sexta-feira, 6 de março de 2009

O Que o Petismo Tem Feito de Bom Para o Brasil?

"Quando penso nos malefícios causados à sociedade brasileira pela dita Constituição Cidadã de 88, só me vem à cabeça que nossa Carta Magna bem poderia chamar-se Prostituição de 88, pois foi concebida por esses mesmos que ainda estão na ativa para ser "dadivosa”, complacente, receptiva e devidamente descompromissada com a moral vigente, mas que, como toda profissional, nunca deixaria de cobrar por seus serviços!
Aqui, no caso, quem paga e bem caro somos nós cidadãos comuns por estarmos sujeitos a essa Lei que favorece a impunidade de bandido-corruptos, sejam eles políticos ou não. Só no Brasil mesmo para se ver como brechas legais subvertem a própria lei e se sobrepõem a ela.
E se me acusarem de preconceituosa pela analogia que fiz com as "damas da noite", que me provem que disse algo que não corresponda estritamente à verdade. E tudo dito sem o menor tom de ofensa, pura constatação."
(Mara Montezuma Assaf)
por Geraldo Almendra
O país não pode mais fechar os olhos para o fato de que está com a espinha dorsal de seu poder público sob o controle de uma quadrilha da política prostituída.
As Forças Armadas não podem mais se apresentarem omissas com a execução, em ritmo acelerado, do projeto de poder perpétuo do petismo, que busca no socialismo genocida, um sistema de governo alternativo.
Como a instituição que detêm o maior índice de confiança da sociedade, apesar das sistemáticas manobras dos desgovernos civis para desestruturá-la e desmoralizá-la, é de responsabilidade das Forças Armadas se unirem aos civis dignos e honestos para destituir do poder uma corja de meliantes que se apoderou do Estado, para colocar em prática um projeto socialista retrógrado e ditatorial e para fazer do país uma Cuba Continental, se unindo às ditaduras da América do Norte.
A mediocridade da sociedade, diante do grotesco assédio moral do petismo sobre todas as classes sociais, está transformando o Brasil em um país absolutamente vulgar e politicamente promíscuo; já predominam os instrumentos do suborno, do crime organizado, do tráfico de influência e do corporativismo mais sórdido, definindo os objetivos maiores das relações públicas e privadas.
O PT começou sua trajetória no poder cometendo o maior estelionato eleitoral da história do país, com o auxílio da descrença da sociedade nos desgovernos civis anteriores. A partir deste momento se inicia uma guerra do petismo contra as tradições morais, éticas, religiosas, sociais e familiares no país, cumprindo com rigor os mandamentos do leninismo.
Poucos meses depois da posse do retirante Pinóquio, começamos a perceber o terrível engano que cometemos ao permitir que um absoluto desqualificado em termos culturais e educacionais — mais tarde em termos morais e éticos — assumisse o comando do país; estamos pagando um preço muito caro por acreditar nas suas levianas e hipócritas promessas de resgate moral e ético da estrutura do poder público.
O sujeito etílico — que não sente vergonha ao jogar camisinhas para o público de cima de um camarote de carnaval — simplesmente se transformou, depois de eleito, em um “deficiente físico” sem o menor escrúpulo, que nada consegue ver, nada sabe e nada ouve. Por outro lado o seu assistencialismo clientelista já se coloca como o maior programa de compra de votos do mundo, graças à falência cultural e educacional que os desgovernos civis promoveram depois do regime militar, para transformar o país em uma sociedade imbecilizada e refém dos canalhas das oligarquias políticas prostituídas.
O Poder Legislativo consolidou-se no desgoverno petista como um antro de gente absolutamente desonesta, corrupta, bandoleira, corporativista e prevaricadora, e já começa a ser muito difícil identificar as exceções.
O Parlamento virou um mercado de balcão para negociar a degeneração dos princípios morais e éticos de seus ocupantes eleitos pelo povo; aumenta sensivelmente o bloco de picaretas do Congresso Nacional, assim nominados pelo Retirante Pinóquio quando ainda candidato e crítico contumaz de tudo o que se fazia para melhorar o país.
Esses meliantes da política — senadores e deputados corruptos e prevaricadores — recebem em troca toda a sorte de oferendas resultantes da degeneração moral e ética dos canalhas que os corrompem, como contrapartida pela venda dos seus “serviços” e de suas almas, já sem luz, ao submundo da política prostituída.
Estamos vivendo o caos da corrupção em que ela se alimenta como se fosse um buraco negro que engole tudo à sua volta. A explosão que ocorrerá depois é a transformação do Brasil em uma comunidade socialista genocida, uma Cuba Continental.
O escândalo do mensalão tipificou de forma absolutamente clara as entranhas apodrecidas do nosso sistema político e trouxe à tona o verdadeiro caráter criminoso do petismo no país: um dos seus objetivos ficou claro, que é transformar o Brasil em um corruptocracia como uma estratégia para tocar o seu projeto de poder perpétuo.
Esta impune agressão à sociedade — o escândalo do mensalão — trouxe, também, à tona, a canalhice do desgoverno do FHC que, junto com sua bancada no Congresso, foi o responsável direto pela não aplicação de um processo de impeachment no retirante Pinóquio como consequência desse escândalo que continua enfiado na nossa garganta.
A explicação para esta traição ao país é simples: a sujeira debaixo do próprio tapete do desgoverno FHC era muito grande, colocando-o refém de uma negociata lesa pátria em que os quem foram passados para trás deixaram seus votos nas urnas para esses dois desgovernos calhordas.
Nesse momento o processo de apodrecimento do poder público se acelerou sem controle, e a ponta do iceberg da degeneração moral e ética do país, assim como da prostituição e da degeneração das relações públicas e privadas, se apresentou no palco da traição ao país: é o Congresso Nacional e sua estrutura apodrecida, fato este absolutamente confirmado, e os seus meandros perfeitamente transparentes, com as recentes denúncias do Senador Jarbas Vasconcelos, que certamente sofrerá com as baterias dos canalhas se voltando contra ele em larga escala. O que esperamos é que ele não se acovarde, como aquele parlamentar que denunciou o mensalão, depois do “acidente” com seu “armário”.
Outros cidadãos que se voltaram contra o petismo, como o Daniel, não tiveram nem a chance de usar a covardia como saída: foram torturados e assassinados o que deve acontecer com todos que colocaram em risco o projeto de poder perpétuo do petismo, enquanto não houver uma união civil-militar coletiva contra esses canalhas.
Os esquemas cartoriais e promíscuos do Senado e da Câmara estão tão claros que o país está num beco sem saída: ou destitui esse Congresso ou se rende em definitivo ao rótulo do país mais corrupto e corporativista sórdido do mundo.
A praga do alastramento da corrupção no país não tem mais fronteiras internas: o federal, o estadual e o municipal já entraram no jogo de tratarem os contribuintes como otários, imbecis, idiotas e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.
Além do mensalão, mais de uma centena de escândalos envolvendo congressistas e seus cúmplices de gabinete e da iniciativa privada, já foram denunciados e ninguém, efetivamente, está na cadeia pagando pelos seus crimes, graças à “bondade” explicita dos Tribunais Superiores do País, que fazem da Polícia Federal uma força policial de faz de conta, e do submundo da manipulação dos códigos legais um playground para a diversão dos canalhas.
O Poder Legislativo no desgoverno Lula arriou as calças — pedindo desculpas por “estar de costas” — e não passa de um escritório que trata dos interesses do Poder Executivo.
Estamos vivendo sob o comando de uma verdadeira máfia da política que está “escondida” na Esplanada dos Ministérios.
Não existe no país mais oposição ou situação. São poucos os parlamentares que ainda têm alguma vergonha de não seguir as ordens do núcleo de comando de seus partidos mancomunados para a preservação do veio de ouro do enriquecimento ilícito, ou obedientes cúmplices das ordens do líder maior da traição ao país.
Aquele que se arvora em dizer não causa estragos, contudo, logo depois, pode ser eliminado pelos instrumentos criminosos do corporativismo mais sórdido. Tem gente que dá o azar de levar no olho a pancada de “um armário” para calar a boca. Outros têm menos sorte e são torturados e assassinados.
Estamos alimentando com mais de cinco meses de trabalho, a voracidade de um Parlamento que ganha os maiores salários e os melhores benéficos do mundo comparativamente a outros países, tudo isso para nos fazer de otários e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.
Quanto ao Poder Executivo, que será foco de comentários ao longo desta série de artigos, custa para a sociedade, conforme estudo de uma patriota, nada mais que US$ 1,7 milhões por dia, um milhão e setecentos mil dólares por dia ou, aproximadamente, quatro milhões e 80 mil reais por dia (dados de 2004 — imagine o que ocorreu mais recentemente?).
Comparativamente ao desgoverno FHC as despesas do gabinete presidencial do Retirante Pinóquio cresceram mais de 400% até 2004. Os picaretas de antigamente ficaram muitos mais ricos. Servem diretamente ao retirante Pinóquio mais de 3 mil funcionários, 200 % acima da era FHC, contado o gabinete presidencial petista com 55 assessores “especiais” diretos, talvez refletindo o tamanho da falência cultural e educacional de seu chefe.
“É bem mais barato manter a Família Real Britânica do que o presidente operário”.
Uma coisa tem que ser reconhecida. O desgoverno petista tem alguma transparência na área da corrupção e da prevaricação, o que reflete sua absoluta certeza que somos uma sociedade absolutamente medíocre e covarde, incapaz de qualquer reação a todas as sacanagens que este desgoverno têm feito com os contribuintes, sem muita preocupação, às vezes, de ocultar dados.
Enquanto isso a saúde, a segurança pública, a educação e o saneamento do país se apresentam como se fossem de um país de terceiro mundo, absolutamente abandonados.
Aos cúmplices da academia, da comunidade de artistas, da sociedade privada conivente, e do jornalismo marrom — especialmente da TV Globo, exímia na edição de fatos para não desagradar o BNDES nem os escritórios de propaganda do Estado — nossos pêsames: vocês também são os canalhas responsáveis diretos por tudo o que este desgoverno assistencialista-clientelista está fazendo. Muitos de vocês poderão ocupar com galhardia vagas nos futuros ministérios da Cuba Continental. Não daquela ilhota genocida que a maioria de vocês sempre admirou, mas nunca quiseram se estabelecer no paraíso do Fidel, responsável direto ou indiretamente pelo assassinato de mais de 130 mil cidadãos adversários do regime.
Geraldo Almendra é Economista e Professor de Matemática

Tudo Gente Boa!!!

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Dos 20 novos comandantes das comissões permanentes da Câmara dos Deputados que analisam o mérito dos projetos, seis respondem a processo ou inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado Roberto Rocha (PSDB-MA), que presidirá a Comissão de Meio Ambiente, sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, responde a inquérito no STF por suspeita de crime tributário e uso de documento falso, além de irregularidade com sua declaração de imposto de renda.
A denúncia foi feita pelo MP há quase um ano, e desde então o relator, ministro Eros Grau, tem autorizado a ampliação do prazo de investigação e diligências da polícia.

Outros na mira
Contra a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, há uma petição entregue pelo MPF ao Supremo em 2007, na qual ela é acusada de estelionato.
O pedido aguarda parecer da Procuradoria Geral da República.
O deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), eleito para a Comissão de Trabalho, foi denunciado pelo MPF por crime contra a ordem tributária.
A petição é de 2007 e tem parecer da PGR para ser convertido em inquérito.

Em segredo
O deputado Silas Câmara (PSC-AM), que presidirá a Comissão da Amazônia, responde a dois inquéritos penais em segredo de Justiça, um deles por improbidade administrativa.
O novo presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Eduardo Gomes (PSDB-TO), foi denunciado pelo MPF por crime contra o meio ambiente.
O deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), da Comissão de Desenvolvimento Urbano, responde a inquéritos por crime eleitoral (captação ilícita de voto).
Fonte: Alerta Total

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ato Falho!!

Os que entendem de psicologia afirmam que, às vezes, deixamos "escapar" palavras ou mesmo frases que revelam ideias estabelecidas em nosso inconsciente.
Em entrevista a Josias de Souza, o senador Mercadante — aquele cujos auxiliares foram pegos com muuita grana (lembram da fotografia "proibida" de ser divulgada) que seria o pagamento de um "dossiê" de picaretagens tucanas — reclamando das "negociações e eleição" de membros para a Comissão de Infraestrutura do Senado, deixou escapar uma frase que podemos classificar como histórica ao ser questionado sobre o apoio que a candidata do PT (Partido do Trambique) recebeu do PSDB (Partido Sem Decoro ou Brio), aquele que ilude a sociedade, com o apoio da mídia, fingindo ser oposição:
"O PSDB, eu insisto, é um partido que faz oposição dura ao nosso governo. Mas existem esses instantes da vida pública que nos aproximam. PT e PSDB não estarão juntos. Temos um papel fundamental na preservação da alternância do poder, que dá previsibilidade ao processo democrático e à governabilidade do país. A disputa das últimas quatro eleições presidenciais se deu entre esses dois partidos. E vai continuar assim. Nós temos dificuldades no governo que eles também tiveram. Dificuldades com as quais nós e eles talvez tenhamos de lidar mais à frente. Essa percepção nos aproxima."
Assim, como dizem que "para quem sabe ler, pingo é letra", fica clara a relação PT/PSDB. Tenho escrito aqui e em comentários feitos em outras páginas que PT e PSDB são os dois lados da mesma moeda. Sua única diferença reside no fato de que os "tucanos" são mais "estratégicos" e os petistas, com formação mais "popular", são mais afoitos no uso e abuso das benesses facilitadas pelo exercício (des)governamental. Em resumo, os petistas são mais "caras-de-pau".
O ato falho do senador petista revela o que todo mundo já sabia, mas que a imprensa nega-se a comentar. Eleições "neçepaíz" são só para manter as aparências de democracia.
O grande jogo da canalhada é evitar o surgimento de algum candidato presidencial que possa lhes fazer frente. Eis aí as pesquisas e a mídia insistindo com "opositores" como José Serra, Alkmin, Aécio, para se contraporem a Dilma ou quem sabe Paulo Paim (?).
Urge aparecer alguém que se defina claramente capitalista, neo-liberal, de direita, ou qualquer raio de rótulo que queiram dar a um opositor de verdade a este simulacro de democracia que paira sobre o pais.
Confira a íntegra da entrevista no Blog do Josias de Souza.

Ditadura à Brasileira

por Marco Antonio Villa
É rotineira a associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Nada mais falso. O regime militar brasileiro teve características próprias, independentes até da Guerra Fria.
Fez parte de uma tradição anti-democrática solidamente enraizada e que nasceu com o positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia foi um espectro que rondou o nosso país durante cem anos de república. Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia em um obstáculo à solução dos grandes problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política.
O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições para os governos estaduais em 1982. Mas as diferenças são maiores.
Enquanto a ditadura argentina fechou cursos universitários, no Brasil ocorreu justamente o contrário. Houve uma expansão do ensino público de terceiro grau por meio das universidades federais, sem esquecer várias universidades públicas estaduais que foram criadas no período, como a Unicamp e a Unesp, em São Paulo.
Ocorreu enorme expansão na pós-graduação por meio da ação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), especialmente, e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em São Paulo. Ou seja, os governos militares incentivaram a formação de quadros científicos em todas as áreas do conhecimento concedendo bolsas de estudos no Brasil e no exterior. As ditaduras do Cone Sul agiram dessa forma?
A Embrafilme — que teve importante papel no desenvolvimento do cinema nacional — foi criada no auge do regime militar, em 1969. Financiou a fundo perdido centenas de filmes, inclusive de obras críticas ao governo (o ministro Celso Amorim presidiu a Embrafilme durante o regime militar). A Funarte foi criada em 1975 — quem pode negar sua importância no desenvolvimento da música, das artes plásticas e do teatro brasileiros? E seus projetos de grande êxito, como o Pixinguinha, criado em 1977, para difundir a música nacional?
No Brasil, naquele período, circularam jornais independentes — da imprensa alternativa — com críticas ao regime (evidentemente, não deve ser esquecida a ação nefasta da censura contra esses periódicos). Isso ocorreu no Chile de Pinochet? E os festivais de música popular e as canções-protesto? Na Argentina de Videla esse fato se repetiu? E o teatro de protesto? A ditadura argentina privatizou e desindustrializou a economia. Quem não se recorda do ministro Martinez de Hoz? Já o regime militar brasileiro estatizou grande parte da economia.
Somente o presidente Ernesto Geisel criou mais de uma centena de estatais. Os governos militares industrializaram o país, modernizaram a infraestrutura, romperam os pontos de estrangulamento e criaram as condições para o salto recente do Brasil, como por meio das descobertas da Petrobras nas bacias de Santos e de Campos nos anos 1970.
É sabido que o crescimento econômico foi feito sem critérios, concentrou renda, criou privilégios nas empresas estatais (que foram denunciados, ainda em 1976, nas célebres reportagens de Ricardo Kotscho sobre as mordomias) e estabeleceu uma relação nociva com as empreiteiras de obras públicas. Porém, é inegável que se enfrentaram e se venceram vários desafios econômicos e sociais. É curioso o processo de alguns intelectuais de tentarem representar o papel de justiceiros do regime militar. Acaba sendo uma ópera-bufa. Estranhamente, omitiram-se quando colegas foram aposentados compulsoriamente pelo AI-5, como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Emilia Viotti da Costa, entre outros; ou quando colegas foram presos e condenados pela "Justiça Militar", como Caio Prado Júnior.
Muitos fizeram carreira acadêmica aproveitando-se desse vazio e "resistiram" silenciosamente. A história do regime militar ainda está presa numa armadilha. De um lado, pelos seus adversários. Alguns auferem altos dividendos por meio de generosas aposentadorias e necessitam reforçar o caráter retrógrado e repressivo do regime, como meio de justificar as benesses. De outro, por civis (estes, esquecidos nas polêmicas e que alçaram altos voos com a redemocratização) e militares que participaram da repressão e que necessitam ampliar a ação opositora — especialmente dos grupos de luta armada — como justificativa às graves violações dos direitos humanos.
Marco Antonio Villa, 52, é professor de história do
Departamento de Ciências Sociais da UFSCar
 (Universidade Federal de São Carlos).
Fonte: Folha de São Paulo – 05 de Março de 2009

Gilmar ‘Manda’ Governadora Cumprir Ordens Judiciais

O ativismo político de Gilmar Mendes, presidente do STF, foi das palavras à prática.
O ministro telefonou para a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).
Gilmar lembrou a Ana Júlia que ordens judiciais precisam ser respeitadas. Pediu-lhe que dê consequência aos mandados de reintegração de posse de terras invadidas pelo MST. 
O presidente do Supremo passou a mão no telefone ao tomar conhecimento de algo que o deixou atônito.
Sob a petista Ana Júlia, a PM paraense vem se esquivando de desalojar invasores do MST. Há no Pará 111 ordens judiciais de reintegração de posse pendentes de execução. 
A informação veio à luz em discurso de Kátia Abreu (DEM-TO), na tribuna do Senado.
Presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), a senadora vociferou: “Há dois anos que o governo do Estado do Pará não convoca a Polícia Militar para fazer a reintegração de posse pacífica”.
Disse que a CNA e a Federação de Agricultura do Pará decidiram reagir. As entidades vão protocolar no Tribunal de Justiça paraense um pedido de intervenção federal no Estado.
Se prosperar, a ação vai bater no STF. E o pedido de Gilmar a Ana Júlia, se desatendido, pode ganhar ares de determinação.
Mais cedo, nesta quarta (4), sob a presidência de Gilmar, o CNJ tomara uma decisão que também diz respeito à temática agrária. O julgamento de processos que envolvem conflitos fundiários deve ter precedência sobre as outras causas, eis o que decidiu o Conselho Nacional de Justiça. O despacho foi aos tribunais e às varas de Justiça nos Estados na forma de “recomendação”. 
Em entrevista, Gilmar Mendes listou as pendengas alcançadas pela decisão: "Problemas de reintegração, desapropriação, os casos ligados a crimes decorrentes desse tipo de conflito". "Queremos priorizar o julgamento dessas causas, de modo a não ter essas acusações de que os processos terminam sem uma dinâmica própria e que, por isso, talvez gere um quadro de impunidade de não resposta por parte do Judiciário".
COMENTO: ainda ontem à noite coloquei o texto abaixo em função das notícias de descumprimento de decisões judiciais a respeito de desocupações de imóveis invadidos. Foi com satisfação que li hoje esta nota sobre a manifestação de autoridade do Presidente do STF.

Reintegrações de Posse Não Cumpridas. Qual a Solução?

por Francisco César Pinheiro Rodrigues
A mídia tem, com razão, censurado a inércia “da justiça” — na verdade a culpa não é dela — em tornar efetiva, real, concreta, suas decisões liminares contra invasões de terras promovidas pelo MST. Desnecessário enfatizar que sem a força estatal para fazer cumprir, prontamente, o que a justiça determinou, esta última torna-se mera abstração. Uma espécie de conto de fadas, enfeitado com latinório refinado, fruto de uma cultura jurídica milenar mas de significado próximo do zero no mundo real. E tal inércia não prejudica apenas o dono da área invadida e a confiança na justiça: estimula novas invasões. Olhos e ouvidos de interessados em ganhar uma terrinha — sem a aborrecida necessidade de comprá-la —, estarão atentos ao “o que acontecerá?” Se nada acontece, a conseqüência óbvia é que outros e mais outros — mesmo nunca tendo pegado no cabo de uma enxada — queiram também possuir um lote, melhorando seu exíguo patrimônio.
Por que tais decisões não são cumpridas, ou prontamente cumpridas? Porque existe o receio, paralisante, de alguns governadores ou outras autoridades do Executivo, de que, havendo tenaz resistência por parte dos invasores — estimulados por líderes confortavelmente distantes —, possa surgir um cadáver. Se o morto for um policial, a repercussão política não será alta — “risco da profissão...” —, mas se o morto for um sem-terra o fato terá imensa repercussão.
Ao “medo político” do governador soma-se o “medo de processo criminal” dos policiais militares. No entrevero da troca de pancadas, ameaças, gás lacrimogêneo e até disparos de armas de fogo, podem ocorrer mortes de invasores, que resultam em processo criminal contra policiais militares e seus oficiais comandantes. O cumprimento de um mandado judicial — algo que deveria ser rotineiro —, acaba se transformando em pesadelo vitalício. Apurando-se “eventual abuso”, militares tornam-se réus em processos criminais, com julgamentos pelo tribunal do júri e outros Tribunais, que só terminam vários anos depois, infernizando a vida desses militares. Como se vê, com o atual sistema, de “juiz decidir” e “polícia cumprir” — aguardando ordens do Executivo —, o resultado é uma desmoralização da justiça e estímulo a novas invasões.
Como “consertar” tal estado de coisas?
Uma solução — que me parece pouco prática — estaria em o Ministério Público pressionar, com ameaças de processos judiciais, os governadores, ou outras pertinentes autoridades do Poder Executivo, no sentido de cumprir o mandado judicial de desocupação. O grande problema dessa proposta é que se já há demora em simplesmente cumprir uma ordem judicial explícita, imagine-se o imenso demora retardo decorrente de um processo judicial contra uma autoridade do Poder Executivo para que ele dê efetividade ao que determinou a Justiça. Não bastando um processo — o de reintegração de posse, com decisão liminar — mais outro, que pode se tornar longo porque o governador, magoado com a pressão, pode “esticar” a demanda contra ele, o que lhe será extremamente fácil, considerando nossa legislação processual.
Qual, então, a melhor solução?
Instituir um corpo de policiais militares especialmente designado para o cumprimento de mandados judiciais. O juiz que concedeu a liminar, ou a decisão definitiva, daria, ele mesmo, a ordem de cumprimento do mandado ao oficial militar. Algo automático, como teria que ser. Em vez de se aguardar a boa-vontade do governador, ou outra autoridade do Executivo — que pode até nutrir imensa simpatia pelo MST — deixar ao próprio juiz a responsabilidade de cumprir sua própria decisão. Se ele preferir usar uma certa cautela ou diplomacia, na desocupação, que o faça, por sua conta e risco moral.
A sistemática aqui sugerida provavelmente será encarada com alívio pelos governadores, ou autoridades do Poder Executivo com a incumbência de fazer cumprir tais mandados. Não existirá mais, para eles, o risco político inerente à ocorrência de alguma morte quando da desocupação da área. “Alguém morreu? Não tenho nada com isso. Procurem explicações do juiz!”, dirá o governador aos repórteres que o procurarem. O risco moral de alguma tragédia será transferido ao magistrado. O que será bom, porque sabendo dos riscos inerentes a tais desocupações, o juiz tentará, tanto quanto possível, minimizar algum possível excesso.
Caso, nas polícias militares, haja receio, da tropa, de aumento de desocupações por ordem judicial — com os riscos profissionais acima referidos — uma pequena melhoria no salário de tais servidores estimularia a aceitação voluntária de integrar tais unidades especiais. E poderia também, haver um especial treinamento desse pessoal para lidar em essas difíceis atribuições.
As dificuldades legais e administrativas para por em prática a presente sugestão — a criação de um corpo de policiais militares destacados para cumprir ordens judiciais, sem depender da boa-vontade do Executivo — certamente não serão incontornáveis. Se o forem, isso provará que nosso Direito está envenenado, ou combalido por uma espécie de anemia mental, enterrando a lenda de que o “brasileiro é muito criativo”. Só se for em desfile de escola de samba.
O que foi dito até aqui não invalida o fato de que houve muito abuso, em tempos passados, no que se refere ao usucapião de terras no Brasil, permitindo a formação de latifúndios improdutivos. Havendo interesse, leia, o leitor, meu artigo “Um desvirtuamento do usucapião de terras”, no meu site.  Esse abuso passado, no entanto, não será corrigido “na marra”, fora da lei, porque isso também afronta o Estado de Direito. O atual dono da área invadida talvez a tenha comprado regularmente. Pele-vermelhas americanos, não obstante injustiçados pelos colonos brancos, nos séculos passados, não estão autorizados a retomar, na força, as terras que eram suas antes da chegada do homem branco. Isso instalaria a completa anarquia. Falhas passadas, da legislação brasileira sobre o usucapião, serão corrigidas com desapropriações fundamentadas na improdutividade, não com ocupações violentas. Os atuais invasores não foram, pessoalmente, vítimas de uma injustiça. Não eram, nem seus ancestrais, proprietários da áreas invadidas. Apenas rebelam-se contra uma ordem social que consideram injusta. Mas tudo tem o seu tempo. A pior solução é a anarquia e a banalização das decisões judiciais, como ocorre com os mandados de reintegração não cumpridos. Com a inércia legal, os fazendeiros prejudicados sentem-se autorizados a revidar, contratando seguranças ou “jagunços”. A convivência social não tolera “vácuos” por muito tempo.
Invasores que desprezam as decisões judiciais precisam lembrar-se de que poderão, um dia, precisar delas. Nada, neste mundo, é perene.
oripec@terra.com.br
Fonte: Mundo RI
COMENTO: há tempo observo uma tendência à omissão por parte das instituições de defesa e segurança do país, motivada pelo "patrulhamento" da turma "dozumano" com a conivência e incentivo de parte da imprensa que se alia ao objetivo de desmoralizar toda e qualquer coisa que esteja relacionada a "autoridade".
Ainda nesta semana ouvia um oficial da PM/DF dar "graças a Deus" por ter feito uma abordagem a um aparente menor de idade infrator e este não ter reagido, como é costume, com cuspidas, ofensas, safanões, etc. O motivo do policial ter se sentido "abençoado" se deve ao fato de não ter percebido uma equipe de reportagens que estava filmando a ação. Houvesse uma ação violenta do preso e uma reação mais forte dos policiais, fatalmente o oficial seria mais um com a carreira ameaçada por processo, sem contar os danos morais que acompanham a ação "jornalística" desses casos.
Depreende-se que a prioridade de uma ação policial, nos dias de hoje, não é cumprir a função de proporcionar segurança aos cidadãos, observando, identificando e combatendo atos delituosos, mas sim "ficar de olho" para não haver um jornalista por perto.
Em outras ocasiões, referindo-me a casos de diversas origens, critiquei a falta de liderança que hoje impera no seio das instituições de segurança em geral, a começar pelas Forças Armadas. Nas instituições, o medo de perder cargos e sinecuras diminui a capacidade — e dever — dos chefes defenderem seus subordinados, exigindo apurações dos fatos "antes do julgamento" e fazendo com que tais julgamentos sejam isentos, impedindo humilhações e condenações precoces que posteriormente não serão reparadas.
No âmbito político, o temor de "perder votos" das parcelas "populares" da sociedade (usuários de drogas, usuários de bolsas-qualquer-coisa — que não deixam de ser um tipo de droga pela dependência que criam —, pedintes, "meninos" de rua, invasores de terras e imóveis públicos e privados, "flanelinhas", baderneiros da madrugada, e uma gama enorme de pessoas que cometem atos marginais às leis, mas que, em contrapartida, possuem título de eleitor) faz com que sempre os policiais ou qualquer membro de instituições responsáveis pela ordem sejam condenados "a priori" em qualquer fato que demande violência.
Como fatos exemplares disso, podemos começar pelo caso de Eldorado dos Carajás no Pará, onde, apesar de diversos vídeos mostrando policiais acuados contra uma barreira formada por caminhões atirando contra uma turba que contra eles avançava brandindo suas "ferramentas de trabalho", foices, facões e outras, ninguém teve pejo em acusar a polícia pelo "massacre". O ideal, segundo esses observadores é que os policiais tivessem sido mortos pelo "movimento", sem possibilidade de individualizar culpas.
Como outro exemplo, podemos citar o caso do "Galinho de Brasília", quando uma patrulha da PM foi atacada com garrafas e pedras, por alguns bêbados baderneiros durante o carnaval de 2008, e uma equipe do BOPE que passava nas proximidades foi deslocada para apoiar os policiais atacados. Foi usado gás de efeito moral e cassetete para dominar os vândalos e populares que se propuseram a defendê-los sob o argumento de que "eram cidadãos que cometeram um pequeno excesso". O Governador, ciente do fato, determinou o imediato afastamento das funções dos policiais envolvidos. Posteriormente, o inquérito policial não conseguiu provar abuso de autoridade por parte dos policiais. Mas a imprensa continuou seus ataques. Pensam que policiais não podem revidar ataques se esses partirem de "bêbados que cometem pequenos excessos".
Poderíamos lembrar muitos outros casos em que autoridades políticas se apressam em punir seus policiais acusados de qualquer coisa "contra a população". Pena que tal pressa não se verifica quando as acusações são de roubo, corrupção e outros que tais, contra os "aliados e apadrinhados políticos".
É claro que não se pode permitir abusos de policiais contra os cidadãos, mas por outro lado, o trabalho desses profissionais não pode ser tolhido por pressões de jornalistas e interesses eleitoreiros como o medo de perder votos.
Alguns políticos se esquecem que as instituições de segurança são as garantidoras do princípio da Autoridade que deve nortear um Estado Democrático de Direito. Afinal, é por meio das instituições de segurança que o Estado pode exercer o "monopólio do uso da força", meio coercitivo de manutenção da coesão de um País.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Ditadura da Mentira

O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais — eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios.
“A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.” 
Paulo Freire, em “Pedagogia do Oprimido”,
defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro 
por José Maria e Silva
Com quantas vi­das se faz uma di­ta­du­ra? Na be­lís­si­ma no­ve­la de John Boyne, “O Me­ni­no do Pi­ja­ma Lis­tra­do”, es­sa per­gun­ta é res­pon­di­da pe­lo es­pan­to de Bru­no, um me­ni­no de no­ve anos. Sem­pre que ele se sur­pre­en­de com o mun­do do Fú­ria à sua vol­ta, seus olhos se ar­re­ga­lam, sua bo­ca faz o for­ma­to de um O e seus bra­ços ca­em ao lon­go do cor­po. A obra, uma ele­gia à ino­cên­cia da vi­da que não sa­be da mor­te, de­ve­ria ser li­da — e me­di­ta­da — pe­los 3.949 in­te­lec­tu­ais que, até ago­ra, as­si­na­ram um ma­ni­fes­to con­tra a Fo­lha de S. Pau­lo, re­pu­di­an­do o edi­to­ri­al “Li­mi­tes a Chá­vez”, pu­bli­ca­do em 17 de fe­ve­rei­ro úl­ti­mo, no qual a di­ta­du­ra mi­li­tar bra­si­lei­ra é in­di­re­ta­men­te cha­ma­da de “di­ta­bran­da”. “O Me­ni­no do Pi­ja­ma Lis­tra­do” (o li­vro, não vi o fil­me) de­mons­tra, me­ta­fo­ri­ca­men­te, a abis­sal di­fe­ren­ça en­tre um re­gi­me au­to­ri­tá­rio (cir­cun­scri­to à es­fe­ra po­lí­ti­ca) e um re­gi­me to­ta­li­tá­rio (que per­meia to­das as ins­tân­cias so­ci­ais).
As pri­mei­ras re­a­ções ao edi­to­ri­al da Fo­lha par­ti­ram da so­ci­ó­lo­ga Ma­ria Vic­tó­ria Be­ne­vi­des, pro­fes­so­ra da Fa­cul­da­de de Edu­ca­ção da USP, e do ad­vo­ga­do Fá­bio Kon­der Com­pa­ra­to, pro­fes­sor apo­sen­ta­do pe­la mes­ma ins­ti­tu­i­ção. Es­que­cen­do-se que a uni­ver­si­da­de que re­pre­sen­tam ar­ras­ta até ho­je um ca­dá­ver in­se­pul­to (o do es­tu­dan­te de me­di­ci­na mor­to num tro­te em 1999), Be­ne­vi­des e Com­pa­ra­to en­ce­na­ram uma in­dig­na­ção que ja­mais sen­ti­ram di­an­te das qua­se 100 mil mor­tes per­pe­tra­das pe­la Trin­da­de Cu­ba­na (Fi­del, Gue­va­ra e Ra­úl Cas­tro) — 17 mil na bo­ca dos fu­zis, em exe­cu­ções su­má­ri­as, e 80 mil nos den­tes dos tu­ba­rões, em fu­ga pa­ra os Es­ta­dos Uni­dos. Co­mo a Fo­lha de S. Pau­lo cha­mou a aten­ção pa­ra es­sa dú­bia mo­ral de Be­ne­vi­des e Com­pa­ra­to, lem­bran­do que eles ja­mais pro­tes­ta­ram con­tra a di­ta­du­ra cu­ba­na, os dois in­to­cá­veis us­pi­a­nos se sen­ti­ram fe­ri­dos e, em res­pos­ta, fi­ze­ram o que os in­te­lec­tu­ais de es­quer­da mais sa­bem fa­zer quan­do são pe­gos sem ar­gu­men­tos — con­cla­ma­ram o re­ba­nho pa­ra um ma­ni­fes­to. 
O ine­fá­vel An­to­nio Can­di­do, de­ca­no dos in­te­lec­tu­ais de es­quer­da, en­ca­be­ça o re­pú­dio à Fo­lha, que tam­bém con­ta com fi­gu­ras co­mo o in­de­fec­tí­vel Emir Sa­der, in­te­lec­tu­al que, di­an­te de Che Gue­va­ra, cai de jo­e­lhos por ter­ra, pa­ra­fra­se­an­do a mis­sa: “Gue­va­ra, eu não sou dig­no de que en­treis em mi­nha mo­ra­da, mas di­zei uma só pa­la­vra e se­rei sal­vo”. Quem du­vi­da que Emir Sa­der é ca­paz des­sa ora­ção di­an­te do guer­ri­lhei­ro ar­gen­ti­no, leia o que ele es­cre­veu num ar­ti­go pu­bli­ca­do em Car­ta Mai­or: “Não vou gas­tar pa­la­vras inú­te­is pa­ra fa­lar do Che. Bas­ta re­pro­du­zir al­gu­mas das su­as fra­ses, que se­le­ci­o­nei pa­ra o li­vro 'Sem Per­der a Ter­nu­ra'”. Tam­bém di­an­te de Marx e Fi­del, Sa­der emu­de­ce: “O que fa­lar de Marx que per­ma­ne­ça à sua al­tu­ra? O que es­cre­ver so­bre Fi­del?”
Se o en­si­no su­pe­ri­or no Bra­sil, pú­bli­co e pri­va­do, não fos­se me­ro apa­re­lho ide­o­ló­gi­co da es­quer­da, Emir Sa­der ja­mais te­ria vi­ra­do dou­tor em ci­ên­cia po­lí­ti­ca pe­la USP e pro­fes­sor ti­tu­lar da Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral do Rio de Ja­nei­ro, além de ori­en­ta­dor de tes­es e dis­ser­ta­ções. Sem dú­vi­da, es­ta­ria até ho­je ten­tan­do pas­sar no ves­ti­bu­lar e sen­do re­pro­va­do sem­pre, por não ter ar­gu­men­tos pa­ra re­tra­tar per­so­na­gens da his­tó­ria. Que uni­ver­si­da­de isen­ta acei­ta­ria um alu­no que, ao ou­vir fa­lar de Marx, Gue­va­ra e Fi­del, não fos­se ca­paz de ar­ti­cu­lar uma pa­la­vra e se com­por­tas­se fei­to os sil­ví­co­las do Anhan­gue­ra, em­bri­a­ga­do pe­lo ál­co­ol in­can­des­cen­te da re­vo­lu­ção? Já ima­gi­na­ram se um in­te­lec­tu­al de “di­rei­ta” dis­ses­se não ter pa­la­vras di­an­te de Karl Pop­per? Se­ria acu­sa­do de ig­no­ran­te e char­la­tão. Emir Sa­der é um pa­ra­dig­ma da uni­ver­si­da­de bra­si­lei­ra. Ele é a pro­va ca­bal de que, por trás da can­ti­le­na de “pro­du­ção do co­nhe­ci­men­to”, o que há nos mes­tra­dos e dou­to­ra­dos do pa­ís é uma usi­na de pro­du­ção de mar­xis­mo e de­ri­va­dos. 
Es­tou ple­na­men­te con­vic­to de que a uni­ver­si­da­de bra­si­lei­ra não é so­lu­ção pa­ra na­da — ela é par­te es­sen­cial do pro­ble­ma. As prin­ci­pa­is ma­ze­las do Bra­sil são fo­men­ta­das ar­ti­fi­cial­men­te pe­la uni­ver­si­da­de, que, des­de a dé­ca­da de 50, na ân­sia de cri­ar um no­vo mun­do, es­pe­cia­li­zou-se em des­tru­ir o exis­ten­te. Is­so fi­ca mui­to cla­ro quan­do se es­tu­da a ori­gem so­ci­al dos guer­ri­lhei­ros que pe­ga­ram em ar­mas con­tra o re­gi­me mi­li­tar. Eles vi­e­ram, em sua mai­o­ria, das uni­ver­si­da­des. Não ti­nham o me­nor apoio po­pu­lar. Co­mo é que o po­vo po­dia apo­i­ar um ban­do de tres­lou­ca­dos que, de ar­ma em pu­nho, pre­ga­vam a der­ru­ba­da de uma di­ta­du­ra ima­gi­ná­ria? Por­que até o fi­nal de 1968, com a edi­ção do AI-5, só ha­via di­ta­du­ra na ima­gi­na­ção dos uni­ver­si­tá­rios. 
Foi exa­ta­men­te du­ran­te os pro­pa­la­dos “Anos de Chum­bo” que o Bra­sil vi­veu uma das mai­o­res efer­ves­cên­cias cul­tu­ra­is de sua his­tó­ria, com os fes­ti­vais, a im­pren­sa al­ter­na­ti­va, a Tro­pi­cá­lia, o Ci­ne­ma No­vo, Chi­co e Van­dré, Ca­e­ta­no e Gil. Ao con­trá­rio de Cu­ba, on­de Chi­co Bu­ar­que se­ria fu­zi­la­do ou con­de­na­do a 20 anos de pri­são se fa­las­se mal de Fi­del Cas­tro, no Bra­sil, o má­xi­mo que lhe acon­te­ceu foi ser ad­mo­es­ta­do pe­los mi­li­ta­res, o que lhe ga­ran­te até ho­je uma con­ta ban­cá­ria mai­or do que seu in­dis­cu­tí­vel ta­len­to. Num am­bi­en­te as­sim, exis­te al­gu­ma ra­zão plau­sí­vel pa­ra se pe­gar em ar­ma ou até pa­ra se per­pe­tra­rem aten­ta­dos ter­ro­ris­tas, co­mo fi­ze­ram mui­tos gru­pos guer­ri­lhei­ros? Ob­via­men­te, não. Em to­da guer­ra, os pri­mei­ros sa­cri­fi­ca­dos são os ino­cen­tes, por­tan­to, a op­ção pe­la lu­ta ar­ma­da pa­ra der­ru­bar um re­gi­me só se jus­ti­fi­ca quan­do es­se re­gi­me é san­gui­ná­rio e opres­si­vo, in­ci­din­do so­bre to­da a vi­da so­ci­al e não ape­nas so­bre a es­fe­ra po­lí­ti­ca. Era o que acon­te­cia na ter­ra do Me­ni­no do Pi­ja­ma Lis­tra­do, daí o Le­van­te do Be­co de Var­só­via, em 1943, quan­do ju­deus de­ses­pe­ra­dos — não ten­do se­não uma mor­te hor­ren­da co­mo al­ter­na­ti­va — pre­fe­ri­ram abre­vi­ar a vi­da nu­ma lu­ta su­i­ci­da con­tra as tro­pas na­zis­tas.
Mas es­se não era o ca­so do Bra­sil dos mi­li­ta­res. Aqui, os guer­ri­lhei­ros eram ho­mens e mu­lhe­res bem nas­ci­dos que, por pu­ro es­pí­ri­to de aven­tu­ra, jo­ga­vam fo­ra o fu­tu­ro co­mo mé­di­cos, en­ge­nhei­ros e ad­vo­ga­dos e se ar­vo­ra­ram a li­ber­ta­do­res da pá­tria, sem no­tar que a mai­o­ria es­ma­ga­do­ra da po­pu­la­ção — pro­va­vel­men­te mais de 90 por cen­to — não se sen­tia opri­mi­da nem pe­dia pa­ra ser li­ber­ta­da. Pe­lo con­trá­rio, o re­gi­me ins­ta­la­do em 1964 te­ve for­te apoio po­pu­lar e quan­do co­me­çou a ser re­pu­di­a­do nas ur­nas, em 1974, com a ex­pres­si­va vi­tó­ria do ve­lho MDB, es­se re­pú­dio era mais de ca­rá­ter eco­nô­mi­co que po­lí­ti­co. A in­fla­ção es­ta­va re­co­me­çan­do e os po­bres vo­ta­ram con­tra a “ca­res­tia”, que é co­mo cha­ma­vam a in­fla­ção na épo­ca.
Já es­cre­vi re­pe­ti­das ve­zes, mas a oca­si­ão me obri­ga a es­cre­ver de no­vo: quem acha que no Bra­sil hou­ve uma di­ta­du­ra san­gui­ná­ria, to­ta­li­tá­ria, nos mol­des na­zis­tas (é es­sa a vi­são que se tem dos mi­li­ta­res nas es­co­las) de­ve ler “Pe­da­go­gia do Opri­mi­do”, o pan­fle­to de au­to-aju­da mar­xis­ta do pe­da­go­go Pau­lo Frei­re. Es­se li­vro — que faz uma de­fe­sa ex­plí­ci­ta da lu­ta ar­ma­da e san­ti­fi­ca Che Gue­va­ra, Fi­del Cas­tro e Mao Tsé-tung — foi pu­bli­ca­do em ple­no ano de 1970, no Rio de Ja­nei­ro, pe­la Edi­to­ra Paz e Ter­ra, li­ga­da aos pa­dres da Te­o­lo­gia da Li­ber­ta­ção. Em 1981, “Pe­da­go­gia do Opri­mi­do” já es­ta­va na 10ª edi­ção. Um ver­da­dei­ro best-sel­ler, le­van­do em con­ta que não é um li­vro co­mer­cial e o Bra­sil ti­nha mui­to me­nos es­tu­dan­tes uni­ver­si­tá­rios do que tem ho­je. Ora, se o re­gi­me mi­li­tar foi o pe­rí­o­do “mais som­brio da nos­sa his­tó­ria”, co­mo di­zem os in­te­lec­tu­ais de es­quer­da, co­mo se ex­pli­ca o su­ces­so edi­to­ri­al de uma obra que o com­ba­tia? Em Ha­va­na se­ria pos­sí­vel pu­bli­car um li­vro do gê­ne­ro con­tra Fi­del Cas­tro, o san­to far­da­do de Bu­ar­ques e Sá­de­res?
Mas nem é pre­ci­so re­cor­rer à di­ta­du­ra cu­ba­na pa­ra de­mons­trar que os in­te­lec­tu­ais bra­si­lei­ros men­tem des­ca­ra­da­men­te quan­do di­zem que o re­gi­me mi­li­tar de 64 foi uma di­ta­du­ra san­gui­ná­ria. A pró­pria his­tó­ria re­cen­te do Bra­sil — con­ta­da men­ti­ro­sa­men­te por eles — mos­tra a con­tra­di­ção em que in­cor­rem. É só com­pa­rar a “Re­vo­lu­ção de 30” com a “Di­ta­du­ra Mi­li­tar” (po­nho as ex­pres­sões en­tre as­pas pa­ra re­me­ter ao mo­do co­mo os dois pe­rí­o­dos cos­tu­mam ser cha­ma­dos nos li­vros de his­tó­ria). Qual a di­fe­ren­ça en­tre os dois pe­rí­o­dos? A ri­gor, ne­nhu­ma. Sal­vo o fa­to de que Ge­tú­lio Var­gas era um di­ta­dor ci­vil, ob­via­men­te apoi­a­do por mi­li­ta­res, por­que to­da di­ta­du­ra pre­ci­sa de ar­mas.
Sob o pon­to de vis­ta da re­pres­são, Var­gas foi mui­to pi­or do que os mi­li­ta­res. O seu pe­rí­o­do, sim, foi li­te­ral­men­te “anos de chum­bo”. En­quan­to os mi­li­ta­res pro­cu­ra­ram pre­ser­var as ins­ti­tu­i­ções, ga­ran­tin­do elei­ções le­gis­la­ti­vas e a in­de­pen­dên­cia do Ju­di­ci­á­rio, Var­gas cen­tra­li­zou to­dos os po­de­res em su­as mãos, des­ti­tu­in­do go­ver­na­do­res e no­me­an­do in­ter­ven­to­res em seu lu­gar. São Pau­lo se re­be­lou, na cha­ma­da Re­vo­lu­ção Cons­ti­tu­ci­o­na­lis­ta de 32, e Var­gas bom­bar­de­ou o Es­ta­do — o epi­só­dio mais san­gren­to da his­tó­ria bra­si­lei­ra no sé­cu­lo pas­sa­do, ape­sar de ofus­ca­do pe­la pre­fe­rên­cia dos in­te­lec­tu­ais pe­la Guer­ri­lha do Ara­gu­aia. To­da­via, mes­mo quem não pe­ga­va em ar­mas, não fi­ca­va ile­so. O es­cri­tor Gra­ci­li­a­no Ra­mos, in­di­vi­dua­lis­ta na­to, in­ca­paz de ar­re­gi­men­tar qual­quer mo­vi­men­to po­lí­ti­co, aca­bou sen­do pre­so du­ran­te qua­se um ano, num pre­sí­dio co­mum, sem jul­ga­men­to. Seu úni­co cri­me: es­cre­ver o ro­man­ce “São Ber­nar­do”, en­tre ou­tros es­cri­tos ti­dos co­mo co­mu­nis­tas. Bem que me­re­cia, mas não te­ve in­de­ni­za­ção al­gu­ma pe­lo ar­bí­trio de que foi ví­ti­ma. Ao con­trá­rio dos fan­far­rões que pe­ga­ram em ar­mas con­tra os mi­li­ta­res, o Ve­lho Gra­ça ti­nha ver­go­nha na ca­ra. 
Se a san­gui­ná­ria di­ta­du­ra de Ge­tú­lio Var­gas me­re­ce, nos li­vros de his­tó­ria, o epí­te­to de “Re­vo­lu­ção de 30” (jus­ti­fi­ca­da­men­te, por si­nal), por que os go­ver­nos mi­li­ta­res não po­dem ser cha­ma­dos de “Re­vo­lu­ção de 64”, le­van­do em con­ta que tam­bém mu­da­ram a fa­ce do Bra­sil? Var­gas já era di­ta­dor des­de o iní­cio de seu go­ver­no, an­tes mes­mo da im­plan­ta­ção do Es­ta­do No­vo, em 1937, quan­do a tres­lou­ca­da In­ten­to­na Co­mu­nis­ta de 35 le­vou ao re­cru­des­ci­men­to do re­gi­me. Já os mi­li­ta­res só fo­ram ver­da­dei­ra­men­te di­ta­do­res a par­tir de 12 de de­zem­bro de 1968, quan­do edi­ta­ram o AI-5, obri­ga­dos pe­los atos de ter­ror da es­quer­da ar­ma­da, trei­na­da e fi­nan­cia­da por Fi­del Cas­tro e aben­ço­a­da por in­te­lec­tu­ais co­mo Pau­lo Frei­re. Mes­mo as­sim, foi uma di­ta­du­ra ci­rúr­gi­ca, cir­cun­scri­ta aos ini­mi­gos de­cla­ra­dos do re­gi­me. Tan­to que não che­gou a ma­tar nem 500 pes­so­as, co­mo re­co­nhe­cem os pró­prios au­to­res de es­quer­da nos ba­lan­ços que fi­ze­ram do pe­rí­o­do. As ví­ti­mas ino­cen­tes, em sua mai­o­ria, tom­ba­ram por te­rem si­do usa­das co­mo es­cu­do pe­los ad­ver­sá­rios do re­gi­me. 
Um dos ar­gu­men­tos de Ma­ria Vic­to­ria Be­ne­vi­des pa­ra cri­ti­car o edi­to­ri­al da Fo­lha é que não se me­de di­ta­du­ra com es­ta­tís­ti­cas: “Quan­do se tra­ta de vi­o­la­ção de di­rei­tos hu­ma­nos, a me­di­da é uma só: a dig­ni­da­de de ca­da um e de to­dos, sem com­pa­rar ´im­por­tân­cias´ e es­ta­tís­ti­cas”. Em ar­ti­go pu­bli­ca­do, na ter­ça-fei­ra, 24, o jor­na­lis­ta Fer­nan­do de Bar­ros e Sil­va, editor de “Brasil” da Folha, cor­ro­bo­ra a te­se da so­ci­ó­lo­ga: “Al­gu­mas ma­tam mais, ou­tras me­nos, mas to­da di­ta­du­ra é igual­men­te re­pug­nan­te. De­ve­mos ago­ra con­tar ca­dá­ve­res pa­ra me­dir ní­veis de afa­bi­li­da­de ou cri­ar al­gum ranking en­tre re­gi­mes bár­ba­ros?” Cla­ro que de­ve­mos — res­pon­do eu. To­do cri­me só se igua­la em re­pug­nân­cia pa­ra aque­le que é sua ví­ti­ma, mas pa­ra quem o ana­li­sa de fo­ra, es­pe­ci­al­men­te se es­se al­guém for um his­to­ri­a­dor, há uma enor­me di­fe­ren­ça en­tre ma­tar 100 pes­so­as ou ma­tar 100 mil. Se Hit­ler ti­ves­se ma­ta­do ape­nas uma cen­te­na de ju­deus, o na­zis­mo se­ria a en­car­na­ção do mal no ima­gi­ná­rio do mun­do con­tem­po­râ­neo? 
Só não vê que di­ta­du­ra tam­bém se me­de com es­ta­tís­ti­cas aque­les que têm me­do dos nú­me­ros. Ao ver que ne­nhu­ma di­ta­du­ra ca­pi­ta­lis­ta até ho­je con­se­guiu igua­lar os mais de 100 mi­lhões de mor­tos do co­mu­nis­mo no mun­do, a es­quer­da in­ven­tou es­se ar­gu­men­to fa­la­cio­so de que uma só mor­te per­pe­tra­da por uma di­ta­du­ra di­mi­nui to­da a hu­ma­ni­da­de, co­mo se o ho­mem-mas­sa da re­vo­lu­ção mar­xis­ta ti­ves­se lu­gar na po­e­sia me­ta­fí­si­ca de John Don­ne. Jus­ta­men­te a es­quer­da, que não faz con­ta do in­di­vi­duo de car­ne e os­so, só da mas­sa de ma­no­bra da re­vo­lu­ção. O re­gi­me mi­li­tar não ape­nas ma­tou mui­to me­nos gen­te do que ou­tros re­gi­mes au­to­ri­tá­rios — tam­bém foi ca­paz de cri­ar um mo­de­lo de di­ta­du­ra que de­ve­ria ser ex­por­ta­do. To­da di­ta­du­ra cos­tu­ma ser en­car­na­da por um ho­mem só, que se tor­na es­cra­vo do po­der que con­cen­tra, per­den­do in­clu­si­ve os frei­os mo­ra­is. Daí a pro­fu­são de di­ta­do­res sá­di­cos, pes­so­al­men­te se­den­tos de san­gue hu­ma­no.
No Bra­sil is­so não ocor­reu. Os mi­li­ta­res cri­a­ram uma es­pé­cie de di­ta­du­ra ins­ti­tu­ci­o­nal, em que o po­der não era en­car­na­do por ne­nhum ho­mem, mas pe­la ins­ti­tu­i­ção — as For­ças Ar­ma­das. Nem o prin­cí­pio fe­de­ra­ti­vo foi que­bra­do num pri­mei­ro mo­men­to, co­mo ocor­reu de ime­di­a­to com a di­ta­du­ra de Ge­tú­lio Var­gas. An­tes do re­cru­des­ci­men­to da lu­ta ar­ma­da, ain­da hou­ve elei­ção pa­ra go­ver­na­do­res e, mes­mo de­pois que elas fo­ram sus­pen­sas, o le­gis­la­ti­vo con­ti­nuou fun­cio­nan­do. Es­sa qua­se nor­ma­li­da­de ins­ti­tu­ci­o­nal pro­pi­ciou até o sur­gi­men­to e for­ta­le­ci­men­to de uma opo­si­ção que ja­mais hou­ve­ra em to­da a his­tó­ria do Bra­sil — a opo­si­ção ins­ti­tu­ci­o­nal, cri­a­da e man­ti­da pe­las pró­pri­as en­tra­nhas do Es­ta­do. 
Boa par­te do cha­ma­do mo­vi­men­to so­ci­al — que ho­je ali­men­ta o PT e de­mais par­ti­dos de es­quer­da — co­me­çou a ser cons­tru­í­do gra­ças a es­se pro­ces­so de ins­ti­tu­ci­o­na­li­za­ção do pa­ís ges­ta­do pe­los mi­li­ta­res. Co­me­çan­do pe­las pró­pri­as uni­ver­si­da­des fe­de­ra­is — co­bras a quem os mi­li­ta­res de­ram asas. A Re­for­ma Uni­ver­si­tá­ria fei­ta pe­los mi­li­ta­res em 1968 pro­fis­si­o­na­li­zou o en­si­no su­pe­ri­or no pa­ís, ins­ti­tu­in­do an­ti­gas rei­vin­di­ca­ções da pró­pria co­mu­ni­da­de aca­dê­mi­ca, co­mo de­di­ca­ção ex­clu­si­va de do­cen­tes, in­tro­du­ção de ves­ti­bu­lar uni­fi­ca­do e im­plan­ta­ção de mes­tra­dos e dou­to­ra­dos. Va­len­do-se des­sa es­tru­tu­ra, os in­te­lec­tu­ais de es­quer­da se in­fil­tra­ram nas uni­ver­si­da­des e, a par­tir de­las, for­ja­ram em to­do o pa­ís um mo­vi­men­to so­ci­al de pro­ve­ta, des­ti­na­do não a re­sol­ver pro­ble­mas, mas a fo­men­tá-los. 
Um exem­plo são os qua­se 50 mil ho­mi­cí­di­os que ocor­rem anual­men­te no pa­ís. Eles de­cor­rem, em gran­de par­te, da ir­res­pon­sa­bi­li­da­de do­en­tia dos in­te­lec­tu­ais bra­si­lei­ros, que, à for­ça de pres­sio­nar o Con­gres­so Na­ci­o­nal, le­va­ram à com­ple­ta las­si­dão das leis pe­nais, ho­je ir­re­ver­sí­vel, já que a men­ta­li­da­de pu­e­ril da es­quer­da pa­re­ce ter con­ta­mi­na­do até os mi­nis­tros do Su­pre­mo. Não é a toa que o mi­nis­tro Gil­mar Men­des dei­xa en­tre­ver que, a qual­quer mo­men­to, po­de sol­tar nas ru­as 189 mil dos cer­ca de 440 mil pre­sos do pa­ís, mui­tos de­les ho­mi­ci­das e es­tu­pra­do­res. Aí, sim, te­re­mos um ver­da­dei­ro ge­no­cí­dio da po­pu­la­ção in­de­fe­sa, em par­te por­que a es­quer­da, com o ob­je­ti­vo de de­mo­ni­zar os mi­li­ta­res, trans­for­mou o fa­la­cio­so con­cei­to de di­rei­tos hu­ma­nos num dog­ma di­vi­no. Co­mo se vê, a cri­mi­na­li­za­ção pa­ra­nói­ca dos mi­li­ta­res só aten­de a um ob­je­ti­vo — es­con­der que os in­te­lec­tu­ais de es­quer­da for­ja­ram um pa­ís mui­to pi­or que o de­les.

Depois da "Hora" Não é Hora.

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O Título é de Reservativa, sintetiza a necessidade de uma tomada de posição radical das FFAA em defesa da democracia, conforme determina a Constituição que juraram cumprir e defender.
O Pais foi tomado via voto, após uma campanha mentirosa, por uma corja de ladrões inescrupulosos e terroristas sedentos de revanche, cujos objetivos finais são a exclusão das FFAA nas decisões nacionais. Sobre os objetivos colimados da Nação, não se fala, pelo simples fato de sua inexistência. Agem sempre sem nenhum planejamento, correm atrás dos prejuízos remendando aqui e ali, colocando “Band Aid” em tumores sociais.
Aparecem em pesquisas, com altos índices de aprovação, mais impedem que se anuncie seu nome em locais de grande aglomeração de públicos, com receio das vaias.
Somos povo e políticos “avestruzes”, pois não queremos saber porque Dilma (a ladra candidata — cada povo tem o dirigente que merece) envia para as Agencias de pesquisas, os cadastros dos beneficiários do governo. Agem ao léu, patinando no mar de lama que propositalmente construíram. Odeiam claramente a Contra Revolução Democrática que interrompeu Jango e seus asseclas, abortando sua caminhada comunista, e aplaudem a revolução que levou a morte milhares de Cubanos, e transformou Cuba na mais pobre das Nações e seu Ditador no mais rico homem da América Latina. Reclamam de terem sido pendurados no antigo “poligrafo da verdade”, o “pau de arara” — acredito até que alguns tenham passado pelo desagradável “sacador de verdade”, existem momentos em uma guerra que tempo representa a salvação de muitas vidas — mas esquecem que nas revoluções comunistas, que tanto defendem, o “pau de arara”, não é usado para pendurar ninguém, e sim como elemento introdutório (e sem o lubrificante do “Temporão”).
Na parte inicial do seu plano, maquiavélico, conforme Atas de reuniões deliberativas do Foro de São Paulo, consta da compra, comprometimento e desmoralização de “nossos” políticos. O que foi executado com extrema facilidade dado as tendências própria da “classe” estimada em mais de 70% de criminosos de todas as espécies, mais em particular de larápios, e trambiqueiros — em sua maioria respondendo a processos, com “parada estratégica” nas gavetas de juízes afins. Afins de ganhos extras.
A parte política apodrece de forma vertiginosa, de tal forma que a sobra de políticos dignos são em numero insuficientes para alijar do poder um partido cujos membros e base aliada, enriquecem como Midas, sem que a Receita Federai e o Banco Central movam uma “palha” para impedir. Entrementes, vasculham os contracheques dos miseráveis funcionários públicos com fins de aumentar a arrecadação, tão necessária para a manutenção do status, assim dando sua contribuição imprescindível, contribuindo com seu silencio, sua covardia, com isso beirando a prevaricação.
O PT e seu fundador, acham que o MST está pronto para assumir o lugar para o qual vem sendo treinado, inclusive por elementos da FARC, pensa que seu Exército Vermelho (MST), está pronto para espalhar o terror nos campos e nas cidades, tornado o pais mais violento, como se aqui não se matasse mais do que na guerra do Iraque.
Desconhecem ainda, (não aprendem nunca, a ideologia é má companheira para o aprendizado), que as FFAA tem condições de destruir esses rapapés integrantes de “luta armada” em menos de 24 horas. Dos “paus mandados” mais os “manos”, 98% se entregariam só com um grito, 1% fugiriam, (os mandantes) e 1 % morreria defendo nem sabe o Q.
Fonte: Reservativa
citada em Navegação Programada

COMENTO: e como diz o título na Navegação Programada — "talvez já seja até tarde demais..."

terça-feira, 3 de março de 2009

¿Y Si Eliminamos las Cárceles?

El dolor de Susana Giménez
por Pablo Docimo
El brutal asesinato de un asistente de Susana Giménez, no fue más que otro botón de muestra de lo que vivimos la inmensa mayoría de los argentinos. Digo la inmensa mayoría y no todos los argentinos porque evidentemente un grupo de la sociedad no lo sufre, como por ejemplo, algunos políticos, jueces y/o fiscales. Pero claro, ellos tienen el privilegio de llevar custodia, que dicho sea de paso la pagamos todos, o sea, el resto de la sociedad.
De todas maneras, el avance de la delincuencia es tan grande que hasta alguno de estos privilegiados cada tanto es víctima de la "sensación de inseguridad", como el resto de los mortales. Pero volviendo al caso puntual del asistente de la diva de los teléfonos, quien fue atado de pies y manos, apuñalado y, como si eso fuera poco, tirado a una piscina con una bolsa en la cabeza, esto generó que los medios fuesen a buscar a Susana Giménez y pedirle una reflexión sobre lo sucedido.
Visiblemente conmovida, a pocas horas de ocurrido el crimen, la conductora disparó frases como "Quien mata tiene que morir" o "Basta con esta estupidez de los Derechos Humanos". Lógicamente, tan contundentes declaraciones repercutieron en absolutamente todos los medios, y varios sitios de Internet pusieron encuestas preguntando si compartían o no esos dichos y los programas de radio invitaban a los oyentes a opinar sobre el tema.
Los resultados fueron contundentes, la mayoría del común de la gente, más del 80%, opina que lo que dijo Susana Giménez está bien.
A modo de ejemplo, lo invitamos a que visite uno, y si lo desea, también puede participar.
http://cadena3.com/ (1)
De todas maneras, el punto es el siguiente, ¿es políticamente correcto decir lo que dijo Susana? Por supuesto que no.
¿Qué es lo políticamente correcto?

Muchos periodistas, especialmente los que se ponen el traje — o se disfrazan — de progresistas, salieron a pegarle a Susana diciendo que "era una barbaridad que haya dicho lo que dijo".
Veamos primero, que significa decir lo "políticamente correcto". Para decirlo de manera fácil y sencilla, decir algo políticamente correcto es tratar de dar una opinión sobre determinado tema sin comprometerse demasiado, estar del lado del, supuestamente, más débil, y demostrar que se es tolerante, incluso con los intolerantes. Lógicamente, esta opinión casi nunca va acompañada de un argumento sólido o, peor aún, con alguna solución para el tema en cuestión.
Los temas más comunes donde podemos encontrar declaraciones políticamente correctas son, entre otros, defender los derechos humanos, la ecología, mejorar el nivel de vida de los más necesitados, la distribución equitativa de la riqueza o la redistribución de las riquezas, por un lado, y oponerse enérgicamente a todo tipo de represión, la pena de muerte, la discriminación, el capitalismo, el neoliberalismo, la acumulación y/o concentración de las riquezas, el consumismo y, por sobre todas las cosas, enfrentarse al peor de todos los males, la tan temida globalización.
Por supuesto que ninguna persona medianamente coherente puede defender la contaminación o la destrucción del medio ambiente, o que existan pobres e indigentes en ninguna parte del mundo, o la discriminación o represión, pero, siempre hay un pero, lo interesante sería, en primer lugar, develar quienes son los verdaderos responsables de estos flagelos; luego, como se hace para revertir o prescindir de ellos y, por último, no caer en la contradicción.
Seguramente, un periodista y/o político "progresista" diría que es por culpa de los grandes capitales, las empresas multinacionales, de las políticas neoliberales, de la concentración de las riquezas, etc., pero jamás aceptarán que somos subdesarrollados por nuestra propia inoperancia, cultura e idiosincrasia.
Tampoco se escucha decir, por parte de esta corriente progresista, como se hace para prescindir o revertir estas situaciones. De ser así, tendríamos que transitar todo un proceso de involución y volver a vivir como en la Edad Media, dejando de lado la ciencia, la tecnología, cerrar los laboratorios medicinales o las fábricas para evitar las contaminaciones.
Otro ejemplo clarísimo de contradicción es que se reclama permanentemente por hospitales bien equipados para que toda la población pueda tener acceso a la medicina, cosa que es totalmente lógica y comprensible, pero ¿cómo se hace para fabricar un tomógrafo, un quirófano o sencillamente un bisturí o una jeringa descartable sin instalar una fábrica?
Y por supuesto que nadie puede estar en contra de la educación ¿y como fabricamos libros o pupitres sin talar árboles, o pintar escuelas sin una fábrica que haga la pintura? estos ejemplos son tan básicos como reales, y tan contradictorios como interminables, pero queda bien defenderlos y esgrimirlos como bandera.
¿Existe la opinión pública?

Algunos sociólogos sostienen que la opinión pública no existe, ya que una cosa es lo que un individuo piensa íntimamente y otra muy distinta es lo que dice en público.
Dicho esto en otras palabras, muchas veces no se dice en público lo que realmente se piensa porque no es, precisamente, lo políticamente correcto.
En muchos casos, no sólo se dice lo políticamente correcto, a veces se hace; un ejemplo de ello fue cuando Carlos Menem eliminó el servicio militar. Hizo lo políticamente correcto, ya que en las siguientes elecciones, eso le valió los miles de votos de los jóvenes que se "salvaron de la colimba" y, por supuesto, de las madres de esos jóvenes.
Pero Menem, también dijo, en una ocasión, algo políticamente incorrecto, y fue cuando se pronunció a favor de la pena de muerte para ciertos delitos, como violación seguida de muerte, secuestro seguido de muerte y a los responsables del narcotráfico.
En ese momento, la opinión pública le cayó con todo su peso, hasta que tuvo que dejar de hablar del tema. Sin embargo, cualquier persona común y corriente puede elaborar su propia encuesta, preguntando a amigos, familiares y compañeros de trabajo que opina sobre los dichos de Susana Giménez, y seguramente, la mayoría le dirá que coincide con ella, y es porque esas declaraciones están basadas, sencillamente, en la aplicación del sentido común, que no es más que interpretar lo que nos dice el común denominador de las personas. Por supuesto, no existe ninguna forma de comprobar empíricamente dichas afirmaciones, dado que no estamos tratando una ciencia exacta; pero si podemos encontrar una respuesta satisfactoria aplicando la lógica, que según la Real Academia Española, significa: "todo aquello que es consecuencia de lo natural y legitimo".
La pena de muerte no soluciona el problema de inseguridad

La inmensa mayoría de los responsables de reflejar la opinión pública, los comunicadores sociales, difícilmente dirán en público que están a favor de la pena de muerte o, tan si quiera, de aplicar la mano dura, por más que íntimamente lo piensen.
Uno de los principales argumentos es que de ninguna manera la pena de muerte solucionaría el problema de la inseguridad, entonces hablan de estadísticas que nunca muestran o en tal caso son de dudosa confección, y dicen: "en los países donde existe la pena de muerte no se solucionó el problema de la delincuencia". Claro que no, obviamente que esa no es la solución, pero si aplicamos el mismo criterio, tampoco se solucionó el problema de la delincuencia en los países que existen cárceles, o sea absolutamente todos.
De hecho, no existe país en el mundo donde no existan cárceles, y mucho menos países donde estas estén vacías. Construir más cárceles tampoco solucionará el problema de la delincuencia, pero no por eso habría que prescindir de ellas.
Lo mismo ocurre cuando se habla de aplicar leyes más duras, o de bajar la edad de imputabilidad, queda políticamente correcto decir que eso no sirve para nada, pero si un chico de 17 años viola y mata a la hija o nieta de alguno de ellos, seguramente no dudaría en querer matarlo con sus propias manos. ¿Usted tiene alguna duda? YO NO.
Pero, como decía el General, la única verdad es la realidad, y la realidad indica que la delincuencia está creciendo a pasos agigantados, la realidad dice que la mayoría de los ciudadanos honestos coincide con lo que dijo Susana Giménez, y lo peor de todo, es que la realidad indica que estamos en esta situación por la inoperancia e ineptitud de nuestros funcionarios, ya sean legisladores, Jueces o Fiscales, pero hay algo peor todavía, y es que no se escucha a nadie hablar del tema, y mucho menos aportar una solución.
Pablo Dócimo
(1) Ver otra encuesta: www.infobae.com
COMENTO: a argumentação sobre o "politicamente correto", propagado pela "intelectualidade" parece com alguma coisa brasileira? E a inépcia e incapacidade das autoridades argentinas lembra algum outro país?

Tecnocracia Ideológica Produz Crise

por Arlindo Montenegro
O programa Canal Livre entrevistou Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes. Desde criança ouço e leio a referência do Brasil como “celeiro do mudo”. Continuamos dependendo da importação de trigo para o pão de cada dia. E do jeito que querem os ambientalistas do governo e ongs estrangeiras, logo vamos depender de importação até de feijão com arroz.
Toda a legislação está sendo feita através de portarias e decretos. O congresso nacional nem liga para as conseqüências. Como é de costume, os parlamentares votam o que o governo manda e recebem o pagamento por baixo do pano.
As pedras no caminho dos produtores rurais vão-se acumulando: financiamento de safras, renegociações e de modo mais contundente, as decisões que podem inviabilizar a produção em sítios e fazendas, que há séculos se formaram para a produção de uva, milho, arroz, café e a recente soja.
São milhões de empregos ameaçados e a quebra no abastecimento interno e na exportação de grãos, galinha, porco. E essa gente, com estímulo, tem provado que pode fazer 3 safras de uvas no sertão de Pernambuco ou no Piauí. Ou dobrar a produção de trigo rapidamente, como recém fizeram no sul. Enquanto os engravatados ambientalistas fazem leis para impedir a produção de arroz nas várzeas onde é cultivado há séculos.
Será que a tecnologia do petróleo, que pode cavar e fuçar onde quer que seja na terra e no mar, sem limitações, já produziu um tipo de arroz ou outros alimentos, subprodutos desta fonte de energia tão poluente? Será que do petróleo do “pré sal” já saem como derivados, milho, soja, arroz e feijão devidamente salgados? Será que já resolveram o ‘fome zero’ no mundo inteiro?
É bom lembrar que toda a cadeia produtiva começa no campo. Os ambientalistas gritam nas cidades contra o desmatamento. Mas o que os incomoda de fato é a propriedade privada produtiva. É a cultura tradicional que querem substituir por fazendas coletivas em terras do estado socialista.
Ficou claro na entrevista, com dados fornecidos pelo Ministro, apoiado em estudos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que temos a maior reserva de matas primárias, intocadas, do mundo inteiro. Que o espaço utilizado para a produção de milho, soja, feijão e arroz é de 7% das terras destinadas ao cultivo.
Como diz um amigo, “os intelectuais se vendem facilmente aos governos”. E os governos se vendem muito facilmente aos controladores internacionais. Os governos abrem espaço e manchetes para ongs estrangeiras que querem ditar regras ambientais aqui e calam sobre as políticas domésticas do hemisfério norte, que continua emitindo gazes perniciosos e já destruiu toda sua cobertura verde. Como na Holanda, que tem apenas 1% do território coberto por matas secundárias.
São os mocinhos daqueles países que vêm aqui para impor decisões internacionalistas. Os esquerdistas do governo os abraçam e prestigiam para que os produtores rurais continuem no atraso produtivo.
Esta revolução verde em marcha, já estabeleceu a cobrança de impostos e multas que gravam e inviabilizam muitas propriedades rurais – pequenas, médias e grandes. Com as novas portarias e decretos ambientais, sobraria um espaço de 20% da área agricultável do país viável para agricultura e pecuária.
O programa colheu o depoimento de agricultores que receberam uma cartilha que, se não cumprem vão para a cadeia: não podem sair de casa à noite, estão proibidos de beber, proibidos de afastar-se de suas propriedades por mais de uma semana... leis ambientais? Ou privação da liberdade de ir e vir?
Democracia ou totalitarismo? E nem foi norma vista e aprovada pelo congresso. Apenas uma portaria! Elaborada por mentes perversas, doutoradas nas cidades. Gente que nunca viveu no campo. Entendimento de intelectuais que se reúnem com onguistas estrangeiros para o drinque de cada dia.
Tecnocracia ideológica para produzir a crise que interessa aos construtores do governo global totalitário. Gravam os produtores de alimentos. E os madeireiros deitam e rolam. Um ex “Superintendente” (que título pretensioso!) do Ibama no Pará foi preso recebendo R$ 500.000,00 para dar um jeitinho em questões ambientais para uma Madeireira. Isto aconteceu em 2002. O mandado de prisão saiu seis anos depois. O carinha foi preso esta semana passeando no Rio. É esta a norma.
É bom saber que os gabinetes bichados dos “Sirs” e “Lords” ingleses, foram todos forrados há pouco tempo, com mogno do Pará. Talvez a visita do Príncipe, tenha como um dos objetivos preservar madeiras nobres para forrar os palácios dos nobres ingleses no futuro. É muito pra minha cabecinha subdesenvolvida!
E muito mais é apreciar esta esculhambação com o país, que passei a vida inteira sonhando vir a ser o alegre celeiro do mundo, como resultado do trabalho honesto garantido por instituições honestas. Diferente de MST e similares, ongs e outros ativistas de uma ideologia brutal, cujos seguidores apossaram-se do país e atuam acima das Leis.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html