sábado, 21 de janeiro de 2012

Jipeiros de Santo Antonio da Patrulha - RS

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Verão!  Um bom programa é fazer uma trilha. Motorizado, é claro! Para quem não tem uma boa grana para investir em uma máquina que o leve por "qualquer terreno", a dica é dar um jeito de ser convidado por um dos muitos grupos de apreciadores de "adrenalina na veia" para participar de um dia de muita lama e poeira. Foi o que fiz. No dia 7 de janeiro, fui com um sobrinho "fazer a trilha" no percurso entre Tramandaí e Cidreira, no litoral gaúcho. Um dia excelente!
Infelizmente, só agora com um acesso razoável à "rede mundial", posso postar algumas fotos obtidas na ocasião. 
Aproveito para agradecer a excelente acolhida dos membros, não só do Clube dos Jipeiros de Santo Antônio da Patrulha - que se fizeram presentes com oito veículos -, mas também dos demais participantes, de Porto Alegre, Tramandaí, Gravataí e outras localidades. 
Trata-se de um divertimento sadio onde a camaradagem e a diversão se sobrepõem à competição. 

Início da concentração.
O "Pé Grande"
O "bicho" é graúdo!
O grupo vai crescendo!
Começa o movimento!
O "Pé Grande" vai à frente!
No início é moleza!
Primeiro obstáculo ...
Um passa!
E lá vamos nós!!
Ganhando o "Troféu Pôneis Malditos"!!!
Mais um fica!
Operação salvamento!
Haja força!
Irmãos se ajudam!
Outro valente ...
Também fica!
Força gurí!!!
Tem hora que só puxar não adianta! Tem que ancorar!
E no final, tudo dá certo!
O veínho 42 mostra seu valor!!
E o nem tão veínho também!
Outro vai!
Eis um motorista "flagelado"!!
E bamo que bamo!
Mais uma tentativa!
Cheio de coragem!
Mas no meio do caminho havia um buraco!
Havia um buraco no meio do caminho!
E estava cheio d'água!!
Ficamos, de novo!!!
Ficamos quem, cara pálida?  Eu estava fotografando!!
Mais um salvamento ...
... bem sucedido!
E vamos em frente!!
Destaque para a Nissan (original e dirigida por uma mulher) que não "ficou" em nenhum obstáculo. As meninas do quadriciclo também!
O Pé Grande tirando mais um do buraco!
Já viu "Fusca off road"??"
Óia o véinho querendo "se aparecer" de novo!!
E o pior é que consegue!!
Já outros ...
Precisam uma mãozinha!!
E a vida segue!!
Grande Pé Grande!!!
Mais um buraco ...
...vencido pela solidariedade!!!
O Pé Grande vai fazer um reconhecimento!
Não é bom segui-lo!!
O bicho sacode ...
... mas se sai bem. De novo!
Delimitando o caminho!
Geradores eólicos de Oásis.
Pegando um ar junto aos geradores eólicos.
Vamos em frente!!
Mais um que ficou!!
Geradores eólicos.
Outra visão parcial do grupo.
Todos prontos?
Então vamos ...
... simbora!
Moleza!!
Um pouco de água limpa (ou menos suja) para lavar os veículos.
E chegamos na areia.
Aqui a coisa é diferente!
Mas também se atola!!
E se precisa ser rebocado!
Nem sempre quem está por cima está bem!!
Óia o véinho aí, de novo!
Mostrando que idade é sinal de experiência!
Queimando pneu na areia???
Motocicleta também fica!!!
E o Pé Grande vai ajudando!!
Puxa!!!
Será que vai?
Claro que vai!!!
E por aqui, quem se aventura?
Um foi!
Outro também!!
Aproveitando para "lavar o veículo"!
Lavar????
Bem. Dizem que lama é medicinal!!
Então, vamos nessa!
Mais um!
Todos querem se "refrescar"!
Vamos aproveitar!
Aí vai mais um!!
E outro!
Entrada desajeitada!
Mas a saída é triunfal!
Areia, de novo!!
Por aqui é barbada!!
Chão plano e firme.
Mais uma parada para respirar.
Alinhando o cabo de aço.
Encontramos outra tribo!!
Mais uma "ficada"!
E outra!!
Já vi essa Cherokee sendo puxada antes!!
Mais uma pausa!
Reunião.
Parece que eu vi essa Cherokee antes.
Já vi, sim!!
E ela é pesada!
Só um não a tira do barro! Precisam dois.
Reunião, de novo.
Já tem bastante gente.

Lama é lama!
Quando tranca, tranca!
Já está ficando tarde!
O pôr do sol deve ser aproveitado.
A última atolada!
E chega por hoje!
A todos os companheiros de "aventura" - houve momentos em que havia mais de trinta veículos participando do deslocamento "off road", meu muito obrigado por um dia de bastante suor, lama e boas risadas.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Triunfo da Chinelagem

por Juremir Machado da Silva
ARTE: PEDRO DREHER SOBRE FOTOS - CP MEMÓRIA
Até que ponto o gosto do outro deve ser respeitado? O primado da tolerância deve silenciar a crítica? Toda crítica frontal a um tipo de gosto é preconceito? A expulsão de um participante do BBB12, reality show da Rede Globo, por suspeita de estupro obriga a falar disso. Quem gosta do programa, escorado na ideia simples de que é brincadeira, lazer e um jogo inofensivo, detesta que se fale mal do baixo nível do que é exibido. O Brasil parece ser um dos poucos ou o único país com 12 edições do Big Brother em rede nacional aberta e em horário nobre. É inegável uma evolução no programa: a cada ano, fica pior. Como se sabe, a baixaria não tem piso nem teto. Mas estamos vivendo a era do consumidor mimado, triunfante, incriticável, infantilizado, agressivo, sempre com razão, que se regala espiando o gozo obsceno dos outros para satisfazer os seus mais baixos e selvagens instintos.
Não se trata de dar lições de moral ou de fazer pose de intelectual. A questão é outra: como chegamos a esse ponto? Houve um tempo em que o elitismo sufocava os gostos populares. A hipocrisia se impunha como uma máscara social. Hoje, os gostos ditos populares, fabricados pela chamada indústria cultural, asfixiam qualquer crítica como expressão de preconceito, o que esconde um preconceito maior, a ideia de que as tais camadas populares só se divertem com chinelagem. O que é mesmo chinelagem? Uma casa com um número de camas inferior ao de moradores para obrigá-los a dormir juntos em público. Um jogo em que o sexo deve ser o horizonte incontornável para delírio de milhões de voyeurs. Uma brincadeira que termina em suposto estupro, em Polícia nos domínios da televisão e em constrangimento nacional.
Chinelagem também é colocar fama e dinheiro absolutamente acima de tudo. Chinelagem é produzir um imaginário centrado na ideia de que o mais importante é se tornar celebridade e que esse objetivo justifica os maiores micos e o abandono de qualquer limite. O suposto estupro do BBB12 é a cara de certo Brasil, o Brasil que quer cometer infrações de trânsito sem ter de pagar multas, o Brasil onde parlamentares são os primeiros a não respeitar normas, o Brasil onde estádios de futebol são prioridades em relação a hospitais, o Brasil onde os muito ricos pagam menos impostos, o Brasil que só quer gozar, ainda que seja um gozo passageiro, escabroso, cínico e feio.
Está mais do que na hora de se atacar em várias frentes: acabar com preconceitos, respeitar diferenças, levar na boa brincadeiras de estação e, ao mesmo tempo, defender uma utopia: a possibilidade de diversão para todos que exija um pouquinho mais do cérebro de cada um, o que, há alguns anos, era chamado de criatividade e inteligência. O pior mesmo, enquanto a utopia não se realiza, é a hipótese radical que rola nas redes sociais: o suposto estupro do BBB12 seria apenas uma estratégia de marketing. Aí, claro, só resta gritar: que baita chinelagem! Esse pode ter sido o nosso 11 de Setembro. Ainda que, claro, tudo acabe na pizza do mal-entendido.
Juremir Machado da Silva
Fonte:  Correio do Povo
COMENTO:  excelente texto do jornalista Juremir Machado, porém, me parece que não se trata de preconceito pensar que grande parcela da população brasileira "só se diverte com chinelagem". É um fato que se pode medir pela audiência que a cretinice televisiva alcança e os valores obtidos em função dos telefonemas dados em cada etapa eliminatória da disputa onde primam a falta de pudor e, mesmo, de vergonha dos participantes (não me refiro só os que estão confinados nos estúdios da emissora).  Não se pode esperar um bom futuro para um País onde a prioridade que muitos pais incentivam em seus filhos é a de ser jogador de futebol se for menino ou "modelo" se for menina. Nossa "camada mais popular" já tem como objetivo de vida a obtenção de um "cartão de inclusão social", mesmo que não careça auxílio governamental para sobreviver. O que interessa é "levar vantagem", mesmo que seja uma vantagem miserável. Quando juntam-se mais de cinco mil pessoas em "procissão a São Marcos" (e eu até acho que o goleiro paulista merece homenagens em sua aposentadoria por não conhecer fatos que desabonem sua conduta como exemplo de atleta bem sucedido, apesar de sempre ter sido remunerado, e bem, por sua atuação profissional) e não se consegue meio milhar de pessoas em uma manifestação contra a corrupção política; ou quando são contabilizados milhões de votos concedidos a políticos conhecidamente desonestos e/ou incompetentes, se pode medir a qualidade do povinho que habita estas terras. Decididamente, é o que chamo "povinho de merda". Como costuma dizer o jornalista Claudio Humberto, "Não há o menor risco de dar certo!"
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bloqueador dos Reajustes Tem o Maior Salário da Esplanada

por Cristiane Bonfanti e Ana D'Angelo
Ele realmente é o homem do dinheiro. Segundo na  hierarquia do Tesouro Nacional, o subsecretário de Política Fiscal, Marcus Pereira Aucélio, é mais conhecido como a autoridade que de fato diz não aos pedidos de recursos de parlamentares e até de ministros para todo tipo de despesa, incluindo reajustes salariais  para servidores públicos. Tão potente quanto o poder da sua canetada é o tamanho do seu contracheque. Engenheiro florestal e analista de controle do Tesouro Nacional de carreira, Aucélio embolsa por mês R$ 51 mil por causa do cargo, quase o dobro do teto do funcionalismo previsto na Constituição, atualmente de R$ 26.723,13.
É bem mais que os salários recebidos por ministros, que abocanham remunerações de até R$ 45,7 mil, conforme mostrou o Correio no domingo. O contracheque é inflado por jetons, recebidos  pela participação em conselhos de estatais e de empresas privadas com capital da União. O salário do subsecretário do Tesouro é de R$ 23,7 mil, mas ele ganha mais R$ 27,3 mil de dois conselhos — da Petrobras e da AES Eletropaulo — e do Comitê de Auditoria do Banco de Brasília (BRB). Mas seus vencimentos podem chegar a R$ 70 mil num mês. Basta que ele participe de uma reunião mensal do Conselho Fiscal da Vale, do qual é suplente, caso o titular não possa comparecer.
Participações
Decreto presidencial determina que os representantes da União nessas companhias só podem receber por, no máximo, dois conselhos. Procurado, o Ministério da Fazenda se negou a informar quais entidades o subsecretário do Tesouro integra e a base legal para que ele embolse jetons de três delas. Da AES Eletropaulo, em que a União tem uma participação minoritária, o segundo homem do Tesouro ganha R$ 3,8 mil brutos por mês. Pela participação no Conselho Fiscal da petrolífera, embolsa outros R$ 7.090. O que lhe rende mais, no entanto, é o trabalho na auditoria do BRB, R$ 16.405,78 brutos.
Embora também receba um megasalário, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ganha um pouco menos que Aucélio, seu subordinado. A participação nos conselhos da BR Distribuidora e da Petrobras elevou os rendimentos de Mantega de R$ 26,7 mil para R$ 40,9 mil. O mesmo ocorreu com sua colega do Planejamento, Miriam Belchior. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, embolsa, no total, R$ 38,7 mil. Ele engorda o salário de R$ 26,7 mil de ministro em mais R$ 12 mil ao participar da administração das empresas privadas Brasilprev e Brasilcap. Celso Amorim, da Defesa, é agraciado com R$ 45,7 mil, com o conselho da Itaipu. É o equivalente ao líquido de quatro Generais de Exército! Fora as diárias das inspeções na caserna. O secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, abocanha R$ 41,1 mil brutos mensais.
COMENTÁRIO (recebido por correio eletrônico):  E você ? Você que carrega o piano aí na ponta da linha da Tropa também vai ganhar um aumento! AUMENTO DE TRABALHO, veja:
— Além de ter a missão de tentar (falta verba e meios) ficar pronto para defender o País de ameaças externas, você também terá que:
Ajudar a pacificar o Rio, cumprindo esta espinhosa missão que a Polícia não consegue devido a décadas de desgoverno carioca. Não se preocupe com conforto porque o pessoal do 1º contingente já comprou colchões, caixas d'água e ventiladores com dinheiro do próprio bolso. Enquanto assistiam os policiais (até mesmo os Especiais) guardando os "espólios da guerra" na mochila e vendendo caras fugas nas viaturas para os traficantes. E se houver algum confronto com mortos do lado dos vagabundos vai vir até o CSI Miami investigar para tentar empurrar a culpa para o EB. Se morrer algum militar, vão dizer que é falta de treinamento e esquecerão no dia seguinte;
— Assumir o Policiamento Ostensivo nos Estados onde a PM exerceu o direito de entrar em greve, e depois ver os grevistas não serem presos e o salário deles ficar maior que o seu. Fora que eles trabalham 1/3 da nossa jornada, ou dormem na Vtr enquanto não estão filando uma bóia em algum restaurante;
— Assumir as funções da Polícia Civil, pelo mesmo motivo acima. Mas esta é fácil, não adianta prender ninguém mesmo porque o Judiciário solta no dia seguinte. É só ficar no ar condicionado da Delegacia e esperar algum filhinho de papai se enrolar feio, aí é só cobrar um por fora para diminuir a fiança ou nem fazer o BO. A noite faça igual ao "plantão" deles, feche a Delegacia e vá dormir no quartel, as pessoas esperam, ainda mais se estiverem mortas;
— Assumir as funções da Polícia Rodoviária Federal. Não, eles não estão em greve, e nem poderiam com 5 mil por mês! Fora o "do cafezinho" que os caminhoneiros tem que deixar. É porque eles não gostam muito de trabalhar e o Ministério dos Transportes quer saber o real volume do movimento nas estradas federais. Então pegue o seu Pelotão, umas barracas, umas marmitas e vá contar carros nas BR. É missão real hein! Fé na missão! Mas não é para revistar nenhum carro não, hein Aspira;
— Assumir as funções de Polícia de Fronteira para reprimir os famosos delitos trans-fronteiriços, aquela missão constitucional da Polícia Federal. É que ela não consegue nem pensar nisso devido ao efetivo de 12 mil homens e mulheres (incluído o pessoal não operacional) ocupados em prender políticos em caras operações cinematográficas para ganhar mais diárias. Depois a justiça solta e não recupera o valor desviado. E a PF não quer aumentar o efetivo para não dificultar os pedidos de aumento, afinal os agentes já estão quase alcançando o salário dos Generais. Também trabalham um dia e folgam dois igual aos PM. E não dá para ficar mandando um cara recém saído da faculdade de qualquer coisa ficar 2 anos na Fronteira, nem 2 meses, é muito desumano e poucos malucos querem ir, mesmo com diária de mais de 200 reais. Manda os militares que eles vão lá, ficam 2 anos e não ganham nada a mais por isto. E patrulham até de noite, sábado, domingo, carnaval, natal, ano novo! Quando muito sai uns 2% do soldo de representação ao dia! Para um Major isto dá uns 100 reais;
— Assumir a Vigilância Sanitária. A ANVISA ainda existe? Nunca os vi. Essa é missão real! Se ver uma vaca louca ATIRE para matar! Mas não gaste muita munição porque está acabando. Fique de olho na tropa para não armarem um churrasco da carne com aftosa. Afinal, semanas de ração e farofão é foda;
— Assumir as funções das Polícias Ambientais/Florestais para satisfazer caprichos e cumprir as missões não cumpridas respectivamente por governantes maconheiros e órgãos ambientais politizados mobiliados com afilhados ladrões e incompetentes;
— Assumir as funções de Defesa Civil nos desastres naturais que ocorrem em todo o País. Afinal não somos a 6ª economia mundial, portanto não temos dinheiro para prevenir desastres com data marcada anualmente. Não precisa se preocupar com o Pernambuco porque parece que já foi um trocadinho para lá. Acho que ia ter uma enchente da porra por lá, kkkk;
— Assumir as missões do Ministério da Saúde no combate à dengue. É que os governantes não querem empregar e pagar gente para fazer o que precisa ser feito permanentemente. Os milicos fazem direito e de graça. Aí sobra dinheiro para o caixa 2 da próxima eleição;
— Cumprir todas aquelas missões do R Quero de algum Cmt político: limpeza de rio; catação de lixo urbano; segurança de ponto sensível em Igreja; montar barracas em acampamento religioso em final de semana; fazer segurança terrestre e aquática de evento civil que tem muito lucro por economizar com isto; por a banda para tocar em inauguração de obra da Prefeitura; escalar efetivos para ir em passeata, procissão, cavalgada, audiência, sessão de Câmara Municipal, peregrinação, religiosas ou políticas; parir um caixa 2 para almoços/jantares ultra festivos de alto nível e estratégicos, enquanto a tropa come o que vem do Esc Sup; 
— Assumir o papel do DNIT, aquele covil de bandidos e ladrões, e construir estradas com economia e qualidade, cumprindo prazos e sem pedir complementação de até 100% como as empreiteiras que têm esquema com o governo. Isso tudo com jornadas diárias extenuantes e nas condições mais insalubres que se pode suportar; 
— Cumprir missão no Haiti, ainda que seja ganhando em dólar, mas sabendo que o maior salário (de Oficial Superior) é de US$ 4.000.00, enquanto o menor salário dos civis da ONU é de US$ 6.000.00. E ficando satisfeito em ganhar algum dinheiro em 6 meses de missão para pagar as contas atrasadas ou não precisar trocar o filho do colégio particular por falta de grana para as mensalidades;
— Servir na Amazônia onde nenhum civil quer ir (pela falta das condições mínimas de conforto para a família), e ostentar orgulhoso a medalha de Serviço Amazônico, que TALVEZ lhe antecipará em 6 meses a promoção, para ganhar uma merrequinha a mais no soldo;
Complemente com outras missões que você conheça ... e fique tranquilo que a ex-guerrilheira não está nem dormindo de tanto pensar no seu aumento de salário. Mas para prevenir, vá logo renovar o seu empréstimo da POUPEX para pagar as contas!

E EU ACRESCENTO:  não se preocupem, os chefes continuam atentos (tanto quanto uma coruja)!!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Joaquim Barbosa, o Mensalão e a Mentira Tem Perna Curta

por Arthurius Maximus
O ministro Joaquim Barbosa é bem conhecido dos brasileiros. Elevado ao grau de celebridade ao humilhar publicamente o então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, em uma das mais polêmicas audiências do tribunal. Sem papas na língua, Joaquim Barbosa disse a Mendes o que muitos brasileiros queriam dizer a respeito da arrogância e da magnânima atuação de Gilmar Mendes (sempre para o lado dos poderosos) envolvendo casos de corrupção. (Não lembra? Leia aqui)
Agora, o ministro volta às manchetes jogando mais uma vez no ventilador ao desmascarar o descarado complô que é ensaiado pelos ministros do STF (a maioria indicada pelo PT) para causar a prescrição dos crimes do Mensalão; transformando em uma enorme pizza mal cheirosa o processo que poderia ser um marco na moralização da política nacional e destruiria boa parte da cúpula petista, ao colocá-la atrás das grades.
Tudo começou com uma entrevista “em banho-maria” do Ricardo Lewandowski, revisor do caso. Nessa entrevista, Lewandowski deixou escapar que o processo caminhava para a prescrição porque não haveria tempo hábil para julgá-lo. Afinal de contas, o ministro Joaquim Barbosa havia tido uma série de problemas de saúde e atrasara a entrega do seu relatório sobre o caso.
Com a celeuma levantada pela imprensa, o presidente do STF – ministro Cezar Peluso – quis fazer “uma média” com a opinião pública e dar um ar de legitimidade ao complô que se anunciava. Mandou redigir um ofício instando Joaquim Barbosa a acelerar o processo e enviar os autos para análise dos seus colegas o mais rápido possível.
Malandro… Cem anos de Lapa… E frequentador do Bar Luiz… O ministro Joaquim Barbosa sentiu que era preparado um cenário para culpá-lo pela prescrição do processo e tornar palatável para a opinião pública o desastre da impunidade dos canalhas mensaleiros. Como homem que honra seu posto e de coragem de sobra, Joaquim Barbosa pegou a “perna de anão” que lhe entregaram – embrulhada para presente – jogou-a para o alto e acertou em cheio o ventilador do STF.
Com uma declaração bombástica, desmascarou todo o esquema armado para levar o processo à prescrição e inocentar a corja que se apoderou do país. Disse:Os autos, há mais de quatro anos, estão integralmente digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal, cuja senha de acesso é fornecida diretamente pelo secretário de Tecnologia da Informação, autoridade subordinada ao presidente da Corte, mediante simples requerimento".
Ou seja, mostrou com todas as palavras que os ministros ignoraram o processo até agora simplesmente por preguiça ou por pura vontade de deixá-lo prescrever, garantindo a absolvição do pessoal. Joaquim Barbosa ainda critica “na lata” a falácia de que está “atrasado” com o processo: "Com efeito, cuidava-se inicialmente de 40 acusados de alta qualificação sob os prismas social/econômico/político, defendidos pelos mais importantes criminalistas do país, alguns deles ostentando em seus currículos a condição de ex-ocupantes de cargos de altíssimo relevo na estrutura do Estado brasileiro, e com amplo acesso à alta direção dos meios de comunicação". Continua: “Estamos diante de uma ação de natureza penal de dimensões inéditas na História desta Corte".
Não satisfeito em desmascarar o claro acerto que há para que o processo prescreva, Barbosa ainda mostrou que “atrasados são os outros”. O processo do Mensalão tem 40 acusados, defendidos pelos mais caros advogados do país, todos ocupantes de cargos de grande poder no Estado Brasileiro. O processo tem mais de 49 mil páginas; 233 volumes e 495 apensos. Os réus indicaram mais de 650 testemunhas de todo Brasil e até do outros países. Mesmo diante de todo esse trabalho, o ministro Joaquim Barbosa manteve o trâmite normal de trabalho no STF e ainda julgou inúmeras causas nesse período. Enquanto isso, seus colegas, com ações envolvendo dois ou três acusados e que foram iniciadas na mesma época; ainda sequer foram concluídas.(*)
Mais uma vez, “matou a cobra e mostrou o pau”. Sem pudores e sem medo, Joaquim Barbosa expõe claramente quem está comprometido com os interesses dos corruptos e busca desculpas para justificar o injustificável.
Diante de tudo isso, pelo menos para mim, fica a ideia da quase certeza em relação à prescrição do caso. Nem é preciso lembrar que um dos ministros indicados por Lula, o ministro Dias Tófolli, foi colocado ali “sob medida” para esse processo. Pois, para quem não se lembra, ele foi advogado de defesa de José Dirceu.
Pelo menos, se tudo der errado, teremos visto a coragem e o desprendimento do ministro Joaquim Barbosa dar um tapa na cara dos que tentavam imputar-lhe a culpa pela prescrição. Se o processo acabar por prescrever e não condenar ninguém; o desfecho terá sido por vontade dos ministros, sendo necessário que eles arrumem outra desculpa esfarrapada para justificar a cara-de-pau.
É como minha velha mãe dizia: “Mentira tem perna curta”.
E você leitor, o que pensa disso?
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(*) As declarações do ministro e os números referentes ao processo do Mensalão foram retirados daqui.
Fonte:  Visão Panorâmica
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Retrocesso

por João Eichbaum
Janer Cristaldo, em crônica intitulada “São Paulo Quer Analfabetizar Ainda Mais As Novas Gerações”, discorre sobre a pobreza cultural que marca a geração atual.
Coincidência ou não, o ensino no Brasil deu marcha-à-ré a partir da chamada “Nova República” que trouxe para a administração do país pessoas de reputação e cultura duvidosas como José Sarney e Collor de Mello.
Esse último foi quem introduziu analfabetos na administração da coisa pública, como aquele sindicalista, cujo nome já nem me lembro, nomeado Ministro do Trabalho, o inventor do adjetivo “imexível”, e uma amadora para gerir as finanças, a Zélia, que meteu a mão na poupança (seja em que sentido for) dos brasileiros.
Esses foram os primeiros sinais do retrocesso cultural que hoje domina em qualquer setor e que levou à Presidência da República uma pessoa que não teve sequer o ensino fundamental concluído e, em sua vida, jamais leu um livro.
No Executivo, ministros e secretários de Estado, que não têm a mínima intimidade com o vernáculo e muito menos com a área para a qual são designados, vivem nos impingindo balelas, inaugurando obras “no papel” e se mantendo no poder graças a um blábláblá inconsistente.
No Legislativo, os Romários, os Danrlei da vida, e muitos outros que de legisladores só têm a denominação, porque as leis aqui são feitas por medidas provisórias do Executivo, só enchem os bolsos e as manchetes dos jornais. Nada mais.
O Judiciário já não existe. Quem julga são os estagiários, os assessores, os secretários. São esses que têm “contatos” com advogados safados, que não têm cultura jurídica, mas têm lábia e o dinheiro do cliente, para fazer dele o que bem entenderem.
Tudo isso, a imoralidade, a corrupção, o desmantelamento das instituições só tem uma origem: o retrocesso cultural. A safadeza ocupa o lugar da cultura porque, a partir do momento em que novas “teorias pedagógicas” foram adotadas, com desprestígio para a classe do magistério, os verdadeiros professores se afastaram das salas de aula. Aqueles professores que cuidavam não só da instrução como da educação dos alunos já não existem. E a cultura faliu.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

In Memorian — 4 Anos

Fantasmas
por Carlos Sampaio
Conheço os meus fantasmas. Eles também sabem quem eu sou, por onde ando, para onde vou, ou ainda, para os lugares que eu quero ir.
Meus fantasmas sabem tudo de mim, timtim por timtim. Deles pouco sei.
Sei que estão nas esquinas por ando passo, que estão ao meu lado quando assisto aos filmes no cinema ou entre as músicas que eu escuto diariamente. Eles estão entre meus amigos, na Universidade, no barzinho da esquina, no supermercado, entre os meus filhos, entre os meus ex-amores, entre a mulher amada, enfim, estão em todos os lugares possíveis.
Não sei viver sem eles e, sem mim, eles não sobrevivem.
Há, nessa cumplicidade, a oportunidade de um dia entrarmos em um acordo. A idéia central do tal acerto é de um dia dar um basta. Ou eu, ou eles. Eu os deixaria partir enquanto eles não mais me amedrontariam.
Sinceramente, entro em desvantagem, pois fantasmas não são apegados em pactos e sabe-se lá cumpririam tal disposição.
Li, certa vez, não mais me lembro onde, que "os nossos sonhos da adolescência, são os pesadelos da nossa vida adulta", e, a partir dessa afirmativa, soube que todos nós possuímos um fantasma predileto que age muitas vezes com violência dentro de nosso peito nos fazendo sentir dúvidas e, na maioria das vezes, um medo intenso.
Mas, esse fantasma que nos é peculiar, não é totalmente ruim, ao mesmo tempo em que amedronta e aterroriza com seus impulsos, nos dá coragem para vencer o medo momentâneo para se fazer o que é necessário.
Fantasmas são assim mesmo. Há várias espécies de fantasmas, todos eles com habilidades e com determinados fins.
Por exemplo: Uns arrastam correntes pelos corredores da nossa casa, alguns zombam de você, enquanto outros apagam as luzes do teu quarto e te assolam em pesadelos que não possuem fim. Considero estes os mais maldosos, eles não pedem licença e nem avisam que irão atacar, são traiçoeiros.
Quando você menos espera, lá estão no seu mais profundo sono.
Entretanto, o meu fantasma predileto ficou sendo aquele amor que perdi, e, embora tenha me servido de outros amores, até hoje não consegui me desfazer daquele sorriso, daquelas mãos trêmulas por entre as minhas e o beijo gelado da despedida.
Nossas despedidas sempre geram fantasmas, aquele adeus será sempre o meu maior temor, a minha intensa lembrança, a eterna vontade de não mais repetir a cena com alguém. O amor, dentro de sua intensidade, sempre foi e será o que sempre nos assombrará. Embora nos faça sorrir, ficarmos alegres por qualquer motivo, também nos trazem dissabores, desilusões, e por que não dizer, retorna incertezas de tudo que tínhamos certeza. Estranho essa dualidade.
Fragilizado pela despedida o fantasma-mor atacou-me ficando instalado em meu coração, em meus pensamentos e nas minhas emoções contidas e naquelas incontidas também. Aonde vou, não o vejo. Mas ele está dentro do peito, entalado e acomodado como poucos.
Sei que poderei um dia, na fatalidade, encontrá-la, em uma mesa de bar, entre as cadeiras de um cabaré, nas esquinas por ando passo, na calada da noite, em uma poltrona de cinema, entre os amigos, ou então, ao contemplar a imensidão do oceano na beira do mar.
E se esse dia acontecer, sentirei as mais tenras lembranças, do primeiro beijo, da frase que dita ao vento, nos soou como sendo eterna, da noite de amor, que entre promessas, esquecemos de jurar que elas seriam cumpridas.
Mas num belo dia, veio aquela despedida, embora esperada, sempre procuramos adiar até que a última lágrima caia exatamente entre o último aperto de mão.
Quando partimos levamos seqüelas ou deixamos cicatrizes estranhas pelo corpo, pela alma e no coração. Como conseqüência disso elas demoram a sarar. Nesse momento, uma espécie de fantasma costuma atacar e quando invade os nossos pensamentos, choramos baixinho para afugentar as saudades que insistem ficar ao nosso lado.
Muitas vezes sem solução, ficamos morrendo aos poucos até que um novo trocar de olhos, um novo sorriso e uma nova promessa nos fazem renascer das cinzas e começar tudo novamente. Com medo e algumas dúvidas.
Embora a despedida sempre seja o nosso medo maior, entre os amigos, entre colegas de trabalho, universidade e aqueles que nos esperam voltar, existe uma regra muito explícita que não nos deixa jamais em dúvida:
— A vida com amor sempre será mais bonita!  Sempre, não importa qual experiência você esteja passando agora.
Distraído, olho pela janela do meu prédio e percebo que o céu está azul e com nuvens brancas desfilando na imensidão.
O meu fantasma sorri. Decididamente não sei viver sem ele.
Fonte:  12º RC Mec
COMENTO:  com esse texto, lembro que hoje faz quatro anos que esvaiu-se a expectativa de rever meu fantasma "mal resolvido".
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domingo, 1 de janeiro de 2012

Vítimas do Terrorismo - Janeiros

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Neste janeiro de 2012, reverenciamos a todos os que, em janeiros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima - (Marinha Mercante - Rio Negro / AM)
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes “Dr. Ramon”, o qual, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a falecer no dia 10/01/68.
04/01/69 - Waldemar Carneiro de Brito - (Soldado PM/CE - Fortaleza/CE)
Na madrugada de 4/01/69, por volta de 2h, quatro integrantes da Ação Libertadora Nacional invadiram a FENACE (Feira Nacional do Ceará) na Avenida Bezerra de Menezes, bairro de São Gerardo, onde encontravam-se expostas várias armas, como metralhadoras, revólveres e munições para se apossar do material exposto. O Soldado Waldemar Carneiro de Brito, vigia do estande da Polícia reagiu ao assalto, havendo uma troca de tiros com os guerrilheiros, que usavam máscaras e revólveres. O PM levou três tiros e veio a falecer. Uma ação totalmente inútil pois os bandidos nada levaram, e se levassem nada poderia ser usado pois as armas e munições estavam todas inutilizadas.
07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida - (Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
Uma bomba jogada por terroristas, embaixo de uma viatura policial, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou a jovem Alzira, de apenas 18 anos de idade, uma vítima inocente que na ocasião transitava na rua.
11/01/69 – Edmundo Janot - (Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que havia montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria (Subinspetor de Polícia) e José Antunes Ferreira (Guarda Civil) – BH/MG
Durante a abordagem de um um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo, identificado por Pedro Paulo Bretas, “Kleber”, a equipe de segurança foi recebida por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva, “Cesar” ou “Miranda”, que, com onze tiros, mataram o Subinspetor Cecildes Moreira da Silva, que deixou viúva e oito filhos, e o Guarda Civil José Antunes Ferreira, ferindo, ainda, o Investigador José Reis de Oliveira. No interior do “aparelho”, foram presos o assassino Murilo Pinto Pezzuti da Silva e os terroristas do Colina: Afonso Celso Lana Leite, ”Ciro”; Mauricio Vieira de Paiva, ”Carlos”; Nilo Sérgio Menezes Macedo; Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, “Pedro”; Jorge Raimundo Nahas, “Clovis” ou “Ismael”; Maria José de Carvalho Nahas, “Celia” ou “Marta”, e foram apreendidos um fuzil FAL, cinco pistolas, três revólveres, duas metralhadoras, duas carabinas, duas granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino - (Sargento PM – São Paulo / SP)
Morto a tiros por terroristas.
07/01/71 – Marcelo Costa Tavares - (Estudante – 14 anos - MG)
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Participaram da ação: Newton Moraes, Aldo Sá Brito, Macos Nonato da Fonseca e Eduardo Antonio da Fonseca.
18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida - (sargento PM – São Paulo / SP)
Morto, a tiros de metralhadora, no bairro Cambuci, por um grupo terrorista que roubou o seu carro.
Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Movimento de Libertação Nacional (Molipo).
As famílias dos assassinos João Carlos Cavalcante Reis e Lauriberto José Reyes foram indenizadas pela Lei nº 1.140/95.
20/01/72 – Sylas Bispo Feche - (Cabo PM São Paulo / SP)
O cabo Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda, quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente, metralhado por eles.
Os assassinos do cabo Feche, ambos membros da Ação Libertadora Nacional (ALN), mortos no tiroteio que se seguiu, foram Gelson Reicher, “Marcos”, que usava identidade falsa com o nome de Emiliano Sessa, chefe de um Grupo Tático Armado (GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o seqüestro de um médico; e Alex Paula Xavier Pereira, “Miguel”, que usava identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, com curso de guerrilha em Cuba e autor de mais de quarenta atos terroristas, inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro.
As famílias dos assassinos Gelson Reicher e Alex Paula Xavier Pereira foram indenizadas pela Lei nº 9.140/95.
25/01/72 – Elzo Ito - (Estudante – São Paulo / SP)
Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, morto por terroristas que roubaram seu carro.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA
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