quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Regressões Culturais na Luta Contra os Preconceitos

por Francisco César Pinheiro Rodrigues
Acredita-se, geralmente — mais um preconceito, dos inúmeros, que nem havia lembrado quando escrevi o título — que a humanidade, intelectualmente, está sempre avançando, crescendo para a “luz”. Falso. As trevas também nos espreitam, esverdeadas de rancor. Acham que perderam uma batalha, mas não a guerra. É suficiente ler os jornais — não só lendo, mas pensando com eles — para se constatar que a cultura tem o movimento de uma gangorra, subindo e descendo. Nos últimos anos temos visto certa preponderância das “descidas” intelectuais. Uma espécie de “Renascimento” às avessas, com retorno triunfante de nova Idade Média. Mais atrasada que a propriamente dita porque esta tinha pelo menos a desculpa da ignorância, algo que não mais ocorre.
O problema que nos motivou a redigir este artigo está no fato de tais atrasos se transformarem em lei, ou outras formas coercitivas, punidas com cadeia. Que se lute contra os preconceitos, estamos todos de acordo. Qualquer conceito, só pelo fato de ser “pré” — isto é, formado antes de se examinar bem uma idéia — não passa de ignorância e precipitação. Equivale a se queimar um livro de capa amarela porque não se gosta da cor. Um livro pode até ser jogado fora, mas antes é preciso lê-lo. Pelo menos alguns capítulos. Não é o que vem ocorrendo, em escala nacional e internacional. Sobretudo, não “fritar’ o seu autor no óleo quente de um processo criminal, uma tendência doentia com propensão a se generalizar.
Alguns autores preferem comparar tais avanços e retrocessos a uma espiral que, no final das contas, mesmo dando constantes voltas, acaba sempre subindo. É minha esperança e, certamente, o que espera o leitor mais sensato que tiver a paciência de ler o presente texto até seu final. Digo final do texto, não do leitor, porque o vai escrito espero não ser tão mortífero.
Deixo claro, de início, que atribuo, ou tenho a esperança, de que as regressões culturais, abaixo exemplificadas, sejam motivadas por razões nobres, não por interesses egoístas, cálculos políticos, demagogia e tudo o mais que deforma o conhecimento da verdade. Se há algo que deve ser preservado a todo custo — até mais que as religiões, sem exceção — é a busca da verdade, único patrimônio sagrado para a humanidade. Impossível saber se a humanidade ainda terá religiões, no formato atual, daqui a um século. É na “religião” da verdade, acoplada à solidariedade e compaixão, que está a garantia de um futuro razoavelmente feliz para o gênero humano. Totalmente feliz é sonho irrealizável.
A busca da verdade, no entanto, só pode ocorrer sem a ameaça de processos criminais que, se hoje não mais enviam condenados a morrer na fogueira ou na forca, podem enjaular cientistas, políticos, jornalistas e escritores que se atreveram a proclamar, com total honestidade intelectual, o que pensaram e externaram. História e Ciência têm afinidades. Ambas buscam a verdade. Menciono “Ciência’, não o “cientista”, um homem que pode ser, por vezes, charlatão. Se o for, agindo dolosamente — insista-se no dolosamente —, que seja processado civilmente, não criminalmente, por eventuais danos causados ao prejudicado: a coletividade, grupos de pessoas ou mesmo um único indivíduo.
Como saber, no entanto, se houve ou não dolo nos seus contundentes enunciados? No livre debate das idéias, no plano científico. Sem ameaças de processo criminal. E se alguém insistir que foi concretamente prejudicado com a difusão de tal teoria, que utilize um processo judicial — apenas cível —, por danos materiais e/ou morais, em que o réu poderá comprovar que, se eventualmente concluiu mal, o fez de boa-fé. Em um processo cível o “suspeito” cientista teria ampla defesa. Poderia demonstrar que o que disse é verdadeiro, ou que tudo levava a crer que o era. Galileu, quando de seu julgamento, era o único certo em um mundo de errados.
Já nos procedimentos criminais instaurados por afronta à legislação — nacional ou internacional — que combate o preconceito, basta o suspeito escrever ou falar algumas palavras “tabus” e o “atrevido’ será objeto de um processo criminal em que não há sequer espaço para o “herege” comprovar que tem razão. Tais leis são formais e extremamente preconceituosas. Mais preconceituosas que o preconceito que pretendem combater. O réu simplesmente não pode pretender provar o que afirmou. Atraso monstruoso, no plano intelectual, a justificar a expressão “regressões culturais” do título deste artigo. É inegável que presenciamos uma involução, com risco de se generalizar.
O mais espantoso, nesse atraso cultural rejuvenescido, é que o fenômeno surgiu na Europa, um suposto berço da cultura. Mario Vargas Llosa, em artigo que comentei em 2007 — vide “Um ‘escorregão’ do Parlamento Europeu” no site Francisco Pinheiro Rodrigues — nos informa que o Parlamento Europeu, por vasta maioria, declarou que a negação do Holocausto é um delito passível de punição. Diz também — salvo engano foi Vargas Llosa —, que a Constituição da Turquia proíbe mencionar o genocídio de cerca de dois milhões de armênios.
O fato de algum cidadão — por ódio racial, ou mera desconfiança histórica — negar que Hitler tenha mandado seis milhões de judeus para as câmaras de gás não justifica a proibição de investigar um assunto, qualquer assunto de interesse histórico. Tanto o Holocausto judeu quanto o armênio têm interesse histórico. E “investigar”, no caso judeu, seria, talvez, indiretamente “negar”, com conseqüências penais intimidadoras. Se um historiador achar por bem tentar provar que não foram seis milhões os assassinados, mas eventualmente bem menos, não caberia ao legislador penal ameaçá-lo com cadeia. No caso, há prova irretorquível da existência de um massacre, com fotos, documentos e depoimentos irretorquíveis. Isso é que interessa — o genocídio em si —, que deve ser banido para sempre, não só com relação a judeus mas com qualquer outra coletividade indefesa.
“Holocausto” não tem limites precisos no aspecto quantitativo. Mesmo que fosse “apenas” um milhão o número de assassinados seria algo intolerável em um mundo minimamente civilizado. O mesmo se diga quanto à Constituição Turca, proibindo qualquer menção ao genocídio de armênios, décadas atrás. Alegam, os descendentes dos massacrados que o número de mortos gira em torno de um milhão de meio de pessoas.
Hanna Harendt, uma pensadora judia de invulgar lucidez e honestidade intelectual, entrevistada por Günter Gaus em 1964 (livro de ensaios “Compreender – Formação, exílio e totalitarismo” — Companhia das Letras, pág.49) ressalta a missão quase sagrada do historiador. São palavras dela: "De facto, ele é o guardião da verdade histórica, da verdade dos fatos. E sabemos como esses guardiães são importantes a partir da história bolchevique, por exemplo, em que a história era reescrita a cada cindo anos e os fatos continuam desconhecidos: a existência, por exemplo, de um certo senhor Trotski. É isso o que a gente quer? É nisso que os governos estão interessados?" E no fim do parágrafo seguinte ela indaga ao entrevistador: “Por que não falar a verdade?
Se a “moda” legislativa pega, outras “censuras” podem surgir, teoricamente. Wladimir Putin, aparentemente ainda um simpatizante da personalidade dominadora de Joseph Stalin, pode providenciar uma lei, na Rússia, ameaçando de processo criminal qualquer cidadão russo que afirmar que o “homem de aço” enviou para o “Gulag” cerca de vinte milhões de opositores políticos, quantidade costumeiramente mencionada nos livros sobre os abusos de Stalin. Pode até impor, ridiculamente, um limite legal: quem disser que foram mais de mil os mortos vai para a cadeia. O que importa considerar é que milhares ou milhões de presos morreram de frio e subnutrição na Sibéria. Isso é um fato incontroverso. O número exato pouco importa, mesmo porque a contagem dos cadáveres, ou ossos, é tarefa quase impossível. Mas se alguém quiser discutir o volume das vítimas do regime, não seria civilizado proibi-lo. Pode-se apenas acusar o historiador de mau gosto na escolha do tema. Proibições desse tipo geram efeito contrário. O historiador “censurado”, mesmo se mentalmente desonesto e incapaz de comprovar sua tese, acaba de certa forma se promovendo como “vítima da censura”. De eventual charlatão passa a “colega” de Galileu, vítimas da verdade.
Outro exemplo de má-criação ou aplicação de regras proibitivas, com conseqüências penais, vemos em um caso recente ocorrido no Brasil, no Rio de Janeiro. Trata-se de uma psicóloga, Rozângela Alves Justino. Essa profissional foi punida pelos Conselhos Estadual e Federal de Psicologia e corre o risco de ser proibida de clinicar, além de uma condenação criminal, se persistir na sua opinião científica. Qual a “grave” acusação contra ela? Anunciou terapia para curar homossexuais que querem voltar ao estado anterior, de heterossexuais. Certamente convencida, como psicóloga — e a Psicologia, por acaso, não é uma ciência? Freud era um charlatão? — de que a “orientação sexual” das pessoas tem variadas origens. Atendendo à vontade livre de pessoas que “estão” mas acham “que não são” homossexuais, prontificou-se a fornecer uma terapia visando auxiliar o cliente. O que há de errado nisso? O mero uso da palavra “tabu”, o termo “curar”? Exagero interpretativo. A lei diz que o homossexualismo não é uma “doença”. Não há, de fato, vírus, bactérias ou fungos envolvidos no fenômeno. Mas certos incidentes produzem efeitos psicológicos de imensa importância. Uma mulher pode, imagino, já nascer homossexual, mas uma outra se tornará tal apenas porque, na sua primeira experiência sexual, foi estuprada ou “currada”. A agressão, a humilhação e a dor podem “empurrá-la”, provavelmente, para a homossexualidade. O trauma seria a origem da nova “orientação” de sua libido, uma força poderosa que dormita no reino animal, sem a qual o planeta seria um deserto. Um “tratamento” psicológico pode, provavelmente, neste caso, fazê-la voltar às tendências que existiam até o momento da violação.
Homens, registrados como tais ao nascerem, que querem assumir total aparência feminina podem, dentro da lei — e porque se sentem infelizes —, fazer operações de mudança de sexo e alterar registros. A lei não proíbe autênticas mutilações. Mais do que a “certeza” legal, teórica, anatômica, inerente ao registro de nascimento, o legislador acabou convencido de que deve preponderar o desejo de felicidade e auto-aceitação do ser humano. A grave mutilação, no caso, não é crime. Agora, absurdamente, se um adulto, homem ou mulher, que “está” homossexual mas se sente infeliz e pretende voltar ao estado anterior, não pode procurar um profissional para ajudá-lo? Onde fica a liberdade humana, principalmente quando esta que não prejudica terceiros?
Lendo relatos de mulheres americanas que cumpriram pena em presídios, muitas delas afirmam que, quando na cadeia, por longos períodos, adotaram práticas homossexuais. Cumprida a pena, em liberdade, com a maior naturalidade elas voltavam a seu estado anterior, a heterossexualidade.
Um conhecido, famoso e rico escritor brasileiro admitiu publicamente que, durante curto período, experimentou uma “mudança” na orientação sexual mas logo percebeu que tal prática não o satisfazia, voltando logo à condição heterossexual. Se fez isso sem auxílio profissional, não sei; mas se sentisse necessidade de ajuda profissional, clama aos céus da ciência e da razoabilidade proibir auxílio profissional nesse sentido. E onde achar tais profissionais senão em anúncios ou por recomendação?
Freud, depois de analisar mais de mil clientes, disse que jamais encontrara um paciente que não tivesse, na sua natureza, um pequeno componente, mínimo de fosse, de homossexualismo. Afirmativa que assusta qualquer machão, orgulhoso de sua masculinidade.
Há quem pense que algumas pessoas se tornam homossexuais por auto-sugestão. Embora normalmente heterossexuais, um determinado dia, por raríssima exceção em suas vidas, chegam a sentir alguma atração momentânea por pessoa do mesmo sexo. Abalados, ignorando a informação de Freud, “concluem”, precipitadamente, que são gays “enrustidos”. Se logo mudam de “orientação”, verificarão depois que aquela exceção atrativa foi um mero acidente, a preponderância de talvez 1% de tendência homoafetiva referida pelo psicanalista vienense. Se querem voltar ao estado anterior, majoritário na população, porque lhes negar auxílio psicológico?
De qualquer forma, a comunidade gay não pode, hoje — em “revanche” contra humilhantes perseguições passadas —, violentar, de modo ditatorial, a vontade daqueles (para eles) “desertores” e que procuram auxílio psicológico. Espera-se que a referida e moralmente brava psicóloga obtenha na justiça — com formação de jurisprudência — o direito de continuar com sua missão de ajudar pessoas a viverem em paz consigo mesmas. Do contrário, prevalecerá, data vênia, pelo menos uma variante de ignorância científica com a agravante de amparada pela lei.
oripec@terra.com.br
Fonte: Mundo RI

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Há 33 Anos, Morria Mao, Poeta, Guerreiro e Líder — Grande FDP!

por Janer Cristaldo em 09 Set 09
Quem tem a minha idade, deve lembrar do sufoco que era não ser marxista nos anos 70. Intelectuais do mundo inteiro criam, unânimes, que o mundo rumava ao socialismo. Os brasileiros, sempre na rabeira da História, não poderiam pensar diferente. Eu, que havia lido e me formado em filosofia, não conseguia ver Marx como filósofo. Muito menos via qualquer consistência em seu pensamento. Por não participar do Zeitgeist da época, fui considerado agente do DOPS. A coisa era simples assim: se você não era comunista, só podia ser agente da ditadura. Mais tarde, fui promovido a agente do SNI. Quando comecei a viajar, atingi o ápice de minha carreira. Fui elevado a agente da CIA. Assim fosse. Agente da CIA devia ganhar bem. Em Estolcomo, eu tinha de espichar minhas kronor para poder tomar um vinhozinho em fim de semana.
A pressão era tão violenta que chegava a impedir os relacionamentos pessoais. Já devo ter contado: certa vez, nos dias de Porto Alegre, eu estava debaixo de uma ducha com uma jornalista gaúcha, naquele estado em que Adão e Eva viviam antes de comer a frutinha aquela. Ela afastou-me delicadamente com as mãos. “Tu me excitas. Mas infelizmente nossas posições ideológicas não combinam”. Nada feito. Então tá!
Na época, me disse um bom amigo, o Aníbal Damasceno Ferreira: “tu estás contra toda tua geração”. Só anos mais tarde fui entender a frase do Damasceno: eu não era marxista. O curioso é que, enquanto era visto na universidade como agente da ditadura — ou do imperialismo, como também se dizia naqueles dias —, em Dom Pedrito fui preso como perigoso agitador comunista. Em Porto Alegre, para obter passaporte, tive de explicar junto a funcionários do DOPS, que não era comunista. O interrogatório foi ardiloso. Não me fizeram pergunta alguma. Eu é que tinha de confessar-me.
Le fonds de l’air est rouge, diziam na época os filhinhos de papai franceses que bagunçaram Paris em 68. O fundo do ar é vermelho. A mídia toda celebrou a Revolução de Maio de 68. Pas de sang, trop de sperme, como a definiu alguém. Sangue nenhum, esperma demais. Entre nós, paradoxalmente, a Ideia — como se dizia então — foi levada um pouco mais a sério. Se esperma houve, sangue também. Jovens fanatizados e sem maiores leituras, conduzidos por velhas raposas a soldo de Moscou, Pequim, Tirana e Havana, foram levados a uma aventura que resultou em centenas de mortes. O fundo do ar era de fato vermelho. O pior é que, cá no Brasil, continua vermelho. As raposas continuam pontificando na política e na história nacional. Os mortos, estes pelo menos descansam em paz.
Há 33 anos, morria Mao Tse Tung, o mais operoso assassino do século passado. Seu regime foi responsável pelo assassinato de 65 milhões de chineses. Matou mais do que Hitler e Stalin juntos. Levou a China à miséria e mesmo ao canibalismo. Um leitor com memória me envia uma terna lembrança daqueles dias. No dia 09 de setembro de 1976, o Jornal do Brasil saudava em garrafais, na primeira página do Caderno B, a morte do assassino:
"MAO, POETA, GUERREIRO E LÍDER".

Exemplo de Moralidade Petista!!!

Se você se der ao trabalho de ler as 1.893 páginas do processo que vai integral em link a seguir, totalmente escaneado neste final de semana pelo editor, você perceberá por que razão a deputada Stela Farias (foto), do PT, perdeu totalmente as condições políticas para presidir a CPI instalada pela Assembleia do RS.
Amanhã, o TCE vai tirar do cargo o presidente João Luiz Vargas, sob a invocação de que ele responde processo por improbidade administrativa e teve os bens bloqueados. Pois bem: a deputada Stela Farias responde a processo por improbidade administrativa e está com o carro, a casa e a conta bancária bloqueados por decisão do Tribunal de Justiça do Estado. O processo está no Fórum de Alvorada. É apenas um de sete processos que ela responde ou respondeu como prefeita de Alvorada. Este de 1.893 páginas refere-se a uma aplicação de R$ 3 milhões de dinheiro de servidores aposentados de Alvorada, enfiados num banco privado (a lei proíbe aplicação de dinheiro público em banco privado), o Banco Santos, que já estava quebrando e quebrou mesmo quatro meses depois. O Banco Santos, fora o BB, era o único banco onde o PT nacional enfiava seu dinheiro. Era um banco bichado, acostumado a pagar grossas propinas.
Como os deputados gaúchos explicam que alguém que responde processo de improbidade administrativa, sem poder direto de fazer o que bem entender com sua casa, seu carro e sua conta bancária, presida justamente uma CPI para investigar improbidade administrativa dos outros? Não dá para entender essa passividade da Assembleia do RS.
— Os ataques publicados por Zero Hora contra o editor (não são os primeiros) e a origem desses ataques, a deputada Stela Farias, não são surpreendentes, porque há muito tempo o editor denuncia a vassalagem prestada pela RBS ao governo Lula, portanto ao PT, e há muito tempo o editor desvenda os mistérios que cercam a inexplicável má aplicação, no Banco Santos, de R$ 3 milhões de dinheiro de aposentados de Alvorada, objeto de ação de improbidade administrativa movida contra a deputada do PT no Foro de Alvorada. A deputada está com suas contas bancárias, o carro e a casa bloqueados por ordem do Tribunal de Justiça do Estado, para garantir a devolução do dinheiro, caso ela perca a ação, que já tem 1.200 páginas.
Esta mulher, que não pode decidir sobre seu próprio dinheiro, sua própria casa e sobre seu próprio carro, alvejada por consistente processo de improbidade administrativa, arroga-se a prerrogativa de investigar possíveis crimes de improbidade administrativa dos outros. E a Assembleia do RS tolera tamanha incongruência, emasculando-se de maneira irremediável.
— Os deputados estaduais gaúchos estão com medo de quê, se o Eixo do Mal já foi desmascarado e aguarda apenas por um funeral sem luxo.
Clique aqui para ler todas as 1.893 páginas do processo a que responde a presidente da CPI, processada por improbidade administrativa e com bens bloqueadas, mas disposta a investigar a improbidade administrativa dos outros.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Em Quem Você Jogaria um Sapato Chulezento???

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O Blog do Clauzewitz está com uma boa humorada enquete:

"O jornalista Muntadhar al-Zeidi, que ganhou fama mundial ao atirar seus sapatos no então presidente americano George Bush no fim do ano passado, será libertado amanhã (hoje) e deverá ser recebido em seu povoado com honras de chefe de Estado e com muita comilança pela família, que lhe prometeu alguns pares de sapato para que Muntadhar continue sua sina de homem-sapato, o que já é uma grande evolução em um país onde os homens e mais recentemente as mulheres ao invés de jogarem sapatos, se jogam com bombas no adversário...
Pois bem, cientes de que temos contas a ajustar com a cena política nacional, em qual personalidade da atual e deprimente realidade republicana o amigo e a amiga visitantes atirariam um sapato com muito chulé? funcionaremos com duas enquetes, sendo a já mencionada sapatada nos anjos nacionais e outra que estimará quem deve ser alvejado fora do Brasil... para termos o perfeito perfil do alvo, solicito que a atual enquete seja divulgada para toda a família e amigos, para que durante 15 dias possamos renovar nosso estoque de pisantes..."

Sobre o Triplo Assassinato em Brasília

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Depois de periciar o local do crime mais de dez vezes, correndo o risco de "contaminar" a cena do crime com a entrada, permanência e saída de pessoas no local, a Polícia Civil do DF anuncia já ter chegado ao nome do assassino do advogado e ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, de 73 anos de idade, morto em 31 de agosto passado, junto com a mulher e uma empregada.
Sem a intenção de minorar a extensão da violência que se abateu sobre as famílias das vítimas, me parece que um importante detalhe noticiado com o crime não está sendo devidamente explorado por nossa "imprensa investigativa".
Refiro-me ao suposto e pouco noticiado recebimento de uma indenização no valor de 84 milhões de reais, em doze parcelas de 7 milhões, que o falecido advogado teria recebido via judicial.
Me intrigam as razões que levariam uma pessoa fazer jus a mais de 1 milhão de reais, valor equivalente a uma pequena mega-sena - ou para os apreciadores, um valor igual à premiação de um dos vários "reality shows" (?) recentemente apresentados pela televisão - por cada ano de vida.
Que tipo de causa judicial pode alcançar tal valor? Quantos processos iguais circulam ou circularam pelos nossos tribunais? Quantas pessoas já fizeram jus a indenizações de tal porte? Por que tal assunto não tem sido noticiado com mais profundidade? E, o que mais me interessa: quem paga tais indenizações?
ATUALIZANDO (19 Set 09):
Como eu temia, o jornalista Claudio Humberto informa em sua coluna de hoje (19 Set 09) que os honorários que espantaram o País, recebidos pelo falecido advogado, correspondem a uma causa que ele e o advogado Orlando Vaz ganharam em 2002, no Superior Tribunal de Justiça. Eles representaram a Federação Brasileira de Hospitais contra a União, reivindicando a diferença de pagamento do SUS, no valor de R$ 517,9 milhões, em face da conversão em junho de 1994 do cruzeiro em Real. Os dois advogados fizeram jus a honorários de R$ 76 milhões cada um, valor que somente agora começou a ser pago em parcelas de R$ 7 milhões. Assim, fica esclarecido o motivo do valor dos honorários e o mais importante, quem pagará o total da ação e honorários: eu, tu, ele, nós, vós, eles, em suma os otários pagantes de impostos e responsáveis econômicos pela incompetência governamental que erra e nos repassa os custos de seus erros.
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Coreia Treinou Guerrilha Brasileira

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País comunista também remeteu dólares para grupos de esquerda que pegaram em armas contra a ditadura
por Marcelo Godoy
Em segredo, a Coreia do Norte treinou guerrilheiros brasileiros e enviou dólares a grupos de esquerda que pegaram em armas contra a ditadura militar nos anos 70. Instrutores do Exército coreano que falavam espanhol davam aulas de formação política, de marcha, emboscada, explosivos e manejo de armas leves, como fuzis e carabinas, aos alunos brasileiros.
O Estado entrevistou três dos integrantes de uma turma de brasileiros que treinou táticas de guerrilha rural naquele país  um deles pediu anonimato. Integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), eles revelaram um segredo da guerra fria, parte da história do apoio dado pelos países comunistas à luta armada no Brasil.
De fato, Cuba e China também treinaram guerrilheiros, que depois voltaram ao Brasil. No caso dos alunos dos coreanos, isso só não ocorreu porque os planos fizeram água após a desagregação de sua organização. "O curso foi muito bom. Tinha a parte militar clássica, mas sempre voltada para o trabalho de guerrilha", afirmou o sindicalista Irany Campos, um dos guerrilheiros do curso.
A turma de brasileiros era formada em sua maioria por militantes de esquerda que foram banidos do Brasil. Presos pelo regime, eles haviam sido enviados para fora do País em troca da libertação de diplomatas estrangeiros sequestrados em 1970 pelos guerrilheiros, como os embaixadores alemão ocidental (Ehrenfried von Holleben) e suíço (Giovanni Bücher).
A direção da VPR acertou com a Embaixada da Coreia em Cuba o envio dos militantes  a ALN quase fechou acordo semelhante. "Tenho conhecimento só de uma turma que esteve lá: a nossa", disse Campos. Os nove da VPR saíram do Chile e foram para Cuba. Ali pegaram um avião em Havana, que fez escalas no Canadá, em Marrocos e em Moscou, quando houve uma pausa de dois dias. Os soviéticos permitiram a estadia dos brasileiros, que, depois, rumaram à Sibéria, onde o avião fez a última escala antes de Pyongyang.
O acampamento dos brasileiros era próximo da capital. "A gente permaneceu isolado. Só saía de lá com os coreanos", afirmou Jovelina Tonello, única mulher do grupo. A alimentação e estada eram por conta dos coreanos. Toda semana havia sessão de cinema com filmes coreanos traduzidos pelos instrutores. "O professor de caratê era um cara que havia matado treze em uma emboscada", disse Jovelina. O fato ocorrera na Guerra da Coreia (1950-53).
Parte do treinamento, que durou três meses, ocorreu quando ainda havia gelo. As aulas de formação política eram dadas por coreanos. "Dentro da visão que eles tinham de solidariedade internacional do camarada Kim Il-sung. Nós estávamos ali em função da solidariedade internacional", afirmou Campos, citando o secretário-geral do PC daquele país. Ali o guerrilheiro aprendeu a manusear o fuzil AK-47.
"No fim, tivemos a honra de o governo mandar um representante para almoçar com a gente", disse Jovelina. Ela ainda fez curso de auxiliar de enfermagem, que seria útil mais tarde. Após três meses, os guerrilheiros voltaram a Cuba pela mesma rota. "A maioria seguiu para o Chile", disse um dos guerrilheiros, carioca que militou na VPR.
"VOLTAR PARA LUTAR"
O objetivo era voltar para o Brasil. "Voltar para lutar", disse Campos. Na época, o Chile era governado pela União Popular, liderada pelo socialista Salvador Allende. Jovelina foi uma das militantes que foram parar em Santiago. Naquele período, em 1972, a situação da VPR havia se deteriorado. Três grupos se digladiavam pelo controle da organização. O líder de um deles, o sargento Onofre Pinto, era acusado de traição por sua ligação com José Anselmo dos Santos, o cabo Anselmo, que foi preso e passou a trabalhar para o delegado Sérgio Paranhos Fleury, da polícia paulista.
"Um dia me encontrei com o Onofre e ele me deu um beijo. Eu não entendi nada. Ele disse: 'Eu recebi o relatório. Muito bom, muito bom'. Aí fiquei sabendo que era o relatório sobre o curso na Coreia", disse Jovelina. A direção da VPR recebeu o relatório dos coreanos por meio dos cubanos. "Eles me felicitaram pelo meu comportamento durante o treinamento."
Jovelina estava em um dos grupos contrários a Onofre e, depois, desligou-se da organização. Passou a trabalhar como enfermeira em uma fábrica até ser presa após o golpe militar contra Allende, em 1973. Como não foi identificada como estrangeira, acabou liberada.
Juntou-se ao marido e a socialistas chilenos na resistência ao golpe, mas em novembro todos procuraram o Refúgio de Padre Hurtado (Santiago), um abrigo para os perseguidos políticos patrocinado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Ela e seus companheiros saíram do Chile em fevereiro de 1974. Deixaram para trás a luta armada e rumaram para o exílio na Europa e em Cuba, levando com eles o segredo coreano.
Fonte: O Estado de São Paulo,
citado em Brasil Acima de Tudo
COMENTO:  esse é o tipo de anjinho que a imprensa vendida aos comunistas vive idolatrando e mostrando como "jovens ingênuos que lutavam por liberdade e democracia".  Patifes! Que tipo de democracia poderia ser ensinada na Coréia do Norte, China e na extinta URSS?? 

domingo, 13 de setembro de 2009

Desmistificando a Tela "Guernica"

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REMEMBER PARACUELLOS DEL JARAMA
por Janer Cristaldo
Ao longo destas crônicas, toda vez que alguém escreve que o quadro Guernica, de Pablo Picasso, é uma homenagem aos mortos durante o bombardeio da cidade basca de Guernica, procuro desmascarar o embuste. Picasso havia pintado uma tela de oito metros de largura por três e meio de altura, intitulada La Muerte del Torero Joselito, plena de cores fúnebres, que iam do preto ao branco, em homenagem a um amigo seu, o toureiro Joselito, morto em uma lídia. O quadro ficara esquecido em algum canto de seu ateliê. 
Ao receber uma encomenda para o pavilhão republicano da Exposição Universal de Paris de 1937, Picasso lembrou do quadro. Foi quando, para fortuna do malaguenho, em 26 de abril daquele ano, a cidade de Guernica foi bombardeada pela aviação alemã. Ali estava o título e a glória, urbi et orbi.
Uns retoques daqui e dali, e Picasso deu nova função ao quadro. No entanto, multidões hipnotizadas pela propaganda comunista, vêem em uma cena de arena, com cavalo, touro e picador, uma homenagem aos mortos de Guernica. De um só golpe de pincel, o vigarista malaguenho traiu a memória do amigo e mentiu para a História.


Mas não era disto que queria falar. E sim de Paracuellos del Jarama. Que poderia ter sido melhor homenagem de Picasso aos assassinados na Guerra Civil Espanhola. Pois em 1936, em Paracuellos del Jarama, sítio que ninguém gosta de lembrar, foram fuzilados pelo Partido Comunista nada menos que dois mil e quatrocentos espanhóis que se opunham à Frente Popular. Há quem fale em cinco mil. Outros em oito mil. À frente do PC espanhol estava Santiago Carrillo.
Em seu ensaio La Guerra Civil Española, o historiador Hugh Thomas fala em 1.654 mortos em Guernica. Na segunda edição do livro, teria reduzido a 200 este número. Mas há quem negue a ocorrência do bombardeio. Por exemplo, o professor americano Jeffrey Hart, que publicou em janeiro de 1973, no National Review, o estudo intitulado The Great Guernica Fraud, onde sustenta a tese de que bombardeio de Guernica não ocorreu. O artigo foi reimpresso nos jornais Die Welt e Il Tempo.
Em Paracuellos a matança é plenamente confirmada por historiadores e foi bem mais feia que o suposto bombardeio de Guernica. Entre 7 de novembro e 4 de dezembro de 1936, militares que haviam participado do levante franquista ou que não haviam se incorporado aos comunistas, falangistas, religiosos, militantes de direita, cidadãos comuns e outras pessoas que haviam sido detidas por serem consideradas partidárias da sublevação, foram retiradas das prisões, atadas pelos punhos e conduzidas em ônibus e caminhões e conduzidas às margens do Jarama, onde foram sumariamente fuziladas.
Claro que Picasso não poderia batizar seu embuste como Paracuellos del Jarama. Seria expulso da História e permaneceria desconhecido como pintor. Enfim, retomo esta história toda em função de notícia que leio no El País. O juiz espanhol Baltasar Garzón foi citado hoje ante o Supremo Tribunal, na qualidade de acusado de delito de prevaricação na causa sobre os crimes do franquismo. Seu delito seria ter tomado resoluções injustas tendo plena consciência de que eram injustas.
A decisão de citar Garzón ocorreu um dia depois de a Comissão Internacional de Juristas — formada por 59 presidentes e ex-presidentes de Cortes Supremas, magistrados e advogados de Estados membros da ONU — advertir o juiz de que a causa aberta contra o franquismo “não justifica ações penais nem disciplinares”.
A denúncia contra o juiz foi interposta pelo movimento Manos Limpias, que censura Garzón por não instruir um processo contra Santiago Carrillo pelos fuzilamentos em Paracuellos del Jarama.
Pelo jeito, almas não contaminadas pela amnésia finalmente retomaram o episódio da matança executada pelos comunistas.

Da Série: "O Passado Te Condena"

O livro de 2006, "Vanguarda do Atraso - Ameaças à liberdade de expressão durante o governo do PT no Rio Grande do Sul", editado pelo jornalista Diego Casagrande, apresenta a entrevista com alguns dos jornalistas e intelectuais gaúchos que foram processados pelo PT durante o governo de Olívio Dutra, a saber: José Barrionuevo, Hélio Gama, Denis Rosenfield, Políbio Braga, Érico Valduga, Paulo Moura, Rogério Mendelski, Gilberto Simões Pires, Jair Krischke e José Giusti Tavares.
Vejamos o prefácio do livro, para conhecermos como foram esses "dias de fascismo guasca":
"Sim, tivemos nossos dias de fascismo guasca. Se houve na história contemporânea do Rio Grande do Sul um grupo político tão avesso e refratário a críticas, este grupo foi o que integrou e apoiou o governo petista de Olívio Dutra (1999-2002). Pressões políticas, econômicas, intimidação policial e processos judiciais foram a tônica daquele período que não deixou saudades.
Em nome de um socialismo ultrapassado, crivado de idéias e ações de caráter totalitário, o grupo fez o que pôde para atropelar as liberdades. Quase conseguiu. Para tanto, contou com o conivente silêncio de setores importantes da sociedade gaúcha, do espectro econômico ao intelectual.
Não contavam, entretanto, com a resistência daqueles que não professam a democracia apenas nos discursos, mas também na prática incessante de defender o direito de pensar e expressar livremente o que pensam. E estes poucos pagaram de variadas formas. Uns perdendo seus empregos. Outros, perdendo processos na Justiça. E mais alguns encarando o desapontamento com a inglória tarefa de enfrentar um Golias chamado Estado, aparelhado para lhes oferecer uma perseguição implacável.
A democracia é linda, carregada de virtudes na essência, mas não raro em regiões pouco acostumadas a ela, acaba usada por aventureiros descompromissados com seus real sentido de respeitar leis, promover o bem estar geral e, essencialmente, conviver com a divergência. Costumo chama-los de sabotadores da democracia. São pessoas que vivem da política, militam nela, sobrevivem graças a ela e valem-se da liberdade para ali adiante tentar usurpa-la. Para estes, o partido e as metas ideológicas estão acima de tudo e justificam quaisquer maldades que possam sair dessa caixinha vermelha. Os conhecidos Processos de Moscou, empoeirados pela história, parecem ter renascido aqui em dado período histórico.
Quando o grupo do sindicalista bancário Olívio Dutra esteve no comando do governo gaúcho, houve a tentativa de usurpar nosso direito de opinar, criticar, divergir e pensar. Foram tempos difíceis, em que jornais e jornalistas conviveram com ameaças, desrespeito e intolerância. Tudo à luz do dia e em pleno regime democrático. Eu mesmo, diretor e editor de um site de opinião na internet, tive o contrato rompido unilateralmente pela Procergs/Via RS, responsável até então pelo envio de minha newsletter diária. É apenas um exemplo de como uma empresa de governo pode ser aparelhada para perseguir."
Fora da esfera da imprensa também foi um período duro, marcado por episódios grotescos de desprezo sistemático pelas instituições democráticas. Cito alguns casos, apenas para reavivar a memória de como os gaúchos foram afrontados pelos poderosos de plantão:
-. Bandeira de Cuba, uma ditadura, hasteada na janela do Palácio Piratini no dia da posse de Olívio Dutra
-. Destruição – com paus, pedras e coquetéis molotov – do relógio alusivo aos 500 anos do descobrimento do Brasil. O fato teve a participação de membros do governo e a anuência do governador
-. Lavouras de pesquisa científica foram destruídas por hordas de convidados oficiais do Fórum Social Mundial, muitos deles com passagens e estadia pagas com dinheiro dos contribuintes gaúchos
-. Invasão de lojas do MacDonald’s, com atos de violência contra os clientes
-. Audiência oficial e privada do governador com liderança terrorista das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo comunista responsável por milhares de assassinatos e mantido com dinheiro do narcotráfico
-. Tentativa de sucatear a Escola Tiradentes, da Brigada Militar, uma das mais importantes do RS
-. Abraço fraterno do secretário de Segurança, José Paulo Bisol, ao seqüestrador de uma lotação que manteve várias pessoas reféns durante horas
-. Partidarização e ideologização da TVE, com uma porta invisível que impedia os divergentes de participar de programas da emissora
-. Bandeira do MST na sala do secretário da Agricultura, Hermeto Hoffmann
-. O uso de um boné do MAB, grupo ligado ao MST, pelo secretário de Segurança e o comandante da Brigada Militar, desautorizando o cumprimento de decisões judiciais pela polícia
-. A ordem para que em todos os telefonemas atendidos nas repartições públicas fosse dita a frase: governo democrático e popular!
-. A edição de cartilhas de lavagem cerebral nas escolas públicas
-. Expulsão da montadora FORD, que assim como a GM, estava praticamente instalada no RS. Em apenas 5 anos na Bahia, dobrou o PIB per capita daquele estado
-. Tentativa de invasão do jornal Zero Hora
Algumas frases dos intelectuais entrevistados:
JOSÉ BARRIONUEVO – 59 anos, jornalista, ex-colunista dos jornais Correio do Povo e Zero Hora:
“O governo Olívio tentava te colocar a todo o momento como um canalha, te transformando em inimigo do progresso, um cara conservador, retrógrado. E como representavam a Honestidade, quem não estava com eles era o próprio mal”.
“Me sentia numa republiqueta, as pessoas amordaçadas, caladas, anestesiadas, não viam o que estava acontecendo aqui”.
“Às vezes fico pensando: será que aconteceu mesmo isso? O PT podia tudo! Eu me perguntava: Mas até quando o PT poderá tudo?”
Foi um tempo de censura. Nunca tantos jornalistas foram processados. Esta é a cena que deve estar bem presente, no que se refere ao autoritarismo deles com relação à imprensa”.
Grande parte do Judiciário também fazia salamaleques ao PT, estava encantada”.
Há cinco ou seis anos, no primeiro Fórum Social Mundial, a grande atração do evento foi o representante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC. Lotou o velho teatro do IPE. Havia mais de 400 pessoas na porta. De repente, os derrotados no mundo se voltaram para Porto Alegre. As FARC, o José Bové e o presidente do Parlamento cubano”.
HÉLIO GAMA – 62 anos, jornalista, especializado em coberturas econômicas, ex-diretor regional da Gazeta Mercantil, e atual editor-chefe do jornal semanal OI:
“Foi chocante para mim, porque eu perdi amigos, as pessoas pararam de falar comigo, tanto na Gazeta Mercantil como no OI nós paramos de ter fonte na Prefeitura. Não davam informação. Em várias áreas da Prefeitura diziam que éramos pessoas não-gratas”.
“Tínhamos um contrato de publicidade, de patrocínio. Mais ou menos 20 por cento do faturamento da Gazeta Mercantil no RS estava de alguma forma ligado a áreas do governo do Estado. Em razão da área legal, a Gazeta era a comunicação legal do Banrisul, da Procergs, da CEEE, uma série de empresas das quais nós publicávamos os balanços. Assumiu o governo e... bingo! Cortaram tudo”.
Me chamaram no Ministério Público. Fui lá. Entro já com aquele clima, o cara com a minha letter na frente. Daí ele me disse: ‘Olha, eu lhe chamei a pedido do governador do Estado, que pediu para abrir um processo por causa dessa sua letter’. Eu disse: ‘Tá, e aí?’ Daí ele disse: ‘É um primeiro contato que eu gostaria de ter com o senhor para que me explique as suas posições’ ”.
“As agências de publicidade foram muito influenciadas, porque foram formados núcleos petistas para atender o governo do Estado. E as agências então começaram a ampliar a área de castigo também para áreas privadas”.
No dia 28 de fevereiro eu saí da Gazeta. No dia 1º de março, saiu um anúncio de página inteira do governo do Estado no jornal. Página inteira. Esse tipo de coisa é maldade pura, porque vai muito além do que tu podes imaginar”.
DENIS ROSENFIELD – 55 anos, filósofo, formado pela Universidade Nacional Autônoma do México e Doutor de Estado pela Universidade de Paris. É articulista de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, entre outros, e do site www.diegocasagrande.com.br.
Quando eles chegam ao poder, retomam aquela postura revolucionária que continuava presente, mas estava um pouco em desuso na Prefeitura. E atualizam esse linguajar revolucionário e começam a se pautar por ele. É quando retomam as tendências autoritárias do socialismo”.
“A expulsão da Ford foi um prejuízo muito grande sofrido pelo Estado, realmente poderia ter aumentado o setor automotivo e toda cadeia produtiva de uma montadora. E você vê o sucesso que á a Ford na Bahia, das indústrias que seguem em pleno desenvolvimento lá. Ou seja, Antônio Carlos Magalhães está aí, rindo sozinho. Rindo do quê? Da nossa tristeza, rindo dos nossos problemas, porque um governador irresponsável expulsou uma grande montadora do Estado”.
“Minha acidez em relação ao PT e as minhas posições cada vez mais críticas, ocorreram a partir do momento em que eu me dei conta de que aquele socialismo envergonhado não perderia a vergonha. Ou seja, que faria uma tentativa de cunho revolucionário como correspondia à tradição histórica do partido, que tem os seus ícones em Lênin, em Trotski, em Fidel Castro, em Guevara. Eu achei que isso estava em processo de superação. A minha surpresa foi que não, eles estavam realmente ainda acreditando nisso”.
POLÍBIO BRAGA – 65 anos, jornalista e advogado, ex-colunista dos jornais Correio do Povo e Zero Hora. Atualmente escreve no jornal O Sul e edita o site www.polibiobraga.com.br.
O governo Olívio fez comigo, em síntese, praticamente tudo o que podia fazer: cortou-me todas as fontes de suprimento de informações, me tirou o emprego e tentou me botar na cadeia”.
“No final do governo Olívio, eu estava a ponto de pedir ajuda para a Associação Protetora dos Animais, e só não fiz isso porque o Movimento de Justiça e Direitos Humanos me acudiu antes. A mim e a outros jornalistas, dando suporte para que pudesse me manter ainda com alguma dignidade no que estava fazendo”.
“A Caldas Jr. foi a principal aliada na mídia de todo o governo do Olívio. E o Renato (Renato Ribeiro, dono da Caldar Jr.) teve as vantagens decorrentes disso, que eu acho natural. Porque, sempre a principal aliada dos governos foi a RBS. No caso do governo do Olívio, não foi”.
“A instalação do governo do PT na Prefeitura de Porto Alegre significou também um plano diabólico de amordaçamento da imprensa aqui do RS”.
“O PT do RS e os governos que ele teve aqui tinham um viés stalinista. Eles tinham um corte marxista. E na operação de áreas como esta, eles tinham uma prática stalinista’.
Eu tenho que rir aqui quando alguém da esquerda vem reclamar da imprensa, ou de alguma coisa, porque lá (Cuba) eles não têm nem imprensa. O cara aqui pode reclamar. O que quer a esquerda aqui no meio do jornalismo? Ela quer a imprensa tutelada totalmente pelo Estado”.
ÉRICO VALDUGA – 59 anos, jornalista, ex-chefe de redação da Gazeta Mercantil regional. Foi repórter do Jornal do Brasil, Folha da Tarde, Correio do Povo e O Globo. Atuou em diversos veículos eletrônicos, como Rádio Gaúcha e TV Bandeirantes.
Eu enfrentei problemas que não tinha enfrentado como editor e colunista de política na Caldas Jr., na época da ditadura militar. O Regime Militar foi, para os jornalistas, mais tolerante do que o governo do PT”.
“O curioso da ação facciosa do PT é que tu podias publicar qualquer inverdade ou meia verdade, se favorecesse o partido”.
Quantas pessoas tu conheces que empenharam fortunas e empobreceram na política? O PT não. O PT enriquece na política”.
“O PT, como o Partido Comunista, como o Partido Nazista, como o Partido Fascista, como o Fidel Castro agora, não tolera debate. Ou reza pela cartilha, ou é inimigo. E isso é uma brutalidade. Eu sempre achei e vou continuar achando uma brutalidade”.
A partir do momento em que eles (jornalistas) optaram pela militância, é como se isso fosse uma doença. Eles deixaram de ser jornalistas, de ter garra, de ter aquela gana de bem informar, de dar furo doa em quem doer. Pelo contrário, os bons jornalistas que eu conheço não são petistas. Aliás, eles não são nada. Reservam-se o direito de pensar”.
PAULO MOURA – 46 anos, cientista político, doutor em Comunicação Social. É autor dos livros "PT: comunismo ou social-democracia?" e "O gauchismo no marketing de Olívio Dutra".
“A seção gaúcha do PT brasileiro é a mais à esquerda, a mais ortodoxa do ponto de vista de seguir essa cartilha marxista tradicional. E o que se viu aqui foi a tradução dessa cartilha na perseguição de adversários, nos vários processos contra jornalistas, na beligerância do governo em relação a setores da sociedade”.
Democracia na história da esquerda e do PT é apenas uma etapa histórica de ocupação do poder. Quer dizer, a esquerda usa a democracia como um instrumento, um estágio do seu processo de tomada do poder. Mas as suas práticas não são democráticas, isso está comprovado”.
O PT imaginou que havia recebido das urnas um aval para implantar um projeto de esquerda, e quando tentou implantar esse projeto de esquerda, o eleitor que havia votado no Olívo disse: ‘Opa, espera aí. Não foi nisso que eu votei’ ”.
“Os dois pontos mais negativo: o primeiro é esse aspecto autoritário, porque isso não se faz impunemente, isso deixa vestígios. E o pior de tudo foi o atraso que nós tivemos num projeto de desenvolvimento econômico”.
“O processo contra profissionais de comunicação e intelectuais virou uma indústria no governo petista”.
ROGÉRIO MENDELSKI – 63 anos, jornalista, ex-apresentador do programa Gaúcha Hoje, da Rádio Gaúcha. Atualmente, apresenta seu programa matutino da Rádio Guaíba.
“Eu era uma pessoa pública. Você era hostilizado quando parava numa sinaleira, especialmente em época de campanha eleitoral. A gente via aquele fascismo hidrofóbico, que as pessoa babavam de ódio”.
”O incêndio do relógio. Aquelas operações de tirar os sem-terra e o secretário botar o boné dos invasores junto com o comandante, numa negociação onde era necessária a intervenção e a força da lei porque havia uma determinação judicial. Aquele gesto do secretário Bisol, saindo do seqüestro daquele lotação, o famoso seqüestro em Porto Alegre, e ele abraçado com o seqüestrador, deixando as vítimas lá. Aquela opção dele foi lamentável”.
“Houve uma investigação provando e levantando questões muito graves de envolvimento do governo com o jogo do bicho: declarações, gravações, proteção aos bicheiros. Isso aí não ficou muito bem esclarecido ainda, mas aquilo ali poderia ter sido um veio de corrupção, um tipo de ‘mensalão crioulo’ ”.
“Me comunicaram: ‘Olha, nós estamos te desligando, estamos te demitindo. As nossas relações mudaram, o presidente Lula foi eleito. Nós estamos querendo tirar essa carga forte de antipetismo que tu desenvolveste no programa’. Eu disse: ‘Não, tudo bem, numa boa’. Fui comunicado nesse tom. Que era em função do governo federal.”
“O governador, numa de suas primeiras manifestações na Federasul, atacou a classe empresarial. Ele disse que era contra o lucro, não é! O lucro é a essência da vida de um empresário”.
GILBERTO SIMÕES PIRES – 63 anos, radialista, administrador de empresas com pós-graduação em marketing financeiro. Edita a webletter de opinião www.pontocritico.com e apresenta o programa semanal Ponto Crítico, no canal 20 da NET.
“Eu sabia que eram mentirosos desde que assumiram a Prefeitura de Porto Alegre. Eles usaram um programa de televisão chamado Cidade Viva, onde tudo era pintado de cor-de-rosa”.
“A Ford virou um símbolo da perda de investimentos. Mas na realidade, foram 835 empresas registradas como desinteressadas no RS”.
“O Brasil sempre fez questão de ser um país de terceiro mundo”.
Há uma coisa importante na metodologia do governo do PT: tem que liquidar com o rastro. Se existiu um rastro desenvolvimentista, para não ficar com a marca do Britto, tinha que acabar com ele”.
O Bisol não foi omisso, foi conivente, na medida em que se identificou muito de perto com os sem-terra e com os invasores”.
“Eu denunciei essa mentira e o Ministério Público me exigiu a comprovação. Tive que correr para buscar os contratos e felizmente consegui. Embora não tenha sido o primeiro, o PT foi o mais agudo contrário a quem tivesse o livre-arbítrio do pensar e do dizer”.
JAIR KRISCHKE – 68 anos, ex-presidente e secretário-geral do Movimento de Justiça e Direitos Humanos
Havia um histórico e uma certa proximidade. Mas, quando chegam ao poder, as coisas se transformam. Porque a nossa relação imediatamente começou a ser muito difícil, por um componente que sempre nos causa muita preocupação: o autoritarismo. Só eles tinham a verdade, só o que eles diziam era o correto”.
“A queima do relógio dos 500 anos foi um ato fascista, com o apoio deste governo e dos pró-homens da Secretaria de Segurança”.
“Fui processado pelo Diretório Regional do PT, pelo Clube de Seguros da Cidadania, que foi uma outra denúncia nossa, da fraude que era”.
E logo este governo desencadeia uma perseguição aos jornalistas. Porque poderíamos concordar ou discordar, isto não importa. Uma perseguição realmente escancarada, sem limites, chegando ao cúmulo de num determinado momento chamarem um jornalista na chefia da polícia por haver publicado uma matéria que desagradava o governo”.
“Foi um governo que ao longo dos seus quatro anos infernizou a vida de mais de 20 jornalistas, de todas as formas possíveis e imagináveis: processando, perseguindo nas redações, tirando o emprego”.
“Trinta dias depois da posse chega ao meu conhecimento que no gabinete do então chefe de Polícia, em uma reunião com a alta cúpula da polícia, vinte e tantos delegados, diretores, o ilustre chefe de Polícia declarou o seguinte: ‘Está proibida a mordida no jogo do bicho. O que eu estou dizendo é uma ordem’ ”.
JOSÉ ANTÔNIO GIUSTI TAVARES – 72 anos, mestre em Ciência Política pela UFRGS, Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do RJ (IPERJ) e pós-doutorado pela Universidade Notre Dame, em Indiana, EUA.
“O Rio Grande do Sul tem uma tradição autoritária muito forte, é um inconsciente coletivo historicamente acumulado desde o Castilhismo. E nós convivemos com esse maldito subconsciente e não nos damos conta disso. Em função dessa tradição autoritária, é evidente que o PT teve menos resistência e maior motivação no RS do que no conjunto do país”.
“O governo Olívio foi essencialmente autocrático, com todos os traços da autocracia leninista”.
“A política de favorecer o pequeno, aparentemente tão sedutora do ponto de vista de uma concepção de justiça distributiva, revelava uma mentalidade daquele socialismo mesocrático, de pequena propriedade, pós-Revolução Francesa, que foi criticado até por Marx”.
“O Rio Grande ficou marcado, até mesmo para esse pessoal mais lúcido da esquerda, como anedotário”.
Se um camarada desses, um personagem desses, conseguir ser eleito novamente para o governo do Estado, nós partimos da anedota para a tragédia”.
COMENTO: são depoimentos de pessoas muito conhecidas no RS. Algumas até mesmo conhecidíssimas por suas tendências esquerdistas. É o retrato do que está se tornando o país!

sábado, 12 de setembro de 2009

Echegaray Propone Comprar Aviones Para Controlar al Campo

MIENTRAS TANTO SE DESMANTELAN LOS CONTROLES CONTRA EL NARCOTRÁFICO
El día de ayer (6 Sep 09), diario La Nación publicó la versión de que el titular de la AFIP, Ricardo Echegaray, compraría "aviones no tripulados" de última generación  aparentemente como los que se usan en Medio Oriente  para controlar desde el aire la supuesta evasión impositiva del ruralismo vernáculo (1).
En tal contexto, es dable recordar lo publicado oportunamente por Tribuna de Periodistas respecto al paso de Echegaray por la Armada Argentina en los "años de plomo" (2), donde hizo un curso de "aviación naval" junto a pilotos que participaron en las operaciones de la Guerra de Malvinas, con los entonces modernos aviones Súper Etendard.
Es probable que de aquella época provengan las novedosas y descabelladas ideas del titular de la AFIP sobre la compra de "aviones no tripulados" como los que usa Israel en la vigilancia de su pequeño territorio; o los aviones no tripulados que compró el presidente de Brasil, Lula, para controlar las operaciones de contrabando de drogas y armas en la triple frontera.
Lo insólito es que Echegaray no tiene la intención de vigilar el territorio nacional para combatir el contrabando de drogas y de armas que se produce en las zonas "calientes" de la frontera con Bolivia o en la Triple Frontera, sino la mera evasión de ruralistas. ¿No es acaso una decisión de una imbecilidad supina?
Según fuentes de la AFIP, el avión que se intenta adquirir es el modelo Heron-1 de la compañía estatal Israel Aircraft Industries (IAI), con un costo cercano a los... ¡20 millones de pesos por unidad! (3)
Lo interesante es que, según los mismos informantes, Echegaray se habría mostrado más ambicioso — a la vez que irónico —, al asegurar: "¿Veinte millones de pesos y un solo avión? ¡No! ¡Eso es poco! Queremos por lo menos 20 aviones para el año 2010". A esta altura, se hace evidente que, detrás de la decisión del titular de la AFIP, hay un negociado millonario que llenará los bolsillos de más de un funcionario K.
"Parece que el gobierno de los Kirchner tiene plata para comprar aviones no tripulados para vigilar el estado biológico de las parcelas rurales, las hectareas sembradas de soja, los silos supuestamente no declarados y el estado de las cosechas, pero no tiene plata para comprar radares para colocar en las zonas del norte argentino y de la triple frontera con Paraguay y Brasil por donde entran y salen las drogas y las armas, ante la vista gorda de las Aduanas de Salta, Formosa, Chaco, Misiones, etc, sin contar con las pistas clandestinas de Santiago del Estero; tampoco tiene plata para equipar a la Fuerza Aérea Argentina para comprar aviones ni para dotar a la Prefectura Naval de aviones para vigilar el litoral marítimo argentino de la depredación pesquera", admitió a este cronista un importante funcionario de la Aduana con gran ofuscación.
No es para menos, en un momento de crecimiento exponencial de la pobreza y la desocupación, donde la Argentina se ha convertido en la nueva Colombia, merced a las políticas erráticas de los Kirchner y sus laderos. Con un jefe de Gabinete como Aníbal Fernández, que impulsa la despenalización de la tenencia de drogas y hace lobby para que no se sancione un oportuno registro de precursores químicos — que evitaría la presencia de narcos foráneos en el territorio argentino — y un titular de la AFIP como Echegaray que ha desmantelado todos los controles aduaneros.
Antes de hablar siquiera sobre la compra de un avión de calesita, el titular de la AFIP debería explicar cuestiones más relevantes a los intereses nacionales. Por un lado, tendría que aclarar por qué ha mencionado al abogado "trucho" Christian Turba como coordinador de Comercio Exterior de la ONCCA, con oficinas en el tercer piso del edificio de la AFIP.
Por el otro, debería responder algo inexplicable: si el 3 de septiembre pasado se incineraron — supuestamente — dos toneladas y media de efedrina, ¿por qué no se queman otros estupefacientes y precursores que aún reposan en el Puerto de Buenos Aires y la Aduana de Ezeiza?
Sin palabras.
Christian Sanz

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sarkozy Cumprimenta Cacique e Doutor Assassino Caiapó

por Janer Cristaldo
Em 1980 foram massacrados pelo menos trinta peões pelos índios, em duas chacinas distintas, uma delas no Parque Nacional do Xingu, liderada pelo cacique txucarramãe Raoni. Na ocasião, Raoni exibiu nos jornais a borduna que "ajudou a matar 11 peões de uma fazenda". Não só permaneceu impune, totalmente alheio à legislação brasileira, como foi recebido com honras de chefe de Estado na Europa. O papa João Paulo II, François Mitterrand e os reis da Espanha, entre outros, o receberam como líder indígena. Raoni, com seus belfos, se deu inclusive ao luxo de expor sua pintura em Paris. Um dos quadros do assassino atingiu US$ 1.600 em uma lista de preços que começava a partir de mil dólares. No final do ano passado, Raoni recebeu o título de Dr. Honoris Causa pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso). Enfim, isso de universidades homenagear assassinos está virando praxe acadêmica. Fidel Ruz Castro é Dr. Honoris Causa pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
O patrono de Raoni neste périplo pelo Ocidente foi o roqueiro inglês Sting, que criou em 1989 a Rainforest Foundation e levantou 1,5 milhão de dólares para a demarcação da tribo dos caiapós, no sul do Pará. Raoni, que era txucarramãe, de repente virou caiapó. Em maio de 92, o cacique Paulinho Paiakan  como são simpáticos os diminutivos! , também da tribo dos caiapós, estuprou brutalmente a estudante Sílvia Ferreira. O cacique, que foi capa de uma revista americana, na qual era considerado a solução para os problemas da humanidade, foi condenado a seis anos de prisão.
Mas os caiapós da aldeia Aukre, no sul do Pará, decidiram não entregar à Justiça o cacique Paulinho Paiakan, condenado a seis anos de prisão. Segundo os líderes caiapós, embora Paiakan tenha cometido crime sexual contra uma mulher branca, sua prisão dentro da aldeia representaria uma desmoralização para a tribo. Além disso, colocaria em risco toda a comunidade indígena, "que ficaria sujeita às leis da cidade". Onde se viu um bugre submeter-se às leis do país em que vive? Paiakan julgado e condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado e com sentença ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), permaneceu livre como um passarinho em sua reserva. Assim como José Sarney e seus filhos continuam livres no Distrito Federal e no Maranhão.
Raoni, o ex-txucarramãe hoje caiapó  vá lá se saber por quê!  pelo que me consta, nem julgado foi. Hoje (7 Set), foi a vez de o presidente Nikolas Sarkozy cumprimentar, na embaixada da França em Brasília, o assassino txucarramãe. Quantos seres humanos precisa matar alguém para receber um doutorado Honoris Causa, ser recebido pelo papa, por Mitterrand, pelos reis da Espanha e por Sarkozy?
Pelo jeito, onze cadáveres é suficiente.