segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

No Governo do Crime, o General do PT Não é do Exército

por Orion Alencastro
A propósito do vergonhoso caso dos cartões corporativos distribuídos pelo governo do exmo. sr. presidente Luiz Inácio da Silva, há que se fazer honrosa ressalva em defesa do Exército Brasileiro, por dever de consciência cívica de nacionalidade e para que a respeitada instituição, leal aos superiores valores da Nação e da Pátria, e à honra da Bandeira Nacional, não se confunda com a figura do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional e subordinados fardados, manuseadores do erário público.

General a serviço do (des)Governo petista
O titular do GSI é o senhor Jorge Armando Félix, general-de-exército reformado, conhecido na linguagem popular das esquerdas, de petistas e palacianos de Brasília como "general de pijama", exercendo a função com todos os direitos, vantagens e agrados do cargo no staff presidencial, e acumulando merecidos proventos de militar da reserva.
Diante de tantas suspeitas, roubalheiras e abusos criminosos no uso dos cartões corporativos é importante ressaltar que o emérito militar da reserva não possui nenhum poder sobre a Força Terrestre e singulares. No entanto, tem à sua disposição mais de uma centena de militares comissionados na Presidência da República, distribuídos em Brasília, Florianópolis, São Paulo e São Bernardo do Campo para missões de segurança e condução dos veículos dos membros da família Da Silva.
Depreende-se que seus atos, obrigações e missões, bem como os de seus subordinados envolvendo o uso de cartões corporativos, de maneira nenhuma devem ser confundidos com os militares diretamente subordinados ao comando do Exército. Estes, distantes dos palácios e das intimidades públicas, estão cumprindo exemplarmente seus deveres constitucionais, a despeito da total ausência de atenção e respeito do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas.

Proteção total à família Da Silva
O ministro Félix cumpre o papel de oferecer toda e qualquer blindagem possível aquele que o nomeou para as funções de confiança. A prioridade é proteger o seu chefe e a família Da Silva, garantindo-lhes segurança pessoal, sigilo nas questões particulares que envolvam a "segurança nacional", conforme as suas próprias palavras.
O titular do GSI, mesmo tendo conhecimento das atividades imorais, amorais, anti-éticas e anti-estéticas do grupo familiar que se sustenta nas prerrogativas do manto da segurança nacional, deve se esmerar para não deixá-las vir a público.

O escritório dos acertos do Sr. Da Silva
O general do governo do PT que tem sob sua jurisdição a Agência Brasileira da Inteligência coloca em risco a sua saúde física e mental ao absorver conhecimentos e analisar informações sigilosas que não se coadunam com a respeitosa figura de um Presidente da República que, até há pouco tempo, desfrutava um secreto escritório particular na cidade de São Paulo.
Podemos imaginar o incômodo de um soldado com excelente folha de serviços ao país tendo que se sujeitar a engolir a seco e justificar, diante da imprensa, a hemorragia do dinheiro da República na farra de mais de 11 mil cartões corporativos, ao lado da apoplética ministra-chefe da Casa Civil e do ministro de "Agitação e Propaganda" (Comunicação Social), cujos passados não merecem ser lembrados, em respeito unilateral pela Lei da Anistia.
O temor oficial é que o aprofundamento nas investigações do uso geral dos cartões corporativos evidenciem até a compra de automóveis, motocicletas, motores de popa, embarcações de recreio, construção de piscinas, eletrodomésticos, tudo com notas fiscais fraudulentas.

Relações criminosas do Palácio do Planalto
O mais difícil para o ministro-chefe da Segurança Institucional é disfarçar a sua contumaz e angustiante fisionomia ao ter que calar sobre a manipulação dos movimentos sociais, estimulados e sustentados financeiramente pelo Palácio do Planalto e com anuência do presidente. A Força Nacional de Guerrilha Rural e Urbana, comandada pelo MST, nunca foi revistada pela polícia. O ministro Félix e a ABIN sabem muito bem que uma revista cuidadosa flagraria as armas utilizadas pela guerrilha treinada pelas FARC, em suas invasões de terra. Quem sabe, no dia em que invadirem as terras da família Da Silva e dos seus "cumpanhêros", as armas apareçam e a sociedade brasileira finalmente seja informada do arsenal em posse dos sem-terra.
O chefe do GSI também deve acompanhar constrangido os ajustes de facilidades promovidos pelo seu inescrupuloso chefe, que negocia as riquezas nacionais, a caixa preta do BNDES e o patrimônio público, permitindo o subfaturamento na exportação de minérios em prejuízo da soberania nacional, os avanços das ONGs transnacionais e as dos serviços secretos externos que adulam os governantes. Há que se acrescentar, ainda, as intimidades com a Vale do Rio Doce, Santander, OHL, CBMM-Araxá, Telefonica, Telemar, Gerdau e tantas outras madrinhas da família Da Silva, conhecidas da imprensa brasileira e internacional.

Patrimônio do "Poderoso Chefão"
É lamentável e triste para os homens de bem da Nação assistir um antigo chefe militar se prestar a um papel desses, omitindo-se diante do inexplicável banquete patrimonial da família Da Silva, durante os 5 anos de governo. No cardápio, Amazônia, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Madri e ilhas, e o destaque para os vultuosos empreendimentos imobiliários no ABC, sob direção do filho mais "notável". Este panorama é conhecidíssimo dos seus agentes de segurança, da inteligência, dos companheiros dos partidos aliados e de pauteiros da imprensa.
Como deve ser indigesto garantir a Segurança Institucional do país frente o enriquecimento da legião que aparelhou o Estado, a exemplo dos 40 denunciados à Justiça que, ainda orientados pelo ex-chefe da Casa Civil, agem nos subterrâneos dos palácios do Planalto e da Alvorada, e nas sombras do presidente da República!
A situação do Sr. Luiz Inácio da Silva só não se complica em função da aliança de onze partidos, encabeçada pelo "socialista" PT, dos invertebrados deputados, dos frouxos senadores da República, dos intelectuais e artistas embalsamados pelas verbas oficiais e da imprensa silenciada pela publicidade oficial.
Nunca neste maravilhoso país roubou-se tanto em tão pouco tempo! Esta é uma constatação difícil de ser desmentida pelo chefe do GSI, o general do Governo do PT, pelo punhado de valorosos patriotas servidores da Agência Brasileira de Inteligência, da Polícia Federal e da Receita Federal, e por que não, do Ministério Público da República, a despeito da velada polícia política organizada para a defesa e permanência do mandatário. Este é o (des)governo que a cada dia se notabiliza na imprensa e vai ganhando a opinião pública como o mais imoral e corrupto da história da Pátria, desde D.João VI.

Collor: migalhas que não atraem gangsteres
O general do PT não pode discordar que, por muito menos, montou-se um complô para a deposição do presidente Fernando Collor, composto pelas esquerdas, organizações do falecido vice-rei Roberto Marinho e empresários.
Hoje, a conjuntura é outra. O escamoteado gangster, seu Chefe, se sustenta na subordinação aos banqueiros, nas transnacionais, nos controladores externos, nos aparelhadores do Estado e nos políticos corrompidos, se ancora no Taliban tupiniquim dos movimentos sociais e se garante externamente dependurado no Foro de São Paulo, com toda a simpatia das organizações terroristas e narco-traficantes que o integram e passeiam livremente pelo país.
O verdadeiro sistema de segurança institucional não é o coordenado pelo general do PT, está implantado ao sabor doutrinário gramscista do "politicamente correto" que logrou as bençãos de uma legião de 62% de eleitores de consciência dispersa e encantados pela flauta mágica do embusteiro das bolsas-miséria, adulador do carrasco de Havana e capacho do coronel Chávez, seus colegas da lista de magnatas da Revista Forbes.

O general do PT não é do Exército
Seria prudente e saudável para o elevado conceito e imagem do Exército de Caxias se o governo e a imprensa dispensassem o tratamento de general ao chefe do GSI, omitindo a nomenclatura da sua graduação militar para ninguém confundir e interpretar que o "Grande Mudo" verde-oliva esteja de acordo com as irresponsabilidades administrativas, a corrupção, o solapamento da democracia e as ameaças à soberania nacional do sonso Governo da República.

Estamos Bem Arranjados

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por Maria Lúcia Victor Barbosa
Como sabem pessoas bem informadas, o governo terá ampla maioria na CPI a ser instalada sobre cartões corporativos. Governistas, mensaleiros, aproveitadores ou coisa que o valha serão 14 dos 24 integrantes da tal comissão. Eles ficarão também com os cargos de relator e de presidente. Resumindo, o galinheiro foi entregue a raposas espertissimas e malandras, capazes de provar, por exemplo, que Renan Calheiros é santo.
As Comissões Parlamentares de Inquérito, teoricamente importantes, mas inúteis na prática, têm atemorizado os petistas antes seus adeptos fervorosos. Não podendo evitá-las os PTbulls do Congresso manobram para ficar com o controle dos cargos estratégicos. Conforme dados do Senado e da Câmara, das 24 comissões instaladas desde 2003, 77% dos cargos ficaram com parlamentares petistas ou aliados.
É de se perguntar onde estavam os partidos de oposição. Afinal, estes têm o importante papel de garantir a democracia, que sem eles se extingue na vontade onipotente da situação. Por que, então, teria a oposição durante tanto tempo consentido na farsa das CPIs? Curvaram-se o PSDB e o PFL (hoje Dem) por má fé, comodismo, medo ou simplesmente por solidária afinidade com o PT? Afinidade parece ser o caso do PSDB, partido que, ressalvadas honrosas exceções, tem se mostrado conivente com o governo petista.
A inexistência de verdadeiros partidos de oposição e a ausência de lideranças combativas e eficientes estão entre as causas da impunidade deste governo que segue comodamente escorado na blindagem impressionante de Lula da Silva, um cidadão acima de qualquer suspeita que nada vê, nada ouve, nada sabe. E sem partidos programáticos, disciplinados e ideológicos que fizessem frente aos escândalos e falcatruas, tudo rapidamente se dilui numa sociedade intoxicada pela propaganda que encoberta, convence e manipula.
No caso da CPI dos cartões corporativos, essas fontes de abusos, desperdícios e mau uso do dinheiro público, ou seja, dos impostos escorchantes que pagamos, foi inicialmente proposto por um deputado (pasmem) do PSDB, que FHC e Lula da Silva não fossem investigados. Manobra esta indecente e destituída de inteligência, pois deu a entender que o ex-presidente FHC teria também que ocultar deslizes com os cartões por ele criados. Agora a oposição quer evitar a CPI mista (Câmara e Senado) para concentrá-la no Senado onde petistas e mensaleiros amigos estão em posição de equilíbrio e não de predomínio como na Câmara.
Se isso não acontecer melhor estancar a farsa, desistir de vez de encenar mais uma ópera bufa. Chega de perder tempo, de enganar a platéia no picadeiro do circo Brasil, de pagarmos deputados e senadores polpudos salários e imensos privilégios para nada. Do jeito que está ajeitado para o governo do PT essa CPI se tornará mais um motivo para envergonhar brasileiros de brio e dotados de discernimento.
Diante de fatos tão vergonhosos conclui-se que nossos representantes, tanto no Legislativo quanto no Executivo, chegaram ao nível mais baixo de nossa história politica. Estamos no tempo em que aproveitadores travestidos de representantes do povo se vangloriam de suas negociatas, e que vergonha na cara se tornou artigo raro ou inexistente. O Congresso Nacional se apequenou e rasteja diante do Executivo. É o serviçal por excelência do presidente da Répública, a voz do dono, sua marionete preferida. Tudo é comprado. Tudo é corrompido descaradamente. Nunca nesse país a política foi mercadoria tão indecorosa. Degrada-se a República no esbanjamento das cortes, na amoralidade dos Poderes constituídos, incluindo o Judiciário.
Distribuídos fartamente os cartões corporativos, louvados pelo próprio Lula que disse ter sido esse mecanismo de controle a única coisa boa que FHC fizera, tornaram-se nas mãos de centenas de funcionários e de ministros de ministérios inúteis a moeda que jorra sem limites dos caixas dos bancos. Vai-se à forra. Ética, responsabilidade, respeito, compostura são valores fora de moda na era PT.
Deslumbrada a maioria aplaude, elege e reelege quadrilheiros e seus chefões. É fácil ludibriar um povo cuja mentalidade do atraso foi forjada durante séculos. Tivemos uma "embriogenia defeituosa" e achamos natural não termos partidos políticos como definidos por Benjamim Constant: "partido é uma reunião de homens que professam a mesma doutrina". Bastam para nós esses clubes de interesses onde poucos se destacam por honradez ou coerência.
No momento não temos instituições capazes de proteger o País de si mesmo. O povo segue invertebrado, hipnotizado, assistindo BBB e espelhando-se no espetáculo televisivo degradante das intrigas torpes, da ignorância, do sexo animal, do mau-caratismo. Na política vigora como nunca a lei de Gerson: "levar vantagem em tudo, certo? O resto que se dane. Estamos bem arranjados.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Até na UNICEF!!!!!!

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UNICEF ¿LA PELOTA NO SE MANCHA?
CORRUPCIÓN Y DESVÍO DE DINERO
El Fondo de Naciones Unidas para la Infancia, más conocido mundialmente por su sigla UNICEF, es un organismo dependiente de la Organización de Naciones Unidas (ONU). Dos de los clubes de fútbol más populares del mundo, el español Barcelona y nuestro Boca Juniors llevan su publicidad en sus camisetas con el fin de donarle fondos. El club argentino por cada casaca vendida aporta U$S 1; el español por lo mismo cede E$ 1,5, y su caso fue más trascendente pues la publicidad de UNICEF fue la primera en su camiseta en sus más de 100 años de historia. Esta exclusividad benéfica le aporta a ambos clubes repercusión mediática, prestigio y simpatía por su desinteresada colaboración. En los dos casos quien aporta los fondos a la ONG, como fabricante de ambas casacas, es la empresa norteamericana Nike. Ella confirmará la profética letanía de Diego Armando Maradona, pero adaptada: la pelota no sólo no se mancha, si no que nunca mancha. En el caso principalmente de Nike, y de Barcelona y Boca, también limpia malas imágenes corporativas y sociales.

¿Un Sol para los grandes?
En los últimos años muchos artistas y deportistas fueron nombrados embajadores de UNICEF. Obviamente lo hacen de muy buena fe, donando el producto de sus actuaciones desinteresadamente. Pero también UNICEF en el mismo lapso recibió numerosos cuestionamientos, principalmente por falta de transparencia en rendición de cuentas, acciones contradictorias y tibieza ante las principales naciones que le brindan fondos. Se calcula que los contribuyentes estadounidenses le aportan unos U$S 100.000.000 anuales, siendo con el 10% de su presupuesto su principal Estado benefactor. Inclusive si se contabilizan las donaciones de privados el aporte de EE.UU. equivale al 25% de lo recaudado.
Esta es una de las razones por las cuales la ONG piensa muchas veces antes de criticar a EEUU o sus instituciones: los funcionarios norteamericanos, apelando a su sutileza, han presionado creativamente. Por ejemplo retrasando aportes, o reduciéndolos, o también retirando como en 1984 fondos a otro organismo dependiendo de la ONU como la UNESCO ante eventuales enojos. No sorprende que EE.UU. no fuera criticado por no adherir a la Convención de los Derechos de la Infancia de la ONU de 1989, compartiendo tal "prestigiosa" negativa con Somalia, Oman, Islas Cook, Emiratos Arabes Unidos y Suiza.
En este contexto al panorama mundial de la década de 1980 de recesión económica, políticas de ajuste a los países en desarrollo impuestas por instituciones del llamado Primer Mundo, deuda externa y crecimiento exponencial de la pobreza el discurso de UNICEF sólo pidió: "un ajuste con rostro humano".
El millonario Ted Turner conmovió en 2001 al mundo al anunciar una donación propia de U$S 1.000 millones para la ONU, con destino para UNICEF. Elliot Abrams, ex Subsecretario de Estado de EE.UU. para Asuntos Interamericanos, resaltó la petición especial de Turner para que su dinero no se afectase en la ONG al rubro Gastos Generales. El pedido de Turner se ajustaba a que allí se imputan el gasto tanto en oficinas como en las diversas Comisiones Nacionales, estimándose que cerca de un 50% del presupuesto de UNICEF en vez de ir a los niños queda allí; otra estimación habla que un 25% del aporte norteamericano para beneficencia infantil mundial no alcanza a salir de Nueva York, gastándose en sus oficinas. La consultora Booz Allen describió este problema como el "Síndrome del Hotel de Lujo". Otras críticas mencionan los altos gastos para mantener oficinas de campo, pago a "asesores técnicos" que no van a las oficinas, contribuciones a otras ONG que tampoco rinden cuentas y son acusadas de corrupción, gastos desmedidos imputados a "Relaciones Públicas" o vacaciones del personal, y pagos en concepto de "Asistentes Temporales" a ex miembros de UNICEF, quienes además cobran pensiones de la ONU.

No me peguen ... soy UNICEF
Pero últimamente la realidad pareciera que hizo cola para pegarle a UNICEF. En el 2001 la Autoridad de Combate a los Delitos Económicos de Suecia denunció que un noruego encargado en ese país de las compras en UNICEF cometió delitos de corrupción, falsificación de documentos y estafa con dinero de donativos. La acusación también contó con colaboración de fiscalías de Noruega y Dinamarca, imputándose también a cinco ciudadanos suecos. El responsable de compras recibió sobornos y violó procedimientos para favorecerse por sumas millonarias.
Ya en 1996 la misma Iglesia Católica suspendió sus aportes simbólicos a UNICEF acusándolos de campañas proabortistas, y principalmente por distribuir sustancias abortivas en Ruanda y Zaire. No extraña que los dinosaurios vaticanos tomaran esta medida, nobleza obliga, ya que la ONG  y el sentido común 
 en algunos documentos propició el uso de condones como prevención al SIDA. UNICEF, siempre lista para acercar posiciones, quiso generar un acercamiento al citar en un posterior documento que la castidad era el único método infalible contra la enfermedad. Pero posteriores declaraciones de su ex directora ejecutiva Carol Bellamy tildadas por Roma como abortistas más el apoyo al control demográfico en China de tener sólo 1 hijo por familia, aún a costa de abortos y estirilizaciones forzosas alejaron a la Iglesia por ahora definitivamente. Por supuesto nunca faltan los mal pensados que resaltan la competencia de ambos en un mismo nicho de interés: instituciones propias de la Iglesia (por ejemplo, Caritas) enfocadas en varios temas comunes a UNICEF como básicamente la pobreza infantil.
Otras críticas señalan que al evaluar abrir una oficina ante la apertura de Europa del Este en vez de instalarla en Moscú, Varsovia u otra ciudad de la zona la instalaron en Ginebra, Suiza. También que en 1991 UNICEF huyó temporariamente de Somalia ante una de sus recurrentes crisis, y que al regresar alquilaron las 3 mejores quintas del país como oficinas llegando a pagar hasta U$S 5.000 por mes.
Y el 2007 tampoco fue un año tranquilo. Primero se denunció en Vietnam la muerte de 5 niños vacunados contra la hepatitis B con vacunas donadas por UNICEF. Luego a fin de año la fiscalía de Colonia inició un sumario contra el gerente de UNICEF Alemania, Dietrich Garlichs, por sospecha de fraude en la gestión de donativos y malversación de fondos. También se investiga si cobró honorarios para jubilarse por E$ 300.000. El escándalo destapó ya en 2008 que un 17% del presupuesto real se gasta administrativamente, y el ocultamiento de irregularidades detectadas por el estudio de auditorías KPMG denunciando infracciones a reglas de concesión, desarrollo y control de transacciones derivó en la renuncia de la directora en Alemania, Heidi Simonis.
Demasiadas denuncias bien pueden transformar un Sol en un Eclipse para los chicos...

Nike ... ni ke se note la realidad
Regresando al fútbol tanto Barcelona como Boca Juniors canalizan sus donaciones a través de lo recaudado en la venta de sus camisetas oficiales. Como fabricante proveedor de ambos los aportes los realiza la empresa estadounidense Nike, en beneficio de la niñez. Para las tres partes es un negocio redondo, hipócritamente redondo.
Nike cuenta con numerosas denuncias de explotación infantil en la fabricación de sus productos, principalmente en Indonesia. En 2004 se calculó que en el mundo 204.000.000 de niños trabajaban pero no iban a la escuela. Nike es un coloso fabricante de indumentaria deportiva con sede en la ciudad de Oregon. Desde 1984 NO produce en EE.UU., y cuenta con 9.000 empleados directos (principalmente abocados al diseño) y 75.000 indirectos, mayormente de las fábricas a su servicio tercerizadas de otros países tercermundistas. También se estimó que con el 1% anual que invierte en publicidad podría sacarse de la indigencia a 10.000 indonesios que trabajan para la corporación.
Boca Juniors por su parte no se caracteriza por su delicadeza en el trato con sus infantiles futbolistas, sobre todo por su dirigencia marcada con la impronta conductiva macrista. Sobran ejemplos de futbolistas infantiles comprados a clubes débiles necesitados (Riquelme, La Paglia, Ruiz, Tévez, etcétera) o a empresarios poderosos conniventes. En ocasión de los pases al exterior de los jóvenes Tévez y Gago se los "invitó" a resignar el 15% que les correspondía por ley del monto de la transacción, como condición para no trabar la operación. Los jugadores terminaron acatando la sugerencia, sabiendo que los contratos que les esperaban eran mucho mejores a los locales. Otro secreto boquense en voz alta habla que al destacarse un juvenil en la primera división al jugar aproximadamente 8 partidos obligatoriamente debe tener firmado un contrato con el club. Las leoninas condiciones del mismo habrían sido las causas para que los padres de más de una promesa de Boca Juniors retiraran a sus hijos del club invocando la patria potestad, en algunos casos firmando con clubes europeos (Christian Ledesma, Forestieri, Coloccini y, recientemente, Trejo). Para los dirigentes boquenses, al firmar un contrato o respetar sus derechos, los niños primero ... los niños, primero, acatan sin chistar o sufren las consecuencias.
En Barcelona además de los beneficios publicitarios del convenio con UNICEF arrecian las críticas a su presidente Joan Laporta. Muchos intuyen del acuerdo un uso para provecho de su propio proyecto político tanto en Cataluña como España.

La caridad empieza por casa
Las empresas tanto en Argentina como en el exterior no sólo se abocan a la caridad por generosidad. Según la legislación correspondiente pueden obtener deducciones de impuestos a las Ganancias, generalmente de un 5%. En Argentina muchas campañas vinculadas a UNICEF u otras ONG invitan a donar los vueltos al pagar en las Cajas de supermercados y otros negocios. Al beneficio de imagen se agrega otra picardía argentina: por la reciente Ley 25.954 — llamada Ley de redondeo 
 cuando un comerciante no tiene monedas para dar el vuelto debe obligatoriamente redondear a favor del cliente. Agravado por la insólita escasez de monedas de circulante las empresas encontraron en la veta benéfica tanto una salida elegante como una solución para no perder plata por falta de cambio.
Como ejemplo de beneficio publicitario puede citarse el caso de L´Óreal de 2004, cuando donaron parte de lo vendido por su producto Biotherm a UNICEF. El total de lo donado fueron $36.000, pero un informe interno valorizó que la publicidad gratuita obtenida en los medios — si hubieran tenido que pagarla  ascendió durante la campaña a $ 615.000. Más claro, imposible.
Claridad que justamente se le pide a UNICEF en la rendición de cuentas. En su página web la ONG detalla genéricamente el costo de sus acciones, asumiendo que esto molesta a sus donantes privados y sobre todo gubernamentales pero defendiéndose en que ellos hacen foco en la capacitación de las comunidades.
Así como en la década del ´90 las instituciones del Norte adoctrinaban con el término "Excelencia" a los privatizadores latinos, para en el nuevo siglo buscar desligarse de responsabilidades de los descalabros promovidos hablando de encontrar un "Desarrollo Sustentable", quizás a varias de ellas les llegó el momento de dar el ejemplo con la "Transparencia" de su accionar.
Tomás Ryan
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Cidadãos Reféns de um Estado de Bandidos

por Márcio Accioly
Numa viagem que fez a Moscou (2005), uma das centenas já efetuadas no alegre jato presidencial (outras centenas virão), o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) assistiu ao filme “2 Filhos de Francisco” numa cópia pirata. Inacreditável!
Só mesmo um governo corrupto, voltado para a ilegalidade, poderia utilizar tal expediente. O mais “engraçado” de tudo, porém, ainda de acordo com o noticiário do período, foi sua excelência mandar recado para os cantores Zezé Di Camargo & Luciano, expressando o seguinte:
Diz pros meninos pra não ficarem chateados. Eu nem vi o DVD todo. Dormi no meio.
Depois disso aí, o Brasil ainda testemunhou o indiciamento de 40 figuras de projeção na gestão petista, acusadas de peculato e formação de quadrilha, entre outros incontáveis crimes.
O então ministro-chefe da Casa Civil, Zé Dirceu (PT-SP), foi obrigado a renunciar, teve o mandato de deputado federal cassado (pelo plenário da Câmara), mas continua dando cartas numa “administração” onde roubalheira e desvios de recursos públicos têm sido uma constante.
No escândalo do momento (outros se encontram em gestação), o TCU  Tribunal de Contas da União , “detectou 27 notas frias na prestação de contas de aluguel de veículos que o Planalto fez com os cartões corporativos”.
A notícia saiu na primeira página da Folha de S. Paulo da quinta-feira (14), com outro dado: o Planalto exibiu nota fiscal no valor de R$ 206.000,00 (duzentos e seis mil reais), na locação de veículos em Ponta Porã (MS), em 2003, mas, na realidade, pagou apenas R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).
Existem vários casos de notas fiscais calçadas: o valor cobrado na primeira via é um e, o efetivamente pago nas demais vias, é outro. As penalidades para tal crime só estão alcançando o simples mortal. Quem trabalha e sustenta essa pouca-vergonha.
Diante de tudo isso, de um presidente que “dorme” durante a exibição de cópia pirata no avião presidencial, supremo mandatário que nada vê ou enxerga, não são compreendidas as razões de não ter sido iniciado, ainda, o processo de impeachment de sua excelência.
Dom Luiz Inácio, visivelmente, aposta no confronto. Na distribuição de bolsas-esmolas, criadas na gestão entreguista FHC (1995-2003), para conter movimento que objetive dar um basta nas quadrilhas que instalou no poder.
O País se encontra inteiramente dividido. “Garantido” por banqueiros, fazendo a farra em lucros estratosféricos, na doação de nossas reservas minerais, através da criação de reservas indígenas e no apoio da maioria esmagadora de miseráveis, os quais recebem ajuda mensal em valores retirados da saúde, educação e serviços públicos.
O presidente das notas frias, segundo o TCU, consumindo milhões de reais em bebidas alcoólicas no jato presidencial, além de gastar mais de R$ 70.000,00 (setenta mil reais), mensais, na compra de ternos e sapatos, nada percebe.
Conta com beneplácito de oposição tão comprometida quanto, num país perplexo que não encontra alternativa ou saída. Não é denunciar apenas por denunciar, torcendo por final desastroso, pois a nação inteira será prejudicada.
Nossas instituições não funcionam. Estamos revertendo à barbárie. Os exemplos são os piores possíveis, pois o Estado se mostra dominado por castas criminosas. Este cenário tende a piorar sensivelmente, antes de qualquer medida de contenção.
Márcio Accioly é Jornalista.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Três Perguntas e um Depoimento

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1) Delúbio Soares viajou com Marcos Valério para o exterior?
2) Delúbio Soares encontrou-se com autoridades chinesas?
3) Delúbio Soares freqüentava a Granja do Torto entre 2003 e 2005?

Estas são as três perguntas que Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério, fez questão de registrar ao final do depoimento de Delúbio na semana passada e que Delúbio negou-se a responder. Parece que as três perguntinhas consideradas ameaçadoras por quem acompanha o processo de perto estão causando choro e ranger de dentes entre os envolvidos.
Se as questões em tela desagradam aos petistas, mãos à obra: vamos ver se estes temas foram ventilados ao longo dos depoimentos prestados anteriormente pelos envolvidos.
Comecemos com o depoimento do próprio Delúbio Soares à CPMI dos Correios, em 20 de julho de 2005. Há coisas interessantes ali:
(...)
O Sr. POMPEO DE MATTOS (PDT–RS) O senhor esteve em Taiwan um ano atrás?
O Sr. DELÚBIO SOARES Nunca, Deputado.
Sr. POMPEO DE MATTOS (PDT–RS) Há dois anos?
Sr. DELÚBIO SOARES Após o depoimento da pessoa que acusa de Taiwan, cuja denúncia ouvi nos jornais, após esse procedimento, vou tomar minhas medidas jurídicas. Ela disse que vai confirmar hoje...
Sr. POMPEO DE MATTOS (PDT–RS) A mulher do Valdemar Costa Neto disse que o senhor esteve em Taiwan. Enfim, que o senhor recebeu dinheiro de Taiwan.
Sr. DELÚBIO SOARES Nunca estive em Taiwan, nunca recebi ninguém de Taiwan, não sei onde... Sei onde fica, porque acabei de ir à China no ano passado. Sei que fica em frente. Fui à China, mas não a Taiwan.
Sr. POMPEO DE MATTOS (PDT–RS) Que é do ladinho ali.
(...)
Sr. EFRAIM MORAIS (PFL–PB) O Sr. Presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, na entrevista que deu ao Fantástico, em Paris o senhor vai dizer que mantém a resposta anterior, que já perguntaram isso, mas eu vou fazer esta pergunta –, que, há três anos, não acompanha mais a direção do PT, não sabe mais o que acontece no PT. Sua Excelência disse que não participa mais das reuniões do Diretório Nacional, nem nas festas, nem nas festas do Torto, nem nas festas do Partido, em função de ter assumido a Presidência da República.
Eu lhe pergunto: a recíproca é verdadeira?
Sr. DELÚBIO SOARES Eu me resguardo o direito de não responder a essa questão.
Sr. EFRAIM MORAIS (PFL–PB) Essa ninguém tinha feito a V. Sª. Ou seja, o Presidente Lula se afasta da direção do PT e não freqüenta mais as reuniões da cúpula do Partido. Mas a cúpula do Partido freqüentava o Palácio do Planalto? O senhor foi alguma vez ao Palácio do Planalto?
Sr. DELÚBIO SOARES Já. Respondi essa questão anteriormente.
Sr. EFRAIM MORAIS (PFL–PB) Uma vez?
Sr. DELÚBIO SOARES Várias vezes. Já respondi essa questão.
(...)
Sr. ALBERTO GOLDMAN (PSDB–SP) Após a eleição, o senhor teve contatos políticos, conversas políticas com o Presidente Lula, após a eleição dele?
Sr. DELÚBIO SOARES Tive vários encontros com o Presidente Lula, conforme já noticiei e já expliquei a esta CPI.

Pois bem... Os dois últimos trechos parecem responder parcialmente a terceira pergunta registrada por Marcelo Leonardo. Faltaria descobrir se algum destes contatos admitidos por Delúbio ocorreram na Granja do Torto. Como descobrir tal coisa sem contar com Delúbio já que ele não vai mesmo falar? Não sei. mas valeria a pena soltar os farejadores em cima da coisa.
Mais interessante é o primeiro trecho. Não lhes parece que ele estaria relacionado às duas primeiras perguntas formuladas pelo advogado de Valério? Isto posto, não seria interessante averiguar a data desta viagem de Delúbio à China e, caso isto ainda não tenha sido feito, descobrir onde estava Marcos Valério naquela ocasião? Seria coisinha fácil de resolver. Ainda que Valério e Delúbio tenham, providencialmente, emitido o novo modelo de passaporte, a PF teria, necessariamente, recolhido os antigos. Onde estarão os passaportes verdinhos de Marcos Valério e Delúbio Soares?
Fonte:  Nariz Gelado
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A Grande Caixa Preta.

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Ontem, quando a Ministra Dilma Roussef, o Ministro Franklin Martins e o Ministro Jorge Felix explicaram para o Brasil o novo conceito de segurança nacional, para justificar os gastos dos cartões corporativos da Presidência da República, estavam sendo filmados, fotografados e editados por uma empresa privada, chamada Radiobras  Empresa Brasileira de Comunicação Ltda., mais conhecida como Agência Brasil.
É o que podemos pensar já que, conforme o quadro acima, na Radiobrás, alguns funcionários públicos também recebem proventos como "pessoas jurídicas". Também recebem como "empresas", apesar de auferirem "diárias" como membros do quadro do funcionalismo público da União.
Em 2007, a Radiobras gastou R$ 25,6 milhões com "Outros Serviços de Terceiros  Pessoas Jurídicas", lançados em "Outras Despesas Correntes". Dentro desta rubrica, lá estão os "barnabés empreendedores" da Presidência da República, pois a Radiobras está à ela subordinada.
Estes funcionários receberam estes valores dentro do Programa 1032, "Democratização do Acesso à Informação Jornalística, Educacional e Cultural", na Ação 2675, "Captação e Veiculação de Matérias Jornalísticas sobre o Estado, Governo e Vida Nacional". Ou mais comumente conhecidos como "jornalismo chapa-branca".
Este Blog relacionou apenas os cinco primeiros "funcionários empreendedores", que recebem como "empresas"da Radiobras. Exatamente como recebem os pilotos do Aerolula e os militares a serviço da Vice-Presidência. O Governo Lula está reinventando a contabilidade. Só gostaria de saber se, como empresas ou como funcionários, recolheram os impostos devidos.
Com a palavra, os ministros que foram tão bem cobertos ontem, pela Agência Brasil, na sua entrevista coletiva. Vão dizer o quê, que fazer press release do Governo Lula também é "segurança nacional"? E eles têm coragem de tentar passar uma TV Brasil.
Explique-se os fatos ou aceite-se as versões. 
Apareceu um comentarista, muito articulado, dizendo que um piloto executivo ganha até R$ 40 mil mensais e que é normal, na aviação executiva, que pilotos paguem as despesas de combustível. E que este blogueiro parece ser muito ligado a certa tendência política, que não afirma qual é. Que deveria tentar outras versões. Vamos por partes.
Em primeiro lugar, empresas que usam jatinhos não possuem embaixadas que organizam, com antecedência, visitas oficiais da Presidência da República, desde logística até programação de encontros e, porque não, pagamento de taxas aeroportuárias e de combustível, no exterior. Ou o mordomo do Presidente da República também leva uma mala preta com dólares para pagar as recepções que Lula oferece aos demais mandatários? Ou o secretário do Presidente da República leva outra maleta entupida de verdinhas para pagar os hotéis? Qualquer visita presidencial é antecedida por um batalhão de assessores, que tudo organizam, que tudo planejam. Dá para imaginar um piloto de Aerolula descer com os bolsos estufados de dólares para pagar querosene? Ou é muito mais lógico e profissional que o Ministério das Relações Exteriores faça um orçamento e solicite uma remessa, abrindo uma conta da viagem, sobre a qual prestará todas as informações necessárias, contábeis, fiscais e legais, ao final da mesma?
Em segundo lugar, na aviação civil, pilotos de jatos executivos não são militares da ativa, retirados da Força Aérea Brasileira, onde continuam ganhando os seus salários e as suas diárias, para servir o Gabinete do Presidente da República. É o que está acontecendo desde 2004, quando o Aerolula começou a ser usado.
Em terceiro lugar, em contabilidade, pessoas jurídicas não se misturam com pessoas físicas. As primeiras têm CNPJ, as segundas têm CPF. As primeiras recolhem DARFs de diversos impostos, as segundas recolhem IRRF. A grande dúvida que paira no ar é porque militares da ativa receberam milhões de reais, como pessoas jurídicas, do Gabinete Presidencial. Não existe meia gravidez. Não existe meio militar. Não existe meia pessoa física. Não existe meia pessoa jurídica. A Secretaria de Administração da Presidência da República precisa decidir qual a personalidade jurídica que quer emprestar a estes militares, pois tudo fica muito suspeito. Por enquanto, até prova em contrário, o que está lançado no Portal da Transparência é salário, pois os pagamentos foram feitos para pessoas físicas, tendo como controle o CPF. 
Por último, este Blog não tem cor política não. Aqui se bate em Chico e Francisco, é só não andar na linha, não ter transparência, não ter respeito com a população e com o dinheiro público. E se quisesse ter cor política, qual o problema? Este Blog é feito por uma pessoa física, que tem todos os seus direitos assegurados por um livrinho chamado Constituição Federal. E, neste caso, com informações abertas, do Portal da Transparência Pública.
Ocorre que a pergunta continua em aberto: por que militares da ativa, no Gabinete do Presidente Lula e no Gabinete do Vice-Presidente José Alencar, recebem milhões e milhões de reais? É salário disfarçado? É compra sem licitação? Ou é coisa pior? Se não explicar, podemos pensar o que bem entendermos. E deste Governo este Blog se reserva o direito de pensar sempre o pior, vide o Mensalão e a farra com os cartões corporativos.

A Maleta de Antonini Wilson

LA VALIJA DE ANTONINI WILSON Y UNA INVESTIGACIÓN ROBADA
por Cristian Sanz
El 26 de agosto de 2007, publiqué una investigación exclusiva acerca del destino real de los casi 800 mil dólares que ingresaron a nuestro país desde la "auspiciosa" Venezuela de Hugo Chávez. Allí detallé que el dinero ingresado había sido derivado a una financiera llamada Pasamar y que, de allí, pasó a engrosar el millonario patrimonio que Néstor Kirchner y su esposa poseen en el Banco suizo Credit Suisse First Boston (1).
A las pocas semanas de publicado el artículo, recibí mails de diversas personas que contenían exactamente la misma nota, pero firmada con un impersonal "New York Times", como si el prestigioso diario norteamericano hubiera publicado semejante artículo, y encima en castellano. Lo insólito es que muchos de esos correos electrónicos me eran enviados para "colaborar" con la investigación que llevaba adelante.
Lo sucedido me pareció gracioso y lo dejé pasar, suponiendo que había sido una mala broma que se había difundido más de lo normal, pero pasó el tiempo y mi investigación comenzó a ser publicada por algunos sitios de Internet sin reconocer mi autoría, lo cual me hizo encender la pertinente alarma.
Comencé entonces la ardua tarea de escribir a cada uno de los sitios que habían reproducido la nota y les expliqué lo sucedido, facilitándoles el link pertinente para que comprobaran mis palabras. Por suerte, la mayoría de ellos respondieron positivamente y citaron la fuente real del artículo, aunque unos pocos jamás respondieron. Por ello, decidí publicar esta aclaración, ya que el resultado del artículo de marras fue logrado gracias a la exhaustiva investigación de tres periodistas de Tribuna de Periodistas: Carlos Forte, Carlos Machado y yo.
A continuación reproducimos el artículo en cuestión:

Desde que se destapó el escándalo de la valija con U$S 790.550 proveniente de Venezuela, mucho se ha avanzado en la investigación, pero aún no se ha llegado a determinar a ciencia cierta adónde iba dirigido el dinero ingresado por el "empresario" Guido Antonini Wilson al país.
Se pudo determinar, sí, que hubo otros ingresos anteriores de maletas repletas de billetes, siempre con trato preferencial. El sistema consistía en permitir que los pasajeros de esos vuelos pudieran desembarcar en la zona militar del aeroparque metropolitano, destinada a aviones oficiales y donde los equipajes no están sujetos a un control exhaustivo ni pasan por escáneres, sencillamente porque no existen.
De esta manera, grandes cantidades de dinero han podido cruzar la frontera de nuestro país sin que nadie estuviera enterado. Mejor dicho, sólo unos pocos, quienes estaban al tanto de estas operaciones.
Aparte del mismísimo presidente Néstor Kirchner, dos importantes funcionarios han estado al tanto todo el tiempo acerca de lo sucedido: el primero es el número dos de la SIDE, Francisco Paco Larcher
en realidad el verdadero "capo" de la Inteligencia K , y el segundo, el ministro de Planificación Federal, Julio De Vido. No casualmente fue su celular el que sonó insistentemente la madrugada del 4 de agosto de 2007, cuando Antonini Wilson era demorado junto a su venezolana valija.

Dinero perseguirás
El real destino del dinero ingresado la país fue producto de todo tipo de especulaciones. Se dijo que eran fondos para la campaña de Cristina Fernández de Kirchner y luego se llegó a asegurar que serían dólares para aportar a la campaña de Rafael Bielsa en la provincia de Santa Fe. Un real disparate.
La realidad, luego de la revelación de un par de fuentes oficiales y del cruzamiento de datos de diversa índole, es que los casi U$S 800.000 tenían un destino inequívoco: la financiera Pasamar SA (2) ubicada en la calle San Martín 580 1º A, autorizada a través del legajo 295 por la Secretaría de Turismo para operar en plaza y con el antecedente de aparecer en el lapidario informe que la Comisión Especial sobre Lavado de Dinero de la Cámara de Diputados confeccionó en el año 2001.
Lo cierto es que, desde Pasamar, el dinero iba a ser reenviado al banco Credit Suisse First Boston, que a su vez lo reenviaría a Suiza, en una operación coordinada por el hombre que viene oficiando de "nexo", Carlos Germán, y a quien los "valijeros" suelen llamar a su teléfono directo (4322-50...) desde que empezaron a llegar al país las maletas con dinero.
Un dato no menor: en el Credit Suisse reposan los 654 millones de dólares
que hoy superan los 1.000 millones que el entonces gobernador y actual presidente de la Nación Néstor Kirchner recibió en abril de 2003 y que son producto de regalías por la privatización de YPF. Teniendo en cuenta este antecedente, es más que probable que ese dinero fuera para el mismísimo primer mandatario.
Continuando con el relato, desde Pasamar el dinero iba a ser enviado a la sede del Credit Suisse en Av. Leandro N. Alem 855, Piso 16º, donde una mujer llamada Susana, secretaria del operador Fredy Gûttenger, se haría cargo de coordinar con el mencionado Germán a efectos de hacer la transferencia a Suiza. El dato es tan real que, si se analizaran los llamados al teléfono de Gûttenger en Suiza (41 44 333 3640) algunos funcionarios se llevarían no pocos dolores de cabeza.
"También habría que investigar a otras tres personas: Erwin Meyer, el 'Latinoamerican Team' del Credit Suisse, a Nico Trzicky y a su secretaria Noel Colmenero, cuyos teléfonos no resisten el cruzamiento mínimo", aseguró una de las fuentes consultadas para este artículo.
Sabido es a esta altura que entre el día en que ingresó la valija con casi U$S 800.000 y las jornadas posteriores hubo gran cantidad de comunicaciones entre los personajes mencionados y algunos funcionarios de primera y segunda línea del gobierno kirchnerista. En esas comunicaciones aparecería incluso la voz de Antonini Wilson.

Credit Suisse lava más blanco
Los investigadores más reputados en cuanto a delitos económicos y financieros a nivel internacional se refiere, suelen denunciar que el banco Credit Suisse First Boston es una de las plazas favoritas del lavado de narcodólares. En su momento, el Credit Suisse Group fue investigado por la jueza María Romilda Servini de Cubría por ese delito y el de fuga de capitales. Es dable resaltar que se trata de un grupo financiero con vastas y complejas relaciones con la economía argentina, vinculado al Banco General de Negocios de los hermanos Röhm y por donde se "blanqueó" el dinero de muchos de los negociados más escandalosos del menemismo.
No deja de ser sospechoso que el Credit Suisse haya sido el banco elegido por el kirchnerismo para que maneje los fondos de Santa Cruz en su momento. No sólo se utilizó a una entidad bancaria sospechada de lavar dinero, sino que el encargado de esa operación ha sido Aldo Ducler a través de su empresa Mercado Abierto, megadenunciada por blanquear dinero de traficantes de drogas del mexicano Cártel de Juárez.
A su vez, el nexo entre Mercado Abierto y la Provincia de Santa Cruz ha sido Eduardo Caffaro, nombrado por Kirchner director del Banco Central de esa provincia el 6 de julio de 2003. Estos datos constan en el informe de lavado de dinero que efectuó oportunamente el Senado de la Nación de Estados Unidos.
Allí aparece también mencionado el M.A. Bank (3), una entidad off shore que no cuenta con ninguna oficina física para realizar sus negocios bancarios, siendo sólo un "sello de goma" para ocultar ilícitos de toda índole. El M.A Bank también está vinculado a Aldo Ducler y, por carácter transitivo, a Caffaro.

Concluyendo
Quienes conocen parte de la "cocina" de los negociados K aseguran que tanto España como Venezuela serán los grandes escándalos que rozarán al oficialismo una vez que Kirchner y sus hombres abandonen el poder. "Los manejos extraoficiales de dinero con ambos países y los negociados cruzados serán el gran dolor de cabeza de los pingüinos (.) Como le pasó a algunos funcionarios menemistas, van a tener que caminar los pasillos de los tribunales incesantemente", aseguró un ex funcionario K desplazado por señalar diversos negociados kirchneristas.
No hace falta haber sido parte del "poder K" para hacer semejante afirmación, ni siquiera hace falta ser adivino.
Es una realidad casi tan palpable e indefectible como que los fondos de Santa Cruz jamás aparecerán.

Christian Sanz
(1) Ver http://www.periodicotribuna.com.ar/
(2) Pasamar S.A., CUIT Nº 30-53096702-2, con domicilio en San Martín 578/84, teléfonos: 4326-5249/4393-5809/4393-1900/4322-9095, es una casa de cambio y financiera. Fue fundada 1963, con una actuación impecable durante sus 43 años de vida. Su representante técnico se llama Carmen Elena Bellagamba y el número de registro es el 2067.
(3) Mediante movimientos de cuentas con el Citibank y con la complicidad del Banco Central, el M.A Bank operó en Argentina con dinero de coimas y de lavado de fondos provenientes del narcotráfico.

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Bien Vestidas, Depiladas y Maquilladas

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REHENES ¿SEIS AÑOS DE SELVA?
por Carlos Machado
Por fin se le dio a Hugo Chávez algo por lo que tanto bregó en las últimas semanas, intentando tapar con un dedo el sol que le representan la derrota en el referéndum por la reforma constitucional del 2 de diciembre último y, a mediados de ese mismo mes, el arresto en Miami de dos conocidos empresarios y un abogado ligados a la boliburguesía chavista que cayeron en las manos del FBI tras intentar presionar al ya famoso maletero Guido Antonini Wilson para que no hablara sobre el origen y destino de los 800.000 dólares que, con total desparpajo, transportó desde Caracas a Buenos Aires hace algo más de cinco meses. Un tema que en estas horas amenaza con volverse aún más ríspido para los gobiernos argentino y venezolano ya que en estas horas estaban a punto de ser presentadas, por los fiscales que llevan el caso, las pruebas que incluyen filmaciones y grabaciones que comprometen seriamente a los acusados y, por ende, a ambos gobiernos, que en estos días viven comiéndose las uñas.
Después del gran fracaso circense y mediático de los últimos días del año, cuando Chávez, junto al presidente argentino Néstor Kirchner y otros funcionarios sudamericanos se quedaron esperando vanamente la entrega de las dos rehenes y el niño Emmanuel prometida por las FARC, tras el golpe propinado por el presidente colombiano Alvaro Uribe al denunciar que el niño no estaba en poder del grupo guerrillero sino en una institución social de Bogotá, y la inmediata marcha atrás de las FARC, que quedaron al descubierto en su mentira, ahora Chávez vuelve a tomar un poco de aire desplegando ante los medios del mundo su alharaca por el final feliz de esta historia, al recibir finalmente a las secuestradas Clara Rojas — madre de Emmanuel — y Consuelo González de Perdomo en el Palacio Miraflores, sede del gobierno venezolano.
En esta oportunidad Chávez ni siquiera pudo acercarse a la frontera con Colombia para llenarse de gloria como pretendía cuando concurrió con su amigo Kirchner a Villavicencio, la localidad de ese país donde a fin de año iban a recibir a ambas rehenes y se quedaron con las manos vacías. Es que ahora el presidente Alvaro Uribe no permitió la presencia de ningún funcionario venezolano en su territorio ni tampoco ningún despliegue mediático de la situación. Solamente el ingreso de personal autorizado de la Cruz Roja y de dos helicópteros venezolanos, pero pintados con el emblema que caracteriza a esa institución humanitaria. Otro golpe más para el vapuleado ego de Chávez, necesitado desesperadamente de una figuración que al menos oculte, mientras pueda, tantos problemas que acosan a su gobierno y a él mismo.
Sin embargo, la entrega de ambas rehenes — las FARC no los llama así ni tampoco "secuestrados", sino "retenidos" — tuvo algunas irregularidades bastante notorias, que además de ser observadas en los videos de los canales de televisión que transmitieron la entrega de las rehenes fueron ratificadas por nuestras fuentes venezolanas.
Cabe señalar que obviamente estamos en un todo de acuerdo con la liberación de estas rehenes, que en los hechos representan una parte muy pequeña de los 600 secuestrados, la mayoría colombianos, algunos norteamericanos e incluso bastantes venezolanos — a los que Chávez no parecen preocuparle — en poder de las FARC. Pero se observaron algunos detalles que no cayeron muy bien entre la sociedad venezolana y los muchos observadores que siguieron esta cuestión.

Una pinturita
En primer lugar, Clara Rojas y Consuelo González de Perdomo no lucieron a su arribo a Venezuela — nos preguntamos por qué no a Colombia si son dirigentes políticas colombianas — como si hubieran estado seis años en la selva, en las precarias condiciones en que las FARC tiene a sus rehenes.
La madre de Emmanuel — el niño es fruto de sus relaciones íntimas con uno de los guerrilleros — lucía un elegante conjunto de pantalón, camisa y zapatos de color blanco, con una chaqueta sin mangas que extrañamente tenía sobre uno de sus costados el logo de la clásica propaganda chavista en el que se leía "Venezuela ahora es de todos".
Por su parte, Consuelo González de Perdomo estaba vestida con un prolijo conjunto de pantalón y campera gris azulado con zapatos blancos. Ambas, peinadas de peluquería y con sus cejas depiladas y pintadas. Detalles que a cualquier mujer no se le escapan, y que seguramente coincidirán en que las dos rehenes, más que permanecer seis años en la selva colombiana, parecían concurrir a un desfile de modas del peluquero y promotor de modas argentino Roberto Giordano.
Baste comparar sus presencias con el aspecto que presenta, en una fotografía reciente, otra de las dirigentes políticas secuestrada por la misma época que las hoy rescatadas, la franco-colombiana Ingrid Betancourt, cuyo aspecto tras más de un lustro de cautiverio es devastador.
Consuelo Gonzáles de Perdomo e Clara Rojas - Foto: La Provincia
Otro de los detalles que nos comentaron nuestras fuentes — y que también es visible en las tomas de la televisión — es que ambas rehenes entregadas por las FARC vestían otras ropas al ser halladas en la selva por la Cruz Roja y ser conducidas a los helicópteros, por lo que fue evidente que hicieron un cambio de vestuario durante el viaje que las depositó en Caracas, previo paso por el aeropuerto fronterizo de Santo Domingo para abordar un avión.
Por otra parte, no dejó de resultar llamativa la efusividad — besos y abrazos — que intercambiaron en los saludos de despedida con los guerrilleros que las condujeron hacia el punto de encuentro con la Cruz Roja, si se tiene en cuenta que habían sido quienes supuestamente les hicieron pasar las de Caín en su cautiverio.
También extraña fue la actitud observada al reencontrarse con sus familiares: eran éstos los que se veían más emocionados, mientras a las ahora ex rehenes no se les movió un pelo de sus buenos peinados, mostrando una actitud fría, prácticamente sin lágrimas, mientras Clara Rojas ni siquiera preguntaba por su hijo Emmanuel y tuvo que recordárselo una periodista. Tampoco mostró muchos sentimientos al hablar de su hijo durante una entrevista de la cadena radial colombiana Caracol.

El gestor
Pero hay otros detalles algo más tortuosos que el aspecto rozagante y el buen vestir de Clara Rojas y Consuelo González de Perdomo. No son pocos en Venezuela que comentan las andanzas del flamante ministro del Interior y Justicia del gobierno chavista, el ex capitán de la Armada Ramón Rodríguez Chacín. El currículo de Rodríguez Chacín muestra que participó en el fracasado golpe de estado de Hugo Chávez, en 1992, contra el presidente Carlos Andrés Pérez, siendo encarcelado y amnistiado dos años después. Durante el gobierno de Rafael Caldera (1994-1999) estuvo en la clandestinidad, siempre operando a favor de Chávez hasta que éste llegó a la presidencia en 1999. Ya había ocupado su actual cartera de Interior y Justicia en 2002, año en que fue acusado de mantener una doble identidad, ya que portaba documentos con el nombre de Rafael Alberto Montenegro. Es que el gobierno chavista es muy generoso a la hora de repartir documentos de identidad venezolanos falsos a aliados de diverso pelaje, sean hombres de su propio riñón, fundamentalistas islámicos refugiados en algunos "santuarios" de Venezuela, narcotraficantes colombianos o también guerrilleros y "comandantes" de las FARC.
Precisamente Rodríguez Chacín comenzó a mantener estrechos contactos con esta organización — a la que ya no puede denominarse "guerrillera" pues dejó hace rato los ideales que la lanzaran al ruedo en los años '60 para dedicarse al más productivo negocio del narcotráfico — ya en los primeros años de la década de 1980. Ya con Chávez en el gobierno, esos aceitados contactos se profundizaron y, con la obvia "luz verde" del nuevo presidente, hicieron que las FARC tuvieran libre tránsito en el lado venezolano de la frontera con Colombia, se permitiera la instalación de campamentos guerrilleros y, por si fuera poco, se otorgaran cédulas de identidad venezolanas a muchos de sus principales hombres, se llevaran a familias enteras de los mismos a residir en Venezuela con la protección del Estado venezolano, se aceptara a los más jóvenes en las universidades y se empleara a estos familiares en organismos estatales. Además se crearon entidades bajo la fachada de "organizaciones no gubernamentales" o fundaciones que en los hechos hacen llegar dinero a las FARC.
De cuestiones como éstas, el gran artífice fue el ministro Ramón Rodríguez Chacín, además de haber facilitado, pocos meses atrás, la llegada del propio comandante de las FARC Luciano Marín Arango, más conocido por su nombre de guerra "Iván Márquez", desde "algún lugar de la selva colombiana" hasta el propio Palacio Miraflores para una entrevista con Hugo Chávez, de la que también participó la senadora colombiana Piedad Córdoba. Una entrevista en la que el guerrillero fue el único a quien se le permitió ingresar a ese ámbito del gobierno venezolano tranquilamente con su pistola en la cintura (ver foto). Por otra parte el hombre, uno de los principales encargados del manejo de la comercialización de cocaína desde Colombia hacia el resto del mundo, es objeto de una recompensa de 5 millones de dólares por parte del Departamento de Estado norteamericano por cualquier dato que permita su ubicación y/o detención. Algo que ni hizo pestañear a Chávez y compañía. 
"Iván Márquez", Chávez y la senadora colombiana Piedad Córdoba
Precisamente por sus buenos oficios y conocimiento de las FARC, a Rodríguez Chacín le fue encomendada la misión rescate que fracasó estrepitosamente en el pasado fin de año y esta última que finalizó con éxito, aunque en esta oportunidad, como se dijo antes, sin poner pie en territorio colombiano.
Las fuentes señalan también que con Ramón Rodríguez Chacín en el ministerio de Interior y Justicia de Venezuela, las FARC tendrían asegurado un fuerte bastión a través del cual se incremente el apoyo logístico y económico a la organización, a manera de intercambio por su colaboración con el gobierno de Hugo Chávez. Una colaboración que además de "neutralizar" a venezolanos disidentes y productores agropecuarios fronterizos — algo esto último que viene ocurriendo con mayor frecuencia —, tendría alcances también en el multimillonario negocio del narcotráfico. Pero estas últimas cuestiones serán motivo de otro artículo aparte.

Conclusión
Como se dijo al comienzo, a Hugo Chávez este rescate le permitió tomar un poco de aire frente a tantos castigos recibidos durante el último mes del año que acaba de finalizar. Claro, cómo no iba a estar eufórico el hombre, que había creído en la fracasada tentativa anterior que iba a ganar el Premio Nobel de la Paz.
Cuando las rehenes rescatadas bajaron de los helicópteros en Santo Domingo, Chávez les decía a los periodistas colombianos que les hacían preguntas que "las dejaran tranquilas". Pero cuando aquellas arribaron al aeropuerto caraqueño de Maiquetía dio rienda suelta a su show: las esperó con la mitad de la Asamblea Nacional, una patrulla del Ejército y su banda de música. 
Sin embargo, volvemos a destacar que resultaron bastante irregulares ciertos aspectos que rodearon la aparición de Clara Rojas y Consuelo González de Perdomo. A muchos de ellos ya los hemos señalado.
Hay otro que se comenta en cerrados círculos venezolanos, y es el que indica que en realidad las dos rehenes de las FARC se encontraban en realidad ocultas desde hace algunos meses en la extensa hacienda que el ministro Ramón Rodríguez Chacín posee en el estado fronterizo de Barinas, y que de allí — previo montaje de la "obra" — fueron trasladadas a un punto de encuentro que supuestamente designaron las FARC en el lado colombiano, con sus famosas "coordenadas". Un tema lo bastante grave como para que sea investigado mucho más a fondo.
Para cerrar, por ahora, este tema, transcribimos a continuación en forma textual lo señalado hace pocas horas por la periodista venezolana Aleidy Coll, quien respecto a este rescate señaló:
"No sé ustedes, amables lectores, pero la imagen de las ¿secuestradas? doña Consuelo y Clara, no son los rostros y cuerpos de personas que han permanecido sufriendo seis años en cautiverio, en manos de las FARC que han asesinado a tantísimos colombianos.
Clara Rojas, con moñera y perfecto corte de pelo se despidió hasta con un fuerte beso y apretón de aquellos guerrilleros ¿que la tuvieron como rehén a lo largo de seis calamitosos años?. La vimos en mejor estado físico que cuando las FARC dieron la primera y segunda fe de vida. La ex senadora Consuelo González de Perdomo también con un excelente corte de pelo y hasta arregladita con secador. Bien vestida y de excelente semblante. Maquillada de forma moderada, y en ningún momento dio muestras de preocupación por los seis años alejados de la familia.
De veras, en peor estado estaban los familiares de estas ¿rehenes?, a pesar de que se encuentran hospedadas en el hotel Meliá Caracas. Por ejemplo la madre de Clara Rojas y su hermano Iván le partían el alma al mundo, ¡cuántas lágrimas, cuántos sacrificios!. También la hija y demás familiares de doña Consuelo. Sólo se les vio alegría cuando se enteraron por los medios audiovisuales que ya estaban en manos de la Cruz Roja.
Haciendo memoria y revisando los archivos fotográficos de la salida de William Niehous de su cautiverio, mucho más corto por cierto, no entendemos qué tipo de guerrilleros tenían a estas dos orondas damas. El pobre Niehous sin lentes y con un pelo blanco y largo, sin decir de la poblada barba.
Para los más jóvenes les recordamos a Richard Boulton, el esposo de la ex Miss Venezuela, Marena Bencomo. También el joven empresario venezolano estuvo en manos de los irregulares menos tiempo que estas dos damas y salió cual guerrillero barbado y peludo. Flaco y con un semblante que denotaban el hambre, la miseria a que fue sometido por sus captores.
Vamos más acá, ¿se acuerdan del cautiverio de Sergio Omar Calderón, el querido 'Cura' Calderón?.bueno salió hablando de todos los Santos, de Dios, de la Virgen y con un rostro que denotaban la mala vida que llevó en un cortísimo tiempo.
Volviendo a las ¿secuestradas?, sentí como si ambas tenían en la espesa selva no solo a un buen peluquero, sino también a un modisto que les permitió cambiar de trajes en varias oportunidades.
Siendo honesta, y al estilo colombiano, siento que estamos ante un supremo montaje de alguien que usó a estas dos damas. Siento que estaban en manos de alguien desde hace algunos meses para robustecerlas (para cambiar la imagen de matones e irregulares de las FARC). Tal vez algunas de las fincas de 'los oligarcas bolivarianos' sirvió de reclusión para el parapeteo de estas señoras que, repetimos, distan mucho de aparentar haber estado en manos de las FARC, asesinos de tantos buenos y honestos colombianos.
Que me perdonen, pero que no tienen aspecto de haber estado secuestradas ¡no lo tienen!. Recuerden los apretones y los besos a la hora de despedirse de sus captores. El tiempo dirá la verdad".
Carlos Machado
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