sexta-feira, 3 de abril de 2009

Baduel é Preso na Venezuela

Dissidente chavista é acusado de desvio de fundos
AP e Reuters, CARACAS, ESP
Um dos principais dissidentes chavistas, o general da reserva e ex-ministro da Defesa da Venezuela, Raul Isaias Baduel, foi detido ontem por agentes do serviço de inteligência militar no Estado venezuelano de Aragua. Baduel, que acusa Chávez de "perseguição política", tinha audiência marcada para hoje no Tribunal Militar, onde responde à acusação de desvio de US$ 14,4 bilhões no período em que esteve à frente do Ministério da Defesa, em 2006 e 2007.
Segundo a mulher dele, Cruz María, o carro do casal foi fechado por agentes quando estava perto de casa. Os militares "colocaram uma pistola contra a cabeça dele e o impediram de fazer qualquer ligação para seus advogados".
O advogado de Baduel, Omar Mora Tosta, disse que "não havia necessidade para uma ação incompreensível do ponto de vista legal e que atenta contra os direitos" do seu cliente. Baduel já havia sido detido em outubro passado, também na véspera de prestar depoimento, sendo liberado em seguida.
O ex-ministro da Defesa se distanciou de Chávez no fim de 2007, quando passou a criticar o projeto de reeleições ilimitadas do presidente. Desde então, Baduel é acusado de desvio de fundos. O general diz que o caso "não tem nenhuma conotação jurídica" e serve apenas para "calar" suas críticas como dissidente.
Fonte: Brasil Acima de Tudo
COMENTO: esse é o destino dos "cumpanhêros" que ousam discordar dos chefes do Foro de São Paulo. Enquanto servem à causa são prestigiados, logo que demonstram algum descontentamento são acusados e "condenados" rapidamente por corrupção (vide os cubanos Felipe Pérez Roque e Carlos Lage, mais recentemente, e Roberto Robaina e Arnaldo Ochoa há mais tempo) e só se salvam se fizerem uma autocrítica confessando sua traição "à revolução". Há casos em que o descarte é mais simples, o possível dissidente é assaltado e/ou sequestrado, e morto por "criminosos comuns" (pessoas que possam ter assistido algo comprometedor também podem ser vítimas de "crimes comuns").
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El Fín de las Fuerzas Armadas del Brasil

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Pequeno resumo histórico de como a ideologia da vagabundagem infiltrou-se no Brasil e a forma como vem procurando desmontar a única Instituição capaz de lhe tolher a conquista completa do país.
Fonte: You Tube,
com indicação do Blog do Cel Lício
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ditaduras






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Tivesse vencido o outro lado, as perseguições, em vez da CIA, teriam tido apoio da KGB.
por Luiz Felipe Pondé
Ditaduras são horríveis. Mas tenho dúvidas quanto a esse debate. A primeira se refere à nossa capacidade de identificar ditaduras em processo de instalação. Todo mundo teria a mesma compreensão do que é uma ditadura? Acho que a Venezuela vive um sistema totalitário. Não importa se o presidente foi eleito. Hitler também foi eleito, não? Voto não garante democracia. Na hora que um sujeito tem voto popular para ficar o tempo que quiser no poder, para mim, se trata de uma ditadura.
Temo tudo que vem acompanhado de gente com camisetas iguais e berrando palavras de ordem. Teóricos espanhóis das novas constituições latino-americanas "gostam" destas reeleições e acham que plebiscitos contínuos garantem a democracia, como se o "povo" fosse índice de comportamentos e decisões democráticas. Piada de mau gosto. O golpe de 64 marca um mito fundador da esquerda brasileira. Sem ele, muita gente não teria carreira intelectual ou política. Teria soçobrado no esquecimento. Neste sentido, além de horroroso fato histórico, ela cumpre uma função mítica facilitando certas identificações, que, com o tempo, podem não significar muita coisa. Heróis "velhos" podem se revelar miseravelmente iguais aos seus inimigos. No caso brasileiro, a sobrevida de muitos "combatentes" contra a ditadura tem essa marca.
Outra dúvida se refere às vítimas da ditadura, verdadeiras ou falsas (sobre as falsas, proponho a leitura do livro "Os Demônios", de Dostoiévski, com seu personagem Stiépan Trofimovich Vierkhovienski, um intelectual preguiçoso, suposta vítima de perseguição por parte do czar).
Fala-se pouco acerca do fato de que muitos "combatentes" da ditadura brasileira eram amantes das ditaduras comunistas. Esse fato não muda a violência de nossa ditadura, mas deveria adicionar um dado de consciência histórica que não me parece receber a devida atenção por parte dos herdeiros do espólio simbólico das vítimas. Esta ausência de consciência histórica se dá porque muitos destes "herdeiros" estão comprometidos até hoje, de um modo ou de outro, com restos dos mesmos ideais totalitários que os animava na época. Seria pura vergonha?
Não se trata de relativizar o sofrimento real causado pela ditadura. Trata-se sim de perguntarmos em que medida muitos daqueles que sempre se colocam como reserva ética do país, por terem uma identidade construída em grande parte graças ao mito fundador da esquerda brasileira (o golpe de 64), não teriam, se vencido a batalha nos anos 60, ajudado a construir um sistema de opressão igual ou pior do que o que vivemos entre 64 e 85. Se levarmos em conta "os ídolos" de então (URSS, China, Cuba, Vietnã, Camboja), podemos supor que sim: teríamos acordado num grande gulag, afogados em sangue. Além do mais, existem ditaduras que são (apenas) um aparelho ideológico repressivo (portanto, tende a ser mais seletivo no massacre), outras visam "criar um homem novo e um mundo novo" (as comunistas), por isso tendem a massacrar mais gente (porque "detestam" o homem comum).
Repito para os leitores apressados: nada disso relativiza o sofrimento das vítimas, mas deveria implicar uma suspensão da falsa moral em relação aos argumentos que põem em dúvida a santidade democrática de muitas destas "vítimas". Quais argumentos são esses? Um deles é que grande parte do combate não era simplesmente entre inimigos da democracia e amigos da democracia, mas sim entre versões distintas de sistemas totalitários.
Nos anos 60 vivemos um "suspense" entre duas formas de totalitarismo. Quis a "história" que um vencesse. Tivesse vencido o outro, os assassinatos teriam sido aos montes; as perseguições, em vez de apoio da CIA, teriam apoio da KGB. Milhares de pessoas (as ditaduras comunistas adoravam grandes cifras) teriam sido torturadas e mortas em nome da revolução socialista (assim como acabaram sendo em países onde os "ídolos" de muitos dessas "vítimas" venceram a batalha). A monstruosa revolução cultural chinesa tinha apoio de muitos dos nossos "santos de 64".
Além disso, existe a dúvida acerca dos "resultados" — comunistas foram incompetentes. Seria bom acordarmos numa grande Cuba? Talvez hoje estivéssemos pior economicamente, atolados numa burocracia e num sistema marcado pelo medo e pelo atraso histórico. De alguma forma, fomos salvos do pior?
luiz.ponde@grupofolha.com.br
Fonte: Folha de São Paulo
COMENTO: o autor erra ao afirmar que o mito fundador das esquerdas brasileiras foi o movimento cívico de 1964. A canalha comunista — bem como os "pensadores" teuto-nazistas — já tinham o Brasil como alvo desde os anos 30, devido a sua até hoje não explorada "liderança natural" na América Latina. Em 64, nas palavras de Prestes, os comunistas já estavam no governo, só lhes faltava o poder. Erra, também, ao afirmar que na década de 60 do século passado houve uma disputa "entre duas formas de totalitarismo". O sistema que sempre se opôs ao comunismo ainda vige na maioria dos países pelo mundo todo e pode ser qualificado de muitas formas, nunca de "totalitarismo". O que ocorreu no Brasil pós-64 pode ser chamado até de autoritarismo, mas nunca totalitarismo — tão bem definido por Anna Harendt em "As Origens do totalitarismo" — que era o objetivo dos "jovens idealistas e revolucionários" da VPR, ALN, MR8 e tantas outras organizações que tinham o assassino Che Guevara como ídolo.

Lula Deixa Almoço e Evita Líder Sudanês

Presidente se sentaria ao lado de indiciado por crimes de guerra
por Jamil Chade
A cúpula entre países árabes e sul-americanos terminou ontem em Doha, Catar, em meio a uma série de constrangimentos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou o evento sem dizer se apoia ou não o indiciamento do presidente do Sudão, Omar al-Bashir, por crimes de guerra. Lula abandonou um almoço oficial com mais de 30 líderes ao perceber que teria de sentar-se ao lado de Bashir.
O evento acabou marcado pela divisão entre os países sul-americanos em relação ao presidente sudanês, indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por apoiar milícias acusadas de massacres na região de Darfur que deixaram 300 mil mortos. A cúpula teve outro momento constrangedor: assim que Lula iniciou seu discurso, o presidente da Líbia, Muamar Kadafi, levantou-se e abandonou Doha sem dar explicações.
Se Lula evitou Bashir, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convidou o sudanês a visitar Caracas: "O TPI é um resquício do imperialismo", disse. Os países árabes haviam adotado na segunda-feira uma resolução rejeitando o mandado de prisão contra Bashir. O passo seguinte seria buscar respaldo dos países sul-americanos. Mas Bashir não chegou a pedir apoio.
Ao chegar para o almoço oficial, o presidente brasileiro deu-se conta de que ficaria ao lado do sudanês. Como Bashir estava atrasado, Lula não perdeu tempo: saboreou apenas a entrada e, com a chegada do presidente do Sudão, levantou-se, cumprimentou-o e alegou que precisava sair para atender a uma ligação. Não voltou mais.
Oficialmente, o Itamaraty alega que Lula queria descansar para poder enfrentar as reuniões da tarde. Lula também evitou a imprensa — que só soube depois que o presidente havia deixado o centro de conferências. O Brasil ratificou o TPI, mas até hoje não se pronunciou sobre Bashir, pois quer apoio dos árabes para obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. O chanceler Celso Amorim afirmou que o tema não estava na agenda. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, porém, disse que não compartilhava da posição de Chávez e dos árabes. O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, avisou que não aceitaria posar para a foto oficial se Bashir estivesse nela. Sem explicações, o sudanês não apareceu para a foto.
O encontro terminou com uma declaração que apenas pede que o processo de paz em Darfur seja mantido e fortalecido. Diante da oposição de alguns governos sul-americanos, o TPI nem sequer foi mencionado.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cortes Obrigam Defesa a Dispensar 50% dos Recrutas

Numa atmosfera de crise, quem semeia verbas colhe frustrações. Foi mais ou menos o que aconteceu com o Orçamento da União de 2009.
O governo enviou a peça ao Congresso no ano passado, numa fase pré-crise. Depois que as finanças globais derreteram, foram feitos ajustes aqui e ali.
Nada compatível, porém, com o tamanho da encrenca que se avizinhava.
Resultado: o ministério do Planejamento viu-se compelido a promover cortes. Comuns no começo de cada ano, eles foram maiores neste 2009.
Escalaram os R$ 25,4 bilhões. Mais do que os R$ 21,6 bilhões esboçados há dez dias. Produziu-se na Esplanada uma carnificina.
Os ministros estão atordoados. Na pasta da Defesa, o corte foi de 28,4%. Foi um dos menores cortes.
Ainda assim, os efeitos são devastadores. Ouça-se o que diz o ministro Nelson Jobim: “O orçamento da Defesa, que seria de R$ 9,6 bilhões, deverá baixar para R$ 6,8 bilhões ... ... Por conta disso, estamos reduzindo a incorporação dos nossos recrutas de 80 mil para 40 mil este ano”.
Num instante em que tenta pôr de pé um ambicioso plano de defesa, o governo não tem dinheiro nem para alimentar, uniformizar e remunerar novos recrutas.
A crise deu aos braços fardados do governo uma deplorável aparência de 'Fracas Armadas'.
Ou a situação melhora ou logo, logo as “forças” serão chamadas de ‘Ex-ército’, ‘Mãerinha’ e ‘Jáeronáutica’.

Atacaram o Comando da VI Brigada do Exército, em Neuquén

por Carlos Manuel Acuña
Na noite de 24 Mar 09, grupos organizados de jovens — especialmente da agrupação Evita, que responde a Emilio Pérsico — atacaram em Neuquén a sede do Comando da Sexta Brigada do Exército.
Seu comandante, general Paoli, queixou-se publicamente pela demora da chegada dos bombeiros — (o incêndio) se prolongou (por) mais de meia hora quando as chamas eram bem visíveis nas áreas externas do edifício — e não houve presença policial até bem avançada a madrugada. 

Os encapuzados quebraram a grade que circunda as instalações e lançaram bombas Molotov, pedras e outros objetos que quebraram janelas e portas. Depois do incidente, o general Paoli respondeu às perguntas de jornalistas e disse que só havia tido contato telefônico com o chefe do Exército e nenhum com o ministério da Defesa. Aparentemente, esta situação se mantém até o momento com o agravante de que Paoli queixou-se de que nenhum dos atacantes foi detido, e que se ignora se iniciou-se a conseqüente investigação e assinalou, ainda, que o governador — descendente dos Sapag, que dominam politicamente a cidade e agora oferece apoio ao kirchnerismo — prometeu ajuda material para os indispensáveis consertos.
Também informou ante uma pergunta, que as guardas externas existem, em que pese a falta de pessoal, porém naquela noite foi retirada antes dos acontecimentos, para evitar atritos com os setores que haviam se reunido para repudiar o pronunciamento militar de 24 de Março de 1976. Até o momento não se conhece nenhuma outra declaração oficial nem a adoção de medidas para esclarecer o fato, apesar de existirem fotografias que permitem reconhecer os rostos dos vândalos. Em síntese, registrou-se uma nova exteriorização do processo anárquico que cresce no país.
Lembremos que no dia 24, deu-se a conhecer publicamente a triste notícia de que a Pracinha Capitão Humberto Viola seria substituída por um espaço de estacionamento para os legisladores tucumanos. Além disso, o Arquivo Nacional da Memória realizou o ato em que refundou a Escola de Educação Técnica 2, localizada em Salvador Sallarés, 699, entre Parrillo e San Juan, Florencio Varela, com o nome de “Rodolfo Jorge Walsh”, deixando para trás o nome do Tenente-General Pedro E. Aramburo.

Comentários e traduções: G. Salgueiro
Fonte: Notalatina
COMENTÁRIO DE GRAÇA SALGUEIRO, COM O QUAL CONCORDO, TEMENDO PELO FUTURO DE NOSSAS FORÇAS ARMADAS:
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Pior que este ataque foi a postura do Comandante daquela unidade, o recém-promovido general Victorio Paoli, que advertiu que o grave ataque foi promovido por “jovens com ódio”. O general não conseguia entender o ataque, pois na manhã daquele mesmo dia ele havia proclamado que “nós condenamos de forma explícita a ditadura genocida”. Vejam bem: este infeliz generaleco, este reles soldadinho de chumbo lambedor de botas dos montoneros Kirchner não “condenou” o terrorismo praticado contra o Estado argentino e seus compatriotas, mas os militares que tentaram impedir os atentados terroristas, os seqüestros, os assassinatos a sangue frio, os “justiçamentos” contra militares e civis inocentes — muitas crianças, inclusive! Não. Ele condenou a atitude saneadora em favor da liberdade e democracia em seu país que rotulou de “ditadura genocida”!""

Ainda Sobre 31 De Março

Hoje, 31 de março de 2009, as mentes sãs de nossa nação comemoram um episódio que por muitas gerações ainda representará a efetiva possibilidade de o povo brasileiro ter chegado íntegro ao terceiro milênio. Já há alguns dias, vários pensadores vêm demonstrando suas contribuições no sentido de historiar aqueles dias tenebrosos de final de março de 1964, quando a sociedade se mobilizou ansiosa por ver-se livre do mesmo inimigo que a seduziu décadas depois em troca de um prato de comida e de acessos às facilidades pouco meritórias que um estado falido pode oferecer.
Meu silencioso preito de homenagem aos heróis que deflagraram aquele movimento vitorioso que garantiu a normalidade institucional e que, a ferro e fogo mantiveram a normalidade social de um país que era uno até 14 anos atrás, quando foi tomado de assalto pelas mesmas forças marxistas que desafiaram nossas dignidades há 45 anos. Vivenciei em minha cidade, uma das maiores de nosso país, a plenitude deste período, que muitos chamam de ditadura, tendo eu usufruído a infância, adolescência e juventude num clima de paz, harmonia e progresso em todos os sentidos de minha vida, enquanto que a nação o tinha em seus campos do poder nacional.
Aos que não viveram as causas e as consequências da contra-revolução de 1964, aconselho a ler aqui um excelente texto de autoria do grande historiador Coronel Manuel Soriano Neto, cujo título remete ao evento que hoje orgulhosamente comemoramos. Logicamente, o viés pacifista e harmônico da exceção democrática que foi praticada gerou o perdão aos comunistas que quiseram implantar em nossa cultura um regime ditatorial baseado no modelo cubano, que era uma mescla dos genocidas modelos ditatoriais chinês, albanês e soviético.
E este perdão possibilitou o reajustamento social dos perdedores e sua reinserção no estamento político, conduzindo-os aos palanques e aos cargos eletivos ainda na vigência dos governos militares. E o que aconteceu com a reintegração dos perdedores, é o que vemos por ai, na frágil democracia que rege nossas vidas, em que o conceito de democracia não foi validado, em função de que hoje, mais do nunca, governa-se para minorias, tornando-as o início, o meio e o fim do processo em que a quase totalidade da população se vê preterida e relegada a um plano de contingência.
Fonte: Blog do Clausewitz
COMENTO: vendo as "manifestações" veiculadas na "grande imprensa" nos últimos dias, reafirmo que o grande erro dos governantes militares foi o de não terem aplicado o método de repressão preconizado pelos "revolucionários comunistas" aos seus inimigos. Houvesse a "ditabranda" estabelecido um "paredón" por aqui, teria evitado muitos dos problemas que hoje afligem o Brasil.

Vítimas do Terrorismo — Abril

Neste abril de 2009, reverenciamos a todos os que, em abris passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio. Move-nos, somente o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

14/04/69 – FRANCISCO BENTO DA SILVA (Motorista - SP)
                   LUIZ FRANCISCO DA SILVA (Guarda bancário –SP)
Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PCdoB, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto.

04/04/71 – JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ (Major do Exército – Rio de Janeiro)
No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa em Campo Grande/RJ. A 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou um casal, de táxi, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a “senhora” de possíveis riscos.
Ele iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da “barriga”, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. A reação dos demais agentes desencadeou cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
Destino perverso esse que compensou com uma reação de ódio e violência o gesto de bondade tão característica do major Martinez. Ele deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena pensão, criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis.

07/04/71 – MARIA ALICE MATOS (Empregada doméstica – Rio de Janeiro)
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN (Industrial – São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, a pedido de Carlos Lamarca os terroristas escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os colaboradores da OBan. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O primeiro escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
A partir da segunda quinzena de janeiro de 1971, iniciaram-se os levantamentos do industrial paulista, dos quais participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e Laerte Dorneles Méliga (nomeado, em 2011, Diretor do SERPRO, empresa governamental de processamento de dados ligada à Receita Federal - DOU nº 34 de 17/02/2011), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, traiçoeiramente assassinou Boilesen. Quando o carro de Boilesen entrou na Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela, disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen. Este saiu do automóvel que dirigia e tentou correr em direção contrária aos carros. Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando, Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta, junto de um Volkswagen. Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da face esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do cadáver. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”.
Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Caídas, duas senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida numa perna. Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:
“Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

10/04/74 – GERALDO JOSÉ NOGUEIRA (Soldado PM – São Paulo)
Morto quando da captura de terroristas.

Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: A Verdade Sufocada.