domingo, 3 de maio de 2009

“Vá Pra Casa, Ministro!”

por Percival Puggina
A cultura contemporânea concede crescente espaço à falta de respeito. As evidências disso e suas consequências são visíveis em toda parte. Elas começam nas famílias, onde os filhos aprendem com os pais, ante a menor contrariedade, a perder o controle sobre palavras e atitudes. Em nome da liberdade, as conseqüências do desrespeito se esparramam na música popular (e na explosão de decibéis com que muitos apreciadores costumam impingi-la aos circunstantes). Chegam às salas de aula. Freqüentam o teatro e as demais formas de arte. Constituem a essência de inúmeros programas de rádio e tevê. Invadem o sindicalismo, a política e os parlamentos. Fazem o lixo das ruas e a poluição do ar e das águas. E, ao encontrar espaço no meio das sisudas togas e as data vênias do Supremo Tribunal Federal, explicam o bate-boca ocorrido entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. A avalanche do desrespeito encontra pelo caminho cada vez menos gente que ainda se dá o respeito.
Foi sob essa perspectiva que apreciei o episódio do STF. E foi com ela que compreendi a frase do ministro Joaquim Barbosa, no calor da discussão, mandando que Gilmar Mendes fosse às ruas, às mesmas ruas onde ele próprio seria aclamado, dias após, ao caminhar pelo centro do Rio de Janeiro. A falta de limites de Joaquim Barbosa, o mesmo cuja ex-mulher acusou de agressão e o mesmo que no ano passado chamou o colega Eros Grau de velho caquético, só podia cair no gosto do povão.
Por outro lado, o seu desafio ao presidente do STF — “Vá às ruas, ministro!” — sintetiza uma corrente do pensamento jurídico brasileiro que, no encontro entre o Fato e a Norma, trata de buscar nas calçadas o Valor a ser aplicado para produzir as decisões judiciais. Foi esse tal de “Direito achado nas ruas” que transformou o descontrole verbal do ministro em motivo de consagração popular. Isso não surpreende, se observado no contexto da decadência do respeito e da ruptura com os bons modos que antigamente eram havidos — bons modos e respeito — como ganhos da civilização.
Entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa eu fico com nenhum dos dois. Mas entre discordar deles e partir para a desqualificação pessoal, permanecendo irredutível na grosseria, como fez o ministro Joaquim Barbosa, há uma distância enorme.
Licenciado durante 90 dias de suas atividades no Tribunal Superior Eleitoral para cuidar da saúde, o ministro saiu às ruas em busca da vox populi. Comeu um filé, “tomou pelo menos dois chopes” (na palavra dos garçons que o atenderam) e, por onde andou, recebeu aplausos dos graduados na Faculdade de Direito da Boca do Lixo e na Escola de Filosofia, Ciências e Letras do Bar do João. Recomendo eu:
 Ministro, saia da rua e vá cuidar da saúde.
Imagino que esteja sendo organizado um torneio de futebol de areia, no Rio de Janeiro, entre a turma do Gilmar e a turma do Joaquim, como preliminar ao 1º Congresso Jurídico Brasileiro em Mesa de Bar, onde será escarafunchado o “Direito achado nas ruas” (uma categoria jurídica situada entre o toco de cigarro e o linchamento). Com muito balacobaco no terecoteco.

William Waack e a Intentona Comunista Portuguesa

No dia 25 de abril, sábado, o repórter da TV Globo William Waack abordou, no Jornal Nacional, os 35 anos da Revolução dos Cravos, que, segundo ele, teria dado início à redemocratização de Portugal. Nada mais incorreto. O que é de se lamentar, tratando-se de William Waack, um jornalista sério, autor de Os Kamaradas (Cia das Letras, SP, 1993), a obra mais completa já escrita sobre a Intentona Comunista, ocorrida no Brasil em 1935.
Após o longo governo do ditador Antônio Salazar, iniciado em 1926, ocorreu, em 25 de abril de 1974, o golpe contra Marcelo Caetano, elaborado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais jovens, principalmente capitães que tinham participado das guerras coloniais, com princípio anarco-socialista, de tendência esquerdista radical. A multidão foi à rua para aplaudir o golpe, colocando cravos nos canos dos fuzis dos soldados — daí o nome “Revolução dos Cravos”.
Após o golpe na Terrinha, esquerdistas do mundo inteiro acorreram a Portugal, especialmente vindos da América Latina, em busca de mais uma utopia socialista. Assim como José Serra “refugiou-se” no Chile do socialista Salvador Allende, após a Contra-Revolução brasileira de 1964, Márcio Moreira Alves, o “Marcito” do famoso discurso de 1968 na Câmara, foi um dos muitos brasileiros que se aliaram às hostes dos comunas portugueses.
Foi em Lisboa que Moreira Alves, falecido recentemente, escreveu o livro O Despertar da Revolução Brasileira (Seara Nova, Lisboa, 1974). No livro, diz Moreira Alves: "O protesto [discurso na Câmara] que escrevi era uma crítica por dentro. De um modo geral era eu simpático ao governo militar" (pg. 50). Para "Marcito", foi um alívio ver a saída de Jango, pois "achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto. ... Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos ... e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras" (pg. 51 e 52). Moreira Alves foi também o criador da expressão “ditabranda”, por não considerar como sendo uma verdadeira “ditadura” o período do governo dos militares que antecedeu o AI-5. Recentemente, a Folha de S. Paulo utilizou essa expressão em um editorial, o que rendeu protestos veementes dos esquerdistas herbívoros e carnívoros de plantão, a exemplo da libélula (*) uspiana Maria Victoria Benevides.
Nos 18 meses que se seguiram ao golpe português, cujos líderes se dividiam em facções concorrentes — conservadora, moderada e marxista —, Portugal viveu um grande tumulto. Seis governos provisórios se sucederam, foram tentados golpes e contragolpes, houve greves, tomada de fábricas, fazendas e meios de comunicações.
Havia a ameaça de uma guerra civil entre o Norte conservador e o Sul radical. Parecia a repetição da Rússia de 1917, com Caetano como Nicolau II e o ministro Mário Soares como Kerenski.
Porém, o Lênin da verdadeira revolução democrática portuguesa foi o pacato coronel Antônio Ramalho Eanes, que, ao invés de lançar Portugal numa ditadura marxista, no dia 25 de novembro de 1975 subjugou os radicais de esquerda nas Forças Armadas e garantiu a democracia em Portugal.
É uma pena que William Waack não saiba disso. Ou não deixam que saiba, pois os meios de comunicação do Brasil, dependentes de verba publicitária oficial, não conseguem sobreviver sem fazer afagos aos atuais donos do poder, especialmente a Franklin Martins, antigo terrorista do MR-8, mentor do seqüestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, e atual ministro da propaganda do governo Lula. “Isto é uma vergonha” — como diria aquele apresentador expulso da TV Record, por fazer sistemática crítica aos petistas.
OBS: (*) Libélula — Neologismo que criei, deriva-se de Libelu — Tendência Liberdade e Luta, grupo estudantil-lambertista, que atuava na USP (Pierre Lambert foi um dos ideólogos da IV Internacional — Trotskista). O ministro da Fazenda do Governo Lula da Silva, Antônio Palocci, foi um de seus integrantes. A USP foi fundada em 1934, no Governo Armando Sales de Oliveira, e nesta, a Faculdade de Filosofia e Letras, que se tornaria, com Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni numa das matrizes de difusão do Marxismo.
Félix Maier é militar da reserva e ensaísta,
autor do livro Egito – Uma viagem ao berço de nossa civilização,
Thesaurus, Brasília, 1995.
Fonte: Ternuma

Roraima: Futura Tragédia Muito Anunciada

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"Nosso amigo Izidro Simões, que conhece Roraima como a palma de sua mão e é colaborador deste blog, nos envia mais um de seus textos mostrando a triste situação criada e os conflitos que se iniciam em Roraima. Tudo isso poderia ser evitado. Bastaria só um pouco de bom senso, reduzindo em apenas 0,7% a área total da reserva Raposa Serra do Sol, correspondente a área ocupada pelos "arrozeiros" e respeitando a vontade da maioria dos índios, como os representados pela SODIUR, associação indígena que sozinha representa cerca de 6 mil indígenas e que é contraria a demarcação contínua."
RORAIMA: FUTURA TRAGÉDIA MUITO ANUNCIADA
UM CASO EMBLEMÁTICO
No dia 05 de abril de 2009 às 10:00, o Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB) deu longa entrevista à Rádio Folha, na capital roraimense. Marcou a sua posição CONTRA a área contínua, por entender perfeitamente que ela é fruto de uma gigantesca fraude, bem como por semear separatismo entre brasileiros, colocando índios contra índios, índios contra não índios, e não índios contra índios.
Como sua posição contrária à PERVERSIDADE que se cometeu em Roraima com a homologação da área contínua, já está bastante conhecida, a direção roraimense do PCdoB fez publicar na primeira página do jornal Folha de Boa Vista do dia 08 de abril, um duro comunicado contrário ao Deputado Aldo Rebelo e por sua posição divergente da maioria cega das esquerdas brasileiras.
Após a entrevista, o Deputado e sua comitiva foram de avião para Surumu, onde ouviu com grande paciência, atenção e emocionado, o relato das pessoas "brancas" nascidas ali e que ficaram sem nada, não sabem o que fazer de suas vidas brutalmente interrompidas, não tem para onde ir e nem recursos financeiros para levarem suas mudanças e recomeçarem a vida, aos 60/70/80 anos.
Depois que muitos já tinham falado por horas seguidas e quando Aldo Rebelo já dava mostras de grande cansaço, o pastor indígena que de certa forma liderava a pequena população local, perguntou se alguém mais tinha algo à declarar.
Então, para total surpresa de todos, Arnulf Bantel, o comandante do avião que tinha levado Aldo Rebelo e sua equipe de filmagem, e que foi Oficial Aviador da FAB, residindo em Roraima há mais de 20 anos, levantou a mão e pediu para falar.
Ninguém entendeu quando aquele gaúcho alto, branco, de olhos azuis, filho de alemães, pediu para falar. Mirando fixamente o Deputado, disse com firmeza:
"Deputado, estou aqui com a autoridade de ser casado com uma índia macuxi e de ter uma filha com ela. Ela é lourinha como aquela criança ali (apontando para uma menina macuxi, também de cabelo loiro). Agora pergunto, Deputado, a minha neném, é índia ou é branca? Como é que fica esta situação? Nas atuais circunstâncias daqui de Roraima, vou ter de me separar de minha mulher e de minha filha? Não vou mais poder visitar minha sogra e meus cunhados, que moram na maloca? Minha mulher e minha filha também não vão mais poder ir até lá? Veja o absurdo das ideologias religiosas e políticas que forjaram isto tudo que estamos vivendo. Veja como religiosos italianos conseguiram causar esse tremendo drama social, familiar e político nesta terra, acompanhados por outros interesses que já são conhecidos".
Encerrou, agradecendo ao Deputado, por ter escutado. Nem seria preciso dizer do incrível impacto que sua narrativa causou, mas é preciso contar, porque foi tão estupendo, que ninguém teve ação alguma, um gesto imediato, sequer. Ficaram todos como que petrificados num grande silêncio, até que Aldo Rebelo, visivelmente espantado (possivelmente abalado), começou a bater palmas, no que foi acompanhado por todos, num aplauso forte e demorado.
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O Que Vem Por Aí
Não tem faltado avisos, vindos de quase toda parte: do Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB), que por 4 vezes já esteve na Raposa/Serra do Sol; do Deputado Federal Lindenberg Farias (PT), que relatou honestamente todo o emaranhado social-político-étnico e econômico, após sua atenta estada nessa área de conflitos; do Juiz Helder Girão Barreto, da Justiça Federal em Roraima que constituiu uma Comissão e mandou fazer uma minuciosa perícia detetivesca na documentação demarcatória, e constatou a enxurrada de falcatruas que foram perpetradas, e que o Ministro Mello, do STF, naquela memorável sessão declinou detalhadamente no seu voto com 6 horas de duração, em que dissecou até o branco dos ossos, toda a trama jurídica da área contínua; dos próprios índios macuxi, ingaricó, taurepang e wapixana; dos historiadores; da União das Maçonarias; dos militares; dos Serviços de Inteligência civis e militares; do povo roraimense; dos jornais e TVs de Roraima; de brasileiros dos mais variados rincões que clamam por causa da injustiça praticada e do avassalador prejuízo territorial e de riquezas, que foram causados à nação.
Sim, não tem faltado avisos de que há um barril de dinamite com pavios curtos, na Raposa/Serra do Sol. Até as charges diárias da Folha de Boa Vista, apontam um barril, prestes à explodir. Ninguém em Roraima duvida o que será o futuro na área, visto que os conflitos localizados já começaram,
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Um Caso Emblemático
Os índios do CIR-Conselho Indígena de Roraima, braço da Diocese e seus padres e freiras da Teologia da Libertação, a ala comunista da Igreja Católica, minoritários mas bem treinados e aguerridos vem, desde há décadas, provocando toda espécie de conflitos, contra fazendeiros, arrozeiros e contra os "parentes" que não concordam com as suas idéias radicais, ideológicas, separatistas e anti-brasileiras, tudo sabidamente conhecido pelas autoridades policiais, governamentais e militares.
Em Surumu, epicentro do terror na Raposa/Serra do Sol, quartel general da Diocese, onde ela reúne seus índios numa pseudo-escola, com doutrinação política e ideológica, justamente na região das lavouras de arroz, os habitantes do vilarejo, cheios de medo e desespero, observam os índios do CIR, acampados pelas suas três ruas, esperando apenas a chegada do dia 31 de abril, para no dia seguinte invadirem as residências que já escolheram para moradia.
A vila tem a quase totalidade de suas casas em alvenaria, há energia elétrica domiciliar e pública, água encanada, escola estadual e uma excelente pista de pouso, ponte de concreto sobre o rio, além de estar na beira de uma importante rodovia que cruza toda a área em questão, de Este para Oeste, passando na beira dos arrozais e pela maloca da Raposa. Esta também já é um vilarejo com casas de alvenaria, escola, praça de esportes coberta, igreja, energia elétrica, água encanada, telefone de orelhão, radiotransmissor e uma bem construída pista de pouso.
Por toda parte, essas obras foram feitas pelo Governo do Estado; dinheiro do contribuinte roraimense, portanto.
Próximo da maloca da Raposa, está o Lago Caracaranã, posse legalizada e quase centenária, onde nasceu Joaquim Correia de Melo, hoje com 86 anos.
Distante cerca de 190 quilômetros da capital Boa Vista, e sendo um local de muita beleza nos "lavrados" roraimenses (campos naturais), sendo esse grande lago cercado por finíssima areia branca e cajueiros nativos, o local era bastante procurado para lazer e prática de windsurf.
O empreendedor Joaquim, há uns 26 anos montou uma estrutura turística composta de vários chalés, restaurante, galpões para festa, canoas e pedalinhos, afora a energia elétrica, hidráulica e sanitária. Construiu também uma pista para aviões, que eram muitos nos finais de semana. Lugar realmente bonito, atraia multidões.
Cansado pela idade, vencido pelo desânimo e pela longa batalha judicial para tentar manter-se na sua propriedade que foi engolida pela Terra Indígena, Joaquim retirou-se com sua família antes do prazo findar, e deixou as chaves de tudo o que havia, nas mãos de uma família de índios macuxi, que com ele trabalhava há muitos anos.
Esses índios, que são macuxi filiados da SODIUR, que junto com a ALIDICIR e ARIKON são contra a área contínua, aceitam tranquilamente, sem traumas, a permanência de todos os fazendeiros e arrozeiros nas suas respectivas propriedades, a independência das cidades e vilas, a liberdade de todos irem e virem pelas estradas caminhos e rodovias. Convém lembrar que a Raposa/Serra do Sol tendo um pouco mais de 1 milhão e setecentos mil hectares, é quase do tamanho de Sergipe, para pouco mais de 10 mil habitantes.
Assim que espalhou-se a notícia de que Joaquim e sua família não mais estavam no Caracaranã, 20 índios macuxi do CIR marcharam para o local, e exigiram a entrega das chaves para eles. Como não foram atendidos, começaram a confusão, que resultou em agressões aos índios moradores, segundo notícias que chegam.
Para completar a confusão armada, por coincidência, chegou lá uma equipe da CER-Cia. Energética de Roraima, à fim de desligar um dos grandes transformadores, e que pertence à empresa. Os índios do CIR reagiram e aumentou a confusão. Foi enviada uma equipe da Polícia Federal e da FUNAI, que pretendem fazer do local, sua base de operações para a expulsão dos moradores não índios, senhores legítimos e documentados dessas terras, alguns dos quais tem posse até mais que centenária, do tempo em que as terras hoje de Roraima, ainda eram do Estado do Amazonas.
Os índios macuxi do CIR, apresentados ao Brasil e ao mundo como sendo os únicos representantes de todos os índios na Raposa/Serra do Sol, e fazendo parecer que todas as diferentes etnias eram contra os fazendeiros, arrozeiros, cidades, vilas e rodovias, ajudaram a cobrir com o manto da mentira toda a farsa que foi legalizada pelo STF, para vergonha dos brasileiros conscientes.
As etnias indígenas em Roraima não estão unidas, não são todas do CIR, que aliás é minoria, mas que são muito bem assessorados inclusive internacionalmente, com vários dos seus índios indo até para os Estados Unidos e Europa, à fim de fazerem publicidade da área indígena e convencerem a quem ainda desconfia dos propósitos deles.
A Raposa/Serra do Sol, região riquíssima de minérios diversos, inclusive NIÓBIO, prato cheio para a cobiça de brasileiros e estrangeiros versados em dissimularem seus propósitos, agasalha dissensões ideológicas e religiosas entre os índios (índios católicos versus índios evangélicos), rancores mal guardados, intenções pérfidas, cobiça generalizada tanto de ONGs quanto de índios, crimes e vinganças já praticados e outros que fatalmente acontecerão por conta das mortes anteriores, e outras, independentes dessas.
As versões que se espalham propositadamente sobre os índios (quaisquer índios), apresentam a todos como seres quase angelicais, puros de nascença. Não são assim.
Quem convive ou conviveu com eles — mesmo sem precisar ter vivido nas malocas — sabe que não é desse modo. São seres humanos apenas, e como tais, com as mesmas virtudes e os muitos defeitos de todos os humanos. Sentem ódio, inveja, ciúme. Mentem, perseguem, roubam, fingem. Também tem índios gay. Nada diferente de qualquer canto do mundo.
Na Raposa/Serra do Sol, alimentada pela próprias dissensões internas, o conflito ideológico, político, religioso e "ongueiro", já desenha-se inevitável, queiramos ou não, concordemos ou não, aceitemos ou não.
Também é questão de mais dia menos dia, para que essa terra torne-se um pedaço desmembrado do Brasil, e que se constituirá em um país independente.
Os que estão distantes de Roraima, com tudo acontecendo muito longe de seus olhos e dos seus corações, não tem mesmo como avaliar a pressão que sofrem os roraimenses, o estresse que tudo isso provoca, a raiva que há contra o governo federal, o quase desespero de quem nasceu na região da Raposa/Serra do Sol, ficou sem nada, e ainda é chamado de invasor, palavra que em Roraima está equivalendo a dizer que aquela pessoa é mal intencionada, perversa, perseguidora de índios, bandida.
Para quem foi lá várias vezes, como o Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB), os absurdos são flagrantes: há índias casadas com "brancos" e com filhos dessa união; também há algumas brancas, casadas com índios. As crianças índias, filhas de "brancos" passaram a ser discriminadas pelos índios associados ao CIR, como se fossem filhas de criminosos! Outras estão sendo impedidas de entrarem nas escolas, porque suas famílias são contra o CIR e seus radicalismos. Os professores não indígenas não são mais aceitos nas escolas.
Atentem bem: centenas de famílias estão sendo despejadas de seus lugares, de seus lares e de suas próprias vidas, e jogadas ao Deus dará, porque até hoje, 30 anos depois de terem feito a mesma coisa na Área Indígena São Marcos, também em Roraima, NINGUÉM FOI INDENIZADO. Outras, mesmo sendo indígenas, estão sendo preteridas, ridicularizadas, antipatizadas, ofendidas e também proibidas de viveram na área, porque eram formadas com gente "branca".
Como se vê, a "faxina" étnica e social já está sendo feita e ... atenção (!) pelos próprios índios radicais do CIR, sendo lícito suspeitar das razões que estejam por trás disso.
Para frisar bem, temos aí nada menos que a reedição dos "Progrons" e das alegações de pureza racial de Hitler, que tanta infelicidade já causaram e ainda vão causar no mundo.
Algo de bom pode sair disso? Dentro de 2, 3 ou 5 anos, poderemos ter em Roraima, a reedição da barbárie da Sérvia ou da Bósnia ou dos judeus versus palestinos.
Porque, não? A semente já foi plantada e germinará. Os frutos serão colhidos no futuro. A indisfarçável cobiça internacional fomentará mais um pouco de discórdia. Conceito fundamental: o plantio é livre mas, a colheita é obrigatória. Neste mundo mesmo.
Izidro Simões, jornalista MTb nº 157/10 DRT/RR,
aeronauta aposentado em 2005, 42 anos de aviação,
sendo 31 por TODA a Amazônia, dos quais 20 em Roraima, onde reside.
Fonte: O Berro da Formiga.
COMENTO: é possível que algum dos patifes instalados no Congresso Nacional e usaram o lema de que a "família é sagrada" para defenderem as viagens aéreas pagas para o turismo de familiares (prática defendida recentemente pelo Sem-Vergonha-Mor que alegou já ter feito coisas parecidas) fique interessado pelo problema das famílias do norte roraimense. Eu duvido!

¿Quién Investigará al Kirchnerismo por Lavado de Dinero?


LAS ASOMBROSAS PRUEBAS QUE OCULTA EL GOBIERNO
El viernes 29 de agosto de 2008, pocos días después de haber ocurrido el triple crimen de General Rodríguez, agentes de la Policía Federal detectaron varios cruces de llamados telefónicos entre el ex funcionario kirchnerista Claudio Uberti y el asesinado Sebastián Forza.
Este cronista recordó en ese momento las palabras del fallecido "empresario", quien aseguró en mayo de 2008 — en la única entrevista que dio antes de ser asesinado — que se había blanqueado dinero en la campaña presidencial de Cristina Kirchner. "Yo mismo hice como que puse 200 mil pesos, pero nunca los puse", confesó entonces.
Teniendo en cuenta que Uberti fue uno de los encargados de recaudar dinero para el Frente para la Victoria, la infidencia de Forza no parece menor, sobre todo cuando existe una causa judicial donde cuatro aportantes al kirchnerismo aseguraron lo mismo.
Por si no fuera suficiente la detección de las llamadas con Uberti, se supo también que Forza tenía un fuerte vínculo con Victoria Bereziuk, la secretaria de este. El dato fue oportunamente confirmado, entre otros, por Solange Bellone, viuda del asesinado empresario.
Oportunamente existió una exitosa operación desde el kirchnerismo para que se tapara toda la información a ese respecto. ¿El motivo? en forma de pregunta retórica, lo aportó un ex funcionario oficial, parte del equipo de recaudadores K: "¿qué pasaría si se supiera que gran parte de los fondos que financiaron la campaña de Cristina provenían del narcotráfico?".
Desde el preciso momento que Tribuna de Periodistas comenzó a denunciar los negociados entre el kirchnerismo y el asesinado Forza, junto a media docena de droguerías pertenecientes a testaferros del poder, se ha hecho todo lo humanamente posible para tapar la verdadera línea de investigación para esclarecer el triple crimen, llegando a eyectar de su cargo al otrora poderoso superintendente de Servicios de Salud, Héctor Capaccioli. Este último es quien ha manejado a su antojo — siempre con la venia de Néstor Kirchner — los aportes en torno a la campaña de Cristina Fernández.

Lo que no se dice
Este periódico aportó sobrada prueba para esclarecer el triple crimen y señaló con nombre y apellido a aquellos que deben ser investigados para llegar a la verdad. Para poder resolver el caso, sólo hay que escarbar en esa zona gris donde los negociados con medicamentos se mezclan con la importación de precursores químicos e importantes droguerías que poseen jóvenes testaferros al frente de ellas.
En esa línea, los más importantes son Martín Lanatta e Ibar Pérez Corradi, seguidos por un grupo de personas que aún no aparecen siquiera mencionadas en la causa judicial. Uno de los que debería investigarse es Marcelo Abasto, un joven sanjuanino titular de droguería Multifarma que ostenta el mismo récord que el de los asesinados: aportó dinero a la campaña presidencial y posee docenas de cheques rechazados por un total de $1.361.872,22.
Otra vez la misma pregunta ¿Cómo se entiende que todos estos empresarios, con negocios millonarios a través de organismos públicos y privados, tengan sus cuentas en rojo? ¿Quién está detrás de todos ellos?
Abasto estaba fuertemente vinculado con el fallecido Luis Marcelo Tarzia, otro de los sospechosos "empresarios farmacéuticos" — fundador de Pharma Trade Group — que aparecen en el expediente y que se presume que presentó a Forza a un grupo de narcotraficantes.

Concluyendo
A medida que avanza la causa judicial por el triple crimen, aparecen más elementos de prueba, los cuales son oportunamente manipulados de acuerdo a los intereses que se mueven en las sombras. Asombrosamente, los medios de información se mueven al compás de esta manipulación.
¿Por qué nadie habla de los vínculos de Forza y Uberti? ¿Por qué nadie se atreve a mencionar a Lanatta, mano derecha del ministro Aníbal Fernández?
Independientemente de ello, sería interesante que se explicara por qué la Justicia jamás ha investigado a los hermanos Marcelo y Diego Colosa, proveedores de la obra social del Hospital Militar y que sugestivamente suelen viajar permanentemente de Perú a Buenos Aires.
El nexo entre estos y los demás mencionados es un supuesto abogado llamado Guillermo Martinero, quien no sólo cambiaba cheques a los hermanos Colosa, sino también a Pérez Corradi, Forza y los otros nombrados.
La respuesta de por qué no se indaga en tal sentido, es obvia: todo es parte de un mismo rompecabezas que, de a poco, va mostrando ser parte de una novela maldita de la cual el kirchnerismo parece ostentar la autoría.
Christian Sanz

sábado, 2 de maio de 2009

Pequeno Resumo de 2009

Um resumo de alguns escândalos políticos no Congresso desde o começo de 2009.
O castelo da vergonha
Eleito corregedor da Câmara, o deputado Edemar Moreira (ex-DEM-MG) disse que não poderia julgar os colegas por causa do “vício da amizade”. Surge a informação de que ele é dono de um castelo no interior de MinasUma subcomissão, formada por três deputados, investigam o caso de Edmar Moreira. São eles; os deputados Hugo Leal (PSC-RJ), Sérgio Moraes (PTB-RS) e Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS). Espera-se, no máximo, uma repreensão a Moreira.

Sobras para a viúva

Contrariando os membros da Mesa, o então presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), deu R$ 118 mil para a juíza Marilice Péres, viúva do senador Jefferson Péres (PDT-AM), morto em 2008. O valor equivale a passagens aéreas que Jefferson não usou.

Verba indenizatória

Parlamentares têm R$ 15 mil por mês para gastar sem ter de prestar contas públicas. O assunto ganhou destaque quando foi revelado que Edemar Moreira teria usado R$ 230 mil dessas verbas em suas próprias empresas. Chico Alencar (PSOL-RJ) usou o dinheiro para contratar serviços da empresa de um correligionário.

Surto de diretores no Senado

Conta mostra que o Senado tinha 181 diretores. Tinha até diretor para cuidar do check-in de senadores no aeroporto. E, pelo jeito, continua tendo pois o assunto já caiu no esquecimento.

Nepotismo terceirizado

Descobriu-se que vários diretores tinham parentes trabalhando no Congresso por meio de empresas terceirizadas. Também não se falou em demissões, até agora.

O “bolsa viagem internacional
O site Congresso em Foco divulgou que 261 deputados fizeram mais de 1.800 viagens ao exterior desde 2007, na maioria das vezes para destinos com forte apelo turístico, como Bariloche, Buenos Aires, Londres, Miami, Nova York e Paris. Os mais conhecidos são: Armando Monteiro Neto (PTB-PE), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Fernando Gabeira (PV-RJ), Inocêncio Oliveira (PR-PE), João Paulo Cunha (PT-SP), José Carlos Aleluia (DEM-BA), José Genoino (PT-SP), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O “bolsa viagem nacional”

O deputado Fábio Faria (PMN-RN) usou sua cota de passagens para sua ex-namorada Adriane Galisteu e outras dez pessoas viajarem para Natal. Dias depois, foi revelado que o delegado Protógenes Queiroz usou passagens da cota da deputada Luciana Genro (P-SOL-RS). Michel Temer (PMDB-SP) também admitiu ter feito o mesmo. E Otávio Germano (PP-RS) reconheceu que um ministro do TCU voou com sua cota. Três deputados licenciados para ocupar cargos de ministro continuaram usando bilhetes aéreos pagos pela Câmara: José Múcio Monteiro, Geddel Vieira Lima e Reinhold Stephanes.

Férias inesquecíveis

O Senado pagou R$ 6,2 milhões em horas extras em janeiro para mais de 3.800 funcionários. A Câmara pagou R$ 635 mil em horas extras para mais de 600. Tudo isso durante o recesso, quando o Congresso fica vazio.

Sogra fantasma

A sogra de um assessor do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) era servidora fantasma do Senado havia seis anos.

Pagador-geral de salários da União

Pagos pelo Senado, funcionários do senador Adelmir Santana (DEM-DF) trabalhavam para o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM). Já funcionários do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) trabalham para o ministro Hélio Costa.

Pró-doméstica

Pelo menos três deputados pagavam suas empregadas domésticas com dinheiro da Câmara: Alberto Fraga (DEM-DF), licenciado, Arnaldo Jardim (PPS-SP) e José Paulo Tófano (PV-SP).

Serviços pessoais, de casa

Numa entrevista, Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, admitiu que recebe salário do Senado, mas não frequenta o Congresso. Ela afirmou que trabalha de casa fazendo “serviços pessoais” para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Depois de flagrada, pediu demissão.

O vale-jatinho

Em quatro anos, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) usou R$ 469 mil das verbas de passagens para fretar jatinhos. Heráclito Fortes (DEM-PI), Mão Santa (PMDB-PI), Maguito Vilela (PMDB-GO), Mário Couto (PSDB-PA) e Jefferson Praia (PDT-AM) fizeram o mesmo.

Segurança privatizada

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), levou seguranças do Senado ao Maranhão para tomar conta de sua casa. Alegou que a cassação de seu opositor, o governador Jackson Lago, poderia representar perigo.

Celular liberado

O senador Tião Viana (PT-AC) entregou seu celular à filha numa viagem da moça ao México. A conta, paga pelo Senador depois de flagrado, passou de R$ 14 mil.

A mansão de Agaciel

Agaciel Maia, diretor do Senado há anos, escondia da Justiça uma casa em Brasília avaliada em R$ 5 milhões. O mesmo Agaciel, em 2008 fez uma viagem à Europa, onde teve "apoio especial" das Embaixadas (só de diárias em hotéis, calcula-se mais de 24 mil reais). As passagens, estimadas em mais de 39 mil, suspeita-se que tenham sido pagas pela "Viúva" (ver coluna do Claudio Humberto de 2/5/09).
Fonte: recebido por mensagem eletrônica
COMENTO: isso é o que apareceu mais na mídia, só no primeiro quadrimestre. Certamente vem mais por aí.

A Canalhice de um Perdão

por Geraldo Almendra
LEVIANDADE E HIPOCRISIA NOTA DEZ:
Nosso objetivo é promover uma reparação integrada aos perseguidos [pelo regime militar]. É dever do estado reparar o erro cometido no passado, pois é uma questão ética e moral. Uma vez que a anistia não pode ser esquecida pela sociedade.
A frase acima contém a essência da canalhice explícita dos representantes do mais torpe stalinismo que domina as intenções dos traidores do país.
Essa gente de alma sem luz deveria sentir no mínimo vergonha para falar de ética e moralidade como representantes do poder público mais pulha de nossa apodrecida história republicana.
O suborno pela reparação — muitas vezes milionário — para os terroristas, para seus familiares, e para seus cúmplices, sem que benefícios iguais fossem reconhecidos como direito dos que perderam a vida — e para suas famílias — ou lutaram contra o comunismo durante o regime militar, continua sendo uma afronta a todos os mais básicos princípios que fundamentam o exercício de uma verdadeira Justiça no país.
tivemos conhecimento de gente insigne  pelos menos para os canalhas e esclarecidos cúmplices assemelhados — que serviu ao regime militar e agora aceitou receber indenizações ou pensões vitalícias, tudo promovido pelo já milionário advogado e conselheiro das “gangs dos quarenta” e de seus cúmplices. O que é isso entre outras coisas? 
 Reparação ou suborno qualificado, que deveria envergonhar qualquer ser humano minimamente digno e honrado?
Muitos desses beneficiados somem de suas relações sociais, pois, na qualidade de subornados, devem sentir algum constrangimento para curtir publicamente os frutos dessa canalhice que foi a reparação unilateral dos que morreram ou foram prejudicados em suas vidas profissionais em um confronto com os que defendiam ideologias opostas. Contundo, a maioria circula com um largo sorriso rindo dos otários dos contribuintes que pagaram e ainda estão pagando  a fila de beneficiários continua crescendo  por essa absurda sacanagem.
O Estado pede perdão para aqueles que foram torturados. Pedimos perdão às famílias que perderam algum parente. Este é o memorial das vozes que foram caladas. O Memorial de Anistia busca o direito à memória e à verdade, resgatando a importância da luta pela democracia. É a transição de uma política de reconciliação com o nosso passado”.
Diante dessa vontade de reparação leviana e hipócrita porque não constam como beneficiários aqueles que sofreram e lutaram do outro lado?
Respondo:  Porque o que interessa aos comunas terroristas e seus cúmplices é obter a lealdade de formadores de opinião ou de comunidades que possam exercer o papel de “cumpanheiros” da entrega do país nas mãos dos corruptos e prevaricadores corporativistas, pois o projeto de poder perpétuo do petismo exige milhares de militantes calhordas, especialmente esclarecidos patifes e apátridas, para evitar qualquer reação da sociedade contra a hedionda corruptocracia que vigora no país, fantasiada de democracia subordinada aos podres poderes da República dominados pelas “gangs dos quarenta” e seus cúmplices.
Existe uma grande diferença entre reparar danos sofridos e subornar de forma unilateral os que aceitam se vender aos comunistas sem pensar nas famílias dos outros que morreram na mesma luta, só que defendendo idéias opostas.
Cabe também questionar:  Quantos milhões de cidadãos já perderam a vida por força do desvio do dinheiro dos contribuintes para financiar as gangs dos corruptos durante os desgovernos civis?
Bilhões de reais deixaram de ir para a saúde pública, para a educação, para a segurança e para o saneamento.
Quem vai indenizar as vítimas desse genocídio disfarçado de abertura democrática, resultado de um grosseiro erro de avaliação das Forças Armadas, que permitiu a idéia do incentivo à formação de uma liderança de esquerda alternativa, que está se notabilizando por se apresentar como um canalha sem limites, protegido de todos os lados pelos arquivos vivos e dependentes da cumplicidade geral para se manterem fora da prisão, e se revelando um perfeito líder do submundo das relações públicas e privadas, pelo suborno, pela oferta de sinecuras, e por proteção política de atos criminosos.
Cada vez mais nos perguntamos: que sociedade é esta que vivemos?
Enquanto os responsáveis pelo assassinato de militares e civis, e por dezenas de outros crimes cometidos durante o regime militar, posam de forma leviana e hipócrita nos palanques da canalhice da política, seus cúmplices da luta armada e centenas de outros traidores do país recebem fortunas e pedidos de perdão.
Em nome de quem esses patifes estão pedindo perdão de forma unilateral por um conflito que vitimou gente de ambas as ideologias, a do comunismo e a da democracia? Imagina-se que, por estarem no poder público, estejam representando a sociedade!
Estão absolutamente enganados.
Estão, na verdade, representando os mais espúrios interesses dos abutres públicos e privados que estão se alimentado das carniças dos nossos sonhos de vivermos em um país justo e digno, um verdadeira democracia. CANALHAS!
Fonte: ViVerdeNovo

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Irã Executa a Pintora Delara Darabi

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Hoje, no período da manhã, Delara Darabi, pintora iraniana de 23 anos de idade, foi executada na prisão de Rasht (Irã).
Ninguém esperava, pois a pena capital, segundo noticiaram as autoridades iranianas, estava suspensa por dois meses: a execução marcada para 20 de abril passado havia sido suspensa em razão de pressões internacionais e possibilidade de acordo indenizatório com familiares da vítima (forma de extinção da pena de morte).
Uma filha da vítima, Hayedeh Amir-Eftekhari, negou-se a perdoar Delara Darabi: a vítima tinha cinco filhas e Hayedeh era a única a não aceitar trocar a pena capital por sanção indenizatória.
O governo, por seu turno, não concedeu a clemência a Delara Darabi e nem converteu a pena capital em pena de prisão.
O certo é que a pena capital foi suspensa por apenas dez dias. Seguramente para baixar a pressão internacional e evitar fosse o presidente Ahmadinejad hostilizado no discurso de abertura da Conferência da ONU sobre racismo, ocorrida na semana que se seguiu à suspensão da pena capital.
Nem esta sexta-feira, – dia sagrado para os islâmicos xiitas –, evitou a barbárie, ou seja, a efetivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).
Não se tem, ainda, detalhes sobre a forma de execução. Estava previsto, quando ocorreu a suspensão, o enforcamento em local público. E o corpo pendurado em guindaste ficaria em exposição, como sempre acontece.
COMENTO: o presidente iraniano estará no Brasil na semana que vem. Certamente receberá discursos elogiosos tanto de Lula quanto de diversos "paralamentares" de nosso Congresso. Tá tudo dominado!!
Darabi, foi condenada pelo assassinato de uma tia. Ela confessou o assassinato, mas negou-o posteriormente, insistindo que o namorado dela, Amir Hossein, de 19 anos de idade, o havia cometido durante um assalto para roubar o dinheiro da vítima, de 65 anos de idade; e que havia assumido o crime no lugar dele, acreditando que não seria executada por ser menor de idade à época do fato.

Um Manifesto Para as Famílias

por Geraldo Almendra
Estou entregando minha declaração do IR. Na fonte de minha ridícula remuneração anual, depois de 35 anos de trabalho, está registrado o valor que me roubaram para sustentar os patifes que controlam o poder público, isto é, no meu caso e de milhões de aposentados, depois de uma vida de trabalho, enquanto, para um traidor privilegiado — da horda que tomou conta do poder público —, e que passou três dias em uma prisão cheia de mordomias, foi dado o “direito” vitalício de receber bem mais que o máximo permitido para os outros cidadãos e, ainda, com isenção de IR.
A permissão pela sociedade dos esclarecidos para que uma terrorista vinculada às gangues que tomaram conta do poder público — principalmente com o representante maior — venha assumir o controle do país, e o sinal de que o país apodreceu por responsabilidade desses mesmos patifes esclarecidos, e não por culpa do “poveco”, que é como esses mesmos estúpidos se referem às maiores vítimas dos desgovernos civis, que sempre os trataram como massa de manobra através de relações assistencialistas e clientelistas compradoras de votos dos menos favorecidos, assim feitos, por estratégia dos desgovernos civis, que transformaram o processo educacional e cultural dessa mesma massa de manobra em um instrumento de propagação da ignorância e da falta de consciência crítica, mas nunca um instrumento social de crescimento pessoal e profissional.
Durante os desgovernos civis, as esmolas assistencialistas e clientelistas, combinadas com a intencional propagação da ignorância e da falta de consciência crítica — causadas pela falência da educação e da cultura como projeto político de preservação de poder — formaram a sociedade escravizada às oligarquias prostituídas, sendo que estas são motivadas a conviver e contribuir — pela patifaria, pela omissão, pela covardia, ou pela cumplicidade — com a deformação moral e ética condutora dos atos dos corrupto-prevaricadores representantes do Estado Bandido.
A educação de primeira linha, nas melhores escolas — excluindo-se deste contexto as escolas militares , pelo estado de degeneração moral e ética da sociedade provocada pelos herdeiros dos donos do poder público e privado, ao longo dos desgovernos civis, prova que a qualidade dos produtos da educação não está mais vinculada à formação de um cidadão condicionado à luta pela dignidade e justiça social, e sim ao preparo “profissional” para o exercício do poder de forma espúria ou de relações sociais fundamentadas na desonestidade, na leviandade e na hipocrisia.
Estudar nos “São” qualquer coisa, nos estados com maior poder econômico e social, é um status e o caminho preferencial para se tornar um potencial candidato a participar da sociedade ungermangabeira pública ou privada.
A formação cristã das crianças e adolescentes nesses “seletos” ambientes “educacionais” se mostra — pelos resultados sociais dos produtos das melhores escolas — uma grande produtora de esclarecidos patifes e apátridas.
O exercício do politicamente correto pelos esclarecidos demonstra ignorar a essência do valor do conteúdo da educação e da cultura durante o seu processo de formação em todo o ciclo de estudos — geralmente privilegiado —, até os níveis de graduação e pós-graduação, por um simples motivo: a degeneração ética e moral, depois do regime militar, nunca mais foi uma preocupação maior para os núcleos familiares mais esclarecidos, que podem eventualmente protestar, mas não lutam como deveriam contra a prostituição das relações públicas e privadas, aceitando, por omissão ou cumplicidade, e em proveito próprio, conviver com o imoral e com o aético, sem tentar mudar, como deveriam, através da formação familiar dos seus filhos, a podridão dos ambientes corporativistas e sórdidos, públicos e privados.
O que resulta de tudo isso é o medo de perder o caminho do sucesso material, imoral, aético e espúrio, o grande moderador e paliativo da angústia de se sentir um objeto omisso, ou cúmplice, da degeneração moral e ética do país.
Com poucas exceções as famílias herdeiras das oligarquias prostituídas, preparam seus filhos para competir por oportunidades em uma sociedade que, “na falta de alternativas”, coloca em primeiro plano a cumplicidade com a desonestidade em todos os seus matizes, por “lealdade”, omissão, amizade ou subordinação, fazendo dos diplomas do aculturamento social, apenas uma formalidade documental a ser cumprida para subir na pirâmide das ilusões de uma sociedade apodrecida.
Levar vantagem em tudo, sem qualquer dependência à moralidade ou à ética é, cada vez mais, a grande virtude dos patifes esclarecidos, contaminados pelo vírus da degradação humana que se espalha em uma sociedade que foi prostituída pelos desgovernos civis — o VMCC.
Segundo um homem do tipo que transcende — Albert Einstein — “a educação é aquilo que permanece quando alguém esquece tudo o que aprendeu no colégio”, seja porque não foi ensinado ou foi ensinado, mas cedeu lugar à “filosofia” da desvinculação do cidadão com o sentimento de justiça, honra e dignidade, por força de suas ambições de status, materiais, ou financeiras.
O que tem permanecido nas atitudes dos esclarecidos patifes resultou no apodrecimento das relações públicas e privadas a partir do momento que o regime militar, por um erro grosseiro, deixou o país cair nas mãos da canalha da esquerda apodrecida antes de terminar seu dever de casa.
Já algum tempo perdi a elegância para descrever o papel dos patifes esclarecidos na falência moral e ética do país. Não tenho a obrigação de ter algum tipo de respeito com os genocidas de colarinho branco e seus cúmplices que se transformaram em transmissores do hediondo VMCC.
Este manifesto se dirige aos chefes de família — pais e mães — para que lutem desesperadamente e façam com que seus filhos não sejam mais a continuidade do resultado do cultivo “cultural” de ignorantes ou canalhas que irão ser subornados pelos representantes de um poder público-privado, que apresenta nas suas atitudes em um acelerado processo de degeneração moral e ética.
Que as famílias induzam seus filhos a ter a capacidade de dizer NÃO aos cantos da sereia da corrupção e da prevaricação, onde estiverem, ao longo de suas vidas, e sempre lutando por uma sociedade mais digna e justa, através da construção de suas próprias famílias, em que a moralidade e a ética nas relações humanas sejam colocadas como o maior valor de suas vidas.
O sentido da formação familiar precisa ser recuperado e o processo de socialização com seus instrumentos culturais e educacionais, precisa voltar a formar, prioritariamente, verdadeiros cidadãos, e não mais cúmplices ou omissos que aceitem ser representantes dos canalhas que estão transformando nosso país em um antro da degeneração moral e ética, estratégia fundamental do leninismo para a tomada do poder.
A estupidez humana é infinita e teremos, durante os desgovernos dos terroristas, violenta oposição por parte dos medíocres e esclarecidos patifes que, apesar de seus diplomas e cultura, sucumbiram à força da corrupção e da prevaricação das relações públicas e privadas.
Essa gente “culta” e torpe está servindo como legião de soldados da polícia política do petismo para garantir a continuidade do projeto de destruição de nossa pátria que passará pela vontade unilateral do Retirante Pinóquio, às mãos da terrorista Estela.
Fonte: ViVerdeNovo

Pedido de Desculpas

Gen Bda R1 Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira
Amigos, o momento é de reflexão, e, portanto, de pedir esfarrapadas desculpas, seguindo o exemplo do nosso magnífico Ministro da Justiça.
Infelizmente, diante da derrocada da verdade, diante do cinismo e da incúria que nos cercam, peço desculpas em meu nome e, despudoradamente, e com a honra enlameada, pela minha falta de visão, assumo o "mea-culpa" por não ter lutado o bom combate.
Fomos dos tantos Cadetes, que em 31 de Março de 1964, saímos da AMAN, sob o Comando do General Garrastazu Médici, um visionário como nós, para participar da Contra-Revolução.
Pedimos desculpas aos nossos ouvintes e instruendos pelas inúmeras instruções e palestras proferidas enaltecedoras daquele Movimento, e esclarecedoras, acerca das verdadeiras intenções dos que pretendiam à tomada do poder. Lamentavelmente, buscamos plantar naqueles jovens, o repúdio, a prevenção e o temor contra os que, à época, valiam-se de todas as formas para dominarem os países não-comunistas.
Desculpem os que morreram lutando em prol da democracia. Realmente, em sua lembrança, eventualmente, envergonhados, rezamos, mas apenas rezamos e lamentamos.
Desculpem-nos seus pais e entes queridos, a esposa e os filhos dos que tombaram por uma causa perdida. Ingênuos, acreditaram em nós.
Como consolo, podemos afiançar que nós mesmos, acreditávamos em nós e na nossa MISSÃO.
Mil perdões aos feridos, aleijados e perseguidos. Perdoem a nossa incapacidade em prover-lhes, ou aos seus familiares, substanciais reparos financeiros.
Perdoem-nos todos aqueles que foram inoculados com a certeza de que a nossa luta era justa. A cruzada parecia ser contra um inimigo sem face, oculto, que se valia do anonimato, da guerrilha implacável, traiçoeira, da pratica de atentados, assaltos e assassinatos, pois hoje, sabemos que lutávamos contra verdadeiros paladinos. Lutávamos contra verdadeiros guerreiros.
Perdoem-nos pela pobreza de espírito, em não imaginar que o terrorista de ontem, seria o herói de hoje.
Que nos perdoem os que não sofreram qualquer ferimento físico, mas que sentem o coração trespassado pela vergonha, pela decepção, e sofrem a dor da desilusão, da impotência e, hoje, a cada novo dia, constatam que foram enganados.
Amigos, perdoem, do fundo do coração, àqueles que, como nós, os conduziram para a fragorosa derrota.
Pedimos vênia aos que, perseguidos ao longo das ultimas décadas, sob a pecha de "torturadores", têm comido o pão que o diabo amassou.
Por derradeiro, que nos perdoem pela incapacidade e pela impotência em impedir que no futuro bebam o fel do cálice do infortúnio, que, certamente, ainda irão beber.
Brasília, DF, 30 de abril de 2009
Fonte: Ternuma,
citado em A Continência.
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Vítimas do Terrorismo - Maios

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Neste maio de 2009, reverenciamos a todos os que, em maios passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
31/05/68 – AILTON DE OLIVEIRA (Guarda Penitenciário - RJ)
O Movimento Armado Revolucionário (MAR), montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que uma vez libertados deveriam seguir para região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”.
No dia 26/05/68 o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, dentro de um pacote, três revólveres calibre 38 que seriam usados pelos detentos durante a fuga. Às 17:30 horas os subversivos, ao iniciarem a fuga foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Os guardas foram feridos pelos presos em fuga, sendo que Ailton de Oliveira veio a falecer cinco dias depois, em 31/05/68.
Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light, João Dias Pereira que se encontrava na calçada da penitenciária.
O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Bioen Capitani
08/05/69 – JOSÉ DE CARVALHO (Investigador de Polícia – SP)
Atingido com um tiro na boca, durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte.
Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini.
Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.
08/05/72 – ODILO CRUZ ROSA (Cabo do Exército – PA)
Morto na região do Araguaia, quando uma equipe comandada por um Tenente e composta ainda, por dois Sargentos e pelo Cabo Rosa, foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira.
Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.
Julgando que o Cabo Rosa estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e os dois Sargentos retiraram-se para Xambioá, a procura de atendimento médico. Lá souberam, através de um mateiro, que o Cabo Rosa tinha sido morto e que “Oswaldão” dissera aos habitantes da região que permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até que ele apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo.
Foi formada uma patrulha com a missão de localizar e resgatar o corpo do Cabo Rosa.
A patrulha cumpriu sua missão, sem ser molestada pelos guerrilheiros comandados por “Oswaldão”.
09/05/69 – ORLANDO PINTO SARAIVA (Guarda Civil – SP)
Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti.
Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
27/05/69 – NAUL JOSÉ MONTAVANI (Soldado PM – SP)
Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP.
Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbisier, metralharam o soldado Naul José Montovani que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo que acorreu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.
02/05/70 – JOÃO BATISTA DE SOUZA (Guarda de Segurança - SP
Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e mais Eduardo Leite (Bacuri) pela Resistência Democrática (REDE) assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.
10/05/70 – ALBERTO MENDES JÚNIOR (1º Tenente PMESP – SP)
Nos dias 16/04/70 e 18/04/70 foram presos no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações comunistas que seguia a linha cubana.
Ao serem interrogados os dois informaram que desde janeiro/70, a VPR, com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas, na região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no Estado de São Paulo, sob o comando do ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca.
No dia 19/04/70, tropas do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram deslocadas para a área, para verificar a autenticidade das declarações dos dois militantes presos e neutralizar a área, prendendo, se possível os seus 18 ocupantes.
No início de maio/70 uma parte da tropa da Polícia Militar foi retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto Mendes Júnior. Com 5 anos de Polícia Militar, o Tenente Mendes era conhecido, entre os seus companheiros, por seu espírito afável e alegre e pelo altruísmo no cumprimento das missões. Idealista, acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado se seus subordinados.
No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por Carlos Lamarca, que estavam numa pick-up, ao pararem num posto de gasolina em Eldorado Paulista, foram abordados por policiais que, imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos terroristas que ocupavam a pick-up e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.
Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristas que estavam armados com fuzis FAL enquanto que os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando urgentes socorros médicos.
Um dos terroristas, com um golpe astucioso, aproveitando-se daquele momento psicológico, gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega desgarraram-se do grupo e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente Mendes pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima ficaram vigiando o prisioneiro.
Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do Oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.
Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no local, onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado, em segredo, pelos agentes do DOI pois os companheiros do Tenente queriam linchar Ariston.
Dos cinco assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que:
Carlos Lamarca, morreu na tarde de 17/09/71, no interior da Bahia, durante tiroteio com o DOI/CODI/6ª RM; embora tenha desertado no posto de capitão, por lei especial, sua família recebe a pensão de coronel.
Yoshitame Fugimore, morreu em 05/12/70, em São Paulo, durante tiroteio com o DOI/CODI/IIEx;
Diógenes Sobrosa de Souza, preso em 12/12/70, no RS. Em novembro de 71 foi condenado à pena de morte (existia na época esta punição para os terroristas assassinos, que nunca foi usada). Em fins de 1979, com a anistia foi libertado;
Gilberto Faria Lima, fugiu para o exterior.
Ariston Lucena, após a anistia foi libertado e teria se suicidado, recentemente, no RS.
Todas as famílias dos terroristas assassinos, inclusive a de Carlos Lamarca receberam uma grande indenização em dinheiro.
O Tenente Mendes, promovido após sua morte, por bravura, ao posto de capitão, deixou para sua família a pensão relativa a esse posto. Sua família, que nunca ganhou nenhuma indenização dos governos federal e estadual, tem problemas psicológicos até hoje. Seus pais não se conformam em ter único filho sido assassinado de forma brutal, por bandidos sempre tão endeusados pela nossa mídia.
10/05/71 – MANOEL SILVA NETO (Soldado PM – SP)
Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.
14/05/71 – ADILSON SAMPAIO (Artesão – RJ)
Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA