sábado, 25 de julho de 2020

A Investigação do Ataque à Escola 'Gen. Santander'

Por Justicia
Imagem: Fiscalia General de la Nación
Um juiz de controle de garantias enviou ao cárcere, ontem (13 Jul 20), seis dos oito capturados pelo atentado terrorista contra a Escola de Polícia General Santander, que em 17 de janeiro de 2019 tirou a vida de 22 cadetes.
Estas capturas se registraram desde 2 de julho, em diferentes zonas do país, por parte da Polícia e Procuradoria em uma segunda fase da investigação.
El Tiempo teve acesso ao Informe de Inteligência — sobre o trabalho de infiltração no ELN (Exército de Libertação Nacional)  e aos labores técnicos que após ano e meio permitiram identificar e localizar os capturados por aquele ato terrorista.
A investigação sobre o fato terrorista, é considerada como uma das maiores levadas a efeito na historia recente do país. "Desde o momento da ativação do carro bomba na Escola, 9:46h., se voltaram todas as atividades de Polícia Judiciária, Inteligencia e atos urgentes, em coordenação com a Procuradora para que não ficasse impune", disse a este diário um dos investigadores que esteve a frente do caso.
De fato, de acordo com o documento, os agentes encarregados da investigação realizaram 1.800 atividades de Inteligência, entre elas, a analise de 8 milhões de telefonemas realizados logo após a explosão do carro bomba, o que permitiu, por exemplo, traçar o percurso das motos que acompanharam a camioneta que ingressou na Escola com os explosivos.
Naquela primeira fase foi identificado Andrés Felipe Oviedo Espinel, vulgo Jesús ou 'Barbas' que havia recebido ordens diretas do COCE (Comando Central) do ELN para planejar o atentado. Ele é um dos capturados que o juiz enviou ao cárcere.
"´Jesús' foi identificado por um dos nossos agentes que se infiltrou em um acampamento do ELN   há uns anos  e que recebeu treinamento dele em Inteligência e Contra-inteligência delitiva para não serem identificados nas cidades. Esse acampamento estava em Arauca, mas no lado da Venezuela", disse o investigador.
Também foram autorizadas a interceptação de 165 linhas — que resultaram mais de 35.000 áudios para analisar. Assim como, foram trabalhadas  246 horas de vídeo e se cotejaram 813 imagens. 
"65 evidencias eletrônicas com dados de importância relacionadas com o caso. 10 análises de evidencias genéticas (entre elas em um sapato e um gorro abandonados ao escapar nas motos e nos carros) e 298 buscas seletivas em bases de dados", ressalta o Informe, somado a entrevistas a fontes, retratos falados e outras atividades de Inteligência.
Durante o período de investigação, se realizaram 400 atividades de vigilância e seguimentos (encobertos), "dormíamos nos carros, vivíamos nos carros, eram turnos de 24 e até 48 horas. Com o objetivo de recompilar a informação que nos permitisse relaciona-los com o atentado terrorista", assegurou o investigador.
Jessica Barrientos Castilla, uma das capturadas, foi ludibriada através de um policial "que a conquistou e se tornaram namorados. Ela administrava a loja de queijos localizada a 200 metros da Escola. E pouco a pouco foi contando detalhes que fortaleceram o acervo probatório contra o grupo", assegurou a fonte.
Alem disso, durante este processo os agentes, montaram 45 disfarces para vigiar os hoje capturados, "se passavam por vendedores, mecânicos, trabalhadoras sexuais, técnicos de comunicações, vendedores de doces, cantores, o que fosse", disse a fonte.
"Tínhamos um companheiro infiltrado como morador de rua. Ele estava encarregado de vigiar a um dos cérebros do atentado. Levava mais de uma semana na rua, e em uma manhã, chegou um grupo de vigilância (Polícia), e o levaram. Não pudemos fazer nada, e ele não podia se identificar", relatou o investigador.

Andrés Felipe Oviedo Espinel, o "Jesus" e Angie Lorena Solano Cortés, conhecida como "Maco que na época do atentado formavam um casal , foram capturados em 2 de julho junto a outras seis pessoas acusadas de participação na ativação de 80 quilos de pentolita no interior da Escola.
O Informe de Inteligência divulgado da conta dos movimentos dos dois no dia do atentado, e a forma como se obteve suas identificações e captura depois de ano e meio de seguimentos, escutas e infiltrações para deixar a descoberto seus perfis criminais. O casal, destaca o documento, se encarregou de fazer a espionagem na Escola para perpetrar o atentado.
De acordo com o documento,Jesús’ e ‘Maco’ saíram em uma moto preta de placas CYN-03E do bairro El Tejar, e na transversal 72-F-39, no sul da cidade, começam a custodiar a camioneta carregada com explosivos em seu trajeto até a Escola.
Depois que o veículo ingressa no ponto de ataque, se registra a passagem deles por varias câmaras de segurança até a rua 45-Sul n° 72-J, onde abandonaram a moto e trocaram rapidamente de roupa. 
Nesse local, os investigadores encontraram um par de tênis  que foi processado para obter mostras de DNA ; e foi registrado terem abordado um táxi para continuar sua fuga.
Os agentes de Inteligência da Polícia de Bogotá seguiram seus passos através das câmaras, e os localizaram na Primeiro de Mayo com 45-Sul, onde tomam um segundo táxi que os leva até a rua 60-Sul com Av. 80-D, onde sobem em outro táxi quando o rastro deles é perdido.
Os investigadores, com base nos registros filmados, começam a desenvolver o trabalho de inteligência interna, “e nesse processo, um de nossos homens que esteve infiltrado na zona de refúgio do ELN na Venezuela identifica o vulgo 'Barbas' o 'Jesús'”, disse um dos agentes frente ao caso.
O infiltrado se passou como integrante das células urbanas da guerrilha e recebeu “instrução” de ‘Jesús’. “Só o que nosso agente sabia, era que ‘Jesús’ procedia de Cundinamarca”, destacou o investigador.

Os seguimentos ao cérebro do atentado
De acordo com o investigador, identificado Andrés Felipe Oviedo, ao revisar seus antecedentes constatam que foi integrante de um grupo radical que na época se autodenominou ‘Chamado a Mentes Libertarias’, e que participou em ações terroristas registradas entre 2015 e 2016.
A ‘Jesús’, o localizam em Cajicá, Cundinamarca, e verificam que não tinha um trabalho fixo e que se “mantinha por semanas inteiras encerrado em seu apartamento”. Mas todas as quintas-feiras, sagradamente, sua mãe o visitava, fazia compras e pagava suas dívidas.
Durante mais de um ano, os agentes de Inteligência seguiram 'Jesús', recorrendo a disfarces de vendedores de frutas, habitantes de rua e até como vizinhos do setor.
Chamou a atenção dos agentes que a mãe “de um terrorista treinado e homicida” o acompanhava para pegar um ônibus e lhe dava a benção, nas poucas vezes que saiu.
Nessas esporádicas saídas, os investigadores notaram que tomava “medidas de segurança” que uma pessoa com uma vida normal  não realiza. Em suas visitas a Bogotá, por exemplo, tomava um ônibus, esperava uns minutos, descia e abordava um táxi, e logo depois utilizava o serviço de TransMilenio.
Seu comportamento claramente não era normal, não interagia com seus vizinhos nem falava com outras pessoas, isso nos dificultou um pouco as vigilâncias e seguimentos, mas estamos capacitados para isso, para não perder a pista”, afirmou o homem a frente do caso.
Ressaltou que em um dia ‘Jesús’ tinha o cabelo grande, e logo saiu com ele totalmente raspado, ou retirava a barba. “Durante o ano e meio em que o estivemos controlando, trocou de aparência varias vezes”, pontualizou.
Coevo a isto, ‘Jesús’ aproveitou que ‘Maco’ estava escondida em outro lugar, e teve uma relação sentimental com outra mulher, “a quem fazia dar duas ou três voltas na quadra  para verificar que não a estivessem seguindo  e só depois a deixava entrar em sua casa”, se lê no documento.
Outra das características do cérebro do atentado contra a Escola de Polícia é que não usava celular, e suas comunicações eram feitas através de correios humanos ou internet.

A 'Maco', atraíram um parente
Nesse período, outro grupo se dedicou a descobrir a Angie Lorena Solano, conhecida por Maco, e estabeleceram que poucos dias depois do atentado terrorista ela viajou à Argentina,  para “enfriar-se”, como dizem os guerrilheiros que integram, as células urbanas.
Para lá viajaram homens de Inteligencia, que trabalharam com nossos homólogos da Argentina e a acham em uma residencia universitária, onde já havia feito contato com grupos radicais”, assegurou o investigador.
Ela saiu da Argentina, fez uma parada no Brasil e outra na Venezuela. Finalmente, em 25 de dezembro de 2019 regressa a Bogotá. 
Maco’ foi fotografada mais de 500 vezes durante o processo, e “sempre estava diferente, trocava a cor do cabelo, o corte, usava óculos, lentes de cor, buscava ver-se diferente”, disse o investigador.
No ambiente familiar de ‘Maco’, uma pessoa muito próxima a ela, e que conhecia suas atividades com o ELN  e dado a ter relações extraconjugais  foi identificada.
Com essa informação, infiltramos a uma de nossas agentes de Inteligencia. Ela ganhou a confiança do homem, viam-se quase diariamente e assim conseguimos colectar muitos detalhes, como ‘Maco’ estar organizando outro grupo, base em Bogotá, e estavam recrutando jovens bem como os detalhes de sua viajem à Argentina”, ressaltou o investigador. 
Logo que ‘Maco’ chega a Bogotá, se translada a Manizales, de onde vai para uma chácara, para seguir escondida, ali chegaram os investigadores no dia das capturas. A ‘Jesús’, o capturaram em Zipaquirá, Cundinamarca.
Os investigadores, em especial os de Inteligencia da Polícia de Bogotá, em coordenação com a Fiscalía e a Polícia Judiciária, foram somando um a um os elementos dos seguimentos e infiltrações com o que conseguiram as ordens de captura dos oito implicados, dos quais seis já foram enviados ao cárcere por um juiz.

Os presos:
As provas dão conta de que os processados fariam parte de duas estruturas do ELN, a Frente de Guerra Oriental e a Frente de Guerra Urbana, e desempenharam distintos papéis no ataque que deixou 22 cadetes mortos e 89 pessoas feridas, em 17 de janeiro de 2019.

Planejamento e execução
Pela suposta responsabilidade no planejamento e execução do ataque, um fiscal da Direção Especializada contra Organizações Criminais imputou a:
Andrés Felipe Oviedo Espinel, vulgo 'Jesús ou Barbas', que teria recebido ordens diretas do Comando Central (COCE) do ELN para planejar o ataque à Escola General Santander. Foi imputado pelos delitos de homicídio de pessoa protegida e tentativa de homicídio de pessoa protegida; terrorismo e rebelião. Contra ele também há evidencia de envolvimento na detonação de artefatos explosivos contra duas sedes de PORVENIR em Bogotá (Calle 72 e Puente Aranda), em 2 de julho de 2015.
Angie Lorena Solano Cortés, vulgo 'Maco', acusada de acompanhar em motocicleta o carro-bomba ativado na Escola de Cadetes. Foi imputada por homicídio de pessoa protegida, tentativa de homicídio de pessoa protegida, atos de terrorismo e rebelião. Contra ela, há elementos que a vinculariam diretamente à denominada Frente Urbana Nacional e de participar em algumas reuniões realizadas pelo ELN na Venezuela.
Carlos Arturo Marín Ríos, vulgo 'Marín', imputado por atos de terrorismo. Também teria acompanhado o carro-bomba em motocicleta.
Jessica Catherine Barrientos Castilla, a 'Jessica', seria integrante da Comissão de Finanças da Frente de Guerra Oriental do ELN. Foi imputada como presumível responsável dos delitos de financiamento ao terrorismo e atos de terrorismo, e rebelião.
Miguel Antonio Castillo Rodríguez, alias 'Tonho', proprietário de duas empresas de produção e distribuição de queijos instaladas em Arauca e Bogotá que teriam servido para financiar a ação criminal. Foi imputado pelos delitos de financiamento ao terrorismo, rebelião e atos de terrorismo.
Por solicitação do Promotor do caso, ‘Jesús’ ou ‘Barbas’, ‘Maco’, ‘Jessica’ e ‘Toño’ receberam medida de asseguramento em centro carcerário; enquanto que Carlos Arturo Marín Ríos, vulgo 'Marín', foi beneficiado com detenção domiciliar devido à sua idade e sua condição especial de saúde.

Financiamento
Por sua parte, um Procurador da Direção Especializada contra Lavagem de Ativos imputou a três personas que fariam parte de uma rede criminosa do ELN apontada por lavagem de recursos obtidos de atividades ilícitas e financiar ações terroristas como a da Escola de Cadetes General Santander. Os processados são: 
Carlos Felipe e Luis Sebastián Mateus Vargas, conhecidos como ‘Carlitos’ e ‘Sebas’, seriam, respectivamente, os encarregados dos lácteos que, supostamente, serviram de fachada para legalizar dinheiro da Frente Oriental de Guerra do ELN. O dinheiro obtido teriam sido usados para comprar material de intendência e armas que eram transportados em veículos refrigerados entre queijos e outros alimentos. Por dirigir comercializadoras de derivados 'Carlitos' foi imputado por enriquecimento ilícito. Por sua parte, a Fiscalía indicou 'Sebas' por lavagem de ativos e enriquecimento ilícito. Carlos Felipe e Luis Sebastián são irmãos de Álvaro José Mateus Vargas, vulgo 'O Quejeiro', capturado em maio de 2019 e condenado no final do ano passado a mais de oito anos de prisão por rebelião, concerto para delinquir agravado, e financiamento do terrorismo e de grupos de delinquência organizada.
Angie Daniela Martínez Buitrago, a 'Dani', também chamada 'Arauquenha', que teria manejado durante oito anos milionárias somas de dinheiro sem uma clara procedência. A ela se atribui uma transferência de 1.500 milhões de pesos [cerca de 1,5 milhões de Reais] à estrutura do ELN que executou o atentado à Escola de Cadetes General Santander. Por estes fatos, a Fiscalía imputou-lhe os delitos de lavagem de ativos e enriquecimento ilícito. 'Dani' manteve vínculo sentimental com 'O Quejeiro', durante o tempo que exerceu a atividade ilegal.
Os irmãos Carlos Felipe e Luis Sebastián Mateus Vargas receberam medida de asseguramento em centro carcerário; enquanto que Angie Daniela Martínez Buitrago, a 'Dani', foi favorecida com detenção domiciliar, em atenção a uma enfermidade que padece e requer tratamento médico especializado.
Em outro processo que se segue contra os irmãos Mateus Vargas, a Direção Especializada de Extinção do Direito de Domínio impôs medidas cautelares a vários de seus bens, como a Sociedad Inversiones y Comercializadora Aldama S.A.S.; as lojas Lácteos Villa Yulita, Quesera Los Andes, Distriquesos F.F. e Lácteos Villa Esperanza; além de quatro veículos.
Fonte: tradução livre de Zona Cero 
com imagens de La Voz del Cinaruco

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Espionagem Venezuelana na Colômbia

O rastro de Álex Saab na espionagem venezuelana na Colômbia
Na Colômbia, o tema da infiltração tem sido entendido como outro golpe baixo
de Maduro para envolver o país em seu conflito. Imagem:
El Tiempo.
Primeiro foi Nicolás Maduro depois, Manuel Cristopher Figuera, General do Exército venezuelano no exílio. Ambos disseram que agentes do regime venezuelano recrutaram membros das Forças Armadas da Colômbia.
Jorge Rodríguez, ministro de Comunicações do regime, também assegurou que, por essa via, lograram desarticular a operação de mercenários contra Maduro (de março passado), batizada ‘Gedeón e qualificada por alguns como um fiasco e por outros como uma encenação.
Esta é a nova imagem do capturado Álex Saab. 
Imagem: 
Portal La Patilla
Na Colômbia, o tema da infiltração tem sido interpretado como outro golpe baixo de Maduro para envolver o país em seus problemas. Mas a atenção sobre o caso cresceu devido ao suposto papel que o capturado Álex Naín Saab  agente do regime e considerado fantoche de Maduro — teria nessa infiltração. Declarações do ex-presidente Andrés Pastrana também ajudaram a inflar a relevância do assunto.
Também, seu colega, o ex-presidente Álvaro Uribe, se referiu à suposta espionagem de agentes de Cuba, e essas afirmações inquietaram a Inteligência do Exército que, em meio aos casos de catalogamentos ilegais, desenvolviam uma investigação sobre esse tema denominada ‘Orinoco’ (ver texto ao final).

Mulher de Maduro  a ligação
No caso de Saab, a fonte primaria é o general venezuelano Figuera, ex-diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN).
El Tiempo o localizou e ele revelou que teve um contato com Saab, em 27 de fevereiro de 2019, através da primeira dama da Venezuela, Cilia Flores, após o colombiano ter sofrido o incêndio de um depósito com alimentos no porto de La Guaira.
Recebi um chamado pela rede social WeChat de Cilia Flores, me solicitando, em nome de Maduro, que mandasse uma equipe de investigação ao porto, para determinar a causa do incêndio em um dos depósitos do empresario Alex Saab e me enviou seu contato. Logo depois, escrevi uma mensagem a Maduro para confirmar e ele me respondeu ‘Ok’”, narra o general.
E acrescenta que enviou uma equipe de especialistas para que revisassem gravações de vídeo e entrevistassem os possíveis responsáveis: “Coordenei tudo com o empresario. Por volta das 14 horas, Cilia Flores voltou a chamar, me solicitando alguma novidade sobre a investigação e a dizer que o presidente estava muito atento. Ato seguido, chamei ao empresario Saab, e lhe disse que se acreditava que a equipe de investigação não estava fazendo bem o trabalho, que reclamasse a mim.

¿Plano contra ex-presidentes?
De acordo com Figuera, para acalmar os ânimos, Saab se pôs a suas ordens.
Me disse espontaneamente que tinha muitos contatos com empresários, banqueiros, militares e pessoas da Inteligência da Colômbia; lhe perguntei se eram confiáveis, me respondeu que ‘totalmente’. ‘Muito interessante’, eu disse. Nesse ponto me convidou para tomarmos um café e disse que me poria em contato com eles. O encontro nunca se concretizou, mas me ficou claro que Saab era um dos ‘cavalos de Troya’ de Maduro”, explicou Figuera a este diário. E assegurou que quando a Colômbia o acolheu temporariamente, também revelou isto às autoridades.
Ainda que Figuera não tenha dado nomes nem graus [hierárquicos], porque não se reuniu com Saab, após suas declarações o ex-presidente Andrés Pastrana também falou da infiltração venezuelana.
Em recentes declarações, Pastrana afirmou que, por sua importância, Saab é a ‘joia da coroa’ e que  a Colômbia não devia descartar pedir sua extradição, no caso de não ser enviado a Miami. Também disse que Maduro tem infiltrado Órgãos de Inteligência colombianos.
E, para NN24 acrescentou, citando a Figuera: “Álex Saab era o que tinha altos generais da Polícia e da Inteligência colombiana comprados, informação que  o ministro Carlos Holmes Trujillo conhece e não se tem feito nada”.

'Uma infâmia'
O General Juan Carlos Buitrago, diretor da Polícia Fiscal e Aduana,
entregou detalhes da operação.
Foto: Polícia Fiscal e Aduana (POLFA).
Pastrana não quis dar detalhes da informação que entregou ao ministro. Todavia, fontes próximas a ele disseram que estaria vinculada a um suposto plano para atentar contra o ex-presidente Uribe e contra ele. E asseguram que o nome do General (r) Juan Carlos Buitrago, oficial que liderou as investigações contra Saab, apareceu na conversação com Carlos Holmes Trujillo.
Buitrago rompeu seu silencio sobre esse tema e disse que é uma infâmia tentar vinculá-lo com o regime ou com Saab, a quem perseguiu junto com a DEA e a CIA.
As infâmias que me impingem, de ter vínculos com o regime de Maduro e os cubanos, e de estar dirigindo um atentado contra um ex-presidente da República, financiado por esses dois regímens, assim como da existência de Generais da República infiltrados pelo SEBIN, não só são ridículas, parecem ficção científica, ninguém acredita nisso, nem sequer o círculo mais próximo dos que fizeram a denuncia. Tampouco a oposição venezuelana e, menos ainda, as autoridades americanas. Estes me conhecem, são testemunhos de exceção e sabem que não é correto. Tudo isto está como para uma serie de Netflix que eu qualificaria como ‘asquerosamente irresponsável’, e que busca desqualificar a nós que temos perseguido frontalmente e sem descanso as mafias do contrabando, a lavagem de dinheiro e o regime de Maduro”, assegurou Buitrago.
E acrescentou: “Mais grave ainda, revelaram e expuseram minha identidade, a de um General da República que liderou operações de alto risco em matéria de Contrainteligência de Estado, com informação classificada de ultra secreta e pondo em perigo minha vida e integridade e a de minha família, ao converter-me em alvo do regime do vizinho país”.
Foi perguntado ao ministério de Defesa sobre o tema, mas não houve uma resposta.
Oficiais de Inteligência asseguraram que tem expulsado os agentes venezuelanos que vem espionar na Colômbia e que, nessa linha de investigação, se estão indagando todas as versões. Por enquanto, a extradição de Saab para os Estados Unidos segue seu curso desde Cabo Verde.

O caso 'Orinoco'
O senador Álvaro Uribe registrou no Senado que seu nome apareceu em
 uma das pastas apreendidas no Batalhão de Inteligência Cibernética. 
Foto: Carlos Ortega - El Tiempo
Em 9 de junho, o senador Álvaro Uribe observou oficialmente ante o plenário, advertindo que seu nome havia aparecido em uma das pastas capturadas no Batalhão de Ciber-Inteligência do Exército.
Além de dados sobre pessoas intimas a ele, em uma das pastas havia uma mensagem que enviou por suas redes em que falava de uma suposta espionagem de agentes cubanos, informação que, disse, lhe havia sido fornecida pela oposição venezuelana em 2014.
Se estabeleceu que a mensagem de Uribe sobre a suposta espionagem foi arquivada em uma pasta marcada com o nome de ‘Orinoco’. Ali, a Inteligência do Exército guardava dados e análises sobre o assunto tendo assinalado um cidadão cubano vinculado a diplomáticos e a políticos.
Haviam feito rastreamentos em episódios nos Estados Unidos, vinculados a Elián González, o célebre fugitivo cubano. E tinham documentadas trocas de mensagens sobre temas da Colômbia. A pasta inclui um robusto organograma com os contatos de ‘Orinoco’ e com suas atividades no país.
El Tiempo estabeleceu que se tratava de um dos chamados alvos legítimos, que terminou misturado com fichamentos ilegais de jornalistas, funcionários e políticos.

UNIDAD INVESTIGATIVA
u.investigativa@eltiempo.com
Fonte: tradução livre de El Tiempo

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Empoderada — Mary Ellis: Piloto da II Guerra Mundial que Sobreviveu a Acidentes e Bombas Nazistas

Numa época em que as mulheres no "cockpit" eram criticadas, Ellis fez seu nome levando aviões às bases da RAF para ajudar no esforço de guerra

"Ocasionalmente, pegava um Spitfire e ia brincar com as nuvens" (AFP-Getty)

No auge da Segunda Guerra Mundial, Mary Wilkins, 26 anos, medindo 1,80m, sem capacete e com cabelos loiros encaracolados, desceu da cabine de um poderoso bombardeiro bimotor Wellington pronto para o combate, em uma base da Royal Air Force na Inglaterra.
"Onde está o piloto?" perguntou alguém da equipe de terra.
"Eu sou o piloto!" ela respondeu.
Como piloto voluntária do ATA (Air Transport Auxiliar) da Grã-Bretanha, seu trabalho era levar aviões de guerra — caças Spitfire e Hurricane, os famosos Wellingtons (apelidados de Wimpys), bombardeiros Lancaster e mais de 70 outros tipos de aeronaves militares — das fábricas às bases, onde eram entregues aos pilotos homens da RAF e da frota aérea da Marinha Real. Ela trouxera o Wellington — construído para uma tripulação de cinco homens — sozinha, desde sua fábrica.

"Bem, eles não acreditaram em mim", escreveu ela em suas memórias, A Spitfire Girl. "Um ou dois deles ainda decidiram subir a escada para checar o avião à procura do piloto 'desaparecido' ... Eles simplesmente não podiam acreditar que as mulheres podiam pilotar esses aviões".

A morte de Mary Wilkins Ellis (seu nome de casada) aos 101 anos — um ano a mais que a própria RAF — foi confirmada por Graham Rose, presidente da Associação do Transporte Aéreo Auxiliar. A organização trabalha para garantir que os pilotos da ATA — incluindo a mãe de sua presidente, Molly Rose — sejam lembrados.
Ellis morreu em sua casa, ao lado de uma pista em Sandown, na Ilha de Wight, na costa sul da Inglaterra.
Ela foi uma das últimas mulheres piloto sobreviventes da ATA. Apenas três delas ainda estão vivas.
As “Attagirls”, como eram apelidadas, quase sempre voavam sozinhas, sempre sem bússola ou rádio-assistência, guiando-se através de mapas e seguindo rios ou linhas ferroviárias. Principalmente britânicas, mas incluindo várias voluntárias americanas, canadenses e de outros países aliados.  Elas não voaram em combate, mas enfrentaram o perigo diário de ataques de caças da Luftwaffe  e colisões com os enormes balões de barragem flutuando ao redor do sul da Inglaterra como obstáculos antiaéreos ao voo baixo de aviões inimigos.
Ellis certa vez teve que tomar medidas evasivas para evitar uma bomba voadora nazista mortal, conhecida como "doodlebug" ou "bomba zumbidora" por causa de seu barulho. Com o avião desarmado, ela não pôde fazer nada para impedir que atingisse seu alvo em Londres ou em outro lugar.
Em seu livro de memórias de 2016, co-escrito com a jornalista Melody Foreman, ela lembra de estar sobrevoado Pershore em Worcestershire, quando um avião de combate da Luftwaffe com marcas suásticas pretas voou ao seu lado.
"Com uma mão, acenei para este piloto para ele se afastar e sair da minha vista", escreveu ela. “Eu posso lembrar seu rosto sorridente agora. Então ele acenou atrevidamente de novo e de novo — e de repente ele se foi. Eu me perguntei se eram meus cachos loiros que o levaram a me encarar, pois eu nunca usei capacete em toda a minha carreira na ATA. Qual era o sentido de um capacete quando não podíamos falar com ninguém? Também não fez muito pelo penteado.
Ela também foi atingida em Bournemouth, no sul da Inglaterra, por um "fogo amigo" do chão ("não é uma experiência que eu queira repetir") e quase morreu ao aterrissar em uma névoa espessa ao mesmo tempo em que um Spitfire de combate aterrissou na mesma pista e na direção oposta. Entre suas camaradas, esse episódio ganhou o apelido de "Fog Flyer".
Ela também sobreviveu a um pouso forçado quando o trem de pouso do Spitfire atolou. Durante a guerra, o ATA entregou mais de 309.000 aeronaves usando 1.152 pilotos do sexo masculino e 168 mulheres. Perdeu 159 homens e 15 mulheres em acidentes, geralmente devido ao mau tempo ou a bases aéreas tão bem camufladas que não foram encontradas.
Um dos mortos foi uma boa amiga de Ellis, a renomada aviador inglesa Amy Johnson, a primeira piloto a voar sozinha da Inglaterra para a Austrália. Em um voo de entrega do ATA, o avião Airspeed Oxford que pilotava caiu no estuário do rio Tamisa, perto de Londres, em 1941, e seu corpo nunca foi recuperado.
Ao fim das contas, Ellis, homenageada com o posto de primeira oficial da ATA, pilotou mais de 1.000 aviões de guerra de 76 tipos — incluindo 400 Spitfires — entre mais de 200 aeródromos britânicos de 1942 até o final da guerra em 1945.

Em uma família com cinco irmãos, Mary Wilkins nasceu em 1917, na fazenda de 405 hectares de sua família, perto da vila de Leafield, em Oxfordshire.
Ela tinha oito anos quando seu pai a levou em um voo em um biplano Havilland DH-60 Moth de dois lugares. Ela ficou viciada. Quando adolescente, ela convenceu o pai a pagar aulas de voo e conquistou sua licença de piloto aos 22 anos em 1939, no momento em que a guerra se aproximava.
Após a Batalha da Grã-Bretanha em 1940, quando a RAF repeliu com sucesso a Luftwaffe, mas a um alto custo, ela ouviu um anúncio na rádio da BBC para pilotos qualificados para ajudar no esforço de guerra.
Críticas, até indignações, se seguiram rapidamente. CG Gray, editor fundador da revista britânica Airplane, estava entre as vozes mais ardentes contra as mulheres no cockpit. "A ameaça é a mulher que pensa que pode voar em um bombardeiro de alta velocidade quando ela realmente não tem inteligência para esfregar o chão de um hospital adequadamente", escreveu ele.
Anos depois, Ellis lembrou: "As meninas que pilotavam aviões eram quase um pecado naquela época".
A Grã-Bretanha precisava muito de pilotos de combate, mas não havia o suficiente para entregar aviões e combater o inimigo neles. Assim foi fundado o ATA em 1940, para permitir que pilotos aptos para o trabalho, mas não prontos para o combate, apoiassem a RAF e o Fleet Air Arm. A missão era levar aviões da fábrica para a base, ou vice-versa para reparos.
Quando o ATA foi dissolvido no final da guerra, Ellis foi destacada para a RAF e se tornou uma das primeiras mulheres a pilotar o primeiro caça a jato da Grã-Bretanha, o Gloster Meteor. Após seu licenciamento, ela se tornou piloto de rally; ao volante de seu carro esportivo preto Allard, com o qual venceu muitas competições, incluindo o Rally da Ilha de Wight.
Tendo se estabelecido na ilha, tornou-se administradora do aeroporto de Sandown, na ilha de Wight, em 1950. Pensa-se que ela foi a primeira mulher a administrar um aeroporto na Europa e, nas duas décadas seguintes, fez de tudo, desde trabalhar na torre de controle, correr para afastar ovelhas e acenar guiando as aeronaves em direção ao terminal. Ela até cortou a grama e ajudou o aeroporto a se transformar em uma pista movimentada, com voos entre a Ilha de Wight e muitas cidades inglesas do continente.
Ela se casou com o piloto Donald Ellis em 1961. Ele morreu em 2009 e eles não tiveram filhos.
No ar, você está por sua conta”, Ellis disse a um entrevistador de TV britânico quando completou 100 anos. "E você pode fazer o que quiser. Eu voei 400 Spitfires. Eu amo o Spitfire. É o favorito de todo mundo. Eu acho que é um símbolo da liberdade. E ocasionalmente eu pegava uma e ia brincar com as nuvens. Eu gostaria de fazer tudo de novo. Houve uma guerra, mas por outro lado foi absolutamente maravilhoso".
Mary Wilkins Ellis, nascida em 2 de fevereiro de 1917, faleceu em 24 de julho de 2018.
© Washington Post
Fonte: tradução livre de The Independent
COMENTO:  Mary Ellis, ex-piloto do ATA — Air Transport Auxiliary — da RAF, foi homenageada quando da produção do documentário “Spitfire”.
No vídeo abaixo, Maxi Gainza, proprietário do Spitfire Mk VIIIC, matrícula ZX-M, explica que aquele avião em particular foi pilotado por Mary Ellis em 1944, quando ela assinou seu nome no cockipt, visível até hoje. No vídeo, muito emocionada, Mary revê o “seu Spitfire”.
Duas semanas após o lançamento do filme, evento em que foi ovacionada pelo público expectador, Mary Ellis, a última Spitfire Girl, faleceu aos 101 anos. Grandes almas jamais morrerão.....

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Concurso de Admissão ESA 2020 — Cursos de Formação e Graduação de Sargentos de 2021/22

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Em 30 de agosto próximo ocorrerão as provas do Exame Intelectual do Concurso aos Cursos de Formação e Graduação de Sargentos do Exército Brasileiro que funcionarão em 2021 e 2022.
Assim, vamos manifestar alguns pontos de opinião, atualizando postagens feitas em anos passados.
Tivemos, neste ano de 2020, 103.807 candidatos confirmados, número que representa um expressivo aumento na procura por uma vaga na carreira de Graduados do Exército.
Desta forma, praticamente podemos repetir o comentário feito em outras postagens, sobre o mesmo assunto.
Observando o quadro acima, temos a "grosso modo" uma média maior que 85 candidatos para cada vaga disponibilizada. Uma demanda considerável, se comparada a outros concursos para cargos em função pública.
Temos então que, apesar do esforço de 'otoridades' — infelizmente com o apoio de membros da própria Instituição — em desmoralizar e desmotivar os profissionais das armas, a carreira militar continua a encantar nossos jovens que amam o Brasil e não temem sair de sob as asas dos seus pais. Espero que entre os candidatos aprovados não haja quem espere "levar vantagem", pois se houver vai se decepcionar. A carreira castrense é para quem se sujeita a uma vida de sacrifícios com remuneração somente suficiente para a sobrevivência familiar.
Aos que tiverem sucesso nas provas, alguns pequenos esclarecimentos que não é costume serem feitos, mas que eu os faço previamente para que, mais tarde, não usem o argumento covarde de que não sabiam direito o que estavam fazendo:
— Preparem-se para (diferentemente do que ocorre em Concursos para Cargos Públicos Civis) começarem a "mostrar serviço" depois de frequentarem os Cursos de Formação e Graduação; e isso vai continuar por 35 anos de serviço, no mínimo. É costume dizer que Sargentos devem provar a cada dia que são bons profissionais.
— Preparem-se, também, para permanecerem por sete ou oito anos na graduação de 3º Sargento, com vencimentos brutos mensais, após sua Formatura em 2022, por volta de R$ 5.100,00. A isto podem ser agregados mais 25% do soldo (aproximadamente R$ 950,00) se fizerem algum Curso de Extensão/Especialização Militar; e 10 ou 20% também do soldo (R$ 382,50 ou R$ 765,00) se forem servir em regiões consideradas inóspitas.
— Preparem-se, ainda — também diferentemente das funções públicas civis —, para serem destinados para servir em qualquer parte do território nacional, independentemente dos interesses familiares (casa própria, emprego da esposa, curso universitário, doenças de pais, avós, sogros, etc).
— Depois do Curso, no exercício das funções de Sargento as condições profissionais continuarão difíceis (passar frio, cansaço, acampamentos em condições precárias, escalas de serviço apertadas — sem direito a recebimento de "horas extras" —, formaturas, exercícios físicos, "tempo zero" para estudos fora do EB, etc), acrescidas da responsabilidade de repassar seus conhecimentos, com os devidos cuidados de segurança, para seus subordinados (os Soldados incorporados anualmente para o Serviço Militar Inicial).
— Quanto aos aspectos financeiros, a cada promoção terão um acréscimo de 15 a 20% em seus vencimentos, chegando à graduação de Subtenente com o vencimento bruto, também a partir de 01 Jul 2022) valendo aproximadamente R$ 13.200,00. Caso alcancem o oficialato, poderão chegar ao posto de Capitão, que terão vencimentos brutos, após 01 Jul 2022, por volta de R$ 19.000,00. Ao vislumbrar esses valores, a grosso modo, calcule que devem ser abatidos cerca de 14% dos mesmos, a título de descontos obrigatórios para atendimentos de saúde e para o fundo que financiará, no futuro, a Pensão de sua viúva. Depois desse desconto, ainda tem que prestar contas com o famigerado e faminto Leão do Imposto de Renda.
— Os que não prestaram o Serviço Militar Inicial devem atentar para um detalhe importantíssimo: se acharem que as condições oferecidas durante o Curso de Formação não lhe agradaram, não insista. Se você teve capacidade para ser aprovado no Concurso do CFGS, certamente tem capacidade para fazer outros concursos para atividades profissionais onde se sinta melhor.
Se não gostou do Curso, não irá gostar do dia-a-dia da caserna — que será uma continuação das atividades do Curso —, assim, busque sua felicidade fazendo outra carreira e não se torne um mau profissional (desmotivado, mal-humorado, dos que só enxergam motivos para reclamar e criticar, desagregador, sem disposição para consertar ou melhorar seu ambiente de trabalho).
Aos que entenderem que podem passar seus dias dedicando-se às atividades castrenses, sejam bem vindos! Terão trinta e cinco anos, no mínimo, de atividade profissional extremamente gratificante, em um ambiente que tem por característica principal a camaradagem!


Aproveito para citar cinco princípios a serem seguidos para um bom desempenho profissional:
— Conheça sua profissão (saiba qual seu papel na sociedade como profissional);
— Interesse-se por sua profissão (busque conhecimentos sobre como melhorar seu desempenho profissional);
— Conheça seus subordinados (identifique as características individuais de cada um, a fim de melhor destinar missões, recompensas e sanções);
— Mantenha seus subordinados bem informados (só assim, eles poderão desenvolver a iniciativa própria, no sentido de melhor cumprir suas missões); e
— Interesse-se, verdadeiramente, pelo bem estar de seus subordinados.
Essas regras, que parecem simples, na realidade são difíceis de serem seguidas, pois são as que diferenciam os Líderes dos Chefes. E uma das principais características exigidas ao Sargento é ser Líder.
E sejam Sargentos, profissionais conscientes de pertencerem a uma das Instituições mais respeitadas por nossa população decente!
Imagens: "Futuro Sargento do EB" no Facebook
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segunda-feira, 25 de maio de 2020

QI Médio do Brasileiro — Dados de 1909 a 2013

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Trago péssimas notícias, mas pelo menos agora temos uma justificativa para o que estamos passando.
O QI médio em praticamente todos os países do mundo cresceu muito nos últimos 100 anos.
Na Alemanha e nos EUA, o crescimento do QI médio foi de mais de 30 pontos. No Quênia e na Argentina, foi de cerca de 25 pontos. Na Estônia e no Sudão, foi cerca de 12 pontos.
Fonte: Our World in Data.org
No Brasil, aconteceu justamente o contrário. A queda do QI foi de quase 10 pontos nos últimos 100 anos. 
Devemos ressaltar que o padrão atípico para o Brasil pode estar relacionado a diferentes métodos utilizados nas diferentes fases do estudo. Mas ele não pode ser inutilizado por isso.
Talvez essa queda no índice generalizado seja único na história da humanidade. Em 2013, o nosso QI médio era de 87, colocando o Brasil, em média, no limite da deficiência intelectual.
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Esse fenômeno bizarro tem tudo a ver com o nosso modelo de (des)educação escolar. A coisa vem de longe. Em 1915, Lima Barreto já revelava a cultura das aparências no Brasil: ao saber que Policarpo Quaresma tinha uma biblioteca, o doutor Segadas, clínico famoso, pergunta para quê tantos livros, se não era nem formado. É assim há mais de cem anos: no Brasil, quase sempre os livros não servem para ampliar o nosso mundo interior, mas como sinal exterior de status. 
Em 1951, o prêmio Nobel de física Richard Feynman aceitou o convite para lecionar, no Rio de Janeiro, para uma turma de pós-graduação. Ao fim da experiência, em 05 de maio de 1952, Feynman fez uma conferência que, quase setenta anos depois, ainda repercute fundo na ciência brasileira. Nessa conferência, expôs o nosso sistema educacional: ele descreveu uma educação na qual os alunos não aprendem nada a não ser decorar textos e fórmulas, mas não sabem o que fazer com isso. Feynman diz na sua autobiografia que aparentemente havia no Rio de Janeiro uma Universidade, com uma lista de cursos, com descrições desses cursos; mas que isso era um grande engodo, e que no Brasil não havia realmente nem Universidade, nem ciência.
O fato é que a educação brasileira é muito ruim há pelo menos cem anos.
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E a educação brasileira tem sido muito ruim porque nunca houve um projeto de educação no Brasil. Jamais  jamais!  os nossos governantes e gestores do primeiro escalão se perguntaram por que educar. Nunca se puseram a questão: "quem nós queremos que as nossas crianças sejam aos dezoito anos? o que queremos que elas saibam, o que queremos que elas saibam fazer?".
O resultado é que o nosso currículo escolar é uma colcha de retalhos sem nenhum propósito, um currículo que macaqueia desastradamente os currículos de outros países.
Daí vem uma surreal conseqüência: a única meta de todo o ensino básico se torna o vestibular, um vestibular com um programa duas vezes absurdo  absurdo por sua extensão alucinada e absurdo por sua desconexão com a vida do espírito e da sociedade.
* * *
O modelo de ingresso no ensino superior por meio de provas que abrangem uma quantidade sobre-humana de conhecimentos não mede nada além da capacidade de concentração, memorização e repetição. Não é por acaso que os professores mais reputados nos cursinhos preparatórios são justamente os especialistas em mnemotécnica: são aqueles que criam os poemas mais picantes para se decorar a Tabela Periódica, que inventam as melhores melodias para se guardar várias fórmulas de física e que adestram os alunos com esquemas pré-fabricados de redação para qualquer tema.
Neste nosso modelo, o bom candidato ao ensino superior se torna profundo conhecedor ... de métodos de realizar provas. E, por não ter compreendido realmente nada, no dia seguinte ao vestibular se esquece de tudo o que passou dez anos estudando.
Surge daí a tradição  identificada, com assombro, por Feynman  do "estudar para a prova", das musiquinhas de decoreba, dos cursinhos preparatórios: saber os macetes para tirar boas notas nas avaliações importa mais do que verdadeiramente saber aquilo que se estuda. A nossa escola nada ensina  a não ser a tirar boas notas. O nosso currículo oculto é o da valorização dos diplomas  e o da desvalorização do conhecimento. 
Ora, amigos, Platão já ensinava: é impossível existir uma sociedade sã sem um sistema educacional saudável. O nosso sistema educacional, com um currículo inacreditavelmente extenso, mas absolutamente sem propósito, é justamente o oposto disso. Como querer que o Brasil seja um país com bons cidadãos, se o nosso currículo oculto parece ter sido elaborado com a finalidade de formar indivíduos frívolos, vaidosos e ignorantes?
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Isso explica um fenômeno brasileiro contemporâneo: a enorme quantidade de academias de ginástica, fenômeno sem par no mundo, contrastando com a ínfima quantidade de livrarias nas nossas cidades. 
Um povo que coloca a preocupação com a "barriga tanquinho" em primeiro lugar na sua vida revela, com isso, qual é a sua visão de mundo e que marca pretende deixar na História.
Amigos, o Brasil é o país com maior número de cirurgias plásticas por habitante no planeta. Os EUA fizeram cerca de 300 mil cirurgias a mais do que as 1.224.300 realizadas no Brasil em 2017, mas têm uma população 60% maior do que a brasileira.
Por outro lado, o povo brasileiro está entre aqueles com menor quantidade de livrarias per capita em todo o planeta. São Paulo, sozinha, tem o dobro da quantidade de automóveis da Argentina inteira. Mas Buenos Aires, sozinha, tem o dobro da quantidade de livrarias de São Paulo. 
O brasileiro acha muito caro pagar cinqüenta reais por um livro, mas faz dívidas astronômicas para comprar um automóvel. Isso ilustra o nosso problema civilizacional: somos o país da pose inculta. Somos o exemplo acabado da síndrome socrática de Dunning-Kruger: tão abissalmente ignorantes que não sabemos nem que somos o povo mais ignorante do mundo.
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A consequência disso é evidente. Nestes anos, tenho ouvido e lido profissionais liberais, magistrados, jornalistas e  pasmem  professores universitários com uma nítida dificuldade de descrever as suas intuições e percepções ou com uma evidente incapacidade de efetuar as operações lógicas mais simples numa discussão.
É fácil atestar essa decadência: basta visitar uma livraria  se você encontrar alguma, é claro  e buscar um romance de qualquer escritor brasileiro contemporâneo. Raríssimos serão os livros que não apresentarão uma vulgaridade estrutural, sintática, gramatical e vocabular desoladora.
Ou seja: ter recebido a educação escolar e universitária no Brasil nas últimas décadas é praticamente uma condenação à impotência discursiva.
* * *
E o que a literatura de um povo têm a ver com o QI? Tudo, amigos, tudo. 
É por meio da linguagem que nós pensamos o mundo. Por meio da estrutura sintática da língua intuímos a estrutura lógica do cosmos. Sartre nos diz que "nosso pensamento não vale mais do que a nossa linguagem e deve-se julgá-lo pela forma com que a utiliza". Se não lemos boa literatura, falamos mal; se falamos mal, pensamos mal; se pensamos mal, saimo-nos mal nos testes de QI. Para tornarmo-nos mais inteligentes, é preciso desenvolver uma faculdade comunicativa que vá além dos grunhidos mais ou menos elaborados com os quais expressamos os desejos, as sensações e as opiniões imediatas. 
Geralmente, é na escola que tomamos contato, pela primeira vez, com a estruturação formal da nossa língua  não somente por meio das aulas de Português, mas, principalmente, por meio dos contos, romances e poemas que somos obrigados a ler. 
E o que somos obrigados a ler, amigos? 
Em meio a alguns tesouros da língua portuguesa, como Padre Vieira, Machado, Euclydes, Lima Barreto e Guimarães Rosa, somos forçados a encarar um Joaquim Manuel de Macedo ("A Moreninha"), um José de Alencar ("O Guarani"), um Raul Pompéia ("O Ateneu"), um Aluísio Azevedo ("O Cortiço").
No meio desses tesouros e desses dejetos da literatura, uma ausência brilha: a ausência da grande literatura mundial. 
Amigos, eu acho inconcebível que os alunos brasileiros não leiam Cervantes na escola. Que não leiam Shakespeare. Que não recebam livros de Dostoiévski, de Hemingway, de Borges. Que, ao lado dos necessários poemas de Pessoa, de Cecília Meireles, de Drummond, não leiam Blake, Whitman, García Lorca, Neruda.
Como podemos ombrear com os outros povos do mundo se não conhecemos o fundo cultural no qual os debates civilizacionais são travados? Amigos, as trocas civilizacionais profundas não se dão no plano da conversa do taxista de aeroporto, não se dão em termos de cantores da moda e jogadores de futebol. 
A não ser que deliberadamente queiramos nos posicionar como a nação do QI médio 87, a nação dos bobos-felizes.
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O nosso sistema educacional é, na verdade, um sistema inteiramente deseducacional. Ele não aumenta a nossa inteligência: ele a reduz. 
Se o nosso sistema educacional continuar centrado na prova, não haverá saída para a nossa civilização: acabaremos por desaparecer não por conseqüência de uma invasão ou de uma guerra civil, mas por pura inaptidão para a existência. 
Para salvarmos a civilização brasileira, precisamos salvar a escola. E a escola somente será salva se ela passar a fazer o que nunca fez: se ela passar a educar. Se ela, em primeiro lugar, começar a ensinar a pensar, o que somente é possível se ela começar a ensinar a ler, a escrever e a falar. 
Finalmente, amigos, para ler, para escrever, para falar bem, só há um caminho: o caminho da boa literatura e da prática da escrita e do debate. Justamente o que mais falta nas nossas escolas, tão ocupadas com todo o resto.
Fonte: recebido pelo What'sApp

quarta-feira, 29 de abril de 2020

A Rede de Túneis de Nicolás Maduro em Caracas

por UNIDAD INVESTIGATIVA 
¿Os Estados Unidos estão negociando com (Nicolás) Maduro? Não. Mas Maduro quer, sim, uma negociação secreta com o Governo dos Estados Unidos”.
A afirmação foi feita há poucos dias (14 Abr) por Michael Kozak, Secretario Adjunto da Oficina de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.
Não deu maiores detalhes, mas fontes em Caracas confirmam que a recente acusação formal por narcotráfico e apoio ao terrorismo contra 15 membros do regime, incluído seu líder, fizeram com que as lealdades internas comecem a romper-se e que alguns busquem acertos por "baixo dos panos".
O procedimento, unido às substanciais recompensas que o governo Trump oferece por Maduro e seus paladinos  e a movimentação de navios antinarcóticos em direção às costas venezuelanas —, começaram a exercer uma pressão que se traduz em vazamentos de informações e em mensagens de colaboração para com a justiça dos Estados Unidos.
Assim confirmaram a El Tiempo, oficiais de Inteligência colombianos e fontes em Caracas que fornecem dados a investigadores e a agencias federais estadunidenses .
O regime está alarmado. Alguns de seus oficiais, militares e operadores políticos estão buscando um ‘salva-vidas’ que permita negociar sua entrega; ou sua liberdade em troca de informações relevantes. Há muitos buscando contacto com agencias de Inteligencia dos Estados Unidos, e até de outros países, assegura Johan Obdola, presidente da Organização para a Segurança e Inteligencia (IOSI), que faz parte de uma rede global de especialistas e colaboradores que operam desde a Venezuela.

A Rede
Esse cenário de naufrágio, ao qual se une a emergência desatada pela pandemia do coronavírus, botou a circular a informação de que Maduro está reativando um "plano B".
Se trata de um complexo subterrâneo de túneis em varias locações em Caracas, tido como um de seus anéis de proteção para ocultar-se e se entrincheirar por meses em caso de um ataque. 
Um dos primeiros a referir-se aos túneis foi Germán Varela, ex-oficial da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), que em maio de 2019 falou de três que saíam ou conectavam com o Palácio de Miraflores.
Supostos  túneis de escape apontados pelo ex Tenente Germán Varela. Foto: Arquivo particular
Porém, informação consolidada, a partir de informes de militares e funcionários ativos, fala de vários quilômetros, que guardam material estratégico.
Há uns seis anos, aproximadamente, com a assistência do Irã e do Hezbolah (movimento libanês pro-iraniano), o regime iniciou a construção. Averiguamos a informação de que, em Caracas, há aproximadamente 17 quilômetros e sua finalidade é brindar seguridade de movimentações estratégicas dos grupos de elite do regime, em caso de uma ação armada, assegurou o venezuelano Obdola em uma comunicação com El Tiempo desde Vancouver (Canadá), onde permanece exilado desde que começou a denunciar o chamado ‘cartel dos Soles’.

Alojamentos e armas
Além, de Miraflores se sabe que há alguns localizados no Banco Central (500 metros a leste do palácio presidencial), no Forte Tiuna (complexo militar a cerca de 6 Km ao sul), na praça de Venezuela e até no quartel de La Montaña (800 metros a oeste), onde repousam os restos de Hugo Chávez. Aí guardam armamento, munição, equipamentos de comunicações e alojamentos para albergar cerca de 1.500 homens. A informação de Obdola — que agrescenta que La Montaña serve como sede do Hezbolah — coincide com a de agentes de Inteligência que investigam os tentáculos dessa organização na Colômbia.
El Tiempo revelou em meados de 2019 como funciona uma mafia enquistada em oficinas de registros, notarias e na Registradoria que vende identidades falsas a estrangeiros, inclusive os membros do Hezbolah.
Para agentes da Oficina de Imigração e Aduana (ICE) e para a Migração Colombiana é claro que essa organização criminal transnacional, com ramos em pelo menos 12 departamentos [estados], está vendendo registros civis, cédulas e passaportes por tarifas que alcançam os 20 milhões de pesos por cabeça.
Os pagamentos seriam feitos através de bancos europeus e de Miami e garantiriam a entrega da nova identidade na Venezuela, Turquia, Iraque, Líbia, Síria e Palestina, até onde chegam escondidas em peças de carne exportadas desde a Colômbia através de empresas ligadas a patrocinadores do Hezbolah.
Na Colômbia também analisam a informação sobre o papel que a Ilha de Margarita desempenha no tema do narcotráfico.
Os cartéis das drogas de Colômbia vem controlando a zona costeira oriental venezuelana há bastante tempo. Delta do Amacuro, Sucre, Anzoátegui e Nueva Esparta (ilha Margarita) tem estado sob seu controle, assim como das FARC; e nos últimos anos, o cartel de Sinaloa, tem tentado se impor de maneira agressiva”, explica Obdola.
Inclusive, se fala de enfrentamentos pelo controle das rotas que vão até Trinidad e Tobago e outras ilhas do Caribe, no trajeto em direção à Europa.

Alcalá e Padrino
O General (r) Clíver Alcalá se entregou às autoridades dos EUA  dias depois que saiu a acusação contra Nicolás Maduro e seus "lugar-tenentes".  Foto: AFP
No momento, Clíver Alcalá, é o único “lugar-tenente” de Nicolás Maduro em poder dos Estados Unidos — ele viveu mais de um ano em Barranquilha —, que começou a entregar informações.
Não obstante, o fato de que seu irmão, o General Carlos Antonio Alcalá Cordones, ser embaixador da Venezuela no Irã é pelo menos inquietante.
Clíver Alcalá estava fazendo jogo duplo, trabalhando para Nicolás Maduro (com um aparente enfrentamento), e para Juan Guaidó. As armas apreendidas eram para um ‘falso grupo’ que supostamente existe na fronteira com o Brasil, chamado Operação Aurora, liderado por outro aliado de Maduro: o tenente José Rodríguez Arana”, insiste o especialista em Inteligência e seguramça Obdola. 
Ele acrescenta que um dos "arquivos vivos" do regime, o general inativo Hugo ‘el Pollo’ Carvajal, que recentemente se entregou à DEA na Espanha, está escondido em Portugal, sob o amparo da diplomacia do regime.

E há outros fatos interessantes.
O Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, aparece no cartaz dos mais procurados, mas sem recompensa. 
Foto: Carlos Becerra - Bloomberg.
Há o General Vladimir Padrino López (Ministro da Defesa), por quem o governo Trump não ofereceu recompensa, apesar de inclui-lo no cartaz dos mais buscados. 
Sua esposa e familiares aparecem como responsáveis por varias empresas — Brisana LLC, Urtaris Realty Group e Majalud LLC — e imóveis localizados na Florida e Texas. Segundo o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCCRP), o custo das propriedades superariam os 4 milhões de dólares.
Sobre os supostos nexos de Clíver Alcalá com Juan Guaidó, Estados Unidos já deu uma resposta. Apoiamos Guaidó como presidente interino e a Assembléia da Venezuela”, puntualizou Kozak na mesma mensagem em que disse que não estão negociando em segredo com Maduro.
Agora, o que se indaga é o que há por trás do ‘convite’ do regime para que os venezuelanos regressem em plena pandemia.

O oficial por trás do retorno de venezuelanos
Nas conversas digitais de grupos de venezuelanos na Colômbia começou a aparecer um suposto coronel — que se identifica como José Abigaíl Jaspe Castellanos — dando instruções para o retorno àquele país.Boa noite. Sou um coronel do Exército da Venezuela. Não sei por que me escolheram. Vocês são compatriotas e vou receber todas as suas inquietudes. (…) Vou lhes enviar um vídeo para que vejam como estamos esperando nossos compatriotas aqui na Venezuela”, se escuta em um áudio.
Nas bases de dados oficiais aparece um militar com esse nome, graduado no Curso de Formação de Suboficiais Profissionais de Carreira n° 10.
Jornalistas tentaram comunicar-se com o celular do qual foram enviadas as mensagens, mas ele foi desativado. Mas em Cúcuta asseguram que é um venezuelano quem paga os 4 milhões de pesos (cerca de 4 mil reais) que vale cada viajem de um ônibus ao centro da Colômbia para recolher venezuelanos.
UNIDAD INVESTIGATIVA
u.investogativa@eltiempo.com
Em Twitter: @UinvestigativaET
Fonte: tradução livre de El Tiempo

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Juntando Pontas Soltas (Nem Tão Soltas)

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Vamos reunir alguns dados.
Apareceu um questionamento, feito por um Magistrado, no processo de herança da dona Marisa — aquela que parecia mineira, não falava mas aparentemente agia muito — sobre uma quantia um pouco fora dos padrões para uma pessoa sem ocupação profissional que, portanto, não possuía renda.
Posteriormente, em 8 Mai 2020, o Juiz determinou a correção do valor que havia sido publicado com incorreção (imagem acima)
Esse poderia ser somente mais um dos muito boatos difundidos e depois jogados no ostracismo, mas aqui ele foi corrigido. 
Mas lembro alguns outros que ainda permanecem sem uma devida explicação, como a "pensão mensal" de 30 mil reais que a mesma falecida teria deixado, conforme declaração do viúvo em audiência processual; a assinatura nos 24 recibos de aluguel durante uma hospitalização do assinante; o apartamento vizinho adicionado ao "triprek" de Lula; os repasses ao Instituto Lula; as “palestras” sem plateia e sem assunto; os milhões de Luís Cláudio, em troca das Medidas Provisórias; as transferências para a Gamecorp de Lulinha e a ascensão meteórica da empresa com os milhões injetados pela OI, hoje em recuperação, e a coincidência com a OI de Portugal, nas falcatruas que levaram o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, à prisão. Some-se a isso a "estória" da dona Rose — aquela da qual nunca mais se soube por onde andam os processos judiciais em que foi indiciada — carregando uma mala de 25 milhões de Euros para Portugal, em mais um rumoroso caso com as digitais do então Presidente. E as investigações necessárias não são realizadas por causa da burocracia judiciária e as “determinações” do STF.
Vejamos este vídeo com o depoimento de Antonio Palocci — aquele sujeito "muito mentiroso" nas palavras de Luiz LI, o probo, e raciocinemos se os fatos que ele revela podem ter algum relacionamento.
Observem que ele menciona que Lula, pouco antes de deixar o governo, recebeu 300 milhões de reais.
Palocci diz que, se Lula tivesse seguido sua orientação e comprado o sítio de Atibaia e o apartamento de Guarujá, no Ed Solaris, dificultaria as investigações, porque os ganhos de Lula (mesmo com origens fictícias) eram compatíveis com a aquisição daqueles bens.
Falou mais alto a ganância. É como dizia o "velho deitado": Malandro demais se atrapalha!!
Resta a incômoda impressão de que a caça impiedosa aos ladrões do erário perdeu seu ímpeto com a saída do então Juiz Sérgio Moro da liderança da Operação Lava-Jato, da qual nada mais se lê ou escuta na mídia.