Conjunto. Nesse momento, um pequeno objeto rodeado por uma nuvem de fumaça despertou-lhe a atenção. Para prevenir os responsáveis pelo esquema de segurança, virou as costas para o que pensou tratar-se de um equipamento elétrico em curto-circuito. Ouviu-se então um barulho estrondoso e o trio foi arremessado ao chão.
O vigilante de um prédio vizinho desceu às pressas para conferir o que parecia um violento acidente de trânsito. Encontrou os três corpos estendidos sobre uma poça de sangue. Edmundo Ribeiro de Mendonça e Vitor Fernando Varela sobreviveram com poucos arranhões. Lovecchio perdeu uma das pernas. Tratava-se de um atentado terrorista contra o governo realizado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), movimento de esquerda que, como outros, optou pela luta armada para combater o regime militar. 
Piloto comercial de aviões, com o brevê obtido dias antes, Lovecchio precisava de apenas algumas horas de voo para realizar o sonho de empregar-se na extinta Vasp. O atentado matou a carreira no berço. “Eu costumava sentar nos bancos de concreto da Praia Grande à espera de interessados em sobrevoar o litoral”, lembra 42 anos depois da explosão.  “Conseguia as horas de voo e ainda ganhava uns trocadinhos. Todos os amigos que tiraram o brevê comigo foram pilotos da Vasp e hoje estão bem aposentados.
Em 2004, depois de amargar alguns anos na fila de espera da Comissão de Anistia, Lovecchio teve negado o pedido de indenização. O relator do processo considerou o piloto uma vítima do acaso, não da situação política.  “Esse acidente não condiz com os pressupostos legais passíveis de anistia política estabelecidos pela lei, por não estar relacionado à ideologia contrária ao regime sustentado pela revolução de 64, justificou o conselheiro Egmar José de Oliveira. Tradução: por não pertencer a nenhum dos grupos comunistas que optaram pela luta armada contra o regime militar, Lovecchio não tinha direito à indenizaçao.
Como mostrou a primeira reportagem da série sobre os anistiados políticos, Oliveira foi contemplado pela Comissão com uma indenização de R$ 554,1 mil e uma pensão de R$ 2 mil. Prefere não detalhar a experiência que viveu. Só informa que lutou contra a ditadura.
Ex-militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Diógenes Carvalho de Oliveira, foi um dos articuladores do atentado ao consulado americano. Anistiado, recebe uma mesada de R$ 1.627. Também foi contemplado com uma indenização de R$ 400 mil. “Durante o julgamento de um caso, os conselheiros levam em consideração somente o histórico do perseguido”, informa Márcio Gontijo, relator do processo de Diógenes. “Não temos condição de medir o sofrimento das pessoas”.
Aos 64 anos, Lovecchio é corretor de imóveis em Santos, usa uma prótese na perna e recebe do governo, desde 2004, uma pensão de R$ 674,82. Continua em busca de uma indenização justa. O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, promete recorrer da decisão do TCU que, há semanas, anunciou a revisão dos casos de indenização que somam R$ 4 bilhões. Os valores podem ser reduzidos. A Comissão tenta mantê-los na mesma altitude.
Por ter sido afastado em 1979 do Sindicato dos Metalúgicos de São Bernardo do Campo e preso por 31 dias, Lula recebe hoje R$ 4,2 mil mensais da Comissão de Anistia. Dilma Rousseff aguarda desde 2002 sua vez de embolsar a bolada.


2.  Os dez mais da anistia
por Bruno Abbud
O ranking dos 10 mais da lista dos anistiados políticos soma R$ 25.439.875,94 em indenizações. A quantia é suficiente para instalar 26 mil computadores em escolas públicas, equipar 31 hospitais com aparelhos de tomografia e distribuir exemplares do livro ‘Técnicas de interrogatório sem violência’ entre 392 mil militares. As cifras aparecem na folha de pagamento do Ministério do Planejamento. A identificação dos beneficiários exige uma demorada busca na coleção do Diário Oficial da União.
Todas as indenizações foram aprovadas pela Comissão de Anistia, mas nenhum integrante do ranking recebeu integralmente o dinheiro pago em parcelas. Enquanto esperam, recebem pontualmente as pensões mensais fixadas na mesma decisão que calculou o valor da indenização. O n° 1 da lista, José Carlos Arouca, não sabe quando poderá dispor dos R$ 2,9 milhões que lhe valeram a condição de recordista. Mas os R$ 15,6 mil da pensão mensal têm sido regularmente depositados em sua conta bancária.
Aos 75 anos, instalado na banca de advogado perto do centro paulistano, Arouca foi aprovado em 1° lugar num concurso para juiz do Trabalho em 1965. Ele se inscrevera para garantir a sobrevivência financeira ameaçada pela suspensão, decorrente de pressões do governo militar, da assistência jurídica que prestava a vários sindicatos. Não só foi impedido de assumir o cargo de juiz como se viu processado com base na Lei de Segurança Nacional e passou algumas semanas na prisão.
Eu era filiado ao Partidão”, conta em tom orgulhoso, chamando pelo apelido carinhoso o velho Partido Comunista Brasileiro. “Tinha uma militância política muito intensa junto aos sindicatos”.  Em 1999, 20 anos depois da anistia, o resultado do concurso foi formalmente reconhecido e Arouca se tornou juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Aposentou-se em  2005 e, no mesmo ano, foi contemplado com a indenização milionária.
A voz parece menos afirmativa quando a conversa trata do dinheiro. “Eu tenho uma porção de opiniões, mas algumas não estão valendo nada no momento”, esquiva-se o ex-juiz, que se nega a confirmar o tamanho da pensão mensal. “Acho que o meu caso está de acordo, está na lei”, diz. “Eles não podiam dar nem mais nem menos”.
Terceiro do ranking, Paulo Cannabrava Filho conseguiu R$ 2,7 milhões, além da pensão de 15.754,80 por mês. Presidente da  Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, Cannabrava recebe o equivalente ao salário médio de um editor. Procurado por VEJA.com, exigiu que a pergunta fosse feita por e-mail. Atendida a exigência, respondeu com admirável concisão: “A VEJA digo: nada a declarar. Assunto encerrado”. Os beneficiários das boladas gostariam que o assunto fosse sepultado para sempre. Os brasileiros que pagam a conta discordam.
O quarto da lista, Renato Leone Mohor, também premiado com R$ 2,7 milhões, teve a reparação equiparada ao salário médio de um chefe de redação: R$ 15,3 mil. Encerrou o telefonema ao saber que conversava com um repórter de VEJA.com.  “Este número é confidencial e não vou te atender, amigo”.
Décimo do ranking, o jornalista e ex-deputado federal Hermano de Deus Nobre Alves não viveu para receber integralmente a indenização de R$ 2,1 milhões. Em julho, aos 86 anos, morreu em Lisboa, onde morava desde 1991. Segundo as regras da anistia, o direito à reparação não é transferível para algum herdeiro.
Entre os relatores, o campeão da generosidade com dinheiro alheio é o advogado Márcio Gontijo. Seis dos 10 nomes entraram no ranking graças ao parecer favorável do conselheiro perdulário. “Eu sou o conselheiro mais antigo da Comissão, muitos processos já passaram pelas minhas mãos”, desconversa Gontijo. E quais foram os critérios que ampararam a gastança?  “Eu me baseio na lei”, acredita. Ninguém sabe exatamente a que lei se refere.
1) José Carlos da Silva Arouca
Indenização: R$ 2.978.185,15

Pensão mensal: R$ 15.652,69.
Relator: Márcio Gontijo
2) Antonieta Vieira dos Santos
Indenização: R$ 2.958.589,08

Pensão mensal: R$ 15.135,65.
Relator: Sueli Aparecida Bellato
3) Paulo Cannabrava Filho
Indenização: R$ 2.770.219,00

Pensão mensal: R$ 15.754,80.
Relator: Márcio Gontijo
4) Renato Leone Mohor
Indenização: R$ 2.713.540,08

Pensão mensal: R$ 15.361,11.
Relator: Hegler José Horta Barbosa
5) Osvaldo Alves
Indenização: R$ 2.672.050,48.

Pensão mensal: R$ 18.095,15.
Relator: Márcio Gontijo
6) José Caetano Lavorato Alves
Indenização: R$ 2.541.693,65

Pensão mensal: R$ 18.976,31.
Relator: Márcio Gontijo
7) Márcio Kleber Del Rio Chagas do Nascimento
Indenização: R$ 2.238.726,71

Pensão mensal: R$ 19.115,17.
Relator: Márcio Gontijo
8 ) José Augusto de Godoy
Indenização: R$ 2.227.120,46

Pensão mensal: R$ 12.454,77.
Relator: Sueli Aparecida Bellato
9) Fernando Pereira Christino
Indenização: R$ 2.178.956,71

Pensão mensal: R$ 19.115,19.
Relator: Márcio Gontijo
10) Hermano de Deus Nobre Alves
Indenização: R$ 2.160.794,62

Pensão mensal: R$ 14.777,50.
Relator: Vanda Davi Fernandes de Oliveira
Fonte:  Coluna do Augusto Nunes
(para acessar os originais, clique nos títulos)


domingo, 20 de março de 2011

É o Brazíuíuíu!!!!

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Quando digo que tudo está virado de cabeça pra baixo no nosso país tem gente que diz que estou errado.  Olha essa notícia:
Campeão de tiro reage e mata assaltante dentro de casa
Ele foi preso em flagrante por homicídio; outro assaltante está ferido gravemente
Um assalto a uma residência no Jardim Tropical, em Cuiabá, na noite de ontem (11)/3, terminou com um assaltante morto, outro preso e o dono da casa autuado em flagrante. Tudo porque o proprietário, campeão regional de tiro, Mário Henrique Roversi, 19, reagiu e atirou quatro vezes contra os bandidos.
O adolescente Denis da Silva Barros, 16, morreu com um tiro de revólver calibre 45 e seu cúmplice Sérgio Felipe Moraes de Arruda, 23, ficou gravemente ferido.
Segundo Mário, que utiliza a arma para competições de tiros, pois é desportista registrado, ele e a família chegavam de carro e, assim que abriram o portão para entrar, foram rendidos pelos assaltantes.
Os ladrões levaram as vítimas para a cozinha e, depois, para um quarto, justamente onde o desportista guardava o revólver calibre 45. Assim que os bandidos abriram a porta, ele conseguiu pegar a arma e atirou quatro vezes, matando o adolescente e ferindo gravemente o cúmplice, que está internado no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC).
Mário foi preso em flagrante por homicídio seguido de tentativa e Felipe, autuado por roubo e porte ilegal de arma. Com o assaltante, policiais militares apreenderam um revólver 38 e uma sacola com vários pertences das vítimas.
Enquanto isso
A doutora "adevogada", que ia “doar” para bandidos 28 celulares em um presídio no interior do RS, está dando risada, em casa, depois de presa em flagrante e de passar alguns minutos na delegacia.
Fonte:  Blog do Prévidi - 17/3/11
COMENTO: para quem não conhece o "causo da adevogada", o mesmo Blog do Prévidi publicou, na quarta-feira:
""É melhor chamar a polícia ou o ladrão?
Assisti ontem ao telejornal RBS Notícias. Não costumo mais ver noticiários na TV, porque já basta o que me irrito com as leituras, durante o dia, em portais e sites. Aí, foi batata: mais uma vez me irritei e, mais, fiquei de boca aberta – mais do que o normal.
Foi em razão do caso da “doutora adevogada”, que iria meter 28 celulares para bandidos hóspedes de uma penitenciária em Montenegro. Uma doutora!! Aí mostraram a mocinha saindo da delegacia, depois de ter sido presa em flagrante.
Não acreditei no que via. Ou seja: uma bandida estava ajudando bandidos presos e não vai em cana!!
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Hoje leio na Zero Hora:
Luciana Kaliski Garcia, 36 anos, foi presa em flagrante. Conduzida à Delegacia da Polícia Civil, ela assinou um termo circunstanciado por crime de menor potencial ofensivo e foi liberada.
Quer dizer, abastecer bandidos para realizarem mais crimes é “um crime de menor potencial ofensivo
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Leio mais: célere, a OAB gaúchadeterminou a abertura de um processo ético-disciplinar para avaliar a condutada doutora.
E esta pérola do presidente da OAB-RS, Cláudio Lamachia:  - Estou recomendando um estudo da possibilidade de uma eventual suspensão cautelar da advogada, se comprovados os fatos.
Olha só, o doutor está apenas recomendando um estudo para uma eventual “suspensão cautelar” da adevogada. E, mais, precisam comprovar que ela é realmente uma bandida, uma criminosa.
Vou te contar!!
Aí atirei a toalha!!
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Porque atirei a toalha? Sabe o que é suspensão cautelar? A doutora adevogada “ficará impedida de exercer a profissão por um tempo determinado ou mesmo até o final do próprio processo”.
Bah, que baita punição!!
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Assim, meus amigos, muita gente não entende como aumenta vertiginosamente as mutretas e roubalheiras em nosso país. Não acontece nada com quem é mutreteiro ou ladrão!!  Quer exemplos?
No ano passado, alguns funcionários roubaram da Assembleia Legislativa alguns milhões, através da folha de pagamento, e sabe qual foi a punição? Tiveram que devolver o roubo em suaves prestações.
Agora, esse caso dos pardais nas estradas gaúchas. Sabe o que vai acontecer? Os lobistas e mutreteiros, além de administradores públicos corruptos, só terão uma interrupção no recebimento das propinas.  Nada mais do que isso.  Será que ela não tinha que ser expulsa da OAB, sumariamente?""
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