sexta-feira, 7 de março de 2008

Infanticídio Praticado Pelas FARC

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A edição do Notalatina de hoje traz propositalmente fotos chocantes mas necessárias para desmascarar o mito do “mártir” revolucionário massacrado indefeso enquanto dormia, segundo palavras do presidente do Equador, Rafael Correa, e de toda a “cumpanhêrada” e mídia chapa branca. Muito já se falou e revelou sobre a morte de Raúl Reyes mas há coisas que ainda parecem um tanto nebulosas e/ou mal explicadas. Uma delas, por exemplo, é a exacerbada atitude de Chávez tomando as dores de um suposto conflito que nada tinha a ver com seu país. A outra, é a súbita mudança de comportamento de Correa que aceitou no primeiro momento as explicações de Uribe, e depois passou a se comportar como uma prostituta que se visse ofendida por um cliente lhe passar a mão no traseiro, depois de décadas trabalhando no bordel; todos têm o rabo muito preso, como verão a seguir.
Vamos aos fatos.
A cabeça no alto da página é a do narco-terrorista Raúl Reyes, dono de uma extensa ficha criminal que, dentre outras coisas, consta em seu haver seqüestros de meninas desde os nove anos de idade para satisfazer seus apetites sexuais. Este tarado assassino mantinha as meninas acorrentadas em árvores para serem seviciadas por ele e pela cúpula das FARC, segundo denúncia dessas vítimas, uma das quais fora capturada com 12 anos e aos 16 conseguiu fugir. Contra ele pesavam, segundo a Procuradoria Geral da Colômbia, mais de 100 processos pelos delitos de terrorismo, sedição, seqüestro com fins terroristas, assassinato, homicídio agravado, narcotráfico, rebelião, lesões pessoais e porte ilegal de armas, bem como 30 ordens de captura.
Alguns de seus atos mais bárbaros, registrados desde o ano de 1991 até o fim do ano passado, são:
Ataque à base militar de Patascoy, em dezembro de 1997, no qual morreram 10 militares, 18 foram seqüestrados e 8 ficaram feridos;
Condenado pelo seqüestro e posterior assassinato da ex-ministra da Cultura, Consuelo Araújo Noguera;
Morte do congressista Diego Turbay Cote, sua mãe e quatro pessoas mais, em 29 de dezembro de 2002;
Assassinato do monsenhor Isaías Duarte Cancino, em 16 de março de 2002;
Acusado da produção, comercialização e tráfico organizado da Colômbia para as selvas do Brasil;
Atentados em Bogotá, contra a posse do presidente Álvaro Uribe, em 2002;
O massacre de Bojayá, na qual perderam a vida 119 pessoas, entre elas 45 menores de idade;
Atentado terrorista contra o Clube El Nogal, em Bogotá, no qual morreram 36 pessoas e deixou uma centena de feridos;
Abusos, seqüestros e recrutamento de menores na antiga zona de distensão;
Atentado com uma bicicleta bomba, em que um garoto de 12 anos foi feito em pedaços que voaram pelos ares, em 25 de janeiro de 2008 no bairro de Fatima, ao sul de Bogotá;
Seqüestro em 2002 e assassinato em 2007 de 11 dos 12 deputados de Valle.
E apesar de viver no meio da mata, este psicopata de fala mansa e sorriso fácil era proprietário de várias fazendas em nome de pessoas próximas à sua família que ele não era burro! , gostava de bebidas caras, era o único a ter uma espaçosa e confortável cama e três notebooks, além de possuir um caríssimo relógio Rolex, que inclusive usava quando foi morto. Teve o que procurou e já foi tarde!
E a outra cabeça, de quem é? Qual a ficha policial desta pessoa? Nenhuma. Esta cabeça pertencia a uma criança. Um menino que foi barbaramente torturado, enforcado e depois teve o pescoço cortado (como se vê no detalhe) porque seus pais não quiseram (ou não puderam) pagar o resgate. Sobre seu corpinho sem vida havia um bilhete cínico e perverso dando conta disto. Mas a imprensa não divulgou. A bruxa comuna Hebe de Bonafini não chorou, como chora pelos terroristas argentinos mortos em confronto que ela chama de “jovens idealistas”. Os “camaradas” não viram nisso nenhum “massacre a um inocente”, nem houve passeatas ou atos de repúdio. Como este menino, um sem-número de outros são assassinados ou ficam mutilados por causa das minas terrestres.
Agora, a pergunta que está intrigando muita gente, é: por que Chávez se meteu numa confusão que não era dele e por que Correa mudou de comportamento em relação à informação de Uribe? Bem, muita gente já sabia há tempo das ligações de Chávez com as FARC, e não somente por causa dos tais “acordos humanitários” como ele gosta de alegar, pois desde dezembro de 2006 eu informei aqui neste blog que vários terroristas farianos haviam recebido passaporte e identidade como venezuelanos dados pelo próprio governo, inclusive Ricardo (ou Rodrigo) Granda, que tem propriedades na Venezuela com escritura legalizada e tudo o mais. Também neste artigo “Prêmio Nobel da Paz para as FARC?”, que escrevi em 11 de janeiro para o Mídia Sem Máscara, apontei várias provas do envolvimento mais que amistoso, cúmplice, entre Chávez e as FARC. Entretanto, a apreensão dos computadores de Raúl Reyes ofereciam as provas primárias, aquelas originais recolhidas diretas da fonte. E Chávez sabia disso e sabia também que os vínculos entre o governo do Equador e o alto Comando das FARC estavam lá, em mensagens trocadas entre eles todos.
Em mensagem recebida de minhas fontes venezuelanas chegaram revelações surpreendentes. Nela, o informante infiltrado no governo relata o desespero e histerismo de Chávez quando tomou conhecimento da morte do parceiro e amigo, nos negócios e no Foro de São Paulo, Raúl Reyes, e informa o que segue:
Chávez, excitado com o êxito do resgate dos quatro reféns colombianos, não resistiu à tentação de agradecer a Raúl Reyes pela libertação – recompensada por 4.5 milhões de dólares por refém – e insistiu em que “agora é a vez de Ingrid Betancourt, meu irmão!”. Isto foi dito através de rádio-telefone-satélite a Reyes, rompendo a rigorosa precaução de silêncio de rádio-comunicações por 72 horas depois da liberação. Na primeira tentativa Reyes não atendeu; Chávez continuou ligando e deu o código de segurança urgente o que faria com que Reyes atendesse.
Esta violação de silêncio de rádio foi fatal. Na Sala Situacional de Miraflores acreditam que o Pentágono (ou o serviço de Inteligência colombiano que trabalha com equipamentos sofisticadíssimos vindos dos Estados Unidos) detectou com precisão as coordenadas em minutos e segundos, do local onde o terrorista e seus acompanhantes estavam acampados em território equatoriano, controlado pelo governo desse país.
Rodríguez Chacin em seu regresso a Miraflores recriminou Chávez por sua imprudência presumindo o que poderia acontecer, porém Chávez o rechaçou e por isso Chacin não apareceu mais na mídia desde então.
Agora Chávez reconhece sua imprudência e maldiz a todo mundo a cada minuto. Ele é o grande culpado de que Raúl Reyes tenha sido localizado, atacado e abatido. Ele reage como louco pela culpa da morte de seu íntimo camarada, ameaçando o governo colombiano. Mobiliza as Forças Armadas para a fronteira para maior garantia de que não se produza outra ofensiva de surpresa que possa liquidar com Marulanda. As FAN ainda não sabem direito o que se passa e porquê estão sendo deslocados, obedecendo como robôs a um louco aliado do narcotráfico das FARC, sem saber como mobilizar tanques pesados por pontes que estão caindo.
Chávez se aproveitará do desenvolvimento de um conflito com a Colômbia para decretar estado de emergência e suspender garantias constitucionais. Previram esta loucura sugerida pelo G2 cubano: qualquer mínimo ataque de fogo procedente das Forças colombianas, Chávez mandaria destruir e incendiar alguns poços petroleiros no Lago, para acusar Uribe de atacar objetivos não-militares e obter o ansiado apoio de toda a população venezuelana. Assim está estabelecido como segredo máximo na Sala Situacional.
Depois de falar com Chávez, que o alertou a partir para o ataque contra Uribe, Correa passou a agredir o governo da Colômbia e a acusá-lo de ameaçar a soberania nacional por “invadido seu espaço territorial”. Em entrevista à CNN em Espanhol Correa afirmou que suas fronteiras eram muito bem vigiadas, entretanto, não sabia que havia acampamento das FARC em seu território que não tinha nada de provisório, pois até antena da Directv havia, conforme se viu nas fotos.
Como já estavam em andamento negociações entre o governo do Equador, através de seu Ministro da Defesa Gustavo Larrea, e as FARC, a revista “Resistencia”, órgão de difusão do bando emitiu o primeiro comunicado que dizia: “Por agora podemos assegurar que as afirmações mendazes do governo [da Colômbia], onde asseguram que nossos camaradas faziam presença na irmã república do Equador, são pouco menos que uma infâmia”.
Entretanto, esta “infâmia” é logo desmascarada pelo ataque histérico de Chávez que acabou passando recibo , ao reclamar a invasão do governo colombiano ao país vizinho mesmo tratando-se de uma situação excepcional , ao tempo em que ele próprio se metia em assuntos internos de outro país. E quanto mais se remexe nesse esgoto mais provas incriminatórias aos governos equatoriano e venezuelano aparecem. Luis Eladio Pérez, um dos seqüestrados recém-libertados, afirmou que a guerrilha o manteve um tempo nesse país, que a comida era equatoriana, a dinamite era equatoriana e a munição idem. Além disso, a afirmação de Correa de que seu ministro estava tratando de realizar “acordos humanitários” com o bando terrorista o compromete mais ainda porque, conforme declarações do embaixador colombiano perante a OEA, Camilo Ospina, se o Equador queria servir de mediador, que entrasse em contato com o governo da Colômbia que daria o aval ou não, como fez com Chávez. Considerando que era mesmo este o interesse de Correa, esta atitude significa ingerência nos negócios de outro país mas o mundo inteiro, inclusive o Brasil, resolveu acusar a Colômbia e apoiar os delinqüentes.
A jornalista venezuelana Patricia Poleo, afirma que dentro do Fuerte Tiuna existe uma instalação pertencente à Direção de Inteligência Militar (DIM), chamada “Manzanares”, perto da estação Pedra Azul, dento do bosque de pinhos. Ali funcionou durante muitos anos uma estação de escuta de nível estratégico na qual se monitorava a área do Caribe. Há aproximadamente 3 anos esta instalação foi desmantelada e convertida em uma base de operações de Ramón Rodríguez Chacín. A parte superior foi convertida em dormitório e o térreo no escritório e sala de operações do agora ministro do Interior e Justiça.
No período em que não se tinha notícias de Chacín, ele se encontrava operando ali obedecendo ordens diretas de Chávez. O mais grave, entretanto, não é isso. Ali se hospedam os líderes das FARC, entre eles Iván Márquez. Há tempo eles se deslocam por via aérea, por isso foi construído também um heliporto. São realizadas várias viagens diretas de “Manzanares” até uma fazenda em Barinas (não por coincidência, a terra natal de Chávez) que se supõe ser de propriedade de Chacín (e que se especula que é onde está o camarada Marulanda), e também onde pairam fortíssimas suspeitas de que foi para lá que enviaram os 6 políticos recém-libertados para um regime de engorda e melhorar a aparência. A custódia da estação está a cargo de gente que responde diretamente ao ministro de Interior e Justiça Rodríguez Chacín. Todo o pessoal militar foi retirado do local por ordens de Chávez; Hugo Carvajal, codinome El Pollo e diretor da DIM, está a par de tudo isto. Em “Manzanares” funciona um sistema de comunicações encriptadas com as FARC através de rádios HF.
El Pollo” mantém os contatos mais quentes com a hierarquia das FARC, em especial com Germán Briceño, codinome “Grannoble” (irmão de “Mono Jojoy”) e é expert em questões ideologicamente revolucionárias com o método da tortura. As pessoas muito próximas de Chávez são pouquíssimas mas um desses mais íntimos, leais e a quem Chávez tem mais confiança é o general Hugo Armando Carvajal Barrios, o “cérebro” da Inteligência venezuelana. Agências de Inteligência internacionais têm quase como certo de que foi Carvajal quem forneceu proteção e documentos de identificação a guerrilheiros e narcotraficantes da Colômbia em território venezuelano incluindo o há pouco assassinado Wílber Varela, codinome “Jabón tudo com o apoio e conhecimento do governo chavista. Um comissário da DISIP (polícia política) acrescentou que Carvajal deu documentos falsos aos irmãos colombianos Didier e Yesid Ríos que desde outubro de 2007 vivem em Ilha Margarita e lá contam com segurança permanente de membros da DGI, designados por Carvajal. Esses irmãos fazem parte de uma família que trabalhou durante anos para o comandante da Frente 16, Tomás Medina Caracas, codinome Negro Acacio, no envio de drogas e lavagem de dinheiro.
Em julho do ano passado o general Carvajal foi alertado de que um informante de sobrenome Rodríguez vinha fornecendo informações à DEA sobre os nexos que um industrial venezuelano, próximo ao governo, mantinha com narco-terroristas. Carvajal deu ordem a uma equipe de homens do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC) que o seqüestraram, torturaram e assassinaram. Mais grave do que isto, entretanto, foi a tortura e assassinato do Capitão Camilo González e do Cabo Gregorio Martínez, do Exército colombiano na sede da Guarda Nacional (GN) em Santa Barbara, estado de Zulia. Um oficial da GN que prestava serviço na guarnição onde foram assassinados os militares relata:
“Os que descobriram os militares colombianos e se deram conta de que eles estavam fazendo inteligência são oficiais da Polícia de Santa Barbara. Eles os capturaram e os levaram à sede do Destacamento de Apoio Aéreo número 1 da Guarda Nacional. De lá, eles comunicam a captura ao general Carvajal que envia um coronel da DIM; é ele quem se encarrega de torturar os colombianos durante vários dias. Em alguns interrogatórios esteve presente um guerrilheiro que nos disseram que era do ELN. Depois de tirar deles toda a informação, o coronel chamou o general Carvajal para saber o que faziam com eles; Carvajal dá a ordem de executá-los. Fez isto porque sabia que, como eles estavam em uma atividade de espionagem, o governo da Colômbia não podia protestar e, além disso, era uma mensagem clara aos militares colombianos do que espera aos que forem descobertos aqui na Venezuela. O oficial afirmou que o coronel encarregado da tortura é um homem de confiança de Carvajal e desde 2005 se converteu num contato-chave da DIM com a guerrilha colombiana. Diz o oficial: “Ele sempre foi mais próximo do ELN do que das FARC, tanto que se referiam a ele como ‘Comandante Raúl’”.
Quanto ao tenebroso ministro do Interior, Rodríguez Chacín, as agências de Inteligência colombianas têm um enorme dossiê sobre suas atividades permanentemente atualizado; conhecem todos os seus passos, seus contatos com os terroristas das FARC e ELN, negócios que faz. Da última informação posta, em janeiro de 2008, uma é de extrema gravidade e de fundamental importância para o Brasil. Diz o seguinte: O Governo venezuelano, sob sua direção pessoal, trabalha na estruturação e criação, na Venezuela e posteriormente em outros países como Colômbia, Equador Brasil e Nicarágua, de uma organização de fachada chamada ‘Batalhão Socialista Internacional A Pátria Grande’, o qual na realidade será um agrupamento chamado ‘Comando Específico Bolivariano’, dirigido aos serviços de inteligência e integrantes das Redes Bolivarianas, para estender o processo chavista
A respeito das “Redes Bolivarianas” recomendo a leitura do artigo “Círculos Bolivarianos no Brasil”, escrito em 26 de outubro do ano passado, do historiador Carlos I. S. Azambuja para o Mídia Sem Máscara.
É gente como esta que tem o descaramento em falar da “violência de Uribe”, de “soberania ameaçada”, de “ingerência em assuntos internos de outro país” e mais um monte de estupidez para esconder seus próprios crimes, acusando-o daquilo que eles praticam. É também indignante e nauseabundo ver o comportamento do governo brasileiro com o trio mefistofélico Lula+MAG+Celso Amorim, posando de “pacificadores” muito dignos e honrados, sobretudo quando estes mesmos elementos apóiam desde há 18 anos os guerrilheiros das FARC e ELN, o narcotráfico e crimes de seqüestro e assassinato, pois são todos “camaradas” no Foro de São Paulo do qual o cínico Lula é fundador junto com a múmia assassina Fidel Castro.
Neste vídeo aqui, durante o programa “Alô, Presidente!” nº 306, Chávez demonstra todo o seu horror pela morte do cúmplice na imensidão de crimes contra pessoas inocentes, e destila seu veneno sobre o governo da Colômbia e do “império”. Mas também revela o que Lula esconde há 18 anos do povo estúpido que o elegeu, que foi onde conheceu e como se tornou amigo das FARC e de Lula. Se alguém ainda tem dúvidas do porquê Lula está tão pianinho em público, depois da morte do número 2 das FARC, e porque quer a todo custo evitar um confronto entre Equador, Venezuela e Colômbia. Não acreditem nas minhas palavras; leiam a documentação completa do Foro de São Paulo que lá vocês vão descobrir quem são os participantes, como e quem dessa organização se elegeu e quais são seus planos e metas para a América Latina. Estão lá Lula, Rafael Correa, Chávez, Daniel Ortega, Evo Morales, Fidel Castro, todos esses que, fingindo uma honra ultrajada, querem a cabeça de Uribe em bandeja de prata.
Meus votos muito sinceros são: já que foi dado ao FBI o direito de fazer uma devassa nos computadores de Raúl Reyes, que encontrem também correspondências dos membros do Partido-Estado, do seboso Marco Aurélio Garcia ou do “pacifista” Lula trocadas com as FARC, para que a farsa de que este elemento é a pessoa mais indicada, por ser um “grande democrata”, para apaziguar os arroubos de Chávez na região, finalmente seja desmascarada. Fiquem com Deus e até a próxima!
G. Salgueiro
Fonte:  Notalatina
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quinta-feira, 6 de março de 2008

Cae el Mayor Traficante de Armas del Mundo, Gracias a los Datos del PC de Reyes

Por Noticias24:
Victor Bout, uno de los delincuentes más buscando y considerado el mayor traficante de armas del mundo, ha sido detenido hoy en Tailandia. Su ubicación ha sido posible gracias a los datos encontrados en el PC del fallecido lider de las FARC Raúl Reyes.

Fue “El señor de la guerra” en el cine y el traficante más poderoso del mundo, segun Amnistía Internacional. Una operación global ha terminado con el arresto de Victor Bout, uno de los delincuentes más buscados, acusado de comeciar con Al Qaeda, los talibanes y las FARC, y cuya vida fue llevada a la gran pantalla y protagonizada por Nicolas Cage.
El traficante ha sido detenido en Tailandia a raíz de la incursión del ejército colombiano el pasado sábado en Ecuador en la que murieron varios guerrilleros, incluido el segundo hombre de las FARC, Raúl Reyes. Los datos encontrados en su ordenador han permitido seguir la pista de Bout hasta el país asiático.
La policía le ha localizado en el lujoso hotel Sofitel de Bangkok, la capital del país, después de buscarle durante un mes a petición del Departamento Estadounidense Antidroga. El traficante, de 41 años y de origen ruso, estaba acusado de “suministrar armas y explosivos a los rebeldes colombianos”.
El detenido, que según fuentes policiales tailandesas está siendo interrogado por agentes estadounidenses del FBI, se encontraba en Tailandia desde el pasado enero, y durante todo ese tiempo, cambió de hotel en varias ocasiones para eludir el seguimiento al que estaba sujeto. El arresto se produjo mientras mantenía una reunión con otra persona, cuya identidad y nacionalidad no han sido reveladas.
Un informe de Amnistía Internacional de 2005 le consideraba el traficante de armas más poderoso y el que más se había enriquecido con este negocio. El informe le implicaba además en la venta de armas en Bulgaria, Eslovaquia, Ucrania y naciones africanas.
Bout vio truncada su carrera en la KGB tras el colapso de la Unión Soviética y se dedicó a vender armas a naciones en guerra, como Sierra Leona, Angola y la República Democrática del Congo. Licenciado en el Instituto de Lenguas Extranjeras del Ejército Soviético, Bout habla seis idiomas. Fue funcionario del Ejército del aire y sus contactos con Ucrania tras la caída de la URSS le permitieron acaparar un gran arsenal con el que empezó a comerciar ilegalmente.
Tailandia está considerado por los cuerpos de seguridad occidenales como uno de los centros de Asia de trafico de armas y de distribución de documentos falsos.
Fonte: El País
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Noches Sin Lunas ni Soles — Las Bebidas Estimulantes (Mal Llamadas Energizantes)

Comenzaron a llegar al mundo hace unos veinte años, primero tímidamente, hasta dejarse "probar". Luego aparecieron una tras otra, marca tras marca, hasta llegar hoy en día a zambullirse masivamente en los tragos que consumen los jóvenes en los pubs, discos y todo lugar de diversión nocturna. Son las mal llamadas por sus productores "bebidas energizantes", promocionándolas como "ideales para el deportista, el estudiante y todo el que desarrolle esfuerzo físico, además de mejorar el estado de ánimo", encubriendo la verdad y todo el mal que producen. Especialmente en cuanto a esa promocionada "mejora del estado de ánimo", cuyo blanco principal es la juventud.
En estos últimos años estas bebidas han caído en cascada sobre prácticamente todos los países el mundo. Es así como los diversos mercados del planeta reciben latas o botellas, cuyo contenido en casi todos los casos es de 250 mililitros, con nombres de fantasía tales como "Dark Dog", "Blue", "Nitro", "Speed", "Burn", "Tab", "KMX", "Full Throme", "Red Bull", "Hot Power", "Rox", "Vitaliza", "Blue Demon", "Rocket Fuel", "Red Devil" o "Boost". Nombres cuyas traducciones hablan por sí mismas y resultan llamativas para impactar, precisamente, en las mentes de los jóvenes y atraerlos, hasta que una vez probadas por ellos, difícilmente puedan prescindir de las simpáticas latitas.
Es que la fórmula de la composición de estas bebidas — no varía mucho entre una y otra  contiene elementos que realmente colaboran no sólo a "levantar el ánimo" de quienes las consumen, sino también a mantenerlos despiertos durante muchas horas. Por algo la leyenda que promociona a "Rocket Fuel" dice: "Despierto todo es posible".
Además de la cafeína, entre los principales ingredientes figuran taurina, glucuronolactona, inositol, niacina y ácido pantoténico, mezclados con vitaminas B6 y B12, carbohidratos, sodio y azúcar. La cafeína es la sustancia psicoactiva más consumida en el mundo, suficientemente conocida por sus propiedades para "mantenerse despierto". En varias de las bebidas mencionadas la fórmula incluye guaraná, la esencia de origen brasileño que de por sí ya tiene un alto contenido de cafeína, por lo cual aumenta considerablemente la presencia de ésta en la bebida. La taurina se obtenía en la antigüedad del semen masturbado del toro y era utilizada para prevenir algunas enfermedades, si bien — para aquellos que den un respingo al leer ésto — actualmente se obtiene mediante otros procesos menos traumáticos. Es considerada por los fabricantes de las bebidas como un "complemento alimenticio", razón por la cual las jovencitas bulímicas o anoréxicas también acuden a su consumo pensando que su deficiencia alimentaria está de esa manera "cubierta". La glucuronolactona es un químico altamente peligroso, que fue desarrollado por el Departamento de Defensa de Estados Unidos durante los años '60 para estimular la moral de las tropas acantonadas en Vietnam pues actuaba como una droga alucinógena que calmaba el síndrome de la guerra. Pero sus efectos en el organismo fueron tan devastadores que fue descontinuado ante el alto índice de casos de migrañas, tumores cerebrales y enfermedades del hígado que mostraron algunos soldados que la consumieron. A pesar de ello, en las latas de estas bebidas aún se lee que entre sus componentes aparece la glucuronolactona, catalogado médicamente como un "estimulante".
Tomemos como ejemplo la fórmula de una de las bebidas en cuestión, "Vitaliza". Entre cantidades más discretas de los otros elementos que la componen, cada envase de 250 mililitros contiene 48 miligramos de cafeína, 500 mg. de taurina y 50 mg. de inositol. En este caso, la ausencia de glucuronolactona en su composición está compensada por la excesiva cantidad de cafeína y taurina y por el inositol, también llamado "Vitamina B8", utilizado psiquiátricamente para tratamientos contra la depresión y los trastornos de pánico. Es la combinación de estos tres elementos más la glucuronolactona — que sí contiene la mayoría de las restantes bebidas —, sumados a la mezcla con los aditamentos restantes como las vitaminas, los que hacen que los consumidores de las bebidas estimulantes no deban beber más de dos a tres latas por día. Y eso sin mezclarlas con otras sustancias, lo que lamentablemente ocurre. Es que la juventud, siempre hábil para descubrir  de motu proprio o inducida  nuevas aplicaciones para lo que utiliza, llegó lamentablemente al siguiente paso habilitante para prolongar su energía, placer y mantenerse sin sueño y activos toda una noche hasta avanzada la mañana siguiente: mezclar estas bebidas con alcohol e incluso con drogas. De hecho, el reciente fallecimiento en Buenos Aires de una estudiante de 16 años a causa de un repentino infarto se debió, según los médicos que la atendieron, a la mezcla de varias latas de una de estas bebidas estimulantes y alcohol con una importante dosis del alucinógeno "Extasis". Otra lacra muy habitual actualmente en las discotecas y en los festivales de música electrónica, eventos éstos en los que el éxtasis corre fluidamente entre los asistentes, distribuido tanto por los dealers como por los propios responsables del lugar donde se desarrollen, con el agregado de que su consumo requiere de la ingesta de gran cantidad de líquido, para no deshidatarse. Entonces los delincuentes de turno clausuran los grifos del agua corriente  ya que los jóvenes anteriormente acudían con frecuencia a los baños a beber agua  para obligarlos a adquirir el agua mineral que ellos venden, además a precios exorbitantes, o, mejor aún, bebidas estimulantes como las hasta aquí mencionadas. Uno de los aspectos bastante conocidos que rodea a esos eventos y que ya es vox pópuli entre la sociedad. Pero las autoridades correspondientes, como es habitual desde hace tiempo, brillan por su ausencia. Y así se genera uno de los desastres padecidos por los jóvenes de nuestros días, además del consumo de drogas, anfetaminas y alucinógenos. En una sola noche de diversión, por ejemplo en una disco, la febril actividad y excitación desplegadas y el deseo de prolongarlas más allá de la salida del sol combatiendo el cansancio y el sueño hacen que, además de consumirse mucha más cantidad de latas de estas bebidas que lo permitido — llegándose a cantidades que van de los ocho a diez envases —, las mismas se mezclan con bebidas alcohólicas, producto final al que la fértil e interesada imaginación de quienes los expenden los denomine inocentemente "tragos".
Para tener una idea de la variación de combinaciones podemos señalar que una de estas bebidas estimulantes, "Nitro", de mucho consumo en Uruguay, hasta publicita estos "tragos" en su página de Internet (nitro.com.uy), donde pueden observarse diversas variantes, por ejemplo "Nitro" con ron, con champagne, con vodka, con coñac y ron, con vodka y gin, y con whisky, ron y vermouth. Un directo y abiertamente publicitado ataque contra la salud de los jóvenes a quienes van destinados esos "tragos", sin que merezca la más mínima sanción u observación de aquellos a quienes corresponda actuar. Mezclas lo suficientemente explosivas como para que muchos jóvenes hayan incrementado en los últimos años la atención hospitalaria a casos de infartos, arritmias, taquicardias y otras derivaciones por el estilo. Profesionales del Servicio de Hemodinamia del Hospital Italiano de Buenos Aires indicaron en su momento que se ha incrementado el registro de problemas cardíacos por el consumo de alcohol mezclado con bebidas estimulantes, llegando a atenderse a muchas personas jóvenes con infartos agudos sin tener una enfermedad coronaria previa. Señalaron en tal sentido que "el infarto es mucho peor en una persona joven, en la que las coronarias se tapan de manera abrupta", alertando que esos pacientes hasta pueden padecer una insuficiencia cardíaca de por vida. Uno de los profesionales explicó: "Lo que ocurre es que toman con alcohol varias latas de estas bebidas en una noche, y semejante carga de cafeína — equivalente hasta a más de 20 tazas de café — aumenta la frecuencia cardíaca, somete a un mayor roce la cobertura interna de las arterias y produce una irritación que puede generar un coágulo que tape la arteria y produzca el infarto". Por su parte la doctora Mónica Nápoli, médica toxicóloga, consideró que, aunque se las llame "energizantes", estas bebidas no lo son, señalando: "Son desfatigantes o estimulantes. Estas bebidas quitan la sensación de fatiga. No es que el que las toma no se cansa, sino que no siente el cansancio. De igual forma, esta enorme cantidad de cafeína les permite beber en cantidad hasta llegar a la ebriedad, o incluso el coma alcohólico, porque retrasa los efectos del alcohol". Aparte de que los voceros de las empresas líderes en la fabricación de estas bebidas defienden obviamente a sus productos expresando que lo perjudicial para la salud no es el consumo de la bebida sino la ingesta excesiva de alcohol con que se la mezcla, en las latas se advierte  con letra demasiado pequeña  sobre la inconveniencia de que consuman energizantes los niños y las personas diabéticas y se aconseja no exceder el límite de dos por día. Sin embargo, en muchas de ellas una advertencia o prohibición para que estas bebidas no se ingieran mezcladas con alcohol también brilla aún por su ausencia, al igual que, como señalamos anteriormente, la acción efectiva de las autoridades correspondientes.
Velocidad ilimitada
En la Argentina el mercado de las bebidas mal llamadas "energizantes" ha sido copado actualmente por "Speed", nombre con el que genéricamente se conoce a la marca "Speed Unlimited", que desembarcó en el país en 1999, y que no parece ser casual: también se denomina así a una anfetamina de la familia de las drogas sintéticas, que provoca un estado de estimulación física y psicológica y anula el cansancio y el sueño, entre otros "logros".
Si parecen ser coincidentes las propiedades de la bebida y de la anfetamina que llevan el mismo nombre, no parece ser casual también la frase que suele acompañar las promociones de "Speed": "Lo más prohibido".
Precisamente apuntar hacia el carácter de "lo prohibido" parece ser uno de los sistemas de promoción de quienes comercializan "Speed", apuntando a la fértil imaginación de los jóvenes.
Para ello se organizan frecuentemente eventos, por lo general en una conocida disco, en los cuales se cuenta con los servicios de un grupo de agraciadas promotoras, todas rubias por supuesto y vestidas llamativamente con sólo dos piezas donde se destaca, dentro de sus escasos límites, el logotipo de la bebida. Las muchachas se ubican en lo alto de una tarima en la que bailan y — para mayor excitación de los asistentes mientras éstos consumen latas y más latas de "Speed" o su habitual mezcla con vodka y jugos de frutas — ejecutan algunos actos de lesbianismo.
Otro de los sistemas de promoción de los productores publicitarios de la bebida consiste en otorgar diversos beneficios a los propietarios del local de turno, que van de la colocación en el mismo de luminarias con el logo incandescente de "Speed" al obsequio de elementos decorativos y de buena cantidad de envases de la bebida sin cargo alguno.
El caso es que "Speed" es actualmente la única marca que aceptó la imposición de la Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología (ANMAT), el organismo de la Argentina que regula y controla todo en esos rubros, para que rebaje la cantidad de cafeína en la bebida, que era de un 35% por cada 100 mililitros, a un 20%, el máximo permitido. Aunque debe tenerse en cuenta que si el envase contiene 250 mililitros, la cantidad de cafeína sigue siendo muy alta.
Esta bebida es fabricada por la firma austríaca August Starzinger, una compañía dedicada al rubro "aguas minerales" aunque parece que el descubrimiento de "Speed" le ha rendido mayores beneficios. Lamentablemente el afán de lograr beneficios hace que a los productores y comercializadores de "Speed" — como los de las restantes bebidas estimulantes — les importe un rábano lo que les ocurra a sus consumidores.
Si bien se amparan en que no son responsables de la mezcla que éstos hagan de la bebida con alcohol, saben perfectamente lo que ocurre los fines de semana con las distracciones de la juventud, que en una sola noche de constante movimiento en las disco pierden gran cantidad de agua y electrolitos de sus cuerpos, esa deshidratación los obliga a consumir muchos más envases de los permitidos y, si prefieren los "tragos" como los que citamos anteriormente — su mezcla con diversas bebidas alcohólicas —, las consecuencias finales pueden resultar mucho más funestas.
Precisamente, a las formas de promoción de "Speed" como las ya citadas, se agregan precisamente la de diversos "tragos" publicitados sin ruborizarse y con sus correspondientes nombres de fantasía, como éstos, por ejemplo, que citamos a continuación. "Fuego Sagrado": Speed y Vodka; "Fritz Evolution": Speed y Cointreau; "Speed Volador": Speed con Whisky; "Fresh Oddyssey": Speed con Gancia; "Acid Psycho": Speed con Champagne; "Rápido sin Límite": Speed con Gin; o "Histeria": Speed y Tía María.
Todo un muestrario de la fulminante mezcla de este tipo de bebidas estimulantes con variedad de bebidas alcohólicas que constituyen una verdadera bomba para los organismos de los jóvenes, que son así inducidos a su consumo sin que haya control alguno por parte de las autoridades sanitarias. En el verano de 2001 "Speed" era aún lo suficientemente nueva en el mercado argentino como para que el diario "Clarín" le dedicara un artículo, firmado por Victoria Tatti, que entre otras cosas reproducía las sensaciones que esta bebida provocaba entre algunos jóvenes entrevistados en un local bailable de Pinamar, en la costa atlántica.
Por ejemplo, una joven de 24 años que no paraba de bailar decía: "Yo estoy trabajando y hace varios días que no duermo porque esto me mantiene despierta. Está bárbaro, es energizante. Te pone las pilas". En tanto, en la barra un joven pedía un vodka y una lata de "Speed", los mezclaba y los bebía, diciendo: "Si lo tomás solo no pasa nada, pero si lo mezclás con vodka o con champán, te parte la cabeza". Un amigo suyo agregaba: "Te pega, te estimula, me entendés. No podés parar, no sé por cuánto tiempo. Te da una energía impresionante".
Mientras, en Buenos Aires se recogían expresiones similares. Mariana, de 23 años y estudiante de Sociología, se autodefinió como fanática de "Speed": "Te pone a full. No tenés que tomar más de cuatro. Un día tomé ocho en una fiesta y no dormí en todo el día. Me tembló el pulso y tuve taquicardia". Por su parte Sergio, de 25 años, y empleado en un local de venta de ropa también dijo conocer el efecto de la mezcla: "A mí me gusta tomarlo con champán. Te tomás cuatro o cinco y bailás toda la noche. Es una masa". El caso es que ya se han sucedido en los últimos años una serie de casos de jóvenes fallecidos, a causa del descontrol en la cantidad de este tipo de bebidas ingeridas y su mezcla con alcohol y aún drogas como el éxtasis, si bien la prensa no informa demasiado sobre estas trágicas cuestiones. Es que los productores de las bebidas estimulantes pagan muy buenas pautas publicitarias en los medios como para que éstos publiquen algo en contra de las mismas.
En todo caso se limitan a realizar sesudos comentarios acerca de la mezcla de drogas y alcohol, dejando al margen la ingesta de estas bebidas estimulantes. Por otra parte, estas compañías no sólo operan sobre los dueños de locales bailables y pubs ofreciéndoles descuentos en los precios, merchandising gratis y otros beneficios como los que mencionamos anteriormente, sino que también buscan sumarlos al lobby ejercido sobre los legisladores que pretenden regular la comercialización de estos productos. Aunque en los hechos no puedan demostrarlo, aseguran sin ruborizarse que las disposiciones que los obligan a reducir la concentración de cafeína en las bebidas "nos privan de una herramienta que nos otorga energía para desarrollar nuestra actividad de la mejor manera posible". Incluso publican costosas solicitadas presuntamente firmadas por "deportistas" pero que en realidad parecen redactadas por los publicitarios de esas empresas.
Con todo el marketing engañoso dirigido principalmente a los jóvenes, han logrado algo: el estudio de una consultora realizado entre septiembre de 2003 y enero de 2005 ya había mostrado en esa oportunidad que las ventas crecieron en un 300%.
La embestida del toro rojo
Una de las marcas más famosas de bebidas estimulantes que se comercializa en más de cien países del mundo ha tenido conflictos judiciales en muchos de ellos que intentaron prohibirla o al menos que baje la cantidad de cafeína en su composición, a lo que se ha negado rotundamente, y en todos los casos ha ganado los juicios menos en tres de esos países, Francia, Noruega y Dinamarca, que prohibieron su venta libre por considerar a sus ingredientes un "cóctel de muerte", aunque su descubridor y propietario, tercamente, insiste en que terminará por vencerlos también. Es que no sólo cuenta con los mejores equipos de abogados, sino también con el respaldo y la presión de las embajadas de su propio país de origen.
Dietrich Mateschitz — "Didi" para sus amigos más cercanos — es un empresario austríaco que de haber comenzado vendiendo detergentes para la compañía Unilever y tras haber adquirido gran experiencia en marketing licenciándose en el World Trade Institute, pasó a ser uno de los hombres más ricos del mundo, llegando a ocupar el puesto 427º de la revista "Fortune" con 1.000 millones de dólares en su haber y enarbolando su frase preferida: "El poder de la publicidad es mucho más fuerte que las promociones a largo plazo". El camino inicial para llegar a su fortuna actual lo hizo a partir de uno de sus viajes por el mundo, esta vez — luego de haber vendido también cepillos de dientes y pastas dentales para Procter&Gamble — como director de mercadotecnia de la firma alemana Blendax.
Fue cuando descubrió que en Tailandia vendían cierto jarabe tonificante que él mismo solía tomar con hielo durante los vuelos de regreso a Alemania para disminuir el cansancio. Entonces decidió estudiar el mercado de esos productos, y se encontró con Chaleo Yoovidhya, quien tenía en Tailandia una empresa que fabricaba ese tipo de tónico. Rápidamente, Mateschitz lo convenció para introducir un producto similar en Europa haciendo algunos cambios en la fórmula y el nombre. Así, mediante una inversión inicial de un millón de dólares, nació la primera marca de bebidas estimulantes de la historia: Red Bull.
Corría el año 1987, y "Didi" debió esperar tres años para que en Austria le aprobaran la licencia, pero una vez logrado esto y tras obtener los permisos de salud de diversos países europeos, el producto fue finalmente lanzado. Durante el primer año de operaciones se vendieron un millón de latas, cantidad que se duplicó al segundo año, hasta llegar a la actualidad en que, como ya se señaló, esta bebida se comercializa en más de 100 países del mundo.
La escalada de progresos que ha tenido la comercialización de esta "energy drink" hace que hoy en día Red Bull patrocine numerosos eventos deportivos y tenga un equipo de competición propio en las carreras de Fórmula 1. Como una muestra de la manera en que esta bebida ha ido inundando los mercados de más de cien países, existen registros que indican que en 2004 había vendido unos 2.000 millones de latas, y en 2005 había elevado esa cifra en un 25% más.
Actualmente, Mateschitz y sus abogados están en litigio con la ANMAT de Argentina, por cuanto ésta ha detenido hasta el momento el avance de Red Bull en el país, prohibiendo su venta, mientras en su momento el pícaro ex ministro de Salud, Ginés González García — siempre atento a hacer negociaciones donde veía que podía lograr una "comisión" a su favor — hacía la "vista gorda" a ese avance. Sin embargo se cree que esta resistencia del organismo argentino será difícil de mantener, ante el poder del empresario y los aliados que éste tiene. Es que la embestida del toro rojo tiene además el respaldo de la embajada de Austria en Buenos Aires, que presiona sobre el gobierno y los políticos locales, y a su vez hasta hace lobby ante la Unión Europea y la Organización Mundial de Comercio para abogar por "Didi" Mateschitz y su hasta ahora fallida incursión en la Argentina.
Además, el grupo se aferra a un dictamen que elaboró, en épocas del gobierno de Fernando de la Rúa, una incompetente directora del Instituto Nacional para los Alimentos (INAL), la ingeniera María Elena Laferriere, quien mediante la Disposición 6611/2000 — y presionada ya entonces por el grupo Red Bull — clasificó a las bebidas de este tipo como "suplementos dietarios", lo cual permitía su venta libre. De esa clasificación, obviamente, se colgaron todos los productores y comercializadores de estas energy drinks para desatar una invasión más profunda de sus latitas en el país.
A partir de allí y con el correr de los años comenzaron a sucederse las alertas, con casos en su mayoría graves que llegan a los hospitales por el consumo de estas bebidas. El problema para los organismos competentes era que ya había muchas de ellas en el mercado, y prohibirlas significaba la aparición de numerosos juicios contra el Estado. Y no había profesionales de valía como para enfrentar el problema: la ingeniera Laferriere ya había sido despedida, pero en su lugar en el INAL Ginés González García colocó a un amigo suyo, el doctor Matías De Nicola, que era tan incompetente como su antecesora y encima no era ni médico ni ingeniero alimentario. Era veterinario. Por toda esta falta de profesionalismo en los estamentos oficiales, especialmente en lo que hace a la aprobación de alimentos, bebidas y medicamentos, y a la inacción de los legisladores en ese sentido, es que la embestida del toro rojo y de otras bebidas estimulantes encontrarán un fértil campo de acción en el país.
Mientras tanto las noticias — al menos las que provengan de medios que no cuentan con la abundante publicidad pagada por estas empresas —, continuarán hablando de tanto en tanto de casos de jóvenes que caen como moscas en la interesada telaraña tejida por las compañías productoras de las simpáticas y a la vez letales latitas de energy drinks.
Carlos Machado
Buenos Aires - Argentina

quarta-feira, 5 de março de 2008

Por Que Não Choras, Lulla??

por Carlos Reis (assinante de Zero Hora)
Luto em Brasília. E o pior: o presidente Lula está proibido de chorar em público pela morte do companheiro Raúl Reyes, segundo em comando, líder militar das FARC, a guerrilha comunista maior e mais importante da América Latina. O braço político da revolução chama-se Foro de São Paulo, organização fundada por Lula e Fidel Castro e que reúne governos latino-americanos, partidos políticos de esquerda, e grupos guerrilheiros comunistas que vivem da exploração da cocaína, do sequestro de personalidades (empresários, políticos, americanos), e do contrabando de armas. A perda para ambos foi grande. Marco Aurélio "top top" Garcia (MAG) estava arrasado. Entrevistado pelo programa Atualidade da Rádio Gaúcha dia 03/03/2008, mal disfarçava a dor. Felizmente foi poupado de maiores constrangimentos pela apresentadora Ana Amélia Lemos, chefe da sucursal do jornal e da RBS em Brasília, que em momento algum mencionou a organização em que MAG é um dos principais líderes. A Ana Amélia, eu presumo, nada sabe do Foro de São Paulo.
Mas as pessoas informadas da realidade latino-americana sabem da equivalência entre Raúl Reyes com MAG. Ela não é despropositada. Ambos são chefes diplomáticos das FARC e do Foro de São Paulo, respectivamente. Raúl Reyes é velho conhecido e camarada de MAG e Lula. Raúl escreveu uma carta a Lula cumprimentando-o pelo apoio e pela “vitória eleitoral” por duas vezes e seu nome aparece nas atas do Foro de São Paulo. Então ele era velho amigo, companheiro e colega de Lula, de MAG, e de toda a diplomacia brasileira comprometida com a revolução comunista latino-americana. Devemos respeitar a dor desta gente, mesmo que eles não respeitem a nossa.
É de se convir que o Foro de São Paulo tem sofrido revezes importantes, e não apenas por culpa de Álvaro Uribe, o presidente colombiano carrasco dos terroristas das FARC. Uribe é amado pelo povo colombiano, cujo clamor recentemente chegou ao mundo todo. A imprensa grande do Brasil omitiu o fato: milhares de pessoas saindo às ruas no mundo todo exigindo o fim da guerrilha assassina comunista colombiana. Por sua vez, Chávez acumula derrotas pessoais há meses. Fidel Castro, a múmia assassina, renunciou à ditadura formal de Cuba. Só falta o Brasil saber das coisas. Se depender da RBS não saberá nunca, e o povo brasileiro continuará a ignorar o que é o Foro de São Paulo.
É do conhecimento público, entretanto, que os novos líderes comunistas da América Latina estão todos envolvidos em maracutaias e crimes diversos contra os direitos humanos. Mas assim como aqui, também é lá. Onde está a Justiça para os companheiros? Cristina Kirchner se elegeu com dinheiro venezuelano. Um novo tiranete cresce no Paraguay, e é imitador confesso de Evo Morales, o lamentável índio cocalero boliviano a quem o Brasil cedeu a Petrobrás e sua dignidade. Rafael Correa, o líder equatoriano do Foro de São Paulo, agora posa de vítima, embora tenha grande dificuldade de explicar porque as FARC estavam sob sua proteção no Equador.
Então, não existe “contencioso diplomático” algum, como quis significar o jornalismo desinformado e “neutro” da RBS. A palavra usada no Atualidade não se aplica a guerrilhas comunistas que sequestram pessoas por anos, comercializam cocaína nos morros do Rio de Janeiro, e fomentam a guerra revolucionária na América Latina. O sonho da “Pátria Grande” é o sonho marxista-leninista em curso amplamente divulgado pela propaganda comunista e sequer foi mencionado por Ana Amélia Lemos. A ladainha audaciosa de Chávez é a mesma dessa gente toda. Apenas ele, como desmiolado que é, tem coragem de vocalizar, e agora se sabe, auxiliar as FARC com 300 milhões de dólares.
Ouvir Hugo Chávez bravatear e ameaçar a Colômbia e seu povo livre é a prova mais clara de como o golpe foi duro para os comunas do Foro de São Paulo. Foi duro também para essa imprensa infantil. Então não surpreende nada ver os comunistas todos se juntarem em desagravo à morte do guerrilheiro Raúl Reyes. E o que a imprensa nanica moral faz? Torna Lula mediador do conflito! É de dar risada a mediação de Lula! Alguém na Colômbia pensa que Lula é neutro nesta história? Desde quando Lula é juiz de alguma coisa? O próprio Lula em defesa das FARC acusou Álvaro Uribe de ser “terrorista de Estado”! E quem mais se esforçou para libertar Olivério Medina, chefe do tráfico da cocaína no Brasil? Graças aos esforços do PSoL, do PT, do PSDB e da diplomacia brasileira, Olivério Medina (amigão de Olívio Dutra, lembram?) foi devolvido à guerrilha da cocaína por conta de um artifício jurídico muito conhecido nosso e que dá mole para bandidos e propagandistas da revolução. Ou alguém conhece algum traficante das FARC preso no Brasil, além do Fernandinho Beira-Mar? E os 5 milhões de dólares da cocaína na campanha de Lula em 2002? Já esqueceram também que Antonio Palocci queria fundar uma representação diplomática das FARC em Ribeirão Preto? Ah, homens e mulheres de pouca memória! Saibam que é por conta desta promiscuidade toda que Lula não pode chorar em público a morte do aliado.
Fonte: Ternuma - 04/03/2008
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Outros Tempos Diplomáticos

Sobre o tema abaixo, gostaria de saber se alguém lembra de a Colômbia ter ameaçado o Brasil com guerra, se retirou embaixador e se exigiu um pedido formal de desculpas pela invasão do seu território. Alguém lembra como agiram as diplomacias dos dois países?
Hoje, 3 de março, no Estadão:
O Exército Brasileiro tem no currículo, entre outros, pelo menos um confronto direto e histórico com as FARC, na fronteira do País com a Colômbia, em 1991, na região do Rio Traíra. Os guerrilheiros atravessaram a fronteira, atacaram o Destacamento Traíra, mataram três soldados, balearam outros quatro militares e roubaram armas e munição. Dois dias depois da incursão das FARC, um pelotão brasileiro de Forças Especiais invadiu o território colombiano, atacou o acampamento do grupo, matou pelo menos sete guerrilheiros e recuperou todos os equipamentos roubados.
Em 2 de março, um leitor anônimo postou no Coturno Noturno, antecipando a grande mídia:
Só pra lembrar: 12:00 horas de uma terça-feira, dia 26 de fevereiro de 1991.
Cerca de 40 elementos que se declararam guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias Comunistas (FARC) — Comando Simón Bolívar / Facção Força e Paz , realizam uma incursão em território nacional e atacam um Destacamento do Exército Brasileiro estacionado em instalações semi-permanentes, às margens do rio Traíra, fronteira entre o Brasil e a Colômbia.
O ataque foi efetuado por três escalões, dos quais um, o de apoio de fogo, permaneceu na margem colombiana, enquanto os outros dois, de assalto e de segurança, investiram o acampamento. Inicialmente, com preciso fogo de atiradores de escol, foram eliminados os sentinelas da hora, e a seguir, desencadeado intenso fogo de armas automáticas contra as instalações do Destacamento, cujos integrantes, surpreendidos, tentaram, sem sucesso, reagir.
Em decorrência da ação, da guarnição de 17 homens, resultaram três soldados mortos e nove feridos. Morreram também dois garimpeiros clandestinos colombianos que estavam detidos no posto aguardando evacuação para Vila Bittencourt/AM. Na finalização da operação, os guerrilheiros colombianos apropriaram-se de estações rádio, munição, uniformes e todo o armamento do posto, conduzindo todo o material para o seu território. Aparentemente, não sofreram baixas. Portavam armamento automático HK 5.56 mm e armas de caça calibre 12. Trajavam uniformes de cor verde claro e botas de borracha do tipo "sete léguas". Faziam parte do comando atacante duas mulheres identificadas como já tendo sido anteriormente presas no Destacamento.
A instalação do Destacamento Traíra foi uma decisão do Comando Militar da Amazônia, autorizada pelo Sr Ministro do Exército, Comandante da Força Terrestre, para fazer face à tumultuada situação reinante na região da Serra do Traíra/AM, provocada pela presença de grande número de garimpeiros clandestinos brasileiros e, principalmente, colombianos, que para lá se deslocaram após a desativação das instalações da Empresa de Mineração Paranapanema, que detinha o alvará de pesquisa aurífera cedido pelo Governo Federal.
Em posteriores operações de Inteligência ficou comprovado que a guerrilha colombiana aliada a cocaineiros e garimpeiros clandestinos colombianos, e também contando com o beneplácito de alguns índios corrompidos pela narcoguerrilha na região, procuravam as regiões auríferas nos antigos garimpos abandonados da Cia Paranapanema, a fim de obter recursos para suas ações subversivas. Dessa forma, a ação da guerrilha colombiana foi efetuada como uma represália à ação repressiva desencadeada pelo Destacamento Traíra. Há que se ressaltar que a atuação do Destacamento Traíra, instalado sob a responsabilidade do então 1º Comando de Fronteira Solimões/1º Batalhão Especial de Fronteira (1º Cmdo Fron-Solimões/1º BEF), sediado em Tabatinga/AM, se limitava a uma ação específica de manutenção da ordem, visando tão somente expulsar garimpeiros colombianos de volta ao seu território, e impedir a vinda de garimpeiros brasileiros para a área, até que o Governo Federal regularizasse a situação da lavra no local, provocada pelo abandono da Empresa Paranapanema.
O ataque das FARC contra o Destacamento Traíra foi uma ação inesperada, covarde, traiçoeira e inusitada, em virtude da missão que o Destacamento cumpria, e de nunca se ter tido notícia de fatos dessa natureza, desde a instalação, na Amazônia, dos primeiros Pelotões de Fronteira do Brasil.
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Petrobrás — Roubos e Factóides

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Não sei se esta vai ser divulgada, mas vale a pena tentar. Também fui empregado da Petrobras e gostaria de dar minha contribuição para esta palhaçada que inventaram sobre "roubo" de informações sigilosas (?).
Para entender é preciso recapitularmos como é feito um poço de petróleo.
— A geologia sai pelo mundo afora fazendo [pesquisas] sísmicas para mapear formações onde pode ter ocorrido a formação de hidrocarbonetos (óleo e gás). Após estudos estatísticos, define-se um alvo e manda-se perfurar.
— A exploração desloca um equipamento (sonda em terra e plataforma no mar) para a perfuração. Uma tubulação vazada com uma broca na ponta vai erodindo formações abaixo. O cascalho resultante retorna a superfície carreado por um fluido que é injetado na tubulação vazada, sai pela broca e volta à superfície transbordando nuns tanques com um sistema de peneiramento. Sempre tem alguém nas peneiras monitorando o que chega. Ao menor indício de gás ou óleo, para-se a perfuração para testes.
— Os testes são de vários tipos: teste de formação (abre-se o poço de forma controlada e espera-se para ver o que sai), perfilagem, etc. A perfilagem consiste na instalação de uma unidade na sonda ou plataforma que é mantida num container. É descido no poço um sensor (geralmente radioativo) que capta os tipos de formações e se existe óleo e/ou gás nas formações, com grande precisão, estas informações são registradas num computador e mandadas a quem interessar possa. 
— Aí chegamos aonde eu queria: essa operação, como muitas, é TERCEIRIZADA. A Halliburton sempre fez este serviço para a Petrobras. Os dados vão aparecendo na tela, o operador vendo, vendo, vendo e tudo bem. Terminado o serviço, recolhe-se tudo, faz-se o relatório e pronto. Resumindo, é uma coisa que somente Deus, o operador, a Halliburton e toda a torcida do Flamengo e do Bahia ficam sabendo. Canso de ver artigos de geólogos sobre poço tal, com presença de hidrocarbonetos nas formações tais e tais. 
 Se a Petrobras quer mesmo manter secretas suas informações, PARE DE TERCEIRIZAR operações importantes. Resumindo: PALHAÇADA. Acredito no roubo de Lap-top´s e no esquecimento dos gastos de uma certa dama com cartões corporativos. 
— Aproveitando, TUPI e JÚPITER não foram descobertos ontem. Tem no minimo três anos (somente Deus, o operador, a Halliburton e toda a torcida do Flamengo e do Bahia sabiam). Essa "bomba" só veio a publico para esquecermos do próximo apagão e para muita gente ganhar dinheiro (e muito) na bolsa. Compram-se ações, divulga-se uma notícia que vai levar a Petrobras para a OPEP, as ações disparam, vende-se na alta e fica-se mais rico. 
Luiz Sergio Lima 
Ex-gerente da Petrobras
Fonte:   Lunar
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Já Não Podemos Dizer Nada!

por Sandra Cavalcanti
Em 14 de de abril de 1930, aos 36 anos, Vladimir Maiakóvski, o maior poeta russo da era contemporânea, deu um fim trágico à sua atormentada vida. Matou-se porque perdeu toda a esperança e se viu diante de uma estrada sem saída.
Sua obra é absolutamente revolucionária, como revolucionárias eram as suas idéias. Mas o poeta, dizia ele, por mais revolucionário que seja, não pode perder a alma!
Ele acreditou piamente na Revolução Russa e pensou que um mundo melhor surgiria de toda aquela brusca e violenta transformação. Aos poucos, porém, foi percebendo que seus líderes haviam perdido a alma.
A brutalidade crescia. A impunidade era a regra. O desrespeito às criaturas era a norma geral. Toda e qualquer reação resultava em mais iniqüidades, em mais violência. Um stalinismo brutal assolou a pátria russa. Uma onda avassaladora de horror e impotência tomou conta de seu espírito, embora ainda tentasse protestar. Mas foi em vão. Rendeu-se e saiu de cena.
Em 1936, escreveu Eduardo Alves da Costa o poema No caminho com Maiakóvski, que resume sua desoladora tragédia.
"... Na primeira noite eles se aproximam/ e roubam uma flor/ de nosso jardim./ E não dizemos nada./ Na segunda noite, já não se escondem:/ pisam as flores,/ matam nosso cão,/ e não dizemos nada./ Até que um dia,/ o mais frágil deles/ entra sozinho em nossa casa,/ rouba-nos a luz e,/ conhecendo nosso medo,/ arranca-nos a voz da garganta./ E já não podemos dizer nada."
Nestes tristes tempos, muitos estão vivendo as angústias desabafadas neste poema. Também acreditaram em líderes milagrosos, tiveram esperanças em dias mais serenos, esperaram por oportunidades melhores e sonharam com paz e alegria. Nunca imaginaram que, em seu lugar, viriam a impunidade, a violência, o rancor e a cobiça. Os que chegaram ao poder, sem nenhuma noção de servir ao povo, logo revelaram a sua verdadeira face.
O País está vivendo uma fase de completo e total desrespeito às leis. A Lei Maior, aquela que o País aprovou por meio de seus representantes, não existe. Para uns, todas as leniências. Para outros, todos as violências. Nas grandes cidades, dois governos, duas autoridades: a tradicional e a dos marginais.
No campo, ausência de direitos e deveres. Uma malta de desocupados, chefiados por líderes atrevidos e até debochados, está conseguindo levar o desassossego e a insegurança aos milhões de trabalhadores rurais que ali se esforçam para sobreviver. Isso já vem acontecendo há muito tempo e não há sinal de que alguma autoridade pretenda submetê-los às penas da lei. Ao contrário. Eles gozam de imenso prestígio junto ao presidente, que não se acanha em lhes dar cobertura e agir com a maior cumplicidade.
A ausência das autoridades tem sido o grande estímulo para que esses grupos, e outros que vão surgindo, venham conseguindo, num crescendo de audácia e desrespeito, levar o pânico aos que vivem do trabalho no campo. A mesma audácia impune garante também a expansão das quadrilhas de narcotraficantes em todo o País. A cada dia que passa eles chegam mais perto de nós.
Se examinarmos com atenção os acontecimentos destes últimos dois anos, dá para entender o nosso medo. Quando explodiu o caso do Waldomiro Diniz, as autoridades estavam na obrigação de investigar tudo e dar uma punição exemplar. O que se viu? Uma porção de manobras para encobrir os fatos e manter os esquemas intocáveis. E qual foi a reação do povo? Nenhuma.
Roubaram uma flor de nosso jardim, a flor da decência, da dignidade, da ética, e nós não dissemos nada!
Quando, da noite para o dia, dezenas de deputados largaram suas legendas e se bandearam para as hostes do governo, era preciso explicar tão misteriosa adesão. O que se viu? Uma descarada e desafiadora alegria no alto comando do País! E qual foi a reação do povo? Nenhuma.
Eles nem se esconderam. Pisaram em nossas flores, mataram o cão que nos podia defender. E nós não dissemos nada!
Quando um parlamentar, que integrava a tal maioria, veio denunciar o uso de recursos públicos, desviados de forma indecente, com a conivência dos altos ocupantes do governo, provando que a direção do PT e do governo sabiam de tudo e de tudo se haviam aproveitado, qual foi a reação do povo? Nenhuma.
Eles nem se importaram com o fato de terem sido descobertos. O mais frágil deles entrou em nossa vida, roubou a luz de nossas esperanças e, conhecendo o nosso medo, ainda se deu ao luxo de arrancar a nossa voz da garganta!
Será que vamos aceitar? Não vamos dizer nada? Será que o povo brasileiro perdeu de vez a sua capacidade de se indignar? A sua capacidade de discernir? A sua capacidade de punir?
Acho que não. Torço para que isso não esteja acontecendo. Sinto, por onde ando e por onde vou, que lá no mar alto uma onda de nojo está crescendo, avolumando-se, preparando-se para chegar e afogar esses aventureiros. Não se trata, simplesmente, de uma questão eleitoral. Não se cuida apenas de ganhar uma eleição. O importante é não perder a alma. O direito de sonhar. A vontade de viver melhor.
Colocar este momento como uma simples luta entre governo e oposição é muito pouco. E derrotá-los, simplesmente, também é muito pouco, diante do crime que eles praticaram contra as esperanças de um povo de boa-fé. O que vai hoje na alma das pessoas é o corajoso sentimento de que é preciso vencer o pavor e o pânico diante da audácia dessa gente, não permitindo que eles nos calem para sempre. Se não forem enfrentados, se não forem punidos, se seus métodos e processos não forem repudiados, nosso futuro terá sido roubado. Nossa voz terá sido arrancada de nossa garganta.
E já não poderemos dizer nada.
Sandra Cavalcanti, professora, foi deputada federal constituinte,
 secretária de Serviços Sociais no governo Lacerda,
 fundadora e presidente do BNH
Fonte: Alerta Total de Quarta-feira
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segunda-feira, 3 de março de 2008

Ditadura Militar ????

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Está aí uma ditadura pior do que aquela que hoje insistem em apelidar de “ditadura militar”. Como nos dias de hoje, naquele período fui também um crítico. Não lembro de ter sido perseguido, como insistem em afirmar que era o hábito da época aqueles que, por falta de argumento para uma retórica razoável, apelam sem disfarces para o desvirtuado e corrosivo “ouvi dizer”.
Que ditadura era aquela que me permitia votar? Que nunca me proibiu de tomar uma cervejinha num desses bares da vida após as vinte e três horas? Ou num restaurante de beira de estrada? Que ditadura era aquela que (eu não fumo) nunca proibiu quem quer que seja de fumar? Que ditadura era aquela que nunca usou cartão corporativo para as primeiras damas colocarem até botox no rosto ou para outros roubarem milhões de reais do povo brasileiro? Vi, sim, perseguições, porém contra elementos de alta periculosidade à época, como o eram os Zés Dirceus, Zé Genoino, Dilma Roussef  a Estela — Marco Aurélio Garcia, Diógenes, o assassino do Capitão Schandler, como os que colocaram bombas em lugares públicos, como aquela no aeroporto de Guararapes, cujo resultado foi a morte de gente inocente, ações de subversivos que desejavam implantar no Brasil um regime comunista, e para tal seguiam planos de formar nas selvas o que hoje, na Colômbia, chamam de FARC.
Que ditadura era aquela que permitia que a oposição combatesse o governo, como ocorria com deputados como Ulisses Guimarães, apenas para se citar um nome? Que ditadura era aquela que jamais sequer pensou em proibir a população de usar armas para se defender, como hoje criminosamente pretendem? Que ditadura era aquela que em nome da democracia, jamais admitiu invasão de propriedades e jamais sustentou bandidos com cestas básicas em acampamentos e jamais impediu a policia de agir, como a ditadura de hoje? Que ditadura engraçada aquela que chegou a criar até partido de oposição!
Curiosa essa democracia de agora, em comparação ao que chamam de “ditadura militar”, “democracia que permite que ladrões do dinheiro público continuem ocupando cadeiras no parlamento e cargos no governo e tolera até mesmo um presidente alegar que “não sabia”, para fugir de sua responsabilidade para com a causa pública.
Que ditadura militar era aquela que jamais deu dinheiro de mão beijada para governantes comunistas, amigos de presidente, como ocorre com a ditadura de hoje e, contra a qual não nos permitem sequer contestação? Que ditadura era aquela que jamais proibiu a revelação das fuças de bandidos em foto e TV como ocorre na “democracia” de hoje, numa gritante e vergonhosa proteção do meliante, agressor da sociedade? Escuta telefônica, eis mais uma ação da “democracia” de hoje e proibida à época “daquela ditadura militar”.
Ah ... é verdade ... Aquela ditadura proibia casamento de homem com homem, sexo explícito na TV alcançando crianças, proibia a pouca vergonha e não dava folga para corruptos que eram cassados quando prevaricavam, sem permitir que a sociedade fosse punida com a permanência no palco da corrupção dos delinquentes, que hoje fazem CPIs para tapearam a sociedade e se escalam às mesmas como raposas cuidando do galinheiro.
Caetano Veloso está quieto em relação a essa ditadura que hoje aí está. Apostasia de “seu ideal”? À época lançou a música “É proibido proibir”. Hoje se cala. O que ajudou a promover, junto com Chico Buarque, Gilberto Gil e outros, está no poder.
Que pelo menos altere o nome da música para os dias de hoje para: “É permitido proibir”. E que vá se catar.
Fonte: ISTO POSTO - PAULO MARTINS - GAZETA DO PARANÁ
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Ao Comandante

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GENERAL... 
É preciso ouvir o pensamento oficial da Força! 
V Exa é o comandante do Exército Brasileiro — o nosso Comandante! Não silencie frente à mentira e ao comportamento pusilânime de "autoridades" governamentais que tisnam a verdade, escarrando na honra e nas instituições nacionais. 
Nunca há recursos adequados para os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Enquanto isto, os insensatos marcham em busca de amesquinhados benefícios pessoais e de interesses de amorais grupelhos políticos que bailam no escarlate mundo palaciano, e que, por conveniência, se esquecem das juntas aspirações das FFAA. 
Faça ouvir a sua manifestação séria, ética e sensata de soldado, sobre a veracidade dos fatos que interessam à nossa Força. Fale com os seus comandados. 
Muito mais do que índices justos de aumento, necessitamos de dignidade e de respeito à nossa profissão militar. Já extirparam muitos dos nossos direitos. Somos soldados por vocação e patriotas por devoção, mas não somos mercenários e muito menos subservientes. Almejamos, isto sim, uma remuneração justa e em conjunção com as demais profissões públicas nacionais.
Fale, general! O soldado quer ouvir a palavra comedida, firme e prudente de seu comandante. O cenário político nacional está a exigir a sua manifestação pública, antes que algum "salvador da pátria" assuma o palanque e tente, em vão, nos conduzir pelos caminhos da ilegalidade e da anarquia. Somos soldados, não queremos ouvir políticos, principalmente nos dias desavergonhados de hoje. 
Face à míngua nos recursos, insanos baderneiros tentam inculcar o gérmen da desconfiança nos soldados brasileiros, quebrando a nossa união entre ativa e reserva e, principalmente, maculando os elevados valores basilares da hierarquia e da disciplina. Portanto, está mais do que na hora, Comandante. Precisamos ouvi-lo!
Cel Erildo
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“Só se Salvarão os Que Sabem Nadar”

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por Maria Lúcia Victor Barbosa
No Manual del Perfecto Idiota Latinoamericano, de Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Alvaro Vargas Llosa, o capítulo sobre Cuba começa com a seguinte citação: “Só se salvarão os que sabem nadar”. Explicam os autores, sendo que Montaner é Cubano, que a frase memorável pertence a um cantor de nome Cataneo e foi pronunciada na manhã de 8 de janeiro de 1959 quando Fidel Castro entrava em Havana. Acrescentam que desde então Cataneo ficou conhecido como o profeta.
Fidel e seus guerrilheiros provocaram entusiasmo e simpatia e a população cubana apoiou, através de suas organizações, o líder que prometia trazer para o país progresso e justiça ao derrotar o ditador Fulgêncio Batista, golpista que depusera em 10 de março de 1952 o presidente Carlos Prío Socarrás. Também a América Latina sucumbiu ao carisma daquele salvador da pátria que prometia restituir a Cuba as liberdades que a ditadura de Batista confiscara ao povo. 
Entretanto, como é comum acontecer nas revoluções, Fidel Castro traiu os anseios dos cubanos e se tornou um dos mais sanguinários ditadores latino-americanos. Antes, paladino da liberdade subtraída por Batista, no poder reprimiu com mão de ferro os que não concordavam com ele. 
Conforme dados citados por Reinaldo Azevedo em artigo na Veja de 27/02/2008: “Fidel mandou matar em julgamentos sumários 9.479 pessoas”. “Estima-se que os mortos do regime cheguem a 17.000”. E conforme a profecia de Cataneo, dois milhões de cubanos fugiram para os Estados Unidos, sendo que não foram poucos os que morreram tentando a travessia para a liberdade. Mostra Azevedo, que isso corresponderia a “27 milhões de brasileiros no exílio”
Este é o herói, o estadista, o humanista, o democrata exaltado por Lula da Silva, Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Frei Betto e tantos outros como José Dirceu que chora diante do comandante e adquiriu sua segunda cara em Cuba. Dirceu, outrora guerrilheiro marxista sem-tiro é agora capitalista inserido na globalização e gerentão dos negócios do chefe. 
Dois anos depois de apear Batista Fidel fez aliança com a União Soviética e o regime comunista foi estabelecido formalmente em Cuba em abril de 1961. Contudo, apesar de Cuba passar a ser sustentada pela potência comunista, Fidel só conseguiu produzir miséria. Os alimentos foram racionados (e continuam), o salário do trabalhador cubano foi aviltado (e assim permanece), todas as liberdades, incluindo a religiosa, foram anuladas.
A pobreza dos cubanos é culpa dos Estados Unidos por conta do embargo, dirá a esquerda, inclusive, a petista, que hoje pratica marxismo de mercado e esbanja luxo e consumo através dos cartões corporativos.
A culpa norte-americana é uma das mentiras inventada por Fidel e disseminada largamente. Mas o que de fato existiu foi uma proibição de comércio de empresas dos Estados Unidos com Cuba, como represália aos confiscos do governo cubano a propriedades norte-americanas. Isso, contudo, nunca impediu que produtos dos Estados Unidos chegassem à Ilha vindos do Canadá, Venezuela ou Panamá. 
Com o colapso do império soviético Cuba passou por maus pedaços. Foram, então, encorajados investimentos estrangeiros. Para tanto o comunista Fidel promoveu uma abertura ao capital estrangeiro de forma quase indecente. Ofereceu mão-de-obra barata, ausência de conflitos trabalhistas, livre remessa de lucros de sócios estrangeiros para o exterior, inexistência de imposto de renda durante o tempo estabelecido em cada contrato, nenhum encargo social para as empresas.
Todas essas vantagens excepcionais atraíram a Cuba especialmente espanhóis (maiores investidores em turismo), canadenses (mineração), italianos (telecomunicações) enquanto se processavam as associações com norte-americanos (indústria farmacêutica, etc.) apesar da choradeira de Fidel referente ao embargo.
Entretanto, apesar da “abertura econômica” o povo cubano vive numa pobreza franciscana e afastado dos “negócios entre amigos” processados pelo governo. Contrastando com a miséria de sua gente, Fidel Castro foi classificado pela revista Forbes como o sétimo homem mais rico do mundo. Quanto aos nativos é proibido frequentar os melhores lugares da Ilha, todos reservados aos estrangeiros a poder do turismo e dos seus efeitos colaterais, a prostituição.
Deve-se ainda dizer, que Hugo Chávez substituiu a União Soviética no sustento da Ilha caribenha, e que o Brasil também tem dado generosamente seu quinhão ao democrático companheiro Fidel Castro.
Com a renúncia de Fidel, depois de quase um século de opressão, cogita-se sobre quem será seu sucessor e se haverá profundas mudanças em Cuba. 
Provavelmente as mudanças serão lentas até que a múmia caquética do déspota cubano se una no além a de outros monstros que infernizaram seus povos. Com relação ao seu sucessor, na América Latina, sem dúvida, é Hugo Chávez com seu socialismo do século XXI.
Cabe, então, lembrar, inclusive ao presidente Lula da Silva, o pensamento de Winston Churchill: “O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja”. “Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria”. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
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