terça-feira, 25 de agosto de 2009

"A Casa Caiu!!" ou "Como Desmentir um General!"

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O blog Coturno Noturno publicou um post a ser lido com atenção.
Trata sobre o sistema de segurança presidencial, mais especificamente sobre o sistema de monitoramento do acesso ao Palácio do Planalto, instalado a partir do início de 2006 e no qual foram gastos mais de três milhões de reais. Repito: mais de três milhões de reais.
Transcrevo parte de notícia de dezembro de 2005, referenciada no blog citado:
O novo sistema custará R$ 3,242 milhões, de acordo com o resultado da licitação, que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Dos R$ 3,2 milhões, cerca de R$ 1 milhão é empregado na instalação das câmeras fixas e móveis e das 30 estações de monitoramento. Os outros R$ 2,2 milhões serão para a aquisição e instalação de pelo menos 18 catracas, 51 novas portas com alarmes e bloqueios, 35 mil cartões, 176 leitoras para o controle de acesso de visitantes e carros.
De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, "a implantação de tal sistema permitirá um controle efetivo de áreas externas e comuns e ainda o controle de acessos de pessoas e veículos, com redução dos riscos e diminuição da ocorrência de incidentes, por intermédio da aplicação de recursos de segurança online, com armazenamento de imagens e eventos".
Vale a pena conferir os textos do editor e da licitação, com os detalhes relativos às especificações técnicas do equipamento instalado.
Confira, clicando aqui.
Bem diz o adágio: "Curió que se mistura com João-de-barro termina como ajudante de pedreiro".
O GSI, composto em sua grande maioria por militares, não deveria ter assumido a responsabilidade de dar sustento a mais uma mentira deslavada proposta por Franklin "Goebbels" Martins. E agora Jorge, digo, José? Ou seria Joseph??
Que pena ter que publicar isto ainda no dia 25 de agosto!!!
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SPT: Serviço de Proteção ao Terrorismo

por Arlindo Montenegro
Durante a 19º reunião da "Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado", em audiência pública, as autoridades do alto escalão da inteligência nacional, revelaram aos deputados como se estão organizando estrategicamente ... para deter ações terroristas no território nacional. Um detalhe: as nossas leis não definem o que é terrorismo.
Toda a ação é comandada pelo Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e pelo Gabinete de Segurança Institucional. Se a ação depender do Ministério da Justiça, estamos ferrados! Foi o Gen Felix, quem informou que, num encontro com um assessor do ministro Genro, ouviu “Se você faz legislação anti terror, você atrai terror”. Não é o fim da picada? Se não há legislação, não se implementam os recursos nem se formam e treinam equipes para este trabalho vital.
O Gen Felix respondeu ao assessor do ministro: “Pois, então, reze a Deus para que nada aconteça e não sejamos pegos, sob esse aspecto, de calça curta”. Daí por diante, por mais de 6 anos, o governo nem se mexeu para organizar a área de inteligência e ação anti terrorista. Não se sabe o que o governo identifica como terrorismo! Criou-se um “núcleo” de ação formado por uns gatos pingados, alguns profissionais da área que trocam e consolidam informações.
E o que os move é “mesmo que apareça algum problema, vamos resolvê-lo — essa é uma atribuição e uma competência nossa — e não vamos admitir que o problema existiu”. Esta é a política de segurança contra terrorismo: ação de uns gatos pingados, profissionais competentes, sem nenhuma retaguarda, sem a necessária estrutura de apoio do governo.
Devido a essa política, para não ferir os amigos do núcleo radical esquerdista do governo, não admitem a existência de treinamento, viagens, “expropriações” (roubo, assalto a bancos feitos por radicais de esquerda), não admitem a presença de grupos de exilados políticos (ex guerrilheiros africanos) atuando nas favelas do Rio junto aos traficantes, não admitem a presença e livre trânsito das FARC e personalidades extremistas do mundo islâmico.
Sabem que esses grupos disputam o domínio de algumas áreas das “comunidades” mantendo “um relacionamento bastante íntimo — com o crime organizado, narcotráfico, tráfico de armamento e coisas do tipo, mas, (...) a situação se restringe à área da criminalidade mesmo (...) uma situação já presente desde os anos 90, em nosso País, que é a reincidência com a qual algumas pessoas militam dentro de um extremismo de esquerda muito fora de moda, principalmente nos anos 90 e na virada do século.”
Resumindo, circulam em nosso território, transitam em nosso território, recrutam militantes, mandam para treinamento no exterior, captam recursos para a manutenção assaltando bancos, fazem tráfico de armas e drogas, organizam militarmente (com experiência guerrilheira) os bandidos nas “comunidades”, casam com brasileiras e adotam filhos para obter visto permanente (com documentação falsa) ...
Tudo com o conhecimento dos “companheiros” que não os consideram terroristas, nem mesmo quando matam (latrocínio), seqüestram juízes, delegados e cidadãos. Nem mesmo quando fazem do nosso território a base para o comando de ações que destroem propriedades e matam pessoas em outros países.
Os profissionais da Inteligência brasileira, concluem que: “Tanto no imaginário da população como nos níveis políticos mais elevados ou intermediários há muita dificuldade de percepção de que o terrorismo realmente pode vir a constituir, e já é, uma ameaça ao nosso País (...) há razões para acreditar que o terrorismo internacional é uma ameaça em potencial ao País”.
Na ata da audiência pública da “Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado”, se pode ler: “na Conferência Interamericana realizada em Lima, em 1996, o Brasil assumiu o compromisso de introduzir na sua legislação a tipificação de atos terroristas”. Mas até hoje, 13 anos depois, o Brasil reluta em definir atos terroristas e em tipificar esse tema.
Como não tipificamos, como não queremos comprometer “companheiros” ideologicamente alinhados às altas autoridades, se essas pessoas, não infringirem as leis brasileiras, “entram e saem livremente do nosso País”.
“Enfrentamos o terror com base na teoria jurídica dos crimes conexos... neutralizamos a ação de algumas pessoas que tinham um viés extremista, notadamente no campo religioso e islâmico. Sendero Luminoso, das FARC, organizações que, pela nossa postura política e diplomática, não consideramos terroristas” ... são “companheiros”, não é verdade?
Finalmente, na tríplice fronteira, quem manda hoje, são as tríades chinesas. Tudo gente fina! No mais temos um tratado com a Bolívia para importar 21 milhões de produtos têxteis, enquanto a Polícia apreendia mais de 100 kg de cocaína nos fardos de roupas “importadas” e Mister Lula aparecia ostentando um belo colar feito com folhas de coca. No nordeste, bandos de modernos "cangaceiros", assaltando bancos com armas pesadas e agindo que nem guerrilheiros!
O estalinista e revolucionário Ministro da Justiça declarou (Canal Livre, Band, 23 de Agosto) que só nos restam 3 saídas: revolução (aquela que os militares abortaram no passado), golpe de estado (que seria da esquerda para manter Lula no comando ou outro aloprado) ou reforma da constituição (para legalizar o poder totalitário, que nem na Venezuela, no Equador). E viva o Foro de São Paulo! Viva a União das Repúblicas Socialistas da América Latina! Concorda?
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: já vimos esse tipo de "vacilação" na história brasileira. Quem leu o brilhante livro "A Verdade Sufocada" do Cel Ustra, percebe o mesmo tipo de "indecisão" governamental precedendo os acontecimentos de 1964. Quem viveu aquela época lembra disso! Nas páginas 206 e 208 da obra citada, podemos verificar como a "descrença" a respeito da gravidade da situação dificultava ações que poderiam ter "cortado o mal pela raiz". No dito popular militar: "o que mata são o excesso de iniciativa (imprudência), a burrice (falta de conhecimento ou imperícia) e o cagaço (omissão ou negligência, proposital ou motivada pelos motivos anteriores)". No presente caso, eu acrescentaria a conivência.
ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM: é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

Dia do Soldado

Por Cel Hiram Reis e Silva, 25 de Agosto de 2009
"Ser soldado é uma profissão de fé. A grande maioria dos militares, quando ingressa na carreira, não é levada por nenhum outro motivo que não o de servir à pátria. Os vínculos que os prendem ao seu país e à sua gente são de tamanha profundidade que, para eles, o ato de ser soldado vai muito além de simplesmente vestir uma farda e cumprir com as obrigações decorrentes da vida na caserna. O soldado tem no seu elenco de valores um profundo sentimento de interação com a pátria, que é essencialmente dinâmico e começa no compromisso de colocar todo seu potencial intelectual e físico inteiramente ao serviço dela, culminando com o juramento solene de defendê-la com o sacrifício da própria vida”.
(Gen Bda R1 Flávio Oscar Maurer)
25 de agosto é o dia consagrado ao soldado brasileiro, o cidadão fardado, cuja nobre missão é a defesa da pátria e das instituições nacionais. A escolha do dia 25 de agosto como Dia do Soldado foi uma justa homenagem ao maior soldado-estadista do nosso país, Luiz Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias que, em 1803, nascia na cidade de Estrela, no Estado do Rio de Janeiro. Não poderia deixar de neste dia, em homenagem aos irmãos de armas, rememorar, um artigo que publiquei, no dia 11 de maio do ano passado, e que deve, por sua atualidade, mais que nunca, ser relembrado.

- Carta de Julia Lopes de Almeida, a um soldado brasileiro:
“Até há dias, tu eras um brasileiro apenas. Hoje és um ‘soldado brasileiro’. Perante Deus, que lê na minha alma e conhece as minhas ações, posso erguer minha humilde cabeça, convicta de que cumpri o meu dever de brasileira, criando-te em condições de fazer de ti um patriota. Esse amor que deves à tua Pátria, meu filho, deve ser, tem de ser semelhante, na capacidade de sacrifício e abnegação, ao amor que tenho por ti. O amor patriótico só é comparável ao amor maternal.
Cada fraca mulher está pronta a dar a vida por seu filho; cada homem deve estar sempre preparado para dar a vida pela sua Pátria. A nenhum outro amor ele pode comparar-se porque todos os amores estão na dependência da inconstância, do capricho, do prazer, do ciúme. Porém, o amor da Pátria não conhece restrições, não admite fadiga e se sobrepõe a todas as considerações do egoísmo e dos baixos instintos humanos. Ama tua Pátria sobre todas as coisas, pois que nada serias mais do que um pária, se a Pátria não fizesse de ti um cidadão, se ela não te houvesse concedido, na comunidade humana, o nobre direito de ser alguém sobre a terra e se não tivesse te dado a família imensa e poderosa dos teus concidadãos. Para ser um digno soldado, não basta, porém, que a tua coragem e a tua dedicação estejam incondicionalmente ao serviço do nosso querido Brasil, que foi o nosso berço e que, espero de Deus, abrigará os nossos restos mortais, para serem dissolvidos e integrados na beleza da terra brasileira. Não, meu filho; não basta coragem, não basta o amor. É preciso, também, que, sendo tu um soldado, tenhas o culto apaixonado da honra, a consciência imaculada e que professes a religião varonil do cavalheirismo. Não abuse da tua força contra os fracos. Não desampares nunca a inocência.
Assim serás o digno soldado de uma pátria magnânima, que nunca fez guerra senão para desafrontar sua dignidade. Durante vinte anos, tu te curvaste reverente diante de mim, beijando a mão que te acariciou e te guiou. Hoje sou eu que me inclino, respeitosamente diante de ti,porque tu és um SOLDADO BRASILEIRO, porque tu representas uma partícula da Pátria, da sua coragem, da sua honra e da sua força."
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E-mail: hiramrs@terra.com.br
Recebido por correio eletrônico

Protesto

Mais de 10 funcionários da Receita Federal colocaram os cargos à disposição nesta segunda-feira em protesto às exonerações de dois assessores ligados à ex-secretária Lina Vieira. Entre os funcionários estão cinco superintendentes regionais, coordenadores, além do subsecretário de Fiscalização, Henrique Jorge Freitas da Silva.
Hoje, o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, exonerou os assessores Alberto Amadei Neto e Iraneth Maria Dias Weiler. As exonerações foram publicadas nesta segunda-feira pelo Diário Oficial da União.
Amadei Neto era assessor de Lina e Iraneth, chefe de gabinete da ex-secretária. A Folha apurou que Lina Vieira foi demitida no dia 9 de julho, entre outros motivos, por não ter atendido a uma série de pedidos políticos. Cartaxo assumiu seu lugar.
Leia abaixo a íntegra da carta enviada pelos demissionários a Cartaxo:
"Senhor secretário:
Tendo em vista os últimos acontecimentos relacionados com a alta administração da RFB — a começar pela forma como ocorreu a exoneração da ex-secretária Lina Maria Vieira, passando pelos depoimentos realizados no Congresso Nacional, e as recentes notícias veiculadas pela mídia nacional, denotando a clara e evidente intenção do Ministério da Fazenda de afastar outros administradores do comando da Receita Federal — e considerando que essas medidas revelam, sem dúvida, uma clara ruptura com a orientação e as diretrizes que pautavam a gestão anterior, nós, subsecretário de Fiscalização, superintendentes e coordenadores abaixo relacionados, declaramo-nos impossibilitados de continuar participando da atual administração da RFB.
Em que pese V. Sª ter cumprido um papel importante na administração anterior, os referidos fatos revelam uma ruptura no modelo de gestão, tanto no estilo de administrar, quanto no projeto de atuação do órgão, que nos motivou a compor a equipe da RFB.
Somos servidores públicos de Estado e pautamos nossa vida funcional pelos princípios da ética, da impessoalidade, da legalidade e da moralidade. O que nos trouxe para a administração da RFB foi a crença na possibilidade de construção de uma instituição mais republicana, com autonomia técnica e imune às ingerências e pressões de ordem política ou econômica. Nesse sentido, seria desnecessário destacar o nosso desapego a cargos comissionados, pois o nosso compromisso se prende a projetos que privilegiem o interesse público.
Compreendemos que a administração comandada por V. Sª pode e deve assessorar-se de quadros que tenham o perfil técnico e administrativo mais adequado às novas diretrizes que serão implementadas, e a nossa decisão deve ser compreendida como uma contribuição para facilitar a composição de sua equipe, considerando esse perfil.
Reafirmamos, ainda, o nosso compromisso com a instituição, com a Justiça Fiscal e com a sociedade brasileira, e esperamos que a nova gestão:
— mantenha e aprofunde a política de fiscalização que vem sendo implementada com foco nos grandes contribuintes;
— preserve a autonomia técnica da RFB na solução de consultas e de divergências de interpretação;
— não tolere qualquer tipo de ingerência política no órgão;

— apoie as propostas de revisão e alteração de atos normativos e infra-legais que visam promover maior racionalidade administrativa, mediante a descentralização do processo decisório e o resgate da autoridade dos auditores-fiscais, entre os quais destacam-se:
  • (a) revisão de competências na aduana;
  • (b) edição de novo decreto para regulamentar os procedimentos fiscais e a requisição de movimentação financeira;
  • (c) revisão das competências decisórias constantes do Regimento Interno;
  • (d) revisão ou revogação de outros atos normativos (tais como a IN que disciplina a consulta fiscal e a revogação da portaria da "mordaça");
— dê continuidade ao processo de unificação efetiva dos fiscos fazendário e previdenciário;
— dê continuidade às ações de fortalecimento da cooperação e integração dos fiscos;
— dê continuidade às ações de fortalecimento da Aduana;
— dê respaldo às Superintendências para manter os projetos de mudança em andamento; e
— administre a RFB de forma participativa e descentralizada.
Por fim, sr. secretário, queremos ressaltar que é por lealdade à instituição a que servimos que tomamos esta difícil decisão. Não podemos permanecer administradores, detentores de cargos de confiança, quando sabemos que hoje é diverso o contexto político-institucional que nos motivou a assumirmos os postos de gerência em nossa Casa, e que não mais subsiste, de parte a parte, a necessária sintonia que justificaria a nossa permanência na gestão.
Atenciosamente,
Altamir Dias de Souza, Superintendente da RFB na 4ª Região Fiscal
Dão Real Pereira dos Santos, Superintendente da RFB na 10ª Região Fiscal
Eugênio Celso Gonçalves, Superintendente da RFB na 6ª Região Fiscal
Fátima Maria Gondim Bezerra Farias, Coordenadora-Geral da COCIF
Frederico Augusto Gomes de Alencar, Coordenador-Geral da COCAJ
Henrique Jorge Freitas da Silva, Subsecretário de Fiscalização
José Carlos Sabino Alves, Superintendente-Adjunto da RFB na 7ª Região Fiscal
Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega, Superintendente da RFB na 3ª Região Fiscal
Luiz Sérgio Fonseca Soares, Superintendente da RFB na 8ª Região Fiscal
Luiz Tadeu Matosinho Machado, Coordenador-Geral da COSIT
Marcelo Lettieri Siqueira,  Coordenador-Geral da COGET
Rogério Geremia, Coodenador-Geral da COFIS."
Fonte: Folha Online,
citado em Resistência Democrática
COMENTO: é uma boa demonstração, não de corporativismo, mas de desapego a cargos e suas sinecuras. Um bom exemplo que deveria ser seguido por outros servidores do Estado que, desde o desgoverno de FHC, o pavão metido a príncipe, vêem sua instituição ser corroída pelo descaso e antigos companheiros serem atacados covardemente pela canalha revanchista, sem tomarem uma atitude digna.

Falsificações da História — O Soldado Brasileiro e a Contra-revolução de 64

"Quem domina o passado, domina o presente; quem domina o presente, domina o futuro".
George Orwell, "1984"
O Dia do Soldado é uma ocasião propícia para retomar o tema das Falsificações da História. Cada vez que este dia se aproxima a mídia chapa branca revira os "porões da ditadura" em busca de novos embustes. A principal trapaça deste ano de 2007 foi uma série de reportagens do jornal O Globo, do Rio, intitulada "Os brasileiros que ainda vivem na ditadura". 
A extensa matéria focaliza a verdadeira ditadura exercida pelos narcotraficantes e as milícias sobre a população mais pobre do Rio de Janeiro, particularmente os favelados. No próprio texto são feitas comparações com os "terríveis anos de chumbo", mas o must vem no final: um encarte diário, mais ou menos longo, com testemunhos das "vítimas indefesas da ditadura militar".
Traduzindo: subliminarmente equiparam os soldados aos bandidos! 
Possivelmente a História, como a conhecemos, tenha sido aqui e ali falsificada, de forma voluntária ou não. Seja por interesse de ocultar ou acrescentar alguma coisa ou por distorção involuntária, seja por se tratar de registro de relatos orais muito antigos já modificados no próprio tempo, o caso é que os documentos históricos nem sempre apresentam os fatos como eles realmente ocorreram. O estudioso de história deve contar com estas possíveis deturpações, principalmente no que toca a relatos de períodos muito antigos, aos quais as teorias não podem mais ser testadas nem a História pode encontrar uma sólida fundação em fatos.
No entanto, os historiadores antigos, sinceros e de certa forma ingênuos, jamais poderiam imaginar que a falsificação da História se transformasse num ofício, numa arte espúria, exercida sistematicamente por milhares de escribas selecionados por autoridades que necessitam manipular os conhecimentos sobre o passado para, seletivamente, expurgar o que lhes retiraria legitimidade ou revelaria suas atrocidades. Pois isto aconteceu exatamente no século em que o crescimento exponencial da capacidade de armazenamento de documentos históricos parecia indicar um futuro promissor para esta bela arte. Desde o golpe de Estado bolchevista na Rússia em 1917 a criação de uma nova História, de novas "verdades", vem ocupando lugar de destaque na estruturação dos departamentos de desinformação comunista. Ironicamente, Orwell chamou a repartição que tinha esta função em Oceania de Ministério da Verdade.
Basta olhar quem hoje está no poder político no Brasil para perceber que são os derrotados militarmente em 64, os herdeiros dos bolchevistas, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas orientações de Féliks Dzerzhinsky, o mestre da desinformação e fundador da primeira polícia secreta bolchevista — a Tcheka — passaram a escrever grande parte da História, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV. Tornaram-se "donos" dos significados das palavras. Temos hoje muito mais mitologia induzida do que história ocorrida. É trabalho para décadas — se houver liberdade para tanto — desfazer todos os mitos dos chamados "anos de chumbo". Mas o tempo funciona a favor dos trapaceiros, pois dentro de alguns anos não existirá mais ninguém das gerações que viveram a vida adulta naqueles tempos, hoje já acima dos sessenta. Contam com o tempo para completar o verdadeiro genocídio da História: a morte dos que a conheceram vivamente. E a verdade sumirá se não for tentado algo para salvá-la. Tento fazer a minha parte contando o que vivi.

AS OPÇÕES POLÍTICAS NA DÉCADA DE 60
Uma das maiores distorções é o mito de que soldados maldosos, aliados à "burguesia" nacional "ameaçada em seus privilégios" — e subordinados às demandas maquiavélicas dos Estados Unidos — resolveram abortar pelas armas a política conduzida por um governo legítimo e que atendia aos "anseios populares". Em primeiro lugar, esconde-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina tinha virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis — do qual é proibido falar! — e a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas, formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta "cabeça de ponte" aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do governo legitimamente eleito da Venezuela, país-chave pela produção petrolífera. O próximo objetivo estratégico era o Brasil, país imenso, já em fase inicial de industrialização e cujas Forças Armadas representavam um poderoso obstáculo à penetração comunista no Continente.
25 de agosto de 1961, a renúncia de Jânio Quadros marca um momento importante. O Vice, João Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria comandar o processo de "reformas sociais" tão logo assumisse. Os Ministros Militares e amplos setores civis se opuseram à posse de Jango por suas notórias ligações com a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército, Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve à beira da guerra civil. A Força Aérea chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade! E lá estava eu, "comandando" uma mesa em plena rua na cidade de Rio Grande-RS, a uns 4°C, com uma lista de assinaturas para quem quisesse "pegar em armas pela legalidade", atuando em conjunto com membros do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se acalmou, mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável, o país retorna ao Presidencialismo.
Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais hoje quase nada se ouve, porque não tinha idade e, portanto, não era confiável. No início dos anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação Popular", que previa a instalação de um governo socialista cristão no Brasil. Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base. Só vim a ter contato com ele através de Duarte do Lago Brasil Pacheco Pereira (um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto de 65, quando, ocupando uma Vice-Presidência da UNE, eu já era mais "confiável". O documento, que era obviamente o produto de uma luta interna na esquerda mundial, defendia a luta em três etapas: reivindicatória (movimentos populares, greves); política (início das guerrilhas no campo, como na China e Vietnam) e ideológica (a formação do Exército Popular de Libertação). Contrariava a teoria do foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray.
O MASTER (nome do MST da época), do Brizola, invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio, em Camaquã) e as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, com apoio explícito do Governador Arraes, no Nordeste. A CGT, (presidida por Dante Pelacani) e a UNE (José Serra) propunham abertamente um golpe com fechamento do Congresso. Armas tchecas começaram a surgir. O ano de 1963  foi uma agitação só. O movimento estudantil, do qual posso falar, estava dividido entre a Ação Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles tempos dificilmente pode imaginar o nível de agitação que havia por aqui. O re-início das aulas em março de 64 praticamente não houve.
Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina, com o último Ministro da Educação do Jango, Sambaqui, no início de março, ele nos revelou que tudo começaria com o comício marcado para o dia 13, em local proibido para manifestações públicas (em frente ao Ministério da Guerra) já em desafio aberto e simbólico à lei, seria continuado pelo levante dos sargentos do Exército e da Marinha — formando verdadeiros soviets — e pelos Fuzileiros Navais em peso, comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão. Pregava-se a subversão da hierarquia e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já programado discurso de Jango no Automóvel Clube do Brasil. A pressão final sobre o Congresso seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas de base", seria fechado com pleno apoio popular. 
Na mesma época, participei de uma ação comandada por um agitador da Petrobrás e da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num discurso na Prefeitura, declarou que a República Socialista do Brasil estava próxima. As ocorrências de março só confirmaram a conspiração acima mencionada. No comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento do Congresso se não aprovasse as tais "Reformas de Base" (na lei ou na marra) — ninguém me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que os comunistas já estavam no Governo, só faltava tomarem o Poder. 
Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou de uma ditadura ao estilo peronista, chefiada por Jango. As passeatas civis — as Marchas da Família com Deus pela Liberdade — estavam nas ruas exigindo o fim da baderna e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia esperar que Jango desse o golpe para depois tirá-lo, me parece uma ideia legalista infantil, pois então teria que ser muito mais cruento. Foi, na verdade, um contra-golpe cívico-militar preventivo. 

PARTICIPAÇÃO DOS EEUU
Outro mito é sobre a participação americana no "golpe" de 64. Chamada de "Operação Thomas Mann" (nome do então Secretário de Estado Adjunto para a AL) não passa de uma mentira baseada em documentos forjados pelo Departamento de Desinformação através da espionagem Tcheca. Quem montou a operação foi o espião Ladislav Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro "The KGB and Soviet Disinformation: An Insiders View", Pergamon-Brasseys, Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações, "A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas". Outra fonte é o livro de Phyllis Parker "Brazil and the Quiet Intervention: 1964", Univ of Texas Press, 1979, onde fica claro que os EEUU acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o país entrar em guerra civil. Entretanto, não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do "golpe" de 64. Embora as revelações tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada publicou a respeito não permitindo que a opinião pública tomasse conhecimento da mentira que durante anos a enganou. Apenas a revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria "O Fator Jango" de autoria de João Gabriel de Lima, onde este assunto é abordado. Recentemente (3/7/2007), O Globo publicou com grande estardalhaço documentos que eram conhecidos desde 31 de março de 2004, aos 40 anos do movimento, quando a CIA desclassificou documentos da época que revelam um grande interesse da Casa Branca, do Departamento de Estado e da CIA no que estava por ocorrer no Brasil. Qual o interesse de "revelar" documentos já conhecidos há mais de três anos como se novidade fosse? Não sei, mas é mais uma peça de desinformação, pois o que demonstram é que havia planos para apoiar o movimento cívico-militar, o que já era sabido por todos que viveram aqueles tempos ou se interessaram em estudar.
A LUTA ARMADA E O AI-5 
Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas se levantaram em armas contra o "endurecimento da ditadura" através do Ato Institucional nº 5, 12/68. A UNE, foco permanente de agitação esquerdista ficou acéfala com a fuga para o exterior do Presidente eleito em 1963, José Serra, hoje Governador de São Paulo e foi extinta pela Lei Suplicy (Lei nº 4.464, de 9/11/64). No mesmo ano, Alberto Abraão Abissamara, Presidente da UEE da Guanabara, tomou conta dos arquivos que sobraram e convocou um Congresso para julho de 1965 que veio a ser realizado no Centro Politécnico em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o que impediu minha ida ao Congresso da União Internacional de Estudantes na Mongólia, onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento da violência revolucionária na AL. Quando retornei ao Rio a Diretoria eleita naquele Congresso estava dissolvida só restando o Presidente, Antonio Alves Xavier, o Primeiro Vice, José Fidelis Augusto Sarno, Altino Dantas e eu. O primeiro estava tomado de uma megalomania revolucionária que fez com que nos afastássemos dele e Altino tomou seu lugar. Eu pensei que seria impossível levar avante a tarefa. Como me afastei, só vim a saber bem mais tarde que a missão que seria minha naquele Congresso da UIE era de denunciar o "reformismo e a conciliação" daquela entidade com os "imperialistas". A denúncia foi feita e há notícias de que 13 delegações se retiraram do Congresso, entre as quais a delegação da UNE, a chinesa, a cubana e uma delegação norte-americana, o que foi confirmado por Carlos I. Azambuja.
NOS "PORÕES DA DITADURA" 
Fui preso pelo DOPS e encaminhado ao 23º Batalhão de Caçadores, em Fortaleza, onde permaneci durante dois meses. A única tortura a que fui submetido foi permanecer este tempo todo incomunicável. Fisicamente jamais me tocaram, pelo contrário, fui bem tratado, inclusive em função de uma diarreia inicialmente verdadeira e artificialmente "prolongada" por mim, passei a comer do cassino de oficiais. Vale recordar dois episódios, um hilário e outro que guardo com gratidão.
Terminado o IPM eu poderia sair do quartel mas como estava por chegar um Promotor do Superior Tribunal Militar para me re-inquirir para a instrução do processo junto ao STM, o encarregado do inquérito, Major Edísio Facó, sugeriu que eu ficasse no quartel entre os toques de recolher e o de alvorada. Criou-se um impasse: como ficariam meus pertences durante minha ausência? Na época eu estava no xadrez da Enfermaria e o Sargento encarregado encontrou a solução: trancou o cadeado e entregou-me a chave! Que eu saiba fui o único prisioneiro da história a ter a chave da cela! 
O outro episódio se deu porque, apesar da incomunicabilidade, consegui que um soldado que terminara sua pena passasse um cabograma para meu pai avisando que eu estava preso. Meu pai era maçom tendo galgado todos os postos dentro da Ordem, menos o de Grão-Mestre. Mas o Grão-Mestre do Rio Grande do Sul era muito amigo e comunicou-se com o do Ceará, Sr. José Ramos Torres de Melo que foi me visitar sem poder falar comigo a não ser através do Chefe da S2 e quando saí tratou-me com um pai, emprestou-me a quantia que eu precisava para retornar ao Sul sem me permitir sequer passar um recibo — "entre irmãos isto não é necessário, sei que seu pai me pagará". Muitos anos depois, já nesta luta "do outro lado", vim a saber que se tratava do pai do General Francisco Batista Torres de Melo, Presidente do Grupo Guararapes.
DE VOLTA 
De 66 — ano da Conferencia Tricontinental de Havana e da fundação da Organización Latino Americana de Solidaridad (OLAS) — a 68 participei, no Sul, das intensas discussões clandestinas sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI-5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP "rachou", eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada. Logo depois, mudou o nome para Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava previsto no citado documento secreto desde 63/64. Como vários autores mais credenciados já têm se manifestado sobre isto, não vejo necessidade de mais para deixar claro que o AI-5 não passou de uma reação ao incremento das atividades revolucionárias, e não o oposto, como reza a "história oficial". 
Um outro fator a influenciar minha decisão de sair foi quando, numa reunião do "Comando Zonal Sul/RS", discutia-se o caso de um militante recém "ampliado" que, por força de nosso apoio tornara-se Presidente de um importante Centro Acadêmico e dava mostras de "fraqueza ideológica" e independência de pensamento. Passou-se a discutir se num processo revolucionário aberto, que estava em preparação, alguém teria coragem de matar um "companheiro" ou ao menos dar a ordem para isto. Eu disse que teria coragem de dar a ordem. No momento, até a mim mesmo pareceu uma bravata, mas, mais tarde, pensando comigo mesmo fiquei horrorizado com a possibilidade de chegar a um ponto em que isto se tornaria inevitável: numa situação plenamente revolucionária pode chegar o momento do "ou ele ou eu". Isto aconteceu em final de 1967; logo em janeiro de 1968 fomos informados das preparações para a "luta armada contra a ditadura". Era a hora de dar o fora, o que fiz não sem sofrer ameaças por parte de meus antigos "companheiros". 
Anos depois, ao re-encontrar a esposa de um antigo "companheiro", ela me contou que o mesmo tinha passado para a clandestinidade tornando-se um revolucionário profissional. Ela o acompanhara até o momento em que ele lhe mostrou a "necessidade revolucionária" de estar disponível para satisfazer sexualmente outros militantes clandestinos que não tinham como fazê-lo sem risco, fora da organização. Profundamente decepcionada ela o abandonara e voltara para sua cidade e sua família. Mas não pensem os leitores que isto é uma exceção: é a regra!

***
O estranho em tudo isto é que a esquerda vocifera com tremendo estardalhaço a necessidade de serem abertos os "arquivos da ditadura". Apesar de estarem no poder e terem autoridade para obrigar os Comandos Militares a abri-los, apenas seguem vociferando. Conheço inúmeros militares que desejam ardentemente que estes documentos sejam abertos, mas não podem fazê-lo sem ordem superior. Um deles, o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, vem tentando inutilmente discutir os fatos ocorridos naqueles tempos e não rejeita ser acusado; o que pede — e é de seu pleno direito — são provas e não boatos, fofocas, meros testemunhos sussurrados nas universidades, nas redações e nas reuniões sociais do jet set! Porém, parece que a intenção da esquerda é julgá-lo a priori, antes de ser condenado, só porque pertenceu à odiada "comunidade de informações".
Quem teme a abertura que tanto pedem by lip service são os que construíram esta mentira em toda a América Latina; temem que as novas gerações descubram que foram seus atos terroristas que levaram à auto-defesa dos governos militares das décadas de 60-70, e não ao contrário. 
Os soldados brasileiros não têm de que se envergonhar. Comemorem o seu dia! 
Nota do autor: Este artigo é uma versão revisada e ampliada de outro já publicado aqui (Desfazendo alguns mitos sobre 64).

© 2007 MidiaSemMascara.org
O autor é escritor e comentarista político,
membro da International Psychoanalytical Association e
ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia,
Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e
Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa ( www.faroldademocracia.org) .
Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior.
E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Retorno de Zelaya "Não é Negociável"...

Supremo de Honduras rejeita propostas de Arias
"A Corte Suprema de Justiça de Honduras rejeitou vários pontos da proposta do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, para buscar uma saída à crise política causada pela derrubada de Manuel Zelaya por considerar que se opõem à Legislação local. A Corte lembra que "existem ações penais apresentadas contra o retorno de Zelaya pela Procuradoria Geral da República" e, por isso, "enquanto não existirem outras disposições legais aplicáveis, não poderemos evitar os procedimentos estabelecidos na legislação processual penal"...
A Corte emitiu sua posição na véspera da chegada ao país de uma comissão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) cujo objetivo será buscar uma solução à crise.
A vice-ministra das Relações Exteriores hondurenha, Martha Alvarado, disse à imprensa que os chanceleres são "bem-vindos", mas reiterou que o retorno de Zelaya "não é negociável" e que "a comunidade internacional não pode impor a um país o que seja acima das leis"..."
Fonte: Efe
Um único comentário meu (Clausewitz):
Às vésperas da visita da tendenciosa e parcial OEA, Honduras nos apresenta mais uma inquebrantável demonstração de fortaleza em suas instituições.
Zelaya não é bem vindo e quem diz isto não são os militares, que dos poderes constituídos cumpriram a ordem de despejo do aprendiz de ditador, mas os próprios poderes que não se dobraram às inúmeras tentativas de desmoralização e extorsão promovidas pela esquerda continental, aflita por ver contingenciada de forma tão magistral seus planos de expansão em um país de tão parca projeção como é Honduras.
Dois meses após sua deposição e já sob o silêncio de quem apontou em riste o dedo acusando golpe, fica cada vez mais difícil uma saída pacífica para dar suporte ao retorno de Zelaya, preposto de Chávez e Lula e pensar em uma ação militar seria pensar na máscara que cairá nos defensores embriagados de uma democracia que por eles não é fomentada.
Zelaya não é bem vindo e mais uma vez parabéns para os bravos e altaneiros hondurenhos.

Sarney & Eu

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por Adelécio Freitas
Algumas semanas atrás recebi um e-mail sobre uma manifestação na frente do Congresso Nacional pedindo "Fora Sarney", na hora fiquei bastante animado, encaminhei o e-mail para toda a minha lista de contatos e pensei que finalmente as pessoas iriam se indignar e reagir à tanta sujeira.
No dia da manifestação me bateu uma preguiça... Após um longo dia de trabalho o cansaço me venceu, e afinal, quem iria sentir a minha falta?
No dia seguinte eu procurei eufórico nos sites de jornalismo sobre a tão falada manifestação que foi toda planejada em comunidades virtuais e bastante divulgada pelo Twitter. Para a minha surpresa não existia nenhuma manchete, nem ao menos uma nota de rodapé . Resolvi entrar em uma das comunidades do Orkut que organizaram a manifestação, e para a surpresa de todos, apenas cinqüenta pessoas se dispuseram a ir para a frente do Congresso.
Apenas 50 pessoas? Sendo que eu sozinho divulguei para mais de 1000? Que povo mais acomodado, pensei indignado, porque será que eles não foram??....
Não demorou muito para a ficha cair. Eles não foram pelo mesmo motivo que eu não fui. Eu esperava que "alguém" iria no meu lugar.
Recostei-me na poltrona em frente à televisão e olhei para a janela do meu apartamento, que refletia a minha imagem. Fiquei olhando para mim e para a minha confortável inércia. Foi quando de súbito, eu tive a arrebatadora visão daquilo que sempre procurei e nunca encontrei, o meu verdadeiro papel na sociedade.
"Que bunda- mole!!!".
Finalmente, depois de tantos anos de crise existencial, pude perceber que eu era uma peça importante na sociedade, um legítimo Bunda-mole brasiliense (ou BMB). Existem bunda-moles municipais e estaduais, mas eu tenho orgulho de dizer que sou um bunda-mole federal!!
Nas minhas viagens de férias sempre algum engraçadinho vinha falar: "De Brasília né., ... já tem conta na Suíça?". Eu ficava indignado, falando que eu era um funcionário público concursado, que pagava os meus impostos, enquanto o povo que roubava vinha de fora e blá blá blá.
Mas agora eu vejo com nitidez que eu tenho um papel importante nesse cenário. Eu como um legítimo BMB ajudei a criar esta barreira de proteção que mantém os verdadeiros FDP livres para fazerem o que bem entenderem. Eu acho que as coisas estão bem do jeito que estão. Tenho dinheiro todo mês para pagar a prestação do meu carro 1.0 e do meu apartamento de dois quartos, freqüento uma academia para queimar o meu excesso de ociosidade, tenho meu smartphone comprado na feira do Paraguai, e no final do ano ainda vou ficar um mês em uma casa de praia alugada junto com a minha família para a incrível experiência de assarmos como batatas na areia... Mais BMB impossível!!
Nas sextas-feiras, eu me sento com os meus amigos em um barzinho e depois do terceiro copo de cerveja soltamos toda a nossa indignação contra a patifaria que rola solta em Brasília, cada um conta um caso de um amigo próximo que enriqueceu da noite para o dia às custas do dinheiro público (o difícil é disfarçar aquela pontinha de admiração pelo "ixperto").
Depois traçamos os planos para endireitar o país. Planos que vão embora pelo ralo do mictório antes de pagar a conta. BMB de carteirinha!!
Os anos passam e as conversas vão mudando: PC Farias, anões do orçamento, precatórios, privatizações, dólar na cueca, mensalão, sanguessugas, vampiros, Lulinha Gamecorp, Daniel Dantas, o dono do castelo, Petrobrás, e agora a cereja do bolo, ele, o único, o inigualável Sarney!!
Sarney é como um ícone do atraso nacional (clientelismo, fisiologismo, nepotismo, coronelismo, apropriação da máquina pública, desvio de verbas públicas etc), mas o que seria do Sarney sem a legitimidade dos BMB´s? O que seria da ilha da fantasia, dos cabides de emprego, dos lobistas, do QI (quem indicou), dos cargos de confiança, dos funcionários fantasmas, dos atos secretos sem a nossa apática presença? Imaginem se no nosso lugar estivessem aqueles sul-coreanos malucos que iam para a rua protestar partindo pra cima da polícia, ou aqueles jovens em Seattle que furavam um forte esquema de segurança da OMC para protestarem contra a globalização.
O BMB precisa ter o seu papel reconhecido, somos nós que deixamos tudo correr frouxo, somos nós que damos uma cara de democracia a este coronelismo em que vivemos. O nosso poder aquisitivo acima da média nacional protege o Congresso e os palácios da miséria e da violência que fervilham em nosso entorno.
Bundas-moles!! Vamos exigir os nossos direitos!! Precisamos finalmente mostrar a nossa cara. Nunca antes na história deste país o bundamolismo foi tão grande. Seja ele de centro, de esquerda ou de direita. Bundamolismo no movimento estudantil chapa-branca, nos sindicatos que só vão para a frente do Congresso para pedir aumento e nos artistas que se acomodaram no conforto dos patrocínios oficiais.
Vamos exigir que se crie em Brasília o museu do bundamolismo nacional na esplanada dos ministérios, uma enorme bunda branca de concreto, que irá combinar muito bem com a arquitetura de Niemeyer.
Assistimos de nossas poltronas o Brasil tomar o rumo da mediocridade, sem um projeto à altura do seu papel de grande potência ambiental do planeta, que pode liderar a nova economia limpa e inclusiva que irá gerar milhões de empregos. Mas que faz o contrário, age como a eterna colônia de exportação de matéria-primas, fazendo vista grossa para o colosso chinês que irá nos engolir com a sua máquina movida à destruição ambiental e desrespeito aos direitos humanos, para criar uma efêmera ilusão de prosperidade às custas de nossa biodiversidade e da nossa água doce (estes sim os nossos bens mais valiosos). Somos testemunhas do surgimento de uma geração despreparada, tanto para a cooperação quanto para a competição, sem espírito empreendedor, fadada à eterna submissão ao "salvador da pátria" de plantão.
Assistimos de nossos computadores, quando estamos fazendo cera no trabalho, ao maior atentado à democracia desde o golpe de 64, mas desta vez o golpe não está sendo feito com armas. Está sendo feita com a ridicularização das instituições, com a banalização dos escândalos, com a desmoralização da ética e com a idiotização do contribuinte.
A bundamolização é muito mais eficaz do que o autoritarismo, ela pode ser eletrônica, através de novelas, videocassetadas, big brotheres e cultos picaretas. Pode ser química, com cerveja, maconha ou anti-depressivos. E também pode ser ideológica, com receitas milagrosas, e debates calorosos que sempre desaparecem em um clicar de mouse. Vivemos em uma sociedade anestesiada e chapada, sem rumo, imersa em ilusões baratas.
O bundamolismo nos une, não segrega ninguém, é a democracia verdadeira, que brilha por debaixo de uma crosta de hipocrisia e ignorância. E como toda ideologia que se preze, nós temos o nosso avatar, o nosso guru. Aquele que nos traz para a realidade e mostra quem realmente somos, revela o nosso eu profundo, a nossa essência. Obrigado Sarney, só você para tirar as minhas dúvidas e me mostrar o mundo real por trás das ilusões.
Sarney, nós somos duas faces da mesma moeda. Somos Yin e Yang. Nós somos os pilares deste país, um não existiria sem o outro. A sua cara de pau só existe porque do outro lado está a minha babaquice.
Bunda-moles de todo o país uni-vos!! Vamos celebrar a nossa mediocridade, vamos sair às ruas gritando: Viva Sarney!! Viva Collor!! Viva Maluf!! Viva Roriz!! Viva Gim Argello!! Viva Renan Calheiros!! Viva Romero Jucá!! Viva o presidente que não viu nada!! Viva a República das bananas do Brasil!!!
Mas isso é pedir demais para um bunda-mole, vou voltar para a minha poltrona porque o Jornal Nacional já vai começar.
Adelécio Freitas é um BMB legítimo
Recebido por correio eletrônico
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Drogas ou Democracia?

por Arlindo Montenegro
Existe uma coisa chamada “Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia” integrada por brasileiros, que se reuniram pela primeira vez no Rio. Querem liberar geral, começando pela maconha. Um dos líderes e fundadores é estelar sociólogo e ex presidente FHC, que declarou: “imaginar um mundo sem droga ... é como imaginar um mundo sem sexo.”
Ou se pode ler de outro modo: sem drogas, não há democracia!
Que diria um Rui Barbosa, aquele baiano cabeçudo que nos legou a “Oração aos Moços”? Que diria um Anísio Teixeira, defensor da educação universal aplicada a todos e sem privilégios, o mesmo que declarou “Sempre me chocou que a humanidade não tenha avançado moralmente nos últimos dois mil anos”? Que diriam os cientistas e homens de saber tão presentes no passado e tão calados, escondidos, ausentes no presente?
José Bonifácio, César Lattes, Osvaldo Cruz, Joaquim Nabuco, Rio Branco, Gilberto Freire (único sociólogo com obra reconhecida internacionalmente), Euclides da Cunha, Rocha Pombo ... Mario Ferreira dos Santos (filósofo reconhecido e copiado lá fora e ilustre desconhecido nas “nossas” escolas superiores) — ficariam calados diante disso?
Aceitariam em silêncio a manutenção da pobreza e degradação do ensino, como fatores de apoio ao terrorismo frequentemente dirigido contra o exercício do estado democrático de direito? Como é possível calar ou ficar em cima do muro enquanto se multiplicam as ações obscenas dos que objetivam liquidar todos os contrários?
Esta gente que faz política hoje, salvo raras exceções, não tem nenhum compromisso com valores pátrios, nenhum compromisso com o bem comum. Sua ideologia é contrária à liberdade, contrária aos valores democráticos. São comprometidos com o uso impiedoso da violência para manter-se no poder contra qualquer ordenação política, jurídica e econômica, que se traduza em compromisso com a soberania.
Aspiram, seguindo os comandos subterrâneos dos que regulam os recursos do planeta, dos mais bem armados, dos que detêm as tecnologias mais avançadas, ao estado comunista que parecia banido do mapa: é melhor negociar com um ditador, com um partido único, que com um congresso de patriotas valorosos e defensores da liberdade soberana.
São impermeáveis a qualquer razão. Mantêm as divisões, preconceitos, pobreza e ignorância como sementes da insatisfação dos contingentes de lúmpens, que podem morrer e matar, seja traficando drogas, roubando ou fingindo defender um partido político ou líder populista, enquanto defendem a própria pele.
Fala-se muito em defesa de direitos humanos e omite-se que desprezam as leis e conduzem o país à margem das tradições culturais, da fé, exaltando a utopia dos que sempre utilizaram o terror, o genocídio, as guerras, prisões e campos de concentração mais escabrosos da história. Unem-se aos ditadores mais radicais e desprezam qualquer diálogo que conduza a um pacto federativo.
Agitam bandeiras do passado mais tenebroso. Esquecem o momento de construir e superar as dificuldades, postas por um cenário internacional pantanoso e permeado de ameaças guerreiras, pelo controle de áreas de influência, comercial, militar e de exploração de reservas minerais estratégicas. Como o nióbio, só um exemplo.
O fato é que o totalitarismo está bem aqui. Os golpes e imposições chegam na forma de impostos, de descaso do Estado com as estruturas de saúde, escola, direito, renda, ética, economia e segurança do cidadão. Estamos no limiar de um totalitarismo de natureza global. Neste momento, o mínimo que compete, aos que ainda podem ver um palmo diante do nariz é assumir um compromisso cívico e profissional, para restaurar o estado democrático de direito.
Prestação de contas, estabilidade política e jurídica, eficácia da máquina governamental, escolha de objetivos locais e nacionais que toda a nação possa entender e abraçar e, principalmente, varrer da cena os corruptos e corruptores. É o mínimo que podemos almejar, arregaçando as mangas para manter a identidade de brasileiros.
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: e pensar que o pavão FHC é o "pensador" em cujas mãos esteve o destino do país por oito anos! E a grande imprensa se dá ao luxo de impor um "embate político" entre um partido que tem esse e outros canalhas como liderança e outro partido formado por mentirosos e ladrões descarados. E o povo, idiota, vibra com o surgimento de "opções" como Ciro, Marina, etc. enquanto os patifes de sempre amoitam-se sob os mantos sujos de quadrilhas que se denominam partidos políticos: PMDB (de Sarney, Renan, Welington Salgado, e Pedro Turquinho, o eterno descontente que nunca larga o osso); DEM/PFL sempre crítico mas não muito para não ofender o dono do "pudê", seja ele quem for; PTB (de Collor e Roberto Jefferson); e outras quadrilhas menores.
ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM: é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

Canalhice Sem Limites!

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O Ministério da Cultura acaba de indeferir por unanimidade um pedido de enquadramento na Lei Rouanet de dois inusitados projetos: um documentário e um livro de arte destinados a contar “a história de filhos ilustres e vultos notáveis do Maranhão”. Fernando, Zequinha e Roseana Sarney, entre outros, seriam (ou serão, se os produtores resolverem tocar o projeto sem ajuda de renúncia fiscal) as estrelas das duas obras. O MinC vetou a captação dos 900.000 reais pedidos. Segundo o parecer, os projetos “carecem de relevância cultural e têm chance de ferir o princípio da impessoalidade”. É bom ficar de olho: logo, logo o pedido será feito de novo, com um padrinho mais forte. Eles são assim.
Fonte: Radar Online
COMENTO: É a certeza da patifaria campeando solta nas verbas públicas (compostas pelo meu, teu, nosso dinheiro saqueado cotidianamente por meio de impostos, taxas, "contribuições sociais", etc) e a consequente impunidade dos que delas se utilizam para proveito próprio, graças a conivência e/ou omissão das autoridades e, principalmente, desse povinho de merda mais interessado em futebol, "reality shows" e novelas televisivas.
Sem contar, como cita Janer Cristaldo que os baianos deitam e rolam no MinC. 
"Começou com Caetano Veloso. Agora é Gilberto Gil, que vai receber R$ 445.362,50 (quatrocentos quarenta e cinco mil, trezentos e sessenta e dois reais... e cinqüenta centavos) como patrocínio de seu próximo show e DVD. O show já está pago pelo contribuinte. Mas não pense o contribuinte que só por ter pago o show poderá assisti-lo de graça ou receber o DVD como brinde. Nada disso. Terá de pagar de novo.
Diz Flora Gil, a mulher do baiano e produtora do maridão: '"Meu pensamento, pra você entender, é que a lei, se existe, é para todos. E 80% dos artistas que fazem show para gravar um DVD usam recurso incentivado. Tenho dinheiro para bancar, mas, se tem como usar benefício fiscal, por que não vou usar?'"
Ou seja, agora, além de financiarmos cartões de crédito corporativos dos petralhas, seringas para viciados, silicone e gel lubrificante para homossexuais, estamos financiando compulsoriamente os shows da Máfia do Dendê. Mais as mordomias da sobrinha e da neta do José Sarney, os passeios de Pedro Simon com sua mulher por Paris, os turismos de Eduardo Suplicy com sua amante pela China, as visitas de Fernando Gabeira à sua filha no Exterior, os estudos de teatro de um efebo do senador Arthur Virgílio na Espanha e passeios outros de nossos representantes no Congresso." 
Esqueceu do telefone celular da filha do Tião!
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domingo, 23 de agosto de 2009

Os Lança-Rojões Venezuelanos

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No início deste mês (5 Ago 09) postei um texto sobre os lança-rojões suecos vendidos à Venezuela e que foram parar nas mãos dos narco-terroristas das FARC. Na ocasião, citei que havia lido no Vide Versus, que o Mico Mandante havia assumido o fato de que os tais lança-rojões AT-4 apreendidos com as FARC eram, realmente, de propriedade do Exército Venezuelano, dando a desculpa esfarrapada de que as armas teriam sido roubadas pelos narco-terroristas em 1995, em um ataque realizado contra um quartel venezuelano.
Eis que leio, com atraso, no blog Notalatina, um texto em que Graça Salgueiro desmascara mais essa mentira do "grande líder bolivariano".
"Agora vocês vão conhecer a verdadeira história daquele ataque e o belo tiro no pé que este degenerado assassino acabou de dar, provando que a mentira tem as pernas bem curtinhas. Segundo informações oficiais, no dia 25 de fevereiro de 1995, às 23:40, nas instalações onde funcionava o Posto de Controle da Armada Venezuelana no Eixo Fluvial Rio Meta Internacional em Carabobo, estado de Apure, na fronteira com a Colômbia, foi atacado por terroristas do ELN onde 8 jovens do efetivo da Armada foram mortos com requintes de extrema crueldade e sadismo. ... Segundo informes oficiais dados pelo então Ministro da Defesa da Colômbia e Comandante das Forças Militares, general Harold Bedoya Pizarro, os quatro guerrilheiros foram abatidos em um enfrentamento. Desse ataque levaram as seguintes armas: 3 metralhadoras, 2 morteiros, 20 mil projéteis, várias submetralhadoras e uma lancha artilhada de visão noturna. Não havia no local, por absoluta desnecessidade funcional, qualquer lança-foguete AT4. ... No processo que se abriu sobre o caso houve um depoimento muitíssimo importante, que foi o de Monsenhor Ignácio José Velazco, Arcebispo daquela região, que assegurou que teria sido o Comandante Hugo Rafael Chávez Frias quem informou à guerrilha colombiana para que executasse o ataque! Esta informação foi reforçada por outras produzidas por diplomatas da Colômbia que asseguraram que as armas roubadas eram para ser entregues ao movimento político que naquela ocasião respaldava Chávez, conhecido como MBR-200 (Movimento Bolivariano Revolucionário 200). ... Em relação a este episódio faço um parênteses para recordar dois dados importantes: em 1995 Chávez havia recém saído da prisão, pela condenação ao falido golpe de Estado (e ainda se acha com moral para rotular os outros de golpistas!) de fevereiro de 1992, e foi neste mesmo ano que ele ingressou no Foro de São Paulo. Lá ele conheceu as FARC e o ELN, Lula e outros marginais. Foi justo num desses encontros que Chávez foi apresentado a Raúl Reyes – dito por ele mesmo em um vídeo – e a Lula, quando naqueles tempos todos os terroristas participavam abertamente e de corpo presente aos Encontros do Foro de São Paulo. ... Samper enviou pessoalmente um informe oficial elaborado pelo DAS (Departamento Administrativo de Segurança) com o resultado das investigações a seu homólogo venezuelano, Rafael Caldera, onde se assinala que Chávez foi o responsável pela preparação e execução do ataque. O caso foi levado à Justiça Militar que estava sob a jurisdição de Eladio Aponte Aponte e Damian Nieto Carrillo. Estes dois elementos desqualificaram as acusações contra Chávez e engavetaram o processo. Hoje, são peças fundamentais do regime ditatorial bolivariano dentro da Justiça Militar...."
O texto é longo, mas muito interessante, nele são reveladas tanto a questão dos lança-rojões AT4 quanto uma referência ao novo Estatuto da Comissão Intergovernamental Russo-Venezuela para a Cooperação Técnico-Militar e a uma mudança na legislação russa sobre a atuação de suas Forças Armadas.
"O poder que o Kremlin se auto-concedeu permite enviar tropas russas para defender cidadãos russos que estejam noutros países, para combater a pirataria marítima e para “conter ou prevenir agressão contra um outro país”. Perceberam o alcance disto? A coisa é tão gritante e descarada que o jornal Kommersant escreveu que, baseada na nova lei russa, a Rússia “poderá até enviar militares para o conflito que está surgindo na América Latina, entre nossa amiga Venezuela e a Colômbia”."
Recomendo a todos que se interessarem, que leiam o texto completo no Notalatina. Vale a pena ver os vídeos cujos enlaces lá estão.
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Bolsa Família

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Alguém tinha alguma dúvida de que isso iria acontecer?
Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada. Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o governo para coordenar um curso de formação de costureiras.
O governo exigiu que o curso deveria atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa Família. De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa Família.
O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o governo entrou com o recurso; o Senai com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula; e, o Sinditêxtil com o compromisso de enviar o cadastro das formandas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras. Pela carência de mão obra, a idéia não poderia ser melhor. Pois é. Pois bem.
O curso foi concluído recentemente e com isto os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações. E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente. Anotem aí: o número de contratações foi ZERO. Entenderam bem? ZERO, gente. Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO. Sem qualquer exagero. O motivo? Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditêxtil.
Todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família, se negaram a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um beneficio que não pode ser perdido. É para sempre. Nenhuma admite perder o subsidio.
SEM NEGÓCIO - Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formandas é de que não se negocia a perda do Bolsa Família. Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade. Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.
A RAZÃO DE LULA - O que sobrou nisso tudo? Muita coisa. O custo alto para formar as costureiras foi desperdiçado. E pelo que foi dito no ambiente da FIEC, casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores. Considerando que a região nordeste do país contempla o maior número de beneficiados com o Bolsa Família, aí está a razão para sermos todos imbecis e idiotas.