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domingo, 21 de dezembro de 2014

Mais Mentiras da Omissão Nacional da Verdade

por Carlos I. S. Azambuja
A Omissão Nacional da Verdade, composta por 7 membros da escolha da presidentA da República, e terminando seus trabalhos com seis membros devido à renúncia de um deles, relacionou os nomes de 434 pessoas mortas ou desaparecidas, no período de 1964 a 1985 (embora na Lei que a criou seus trabalhos devessem abarcar o período e 1946 a 1988), que teriam sido mortas ou desaparecidas por uma relação de 377 militares e civis, “responsáveis pelos crimes da ditadura”, como escreveu a "Omissão".
Ocorre que ao divulgar a relação das 434 pessoas mortas ou desaparecidas pelos militares e civis, a Omissão mais uma vez MENTIU!
Consultando a referida lista constatei que pelo menos doze pessoas constantes da relação não foram mortas ou desapareceram por culpa de militares ou civis brasileiros, o que significa que a Omissão Nacional da Verdade MENTIU à PresidentA e ao povo brasileiro
Essas pessoas são as seguintes:
JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO, do comando da Vanguarda Popular Revolucionária, que cometeu o suicídio em 18 de abril de 1970, no Rio de Janeiro, ao ver-se cercado pela chamada repressão.
EIRALDO PALHA FREIRE, faleceu no Hospital de Aeronáutica do Galeão em 4 de julho de 1970, após ser baleado, em 1 de julho, quando tomava parte na tentativa de sequestro do Caravelle PP-PDX, da Cruzeiro do Sul, no Aeroporto do Galeão.
JAMES ALLEN LUZ, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, morto em acidente de automóvel por ele dirigido, no RS, em 16/11/1977.
ROSALINO CRUZ SOUZA (“Mundico”), militante do PCdoB na Guerrilha do Araguaia, cujo nome foi grafado incorretamente no relatório da Omissão Nacional da Verdade, como ROSALINDO SOUZA. Sua morte não foi da responsabilidade de nenhum dos 377 militares ou civis “responsáveis por crimes da ditadura”, como assinala mentirosamente o relatório da Omissão da Verdade. Ele foi “justiçado” por sua companheira de armas DINALVA CONCEIÇÃO TEIXEIRA (“Dina), como amplamente divulgado em livros e artigos.
JANE VANINI, militante do Movimento de Libertação Popular, morta no Chile em 6 Dez 74, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.
TULIO ROBERTO CARDOSO QUINTILIANO, militante no Brasil do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, dado como desaparecido no Chile em outubro de 1973.
ZULEIKA ANGEL JONES, morta em acidente automóvel por ela dirigido, no Rio de Janeiro, em 14 de abril de 1976.
WÂNNIO JOSÉ DE MATTOS SANTOS, morto no Chile em 16 Out 1973, após ser preso e levado para o Estádio Nacional.
TITO DE ALENCAR LIMA, integrante de uma relação de banidos do Brasil, trocado pela vida de um embaixador sequestrado, cometeu o suicídio na França em 10/8/1974.
NILTON ROSA DA SILVA, morto no Chile em 15/6/1973, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.
NELSON DE SOUZA KHOL, desaparecido no Chile em 15/9/1973.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA, desaparecido no Chile em 14/9/1973.
Como se observa, e como já assinalei em alguns e-mails, o relatório da Omissão Nacional da Verdade é MENTIROSO! Está eivado de inverdades e presunções, apontando como criminosos patriotas militares e civis que evitaram que o Brasil fosse transformado em um Cubão, inclusive o Marechal do Ar Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira, além dos presidentes da República no período 1964/1985, chefes militares e vários outros pelo simples fato de terem sido designados para servir em Órgãos de Inteligência. Infelizmente constato que até agora os chamados comandantes militares não se pronunciaram para defender seus antecessores e seus subordinados da Marinha, Exército e Aeronáutica, o que é inaceitável e será cobrado pelas futuras gerações!
Carlos I. S. Azambuja é Historiador
Fonte:  Alerta Total
COMENTO: reitero que as famílias dos Agentes Públicos citados nessa patifaria como acusados de cometerem crimes devem mover ações de danos morais contra os cretinos componentes dessa estrovenga que se propôs a servir como instrumento de tentativa de desmoralização das Forças Armadas, compilando e requentando as canalhices anteriormente publicadas no imoral "Brasil Nunca Mais", uma grande obra no sentido escatológico da palavra fundamentada em cópias de depoimentos de bandidos, feitos em audiências judiciais. 
É conhecido o fato que advogados orientam seus clientes para sempre negarem as acusações e alegarem ter sido torturados, a fim de tumultuar o processo, desconsiderar eventuais confissões e anular provas obtidas com base em suas delações. 
A incompetência e o vezo ideológico dos integrantes desse grupo nomeado para denegrir as Forças Armadas e, quem sabe, proporcionar mais uma boa cota do vil metal às supostas vítimas ainda não agraciadas, fez com que depois do "acurado trabalho", pelo menos uma pessoa gozando excelente estado saúde fosse citada como morta ou desaparecida. 
Outros casos existem, como o que já foi citado aqui em Agosto de 2013. Ao fim, deve-se destacar no trabalho da "começão", a falta de vontade de efetivamente buscar a verdade sobre os assassinatos denominados por eles como "justiçamentos", e os casos dos "mortos vivos", não só do Araguaia, mas de todos os episódios da luta subversiva para a implantação do comunismo no Brasil, apesar disso já ter sido anunciado pela imprensa, em diversas ocasiões, inclusive aqui e aqui, neste blog.
Outra mostra da completa falta de vergonha na cara desses tipos, e dos membros dessa quadrilha de vigaristas que montaram essa farsa da bolsa-anistia, pode ser lida clicando aqui.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Família de General Contesta a Acusação da Comissão da Meia Verdade

O General de Exército, Sérgio Wesphalen Etchegoyen, Chefe do Departamento Geral do Pessoal, assinou nota, em conjunto com a sua família, repudiando o relatório divulgado pela Comissão Nacional da Verdade e classificando seu trabalho como "leviano".
A Comissão responsabilizou o pai do atual chefe do DGP, o General Leo Guedes Etchegoyen, e outros 376 civis e militares, por violações de direitos humanos durante o governo militar, sem apontar os fatos que teriam levado às acusações.
Esta é a primeira vez que um General da ativa condena a conduta da Comissão Nacional da Verdade. 
Oficiais da ativa não costumam se pronunciar em relação a questões políticas, por conta de restrições impostas pelo Regulamento Disciplinar do Exército, deixando este papel, normalmente para os militares inativos. 
A íntegra da carta da família Etchegoyen, contra a Comissão Nacional da Verdade:
A comissão nacional da verdade (CNV) divulgou ontem seu relatório final, onde relaciona 377 nomes sob a qualificação de "autores de graves violações de direitos humanos"Nela consta o nome de Leo Guedes Etchegoyen.  
Sobre o fato, nós, viúva e filhos, manifestamos a nossa opinião. Jamais fomos contatados por qualquer integrante ou representante daquela comissão, nem o Exército recebeu qualquer solicitação de informações ou documentos acerca de Leo G. Etchegoyen. 
Ao apresentar seu nome, acompanhado de apenas três das muitas funções que desempenhou a serviço do Brasil, sem qualquer vinculação a fatos ou vítimas, os integrantes da CNV deixaram clara a natureza leviana de suas investigações e explicitaram o propósito de seu trabalho, qual seja o de puramente denegrir 
Ao investirem contra um cidadão já falecido, sem qualquer possibilidade de defesa, instituíram a covardia como norma e a perversidade como técnica acusatória. 
No seu patético esforço para reescrever a história, a CNV apontou um culpado para um crime que não identifica, sem qualquer respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa 
Leo Guedes Etchegoyen representa a segunda geração de uma família de Generais que serve o Brasil, com retidão e patriotismo, há 96 anos. 
Seguiremos defendendo sua honrada memória e responsabilizando os levianos que a atacarem.  
Porto Alegre, RS , 11 de dezembro de 2014 
Lucia Westphalen Etchegoyen, viúva
Sergio Westphalen Etchegoyen, filho
Maria Lucia Westphalen Etchegoyen, filha
Alcides Luiz Westphalen Etchegoyen, filho
Marcos Westphalen Etchegoyen, filho
Roberto Westphalen Etchegoyen, filho
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COMENTO: seria muito conveniente que as famílias das pessoas citadas nessa patifaria movessem uma ação de danos morais contra os cretinos que se propuseram servir como instrumento de tentativa de desmoralização das Forças Armadas, compilando e requentando as canalhices anteriormente publicadas no imoral "Brasil Nunca Mais", uma grande obra - em seu sentido escatológico - fundamentada em cópias de depoimentos de bandidos, feitos em audiências judiciais. 
É sabido que, já naquela época, tal tipo de depoente era (e continua sendo) orientado por seus advogados a negar as acusações e alegar ter sido torturado, a fim de tumultuar o processo, desconsiderar eventuais confissões e anular provas obtidas com base em suas delações. A incompetência e o vezo ideológico dos integrantes desse grupo nomeado para denegrir as Forças Armadas e, quem sabe, proporcionar mais uma boa cota do vil metal às supostas vítimas ainda não agraciadas, fez com que depois do "acurado trabalho", pelo menos uma pessoa gozando excelente estado saúde fosse citada como morta ou desaparecida
Outros casos existem, como o que já foi citado aqui em Agosto de 2013. Ao fim, deve-se destacar no trabalho da "começão", a falta de vontade de buscar a verdade verdadeira (não a verdade forjada que pretendem implantar) sobre os "mortos vivos", não só do Araguaia, mas de todos os episódios da luta subversiva para a implantação do comunismo nas terras brazilis, apesar do fato já ter sido anunciado pela imprensa, em diversas ocasiões, inclusive aqui e aqui, neste blog.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A CV Passa por Dúvida Atroz: Assumir a Denominação de "Comessão de Verbas" ou "Comissão da Vingança"

por Leandro Mazzini
Numa reunião tensa que durou seis horas na terça-feira (30/7), a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, chorou duas vezes diante de críticas e depoimentos de familiares das vítimas do Araguaia (TO).
O momento mais delicado foi quando Rosário não se segurou ao ouvir da ex-guerrilheira Criméia Almeida que ‘nada presta’ e que está ‘tudo ruim’ na Comissão de Mortos e Desaparecidos - relatam testemunhas -, trabalho coordenado pela SDH.
No encontro foi exposto o racha entre os familiares das vítimas, após a inédita votação verbal sobre os rumos dos trabalhos. Por 12 a 6, vão continuar as buscas por 45 desaparecidos na região do Araguaia durante o regime militar. Eram 47 – desde o início das buscas, duas ossadas foram encontradas.
Enquanto a maioria quer encontrar as possíveis ossadas, integrantes do grupo Tortura Nunca Mais pregam o fim das buscas. A despeito do desencontro, uma sentença da Justiça Federal prevê indenização de R$ 25 milhões para cada familiar – valores de hoje.
A sentença de 2006, em primeira instância, da juíza Solange Salgado, determina a continuidade das buscas ou a indenização para cada família em R$ 10 mil/dia, com pagamentos retroativos.
O grupo que luta por interromper as buscas levanta um argumento patriótico: o governo já teria gastado demais com os trabalhos. “Emocionalmente, não quero que se gaste mais recursos públicos para procurar meus irmãos”, argumentou Laura Petit, que tem dois irmãos desaparecidos.
Representantes de seis famílias manifestaram-se pela interrupção das buscas e pelo consequente fim do processo – Vitória Grabois, Elizabeth Silveira, Criméia Almeida, Laura Petit, Lorena Barroso e Sônia Maria de Souza. Lideradas por Diva Santana, representante oficial das famílias na Comissão dos Mortos e Desaparecidos, doze familiares preferem que o Estado continue buscando respostas.
Segundo a SDH, a reunião debateu ‘Balanço das Atividades’, ‘Pedido de oitiva de militares que participaram da guerrilha’ e ‘Retorno das atividades de busca’. A assessoria informou que ‘a ministra se emocionou em alguns momentos ao ouvir relatos de familiares’.
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Uma bomba pode explodir na Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o caso vir à tona, se a representação no Brasil do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), ligada à OEA, entregar um documento que rascunha.
CEJIL não quer que a CNV faça trabalhos de busca de supostos sobreviventes da Guerrilha do Araguaia (TO), na ditadura, e que hoje estariam sob proteção federal, após mudança de identidades. Seriam 20 os ‘mortos-vivos’ da época, hoje escondidos.
Trata-se de uma iniciativa preventiva, pois não estão na pauta da CNV quaisquer investigações sobre esse assunto, um dos mais polêmicos mistérios da ditadura.
CEJIL representa famílias dos desaparecidos do Araguaia. Procurada desde quarta (31/7), a ONG não se manifestou por ora. A CNV informou que ainda não recebeu a carta.
Anos atrás, o então ministro Jarbas Passarinho revelou que o guerrilheiro Luiz Renê, do PCdoB, foi abrigado no Ministério da Educação, após ser dado como ‘morto’. Renê ganhou nova identidade. Segundo relatos históricos, teria sido a pedido do General Antonio Bandeira.
René foi preso no Araguaia, em fevereiro de 1974, ao lado de Hélio Navarro de Magalhães, seu melhor amigo dos tempos da militância estudantil no Rio de Janeiro. Dona Carmen Navarro, mãe de Hélio, há cerca de 20 anos pede às autoridades de Direitos Humanos que investiguem o paradeiro de seu filho, que ela acredita estar vivo.
CEJIL faz o lobby a pedido da irmã de Renê, Elizabeth Silveira. Há suspeita de que ele vive no MT. A família não tem notícias.
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O governo pagou R$ 4,3 milhões em indenizações, entre 2011 e 2013, a parentes de mortos na Guerrilha do Araguaia, nos anos 70.
Deste total, R$ 2,1 milhões foram pagos a herdeiros de beneficiários já falecidos, que não tinham direito segundo a Lei de Mortos e Desaparecidos.
São US$ 3 mil a cada um dos familiares por despesas médicas, por busca de informação e dos restos mortais dos desaparecidos; mais US$ 45 mil para cada familiar direto e US$ 15 mil para cada familiar não direto por dano imaterial.
A Secretaria de Direitos Humanos aguarda decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos para depositar ainda este ano quantias a outros 12 herdeiros de beneficiários falecidos.
A questão da identificação dos beneficiados foi submetida ao Departamento Internacional da Advocacia-Geral da União para cumprimento da decisão judicial.
O governo trata com cuidado a divulgação de nomes para proteger a intimidade dos familiares das vítimas. Herdeiros foram definidos em sentença da Corte IDH de 2010.
Com Vinícius Tavares, da equipe de Brasília
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A pedido do Grupo de Trabalho Araguaia, comandado pela Secretaria de Direitos Humanos, a juíza Solange Salgado, da 1ª Vara da Justiça Federal, decretou segredo de Justiça no processo sobre os desaparecidos da região durante o regime militar.
O GTA procura ossadas naquela área desde 2009, mas os supostos gastos estupendos com aluguel de aeronaves para pesquisadores e familiares das vítimas chamaram a atenção. E o governo não quer problemas quanto a custos.
Desde então foram encontrados dois dos 47 guerrilheiros desaparecidos na década de 70. O governo pagou R$ 4,3 milhões em indenizações, entre 2011 e 2013, a parentes de mortos na Guerrilha do Araguaia. Deste total, R$ 2,1 milhões foram pagos a herdeiros de beneficiários já falecidos, que não tinham direito segundo a Lei de Mortos e Desaparecidos. Leia aqui 
As famílias dos desaparecidos continuam divididas. Numa reunião tensa que durou seis horas na terça-feira, dia 30 de julho, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, chorou duas vezes diante de críticas. O momento mais delicado foi quando Rosário ouviu da ex-guerrilheira Criméia Almeida que ‘nada presta’ e que está ‘tudo ruim’ na Comissão de Mortos e Desaparecidos, relatam testemunhas.
No início do ano, a coluna revelou que o governo preparava delicada e sigilosa operação para devolver a Xambioá, no Araguaia (TO), as ossadas de duas crianças que foram descobertas no inventário feito pela Polícia Federal, junto aos ossos de outros 23 ex-guerrilheiros, guardados numa sala-cofre do Hospital Universitário da UnB. Os corpos das crianças foram enterrados nos locais das buscas sem qualquer ligação com a guerrilha, mas o governo investiga a suposta participação de ex-guerrilheiros [na inclusão indevida das ossadas infantis], na tentativa de chocar a opinião pública.
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Suzana Lisboa, do grupo Tortura Nunca Mais, passou por Brasília e disse que estaria articulando com emissários da presidente Dilma, dentro do Planalto, uma solução pacífica para a Comissão da Verdade. A substituição de dois membros. O grupo pretende a demissão dos comissários que são contra a revisão da Lei da Anistia, Paulo Sérgio Pinheiro e José Carlos Dias, e indicar nomes ligados às famílias dos desaparecidos políticos. Teria ela o apoio de José Dirceu.
indicado pelo Blog do Licio Maciel
COMENTO: como falou o filósofo Hildebrando Pasqual, vamos por partes. Em primeiro lugar, me parece muito suspeita a pretensão de suspender as buscas por ossadas, manifestada por seis familiares de supostos desaparecidos no Araguaia. Não consigo imaginar essas pessoas preocupadas com "gastos de verbas públicas". Tem alguma coisa por baixo desse angu! Em segundo lugar, é de se destacar a falta de vontade de buscar a verdade verdadeira (não a verdade forjada que pretendem implantar) sobre os "mortos vivos", não só do Araguaia, mas de todos os episódios da luta subversiva para a implantação do comunismo nas terras brazilis. Apesar do fato já ter sido anunciado pela imprensa, em diversas ocasiões, inclusive aqui e aqui, neste blog. No livro “Guerrilha do Araguaia, Relato de Um Combatente”, do Coronel Lício Maciel, ele fala sobre esses “mortos vivos”. Um deles ficou com medo de comparecer a um encontro com o Coronel, marcado por um jornalista, no RJ. Renê, Hélio, Paquetá e Bichento, o Coronel Lício garante que estão vivos; não aparecem porque temem ser “justiçados” pelos anjinhos do Velho Mário. Por outro lado, contrastando com a preocupação com os "gastos públicos", temos uma pequena fortuna gasta em função de uma "decisão da CIDH". Temos, assim, a administração pública brasileira submetida a um organismo internacional com poder de decisão superior ao nosso Poder Judiciário. Divulgada a gastança, não só de indenizações indevidas mas principalmente nas inúteis buscas que só servem para o faturamento de diárias e outros custos para a "cumpanherada", a ministra (i)rresponsável pelo andamento da farra pede, e uma juíza já comprometida com "as buscas" aceita, encobrir tudo sob o manto do sigilo judicial. Para encerrar, temos o reforço dos objetivos da Comissão da Vingança, de acordo com as velhas práticas stalinistas, os "cumpanhêrus" que divirjam das determinações do "coletivo" devem ser eliminados. Como a eliminação física, nos dias atuais, é problemática, pelo menos eles devem ser expurgados do grupo a fim de que outros, fieis ao ideário revanchista, prossigam na missão de enxovalhar a imagem daqueles que, chamados à luta armada, venceram.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Qual Verdade?

por Gustavo
No último dia 16 de maio, o governo federal deu posse, com pompa e circunstância, aos sete membros da chamada "comissão da verdade". O objetivo, nada modesto, é investigar as violações dos direitos humanos cometidas no Brasil de 1946 a 1988, com foco, obviamente, no período militar após 1964. Como todos sabem, a notícia foi comemorada por muitos como um marco histórico, uma oportunidade de "passar a limpo" o passado brasileiro recente etc. 
Escrevi alguns textos sobre a tal comissão. De modo que não vou me repetir neste aqui. Vou apenas fazer um adendo ao que já disse.
Em primeiro lugar, onde está escrito que a "verdade" sobre o que aconteceu em um determinado período histórico deve ser fruto de uma comissão, ainda mais estatal? A "verdade", em História, é uma construção de historiadores, não de funcionários públicos (e, fato curioso, existe até uma psiquiatra na comissão, mas nenhum historiador). É algo, até certo ponto, relativo e, de certo modo, mutável. Qual o sentido, portanto, de o governo criar uma comissão para estabelecer a verdade, digamos, sobre a Guerra do Paraguai, ou sobre o Quilombo dos Palmares? De que "verdade" se está falando?
Trata-se de uma conclusão mais do que óbvia, tão óbvia que chega a ser constrangedor afirmá-la: sempre que o Estado se propõe a determinar a "verdade" histórica, instituindo uma "verdade" oficial, timbrada e chancelada em várias vias, o que passa a vigorar, em vez da verdade, é a visão dele, do Estado, dos governantes de plantão, e não a "verdade" propriamente dita. Foi assim em países como a ex-URSS ou a Alemanha nazista, em que ideólogos estatais se dedicaram a construir "verdades" que não passavam de deformações da História para que se adequassem à ideologia dominante. Tanto no comunismo quanto no nazifascismo a História "oficial" nada mais era do que a versão mais conveniente ao Partido-Estado (Stálin era mesmo obcecado com o assunto e não hesitava em reescrever a História para que se ajustasse a cada expurgo). "Comissões da verdade" são, na verdade (com perdão da redundância), coisa de regimes totalitários, nos quais a maior vítima é (mais uma vez, data vênia a repetição) a ... verdade.
Isso esclarecido, e já que estamos falando de verdade, vou dizer uma coisa que certamente vai chocar muita gente. É o seguinte: a ditadura militar matou menos inocentes do que a luta armada de esquerda.
Duvidam? Então prestem atenção.
Ao todo, foram mortas 424 pessoas pelos agentes da repressão político-militar no Brasil entre 1964 e 1979 (quando foi decretada a Lei de Anistia). Desse número, a imensa maioria — uns 400 — tiveram algum tipo de envolvimento com a esquerda, armada ou não. Eram, enfim, militantes ou simpatizavam com a causa esquerdista, muitos deles envolvidos diretamente com atos de terrorismo como sequestros, assaltos e assassinatos. Pesquise quem quiser. Sugiro a leitura de algum dos livros e dossiês publicados sobre os mortos e desaparecidos políticos desde 1964. Vejam lá, ao lado do nome e da biografia do morto, o nome da organização a que pertencia. Façam isso e depois me digam se estou mentindo.
Agora, as vítimas fatais da esquerda: são cerca de 120 (depois direi porque escrevi "cerca de"). Dessas, a maioria — mais de 80 por cento — não eram policiais ou militares ligados à repressão, mas simples cidadãos, civis sem qualquer participação ou atividade política, apanhados no meio do fogo cruzado entre terroristas e agentes da ditadura. Muitos, pessoas inocentes que simplesmente estavam no lugar errado, na hora errada — atingidos por uma bomba ou alvejados na fila do banco em uma "expropriação revolucionária", por exemplo. Alguns casos, mortes verdadeiramente absurdas como a do major alemão confundido com o matador de Che Guevara no Rio de Janeiro ou do marinheiro inglês metralhado "como protesto" contra a ocupação britânica na Irlanda do Norte. ... Sem falar nos "justiçamentos" (eufemismo para assassinato a sangue-frio) de companheiros de luta acusados de traição ou vacilação ideológica. Em todos esses casos, era a população civil, não os torcionários do DOPS ou da OBAN, os verdadeiros alvos dos grupos terroristas. Fazendo-se uma conta rápida, os inocentes mortos pela repressão não chegaram à metade dos inocentes atingidos pelo terrorismo de esquerda. Quem pode negar que este foi mais indiscriminado do que a tortura?
Quero dizer com isso que os militantes esquerdistas capturados pela repressão mereceram morrer e que a tortura e o assassinato de presos políticos estão, portanto, justificados? Evidente que não. Pensar assim é uma ofensa à inteligência. Equivale a dizer que os inocentes vitimados pelos atos terroristas da esquerda armada mereceram o fim que tiveram, como se os crimes dos dois lados "zerassem o jogo" e dois erros fizessem um acerto. O fato de a maior parte dos mortos pela repressão ser de terroristas não torna menos bárbara e brutal a tortura praticada pelos órgãos da repressão, nem justifica qualquer lei de exceção ou ato autoritário do regime de 64. Mas ajuda a colocar as coisas em seu devido lugar perante a História, mostrando que a "verdade histórica" não tem dono nem ideologia. A esquerda também matou, e matou inocentes. Mais do que a máquina da repressão. Qualquer tentativa de investigar o passado que não leve esse fato em conta, e que se omita de investigar a totalidade dos crimes cometidos por ambos os lados, estará contaminada, necessariamente, por um vício de origem.
Do mesmo modo que a esquerda terrorista deixou mais vítimas inocentes do que a ditadura contra a qual lutava, os únicos — faço questão de frisar: os únicos — desaparecidos políticos hoje no Brasil são os que a luta armada fez. A lei 9.140/95, decretada no governo de Fernando Henrique Cardoso, declarou oficialmente mortos todos os 136 desaparecidos políticos até então, cujas famílias puderam receber seus atestados de óbito e foram indenizadas. Já os casos de pessoas desaparecidas pela ação da esquerda até hoje não foram esclarecidos nem sequer reconhecidos, pois se mantém um silêncio sepulcral (com o perdão do trocadilho) sobre o tema. Seus restos mortais, como ocorre com muitos mortos pela repressão, até hoje não foram encontrados.
Cito dois casos: o do guerrilheiro da ALN Ari Rocha Miranda, morto em 1970 em circunstâncias misteriosas pelos próprios companheiros em São Paulo e enterrado em local ignorado, e o militante anônimo do PCB executado pelo partido e cujo corpo foi dissolvido em ácido, conforme conta o ex-dirigente comunista Hércules Corrêa em seu livro de memórias. Sabe-se exatamente quantas pessoas foram mortas pelo aparato de segurança do regime militar, ao contrário do número total das vítimas da esquerda armada, estimado em 120. Tal fato mostra que se há alguém que reluta em contar a verdade — toda a verdade, e não só parte dela — sobre o período dos "anos de chumbo", mais do que os militares, é a esquerda.
Isso fica claro quando se depara com o véu de mistério que cerca, por exemplo, a trajetória da mais conhecida ex-militante de grupo armado de esquerda dos anos 60/70 no Brasil: Dilma Vana Rousseff. Até hoje, não se sabe exatamente o que fez a camarada Stela da VAR-Palmares. E isso apesar de ser ela a atual presidente da República, com toda a autoridade que lhe confere a Constituição para abrir os "arquivos da ditadura" (que ela, e não os militares, se nega a fazer). Assim como seu autoproclamado companheiro de armas José Dirceu, que insiste em dizer que só falará o que fez no período daqui a 20 ou 30 anos, o passado de Dilma, tão louvado por alguns, continua envolto em brumas. Quase certamente, só é louvado por causa disso.
Enquanto não se investigar o que fizeram de fato pessoas como Dilma e Dirceu, a ideia de uma "comissão da verdade" não passará de uma forma de omitir a verdade, em vez de resgatá-la. Um instrumento do revanchismo e de ocultação dos fatos - ou seja: exatamente o oposto daquilo que seus idealizadores alegam querer alcançar.
Fonte:  Blog "Do Contra"
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quinta-feira, 15 de março de 2012

Curió Será Denunciado por Sequestro

Para procuradores, Lei da Anistia não isenta coronel de responder pelo desaparecimento de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia
por Mariângela Gallucci
O Ministério Público Federal vai denunciar hoje (13/3), na Justiça Federal em Marabá, o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia. Curió comandou as tropas que atuaram na região em 1974, época dos desaparecimentos de Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Corrêa (Lia).
Hélio Navarro - "Edinho"
Existem versões de que
ele e outros estariam vivos
A iniciativa de ajuizar novas ações de casos da ditadura sob o argumento de crime continuado, antecipada no domingo pelo Estado, foi confirmada ontem por quatro procuradores da República.
Eles sustentaram que mesmo após 38 anos da guerrilha é possível responsabilizar Curió pelo sumiço dos militantes. De acordo com eles, o crime tem caráter permanente — já que as vítimas seguem desaparecidas.
Por causa desse caráter permanente, segundo os procuradores, é possível denunciar Curió mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter reconhecido em 2010 a validade ampla, geral e irrestrita da Lei de Anistia. Promulgada em 1979, a lei anistiou pessoas punidas por ações contra a ditadura e, conforme a interpretação estabelecida na época, também os agentes do Estado acusados de violações a direitos humanos. A tese é polêmica e deverá chegar ao STF. 
Crimes permanentes. 
Os procuradores também afirmam que a lei anistiou os crimes praticados até 15 de agosto de 1979. No entanto, segundo eles, o crime de sequestro ainda persiste e, portanto, a lei não beneficiou Curió.
"O fato concreto e suficiente é que após a privação da liberdade das vítimas, ainda não se sabe o paradeiro de tais pessoas e tampouco foram encontrados seus restos mortais", argumentam os procuradores.
"Por se tratar de crimes permanentes, cuja consumação encontra-se em curso, algo precisava ser feito", afirmou o procurador Tiago Modesto Rabelo, um dos autores da denúncia. Os procuradores também citaram decisões recentes do STF que autorizaram a extradição de militares argentinos acusados do mesmo crime durante a ditadura naquele país.
A denúncia que será entregue hoje é baseada principalmente em provas testemunhais. Incluem relatos de que as vítimas teriam sido capturadas, levadas para a base militar, colocadas em helicópteros e nunca mais vistas. Também foram descritos maus tratos que teriam sido praticados nas bases militares comandadas por Curió.
"As violentas condutas de sequestrar, agredir e executar opositores do regime governamental militar, apesar de praticadas sob o pretexto de consubstanciarem medidas para restabelecer a paz nacional, consistiram em atos nitidamente criminosos, atentatórios aos direitos humanos e à ordem jurídica", sustenta o Ministério Público Federal.
A denúncia contra Curió é a primeira apresentada pelos procuradores. Os integrantes do Ministério Público adiantaram que outras investigações estão em curso e, havendo provas, novas acusações serão apresentadas. "É a primeira de uma série de ações que estão sendo analisadas em vários Estados", afirma o procurador Sergio Tsuiama, um dos signatários da denúncia.
Passo histórico
A denúncia apresentada pelo procuradores foi definida pela ONG Human Rights Watch, dos EUA, como "um passo histórico para a responsabilização desses atos no País". Segundo o texto, "mais de 475 pessoas desapareceram durante aquele período e milhares de outras foram ilegalmente presas e torturadas".
COMENTO:  emocionante o parágrafo que encerra o texto, servindo como conclusão. Paradoxal o esforço despendido por uma ONG norte-americana em prol dos pobres e inocentes 'desaparecidos' brasileiros, ao lembrarmos que os EUA sempre foram tidos como a materialização do capeta pelas 'entidades' a que serviam os supostos desaparecidos. 
Jornal Opção publicou em janeiro de 2011 (Edição 1854) um texto fazendo referência a reportagem do jornal O Globo (Edição de 17 Jan 2001- Página 9), dando conta de que no mínimo cinco guerrilheiros teriam sido poupados pelos militares, no Araguaia. Entre os poupados, estariam Helio Luiz Navarro e Antonio de Pádua Costa. Curiosamente não há nenhum relato, dos muitos existentes sobre a luta no Araguaia, que descreva — sem deixar dúvidas — a morte dos citados na reportagem.
É por essas coisas que fico torcendo para que apareça alguma anotação pessoal dando o real destino dos "mortos-vivos" do Araguaia. Uma boa chance é o próprio Curió "abrir o jogo"! Queria ver a cara desses procuradores que só procuram o que não interessa!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Para Não Cair no Esquecimento — O Combate Decisivo

Derrotados nas cidades, os terroristas se lançaram para o interior do Brasil, na tentativa de aproveitar o esquema que já estava sendo preparado muito antes de 64, com orientação e ideologia chinesa trazida por Marighella  depois de seu curso na Escola Militar de Pequim em 1952. Grandes áreas já estavam preparadas para tal objetivo, sendo escolhida a do Araguaia (Xambioá, Marabá).
Depois de tentar, sem resultado, reconduzir ao bom caminho os guerrilheiros, o resultado foi acabar com o foco o que foi feito entre outubro e dezembro de 1973, em pouco mais de dois meses de operações de combate na difícil área. Dada a Ordem de Operações, em outubro/73, o primeiro combate destruiu o grupo militar da guerrilha. Em seguida, o grupamento da Gameleira, comandado por Osvaldão, teve seu aparelho (esconderijo) destruído. Osvaldão escapou porque estava na região do grupamento A, em reunião com o comandante Mário (Maurício Grabois). Em seguida, o comandante Mário foi morto, junto com a maioria da cúpula da guerrilha, no chafurdo do Natal, em 25/12/1973.
Transcrevo:
Com a constante permanência das patrulhas vasculhando a mata, a partir do início de outubro, os militares já com o sangue quente por tantos feridos e baixas do nosso lado, a vida dos guerrilheiros remanescentes, escondidos em suas tocas, tornou-se difícil. Os procedimentos de combate da tropa foram revistos, não eram mais missões de busca de informes; eram equipes de combate. Os diversos apelos para que desistissem, não foram atendidos. Não podíamos continuar a agir correndo riscos desnecessários, como até então.
Desde o assalto ao quartel da PM, no início de outubro ao início de novembro de 1973, vários combates tinham ocorrido, com perdas importantes para a guerrilha.
Fechado o cerco, eles teriam que se mexer e, na mata, quem se mexe se revela, se demonstra. Eles perderam a grande vantagem de ver sem visto. Até os animais praticam instintivamente esta verdadeira lei de sobrevivência.
Em conseqüência das inúmeras baixas ocorridas nesse período, os guerrilheiros se deslocaram para se reunir em torno da base do grupamento A, onde se achava o chefe Mauricio Grabois. Enquanto isso, as bases dos grupamentos B e C foram completamente destruídas pelas equipes do sul da serra das Andorinhas.
Duas patrulhas do norte, comandadas pelo Tenente Siguimar Lacerda Ventura e Tenente Luiz Carlos Hallier, ambos já falecidos, localizaram um grupo no alto de uma colina, em mata densa, e atacaram na manhã de 25 de dezembro de 1973. Eram 16 guerrilheiros, sendo que 9 foram mortos e 7 conseguiram fugir na confusão do tiroteio. Os mortos: Maurício Grabois (Velho Mário), Paulo Mendes Rodrigues (Paulo, comandante do grupamento A), Paulo Roberto Pereira Marques (Amauri), José Humberto Bronca (Fogoió), Orlando Momento (Landim),  Gilberto Olímpio Maria (Pedro Gil), Guilherme Gomes Lund (Luiz), Marcos  José de Lima (Ari Armeiro) e Luiz Vieira de Almeida (Luizinho).  Minha única dúvida é que eu tinha sabido da morte do Amauri em junho de 1972, próximo a Santa Luzia, área do Osvaldão. O Luizinho faleceu no dia seguinte ao combate. Ângelo Arroyo conseguiu fugir.
Osvaldão foi um dos que escaparam por estar um pouco distante do local no momento do combate. Sua base da Gameleira já tinha sido destruída. Agora, com a destruição da última base, a do grupamento A, ele ficou vagando na selva, sozinho, e não se sabe bem porquê não procurou reorganizar o que restou dos grupos.
Este combate do dia 25/12/74 foi, sem a menor sombra de dúvida, o ponto alto da luta anti-guerrilheira no Araguaia, o combate decisivo; alguns o denominam “chafurdo de Natal”. Estava terminada a luta.
Na mata, porém, a gente perde a noção do tempo, só interessando o cumprimento da missão, que só termina quando o combate apontar ou decidir o vencedor, ou os que saírem vivos. Com certeza, ninguém deveria estar sabendo que era Natal, pois estavam em guerra, em plena ação, o perigo espreitando a cada passo na mata, a adrenalina a mil.
Os bravos militares participantes desse combate notável devem escrever a respeito, uma vez que o que se sabe ainda é muito pouco, dado à importância da ação. Praticamente, depois de passado o tempo de tolerância para que se entregassem, passamos apenas um pouco mais de dois meses para acabar com a festa deles: de 13/outubro a 25/dezembro, exatos dois meses e 13 dias.
Relatório Arroyo:  “Quando já estavam a mais ou menos um quilômetro do acampamento, às 11 hrs e 25 da manhã, ouviram cerrado tiroteio. Encontraram-se logo depois com Áurea e Peri, que vinham apanhá-los para o acampamento. Os dois afirmaram que o tiroteio tinha sido no rumo do acampamento. Cinco minutos depois do tiroteio, dois helicópteros e um avião começaram a sobrevoar a área onde houvera o tiroteio, e continuaram durante todo o dia nessa operação. Dois helicópteros grandes fizeram duas viagens  da base do Mano Ferreira, a uns cinco ou seis quilômetros, até o local do tiroteio. Tinha-se a impressão de que ou estavam levando mais tropas ou retirando mortos e feridos do local. J. e seus companheiros (eram oito) afastaram-se do local mais ou menos um quilômetro. No dia seguinte, 26 (de dezembro), foram a uma referência para encontro, num local próximo. Aí encontraram os companheiros Osvaldo, Lia (Telma Regina Cordeiro Corrêa), Batista (Uirassú de Assis Batista) e Lauro. Osvaldo informou o seguinte: que o grosso da força havia acampado dia 24, mas percebeu que estava perto da estrada. Dia 25, pela manhã, afastaram-se para uns cem metros de onde se achavam, designando alguns companheiros para limpar (camuflar) o local em que estiveram. Os membros da CM (comissão militar) e sua guarda ficaram num ponto mais alto do terreno, e os demais ficaram na parte de baixo. Na hora do tiroteio havia 15 companheiros no acampamento: Mário (Maurício Grabois), Paulo, Pedro, Joca, Tuca, Dina (com febre), Luís (com febre), na parte alta; embaixo: Zeca, Lourival, Doca e Raul (estavam ralando coco babaçu para comer). Lia e Lauro faziam guarda. Osvaldo e Batista realizavam a camuflagem.”
Aqui, desejo deixar registrado mais um exemplo da tremenda injustiça do destino, ao mesmo tempo querendo deixar minhas homenagens aos bravos guerreiros Tenente Siguimar Lacerda Ventura e Tenente Luiz Carlos Hallier. Depois de todos os sacrifícios e esforços inauditos no treinamento e na luta real, ainda em serviço dedicado à Pátria, num exercício em Resende/RJ, morrem os dois em acidente lamentável.
Hallier e Lacerda, vocês dois e todos os elementos de suas equipes, tiveram a oportunidade de, numa inigualável demonstração de lealdade, coragem, de dedicação e amor à Pátria, desenvolver uma ação que poucos guerreiros conseguem alcançar pelas mãos do destino: vocês executaram o Combate Decisivo de toda a nossa luta contra os guerrilheiros do Araguaia. Onde vocês possam estar nessa imensidão imperscrutável de Deus, serão sempre lembrados pelos seus companheiros de profissão como Heróis Maiores.
Fonte:  Blog do Lício Maciel
COMENTO:  vale a pena ler o original do relato do "Combate Decisivo", onde o Coronel Lício destaca o abandono dos guerrilheiros por suas "lideranças" e sugere o destino dos que sobreviveram aos combates e são, ainda, considerados "desaparecidos". Clique AQUI para ler a verdade que a canalha procura esconder ao mesmo tempo em que brada pela "abertura dos arquivos".
ATUALIZAÇÃO: infelizmente o atalho que conduzia a descrição do acidente que vitimou os então Major Luiz Carlos Maria Hallier e Capitão Siguimar Lacerda Ventura leva a uma página que foi apagada da internet. Mas o relato do acidente é o seguinte:
A instrução noturna para cadetes da AMAN em 25 Mai 1980, constava de um ataque aéreo de dois caças da FAB contra um objetivo. O primeiro caça destruiu todo o alvo, que tinha lâmpadas sinalizadoras. O 2º caça terminou atingindo um helicóptero que estava em outro local, próximo aos cadetes que assistiam o bombardeio, confundido pela lâmpada que piscava intermitentemente no alto do aparelho, matando os dois Oficiais do EB e ferindo outros três militares da FAB, tripulantes do helicóptero. O Jornal do Brasil, edição de 29 Mai 80 - pag 15 noticiou o fato.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sonata para Carmen

por Hugo Studart
Carmen acalenta a esperança de ouvir a canção que Hélio lhe compôs antes de desaparecer, quando partiu para a guerrilha do Araguaia; será a sua sonata.
Carmen Navarro tem passado seus dias à espera de uma canção. Qual? Ora, isso ela não canta, é um segredo, um dos mais fechados dentre os arquivos secretos da ditadura militar brasileira. Mas a espera é torturante. Aos 83 anos, lúcida, culta e bem informada, Carmen aguarda a chegada da música que seu filho Hélio Luiz Navarro Magalhães compôs antes de partir.
A última vez em que se viram foi em 1970. Hélio tocou-lhe a canção e saiu.
Foi se juntar à turma que montava a guerrilha do Araguaia. Era um compositor, pianista, estudante de química. Adotou o codinome de Edinho. Hoje figura na lista dos 136 desaparecidos da ditadura.
Sua mãe acredita que ele esteja vivo, resguardado sob uma nova identidade que teriam lhe arrumado os militares. Por anos Carmen alimentou a esperança de reaver o filho. Hoje conforma-se em receber um singelo acalento, um sinal de vida - a música que ele lhe compôs. Pode chegar por e-mail anônimo.
A história por trás desse drama é pura nitroglicerina política - e provoca tantas fúrias quanto são as lágrimas de Carmen. Em fins de 1973, o presidente Emílio Médici deu ordens ao Exército para caçar e aniquilar os 47 guerrilheiros que ainda lutavam no Araguaia. Ernesto Geisel confirmou a ordem de não deixar ninguém vivo.
Ocorre que cinco deles teriam sido poupados. Os militares os chamam de "mortos-vivos". Teriam feito acordo de delação premiada e recebido novas identidades. Pelo acerto, não poderiam sequer procurar suas famílias. Quem são eles?
Ora, os nomes são conhecidos há quase 40 anos por grande parte da antiga repressão e há mais de 20 anos pela esquerda. O ex-senador Jarbas Passarinho já revelou e confirmou que de fato seriam cinco os "mortos-vivos", e que empregou dois deles no MEC quando era ministro da Educação.
A Justiça Federal já expediu ordem à Polícia Federal para que investigue e localize esses possíveis sobreviventes. Na ordem, citou os nomes a serem procurados. É um tema que deve entrar para a Comissão da Verdade.
Leitura recomendada. Talvez Hugo
Studart,  ouvido pela CV, possa adicionar
 dados novos sobre os "mortos-vivos"
O caso mais conhecido envolve Hélio Luiz e os dois companheiros que com ele foram presos, Luiz Renê Silveira, o "Duda", e Antônio de Pádua Costa, o "Piauí".
Hélio é filho de um comandante de Marinha, Hélio de Magalhães. Também é sobrinho do almirante Gualber de Magalhães. Quando os três foram presos, Gualber era o vice-ministro da Marinha. Os prisioneiros já estavam sendo executados no Araguaia. Mas quando o Exército descobriu quem era "Edinho", reviu os planos. Ele teria apelado pelos dos amigos "Duda" e "Piauí".
Passarinho acredita que sejam esses dois os que abrigou no MEC. Aberta a exceção, pelo menos mais dois teriam feito acordo para sobreviver - um deles seria Tobias Pereira Jr., o "Josias".
Hélio teria ficado sob a proteção do Centro de Informações da Marinha. Os demais, sob monitoramento do Centro de Informações do Exército. Carmen Navarro jamais acreditou na morte do filho. Com o ex-marido, há muito falecido, tentou em vão informações. Já o ex-cunhado Gualber, passou três décadas tentando convencê-la, com ênfase inexplicável, de que o sobrinho teria sido morto no Araguaia.
Sob nova identidade, Hélio teria se mudado para São Paulo a fim de trabalhar numa multinacional francesa que na época se instalava no Brasil. Carmen informa que, nessa época, o almirante Gualber alugou um terreno da família para o Carrefour se instalar no Brasil.
Hélio teria se casado logo depois da guerrilha e tido dois filhos. Mas nunca procurou a mãe.
O amigo Luiz Renê, se vivo estiver, também jamais procurou a família. No caso de outro possível poupado, Tobias, é sua família que se recusa a receber militantes de esquerda ou jornalistas.
Há um ano, Carmen enviou uma carta ao filho por meio da Marinha. Dizia a Hélio Luiz que não lhe cobraria ou perguntaria nada, que ele nada precisava justificar - mas que apenas a deixasse vê-lo uma vez. É provável que a carta esteja na gaveta de algum militar.
Ainda mais resignada, Carmen agora acalenta a esperança de escutar aquela canção que Hélio lhe compôs antes de desaparecer. Será sua sonata.
Hugo Studart é jornalista e historiador,
autor de "A Lei da Selva",
 livro sobre a guerrilha do Araguaia.
Fonte:   A Verdade Sufocada
COMENTO: o Jornal Opção - que não é uma publicação 'de direita' - publicou em janeiro de 2011 (Edição 1854) um texto fazendo referência a reportagem do jornal O Globo (Edição de 17 Jan 2001- pág 9), dando conta de que no mínimo cinco guerrilheiros teriam sido poupados pelos militares, no Araguaia. Entre os poupados, estariam Helio Luiz Navarro e Antonio de Pádua Costa. Curiosamente não há nenhum relato, dos muitos existentes sobre a luta no Araguaia, que descreva a morte dos citados na reportagem.
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sábado, 8 de outubro de 2011

Vigarices Vermelhas — Indenizações Fraudulentas — Por Aqui Seria Diferente?

por Mariano De Vedia
La Nación
Entre tantos papéis, documentos, livros sobre os trágicos anos 70 e seu computador portátil, quase não há lugar para uma taça de café na mesa de trabalho do militar da Reserva José D'Angelo. Ali, na sala de um apartamento que aluga próximo ao Zoológico, ele revisa cada caso incluído no informe sobre vítimas da repressão ilegal elaborado em 2006 pela Secretaria de Direitos Humanos e que serve de base para o pagamento de indenizações pelas leis reparatórias.
"Já encontrei mais de 300 inconsistências severas", disse, dedicado à tarefa de comparar o documento oficial com investigações jornalísticas e bibliografia da época, incluídas revistas das próprias organizações guerrilheiras. Esses achados ampliam as suspeitas e as denuncias de falta de transparência do regime de ressarcimentos, que o Governo mantêm em estrito segredo, como publicou esta semana La Nación.
Como vários legisladores da oposição, D'Angelo reclama transparência em um tema sensível para os argentinos e, em curiosa sintonia com as reclamações das organizações defensoras dos direitos humanos, exige que "a verdade seja dita".
"Estamos frente a um governo que vem aumentando o orçamento da Secretaria de Direitos Humanos em uns 7.500% em oito anos [passou de $ 1.146.102 a 96.130.873]. Eu, com poucos recursos, encontrei mais de 300 contradições. O Estado poderia investigar melhor", afirmou o ex militar Carapintada, em uma entrevista à La Nación.
— ¿Como leva adiante a investigação? 
— Leio quase todos os livros de autores de esquerda e cotejo os relatos dos anos 70 com o informe de 2006. A lista original da CONADEP tinha 8.961 casos e há mais de 2.000 que não figuram no informe de 2006. Por exemplo, estava incluído como desaparecido Humberto Alfredo Meade, o atual juiz do caso Candela, em Morón. Assim, o número de casos, que devia diminuir para 6.900, subiu a 9.300, porque foram incorporados mais de 2.400, o que não está mal. O assunto é ver se esses casos se ajustam aos fundamentos que deram origem à CONADEP e às leis reparatórias.
— ¿Há erros graves? 
— Encontrei mais de 300 contradições severas. Um caso significativo é o de Hugo Irurzun que, segundo relato de Gorriarán Merlo, lançou o foguete que matou Somoza em Assunção, em 1980. Naquela mesma noite, a policia do Paraguay encontrou Irurzun e o matou. ¿Como aparece na lista oficial?: execução sumária. Foi morto pelo Estado argentino. Segundo o informe, alguém está habilitado a cobrar a indenização, que ronda os 220.000 dólares. Já foram pagos entre 1.700 milhões e 1.900 milhões de dólares.
— ¿Como se chega a essa cifra? 
— É uma estimativa, tendo em conta a quantidade de casos e segundo o tipo de cambio que se aplique. Se gastou muita verba. As denuncias pelos planos de habitação das Madres de Plaza de Mayo alcançam $750 milhões. Aqui estamos falando de 1.700 milhões de dólares.
— ¿Como defines a atual política de direitos humanos? 
— Absolutamente parcial. E como não se pode aplicar controles sobre a destinação desses importantes recursos, (defino) como um provável foco de corrupção, uma estafa moral que nós os argentinos não merecemos.
— ¿Sua visão pode ser considerada parcial? 
Se Montoneros se chamava Exército Montonero e o ERP era o Exército Revolucionário do Povo, estamos falando de uma guerra. Perón, após o assalto do ERP em Azul, mandou ao Congresso um projeto para modificar o Código Penal. Deputados da JP, a Tendência e Montoneros, entre eles Carlos Kunkel, se negaram a dar-lhe a possibilidade de combater ao terrorismo com a lei em mãos. Além disso, em uma carta à guarnição militar, em janeiro de 1974, Perón expressou seu desejo de que "o reduzido número de psicopatas que vão quedando (sobrevivendo?) sejam exterminados um a um para o bem da república". ¿E agora o Estado os indeniza?
— ¿Não o invalida ter sido Carapintada
— Os levantes carapintadas não ocorreram em 1985, quando Alfonsín e a Justiça meteram os comandantes na prisão. Eles haviam sido responsáveis. Os problemas internos se armam dois anos depois, quando começaram a chamar para processar a tipos que na guerra contra o terrorismo eram tenentes, subtenentes. Fomos contrários ao Processo. Porém o Movimento Carapintada já não existe. Foi uma expressão do momento.

Perfil 
JOSE D'ANGELO é 1º Tenente da Reserva
Idade: 55 anos
Nascido em: Mendoza
Formou-se no Colégio Militar em 1980. Em janeiro de 1988 se somou, desde Tucumán, ao Movimento Carapintada de Aldo Rico em Monte Caseros. Passou um ano preso e foi indultado por Menem. Se dedica agora ao mercado editorial. Foi diretor de El Diario de Bolsillo e da revista B1.
Fonte:  tradução livre de AFyAPPA
COMENTO:  pois é! Se você pensa que já viu algo parecido, não é mera coincidência. Cria-se uma comissão para "estudar a verdade histórica" ao mesmo tempo em que dissocia as Forças Armadas de hoje e de ontem, processam alguns chefes e, depois, vão em busca do resto. Não sem antes atacar as burras estatais indenizando a cumpanherada pelo investimento feito em prol da luta revolucionária.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Continuam Aparecendo os "Desaparecidos" da Guerrilha do Araguaia

por Lício Maciel
- "Saí correndo. Meu revólver caiu e voltei para pegá-lo. Sônia ficou e trocou tiros com eles. Não consegui dar um tiro. Sentia vento de bala passando do meu lado. Pensei que estava varado. Foram 45 minutos de tiros" - revelou José Wilson Brito, o Ilsinho, que não viu "Sônia" ser morta pelos militares.
Depois de quase ter morrido nessa ocasião, Wilson decidiu ir embora, mas diz que não conseguiu ser liberado pelos guerrilheiros. Numa última tentativa, revelou que planejava matar o comandante do "Destacamento A", André Grabois, o "Zé Carlos". Foi liberado e acompanhado até certo ponto da mata, quando teve de devolver seu revólver a Grabois.
"Fiquei com medo de me matarem."
Wilson vai entrar com pedido de indenização na Comissão de Anistia. Ele afirma que o tempo que passou com os militares também não foi fácil.
Outro "desaparecido" que vai ser indenizado foi "descoberto" pelo Exército, é o ex-guerrilheiro e ex-lavrador Josias Gonçalves de Sousa. Conhecido por Jonas, 68 anos, revelou dois segredos que guardava havia 35 anos: sua atuação na guerrilha e o fato que foi ele quem enterrou o mais famoso guerrilheiro do PCdoB no Araguaia, Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão.
E muitos outros "desaparecidos" irão ressurgir sucessivamente.
O ministro, senador quatro vezes, ex-governador Coronel Jarbas Passarinho, em entrevista a um jornal jogou luzes num dos maiores mistérios envolvendo comunistas e militares.
Ele revelou detalhes que reforçam a suspeita de que ainda estão vivos alguns guerrilheiros do Araguaia, que hoje, mais de 34 anos passados do fim do conflito, frequentam todas as listas de desaparecidos políticos.
"Recebi, em 1973, um pedido do Bandeira (general Antônio Bandeira, ex-comandante do Comando Militar do Planalto, já falecido) para dar emprego a cinco guerrilheiros arrependidos - lembra Passarinho. Eram todos jovens e foram empregados no Setor de Comunicação do Ministério da Educação e Cultura quando eu era o titular da pasta. O assunto foi tratado à época como segredo militar, para proteger a decisão de Bandeira e, ao mesmo tempo, garantir a privacidade dos ex-guerrilheiros."
A possibilidade de ex-guerrilheiros estarem vivos alimenta boa parte dos pesquisadores que se dedicam às investigações sobre o período da luta armada. O mistério encontra respaldo na falta de informações sobre o paradeiro dos "desaparecidos", muitos deles ativistas recrutados pelo PCdoB que desapareceram na Guerrilha do Araguaia.
Passarinho tem três certezas sobre o pedido de Bandeira: eram cinco homens, estavam arrependidos e tinham sido presos no Araguaia. "Lembro que o Bandeira estava convencido de que os jovens haviam se arrependido mesmo e que queriam, sinceramente, mudar de vida" - relata o ex-ministro.
O episódio teria ocorrido em 1973 e Passarinho diz que nunca soube os nomes dos tais guerrilheiros. Lembra que, depois de terem sido apanhados na área da guerrilha, foram transferidos para o Pelotão de Investigações Criminais (PIC), em Brasília, onde passaram por sessões de interrogatório até serem ouvidos pelo general Bandeira.
Passarinho afirma que encaminhou os nomes a uma servidora responsável pelas revistas que o MEC editava e esta providenciou a lotação dos novos funcionários do governo militar. Mais tarde um deles foi encaminhado para um jornal de Brasília, onde teria trabalhado como jornalista. 
Ainda diz que foi ele mesmo quem pediu a um dos diretores do jornal o emprego para o rapaz.
"Desde que deixei o MEC nunca mais soube o que aconteceu com eles. Devem estar por aí" - diz o ex-ministro.
Se aparecerem, serão condenados ao justiçamento, claro.
Passados mais de trinta anos da vergonhosa derrota no Araguaia, eles, os derrotados, ainda carregam um ódio doentio contra os que lhes deram a anistia e a oportunidade de se reajustarem à sociedade. Durante a luta não realizaram um ataque sequer e seus atos cantados hoje como heroicos foram sempre à traição. Seus sobreviventes descambaram para o que estamos vendo hoje: corrupção desenfreada em todos os setores em que se metem, subornos, assassinatos de correligionários.
Fonte: Jornal Inconfidência, Ed 166 - Jul 2011
COMENTO: me impressiona a capacidade desenvolvida pela canalha comunista para manipular a mente dos jovens. Em meados do século passado conseguiram fazer com que muitos jovens abandonassem suas vidas, famílias, carreiras, etc em troca de uma luta suicida, onde as "lideranças" eram as primeiras a abandonar a "frente de batalha" quando houvesse algum risco. Posteriormente, perdida a luta armada, continuaram sua hipnótica campanha a ponto de, atualmente, jovens que sequer eram nascidos na conturbada época contra-revolucionária, nutrirem ódio aos que derrotaram seus velhos líderes, em uma luta que estes iniciaram. Suspeito que a "lavagem cerebral" a que esses jovens são submetidos seja resquício de alguma das experiências "científicas" desenvolvidas nos laboratórios da Lubianka ou de Pequim. Não é possível essa negação da realidade histórica da época e o convencimento de que aqueles "revolucionários" lutavam por Liberdade. Ninguém em sã consciência pode ser tão ingênuo!!